Construção de Pré-Fabricados em Concreto | Podcast de Engenharia

Paulo talks with civil engineer Rodrigo Bonafélia about prefabricated concrete construction, which combines industrial fabrication with on-site assembly. Prefab cuts construction time, improves quality control, and reduces site labor, though it requires early design coordination and upfront planning. Bonafélia cites Shopping Tree My Place and an Apsen pharmaceutical building as examples, and mentions innovations like 15 mm high-strength plates.
Chapters
Construir, caste, arquitetura, engenharia, construção. A construção de pré-fabricado em concreto é a pauta do episódio de hoje. Antes de apresentar o nosso convidado, eu quero lançar, aqui ó, primeira mão pra você que tá ouvindo e assistindo esse episódio, nós lançamos um quadro Voando Alto com Constricast. O que é esse quadro? Quem tiver assistindo ou ouvindo pelas plataformas de áudio, você tem que fazer um resumo do que você aprendeu deste episódio. É importante, faça um resumo do que você aprendeu ou entendeu deste episódio. A nossa equipe vai escolher o melhor comentário, o melhor resumo, e você está concorrendo a um voo panorâmico na cidade de São Paulo. E se o nosso convidado for...
O convidado pode participar também?
O convidado... Não, mas calma que eu... Não mostra ele ainda, Gabriela. Não mostra ele ainda. Ah, desculpa.
Eu achei que não.
Não, mas o convidado pode participar. E aí eu vou fazer uma provocação. O convidado de hoje, ele trabalha em uma empresa referência aqui em São Paulo, em São Paulo quando o assunto é pré-fabricado. E vai que ele cai na graça desse quadro também e fala assim ó, de repente eu posso lançar aqui um desafio, o melhor comentário também vai concorrer a uma visita de helicóptero na nossa fábrica em Atibaia. É uma boa!
Está agradável, hein?
Estou trazendo a provocação.
Sim, claro. Vamos lá. Vamos para cima.
O convidado de hoje é nada mais, nada menos que Rodrigo Bonafélia, engenheiro civil. Seja muito bem-vindo ao nosso episódio e ao nosso podcast.
Obrigado, Paulo. Obrigado pelo convite. É uma grande honra. Eu comecei a te acompanhar há pouco tempo e vi que você já, cara, faz um trabalho incrível e agora você me falando aqui nos bastidores que há muitos anos você tá nessa área, né? Só convidado ilustre, então pra mim é uma grande honra, tá? Espero contribuir aí. com o podcast e com os desafios também.
E honra é a minha, assim, né? Porque nós somos reconhecidos no mercado pela credibilidade dos convidados e ter você fazendo parte e trazendo mais credibilidade pra nós é muito gratificante.
Muito obrigado, muito obrigado, de coração. Vamos junto.
Pra iníciar nosso bate-papo, eu gostaria só que você se apresentasse um pouquinho, falasse como que você entra no mercado de engenharia e depois a gente começa a falar da construção de pré-fabricado em concreto.
Tá, num breve resumo, né?
Um breve resumo.
Legal. Bom, minha história com engenharia começou em 2008. Na verdade, sempre gostei muito de desenhar, sempre gostei muito de exatas, de matemática e tal, mas nunca tive um sonho de fazer engenharia. Mas em 2008, através de uma motivação do meu cunhado, que já trabalhava na área, eu estava tentando escolher um curso, tentando escolher uma área e tal, E eu fui buscar um curso técnico, só que eu fui buscar um curso técnico em eletrônica. Olha pra você ver que guinada, né? Cheguei lá pra fazer a matrícula, não tinha mais o curso. Eles tinham lançado o curso, só que não conseguiu a turma, né? É, nesse dia a coordenadora olhou pra mim e falou assim, olha, eu não vou ter mais o curso em Técnico e Eletrônica, tá? Mas eu tenho um curso bem bacana aqui, que é Técnico e Edificações. E tem muita gente fazendo.
Ah, você fez Técnico e Edificações?
Fiz Técnico e Edificações também. Essa de Engenharia.
Eu posso mandar um abraço aqui pra um grande amigo, que ele é diretor da Fatec São Paulo?
Olha que legal.
Josué.
Abraço, Josué.
Josué, ele é um cara sensacional, já participou aqui do Constricast e nós temos uma parceria muito grande com a Fatech São Paulo, inclusive, vamos fazer o podcast lá agora com plateia.
Sim, olha que legal.
E você está convidado para estar lá.
Vai ser um maior prazer.
Junto com a gente. Abraço, Josué. Como você fala, né?
Olha aí. A base é o curso técnico. Me ajudou demais.
Sim, sim.
E aí, acordando, eu falei assim, a gente não tem, mas tem um curso técnico de edificações que está sendo muito procurado, é um curso bem bacana. Eu falei, pô, mas o que faz um técnico de edificações? Ela falou, não, você vai poder desenhar, vai aprender a fazer projetos, vai poder até tirar RT até 80 metros quadrados, ser responsável técnico por uma obra. Eu falei, putz, é bacana, vou me matricular. Aí me matriculei. Cara, a hora que eu entrei no curso, eu olhei assim, pô, tinha cara já que estava na construção civil há 30 anos, tinha, sabe, cara que era dono de empreiteira, dono de loja de piscinas, todo mundo da construção civil, só eu que não era. Eu falei, pô, vou ter que correr por fora, vou ter que me dedicar pra caramba.
Me deu vontade de fazer esse curso.
É, agora eu vou ter que superar. Aí eu comecei a fazer o curso. No segundo semestre, eu fui me destacando ali, porque eu tinha muita vontade de aprender e eu tinha também esse certo receio, porque eu achava que a turma era muito evoluída pra mim. Aí eu comecei a correr atrás, fazer autocarro de por fora. Eu tinha autocarro na grade do curso, só comecei a fazer por fora. E aí o coordenador do curso percebeu minha dedicação e falou, cara, um belo dia ele me chamou na sala dele e falou assim, ó, eu recebi aqui um e-mail da Leonardo, que é uma empresa aqui de Itibaia, com uma vaga para o Departamento de Obras e Serviços, para Auxiliar Técnico de Obras e Serviços, E eu tenho visto a sua dedicação no curso e eu... A gente ia divulgar essa vaga na sala, mas eu acho que você é uma pessoa que se você for lá e conseguir a vaga, você vai levar muita gente aqui da escola pra lá. E aí ele falou assim, ó, manda e-mail nesse e-mail que eu tô te mandando aqui, fala que é uma indicação do professor Marcos e que você é um candidato à vaga. Aí eu mandei, fiz entrevista, passei, entrei e aí começou toda a história, né? Que daí eu, em 2012, ingressei na Faculdade de Engenharia Civil, fui trabalhando, fui bolsista inclusive na faculdade de engenharia civil, me graduei em engenharia civil, fiz uma pós-graduação no instituto que a Leonardo escolheu, que se chama FOIO, fiz uma pós-graduação em gestão e liderança, depois fiz mais uma pós-graduação em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e fui galgando. toda a minha história na Constituição Civil praticamente foi dentro da Leonardo, foi dentro do pré-fabricado.
E você falou do professor Marcos, que até queria mandar um abraço para o professor Marcos. Se quiser mandar um abraço também para essa câmera aqui.
Professor Marcos, muito obrigado pela oportunidade. Muito obrigado, professora Adriana. O primeiro podcast foi com a Adriana, e ela foi minha professora no curso técnico.
É muito legal, eu fiz um bate-papo super legal. que a gente falou sobre a importância das relações no ambiente corporativo, mas eu abro isso, ou seja, o quão é importante as relações para qualquer tipo de situação, não só para dentro de uma empresa. Você estava ali, se dedicou, criou relações e olha onde você está hoje.
Exatamente. Para mim foi uma grande lição, é algo que eu tento divulgar, inclusive com a minha equipe hoje, É aquele lance de você fazer por você e fazer por um certo propósito pessoal. E mesmo que ninguém esteja olhando, faça porque você procura ser melhor naquilo, porque você quer crescer. E as coisas vão acontecendo na sua vida de forma natural. Se você tem esse ímpeto, se você tem essa ganância de crescer de dentro pra fora, o universo vai contribuir.
É um movimento natural.
Natural, exatamente. Eu acredito muito nisso. Pra mim funcionou. Eu tenho visto que funciona pra muita gente também.
Não tenho dúvida. Então, antes de apresentar os nossos apoiadores deste episódio, eu gostaria de fazer um agradecimento especial à engenheira Mayara, que... Assim, eu não tenho nem o que falar de você, Mayara. Você é tão parceira desde o início do nosso podcast que, enfim, me faltam palavras pra te agradecer. Esse episódio é um oferecimento produtora de vídeos Infinity Plus, que é especializada em construção civil, arquitetura, engenharia e indústria. E também do nosso grande portal Hub Construção. Você que está atrás de conhecimento sobre engenharia, arquitetura, construção, enfim, sobre qualquer assunto, vai lá no portal hubconstrução.com.br. Você tem tudo lá para aprender sobre construção, arquitetura e engenharia. Lembra desse nome. portal hubconstrução, hubconstrução.com.br. Rodrigo, agora, pra gente falar do assunto construção de pré-fabricado em concreto, primeiro me fala o que é pré-fabricado? Só pra contextualizar, pra mostrar a audiência...
E essa pergunta é muito bacana, porque... Tem muita gente que confunde o pré-fabricado com o pré-moldado, né?
Sim, inclusive essa pergunta eu ia fazer depois, mas já tiramos essa dúvida.
Então vamos responder o que seria o pré-fabricado, né? O pré-fabricado de concreto, no caso, ou qualquer outra construção pré-fabricada, é aquilo que se faz parte da construção em um ambiente industrial, com uma certa rastreadilidade, com um certo controle de qualidade, se transporta para o canteiro de obra e se monta ali no canteiro de obra a obra que já foi fabricada em um ambiente fabril. Uma indústria metalúrgica, algo do tipo, mas você tem construções pré-fabricadas que não necessariamente dependem de uma metalúrgica por trás. Mas o conceito básico seria esse, você fabrica as peças em um determinado local e transporta a prova. Via de rega é uma indústria. No caso do pré-fabricado é uma indústria metalúrgica toda por trás dessa construção pré-fabricada.
É, onde você tem todo o controle da indústria.
Todo o controle, exatamente, toda a rastrabilidade, todo o material que chega na nossa indústria hoje, ele passa por um controle tecnológico, passa pela uma xerefada, tem uma conferência de nota fiscal, uma conferência do laudo do material, do certificado, no caso do aço, um certificado do aço ou concreto, mesma coisa. Então, você tem uma cadeia de rastrabilidade que permite um controle de qualidade muito maior, diferente da construção convencional.
E o que é o pré-moldado?
Em linhas gerais, o conceito de construção é parecido com o pré-fabricado, ou seja, você fabrica as peças antes e depois monta. Só que é diferente do pré-moldado que ele é feito no local da obra. Então é como se eu montasse uma indústria no canteiro de obras, então tem um terreno lá, vou fazer um galpão. Eu levo as formas pra lá, Monto toda a minha indústria lá, concreto no local, desformo, saco as peças e monto. Então ele é pré-moldado, ó, pré-moldado. Então ele é moldado no local, pré-moldado no local pra montar. Ele não é fabricado, né?
É, eu levo as formas, né? Ou seja, as formas ficam ali no local.
Sim, exatamente.
Faz a toda a concretagem, tudo no local.
Também tem um controle de qualidade, vamos dizer, um pouco melhor que a nossa construção convencional, né? Só que... perante ao pré-fabricado, ainda ele deixa um pouco a desejar, porque no pré-fabricado tem toda essa cadeia de rastrabilidade que eu te falei.
Você tem todo o controle, né? Quando você faz isso na fábrica, você tem todo o controle, você não fica nem refém, inclusive, das questões climáticas.
Exatamente, porque é tudo coberto, então você tem uma, você consegue trabalhar com uma tecnologia de concreto muito maior. Por exemplo, hoje as peças, a gente fabrica uma peça hoje com 12 horas de cura do concreto, eu já consigo sacar a peça. Então, isso é fantástico, porque você tem um fluxo de produção muito grande, ao passo que se você for fazer essa mesma peça, um pilar na obra ou moldado em loco, talvez você precise de 10, 12 dias para colocar uma carga. Se for construção convencional, se fala em 28 dias de cura de uma laje, por exemplo, entendeu? Tem aquele lance 7, 14, 21, 28. Então, essa é a grande diferença, você tem muito mais recurso e a tecnologia vem para ajudar nesse quesito também, para a fabricação aliada da tecnologia.
Inclusive, ontem eu tive uma aula. Visitei uma fábrica aqui em São Paulo.
E tive uma aula de... Gostou? Muito! Olha que legal!
Agora, deixa eu te fazer uma pergunta. Quais são as vantagens do pré-fabricado? Queria que você... Porque já que você tocou aí nessa questão da velocidade ali e tal, quais são as vantagens?
Bom, bacana. Ó, a principal vantagem do pré-fabricado hoje...
E desvantagens também, tá?
Claro, claro. A principal vantagem do pré-fabricado hoje é a velocidade. Sem dúvida nenhuma, você tem um ganho considerável no cronograma da obra. Você trabalha com muito menos pessoas no canteiro de obra, então você tem uma obra mais limpa. A sustentabilidade também vem agregada a isso, mas a sustentabilidade, para o cliente final, talvez não é algo que salte aos olhos em um primeiro momento. para o cara que vai fazer, por exemplo, um shopping. O que ele quer fazer é fazer a obra e inaugurar a obra logo, porque a loja já está alugada. O cara que vai fazer o mercado, ele quer fazer o mercado e inaugurar o mercado para poder ter retorno. Então, o prazo hoje é o principal aspecto da pré-fabricação. Desvantagem, obviamente, a gente tem, não é em termos de construção convencional, construção pré-fabricada, a gente tem ainda um valor um pouco maior, então o custo da pré-fabricação é um pouco maior. A versatilidade já foi uma dificuldade para a gente, hoje nem tanto, desde que você tenha uma concepção de projeto inicial já pensando na pré-fabricação, ou seja, arquitetura que se fala, né? Você é um cara que entrevistou muitos arquitetos, que vive da área da arquitetura, sabe disso. Se a gente tem uma arquitetura pensada na pré-fabricação, você consegue, meu, deixar a beleza da arquitetura no empreendimento e fazer com que a estrutura seja pré-fabricada de concreto. Então, ainda tem algumas pequenas limitações, mas hoje bem menos.
Então, você cita como desvantagem a questão do custo às vezes, mas eu não estou fazendo uma defesa aqui. Eu nem estou aqui para dar opinião, a gente está aqui para fazer uma troca também.
Pode ficar à vontade.
Eu posso trazer minha experiência aqui para a gente colocar na mesa e discutir. Nos últimos anos, eu tenho feito alguns trabalhos em defesa da industrialização. Eu sou uma pessoa, reputo, apaixonada por industrializar, porque só quem vive ali no dia-a-dia dos canteiros da construção tradicional sabe o que essa galera passa.
Sim, sem dúvida.
Por essa razão, acabei entrando para... atender algumas indústrias que fazem essa parte de construção industrializada. E eu tenho discutido reiteradamente essa questão do preço. Será que é realmente mais caro? Como que essa conta está sendo feita? Porque eu recebi... Sim, eu converso muito com o Luiz Henrique Ceotto, e ele fala claramente, você tem que fazer essa conta como um sistema.
Claro, claro.
Um sistema construtivo. Se eu vou pegar, se tudo bem, eu industrializo parte dessa obra, eu estou calculando essa solução construtiva. Aí eu pego, eu trago uma outra coisa que não tem nada a ver, ou seja, tudo bem, aquilo é mais barato, mas ela está dentro daquele sistema, Por isso que você falou, quando você tem tudo planejado ali, você faz essa conta global... Imagina, você antecipa o cronograma de obra...
Quanto que isso custa, né?
Você antecipa sonho de uma pessoa que quer morar numa casa, num apartamento.
Exatamente. Aí você pega quanto que gira um mercado, que a gente fez há um tempo atrás, ali no pé da Osvaldo Cruz, um mercado da Rede Semar, nossa grande amiga, o Sandro da Rede Semar, proprietário lá. Quanto que gira o mercado no final de ano, por exemplo, ali em Ubatuba? quanto que gira um shopping em operação no final do ano, Dia das Mães, Páscoa, né? É uma conta, assim, que é empírica, né? É isso que você falou, é todo o sistema que envolve, né? Toda uma cadeia. Então, se você for pegar metro quadrado da construção convencional versus metro quadrado do pré-fabricado, ok, pode ser que fique mais caro, mas quando você analisa o sistema global, aí é uma conta que precisa ser refinada, você tem razão.
A própria questão da qualidade.
Correto. Então, você vai pensar num retrabalho, numa patologia de obra, num pós-obra. Então, é um negócio que acaba entrando num âmbito mais... Vamos dizer assim, você não tem essa conta tão exata, ela é mais empírica, né? Então...
É, eu trago muito o exemplo de um exemplo que qualquer leigo vai entender o meu raciocínio, é se você pegar um ar-condicionado... Hoje você tem o ar-condicionado tradicional, né? Que tá no mercado, que ele tem... o fator de economia A, B e C. Ah, tudo bem, se eu vou comprar o fator de economia B, eu vou pagar bem mais barato nesse equipamento. Só que eu vou consumir uma quantidade de energia. Aí eu venho para uma categoria A, que é os inverters aí da vida, eu consigo, eu reduzo isso drasticamente. Então, quando eu coloco isso numa conta ali, por exemplo, de meses, muitas vezes, eu já recuperei esse investimento.
Já recuperou. E você entra e você acaba entrando na questão da sustentabilidade também. Exatamente. Porque, assim, você tem a economia financeira, porque você, ao longo prazo, aquele equipamento vai se pagar. Mas você também tem uma questão de necessidade, de pra onde as coisas caminham, né? Pra onde a construção civil caminha, né? Se você for continuar fazendo o mais barato, porque naquele momento aquilo... Essa solução versus essa, essa aqui é 20% mais barato? Tô chutando o número, né? E não pensar em como vai ser uma questão no futuro, como vai ser sair pro planeta, uma sustentabilidade, o profissional que você vai ter ali. você tem a curto prazo. Hoje o Sintoscom fez uma pesquisa... E a nossa média na construção do serviço está entre 42 e 45 anos. Então, a um curto prazo, você não vai ter mais os profissionais que fazem uma construção convencional. Então, você precisa pensar nisso aí também quando você faz uma análise de custo. Então, vou fazer uma edificação, uma torre. Vou fazer construção convencional. Mas e aí, como vai ser a sua gestão em cima dos profissionais? Você vai ter profissional para fazer tudo isso? a dor de cabeça que você vai ter para contratar, recontratar, mandar embora. Tudo isso é conta que a gente não consegue colocar.
E você trouxe um ponto, que é a questão da sustentabilidade. Você falou de algumas coisas, mas como você está no dia a dia defendendo a industrialização e tem muitas coisas que impactam diretamente a sustentabilidade, mas ela não é tão clara, porque muita gente pensa que ser sustentável é só, de repente, eu estou economizando água ou estou usando menos concreto. Eu queria que você detalhasse um pouco mais, assim, por que que a construção em pré-fabricado, a construção industrializada é sustentável? Desde essa questão aí de menos movimentação de material, menos movimentação de caminhão, transtorno.
Eu queria que você fizesse aí um.
Pit rápido pra gente, aqui pra nossa audiência.
Tá, legal. O que que acontece? Hoje, a construção se viu no método convencional. você gera muito resíduo, por conta do retrabalho, por conta da qualidade de mão de obra, que a gente não tem mais o cara que é pedreiro, o filho dele não quer ser pedreiro, quer ser engenheiro, já não quer aprender a profissão. Então, a qualidade desse tipo de mão de obra está caindo muito. Quando você tem uma qualidade ruim, a execução não tem como ser boa, ela vai ser ruim. Sendo ruim, ela vai ter que ser retrabalhada. Esse é o primeiro aspecto, muito enturo, muito resíduo. Muita madeira, se usa muita forma, muita coisa desse tipo na construção convencional. Quando você vai para a pré-fabricação, as formas que a gente usa, só citando um exemplo prático aí de uma sustentabilidade, são todas formas de aço. Então, uma vez a forma montada ali, você vai fazer dezenas, centenas, milhares de peças naquela mesma forma. ao passo que na pré-fabricação você tem também um apoio tecnológico, aquilo que eu falei. Então a gente trabalha constantemente para desenvolver soluções para você ter uma resistência de concreto com baixo consumo de cimento, você ter uma resistência de aço com baixa emissão de carbono. Então, por exemplo, a gente está em um projeto com a USP que a gente está pensando em fazer, trazendo mais para o âmbito técnico, concretos na casa de 50 MPa, com o consumo de cimento de 180 quilos por metro cúbico, que hoje, no método convencional, é 280, 380 quilos. Então você está falando de uma redução de cimento de 200 quilos por metro cúbico, quanto isso representa de emissão de CO2. Você tem hoje também em desenvolvimento, inclusive a gente fez uma placa recentemente para apresentar na Concrete Show, em parceria com a OMC, a gente fez uma placa de 15 milímetros, com um concreto de 152 MPa. É muito resistente. Então você, peças mais esbeltas, com menos consumo de concreto, com menos volume de concreto. Se você tem menos volume, você tem menos emissão de CO2. Então tudo isso vem com a pré-fabricação. Não é só a questão da forma de economizar madeira. Toda tecnologia empregada no sistema contribui para a sustentabilidade, no caso da pré-fabricação.
Não, e é interessante. E aí tem também, sempre complementando aqui, como eu falei, você tem também a questão de menos transtorno para a vizinhança, menos transtorno para aquela obra, porque na medida que ela acontece mais rápido, ou seja, num prazo menor, automaticamente é menos transtorno. E quando você traz esse controle da indústria, também você tem menos caminhões ali circulando com... Sim, sim, sim.
É uma reação em cadeia, né? Um efeito dominó. Você, com mais tempo de obra, você tem mais operários por mais tempo naquele local. Você tem mais circulação de equipamento. Você tem mais emprego de equipamento. Você tem mais consumo de energia. Então você percebe que tudo vai... Ao contrário do que é uma sustentabilidade, né? Então, é por isso que eu tava te falando. Antes da gente começar, eu entendo que a pré-fabricação no Brasil hoje, ela já... No mundo, vamos dizer assim, se você pegar o norte da Europa, a pré-fabricação representa aí 50, 55% das construções. Aqui no Brasil tá em torno de 10 a 15%. Então a gente tem um mercado, assim, avassalador pra poder explorar. Eu entendo que a pré-fabricação não é mais uma tendência, já é uma necessidade. A gente não tem outro caminho. A gente vai ter que pré-fabricar tudo. Sistemas, métodos construtivos e a grande sacada vai ser a gente otimizar isso aí e trabalhar de forma bem... aberta. Então, nem tudo é só concreto, nem tudo é só metálica, nem tudo é só metálica e concreto. Pode ser madeira também.
Pode ser madeira. Inclusive, a gente vai conversar aqui sobre alguns cases dessa industrialização mista, dos sistemas mistos. Antes, eu queria falar de inovação em tecnologia, como a inovação e a tecnologia é aplicada nesse método de construção em pré-fabricado de concreto.
Hoje em dia, com uma...
Não, não, eu queria até que você falasse dessa questão da... Desde esse controle até a rastreabilidade da obra como um todo, a aplicação de BIM, acho que se você puder trazer todo esse... Desde o processo de fabricação até a parte de operação das obras.
Bom, então pegando o gancho, falando um pouco sobre BIM. O BIM é um conceito, né? É um conceito de você executar um projeto, de você fazer um projeto. A pré-fabricação ela vem contribuindo com o BIM de forma gigantesca porque se você tem uma metodologia de trabalho, onde você reúne todos os profissionais envolvidos naquele projeto, todo mundo trabalhando na mesma plataforma, você consegue amadurecer o projeto de tal ordem que, quando você vai executar, você minimiza o risco de retrabalho absurdamente. Então, essa questão passa até para um viés cultural. No Brasil, a gente está evoluindo nessa questão, ainda no meu entendimento, porque se você vai para fora, vamos dar um exemplo, o cara passa um ano projetando e dois meses executando. Você não vê aqueles vídeos dos caras na chinela? montando um prédio em 15 dias, é mais ou menos aquilo lá. Porque o cara já pensou em tudo lá atrás, né? Ele já, cada parafuso tá dimensionado, tá calculado, a mochila de fato já comprou a quantidade certa, já mandou pra obra na quantidade certa. Aqui no Brasil ainda a gente pena um pouquinho, né? Que é mais ou menos o contrário, você faz o projeto em dois meses e vai executar em um ano, né? Então, essa guinada... É importante. Então a tecnologia ela vem nesse sentido, né? Pra pré-fabricação no nosso segmento mais específico, ela tem ajudado demais. Porque, por exemplo, hoje a gente tem a rastreadibilidade de todo o processo produtivo de cada peça que a gente fabrica. Saiu da empresa, foi pra obra, a rastreadibilidade continua. Então a gente tem um sistema hoje onde as peças tem uma etiqueta com QR Code, né? Então essa etiqueta ela acompanha a peça desde quando ela saiu do projeto. Prematurazinha ali, um bebezinho e tal. Fabricou. Vamos pedir. Scanei o QR Code. Ela está indo para a obra agora. A carreta saiu. Nosso sistema acusa. Ela está no caminho da obra. Chegou na obra. Eu bipo. A carreta chegou na obra. Vou descarregar as peças, eu bipo, montei. Então, se você quiser se acompanhar a distância, ó, eu quero ver a evolução da minha obra, como é que tá. X% montado, hoje montou tantos pilares, montou tantas vigas. Então, remotamente, você consegue acompanhar todo o sistema, né? Toda a evolução da sua obra, então é a facilidade por cliente. Pra gente, é um ganho, porque você consegue controlar melhor a obra. E você tem também uma agilidade na execução. Então você vê que tudo contribui, né? A tecnologia. E aí as empresas de pré-fabricação, elas têm as portas muito abertas para esse tipo de inovação, porque para a gente é muito bom. A gente tem esse viés de industrializar. Industrializar sem tecnologia não tem como.
Não tem como. E um fator também relevante é você ter toda essa rastreabilidade através da tecnologia, que vai auxiliar inclusive em manutenções futuras.
Claro, exatamente. E aí pensando no... Hoje já tem plataformas nesse sentido, mas você sabe exatamente o aço que está dentro daquela peça. Você tem rastreabilidade de projeto. você tem hoje alternativas de você chegar e deixar um QR Code em uma estrutura lá em algum determinado ponto discreto para o cara chegar e escanear o QR Code e você ampliar isso numa visão 3D para saber onde é que está passando as tubulações onde é que está passando os eletrodutos então eu vou fazer um furo num painel Quero saber se eu posso furar aqui. Eu quero fazer um furo no pilar. Quero saber se eu posso furar aqui, se eu não vou pegar uma tubulação. Você vê que tudo contribui.
É sensacional.
É muito legal.
E até aproveitar, como eu falei, do portal Hub Construção. Foi falado aqui agora da tecnologia Beam. Se você quer aprender um pouco mais, tem muitos conteúdos. sobre tecnologia BIM e, importante, esses conteúdos são assinados, o conteúdo é validado por engenheiros de software que trabalham no desenvolvimento dessas soluções, dessas tecnologias. Então, o conteúdo que está lá no portal Hub Construção vale a pena, é qualificado.
Eu digo, o BIM não é uma tendência, é uma necessidade.
É uma necessidade, é uma necessidade.
É como uma pré-fabricação.
Eu queria agora entender de você, quais são os desafios do mercado, Rodrigo, para essa parte de industrializar? Porque a gente fala muito, né? Fala tudo bem na prática, olhando assim.
Sim, sim.
Mas ultimamente eu participei de reuniões com o pessoal da Fundação Getúlio Vargas e o Brasil precisa acelerar o processo.
Precisa acelerar o processo. Como eu disse, olha o CVC vai pro... no continente europeu, a porcentual de prefabricação é infinitamente maior do que no Brasil. Primeira questão, eu acho, é a cultura, que a gente já está conseguindo quebrar um pouco esse paradigma cultural que, ah, eu sempre fiz assim, a metodologia que eu conheço é essa, vou fazer desse jeito que eu conheço. Os pré-fabricadores, eles têm essa incumbência de quebrar esse paradigma na mente do cliente. Eu acho que é uma função nossa, isso é uma lição de casa nossa. Então, por exemplo, se você tinha antigamente uma visão da pré-fabricação que era assim, vou fazer galpão industrial. Modulação de 10 por 10, tanto por tanto, um retângulo, um caixotão. E não é assim. E a gente tem que provar isso, não só com palavras, mas com obras. é que você tem uma arquitetura refinada, tem curva, tem quina, tem um apelo arquitetônico, tem uma varanda, tem uma sacada, vamos pré-fabricar, só que para isso a gente precisa ter uma engenharia boa, trabalhar em conjunto com os arquitetos e mostrar para o mercado que a pré-fabricação lá é versátil. Então, acho que o primeiro desafio da pré-fabricação é mostrar para o mercado essa versatilidade, mostrar para o mercado que a gente não está só voltado para o ramo industrial, que a gente está na área comercial, a gente pode entrar na área habitacional, que também eu acho que é uma necessidade gigantesca, porque vai caminhar para a falta de mão de obra, não vai ter como.
Não, na verdade já estamos vivendo isso.
Já estamos vivendo isso, né? Então, eu atribuiria a nossa maior dificuldade a essa questão cultural que eu acho que está na nossa mão mesmo quebrar esse paradigma, né? A gente mostrar dia a dia, tempo a tempo, com episódios como esse, com palestra, com obras executadas, com case, que a prefabricação está aí para poder atender o mercado.
É, e a gente só vai vencer esse déficit habitacional que o país vive se a gente, de fato, começar a mudar, mudar, ou seja, trabalhar na questão cultural, porque, inclusive, até na própria redução de impostos aí.
Também, também.
Porque a industrialização, nesse sentido, sofre.
Sim, exatamente, exatamente. E aí, se você tem uma... Obviamente que tudo produzido em larga escala fica mais barato. Então a gente vai fazer, a gente não atua no segmento habitacional ainda, mas já temos projetos para fazer torres e tal para a unidade habitacional. Já fizemos torres comerciais para escritório e tal. Mas você tem aí, vamos falar, eu vou fazer 300 casas iguais. É o mesmo projeto, vai só replicar. eu vou comprar, vou montar um kit de forma para poder fazer o pilar, as paredes, o telhado, a cobertura, se tiver, se for um sobrado, as lajes, e a gente replica tudo para 300 casas. O custo disso aí, diluído em 300 casas, como vai ser? Quanto tempo eu vou demorar para montar uma casa? Sei lá, uma semana, 15 dias? Em quanto tempo eu entrego esse empreendimento para o cliente final, para a população que precisa? Entendeu? Então, tudo isso aí é benefício, mas é algo que é bem mais amplo. tem um incentivo fiscal, tem que ter uma parceria do governo, pessoas que acreditem nesse tipo de situação.
Quando a gente começa a ampliar esse movimento, eu acredito que... Porque o que eu noto até agora é que tem muito segmento defendendo o seu.
Sim, sim. E não se unindo, né?
E não se unindo. Então, quando eu... Eu sempre falo que o ConstriQuest, ele nasce com o propósito de unir, de promover ideias e soluções. Quando a gente fala de industrialização, a gente fala de da melhor solução para cada obra. Então, não é em toda obra que você, pô, só aço, só aço. Não, calma, imagina, você precisa muitas vezes de uma estrutura rígida de concreto, muitas vezes um pilar central para você vir com complemento em metálica, enfim. Rodrigo, então cita dois cases para a gente de obras bem-sucedidas com construção em pré-fabricado e concreto.
Ah, bacana, bacana. Olha, a gente tem inúmeras aí que eu poderia citar, mas vamos pegar duas de segmentos opostos, né?
De preferência, se você tiver algum case, onde... Porque às vezes as pessoas pensam que a industrialização tem que ser quadrada, enfim... Sim, sim, legal.
Eu queria que você falasse de alguma.
Onde você trouxesse pelo menos um... Onde você tenha ali uma arquitetura ousada, vamos dizer assim.
Legal, show de bola. Em termos de arquitetura e de concepção de projetos, solução industrializada, eu acho que um case bem bacana que a gente poderia trazer é a construção do Shopping Tree My Place ali na Zona Norte, ele fica entre a Tucuruvi e a Cantareira. Foi um projeto bem bacana, a gente ganhou dois prêmios com esse projeto, um prêmio como obra do ano e um prêmio como obra mais votada. É um shopping que é um misto de solução industrializada de concreto com uma construção convencional, ou seja, ele tem uma torre comercial, que faz parte do empreendimento, e o shopping sai. Dessa torre sai o shopping, e é um shopping todo fora de padrão, com uma arquitetura bem moderna, uma arquitetura, inclusive, do Jaime Lago.
Eu ia perguntar quem é o arquiteto. Manda um abraço para o Jaime, que, inclusive, já esteve aqui.
Um abraço ao Jaime, um cara fantástico, a gente gosta muito dele. Já tivemos vários projetos juntos.
É o arquiteto que domina os shoppings no Brasil.
A gente tem todas, né? É bem bacana, mas é mérito, né?
É mérito.
É uma obra fantástica.
Já é sensacional. Tem projetos incríveis dele aqui.
Isso. E aí a gente pré-fabricou o shopping inteiro, inclusive com a construção de um heliponto no shopping também. É um shopping de oito pavimentos. E o grande desafio desse empreendimento foi fazer a estrutura pré-fabricada, casando com a estrutura convencional, que não era a gente que estava construindo, era uma construtora. Então foi bem bacana, uma arquitetura lindíssima, então esse como case da área comercial eu traria ao shopping, entre mais. E de uma área industrial, mas mais voltada para a indústria farmacêutica, que é um case bem bacana também, você vê, indústria farmacêutica, eu traria um prédio da Apsin, que a gente fez também recentemente.
Vocês fizeram um prédio da Apsin farmacêutica.
Fizemos, fizemos. Cara, foi um prédio magnífico, fluiu tudo bem.
Sabe o que me chama a atenção? Você está de azul.
É Apsin?
Eu quero mandar um abraço para o meu amigo Renato Spallici, é uma referência para mim. Eu acho que até para quem tem empresa... E que é um modelo de boa gestão, de boa liderança, ápice em farmacêutica. Eu falo assim ó, brilha o olho de falar.
Nossa, aí pra gente foi uma grande satisfação lá.
É uma empresa muito humana e, de verdade, o Renato Spallitti é um cara que, acho que, tem gente que marca. Sim, sim, com certeza. E o Renato me marca muito, mandar um abraço pro Renato e pra Renata Spallitti também. São duas pessoas que eu admiro. Demais. E como que foi? Me conta como que foi esse case lá.
Que bacana.
E se possível, eu vou pedir autorização pro Renato, pra gente fazer uma visita nessa obra.
Sim, agora já tá em operação, né?
Sim.
Acho bem bacana você conhecer o prédio. Ficou muito bonito.
Até uma curiosidade, eu acompanhei, eu acompanho a Absinthe no meu... Enfim, no meu dia-a-dia aí no audiovisual, desde 99, quando eles eram pequenininhos. Inclusive, aquele prédio pequeno, onde tudo começou, eles foram ampliando ali em Santo Amaro, para as ruas.
Exato. Foi comprando todos os quarteirões ali.
É, e aquele prédio que vocês construíram também, eu acompanhei. Inclusive, ali, se eu não me engano, era uma quadra.
Sim, eu acho que antes era uma quadra de esquina, né?
É, eu ia nos eventos lá, era bem legal, assim.
Ah, então. Lá foi assim, foi um prazer imenso fazer essa obra, né? Junto com... A gente tinha uma gerenciadora por trás, mas a contratação foi uma contratação bem próxima da ápice. A gente tinha muita interação com eles. O Sr. Renato é uma pessoa incrível. A Renata também.
A gente sentiu... Você conheceu o Renato?
Conheci ele no dia da inauguração, né? A gente sentiu que a empresa tem esse ar de humanidade, né? A gente sentiu que as pessoas lá dentro são pessoas muito comprometidas e a obra fluiu super bem. Uma obra com desafios de montagem particulares e peculiares que, assim, tinha tudo pra ser uma obra um pouco mais, assim, putz, enroscada e tal, mas não, cara, fluiu tão bem, tudo aconteceu tão natural que foi, cara, um case de sucesso. O prédio ficou muito bonito, né? É um prédio multi-pavimentos, um prédio vertical, que vale a pena visitar. E deixar aqui meu abraço para o Renato e para a Renata também, que são pessoas fantásticas.
Eu fico feliz, eu fico feliz assim de... Imagina, depois de tanto tempo, eu estar recebendo você aqui, que participou da construção, né? Que a gente fala que na Apsen nós temos as estrelas, né? Enfim, cada pessoa que entra é uma estrela, enfim, as pessoas vão... brilhando e é tão gratificante acompanhar o crescimento da.
Apsen porque, enfim... E eles valorizam muito isso, né?
É, eu me sinto parte da Apsen, me sinto parte desde o primeiro momento, desde a primeira... desde o primeiro vídeo que foi feito lá na época, primeira convenção da Apsen, o vídeo institucional.
Olha, estava lá.
Eu participei do que fiz, que tinha uma cena, né, de um... era um... o Temer era comandante, assim, tinha um avião, teve um produto que é o postec, nós fizemos um, um... viemos com a pomada, né, e faz um risco, vem no papel em branco, e aquele risco ele vai se transformando numa linha de aeroporto, e aí vem um point. E aí vai o Boeing, decolando. Essa imagem fica na minha cabeça até hoje. Não tem na internet. Eu posso pedir para o Renato.
É um vídeo de 99, meu amigo. É muito antigo.
Agora eu queria que você falasse, Rodrigo, como que você vê o futuro da construção civil no Brasil?
Futuro da construção civil. Eu acho que a gente tem muito a fazer no Brasil, muito, muito, muito. É um país que está em desenvolvimento, né? Então, você vai pra fora do país, você volta, vamos citar a Europa novamente, você não vai, você não foi pra Itália. Não tem mais onde construir lá, você vai reconstruir.
Reconstruir.
A não ser que derrubem alguma coisa que não vão deixar para reconstruir. E no Brasil não, você tem um espaço gigantesco, tem um déficit habitacional gigantesco. Então, é um mercado muito promissor. E você percebe que a construção civil, mesmo que a economia dê uma certa oscilada, ela meio que se mantém. Ela está estável, está increscente. Então, é um mercado muito promissor. Eu acho que a gente precisa reforçar essa questão da industrialização independente do sistema industrializado. Eu acho que a grande sacada é a gente se unir, como você disse, a gente tem um mix das soluções. Não é só concreto, não é só metálica, pode ser um mix dos dois. Pensar no melhor custo-benefício para o cliente. E na necessidade do cliente, sempre se posicionando na cadeira do cliente, a questão de você saber servir o foco do cliente. É como se você inverter esse papel. Eu sento aí e tento imaginar como você queria que eu fosse. Então entender a necessidade do cliente. Porque se você se apegar só na questão financeira do negócio, vou engordar meu contrato aqui, vou falar pro cara fazer uma cobertura assim e assim assado e não vou dar pra ele a melhor solução construtiva do ponto de vista custo-benefício.
E, inclusive, até eu queria trazer um alerta, aproveitar esse bate-papo aqui com você, porque eu vejo muita gente falando de industrialização agora. Eu falo com convicção. Tem muito aventureiro no mercado aproveitando a onda. Então, é importante vocês que vão construir, fazer qualquer tipo de construção, um sistema industrializado, é importante ver a reputação das empresas, ver o tempo de existência no mercado, porque não surge empresa do nada e assim, ah, vamos construir com esse sistema construtivo como donos do setor, porque assim, falo com propriedade. Nós temos aí muitos engenheiros bons, que eles não têm capacidade de se expor para o mercado para mostrar o que eles realmente sabem, e ao mesmo tempo vem muitos engenheiros aí que estão começando, se lançando, mas que têm uma capacidade de comunicação muito boa, mas tecnicamente. não.
Exatamente.
Trazer esse alerta aqui.
É aquilo que, aquele velho ditado, né? Tem muitas pessoas que, ao mesmo voo de galinha, né? Ela voa aqui e pousa ali, né? Você pode até ganhar dinheiro agora, mas depois, na frente, você vai ficar pra trás, você vai morrer. E quem é alisado nesse tipo de situação é o cliente. Então, eu acho muito pertinente essa sua observação, tá, Paulo? Eu acho que foi muito oportuna, de fato, com o boom, não vamos chamar de boom, mas assim, com essa revolução da construção civil, com essa entrada da industrialização no mercado, com mais aceitação, tem muita empresa nova surgindo, tem muita empresa boa, nova, Mas tem muita empresa também aventureira. E a pré-fabricação ela tem uma certa, não vou chamar de armadilha, mas o cliente tem que ficar muito atento no seguinte quesito. Você sempre coloca um dinheiro na frente. Porque eu tenho que fabricar suas peças.
Sim.
E pra mim fabricar suas peças tem que comprar o aço, tem que comprar a brita, tem que comprar o cimento. eu tenho que pagar a mão de obra. Então, normalmente, esse investimento inicial é alto. Se você não tem uma empresa ali cerçada, você fica vulnerável. Então, é importante conhecer a empresa, conhecer a história, quem está por trás, se tem uma engenharia empenhada, porque o sistema construtivo é muito bom. desde que seja bem feito, desde que seja bem dimensionado, né? Que aventureiro, como você disse, tem bastante, infelizmente.
É, porque quando você fala... Ah, tudo bem. Quando você fala de drywall, drywall é uma coisa, porque, assim, você tá fazendo fechamento. Agora, quando você vai pra um sistema estrutural, como o last frame, o aço, o próprio pré-fabricado, a gente tem que tomar um pouco de cuidado, porque... Tem.
Que tomar um pouco de cuidado, porque é estrutura do empreendimento, né? E se algo der errado ali, além de você gerar... Pode gerar um acidente gravíssimo durante a construção, ou pode gerar patologias que vão acompanhar essa estrutura pro resto da vida. Então, é muito bom, desde que seja bem feito.
Deixe que seja bem feito.
Como qualquer coisa, né?
Eu falo, se você quer industrializar, você vai evitar ter patologias, porque você traz muito mais qualidade, muito mais controle.
É isso que se espera, né?
É isso que se espera. Mas pra isso tem que se atentar qual a empresa que você tá contratando.
Isso é muito importante.
Agora, eu queria... A gente tem um quadro Convidado Convida. E você agora pode escolher um convidado pra trazer aqui. Imaginando que você quer ouvir uma pessoa e falar, pô, gostaria de ouvir essa pessoa, mas não tenho oportunidade. Aqui você tem.
Tem que ser da área da construção.
Civil, tem que E tem que estar ligado ao setor. Se não for, precisa ser de gestão, algo do tipo.
Tá, empreendedor... Pode ser.
Ser... Na verdade, essa pessoa tem que ser um agregador para o setor.
Agregador para o setor.
Por exemplo, tivemos um episódio muito bacana com a Paula, que ela falou sobre gestão.
Sim.
E assim, deu muita repercussão, porque ela trouxe umas reflexões sobre liderança que, cara, marcou demais.
Então, eu tenho visto, assim, profissionalmente falando, eu tenho inúmeras pessoas que eu gostaria de trazer, de convidar. Então, eu fico meio que na saia justa, entendeu? Por isso que eu te perguntei se pode...
É que você não quer trazer da construção? Eu sei que pra não... Opa, você não me indicou lá, porque... Meu amigo, aqui não existe ficar em cima do muro.
É, tem que ser... Tá certo. E tem que ser assim. Na vida tem que ser assim.
Na vida tem que ser assim.
Olha, eu... Uma pessoa que eu gosto muito e que tem uma sacada da questão de liderança, de empreendimento, de empreendedorismo, é o proprietário do Shopping Intrimais, o Sr. Amaury Gouveia. Ele é um cara fantástico pra se conversar, que vai agregar muito.
Agora eu te pergunto, você consegue trazer ele?
Eu acho que eu consigo trazer ele, eu consigo trazer. O Sr. Amaury tá feito o convite, pronto. Ele vem. Ele é um cara fantástico, né? Vem da rede de mercados, hipermercados. Primeiro com a Andorinhas, depois criou o Tremise Place. Fantástico. Conversava com ele.
Então ele conhece a rede Andorinhas ali.
Ele era proprietário.
Ah, eu conheço bem lá. Pode trazer, tá convidado.
Escolhi bem?
Escolheu, assim, mas muito bem. Tá convidado, inclusive ele pode falar da experiência dele na construção com pré-fabricado.
Sim.
E a gente tem até uma série aqui onde a gente faz esse bate-papo com o arquiteto, com o investidor, falando da experiência, como nasce a concepção de um projeto. Quando ele tem a ideia desse projeto, ele vai... Putz, vai ser um episódio do game? Tem, vai ser sensacional.
Vai ser muito bom.
E se possível, nossa, seria muito bacana trazer um arquiteto junto. De repente, um arquiteto parceiro dele que já construiu com ele.
É, o que fez essa obra foi o Jaime Nagman.
Ah, foi o Jaime?
Foi o Jaime, mas o Jaime já veio, a gente pode pensar...
Imagina, não, eu trago o Jaime junto.
Então vai ser fantástico.
Eu trago o Jaime junto. Jaime, você está convidado. É. pra vir fazer esse bate-papo junto conosco, imagina.
Vai ficar chique.
Olha que legal, como nasceu a ideia desse projeto, como que ele chegou no Jaime, e aí como que foi as conversas até chegar na solução construtiva.
Sim.
Porque, imagina, esse bate-papo já... Gold.
Gold.
Agora, tem alguma coisa que eu deixei de perguntar que você gostaria de reforçar aqui durante o nosso bate-papo?
Cara, o bate-papo foi tão fluente, tão natural, eu acho que assim, E pra mim, a gente conseguiu costurar por todas as interfaces de forma resumida. Obviamente que o assunto tem muita coisa pra se explorar, mas você é fantástico, você vai conduzindo e vai deixando a gente à vontade, vai contribuindo. Então, acho que a gente falou sobre tudo. Eu pergunto pra você, se você quer que eu fale de mais alguma coisa, se você sentiu falta de alguma coisa.
Na verdade, eu falo, quando o convidado tem essa capacidade de falar e tem a capacidade, sobretudo, de prender, a nossa audiência, você já tá convidado pra fazer outros episódios aqui com a gente.
Que honra! Que honra, muito obrigado.
Nós estamos aí num processo de mudança, de estúdio, onde teremos outros formatos de bate-papo e eu penso que são pessoas como você que a gente tem que trazer mais e mais e mais e mais, eu não vejo problema nenhum Repetir convidado, inclusive, o próprio Marcelo Barbosa também, que é um grande amigo aí, que tem uma experiência gigante com construção de centros, grandes centros industriais, aeroportos. Ele já veio pra falar da construção de aeroportos, centros industriais, galpões industriais. E já veio duas vezes aqui. O Zanettini vai vir de novo.
Na verdade é tipo de casa, né?
É tudo de casa, então...
Passando, eu vou entrar ali, tomar um café com o Paulo e vamos gravar. Que legal.
Rodrigo, eu queria que você desse, então, suas considerações finais aí.
Olha, eu primeiro, de novo, agradecer pelo convite, pela oportunidade, né? É sempre bom estar falando do segmento, estar divulgando um pouco mais o setor. Eu acredito que essas oportunidades... A gente sempre fala de coisas que, para mim, é o meu cotidiano, mas para as pessoas pode ser algo, uma informação muito valiosa, pode ser uma informação disruptiva, inclusive, para alguém que, de repente, está assistindo e está com dúvida em fazer uma solução pré-fabricada, uma mista, uma construção convencional, ajuda. Ajuda para as pessoas que estão começando um segmento.
O próprio estudante.
O próprio estudante. Então, esse tipo de evento é muito bom por todos os aspectos e eu fico muito honrado em poder contribuir. Agradeço e me coloco à disposição sempre que você quiser, vai ser um prazer estar aqui com você. Parece que eu te conheço há muito tempo já.
Que bateu. Coincidência.
E assim, o que eu diria para o pessoal, procurem soluções industrializadas, independente se vai ser de concreto, se vai ser metálica, se vai ser mista. Eu acho que o mercado precisa disso, a gente precisa pensar no bem do planeta, na sustentabilidade e a construção industrializada vem para somar nesse sentido.
E agora, olha, já que ele falou que me conhece há tanto tempo, eu vou lançar um desafio aqui. Eu recebo muitas mensagens de pessoas que querem visitar obras comigo, porque a gente tem a série por dentro da obra, né? Eu visito obra, falo com os engenheiros ali, pisando no barro. Agora, você que quer, que gostaria de visitar uma fábrica de pré-fabricado em concreto, coloca nos comentários também. Se não for de helicóptero, se ele não pagar um helicóptero pra gente ir lá de helicóptero, a gente vai de carro e eu vou com você.
Então, independente se seja de helicóptero ou de carro, as portas vão estar abertas pra quem quiser. Com você, então, mais ainda. A gente costuma receber muito pessoal de faculdade, pós-graduação, na área de concreto. Caramba, uma experiência incrível pra quem tá começando na área. Então, fica à vontade. Externo convite, né? Veja quem quiser ir, quando quiser ir, a gente ajeita isso daí, vai ser um prazer receber vocês.
Vai ser muito legal, porque eu conheço o processo de pré-fabricação e é muito bacana. Você vê como começa desde o processo ali de corte, dobra, doença, matéria-prima, como as coisas vão acontecendo.
Até a peça acabada lá.
É, enchimento das formas, a parte de prova, né? Sempre que você faz uma concretagem, você tira uma prova pra você ter uma rastreabilidade ali do concreto.
É isso.
É sensacional.
Você já manejou tudo já, cara?
Não, conheço um pouquinho aí de...
É isso aí.
Gente, então, reforçando o nosso compromisso, você que quer participar da série do quadro Voando Alto com Constricast, faça um resumo mais caprichado. Lembrando, é você que tem que fazer esse resumo. Eu vou saber se foi você mesmo que fez. Coloque aqui nos comentários e pode ter certeza que eu vou fazer esse voo alto junto contigo.
Isso aí.
Então é isso, gente. Um abraço e até o nosso próximo encontro, quem sabe voando alto com o Constricast. Rodrigo, obrigado, cara. Sensacional.
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