Construção de Liderança na Prática | Gestão Feminina | Mulheres na Construção

Diana Sabino, who led teams at Toyota and Henkel, talks about building leadership in construction and hiring more women. She describes hands-on onboarding, mentorship that transforms careers, and how Henkel's Inspiration Center project changed recruiting. Vanessa shares how this approach shaped her own path.
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Construção de liderança na prática é o tema do bate-papo de hoje. Você acredita que existe vida pessoal e vida profissional? Você consegue separar isso? Então fiquem ligados que hoje o bate-papo promete. Inclusive a nossa convidada trouxe uma pessoa para dar testemunho do que ela vai falar aqui. Olha que legal. Roda a vinheta. Sejam todos bem-vindos a mais um episódio aqui no Constrycast. Eu vou apresentar a nossa convidada de hoje. Seja bem-vinda, Diana Sabino, ao nosso podcast. É um prazer enorme receber você aqui. Você já transmite luz sem abrir a boca. Então essa é a imagem que você transmite pra gente, já sem falar nada.
Nossa, muito, muito obrigada. Primeiro pelo convite. É uma honra estar aqui num movimento, né? Porque eu conversei um pouco com o Paulo antes aqui da gravação e eu fiquei muito surpresa porque tá muito alinhada com o que eu acredito, né? Então... o movimento é realmente querer transformar. E tem pessoas que querem transformar projetos, querem tirar do papel. Tem outras pessoas que querem transformar empresas para sair de um resultado X para o outro. E o nosso movimento é transformar o todo, inclusive que as evoluções aconteçam com as pessoas. Então a pauta é magnífica.
Agora eu queria que você apresentasse a Vanessa. E quem vai contar, eu vou pedir permissão, Pra que a Vanessa conte um pouco de como você entra na vida dela. Ou seja, da importância da Diana na vida dela. Até arrepia, sabe? De ouvir um pouquinho. Então, aí depois a gente continua. Porque acho que faz todo sentido, né? Ela fala de você. E aí, a nossa audiência vai entender o porquê de você estar aqui hoje. Inclusive, você foi recomendada. pela Maiara, ela é engenheira, e muitos aqui estão se perguntando, mas tem alguma coisa a ver com construção civil? Tem tudo a ver quando vocês entenderem a história dessas duas mulheres incríveis.
Muito obrigada. Vamos lá, Vanessa.
Bom, eu trabalho com a Diana agora já faz, na verdade, já há 4 anos, né? Mas na equipe dela agora há 2 anos, e o que é incrível disso tudo? A Diana me transforma. Então, assim, hoje ela é uma grande inspiração pra mim, e quando eu falo em termos, assim, de buscar algo, onde eu quero chegar, é onde eu me baseio nela. Então, assim, é gostoso trabalhar com alguém que você admira. E isso hoje é o que eu encontro em você. Então, é alguém que me motiva. Então, pensa assim, eu tenho algum projeto e eu tô naquela fase que eu já acho que eu cheguei no meu... Ah, eu já dei o meu melhor. Mas quando ela vem e ela gasta o tempo dela, literalmente pra mim... Manê, você já olhou pelo outro ângulo? Você já foi dessa forma? Ela me transforma de um jeito que eu consigo chegar onde é o máximo do meu potencial. Então, isso pra mim não tem preço. Realmente pra mim isso me inspira, é onde eu quero e é o que eu quero também passar pra quem eu vou liderar. Então, no dia a dia já é ótimo conviver com ela. Então, eu trabalhava antes quando eu tava no marketing com ela e aí era internamente eu prestava, né? Eu era uma área que prestava serviços pra vendas, né? No comercial. E aí, quando eu vim pro comercial pra trabalhar na equipe dela, foi... Acho que foi ainda mais surpreendente, porque a gente começou, né? Aos poucos, construir algo que é onde eu quero chegar, é onde a gente vai traçando os projetos e transformando mesmo, vida junto. Então, assim, tem sido muito interessante.
Antes de passar pra você, Diana, eu gostaria de te perguntar, como eu introduzi na minha abertura aqui, pra mim, tá? Isso é uma opinião pessoal, que não existe vida fora do trabalho e vida em casa, né? Porque uma coisa... Você vai se surpreender.
Com a história dela, então.
É, uma coisa influencia a outra.
Você vai gostar, você vai gostar.
Eu queria entender de você o que mudou na sua vida pessoal depois que você conhece a Diana.
Mas eu acho que ela tem um step atrás pra te contar.
É, eu acho que eu vou começar um pouquinho. Vou ser breve, prometo.
Por favor, por favor.
Que a gente gosta de falar, né?
Você gosta de surpresa?
Eu adoro, assim.
Então, tá recheada.
A minha esposa não gosta, mas eu falo assim, faça a surpresa pra mim que eu adoro.
Não, é a cerejinha no bolo, assim, vamos dizer. Então, assim, começa desde pequenininha. Então, assim, hoje, a Henk, onde nós trabalhamos, tá presente na minha vida desde que eu tenho um aninho, melhor, na barriga da minha mãe. Minha mãe trabalhou 37 anos na Henkel.
Que legal!
E ela sempre foi o meu modelo. Ela era a minha brincadeirinha de criança. Então, eu, ah, o que você vai brincar? Vou brincar de escolinha, professora? Não, eu brincava porque eu tinha uma pastinha, que era como eu carregava o computador da minha mãe. E eu falava assim, não, eu quero ser a mamãe, eu sou uma executiva. Então, assim, isso pra mim, desde pequena, eu sempre tive uma pessoa aonde eu admirava e que eu falava assim, eu quero ser ela. Lógico, veio o tempo, a gente cresce, aí veio a grande decisão, o que eu vou fazer? Minha mãe também era engenheira, eu sou engenheira química de formação, e aí eu falei, vou fazer engenharia química também. fiz, terminei o curso, comecei a trabalhar, eu fiz a UFSCar no interior de São Paulo, e aí, logo depois, queria ficar em São Carlos, eu falei, não, quero voltar pra São Paulo. E aí foi quando tudo aconteceu, apareceu a oportunidade de trabalhar na Renkel. Então, a Renkel tá presente na minha vida desde pequena, a questão de mulheres na liderança também, sempre me inspiraram muito, então minha mãe sempre foi a minha mentora, vamos dizer assim, e poder trabalhar com ela também dentro da Renkel foi incrível. E aí, foram os passos que eu fui seguindo. E aí, quando eu entrei na Henkel, assim... A Henkel, você tem ideia. Eles tinham um programa de... Bring your kids to work. Traga sua filha... Que legal!
Ainda tem!
Ainda tem! E eu, na verdade, eu tenho... Quando a gente fala, né?
Uma das marcas.
Então, eu tenho uma foto com o Sr. Prit, com o Tenas, desde pequenininha, assim, toda pintadinha de borboleta. E aí, isso foi crescendo. as festas das famílias, que a gente sempre vai no final do ano, sempre fui, conhecia todo mundo. E aí quando eu vim, entrei na Renca, pra mim foi o mais incrível, porque eu podia trabalhar e quando eu tava na parte como engenheira de processo mesmo na planta, que já era, eu acho que é um dos cenários que a gente não tá muito acostumada a ter tantas mulheres, mas o que era incrível, os operadores eram uma família, então assim, eu podia conduzir como é que ia ser o processo, como que ia funcionar as coisas, acompanhar de perto, monitorar, fazer meu trabalho da menor forma possível, porque era como se fosse uma família. Então, aí, acho que vem a questão do que você falou. Não existe, né, um relacionamento também fora, porque eu trago o carinho que eu tenho pela, né, por toda a equipe que eu já trabalhei até agora dentro da Henkel, pra fora também, e pra mim era como se fosse uma grande família mesmo, e poder trabalhar também com a minha mãe. Aí, ando um pouquinho, aí apareceu a Diana na minha vida. Que, pra mim, assim, é divisor de águas. Foi quando eu mudei um pouco do setor operacional pro setor de negócios, que foi quando eu fui pra marketing e depois pra trabalhar no comercial.
Eu te disse que a história era muito legal.
E aí, é sensacional. Eu queria até falar uma coisa aqui, ó... A Vanessa, ela fala muito da Henkel. Eu também estou falando, porque a história da Henkel, das pessoas que trabalham na empresa, é incrível. E eu penso que a gente tem que... A gente não tá fazendo... marketing aqui, a gente está falando uma coisa real, tá? Então, é uma coisa real e o meu desejo é que mais empresas façam isso, mas no caso de vocês é genuíno, não é marketing.
Não, não é.
Entende? É genuíno. Por isso que eu falei, é construção na prática, tá? Então, eu queria que você falasse um pouquinho agora Diana, fala um pouquinho da sua trajetória e como inicia a sua carreira, principalmente dentro da ranking, mas teve um momento atrás, teve uma construção.
Muito bom, eu estava tomando aqui um café para o Paulo e eu disse que O mais interessante é quando a gente se conhece um pouquinho, né? Eu tenho uma grande amiga psicóloga que ela fala que o trabalho está... Não, o trabalho nitidamente é um valor pra você, porque eu coloco o trabalho em tudo na minha vida, né? E não podia ser diferente quando eu fiz 14 anos, o desejo maior era ter uma carteira de trabalho, porque, para mim, aquilo era como se fosse uma habilitação para trabalhar. meu... Sempre buscando algo, produzir, colaborar, sempre foi uma coisa para mim muito enraizada. Comecei a trabalhar com o comércio. O comércio, falo que ele te coloca em alguns cenários, te desafia e faz você todos os dias buscar novas maneiras de fazer mais, melhor, diferente. Então, isso pra mim é muito claro. Trabalhei 18 anos em redes de concessionárias.
18 anos?
É. Desses 18, 15 na Toyota. E a Toyota, pra mim, ela é a base do meu trabalho, porque eu aprendi na Toyota princípios de trabalho com uma filosofia que é referência do mundo, né? Então, o Kaizen, que é a melhoria contínua, tem uma filosofia chamada Genji Genbutsu, que é quando você tem um problema, você precisa ir até o local para entender o que está acontecendo. Então, é esmiuçar mesmo o problema. Enfim, acho que qualquer pessoa, qualquer curso universitário escuta Toyota, porque tem inúmeros exemplos aqui para buscar.
Inclusive, eu estudei muito o modelo Toyota de gestão, para você avaliar processos e tal.
E a Toyota, gente, eu sou satisfeita, hoje é a case mundial de processo e tudo mais, porque admirava a história. E quando, 15 anos vivendo isso, você cria, óbvio, dentro do seu universo, processos, inclusive mentalidade que você não consegue mais voltar. É algo interessantíssimo. Então, eu sou formada em Marketing, fiz pós-graduação em Psicologia Organizacional e fiz também pós-graduação em Toyota Dealer Management Program, que é um programa de sucessão da Toyota, um curso incrível. Dentro da trajetória, fiz especialização em Gestão de Constitucionária porque é o meio que eu estava atuando. E é interessante, né, porque Foram 18 anos num ramo onde eu gostava muito do que eu fazia, assim, muito acima da média. Construí, além da carreira, relações que eu trago pra minha vida. Então, realmente, a base... do meu trabalho pautada nisso, e eu tinha um ponto que eu não estava satisfeita, e aquilo me pegava todos os dias, que era realmente o equilíbrio entre a minha vida pessoal e profissional. Eu gostava muito do que eu fazia, tinha reconhecimento, me desafiavam o tempo inteiro, isso me movia, mas eu entendia que eu precisava ter uma relação mais harmônica entre a minha vida pessoal e minha vida profissional. Óbvio, existia cobrança, tenho uma filha, então, poxa, eu me virava nos 30 para estar nos compromissos com ela e trabalhar o máximo que eu podia. Então, isso...
É que o varejo, na verdade, você trabalha de domingo a domingo, né? Basicamente, você não tem vida pessoal.
Agora, eles têm uma certa flexibilidade aos domingos, mas não existia isso, era domingo a domingo mesmo. E aí, num belo dia, sentei em casa e falei, Este vai ser o último ano deste ritmo. Ano que vem eu vou virar a página e vou buscar uma oportunidade diferente. Mas você vai fazer o quê? Eu falei, não pode ser dentro do que eu faço. Por muitos motivos. Por conta de um valor meu, que é realmente meu. Eu sou muito grata ao grupo que construí minha carreira e não conseguia me ver trabalhando na concorrência. Isso é uma coisa minha, eu tinha que trabalhar. Então, vou buscar uma coisa nova. Comecei a conversar com algumas pessoas com o olhar de buscar o novo. E aí pensei, poxa, eu poderia buscar algo na indústria, algo com tecnologia, queria fazer algo diferente. E aí, no final do ano, dentro já daquele limite que eu estabeleci da transição, eu tive a oportunidade de me candidatar para uma vaga na Henkel. E essa vaga me chamou a atenção por dois motivos. Primeiro, porque era uma vaga para responder para uma mulher, uma head do negócio. Ela cuidava da cadeia de automotiva, desde o auto supplier, que é o que fornece para a montadora, até as gigantes da indústria, que são os fabricantes, Toyota, Jeep, Fiat, Chrysler, enfim. Quando eu vi uma mulher numa função tão... desafiadora, eu falei, nossa, a empresa tem que dar suporte pra essa mulher continuar, porque realmente deve ser muito difícil, negociações globais, assim, coisas muito...
É, o próprio segmento, né, que é muito ligado a automobilismo, né, e é muito dominado também por homens, né?
É, o mercado automotivo é predominantemente masculino, mas eu confesso que isso não me travou na minha carreira, eu não posso, eu não posso... Eu passei por situações que são desafiadoras, sim, mas eu nunca vi o fato de eu ter sido diferente, de ser mulher num mercado mais masculino, isso não me impediu. Muito pelo contrário, eu tive mulheres e homens como inspiração na minha carreira, que contribuíram igualmente para a construção do meu profissional. Então, quando eu vi essa vaga que era liderada por uma mulher, eu já fiquei mais confiante. Falei, poxa, pode dar certo. Me candidatei para a vaga. O papo com ela foi super bacana. Passei pelas fases e aquele velho ditado, cuidado com o que você quer que pode acontecer. E aconteceu. Eu fui aprovada no processo seletivo para trabalhar numa multinacional gigante. Eu falei, gente, a Henkel está em tudo. O que é a Henkel hoje? Se a gente olhar, tudo que está ao nosso redor é Henkel. A gente está presente na construção civil, A Henkel faz, como adesivo, é a maior empresa de adesivos do mundo, então você tem adesivo pra madeira, pra eletrônico, pros automóveis, aviões. A Henkel tem aplicação da NASA.
É cola, né? Acústica, né? Enfim, tem várias aplicações.
É um mundo de possibilidades. E quando eu me vi nesse processo, eu me vi realmente dentro do contexto que eu queria, que era um desafio. E aí eu comecei na Henkel em...
Calma, aí eu vou te perguntar, vou te fazer uma pergunta pra gente contextualizar. Como foi sua chegada na Henkel?
Olha, foi um misto, né? Não dá pra dizer que foi fácil, porque eu deixei 18 anos de história, e eu sempre falo que a gente sempre, pra dar um passo à frente, você deixa algo pra trás, né? Então, deixar algo pra trás, que era uma história muito bonita, né? incrível, reconhecida, tá? Não saí do mercado porque eu tava insatisfeita com o meu contexto profissional. Eu saí porque eu queria algo diferente. E eu falo que é muito difícil você sair quando você tá bem. É muito fácil você encontrar um gap e falar, vou preencher esse gap. Não, eu fui viver algo novo. Quando eu cheguei na Henkel, Eu olhando lá os compromissos, missão e tal, eu li alguns relatórios. Vou dar um exemplo, relatório de sustentabilidade existiam há três décadas. Arranho que eu falava de diversidade quando não era pauta em nenhum momento do mercado. Aí eu olhei aquilo e falei, nossa, que incrível, né? Assim, quem montou isso aqui é genial, né?
Visionário.
Sim, mas como... Qual que é a chance disso aqui tá na vida das pessoas? Porque é algo muito, muito legal mesmo. Até convido vocês a lerem o relatório da Ren, que eu olho e falo, poxa, tá pensando em tudo, na cadeia toda, no... Enfim, falei, a expectativa era baixa, confesso. Quando eu comecei a trabalhar, e do nada veio a pandemia.
Ah, foi bem nessa transição?
Quarenta dias depois.
Meu Deus.
Eu falei, meu Deus, eu trabalhando de domingo a domingo com o público, de repente alguém diz, pega o seu notebook, fica em casa, tá tudo bem, a gente vai passar por essa. Quando eu volto pro escritório? A gente não sabe. Eu fiquei duzentos dias em casa.
Duzentos?
Duzentos dias. Eu contei mesmo. Foram duzentos dias. Quando eu voltei, Eu não era a mesma pessoa. Porque imagina você sair de um segmento onde você vê pessoas o tempo inteiro, super dinâmico, e do nada você fica em casa. Eu trabalhava numa empresa diferente, com pessoas totalmente diferentes, num segmento diferente, e a empresa é global, então eu tinha reuniões com pessoas do mundo inteiro, da telinha do meu computador. Então, foi muito desafiador. Naquele momento eu falei, Isso tem tudo pra dar errado, mas eu tô aqui pra fazer dar certo. Eu não tenho como olhar pra trás, não tinha opção, porque ninguém tinha opção, né? Na pandemia, todo mundo, o mundo congelou, né? Então, eu fiz o meu melhor com o que eu tinha naquele momento e fiquei muito surpresa com a maneira como a empresa me acolheu, porque alguns resultados você constrói muito rápido quando você tem contato com o cliente, quando você tem a possibilidade de mover, mas quando você tá parado, as pessoas estão cancelando visita, cancelando o agendamento, tinha gente doente, tinha gente preocupada com a família, né? Foi difícil, mas inacreditavelmente eu recebi um suporte que eu não imaginava que existia. E quando voltei para o escritório, foi tudo gradativo, foi tudo um case. Daria para escrever um livro, daria para falar só disso. Então, vou resumir bem. A área voltou à medida que os clientes voltavam, porque eu dependia da produção de automóvel para desenvolver projeto. Mas a gente produzia com as limitações, com as paradas, mas tudo funcionava. E aí as coisas começaram a acontecer, o projeto começou a sair e tudo mais. Quando a gente virou para 2021, que as coisas já estavam no ritmo de retomada, a red da área foi promovida. Falei, nossa, ela foi embora, ela que me contratou, ela que me guia aqui, o que eu vou fazer? Porque eu percebi no ambiente da montadora, tudo mais, um pouco mais de pressão desse segmento predominantemente masculino, que antes eu até não percebia. E aí, quando ela foi promovida, eu falei, poxa, mas também é uma... uma oportunidade. Ela está indo para uma função global, num período superdifícil, está sendo reconhecida. Então, comecei a olhar para a estrutura que a empresa estava me oferecendo. Fiquei muito surpresa, porque vi que tudo aquilo que estava no papel funcionava mesmo, nos detalhes. No início de 1921, fui chamada para a gente falar sobre sobre o desempenho e tudo mais e, Diana, tem uma oportunidade para você. Eu falei, qual oportunidade? Como assim oportunidade, né?
Coisa de um ano, nem dois anos depois.
Um ano depois. E aí eu recebi uma oportunidade de liderar o departamento de reparo e manutenção, que é uma área, tem muitos segmentos, né? Então, quando você separa todos os mercados, a Renca está presente em todos eles, e tinha uma unidade de negócio que fazia muito sentido com a minha experiência, porque é reparo e manutenção de veículo para o mercado de aftermarket, né? Então, quando a gente olha onde eu estava, que é o fornecimento de produto, insumo, matéria-prima para produzir o carro, Aí eu vou pro próximo step que é o reparo e manutenção desses carros quando eles estão em circulação, né?
Isso é legal porque você acaba até pegando, você começa a entender toda a cadeia.
Você imagina que eu vendia o automóvel pronto, aí eu saio do varejo, do atendimento ao cliente, eu venho pra fornecimento de matéria-prima. E o único step que eu realmente não tinha me aprofundado era no pós-venda.
E você traz um ponto importante que assim, ah, tudo bem, liderança na prática e tal, histórias, né, de vida. A gente estava conversando, eu estava falando de tomar partido por um corte de rede social.
Sim.
E a gente incentiva muito as pessoas a assistirem o episódio completo pra realmente se conectarem com a história.
Sim.
Você percebe que essa sua ida pra Henkel foi um chamado? Tava escrito?
Olha, tava.
Você percebe? Você tava aberta pra receber esse chamado?
Eu tava no melhor momento. E no melhor momento, porque eu realmente tava procurando algo diferente.
Eu queria... E será que era diferente? Olha a ligação, ó! Imagina, você tá vendendo o automóvel pronto. Depois você vai assumir uma área que, na verdade, você vai tratar dos componentes, né?
Enfim... E é muito curioso, porque quando eu tive essa oportunidade, obviamente aceitei, porque era algo novo, e o novo estava... o novo brilha os meus olhos.
Não, percebe-se.
É, eu falo, nossa, eu preciso entender disso. E não entender, pra mim, é um negócio que não é uma fraqueza. É parte do processo de qualquer... Qualquer coisa que você faça. O não entender tem que ser algo pra você, até quando você for falar com as outras pessoas, pra você também se colocar no, eu não entendia disso, e deixa eu fazer a situação ficar mais clara pra essa pessoa ter menos dificuldades, porque as nossas dificuldades fazem a gente ter condição de reduzir a dificuldade do outro, né? E aí quando eu cheguei nesse time pra liderar reparo e manutenção automotiva, Eu tive uma surpresa. Eu era a única mulher do departamento.
Você era a única mulher?
Eu olhei para o lado e falei, mas como? Não pode ser. E aí eu olhei e, para o ambiente Henkel, não é algo comum. A Henkel tem hoje 38% de mulheres em cargos de liderança.
Isso é global ou nacional? Global.
Os indicadores da América Latina são ótimos. Estão superando os números. E eu falei, nossa, é uma particularidade da área. É... só tem homens aqui.
Que justo você!
E aí justo eu apareço aqui e vamos lá. Primeiro passo, conhecer o time. E eu conheci pessoas incríveis, que estão, inclusive, no meu time, que eu não teria construído nada sem o apoio dessas pessoas.
Posso te pedir uma coisa?
Pode.
Você lembra o nome deles?
Olha, eu tenho...
Cita o nome de alguns, vai. Cito, cito.
Eu tenho dois gestores, que é o Rodrigo e o Ricardo, que estão comigo desde o primeiro passo. E eles têm características muito diferentes das minhas. Eles são muito diferentes, inclusive os dois são muito distintos. E uma coisa que eu sempre desafiei para os dois quando eles abriam o processo seletivo, eles falavam, a Diana tem os finalistas e, poxa, um é muito diferente do outro e tal. Eu falei, escolhe alguém diferente de você. Porque a gente só aprende com quem nos desafia. É muito fácil eu gostar do Paulo, eu estar com problema, ligar pro Paulo e o Paulo dizer o que eu quero ouvir. Mas eu te desafio como profissional a falar com as pessoas que não concordam com você.
Posso abrir um parênteses rapidinho?
Pode.
Vamos lá. Eu conheci recentemente um engenheiro gênio. Você vê que eu me emociono de falar dele. Eu sou fascinado por pessoas inteligentes. Quando eu falo inteligente, na verdade, é que eu sou muito esforçado pra aprender. E eu não gosto muito de quando eu peço uma opinião pra você, Diana, ou você, Vanessa, e você simplesmente, ah, tá bonito. Mas tá bonito por quê? E o meu questionamento é, o que você mudaria? Assim, se você mudar um posicionamento de um logotipo pro lado, qualquer coisa do tipo... O Paulo, essa luz no meu cabelo tá me incomodando, já? Porque daí a gente vai discutir pra que, com o seu olhar, eu aprenda a aplicar em outras situações futuras. E ele tem um sincericídio, sabe? Muito, muito forte. E ele começa a me falar coisas que eu... Como assim, Rafael? Ninguém nunca me falou isso. Como assim? E ele é autista, né? E eu assisti aquela série The Good Doctor. E eu, meu Deus, um dia eu vou encontrar uma pessoa assim. Um dia eu... Eu tenho o Routinaldo, que também é advogado, assim, gênio também. E a gente adora ficar com aquelas trocas, né? Aí agora eu tô passando por um momento de transformação junto com ele, porque é muito legal você tá com esse diferente, mas se eu olho a essência, a nossa essência, é muito parecida.
Ela não muda, né?
A essência é única. Então, assim, eu tenho a essência... A gente não dá testemunho de si, mas ele que me falou que eu sou uma pessoa boa de essência. E eu notei isso nele. Eu noto isso no Ruth, eu noto isso nas pessoas, no Matheus, na Gabriela, o Rafa que eu conheci hoje. O Rafa tá aqui com vocês, né? E eu penso que pra estar numa empresa como a de vocês, acho que a essência, de fato, É mesmo. Precisa ter. E aí eu queria só trazer esse parênteses, porque pode ser diferente nas ações, mas a essência tem que ser igual.
Sim, sim. E você precisa ter aquele brilho no olho e encontrar esse brilho no outro, né? Porque... o background, a história é diferente, mas vocês precisam estar caminhando para o mesmo rumo. Então, agradeço muito ao Rodrigo e ao Ricardo, que me desafiaram, me desafiam e me fazem buscar sempre fazer mais e melhor.
E eu agradeço a Mayara por ter falado tão bem de você.
Ai, que bom, Mayara, um beijo, obrigada.
E hoje estamos tendo a oportunidade de fazer esse bate-papo tão inspirador aqui.
Graças a alguém que encontrou sentido nisso. Então, eu falo que as pessoas constroem e movem tudo, tudo o que a gente quiser. Então, foi um pouco desafiador, porque eu observei que naquele ambiente estava muito confortável, as pessoas trabalhavam entre homens. E aí chega a Diana. Mas aí eu não tinha nenhuma pretensão em trocar pessoas. Até porque eu acho que quando qualquer líder chega numa empresa, isso é muito aguardado pela equipe. Que movimento vai acontecer? Quem que ela vai trazer? Então, eu também gosto de surpreender as pessoas para fazer o que elas não estão esperando. Então, a minha ideia não era fazer nenhuma mudança, a não ser que realmente as pessoas estivessem totalmente fora do contexto do negócio. Quando você tem um mindset de crescimento, você não evolui com pessoas que Então, naquela tocada de, ah, já fiz tudo o que eu podia fazer.
Então, óbvio... Que estão com a mentalidade fixa, né? Na verdade.
É, porque querendo ou não, se eu sempre fiz assim e eu acredito que não dá pra fazer diferente, aí ou essa mudança acontece rápido, ou realmente as pessoas precisam buscar outros desafios, outros contextos, né? E aí, eu consegui... liderar um projeto muito bacana, que para mim foi um case na minha história, que foi trazer mais pessoas para algumas regiões que eu entendia que estava pouco atendida. Então, a gente conseguiu investimento para a nossa área porque o case, o negócio é incrível. Então, a gente tem produtos e soluções para reparo e manutenção automotiva. Primeiro, que é sustentável, porque hoje o reparo é uma alternativa para redução de custo, para redução de impacto na natureza, então o reparo realmente deveria ser a primeira opção. Então a gente tem a solução, a gente tem adesivo para muitas aplicações, então eu realmente tenho um negócio que merece investimento e que a gente está conseguindo construir resultados expressivos ano após ano. Então a gente conseguiu incluir pessoas para força de venda em diferentes regiões. E é interessante, isso me pegou um pouco, que quando a gente abria os processos, vinham poucos homens para as vagas. Falei, poxa, que curioso, né?
Será que você que atrai?
Não, vinham poucos homens, porque eu comecei a...
Mas assim, vinham muitas mulheres também.
Assim, deixa eu dar um passeio atrás.
Só para entender, porque, poxa vida, por que poucos homens?
Eu adiantei um pouquinho, para a gente contextualizar. Eu participei de um processo global que a gente conseguiu melhorar a maneira que a gente publicava as nossas vagas. Então, as nossas vagas... elas eram muito focadas na competência técnica das pessoas. Então, obviamente que desejava eu cursar engenharia, disponibilidade para viagem e tal. E quando eu participei de uma dessas reuniões, eu falei, poxa, eu acho que eu não me candidataria para uma vaga dessa, porque estava com um perfil muito... Nem eu. Exatamente. E aí eu perguntei, por que a gente não fala um pouco mais da flexibilidade do processo? Porque nós temos horário flexível, a gente tem diversos benefícios para a pessoa e para a família. Por que a gente também não divulga isso? Por que a gente não põe uma foto de uma mulher com um capacete e não só de um homem? Então eu comecei com essa iniciativa, me desafiar também a olhar como a gente publicava as vagas. e obviamente aquelas vagas no padrão traziam só homens para os processos eletivos. Quando a gente fez alguns ajustezinhos eu percebi que primeiro o RH contribuiu significativamente trazendo esse olhar para o pro processo, pra estrutura global, e foi super receptivo, inclusive pra ajudar a gente a buscar mais mulheres. E quando as vagas começaram a surgir, eu também pedi muita indicação. E me marcou muito, porque eu liguei pra alguns clientes regionais e falei, olha, temos uma vaga pra sua região e tal, e os clientes indicavam muitos homens. E aí eu perguntei uma vez, eu falei, mas você não conhece nenhuma mulher no segmento? Porque eu recebi indicação de, por exemplo, cinco homens e não tinha nenhuma mulher. E aí eles respondiam, pode ser mulher? Eu falava, como pode ser mulher? Ah, pode ser mulher? Aí eu, claro, tem que ter mulher, porque no mundo tem homens e mulheres na mesma proporção. Então, por que não ser mulher? E aí, foi incrível que eu comecei a receber muita indicação, principalmente de clientes, de mulheres. E processo seletivo, assim, que antes não vinha nenhuma mulher, de repente tinha dez candidatas mulheres, assim, muito boas. Então, eu desafiava os meus gerentes. Eu falava, poxa, você já tem um time 100% de homens. Tenta buscar alguém com competência, obviamente.
Pra trazer o equilíbrio, né?
Pra trazer o olhado novo, pra que você tenha um time com equilíbrio, né? Até porque a gente tem cliente homem e mulher. E tem responsáveis por grandes negócios, mulheres incríveis que eu sento para as reuniões e falo, olha que potência que é essa mulher. Ou eu tenho até um exemplo interessante de um homem que construiu um império, um negócio muito legal, que colocou as mulheres da segunda geração e essas mulheres colocaram as filhas da terceira geração. E eu olho aquilo e falo, gente, olha o poder do diferente. As mulheres dando continuidade para um negócio, predominantemente masculino, que ainda está com essa forte identidade, mas com o jeitinho, com a evolução, com o cuidado que a mulher tem. A gente tem que admitir que homem e mulher são complementos, eles têm que associar, porque não tem certo e errado, gente. Tem o cuidado que faz você decidir e ficar por ali. E aí foi interessante que os meus gerentes foram muito abertos para esse novo Eles trouxeram mulheres incríveis, diferentes, que se desafiam todos os dias, com perfil de time, que busca mais, que se esforça, que pega um negócio, que não sabe fazer, que x tempo já está desenrolando o cara. Até que a Vanessa conte um pouquinho, porque quando a gente recebe uma pessoa, No onboarding, a gente faz a rotação por algumas áreas, trabalho de campo. E a Vanessa é fundamental nesse processo, porque ela supervisiona o time todo no segmento que ela lidera. Então, queria que você contasse, Van, quando chega uma pessoa, independente do sexo, mas queria que você destacasse como que é liderar e rodar, fazer esse campo com as mulheres.
Então, o segmento que a Jif falou, que hoje eu lidero, ele é do pós-venda de montadoras, e aí a gente tá muito focado no agrícola. Lógico, a gente também tem a parte toda de veículos leves e pesados, mas já é um mercado conhecido por todos como masculino. Então, quando a gente vai fazer essa rotação inicial, quando os vendedores estão iniciando o processo, a gente faz um treinamento de campo. Então, é legal a gente levar eles na oficina pra ele ver como que a gente reproduz os nossos produtos, traz as nossas soluções pros clientes. E aí, a evolução, assim, pra mim, eu acho que é uma das coisas que eu mais gosto de acompanhar. Porque na primeira, muitos dos que entram pra trabalhar com a gente, eles ainda não têm todo o conhecimento. Até porque é tanto produto que quando você olha logo de primeira, você fala, Será que eu vou aprender tudo isso?
Eu imagino.
Então, essa é a parte que é mais... E números, então. A gente gosta muito de números. Para quem é engenheiro, todo produto nosso tem um numerinho. Então, assim, quando você entra é um choque. Então, assim, essa evolução e essa rota inicial que a gente faz com cada vendedor quando eles entram na equipe é muito necessária e importante. Então, a primeira é sempre, né? Eu vou, mostro como é feito, a gente dá os treinamentos nas oficinas. e depois a gente fica meio que de lado vendo a evolução deles e como que eles vão passando, né, o que eles estão aprendendo. E é uma evolução que ela é rápida, por mais que a gente ache que vai ser algo que vai ser complicado pra assimilar toda aquela informação, e eles vão realmente evoluindo sozinhos e por si só pra mim é o mais gostoso de acompanhar, né, que depois de um tempo você vê e fala assim, ó, já tá rodando sozinho, né, e aí você pode desenvolver novos projetos com eles.
É, porque no primeiro momento, é, eu até escuto, né, nossa, mas a Vanessa vai comigo, ah, mas ela já tá acostumada, tal, Fica tranquila. Se você não tiver a vontade, a Vanessa vai liderar a demonstração técnica. E a pessoa vendo a Vanessa fazer, ela fica muito mais confortável, porque ela traz realmente de uma maneira muito leve. E ela começa, não, então o segundo passo, peraí que eu já vou, não, vou te ajudar nisso, já vou demonstrar tal. Então quando você percebe uma pessoa que sai de repente de uma função no mercado que não é tão técnica e ela entra para um universo mais técnico, mas ela consegue ter a leveza E a paciência de viver o processo é muito tranquilo. Não importa se é homem ou mulher, gente. Não importa se é uma pessoa muito jovem ou uma pessoa mais experiente, né? E só um detalhe, a gente também tem o suporte da engenharia. E nós temos lá a Bianca e o Ivan. Então, nós temos, inclusive, equidade de gênero na engenharia de aplicação. E o Ivan e a Bianca fazem um trabalho incrível. Assim, eles têm experiências totalmente distintas, mas a entrega deles é excelente, independente de quem está fazendo.
E aí você traz um ponto para mim, quando a gente fala dessa paciência de ensinar, será que isso é paciência ou é vontade de servir?
É vontade. Acho que não tem... A Diana sabe muito melhor do que eu, né? Mas acho que quando você vê depois que a pessoa tá andando por si só e tá conhecendo e tá conseguindo aplicar e replicar o que foi passado, não tem...
Não tem gratificante. O que eu tô tendo aqui com vocês é uma profunda reflexão. Desde quando começamos esse bate-papo até agora. Eu gosto muito de trazer exemplos aqui, né? Eu tenho uma pessoa, assim, que eu conheço. Trabalho em uma empresa que eu não vou falar o nome. E, assim, ela é muito boa, sabe? Em tudo que faz. Só que, ao mesmo tempo, ela se limita demais. Mais tanto, mais tanto, mais tanto, mais tanto. E eu falo, meu Deus, o que que tá faltando pra essa pessoa? Destravar isso, destravar isso. Começar a entender algumas coisas. E eu até, se vocês, acho que a gente, tudo na vida é relação, relacionamento. Se vocês um dia me permitirem mandar pessoas pra ir visitar um pouco. Fica um pouco do lado de vocês pra visitar um processo desse. Porque eu escuto coisa do tipo assim, ah, eu não tenho paciência. Pra ficar mostrando isso porque é tão simples. Eu falo, é simples pra você. O que é simples pra mim, talvez não seja pra você. E é uma pessoa que serve muito, sabe? Assim, quando você percebe no outro essa vontade de servir, pode ter certeza que essa pessoa vai pra outro nível, essa pessoa nunca vai ter problema, porque se ela ficar doente, ela não precisa ter dinheiro, porque vão ajudar de alguma forma. Um amigo vai ligar e falar assim, ó, eu tenho o contato desse médico e ele vai... ajudar você, vai ajudar sua família. Então, eu acredito muito no poder da relação e muitas vezes as pessoas estão tão presas naquelas cavernas que elas não tem noção. E no seu caso, Diana, foi um chamado pelo próprio comportamento que a gente... Eu vou até te pedir permissão aqui pra um pouco depois a gente contar um pouco. o case da sua filha, né, que vai servir pra outras mães e outros pais, porque tá tudo diretamente ligado. Hoje você deu sorte de estar numa empresa... Na verdade, você é uma pessoa de sorte.
Eu falo que a sorte sempre me encontra trabalhando.
Sim. Sempre. Olha isso. E quando eu falo da Hen, que eu tô falando várias vezes aqui, que não é o comum, quem acompanha a gente sabe, mas essa empresa também hoje, Ela é o maior case de construção sustentável. E eu estou falando aqui de união. O nosso podcast nasceu com o propósito de unir e dar voz a toda a cadeia da construção. Eu sou responsável pelo maior projeto audiovisual do Brasil, onde a gente tem o maior acervo de arquitetura. Eu sou responsável pela área audiovisual. Só que sempre me incomodou. Porra, eu só falo com engenheiro, desculpa o termo. Não, com arquiteto. Eu falo, não. Construção é união.
Sim. O nome já diz, né?
Construção é união. Então, o que acontece? Eu sempre falo, ó, os três pilares. O arquiteto desenha. O engenheiro viabiliza aquele desenho maluco, aquela criatividade. Então, precisa existir união, porque senão ele vai começar a falar para o arquiteto que não é execuível esse projeto, porque, de repente, esse cara não se empenhou para que aquilo seja execuível. E aí, eu tenho um outro pilar importante, que são os executores, quem vai executar isso no dia a dia. Então, o que a gente está fazendo aqui? É isso, é... Peraí, vamos servir, vamos entender o outro para que aquilo, de fato, aconteça. E esse projeto de vocês hoje, eu falo isso... O fato de você estar aqui, Diana, hoje, para mim também, de repente, é uma oportunidade de mostrar esse projeto para o Brasil, porque, assim, no mundo afora, na Europa, Estados Unidos, isso já é muito comum você ter essa união de sistemas construtivos. Não, no Brasil não. Eu acabei de visitar uma feira que é Modern Construction Show, vou até falar o nome. E assim, foi muito bonito o esforço por parte da organização. Teremos aí uma transformação muito grande na próxima. Só que os meus convidados, a gente ficou discutindo antes, a gente vai encontrar lá provavelmente um stand com a união de algumas empresas para mostrar a importância da união, com vidro, concreto. pré-fabricado, madeira engenheirada, drywall... Não, era cada um... Separado. Separado. Então, tudo bem, tínhamos várias soluções construtivas, mas separadas. E hoje, depois que eu conheci, eu conheci esse projeto através de um parceiro que eu fui... Ele falou, cara, que projeto lindo. Ele falou, Paulo, você não sabe. Eu peguei esse projeto como um desafio, porque eu acredito na transformação da construção nacional.
E só para mostrar na prática o quanto arranque eu tenho a sustentabilidade enraizada mesmo dentro do propósito, esse vai ser um case na América Latina. O Inspiration Center está previsto para ficar pronto ano que vem. Vamos tomar um café lá.
Não, e eu espero, na verdade, olha que legal, tem o pessoal aqui da comunicação de vocês, assessoria de imprensa e tudo mais, e eu espero dar essa chance para a nossa audiência, nossos engenheiros, arquitetos, investidores e construtores que não são poucos, entender que é possível fazer coisa diferente. se a gente, de fato, aceitar o desafio. Porque, igual agora, eu vou começar um movimento, inclusive junto com o Rafael, com esse engenheiro gênio que eu comecei a falar lá atrás e não concluí. A gente tem uma história de uma mulher que ela investiu quase um milhão num projeto de reforma. Deu tudo errado. E ele é especialista em soluções construtivas inovadoras. E a gente vai ver de alguma forma pra construir um case diferente. A gente vai derrubar essa casa e construir uma do zero. Mas assim, ó, de presente. Então, a gente vai tentar trazer a união de empresas pra construir esse case aqui em São Paulo. E o dinheiro que ela teria que pagar pra gente ajuda a construir casas pra uma comunidade, sabe? Porque o dinheiro que ela vai ter que refazer, ela consegue construir, sei lá, cinco casas em uma comunidade com uma solução construtiva que pode surgir da experiência que a gente vai fazer na casa dela.
Que legal!
Então, isso é movimento. O que vocês estão fazendo nesse projeto é um case, assim, único no Brasil.
Sim, e a gente vai ter sim a oportunidade de falar disso em outras oportunidades, né? Focado na produção e... No contexto, esse projeto vem em um momento maravilhoso, porque a gente fala muito das metas, do propósito, e tudo parece que está muito no papel. Então, é difícil você viver o negócio da sustentabilidade. O pilar social, que é a diversidade, Para o Brasil não é um problema. Nós temos homens e mulheres. Nós temos muitos profissionais muito bons. Então, de repente, esse profissional precisa de um investimento. Então, a gente tem hoje programas de estagiários. Inclusive, o estagiário chega... Antigamente, eu me surpreendi com algumas vagas para estagiário que dizia que ele tinha que falar inglês. Eu falava, nossa, se o estagiário precisa falar inglês, o diretor tem que falar o quê, então? E aí, na empresa, a gente tem um programa que ele não precisa falar nenhuma língua, porque a gente tem um programa de línguas que a gente oferece inglês, espanhol e tal, porque ele tem que... conseguir transitar nas áreas, ele tem que falar com... Se ele tem oportunidade de interação com outros países, ele vai conseguir ter essa vivência de uma maneira leve, que a empresa tá suportando, né?
Ele tem que construir também isso. Imagina ele construir isso dentro da empresa. Que elo, né? Que você cria com essa pessoa.
Que é o elo da Vanessa.
É, é um elo que não tem com o Warren.
Não tem.
Não tem.
E depois, quando você concluir, eu vou te fazer outra pergunta. Depois que tá ligado ao visão, missão, valor. Que muitas empresas não praticam.
E até é engraçado, quando a gente fala de mercado predominantemente masculino, como que a gente constrói? Gente, contra competência não há preconceito. O preconceito perde de cara. Então, tem uma história interessante. Nós estávamos em uma visita. E estávamos com um distribuidor, inclusive estávamos com duas visitantes aqui da América Latina. E, poxa, Vanessa, vamos lá que a gente precisa entender onde a gente pode melhorar aquela operação, porque o potencial é muito grande e não estamos satisfeitos com o resultado. E no processo, o responsável mostrava algumas peças, alguns processos que ele fazia com a montadora. E eu fiz uma pergunta de tratamento de superfície. Eu falei, essa peça, ela já chega pronta? Como que acontece o tratamento de superfície? Porque é um reparo, né? Então, eu tenho um carro que lá na montadora, ele recebeu o tratamento anti... O tratamento de superfície é o tratamento anti-corrosão. É a fosfatização. Cada um usa o nome.
Quem tá ouvindo você falar, a gente usa esse mesmo termo na construção civil. É bem legal, porque você já consegue associar, assim... E como a gente tá vivendo, sem... Não percorre o raciocínio, a gente tá vivendo agora o momento de falar, falar, falar, industrialização, industrializar. Então, assim, faz todo sentido a gente trazer o mundo automobilístico pra essa relação, porque você traz inovação de lá e aplica na construção civil.
Sim, excelente. E olha só que interessante, né? Eu trabalhava fornecendo essa tecnologia na produção dos carros. E essa tecnologia, ela tá em vários segmentos, tá? A peça que vai pra montadora já teve esse tratamento no fabricante. Então, eu perguntei como que chegava a peça, porque às vezes a montadora manda a peça pronta, já tratada, outros, né, eles precisam ter esse cuidado. E aí ele me respondeu de uma maneira bem superficial e eu falei, tá, mas a fosfatização e tal, eu tentei entrar no detalhe. E aí eu percebia que ele de maneira muito educada e muito profissional, ele resumia e falava de uma maneira superficial porque ele estava tendo um cuidado comigo, porque ele imaginava que eu não Tava a par daquele lá. E aí foi engraçado, né, que eu li pra Vanessa, aí a Vanessa olhou pra mim, aí a Vanessa com muito profissionalismo falou assim pra ele, olha, deixa eu te contar, eu sou engenheira. Ai, eu gosto tanto desse processo e tal. E aí ela me complementou e me ajudou a mostrar pra ele que a gente queria sim entender o processo no detalhe. E aí ela começou a contar, né, poxa, aquelas coisas dela da faculdade, tão legal, né, tal. E o cliente desarmou. Ele falou, não acredito. Que legal! Ah, e você também é engenheira? Poxa, então, sabe aquele detalhe e tal? Então, essa gratificação que a gente recebe, sabe, por chegar e muitas das vezes é um desafio, sim, não adianta pintar o mundo de cor-de-rosa aqui, por quê? Ele não acontece 100% do tempo. Mas quando a gente vê que tem pessoas que têm um cuidado e que você consegue dizer, poxa, a gente pode dar um passo além, estamos no mesmo patamar, é muito bacana porque evolui muito rápido. O processo, a confiança que você constrói é muito grande. Então, o que diferencia hoje o profissional é realmente a competência, não é ser homem ou mulher. Não é, de repente, a dificuldade e traz oportunidade. A gente tem que trabalhar muito isso, né?
E, só que assim, o case de vocês, talvez... Você vê, no seu caso, você teve muito a sua mãe como base. a história da Diana não deve ser diferente. Porque antes de entrar agora, eu queria falar um pouquinho depois da trajetória da sua filha também de forma rápida, mas eu queria voltar um pouco lá atrás. Porque como a gente tá tendo a história bem-sucedida de duas mulheres brilhantes naquilo que faz... É, sou eu que estou falando, tá?
Obrigada.
De verdade. Então, assim, antes de você chegar aqui, como eu te falei, teve várias histórias sendo contadas sobre você. Então, o que eu queria que você falasse de forma também um pouco resumida é, dentro da empresa que você trabalha hoje, está muito claro a missão, visão, valor. Então, isso, na verdade, é um hino que eu entendo que todos os funcionários cantam, sabem a letra, pelo menos o básico.
Sim.
Eu trago esse exemplo porque, normalmente, quando a gente está na escola, pelo menos eu cantava o hino, mesmo entrando na escola muito tarde. Como que você, Diana, entende a importância de uma empresa começar, praticar essa... Ou seja, tudo começa na história. Quem faz parte? Como que essa empresa foi criada? E como que eu, enquanto líder ou diretor de alguma empresa ou organização, devo reforçar a importância de praticar a missão, visão, valor de dentro pra fora?
Olha, primeiro que tudo que a gente fala é sempre disso, né? Da empresa levar para o mercado. E aí uma coisa que eu sempre falo, a gente teve uma reunião essa semana, eu pontuei muito e falei, pessoal, por que a gente faz tudo? Por que a gente existe? Para resolver o problema do nosso cliente. Então, está muito claro para a gente. Onde a gente está, onde a gente vai chegar. A gente tem compromisso assinado. Todo mundo na mesma página. Mas a gente tem uma oportunidade que é um passinho à frente desse. Que é de fora para dentro. Então, quando a gente fala de viver a equidade e leva mulheres para mostrar o quanto são competentes para o mercado, a gente também dá um recado para o mercado. Então, a gente senta, de repente, numa reunião. Quantas vezes, Vanessa, você era a única mulher numa reunião? Muitas. Então, eu poderia... Obviamente, eu fui a única mulher da sala muitas vezes. Mas agora eu quero que saia e vá para a Vanessa. Vanessa, quantas vezes você encontrou numa reunião, de repente, um ambiente mais desafiador, porque você era a única mulher, talvez um ambiente mais difícil para lidar, mas quantas vezes você também encontrou mulheres incríveis?
É, e eu acho que isso é o mais gostoso do que a gente vem lidando, e a gente vem ver essa transformação acontecendo. Então, assim, nesses dois anos que eu tô agora trabalhando na equipe da Diana no comercial, eu comentei, né, a gente trabalha muito com agrícola, a gente presta muito serviço, soluções pro agrícola. e é muito masculino, a gente sabe disso, e o que a gente vê? A gente acaba fazendo eventos e eu vou encontrando ao longo do caminho muitos outros fornecedores que a gente também vai se conversando, trocando figurinha, falando como está o mercado, e o que eu vejo acompanhando é que hoje a gente consegue encontrar mulheres incríveis também nesse setor que estão entrando. E aí a gente também consegue, tipo, não é que eu quero só ter mulher na equipe, não, é gostoso você ter esse equilíbrio, por quê? Você mostra que mulheres e homens competentes estão conseguindo desenvolver esse trabalho dentro desse segmento.
É, o importante é quando isso é, quando ele acontece de forma orgânica. Porque eu tava conversando, ontem eu fui num evento, antes de ontem eu fui num evento da FATEC em São Paulo com o Rafael, e é um evento que falava sobre neurodivergência, inteligência artificial, e eu notei que aquele médico que tava lá dando a palestra, ele falava muito de esperança. Então, ele falou muito dos toyezes, sobre muita cultura. Ele falou que você não consegue ter bons profissionais, bons advogados, bons líderes, se você não consome filosofia, se você não consome literatura. E tal. E eu tava com o Rafael do lado, né? Eu falei... Olha o Rafael de novo. Falei, Rafael... Enfim, cara, faz uma pergunta aí e tal. Faz um pouco de... Faz um resumo do que ele falou e tal e... Enfim. E quando o Rafael pega o microfone, assim, houve três perguntas antes dele, ele pega o microfone, faz uma pergunta resumida de três minutos. Olha a pergunta dele. E aí todo mundo se volta pra ele, assim. Todo mundo, assim. Aí teve o coffee break, fomos pro coffee e o médico veio depois, né, que tava palestrando e falou assim, cara, esse moço, ele trouxe esperança pra mim que é possível crer que, enfim, tem gente muito boa, tem gente que se aprofunda nas coisas e, de fato, tem, há uma esperança. E quando essa esperança, ela acontece de forma orgânica, ou seja, eu não tô impulsionando, eu não tô pagando.
Sim. Estou vivendo.
Eu estou vivendo, que é o que a gente está falando da Missão Visão Valor dentro das empresas. Quando ela está dentro, o que a gente está fazendo? Tudo que eu estou falando aqui, a gente está vivendo na prática? Então, é isso que tem que acontecer.
E a ideia realmente é que a gente pare um pouco de falar, que o discurso já deu, né? A gente precisa fazer. Então, quando eu conversei com o Paulo, foi até interessante, né? Poxa, Diana, eu estava pensando. Eu falei, Paulo, primeiro, faz sentido? Aí você falou, tudo tá conectado. Aí já me desarmou, eu falei, não, ele me pegou. Tudo tá conectado, porque eu acredito nisso. E aí quando você me deu a oportunidade de convidar alguém, eu falei, poxa, tá muito mais alinhado com o meu propósito. Eu não tô falando de propósito de trabalho, porque eu sei o que eu tenho que fazer no meu trabalho. Eu tenho metas definidas, claras, eu tenho prazos, eu tenho tudo muito bem desenhado. Mas o que não tá no papel? e que eu posso entregar. Então, assim, o que eu gostaria é que amanhã a Vanessa, ela já faz, ela desenvolve vendedoras técnicas, ela desenvolve engenheiras de campo, clientes, ela tira os clientes do patamar e ajuda no próximo passo. Então, eu gostaria que ela fizesse mais e que essas pessoas que estão sendo impactadas por ela também fizessem por outras pessoas. E de verdade, e falassem menos, porque contra a atitude não há discussão. Ninguém consegue discutir quando vê que é possível, que a pessoa te inspira, que a pessoa te motiva e que, poxa, eu acordei hoje e tô um pouco desanimada de repente. Vanessa, o que a gente vai fazer diferente hoje? Então, poxa, tem que ser assim. Então, quando a gente encontrar que o nosso astral não está alinhado com o que a gente quer viver, a gente tem que buscar pessoas para impulsionar. Então, assim, a minha principal função hoje na minha equipe, independente do título, do cargo que eu carrego, é fazer com que as pessoas busquem mais, busquem fazer melhor. E nesse processo, o mais e melhor não é só vender, é também buscar a evolução profissional, porque a vida pessoal, a vida profissional, ela tá tão conectada que a gente tava falando no café de filhos.
Sim.
E que o nosso propósito de vida é de se desenvolver, desenvolver pessoas, mas também dar exemplo em casa, né? A Vanessa trouxe o caso da mãe dela, que foi uma profissional incrível para a empresa, que contribuiu significadamente e que hoje deixou... Ah, Vanessa!
E olha que interessante. E quando a gente fala de relações, né? A gente tá falando o tempo todo de pessoas aqui. Ela contou a história dela com a mãe dela. Você entra na vida dela também. Pra dar continuidade, pra dar esse apoio.
Sim.
E eu sou muito ligado, assim... Eu não sei se... Acho que eu não fui um bom filho. Eu aprendi a ser um bom filho depois que eu fui pai. Depois, eu não tive mais tempo de consertar tudo aquilo. E como eu te falo, às vezes entra gente na minha vida pra... Enfim, pra curar alguma dor. E ele falou que a gente tem que ser grato pelo que viveu.
Com certeza.
E não... Enfim, não cobrar, não viver infeliz pelo que entendeu que deixou de viver com aquela pessoa. Então, eu entendi o recado, era pra mim, eu mudei a minha forma de pensar. Agora, você vê a sua história bem sucedida, gerindo aí muita gente, muitas mulheres e tendo uma carreira muito bem estabelecida, você também é mãe.
Sou mãe da Isa.
Mãe da Isa. E você é espelho. pra sua filha, eu tenho certeza que, a partir de hoje, você... Não sei se você já participou de um podcast pra contar o que a gente tá conversando dessa forma que a gente tá conversando. E eu tenho certeza que quem tiver a oportunidade de acompanhar esse podcast, você também vai ser luz pra muitas outras pessoas, inclusive tá sendo pra mim.
Ai, obrigada!
Tá? Queria que você falasse um pouquinho da história da sua filha no mercado de trabalho, porque, assim, ninguém imagina que você tem uma filha com a idade que tem.
É, na verdade, olha só, né?
Começou cedo.
A gente falando de trabalho, de carreira, tudo. E você conseguiu pegar num ponto que eu não entro na maioria dos bate-papos, né? Que é o porquê de tudo isso, né? Eu fui mãe muito nova. Então, eu fui mãe muito jovem. E a minha filha chegou na minha vida pra ser, simplesmente, o tudo. Ela é a minha grande motivação. Então, eu, desde muito nova, eu sempre quis fazer mais, buscar, me desafiar, porque eu tinha que entregar o melhor, porque eu tinha... o meu maior compromisso de vida sempre foi com a minha filha. E você fala do lance de ser bom filho e tal. A gente, quando é muito jovem, não tá nessa... não tá vivenciando isso como... porque não tem nem que carregar esse peso, porque a gente é só jovem. O jovem tem essa... Esse mix de emoções que faz sim a gente não observar algumas coisas que quando mais madura a gente faz. Mas a minha filha veio para ser o meu principal ponto, ela é o meu propósito de vida. Eu digo que assim, a Isa veio para dar realmente a motivação que eu preciso, que eu tenho todos os dias. Então, vê-la se desenvolvendo para mim é algo que eu não consigo traduzir com palavras, mas vou dar alguns exemplos. Ela canta. E ela falou, ai mãe, o que eu vou fazer e tal? Eu falei, Iza, escolhe algo pra ser feliz também.
Sabe por que ela fez rádio e TV? E qual que é a minha área?
É, rádio e TV.
Rádio e TV. E olha que louco, o meu primeiro sonho era engenharia, e eu já sou. Eu tenho uma empresa de audiovisual muito bem estabelecida pro mercado de engenharia, arquitetura e construção.
Olha, que incrível, né?
Então, a história da sua filha tá diretamente ligada a mim.
A sua. Tá. E, assim, não tenho ninguém, nenhum artista, assim, na família, né? Ela não tem inspiração familiar. Ninguém que toca e canta e tal. E ela tem... Ela é brilho, ela é luz, assim. A Isa tem um dom que é ela. E é interessante que ela falou, poxa, mãe, um mix do que eu gosto, do que eu quero fazer e tudo mais, é a comunicação. Então, ela fez rádio e TV. E ela sempre me viu trabalhar muito. E algumas vezes me cobrava, né? Poxa mãe, trabalho, mas só depois do trabalho. Mas tem que fazer isso até tal hora por conta do trabalho. E o trabalho é um valor pra mim. E eu pensava, como transferir isso? Porque eu gostaria que ela também tivesse isso, né? Mas você não precisa se preocupar com nada. Porque quando você faz, você vive aquilo. os seus filhos carregam aquilo mesmo sem saber. Então, foi interessante que a questão de relacionamento pra ela não é uma dificuldade, ela se relaciona infinitamente melhor que eu, talvez. E ela desenvolve com as pessoas porque ela é isso, né? E ela criou, construiu a trajetória dela de uma maneira muito fluida, assim, eu não tive que fazer nada. Ela conheceu pessoas, ela teve a oportunidade de fazer estágio e ela fez estágio num grupo de concessionárias.
Calma, vamos lá, eu vou te fazer perguntas assim até pro público entender o porquê que eu coloquei a sua filha no contexto, né? E a gente tá falando de liderança na prática, então se a liderança ela existe inclusive dentro de casa, se as pessoas entenderem que o comportamento do nosso, né, com os nossos filhos influencia direto a carreira deles, inclusive o profissional e o dia-a-dia.
Um exemplo da Vanessa.
Inclusive o da Vanessa.
Na prática.
Eu tô falando isso porque meu filho de 9 anos agora, enfim, tá louco por uma carteira de trabalho. Assim, louco, louco, louco, eu não sei o que fazer. Ai, meu Deus. Enfim, tá desafiador. Ontem mesmo, eu fui pegar ele na escola. Papai, eu quero ir pra empresa. Papai, eu quero ir pra empresa. Eu falei, não, você tem que… Ó, liga pra Gabriela, fala com a Karina, com o Matheus lá. Enfim, eu não quero que você trabalhe comigo. Vai pro mercado. Eu não gostaria de ter meu filho trabalhando na minha empresa.
Mas você pode fazer o programa da Henrique, de ter um dia que você pode trazer. Todos podem trazer uma criança. A Gabriela pode trazer o sobrinho, você pode trazer seu filho. Um dia!
Mas eu posso mandar ele pra lá? Aí, tá vendo?
Tem que ser eles.
É porque eles fazem o crachá bonitinho.
A não ser que a gente converse depois e fale, ó... Enfim, eu arrumo alguém, ó... Finge que ele é algum parente.
Vou adotar.
E o meu medo é vocês quererem ficar com ele.
Eu vou querer ficar.
Eu queria entender um pouquinho como que foi assim... Como que ela se enveredou, primeira vez, pro mercado de trabalho? Porque deve ter partido dela, acredito.
Sim, mas partiu muito. Você tá comentando do seu filho, mas eu, quando eu trabalhava em concessionária, eu tinha eventos pontuais. e que a gente mobilizava dezenas de pessoas para fazer ligação. E eu não conseguiria fazer com uma equipe, porque a gente tem uma capacidade limitada até, né? E foi interessante porque num dos eventos, eu não tinha te contado isso ainda, ela falou, mãe, você tá falando desse evento e tal, e como funciona? E quando eu falei que muitas pessoas tinham que fazer as ligações que tinham um script, ela falou, mas você tem script, eu posso falar?
Com quantos anos?
Ai, tinha 17, eu acho. É, ela era jovenzinha. E aí eu falei, tudo bem, vamos. E ela participou de um projeto que foi vender um mês em um dia. Então, esse projeto foi incrível, foi um marco pra mim. E agradeço por ter sido desafiada pelo Marcel Adbietro. Pessoa que me desafiou muito na minha vida, mas ele falou, a gente precisa fazer esse negócio dar certo. E eu falei, vai dar certo. E aí foi a primeira concessionária Toyota que fez esse projeto, um mês e um dia. Hoje muitas conseguiram fazer, mas eu falo do desafio. Quando ninguém fez.
O desafio de ser o primeiro, né?
Quando ninguém fez. É um caminho muito longo, assim. E quando você pega algo que ninguém fez e viabiliza... Claro que eu coloquei muito mais força. do que os próximos, né? Porque os próximos viram os acertos e os erros que existem para a gente melhorar o processo. Mas foi muito bacana e isso só foi possível por conta da minha equipe. E a equipe acreditou. Eu tinha energia suficiente para aquele projeto. E a equipe vendo a minha energia, acho que também fez com que eles se energizassem, né? O processo foi incrível, depois eu te conto os steps. Mas a minha filha falou, mãe, eu vou lá ajudar. E a minha filha ficou nas ligações a semana inteira ajudando a cumprir o processo de fazer os convites pros clientes. E a gente fazia brincadeiras. E as líderes de cada time, ela premiava quem fazia mais ligações. E foi muito curioso que num dos dias a minha filha ganhou. Que legal! O dia que ela ganhou, o reconhecimento de ter sido a pessoa de destaque do time, parece que... Foi uma virada de chave, porque eu não precisava vender mais nada. Ela já falava, quero fazer mais, enfim. E aí foi muito interessante que de uma indicação do meio, né, de um bate-papo num almoço, ela conheceu a Kátia, que pra ela é uma grande gestora, uma grande inspiração, e eu tô dizendo porque, Kátia, minha filha ama muito você, assim, de coração. Ela teve a oportunidade de fazer estágio com a Kátia, e eu lembro que a Kátia foi pra um novo desafio, e ela falou, mãe, a Katia vai sair e eu falei calma as conexões elas acontecem para vida e quando é boa para os dois lados elas continuam E ela estava meio desanimada, porque, poxa, uma grande inspiração, uma líder saindo do ambiente de trabalho dela, que realmente ela sempre elogiou muito e pontuou que ela sempre desafiou profissionalmente. E aí a Kátia teve uma oportunidade nesse novo desafio e convidou minha filha para também participar do processo seletivo. Quando ela chegou em casa contando, mãe, a minha gestora, ela me convidou para o processo seletivo, eu tenho chance de trabalhar com ela. Para mim foi tão gratificante, porque eu vi a minha filha construindo o que eu vivo. E a trajetória delas é ainda muito bonita, porque elas têm contato e tudo mais. E dentro desse próximo step, ela teve a oportunidade de se desenvolver, desenvolver outras capacidades, que às vezes a pessoa nem sabe que tem. Ela precisa de um líder para mostrar que é possível. E evoluiu. saiu desse estágio, depois de cumprir a etapa lá, foi para um novo desafio e as coisas parece que elas começam a se encaixar. E conheceu também um gestor que foi incrível para a carreira dela, que ajudou a se desenvolver e hoje como... parece um passo de mágica, mas quando você olha, ela construiu a carreira dela, né? Ela foi efetivada na rádio que ela trabalha.
Qual que é a rádio? Vamos fazer propaganda da rádio.
Dá uma referência, gente.
Cuida dela, gente. Cuida da Sabrina, que a Sabrina é de ouro, tá?
De ouro, mas ela trabalha com pessoas incríveis. Ela chega em casa me falando da equipe dela.
A gente encontra. A gente encontra no outro. Geralmente, a gente encontra no outro aquilo que é.
Sim, e ela fala do ambiente, das pessoas. Eu vivo o dia-a-dia dela. Olha que interessante. Ontem eu liguei pra falar com ela. Ela falou, mãe, aniversário do meu chefe e tal. Eu falei, nossa, parabéns, vocês estão indo almoçar. E aí eu vejo na rotina dela o quanto as pessoas fazem diferença na vida dela, né? E o quanto ela consegue construir isso. E eu sou muito grata às pessoas que estão no ambiente dela, que muitas eu nem tenho a oportunidade de conhecer ou conversar no dia-a-dia, Pessoas fazem diferença.
Você já participou de um podcast antes?
Participei uma vez, do Flávio, e agradeço muito.
E você?
Não.
Então assim, eu vou gerar essa experiência hoje pra duas pessoas. Antes da gente encerrar isso, a gente esqueceu de falar alguma coisa que vocês acham importante?
Olha, eu acho que a gente tem conteúdo aqui pra falar.
É que antes a gente... é assim, ó. Agora, a gente tem um quadro aqui. Antes de encerrar o bate-papo, depois a gente passa a palavra pra vocês encerrarem, mas eu gostaria de chamar uma pessoa pra vir aqui assumir o meu lugar. Vem cá, Gabriela.
Ah, não acredito! Nossa! Que privilégio!
Obrigado, Matheus!
Eu não vim... Eu não tô pronta pra isso.
Tudo bem, a gente nunca tá pronta, você nunca tá pronta. Mas senta aí, vamos lá.
Você nasceu pronta.
Vamos lá, senta aí.
Matheus, revisa bem esse episódio antes de subir.
Não foi programado, Matheus.
Não, não foi. O meu olho até já escozou aqui.
Ai, gente.
Socorro!
Oi, gente!
Eu tô sempre atrás das câmeras, mas agora eu tô aqui. Agora pra gente seguir, nós temos o quadro Convidado Convida. E aí vocês têm direito aí a convidar, não precisa ser uma pessoa específica da área, pode ser mais de uma também.
Pode começar, né?
Por favor.
Mas eu assim, é convidar qualquer pessoa. Qualquer pessoa. Não sei muito bem como é que funciona o quadro.
Eu tenho uma sugestão. Nós temos uma mulher que tá liderando o projeto de sustentabilidade na Henkel aqui. E a Michele. A Michele é uma mulher que tem uma história incrível e ela tem um desafio muito grande. Porque ela precisa avançar com essa pauta e mostrar tudo o que a gente faz. A gente faz muita coisa. E eu percebo que ela tem... Eu vou falar agora da minha opinião pessoal. Ela tem muito cuidado com as pessoas, sabe? Então, os processos nas empresas demandam muita energia e tudo mais. Então, eu tenho certeza que seria um... um grande diferencial vocês ouvirem a história da Michelle e o cuidado que ela tem, sabe? O cuidado que ela tem com as pessoas, o cuidado que ela tem com os processos, o impacto que ela está causando. Então, acho que seria superinteressante, principalmente porque a gente vai ter aí uma nova identidade quando todos conhecerem o Inspiration Center. E quando eu falo identidade, é porque quando a gente fala Henkel, a gente não associa rápido à marca, mas ela está representada por muitas marcas incríveis. Então a Henkel fica lá atrás da embalagem. pequenininho e as marcas aparecem, as marcas são protagonistas e esse projeto do Inspiration Center vai mostrar muito mais do que a maioria das pessoas conhecem, vai trazer aí uma profundidade muito bacana e quero aproveitar e agradecer primeiro pela sua presença porque tá dentro do meu propósito ver as mulheres protagonizando sim as suas vidas, as suas carreiras e agradeço ao Paulo por ter encorajada, a Gabriela, falado tão bem dela, a Vanessa.
Primeiro eu quero agradecer você por ter me chamado, né, pra participar, que é uma baita oportunidade, lógico, pra vocês, né, por me receberem tão bem aqui hoje.
Eu quero ressaltar que a Vanessa causa muito impacto e ela vai causar ainda muito mais impacto. Vamos, sim. Estamos juntas aí pra esse desafio.
Ai, gente, que eu tô muito feliz.
Ana, você tem alguém que você gostaria de convidar?
Não, eu concordo muito com o que a Dia não tinha pensado, porque eu não sabia muito dessa parte dela.
É surpresa.
É surpresa, mas eu concordo muito. Eu acho que a Michelle é uma mulher de muito impacto nas nossas vidas, no que ela faz na empresa hoje e o que ela representa, né? E o que ela tá transformando.
Então, acho que é muito legal ela.
Estar aqui pra poder falar um pouquinho.
Que bom.
Então é isso, Michelle, você estará aqui conosco.
Intimada.
Intimada, você foi intimada por elas e por mim também, que agora eu quero você aqui de qualquer jeito. Gente, vocês vão ter que compartilhar esse episódio, porque esse episódio tá incrível, tá maravilhoso e você compartilhando, curtindo e comentando, você também vai estar contribuindo para o crescimento desse canal, pro crescimento, do propósito que esse canal tem. Então, você também faz parte, a gente sempre fala isso, você também faz parte dessa história. Então, quero agradecer de novo, agradecer ao Paulo, que entrou na minha vida e que transformou, mudou tudo e que eu agradeço demais. E pra vocês, meninas, Rafael também, que fez essa ponte incrível.
Muito bom, muito obrigada.
E que a gente possa ter muitas oportunidades de crescimento junto.
Obrigada. Obrigada.
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