Concreto Reforçardo com Fibras | ConstrueCast

Civil engineer Marcelo Quinta explains fiber-reinforced concrete, which has been used since the 1970s. Macrofibers can replace welded mesh in floors and tunnels, while microfibers control shrinkage. The technology cuts waste and speeds up site work, though beams with concentrated loads still need traditional reinforcement.
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Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do ConstrueCast. E hoje eu tenho uma honra de receber um engenheiro que vai falar sobre um tema super importante e inovador, que é concreto reforçado com fibra. Marcelo Quinta, seja bem-vindo ao nosso podcast.
Primeiramente, bom dia. Estou muito feliz, quero agradecer o convite. É um tema que eu adoro falar sobre fibras. Entendo há um mar aí de informações para explorarmos hoje durante o podcast.
Marcelo, primeiro, mais uma vez, seja bem-vindo ao nosso podcast. Eu queria que você falasse um pouquinho sobre você, sua formação e como você foi inserido aí no mundo da engenharia.
Perfeito.
Que é um mundo tão apaixonante, né?
Sim. Bom, meu nome é Marcelo Quinta. Minha formação é engenharia civil. Eu comecei a trabalhar na engenharia civil como engenheiro de obras. Trabalhei na antiga Lix da Cunha. Os mais antigos vão lembrar. da construtora, foi uma construtora forte no interior de São Paulo. E isso em meados dos anos 90, eu comecei a me interessar por desenvolvimento de novos produtos, novos negócios, então me aproximei de trabalhar com produtos que não eram da área, vamos falar assim, não eram produtos como o vergalhão, que é uma commodity. Aí comecei a me interessar por essa área, fiz alguns cursos de especialização na Fundação Dom Cabral, E desde 1995 eu comecei essa jornada de trabalhar com fibras, então comecei a trabalhar numa empresa que era do Grupo Belgo Mineira, era uma Joy Ventric, a Bekaert, na Bélgica. Trabalhei um bom tempo no desenvolvimento da fibra de aço, então eu tive a oportunidade de trabalhar com a Dramix, que foi uma empresa líder nesse segmento e muito grande, inovadora. Começou lá atrás, isso na década de 70. E dos anos 2010, aproximadamente, eu comecei a trabalhar Aí também outra oportunidade muito bacana de trabalhar com a Barship, que é uma empresa líder nesse segmento e inovadora também das fibras sintéticas estruturais para concreto. Então é dentro da... envolvido há bastante tempo já com esse segmento das fibras.
Marcelo, eu queria que você contasse um pouquinho onde surgiu esse tipo de solução de concreto reforçado com fibra. Eu queria que você contasse um pouquinho a história.
Perfeito.
Principalmente já emendando e como esse... quando chegou ao Brasil, porque geralmente as coisas... Demora um pouco para chegar aqui.
Sim, demora. Eu acho importante a gente contextualizar a questão do uso da fibra, do concreto que é forçado com fibra, porque a fibra, ela por si só é uma tecnologia, não é uma tecnologia já tão nova, já existe há algum tempo no mercado, mas ela não é um produto que você vai usar para qualquer aplicação. Então tem que entender, contextualizar o concreto como um todo. Então, por exemplo, se a gente pegar, existe o concreto simples, que é usado em pavimentos rodoviários até hoje, existe aí, você pega o PCA nos Estados Unidos, defende a BCP, o concreto simples, existe o concreto armado, que é o que é usado comumente nas estruturas, e aí existe o concreto reforçado com fibras metálicas, com fibras poliméricas, concreto protendido, Então, dentro desse segmento, não estou entrando na questão da estrutura metálica, só ainda focando no concreto. Então, existem diversas aplicações. E a fibra, ela se desenvolveu muito nas aplicações dos pisos e nos concretos de túneis, no revestimento de concreto projetado. Por que pisos? Vale comentar que as fibras não é uma armadura contínua. Isso é uma coisa que a gente tinha bastante dificuldade lá atrás quando começou, porque os engenheiros calculistas estão acostumados com uma armadura contínua.
Contínua, sim.
Um ferro de aço, uma tela soldada. E a fibra não, são pedaços de 5 centímetros, 5, 6 centímetros, são fragmentos que você lança no concreto como se fosse um agregado metálico, um agregado polimérico, que você coloca lá no caminhão betoneira, na esteira, então é como se fosse um material, um aditivo. E não é uma armadura contínua. Então, a fibra, ela vai funcionar muito bem em estruturas que redistribuem os esforços. O que eu quero dizer com isso, tecnicamente? Uma viga, por exemplo, você tem no meio do vão um momento que você vai ter que combater com um vergalhão. Você até pode usar fibras, mas seria inviável do ponto de vista econômico, teria que colocar uma quantidade muito alta. Então, você vai combater com uma armadura contínua. Mas um piso industrial não, ele tem o chão, ele tem a base, então você consegue redistribuir as tensões, que é o que acontece nos túneis, também nos arcos de túneis, e em algumas aplicações de pré-fabricado. Então esse é o nicho, vamos dizer, principal das fibras, são os pisos apoiados sobre base elástica, que nós falamos, aí engloba desde um pavimento de concreto até um piso industrial, que aí a aplicação é enorme, temos desde centros de distribuição Estacionamentos de shopping center é um mercado bem amplo. Os concretos projetados em túneis, nós estamos falando em revestimento de túneis e algumas peças pré-fabricadas.
E agora falando especificamente de piso, como você falou agora, de centro de distribuição, shopping center. Então, geralmente quando você vai fazer essa concretagem, você usa ali umas telas de aço e tal pra dar uma resistência maior, até pela questão de pavimentação, de você ter muita movimentação, enfim, veículos pesados, enfim. Nesse caso, quando eu substituo essa solução, quando eu vou usar o concreto reforçado com fibra, eu elimino essas telas de aço?
Elimina, você vai eliminar. Então, esse é um segmento que você elimina, vamos falar, completamente as telas, a armadura convencional, pelas fibras. É possível você eliminar. Por que é possível eliminar? Como eu estava comentando, as fibras fazem esse papel de redistribuir as tensões e você tem um suporte embaixo, uma base. Então você consegue substituir plenamente as fibras. Vale citar que quando se começou a usar fibras no mundo, se usava para combater apenas a retração do concreto, controlar a fissuração. Nos anos 90, os métodos de cálculo avançaram e conseguiu tirar proveito estrutural da fibra, do concreto reforçado com fibra. E soma separando, a macrofibra são fibras estruturais. São fibras que substituem a tela soldada. E a microfibra é uma fibra também sintética, só que ela é bem fininha, parece até um cabelinho de anjo, que só serve para retração hidráulica, retração plástica, que é nas primeiras horas do concreto. Então o nosso foco aqui, nós estamos abordando a macrofibra, que é uma fibra com capacidade de substituir as telas nos pisos.
Interessante e nesse tipo de solução né de túnel é como que funciona essa essa aplicação nesse porque geralmente ali também eles utilizam telas né eu visito muitas obras eu já vi lá eles fazem eles fazem lá aquela tela depois eles vêm E às vezes eles vêm projetando, fazendo a projeção do concreto. Nesse caso também você elimina o uso da tela?
Nesse caso você elimina também o uso da tela. E a fibra traz uma vantagem com relação aos túneis. Se pegar o histórico da fibra, as primeiras aplicações eram mais até fortes no segmento dos túneis. Porque o segmento de túneis tem deformações grandes no maciço. Lógico que você vai ter que fazer todo um estudo do solo, qual vai ser o processo de escavação, e uma vez determinado qual é a solução técnica, você vai fazer um revestimento de concreto projetado, que se chama revestimento primário, secundário, e esse revestimento você normalmente usava tela, e hoje você pode usar fibra. Os vantagens da fibra, não tem a preocupação do posicionamento da tela.
Eu ia te perguntar isso.
Não tem o posicionamento da tela, e você tem um concreto com uma ruptura ductil, Essa é uma grande preocupação nos túneis. Todo túnel tem deformação grande. As deformações que eu falo são fissuras que vão acontecer e a capa vai ser solicitada, dependendo da condição do solo. E o concreto com fibra, ele não rompe. A ruptura não é frágil. Ele começa a se deformar e ele avisa da ruptura. Então, você pega hoje mineradoras, eu diria que 99% usam fibra. Não usam mais a tela. A tela pode ter algumas particularidades que vai demandar uso ainda da tela, mas é aquilo que a gente estava falando no começo, da aplicabilidade da fibra. A fibra, no concreto projetado, no revestimento de túneis, ela vem dominando já há algum tempo e cada vez mais é uma solução consagrada. Então, hoje, as principais obras de de concreto, de túneis, utilizam a tecnologia de fibras.
Eu vou entrar numa questão importante, que é a questão custo. Onde compensa usar o concreto reforçado com fibra e onde não? Por que eu te pergunto? Porque eu entendo que ele traz algumas vantagens. Além de você eliminar aquela tela de aço, o aço. Acredito que ele traz também mais agilidade e facilidade de aplicação também ou não.
Vamos lá. Tem aspectos tanto técnicos, né? Que você tem de benefício.
Tá, o importante é assim, porque às vezes as pessoas fazem conta de padaria, né? E nem sempre isso funciona. A gente tem que fazer uma conta mais aprofundada, assim.
Exato. Como você comentou, a viabilidade da fibra tem que ser estudada dentro do contexto da obra. Por quê? Tem a ver com o consumo de concreto, quanto eu vou usar de concreto, estou reduzindo a espessura de concreto, não estou reduzindo. Normalmente, as fibras trazem, quase que 100% das obras trazem uma vantagem competitiva do ponto de vista do custo. do ponto de vista custo, que engloba a produtividade, esse ganho de produtividade que você tem. Imagina um exemplo num piso industrial, você tem que armar as telas na posição, você tem que entrar um dia antes para fazer esse posicionamento, ainda mais se for tela dupla. Com a fibra não, com o concreto chega armado, então você tem um ganho. Houve uma redução de espessura, então numa região que o concreto é caro, o cimento, o concreto é mais caro, a fibra traz um benefício.
Você usa menos, né?
Lógico, não dá pra falar que vai ser aquela história, não dá pra falar, olha, tudo é 30%, 20% sempre é mais barato. Não, tem que fazer uma análise detalhada do quanto custa os insumos na região, dos materiais. Normalmente a fibra traz competitividade, até porque É feito o comparativo direto com o aço, por exemplo. O aço está sempre tendo aumentos de preço. Então, tudo depende do momento e da demanda para regular isso.
E você elimina também mão de obra, né? Por exemplo, os armadores ali, para preparar aquelas telas, enfim.
E mais até do que... Assim, a gente fala em eliminar mão de obra, às vezes já... Gente, só um adendo.
Quando eu falo eliminar mão de obra, mão de obra para aquela atividade específica. Esses profissionais que, na verdade, estão ali no canteiro de obra, eles vão fazer outra coisa, vão atuar em outra frente. Porque se a gente fala de eliminação de mão de obra, não quer dizer que é eliminar emprego, tá? Só para deixar claro isso.
Muito bem colocado. E essa facilidade de você chegar o concreto pronto, armado já com as fibras, você não precisar posicionar, porque a posição, você garantir, é uma questão de segurança também técnica. Numa obra, você garantir o posicionamento das armaduras é difícil, você garantir a posição exata, tanto que se você tirar depois um testemunho, você vai ver que, fatalmente, vai ter alguma avaliação, a tela Alguém pisou em cima, ela não ficou na altura. Então, traz uma segurança para a obra também. Eu diria o seguinte, que as fibras encontraram também nos pisos um nicho ideal para você aplicar fibra. As fibras estão distribuídas em toda a massa de concreto, diferente das telas, que tem uma tela superior e inferior. Então, eu tenho condição de trabalhar todo o tipo de carregamento que esse piso vai sofrer.
Nossa, que interessante.
Todo tipo de solicitação.
E aí eu queria entender, nesse processo, até que esse conteúdo é um pouco mais técnico, eu diria que é muito mais voltado para a engenharia ali.
Exato, exato.
E aqueles próprios profissionais de obras ali também, que tem aquela curiosidade da aplicação, é importante para eles também. E eu queria entender esse processo de especificação, todo esse estudo tem que partir do projetista, é isso?
Exato. O usuário, o heavy user da tecnologia tem que ser o escritório de engenharia que faz o projeto. Ele domina o material, domina a metodologia de cálculo e ele que vai propor solução. Então, usualmente, hoje o que acontece no mercado, um cliente tem lá a necessidade de fazer um galpão logístico, ele vai encaminhar para um projetista e o projetista vai avaliar as opções que tem no mercado de solução e vê a mais adequada. Existem situações, até que é tão crítica a situação de carregamento do piso, que você tem que trabalhar com uma solução armadura contínua. Então, como eu disse, depende de cada obra. Mas só fazendo ainda, puxando um pouquinho a história da fibra, é uma tecnologia já não tão nova no mundo. A Bekaert começou isso na década de 70. E aí houve uma evolução, vamos falar desse, de aplicações, ou seja, um crescimento muito grande, eu acho que o ápice se alcançou nos anos 90. Hoje as soluções de fibra são adotadas aqui com bastante recorrente uso em diversas aplicações dentro desse segmento de pisos que eu falei, desde pavimentos, até calçadas poderia, as calçadas aqui que são feitas Isso é uma coisa que a gente que é engenheiro do segmento sempre tá olhando no chão, né, quando vê. Entra no shopping, tá num sinal parado, vê concretando. É melhorar essa qualidade hoje, por exemplo, das calçadas. O pessoal não coloca muitas vezes nenhum reforço.
Você evita aquele problema de rachadura?
Evita. Esse é o grande benefício da fibra. Você poder ter uma massa totalmente costurada onde eu tenha um bom controle de fissuração. sem ter a preocupação de colocar uma armadura na posição exata. Então, a fibra vai estar ali em toda a massa.
É, até esse ponto também que eu chamo a atenção, porque quem anda aí pelas ruas de São Paulo, qualquer lugar do Brasil, a gente tem esse problema de calçadas danificadas, mas a gente tem uma questão também, esse tipo de solução, ele chega para esse consumidor final? Por exemplo, eu como consumidor final, até que é importante, de repente, quem sabe? Estou lá construindo a minha casa, o pedreiro que está fazendo a minha calçada, enfim, fazendo a minha reforma, ele tem fácil acesso a esse tipo de solução?
Não. A solução ainda está, como eu falei, mais restrita às grandes obras. Mas seria plenamente possível, viável, tecnicamente, até economicamente, se usar isso numa calçada. E o ganho seria muito grande, porque hoje, como eu falei, as calçadas são feitas sem o devido tecnologia, e tanto que as patologias, é difícil você ver uma calçada, né? Primeiro que a gente não tem um padrão de construção. E depois você, em pouco tempo, você vê a patologia. Então a ideia das fibras seria, vamos dizer, mitigar esse risco de você ter patologia, desde que também bem aplicado. De novo, as fibras não vão resolver o problema do concreto. O concreto tem que ser bem aplicado. Mas a fibra bem dosada, sendo bem especificada, ela vai trazer um ganho até para esse tipo de obra, como você falou, a calçada ali do... Um uso.
Tradicional, que o próprio pedreiro ali pode fazer, mas eu entendo que essa fibra não chega para ele fazer um traço ali, fazer a mistura na bitoneira.
Não, não está ainda. Seria autoconstrução.
Não está ainda.
Poderia. Os mercados vão ficando mais maduros, vai desenvolvendo. Algumas concreteiras, em alguns mercados no mundo, já consomem fibra e fornecem um concreto específico para uma aplicação, já tem isso. Isso é um caminho, né? Que eu acho natural que vai acontecer. Mas ainda não tem autoconstrução, né? Que seria o pedreiro ir lá na casa de material de construção, comprar fibra e aplicar, né?
Entendi. E uso de... em rodovias?
Perfuzinho? Tem, tem.
Está sendo muito usado, por exemplo, corredores de ônibus, que eu percebo que eles usam muito concreto, até por questão, em função da resistência do peso dos ônibus e tal, está sendo bem aderido por esse mercado?
Isso vai depender, de novo, do conhecimento do projetista que está especificando, da norma que está sendo adotada, você tem que ter Hoje as fibras no geral no Brasil já tem norma, que era uma coisa que muitas vezes impacta para você avançar em algumas soluções, principalmente quando envolvem obras públicas que tem que ter referência a alguma norma, hoje já tem isso. Eu diria que os pavimentos no Brasil, pavimento de concreto, Tem avançado o uso da fibra, mas muito mais nesse momento em pavimento urbano. Eu vejo um avanço de usar fibra no pavimento urbano. Mas é uma solução que se encaixa perfeitamente com a proposta da tecnologia. Onde a concreto, você colocar a fibra, ela vai costurar melhor o concreto, vai trazer um controle de fissuração maior dentro da estrutura e prorrogar a vida útil.
Nossa, que bacana. É, eu vou agora entrar numa pergunta de um internauta aqui. Você tem alguma outra coisa que você quer falar aí da sua coluna aí?
Não, eu acho que assim, o que a gente queria abordar é essa parte aí do surgimento das fibras, né? Que eu acho que vale também citarmos que Só foi possível essa tecnologia porque a gente foi avançando, teve a tela soldada, teve as fibras de aço e hoje tem as macrofibras que fazem esse papel de substituir o aço dentro dessas aplicações que nós comentamos.
É, o próprio mercado vai pedindo novas soluções.
Vai pedindo novas soluções. E como eu falei, tudo depende também muito da situação econômica no momento, o aço aumentou, o concreto aumentou muito, aí a necessidade de reduzir espessuras, enfim, tem uma série de... de fatores que interferem para você usar a tecnologia, determinar se... Não dá para a gente simplesmente falar que sempre aquela história, não, tudo serve para tudo.
Entendi.
Tem que ter um estudo em cima.
Depende muito de cada situação.
De cada situação.
Marcelo, eu vou fazer uma pergunta aqui agora que veio do Insta aqui. A pergunta é, qual é o impacto ambiental do concreto reforçado com fibra em comparação com o concreto tradicional, considerando fatores como sustentabilidade e durabilidade?
Sim, vamos lá, um tema muito importante. Hoje, a gente estava em um congresso semana passada e se falou também sobre a questão da pegada do carbono, todos esses itens. Ou seja, o que você puder fazer no concreto. Você pega alguns países que já usam materiais dentro do cimento para reduzir a pegada de carbono. Onde entra aí a fibra? É um conjunto tudo isso. Não adianta olhar só a fibra. A obra toda tem que ter, de fato, o interesse de trabalhar com materiais que reduzam a pegada de carbono. Existem já estudos no mercado, feitos pelos fabricantes, que demonstram o seguinte. Se eu tiver um piso com duas telas soldadas, eu tenho uma emissão de carbono. Se eu coloco fibra metálica, eu já reduzo essa emissão. E se eu coloco a macrofibra polimérica, eu reduzo mais ainda. Então, ele vai ao encontro de ter um produto mais sustentável. E eu até entrando num tema mais polêmico, as fibras são plásticos. Então, plástico hoje é uma crítica grande ao uso de plásticos, oceanos, os microplásticos. A fibra é usada para o seu objetivo, que é dentro do concreto, o impacto dela dentro do ambiente é mínimo, porque você está usando, você não está descartando ela ali na... em qualquer lugar, como a gente vê o plástico sendo descartado de forma muitas vezes até equivocada. Mas não, a fibra você usando ela corretamente, o propósito dela é usar dentro do concreto. E já tem esse estudo, mais de um estudo, diversos fabricantes, mostrando que há uma redução da emissão para você produzir aquele concreto para aquela mesma aplicação, equivalente àquela solução com tela. E é uma evolução natural. Se você pensar que se você não colocar tela, sua espessura teria que ser maior. Você iria consumir mais concreto, mais cimento. poluir mais o ambiente. Então quando você vai partindo para essas soluções, a ideia é o encontro de ser sustentável e reduzir a pegada.
E esse tipo de solução, quando você fala de plástico, isso pode ser trabalhado de forma, de repente, com plástico reciclado? Por exemplo, você tirar esse lixo da rua, reciclar esse material e transformar ele ali, de repente, na indústria?
Tem. Você precisa ter tecnologia para fazer isso, porque você vai reciclar o material e ainda vai querer usar ele como, no nosso caso, um elemento estrutural.
Sim.
Em alguns países, nós temos já fibra reciclada, Tem outra denominação até, da Barship, em outros segmentos a gente já tem. É possível fazer, sim. E tem um outro aspecto da fibra, que é a questão do transporte. Se você estiver trabalhando, considerando que, vamos lá, você tem as soluções, todas elas na mesma região, a quantidade de material que você vai transportar de carretas, ou que você vai transportar para fazer uma obra com fibra, vai ser menor.
Você chega em porcentagem isso, Marcelo?
Depende do consumo que você usa, mas é significativo, é bem significativo essa redução. A gente tem até alguns exemplos que a gente divulgou até recente, mas é bem significativo.
Entendi. Aí tem outra pergunta aqui também na internet. Quais as melhores práticas de manutenção e inspeção para estruturas de concreto na reforçada com fibra a longo prazo?
Eu queria só antes de falar do longo prazo, falar onde se inicia a utilização da fibra, a qualificação para você utilizar a fibra. É muito importante que hoje os fabricantes dessa tecnologia tenham realizado ensaios em laboratórios credenciados para determinar o desempenho da fibra dentro do concreto.
É, eu ia entrar nesse ponto na sequência.
Sim, sim, eu já estava pulando o botinho. Porque aí você, uma vez que você determinou isso, aí sim, você vai usar a fibra e aí você vai, durante a obra, Como é que eu vou garantir que a fibra está entregando aquele desempenho? Esse é um ponto que hoje a gente discute bastante na norma, que era ser feito controle de qualidade dentro da obra. Como é feito hoje o concreto convencional, o cilindro de compressão.
Isso, para quem é do mercado, quando você chega, você tem a bitoneira ali, você extrai uns... É, você pega a amostra ali e tal.
A amostra, leva para o laboratório e rompe para ver se atingiu a resistência com 28 dias.
Como funciona quando tem uso de força de fibra?
Hoje nós não temos esse controle de qualidade. Já existe metodologia para fazer, mas ainda não adotamos nas obras. Então hoje é muito importante que eu tenha a qualificação do material, que eu tenha conhecimento prévio da qual que é a expectativa daquele material que eu estou colocando, qual dosagem, qual o resultado que ele vai alcançar.
Interessante, mas assim, quando você fala de controle, você não tem esse controle nem lá na indústria?
Na indústria não, na indústria eu tenho o controle do material, o material é garantido, as resistências do material, isso é feito, isso num grande fabricante ele tem a obrigação de entregar A ficha de controle, a qualidade dele para cada lote, você tem lá a resistência do fio.
Então existe o controle.
Existe, não existe na obra.
Então isso é importante, o controle existe na indústria, só não tem aquele controle que é feito igual o concreto tradicional, que você faz ali uma prova, enfim, para fazer depois esses testes. E agora a pergunta que veio da internet. Quais são as melhores práticas de manutenção e inspeção para estruturas de concreto reforçado com fibra a longo prazo?
A longo prazo?
A longo prazo.
Toda estrutura de concreto armado, concreto com fibra, ela tem que ser, dependendo da aplicação, ela vai ser inspecionada a longo prazo. Eu diria que no caso da fibra, o principal elemento que você vai observar é se houve patologias ou não, é a característica, a quantidade de patologias que apareceram no piso ao longo do tempo. É fato que uma boa parte das patologias acontecem no curto prazo. Mas é importante, sim, ter um plano de... Aí eu falo, vamos voltar, por exemplo, a falar de pisos. Ter um plano de manutenção, não só do concreto com fibra, mas do piso. Porque a fibra, por si só, ela não faz muita coisa. Ela depende do concreto. Então, como é que está a resistência do concreto à abrasão? Você entra, às vezes, no centro de distribuição de 10 anos de uso. Como é que está o desgaste superficial do piso?
Isso está ligado também, por exemplo, quando o projetista desenvolve esse projeto, ele desenvolve com base ali, de repente, no peso, né? Como que vai ser a utilização desse ambiente? Eu vou receber, sei lá, ele vai receber um... De repente, vai passar... caminhões ali com tantas toneladas, está muito ligado.
A uso do ambiente. Exatamente, ele é tratado de acordo com a utilização, então se vai ser uma utilização onde você vai ter, vou dar um exemplo, uma empilhadeira com roda rígida trabalhando no piso 24 horas, ele vai ter que ter uma exigência muito maior do que um estacionamento de shopping.
Entendi.
Que está usando, passando automóveis, com outra característica. Então, tudo isso é levado em conta. Tudo isso é levado em conta. Mas o mais importante é a inspeção regular, analisar as patologias como um todo. A fibra, uma vez que se aplicou lá dentro do concreto, ela tende lá a performar. O material, por exemplo, tem que ser álcool, tem que ser resistente ao cimento, e a tendência é ele ficar lá performando por muito tempo.
Não, interessante. Eu tenho uma outra pergunta, mas você já respondeu aqui, tá? Mas eu vou fazer até por consideração aqui à nossa audiência. A pergunta é do... Enfim, eu não falo o nome da pessoa, mas é rm__acabamento. Qual a área que pode ser mais indicado para ser usado? Ouvi muito pouco no curso de edificações.
Agora, eu não sei se a pergunta... Ele estava... Quem fez a pergunta falou em edificação.
Ele fala que ele foi abordado muito pouco.
Em edificação, o que tem hoje o uso de fibra, que está avançando, é em paredes de concreto. Tem esse avançado uso de paredes de concreto maciça com fibras. Primeiro se usava a microfibra para ajudar na retração, o concreto não tem aquelas microfissuras, talvez isso até que ele esteja.
Ele falou que ouviu muito pouco no curso de edificações.
Na edificação seria o que? Você usar uma microfibra, que não é essa principal estrutural, usar ela na argamassa. para você combater a retração. Então isso tem, sim, já há algumas empresas, até as empresas de concreto vendem argamassa já com a fibra, aquela fibra mais fininha que eu falei, de microfibra, que vai fazer esse papel. E ela dá um acabamento Perfeito. O acabamento dela não tem nenhuma... De um acabamento, do ponto de vista técnico, de você passar uma desempenadeira, fica muito bom. Hoje, nas edificações, está se avançando na norma, inclusive já fala isso, de eu armar as paredes com fibra.
Entendi. E no caso de... A gente está falando muito aqui de concreto projetado e tal. Quando eu tenho um tipo de solução onde eu preciso usar uma forma... Enfim, a gente tem a indústria de formas, tem várias empresas do mercado. A forma, na verdade, é a mesma, que a gente usa no concreto tradicional. Ou existe alguma forma específica, por exemplo, para a desforma desse concreto?
Não, totalmente o processo convencional.
E o acabamento?
Sim, aí de acordo com cada aplicação. Então, vamos lá, nos pisos você tem aquelas formas laterais, onde você vai direcionar a concretagem, são formas convencionais, como se você estivesse fazendo concreto convencional. Nas paredes é a mesma coisa, você tem as formas que delimitam o concreto, a espessura, você vai jogar o concreto com fibra e pronto. O processo se encaixa, essa é uma das grandes vantagens de usar fibra, é a produtividade, acelerar, então ele não traz maiores inovações do ponto de vista de ter que fazer algo específico não.
Específica, na verdade você usa tecnologia, soluções já existentes no mercado.
Eu diria que o grande segredo para quem usa fibra é misturar bem.
Misturar bem.
Que é misturar bem, seja na obra, normalmente é misturado na usina de concreto, mas esse é o principal ponto, é você fazer a mistura Quanto mais ele estiver bem misturado, você imagina, a ideia é como se fosse um agregado. Quanto mais ele estiver bem misturado na massa, mais o concreto vai estar apto e bem reforçado.
Marcelo, agora uma pergunta do Paulo Roche, do Constra e Cash. Vamos lá. Sabe aquela solução de parede de concreto? Você tem as formas, vão subindo ali, você tem toda a parte estrutural, tudo em concreto. Tem algum caso que foi feito que você conhece com concreto reforçado com fibra?
Sim, sim, exatamente. As paredes de concreto hoje, a norma, ela já prevê o uso da fibra.
Mas você não elimina aquelas telas.
Você elimina as telas.
Nossa, que interessante.
Você elimina as telas.
Então a minha pergunta não foi em vão.
Não, você elimina as telas. Você elimina as telas. Você já tem... A norma está avançando, já existe o cálculo disso, qual a tensão que você tem que ter com a fibra. Nós já temos aí vários edifícios, edifícios ainda de 3, 4 pavimentos, onde você tem utilizado só a fibra.
Tá, mas aí você tem a norma.
Que limita Sim, tem algumas limitações que a norma está validando. Hoje, com três, quatro andares, a gente já tem o uso da fibra. É uma tecnologia nova nas paredes, porque nós estamos ainda debatendo, por exemplo, vou dar um exemplo prático. Quando você concreta com tela, Você vai amarrar caixinha de elétrica na tela. Quando você tira a tela, onde você amarra a caixinha? Entendeu? Na hora de concretar. Então, tem alguns detalhes que estão debatendo, criando soluções para poder usar a fibra. Mas a fibra em parede é uma alternativa. Porque a parede, ela é moldada em loco, né? E essa parede, os esforços que ela vai sofrer ali são relativamente baixos. Diferente de você pegar uma parede e içá-la, fazer o içamento. Não, você tá com a parede... Tanto que as telas que são usadas são telas pequenas, são telas de baixa, finas.
Estrutura bem fina, né?
Bem fina, não são telas estruturais assim que você fala.
E ainda nesse ponto, quando você usa esse tipo de solução, você consegue uma parede mais esbelta? Ou isso depende muito do projeto?
Vai de novo, vai depender do projeto. É o projetista que vai definir, o.
Projeto estrutural que vai definir.
Vai depender desse cálculo para determinar se eu consigo ou não. Porque muitas vezes você tem limitação da própria norma com relação à espessura.
Entendi.
Tem algumas limitações de norma. Parede interna, parede externa. Mas o grande apelo é eu trocar e a velocidade também, de novo. Eu não tenho que posicionar as telas, eu trocar, o concreto já vem armado.
Sim. E o concreto seca, mas ele tem um tempo de secagem mais rápido?
Não, isso vai ter a ver com a água que você colocou, a quantidade de água em relação ao acimento, os aditivos, a quantidade de cimento.
Entendi. Você conhece o arquiteto Yuri Vital?
Não, não.
É, ele é um arquiteto, assim, ele constrói casas incríveis, assim, ele é um... Se você coloca lá, arquiteto especializado em concreto, especializado...
Mas é tudo baseado mais com o apelo do uso de concreto macio.
Uso de concreto, entendeu? Ele faz casas incríveis, assim, enfim, tem vários projetos dele bem interessantes. Que vale a pena, inclusive, um bate-papo, né?
É, a fibra tem um campo vasto de aplicação. A gente, voltando aí, falei mais dos pisos, né? Dos túneis. Mas você consegue usar em alguns elementos pré-fabricados, algumas peças.
Interessante.
E quando você for... Isso substituindo as armaduras. Agora, quando você quer usar a fibra como um benefício, E aí você poderia usar em qualquer estrutura de concreto. Seja para melhorar impacto, para controlar, melhorar a fissuração, manter o concreto mais coeso. Imagina uma área marítima que você tem ali um ataque forte de cloretos e onde você tenha que garantir pela norma um cobrimento grande. Com a fibra eu poderia reduzir esse cobrimento.
É interessante.
Mas aí é uma outra aplicação.
É uma outra aplicação.
Envolve também, de novo, envolve custos. Você hoje usar fibra, a questão da fibra muitas vezes, ela vai em toda a massa. Então eu não consigo controlar também. Se eu conseguisse controlar o concreto e falou, eu só quero fibra aqui nessa sessão, seria o mundo perfeito.
Seria o mundo perfeito.
Porque aí você colocaria só onde precisa. num revestimento. Hoje não, você acaba tendo que misturar. Entendi. Então ela precisa trazer também algum grande benefício para você usar, aumentar a qualidade da peça, do concreto.
Então, bacana. Até mandar um abraço aqui para o arquiteto Yuri Vital, que já participou aqui do Constricash. Foi um episódio bem bacana, bem comentado. Agora tem uma pergunta da Gabi. Gostei de ver, Gabi. Boa pergunta aqui, que ela mandou para mim. O que você acredita que o futuro reserva para o uso do concreto reforçado com fibra na indústria da construção civil?
Pergunta... Demandaria uma resposta de algum tempo.
Para... Sim, bem inteligente. Obrigado pela pergunta, Gabi. Você foi bem criteriosa.
De alguma forma eu dei uma dica aqui. Eu acredito que as fibras vão avançar muito para o uso nas estruturas de concreto, ou seja, uma solução híbrida de concreto armado. que é uma solução híbrida, é você conviver com a armadura contínua e usar a fibra para algum outro benefício. Eu acredito que isso vai avançar muito em vigas, onde você pode diminuir os estribos, que são aquelas... Eu acredito que isso é um caminho que as fibras vão ainda percorrer. Algumas estruturas que há uma exigência grande, que há muito gradiente de temperatura, capas de pontes, onde você pode usar fibra junto com os vergalhões. Então seria uma solução híbrida. Então, respondendo, eu acho que a gente vai para essa utilização. Ou seja, deixar de ser... Porque hoje é meio excludente. Hoje, o que viabiliza? Eu tirar... Como é que eu vou usar fibra? Nos pavimentos, eu elimino as telas. para usar fibra.
Entendi.
Nessas aplicações, eu acredito que a gente vai poder conviver com as duas soluções. E as fibras estão evoluindo.
Inclusive, trazendo dupla resistência, né? Não sei se é o caso.
É, vai depender da aplicação. Mas sim, as fibras têm evoluído. E, consequentemente, isso melhora o mercado como um todo, as fibras evoluem, a demanda aumentando, a tendência é o custo também ficar mais econômico, você ter uma utilização em grande escala, essa é a tendência.
É, procure demanda.
Procure demanda. Então, acredito que o mercado ainda tem espaço para outras aplicações, que não sejam só os pisos e os túneis.
Muito interessante. Marcelo, e antes da gente encerrar, a gente tem um quadro convidado com vida aqui. Quem que você gostaria de assistir aqui, ouvir no nosso podcast?
Vamos lá, eu entendo, existem diversos profissionais, inclusive do nosso dia a dia, que nós estamos trabalhando, professores, empresas de laboratório, projetistas, mas uma pessoa que eu acho que nesse momento seria interessante participar aqui do podcast é o Antônio Figueiredo, da USP, um professor aqui da Poli, da Constituição Civil, ele já há algum tempo tem pesquisado muito o uso das fibras no concreto. Tanto pesquisado, tem feito ensaio, acompanhamento em obra, então acredito que ele vai agregar bastante à discussão.
Então ótimo, o professor Antônio Figueiredo está convidado para fazer um bate-papo comigo aqui no Constra e Cash. Então tenho certeza que vai agregar muito. A gente vai fazer um bate-bola rápido aqui. O que é sucesso para você?
Sucesso é você. Eu entendo que o mais importante é você ser feliz fazendo o que você gosta. Acho que isso traz, tem a ver com não só a parte, né? Lógico que você tem um aspecto que você pensa sempre em finanças, né? Mas eu vejo que é mais, é muito importante você ser feliz fazendo o que você gosta. Aí você vai ter uma dedicação muito maior e aí persistindo vai alcançar sucesso.
Construção é?
Construção é tudo, construção é onde nasce tudo, desde a engenharia, desde a vida, você construir, eu acho que é o que vai, é o que nos mantém, a construção você precisa dela. para poder usufruir, viver e diversas outras atividades.
E última, engenharia para mim é?
Engenharia é o meio técnico que você encontra para poder fazer coisas com qualidade.
Viabilizar coisas incríveis.
É o estudo, através do estudo, que você consegue realizar tudo isso, porque chega uma hora que tudo que é usado precisa ser testado, não só teste, mas tem que ter um método. Tem até uma frase que eu aprendi com um engenheiro, Na Bélgica, isso que fomentou para nós, que também conhece muito fibra, ele fala que a norma não substitui boa engenharia.
Isso é verdade.
Então, a boa engenharia vem primeiro. Muitas vezes, a norma até limita. Tem uma norma e não posso fazer isso. Mas se a engenharia é boa e funciona, é importante você nunca fechar os olhos para isso também.
E vamos atrás da nova norma para isso.
É isso aí, vamos atrás da nova norma.
Marcelo, foi um prazer muito grande receber você aqui. Eu gostaria que você desse as suas palavras finais para a gente encerrar esse bate-papo tão esclarecedor aqui.
Paulo, obrigado mais uma vez pelo convite, é um tema que eu adoro falar, espero ter contribuído dentro do possível. Foi um bate-papo que totalmente foi fluindo as informações, não teve nenhuma programação, foi muito bom e fico à disposição de trocar novas ideias e, como você falou, trazer outros convidados que possam contribuir e para que quem está assistindo entenda cada vez mais e domine o tema das fibras.
É, eu fiquei muito contente, assim, pra mim é um tema novo, tá? Apesar de eu vivo muito em obras, mas é um tema novo. Até agradecer ao Flavio, que fez essa ponte aí conosco. E, enfim, um grande parceiro aí de vida. Temos várias histórias aí no setor de construção e engenharia. Então, você que ficou até aqui, peço que coloque nos comentários, inclusive de onde, de que lugar do Brasil ou do mundo você está assistindo ou consumindo nossos conteúdos. Então, um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstriCast, o podcast que une todo o setor da construção, arquitetura e engenharia. Dá um tchau para a galera aí! Até logo!
Tchau, tchau gente!
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