Construção de Centros Logísticos | Marcelo Barbosa | Podcast da Construção | Construecast

Architect Marcelo Barbosa discusses designing and building logistics centers, from site constraints to automation. He covers the Renner warehouse, Latin America's largest single-nave at 180,000 m², and projects for Ambev and airports in Belo Horizonte and Vitória.
Questions this video answers
May 2, 2024.
About 30 years.
Betoneira.
Approximately 180,000 m² (single nave).
Modern Construction Show, October 1–3 (in São Paulo).
Chapters
Construir, caste, arquitetura, engenharia, construção.
Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Constra e Cash. E hoje vamos falar sobre construção de centros logísticos. Só que antes eu queria primeiro agradecer ao convidado de hoje. Ele é arquiteto e é uma das pessoas que mais me ajudou nesse meu desafio de trazer e de alguma forma levar conhecimento para o mercado de arquitetura, construção e engenharia como um todo. O convidado, ele é titulado Baco Arquitetos Associados. Então, como tem dois, vamos lá, vou apresentar. Marcelo Barbosa, seja bem-vindo. Mais uma vez, né?
Superobrigado. É um prazer estar aqui com vocês. De novo.
De novo.
E sempre que podem, podem chamar. Eu adoro conversar e falar e passar alguma informação das coisas que a gente faz.
É prazer. E vamos continuar firme nesse movimento, inclusive já reforçar de novo que você também tem um podcast. Eu queria que você falasse um pouco sobre o seu trabalho de forma... Resumida e também já aproveita e já emenda a falar um pouquinho dos centros logísticos que você fez aí nos últimos tempos.
Eu acredito muito no fato que A gente vai amelhando coisas ao longo da vida e essas coisas têm uma ligação. Eu tenho um escritório de arquitetura há 30 anos, a Baco Arquitetos, que trabalha basicamente com infraestrutura, trabalha com aeroportos, hospitais, escolas e centros logísticos e indústrias. É uma coisa interessante isso, Paulo, porque acho que cada vez mais acredito nisso, que o arquiteto trabalha muito bem. A atribuição principal dele é trabalhar o espaço e trabalhar fluxos, organizar o espaço construído, o espaço habitável, o espaço do trabalho, o espaço da movimentação. Então isso se aplica aos projetos que a gente faz, seja um aeroporto, seja um hospital, seja um centro logístico, seja uma indústria. E isso eu acho que é o atributo principal, porque depois hoje a gente sabe que render faz qualquer coisa. Fazer uma fachadinha bonita é uma coisa que realmente acaba sendo quase um produto de um espaço bem trabalhado. Então nisso a gente avança em todos esses tipologias de projeto. Além disso, eu dei aula durante quase 30 anos, primeiro na São Judas, depois no Mackenzie, e chegou uma hora que eu acho que eu precisava ter um pouquinho mais de tempo para mim, Nesse inteirinho eu já tinha gestado e iniciado o meu podcast, que é o Betoneira. O atributo dele é falar de arquitetura, design em cidades para arquitetos e não-arquitetos. Acho que é de uma ajuda muito grande se a gente consegue levar essa coisa difícil de explicar o que é arquitetura, como é que interfere nos usuários, o que é cidade, para um público mais abrangente do que a bolha dos arquitetos. É isso que a gente faz. A gente chama uma série de pessoas que são arquitetos ou não-arquitetos para falar de arquitetura.
Não, e é bem bacana, porque é muito... É um bate-papo muito leve. É. Né? Então, eu já assisti alguns, né? Já ouvi alguns. E é muito bacana a forma como vocês vão conversando ali, então...
É, porque eu acho que... Principalmente para os arquitetos que ouvem o Betonero. Eles já estão trabalhando lá imersos no trabalho da arquitetura. Eles querem ouvir uma coisa um pouco mais light, mas que tenha a ver com a profissão e com o dia a dia deles.
Marcelo, e dali saem ideias, assim, quando vocês estão ali conversando, sabe? Entre amigos, de profissão, surge alguma ideia, assim? Sabe aquelas conversas, assim? Igual outro dia, eu lembro que eu estava vendo alguns episódios ali na Casa Cor.
Sim.
E, por exemplo, no momento daquele, onde, de certa forma, vocês estão visitando espaços. E aí, naquelas conversas, surge alguma ideia?
Não, sempre surge. Quando eu falei que eu vou buscando trabalhos e desafios que são correlatos, que têm uma ligação, é um pouco isso. Você está entrevistando uma pessoa e você está pensando no dia a dia do seu escritório e vice-versa. E não bastasse todo o sanho que eu virei recentemente importador de vinho. Que é mais uma coisa divertida que você vira a chavinha e vai pensar em vender vinho.
Eu ia te perguntar.
Ou visitar alguma vinícola fantástica no norte da França. Então, é essas coisas que são interessantes. Você ter essa diversidade e essa diversidade... Por exemplo, a questão do vinho. É uma coisa divertida isso, pessoal. Anota essa daí. A coisa mais legal pra conversar com o cliente quando ele tá meio atrapalhado, ou ele tá meio indeciso, é que você muda de assunto, você começa a falar de vinho, e todo mundo sabe falar de vinho. Todo mundo, pelo menos alguma coisa, gosta de vinho ou fala. Então, é interessante isso pra você intermediar conversas, é legal.
E uma curiosidade que muita gente aqui não sabe, Algumas vezes que eu visitei o seu escritório, tinha um freezer com muitas cervejas. O que tem agora lá?
A cerveja continua. A cerveja é uma geladeira de cerveja do tempo que a gente trabalhou com a Ambev. A gente trabalhou desde o início da Ambev, até antes da pandemia. A gente fez todas as grandes fábricas, Greenfield deles, as fábricas que começam do zero, fizemos seitos logísticos, fizemos amaltaria, fizemos fábrica de garrafa, fizemos fábrica de latinha. Isto é, essa questão industrial a gente aprendeu muito trabalhando com a Ambev, porque a Ambev era um grande desafio. As coisas sempre começavam a ser gestadas conjuntamente, entre a gente e eles, Muito dinâmico. Muito dinâmico. E, às vezes, com o próprio fornecedor. Quando a gente fez a fábrica de garrafas, a gente conversava direto com os fabricantes do forno, que era um forno gigante, que era da Alemanha, e com os fabricantes das injetoras, que eram italianos. Então, eu acho que a vida do arquiteto, eu sempre falava para os meus alunos, é um eterno aprendizado. A gente está sempre inovando. Acho que o arquiteto tem que ser curioso, e tem iniciativa, né, de aprender e de ir atrás das coisas. Então, a gente vai sempre aprendendo com um cliente desse pote de pão bebe.
Bacana. E esse episódio é um oferecimento produtora de vídeo Infinite Plus, que é especializada em vídeos para indústria, arquitetura, engenharia e construção.
Eu sou um cliente da Infinite Plus.
Inclusive, o Marcelo Barbosa é um cliente da Infinite das antigas.
Exatamente.
Marcelo, e agora falando... do tema construção de centros logísticos. Como surge a demanda de um centro logístico?
Bom, a gente começou a trabalhar com centro logístico com o BEV.
E só um adendo, rapidinho, num percorso sinio. A experiência do seu escritório em aeroportos, como é o caso que visitamos, internacional de Belo Horizonte, Toda essa experiência, isso facilitou essa força de vocês com esse tipo de construção?
É o que eu estava conversando no começo. É tudo interligado. A gente prefere dizer que além de fazer par, além de fazer aeroportos, hospitais, centros logísticos, indústrias, A gente trabalha espaço e fluxo. Você vai fazer um aeroporto, você está trabalhando embarque, desembarque, acessos exclusivos, acessos prioritários, passar por um canal de inspeção. São fluxos que você está trabalhando e espaços que, no caso do aeroporto, é um pouco estudado pela teoria do caos. Chega um avião, saem 200 pessoas, entram em uma fila. Você não vai embarcar um avião, é um monte de gente. Então o aeroporto é um pulmão que enche e esvazia, enche e esvazia. Em alguns momentos você acha que ele está ocioso, mas ele logo, logo está lotado. Então é espaço e fluxo que é o que a gente mais trabalha, seja em hospitais, seja em aeroportos, seja em centro logístico. Fluxo e centro logístico, você tem a chegada de caminhão, de gente, de carga. Você precisa organizar tudo isso da melhor maneira possível. Então é tudo interligado. Numa indústria é a mesma coisa. Chegada de insubos, saída, expedição de material pronto. Todas essas questões estão interligadas. E você me perguntou como a gente começou a trabalhar com o centro logístico. foi com a Ambev, onde a gente inicialmente foi contratado, eles eram uma concorrência, para fazer um centro logístico, um centro de distribuição específico para a Ambev, que é diferente um pouquinho dos outros, porque o caminhão entra dentro do galpão, não tem doca, E a gente acabou desenvolvendo para eles um sistema de logística e a gente acabou fazendo quase todos os centros de distribuição da Ambev no Brasil e depois fizemos as fábricas, que também trabalham no mesmo sentido. Dentro da fábrica você tem um centro logístico, você tem um galpão que armazena a matéria-prima já trabalhada, no caso cerveja, e faz a expedição dessa matéria-prima. Então, nesse interino, a gente foi aprendendo muitas coisas e aí começamos a trabalhar com galpões logísticos, isto é, galpão logístico entende-se, incorporadoras, que nem tem incorporador que faz um prédio, incorporadoras que incorporam um centro logístico. Então, geralmente, esses centros logísticos não tem um galpão, tem às vezes dois, três, cinco, dez galpões. São espaços gigantes, relativamente próximos do centro de consumo. No caso, você tem São Paulo, então você vai ter alguma coisa em Cabreúva, ao entorno da cidade de São Paulo, que vão sendo construídos esses grandes centros de distribuição. onde o material é armazenado lá e depois vem para o centro de distribuição maior, que é no caso a cidade de São Paulo. Além disso, atualmente estão se construindo já dentro da cidade de São Paulo, nas marginais ou próximo das marginais, galpões um pouco menores e com uma outra dinâmica de distribuição, que são os laços de maia. É onde chega o material lá e lá é distribuído rapidamente para a cidade.
É um ponto de apoio, é isso?
É um intermediário entre os grandes centros logísticos, que estão mais distante de São Paulo, e a cidade de São Paulo. Então vem uma mercadoria, fica lá e depois vem para São Paulo.
Entendi.
Hoje em dia você liga para o mercado livre, você liga de manhã, os caras te entregam no final da tarde. Como é que faz isso? Porque tem esse fluxo de distribuição.
É tudo já muito pensado ali na logística.
O tempo é um fator muito importante no caso da logística. Hoje em dia as pessoas compram mais. pelas redes sociais, e é muito mais fácil do que ir a uma loja, comprar, tu compra na rede social de manhã e às vezes a tarde já está entregue na sua residência, dependendo da distância, do que está comprando.
Marcelo, e qual que é o grande desafio na construção de um centro logístico, até pelo porte da obra, enfim, a solução construtiva adotada?
Terreno.
Terreno?
É, porque é o terreno que dita quase tudo. Hoje em dia os terrenos, que você imagina que são grandes terrenos, localizados próximo de São Paulo e não tem tantos terrenos assim à disposição. Então as incorporadoras de centros logísticos buscam terreno E é o principal desafio, porque hoje em dia qualquer terreno grande você tem uma nascente de água, uma área de proteção permanente, que é uma mata, você tem uma linha de transmissão, você tem uma estrada próxima que é bom porque é fácil de de distribuir os insumos, mas ao mesmo tempo, às vezes, é difícil de você dar estrada, acessar o empreendimento. Então, o terreno, hoje em dia, pode ter pedra, pode ter água, pode ter o que for. E a terraplanagem pode ser um desafio que, às vezes, inviabiliza um projeto. Então, o terreno, hoje em dia, é o pior desafio que você pode ter num projeto para fazer um centro logístico. Sem dúvida, é o terreno.
E nesse sentido, eu tenho uma pergunta aqui do engenheiro Rodrigo Leite. Ele fala o seguinte, quais as principais dificuldades para a construção de novos centros em áreas sem acesso a rodovias?
O acesso.
O acesso. Porque você tem que criar esse acesso.
Criar o acesso, sempre isso é um custo a mais. Às vezes, esse acesso passa por uma... depende da cota que você vai fazer o platô, que vai fazer o centro de distribuição, o complexo logístico. até chegar numa rodovia. Então, às vezes, isso fica difícil. Você tem que fazer, às vezes, obra de arte. É muito complicado. Você precisa entrar com o processo junto. Hoje em dia, a operadora da estrada, ou seja, a CCR ou qualquer outra, porque as estradas são, na maioria delas, privatizadas, hoje em dia, você precisa criar com o processo, você precisa falar com o Departamento de Estradas e Rodagens, Você precisa de uma série de aprovações e licenciamentos que você precisa ter para criar esse acesso. Quando esse acesso já existe, é muito melhor.
Marcelo, e como a tecnologia tá transformando o modelo de centro logístico? Porque tudo começa na arquitetura.
Sim.
E como que a tecnologia tá moldando o jeito de ser? Inclusive, você tem a própria automação dentro ali da operação. Eu penso que vocês que pensam em tudo isso...
Eu prefiro dizer, Paulo, que a arquitetura, ok, ela é extremamente importante, mas acho que a gente não trabalha sozinho. Eu acho que qualquer empreendimento grande, ele parte de um pressuposto que tem uma conversa franca entre o cliente, os projetistas de estrutura, de terraplanagem, de piso, porque o piso industrial é um atributo, entre as instalações, entre a arquitetura, é tudo isso muito ligado. Falando brevemente, o arquiteto vai trabalhar juntinho, coladinho, com o cara que vai fazer terraplanagem, drenagem superficial, Muro de arrimos, contenções, fundação. Ele tem que trabalhar junto, porque a cota ideal para colocar os platôs em relação ao terreno, as coisas que vão ter o corte, ter o aterro, o ideal é você fazer um corte. Entenda esse corte a terra, que vai ser terra planada e tirada, e o aterro, que é onde você vai colocar essa essa terra, o ideal é que o corte aterro continue dentro do terreno. Você corta e coloca, o terreno é assim, ele tem uma montanha, você vai cortar num lado, você tira daqui e coloca no outro para tentar um platô reto. Isso é o ideal, porque toda hora que você tem que fazer uma coisa que se chama bota fora, pegar essa terra e levar para algum lugar, isso custa, isso tem que ter um licenciamento ambiental, é uma dor de cabeça. Então, o bom é terminar zero a zero. Então, essa interface entre a arquitetura no primeiro momento, o cara que faz a terraplanagem, a drenagem, a pavimentação é importante, depois a arquitetura e as instalações, o cara vai colocar a subestação aonde? Pensando que é um centro logístico, é um bicho grande. tem que ter uma cabine, tem que ter uma subestação grande, depois as águas, onde que vai despejar as águas. Por exemplo, é um terreno grande onde vai ter o galpão, vai ter a cobertura do galpão que numa chuva gera água que joga no solo, você tem a área superficial deste terreno que gera água e essa água, é claro, uma parte é coletada para ser reaproveitada. em rega de jardim, banheiro, mas uma parte tem que ir embora. Então todas essas questões, a instalação, o cara que trabalha com as instalações elétrica, hidráulica, ar-condicionado, ar-condicionado sim, tem galpões logísticos que tem ar-condicionado. A gente fez recentemente, durante a pandemia...
Mas toda a área?
A gente fez um galpão logístico para a Renner, que incorporou o Falibercom, junto com a Creative e a Quineia, que são os fundos. Eles incorporaram um galpão de 180 mil metros quadrados. É o maior galpão da América Latina. Uma nave só, um galpão só. É gigante. E por que ele tinha que ter ar-condicionado? Porque ele é todinho automatizado. Lembra do filme Monstros S.A. que tinha aquelas portinhas que ficavam andando? É mais ou menos aquilo. É todinho automatizado. Dentro do galpão, que é um galpão alto, tem 15 metros de altura, tem três níveis de pavimentos de estrutura metálica com uma série de esteiras. Robôzinhos, caixinhas robô que vão andando, que fazem toda a automação de pegar uma peça de roupa e levar até chegar à expedição. Tudo isso é automatizado. Só que esses robôzinhos geram uma carga térmica, esquenta. E tem gente trabalhando junto, porque quando para um, a pessoa precisa ir lá e fazer aquele negócio funcionar. tem uma série de coisas. Então tudo isso precisa ter ar-condicionado para baixar a temperatura e ficar numa temperatura compatível com o trabalho humano e também baixar a temperatura para todas essas parafernalhas eletrônicas funcionarem.
Pensando na vida útil do equipamento.
É um projeto interessante porque você imagina um galpão desse tamanho com ar-condicionado. Então foi uma dificuldade muito grande tem várias máquinas gigantes que insuflam o ar frio. Tudo isso foi muito bem pensado com todas as tecnologias e todas as divisões elétrica, hidráulica, ar-condicionado, de que maneira isso poderia funcionar. Além disso, tem a questão de bombeiro num galpão desse tamanho que tem que compartimentar o galpão em algumas áreas por uma questão de incêndio. Então, a arquitetura nunca trabalha sozinho nisso, sempre é a arquitetura mais o especialista, estrutura, como é a fundação, como é que funciona tudo isso.
Inclusive, de verdade, eu não imaginava que pudesse existir um centro logístico com essa quantidade de metros quadrados com ar-condicionado. E aí eu vou te fazer uma pergunta de um curioso de solução construtiva. Qual foi o desafio, por exemplo, de adotar uma solução de telhado para um centro desse? Quando você falou não só de telhado, mas também das laterais, da estrutura como um todo de fechamento.
No caso desse galpão, ele é um galpão com fechamento todo, o que a gente chama de tilt-up. Chutape é um sistema de vedação muito utilizado nos Estados Unidos e que veio pra cá na década de 90. Quem trouxe foi o Walter Torre, eles que começaram a fazer galpões. É uma placa de concreto que você concreta no piso, você monta uma forma, você faz um trecho do pavimento do galpão, chama-se pista de sacrifício, aí você monta uma forma de madeira e você concreta trechos que têm a altura do galpão, se ele tiver 12 metros, 12 metros por 5, 4 metros de largura. e, quando tem doca, coloca o buraco da doca, se tem uma janela, coloca a janela. Tudo isso informa. É uma grande placa de concreto estrutural. Depois, ela é erguida, tem um lugar central que você faz um sistema de estrutura... um gancho metálico para poder ser içado esse painel gigante, é feito uma fundação, dois bloquinhos de fundação que ele vai ser apoiado, ele é apoiado, erguido, estabilizado, então vão fazendo várias placas de concreto enormes, depois a estrutura metálica trava tudo isso e os pilares centrais. Então, esse sistema é um sistema, além de vedação, de uma estrutura periférica de toda a cobertura e de fechamento. É um fechamento mais seguro, porque é uma placa de concreto. A gente tem que pensar que alguns clientes querem segurança num centro logístico desse contra, por exemplo, tiro. A gente fez um galpão lá em Irajá, no Rio de Janeiro, e levava tiros. Os caras atiram. É uma coisa louca, né? É uma telha metálica fura. Então, por incrível que pareça, é feito de concreto e também com rouba, essas coisas. Enfim, são sistemas construtivos, né? O galpão pode ter esse tipo de fechamento que é tilt-up, pode ser telha metálica ou outros tipos, na França o pessoal chama bardage, tipo de uma telha com isolamento que é colocada horizontalmente. tem várias maneiras de você fechar um galpão logístico para um centro logístico.
É bem interessante, eu visitei agora recentemente uma empresa que eles são especializados em coberturas de centros logísticos, logísticos, enfim, supermercados e etc. E eu fiquei bem, assim, impactado com a forma como as coisas acontecem, por exemplo, Como que eles conseguem aquela solução para trabalhar com uma única queda d'água?
O BO, além do terreno, do pavimento superficial, que é o pavimento onde o caminhão vai rodar e tem um monte de problemas e patologias que podem acontecer, a cobertura é outra encrenca. Porque assim, no galpão, imagina, um galpão enorme, um galpão de 100 mil metros quadrados, onde você tem um material armazenado que vale milhões e são estocados em altura, tem estanterias gigantes que colocam as coisas em altura. Imagina se entra água num negócio desse. Então a cobertura, geralmente são utilizados os galpões, uma cobertura metálica com isolamento termoacústico e ainda é um sistema que a gente chama de sistema zipado. Isto é, é que nem se fosse um zíper, a telha tem uma orelhinha e o cara vai lá com um equipamento e ele vai mordendo essa orelhinha para dar estanqueidade. Então, por isso que esse é o ZIP. Então, as coberturas dos galpões de um centro logístico são uma coisa ultra sofisticada. As calhas têm que ser superdimensionadas para não encherem cada vez mais com o problema climático, chove mais. Tem verdadeiras tormentas, vento. Então, tudo isso precisa aguentar. E a calha não pode transbordar, porque se a calha transborda, entra água também.
E é muito legal esse bate-papo que a gente tá tendo, porque você tá falando... Eu fico imaginando, de fato... É assim, eu consigo ver, sabe? Eu consigo sentir tudo. De fato, é muito bacana. E, inclusive, ontem mesmo, eu visitei uma outra indústria, aquele... Assim, é a indústria mesmo... do aço, e aí eu vi que eles têm umas soluções, por exemplo, de cores. Você tem uma telha metálica, não é o beneficiador daquela telha, mas eles têm uma solução de aço com cores, eu também não tinha visto aquilo. Eu queria entender de você como funciona o processo de especificação de um telhado, por exemplo, de um centro logístico. Até pensando, né? Nessa forma... Você falou cor?
A telha tem cor? Sim, sim. As telhas têm várias cores.
Inclusive, eu visitei agora um supermercado no litoral, e o telhado todo preto, aquela coisa mais linda, assim... fugiu daquele tradicional, sabe?
Sim. A telha... como um perfil metálico, ela não é utilizada só como cobertura. Ela também usa, por exemplo, num galpão logístico, como uma vedação lateral. Ela é fechada num centro logístico tradicional, é feita uma parede de alvenaria até 1,60m, 2m, depende de quanto é acordado com o cliente. Ou vem placas pré-moldadas de concreto e são colocadas como fechamento até essa altura e o restante é uma estrutura metálica com telhas metálicas parafusadas. E aí entra cor, vários tipos de cores. Em relação à cobertura, você falou do preto, preto é lindo, mas hoje em dia os galpões almejam ter uma certificação. O que é uma certificação? É algo que o cliente final, isto é o cara que vai alugar o galpão, Ele cobra, ele exige, porque isso é toda uma cadeia internacional de sustentabilidade que onde você tem um galpão certificado vai te dar uma série de atributos e uma série de vantagens. Então, a gente, para fazer um galpão certificado, que é o LEED, seja LEED Gold, Gold, Silver, tem as várias classificações de LEED, você tem que ter isso, a arquitetura está intrinsecamente ligada a isso, você tem que ter uma série de especificações no seu projeto que vão à certificadora, vai avaliar tudo isso e vai dar a certificação. Uma delas é o telhado, o telhado tem que ser Muito claro, tem nem na branco. Porque é uma questão de reflectividade do sol.
Sim, eu ia falar sobre isso, né? Como que funciona essas camadas ali, já que a gente tá falando, porque o...
O sol bate no branco e ele volta pra não esquentar.
É, exemplo disso é quando o carro é preto.
É, exatamente.
Pode ver que parece que ele esquenta.
Mais que o carro... Esquenta mesmo, né? Então, quando esquenta mais, exige mais do que está lá embaixo. Seja de um sistema de refrigeração, ou de ventilação, ou do próprio material que está lá. Um centro de distribuição já tem um frescor, porque ele é todo fechado, ele é mais escuro, ele já tem uma temperatura ambiente. Mas dependendo da telha, esquenta. E aí, próximo da telhada, é insuportável o calor se a telha não for branca. Então tem uma série de coisas, mas você pode usar o que eu chamo de a quinta fachada sempre, que é o telhado. Você pode ter alguma coisa com couro, alguma coisa pintada para fazer uma propaganda do galpão para quem está passando em cima, seja um drone, seja um avião, um helicóptero. Existem galpões próximos de um aeroporto, por exemplo. Essa quinta fachada é um lugar de você fazer propaganda, por exemplo.
Ai, que legal, isso é uma dica com o Street Cash.
É?
Eu não tinha pensado nisso.
Sim, sim.
Interessante. Marcelo, como o seu tempo hoje tá apertado, eu vou fazer um convite pra você agora em outubro, nos dias 1, 2 e 3. de outubro acontece em São Paulo a maior feira de construção industrializada da América Latina, que é a Modern Construction Show, que vai acontecer aqui no novo distrito A e B.
Legal.
E eu já queria te convidar pra fazer um bate-papo. A gente vai estar com um estúdio lá durante a feira e tal. Eu já queria te convidar pra ir lá pra gente continuar esse bate-papo, pra gente falar de solução construtiva.
Vai ser um prazer.
Porque, se quer, você tem muito conteúdo. Eu fico sempre muito encantado em falar com você. Infelizmente, o seu tempo tá curto.
É o dia a dia do nosso trabalho.
Mas assim, eu tenho várias outras perguntas, mas eu estou deixando aqui, inclusive, porque como essa feira a gente vai estar falando de soluções construtivas industrializadas, e a gente vive hoje muito aquela coisa do um defendendo o concreto, o outro defendendo a metálica, a madeira, e lá a gente vai poder falar de tudo. Perfeito.
Vou dar um spoiler. É muito interessante isso, porque a gente, nos 30 anos de existência da Baco, a gente sempre procurou pesquisar muito a questão estrutural. Com que estrutura você constrói a obra que lhe é solicitada? Isso depende muito de localização, de você ter o material mais próximo da obra, de condições, vento, atributos do que é o material que você está usando, guardando ou trabalhando ali no lugar. A gente já fez, por exemplo, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, Ele tinha que ser construído de uma maneira muito rápida, era em Minas Gerais, onde a estrutura metálica é um atributo importante e presente. Então a gente fez toda a estrutura do aeroporto em aço, tudo. O pilar é um pilar trefilado, uma chapa que é viradinha, que é feita a um trabalho de hélice e é soldada formando um pilar redondo, as lajes são steel deck que são concretadas depois, é tudo estrutura metálica, a vedação, toda a estrutura é estrutura metálica. Porque exigia isso, era. A gente fez um estudo, até a gente desenvolveu esse estudo com o escritório do Triptych, eu chamei, a gente às vezes troca figurinhas, ah, vamos fazer um projeto aqui, vamos fazer um projeto lá. Então, eles queriam muito fazer uma experiência de fazer um projeto de aeroporto, eu chamei eles para fazer junto, porque a gente tinha sido solicitado para fazer Um projeto, um estudo ainda, em Fernando de Noronha, que é uma ilha. Lá, fazer em aço é ágil, porque ali precisa chegar o material num porto, subir e construir, mas metálica não seria o ideal num lugar tão próximo do mar, sofrendo maresia. Então a gente fez a proposta de fazer em madeira. E foi super legal. Foi uma coisa muito legal. Infelizmente não deu certo. A gente fez o estudo, mas o cliente por vários motivos acabou não fazendo o nosso projeto. Mas foi uma experiência. Primeiro, trabalhar em conjunto com os parceiros do Triptik, que é muito legal. e depois utilizar a madeira, que geralmente a estrutura de madeira laminada e colada é feita em residências ou outras edificações e não em um aeroporto. E foi muito legal desenvolver isso conjuntamente com eles.
Só uma coisa, já que você, pra não perder a oportunidade...
Isso que eu queria falar lá na feira.
Eu queria, só quando eu, inclusive, visitei o projeto de Belo Horizonte com você do Aeroporto Internacional de Confins, é uma coisa que me marcou muito naquele aeroporto, assim, primeiro que é o porte, o tamanho é muito grande e aquele forro acústico. Aquela solução acústica. Como que surge uma solução daquela, Marcelo? Você falou muito da união, de trabalhar com os especialistas e tudo mais, mas tudo bem, você... ali é o pai do projeto como arquiteto, né? E aí, aquela solução de acústica, né, que ela faz parte da estética do aeroporto, é você que especifica como que funciona aquilo? É só uma curiosidade.
Nesse caso, a gente foi brindado com um cliente, no caso, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, era uma parceria, tinha o operador, que é a BHA, Era uma associação entre o aeroporto de Zurique e a CCR, onde eles montaram uma empresa que operava o aeroporto. E os clientes eram muito abertos à discussão e a gente conseguiu conversar com eles possibilidades. Então a gente queria, desde o início, o usuário do aeroporto saísse do Finger, Finger é aquela ponte de embarque, você sai de um lugar que é o avião, que já é um lugar claustrofóbico, já é tenso, você está fazendo a viagem de avião, você chegou, tem gente que... que bate palma, chegou em terra, tá alívio, né? Aí sai pela ponte de barque e a gente queria que o usuário tivesse, além de... tivesse uma experiência. Chegasse em terra num lugar que é... que os padrões de aeroportos pra gente é muito legal, é interessante, é espetacular. Então a gente queria o pé direito alto, onde ele tivesse esse deslumbramento e queria materiais que ele se sentisse acolhido lá. Apesar de ser alto, a gente criou esse forro todo em madeira, que é A madeira é um material que além de ser extremamente acústico, ali a gente tinha dois problemas, a gente queria que as instalações ficassem subliminarmente aparecendo, por frestas você via as instalações, uma... mas tivesse uma proteção acústica e a madeira dá. Era uma madeira que a gente desenhou e quem desenvolveu esse fogo foi a Hunter Douglas, fez um trabalho excepcional lá no lugar. São nuvens de forro enormes, tinham seis por quatro, eram feitas no piso e depois erguidas, içadas e presas no teto. Então você tinha essa visão de um forro de madeira lá no alto que dá essa condição, essa ideia de... Aconchego, conforto, é gostosa, a madeira ela tem esse atributo.
É marcante, inclusive quem tá ouvindo pelas plataformas de áudio, depois vai nas plataformas de vídeo que eu vou colocar essa imagem pra que vocês entendam de fato do que eu tô falando. É muito, assim, é muito marcante. Essa, quando eu entro, que eu olho pro teto, assim, essa, aquelas, que a gente chama de nuvem, né? Nuvem acústica.
Sim, nuvem acústica.
É bem interessante a forma como, como funciona, né? O comportamento dessas nuvens. num espaço tão grande, tão amplo que é o aeroporto.
O trabalho do arquiteto sempre é empírico. A gente imagina, idealiza, faz um croquis, estuda, e aí é construído. E quando constrói é a prova de fogo se aquilo funciona ou não. Às vezes dá certo, às vezes não dá certo. E quando não dá certo é um perereco. Mas essa deu muito certo. É muito legal a gente... que fez a criação dos revestimentos e da concepção do aeroporto, a gente ficou muito contente porque deu certo, foi uma coisa que ficou legal. Se você quiser eu conto na feira outras coisas interessantes desse aeroporto que a gente usou. Por exemplo, soluções muito simples, mas que são muito eficientes de materiais. E eu acho que isso é uma coisa muito legal que o arquiteto pode... Você tem uma cesta de materiais que podem ser caríssimos e com efeito estético muito legal, mas podem ser muito simples e que têm um efeito estético legal. A gente tinha uma parede gigantesca nesse aeroporto que precisava ser revestida. A gente queria revestir de cerâmica. por uma questão de manutenção futura, de não estragar nem nada. Só que se usasse algum tipo de revestimento cerâmico para uma fachada ventilar, alguma coisa, ficava caro e estourava o orçamento. E era uma parede curva, era a parede onde os carros vinham numa velocidade grande para estacionar... Era um passeio mais de carro do que de gente. Então, a gente trabalha às vezes com os programas paramétricos, né? Grasshopper com outro programa de desenho. Então, a gente fez um trecho bem grande usando a cor da BH azul, utilizando azulejo 15x15, uma coisa mais barata que tem. Você compra em qualquer lugar do Brasil. 15 por 15, azul, branco, cinza, tudo era um azul escuro, azul claro e branco. E a gente fez um mosaico meio pixelizado, fizemos ele num programa paramétrico que vai fazendo esse desenho pixelizado, fizemos um trecho, o pessoal foi reproduzindo esse trecho. Então o carro quando passa, A velocidade do carro, não precisa estar muito grande, mas é a velocidade do carro, não é a velocidade da pessoa. Aquilo pixelizado tem uma função. E aquilo tem, sei lá, 500 metros de comprimento, até comprido, meio quilômetro de extensão. O terminal inteiro tem 700 metros.
Não, eu acho legal essa solução. Inclusive, eu tenho o aeroporto de Vitória também, né? Que é um projeto de vocês.
Sim, a gente usa o cor também lá.
Inclusive, ali eu tenho um grande parceiro, que é o engenheiro Nilson Tsuji. Ele vem da indústria de ACM. É um cara, assim, que ele briga muito. pela qualidade da mão de obra. Ele vem formando aí muitos profissionais e faz consultoria para aplicadores de ACM e tal. E eu queria entender até de você como arquiteto, pelo menos no ACM como um todo, a gente tem um grande desafio que é essa parte de falar da especificação, né? Que tipo de material você vai usar ali, né? Numa fachada e lá vocês utilizaram o ACM no... na fachada do aeroporto, do Vitória.
Sim, de Vitória a gente usou um mosaico colorido, todos os entre-eixos que acaba dando para o usuário. Esse aeroporto foi uma complicação, ele começou em dois mil e... 3 e foi terminar, finalizar em 2013. Demorou uns 10 anos para construir, era o finalzinho da Infraero quando foi construído porque teve problemas com a construtora, enfim. E a gente acabou, nesse gap de 10 anos, a gente ajustou uma série de... E a gente tava estudando essa coisa de usar ACM de um jeito... De um jeito diferente. Então a gente fez um mosaico colorido e foi legal.
Não, fica legal. Assim, ficou marcante. Você visita, parece que é novo.
É, tá sempre bonito, né? E em confins também a gente usou um painel de ACM, mas ali a gente escolheu uma cor e usou um sistema de junta que era um tipo, o material, a resina que você coloca na junta dele, a gente usou uma que tinha a mesma cor do tipo do ACM. Então, lá a gente queria diferente, a gente queria um pano que não tivesse as divisões do ACM, fosse um pano total. E fizemos, foi bem legal. Então, eu acho que... Os materiais você precisa, eu acho que um atributo do arquiteto é saber lidar com os materiais. A maneira como você assenta, como você coloca, como você sobrepõe, como você utiliza. E, às vezes, como eu falei, os materiais mais simples você consegue tirar um efeito estético muito grande.
Muito bacana. Eu citei, no caso, o ACM, porque é um material que... Eu viajo muito para Vitória, eu fico olhando aquele aeroporto, sabe? Está sempre impecável, parece que é uma construção nova. E é ACM. Então, eu lembrei do Nilson Tsuji, até mandar um abraço, que é um engenheiro que, de fato, está fazendo a diferença principalmente na preocupação dele em questão de olhar para a qualidade da mão de obra, sabe? E prestar atenção no detalhe. Então, acho que tudo que é bom, a gente tem que reconhecer. Então, nesse sentido, o Nilson está de parabéns, que ele está fazendo do ACM um material diferenciado. Marcelo, dá suas considerações finais aí pra gente encerrar e a gente vai se encontrar mais vezes.
Eu acho que essa conversa é eterna, a gente podia ficar falando três horas, né? Eu acho legal essa tua proposta de a gente dar continuidade a isso lá na feira, vai ser um prazer, vou lá. Mas acho que, uma consideração final, a gente procura diversificar. Acho que é importante isso, fazer projetos não sempre a mesma coisa. A gente vai diversificando dentro dessa linha de trabalhar com espaço e fluxo. A gente utiliza a cor. A gente está sempre pesquisando. Por exemplo, hoje a gente está pesquisando novos materiais que dê para serem utilizados quando você faz uma estrutura de madeira laminada e colada. Porque se você faz uma estrutura dessa, não vai usar alvenaria para fazer um fechamento. Então a gente acaba utilizando materiais de vedação distintos e diversos. Temos uma parceria com a Sangoban, um parceiro muito importante nesse quesito. Eles montaram uma equipe disciplinar para estudar sistemas de fechamento quando você utiliza uma estrutura de madeira laminada colada. Então, essas questões são todas muito legais e gostosas de conversar, e eu terei o maior prazer de conversar com você.
Vamos marcar, então. Inclusive, você tem visitado lá o centro de pesquisa deles?
Sim.
Então, quando quiser marcar alguma coisa, fique à vontade. A gente vai lá, porque eu tenho muito interesse em mostrar para o mercado que, de fato... Podemos.
Conversa com o João Cazário, grande amigo e parceiro, e a gente pode efetivar uma visita lá e a gente conversa in loco dos vários sistemas construtivos que eles têm.
É bacana, porque as pessoas falam, por exemplo, o drywall, inclusive, está se transformando demais, assim, cada vez surge uma placa mais existente. Então, eu estou dando um exemplo aqui, mas enfim, pode contar com a gente sempre, Marcelo, essa casa é sua.
Bacana. Foi um prazer a conversa aqui. Eu agradeço muito o convite, né? E me chame se você precisar.
Então, gente, é sobre tudo isso, tá? Infelizmente, hoje foi um pouco mais curto, mas como foi falado aqui, a gente vai continuar essa conversa logo mais.
Curto, mas intenso.
Curto, mas intenso.
É isso aí.
É, tem algumas perguntas aqui. Tem uma pessoa que manda pergunta e ele fala, pô, Paulo, eu mando direto, você nunca pergunta. Mas enfim, vou dar uma segurada. Então, gente, é sobre tudo isso. Curtam, comentem, compartilhem com o maior número de pessoas, porque só dessa forma a gente vai transformar de fato a construção civil no Brasil. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constra e Cash.
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