Como Falar Bem e Se Comunicar Melhor | Técnicas de Oratória que Funcionam na Prática

Thales Henriê, an actor and voice coach, teaches how to speak better through breath, posture, and silence. He demonstrates live with two people, correcting their eye contact and pacing, and explains how to read your audience and drop filler words.
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Comunicação e oratória é o tema do bate-papo de hoje. Eu tenho certeza que não importa de qual área você seja, este episódio vai transformar sua vida e de alguma forma você vai lembrar não do convidado, porque quem trouxe ele aqui hoje fui eu.
ConstruCast Arquitetura e Engenharia e Construção.
Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. O convidado de hoje é ator. Ele vive ensinando as pessoas a transformar suas vidas através de uma melhor comunicação. Thales, seja bem-vindo.
Paulo, muito obrigado. Fiquei agora esperando você falar sobre mim, que isso é gostoso, né, ver uma pessoa te apresentando.
Então, mas aí tem um detalhe, você me mandou a sua apresentação.
Sim.
Quando eu fui outro dia ter um treinamento com você, você me permitiu se apresentar. Agora eu transfiro. Thales, se apresente para nossa audiência.
Agora você está descontando o que eu fiz você passar.
Isso. Que aí que tem o problema, onde desconforta de fato.
Eu sou Thales Henriê, eu sou mineiro, morando nessa cidade louca que é São Paulo. Amo São Paulo. Eu comecei a desenvolver na comunicação, eu tinha 5 anos de idade. Foi a primeira vez que eu subi no palco pra me apresentar numa formatura de prézinho. Não sei se aqui em São Paulo chama prézinho ou alguma outra coisa.
É, aqui é prézinho. Eu acho. É que eu tenho um filho de 10 anos.
De 5, 6 anos de idade. Eu subi a primeira vez no palco. Naquela época eu não tinha voz potente o suficiente pra convencer um público que era num clube lá da minha cidade. Eu tive que falar em cima do palco e depois eu desci pra falar no microfone. Então eu tive aquele nervosismo de uma criança de 5 anos no palco e depois eu desci pra conseguir falar no microfone. Então foi meu primeiro contato com o público, com a comunicação. Depois eu comecei a me interessar pelo teatro. Com 13 anos de idade eu comecei a fazer teatro, ainda lá na cidade de Caratinga. Você conhece? Caratinga é Minas, não é? Caratinga é Minas. Fica ali por Ipatinga, Governador Valadares. E depois eu fui para São João del Rei, onde eu fiz graduação, sou bacharel em teatro pela Universidade Federal de São João del Rei. Aí eu fiz cursos técnicos também em teatro, tudo voltado para o teatro. Então a minha comunicação é o que que o meu corpo comunica com o outro através de movimentos, gestos, expressões, voz, e que que o meu psicológico também traz para eu conseguir me conectar com você. Mudo para São Paulo em 2018, chego aqui nessa loucura dessa cidade, me apaixono, começo a estudar cinema, que também Também é uma outra vertente ali do teatro, da comunicação, que é bem diferente como você se comunica no palco e como você se comunica em frente à câmera. É outra linguagem.
Bem, eu tô criando aqui várias perguntas, continue.
É uma outra linguagem. E dentro desse universo eu comecei a estudar mais a fundo a comunicação, me interessar cada vez mais por técnica, como me comportar, como sentar de forma apresentável, como chegar num lugar e chamar a atenção das pessoas. "Como modular a minha voz de forma interessante pra convidar através da minha voz?" Fiz dublagem.
E aí, nesse momento, quando você baixa, dá vontade de chegar perto de você pra ouvir, sabe?
É exatamente isso que a modulação de voz traz. Porque com isso eu consigo te chamar pra perto. E você quer ouvir. Você quer estar perto. Quer ouvir mais um pouquinho. É como se você estivesse contando uma fofoca pra alguém. "Entendi, ó, vem contar mais." "Vem contar mais." E uma fofoca você não joga a informação. Você fala assim: "Paulo, eu nem te conto." Tem algo assim que você não vai acreditar. E tem mais! Tem emoção dentro da contação de uma fofoca pra outra pessoa. É, eu fiz dublagem e agora sou estudante de psicologia. Paulo, você já pensou na possibilidade de você ser um bom comunicador se você não entender o seu psicológico, da dificuldade que você tem se comunicar, em estar na frente de outras pessoas sem entender o porquê que você tá ali, sem se entender, ter esse autoconhecimento de falar assim: ah, tá aqui a causa desse nervosismo, dessa tensão, dessa falta de articulação vocal na hora de se comunicar. Então tem muita coisa por trás antes de você entrar em técnica. Comunicação.
E as pessoas que estudam com você, todo mundo tem acesso também a esse universo da psicologia, o que que tá por trás do meu medo. Então você consegue identificar nessas pessoas quando você, enfim, já tem um tempo ali com elas, opa, peraí, ó, isso aqui pode estar associado a tal coisa da sua infância, tal momento da sua infância?
Sim, tem. Eu trabalho muito voltado, você conhece o Leonel Loggi?
Que é o daquele filme...
O Discurso do Rei.
O Discurso do Rei. Inclusive eu recomendo, assistam. Esse filme é sensacional.
É incrível. Eu trabalho muito na pegada do Leonel Logue. Porque quando o Jorge VI chega no consultório dele, causa aquele estranhamento. Como que eu vou aprender a me comunicar fazendo exercícios de face, balançando o rosto, cantando?
Mas tava ali.
A dor dele tava em algo que ele precisava desenvolver e tirar aquele medo que ele tava construindo ao longo da vida. Então quando eu olho pra uma pessoa e ela senta e começa a se apresentar, começa a olhar pra cima, pra baixo, começa a puxar uma tensão aqui no corpo, eu consigo identificar: tem algo além da dificuldade em se comunicar.
É, e o legal desse filme É que quando ele chega no consultório, ali existe um certo atrito, né? Entre os dois. E aí, quando às vezes eu falo que a gente precisa tomar cuidado com os achismos.
Sim.
Né? Em um determinado momento, ele... Ele não é o rei, mas ele faz parte. Naquele momento, ele não é o rei ainda.
Sim. Né?
Mas ele faz parte do reinado. Aham.
Mas ele já chega com aquela autoridade de que sou da realeza.
Sou da realeza e quem é você?
Eu quero comandar aqui, eu quero fazer tudo aqui. Mas ele fala assim: não. "Não, aqui não, aqui é o meu espaço, quem comanda sou eu." Porque ele começa a entender essa hierarquia que, calma lá, não precisa você trabalhar ela o tempo todo, porque onde eu quero chegar na sua comunicação vai além dessa sua hierarquia. Você tá lá, vai chegar a ser rei, mas calma, é um processo para ser desenvolvido.
Não, é muito legal, então, gente, recomendo demais. Tá, Liz, agora Eu ouvindo, te ouvindo, você começa a falar da forma de sentar e aí eu já começo: será que eu tô sentado de forma correta? Você que tá assistindo, preste muita atenção, que tá ouvindo pelas plataformas de áudio também é importante. Agora, antes de falar do corpo, eu queria entender uma coisa: a comunicação. Imagina que eu falo muito, muitas pessoas me criticam pela forma como eu falo, mas Ela é treinável? Eu consigo me tornar um bom comunicador?
Com certeza.
E como que funciona esse treino? Porque eu preciso de storytelling, né? Começo, meio e fim para que eu envolva as pessoas. Você pode já trazer algumas dicas nesse início da nossa conversa?
A primeira dica que eu dou é leitura em voz alta, para você trabalhar a sua articulação. Isso vai te ajudar a não ficar falando assim e as pessoas não entenderem o que você está falando. Articulação. Olha para sua postura, como você está se comportando no ambiente. Aquele ambiente cabe uma postura aqui? Se eu começasse a conversar com você nessa postura aqui, eu não ia passar uma informação interessante para as outras pessoas. E sim, é extremamente treinável a comunicação. Não posso falar que a pessoa nasce com esse dom, a pessoa já consegue se comunicar desde pequeno. Não. Eu, com 5 anos de idade, eu estava lá me comunicando, mas se eu não entrasse num processo de treino, eu não ia conseguir desenvolver a minha comunicação. Então, se eu pego hoje, ah, eu preciso fazer uma apresentação, uma palestra, eu preciso também treinar para essa palestra. Vai que eu encontro uma palavra que vai ser difícil articular, eu preciso treinar, preciso me preparar para palestrar.
E nesse processo de preparação dessa palestra que você traz como exemplo, você também tem que se preparar para diferentes perfis de pessoas que estarão na palestra.
Exato, um bom comunicador ele sabe para quem ele está falando. Tem que saber, tem que saber fazer uma boa leitura do seu público. Eu não posso chegar no palco, sei lá, em Minas e me comunicar como se eu estivesse me comunicando com pessoas de São Paulo. Não vou gerar uma conexão. E se eu não tenho conexão, tudo que eu trouxer não conecta. Ninguém vai embora com alguma informação.
Vai embora: "Ah, foi legal a palestra, mas o que eu absorvi dela?" Thales, e falando de, como você sabe, a gente fala muito com público de indústria e principalmente com construtores, né? E dentro dos canteiros de obras a gente tem muitos líderes, só que por outro lado esses líderes eles não tiveram acesso à escola, são pessoas que falam muito bem, só que muitas vezes eles não têm noção do sabe o que é um tom grosseiro e o que é um tom leve para fazer com que aquelas pessoas estejam de fato do lado deles.
Sim.
O que acontece com uma situação como essa, onde esse cara não teve acesso à escola, mas ele é um líder nato? Como esse cara pode transformar a comunicação dele para ir palestrar em grandes eventos e grandes autoridades? De construtoras ou indústria?
Paulo, a pessoa precisa primeiro desconstruir alguns paradigmas de como ela se comunica, porque a autoridade ali no canteiro de obra não vem muito de grito, não vem de você se impor de forma agressiva. A autoridade está na sua postura no dia a dia, a autoridade está no seu tom de voz, como você traz a informação para as outras pessoas. Isso tudo precisa ser trabalhado. E aí você consegue: "Ah, eu já consigo ser uma pessoa que lidera muito bem." E eu consigo desenvolver essa liderança de forma mais assertiva, mais interessante e mais amigável. Porque pensa, se eu sou um líder que toda hora eu aponto o dedo, tem uma falha. Ninguém gosta de ser apontado com frequência, de receber um feedback agressivo. Então eu posso ser um líder, mas o meu corpo e a minha voz precisa estar junto para liderar junto comigo.
E nessa medida, como que eu equilibro voz e corpo? Sabe aquela coisa, aquele ditado: "Ah, tudo bem, eu até fiquei calado, mas o meu corpo falou por mim, a minha expressão falou por mim." É autocontrole.
Eu posso estar aqui com você e em algum momento você fizer uma pergunta desconfortável, se eu não tiver esse autocontrole, o meu próprio rosto vai demonstrar. Mas eu preciso ter esse autocontrole, essa consciência do que eu faço com as minhas expressões. E para isso é respiração. Normalmente a gente leva muito a respiração para o peito, mas se você reparar um bebê, a respiração tá aqui no diafragma. Isso me traz tranquilidade e aí eu consigo, não vou fazer uma expressão que não diz exatamente o que o verbo está dizendo.
Nossa, que legal, você consegue controlar isso através da respiração.
A comunicação, ela tá aqui, essa respiração. Porque, não sei se você conhece, Konstantin Stanislavski, que é totalmente do teatro.
Não, esse não conheço.
Ele falava que a comunicação é psicofísica. Começa aqui no seu psicológico, pra você entender qual é a sua emoção, qual emoção você quer passar pro outro, e o que que seu corpo quer passar de informação. Então, antes de me comunicar, eu preciso entender o que que eu quero passar de informação pra outra pessoa. Qual que é a minha emoção aqui agora, nesse momento? O que que eu quero passar de emoção para você, para quem tá nos assistindo, quem tá nos ouvindo? Isso é consciência. E aí, através da minha voz, eu consigo modular para todo mundo conseguir entender qual que é a emoção que ele tá me passando, tá?
E quando você fala desse despertar da minha consciência naquele momento, é a partir do momento que eu tomo consciência do que eu quero passar agora, o que eu quero passar. A comunicação é falar bonito? Ou é ser você, ou seja, eu ser autêntico, revelar exatamente quem sou eu para eu passar a verdade para o público?
Naturalidade. Você tem que ser natural. Não tem isso: "Ah, eu quero me comunicar bem, eu vou querer ser igual o Paulo." É o seu jeito de se comunicar, é onde você coloca a sua voz, o seu jeito, as suas movimentações, é tudo seu. Não adianta eu querer estar aqui. Eu posso fazer um rapport com você e ficar aqui.
Conversando, entendi.
Mas eu não posso querer ser o Paulo nessa comunicação. Porque eu sou o Tales. O meu jeito de sentar é diferente, a forma como eu vou trazendo os assuntos é diferente, porque isso me faz único. E tem gente que não gosta. "Ah, eu não gosto da minha voz." A minha voz é única. Isso também me traz uma autoridade. Você consegue identificar a voz do Galvão Bueno em qualquer lugar.
Sim. Identidade dele, próprio Bruno e Marrone, não, Bruno, né, da dupla Bruno e Marrone, Leonardo, Anderson Silva. O Thales, nesse processo de identidade também, a gente, autoconsciência, muita gente tem vício de linguagem, inclusive eu tive muito e tô gravando muito e eu acabo tentando melhorar. Peço para minha equipe apontar muitas vezes e me dar dica de melhorias, né? Só que eu percebi que depois que eu fui atrás de ajuda, como depois que eu te conheci inclusive, eu começo a melhorar de fato a minha comunicação. Eu começo a entender que dicas que você me trouxe, opa, pera aí, eu não preciso ficar buscando palavras e solto uma palavra para compensar aquele silêncio. Queria que você trouxesse dicas aqui também "Praia", "eu tô numa situação", nervosismo, buscando palavra, e aí vem os vícios de linguagem. Como que eu faço pra não cair nessas armadilhas do vício de linguagem?
O "né", o "tipo", enfim, o "éééé", tipo isso.
Tipo isso.
Paulo, a primeira coisa é você criar consciência que você tem um vício de linguagem. "Ah, eu sou uma pessoa que fala muito né". Então, ah, eu criei essa consciência. Depois eu falo para uma pessoa que está à minha volta, que está sempre comigo: quando eu falar "né", eu te dou um real. Quando eu falar "né", você me dá uma cutucada. Aí você tem uma pessoa para colaborar com você. Criou essa consciência, tem uma pessoa que já está te apoiando. Deixa o silêncio também agir. Por que a gente tem tanto medo do silêncio? Às vezes só esse silêncio já passa uma informação. Ele já tá dizendo muito mais do que eu ter que ficar procurando palavras e mais palavras para preencher esse vazio, que já diz muito. Eu utilizo esse silêncio. Talvez a informação que eu acabei de dar, o silêncio vai colocar ela num lugar muito mais interessante do que se trouxe uma informação muito legal, muito interessante, e aí eu preenchi com, né, aquela informação foi embora. Não dei tempo da pessoa digerir aquela informação de forma mais assertiva. A próxima informação que eu trouxer é muito importante. Então eu vou usar uma pausa também. O silêncio é gostoso.
E eu estou usando o silêncio aqui no meu bate-papo com você. Inclusive, quando a gente fala de silêncio, tem situações onde a gente está— você já deve ter acompanhado apresentações de algum vendedor querendo te vender algo. E quando a gente tá, fica em sala, a outra pessoa começa a falar e do nada surge um silêncio. Você já aconteceu onde a pessoa começa a querer compensar, fica complementando com mais informações, e aí na verdade só atrapalha?
Prolíxa. Isso, porque eu fico repetindo várias e várias vezes e não vai dar em nada.
Isso é causado por quê? É uma insegurança do lado de quem tá É o medo do silêncio. O medo do silêncio.
E eu gosto muito dessa frase de ter medo do silêncio, porque eu não quero ficar em silêncio, não quero deixar a informação chegar em você. Eu tenho medo de ficar calado e você achar que eu não tenho mais o que dizer. Tenho medo de ficar calado e você pensar assim: olha lá, essa pergunta fez o Tales ficar desconcertado." E aí eu preciso falar o tempo todo. Veja só.
Legal, agora eu tenho uma outra para você. Tô gostando desse bate-papo contigo, tá? Inclusive, eu preciso lembrar, tem uma que eu não posso esquecer. Agora tem uma outra que é, sabe aquelas pessoas que elas são muito agitadas e muito automáticas? Elas estão muito tempo todo preocupados com responder, mas não presta atenção naquilo que está sendo perguntado, né? E qual a dica você traz para primeiro escute? Processe e depois responda exatamente o que foi perguntado.
Isso não é comunicação. Se você me pergunta uma coisa e eu já quero responder rápido, eu nem entendi a sua pergunta ainda, eu nem digeri a informação ainda para eu conseguir responder de forma mais assertiva. Aí eu já quero te responder. Não preciso disso. É um diálogo. Tô aqui: "Ah, tá bom, te entendi. Agora eu vou digerir a informação." E aí eu vou soltar a pergunta, vou te responder. Isso é tempo. Por que que a gente tem tanta ansiedade em responder o outro? Isso não é escuta. Eu preciso ter uma escuta ativa. A escuta ativa é eu entender exatamente o que você disse, para aí sim eu conseguir te responder.
Muito legal. E aí, galera, vocês estão gostando? Daqui a pouco vai ter uma dinâmica, tá, pessoal? Você que tá assistindo pelos canais de vídeo, tá? Ouvindo pelos canais de áudio vai ter uma surpresa aqui. O Thales, você consegue levantar alguns problemas que existem na comunicação? Como você lida com muitos alunos? Acabei de soltar um "né".
Eu estou contando alguns.
Pode contar. E você consegue trazer alguns exemplos que dá para a gente trabalhar no dia a dia, até no nosso movimento mesmo enquanto Hub Construção, tendo em vista que a gente está conectado com essa galera da construção civil e indústria?
O que mais acontece é o medo do que o outro está pensando. Isso acontece muito. O que as pessoas de casa agora estão pensando? Você que está me assistindo, o que você está pensando? É uma preocupação que às vezes vai me atrapalhar. Eu prefiro confiar no que eu estou dizendo, ir com calma, respirar e não ficar preocupado com o que o outro está pensando. Porque isso pertence ao outro. Às vezes a pessoa está me assistindo e está fazendo um gesto de negação, um movimento, e talvez nem é para mim, é para outra coisa, mas eu pego aquilo como se fosse para mim. Então eu me desprendo disso, não me preocupo com isso e me apresento, falo e vou sem me preocupar.
Mas numa situação quando a pessoa não consegue, ela está muito apegada Sempre no negativo, assim. Mas em uma forma de encontre algo que te desprenda dessa negação, desse negativismo ali daquela plateia ou daquele achismo negativo, assim.
Existe técnica de ancoragem, que é você encontrar um movimento leve, pequeno, só seu, que te traz pra realidade, te traz pro pé no chão, pra você enraizar o seu corpo Eu sempre vou voltar na respiração. Respira, os pés no chão, encontra um movimento leve, que você aperta o seu dedo, que você encosta no seu peito. Isso te traz para o momento do agora. E esse colocar a mão no peito, ah, é um momento que eu consigo lembrar de um momento muito feliz da minha vida. E aí eu respiro, encosto E volta.
Olha que legal, você pode só pegar esse, é o que legal, pega ela, você pode, desculpa, fica tranquilo, não é para cortar isso aqui não, tá?
A nossa comunicação tá sendo escutada em todos os lugares, estão nos ouvindo o tempo todo.
Não, e essa parte, Thales, que você trouxe é muito legal, essa, assim, tá muito bacana até agora, e eu também sou muito procurado ado por pessoas que, na minha percepção, elas são muito boas para se comunicar. Pelo outro lado, Paulo, cara, você se comunica tão bem nos vídeos. E eu, enfim, eu acho que não, mas tá tudo bem, agradeço.
O que que você acha que te falta?
Falta depois, lógico, falta essa melhorar esse storytelling, porque quando você fala dessa parte de ser prolixo, de às vezes falar demais. Às vezes eu percebo que em determinada situação eu não lidava muito bem com silêncio. Então, eu, quando eu tive consciência da importância do silêncio, eu percebi que eu melhorei muito, inclusive eliminei alguns vícios, tá? Quando eu falei o "né" naquele momento, eu percebi na hora. Então, assim, eu tive consciência, e se eu quiser a partir desse momento não usar mais, eu não uso. Porque eu já entendi, vou usar o silêncio ao meu favor.
Uma coisa que é interessante também para criar essa consciência do vício de linguagem em si é você pensar antes de falar. Eu adotei um jeito que aí eu não sei se vai funcionar para todo mundo.
Mas compartilha aqui, vamos lá.
Que é você, imagine que você, a mensagem está vindo, mas antes dela sair pela minha boca ela vai passar aqui Ela vai descer, ela tem todo um processo de construção até eu conseguir verbalizar. Isso é a calma, a segurança que vai me trazer isso. Se eu falo o tempo todo muito rápido aqui com você, te respondendo com muita ansiedade, não dá tempo da informação passar por aqui e sair pela minha boca. E por isso que eu preciso ter mais calma.
Você já percebeu que tem gente que tem necessidade de mostrar que tem muito conhecimento, muito conteúdo? E começa a falar igual um maluco.
Igual um robozinho, rapidamente.
Mas está muito claro que é pra mostrar que tem repertório.
Paulo, eu consigo mostrar que eu tenho repertório com segurança sem precisar falar todo o meu currículo o tempo todo. Sem precisar falar tudo que eu já fiz na minha vida. Eu posso te trazer segurança com postura, modulação de voz e te passar. Você vai entender que eu tenho essas formações. Você vai entender que eu domino esse assunto sem eu precisar ficar aqui verbalizando tudo que eu já fiz.
Agora a gente vai trazer, vamos trazer uma dica agora para pessoa que quer falar para as câmeras. Depois eu, antes da gente encerrar, eu quero trazer também um outro ponto. Vamos lá, dicas do Thales para quem quer falar bem com as câmeras.
A primeira dica, você vai começar a gravar vídeos na sua casa. Pode postar nos melhores amigos, manda para alguém, mas grava esse vídeo. Aí que você gravou esse vídeo, você vai se assistir. Como tá sua postura, sua modulação de voz, suas expressões faciais? Isso é muito importante você ter essa autoanálise e ser generoso também. Não adianta você gravar e falar assim: nossa, tá uma merda, tá muito ruim esse vídeo, não gostei. Aí eu vou assistir com generosidade Vou me acolher e falar assim: "Ah, eu preciso melhorar minha postura." Então no próximo vídeo eu já vou melhorar minha postura e vou conseguir falar bem melhor.
E eu vou complementar, como eu sou do audiovisual também, então quando você está gravando e você falou da autoconsciência, a maioria das pessoas tendem a franzir, mudar aqui a testa. Sobrancelha. É, sobrancelha. Quando você tem consciência disso, Então você— eu não tinha essa técnica da respiração. A partir do momento que eu entendi a respiração, eu tiro atenção daqui e levo para— e controlo, trabalho a respiração. É, eu já percebi que eu melhorei nisso, né? Eu consegui ajudar outras pessoas em função de entender que a respiração é o meu ponto central ali, né? Que eu tiro atenção daqui e trabalho melhor a respiração. Então você que quer, que tem essa dificuldade, teste, vê se funciona, mas depois é importante que você venha aqui e compartilhe com a gente.
E tem que fazer. Tem que fazer, tem que treinar. Não adianta falar assim: "Ah, amanhã eu começo, vou fazer um vídeo amanhã e nunca mais eu faço." Não, eu preciso fazer isso com frequência. É um treino frequente.
Agora nós falamos aqui de comunicação, de a gente não precisa ficar reforçando algo o tempo todo para ter essa, para que o outro tenha aquela percepção de valor. Sobre você. Agora eu queria que você trouxesse aqui uma dica de vendas para quem— a gente está o tempo todo vendendo, né? A gente já acorda negociando com irmão, com pai, com marido, com esposa, enfim. Como que eu passo para o outro essa percepção de valor, mas de uma forma construtiva e não, ou seja, sem imposição?
A primeira coisa é: você acredita no que você está vendendo? Você acredita no seu produto? Você acredita em você? Você é capaz de entregar aquele serviço? Porque se você não acredita, já temos um problema de venda muito grande aí. E pensa comigo, Paulo, se você consegue visualizar o produto, visualizar o produto em ação e verbalizar ele, fazendo com que o outro visualize tudo aquilo que você está visualizando, Você compra a ideia só de visualizar e vivenciar aquilo através da oratória do outro, porque eu vou modular a voz, vou fazer com que você visualize junto comigo. Ah, eu estou me vendendo, eu sou o próprio produto, eu estou vendendo um serviço, eu preciso que a pessoa também acredite em mim. Então, antes eu preciso acreditar. Se eu chego aqui para você, fico numa postura: então, Paulo, a comunicação é, né, Você não compra. Você não acredita que eu vou te entregar um serviço de qualidade. Mas se eu tenho uma outra postura, uma modulação de voz, um contato visual com você, você compra melhor a minha ideia.
Thales, olha que legal que eu tive, que ideia legal que eu tive agora. A gente tem dentro do nosso ecossistema Hub Construção uma comunidade Hub Pro, onde a gente leva uma galera gigante para um teatro com mais de 200 pessoas e a gente escolhe um grupo de 15, 20 para viver essa experiência no palco. Você gostaria de viver isso com a gente? Imagina você subindo no palco, fazendo uma apresentação de, sei lá, de 2 ou 5 minutos, mas você não vai estar sendo julgado. Aquilo é um treinamento. Já imaginou você vivendo isso?
Eu já topei, já tô dentro. Fechou, já tô dentro.
Agora, isso não é um treino. Para você que está acompanhando a gente aqui e quer fazer parte, entre em contato através das nossas redes e você vai poder viver essa experiência. É para isso que a gente está aqui, Thales, é para ajudar as pessoas. Agora, isso é técnica, mas eu fiz de forma improvisada, tá? Funcionou?
Funcionou.
Então legal, mas eu estou sendo verdadeiro, é importante.
É importante, porque eu consigo reconhecer quando a pessoa está sendo verdadeira ou não. Ela tá querendo ser algo.
E uma coisa que você trouxe aqui nessa hora de vender, você falou da empolgação, sabe, da crença de viver. Ou seja, eu já estou vivendo aquilo. Isso funciona também, né? Porque eu tô falando, eu tô expressando, e o meu corpo também tá com esse tesão, com essa excitação de falar: cara, eu já tô vivendo isso.
Por isso que eu não posso separar o meu corpo, a minha mente, da minha comunicação. E é isso que o Leonel Logue fazia com Jorge VI. Ele envolvia a emoção dele, entender o que ele passou antes para conseguir trabalhar tanto a respiração, a colocação da voz, como ele se comportava diante de um rádio. Lá na época ele tinha que falar através do rádio. Tudo isso envolve emoção. Eu preciso passar isso através da minha emoção. Eu não posso ficar "Eu preciso trazer aqui a parte com a situação, eu preciso trazer aqui que estou com prazer de estar aqui, esse podcast está interessante, está envolvente, eu estou gostando da conversa." Isso tudo vem do meu corpo também, não está só na minha voz.
É, e quando você fala dessa importância de você ser generoso e acreditar mais em você, tem aquela cena da música, onde ele fala que ele não é capaz, ele coloca o fone de ouvido, ele não sabe o que está acontecendo, ele começa a fazer aquela leitura, não vou dar spoiler aqui, Mas isso é um suor, porque ele fica—
ele era gago.
Esse não é spoiler, não é um spoiler.
Ele era gago, ele tava com essa dificuldade de se ouvir. Aí eu não consigo, eu não consigo, eu não consigo. E foi, ele falou, ele cantou, ele fez. Porque talvez o problema era distanciar um pouco daquela fala que para ele já tinha grandes problemas na gagueira.
Aí o que ele passou também, né, diante da história de vida dele, né. Talvez tem alguma coisa que você fala, Paulo Pô, seria muito bacana a gente abordar hoje, ou a gente deixa já para o próximo que a gente vai gravar? A gente— é importante, você que tá aqui acompanhando até aqui, a gente vai gravar uma série de conteúdos, de episódios com Thales. Esse só tá a gente aqui, a gente vai fazer uma dinâmica com uma pessoa aqui bem rápida para vocês entenderem. Ela não sabe, mas ela vai vir aqui. Quanto tempo a gente vai dar para ela se apresentar?
Um minuto.
Um minuto, tá.
No máximo.
E aí o Tales vai direcionar tudo, eu vou sair de cena, enfim, vai ser eles, eu vou ficar lá nos bastidores. Tem alguma dica que você fala: "Paulo, é importante, ó, no próximo a gente vai trabalhar tal coisa e é importante que vai ter público." Se você quer participar aqui dos bastidores, vir participar de dinâmica, já entrem na nossa comunidade, a nossa produção vai colocar o link aqui neste episódio, enfim, então não importa a plataforma que você tá vendo, Tem o link aí para você entrar na nossa comunidade e ser avisado sobre a data que a gente vai estar com o Thales.
A primeira coisa que eu gostaria de trabalhar e eu quero trabalhar no nosso próximo encontro é o autoconhecimento da pessoa, de como ela se apresenta. Porque tem gente que chega na frente: "Ah, fala um pouco de você." "É... nossa, não sei falar sobre mim." E aí temos um problema. Porque eu preciso também me conhecer antes de conseguir acessar as outras pessoas. Essa vai ser a primeira dinâmica que eu vou trazer no próximo encontro.
Tá, então já posso escolher a pessoa para você fazer a dinâmica?
Pode, fica à vontade.
Tá, temos aqui a Beatriz e temos aqui a Gabriela. Você topa fazer? Pode ser. Você topa fazer também, Gabriela? Tá, aí eu vou lá, vou fazer. Bora fazer então, Thales?
Bora, bora fazer.
Então vamos lá, tô segurando.
Qual que é seu nome?
Sou Beatriz Luciano.
Beatriz, quero que você fique numa postura confortável, então os pés paralelos, o joelho semiflexionado. Corrija aí os ombros, se apresente para a gente.
Meu nome é Beatriz Luciano, eu tenho 23 anos. Atualmente eu estou desempregada, terminei minha faculdade de audiovisual, que foi 4 anos, no ano passado. E é isso, tô tentando me descobrir ainda.
Nervosa?
Não estava esperando.
Essa mãozinha aqui?
Tenho costume de segurar para, não sei, eu acho que talvez ter um pouco mais de confiança.
E é isso que vai te trazer a segurança.
Não tenho certeza.
E por que que essa segurança não vem na sua postura aqui? Tá, eu tô com o microfone, minha postura pode estar aqui.
De talvez fazer alguma movimentação também ajude.
O seu gesto vai ajudar você contar essa história para gente. E não sei se você já percebeu, você fala e vem para cá e coloca o rosto deitado como se aqui fosse um lugar de conforto também, de para fugir. Isso tira um pouco da credibilidade que você tem se for aqui e você fala aqui de uma forma mais, como posso dizer, formal, mais segura, não necessariamente mais formal, uma forma mais segura.
Obrigado.
Se você tá aqui, tá segurando o microfone e olha lá para frente e se apresenta desta forma, é muito mais seguro do que aqui A postura completamente diferente. Vamos fazer de novo?
Beleza.
E quando você começar a falar, eu quero a sua respiração muito presente e consciente. Inspira e fala.
Falo olhando para câmera mesmo?
Pode ser, pode ser.
Olá, meu nome é Beatriz Luciano, eu tenho 23 anos. Como eu falei, eu terminei a minha faculdade no começo, é, no final do ano passado. "Actualmente estou desempregada, estou procurando uma nova oportunidade." Meio que isso.
Por que todo mundo termina com "é isso", meio que isso? Você sabe o que é isso?
Eu acho que talvez seja, por alguma forma, não deixar um vazio no que você está falando. Pelo menos eu sinto isso.
E se eu te disser que esse "ah, isso" tira a credibilidade do que você acabou de dizer? Não é melhor você agradecer, falar um obrigado, trazer uma frase de impacto? Não passa muito mais a informação para o outro do que: "Ah, isso." E agora o nervosismo veio para cá, diminuiu o pescocinho, já foi bem melhor. Você sentiu mais confortável ou não?
Um misto de sentimentos.
E o olhar para o chão?
Ah, porque eu tô tentando não olhar tanto pro chão, porque eu tenho muito esse costume de olhar pro chão. Sim.
O contato visual, ele te trava? Que que acontece?
Não totalmente. Eu até que eu sinto que antes eu era muito tímida, então ainda tenho um pouco esse costume de ficar olhando pro chão, ficar tentando ter vários contatos antes de olhar olho a olho.
Tá bom. A gente vai fazer uma última vez, eu prometo. Vai corrigir um pouco mais essa postura. Pega aqui o microfone um pouco mais próximo da sua boca. O outro braço ele vai te ajudar a contar a história. Eu quero um contato visual. Em vez de olhar para o chão, você olha para frente.
Vamos lá.
Olá, eu sou a Beatriz Luciano, tenho 23 anos, fiz faculdade de audiovisual e terminei recentemente no final do ano passado. Ultimamente estou desempregada, estou procurando uma oportunidade de emprego. E também tentando me conhecer um pouco melhor nesse ramo de tanto conhecimento, de vastas experiências.
Legal! Eu já senti uma segurança bem maior nela. Isso é um processo, isso é treino. Se a gente ficasse aqui por algumas outras horas, você ia começar a ter uma consciência maior de como você se comporta, como você se movimenta e até mesmo se apresenta para as outras pessoas. Muito obrigado, Beatriz. Vamos lá, Gabriela. Pés paralelos, abre um pouco mais a sua base, porque se está muito fechado, isso tira você desse controle. Preciso da base aqui, pronto, joelho semiflexionado te dá flexibilidade no seu movimento. Corrija a postura, mantenha contato visual e pode se apresentar.
Olá, eu sou a Gabriela, tenho 25 anos. 24. Esqueci. Hoje eu atuo na área do audiovisual, trabalho na Hub Construção e estou em desenvolvimento. Na verdade, eu acredito que eu nunca parei de tentar me desenvolver em algo. Desde que eu saí da escola, eu entrei numa faculdade que eu já tinha interesse, mas eu descobri que não era exatamente aquilo que eu queria. E a partir do momento que eu entrei na Nesse universo do audiovisual eu percebi que eu me encontrei ali de alguma forma. Então agora eu estou me desenvolvendo cada vez mais nessa área e entrando em outras áreas que eu gosto também. Essa área da comunicação é algo que eu gosto bastante. Então eu sempre me comuniquei muito com as pessoas e é algo que eu gostaria de aperfeiçoar também. Me tornar mais profissional nessa área, poder falar com pessoas Converso com muitas pessoas mais velhas que eu e gostaria de me tornar melhor nessa comunicação para de fato não ter essa só a cara de menina e me tornar uma pessoa profissionalmente mais respeitada e ganhar mais espaço nessa, nesse universo.
Olha, você se apresenta muito bem, parabéns! Obrigada. Você começou fazendo um joguinho aqui com a perna, mas você corrigiu. Foi logo no início que você já errou até a sua idade. E o contato visual, ele vai oscilando. Você olha um pouco para baixo, olha um pouco para o lado. Isso é comum. Ai, Thales, eu tenho que ficar o tempo todo encarando a pessoa no olho? Não, porque senão você vai parecer uma pessoa... Eu posso, eu olho para você e eu consigo passar o meu olho pelas outras pessoas que estão no ambiente, ou eu posso até mesmo pensar um pouco, mas eu preciso voltar para cá. Eu não posso ficar o tempo todo aqui olhando para o outro lado, olhando para o outro. Eu preciso manter esse contato com você para gerar uma conexão. E uma coisa que eu senti falta também é a pausa, é o silêncio, a tranquilidade ao falar. Se você fala muito rápido, pensa, eu falei para você se apresentar em 1 minuto. Ah, fala aí durante 10, vai chegar no minuto 5 Ai, cansei.
Sim.
E aí, se você não controla a respiração e o ritmo de fala, você não chega no 10.
É, eu já percebi que eu falo rápido.
Muito obrigado! Nossa, essa dinâmica de um formato aula, para mim, soa muito mais leve, é muito mais prazeroso quando eu fico vendo você, como você se senta, como você tá, como você me olha, como você articula as palavras.
Que legal!
Não, eu fico muito mais envolvido nesse processo. Gosto bastante.
Não, é legal. Eu tô bem contente agora que a gente vai estar cada vez mais próximo aí. Tenho certeza que a gente vai conseguir. Se um dos meus lemas, né? Eu tenho como ajudar as pessoas a serem melhores do que são. E a comunicação é parte fundamental, porque se eu me comunico, automaticamente eu tiro aquela ânsia, né?
E eu consigo me posicionar melhor no mercado.
Sim.
Eu sou uma pessoa: "Ah, eu tenho muitas formações, mas eu não consigo exercê-las de forma mais assertiva, porque eu não consigo me comunicar, eu não consigo me posicionar durante uma reunião, não consigo vender a minha própria ideia." Pensa: eu tenho uma ideia incrível, a ideia é ótima, eu divido ela com você. Chega na reunião, eu não consigo falar, mas o Paulo consegue. Fala o Paulo. "Vai lá, apresenta essa minha ideia para mim, por favor." Quem que você acha que vai ganhar o crédito da minha ideia?
Com certeza quem apresentou. Você sabe, Thales, que na minha equipe— importante, quem está acompanhando, vocês acompanharam agora, vocês viram a dinâmica. E quando eu falo desse encontro, que você tem a opção de— você consegue estar aqui em alguns encontros, lógico, em um formato diferente, com plateia, com gente, que isso também é legal, né, Thales?
Calor humano.
Aquele calor humano, isso é muito legal. E agora eu fiz um teste, você percebeu que eu saí do tema? Do assunto? Você lembra em que assunto a gente tava antes? Antes de eu chamar agora atenção pras pessoas pra... Sobre a percepção da apresentação das meninas, da dinâmica?
Não, agora você me pegou.
Tá vendo? É isso que acontece, inclusive, quando a gente tá de alguma forma nervoso com alguma coisa. Então silêncio é importante. Agora a gente tava falando desse lado de se sentir à vontade. Eu me sinto muito mais à vontade, né? O que que a gente pode fazer numa situação como essa? Eu fui falar, a gente desenvolveu um assunto, mas eu precisava falar da dinâmica para ter storytelling. Peraí, nossa, teve a dinâmica, não falaram nada e tal, e aí? Então é importante, você que quer participar de uma dinâmica como essa com plateia e quer viver esse frio na barriga, venha fazer parte. Thales, agora pra gente continuar, o que que você entende que é importante a gente trabalhar no nosso público? É importante a gente ouvir primeiro eles e a partir daí a gente desenvolve esses encontros ou a gente já pode trazer alguns temas, né? Você que é o cara aqui da comunicação.
Paulo, é importante entender quais são as dores dessas pessoas. O que eu quero trabalhar? O que está mais me incomodando na minha comunicação? Ah, é a minha postura, é a minha modulação de voz, é como eu me comporto na frente de outras pessoas. Quando eu entendo isso, eu sei onde eu trabalho. Eu sei onde a gente pode começar a fazer esse ponto de partida para desenvolver.
Qual que foi a, qual que é o objetivo da Gabriela em melhorar a comunicação dela? Você lembra?
Da Gabriela? Para se portar mais no ambiente que ela tá crescendo agora.
Isso, ela quer, eu entendi que o objetivo dela, ela quer através da comunicação se tornar uma pessoa mais respeitada, principalmente no meio profissional, por conta Ela tem um jeito de menina, mas dentro dela é uma mulherão.
Sim.
Então ela quer expressar isso através da fala, então da comunicação. Essa é uma dor dela e a gente vai ajudar.
E essa potência tá dentro dela, dentro dela, ela só precisa encontrar a forma de colocar para fora.
E óbvio que durante nossas dinâmicas a Gabriela vai fazer outras apresentações e vocês vão acompanhar na prática. E quando eu falo de ouvir, é importante você que é mestre de obra, você que é pedreiro, pintor, você que, enfim, não importa a sua profissão, você tá na indústria, se é diretor, presidente, mande para gente o que você quer melhorar. E a partir daí a gente desenvolve um programa para que a sua dor seja sanada e a gente ajude você ser a potência que você é dentro, né?
Exatamente. A comunicação, ela tá em todas as áreas. E se eu sei me comunicar da forma correta, não vai ter falhas na comunicação nos processos. O que acontece muito é: eu te passo uma informação, mas você não teve, não me escutou direito, não teve uma escuta ativa, e aí você vai passar para a Gabriela de uma forma completamente diferente. E se ela for passar para frente, completamente diferente. Então vamos ter um grande ruído dentro da empresa, dentro do nosso funcionamento. Então eu preciso me comunicar de forma correta, Tanto você também precisa escutar de forma mais assertiva, ativa.
Geralmente, só pra gente encerrar esse assunto e encerrar o podcast, quais são as maiores dores das pessoas que vão até você?
Elas não conseguem ter autoridade. "Ai, a minha voz é muito assim, eu não consigo ter autoridade." Não é a sua voz, é como você coloca a sua voz. Você consegue trabalhá-la. "Ah, eu preciso saber como me movimentar, eu faço várias reuniões e eu estou de pé, eu fico andando de um lado pro outro o tempo todo, eu fico muito apoiado "Ah, tá doendo o meu quadril, tá doendo na outra perna." Essa também é uma dor muito grande das pessoas. "Ah, o meu rosto entrega aquilo que eu não quero que ele entregue." É porque a pessoa não tem esse controle, essa consciência do que ela pode ou não fazer naquele exato momento.
E tem aqueles também que eles estão em um momento de transição de carreira, vão ser promovidos e precisam fazer reuniões em grandes grupos ou começar a palestrar para time.
Muitos que não entende Transição de carreira, eu também preciso entender como que aquela nova carreira que eu quero adquirir agora, como ela se comunica. Como aquelas pessoas daquele meio estão se comunicando agora. E quer entrar já com esse background só daquela área que já estava. Eu preciso também fazer uma modificação desse mindset pra entender o que esse público agora quer.
É, inclusive o cara é técnico de TI.
Uhum.
E ele evoluiu, ele passou a coordenador, ele vai coordenar um time, ele precisa ter a capacidade mínima de se conectar, de se comunicar com esses liderados para poder passar essa mensagem para a alta direção da empresa.
E se ele falasse assim: "Ah, eu já me comunico muito bem." Se comunicar com outras pessoas é diferente de liderar.
Então, eu acho que você pode criar agora a palavra-chave para quem chegou até aqui. O que as pessoas têm que digitar?
Pessoal, digite comunicação assertiva.
E eu vou ficar de olho. Thales, tem alguma coisa que você deixou de falar, você gostaria de deixar aqui ainda nesse episódio?
Paulo, o que eu gostaria de deixar de mensagem para as pessoas é: você precisa treinar a sua comunicação constantemente. É não deixar de lado. Aí, depois eu faço. Surgiu uma oportunidade? Aí, eu não quero fazer agora, eu vou fazer depois. Você precisa fazer agora, porque se você ficar deixando para depois, seu crescimento pessoal através da comunicação também vai ficar para depois. E uma oportunidade que estiver chegando para você agora, ela também vai ficar para depois.
Pegou a dica? Esteja presente! Esse foi o episódio de hoje aqui do ConstruCast. Thales, obrigado pela sua presença, foi sensacional, adorei, e tenho certeza que a gente vai estar muito, muito, muito aí por muito tempo junto.
Eu estou ansioso para o próximo.
Isso aí, gente! Você que chegou até aqui, lembre da palavra. Eu não vou reforçar porque o Thales já falou, mas da comunicação é importante, né? Eu devo falar ou não reforçar?
Vamos ver se a pessoa prestou atenção.
Tá, então eu não vou falar. Beleza, esse foi o ConstruCast de hoje. Afinal, conhecimento também se constrói.
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