Beyond The Club | Oscar Segall | ConstrueCast | Podcast da Construção

Podcast episode (host Paul; guest Oscar Segall) about Oscar's real-estate career and his "Beyond The Club" project. Oscar recounts 32 years in real estate (former incorporator; founded Clavin Segal which IPO'd in 2006 and was sold in 2009), later worked with BTG Pactual, returned to Brazil in 2014 and formed an asset manager. He developed Praia da Grama (a successful inland surf/beach amenity) and is scaling the concept into Beyond The Club — a high-experience, professionally run club in São Paulo (Ponte Transamérica) featuring artificial surfing waves, skate, ski simulators, theatre integration, gastronomy and app-driven services. The São Paulo club is under construction with a target delivery around mid-next year (July). Oscar aims to replicate the brand internationally (Miami, Brasília, Rio, Minas, California, Saudi conversations).
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32 years
2006
2009
2014
Beyond The Club — beyondtheclub.com.br
Chapters
Constricash Arquitetura, Engenharia e Construção Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Constricash. Hoje, acho que eu vou começar um pouquinho diferente. Quem vai apresentar o tema, ou seja, o projeto de hoje que vamos conversar, é o meu convidado, Oscar Segal. Seja bem-vindo ao nosso podcast.
Obrigado, Paul.
Como sempre, é uma honra receber você aqui.
Muito obrigado, Paul.
Oscar, eu queria, só pra introduzir um pouquinho do tema de hoje, eu queria que você primeiro falasse um pouquinho sobre você e já emendasse fazendo uma breve apresentação do projeto que vamos conversar. Inclusive, quem estiver ouvindo pelas plataformas de áudio, te convido a fazer uma visita depois aí nas plataformas de vídeo, porque o projeto de hoje eu tenho certeza que você vai ficar muito impactado. Oscar, com você.
Vamos lá. Eu tô aí no ramo há 32 anos. Antes eu era publicitário, mas não veio ao caso de ficar. indo tão para trás para não denunciar a minha idade, mas enfim, há 32 anos como incorporador. Fundei uma incorporadora chamada Clavin Segal, essa empresa abriu capital em 2006. Em 2009, no processo de consolidação, a gente vende a empresa e aí eu fui trabalhar do lado do mercado de capitais, fui me associar ao BTG Pactual e lá trabalhando, comecei a estruturar a área de real estate deles. Eu vi uma grande oportunidade para os Estados Unidos. Os Estados Unidos tinham passado por toda aquela crise Lehman Brothers de crédito, etc. E tinha muita oportunidade. Fiquei lá dois anos e meio e voltei para o Brasil em 2014. E aí abri uma gestora de ativos imobiliários. Não queria mais tocar como incorporador. A função do incorporador é quase 7 por 24. Você tem que, nos fins de semana, ver terreno, ver os estandes de venda. Durante a semana, você faz a orquestra tocar. E aquilo tinha me cansado. Depois de tantos anos, eu resolvi ser um gestor de ativos imobiliários. Qual era a proposta? Está do lado do mercado de capitais, com o conhecimento de um incorporador, de todo o ciclo do negócio de incorporação, que é muito complexo, grande, longo, aceita muito desaforos, análise de viabilidade.
Enquanto está no papel, né? Exato.
Enquanto está no papel, aceita desaforos. Mas se você levar do papel desaforado para a execução, você vai ter um problema. Então você tem que fazer a conta direito.
E muitos não resistem.
Tem alguns que fazem conta de infeliz para fazer acontecer. não é responsável e não é o caso. Mas esse era o grande discurso que era quando comecei no BTG e depois quando abri minha gestora, era um cara que já navegou e tem todo o network do circuito do mercado imobiliário, que já executou, já entregou, fazendo a gestão dos fundos, dos investimentos de investidores pequenos, grandes, médios, qualquer que seja, nesses fundos, garantindo a rentabilidade e os bons projetos. O banco captava, distribuía e eu garantia produtos bons na cesta de produtos daquele fundo com o objetivo daquele fundo. E aí em 2016, eu era surfista quando era garoto e parei de surfar por muitos anos porque a logística do surf ficou impossível. Comecei a ter filho pequeno e no fim de semana já começou a ficar mais difícil, o trânsito. Enfim, toda a infraestrutura do litoral nem sempre tem onda. Quando você vai pro mar, tá lotado de gente, aí você vai ficando mais velho, não consegue disputar. O surf foi saindo da minha história, saindo da minha vida. E aquilo me machucava um pouco, porque o surf é muito sexy, né? Você tem lugares lindos, pôr do sol, nascer do sol. pessoas queimadas, convívio com a natureza, só tem um lado gostoso desse esporte, dessa vida. Em 2016, começaram, depois do Gabriel Medina ser campeão mundial em 2014, virou um esporte olímpico, as tecnologias começaram a aparecer na televisão, eu falei, vou fazer uma praia no interior e vou voltar a surfar, vou em um útil ou agradável, minha capacidade de de execução de uma incorporação, com o sonho de voltar a fazer um esporte que eu havia deixado de fazer.
Não, fazer uma praia.
Não era pra mim, não era pra mim, mas era assim. E não era uma... As pessoas... Tenho que confessar que muita gente me chamou de maluco, inclusive os incorporadores, porque na época, como eu estava te dizendo, eu não queria ser mais executor. Eu queria ser gestor de ativos e ter uma relação com os incorporadores que tinham ativos bons e a gente entrava com dinheiro, eles abriam um pedaço desse ativo e a gente teria rentabilidade sobre essas gestões desses incorporadores. Então não tinha mais estrutura de incorporação, tinha uma estrutura diferente. E quando eu vi a possibilidade de fazer a Praia da Grama, em 2016, comecei a sonhar Em 2017, 2018, apareceu uma oportunidade, que foi a Fazenda da Grama. E quando eu vi aquilo, eu falei, pô, o que dá pra fazer? Eu não queria eu fazer, eu queria chamar um incorporador pra fazer, ser meu parceiro. Eu entrava com o Equity, etc., mas ele ia executar, porque já tinha a estrutura dele organizada. E todo mundo me falava, você é maluco, isso aqui não vai dar certo, isso aqui não vai dar certo, isso aqui é maluco, isso é maluquice. Quem falou que onda é essa, etc., tá maluco, não existe onda igual no mar, pá, pá, pá. E aí eu falei, cara, se ninguém quer fazer, eu vou fazer eu, né?
Os caras gostam, confesso que eu gostei de você já de cara agora.
Vamos lá. Eu vou fazer eu e fiz.
Este episódio é um oferecimento produtora de vídeo Infinity Plus. A Infinity Plus é especialista em produção audiovisual para arquitetura, indústria, engenharia e construção. E escritório de arquitetura corporativa Workplace, que desenvolve espaços singulares para que a sua empresa seja plural.
O Bionic, a gente vai chegar nele, nasce na Praia da Grama.
Não, é legal, todas as histórias.
Que foi a praia com rendimentos de menos liquidez, Menos primeira necessidade, tá certo? Você não consegue criar aquela pressão de venda de escassez, etc. Porque o cara tá num momento de vida XYZ, ou quando o país tá indo mal, normalmente é o que mais sofre, etc. E o país vinha vindo mal, né? De 2014 até 2020, 2019.
É que foi o pós-Copa, né? O reflexo ali.
Pós-Copa, impeachment, uma série de coisas, inflação, problemas exteriores, enfim. A economia não estava bem e o segmento de real estate não estava tão bem também. Mas enfim, a gente acreditou, fizemos pesquisa, a gente não foi irresponsável, até porque a gente defende capital de terceiros, a gente tem que ser muito responsável, muito fiduciário. E conseguimos, depois de pesquisas que mostravam o que eu acabei de falar, os fundamentos. Trânsito difícil de chegar, crowd, nem sempre o tempo bom. E para o interior os adolescentes não queriam ir porque não tinha o que fazer. Campo de golfe, o pai fica jogando cinco horas, não tem mais o que fazer. As crianças mesmo têm atividades uma certa hora do dia, mas depois também não tem tanto o que fazer. Então tudo isso foi encaixando na pesquisa e foi mostrando que existia muita gente interessada em ter um amenity desse dentro do condomínio. E aí a gente conseguiu comprar a fazenda da grama, executamos, tivemos sorte também porque pegamos a Covid que no primeiro momento a gente nos assustou muito, achamos que estávamos ferrados, mas no segundo momento foi um alavancador também das vendas, foi um momento de taxa de juros muito baixa, o Brasil chegou a ter 2% de taxa de juros, Qualquer negociação com cliente ele pagava na frente, pagava à vista com qualquer desconto que ele via que valia mais a pena pôr o dinheiro dele no lote que ele estava sonhando do que ficar numa poupança que não rendia. Então tudo isso nos ajudou, mas eu diria que ajudou a todos os condomínios de segunda moradia. Só que a gente subiu um patamar muito forte, muito evidente. Pra você ter uma ideia, quando a gente chegou antes de anunciar a praia na Fazenda da Grama, a Fazenda da Grama negociava R$ 200,00 por metro quadrado, R$ 300,00, dependendo do local do lote. A Baronesa, por exemplo, a Quinta da Baronesa, que é um comparativo, ou a Fazenda Boa Vista, A Fazenda Boa Vista negociava 1.200, 1.300, a Baronesa negociava 1.000, então a gente negociava 20, 15% do valor desses caras. Hoje a gente negocia depois da praia, eu já não tenho mais lote lá, mas enfim, tem transações lá a preços de Baronesa, ou seja, que parou, e a 90% de Boa Vista, 85% de Boa Vista, então a praia foi percebida. A felicidade das pessoas na grama é brutal. Assim, eu como incorporador já fiz muita coisa e sempre é um prazer ver o meu cliente satisfeito. A gente trabalha pra ele, mas lá era satisfação em triplo. As pessoas vinham, assim, mudou minha vida. A avó falava, meu neto agora fica comigo na praia. A gente que jogava golfe, não joga mais golfe, agora viaja pra ir pegar onda, porque é muito legal, minha família quer ir. Então, toda aquela energia que a gente tinha um pouco de dúvida, porque ninguém tinha feito uma praia com onda no interior, se confirmou e a gente falou, temos que trazer esse presente para São Paulo. Tem que levar para São Paulo. Como que eu vou levar para São Paulo? É provado que dá certo, traz valorização, traz alegria, traz felicidade. Hoje já não é um sonho, já é uma realidade. Já temos um showroom pra mostrar aqui, a Praia da Grama. Eu tenho que levar pra São Paulo. E aí, não consegui entender como eu ia trazer pra São Paulo. Você pode fazer parque, mas eu não sou gestor de parque. Não sei vender parque, não sei vender hora, não sei vender cheeseburger. Não é meu negócio. Um grande condomínio, Como a grama é mais residencial de primeira moradia, é uma possibilidade. Vamos olhar, mas aí os terrenos precisam ser muito grandes, porque só para o clube e para a piscina já tem que ser um terreno muito grande. Ainda equipar com um monte de prédios em volta para fazer sentido o custo diluído nesse faturamento também era difícil. Fazer um mix-use, mais shopping, é isso, é aquilo com aquilo, mas aí é aluguel de ônibus, voltou para o parque e tal. Aí chegou um dia, um belo dia, em Brainstorm, Eureka, a gente falou, vamos fazer um clube. Faz 80 anos que não se lança clube. Os clubes são mal geridos porque são estatutos velhos. formatos de gestão velha, os clubes são meio remendados, porque são clubes antigos, que vão se adaptando. Os clubes não tem toda a tecnologia que poderiam ter, porque nasceram já com adaptações. A gente pode fazer uma coisa diferente. A gente até, em algum momento da nossa história, da nossa concepção, a gente fala, o que a gente é? Então é um clube? Não, a gente é um hotel, porque vai ter quarto. Não, a gente é... Um resort, porque vai ter não sei o que. Não, a gente é... Sei lá o que. Aí a gente chegou uma hora e falou, não, a gente é um clube, cara. Só que é um clube como a Tesla fez com a locomoção, com o automóvel, ela revolucionou. Nós estamos revolucionando a categoria. E aí a gente se convenceu que a gente era um clube do futuro, de high experience, com estatutos e governância absolutamente moderna, moderníssima, poucos sócios na gestão, muita gente. profissionalizado, terceirizado embaixo, porque é isso que ferra os clubes. A gente que fez benchmark em todos, a maioria são... Até nível gerencial de vez em quando tem sócio, sócio contrata o sócio, amigo, pra fazer o paisagismo, aí não sei o que, outro que pra coisa de cuidar da piscina, aí quando você vai ver tá tudo mal gerido.
É um filho de muitos pais, né?
É, e a gente não sabe bem o que acontece. Enfim, esse aqui não. E nasceu com os esportes do futuro também. Esportes olímpicos que a maioria dos clubes não tem. Surfe é um deles, skate é outro deles, tá certo? mais emblemáticos e alguns esportes diferentes como o ski, nós vamos ter dois simuladores de ski, você esquia mesmo, como você esquia, surfa na onda artificial, você esquia numa esteira que te leva pra neve e você vai sair esquiando perfeitamente, se você é muito bom você vai melhorar muito na hora que você for pra neve. Então com esportes que os outros clubes não atendiam, com uma atmosfera social muito legal porque a praia é agregadora, a praia junta as pessoas, então tem um social muito forte, as pessoas que estão comprando Não compra só por causa da onda, ou só por causa disso, compra pelo pacote, porque sabe que o filho vai ter o que fazer, vai ter momentos gostosos de contemplação, de gastronomia, spa.
Esporte... Tem o próprio network também, né?
Tem o network também, que vai ter muita gente, enfim, muita gente similares, com objetivos similares, com histórias de sucesso. Está indo muito bem, as pessoas estão aceitando, o clube fica pronto daqui a um ano. E a gente tá super orgulhoso de entregar isso pra São Paulo. São Paulo, infelizmente, não é tão democrático ainda assim, como o primeiro Tesla não foi, era caro, como o primeiro iPhone era caro. A tecnologia tá crescendo no mundo e provavelmente vai ser mais acessível ao longo do tempo. Mas, como eu não tenho tanto tempo pra surfar também, tinha que fazer agora.
Tinha que fazer algo rápido.
O que cabia era fazer um clube um pouco mais exclusivo, com esse conceito. que paga os custos e paga a operação de maneira tranquila pra quem for sócio desse paraíso.
Agora vocês entenderam toda a história, agora fala o nome do projeto que estamos falando e onde fica localizado, Oscar.
Fale a minha.
Não, não, mas é legal, porque assim, tá todo mundo querendo entender, ó. Tá todo mundo querendo saber o nome, vamos lá. Eu não vou falar, você que vai falar.
O nome chama-se Beyond the Club. Porque o nome em inglês, Beyond, significaria além. O nome tem uma simbologia, além do que você imaginava, além do que você esperava, além da sua satisfação. Vai além da sua satisfação. Mas a ideia também é porque esse modelo de negócio a gente quer replicar no mundo. A gente já tá olhando em alguns outros lugares do mundo pra criar o mesmo clube, porque não tem como esse. Não tem hoje comparativo. Tem clube assim, tem clube assado, tem clube... Mas com essa proposta de esportes e de gestão, etc., não tem. Não tem mesmo, não consegui encontrar em nenhum lugar.
A própria experiência, né?
Vivido ali. Os Estados Unidos, por exemplo, é um mercado com muita cultura de clube, mas os clubes são muito temáticos. O clube da marinha, o clube da caça, o clube do golfe, Não tem tudo no mesmo lugar, né? Você atende do pai ao avô, do filho ao neto, enfim. E o nome do clube chama-se Beyond em inglês porque a gente tem a ideia de expandir ele para o mundo. E a ideia é que esse clube, que também coisas que clubes não tem, que são dormitórios, o Beyonder de Miami, por exemplo, vai poder usar o Beyond São Paulo, e o Beyond São Paulo vai poder... Então a gente vai criar uma grande comunidade no mundo, que elas podem interagir com os diferentes locais. Então chama-se, tem um nome internacional, esse é o nome do clube, Beyond The Club, e fica na Ponte Transamérica. Esse fim de semana, por exemplo, eu fui lá duas vezes, sábado e domingo, E eu moro pertinho da Faria Lima, e demorei 10 minutos. Tem dias com muito trânsito, pode chegar a 40, mas você tá 10, 15 minutos do PIB da América Latina, tá certo?
É, você tem ali, inclusive, próximo o Parque da Cidade, né?
Que tá colado ali. Parque Global, Parque da Cidade, Parque Global. Mesmo o Rocha Verá, hoje é o maior escritório da América Latina, se vacilar, acho que trabalha com 8, 10 mil pessoas. Já tá saindo outra torre gigante agora, da Walter Torre. Então o emprego está indo para lá. É um vetor da cidade que tem um processo de ocupação baixa. Hoje é com baixa ocupação, baixa a densidade. E a cidade tende a crescer para esses lugares, porque a infra está lá. E a gente está mudando um pouco a história do bairro. A gente tem escutado preços de prédios em volta subirem já 30%, 40%. Corretores vendendo lançamento na região. produto da Cirela, por exemplo. O cara fala, não, temos aqui o clube pra ficar três minutos vendendo meu clube pra depois... Então vem comprar um apartamento aqui perto dessa maravilha.
O cara já vendeu o clube pra você.
O cara tá me vendendo o clube pra mim antes. Então esse é o nome, esse é o local e... E quem tiver escutando, quiser ter um pedacinho de uma praia, é só nos procurar.
E sabe, eu recentemente recebi aqui o engenheiro Roger de Oliveira, que foi o engenheiro técnico responsável pela... por essa roda gigante aqui, do Parque Vila-Lupus, da Roda Rico. E a gente conversou muito que sobre o mundo precisa de loucos, só os loucos constroem algo que fica pra história. Nesse sentido, seja bem-vindo aqui, mais um louco no Cold Street Cash, porque diga-se de passagem, quem tiver a oportunidade, como eu falei, vai lá nas plataformas de vídeo.
Muito legal também, o nosso site é beyondtheclub.com.br, vale a pena visitar, que é um site super ilustrativo.
Ah, bacana, e a gente tá conseguindo.
Também... Mesmo na sua plataforma também, a gente vai mandar algumas coisas bacanas.
A gente tá mostrando tanto os 3Ds, quanto também imagens da obra que está em execução. Então, agora eu queria falar um pouquinho com você... sobre o Escritório de Arquitetura, que é um escritório super renomado aqui em São Paulo, enfim, que é responsável pelas obras mais icônicas aqui de São Paulo. Como que surge aí? Tudo bem que você contou toda essa história, mas quando você foi para a parte de execução de fato, de colocá-la em prática, ou seja, para nascer o projeto, como que surge essa demanda? Como que você vai buscar, por exemplo, o Escritório de Arquitetura?
Cada caso é um caso, mas no caso do Bjorn especificamente, como tinha um componente de retrofit muito importante, E como eu sabia que o escritório da Flávia e Gasperino tinham acabado de fazer um grande retrofit de uma escola muito importante também em São Paulo, e já tinham feito outros dois, eu falei, vou falar com eles. Porque além de serem renomados... Qual que.
É o nome da escola?
A da Avenues.
A da Avenues.
Eles fizeram todo o retrofit lá dentro, que foi complexo. E fizeram mais um, que agora não me ocorre. Mas eu falei, eu preciso de um escritório bom. Tem que ter design, tem que ter arquitetura, embora... Seja um clube, não dá para imaginar que você vai poder fazer uma coisa absurda. Tem que ter muito cuidado com manutenção e com o budget também. Mas a gente queria trazer um escritório muito criativo e que tivesse também a visão do retrofit, porque o retrofit pode ser uma enrascada, pode ser uma armadilha. E eles fizeram, por incrível que pareça, 60 anos atrás o Transamérica, o Hotel Transamérica. A gente já tinha trabalhado junto, a gente gosta muito do escritório, não preciso aqui ficar vendendo eles. E esses pontos foram muito importantes também na nossa decisão. O fato deles já terem feito, o Transamérica eu conheço, lá de trás tem arquivos e memórias, embora tenha sido a outra geração que tenha feito. Fizeram bastante retrofit, uma qualidade gráfica, de design, de arquitetura muito bacana. Então, não foi muito complicado, a gente não fez uma concorrência com muitos arquitetos. E no design interior eu usei o Gui Matos, que também é muito conhecido, que já também trabalharam juntos, o Gui Matos e a Flalo, porque também a gente precisava de um olhar bacana lá pra dentro, porque são muitos ambientes, um muito diferente, propostas diferentes. Nós temos hoje lá 62 consultores.
62?
Os que você conhece, tipo hidráulico, elétrico, estrutura, bababá, mas eu tenho consultor de squash, consultor de games, consultor de spa, consultor de fisioterapia, consultor de lutas, consultor de... Porque cada um... De acústica? Aí tem de acústica, aí tem de tudo, né? Paisagismo e tal. Os mais simples... Eu tenho todos os triviais e mais uns 30 que não são triviais, porque... Cara, você tem que saber qual o melhor piso pra pisa de squash, qual que é o melhor som, como que vai a acústica, como que é a iluminação, pá pá pá. Porque se deixar na mão da luminoteca iluminar uma quadra de squash, é capaz dele pôr a luz olhando pro cara que saca, tá certo? Porque ele não conhece. Então a gente tem essas multidisciplinas, tanta gente envolvida no projeto, o que é, transforma um projeto mais desafiador, porque é muita gente, muitas interfaces, mas está todo mundo muito feliz e orgulhoso de fazer parte desse processo, dessa história.
É muito bacana. Eu queria me aprofundar mais nesse projeto em si, mas até por conta do nosso público ser muito diversificado, quando você falou de abrangência de clubes, ou seja, você tem clubes, de fato, muito nichado. E aí eu pensei, veio muito de encontro aquilo que eu falo, que é o nosso canal, que é unir todo o setor, toda a cadeia da construção. Inclusive, eu já queria te convidar pra gente fazer um episódio especial trazendo alguém, trazendo o próprio Escritório de Arquitetura, o Gui Matos também, e o engenheiro que está tocando.
O nome da empresa chama-se Hong Kong Tech, uma empresa super conhecida, Ela é nova, mas o time é muito conhecido. O Mário Rocha, que é o presidente, era ex-gafisa, 30 anos de gafisa. Escola de arquitetura, engenharia, toda gafisa era referência. E ele é um amigo querido e um profissional de primeira linha.
Então, bacana. Então, estou fazendo aqui o convite, a gente vai fazer uma roda. Esse mesmo formato nós vamos fazer no Colégio Bandeirantes, aqui em São Paulo, que também é um projeto do Aflalo, que diga-se de passagem, é um projeto lindo, que a gente tem a série aqui com a palavra O Investidor. Porque tem o investidor, que decide fazer todo aquele projeto, aí você tem a engenharia, o desafio da engenharia, que também está muito integrado. com arquitetura.
Não tenho dúvida.
Já está convidado?
Estamos convidados. Eles têm que aceitar também.
Não, aí é com você. Você fica responsável. Mas, assim, esse projeto, eu acredito que, enfim... Está convidado.
E tem muita interface.
Tem muita interface.
Porque é uma mistura de Greenfield, que é um dos lugares que não tem nada, a gente vai construir do zero. com retrofit e com pré-moldado, então é uma complexidade que eu nem mesmo vou conseguir te dizer, mas vale a pena você sentar com eles e entenderem os grandes desafios, porque são muitas interfaces de processos e módulos e formatos construtivos aí nesse... Que é muita coisa, cara. É uma obra muito grande.
Quando você fala de todas essas frentes, né? Então, por exemplo, que eu não vou entrar no mérito técnico aqui, quando a gente fala de tecnologia BIM, essas coisas como que eles conseguem ali unificar tudo de uma forma que todos trabalhem, né?
Dentro de uma plataforma de gestão também.
Que seja um orquestra. Se um desafinar o projeto, não sai com aquela...
Obviamente, nós temos gerenciador de projetos também. Sim, sim. Então eu já vou fazer o convite. É legal, vamos fazer sim, porque deve ser interessante. Até eu vou aprender nessa... Nessa roda de conversa aí.
Com certeza. Então, você está convidado. Outras vezes a gente traz o Gui Matos. Alguém do A Fala. Pode ser... Enfim.
É o Ze que tem que tocar.
Pode ser o Ze que está tocando. E, em paralelo a isso, também eu queria te convidar para a maior feira de construção industrializada, que vai acontecer agora nos dias 1, 2 e 3 de outubro, aqui no IMB, que é a Modern Construction Show.
Uau.
A gente também vai falar de união de sistema. O que você imaginar de industrialização de sistema? A gente vai fazer essa feira. Você já está convidado.
Obrigado.
Tem mais alguma coisa que você gostaria de falar desse projeto antes da gente... Já que a gente vai fazer um outro mais técnico ali.
De novo, é um sonho. Tem surf. A tecnologia é incrível do surf, a percepção que se você tá numa praia, São Paulo tá ganhando uma praia, é uma praia, se um dia você tá convidado pra ir pra grama a qualquer hora dessas, você vai perceber que você vai tá com as sensações de estar numa praia, embora seja artificial, você não tem um mar infinito. É o pôr do sol na água, é a areia fofa, é o barulho das ondas, enfim, é a percepção pura. Isso você pode perguntar pra qualquer comprador de que eles estão numa praia. E isso a gente tá trazendo pra São Paulo. É uma praia um pouco mais urbana do que fazenda da grama, mas é uma praia que você vai ter essas sensações, esses sentimentos com tantas outras atividades, com skate, desenhando pelo Board Bank, com esse maior campeão do mundo de X Game, com ski, com enfim, participar de tudo isso, gastronomia, temos teatro alfa que a gente comprou, que não vai ser mais teatro alfa, a gente tá vendo quem vai ter o nome, o Name Rights, É do clube, embora continue sendo aberto ao público, as receitas dos espetáculos, o que sobrar, tem uma parte de locação que volta para o clube. Os donos, os titulares do Bionos, os sócios do Bionos vão ter vantagens em compras, em pré-estreias, etc. Mas é um teatro que vai voltar pra cidade, então a gente tem mais esse compromisso com a cultura de trazer de volta esse teatro tão icônico. Deve abrir meados do ano que vem de volta. Já fez tantas peças importantes. Então ali mistura tudo né, família, esporte, cultura, gestão, aplicativos, a gente tá aqui que nem maluco porque a gente quer que o cara entre lá dentro e se sinta percebido na hora H com serviços de primeira linha, a gente sonha, a gente brinca de vez em quando. Se o cara gosta de água ou de coco às 4 horas na praia, o aplicativo dele vai aplicar, 15 para as 4, vai apitar lá e fala, você quer sua água de coco às 4 horas na praia? Esse é o nosso sonho. E é pra isso que a gente tá construindo. Talvez não fique prontão na hora, mas como vai ser uma coisa global, mundial. em cima de uma marca de experiência, né? Porque a gente quer que o Beyonder seja um cara que tenha uma relação bacana com a natureza, com o meio ambiente, com comida saudável, com esportes off-road, com natureza. Enfim, esse é o espírito do Beyonder.
Oscar, agora uma pergunta muito pessoal. É, nitidamente, é muito prazeroso, gratificante ver o brilho no olho que você fala desse projeto e o quão você se orgulha disso. Razão pela qual eu vou fazer uma pergunta muito pessoal. Onde você se inspirou pra trazer esse projeto único pro Brasil e tenho certeza que irá pro mundo, eu não tenho dúvida disso, justamente pela sua vontade de transformar?
Ah, eu te dei um pouco do caminho, né?
Mas assim, um ponto que você falou, cara, isso aqui...
Quando eu fui ver a tecnologia, o dia que eu pisei, essa tecnologia espanhola, em San Sebastián, pela primeira vez, e é um protótipo, nem é do tamanho da nossa, das que tem pelo mundo, que são bem maiores do que o protótipo. Cheguei naquele meio do morro, no meio da natureza, sem um prédio, sem uma casa. Começo a descer aquele morro e vejo, de repente, um espaço com uma água maravilhosa. E aí chego naquele lugar, começo a ver ondas perfeitas, aquilo ali me arrepiou de tal maneira, falei, não é possível que isso tá acontecendo. Não é possível que o mar veio pra montanha, cara. É inacreditável esse negócio. Então, eu já conheci as outras por televisão, por isso, por aquilo, mas na hora que eu cheguei nessa, que foi a primeira, depois eu visitei as outras, E vi aquilo funcionando, aquele barulho, aquilo ali, falou, isso aqui é vencedor, não tem jeito de dar errado esse negócio aqui, cara. Então, acho que foi o primeiro contato, foi ali que me deu a certeza, a convicção de trazer essa proposta pro Brasil.
Eu poderia estar falando aqui de sonho, de coisa que ainda vai ser construída, mas o que me deixa muito, assim, contente e feliz com esse bate-papo nosso é saber que a obra está acontecendo.
Está acontecendo.
Então...
Esse é um compromisso que o incorporador sempre tem, entregar no prazo prometido. Essa é uma obra que tem um desafio maior. Até agora a natureza tem nos ajudado no sentido absurdo de problemas com relação a chuva ou seca ou qualquer que seja energia. Lá tem funcionado, então tá tudo indo. Mas ainda temos um ano pela frente, mas a ideia é entregar em meados do ano que vem e já estamos há um ano e pouco de obra. Hoje você já vê o formato da piscina na praia, da praia, da piscina com a tecnologia. Os prédios estão lá, que estão sendo retrofitados, estamos criando essa laje nova pré-fabricada que daqui uns três meses você já vai ver basicamente toda a edificação. Estamos correndo para entregar em julho do ano que vem.
Não bacana. Então, de qualquer forma, o pessoal estão acompanhando aqui as imagens. Infelizmente, você tá com pouco tempo. Não dá mais pra gente continuar. A gente tem aqui mais uns três minutinhos. Agora, eu queria que você deixasse... Esse bate-papo foi muito inspirador. Eu tenho certeza que vai conectar aí com muita gente. Agora, fala um sonho. Vou te chamar de louco, respeitosamente. Queria um sonho seu, assim.
Hoje eu tô muito envolvido com essa história do Beyond, com essa marca, né? E eu tenho feito uma analogia, um benchmark muito grande na Red Bull. Red Bull foi uma empresa que começou com vendendo energético, né? Hoje ninguém chama, pede um energético, pede um Red Bull como Coca-Cola, pede uma Coca-Cola. E eu quero que essa marca tenha um poder de transformação na vida das pessoas. Então esse é um sonho Como que eu vou fazer isso? Não são só apenas os clubes. A gente acha que os clubes, fazendo uma analogia de novo com o Red Bull, vai ser o energético, é o propulsor. Ter uns 40, 50 clubes pelo mundo. Mas eu acho que o Beyonder não precisa ser só sócio do clube. O Beyonder pode ser uma pessoa alinhada com aqueles elementos que eu falei com você. Pessoas que gostam de aventura, estar fora da cidade, que o luxo é ver o pôr do sol, nascer do sol, a lua, enfim. Esse é o espírito Bione e eu acho que essa marca, se a gente conseguir plugar parceiros estratégicos, não só o clube vai ser um local de experiência, a gente pode criar experiências para as pessoas. como a Red Bull faz, cria campeonatos de radicais para a Fórmula 1. Foi por um caminho. Nossa ideia é plugar prestadores de serviços de alto nível e começar a criar pacotes de viagens diferenciadas, criar programas de gastronomia diferenciado, criar passeios diferenciados, criar experiências radicais diferenciadas. E as pessoas vão querer fazer parte dessa comunidade. E essa marca, no final das contas, eventualmente daqui a uns 10, 15 anos, é uma marca que vai fazer parte da vida das pessoas. Então, esse é um pouco do sonho maluco agora. Já que eu fiz o primeiro, vamos para o segundo. Mas eu queria sempre deixar claro, assim, me chamam de louco, de maluco, e eu... Eu fiz coisa divertida, né? Pô, sou maluco, sou louco...
É, mas é legal, porque é o que eu tô vendo aqui.
Eu imagino o perrengue que você passou pra realizar esse sonho. Eu queria dar uma dica. Eu sou louco, maluco, mas com muita responsabilidade, cara. Sim. Muita. Não adianta você só ter ideia maluca, porque você pode se lambuzar no processo. Então, seja maluco, seja louco, seja empreendedor, seja o que quer que seja, atirado, diferenciado. Mas faça com muita responsabilidade. No meu caso, a responsabilidade era fazer um fluxo correto, fazer uma pesquisa correta, entender a demanda correta, entender efetivamente, já que eu nunca tinha construído uma praia, uma piscina, Gastar um pouco mais, deixar um pouco do seu lucro ali com especialistas te dando um apoio de uma coisa que você não tinha domínio completo. Então toma cuidado só com as loucuras. Porque no final das contas eu tava vendendo pra um cliente e eu tô aqui pra efetivamente fazer diferença na vida desse cliente. E a minha maluquice não pode machucar o cara.
Sim, sim.
E a minha maluquice não poderia fazer uma tecnologia que vem aqui, a onda para de funcionar daqui seis meses. Eu vim aqui porque tive uma ideia maravilhosa. Então tenha ideia maravilhosa, seja ousado, mas com muita responsabilidade.
E Beyond the Club São Paulo?
Beyond the Club São Paulo.
A ideia é também... Já estamos olhando.
Miami, estamos olhando no Brasil, Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Temos um incorporador parceiro já começando a prospectar, a Califórnia. Nós temos uma relação muito forte com a tecnologia, com o espanhol, e ele é abordado no mundo inteiro por empreendedores que querem levar a tecnologia. Hoje, 90% são aplicadas em parques. E eu criei um novo modelo para ele começar a vender, que é a Fazenda da Grama, que é condomínio com isso, e agora é clube. Então, em espanhol mesmo, mostra para o empreendedor, vê o perfil e fala, pô, você não quer se associar ao Biondi, fazer um Biondi? Então, ele é meu originador, tem alguns parceiros nos Estados Unidos, porque eu morei lá como originadores, e nós aqui no Brasil, temos na Arábia Saudita também uma conversa começando. Então, estamos aí, estamos acelerados.
Maravilha, e eu estou na torcida. Você que acompanha em nossas plataformas de áudio e vídeo, esse projeto em especial, vamos fazer algumas visitas, que a gente tem o quadro por dentro da obra, então você que quer ver de fato, inclusive o processo construtivo, fique de olho que a gente vai mostrar tudo para você. E o convidado de hoje, Oscar Segal. Oscar, muito obrigado pela sua visita e tenho certeza que a gente vai se encontrar muitas e muitas vezes.
Vamos sim, vamos dividir essa... essa emoção com as pessoas porque, de fato, eu e as pessoas que estão envolvidas no projeto são muito, muito emocionados e é muito gratificante fazer um projeto desse porte com esse impacto.
E um bate-papo desse nível você só vê aqui no Country Cash. Um abraço e até o nosso próximo encontro lá por dentro da obra.
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