Bastidores da Engenharia: A Jornada de Jussara Coelho nas Grandes Obras de SP | Podcast

Transcript of a podcast episode recorded on-site at Allianz Parque (São Paulo) where the host interviews civil engineer Jussara Coelho about her path into construction, family influence, roles on large projects, mentors, and reflections on teamwork and interpersonal skills. Key facts: father Jorge Coelho is a foundation draftsman (38 years); Jussara has been at her current construction company about five years, progressing from 2 years intern → 1.5 years assistant → engineer trainee; she cites a past project with a 24,000 m² site and 70,000 m² built area; current site staff ~230–240 people; named colleagues: José Tadeu and Charbel.
Questions this video answers
Jorge Coelho; foundation draftsman/designer with 38 years' experience.
About five years.
Two years as an intern, 1.5 years as assistant, currently an engineer trainee.
A site of 24,000 m² and 70,000 m² constructed area.
Engineer José Tadeu (engineer) and Engineer Charbel (site manager).
Chapters
Sejam bem-vindos a mais um episódio diretamente aqui do Allianz Parque em São Paulo. E hoje eu vou conhecer um pouquinho da história de uma engenheira que eu conheci em uma obra muito relevante e trabalha em uma grande construtora aqui em São Paulo. Este episódio é um oferecimento MBP IsoBlock. Jussara Coelho, seja bem-vinda.
Obrigada.
Como que tá sendo essa experiência de participar de um podcast com esse cenário de fundo?
Sensacional, né? Porque primeiro é participar de um podcast, depois num cenário desse a gente fica até... emocionado, né? Bonito, lindo. Uma estrutura... Aí já parte pra civil, né?
Pode, pode.
Uma estrutura dessa, metálica, a gente acha, pelo menos eu, acho sensacional.
E falando em metálica, você tá participando de uma obra que tem muita metálica.
Tem, tem, tem um pouco.
O Jussara, eu queria que você falasse um pouquinho, como que você entrou na construção civil, assim, o que que te levou pra construção?
Olha, a minha família, ela é de... metade dela é da construção civil. Então, tudo começou pelo meu pai. Meu pai, ele é desenhista de fundação há 38 anos. Então, ele é desenhista, projetista de fundação.
E o nome do seu pai?
Jorge Coelho.
Jorge Coelho, um abraço pra você.
Então, há 38 anos, eu vejo ele fazer desenho, desde a época de prancheta até hoje, Revit, os bins da vida, né? E eu meio que fui, meu, engenharia, a gente consegue fazer bastante coisa, aí... Falei, vou começar. Primeiro eu ia fazer engenharia naval, né? Passei pra engenharia naval, pra Federal de Bauru. E aí meu pai acabou muito longe, não vai e tal. E aí ele, meu, faz civil e depois você faz uma especialização que tá tudo certo. E aí eu fiz civil e foi onde eu me apaixonei pela civil. Entrei e... Acabei me apaixonando aí. Então... Foi aí onde eu comecei a fazer civil. Comecei em obra através do empreiteiro de instalações. Então, eu trabalhava com empreiteiro de instalações, mas fiquei pouco tempo. Fiquei seis meses, logo em seguida eu consegui na construtora que eu estou hoje. Já fazem cinco anos que eu estou nessa construtora. Então, eu fiz dois anos de estágio, um ano e meio de assistente e estou como engenheira trainee até hoje. Nessa obra que Imensa!
Agora, pra gente continuar, você acredita em sorte?
Olha... Sim, um pouco. Na verdade, eu fico um pouco na dúvida, porque eu fico tipo, será que é sorte ou será que é a junção dos dois? É esforço e capacidade? É a forma de lidar com as pessoas? Porque hoje, no nosso meio, principalmente civil, né? Metálica também tem. Acho que todas as profissões de hoje em dia, é muito mais a forma que você trata as pessoas, de como você leva os assuntos, do que Realmente o quão você entende, o quão... Isso, claro, com certeza é um puta diferencial, mas a forma que você trata as pessoas e releva situações é o que te faz chegar em muitos lugares, às vezes.
Você deve engolir muito sapo.
É basicamente isso. É basicamente isso.
Por que eu estou perguntando se você acredita em sorte? Porque eu te conheci em uma obra... É uma obra diferente, é uma obra que chama a atenção, né? A gente está no processo de construção dessa obra e, assim, você deve se sentir muito especial em participar de uma obra como aquela que a gente, assim, se a gente tiver a oportunidade, a gente está, enfim, conversando, pra quem sabe, mostra aí pra nossa audiência na série Por Dentro da Obra, onde a gente acompanha ali o dia-a-dia e o que você mais vive de experiência que você gostaria de compartilhar com a nossa audiência e uma obra como aquela que você está hoje?
Olha, o que conta muito é a equipe que está naquela obra. Então, por exemplo, lá, desde quando eu entrei na Cirela, eu trabalho com um engenheiro que ele é super experiente, sabe? Então, o gerente é super experiente, a marca é uma marca muito experiente. Então, isso tudo agrega para como você trata as situações, como você se molda pra trabalhar. Você acaba virando um pedacinho daquilo. Então, tá numa obra desse porte, como eu sempre trabalhei com esse engenheiro, né? Desde quando eu entrei nessa empresa. Então, a gente fez uma obra imensa também, quando eu era estagiária assistente, né? Então, era uma obra de 24 mil metros quadrados de terreno com 70 mil construído. 70 mil metros quadrados construídos. Então a gente fez, terminou e depois eu acabei indo pra essa obra junto com ele. Ele é um cara que tem 33 anos de empresa e o gerente tem mais 34, alguma coisa assim.
E o pior, tá todo mundo aqui no meu ouvido. Quem é esse cara? Qual o nome desse cara que você tanto admira que te ajuda tanto?
O engenheiro da obra é o José Tadeu. José Tadeu é o engenheiro.
Um abraço pra você, José Tadeu.
E o gerente é o Charbel. Engenheiro Charbel. Então, estar com pessoas que estão há muito tempo na construção civil, É o tal da quilometragem rodada, né?
E tá com pessoas boas, né? Que de fato querem o seu bem, né?
Sim, sim. Então, a empresa, no geral, ela tem esse cuidado em formar as pessoas, em querer desenvolver os funcionários, né? Então, esse já é o jeito de ser da empresa. Então eu acho que tudo isso contribui, sabe? Pra você estar lá na... Gente, passa todos aqueles perrengues, fica... Obra, né? Fica preocupado e às vezes deixa de dormir, a gastrite ataca de nervoso. Mas aí, depois você para, olha as fotos de longe, aí você fica tipo... Realmente... Valeu a pena, né? Realmente faz sentido o que eu tô fazendo. Realmente é uma coisa que você gosta e... E é gratificante, né, participar? Acho que a palavra é essa, é gratificante.
E aí tem aquela máxima, né? Bem-vinda ao mundo da engenharia que é resolver problema.
É. É basicamente isso.
Jussara, e aí o nosso tempo é bem curto em função da quantidade de episódios que a gente quer aproveitar esse cenário aqui e trazer outras pessoas para a gente conhecer as histórias, né? Por trás ali do dia a dia, das profissões de engenharia, arquitetura, enfim, dia a dia de obra. Já passamos por aqui hoje, já passou mestre, já passou, enfim, uma série de pessoas. Tem alguma coisa que você gostaria de deixar aqui para a nossa audiência? Assim, de reflexão. Você que vive tantas emoções ali no dia a dia de obra.
Olha, eu acho que é essa coisa que eu comentei de lidar com o outro, né? Hoje em dia a gente tá muito nessa vibe no geral de como a gente lidar com as pessoas. Às vezes você tem que engolir aquele sapo pra você ficar tranquilo e ganhar a pessoa. O canteiro que eu trabalho hoje, ele tem 230 pessoas, 240 pessoas todo dia. Então se você é aquele cara rígido e que, meu... Não tem jogo de cintura nenhum. O famoso jogo de cintura na obra não rola. Então, eu acho que é mais a gente pensar nessa questão de jogo de cintura, de como levar a situação a seu favor, assim, sabe?
Sempre começar a olhar, trazer um olhar de outro ângulo antes de tomar uma decisão, né? Não ficar muito cego naquele pensamento, enfim.
Isso mesmo. Ah, eu também queria agradecer pelo convite, fico lisonjeada em, mais uma vez, um cenário desse. Então, obrigada pela oportunidade.
Eu queria agradecer também ao apoio da Isobloc, que empresas como vocês, que apoiam esse tipo de iniciativa, que isso é fundamental. A partir do momento que a gente ouve histórias como a sua, esse brilho no olho que você tem, isso é fundamental para que a gente atraia novos talentos para a construção civil.
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