Como Construir Patrimônio e Riqueza no Mercado Imobiliário com Joyce Portes

In this interview‑style YouTube episode, host Paulo talks with engineer‑entrepreneur Joyce Portes about her journey from a childhood fascination with construction to a career in heavy civil works (tunnels, bridges, railways) and eventually founding her own construction company in 2022. Joyce explains how she transitioned from public‑sector engineering to a private real‑estate development business focused on medium‑ and high‑end homes, detailing the economics of building‑to‑sell (VGV, low‑margin custom builds, financing through Caixa Econômica Federal) and the challenges of scaling a construction firm (team recruitment, training, commitment, profit‑sharing, and maintaining quality). She shares practical advice on site selection, project viability studies, material choices, and leveraging low‑interest financing to generate 50‑60% profit margins without taking on personal debt. Joyce also discusses her mentorship program that teaches engineers, architects, and non‑construction professionals how to replicate her model, emphasizing the importance of ethical delivery, long‑term durability, and transparent client communication. The conversation delves into her personal balance as a mother of three, her leadership style, and the need for more women in construction leadership, concluding with a call to action for the industry.
Chapters
Hoje vamos entender como uma mulher consegue equilibrar construir obra de médio e alto padrão, ser mãe e ainda ensinar as pessoas a construírem riqueza através do mercado imobiliário.
Construir cash, arquitetura, engenharia e construção.
Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Joyce Portes, seja bem-vinda. A esse episódio que eu tenho certeza que vai tocar o coração das pessoas que ouvem ou assistem pelas nossas plataformas.
Obrigado, Paulo, é um prazer estar com você aqui. Também acredito que vai ser emocionante até para mim, pelo pouco que a gente já conversou.
Joyce, agora fala para mim, como que você entra no mercado de engenharia? O que que te tocou para entrar num mundo, num universo tão masculino, e até chegar hoje na empresa que você fundou?
Eu sonho com a engenharia desde os 12 anos. Eu sempre enxerguei a construção civil como um grande artesanato. E eu aprendi a fazer artesanato, eu tinha 5 anos de idade. E eu olhava e via as pessoas fazendo aquele trabalho manual e construindo lares que vinham do nada, sabe? Você viu um terreno e de repente você via uma casa, você via uma construção, uma obra, tinha um acesso, tinha uma ponte, nossa, tinha uma estrada. E quando começaram a fazer PCH na minha cidade, eu falei: "Joem, gente, eu quero trabalhar com isso, que máximo!" E desde os 12 anos que eu me encanto com a engenharia, que eu vejo as pessoas vai trazendo à existência a idealização, o projeto que nasceu na cabeça de alguém. E é um monte de gente trabalhando em uma coisa que fica pronto e vai contribuir na logística ou na família ou na vida de alguém. E eu acho maravilhoso.
E as pessoas não têm noção da história que existe por trás daquelas construções.
O quanto as pessoas trabalharam.
Sim.
Desde quem imaginou, quem sonhou com o projeto básico, falou: nossa, dá para fazer isso aqui. Alguém que sonhou com uma casa, como que foi a pessoa olhar o terreno e falar: dá para fazer um declive, vamos fazer um caixão perdido. Nossa, vai ter uma vista linda olhando para aquela área de preservação. "nossa, vou ver floresta quando eu acabar minha casa", ou que viu um rio e falou "eu vou fazer 50 km a menos se eu fizer uma ponte aqui". Tudo nasceu de uma ideia de alguém.
E agora você falou PCH para as pessoas entenderem o que que é.
Ah, é uma pequena hidrelétrica.
Entenderam? E você já atuou nesses projetos?
Eu fui convidada em 2012 para trabalhar em uma empresa de grande porte que fazia hidrelétrica, mas eu não entrei. Eu falei: "Nossa, Deus vai me dar esse presente." Não, PCH eu não fiz ainda, nem fiz hidrelétrica de grande porte. Tem uns amigos que trabalham com isso, mas eu tive a oportunidade de trabalhar com obras pesadas. Eu já fiz túnel, Eu já fiz pontes, eu já fiz rodovias, ferrovias, estive em uma empresa ferroviária no estado por 11 anos e eu tive o privilégio de ver algumas obras acontecendo e é muito dinâmico. Tivemos túnel, essa é boa, nós estávamos fazendo um túnel lining e tivemos um período de chuva e o túnel sofreu recalque. Então tinha topógrafo fazendo 24 horas, cobrindo 24 horas a ferrovia, porque passava trem a noite inteira, para ver quanto tava cedendo, para não comprometer a vida de ninguém. Então nós já tivemos algumas coisas bem dinâmicas, né?
E olha que interessante, você falou de PCH e durante a minha trajetória trabalhando com audiovisual, eu participava da construção das turbinas hidrelétricas na FOIT.
Sério?
Sim, lá no Jaraguá. E a gente produzia essas turbinas para levar para as hidrelétricas, para as obras. Eu acompanhava o trajeto e nunca imaginei que estaria dentro do canteiro de obra igual vivo nos últimos anos. A obra da minha vida é a obra de Altamira, no Pará, onde, na época, quando estava sendo construída, em meados de 2013, 2014, meu filho nasceu. No dia do nascimento dele, eu só vi rapidinho ele e já peguei um avião e fui para Altamira, no Pará. É a obra da minha vida, que foi a última grande hidrelétrica construída.
Sim, agora tem a Belo Monte terminando, né?
Sim.
Sim, foi a maior.
E Cachão Perdido, para quem não sabe, aquela lá das pontes.
Sim, não, é, Cachão Perdido é um espaço que nós erguemos a construção e ela não tem uma utilidade, não é uma área computável, mas nós trazemos à vista para uma residência, para uma casa ou para um edifício, para trazer altura, elevar a altura da casa. Então eu trago um ambiente que não vai ser habitado e eleva a topografia do terreno.
É, ele tem uma função de engenharia, mas ele não é habitável.
Não é habitável, não é área computável.
Joyce, e o que que te fez entrar no mercado, lançar uma construtora e construir médio e alto padrão?
Eu estava no estado em 2019, a obra da minha vida não são as obras, é a minha família. Em 2019 eu tive uma gestação de risco e por mais que eu era concursada, então eu tinha ali a seguridade, mas eu não tinha estabilidade, meu modelo de contrato era CLT, E eu fiquei no INSS 5 meses. Eu fiquei 5 meses, a fonte de renda majoritária da minha casa era minha. Tive um problema financeiro muito grande ali, eu entendi o quanto era ilusório a teórica estabilidade de ser funcionária pública. E 2019 já vinha, eu sempre fiz freelancer, sempre fiz projeto, fazia muito processo caixa. A parte de documentação, mas eu não tinha construtora, eu não tinha nenhum CNPJ até então. E ali nasceu o desejo de abrir uma empresa. Eu fui para inteligência emocional, estive num ecossistema onde tinham empresários que atuavam e eu fui— empresários cristãos, fui convidada para um ministério empresarial dentro da igreja, mesmo não tendo empresa. Então eu fui levada para esse ambiente. Em 2022 eu fui convidada para fazer um processo da Caixa e não tinha construtora para fazer esse crédito que tinha aprovado, era um crédito menor do que precisava para executar a casa. E eu enxerguei como um desafio muito grande, tive paz em fazer e aceitei o desafio de fazer minha primeira casa, abri o CNPJ em 2022 e, concomitante ao Estado, eu toquei a construtora por 4 anos. E ali eu tive o privilégio de ver pessoas que não tinham crédito, não tinham acesso, não tinham como construir, acessando os investidores. E eu era a ponte disso tudo, de trazer o sonho, trazer a realidade de a pessoa conquistar o sonho da casa própria. E eu também tive o privilégio de ver pessoas construindo negócios a partir do que eu fazia. Com um investimento muito baixo e criando patrimônio a partir daquilo. Nesse primeiro momento não era um negócio para mim construir para vender, eu era a ponte para outros entre o projeto, o sonho, tanto da casa quanto do negócio, e o investidor. E eu acessava o investidor muito fácil, eu tinha uma facilidade muito grande. Foi aí que eu comecei a fazer para mim. Quando eu saí do estado, eu já tinha as minhas obras que eu tava construindo para vender. E eu saí em maio, em setembro eu vendi a minha primeira casa.
E para você que tá pensando em comprar sua primeira casa, seu primeiro apartamento, a Joyce vai trazer várias dicas. Inclusive, se você tiver, ah, eu tô com dinheiro pensando em comprar uma casa, dá uma segurada que ela vai trazer dicas tão importantes que talvez você pegue esse dinheiro construa sua primeira casa para vender e já você já vai conseguir criar renda para poder facilitar a compra do seu imóvel. Primeiro você vai construir para vender e depois vai construir a sua. Isso foi spoiler que me passaram, tá, Joyce? Já tô passando aqui, então esse episódio promete. Agora, Joyce, nesse sentido de construir, criar, o que Quais são os desafios que você enfrenta, principalmente quando se trata de construir em médio e alto padrão?
O meu maior desafio no início era montar minha equipe de obra. Hoje já não é mais o meu desafio, tenho uma equipe muito bem estruturada para execução. No contexto hoje, eu tenho dificuldade de escalar o meu negócio porque a gente não tem uma demanda de mão de obra tão grande. Hoje eu tenho uma clientela em espera para eu conseguir construir para eles. E eu tô— minha proposta de ensinar pessoas a construir para vender é escalar de outras maneiras, porque o que eu não consigo alcançar, outras pessoas conseguem alcançar. E eu não— a minha margem de lucro de construir para cliente, ela é muito baixa. Por mais que eu esteja realizando o sonho de alguém, eu acho que eu vou fazer isso o resto da minha vida. Eu tenho, eu tenho uma margem de lucro baixíssima para atender a um cliente totalmente personalizado, porque a pessoa que tá realizando o sonho dela, ela quer escolher o piso, ela quer escolher a esquadria, ela quer escolher a cor da pingadeira da janela, ela quer escolher como que vai ser a marmoraria, todas pedras, a luminária, posição de cada uma, qual é, onde vai ficar cada um dos móveis, layout do móvel. Por mais que eu não vá executar a marcenaria, eu vou entregar pra ela pronto o que ela sonhou, porque é o sonho dela. E isso demanda tempo e eu tenho uma margem de lucro muito pequena. Então, construir pra vender, quem detém a margem de lucro é o dono do processo, é quem detém, é o proprietário, é quem detém o processo junto ao investidor, é quem vai vender a casa depois. A margem de lucro tá na diferença do VGV, do valor geral de venda, e o quanto foi gasto entre o processo, aquisição de terreno e a construção. E ali que é o segredo de quem tá ganhando dinheiro na construção.
É porque realmente eu tava, enfim, tem vários amigos.
A construtora não ganha.
Eu tenho vários amigos que são construtores, constroem prédios e eles falam, às vezes a gente fecha na maioria das vezes no vermelho Só que a gente cria alguma coisa assim, algum produto para poder compensar, porque quem constrói tem um prazer imenso em estar ali construindo. E nessa medida, se você não tiver uma forma de compensação para ter esse lucro, a gente vai coisar muito.
Lembra da primeira casa que eu falei em 2022? Esse casal que eu abracei o sonho deles, eles não me pagaram. Eu joguei a minha empresa no negativo porque eu fui investidora, eu completei o valor da diferença que tinha da casa deles para o que precisava executar com financeiro da minha empresa. Não sei explicar, sobrenatural literalmente, porque eu comecei a fechar contratos um atrás do outro assim que eu tava terminando essa casa. Então os recursos que eu precisava para finalizar a casa vieram para a empresa, mas eu só supri o negativo. E a minha empresa jogou negativo por muitos anos até eu vender a minha primeira casa. E nunca faltou, e eu nunca deixei de pagar um funcionário. Mas eu já enfrentei o desafio de depender da graça de Deus dentro da minha empresa.
Jesse, você falando de escala, Você tem hoje um time ali que tá contigo, você forma esses profissionais? Como que funciona esse processo de construir?
Eu venho, é um processo de seleção mesmo, você contrata 10 para achar um bom.
Eu digo que trabalhar é igual um relacionamento, né? Você precisa, você traz ali, ó, vamos, pode dar certo.
Eu faço um processo seletivo, não precisa ser o profissional com a melhor técnica. Mas ele precisa ter um maior comprometimento, porque a técnica a gente consegue ajustar em obra. Então, hoje eu tenho um time que ele é bom tecnicamente e ele é engajado e comprometido. Alguns vieram já muito bons tecnicamente, perfeccionistas. Então a gente coloca junto com os muito bons alguns que são treináveis, e nós vamos treinando essas pessoas. Mas todos eles precisam ter um grau de comprometimento. Aí a gente precisa colocar para dentro da empresa e fazer o processo de seleção errando, acertando, e mantendo quem é bom.
Agora, para falar de soluções, a gente tem um patrocinador que é a Additive. Eles têm um produto Easy Massa que elimina alguns processos na hora do acabamento. Você não precisa de fundo preparador, você tem um acabamento excelente. Aquelas pessoas que ficam se matando com massa acrílica. Esse produto, ele é aplicado em uso interno, externo, fácil acabamento, é sensacional. Vocês estão acompanhando as imagens e esse e outros fornecedores vocês acompanham no guia de fornecedores do portal Hub Construção.
É o que facilita a vida do construtor. E ajuda o pessoal na obra. A mão de obra que a gente tem, tudo que nós conseguimos trazer de tecnologia, de inovação, que facilita o dia a dia do nosso colaborador, faz muita diferença. Agilidade, praticidade, um material de qualidade que entrega facilidade e a ideia de um longo prazo para quem está recebendo o produto final. Que é o proprietário.
Joyce, quando você precisar de algum— ah, Paulo, eu preciso trazer treinamento para os meus colaboradores. Dentro da Hub, a gente tem o Hub Pro, que são encontros, a gente traz empresas e profissionais do mercado renomado para ir nas obras e treinar seus funcionários. Então a gente trabalha com esse modelo de facilitar a vida do construtor, a vida do fornecedor. Então a gente traz episódios aqui com compradores, sabe aquele comprador que compra bem? Que enxerga, que olha para o valor e não para o preço? Porque nem sempre comprar bem é comprar o mais barato.
É porque a pessoa que olha o longo prazo, ela olha a manutenção que ela vai ter.
Sim.
Então, o preventivo, ele é muito mais barato do que você fazer o pós.
Sim.
Você olhar o longo prazo de um produto que vai durar, durabilidade de uma pintura, de uma massa bem aplicada, qualidade do material de acabamento, O que você vai ter que fazer é manutenção pós.
Sim.
E essas pessoas não enxergam. A pessoa que enxerga valor enxerga o longo prazo. Mesmo quem vai vender. Eu gosto de entregar qualidade no que eu tô vendendo. Eu abro mão da margem de lucro pra entregar um bom produto. Pois se eu não tiver caráter dentro do que eu tô entregando, se eu não enxergar propósito no que eu tô entregando de produto, como que eu vou explicar isso pro meu colaborador pra ele entregar um bom trabalho?
É isso, é um ponto importante que você tocou. Inclusive, quando as pessoas vão comprar um terreno, vão contratar uma empresa para construir, a gente está vivendo a era das redes sociais onde todo mundo é o melhor, enfim, todo mundo faz muito bonito. E a pessoa que está construindo, se ela não se atentar a esses detalhes, porque quando é aquele detalhe do engenheiro que é apaixonado, do profissional que é apaixonado pela profissão, ele vai te entregar sempre o melhor. Ele vai vender a casa dele para entregar aquela obra.
Ele vai procurar preço do jeito que for para comprar o melhor material.
Agora, aquele empresário, aquele construtor que tá só visando lucro a todo custo, ah, teve um problema na obra, ele vai colocar o material mais vagabundo que tiver, ele vai contratar a pior mão de obra. Tudo bem, ele vai te entregar, mas o problema vem em questão de meses, tá? Eu não diria nem anos aí.
Infiltração. Parte de hidráulica, elétrica. É, começou a logística do uso, a funcionalidade do imóvel. É uma inclinação de piso que não vai para o ralo, o ralo que tá entupido em alguma coisa, uma marmoraria que podia ser marmoraria, foi feito com porcelanato de alguma coisa de terceira linha, um porcelanato que era para ser porcelanato foi uma cerâmica retificada, e que às vezes fica até bem feito, fica bonito, mas a pessoa foi contratada para entregar o melhor dela, entendeu?
É, e eu, a pessoa que muitas vezes está contratando, ela não sabe porque não é o universo dela, não tem noção do que está sendo colocado ali. Por isso que é importante a gente se atentar.
É bom, sabe que você tá falando de treinamento, às vezes essa parte de conscientizar um corretor talvez agregasse valor ao imóvel que ele tá entregando também. Porque tem uns corretores que são muito são bons mesmo, eles sabem identificar um bom acabamento, explicar o valor daquela residência, o como ela foi feita, porque ele sabe fazer uma avaliação de um imóvel, sabe?
Ele consegue transmitir aquela informação com credibilidade para quem vai investir, para quem vai comprar aquele imóvel.
É, que eu acho que deveria ter uma ética muito grande entre os corretores quando for, vai vender nesse sentido, eles deveriam enxergar Nem todos fazem.
Sim, sim.
A qualidade do produto que eles estão entregando.
Ô Joyce, falando em ensinar, treinamento, eventos, agora eu queria que você falasse um pouquinho dessa parte de ensinar as pessoas a construir seu lar, né, sua casa. E aquela dica que eu trouxe um pouco antes, onde você vai trazer agora uma dica que a pessoa, antes de construir sua primeira casa, ela pode construir a dela para vender Vou explicar para vocês. E vai facilitar um pouco ali para não ficar naquela dívida de 20, 30 anos.
A ideia de construir para vender é você estruturar um negócio. Eu tô ensinando para as pessoas o meu negócio, o que eu aprendi a fazer para mim. Porque nós temos muitos engenheiros, arquitetos fazendo qualquer outra coisa menos trabalhando na área. Uber. Temos engenheiros ganhando R$4.000, R$5.000 de salário. Sim, para os outros, e não consegue empreender para eles. E a nossa área, nós temos investidores. Toda empresa, quando você vai montar uma empresa que você tem que fazer uma captação de capital de giro, trazer o investidor, ela monta um projeto, estrutura, ela mostra quanto vai gastar para montar o negócio e qual a margem de lucro, e leva aquilo para um banco, para um investidor, e o investidor vai ver se é interessante a margem de lucro. O imóvel o investidor já conhece e ele sabe a tabela de margem de lucro que ele tem. Porém, no entanto, quem faz avaliação do seu projeto é a engenharia do investidor. No caso, hoje o nosso maior investidor é a Caixa Econômica Federal, que é a menor taxa de juros do mercado. Ela investe no seu projeto para você fazer a moradia, que são 30 anos de vida, e também investe para ser um negócio para você construir para vender. Você construiu para vender, sua margem de lucro aproximadamente é de 50 a 60% num projeto bem estruturado, com a gestão bem feita.
Joyce, nesse processo—
Fez 3, você faz a sua sem dívida de ter nada.
Tranquilo, com 3 você faz a sua.
Faz a sua.
E qual que é a segurança que eu tenho, a certeza que eu tenho que eu vou ter essa margem, tendo em vista que a gente vive num mercado—
Estudo de viabilidade bem feito.
Mas assim, quando você fala esse, para eu ser assertivo naquela construção, eu preciso reduzir o meu tempo de construção ao máximo por conta dessa oscilação de mercado de materiais.
A parte de materiais agora ela deu uma aumentada que foi, foi, gritou.
Mas é o efeito guerra, né?
Ela não tem, ela não oscila tanto assim, o que acompanha de mercado mesmo, é o que se acompanha anual. Então, a gente tem um aumento ali em torno de 5%, 6%. Quando você vai abrir uma Sinap, por exemplo, a Sinap aumentou 4% no ano. Mas não é uma coisa gritante quando você tá falando em construir para vender com a margem de 50% de lucro. A diferença para pessoa saber que ela realmente tem uma margem de lucro e que ela vai fazer o processo é que tem que acontecer rápido. Aí você tem que fazer um estudo de viabilidade bem feito, procurar um terreno numa— eu gosto de condomínio, mas faz em rua também, faz em— o terreno só tem que estar regulamentado, tem que ter IPTU, uma matrícula individualizada, e seu projeto tem que estar apresentado coerente, a documentação tem que estar redondinha para ele entender que é um projeto seguro, porque a garantia do investidor é o próprio imóvel.
Ah, é o próprio imóvel.
Por isso ele não tá trabalhando, entendi. Por isso que a margem de lucro é a margem de juros. Os juros dele é baixo, ele tá jogando. Se der tudo errado, a construção, terreno, tá a garantia dele. Ele sabe que é produtivo, ele conhece a margem de lucro, ele não joga à toa. Eu fiz algumas dezenas de vezes para os outros até fazer para mim, e para mim eu já fiz algumas vezes para falar que funciona, é real. Não compre o terreno em qualquer lugar, loteamento não é bom.
E vocês ajudam, né, esse processo de encontrar o local, enfim, dá todo direcionamento de, para que a pessoa tenha segurança na hora de fazer o investimento.
Vou te dar um exemplo de uma compra de terreno ruim, tá, e que tá legalizado e, por exemplo, a Caixa aprovaria. Um loteamento já tem a matrícula individualizada, Mas ele tá começando a ter a infra, já aquela rua já tem água, já tem esgoto, já tem iluminação, já é atendido. Então a Caixa vai aprovar. Mas naquele condomínio não tem duas casas, não tem moradia ainda. As pessoas não vão vender, não vão comprar rápido.
É, não vão comprar.
Não tem uma área de lazer estruturada, então não tem uma margem de lucro muito boa, porque não tem uma valorização, ainda não tem nenhuma referência de metro quadrado para aquele local de venda. Então não é inteligente, pode estar vendendo terreno mais barato que for, que a pessoa vai comprar o terreno, vai construir, vai ficar com a prestação da caixa até vender. A ideia de fazer esse modelo de negócio é fazer rápido e replicar. O que deu certo a gente replica. Então a ideia é replicar quantas vezes for necessário. Você realizou o seu sonho da casa própria, fez uma, duas, três, fez a sua, continua fazendo e constrói riqueza ali. É um negócio para você fazer sempre, sem dor de cabeça, e manter sua área. Não precisa ser engenheiro, não precisa ser arquiteto, não precisa ser construtor. Eu tenho clientes que têm empresa de fotografia, fotógrafo. Tem cliente que é dono de uma empresa de reciclagem. Tem um cliente que é correspondente bancário. Tem cliente que é advogado. Constrói para vender.
É, e é um modelo inteligente porque Imagina você pegar, ficar colocando dinheiro muitas vezes no CDB, poupança.
A Selic tá 14% ao ano, nós estamos falando quase 15%, na verdade, né? Nós estamos falando que nós vamos trabalhar com o Banco A11, ó, com dinheiro do Banco A11. Então, se eu tá rendendo 14%, 15%, você vai trabalhar com dinheiro do Banco A11. Então, se eu ainda tá rendendo, se você tem, deixa ele lá. E no final você vai em cima do dinheiro do banco, não do que você investiu, que a gente investe em torno de 10% do valor do processo. R$1 milhão, você vai gastar no máximo R$100 mil fazer o processo, e você vai ganhar 50% em cima do valor do investidor, não é do seu R$100 mil, é R$500 mil em cima do R$1 milhão do valor do investidor. Qual é aplicação que você tem hoje, que em 1 ano, 1 ano e meio você tem essa margem de lucro.
É, realmente é. Só que as pessoas precisam de informação, informação a gente tá aqui para promover.
É isso aí.
Jéssica, agora vamos falar um pouquinho, a gente tá chegando no final, falar um pouquinho do desafio de equilibrar esse lado de construtora, mentora de eventos e ser mãe. Como que é ser mãe e ter tanta atividade assim no dia a dia?
Lembra que eu falei que o maior projeto é minha família?
Sim.
Eu trabalhava numa jornada onde eu tinha de cumprir horário, e na época eu trabalhava do outro lado da rua. Então eu saía de casa, deixava as crianças na escola às 7, entrava às 8, saía às 5, às 6 eu tava em casa com as crianças. Essa era a realidade até 2020. Quando entrou a pandemia, eles privatizaram uma parte da empresa e eu fui transferida para o centro de São Paulo e eu passei a ter que fazer o trajeto de 1 hora e meia até a minha jornada, meu local novo de trabalho. Eu já cheguei a ser avisada que o Conselho Tutelar ia chegar lá porque eu não estava conseguindo chegar no horário para pegar meus filhos na escola. Então, fora o financeiro, eu tinha o desafio de tempo. Eu tinha um desafio de chegar no horário para pegar meus filhos na escola. Eu não conseguia ter o dia completo com eles. E eu trabalhava, meu perfil comportamental é de trabalhar por produção. Mesmo no estado, entregava e performava como se eu tivesse qualquer outro lugar. E eu sabia que eu não ia ter reconhecimento daquilo. Às vezes eu saía da empresa 10 horas da noite porque eu pegava coisa louca para fazer. Eu posso falar do que eu fazia?
Claro.
Aí, o meu, um dos maiores contratos que eu tive dentro da CPTM foi o contrato da luz. Já a gente já tava na terceira contratação, eu fui a quarta. Aí teve uma rescisão contratual, e aí o responsável do contrato passou mal, e aí um amigo meu assumiu o contrato e falou: olha, eu quero fazer com a Joyce. Eu pego se ela estiver junto. Então, eu fui cedida para esse contrato, eu tive exclusividade nesse contrato, eu tive que fazer composição de preço, porque lá é tombado, Municipal Estadual Federal e FUNDEFAT com PRESP. Eu tinha reunião na presidência toda semana com o corpo de diretoria, com os responsáveis, com o pessoal que tratava com os órgãos de preservação, e eu fiz esse contrato inteiro e, por sinal, entregou. Foi para um único contrato que finalizou, não foi responsável pela execução, foi responsável pelo processo do contrato, foi um, dois. E aí nessa época era eu e o Edgar, só nós dois para fazer isso tudo. E para montar isso no tempo hábil, porque eu tinha o termo de ajustamento de conduta do Ministério Público e eu tinha prazo, se eu não atendesse isso a empresa seria multada em R$10 mil diário. Se eu não atender esse prazo. E aí, para atender isso, eu ficava até 10, 11 horas da noite, eu levava serviço para casa. E a minha família tava lá. Eu trabalhei mais no Estado do que eu trabalho na minha empresa. Hoje, tendo uma jornada de empresária, para montar a equipe que eu tenho hoje, eu vou na obra todo dia porque eu gosto. Eu tenho os meus mentorados que a ideia é eles montarem o processo, eles fazerem. Então eu tô ali para dar suporte o tempo todo, mas eu vou na obra deles uma vez no mês, eu vou para comprar terreno uma vez, e aí eles vão procurar o terreno com calma, com as informações que eu dei. Por sinal, o meu último mentorado, eu fui, aprovei 1 milhão de reais de crédito para ele.
Nossa, que legal!
Foi 999. E eu fui, a gente foi procurar terreno, falei, ó, você pode comprar um terreno entre 250 a 350 mil. E eu levei ele em alguns condomínios, ele voltou nos mesmos condomínios com outros corretores, em um terreno que a média do terreno é 300 mil, ele achou um terreno de 140. Cara, nem eu tenho isso! Sabe quando o seu aluno vai lá e faz muito melhor que você?
É o famoso esteja ali junto, né? Esteja perto.
Ele já fez levantamento topográfico, ele já me mandou o projeto. Gente, é surpreendente. Eu mandei para ele quem faz topografia, onde fazer, valor médio, quanto que ele poderia gastar, tudo ele vai lá e consegue um preço melhor que o meu.
Sensacional.
Entendeu? Os meus alunos são muito mais independentes do que eu poderia imaginar que eu conseguiria fazer com que eles fossem. Não são pessoas que eu tenho que ficar lá o tempo todo montando tudo, eu indico Eu ensino, explico onde, como, e ele faz. Mas é, eu consigo ser mãe.
E essa parte de— a gente vai falar só, eu vou falar rapidinho— esse perfil de correr, de querer fazer, quando ele tá perto de alguém que te incentiva a crescer, essa pessoa nunca vai viver uma vida medíocre. Que não adianta imaginar, eu tô ganhando ali R$4.000 por mês, tá legal. "Você tem uma vida agora." "Você tá vendo?" "Peraí, se eu tô vendo como a pessoa faz..." "Tá vendo minha carinha de menina?" "Eu quero..." "Dando certo, né?" "Eu quero que você dê certo." "Venha, eu vou te ajudar, eu já vivi muita experiência, eu tô aqui pra te ajudar." E essa pessoa tem força de vontade. "Ó, peraí, a Joyce me ensinou isso aqui, então peraí, eu vou agora nos condomínios e vou tentar fazer melhor." Sabe o que que um outro aluno meu perguntou, um mentorado?
Ele falou assim: "Como seria na minha obra se eu aplicasse..." Ele chamou de... pros funcionários... Esqueci como ele chamou, mas é como se fosse uma participação de lucro no final, uma gratificação pras pessoas, pros colaboradores entregarem a obra antes do prazo. E você não tem ideia o quanto isso funciona. Sim, porque a pessoa quer trabalhar na empresa para ele ter uma margem de lucro, ele performa muito mais. Quando você entrega antes, seu time, seu time trabalha engajado, o projeto é deles, a margem de lucro também é deles.
Porque quando você entrega antes, você deixa de gastar mais no futuro. Então a gente pega e divide aquilo com time, tá?
Todo mundo ganha quando você se importa com a equipe que você montou. Eu quero que a família que trabalha dentro da minha obra receba um funcionário saudável no final do dia. Porque eu quero estar saudável para minha família quando eu chegar em casa. Eu quero que a minha filha olhe para mim como alguém que se realizou, como alguém que vai lá passar 8 horas do dia como se estivesse brincando. Sabe aquela criança que sonhou em ser engenheira, que constrói no final do dia? Porque ela falou comigo que parecia que eu era triste o tempo todo, que eu tava tendo problema pessoal no meu casamento. E eu olho para todas as minhas realizações, eu tinha, eu tava no estado sem reconhecimento, eu tava num casamento que não tava muito bom, e a minha filha teve a percepção de ver em mim se eu tava feliz ou não. Ela tem 8 anos, eu tenho 3 filhos, Tiago tem 16, a Júlia tem 8, o Thales tem 6. É o quanto as crianças sentem a sua energia, sua entrega, a sua saúde mental, e ela enxergar o quanto é prazeroso. Eles vão na obra brincar, eles gostam de ir no meu trabalho porque o meu trabalho é como se fosse um parque de diversão para eles. O Thales pega um baldinho e vai mexer na areia, ele pega a lixadeira do pintor e depois eu te mostro o vídeo, ontem ele tava lixando o chão. Com a lixadeira e tava todo lindo, maravilhoso de pó. Mas é a brincadeira, a gente transmite, a gente transmite.
E para mim, o meu trabalho é uma brincadeira, eu tô o tempo todo me divertindo, entendeu? Eu não, eu nunca tô trabalhando assim, é impressionante. Às vezes eu fico cansado, eu fico, mas eles sentem, eles sentem.
Hoje é assim, não foi sempre assim.
Mas você Você viveu um processo e hoje você consegue transmitir isso para eles. A gente estava falando antes da nossa gravação essa coisa das escolhas, do servir, do plantar. Você plantou tanto no passado que hoje você não é— eu nem diria que você tá colhendo.
Eu planto ainda, acho que a gente planta o tempo todo.
Você planta o tempo todo, sim, porque é um processo. Você planta Às vezes a colheita é boa, às vezes não.
Você sabe o que é chegar na obra e ser respeitada como mulher e seu ajudante vir te dar um abraço? Sim. Eu não sofro assédio sexual na obra. Eu sofri assédio sexual na obra, eu tinha 21 anos de idade. Eu trabalho na construção civil desde 2009, tem 17 anos de construção.
É, e a gente precisa tratar as pessoas, eu falo que o ajudante da obra, tem a mesma importância que o engenheiro, que o mestre.
Fica sem ajudante para você saber como é ser.
Porque assim, se as pessoas entenderem que cada pessoa tem sua importância na obra, a gente respeitaria mais as pessoas, a gente tiraria aquele medo, sabe, da obra, do ajudante, do pedreiro, do pintor, com aquela "Ah, chegou capacete branco lá", sabe?
Enfim, então... Ah, eu sou esperada na obra. O dia que eu não vou, eu sei que vocês têm fé.
A gente tem que olhar para o ser humano, né, que a gente constrói junto. Construir é juntos. E quando você fala de abraçar, tem coisa mais maravilhosa do que dar um abraço?
A minha linguagem de amor é toque, face.
Tem gente que não gosta de toque. Eu vou, meu, ó, fica longe de mim que eu não—
enfim.
E agora eu queria te perguntar uma coisa: ser mãe te deixou mais fraca ou mais forte?
Me dá força sempre é o acordar de manhã com propósito, é o ir trabalhar e me importar com a qualidade do meu trabalho para que eu seja uma referência para os meus filhos, é a alegria do final do dia, é a leveza de qualquer problema que você teve naquele momento, ele deixou de existir, que seja por 2 horas, 3 horas, E uma pergunta: quando você se tornou mãe, como que é a Joyce gestora antes de ser mãe e depois de ser mãe? Eu tenho um perfil dominante, altíssimo, então a minha comunicação ela era muito agressiva e eu não sabia que era e o porquê era, né? E eu acho que eu lido bem com a liderança depois que eu Fui entender o meu perfil comportamental até para fazer gestão. Mas eu tinha essa comunicação agressiva também em casa. E ser mãe foi trazendo a doçura de quem quer falar manso, de quem quer ouvir e quem precisa ser ouvida, e com uma escuta ativa de obediência no final, sem precisar gritar para isso.
É entender.
Ser gestora na minha casa me fez ser uma boa gestora em qualquer lugar que eu entrar.
E Joyce, o que que a gente, antes da gente encerrar, o que que você gostaria de deixar de mensagem para nossa audiência?
Mulher, mãe ou construtores?
Todos, tudo. Hoje você pode tudo, tá?
Vou falar, a gente tá perto do Dia das Mães.
Hoje a gente está gravando esse episódio no dia... Hoje é dia 8 de maio.
E você entrou muito nas perguntas do como lidar com o conjunto de todas as áreas que nós temos. Você não precisa performar em excelência. Talvez para mulher seja um contexto que Nós nos colocamos dentro do ambiente de trabalho, da jornada de trabalho, acumulando as outras tarefas como se eu tivesse que ser pesado, e não precisa. Você não precisa carregar o fardo de ser perfeccionista. Ninguém acerta tudo. Você não precisa carregar o fardo de a casa ser só sua, nunca, de os seus filhos ter que ver alguém forte o tempo o tempo todo, porque o seu filho ver sua vulnerabilidade e olhar para você com superação, como aquilo ali foi vencido, vai fazer ele enfrentar os dias de desafios que ele vai ter como alguém que também supera. E isso vale para seus filhos dentro da sua casa, seus colaboradores na empresa, seu amigo, o dia que você senta com ele na mesa, porque na hora que você conta para alguém que doeu, mas venceu, que doeu, mas foi possível, que tava muito difícil, que a minha jornada de trabalho às vezes parece que eu precisava de 30 horas no dia, só tem 24. É, mas é só uma impressão, porque eu não preciso performar em 100%, eu posso performar em 30% e aumentando minha capacidade de ir para 50% e manter todas as áreas trabalhando junto. Vai ser eu abrir mão de uma das várias em algum momento, aquela rodinha, sabe, da vida, com os 11 pilares que são importantíssimos. Você precisa cuidar da sua saúde, do seu espiritual, do mental, da sua família, das pessoas, do social, sabe? Tudo aquilo ali importa, importa muito. Pare e cuida de todas em 20, 30, 40, 50, vai aumentando seus lagares, vai aumentando sua capacidade. Com leveza. Quando você vê, você vai ter colaboradores que te servem do mesmo jeito que você serve eles, os seus filhos ajudando nas tarefas de casa, porque você parou para servir eles e eles vêm e eles se importam.
O exemplo arrasta a multidão.
Você não tem noção o que é uma escuta ativa de um amigo e um tempo de qualidade de alguém parar o dia dele para te ouvir. Eu brinco Eu falo com alguns amigos que a minha agenda é lotada, mas eu tenho sempre 8 minutos para um amigo, porque você só precisa de 8 minutos para você tratar alguém numa escuta ativa e ela saber que você esteve ali presente e ela se sentir que você importa, é pertencente. Isso é cura. Eu tenho sempre 8 minutos para um amigo. E— Pode ligar.
Queria que você trouxesse, Joyce, aproveitando essa sua fala aqui, pra mim é muito importante, você falasse um pouquinho de ser presente, de estar presente. Sabe aquela coisa: eu tô na obra, eu estou lá. Eu sei que a minha casa é importante, mas eu estou na obra com as pessoas.
É difícil desligar o celular, viu? E eu tenho sido cobrada na obra de desligar o celular, ainda mais nessa fase de eventos que eu tô. Porque eu ainda tô montando o time de eventos, eu ainda não tenho essa equipe estruturada que vai tocar o evento, a gente vai montar o evento e eu vou chegar lá para ensinar a construir para vender com capital inteligente. Então isso é novo.
Quem sabe você já não vai me ajudar nesse processo.
Isso ainda é novo. Aí eu chego na obra, os meninos cobram porque você precisa desligar o celular. Estar presente é você desligar o celular, é você desligar a televisão, rede social. É necessário Você não precisa ter 3 horas para o seu filho, mas aqueles 15 minutos para saber como foi o dia dele tem que ser com qualidade, tem que ser de quem sabe realmente o que tá acontecendo. O seu funcionário, ele quer os 10 minutos para falar dele, e você não tem ideia o que é saber que a mãe dele, que tá lá na Bahia, sabe quem você é, e perguntou dos seus filhos.
Muito legal.
Que ele tava com algum problema e que a cabeça dele naquele dia doeu, e que ele tem, tá com alguma inflamação na coluna e que ele tá tomando anti-inflamatório, mas que ele tá na obra presente e ele quer que você escute isso. E ele também vai querer falar que a parede tá assim, que o esquadro tá bem feito, que tá no alinhamento, que o prumo tá bem feito, porque o que importa para você, ele quer saber que você sabe que ele fez bem feito ele fez bem feito para você, que no final ele tirou todo o erro do esquadro da parede para que o piso fique com esquadro bem feito no final, e ele quer te mostrar que ele fez bem feito. Você entendeu como é estar presente? Estar presente é realmente ter uma escuta ativa, é realmente estar no local, é realmente fazer uma vistoria de quem sabe como a obra funciona, de quem sabe que o seu funcionário tem um emocional a ser cuidado. Um espiritual a ser cuidado e de que ele quer saber que você se importa. O seu filho quer saber isso.
Estar presente não é quantidade, né? É qualidade. Igual a gente tava falando de rede social, não é quantidade de conteúdo porcaria, é qualidade de conteúdo. É aquele conteúdo que vai te transformar.
Hoje eu tenho uma equipe que me ajuda nas redes sociais, mas eu não gostava. Não gosto ainda.
Eu também não gosto, eu acho rede social um saco, de verdade, gente.
Mas eu, sabe o que me importa? O dia que eu vejo uma mensagem de alguém aqui no Instagram que coloca quanto você parou para contar sua história lá, que seja de 1 minuto e meio para um Reels, que fez diferença no dia dela, que ela tava para baixo, ou que gostou, que ela se identificou, ou alguém lá da construção civil que fala: eu faço isso, ou que quer tirar alguma dúvida com você, ou que vai falar assim: eu vou estar no seu evento. Não tem as críticas, mas valeu a pena quando você tem um comentário bom.
E a coisa legal, quantos?
Um só?
A coisa legal da rede social que eu gosto é quando alguém me manda, a pessoa vê alguma coisa, te manda, se identifica com você.
Direct. Eles acham que eu não vejo, eu vejo tudo.
Aí manda, pô, legal, isso eu gosto. Agora, Joyce, eu achei sensacional nosso bate-papo. É uma pena que a gente, enfim, ficou, foi um bate-papo curto, mas as portas aqui da Hub tá aberta para você. O que você precisar pode contar conosco. O ConstruCast, a gente fala que é a voz de quem constrói. Desde o ajudante, arquiteto, mestre, engenheiro, pedreiro, pintor, até o investidor. Então esse canal é nosso, tá?
Só funciona por causa de que existe um ecossistema completo e cada um deles tem a sua importância. O engenheiro não trabalha bem sem o arquiteto e um não tem a mesma experiência do outro. E eu gosto também do design de interiores, e não acho que nenhum conflita com nenhum deles. Eu não faço nem marcação de obra sem a topografia, porque eu não gosto de errar o esquadro de jeito nenhum.
Ela falou tanto de exigência, essa mulher é exigente. Ela é o famoso: eu preciso ter controle da situação.
Porque eu já errei, quem já errou quer consertar todas as pontas soltas no processo. Eu ainda vou cometer alguns erros.
Faz parte do processo, né, Joyce?
É, e eu gosto de ouvir igual você sentou comigo e começou a falar o quanto qualidade qualidade é muito mais importante, agrega valor. E foi um prazer estar aqui, te conhecer pessoalmente e sentir um pouquinho da sua energia e ver um pouquinho do seu coração. E foi muito transparente. Obrigada.
Eu que agradeço, Joyce. Mais uma vez, obrigado pela sua participação. E óbvio que eu não poderia deixar de mandar um abraço para o Márcio, uma pessoa que foi através dele.
Eu que tenho que agradecer, ele montou essa mesa maravilhosa. Márcio Pagnan, ele faz parte do projeto CR Summit, vai estar dia mês de maio com a gente, ensinando vocês a escalar o processo, a não fazer uma vez, mas fazer muitas vezes e chegar num projeto, num momento de falar: agora eu quero incorporar, já tô tão grande que eu não quero mais fazer unifamiliar, eu quero ir pro vertical.
É sobre, né?
Esse cara é extraordinário.
Sensacional.
Ele transborda sem ver, ele senta pra te ensinar sem esforço nenhum.
Sem esforço nenhum.
Porque ele carrega uma mensagem muito grande.
E para você que chegou até aqui, a frase para eu saber que você assistiu até o final é: a construção civil precisa de mais mulheres em cargos de liderança. Longa, né? Frase longa.
A construção civil precisa de mais mulheres em cargos de liderança, porque mulheres realmente elas fazem a gestão de um jeito diferente, tem capacidade, não é de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas de lidar com algumas funções concomitantes no mesmo período de jornada. E são extraordinárias sendo mães, sendo esposas, sendo donas de casa, sendo empresárias, performando, cuidando da saúde, sendo referência, porque essas mulheres fazem.
Viva as mulheres! Conhecimento também se constrói. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstruiCast.
Thank you.
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