Como Economizar R$ 200 MIL em Galpões Industriais | André Martins | Podcast Engenharia ConstrueCast

André Martins, CEO da Tório Engenharia, explains how industrialized construction saves up to R$ 200 thousand on logistics warehouses. He breaks down hybrid projects mixing concrete, prefab, and steel, the five-phase communication model between teams, and modular site engineering that cuts costs by R$ 100-200 thousand. The company builds custom warehouses for businesses needing storage or smart demolition.
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Diretamente do Sambódromo do Aimbi na Expo Offsite 2026. Hoje nós vamos conversar com o André Martins. Ele é CEO de uma construtora muito inovadora, principalmente quando o assunto é trabalhar com sistemas construtivos industrializados. Construycast, arquitetura, engenharia e construção. Este episódio é um oferecimento MBP Isoblock. Andre, seja bem-vindo, que honra receber você aqui diretamente de Brasília para o ConstruiCast.
A honra é toda minha, é um prazer estar aqui e muito feliz, expectativa positiva da nossa, do nosso bate-papo, né?
Maravilha, Andre. Agora, para a gente iniciar esse bate-papo sobre, principalmente sobre industrialização da construção, para a gente falar de industrialização, primeiro a gente precisa falar de pessoas. Agora, quem é o Andre? Como que o Andre entra na construção civil.
Bem, o André Martins é um engenheiro civil de Brasília, nascido em Brasília, formado em Brasília, e com uma histórica, uma história familiar de construção civil. Quem não sonha em ter a casa própria, não é? Ter um lar, uma moradia. E isso vem da minha mãe, Maria Rosa, que sonhava em ter sua casa, e eu fiz parte, fui ali braço direito desse sonho, e fui me apaixonando pela construção civil. E aos poucos me identifiquei com a engenharia civil, construção civil, e me vi ali negociando para minha mãe, comprando, fazendo as melhores propostas, correndo atrás para que o sonho dela fosse construído. E assim entrei no mercado da construção civil e me vi como um bom, acho, empresário.
Eu não tenho dúvida, André. E que bacana. Então, e você, a sua formação é engenharia? Porque eu assim, Eu costumo dizer que nem todo engenheiro tem facilidade para falar bem assim como você fala. Agora, você tem alguma outra formação? Curiosidade.
Sim, eu também sou formado em Direito pela Universidade de Brasília, mas a fala, digamos, e a conversa é uma habilidade que vem inata desde criança. Gostava de montar grupos, equipes, brincar, times de futebol. Então eu me vi sempre muito falante, não que eu tenha treinado, adquirido isso de de alguma forma técnica, acadêmica. É natural, vai melhorando, a gente vai estudando, vai fluindo melhor. E graças a Deus, é um dom que Deus me deu de buscar, por meio da fala, juntar pessoas para um propósito maior.
Inclusive, por falar em comunicação, o maior desafio da humanidade é comunicação. E quando a gente fala, traz isso para a construção civil, é muito desafiador o termo comunicação.
Aí eu vou te dizer, toda reunião que a gente tem para identificar alguma falha que ocorreu, a gente acaba chegando na falha de comunicação. E o esforço diário que nós temos dentro da construtora é na comunicação eficiente que a gente tem. Inclusive a gente utiliza muito o WhatsApp e a gente tem 5 fases ali que eu digo 5 fases de eficiência da comunicação. A gente primeiramente manda uma mensagem, A gente lê, pode ter várias interpretações, né? Depois, a segunda fase da eficiência da comunicação, a gente manda um áudio. Quando a gente vê que não tá resolvendo o problema, a gente liga. Quando o problema ainda não se resolve, o que que a gente faz? Faz um vídeo. E por último, esse encontro pessoal, onde você tem a máxima eficiência, né? Não só na linguagem, na fala, mas nas expressões faciais do que a gente precisa passar e do que a gente precisa entender. Acho que é isso.
Maravilha, André. Agora eu queria que você falasse qual que é o perfil, tipo de obra que você Você faz muito atualmente?
Atualmente a gente tem se dedicado bastante à construção de galpões industrializados, né? Então pré-moldados, estrutura metálica. Esse é o cerne, a essência da Tório Engenharia, não é? Também atuamos na construção de residências de alto padrão, construções de casa, construção de prédios comerciais. Contudo, o galpão é aquele pelo qual a gente criou a Tório, se fortaleceu com a Tório, e lá a gente pode estudar vários sistemas construtivos industrializados. A gente fabrica fabrica, na fábrica, leva para obra e monta. Como princípio básico da Toring Engenharia, nós temos a qualidade, a velocidade e o preço, que tem que diminuir o máximo possível sem perder qualidade e eficiência.
E nessa medida, quando você fala de galpões, centros logísticos, quais são os principais desafios enfrentados para esse tipo de construção, tendo em vista que envolve muita logística, muita movimentação, enfim, cargas?
A experiência que a gente tem vivido, e o que vem à minha cabeça agora da dificuldade, é que a gente trabalhou com obras mistas, né? Então eu integro concreto armado, concreto pré-fabricado e estrutura metálica, pegando o potencial de cada elemento desse. A estrutura metálica vem esses grandes vãos, a estrutura pré-fabricada eu tenho uma montagem mais rápida e modular, e o concreto moldado in loco é quando eu não tenho características modulares ou que não se encaixa nas outras duas. Então a gente acaba tendo uma dificuldade de comunicação entre sistemas, profissionais diferentes, profissionais de estrutura metálica conversando com profissionais da área civil. Enquanto um trabalha com milímetro, o outro trabalha com centímetro. E fazer todo mundo dialogar, vem aí a eficiência dos projetos. Os projetos bem feitos nos evitam erros e problemas de comunicação entre esses sistemas.
Andrei, e quando você constrói, quando o ConstruCash nasceu, A gente nasce com esse propósito de incentivar as pessoas a construírem com a melhor solução construtiva para cada tipo de obra. Porque quando você faz isso, você vai usar a metálica da melhor forma, onde ela realmente pede metálica, vai usar o concreto onde a obra pede realmente concreto, e a madeira consequentemente. Qual que é o desafio de trabalhar com esse tipo de estrutura híbrida? Porque você tem ali aquela questão de dilatação, juntas, encaixe de juntas.
Aí a gente vai esbarrar em problemas de compatibilizações, digamos assim. A dificuldade é que você tem uma equipe maior, uma quantidade de pessoas maiores e um mecanismo de comunicação onde um tem que planejar a entrada do outro. Então o concreto, ele já tem que vir, principalmente os pré-moldados, né? A gente tem que vir com estruturas de insert para receber a estrutura metálica e o profissional da estrutura metálica vir soldar. Ou parafusar, o que for mais prático em si. Se não existe essa previsão do profissional de pré-fabricado de que a outra estrutura vai entrar, a gente tenta resolver na obra, e resolver na obra é sempre algo muito mais complexo, que demanda mais custo, que tem dificuldade, principalmente quando a gente tá falando de galpão, a gente tem muita dificuldade de altura. A gente trabalha com obras muito altas, isso requer um custo com PTAs, são as plataformas articuladas, que gastam, oneram, deixam o serviço mais lento. É essa a ideia.
André, e nessa medida, quando a gente fala de industrialização, quais são os tipos de industrialização que vocês utilizam nesse tipo de obra? E nessa sua resposta, eu gostaria também que você trouxesse o desafio de canteiro. Porque quando você trabalha ali, às vezes você faz— eu visito grandes obras, principalmente no Brasil inteiro, E eu percebo que às vezes eu vou num lugar, eu tenho ali a área de convivência, tá no lugar. Aí eu volto de um mês, dois, eles já demoliram aquilo para construir em outro lugar, ainda na fase de canteiro.
Certo.
Então eu queria que você trouxesse um pouco dessa parte de desafios aí de industrialização. O que você industrializa mais nas suas obras?
OK, o tema canteiro de obras é um tema que tem que ser realmente muito bem estudado, porque a distância de movimentação influencia muito na produtividade que a gente tem em campo, no nosso campo. Falando até dessa última obra que a gente fez lá em Formosa, Goiás, próximo de Brasília, a gente demorou muito a fazer o canteiro com a ideia de economizar. Eu não preciso do canteiro agora nesse momento, eu vou fazer terraplanagem. Quando é que entra o canteiro? E custo do canteiro de uma obra grande são custos elevados. Nós estamos falando de 100 mil, 200 mil para montar um canteiro. Montar um canteiro. Muitas vezes o canteiro ele tem ali a parte administrativa, a sala de projetos, departamentos. Então toda empresa vai para dentro do canteiro para que haja um menor ruído de comunicação. Você tem um alojamento. Falar de alojamento, hoje em dia as obras com cada carência da mão de obra, você tem que trazer pessoas de outro estado. Então você tem praticamente o sistema de hotelaria, você precisa preparar os ambientes de uma forma digna e isso faz parte do canteiro. Onde armazenar as ferramentas em local apropriado para que você não demore no no dia a dia a pegar uma ferramenta, onde armazenar os produtos da construção civil, madeira, ferro, fechadura, onde a gente vai fazer uma pequena fábrica de marcenaria e carpintaria, onde a gente vai fazer uma pequena fábrica de ferragem. Então tudo isso ao longo do canteiro, numa obra horizontal onde você tem espaço, é muito mais fácil. Quando você não tem espaço, você tem que ser extremamente criativo e aí muitas vezes mexer nesse canteiro que está às vezes na área externa para área interna da obra E utilizar os próprios espaços da obra como uma forma de canteiro. Então, se a gente for falar de canteiro aqui, canteiro é uma engenharia de canteiro, uma arquitetura de canteiro. Qual o tamanho ideal das salas? E também obra modular, canteiro modular. Eu tenho que montar e desmontar. O barracão, que é o mais famoso, que a gente fazia com madeirite, hoje em dia a gente faz com madeirite plastificado, para poder reaproveitar 10 vezes a montagem e a desmontagem. Ou, quem sabe, em placa cimentícia. Você também parafusa e monta e desmonta de uma forma modular e mais eficiente. Então, canteiro é fundamental para uma obra.
E a gente está agora gravando este episódio numa feira de construção off-site, modular. O que você entende que soluções apresentadas aqui podem resolver desafios de canteiro de obras?
Bem, a gente está na maior feira da América Latina de construção modular e a gente vê vários parceiros aqui, empresas que fornecem esse mecanismo de construção móvel, removível, remontável e expansivo também, quando você precisa trabalhar com áreas. Então acho que a gente tem que integrar, conversar mais, levar para as obras a importância desses canteiros móveis, né, desses canteiros bem pensados para diminuir a distância de transporte mesmo de material, de pessoas e até de resolução de problemas, porque o canteiro tem que proporcionar um ambiente que aumenta produtividade. Muitas vezes nas obras a gente tem que colocar até grua. As gruas têm esse objetivo de pegar lá onde está armazenado, levar para o local para que a equipe que está ali já saia produzindo e não perca tempo. Interessante.
Bacana. E quando você vai para o âmbito da obra, esse tipo de obra de galpões logísticos e centros logísticos, o que é mais industrializado geralmente? Quais são as fases da obra e que tipo de material você mais utiliza desde essa parte estrutural que você já falou um pouco do concreto e do aço, que é o mais utilizado, e também para essa parte de fechamento.
É, para cada tipologia de cliente, tipologia de obra, a gente faz uma análise. Então a gente cria cenários. Cenário número 1 para esse cliente: toda estrutura em pré-moldado de concreto, pré-fabricado, pré-moldado de concreto. Cenário número 2: toda estrutura em estrutura metálica. Você vê que eu tô tentando manter uma multidisciplinariedade de profissionais menor. À medida que eu pulo para uma estrutura metálica, ainda tem uma tipologia. Quando eu vou para obra mista, aí eu tenho mais profissionais de forma variada, mas cada cenário desse vai me mostrar um resultado, um resultado financeiro. Atualmente o concreto tá mais barato que o aço, eu faço um comparativo. Ou a obra mista vai ter vantagens para aquele tipo de cliente, para aquela tipologia da obra que vai ser interessante. Então assim, a estrutura metálica e o pré-fabricado tem vencido aí as obras de concreto armado fixo tradicional, né?
Então assim, mas é pelo tempo, né?
Pelo tempo, pelo desgaste. Então assim, mas tem também casos em que a gente também tem que utilizar esse trecho, quando você tem caixas de elevador, quando você não tem sequências modulares, quando você às vezes tem vãos muito grandes e nesses vãos muitas vezes você tem que protender porque tem uma estrutura que vai receber carga. Então assim, cada caso é um caso, mas a estrutura metálica e o pré-fabricado é o que a gente habitualmente utiliza mais.
Entendi. Quando você tem a— como você citou agora, até para quem está acompanhando, que você falou, quando tem caixa de elevador você precisa ter uma estrutura rígida.
Rígida, exatamente.
A rigidez ali para aquele empreendimento.
Exatamente.
Seria isso?
Essas caixas de elevadores a gente faz de concreto moldado em loco.
E para fechamento, quando você tem esse projeto, geralmente você define os fechamentos, esses materiais são produzidos na indústria e só montado no canteiro?
Sim, os fechamentos é um tema bem interessante também, porque a gente vem evoluindo para fechamentos metálicos. Aqui na feira eu conheci um fechamento que é placa cementícia, núcleo interno de EPS, né, que também pode ser testado. Mas os nossos galpões, a maioria deles, a gente tem EPS. Tem pier e tem EPS. Ah, tem as duas formas.
A diferença é que o pier ele tem ainda uma qualidade mais elevada.
O pier ele tem melhores qualidades acústicas, térmicas, inclusive em caso de incêndio, que é algo que a gente se preocupa muito nos galpões, é pegar fogo. Se pegar fogo, aquele o EPS ele tem alguns gases tóxicos e o PIR teria uma toxicidade, vamos dizer assim, um elemento tóxico menos agressivo do que o EPS. Então esse PIR ele vem evoluindo para que seja utilizado em diversos sistemas, inclusive entre as placas.
E o que define, André, esse investimento? Eu acredito que o EPS ele seja bem mais, assim, olhando para o custo, bem mais barato que o PIR, até por conta de—
Não, eu acredito que agora com a demanda e oferta, né, tem uma demanda muito grande, uma oferta muito grande de PIR. Isso faz com que os preços fiquem mais equalizados e mais próximos. Então as indústrias, para apresentar produtos de melhor qualidade, vem ampliando suas fábricas e implementando. Você vê que até nos dutos de ar-condicionado, que muitas vezes a gente fazia com estrutura metálica, hoje você tem um MPU. É uma laminazinha de alumínio em cima, laminazinha de alumínio embaixo e o preenchimento em PIR. Então PIR vem ganhando bastante espaço, que é o polietileno, né, com características térmicas, acústicas e resistentes, melhor condições melhores para incêndio, né? Ele vem sendo muito utilizado e com preços competitivos.
Muito interessante. Agora, o que que você entende que não dá para deixar de falar no episódio de hoje, que a gente tá aqui no meio do evento, uma correria danada, precisa também ver o evento.
Primeiramente, eu não posso deixar de falar da Tório Engenharia, que é uma construtora que tá aí para fazer o galpão, que veio para expandir o seu negócio. A gente, em regra, trabalha para B2B nessa área de galpão, Que é business for business, né? E a Tório Engenharia então quer atender e crescer o seu negócio. Para isso, todos aqueles que precisam de um crescimento precisam de um galpão, né? Se hoje você está aqui de repente falando: "Andre, eu gosto muito de carros antigos, onde é que eu guardo meus carros antigos?" Eu preciso do meu galpão. Se você gosta de quadros artísticos, eu preciso de um galpão para guardar e estocar. Se você tem uma ideia de como ganhar dinheiro, por exemplo, o que está surgindo lá conosco, a gente faz muita demolição e nessas demolições tem muito material que pode ser reaproveitado. Uma construção inteligente, e você precisa de um galpão para guardar esses produtos. Então, todos vocês que querem crescer, desenvolver, procurem a Torre Engenharia e vamos fazer um galpão para você da melhor forma.
Eu sou obrigado a falar que se o André tá dizendo, eu assino.
Maravilha, viu?
Queria até passar então aí para as palavras finais para a gente gravar outros episódios aqui. Você já tá convidado para o nosso estúdio aqui em São Paulo também, para a gente fazer um bate-papo mais longo, para a gente conhecer um pouco mais da história do André Martins, esse engenheiro que, além de um grande profissional, como pessoa dispensa comentário. Tem o coração— você é um cara grande, seu coração é maior que você.
Ô Paulo, eu agradeço, viu. É, nas considerações finais, é dizer que é uma honra poder estar em São Paulo do lado do Paulo Barros, da ConstruCast, né, fazendo esse trabalho maravilhoso aqui de divulgação e conexão, porque tudo é conexão, tudo é relacionamento, e a gente só consegue realizar um sonho trabalhando em equipe. Então que eu faça parte dessa equipe que você une e junta para construir o sonho das pessoas e resolver os problemas delas, né? Então para mim é um prazer muito grande, espero voltar várias vezes em São Paulo e rodar esse Brasil contigo, que essa América Latina, vamos aí expandir os nossos conhecimentos. E construir muito. É isso que a gente quer.
Pode ter certeza, André, é um prazerzaço estar com você. Eu tenho certeza que a Hub, o ecossistema Hub Construção de Comunicação nasceu para aproximar profissionais como você com o mercado de engenharia.
Maravilha, muito obrigado, Paulo.
Esse foi mais um episódio diretamente do Sambódromo do AIMB aqui na Expo Offsite 2026. Você que quer se aprofundar, que quer aprender sobre o universo da construção civil, Você pode se inscrever nos canais do ConstruCash e também no portal Hub e Construção. Tem muitos conteúdos bacanas e também fornecedores confiáveis para você se atentar e não ter problema na hora de construir ou reformar. ConstruCash, conhecimento também se constrói.
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