Como destravar sua criatividade? | Flávio Santos | Henrique Barsa | Construecast | Paulo Barros

Flávio Santos and Henrique Barsa discuss unlocking creativity in architecture through technology like SketchUp and AI. They break down the creative workflow from briefing to rapid prototyping, explain how to overcome resistance to new tools, and show how MidJourney works as a brainstorming aid rather than a replacement for design thinking.
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Sejam bem-vindos ao Constra e Cash. Esse episódio é um oferecimento Actus. Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Constrycast e hoje vamos conversar sobre um tema muito importante que é criatividade. Você já se deparou, já se fez a pergunta como eu me torno mais criativo? Imagina! E vou além, como eu uso a tecnologia como meio para falar sobre o assunto, vou receber aqui um cara que não é arquiteto, ele é autodidata, olha que louco! do outro lado ao lado dele eu tenho um arquiteto que hoje atua muito forte com tecnologia antes de eu apresentar meus convidados eu peço que comentem compartilhem nosso conteúdo porque isso é muito importante para ajudar o maior número de pessoas enfim Flávio Santos, seja bem-vindo e Henrique Barça. Vamos... Tenho certeza que vocês vão dar um show aqui de conteúdo e vai ajudar muito meus amigos arquitetos, profissionais de obra no geral. Sejam bem-vindos!
Valeu!
Muito obrigado!
Bom, eu vou começar perguntando para o Flávio, pedir para você se apresentar um pouquinho, falar um pouquinho da sua história no mercado de comunicação visual. E na sequência eu vou passar a palavra para o Barça. Vou te chamar de Barça.
Pode ser. Tudo certo.
Bom, Flávio, vamos lá. Eu queria entender um pouquinho como que você entra no mercado de comunicação visual que está diretamente ligado com construção, arquitetura, engenharia no geral.
Sim, vamos lá. Eu sempre fui uma pessoa bem criativa, mas há nove anos atrás eu conheci o mercado de comunicação visual. Entrei para trabalhar em uma agência E cara, por gostar muito desse lance de criação e tal, na comunicação visual eu encontrei a oportunidade perfeita. Porque você tem muitas possibilidades e lida com muitos softwares. É coisa fantástica. E aí de lá pra cá eu trabalhei como designer gráfico, depois atuei como designer de marcas. Até eu conhecer um engenheiro que perguntou se eu fazia projeto 3D. E eu falei, pô, faço, porque eu já estudava SketchUp, estudo SketchUp há 15 anos. E foi nesse momento que eu percebi a importância do 3D na comunicação visual. Porque eu passei a apresentar essas propostas de forma mais profissional, que antigamente era feito tudo no 2D, de forma amadora. E eu vi que isso era bem aceito pelos clientes. Então, é algo que esse mercado de fachadas comerciais parou no tempo, quando se fala em apresentação, e aí eu desempenhei esse papel, peguei essa missão de implantar esse workflow 3D nas empresas, não só para ajudar a apresentação, mas até a parte de produção também. E venho fazendo esse trabalho até hoje.
Bem, eu tenho muitas perguntas para você, tá?
Sim.
Gostei, gostei de você, viu, Flávio, desde o primeiro encontro ali na FuturiPrint. E aproveitar para mandar um abraço para o Nilson Tsuji, que me deu esse privilégio de conhecer você. Já deixo aqui publicamente minha admiração por você. E Barça, você que o Flávio gentilmente trouxe para conversar um pouquinho sobre tecnologia, eu queria que você falasse um pouquinho também aí da sua trajetória no mundo da arquitetura, da construção no geral, enfim.
Perfeito. Primeiro, é um prazer estar aqui com vocês. Eu acho muito legal o trabalho que vocês fazem. Eu sou arquiteto, formação. Atuei por muitos, mais de 10 anos com escritório mesmo de arquitetura, design de interiores. Mas desde da faculdade eu me especializei em tecnologia. Eu quis entrar nesse mundo, estudar muito os softwares que estavam sendo utilizados ali. Até porque estavam começando muito essas ondas desses novos softwares. e acabei escolhendo o SketchUp ali na época para me especializar e fiquei muitos anos também ministrando cursos ou treinando as pessoas com isso. Isso acabou chamando a atenção ali do mercado como um todo e a Trimble me contratou como especialista em SketchUp para atuar na parte de sucesso do cliente. Então, hoje eu sou CSM na Trimble e atuo exatamente ajudando os escritórios ou os profissionais que atuam dentro desse setor para que eles possam utilizar melhor ali a ferramenta. Então, a minha trajetória acabou. Eu passei por outras profissões, mas essa é que eu estou aí há mais tempo e hoje é essa minha atuação.
E o legal, Barça, nessa sua atuação é que o fato de você já ter vivido muito tempo em escritório de arquitetura, você sabe geralmente quais são... Eu não diria, eu não vou chamar de dor, né? Mas uma coisa que eu falo muito aqui, né? Você tem aqueles profissionais que eles são muito resistentes à tecnologia. Por exemplo, tem uma tecnologia nova que vai beneficiar ele de alguma forma, mas não, ele fica preso ali numa forma de fazer. E nesse sentido, até já aproveitando, já mandando a primeira pergunta pra você, qual que é o grande desafio, né? Já que a gente vai falar de criatividade, que é quebrar um pouco a resistência daqueles profissionais, porque quando você vai no escritório de arquitetura, por mais que você, tudo bem, você atua em grandes escritórios aí, prestando esse serviço, qual que é o grande desafio em quebrar essas objeções, essas resistências das pessoas que utilizam esses softwares? Este episódio é um oferecimento Actos. Actos conta com soluções completas para coberturas e fachadas, comunicação visual e uma linha completa de produtos para a indústria. E Produtor Infinity Plus. A Produtor Infinity Plus é especializada em comunicação para o mercado de arquitetura, engenharia e construção.
O cliente final tem feito os arquitetos quebrarem um pouco essa barreira, porque essa demanda está vindo dos clientes finais. Porque hoje, todo mundo está mais em contato com tecnologia. Então, hoje, realidade aumentada, realidade virtual, as pessoas normais, as pessoas do dia a dia estão usando essas tecnologias, elas entenderam que Os projetos de arquitetura ou as coisas feitas em 3D, é uma demanda delas. E os escritórios estão começando a perceber isso, que eles precisam cada vez mais utilizar a tecnologia.
É, e como que eu levo isso pras obras, né? Que a gente fala muito do BIM hoje, né? Que é o ir além, né?
Exato, até por uma onda aí de obra sem papel até, existem já algumas empresas fazendo isso, que é exatamente esse entendimento, de que além de ser uma demanda do público final, dos clientes finais, também é uma coisa que se você não se atualizar, você vai ficar para trás. E uma coisa que tem acontecido muito, é que a tecnologia está cada vez mais rápida. A curva de lançamento de novas tecnologias está mais rápida e o mercado está sentindo essa absorção.
Eu costumo até falar que a evolução é uma esteira. Antigamente era uma esteira bem devagar. Então, se você parasse no tempo, você se afastava devagar ali de quem estava evoluindo. E hoje ela é uma esteira que cada vez está mais acelerada. Então, hoje, meu amigo, quem não acompanha fica muito para trás. Muito, mas muito.
E até trazer um ponto aqui... A gente está passando na Infinity Plus, na produtora, por um momento de transformação mesmo na gestão. Então, a gente entende que a tecnologia está aí para isso, para ajudar. Então, até com esse desafio que eu me lancei aqui de apresentar o ConstriCast, peraí, eu preciso achar uma forma de... como que eu faço essa gestão de qualquer lugar, de uma forma que eu consiga ter de fato visibilidade. Cara, outro dia nós fizemos uma reunião e estava tudo lindo, tudo andando. Aí do nada, esse software que a gente faz a gestão... Cara, colocaram uma atualização assim que eu achei sensacional. E aí o Renan, que cuida da nossa parte de inovação, ele falou... Cara... Ele me chama de rei, tá? Mas não sei porquê... Ele falou... Lançaram uma atualização que vai ajudar demais. E aí, passei pra galera e falei, meu, vamos testar. E é muito legal essa aceitação, né? Ó, vamos testar. E foi sensacional, porque ele mostra a evolução de um projeto ali, sabe, de cara e isso mostra, né? Ou seja, de uma semana pra outra.
Você lança uma melhoria.
Essa gente pega, por exemplo, o mercado de comunicação visual, Antes de 2019, como que eram feitas as apresentações? O pessoal ia lá, tirava foto do prédio, fazia a arte no coreo mesmo, colocava em cima da foto e apresentava pro cliente. Então algo bem amador, né? Falando aí de projeto. Então, de quatro anos pra cá, muitas empresas já evoluíram pro 3D e um 3D realista mesmo, sabe? Os alunos fazem renders, assim, incríveis, né? E agora a gente já tá evoluindo pra um projeto executivo, um projeto que hoje é feito... A galera pega o... Ah, tem uma fachada pra fazer. Entrega na mão do instalador a foto e fala, se vira aí, como é que vai fazer isso aqui. Então a gente já tá evoluindo pra quê? Pra um setor de projetos pensar em toda a obra. Pro instalador só pegar o manual e seguir o que tá escrito. Então assim, isso até entra em questão daquilo que o Barça falou, que a evolução tá sendo cada vez mais rápida. Então, cinco anos atrás a gente nem trabalhava com 3D e hoje a gente já tá indo pra um nível de ter um setor de projetos que cuida do 3D até pra execução.
E aí a gente tem um desafio, né? Até vou perguntar assim, vai para os dois. Tudo bem, eu ali no escritório desenvolvi meu projeto, tenho tecnologia, tá tudo em 3D, enfim. E, cara, como que eu levo isso? Qual que é o grande desafio de levar isso, por exemplo, para o instalador. Porque quando você tem ali, você tem o 3D, que você... Sei lá, de repente você tem um tablet, o próprio celular, onde você consegue ver o detalhe, né? Você consegue ter muito mais assertividade, porque você de fato consegue ver o ângulo, consegue ver... Enfim... Qual que é o grande desafio hoje para levar essa tecnologia além, né? Ou seja, para levar para o canteiro.
Olha, por incrível que pareça... Hoje é mais fácil você ensinar uma pessoa a mexer numa TV touch do que você ensinar ela a ler um projeto técnico em uma planta impressa. Porque o celular acabou dominando a vida de todo mundo. Todo mundo tem um celular, todo mundo está acostumado com a telinha, com o mexer, com o touch. Então, às vezes, você fala tecnologia super avançada, O uso ali da tecnologia na obra ou naquele local é simples e já é algo que a pessoa está acostumada no dia a dia dela, nos tablets, celulares, TVs. Então, existe um desafio, mas também tem esse lado que às vezes a gente não leva em conta, que pode ser até mais fácil você mostrar um projeto em 3D para uma pessoa que está executando, do que ela ficar interpretando os desenhos impressos 2D que você tem ali, que exige um estudo, às vezes, muito maior do que aquela tecnologia que ele está acostumado. Então, na construção tem um grande problema, porque são muitos setores diferentes. Eu falei aqui comunicação visual, mas se você pegar cada setor deles, tipo serralheria, vidraçaria, marmoraria, cada um está em um estágio diferente.
Não, isso aqui tá tudo conectado, né?
Conectado... Precisa estar conectado, mas estão em estágios de tecnologias diferentes. E hoje esse é o grande problema, né? De como conversar todo mundo dentro de uma mesma ideia. Eu acho que o desafio tá aí, na verdade.
É porque eu falo de comunicação visual, mas realmente comunicação visual é um braço daquela parte da construção, aquela parte da obra, né?
Exato.
Então assim, beleza, eu estou desempenhando esse trabalho, levando essa especialização para o setor, mas cara, se a gente parar para pensar, realmente, você tem vários outros setores que não estão acompanhando isso, né?
É, eu trouxe um... Vou trazer um exemplo. Outro dia eu tava numa obra lá na Argentina com a Thais, da Workplace. Mandar um abraço pra ela, querida, presente aqui no... Já participou do... De um episódio aqui no Constricash. E é muito legal essa tecnologia, porque você vê, você está em outro país, você tem ali uma alteração de projeto, beleza, o escritório faz, legal. Lançou, está todo mundo na mesma página, ou seja, todas as frentes ali. Então, eu acho isso sensacional, mas eu ainda noto, até sendo um pouco chato, que tem muita resistência por parte da execução. No uso da tecnologia, eu não diria resistência no uso, ou seja, eu diria pela falta de conhecimento. Ah, eu não quero parar um final de semana, por exemplo, para aprender sobre uma tecnologia. Eu não quero...
Sabe?
Então, como que é assim, até para você que tem alguns cursos, né? Enfim, depois a gente queria que você falasse um pouquinho disso. Qual que é o perfil de pessoas que buscam seus cursos nesse sentido?
Falando um pouco da mão de obra em si, o meu mercado é muito refém do instalador. Então, toda a responsabilidade de pensar como aquilo vai ser instalado, toda essa responsabilidade está na mão do instalador e não no setor de projetos. Então, o instalador tem os seus hábitos de rabiscar no papel, testar, não deu certo, joga esse tubo fora e pega outro, testa a chapa, não dá certo... E uma coisa que o Nilson sempre fala, você tem que saber como É... Falar, né? Você tem que saber falar com esse público. Porque não adianta você querer chegar implementando um holograma lá, que o cara não vai... Entender, né?
Muitas vezes...
A resistência vai ser muito grande. Então, o que a gente vem trabalhando é o quê? É uma prancha mais simplificada, que ele consiga interpretar, que não tem muita informação, só tem o necessário, para que ele consiga interpretar e executar aquilo com excelência. A gente faz uma divisão legal também, A gente participou de uma obra que o Nilson fez todo o executivo, eu parametrizava isso e soltava as pranchas pra produção. Então a gente tenta fazer essa gestão de uma forma que fica um cara só na serra de bancada, recebe a lista de corte, só vai cortando os tubos. o outro só vai montando isso através do manual. E aí a gente consegue ter esse fluxo com mais agilidade, mais eficiência e quebrando um pouco da resistência.
Flávio, nesse sentido, quando você fala de unir todas essas frentes ali, entendo que aquela obra é um projeto e você cria ali vários processos para que esse projeto aconteça de uma forma eficiente. Qual que é o grande desafio, até pela questão, muitas vezes, de formação dessa galera? Qual que é o grande desafio para que esses processos sejam executados de uma forma eficiente, para garantir assertividade, inclusive, e qualidade no projeto final? Tendo em vista que são tantos profissionais envolvidos ali.
Eu acho que o maior desafio é não deixar o instalador pensar. ele tem que executar. O Nilson toca muito nesse ponto, a gente vem trabalhando nisso e aí funciona. Porque quem tem que pensar é o setor de projeto. Eu dou até o exemplo, quando a gente compra uma mesa dessa aqui, eu não sou montador profissional, mas se eu pegar o manual, eu consigo montar de forma rápida ali. Vou ter algumas dificuldades, mas eu monto. Então, assim, eu não preciso pensar onde que vai tal parafuso, não, tá tudo escrito. Então, quanto mais o setor de projeto mandar isso mastigado e numa linguagem simples também, não adianta querer enfeitar, colocar aqueles carimbos complexos e tal. A gente tem que entender que estamos falando uma linguagem mais mão de obra, mais operacional. Então, tem que pegar essa responsa e passar para o projeto. Eu acho que esse é o maior desafio e é o que tem funcionado.
Que realmente, eu acho que quando você investe mais tempo em projeto, de fato, a execução... É o caso de até um livro que eu li outro dia, que o título é Não Me Faça Pensar. Então, a responsabilidade em pensar, de fato, está ali com o pessoal de projeto. Você tem que bater o olho ali e executar depois.
É dessa forma que a gente tem feito fachadas grandes, que normalmente seriam executadas em, sei lá, 30, 40 dias e a gente faz em 7. Porque o Nilson faz todo o projeto... É o Nilson que pensa em tudo, entendeu? Então, assim... A galera tem essa resistência também de que... Pô, mas o cara vai perder mó tempo pensando no projeto, é mais fácil jogar na mão do instalador.
Sim, inclusive eu já acho que vai ter algum comentário sobre isso.
Exato, só que eles não... A galera tem uma dificuldade De ver assim, de fazer cálculo parece, porque cara... Beleza, vai perder um tempo ali no projeto... Na verdade você não tá perdendo, você tá investindo um tempo de projeto, mas o tempo que você vai ganhar na execução vale por tudo isso. Fora que minimiza muito o retrabalho, perca de material... Um aluno meu agora executou uma fachada, cara, são 35 metros por 5, foram 65 chapas de ACM. O cara não teve perda, não teve perda assim, coisa que era, sem ele ter esses conhecimentos, ele levaria, uma empresa normal aí, levaria uns, sei lá, uns 90 dias para executar. Cara, ele fez em 28 dias, contando de pensar no projeto e sair com aquilo tudo modular e chegar aí encaixando lá na obra.
Vocês também, essa pergunta é para os dois, né? Quando a gente fala da importância de planejamento, de abrir a mente para o novo, de ouvir, principalmente, que também é uma grande dificuldade que estamos vivendo hoje. Quando tem esse tipo de projetos bem executados, que você tem um case interessante, vocês têm feito alguma prova social? Por que eu pergunto? Eu estou falando muito de mim, mas enfim... Com essa minha atuação na indústria, em produção de vídeos e tal, uma vez eu recebi um desafio que era... Primeiro que era trabalhar a importância do EPI. dentro de uma grande indústria do mercado de aço, que eles fabricam turbinas para hidrelétricas, enfim. E aí eles tinham um soldador, que o cara era muito bom, só que ele era muito porco, sabe? Desorganizado. E ele não produzia tanto. Então assim, a diretoria da empresa via um grande potencial nele, E tentaram de todo jeito, de toda forma, trabalhar a importância de fazer o 5S ali na área de trabalho, enfim... E ele falava, se eu parar pra fazer isso, eu já vou estar evoluindo, sei lá, tantos centímetros de solda.
Sim.
Falei, então vamos fazer o seguinte, eles foram no mercado, trouxeram um cara organizado, nós pegamos, estava tendo uma operação grande para uma grande obra de hidrelétrica, nós colocamos esse soldador desorganizado na área dele, colocamos um outro organizado, trouxemos de uma outra fábrica de Sorocaba, aí deixamos uma câmera, Sabe, marcamos, fizemos uma divisão. Cara, era impressionante. Era impressionante a forma como esse outro, que era organizado, ele parava, organizava ali a área, mas ele virava, ele pegava, ele precisava de um martelo, estava do lado. Aí ele precisava de um negócio, estava ali. Assim, estava tudo muito organizado. O outro, cara, ele parava, ele ficava procurando. E a diferença foi absurda.
Deficiência, né?
Entendi. E aí, felizmente, esse cara, a gente conseguiu ir quebrando essa resistência dele. Então, eu trouxe esse caso que a gente... Assim, você entende, se eu estou falando dentro de uma empresa, precisamos fazer tudo isso. Agora, imagina vocês que você tem ali muitos profissionais independentes.
Assim, o novo assusta, né? O desafio de tudo isso, tecnologia principalmente, a gente fala bonito, lá o touch é mais fácil e tudo, mas o novo assusta. Então, às vezes o pessoal tem uma barreira de querer fazer como ele executa. E o grande diferencial está que você precisa implantar as coisas. Se você não implantar aquilo, as pessoas vão sempre partir para o que elas já faziam do jeito que elas sabem fazer. Então, para qualquer uso de tecnologia nova, você precisa fazer um esforço muito grande de implantação ou de treinamento. Sem isso, as coisas dificilmente vão, porque as pessoas vão voltar pela comodidade, pelo que elas sabem fazer, do jeito que elas sabem fazer. Então, hoje na tecnologia é isso. O desafio, até o Flávio sabe bastante disso. A gente estava conversando que se você não implantar, não vai.
Exato. E eu acho que a galera olha muito de uma forma macro também. Tipo, pô, tem uma tecnologia nova, vamos implantar já de uma vez, pum, sabe? Dá aquele baque. E às vezes não precisa, mas isso também acontece porque eu percebo que muitas empresas, inclusive já conversei com arquitetos, que eles têm deficiência no processo. Tudo é visto de forma macro. é o projeto, vou fazer um projeto, atendo cliente, faço projeto. Então quanto mais você fatiar esses processos, mais você consegue implantar tecnologia em algumas etapas dele. E isso vai sendo colocado aos poucos ali também. É igual hoje o meu treinamento, Ele começou como um treinamento de SketchUp, renderização realista para fachadas comerciais. Legal! É um passo. Hoje eu venho trabalhando um pouco mais dessa parte de montar a estrutura paramétrica... Só que eu venho sempre colocando como processos, porque se eu tentar fazer um curso só, por exemplo, se pegar meu curso do Nielson... Todos os cursos que tem e querer empurrar isso de uma vez em uma empresa, não vai funcionar.
É porque é um processo, né? Você tem que primeiro eu faço aquele bloco, aprendo aquilo, executo, beleza, opa, tô legal, tô fazendo bem.
Sim.
Beleza, agora eu vou pra próxima etapa.
Exato.
Né? Então, tem que deixar acostumado. E nesse sentido, mas assim, quando vocês vão vender isso, né? para alguma empresa, vocês, assim, tem alguma forma? Primeiro, você desenvolve ali um MVP, né? De acordo com aquilo. MVP é uma forma de, ou seja, de errar ou acertar e, enfim...
O mínimo produto viável, né? É.
Então, assim, eu erro e conserto rápido. Porque às vezes eu tenho uma necessidade, você traz uma... Entende que é uma solução, mas de repente, para o meu caso, não funcionou.
Sim.
Para a gente não fazer mudanças drásticas, enfim. Tem um processo de primeiro, vamos testar para ver se no seu caso funciona?
Vou falar da minha parte, do atendimento nos escritórios. O primeiro passo é sempre entender o processo do escritório, entender como a pessoa trabalha atualmente. O segundo passo é apresentar soluções que existem e depois mesclar essas duas coisas. Das soluções, que possuem dentro do ecossistema lá do SketchUp. Qual delas pode melhorar algum dos seus processos? Eu acho que esse é o caminho. Então a gente sempre entende o fluxo. atual, porque não existe uma receita única, né? Não posso apresentar uma coisa que vai funcionar para todo mundo. Sim, sim. Então é adaptação. A gente vai ter que entender o fluxo e cada escritório é de um jeito impressionante. Cada escritório que eu vou é toda uma logística, um processo, uma mecânica diferente de trabalho e aí você tem que se adaptar. Então, por isso que você precisa entender como um todo, né? para exatamente conseguir auxiliar a pessoa, onde ela pode começar a introduzir aquela nova tecnologia, ou qual processo ela pode melhorar. Porque, vamos entender assim, que o SketchUp hoje, ele está presente nos lugares, o nosso objetivo é aumentar o uso dele. Então, você usa assim? Legal, vamos usar assim, mais assim? E aí, isso vai se construindo até que ele consiga usar o potencial todo da coisa.
Vamos falar um pouquinho de criatividade?
Vamos!
Flávio, como que funciona, quando eu falo em dar exemplo, vou indicar algo. Às vezes é importante a gente tentar trazer um pouco da nossa forma de fazer, do nosso jeito de fazer e quem sabe as pessoas se identificam e acabam pegando a forma que elas já fazem e aproveitando uma coisa ou outra ali em nós. Nesse sentido, como que é o seu processo criativo?
Antigamente, eu não tinha um processo. Eu só fazia. Mas é algo que eu tinha bastante dificuldade, tinha bastante travas ali no caminho. Mas hoje, depois de muito estudo, muitas mentorias, hoje eu tenho um processo bem eficiente que me ajuda muito nessa questão criativa e com a entrega e principalmente cumprir prazos. Porque, ao contrário do que muita gente pensa, o processo criativo não é só para expandir os horizontes e tudo mais. Ele tem uma função que eu acho que é a mais importante, que é fazer a gestão de energia do que o cérebro vai consumir naquele determinado projeto. Então, principalmente no meu mercado, eu gosto muito de dar o exemplo, a gente trabalha muito sob pressão. Então assim, pô, eu preciso de um projeto de fachada, começa a fazer hoje, a tarde eu preciso mandar para o cliente. É assim, você não tem tempo, você não tem aquele time, né? Então... Hoje o meu processo, ele foca muito em começar o projeto consumindo baixos níveis de energia e focado sempre em ter mais estímulo. Então, fazer a gente se conectar com o cliente, com aquilo que a gente está fazendo. Então, a gente começa lá no briefing, depois faz uma análise, uma análise técnica, uma análise visual. Isso são coisas que consomem baixos níveis de energia e vai cada vez mais estimulando e nos conectando com o projeto. Depois, em alguns casos, a gente até faz o mood board, que entra a parte de escolha, pra quando a gente sentar de fato pra fazer a criação, o estímulo já foi altíssimo. Então a gente não vai se consumir tanto ali na hora de criar de fato aquilo. E é algo que as pessoas não trabalham hoje. Hoje é muito, pô, preciso disso. A pessoa senta e já vai direto na criação, sem ter um estímulo prévio. Então, eu consigo fazer hoje projetos, eu fiz recentemente um projeto de revestimento de uma obra que está sendo feita para Rino Máquinas, lá de Novo Hamburgo. Cara, é um projeto gigante.
Inclusive, vou receber aqui a Carol, tá? Ela vem aqui pra falar um pouquinho.
Sobre... Um abraço aí pra Rino, pra.
Carol, pro Diego... Sobre máquinas, CNC, enfim...
Então, assim, é um projeto gigante, que todo mundo ficou impressionado com o resultado. E, cara, sem contar toda a preparação, o desenvolvimento foi um dia. eu sentar no computador, começar a modelar aquilo, renderizar e apresentar para o cliente. Então, foi um dia de trabalho, claro que teve a preparação antes, teve toda essa preparação, mas o diferencial de que eu consigo entregar esses resultados que a galera gosta bastante é por conta disso, desse processo.
E agora uma curiosidade, na verdade, assim, sou muito curioso, né? Sou apaixonado por construção. Como que funciona o processo, assim, que eu queria entender de forma um pouco mais detalhada? Porque todo esse trabalho já foi passado, o orçamento para o cliente, ele já aprovou, existe um investimento de tempo ali, por exemplo, antes do orçamento? Porque da minha pergunta, né? Assim, eu conheço alguns escritórios de arquitetura e eu entendo que... Eu vejo que tem alguns ali que eles investem muita energia, né? Uma equipe grande para desenvolver ali um conceito básico de projeto, de acordo com o que ele entendeu que seria necessidade daquele cliente. Sim, até ali, enfim, tudo aquilo é um risco. Eles podem colocar ali uma equipe para trabalhar naquele projeto 15 dias e simplesmente o cliente optar por outro escritório. No seu caso, como que funciona esse investimento de energia e tempo? Ele já está sendo remunerado ou não?
É que hoje eu atuo na parte mais de treinamentos. Os projetos que eu faço são projetos bem pontuais de parceiros, projetos de eventos que a gente faz. Mas, no geral, hoje quem trabalha com fachadas, a maioria não é remunerado. Eles têm esse risco de apresentar a proposta para o cliente e corre esse risco do cliente não fechar com eles a execução. Eu acho que a gente se encaixa mais ali. Já trabalhei com móveis planejados e eu associo muito.
Eu ia fazer uma pergunta sobre isso.
Porque você vai lá, monta toda parte de móveis lá no Promob que corre o risco do cliente ter um outro orçamento e recorrer a outro.
Esse ponto que eu achei bem interessante, que é assim, quando a gente fala, né? Outro dia eu fui fazer, eu até estava falando com o Pedro, que ele entende dessa parte de marcenaria, e eu estava falando que eu tomei um, cara, eu fui enganado por umas três empresas de marcenaria e tal. E aí, cara, eu gostei de um... veio essa empresa que eu fechei, mas o cara tinha uma lábia. Pensa numa lábia. Enfim, fui... comprei o projeto. Não gostaria nem de lembrar no nome do infeliz, mas enfim. Aí ele me coloca um senhorzinho lá e tal. Porra, tava tudo lindo. Beleza. Só que... Uma semana depois, começou a quebrar... É... Fechadura, começou a quebrar umas coisas, porque eu não... Assim, eu não tenho... Tenho um pouquinho de noção, mas eu não conheço. Só que eu falei, essa ferragem não vai aguentar o peso dessa porta. Beleza, aí mandei e depois fui reclamar e ele falou, não, mas isso não estava no orçamento. Não, mas isso não estava no orçamento. Isso acontece com várias outras pessoas, porque eu indiquei esse cara durante o meu processo. Enfim, a pessoa também teve problema. E aí eu perguntei para o Pedro, Se na hora que você vai passar um projeto, um orçamento, no detalhamento desses orçamentos, tem o tipo de ferragem que você vai utilizar? Trazendo isso para o seu caso, tem o tipo, por exemplo, de ACM, tem o tipo de Prime, tem o tipo de fita?
É... Tem... É para ter, tá?
Você entende por quê? Porque assim, o meu propósito aqui, na verdade, é orientar mesmo, de fato.
É para ter, mas assim, não é a realidade, tá? Existe uma resistência muito grande na questão de preço. A galera tem uma dificuldade muito grande de precificar, de cobrar mais, de cobrar o justo, de usar realmente materiais de qualidade. Então, não é à toa que a comunicação visual é um tanto desvalorizada se comparado com outros mercados. Porque é um pessoal que tá fazendo fachada enorme e vai usar uma CM de 3mm. O Nilson fala muito disso. Um outro exemplo, só pra falar desse bloqueio que o pessoal tem. Muita gente usa estrutura de metalom. O Nilson ensina a trabalhar com estrutura de alumínio. E a galera tem um bloqueio. Não, mas o alumínio é mais caro, é mais caro. Mas, cara, se você fizer uma conta de padaria, o processo que você vai ter no metalom, que você vai ter que pintar, vai ter que preparar ele. Depois, mesmo pintando, mesmo tratando, ele vai depreciar muito mais rápido. Na verdade, o alumínio, né, vai ficar a durabilidade aí. Só que a galera tem esse bloqueio, sabe? É por isso que eu falo, é para ter sim uma especificação, é para ter uma qualidade nos materiais, nas escolhas dos materiais, mas a galera não faz, acaba não fazendo.
É, porque o que acontece geralmente, você faz projeto fechado, né? Ah, beleza, sei lá, eu cobrei X nesse projeto, o cliente não entende... Ah, eu não vou usar essa fechadura, por exemplo, sei lá, que custa, por exemplo, R$500. Não, eu vou usar essa de R$100. A gente precisa fazer um trabalho nessas pessoas na hora de apresentar esses orçamentos. eu vou apresentar de uma forma agregando valor. Ou seja, se você usar esse tipo de ferramenta, esse tipo de solução, você vai ter uma durabilidade muito maior, você vai ter, sei lá, menos barulho na hora de fechar essa porta ou enfim... Você não vai ter torção naquela chapa de ACM... Você entende, então, o que está acontecendo? Beleza. Não, eu vou fechar. aquela pressa, aquela... Não, vou fechar a todo custo. E aí, depois, na verdade, você não só se queima, como muitas vezes você tem ali uma solução de ACM, que eu acho o ACM sensacional, se bem aplicado, se tem um projeto ali bem feito. Mas cara, eu vejo uns projetos aí, eu ando assim... Gente, como que pode?
Mas temos também muitas empresas boas também do mercado, Galera que busca treinamentos, busca evolução, que é cuidadoso. Então, a gente vê que está começando a transformar isso. Mas pelo fato de não ter uma fiscalização, não ter... Sabe, é meio que largado. Você pode fazer o projeto, tem gente... Eu atendo muito cliente que fala... Meu, eu quero fazer um totem. Eu falo... Cara, mas sua calçada tem 1 metro, ele quer um totem de 80. Não, mas pode fazer. Falei... Mas vai ver na prefeitura, eu preciso ver essas normas aí. Ah, não! Se vê as normas, vai dar trabalho. Se a gente fizer, não vai dar trabalho depois.
Então...
É, isso é um problema.
Mas aí, as pessoas... Ah, mas o cliente... Gente, o cliente não sabe o que ele quer.
Normalmente não.
Não sabe, não adianta. Igual, imagina... A gente já tem de grandes empresas, tô falando de grandes empresas. O cara às vezes quer um vídeo, sei lá, institucional. pra apresentar, por exemplo, numa reunião importante de venda que vai acontecer, tal coisa. E aí, cara, eu não tô nem aí, eu falo abertamente, eu não tô nem aí. Você quer um vídeo, cara? Grava com o celular que você vai ter um vídeo. Agora, eu procuro entender o que, de fato, pra que esse cara vai usar. Meu, ele não tá precisando de um vídeo daquele, não é aquilo que ele quer. Ele tá precisando de outro que não tem nada a ver com aquilo. Ele precisa de uma, muitas vezes, de uma prova social, sabe? Porque a empresa dele tá consolidada, ele tem um vídeo ali institucional que ele já fez há três anos atrás, tudo bem, ele pode apresentar, mas ele precisa da cereja do bolo pra fechar aquela proposta. Sim. Pô, não tinha pensado nisso. Você entende? Então, assim, da mesma forma, o que eu entendo também é que falta um pouco, né, do lado dos profissionais que vão ali, ah, vou fazer, sei lá, essa fachada. Tudo bem, o cliente tem o desejo de ter uma fachada bonita. Agora, esse cara tem também a função, a obrigação, de repente, de falar, ó, o que você acha? Olha, tenho isso, tenho isso, tenho isso... Não... Lógico, você tem que atender o desejo do cliente, mas eu acho, tá? O meu entendimento, que eu não deveria estar falando, que falta um pouco disso, assim, né? Você que atuou muito em escritório de arquitetura.
Tá. É engraçado que, Flávio, descrevendo ali as problemáticas do setor, né? A gente que convive mais com a maioria dos outros setores também, Essas problemáticas são presentes em quase todos eles, a mesma problemática, na mercenaria, na moraria, eles enfrentam a mesma coisa, a espessura errada, o projeto que não vai. Na arquitetura acaba acontecendo um pouquinho diferente essa questão do projeto, porque o projeto é o produto final do arquiteto, diferente normalmente desses setores que O produto final é o material ou o que você está vendendo e o projeto vai junto. Então, isso que você acabou comentando ali de... Ah, eu vou ter um trabalho aqui, mas depois ele fecha com outro escritório. Acaba que na arquitetura, isso não é uma boa prática de se fazer. O correto normalmente é você... só faz alguma coisa depois de contratada. Exatamente, porque o seu serviço final é o projeto. Então, é um risco muito grande você lidar com isso. Mas essas etapas de especificação e de como você precisa colocar no projeto para ser executado, Existe também uma grande problemática de negócio. As pessoas não sabem fazer negócio. O arquiteto sai lá da faculdade sabendo projetar, mas ele vai para o mercado e precisa ser um empresário. E aí ele não sabe fazer preço, ele não sabe gestão de funcionários, de pessoas, de equipes. E isso é um problema também dos setores. Você sai e vai montar um pequeno negócio. você não tem uma educação de negócio, né?
Tem uma educação corporativa, né?
Corporativa, e aí essas questões vão esbarrando ali no dia a dia, né? Você não tem essa formação e vai sendo tudo autodidata. Você tem que encarar aquilo tudo de uma maneira bem precária, né? Porque você não teve a formação daquilo. E aí esses problemas de quanto tempo eu gasto, o que eu preciso fazer para o cliente, E aí o entendimento, que eu acabei me alongando, mas a questão que você falou, faz parte da sua formação você avaliar o que o cliente está te pedindo, ele te contratando, você tecnicamente com a sua formação, você tem que orientar ele. Faz parte ética da sua profissão e isso serve para qualquer setor. Então, se eu tecnicamente entendo que aquilo está errado, que aquilo não é o ideal a se fazer, você tem que eticamente orientar o seu cliente. Esse é a base ali da coisa. Então, o cliente pediu, você sabe que tá errado, que não é bom, eticamente você precisa fazer.
Então, mas aí no caso que eu citei do vídeo também, porque parte um esforço do meu lado, ou seja, pra que que é esse vídeo?
É um estudo, né?
Tentei um estudo.
É todo um estudo.
E aí, quando eu me deparo com essa questão do preço, por exemplo, que todos os setores acabam sofrendo com isso.
Muito.
Ah, sei lá. Não, mas é caro. Ah não, mas o que é caro pra você? Por exemplo, lá um vídeo que você vai... Esse vídeo vai ser importante pra fechamento de um grande negócio... Que vai pagar não só esse vídeo, mas várias outras coisas... Que você vai usar esse vídeo de novo em outras reuniões, que você vai usar em outras, em outras, em outras... Que vai ajudar a sua equipe de venda... Sabe? Quebrar várias objeções ali... Enfim... Aí você vai usar esse vídeo muitas vezes por dois, três, quatro anos... Então, cara, pega esse valor. Dilui. Isso em quatro anos. Você entende?
Então...
Esse negócio de cobrar... Eu vejo que a galera tem muito medo de dar o preço que vale. A galera pensa muito com o bolso dela. E uma vez eu fui em um evento e um dos palestrantes estava conversando com ele e eu tinha muita dificuldade de subir o preço do meu curso. Então, na época eu vendia o curso a R$300,00 e eu sabia que meu curso tinha potencial para pelo menos R$1.000,00 ou mais, muito mais. E aí, ele falou para mim... Sabe por que você não consegue cobrar R$1.000,00 no seu curso? Eu falei... Por quê? Ele falou... Porque você nunca comprou um curso de R$1.000,00. Eu falei... Sabe que deu aquele choque? Deu aquele choque? Então, eu acho que a galera que está com dificuldade de precificar, eu acho que falta um pouco de amadurecimento... Aí, acho que a gente entra dentro daquele ponto de hoje o jeitinho brasileiro para tudo. Então, vou começar a trabalhar com projeto. Vou lá no Torrent, baixo softwares... Eu não tenho custos. não tem o custo entre aspas né tá tudo acessível aí precisa assistir um filme eu não vou pagar netflix e não vamos assinar um negócio que desbloqueia tudo então você não tem amadurecimento aí pra você é tudo acessível como que vai cobrar alguma coisa Você perde esse valor, entendeu? Então, por isso que eu falo para... Eu sempre estou pegando no pé dos alunos agora. Talvez você é freelancer, você não tenha realmente condições agora de comprar uma assinatura, mas coloca isso na meta. Coloque isso na meta, começa a usar as coisas de forma legal, que aí você vai dar valor.
Não, e você tira, inclusive, uma preocupação da sua cabeça. E quando a gente está falando de criatividade, uma mente despreocupada com essas questões de fiscalização, por exemplo... Cara, você consegue criar muito melhor, desenvolver muito melhor.
E aí é um ponto que eu venho batendo muito na galera, é isso. Ah, Flavio, cara, me ajuda a precificar, eu não sei se esse preço está bom. Eu falo, a primeira coisa, vamos levantar os custos. Ah, não, mas eu não tenho custo, é aqui em casa e tal. Ah, você não tem? Vamos colocar na ponta do lápis. Qual software você usa? E começa a fazer a continha. Aí, opa... Então, eu estou cobrando barato. Você entendeu?
Eu estou na minha área, as pessoas falam, você quer trabalhar de home office? Não, porque home office não tem custo, eu não tenho custo, eu não tenho deslocamento... Falei, cara... É assim, hoje eu nem... Nem falo mais nada. Tá tudo bem. Beleza. Tá tudo bem. Entende? Eu falei, se a pessoa não tem a capacidade de entender que ela trabalhando na casa dela tem um custo extremamente alto... Tem... Entende? É uma conta tão básica de fazer. Desculpa, essa pessoa eu nem quero perto de mim. Sabe? Não tenho paciência pra gente assim, sabe?
Mas no fim da conta é formação, né? Você passa cinco anos na faculdade e ninguém fala nada sobre isso lá. tem 10 aulas de projeto de arquitetura e não tem uma de formação de preço, por exemplo, de gestão de escritório. E aí você sai de lá, como é que eu faço? Então é uma problemática, assim, quem consegue sozinho ir atrás disso, perfeito, fazer um outro curso sobre isso, mas a maioria sai Totalmente perdido. Ela não entende custo fixo, custo variável, formação de preço, nada, nada, nada.
É o que a gente vive hoje, né? A gente está falando aqui de vários setores, porque imagina... Ah, eu estou fazendo, sei lá, você viu a estrutura que a gente tem ali, né? Ah, beleza. Queima um HD. Ah, você precisa de software para cada máquina. Enfim, aí beleza, eu vou numa reunião pra entender um pouco aquele cliente. Eu prefiro mil vezes fazer uma reunião de entendimento presencial, porque daí você consegue ver, prestar atenção naquilo que não tá sendo dito, você consegue dar uma olhada no ambiente, entender um pouquinho mais da cultura. Entende? Então, assim, tudo isso é custo.
É custo.
Tudo isso é custo.
Eu acho que é... E essa conta.
Que é importante pra gente começar a colocar no... Que eu também estou aprendendo, tá? Sim.
Eu acho que é tudo questão de amadurecimento, cara. Eu acho que é igual, pô, a... Vamos colocar aí, há 10 anos atrás, o Flávio tocava pagode, sabe? Só ficava de boa e tal, morava com a minha mãe. Quando eu levei minha esposa pra morar comigo, com uma filhinha de 8 meses, Opa! Amadurecimento nível 1.
Veio meu outro filho.
Opa! Amadurecimento nível 2. Entendeu? Mas só para dar um exemplo, eu acho que a gente precisa assumir esses compromissos de trabalhar de forma 100% legal para amadurecer. Só o fato de você tomar essa decisão já vai mudar assim 90%.
Não, é sensacional. Eu acho que esse bate-papo que a gente está falando aqui é muito bacana porque, de fato, você falou de tecnologia, falou de resistência, falou um pouquinho da parte criativa, da importância de se permitir quebrar objeções. E quando você fala dessa questão de trabalhar legal, cara, não tem coisa melhor. Igual você sai com carro com seguro, por exemplo. Você tá numa festa, meu amigo? Você tá curtindo a festa, o churrasco ali com os amigos? Agora, puta, comprei um carro, deixei o carro lá fora.
Não, não vi.
Mas se eu estou em alguma festa, alguma coisa, eu já noto, puta, o carro do cara não tem seguro. Está saindo toda hora.
Exato.
Entendi.
E assim, uma mente ocupada com preocupação, não consegue realmente ser criativa, né?
Não consegue, não consegue.
E, na verdade, a ilegalidade, ela dá muito acesso, né? O público não está acostumado a comprar software. O Brasil não é um país acostumado, ah, vou ali comprar um software, não. Está tudo acessível a ele. Então que acaba que quando ele vai pensar em qual ele comprar, ele vai olhar, ele está usando 10. Então você acaba... potencializando a criatividade, porque você tem acesso a tudo, mas, ao mesmo tempo, você fica com workflows inchadíssimos, né? Usando 5, 10 ferramentas, sei lá quantas ferramentas, porque tá tudo ali fácil, aí a pessoa não tem essa noção, né? De escolher o que ela pode ter e como ela usar aquilo o máximo possível. E, então, você vai passando pelas empresas e elas têm ali 5, 6 soluções no workflow dela.
Você não tem, na verdade, nem organização.
É, fica uma confusão.
Fica uma confusão, porque quando você começa... Pô, eu tenho várias opções ali e.
Cara, fica um negócio... E aí você pensa, né? O SketchUp em si, ele tem tanta ferramenta que vem junto com a assinatura e tanta atualização nele que... Imagina se você não consegue acompanhar nem desse software. Você usa cinco softwares. Como é que você vai acompanhar essa loucura de atualização que se tem hoje de todos esses. Então, você acaba ficando até para trás, porque você não consegue acompanhar tudo. A gente que trabalha com SketchUp em si, já é difícil ali. Todo mês tem uma coisa nova. Imagina de cinco ferramentas diferentes.
E é desafiador. Isso a gente está falando para dentro de uma empresa.
Uma empresa?
E a gente... Imagina que... No nosso caso, que a gente atende aí, às vezes, várias empresas com vários softwares diferentes. E aí, eles... Ah, vamos usar um... A gente usa tal plataforma para fazer a gestão e tal, mas a gente usa tal... Cara, beleza, o projeto é importante, vamos aderir... Mas assim, para o seu projeto, para o seu caso, mas na maioria das vezes é importante que a gente tenha uma pessoa para fazer o... para tocar o projeto daquele cliente sem interferir muito no nosso dia-a-dia, porque cara... Sim. Teve situações aqui da gente estar usando quatro ferramentas de gestão, sabe? Para a gente ficar conversando ali, acompanhando o projeto. Meu, que loucura!
É muita coisa.
Hoje eu uso muito, full time assim, SketchUp. E, cara, é uma ferramenta que me dá muita liberdade. Então, por exemplo, eu sou um cara que gosta muito de testar possibilidades, né? Então, eu só sigo ali num projeto quando eu vejo que aquele ponto de partida faz sentido. Apesar de ter todo o processo, a análise, ainda assim eu gosto de testar formas, testar bastante coisa pra fazer sentido. E o SketchUp me permite isso. Porque, cara, é um software muito tranquilo você trabalhar. Você abre um projeto, você faz um retângulo e tal, puxou... Você já consegue ter aquela visão ali...
Consegue ver forma, né?
É... Pô, não! Esse não é o ponto de partida. Vamos jogar isso aqui numa etiqueta, ocultar e vamos partir de um outro ponto. Então, eu até fui dar uma mentoria numa empresa, que no final, no último dia, a gente ia desenvolver o projeto da fachada deles. E eu quis ver como que a equipe fazia isso. Então, eu coloquei um desafio, coloquei dois caras do projeto para desenvolver, cada um desenvolver um, e eu desenvolvendo o outro. Cara, em três horas, eu consegui concluir a parte visual do projeto. Os dois, em três horas, estavam brigando com a mesma ideia ainda. Então, eles começaram a fazer uma linha, não estava bom, mesmo assim foi dando continuidade naquilo... Cara, eu em 20 minutos já tinha testado várias coisas. Então, já testei e não deu certo, já apago, já testo outra... Então, eu acho legal esse poder, essa velocidade, essa liberdade e esse poder de prototipar a coisa muito rápido.
Que aí eu acho que entra muito na questão de... Potencializar sua criatividade com a tecnologia. Aí que está a coisa. Porque você ficou muito tempo brigando com a tecnologia, né? Para um arquiteto. É a mão. Tem que criar a mão. Não existe nada melhor que a mão, né? Lápis. Eu até brincava com o meu professor. Professor, eu uso o mouse com a mão. Então, o lápis é com a mão também. Enfim, existe muito... Ficou muito tempo essa briga, né? De... Vou criar, vou criar, vou criar. Preciso de ter uma liberdade à mão. E eu ficava com aquilo na minha cabeça, né? Mas, poxa, eu vou fazer um projeto, eu preciso de muita informação, de muito estudo. Como é que eu vou fazer aqui um desenho à mão se eu preciso estudar o sol, eu preciso estudar o clima, eu preciso estudar tal coisa, eu preciso girar, eu preciso fazer... Então, quando eu conheci várias ferramentas e o SketchUp, ele me dava essa liberdade de, pô, vamos rascunhar ali a coisa, vamos criar. E aí com essa bagagem de estudo atrás, que é o que eu sentia falta quando eu tava fazendo a mão. Pô, e estudo de sol? Puta, eu uso um monte de ferramenta e tal, e você não tem aquela certeza 100%, depende muito de você. E aí você vai pro software, você tem ali o estudo do clima, o estudo do terreno, o estudo de tudo pra você ali, e você consegue ainda criar de uma forma muito livre. Eu acho que essa é a questão.
É liberdade, né? Liberdade para criar isso é sensacional.
É potencializar a criação, entendeu?
Ele é um software que não te amarra, apesar de ter, né? Apesar de ser um software BIM ali, ele não te amarra, não te obriga a pensar dessa forma. Se eu quiser jogar um projeto e trabalhar só o visual, sem ser obrigado a ficar jogando parâmetros, eu consigo. Então ele tem essa liberdade, isso eu acho fantástico.
Acabou sendo um problema pro SketchUp isso, porque as pessoas ficaram com a ideia de que ele só faz isso. É só pra fazer o esboço. Sketch, esboço, é legal. Mas por não acompanhar a evolução da tecnologia, por ser muito rápido, na verdade, de um ano pro outro já muda muita coisa. O SketchUp evoluiu muito, né? Na verdade não é o SketchUp em si, mas é o que a gente fala hoje, tudo é um ecossistema. Porque a gente entende que não é... Quando você vai fazer algum projeto, algum workflow, você precisa de várias ferramentas, certo? Então hoje uma assinatura de SketchUp não é só aquele programa de desenhar. Você vem com dez aplicações diferentes, sabendo que você precisa de várias soluções para fazer o seu trabalho. Então... As pessoas ainda conhecem só a ferramenta de modelagem, não entendem todo esse ecossistema. E que dá pra trabalhar esses bolsos, evoluir pra um projeto técnico ou trabalhar numa metodologia como a metodologia Beam, também super possível. É diferente de outros softwares. Sim, todo software é diferente. Mas dá pra fazer.
Mas você tem essa integração, né?
Você tem. E softwares vão evoluindo. Então... Essa criatividade é boa para o Sketch, mas criou essa fama, que a gente está tentando mostrar para o mercado. Não, gente, legal. O Sketch sempre fez isso, mas agora ele evoluiu.
Vamos evoluir, então. Vamos evoluir junto, né? Vamos pensar um pouquinho, sair da caixa.
Sim, sim.
O Flávio, a gente já está caminhando para o final do nosso bate-papo, infelizmente, enfim. Passa rápido, né? Muito rápido, enfim. Então, eu tenho um monte de coisa aqui para perguntar ainda, mas eu queria que... É... Você tem um... Não estou, assim... Tudo bem, tem gente... Arquitetos investem numa faculdade, enfim... Cursos técnicos e tal. Mas você é um autodidata, né? Eu conheço outras pessoas da área também de engenharia, de arquitetura, que são autodidatas. Eu tenho uma grande admiração por essas pessoas que se esforçam para ir ali. buscar conhecimento. Que dica você daria para aquela garotada, né? Que eles entendem, que são criativos, sabem fazer. Qual que seria um começo, por exemplo, entendendo que eles não chegaram ainda na idade de fazer faculdade. Enfim, o que você daria a dica de estudos para essa galera?
Eu acho assim que o autoconhecimento é tudo, tá? Por exemplo, eu com 15 anos, eu já sabia que eu queria empreender. Então, eu tenho irmãos que trabalham em grandes empresas, grandes multinacionais, que levavam provas para mim e eu rasgava. Não, eu não quero isso. Então, eu já tinha isso bem definido. E uma outra questão que eu já tinha bem definido, na verdade não era nem bem definido, mas eu sempre tive dificuldade de aprendizado na escola com aquela metodologia. Então, através disso, eu busquei os meus próprios meios de aprendizado. Então, assim... Um conselho que eu dou é... Ainda mais hoje, que está muito acessível. Na minha época, pô, eu ia pra Lan House... Nossa... Lia os... Não era nem YouTube, lia artigos lá.
Lan House, cara.
Corria pra casa e tentava reproduzir aquilo, cara, com as anotações.
Era uma luta.
Hoje não. Hoje todo mundo tem uma internet em casa e está muito acessível. Então assim, é você se autoconhecer e ver o que de fato vai agregar na sua vida, né? Porque... É igual eu falei, eu nunca me vi dentro de uma faculdade, na escola eu já era super desfocado, e um dos fatos de eu ser criativo é porque eu tô sempre imaginando coisas, minha cabeça tá sempre... Então, eu dentro de uma sala eu não me concentro, né? E eu prefiro estar no meu momento, fazendo as minhas pesquisas, aprendendo, estudando, perder três dias de sono para aprender aquilo e desenvolver aquilo.
Então assim, mas aí isso é uma preferência pessoal.
Isso. Mas é pessoal, mas na verdade a gente fala muito de perfil comportamental. Existem outras pessoas que têm o mesmo perfil que eu. Por isso que eu falo muito do autoconhecimento. Você já saber, de fato, quem você é, o que é bom, o que não é bom. Tá? Então, naquela época eu já sabia.
Hoje você sabe quem você é?
Muito.
Eu tô tentando descobrir quem eu sou.
Tô pensando.
Não, porque... Não, assim... É que, de fato, nesse mundo louco que a gente vive hoje, é importante. Porque, assim, ou tudo bem você conseguir ter sucesso na vida, não parar de estudar... Né? Então, assim, essas pessoas que estão nos ouvindo, enfim, também assistindo, é importante falar da importância do estudo. Então, o fato de você não ter entrado na faculdade não quer dizer que você não estudou, não... Você entende? Então, você... Cara, você não para... E.
As pessoas acabam confundindo bastante quando eu falo assim, eu sou autodidata. Ô, louco, mas eu estudei bastante, o cara não estudou e tá aí... Cara, não é o fato... É igual você falou, não é porque eu não fiz uma faculdade Que não quer dizer que eu não estudei. Eu comecei a estudar com 15 anos, tipo SketchUp, Photoshop... E vim fazendo carreira com isso e aprendendo.
Eu quero complementar um pouquinho antes de passar a palavra pra você.
Sim, também quero.
Porque essa questão do que eu falo, né? Dessa admiração que eu tenho por essas pessoas, né? Que são autodidatas. Na verdade, elas não param de estudar. Sim. Entende? Assim, é constante. E tem gente que entra na faculdade, beleza, tá em faculdade, parei ali. Então, é importante. Eu trouxe esse tema que agora eu vou passar pra você que tá ali.
Não, é que eu acho que se você não for autodidata na faculdade também, você não vai muito longe, porque você precisa... mesmo estando ali cursando alguma coisa, que às vezes você cursa não é porque é uma faculdade, é porque às vezes a profissão exige aquilo, por exemplo, arquitetura. Eu não posso exercer arquitetura sem ter a faculdade. Mas se eu não tivesse sido autodidata na faculdade, eu não teria conseguido, como você falou, estudar negócios, estudar gerenciamento de escritório, estudar as ferramentas. Se você não tem um Qzinho ali de estudar mais do que se é exigido, você também não vai. Então, se você perguntou um recado para quem está começando, estuda. Eu acho que, primeiro, analisa o que você quer, vê o que é aquele cenário ali e vai fundo. sem estudar, sem ser autodidata, mesmo cursando a faculdade, você não vai conseguir chegar muito longe.
O mundo hoje, na verdade sempre exigiu isso, mas cada vez mais exige pessoas que tem multi skills, né? Então, quanto mais habilidades você tiver, melhor. E hoje é muito fácil pra você aprender algo. É muito fácil, por exemplo, eu recebi um depoimento, o cara tem uma empresa de comunicação visual, o filho dele já tinha estudado marketing, trancou, estudou publicidade, trancou, sabe? Começou a estudar uma dificuldade e trancava, e não queria saber de trabalhar com o pai. Aí ele falou, Flávio, acho que vou comprar seu curso pra ele. Comprou meu curso, o cara começou a fazer meu curso, se identificou com aquilo, Virou o projetista lá da empresa do pai dele, já está cursando arquitetura, porque aprendeu 3D, gostou disso, foi para arquitetura... E é comum eu receber esse tipo de depoimento. Então, hoje é muito acessível a informação, é fácil você pegar um curso aqui, aprender até algumas coisas pelo YouTube... Mas é igual o Barsa falou, tem que estar sempre em movimentos, tem que estar estudando sempre.
É, muitas vezes, assim, só precisa de um direcionamento, né? Eu acho que... Igual, eu... A gente tava conversando antes da gravação, né? Então, assim... Eu olho pra você, Flávio... Cara, você me passa a imagem de uma pessoa extremamente esforçada.
Sim.
Sabe? Aquele cara que muitas vezes não teve oportunidade na vida e, enfim... Cara, a pessoa ralar, começa cedo, estudar pra conseguir alcançar. Olha eu fazendo minha análise. E, cara, o Barça, eu olhei pra ele e falei, meu, esse cara é muito inteligente, aquele cara que tira nota boa, sabe?
Isso, definitivamente.
Você entende, assim? Então, é visual isso.
Sim.
Passa essa imagem.
Sim.
Então, eu tô com um cara esforçado e inteligente.
Exato. Entende?
É uma loucura. E você, você pode ser os dois. Você pode ser inteligente e forçado, e você pode ser os dois.
Exato, exato.
Entende? Agora, qual foi a oportunidade que você teve na vida, né? Pra construir...
Exato.
Né? Eu acho que tem essas questões.
É, eu sempre... Eu construí as minhas oportunidades, né?
É, a gente tem o que falar.
Porque, igual eu comentei, eu comecei a estudar muito cedo, quando eu tive o primeiro acesso à internet, a galera ia pra ficar no MSN e eu ia pra estudar. Entendeu? Do meu jeito ali, cara. Quando eu fui aprender Photoshop, por exemplo, eu fiquei três dias sem dormir. Fussando na ferramenta e vai, vai... Até conseguir fazer o que eu queria. E de lá para cá eu venho estudando e não paro. E assim, eu sou um entusiasta na arquitetura. Eu gosto muito. Eu só não gosto da parte burocrática. Isso aí, eu contrato o arquiteto para fazer. Mas assim, a parte criativa da arquitetura me encanta. Estudar outros projetos. Então, eu estudo muito isso, podcasts, acompanho alguma galera. Então, eu estou sempre em movimento, sempre fazendo acontecer isso e tenho ajudado também, inclusive, muitos arquitetos com a parte criativa, que é um ponto que pega bastante. Então, ajudo eles a escrever uma metodologia de projeto, ajudo com o processo criativo, passo alguns insights, principalmente para quem quer trabalhar com arquitetura comercial. Então, Eu acho que meus resultados falam por si só.
Essa questão da troca, eu acho que assim... Por exemplo, você é aquele cara que não gosta de burocracia, mas a burocracia precisa existir. Eu também, eu não gosto de burocracia, eu sou aquele cara prático, mas eu entendo que a burocracia É essencial, né? Precisa existir. Então, quando eu falei aqui do Renan, lá no início... Cara, a gente trabalha há muito tempo. Eu sou aquele cara... Pera aí, cara... Aí eu ligo para ele, ele fala... Ei, coloca lá na plataforma e tal, eu recebo aqui a notificação e eu alimento. Aí eu faço, você vai receber em 30 minutos. O projeto vai estar executado, vai estar pronto. Ela falou, cara, mas... Ele falou, esse tempo que a gente está aqui no telefone discutindo, você já teria ido lá, colocado... Eu já teria feito, porque eu estou aqui na frente do computador.
É... E tal.
Entende? Não vou fazer.
Não adianta.
Coloca lá as informações. Se eu tiver dúvida, eu te ligo e te pergunto. Você entende? Então, é importante até a gente falar disso, porque aquele que não gosta de burocracia, ele precisa daquele para as coisas funcionarem bem.
É, e eu acho que é até algo para se pensar em escritórios de arquitetura, você tentar dividir um pouco isso, a parte criativa e a parte burocrática. Porque eu acredito que são coisas até que diferentes ali. Eu, por exemplo, se eu imaginar que vou ter que fazer um detalhamento depois do projeto, eu já entro naquele projeto com a energia baixa. Então, hoje eu tenho uma pessoa... um estudante de engenharia, eu contratei ele pra fazer detalhamento pra mim.
E você entende? Porque assim, sim, o detalhamento do projeto, cara...
Exato. Tudo é essencial, né?
É um desafio dos pequenos, dos autônomos e dos pequenos, né? Porque, normalmente, ele... não tem condição de ter quem faça isso pra ele. Então, ele tem que ser empresário, ele tem que ser projetista, criativo e burocrático ao mesmo tempo. Então é uma loucura, o cara fica perdido ali nisso tudo. grandes escritórios, eles têm essa divisão. Ele tem lá o setor que faz executivo e o setor que faz a criação. É bem comum isso nos escritórios. Agora o problema está lá no autônomo que está sozinho. Tem um estagiário ali. Como que a gente pode ajudar esse pessoal? Mas a tecnologia acaba ajudando em bastante coisa. Então acho que estudar bastante a tecnologia, principalmente para esse pessoal que tem menos condição, ou até iniciando, é fundamental. Porque senão ele fica perdido, ele não vai ter como entregar tudo.
É aquela coisa, né? Igual, né? Que a gente tem esse propósito de promover ideias e soluções aqui, não importa o tamanho da pessoa, se a pessoa está, assim, naquela pegada de autônomo... Vou deixar o contato, o seu contato aqui, Flávio, o seu contato.
Perfeito.
Basta nas descrições dos nossos canais de áudio e vídeo, porque... Eu acho que assim, gente, não se prendam, sabe? Não tenham medo. Vão lá, façam acontecer. Uma coisa que é muito importante, às vezes, o fato da gente estar aqui conversando, é não somos melhores que vocês. Muito pelo contrário, a gente está aqui... Enfim, porque de repente, a gente... Ah, gostamos de contribuir, sabe? Com o nosso conhecimento. Então, eu também sou uma pessoa super acessível. Às vezes, essa questão da mídia... Eu vi a gente andando na feira... Lá você viu, né, Flávio? Que cena, cara! Parece que... Enfim, a galera... Sabe... Enfim, você vai pra mídia e acaba tomando uma proporção... Sim. Um pouco... As pessoas acabam colocando barreira, às vezes vê a gente como um... Superstar. Cara, somos pessoas normais, né? Então, é importante falar isso. Cara, você, Flávio, é super acessível. Barça também. Então, quem quiser conversar com vocês, eu já falo.
Tranquilo.
A vontade.
Entra em contato. Fala suas redes aí, Flávio, antes da.
Gente... Bom, eu tô mais presente ali no Instagram, né, flávio.skp, então é só me seguir lá, se quiser bater um papo é só chamar no direct.
Basta...
Assim, pelo SketchUp, eu tô no canal oficial do SketchUp Brasil no YouTube, né, então dá pra acessar lá os vídeos. Por lá, e de forma pessoal, acho que o Instagram acaba sendo mais fácil. Então tem ali, Henrique Barras, Underline Arquiteto. Também, fique meio à vontade pra mandar o que vocês precisarem lá. É aquilo que a gente brinca, né? Já quem quer trabalhar, tem espaço pra todo mundo.
Tem espaço.
É, tem espaço.
Tem espaço. É isso que a gente precisa, de alguma forma, né? Levar, né? Levar conhecimento pra essa galera. E até uma dica também, que eu aproveito e já dou aqui, é galera, não leva as coisas pro lado pessoal.
Com certeza.
Quando o cliente cobra, quando o cliente, porra, não, não foi isso que eu pedi, reflita. De repente, você não entendeu. De repente, você não entendeu. E na vida, se diferencia quem entende melhor as coisas, quem entende melhor a forma, o jeito do outro.
Exato.
E acompanhar, né?
E acompanhar o que está acontecendo. A gente já está falando de inteligência artificial, a gente já está falando de... De foguete dando ré. Então a gente já tá vivendo uma outra era, assim, de tudo. Pescou. Isso de respeito à tecnologia. Então, não tem mais espaço também pra quem tá parado. Quem estagnou, infelizmente, vai ficar pra trás.
E agora a dica, convidado convidado com Street Cash. Não sei se vocês conhecem. Vamos lá, Flávio, sua dica. Dica... Não, convidado convida. Quem você gostaria de ver aqui no... Ou melhor, você já convidou. Eu já convidei. Já convidou, então já solta aí pra galera quem que é seu convidado.
É uma pessoa, cara, fantástica, que eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, que é o Fábio Coutinho. Já fiz a ponte aqui e estou ansioso para assistir o episódio dele.
Agora fala um pouquinho sobre ele, Flávio.
É, o Fábio vem desempenhando um trabalho... Hoje ele é embaixador, né? SketchUp Brasil. E ele vem desempenhando um trabalho muito lindo ali com o SketchUp, que são os blocos dinâmicos. São componentes com informação. que além de agilizar muito e ter ajudado muito, muito a galera que trabalha com projetos aí, ele ainda são blocos construídos já para o render. Então, cara, é um trabalho fantástico e não tenho dúvida que vai explodir isso, já explodiu. E eu estou tentando puxar ele também para a comunicação visual.
Olha aí!
Estou tentando, estou puxando ele ali pelo braço, já levei ele para conhecer a feira. E eu acho que vou conseguir trazer o outro.
Eu estou ansioso por esse episódio, porque, bom, tecnologia está em tudo. E essas questões de você trabalhar ali os blocos, né? Você... Acho que... Eu... Enfim, eu gosto muito de tecnologia. Não tenho muita habilidade, mas eu sou curioso. Vamos lá. Barça, seu convidado. Vamos lá.
Pô, o Fábio, sem dúvida, é uma boa indicação. Eu acredito também que, A Mari Baroli, que é uma outra embaixadora do SketchUp, mas para um outro tipo de uso, é uma boa... Posso indicar dois? Claro! A Mari Baroli eu acho que também é uma boa pedida. E tem, até não tenho certeza, e pode até ter vindo já, o Thiago Ricotta.
O Thiago Ricotta...
O Thiago... Então, o Thiago Ricotta, ele é...
Eu reforço esse convite, viu?
É, eu acho que é uma boa... Pode adicionar bastante aqui, né, no conteúdo. Ele é um cara muito... presente no mundo da construção, na metodologia BIM. Eu sou da equipe dele no SketchUp, então ele está no SketchUp também como CSM, mas gerenciando a América Latina como um todo. Eu acho que ele tem bastante conhecimento pra passar e é uma boa...
É um bacana, a gente tem aí... segue firme nesse propósito de levar a informação pro mercado, porque a gente, né, vamos... falo sempre da palavra de... eu sempre falo da palavra união, união, união, união, união, vamos unir, né, porque eu acho que só dessa forma a gente consegue construir, de fato, um país, né, ou seja, uma sociedade muito melhor.
É, eu até... eu até tava... eu usava uma frase que era... A educação move o mundo. Sim, no fim é isso. Compartilhar conhecimento.
Compartilhar conhecimento.
Você não tem que ter medo de compartilhar o que você sabe. Porque quem conseguir chegar ou superar você teve mérito para aquilo. Então, compartilha tudo o que você sabe. Acho que não tem que ficar guardando informação.
Informação guardada pra quê?
Pra quê, né?
E enfim, já chegamos aí no final. Queria saber, antes de eu passar para as palavras finais, vocês têm alguma coisa que vocês gostariam de falar antes, assim, que a gente deixou de conversar aqui?
Ah, eu acho que vai ter que ter uma parte dois.
Não!
Muitas coisas.
Muitas coisas.
Muitas coisas, principalmente relacionadas a parte criativa, a parte de inteligência artificial, a evolução dos softwares, né? As soluções que a gente tem hoje. Que muita gente tem confrontado isso, né? Eu vejo a galera falando... Ah, mas isso aí não vai substituir a gente e tal. Só que eu acho que é um ponto a se pensar, eu não digo substituir, mas vai acabar se tornando uma ferramenta que quem não aderir não vai ter espaço no mercado.
É, você tocou num ponto bem importante. Prova disso, os escritórios de arquitetura, de advocacia. Meu amigo, os caras tão passando aí... Ou seja, ou o cara é muito bom, ou o cara tem muita leitura, porque eu falo, quando você... estuda, quando você estuda o seu mercado, o seu nicho, de fato, você não vai ter problema. Muito pelo contrário, você está o tempo todo contribuindo ali com a inteligência artificial, com a tecnologia. Agora, quando você é aquele cara muito acomodado na nossa área, por exemplo, designer, por exemplo, o cara... Ah, tudo bem, eu faço criação... Cara, você tem softwares aí, faz muito melhor, muito mais rápido...
Exato.
Entende? Agora...
A galera tem esse bloqueio que eles pensam assim... Mas a máquina nunca vai substituir o humano, porque eu sento ali e coloco minha emoção naquilo. Mas quando eu sento, por exemplo, para fazer um projeto de fachada, aquilo que eu construo, eu não estou tirando do zero. Eu não sou uma entidade para criar algo do zero. É baseado na minha vivência, na minha experiência, no meu repertório... É um conjunto de informações que eu estou concentrando ali.
É até o seu histórico emocional.
E aí, se a gente para para pensar, o que é o aprendizado de máquina? É isso, só que muito mais potencializado.
Muito mais potencializado.
Então assim, eu não digo substituir total, porque acho que até as empresas não permitiriam isso, mas cara, é uma ferramenta que vai andar do nosso lado.
Sim.
Eu diria que a tecnologia não substitui, mas ela ajuda demais. Por exemplo, você pega a inteligência artificial para fazer, sei lá, um texto, alguma coisa, sei lá, uma arte, tudo bem. Ela não traz a emoção. Ela não traz o número exato. Mas por essa razão, você tem que estudar um pouco mais, você tem que estar um pouco mais ligado para... Opa, beleza! Eu usei a tecnologia para agilizar um processo. E ali eu vou só fazendo ajuste de acordo com o meu conhecimento e experiência.
Você vai ter, por exemplo... Vou dar um exemplo de arquitetura. Você vai ter um escritório que leva 90 dias para entregar um projeto e o valor é X, porque exige muita mão de obra, muitas pessoas envolvidas. E aí, você vai ter outro que entrega em uma semana e o custo vai ser menor, porque não exige tanta mão de obra, porque ele está usando uma inteligência artificial que eles treinaram para trabalhar na linha de raciocínio do escritório, E aí, cara, esse aqui que está entregando com um prazo maior, cobrando mais caro, com certeza vai começar a perder espaço.
E é importante falar que isso não vai tirar emprego de ninguém. Não tira, porque o mercado é muito grande.
Sim. Ele vai substituir o que é substituível.
É isso.
No fim das contas, é isso. E as pessoas vão se adaptando como se adaptaram em várias outras coisas que foram surgindo durante o tempo. O computador surgiu e... Substituiu um monte de coisa também, e o celular também, e assim vai. Eu acho que o que se precisa é ter essa consciência de que você tem que se atualizar.
Tem que se atualizar.
E aprender a usar as coisas novas.
Eu hoje uso muito, por exemplo, o Mid Journey, que gera imagens fantásticas. Tipo, dentro do meu processo criativo eu tenho um brainstorm. A maioria das vezes eu faço sozinho esse brainstorm. Então, pô, é até estranho, né? Como que você faz um brainstorm sozinho? Se o nome já fala tempestade de ideias, né? Cara, o brainstorm pra mim é o quê? É ver diferentes pontos de vistas. Muita gente acha que o brainstorm é pra resolver o projeto, não é? Então, vamos supor, vamos discutir uma criação de uma nova mesa aqui pro estúdio. Pode ser que você entre nesse projeto da mesa, pensando numa mesa quadrada. E você foca naquilo. Na mesa quadrada, mesa quadrada. E aí quando vem outra pessoa de fora participar desse brainstorm e fala, cara, a gente poderia fazer uma mesa, sei lá, orgânica, com algumas coisas diferenciadas. Você fala, caramba, enxerguei algo que eu não estava vendo. Então basicamente o Brainstorm é isso, é alimentar e te entregar diferentes pontos de vistas pra destravar você de um possível pensamento engessado. Então hoje o Mid Journey me ajuda nisso. Pesquisas também me ajudam nisso, mas eu posso jogar a imagem lá e pedir pra ele criar algo com estilo tal, e ele me dá algumas imagens. Eu não vou pegar o que ele me gerou e vou reproduzir, não. Mas um pensamento, tipo... Um pensamento.
Na verdade, um direcionamento.
Um direcionamento. Então, pô, eu tava nessa fachada e eu ia fazer uma testeira em L. De repente, lá ele me deu uma imagem com a testeira, sei lá, ele faz um V. Falei, pô cara, olha, não estava enxergando isso.
É, aí é aquilo que a gente estava falando, é usar a tecnologia para potencializar a sua criatividade. Isso. Aí que está a coisa. Porque a ferramenta sozinha não vai fazer nada. Se você não escrever lá, ela não.
Vai te fazer nada. É, precisa de Deus, tem que saber dominar o prompt ali também.
É isso. Não, é sensacional. Acho que esse foi um bate-papo. De fato, eu quero mais. Vamos marcar outro logo mais no futuro. A fila tá grande, gente. Isso é muito legal, porque... Muito bom. De fato, hoje eu falo... Tenho muito orgulho de falar que esse canal, assim, aconteceu naturalmente, mas é o único canal no setor que une todas as frentes de arquitetura, engenharia, construção, indústria, né? Porque ninguém nunca pensou, por exemplo, que um caminhão, uma carreta, faz parte da indústria da construção.
Verdade.
Sabe, assim... Então, é muito bacana poder falar com arquiteto, com engenheiro, com profissional de obra, com um cara que desenvolveu uma solução incrível ali para dentro de uma fábrica. Sabe, que isso vai impactar lá na obra depois. Então, enfim...
É muita coisa, né?
Estou muito contente com o resultado e eu queria agora aproveitar para começar por você, Barsa, que você... Vamos... para as suas palavras finais.
Eu acho que, primeiro obrigado pela oportunidade, é muito bacana estar aqui com você. A mensagem final, as minhas palavras finais são que, gente, estudem. Estuda, se atualiza, acompanha o que está acontecendo, porque a curva de novidades está cada vez mais rápida. Então, se você não acompanhar você vai virar uma bola de neve, você vai ter que voltar muito atrás para acompanhar e tá muito acelerado. Então estudem bastante, estudem tecnologia e potencializem ali a sua profissão com ela. É basicamente isso que eu acho que pode ajudar o pessoal.
Flávio, a você.
Paulo, primeiramente agradecer pelo convite. Agradecer o Nilson também por essa ponte aí. Parabenizar com o StoryCast, parabenizar você pela iniciativa. Eu acredito que essa conexão aqui, todas as conexões... Porque o que está acontecendo aqui é conexão. E o que vai para o YouTube conecta com outras pessoas. Eu acho que você está criando uma rede de conexão fantástica. Então, assim, eu sou muito grato mesmo, tá? Por isso, por essa iniciativa. E grato também por abrir esse espaço pra eu compartilhar um pouco do conhecimento. Acho que o que move a gente aqui é compartilhar isso, né? E aí o conselho que eu deixo pra galera é isso. Compartilhe também conhecimento, tá? Procurem soluções, mas não tranque isso em sete chaves. Claro, tem coisas que a gente sabe que... que tem que ser um segredinho e tal, mas o máximo que você puder agregar sem medo da concorrência, tentar unir, independente se o cara é concorrente ou não, mas tentar transformar isso em uma parceria, em uma união. Isso para mim é algo que é fantástico, eu venho aplicando, vejo empresas aplicando e tem funcionado muito bem. Então, o conselho que eu deixo é esse, tá? Transborde seus conhecimentos e vamos pra cima que, juntos, a gente pode mudar não só um mercado ou dois, mas sim o Brasil.
O Brasil. Chegar mais longe, né? Então, Barça, obrigado. Obrigado, Flávio.
Valeu, Paulo.
Eu fiquei muito contente, de fato, com o que eu estou vivendo aqui. Então é sobre tudo isso. Você que pensa diferente do Bárcia, que pensa diferente do Flávio, coloca nos comentários o que você traria de diferente. E quem sabe o nosso próximo encontro é com você que pensa diferente de nós. Um abraço galera e até o nosso próximo encontro naquela câmera, gente.
Valeu pessoal, até a próxima.
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