Construção da Maior Roda-Gigante da América Latina | Róger de Oliveira | ConstrueCast

Engineer Roger de Oliveira built Latin America's largest Ferris wheel in São Paulo. He discusses the precision required for massive lifts, foundation challenges, and how supplier errors nearly derailed the project before solutions emerged.
Questions this video answers
3 millimeters
More than 2,000 cubic meters of concrete
Approximately 750 tonnes of steel (in movement)
42 cabins; maximum 8 people per cabin (336 people total)
22 minutes
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do ConstrueCast. E hoje eu vou conversar com o engenheiro responsável pela construção da maior roda gigante da América Latina que fica aqui em São Paulo. É isso mesmo, hoje eu vou conversar com Roger de Oliveira. Seja bem-vindo ao nosso podcast, Roger.
Te agradeço o convite, agradeço estar novamente aqui em São Paulo, numa cidade onde me acolheu por pouco mais de um ano, e eu retorno aqui e me sinto em casa. Então, estar participando do movimento da Constituição Civil, estar participando do movimento que eleva o conhecimento dos profissionais da área e isso é gratificante para mim. É o que eu trabalho, é o que eu me posiciono e é a minha motivação de carreira.
Obrigado, Roger. Então, hoje vamos conversar sobre inovação, sobre como usar, como fazer a diferença na engenharia, na construção, enfim, em outras áreas também da vida, porque você... Não é à toa que você está à frente aí de um projeto tão importante, que é um marco aqui na cidade de São Paulo. Então, inclusive, algumas pessoas aqui, que estão aqui nesse estúdio agora, já visitaram o projeto, ficaram encantados. Eu imagino como eles estão se sentindo, enfim, prestigiados com a sua presença aqui, né? Então, isso mostra... Foi bem tranquilinho. A importância. Então, vamos entender um pouco como foi, de fato, a construção desse marco aqui em São Paulo. Antes da gente iniciar, eu queria entender como a engenharia entra na sua vida, né? Porque ali não foi só teoria, ali tem muita técnica e você é um engenheiro muito novo, né? Um jovem engenheiro, eu diria.
A engenharia entra na minha vida quando eu me deparo com a consciência de ter dois, três anos de idade e ver meu pai indo para as obras e, de certa forma, o pai acaba sendo um super-herói para um filho. e eu queria estar nas obras. Aí, dentro do processo da minha formação, eu fui visitando obras com eles, fui no crescimento, enfim. Só que eu nasci numa família que me deu educação, uma família que me deu estrutura educacional, porém uma família humilde. Então, o processo de crescimento da minha vida, eu passei por todos os processos da obra. fui servente, eu fui pedreiro, eu fui pintor, eu fui, enfim, eu participei por todos esses processos e por ter nascido numa família simples, eu comentei anteriormente aí que na infância eu sofria, eu sofria bullying, eu acabei indo, sofri um bullying muito forte numa quadra de vôlei e eu lembro que eu saí chorando dessa quadra E eu acabei pensando, eu nunca mais vou sofrer isso que eu sofri. E eu comecei a treinar, fui federado da Federação Brasileira de Vôlei, enfim. E aí chegou um momento da minha vida que eu estava trabalhando em obra e no segundo grau eu tinha que escolher uma profissão. E eu tinha que ser engenheiro.
Por que engenheiro?
Porque eu me inspirava no meu pai. Meu pai tem um conhecimento absurdo em obras. E a forma de engenharia foi... Eu vou ter que ajudar eles pro resto da minha vida. Ajudar, contribuir com a velhice deles, já que eles contribuíram com a minha criação. Então, de certa forma, eu quis retribuir, dar voz ao meu pai, dar honra aos meus pais. Então, aí eu acabei escolhendo a engenharia. E um fato curioso, com 17 anos, meu pai estava com uma obra grande, e eu tinha acabado de segundo grau, e ele disse assim, ó, tu quer ser engenheiro mesmo? Eu disse, quero. Então tá, tu vai coordenar essas 40 pessoas aqui, eu só venho te buscar final da tarde.
Com 17 anos.
Nem carteira de motorista eu tinha. Então ele ia me buscar final da tarde, concluí com sucesso a obra, E aí acabou a paixão pela engenharia.
Eu queria tocar num ponto importante que é a educação, a formação, né? Ou seja, a gente hoje vive um... aquele dilema, né? A gente fala muito da qualidade da educação no Brasil, enfim. Durante o processo de formação, como que foi pra você, tendo em vista que a gente, geralmente, a maioria dos engenheiros que eu conheço, que não são poucos, Eles falam que você estuda ali, sei lá, quatro anos, fazendo ali o tradicional, né? Aquele velho sentar tijolos. E, sei lá, de repente, você separa aí seis meses para estudar, muitas vezes, aço e madeira ou qualquer outro tipo de solução. Como que foi esse processo para você?
O que eu linkei, tá? Para linkar a história anterior. Eu fui para o esporte, para eu poder estudar, porque meus pais não tinham condições de pagar uma faculdade para mim. Então, eu fui bolsista a minha vida toda universitária, eu fui bolsista pelo esporte. Então, a parte da engenharia, eu via muita... a maioria dos meus colegas eram praticamente perdidos na faculdade. Por quê? Porque não tinham a prática. Não tinham a junção da prática com a teoria. Então, quando eu tive essa cancha, essa experiência gigantesca que eu tive dentro do processo da minha graduação, eu acabei evoluindo muito mais acelerado que, normalmente, as pessoas que só fazem a teoria.
Porque você associava a técnica.
Eu associava a técnica. Então, eu aconselhava, eu acabei com 24 anos sendo empresário já, Compacta Sul foi fundado nessa idade que eu tinha, e eu aconselhava os meus colegas dizia o seguinte, cara, faz estágio, faz estágio. Ah, mas eu não posso, eu vou ganhar pouco. É a hora de fazer a prática também, porque depois de uma formação, tu vai acabar saindo da engenharia, tu vai ser um estagiário engenheiro. Então, a graduação em si, ela foca muito, dá uma base muito grande teórica, E tem coisas que poderiam evoluir e não evoluir. Exemplo, aço. Aço nós temos uma disciplina na faculdade inteira que tu estuda a estrutura de aço. O Brasil poderia estar muito mais evoluído. se tivesse no ensino, na cadeira curricular, diversas matérias de aço, de construções que alavancam a aceleração de um cronograma de obra. Então, o método tradicional traz um atraso e o país não evolui.
E uma coisa interessante nesse seu processo de formação também, acho que o esporte também foi fundamental na questão da disciplina, como que você vê tudo isso? Por que que eu tô chamando, trazendo esses pontos, né? Porque eu acho que toda essa forma como você Pensa, né? Ou seja, você vem de referência até mim, conversando com você nitidamente. Você é uma pessoa que vai, de fato, na contramão da maioria das pessoas, né? Repito, não é à toa. Você contribuiu aí pra trazer esse projeto tão importante aqui pra São Paulo, né? Eu tenho certeza que vão nascer outros. E como que foi, né? Como que é o esporte? Como que o esporte entra nesse processo todo?
O esporte, ele... Eu utilizei o esporte para ser engenheiro. Eu mudei diversas chaves na minha cabeça pelo esporte, ter morado na Europa pelo esporte para mim foi uma virada de chave também, uma delas. E o esporte me trouxe disciplina, me trouxe competitividade e talvez juntando com a minha personalidade me trouxe querer ser o melhor em tudo. Então quando eu sou desafiado, quando se tem algo em perigo, quando se tem um projeto desafiador que ninguém vai executar, pode passar meu telefone que eu vou executar. Então eu preciso desse desafio, eu preciso dessa adrenalina para trabalhar. Então como o esporte chegou com 24, 25 anos, aí eu acabei fazendo uma cirurgia, Faltou em mim essa adrenalina. Então, eu utilizo, potencializo isso no meu trabalho, que de certa forma, quando você tem uma adrenalina, o trabalho é melhor.
Muito bacana. E para concluir essa parte da formação, Rogêrio, onde você buscou conhecimento nessa parte metálica, nessa parte de estrutura?
Eu usei, eu até, eu comento que eu fiz o meu TCC de comparativo de tempo e custo de concreto armado e estrutura metálica. Então, a única referência que eu tinha era CBCA aí no país e eu acabei saindo depois de um período de formação em uma publicação deles. Isso me senti Honrado, de certa forma, e dentro desse conceito eu acho que eu posso contribuir muito para a evolução da construção em aço no país, por gerar essa autoridade que se tem hoje.
Roger, e como que você vê, aproveitando essa parte do CBCA, como que você enxerga a importância do CBCA no processo de formação de novos engenheiros e arquitetos? Porque essa parte de estrutura, ela tem que nascer, ou seja, ela tem que nascer em projeto. E nesse sentido, como que você vê o papel do CBCA?
Primeiro tem que ter uma conscientização. Sempre digo que as pessoas têm 12 mundos, então o mundo do engenheiro é os primeiros e eles não acabam não evoluindo. Quanto mais atingir esse conhecimento para os engenheiros em si, mais vai aumentar esse grau de conhecimento. Enfim, é importante sim, mas tem que partir da gente, profissionais que estão mais evoluídos, da gente que está na linha de frente, de certa forma despertar curiosidade e despertar interesse nesse assunto, porque a maioria das pessoas que se formam não tem ciência do que é um ganho de construção em aço. movimento a construção civil, tu movimenta a construção civil, tem alguns profissionais que movimentam a construção civil e nós, esse papel nosso é conscientizar esses possíveis próximos engenheiros ou engenheiros já formados que uma construção em aço, que uma referência como a CBCA pode ser utilizada, enfim, ter essa conscientização, pra aí nós ter uma alavancagem aí na sociedade.
Bacana, vamos falar agora do projeto, quero entender tudo, porque assim, não foi só essa sua questão de que eu falo de ousadia em trabalhar nesse projeto, mas teve toda a parte de desenvolvimento de engenharia, né? Então, eu queria entender um pouco como que foi esse processo de construção dessa Roda Gigante desde o processo de venda. Eu queria que você falasse um pouquinho como começou o movimento, de onde partiu e quais foram os desafios durante esse processo aí, porque uma coisa é você ter a ideia, outra coisa é você ter a capacidade também de vender um projeto tão desafiador.
Eu sempre digo que engenheiro é mais introvertido para as cedas exatas. Então, por uma parte da minha vida eu desenvolvi a parte de técnicas de vendas, então de posicionamento. Então isso aí hoje me ajuda bastante na questão de poder me apresentar, poder vender. E são projetos gigantescos, são valores gigantescos e para um garoto de 33 anos que eu tinha, agora estou com 35, para vender um projeto desses é algo desafiador. Então, o projeto em si foi desafiador. Onde a construção está é um... Entre aspas, é onde teve um resíduo do trem que desabou em 2001.
Sim, tem todo um contexto.
Tem todo um contexto disso ali. Fazer umas fundações naquele... Um projeto de fundações, um projeto estrutural pra essa roda foi muito desafiador. O projeto em si, de engenharia nossa, só levou dois meses, então foi muito rápido. Foi desafiador pela demanda de os blocos se observarem, são gigantescos, foi usado mais de dois mil metros cúbicos na obra em concreto. Então é um equipamento que eu posso dizer que é de alta precisão. Engenheiros e arquitetos que estão vendo isso aí. A prumada da roda gigante tem três milímetros 3 milímetros. 3 milímetros. Então, do ponto zero ao 91 metros, tem 3 milímetros. Então, isso é nulo.
Cara, que precisão, hein?
Então, eu trabalho com isso, com alta precisão. e o aço faz com que aconteça isso, mas fazer uma associação, você vai ver um design de interiores, vai fazer um projeto de um móvel, você vai ver paredes de 3 centímetros, 4 centímetros fora de prumo, então a prumada da roda foram 3 milímetros. Então isso foi muito desafiador, desafiador por produzir fundações em cima de resíduos que eram do antigo metrô, produzir fundações que sustentariam uma carga de 750 toneladas de aço. em movimento, uma parte dela em movimento, isso também nos trouxe um desafio gigante. Não se tem como construir uma roda gigante, não se tem no YouTube, não se tem no Google, não se tem em nada. Então, nós tivemos que ser autodidata, aplicar todo o conhecimento que tínhamos e que não tínhamos para executar esse processo, esse processo da roda gigante. Foi muito desafiador, montamos sem manual de montagem, pra fazer uma associação, tu vai comprar um armário na tua casa, se não tiver manual de montagem, tu vai faltar um parafuso, dois parafusos, enfim, e na roda não poderia faltar esse. Então foi muito desafiador, as cargas são gigantescas, chegamos a trabalhar com oito guindastes ao mesmo tempo no processo da montagem fizemos o maior içamento da história de São Paulo com guindaste rodoviário com 102 toneladas que é o eixo então foi batido o recorde então foi foi muitos recordes batidos, foi muitos desafios desvendados, como se estala, como se estalha um cabo e bota aquele cabo que é flexível a uma tração de 22 toneladas, de 30 toneladas, como se faz isso? Nós tivemos que criar um equipamento, células de carga, equipamento mecânico E pra que isso acontecesse de forma eficiente.
Cara, que incrível. Quem tá ouvindo pelas plataformas de áudio, pode ir no YouTube, que vocês conseguem... A gente tá contextualizando com as imagens, pra que vocês entendam. Mesmo quem não é da área de engenharia, Vocês não tem noção como é lindo de ver, assim. E nesse processo todo, eu queria entender assim, qual que foi o maior momento que você falou, cara, sabe que deu aquele frio na barriga, assim, durante esse processo todo?
O frio na barriga durante o processo foi na montagem do aro, que tinha algumas estruturas que vieram do fornecedor errado. Então, eu tinha que ir para um processo de execução como se fosse para a guerra. Então, todo o processo que nós entrávamos para executar, na etapa nós tínhamos que concluir ela. porque senão a roda poderia vir a ruir. Então, diversas vezes foi uma tensão gigante na construção dela. Por quê? Porque eram muitas cargas, para ter uma noção, a tração na roda gigante tem um elemento metálico lá atrás. Se nós fizermos um pórtico, como se fosse um pórtico de aço, E esse pórtico tinha que sustentar 200 toneladas de tração. Ou seja, os cabos, pra ir montando, puxando e fechando o aro, ele tinha que puxar 200 toneladas. Pra ter uma noção, um caminhão pesa 20, puxar 20 lomba abaixo. Então, como se fosse 10 caminhões, lomba abaixo, puxando pra cima. Então, é um trabalho que, acredito que 99,9% das pessoas, não executariam pelo risco.
Então, não tinha conforto ali.
Não.
Roger, durante esse processo de construção, eu lembro que eu passava no Marginal Pinheiros. Bom, para quem não é de São Paulo, o Marginal Pinheiros está ali ao lado dessa roda gigante. E eu lembro que esse arco, ele ia girando, a coisa ia acontecendo. Enfim, uma hora você passava, ele estava maior e tal. O processo de montagem ali do arco, ele acontecia embaixo, é isso?
É, na verdade, tu faz uma engrenagem, tu pega o aro, tu vai botando em sessões. Isso. Então, são 21 sessões de aro na roda. Então, quando botava a primeira sessão, puxava. Ah, tá. Quando botava a segunda, puxava. Enfim, e aí ia formando o aro. Só problema que tem aquelas estruturas, suportes temporários, que também pesam. era muito perigoso, nós trabalhamos 24 horas na montagem imagina as pessoas soldando na madrugada a 70, 80 metros de altura então era algo muito perigoso e desafiador e o bacana da roda gigante é que a parte de tração do ar dessa montagem que tem a carga maior de tração é quando ela está em 180 graus, que é na parte da metade. Porque depois ela começa a fazer o contrabalanço, e ela começa a se equilibrar, e aí vai diminuindo, chegando quase a zero embaixo. São 240 metros lineares de aro, e para formar um aro e chegar exatamente no mesmo ponto, isso é algo quase impossível, e deu certo.
Eu estou visualizando você falando, eu estou visualizando como aconteceu todo esse processo, só que eu imagino até chegar nesse 180, a tensão que deve ter tido, inclusive dos profissionais ali, que estavam ali no dia a dia.
Eu vou dar um exemplo, tá? O fornecedor disse que ia ter uma carga. e nós dentro do canteiro começamos a puxar a roda e a roda chegou na carga e não tinha feito nem um terço da roda então nós recalculamos Eu trabalhei com o Thiago, o Thiago é meu parceiro de empresa, que foi meu estagiário, engenheiro hoje na empresa, e nós fizemos um... nós recalculamos a roda, resumindo a carga que o fornecedor da China nos passou, era metade do que realmente ia. Então tu imagina, tu tinha um projeto de estrutura na mão, errado. Então foi dentro disso aí que nós tivemos uma tensão, porque nós tivemos que aprender a calcular algo de um fabricante. É tipo tu comprar uma Mercedes e tu calcular um processo interno da Mercedes. Tu não tem informação. Então nós tivemos que aprender e só nós sabemos calcular isso.
E você fazer tudo isso com um avião no ar.
E o bacana é, o eixo, que eu falei do içamento a maior, é como se nós içássemos quase dois aviões. a 60 metros de altura, botar ele. Então, como pegasse de guindaste dois aviões e jogasse ali. Então, a carga era... Cara, que incrível!
E o momento da, assim, sei lá, vou rodar, vou girar. Como que foi, assim, pra você? Eu acho que, finalizamos essa parte da montagem? Tem alguma coisa que você gostaria de reforçar?
É, o momento mais gratificante é... quando se fecha o aro porque ali é como se fosse o trabalho bem feito porque é a mesma coisa pegar um papel e começar com uma caneta tentar fazer um círculo exato com a caneta possivelmente vai ficar um lado pra cima e outro pra baixo isso poderia acontecer na roda então o momento que nós chegamos e fechamos o aro ali deu trabalho de dever cumprido. Aí era só remover essas estruturas, estalhar os cabos, enfim, e colocar as cabines.
É bem interessante, porque eu acho que esse frio também, quando eu falo esse frio na barriga, também eu acho que ocorria durante todo esse processo, porque assim, quando eu fizer o fechamento, será que.
Vai estar... Tu imagina que aqueles suportes, aquelas estruturas de aço que tinham, elas vieram da China totalmente fora de medidas. Então, nós tivemos que readequar, medir corretamente como teria que ser feito, e era a nossa responsabilidade. E chegamos ao final, deu exatamente como tinha que ser.
E parte do aço dessa estrutura, da fundação, foi nacional?
Sim, foi utilizado as armaduras da Gerdau e todo o material de formas, enfim, nós executamos dentro da minha empresa no Grande Sul. Então vinha esse material tudo lá do Sul já montado.
Nossa, que bacana. E pra gente até passar pra um outro assunto, como que foi o processo, por exemplo, do primeiro giro? Vamos dizer assim, tá tudo montado, tá tudo ok, tá tudo funcionando. Como que foi esse processo?
Foi tão rápido, o processo era tão um atrás do outro que nós não conseguíamos curtir as etapas, né? Então, o processo do primeiro giro foi... Depois que se monta, se tira as estruturas, bota as cabines, tem que fazer uma calibragem dos cabos, tá? Então essa calibragem faz com que o aro fica... Toda hora tem que... Cada sessão tu tem que calibrar pra estar exatamente no mesmo... no mesmo eixo. Foi uma sensação boa, a primeira volta foi uma sensação boa, porque subir a 91 metros de uma coisa que tu fez é algo inacreditável. E eu fiz essa volta sozinho, quando eu fui, fui sozinho.
Eu ia te perguntar isso agora.
Se eu fosse morrer, eu ia morrer. Então é mais ou menos isso que foi a sensação, é fantástica. É como ter criado um avião e andar no próprio avião que criou.
Feito o primeiro voo, né?
Feito o primeiro voo.
Eu tenho uma pergunta aqui da internet, que me mandaram aqui, da Nath Souza. Ela pergunta se as cabines, se tem ar-condicionado nas cabines.
Cabine tem ar-condicionado, tem bluetooth, tem luz, as luzes ali, enfim, é tudo completinho ali pra ter um... Até porque se pega um verão aí, o pessoal não resiste lá.
E como que funciona também, outra pergunta da internet, como que funciona... Cada cabine suporta quantas pessoas? E a outra... E tem uma outra pergunta também, que a mesma pessoa faz, é... As cabines, elas são tamanho... Tem um padrão? Ou você tem uma cabine maior que a outra?
Roda Gigante tem, são 42 cabines, com a lotação máxima por cabine de 8 pessoas. Então são 336 pessoas que podem girar num giro de 22 minutos. Então elas são cabines com o mesmo tamanho, até porque se não troca a questão de carga. Então eu tenho uma responsabilidade a cada 22 minutos, 336 pessoas estão na minha mão ali pela responsabilidade técnica que eu tenho sobre o equipamento.
É bem interessante, até uma coisa que a gente estava conversando aqui, falando do propósito do ConstriCast, que é assim, geralmente você vê arquitetos dando entrevista sobre um projeto e tudo mais, e aí você falou, tocou em um ponto importante, você está aqui conversando comigo, pela beleza desse projeto que você participou. Então, eu jamais quero conversar com você para falar de coisas ruins. Tenho certeza que esse projeto será um sucesso.
Está sendo um sucesso no país, vai virar febre. Enfim, e eu estou nesse oceano azul aí da engenharia. Então, para mim, me traz uma uma gratificação profissional e eu sempre tento posicionar os engenheiros, os arquitetos a buscar algo diferente. Então, como eu ter viajado o mundo já, ter conhecido diversas culturas, diversos empreendimentos, diversos prédios, diversos É algo que tem que se aprimorar, tem que crescer aqui no país. E falou anteriormente, a cadeira acadêmica, a engenharia, a arquitetura, o modelo de ensino do país. ele é moldado para a pessoa sair dali, sair como CLT, sair dali como vai trabalhar numa construtora, vai trabalhar num escritório, enfim. E esse processo se levar em consideração dentro da indústria, como é que as pessoas são chamadas para o café, são chamadas para sair da indústria para o horário do almoço, Como é que é o horário de entrada? Tudo por campainha, não é?
Sim.
Acontece a mesma coisa na faculdade e na escola. Então, a educação do Brasil é moldada para as pessoas serem CLT.
E essa coisa da questão do CLT, que me chamou muita atenção, porque assim, você pode empreender dentro das empresas. Eu acho que isso está muito ligado, na verdade, ao comportamento.
Só que não é ruim...
Eu trago essa provocação aqui...
Não é ruim ser CLT. Mas teria que ter uma preparação para quem não é CLT.
Sim, sim.
A preparação de quem tem uma veia empreendedora, quem tem uma... Não é ruim. Eu gostaria muito de ser CLT.
Eu também gostaria, mas é muito mais confortável.
Eu não consigo, entende? Então, para o ensino do Brasil, teria que preparar as pessoas que têm esse perfil alavancar. E todo mundo estuda a mesma coisa.
Um ponto importante que você traz, por exemplo, eu sempre tive um comportamento diferente, né? Assim, desde a minha formação, desde o meu dia a dia, assim. Só que aí, por exemplo, nas empresas que eu passei, eu fiquei muito tempo. Só que eu sempre pensei um pouco fora, nunca fui aquele cara de usar horário de almoço pra ficar ali descansando. Não, eu sempre tava grudado em alguém que eu fosse aprender e quando a empresa tinha alguma dificuldade, peraí, eu não tenho voz aqui, eu não tenho chance. Então, eu pegava aquilo pra mim, levava pra casa e trazia uma solução. Enfim, eu sempre, de alguma forma, estava empreendendo. Nesse sentido, eu gostaria, sei lá, de repente, de ter um conselho seu pra essa nova geração e vou um pouco além, até pra aquela velha geração também que espera muito das empresas, mas não faz diferente, ou seja, tá sempre fazendo a mesma coisa. E na sequência a gente vai falar do seu livro.
Jobs. Sabe como é que foi o início do Jobs? Jobs trabalhava no Atari. Ele estava com um problema num jogo. E ele foi pra casa e juntou com o Steve lá, o amigo dele, E acabou resolvendo o problema do joguinho do Atari e trouxe a solução. No final de semana eles fizeram, trouxeram a solução que rodava. Quem foi Jobs, pra mim, é um dos maiores gênios da história da humanidade. Então... A empresa, quando a pessoa está como CLT, não pode ter essa separação. Eu sou empregado, ele é empresário, enfim. A empresa depende.
Sim.
A máquina humana é o que gira. O empresário não vai fazer nada sozinho. Então, se uma visão como empresário Se todos os funcionários, todos os empregados tivessem essa visão que se entregasse o melhor, a empresa ia cada vez mais faturar, iria ganhar mais. A empresa seria o maior sucesso no mercado. Vai chegar uma hora que o empreendedor não vai suportar mais quanto estar crescendo e precisa de mais gente ao lado dele pra... Mais braços pra desenvolver. E o crescimento da empresa se baseia nisso. Se chegar com um pensamento que, pô... Estou ganhando pouco e tudo é um processo.
Vou dar um exemplo.
Trabalhava com meu pai nas obras para ajudar a minha família. Eu recebia 50 reais por semana. Isso há 15 anos atrás, 17 anos atrás. Então, R$ 200 por mês. Salário mínimo era R$ 750, R$ 800. Eu não me importava com o dinheiro em si. Eu me importava com o crescimento. Até hoje, eu não me importo com o dinheiro. Eu me importo com o quanto eu vou crescer. Então, se eu ver só valor em finanças, não vai crescer.
Mas aí que você entende, é porque você deixa de correr atrás daquilo que é uma consequência. Eu sempre falo, no geral, assim, quando você foca no dinheiro, você esquece do essencial. Entende? Então, nesse sentido, eu queria que você falasse um pouco dessa questão de posicionamento e vendas, porque está muito ligado nesse desafio de você ter conseguido, de fato, trazer essa importante obra de arte para a cidade de São Paulo. Quero aproveitar também para reforçar que você passou a ser uma grande admiração para mim já tem algum tempo, e você está muito na linha do Ricardo Matheus, da Brasil ao Cubo, que esse cara foi um gênio para trazer agilidade para a construção brasileira. Então, quando aconteceu aquele caso do hospital, ser construído na China tão rápido, ele veio aqui, ele não fez diferente. E ele provou por A mais B que, cara, não, o Ricardo Matheus é ousado, razão pela qual eu, Ricardo, você tem muito a minha admiração.
Junta nós, junta nós que nós vamos mexer com o Brasil.
Vamos mexer.
Vamos tocar fogo no planeta.
Vamos trazer inovação, vamos provocar o mercado nacional e o constricash, enfim, é nosso, essa casa é nossa.
O que eu falo? Tu quer ver algo diferente?
Vai pra China.
Pega o que for e vai pra China. Dá um jeito de ir pra China. Porque a China é algo extraordinário. Então essa evolução, esse exemplo que foi dado do hospital, enfim, espelhado, tirando por exemplo a China, Lá tem prédio de 40 andares que é feito em três meses. Então, tudo em aço. Então, quem quer evoluir, ao invés de fazer uma viagem por descanso, vai e tira um tempinho e vai à China. E quem tem condições aí para explodir o cérebro aí e pensar um pouco diferente. Mas junta aí o Ricardo, né?
Não, o Ricardo tá machinando. Inclusive, já vou conectar vocês, porque... Vamos.
Fazer uma coisa aí pra movimentar o...
E a sua história é muito parecida com a dele, porque assim, ele também trabalhou com o pai dele. E no processo de, assim, ele foi crescendo, soldando, entendendo como funcionava todo o processo. Fez engenharia, olha eu contando a história dele aqui. Depois, ele fez engenharia de processo. Então, a partir daí, ele entendeu o papel aí. Vamos industrializar. Então ele tem cases incríveis, você vai conhecer pessoalmente. Enfim, vou deixar, não vou falar mais.
Dele, vou deixar pra que você conhece. É contigo agora pra juntar as pontas.
Deixa comigo.
O livro? Sobre o livro?
Isso, vamos falar sobre esse livro um pouquinho, olha só pessoal.
O livro é o seguinte, eu fui palestrar no Alphaville. janeiro, fevereiro. E eu cheguei no final da palestra, acabou a palestra e foi uma fila absurda de pessoas para falar comigo. Inúmeras, inúmeras pessoas vieram, tem livro, cadê teu livro, enfim. E passou aquilo ali e eu fui convidado para outro evento da construção civil, que é a Network Construo. E eu cheguei um determinado dia, eu estava no aniversário de criança, sexta-feira à noite. Acabou o aniversário, eu cheguei para minha esposa e disse assim, eu vou ter que escrever um livro. Eu vou escrever até domingo esse livro. Como ela é editora, como ela é jornalista, ela vai me encher o saco, não sei o que. Eu disse, escreva sozinho, fica tranquilo. Domingo à noite, liberei para ela da ferição ali na escrita. Então, foram três dias e eu posicionei esse livro para estratégias que eu uso como posicionamento, como vendas, para para a engenharia, para a arquitetura vender melhor seus projetos, para se posicionar na hora da venda, para se portar, como se porta, como entender como é uma linguagem corporal com o cliente, para de certa forma precificar melhor, chegar e se portar melhor, porque a maioria dos profissionais chega na hora de vender. acaba falando fino. Na melhor hora de ele sair do casulo, ele acaba não se posicionando. Ele deixa na mão do cliente. Então eu mostro aí como eu procedo nas minhas vendas. É toda uma diretriz de vendas que é um pouco da minha história aí também.
Não, bacana. Inclusive, esse aqui é meu, tá? E eu queria que você, claro, a gente já conversou antes, você vai dar um para um seguidor.
Me segue nas redes sociais, né?
Tem que estar seguindo a gente aqui no Insta. Qual fala ser o Insta?
RogerDeOliveira1.
Roger de Oliveira 1, tem que ter, enfim, vamos... Depois tem que fazer, inclusive, um resumo desse episódio. Ô, Roger, a gente também tem o quadro Convidado Convida. Tem alguém que você gostaria de ver ou ouvir aqui no Constricash?
Um cara bacana que está movimentando, e eu estou ajudando dentro dessa forma, movimentar esse mercado, o Rafael Mendranço do Alphaville, ele está movimentando a questão das pessoas, ele está criando um ecossistema para esse movimento acontecer. Ou seja, está tirando os profissionais da construção civil do casulo, e está fazendo eles verem as oportunidades diferentes. Então eu participo desse movimento, eu vou palestrar dia 26 ali na Alphaville também. É um evento que está crescendo cada mês mais, então é uma sugestão de uma ideia diferente que ele está trazendo, uma movimentação de profissionais diferenciados para criar um ecossistema na área.
Bacana, convida pra aquela câmera lá, ó, com você.
Eu convido o Rafael Mendranço aí pra vir no podcast aqui, não sei se ele vai topar, porque não sei se ele tem a coragem que eu tenho aí.
Imagina, com certeza.
Mas é um bom pedido aí que pode se trocar uma ideia, é um movimento diferenciado que tá incomodando já o mercado aí nesse processo.
Não, bacana. Está convidado, seja bem-vindo. Enfim, aqui você não pede, você manda. Então, enfim, esse espaço é nosso e eu sigo com vocês aí nesse movimento de transformar.
Te convido para o dia 26 assistir minha palestra.
Eu estarei de férias esse dia, mas enfim, não faltará oportunidade, eu tenho certeza. A gente vai estar junto aí, com certeza. Tem mais alguma coisa que você gostaria, que de repente eu deixei de perguntar e você gostaria de falar?
Olha, eu tenho umas 10, 15 horas aí pela frente. A gente pode deixar para a próxima oportunidade. A gente vai deixar para a próxima, tem... Vai tocando... O pessoal me segue, eu vou começar a produzir mais conteúdos aí para tirar realmente a galera da caixa aí.
Precisa. Queria também te perguntar, aproveitando, o que você achou da ideia do Constra e Cash de unir, de promover ideias e soluções, que é o que você está trazendo, ou seja, está falando, inclusive, da sua trajetória, como você fez pra se diferenciar no mercado de engenharia, inclusive, né? Se não fosse você, não teríamos um projeto desse.
Isso eu tenho certeza. Ninguém faria roda gigante.
Você entende? Então, assim, acho que tem que ter alguns loucos aí pra fazer projetos, obras como essa. Então, queria que você falasse um pouquinho dessa... inclusive dessa questão de... Sabe aquela pessoa que é taxado como louco? Porque... Quantas vezes eu ouvi que esse projeto não sairia, né? Então, você está inteiro aqui, não ficou com depressão, eu tenho certeza que você, enfim, deve ter ouvido também. Então, fala um pouquinho da loucura do ser humano, assim.
É, o que eu falo sempre é, nós não tivemos nenhum sinistro na obra. Isso é quase um milagre. Então, não ter um sinistro numa magnitude desse projeto é absurdo. Eu adoro ser chamado de louco. Eu adoro pensar fora da caixa. Quanto mais me chamam de louco, mais eu cresço. Então os loucos de hoje são os que são admirados no futuro. Então é mais ou menos assim que eu trabalho. Eu lembro que quando eu iniciei essa loucura de marketing pessoal no Facebook há 10 anos atrás, Quando eu estava na faculdade o pessoal dizia, pô, é muito marketing, pouca obra, enfim, eu tive que causar um movimento de uma alta imagem para poder me vender. Então hoje os que falavam isso há 10 anos atrás estão fazendo a resenha que eu fazia. Então, essa loucura tem que ter loucos, tem que ter loucos, e eu acredito muito em loucos.
Eu também.
Então, se eu vou contratar alguém, eu acho que o cara tem que ter um parafusinho, pelo menos, solto na cabeça, porque daí vai seguir a minha linha de raciocínio e enfrentar desafios que eu vou enfrentando.
Eu acho que eu quero até mandar um abraço para os loucos, porque são os loucos que fazem. Se não fosse os loucos, não teríamos iPhone, não teríamos rodas gigantes, não teríamos aquelas pontes taiadas, não teríamos MASP, por exemplo. Então, aí eu queria que você falasse um pouquinho dessa questão do MASP. Você conhece o engenheiro do MASP?
Não, eu acredito que faleceu já, né?
Mas... Sim, já faleceu.
Gostaria de ter conhecido e contar uma história rapidamente aqui. Em 2019 eu vim passar o dia dos pais aqui com o meu pai na Paulista. Fiz o meu pai conhecer a Paulista. Na frente do MASP eu olhei esse... Eu ainda vou fazer algo que eu vou impactar a engenharia. em 2022. Passei pelo MASP, eu disse assim, ó, me passou o bastão agora. Então, sair, o engenheiro do MASP, entre aspas, aí me passar o bastão de um outro ponto turístico, de uma outra execução histórica, Para mim foi muito gratificante. E o MASP, eu luto hoje não por mim, mas pela voz da engenharia. O engenheiro do MASP infelizmente não foi convidado para a inauguração da roda. Então, o que mais dói nas pessoas, o que mais deixa as pessoas, de certa forma, não confortáveis é porque eu me posiciono muito em voz da engenharia. Então, minha vida é engenharia para não acontecer isso. Para não acontecer como ver uma capital nacional, Brasília, ter só o Niemeyer e não ter um engenheiro. Então, ninguém conhece o engenheiro. Só conhece o Niemeyer. Se tu olhar aqueles vãos livres, o engenheiro é absurdamente... Responsável, né? Teria que ter uma estátua dele. Então, não é feito isso. Então eu brigo até o final das minhas forças, que é de representar a engenharia e botar o engenheiro como voz ativa dentro da sociedade. Ter essa clareza, ter esse reconhecimento que o engenheiro deve ter na sociedade.
É, e é com esse... Enfim, mais uma vez é com esse papel. É esse papel que o Constraicast tem, né? De unir, de mostrar, de fato, as pessoas que fazem parte de toda a cadeia, né? Engenheiro, arquiteto, os profissionais ali... Nada contra... Que, de fato... E eu quero mandar um abraço especial para os técnicos de segurança, porque eles foram fundamentais no sucesso desse projeto.
É, foram de certa forma, foram de certa forma, eu também cuidei bastante da segurança e eu nunca fui um engenheiro, eu sou o dono da empresa, eu fiquei full time o tempo todo no canteiro quando as pessoas estavam soldando lá em cima, mês de madrugada chovendo, eu estava lá em cima Com todos os EPIs.
É importante, gente.
Essa cadeia que eu falo, nada contra arquiteto, e sim a favor dos arquitetos. A classe toda da engenharia deve se unir, deve ter uma voz de representação mais forte dentro da sociedade. e não é uma disputa. Foi pregado numa faculdade que tem uma fissura entre engenharia e arquitetura. Não, não se tem isso.
Tem que unir. Tudo caminha junto, né? Então são peças fundamentais.
Até eu convido o arquiteto que estiver com problema aí, que tem um desafio, pode me chamar aí que eu executo.
Tamo junto. Então, mais uma vez, um abraço para os loucos. Roger, mais uma vez, obrigado pela sua participação, queria passar aí as últimas palavras pra gente encerrar esse episódio, porque tem muita coisa pra falar e vamos deixar pra um outro momento.
Eu sempre digo, é um conselho pra todos, buscar o seu oceano azul, buscar as tua oportunidade, E todas as palestras, toda a forma como eu vou me pronunciar é... Busque uma ideia que vai virar o jogo. Só precisa de uma ideia na vida para virar o jogo. Então, busca essa ideia. Até não chegar nessa ideia, não fique no conforto.
Sabe o que eu encontrei a minha?
É?
Não vou te falar, depois eu te falo em óbvio, mas... Não foi assim, assim, aconteceu, tá?
Já, já, já teve, já teve, já teve uma, uma missão da tua vida cumprida.
Aconteceu e assim, não sei porquê, mas eu tô sentindo que eu encontrei essa ideia, que eu encontrei esse oceano. Então, é dessa forma que, mais uma vez, eu encerro um episódio incrível, uma história incrível. Vou deixar os contatos do Roger aqui na descrição do vídeo, se vocês, enfim, tiverem alguma dúvida importante. Aquelas pessoas que comentam só no recorte de uma rede social, você tem, de fato, conteúdo completo para tirar suas conclusões. Então, agradecer também às empresas que apoiam aqui o Construe Cash, agradecer toda a indústria, porque é por conta de vocês que a gente consegue, enfim... De alguma forma, transformar o setor da arquitetura, engenharia e construção. Para aquela câmera, Roger. Tchau, gente!
Grande abraço!
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