Construção, Estrutura Metálica | José Trida e José Orlando Trida Jr | Construecast

José Trida and José Orlando Trida Jr from Triarco discuss how metal structures are changing construction in Brazil. The family company has spent 39 years perfecting factory-made building components, which cut waste and speed up projects. They point to real examples like the Osasco boardwalk and Jardim Silveira sports complex, but say Brazilian builders still resist the shift from traditional methods.
Questions this video answers
39 anos (rumo aos 40).
Cerca de 10–12 mil m² (agência em Salvador, ~2010).
Cerca de 80 concessionárias (novas e reformas).
1.280 toneladas; tempo de execução: 4 meses.
Comprimento 500 m; largura 8 m; altura 8 m; fluxo citado: 180.000 pessoas por dia.
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Está no ar mais um episódio do Constricast e hoje vamos falar sobre um tema muito importante que é industrialização da construção e para falar sobre o assunto eu recebo duas pessoas que entendem muito de aço e vocês vão entender nesse episódio a importância desse sistema construtivo na industrialização da construção. Para falar sobre o assunto eu falo com Trida e Trida Júnior. Sejam bem-vindos ao nosso podcast.
Obrigado.
Obrigado.
E para iniciar nosso bate-papo, eu queria que você falasse um pouquinho, Trida, o que faz um fabricante de estrutura metálica?
Primeiramente, olá a todo mundo. O fabricante de estrutura metálica tem que entrar na obra a partir da concepção do projeto. Ele é quem tem as facilidades e sabe das dificuldades de um projeto de estrutura metálica e da preciosidade que tem. Temos que ter precisões de medidas, de locações. que é mais afinado do que a construção civil convencional. Então eu acho que o fabricante de estrutura metálica tem que entrar desde a concepção do projeto. Existem muitos projetistas voltados à estrutura metálica. eles têm que ser consultados, que vão do começo ao fim dessa elaboração desse projeto, onde a gente transforma a arquitetura na estrutura da obra. Desde a concepção desse projeto, a locação das bases, as resistências, os vãos, E tudo que tem que ser utilizado para chegar a esse resultado tem que passar pelo arquiteto, pelo projetista, pelo calculista, pelo executor e todo mundo trabalhando junto para que seja um resultado completo, suprindo tanto a parte estrutural quanto arquitetônica. E é onde passa-se o aço bruto para o aço acabado.
Entendi. Então, você que está ouvindo e você que está assistindo, para que vocês entendam o nível do nosso bate-papo de hoje, eu queria iniciar também falando um pouco da Triarco. Quanto tempo tem de mercado e como começou a empresa? Qual era o propósito inicial da empresa?
Bom, a Triarco hoje tem 39 anos, partindo para os 40. Como é uma empresa familiar, Ela começou, como todas as empresas de pequeno porte, com poucos funcionários. Ela começou com uma exigência, um apelo, porque nós tínhamos uma construtora, uma empresa de construção civil, mas a gente atuava muito no mercado naquela época, 40 anos atrás, no mercado de fábricas industriais, onde solicitava muito a estrutura metálica. E, diante desse apelo, a gente resolveu fundar a Triarco, onde vinha suprir uma parte importante das nossas obras, que era a estrutura metálica, conjugada, na época, com a construção civil. E daí surgiu a Triarco, com poucos funcionários, apenas para as nossas obras. E como vimos que o mercado comportava a nossa empresa, ela foi se expandindo normalmente, crescendo degrauzinho a degrauzinho. E hoje estamos em uma sede bem apropriada, com tecnologia bem desenvolvida, para atender o mercado brasileiro, principalmente.
Muito interessante, Trida. Que história bonita, e agora está sendo uma transição momento de transição, né? Você passando aí o bastão para o Tridas Júnior, enfim. Para iniciar nosso bate-papo, eu queria falar um pouquinho sobre... Primeiro sobre o case das concessionárias da Hyundai, como que foi esse processo da primeira loja, né? Até, enfim, até as obras de concessionárias que vocês estão entregando hoje e o que evoluiu, né? Tanto na questão de indústria até o momento.
Bom, eu poderia dar realmente esse exemplo, que eu acho que é um exemplo bastante marcante, que, vamos dizer assim, no ano, acredito eu que foi 2010, nós ganhamos da Hyundai-Caoa uma obra em estrutura metálica para fazer uma agência gigante, por volta de 12 mil metros quadrados, 10, 12 mil metros quadrados, em Salvador. Na mesma época, foi dada uma obra por uma empresa que nem sei o nome, para fazer em concreto, protendido. em estrutura de concreto convencional. Resumo da ópera. Enquanto essa obra de concreto que foi concebida lá em Porto Alegre e a nossa em Salvador, enquanto essas duas obras estavam caminhando, houve uma defasagem de têmpores que nós fizemos cinco obras em estrutura metálica enquanto essa obra ainda estava caminhando. Então, por uma questão, vamos dizer assim, de retorno econômico, não havia dúvida nenhuma que a estrutura metálica vinha dando uma facilidade maior para o investidor. Uma das exigências do Dr. Carlos Alberto é sempre que fizéssemos o stand de venda primeiro. Então, vamos fazer o stand de venda. Quantos meses você precisa? Eu preciso fazer em dois meses. Tá bom, vamos fazer o stand de venda em dois meses. E fazíamos o stand de venda em dois meses. Sem dúvida nenhuma, Quase todas as obras que isso aconteceu. Elas foram pagas nesses dois meses, ou melhor, em dois ou três meses, com esse estéreo de venda funcionando.
Porque você conseguiu antecipar, você já consegue...
Antecipava a receita, então a obra praticamente se pagava. E assim foram vários exemplos de outros empreendimentos também.
Trida, e quais são, por exemplo, são as vantagens da construção? Nesse caso que você citou agora, você falou de um exemplo de obra que estava andando junto, mas inclusive também é uma obra com sistema industrializado. Então, isso mostra, na verdade, como o sistema construtivo industrializado e metálica é muito mais ágil que qualquer outro, acho que não se compara. E quais são outras vantagens que você destacaria, Trida?
A indústria da metálica faz todo o processo de manufatura dentro da fábrica, então ali você trabalha com equipamentos de alta tecnologia, cortes precisos e acabamentos precisos, com jateamento, pintura, então essa peça vai milimétrica para a obra. E todo material que entra na obra é empregado na obra. Na obra você não tem desperdício de nada. Então, diferente da construção convencional, você não sai com nenhuma caçamba da obra. Todo material que você entrou na obra vai ser empregado na obra. E por acaso alguma rebarba, algum corte, algum pedaço de material que não dê para ser reutilizado na fábrica, com os cortes de chapas, sempre tem alguma perda, essa perda volta para reciclagem. Então é desperdício zero de material. E na obra você também não gera entulho, não gera também desperdício nem retrabalho.
E quantas obras de concessionárias foram entregues desde essa primeira que vocês tiveram esse exemplo? Acho que facilitou inclusive a tomada de decisão do investidor para optar pelo sistema construtivo e metálico. Quantas obras vocês entregaram desde aquela época até agora?
Até hoje devem ter havido, entre as obras novas e reformas, em torno de 80 concessionárias, dentre outros ramos de atividade.
E qual que é o tempo aproximado? Eu resolvo, vou construir uma loja dessa. Qual que é o tempo aproximado considerando a parte de metálica e a parte de civil? Porque você tem todo um planejamento antes, é importante citar, porque não é só o tempo ali de obra, de canteiro, enfim. Aproximadamente, eu preciso de quanto tempo?
Então, quando você estiver com todos os projetos prontos, assim que inicia-se a obra com a terraplanagem e preparação do terreno para a fundação e começa-se a fundação, já é liberado os projetos de metálica, a compra de material e a industrialização. Quando está terminando a parte da fundação, a gente já está levando os inserts metálicos, os chumbadores, tudo na obra, já aloca com topógrafo, usando as linhas de de base e os níveis da obra coloca tudo milimetricamente com topógrafo e assim que libera e concreta essa fundação assim que tiver concretado e curada a base a gente já consegue tá entrando na obra pra começar a montagem né a montagem dos pilares montagem das vigas e assim por diante você tem uma sequência de montagem, você junto com o construtor você define qual eixo que vai começar essa obra e você começa trazendo toda a obra pronta, pilares, vigas e em alguns casos a gente já veio colocando as lajes de steel deck e o cliente já vinha concretando atrás. A partir do momento que ele já está concretando essa laje, a parte de baixo já se torna apta a entrar as outras fases da construção, como fechamento de alvenaria, tubulação e acabamento. Isso aconteceu em diversas obras que a gente fez. E tudo isso é muito bem planejado para que ocorra tudo dentro dos prazos. E aí toda obra ganha um tempo muito grande Tanto na parte de execução, quanto na antecipação da sua utilização.
Fazendo um comparativo com o sistema tradicional, por exemplo, quantos meses eu ganho de antecipação de obra? Entrego a obra com quanto tempo de antecipação?
Isso depende muito do tamanho da obra que você está fazendo. Por exemplo, uma residência de médio porte, entre 500 e 1.000 metros quadrados. Uma residência dessa, você vai ter a parte de projeto, aí a compra de material dessa residência vai ser de 5 a 15 dias. A fabricação de uma residência dessa, aproximadamente 15 dias, com mais uns 3, 4 dias de jateamento e pintura, e o envio pra obra. E uma montagem de uma casa dessa, quando você tá com o canteiro da obra liberado, a gente geralmente pede pra já deixar tudo liberado, a infra. que vai subterrânea já pronta, um contrapiso já nivelado, já lançado o contrapiso. Aí você consegue entrar com equipamentos. Você tá com uma obra limpa, você entra com plataformas elevatórias e com tudo mecanizado e automatizado. Você entra com guindaste, aí você já tem todo o cronograma de entrega de material, então você é quase just in time. O material chega na obra, você já começa a colocar os pilares de pé, já põe as vigas, já começa a colocar as lajes. E depois, assim que você sai, entra a concretagem. Uma casa dessa, se tiver tudo limpo e desimpedido, você vai montar ela de 15 a 30 dias. Então você ganha um tempo muito grande de obra. Depois, a parte civil é o que? É fechar as paredes externas, internas e acabamento, entendeu?
Que inclusive pode ser feito ali simultaneamente, né?
É, a parte que estiver em segurança, né? Depende das casas que são muito grandes, isso consegue fazer facilmente, entendeu? Mas sempre a gente, aonde a gente está trabalhando, fica a área isolada, não tem a interferência de terceiros, né? A nossa equipe é treinada, o pessoal da Metallica é um pessoal treinado a trabalhar em altura, a trabalhar com movimentação de carga. Então tem todo um cuidado a mais do que uma obra convencional.
E nesse sentido, quando você está fazendo uma obra, por exemplo, uma casa de médio, alto padrão, imagina que você tem uma solução construtiva ali um pouco diferenciada, algo inédito no mercado. Vocês têm ajuda da indústria para desenvolver essa solução ou geralmente é vocês mesmo como fabricantes de estrutura que acabam desenvolvendo isso?
Veja bem. Nós temos a nossa equipe técnica que, por enquanto, tem desenvolvido todos os projetos que têm aparecido para a gente, entendeu? Ou com maiores vãos, ou balanços e tal, por enquanto não está tendo problema. Então, eu acho que não precisamos... Algumas vezes nós levamos algumas, vamos dizer, eventualidade para a Gerdau, vamos dizer assim, que é a nossa parceira, ou CSN, para desenvolver algum produto, vamos dizer, que desse mais condição do mercado absorver. Mas em questão de casa, essas coisas, em obras normais, todas elas são resolvidas pelos nossos técnicos mesmo.
Mas isso é só um adendo. Vocês trabalham, mas vocês trabalham muito em junto com o instrutor de arquitetura. Por exemplo, quando ele desenvolve um projeto, imagina que é o caso do Italy, por exemplo, que vocês tiveram, que é um projeto da Jovita. Vocês trabalham ali em conjunto, por exemplo, imagina que ela desenvolveu algum tipo de vão específico ou um tipo de solução aparente, vocês trabalham muito em conjunto para viabilizar aquela solução ou não? Como que funciona?
Olha, normalmente tudo que é solicitado da arquitetura a gente resolve. Quando vai encarecer muito a obra, a gente chama a atenção do arquiteto para que ele dê uma solução, e a gente pode ajudar nessa solução, uma solução mais econômica, mais ágil, etc. Agora, como nós estávamos falando de casa, me ocorreu um exemplo que a gente tem ele em time-lapse, uma casa de 500 metros, Toda planejada, como o Júnior falou aqui, com todos os cuidados, etc, etc, e tal. Nós temos o timelapse, que é uma casa de 500 metros. Nós fizemos o primeiro piso, o segundo piso e a caixa de elevador. Quer dizer, apenas para depois revestir essa casa, fazer os fechamentos. Em nove dias úteis. Isso adianta sobremaneira. É uma equalização quase que perfeita em economia. Se o cidadão que vai morar naquela casa, ele está morando de aluguel, não tenha dúvida que ele vai deixar de pagar aluguel muitos meses. Ou se ele está morando em outra casa e vai morar nessa, ele vai pôr à venda a casa dele. Então o retorno é uma série de contas que as pessoas têm que fazer e não fazem.
E é importante, quem tá acompanhando a gente pelo YouTube, tá acompanhando o timelapse dessa casa. Então isso é importante, você que tá ouvindo, que tá pelas plataformas de áudio, pode acessar o episódio pelo YouTube que você consegue acompanhar, enfim, entender a rapidez, a agilidade dessa residência que o Tridas tá citando aqui.
E a parte boa dessa interação é que tanto os arquitetos quanto os engenheiros calculistas e a Triarco, a gente sempre consegue ter um acesso fácil com os três e desenvolver sempre o melhor produto para oferecer para o cliente, entendeu? É muito bacana quando os arquitetos procuram a gente, pedem soluções, a gente também tem os parceiros calculistas que estão sempre à disposição. E isso acho que, na parte da construção civil, é quase que uma família, entendeu? O pessoal se ajuda bastante, acha uma solução para o outro, mesmo se não for o seu projeto, e acaba trabalhando todo mundo junto. Eu acho isso muito bacana na parte da metálica.
E nessa parte de interação entre as empresas envolvidas naquele projeto, É, como que vocês utilizam a tecnologia, né, pra garantir assertividade nessa interação? Pra não ficar a informação cruzada, enfim...
Na verdade tem o BIM, tem os programas para CNC, para máquina de corte e tudo. É tudo checado e quando a gente joga para os nossos equipamentos para fazer o corte das vigas, das chapas, tudo é reconferido no local. A gente ajusta os parâmetros das máquinas, faz o corte das peças, confere as peças, confere o projeto e quando chega na obra não tem distorção nenhuma. E também a gente confere alinhamento, a planicidade das vigas, porque muitas vezes as vigas grandes e pesadas vem da laminação, ela vem com uma certa tensão. Então a gente tem que tirar essa tensão e alinhar essa viga na fábrica.
Agora, Trida, quando vocês começaram lá atrás, como que era essa questão de tecnologia? Porque você não tinha tanto, né? Então, por isso que acho que você deve ter algum exemplo de como que era antes, só para a nossa audiência entender que a gente tem muito engenheiro, arquitetos e profissionais de obras, enfim, acho que eles têm curiosidade, assim como eu, para entender como era antes.
Assim, como todo começo, principalmente com recursos escassos, vamos dizer assim, é fácil hoje você começar com dinheiro, mas começar a ser dinheiro é difícil. Então nós começamos como uma pequena empresa mesmo, num galpãozinho lá de 15 por 40, com um escritorinho pequeno, umas duas ou três máquinas de soda, Enfim, com ferramenta quase nenhuma, nem sequer usava naquele tempo guindaste, monke, era tudo um pau de força, com ferramentas bem rústicas. Era uma coisa bem primária mesmo pra se comparar com hoje.
E a partir de que momento começou a melhorar a questão de tecnologia na sua empresa? Isso eu falo pela dificuldade da época. Tô falando aí de... Quantos anos atrás?
Quase 40 anos atrás.
Assim, a partir do momento que... O Brasil também foi se modernizando e a gente foi tendo condição de suprir as nossas necessidades. Naquela época, estrutura metálica não se usava quase, guindasse e tal. Era coisa bem rudimentar. Então, a partir que o consumidor também teve condição de pagar melhores produtos, a gente foi evoluindo junto, apresentando melhores soluções, recebendo por essas soluções. Então, a gente foi se organizando e foi se modernizando. Então foi um produto assim, vamos dizer, toma lá, dá cá, toma lá, dá cá, crescendo devagar conforme as necessidades. A gente sempre, como todas as empresas, teve dificuldades, sempre com dificuldades de, vamos dizer, de manter o seu quadro, de crescer e tal, mas fomos crescendo sempre. Hoje acredito eu que estamos bem instalados com as tecnologias que existem aqui no mercado. E isso foi acontecendo, eu diria pra você, nos anos 90 pra cá.
E nesse processo todo, o Triga Júnior já estava ali na fábrica acompanhando?
Eu vou te dizer alguma coisa, até uma historinha interessante.
Porque não tinha exploração infantil aí.
Mas vamos deixar, vamos esquecer isso, porque aquela época não tinha. Era o 31 de dezembro e a gente tinha que entregar uma obra que era um circo itinerante, como toda edição itinerante. Mas ele tinha várias plataformas, uma pista dançante enorme e outras plataformas onde tinha diversos tipos de cliente. vai tomar uma cerveja, outro vai beber um uísque, outro quer um... Enfim, eram praticáveis de diversas alturas. Nós estávamos com um pessoal meio, sabe... com ideias bem avançadas. E naquela época nem sequer fazia projeto com computador, era na mão mesmo. Então eu tinha um polonês que projetava para a gente, engenheiro Seslau. E ele fazia tudo a lápis. Lá no nosso escritório e tal. E ele fazendo os cálculos, os desenhos e tal. E uma certa noite fomos nos reunir lá no nosso escritório com os clientes. Não, não, não, não, não. Muda toda essa altura desses praticáveis e tal. Não quero mais com metro e meio, quero com metro e não sei o quê e tal. teria que mudar todos os projetos. Hoje não é apenas deletar. O cara tinha que mudar um monte de planta e ele estava sozinho. Ele mais um ajudante lá. Ele simplesmente embrulhou todos os desenhos, foi embora e eu fiquei uns quatro meses sem vê-lo. Aí o que acontece? Eu tinha que inaugurar isso daí. Eu tinha algumas plantas lá, algumas heliográficas, e o resto tinha que estar na cabeça. E tinha que inaugurar dia X, porque já estava marcado televisão, esse tipo de coisa e tal. Como era fim de ano... A coisa complicou um pouco mais, porque um vai pra Bahia e outro vai não sei o que.
Todo mundo quer férias.
Aí eu convoquei o Júnior e o Marcelo pra me ajudar a marcar todas as colunas pra poder montar.
Com quantos anos eles tinham na época?
O Júnior devia ter uns 13. Os 12, 13 anos. Aí chegamos dia 31, na comemoração lá na casa do meu sogro, tudo pintado, tinta amarela e tal, que ficava até 10 horas da noite resolvendo o problema. Mas inauguraram.
Bacana, então você já começou cedo, né, Trida?
É verdade.
Essa é uma história.
E eu queria agora falar um pouquinho de outras soluções construtivas em aço, além de casas e lojas de carros ou qualquer outro tipo de loja. Eu queria falar um pouquinho de prédio, tendo em vista que vocês têm também experiência nesse meio. Como que é o processo de construção de um prédio? Porque é raro você ver prédios em metálicas, exceto quando você vai para a região de Volta Redonda, Belo Horizonte, você vê também algumas coisas. E também para vocês, vocês acham que esse sistema construtivo pode pegar no Brasil nos próximos anos? Como vocês enxergam esse mercado? Queria que vocês também trouxessem alguns cases de prédios que vocês fizeram.
Na verdade isso é o futuro. Nos Estados Unidos já é muito utilizado isso. Em Dubai eles conseguiram aquela proeza de construir Dubai em tempo recorde usando estrutura metálica. Lá não se usava muito concreto. Tudo em metálica, já vem tudo pronto, vem dos outros países e lá simplesmente eles executam a montagem. Se fosse no método convencional, eles ainda não estavam nem na metade dos prédios que eles têm lá hoje.
E você já construiu quantos prédios em metálicas?
A gente já construiu em torno de oito, nove prédios. Alguns inteiros metálicos e alguns mistos. A metálica junto com o concreto.
Trida, e agora o pessoal deve estar confuso aqui porque eu falo Trida, eu vou chamar de Trida Júnior, tá? Quando eu falo Trida é o pai. Agora Trida, quais são, por exemplo, imaginar que eu tenho um prédio ali de.
Sei lá.
30 metros de altura, que é o que aquela região me permite. Se eu for construir em um sistema tradicional, em concreto, eu tenho uma determinada espessura de viga. Se eu for para um sistema metálico, eu tenho uma viga mais esbelta, por exemplo, eu ganho eu consigo ganhar algum andar a mais, o que eu ganho, por exemplo, se eu optar por um sistema construtivo e metálico? E, além disso, quais outras vantagens?
Olha, sua pergunta é bem pertinente, porque nós temos alguns casos que vem endossar, ou melhor, vem esclarecer sua pergunta. Quando já tem o grade estabelecido pelos órgãos públicos de X metro de altura, no teu caso é 30 metros de altura. Pelo fato da alma da viga, ou seja, a largura da viga ser menor, você ganha mais altura. Então vamos dizer, se uma viga de concreto tem 80 ou 1 metro, a viga de aço vai ter metade. Então, tendo metade multiplicada, vamos dizer, por 15 andares, ou seja, meio metro multiplicado por 15 andares, você vai ter 7 metros e meio de vantagem. É isso? Acho que a conta é mais ou menos essa.
Mais ou menos essa.
Então, você pode aumentar o número de andares. Você precisa de, vamos dizer, ao invés de você fazer 8 andares, você vai fazer 10. Então, nesse caso, o sistema estrutural de viga metálica vem a se pagar, porque o empreendedor está ganhando dois andares, ou um andar com a solução metálica. que é, principalmente para grandes VONs, ela é muito utilizada e tem muito benefício, o custo-benefício é muito bacana, entendeu?
Porque tem essa questão, inclusive, dos VONs também, que é um ponto importante da leveza.
Inclui se contar também, vamos dizer assim, os revestimentos, vidro externo, fachada, prumadas de elétrica, enfim, de todos os outros condutores, os revestimentos e tal. Então, a economia sempre é 40 centímetros, que é metade da viga de concreto, vezes o tanto de andar que você tem.
Trida, e você tem algum caso de algum prédio que vocês fizeram e aconteceu, sei lá, ganharam um pavimento a mais ou dois pavimentos? Enfim, onde ele fica?
Nós temos em Alphaville dois prédios que eles ganharam um pavimento a mais.
Era 35 metros de altura lá, né?
É, no caso era 35 metros de altura, né? Então eles iam fazer, se não me engano, oito andares e fizeram nove.
Só pela escolha do sistema construtivo?
Escolha do sistema construtivo, porque o sistema, na realidade, o aço, né? Ele saiu de graça pro empreendedor, entendeu? com o andar a mais que ele ganhou.
E de onde vem essa sacada? De repente, esse prédio já foi concebido em metálica ou aconteceu alguma coisa? Se você utilizar esse sistema construtivo, você vai ganhar um andar a mais. Imagina eu como investidor, vou sorrir?
Na verdade, esse prédio, o cliente contratou a gente para fazer o... o prédio fechado, ele já tinha uma concepção de arquitetura com um pré-projeto de estrutura convencional. A gente modificou, ele deixou isso a nosso cargo, a gente modificou a concepção estrutural e a gente falou pra ele que nesse mesmo padrão que ele queria, com o mesmo tamanho de prédio tudo, estava cabendo um andar a mais. Foi até interessante, porque falaram, então você errou o pé direito, Teve até uma discussão dessa, mas não. Estavam lá todos os pés direitos, do tamanho certinho de arquitetura, de forro a forro. Contudo, a gente incluiu um andar e chegou no grade do prédio, entendeu?
E vocês acham que essa parte de construção metálica Trazendo para prédios residenciais, vocês acham que pode funcionar bem aqui no Brasil? Eu visitei um em Volta Redonda que achei bem interessante, repito, pela questão de agilidade construtiva. Eu achei muito bacana porque aquela pessoa que estava financiando aquele apartamento, ele parou de pagar aluguel muito mais rápido e já foi morar no apartamento dele. Só que aqui em São Paulo, São poucos assim.
É, eu acho que o apartamento residencial, por ser bem subdividido em quartos com bastante... muita parede dentro, banheiros e tudo mais e ser vários módulos se você fizer com uma alvenaria estrutural ele acaba saindo mais economicamente viável do que em estrutura metálica ou estrutura metálica se você tivesse as lajes vazias jogando por um prédio comercial onde você quer amplitude você não quer pilares no meio, não quer nada, aí se torna viável a estrutura metálica. E eu acho que alguma coisa, comparando nesse sentido, você consegue optar por uma outra opção, entendeu?
Então, e aí eu vou trazer uma provocação, né? Porque, quando a gente fala, o que é econômico? O que é ser econômico? Porque quando eu antecipo a minha... imagina, eu estou antecipando um sonho, que em tese, se eu vou para uma construção tradicional, vai demorar ali dois anos, dezoito meses, Aí eu antecipo, sei lá, por quase, sei lá, 40% esse tempo. Quanto vale um sonho, por exemplo?
Na verdade, eu acho que o sonho do empreendedor, do edifício comercial, eu acho que é impagável. Essa antecipação é muito viável. Agora, quando você vai pra moradia, que você tem um financiamento, que tem parte que é paga pelo mutuário, tem parte que é paga pelo banco, se você trazer isso mais pra perto, se você diminuir esse tempo, o tempo luta contra o empreendimento, porque você vai ter que que desembolsar muito mais dinheiro antes para depois entrar no financiamento bancário. Então, por isso que não fecha muito a conta.
Entendi. Então, pode se tornar inviável justamente porque.
Você... Por causa do tempo.
Entendi.
O tempo é amigo... em certas ocasiões, que é onde você vai gerar uma receita com isso, e ele não é tão amigo quando você tem que desembolsar para conseguir morar dentro.
Entendi, porque daí você já vai para uma questão de aquela pessoa que está adquirindo aquele apartamento, será que ele tem esse capital para desembolsar esse valor imediato?
A conta não fecha por causa disso. 99% dos casos é por causa disso. Você não pode antecipar o lançamento. Por questão de vendas e por questão do pagamento próprio para depois entrar no financiamento bancário.
E o que vocês enxergam nessa parte de construção industrializada? O que vocês têm de ideia que pode melhorar o sistema construtivo atual do Brasil?
Na verdade, a primeira coisa para melhorar o sistema construtivo do Brasil é embutir na cabeça do brasileiro os benefícios que isso traz. Na verdade, tem um pré-conceito de que obra de estrutura metálica é mais cara, é mais difícil, não sei o quê, mas por quê? Por causa do conceito que vem sendo implantado de geração em geração da parte que você precisa do pedreiro para fazer uma caixaria, armar uma ferragem, concretar, mas não existe mais essa mão de obra também. tudo tem que vir para a parte modular, para a parte já industrializada daqui a pouco está muito caro e difícil você ter um pedreiro bom, um encanador bom, qualquer funcionário, qualquer prestador de serviço está cada dia mais difícil, tanto de lançamento que está tendo, tanto de empreendimentos e a mão de obra cada vez mais escassa, isso você consegue ver em qualquer lugar. Então você industrializando isso e colocando uma linha de produção, você consegue um ganho muito maior, uma qualidade melhor, um acabamento padrão e entrega o que o cliente está querendo em menos tempo, só precisa que isso saia do tabu que existe na construção, entendeu?
E aí eu trago... Acho que vocês dois são bem importantes, porque eu estou falando aí de duas gerações diferentes, um pai passando o bastão para o filho, enfim, você Trida já viveu muita coisa aí no setor da construção, e agora Trida Júnior também está vivendo, enfim, os dois juntos vivendo a experiência vivida no passado e o hoje. Como que eu traria uma mudança de cultura para essa geração? Na sua cabeça, por exemplo.
Eu acho que o principal é a informação. Eu acho que o trabalho que você tem feito de divulgar os métodos construtivos, como faz, como você procura onde você encontra, como desenvolver isso. Eu acho que isso é o principal, o trabalho junto aos arquitetos. Os arquitetos estão querendo colocar mais estrutura metálica, mais... tecnologia nas obras o preço da tecnologia está ficando mais viável porque o preço do artesão está ficando mais caro então o conceito básico está vindo dos projetos de arquitetura os arquitetos já sentiram isso eles já estão correndo na frente estão desenvolvendo produtos muito mais bonitos mais elegantes e com uma arquitetura fantástica Muitas das vezes isso usa estrutura metálica porque tem grandes balanços, acabamentos de formas infinitas, entendeu? Então, eles já estão embutindo na cabeça dos clientes e do público o que é um padrão de beleza, o que é uma inovação e o que é um conceito de construção rápida e moderna. E eu acho que esse é o principal ponto de partida. E os canais de comunicação, a informação para o pessoal. Ver um fornecedor, ver um case, ver uma obra concluída, como fica o resultado final. Eu acho que isso é fundamental.
Essa questão de cultura que a gente fala é um ponto muito importante, porque eu estava falando com o Justus, o Roberto Justus, no evento, no Enix 2023, e uma coisa que me chamou muito a atenção é, às vezes, eu conversava com uma pessoa, mas esse cara não é do mercado de construção. Ou conversava com outra, mas, pô, que sacada interessante, ele está levando informação para aquele público que, peraí, eu nunca tive acesso a um sistema de construção industrializada, por exemplo, como o Light Steel Frame. Então ele levou palestras, ele levou influencers que não eram do setor da construção, mas que, por exemplo, que a casa dele foi feita no sistema construtivo industrializado. Então ali ele mostrou que, de fato, a industrialização, se tivesse uma adesão maior pela população, principalmente na questão cultural, você de fato teria uma redução significativa em questão de valores e dessa forma sim a construção industrializada pode ser tão competitiva inclusive até mais barato do que a construção tradicional.
Isso acho que é muito importante, a divulgação de como deve ser feito, porque não existe divulgação, todo mundo só conhece o básico. Isso que ele está fazendo é um trabalho fantástico, agregando bastante valor nas obras e agregando valor no conhecimento do povo. Todo mundo, todas as classes sociais, todo mundo tem que saber o que está disponível no mercado, além de consumir, pode vir a ser um prestador de serviço, alguém que se beneficie na execução do serviço, porque é infinitas oportunidades.
Sim, você tem a questão do, igual você vê, o aço no caso, que é o tema do nosso bate-papo, muitas vezes ele não aparece. Então, tem gente que fala que o aço é frio, que você tem barulho, enfim... Aí outra pessoa vem e fala que você tem um controle muito mais alto, por exemplo. Ah, eu quero controle acústico. Ah, eu quero controle térmico, por exemplo. Como que funciona isso nesse sistema construtivo industrializado?
É, isso na verdade é um método executivo, né? Se a pessoa fala que uma estrutura metálica faz barulho...
Não, não, eu tô falando isso na verdade é que assim, sabe?
Aquelas... Existe, os tabus, né? Mas não existe isso, entendeu? A estrutura metálica é uma edificação como qualquer outra, feita... para ser o fim, não vai ter nenhum intermeio assim. Eu já escutei, eu quero falar, mas a casa estrutura metálica vai estralar, não vai estralar a casa estrutura metálica. Ela é sólida, ela é travada, rígida. Tem paredes no meio, tem tudo. Isso aí é alguma coisa que veio de algum antepassado que por acaso fez alguma coisa que estralou, entendeu? Não existe isso. Existe a execução bem feita e a execução mal feita. Tanto na construção civil, quanto na estrutura metálica, quanto na fabricação de qualquer produto, entendeu? Então a qualidade tem que ser a mesma para todos os produtos.
Trida, tem um... Trida Júnior, vou direcionar essa pergunta também para você. A gente está falando hoje de... tive uma reunião hoje com o CBCA e conversamos muito sobre a questão da... alguns problemas que existem no Brasil quando o assunto é telha metálica. Queria vocês, com a experiência, como vocês vivem aí o dia a dia, vocês já tiveram algum problema com telha e onde vocês entendem que está o problema?
Na verdade é muito interessante isso. Eu conheço alguns fornecedores de telhas que são parceiros nossos e a gente mexe com o orçamento de telha diariamente. Muitas vezes o cliente ou o comprador consegue achar, tem algum achado com relação a preço de telha. Quando você tem a telha, você vai ter uma especificação da telha com espessura de chapa, com a galvanização dessa telha, a camada de zinco, a proteção dela. E muitas vezes aparecem bobinas que não tem a mesma especificação que a do projeto. Você está cotando uma telha, que é para ter uma resistência, e você manda isso para todos os fornecedores. Eles mandam a cotação e você vê, ah, esse preço está muito melhor. Quando você vai ver a qualidade, talvez não seja a mesma orçada em todos os fornecedores.
Mas vocês checam se aquela telha está dentro da norma? Isso é importante, porque geralmente, como vocês entendem, pra vocês, no caso, facilita. Agora, se é seu comprador, será que ele entende? Será que ele vai checar se aquela telha que vocês compraram, estando mais barata, ela está atendendo as normas?
Todo material comprado de aço, você tem que exigir o certificado. Esse material vem com o certificado. E quando chegar o certificado e descarregar esse material, você tem que fazer as conferências mínimas. necessárias, como ver com o pacrímetro a espessura da telha, se ela for pintada você vê a espessura da pintura e assim por diante, mas você tem que principalmente confiar no seu fornecedor. Não adianta você pegar um material que você não conhece o fornecedor, você não tem indicação e você não tem a rastreabilidade, aí você já vai estar assumindo um risco.
Então aí o cara que está, o consumidor final que está assumindo aquele risco, O problema dele.
Você tem que, geralmente, ir nas pessoas que você já tem uma indicação, que tem uma idoneidade, que estão há um certo tempo no mercado, entendeu? Porque esse tipo de material sempre aparece no mercado.
Porque você fala do tipo de chapa, o tipo de tinta e a parte de galvanização. Isso também influencia na qualidade da telha?
Influencia bastante. Quando a telha não é pintada, ela é galvanizada. Tem a telha Galvalume, tem vários tipos de telha. E essa espessura de camada de proteção também influencia no valor que vai ficar esse produto final e no valor que ele vai conseguir vender pra você, entendeu? Eu já vi no mercado, inclusive eu tava com um fornecedor amigo nosso semana passada e ele falou que perdeu uma concorrência, né, de um fornecimento de um telhado pra um galpão e dali Três anos, o fornecedor chamou ele e falou, ó, ó, o que tá acontecendo? Eu preciso que você me dê uma solução aqui, que eu comprei em outro lugar. O que acontece? Em três anos, o telhado já estava sendo corroído, né? Já estava aparecendo oxidação em toda a telha. Aí, quando ele foi verificar, a camada de proteção, né, da galvanização era mínima na telha.
Então, eles foram verificar depois que já estava...
Geralmente você que é o consumidor final, está comprando direto esse material, não tem as informações necessárias, pode ser que o seu melhor preço não seja o seu melhor produto. Por isso que você tem que ter o produto e a qualidade com o preço sempre andando junto.
É, tem que ser... quais são os problemas comuns, assim, telhas que não estão ali dentro da norma?
O que é mais fácil de você identificar é a espessura, né? que é a espessura da chapa, mas é uma chapa muito fina. Você tem que ter um paquímetro calibrado para conseguir medir essa espessura da chapa e o certificado desse material e conferir para ver se esse certificado realmente é desse material. Aí você consegue ver a inspeção em laboratório, o material que foi feito até ele.
É, e essa parte que você falou da qualidade da galvanização, eu não sabia que existia assim, que tinha esse problema, que é um problema comum assim, se você... Enfim, o que pode acontecer? Como que funciona que você falasse um pouco mais sobre essa qualidade de galvanização?
Então, inclusive a gente fez um galpão inteiro galvanizado que foi para Jundiaí, CSJ, é a terra ambiental. Lá eles tratam o esgoto, reciclam o esgoto urbano e transformam isso em composto para lavoura. E nesse galpão a gente participou do Brasil Galvanizado, ganhamos o prêmio pela inovação e tudo mais. Inclusive nesse prêmio teve um engenheiro, que é o Fábio, da GOMESTECH. Ele deu uma palestra sobre galvanização. Ele discorreu tudo sobre galvanização, falou quantas mil toneladas a gente perde de aço por ano no Brasil, nas edificações, tanto em pontes, viadutos, com a corrosão. Eu acho muito interessante vocês fazerem um bate-papo com ele. É o engenheiro Fábio da Gomestek. Ele pode esclarecer toda a parte de prevenção e galvanização Muito bacana.
É... Como vocês já acompanham com o Streecast, acho que vocês perceberam que tem o quadro Convidado Convida.
Eu convidaria o Engenheiro Fábio pra vir aqui.
Já, ó. Então olha pra aquela câmera lá.
Fábio, vem pra cá e dá uma aula pra gente aqui de galvanização.
Eu acho que o mercado precisa desse tipo de dica. Porque imagina, às vezes você cai numa roubada e você não sabe por quê. Porque se você não tem informação, com certeza você vai acabar errando por engano. Tem mais alguma coisa que vocês gostariam de falar sobre a importância da industrialização? ou dicas, por exemplo, para estudante de arquitetura, estudante de engenharia, enfim, tem alguma dor que vocês têm ali no dia-a-dia que você gostaria de, enfim, expor aqui?
Eu gostaria de expor alguns casos de sucesso que a gente fez com a estrutura metálica, tanto na precisão, quanto na qualidade e no tempo de execução. Posso citar aqui três casos.
Vamos lá.
Um foi o Italy, em São Paulo, na JK. Lá foi uma obra de 1.280 toneladas, e a gente teve o tempo de execução de quatro meses. E lá, no timelapse, a gente consegue ver. a execução em fases, do primeiro eixo até o último. A gente vinha subindo com os pilares lá da fundação, aonde a gente ia lançando as lajes de steel deck do primeiro, segundo e terceiro subsolo. e vinha concretando e a gente vinha trabalhando em cima disso a gente usou lá dois guindastes fora da obra, um guindaste dentro da obra nas lajes e chegaram a ser 12 plataformas elevatórias a gente tinha um turno de dia montando e outro turno à noite, 36 funcionários em todas as plataformas apertando o parafuso foi uma obra toda parafusada e a gente como não tinha tempo de execução a gente teve que fazer em 24 horas de funcionamento a gente trazia de noite trazia duas carretas de material deixava as carretas lá e levava duas carretas vazias embora e todo dia a gente chegava com duas carretas de material e lançava esse material durante o dia montava e a noite a parafusava é um case muito bacana É, pra quem não.
Conhece esse espaço, realmente é um lugar mágico, tanto na questão da qualidade arquitetônica, enfim, não tem nem o que falar.
É, o Italy eu aconselho que todos deem uma visitada no Italy, tem sete restaurantes maravilhosos, tem uma... Uma horta orgânica lá, né? Uma feirinha orgânica. Tem um mercadinho, é muito bacana. Dá pra ir lá só pra tomar um café e conhecer a estrutura metálica. Recomendo que todos vão até lá.
Que é um projeto da querida Juvita, que projeto...
O projeto estrutural do Paulo Baquin. Ali a gente fez um... Foi um sucesso ali, ficou muito bacana.
Sensacional. E qual que é o próximo case?
Temos também o Calçadão de Osasco, né? Foi uma obra muito feliz, foi muito bacana, surgiu... de um concurso público que os lojistas, associação de lojistas, em conjunto com a prefeitura, queriam dar uma solução para aquela área que não estava muito vista, estava meio abandonada. Abandonada não, mas precisava de uma revitalização. Lá é o segundo polo comercial do Brasil. Passam 180 mil pessoas por dia e eles queriam aproveitar mais esse público E essas lojas. Então, a gente fez o calçadão inteiro lá, né? Foi durante a pandemia, existiu tráfico de pessoas, mas a gente conseguiu fazer o calçadão, que tem 500 metros de comprimento, 8 metros de largura por 8 metros de altura. A gente montou tudo aquilo com o público passando por baixo. A gente isolava áreas e vinha montando, né? E conforme a gente vinha montando, vinha se dando os acabamentos pra trás. Vinha um pessoal da Civil fazendo a fundação, Daí a gente vinha montando o esqueleto, vinha outra equipe nossa soldando e outra equipe nossa fazendo a pintura de acabamento e depois a equipe do Márcio vinha colocando o vidro. Teve a coordenação do Satio Tomita, que foi o arquiteto contratado para fazer todo esse meio de campo. e gerenciar o projeto da arquiteta ganhadora.
É que esse projeto foi um concurso.
Foi um concurso, é, onde abriu-se para todos os arquitetos do Brasil, ou de fora do Brasil, eu não participei disso, mas teve uma arquiteta ganhadora que o projeto é o dela. Aí depois teve toda a coordenação e execução.
É, inclusive fizemos um bate-papo com o Márcio, falando só desse projeto.
É, o vídeo ficou bem bacana.
Pra quem tá no final desse episódio, vai aparecer, inclusive, como sugestão esse episódio com o Márcio. Enfim, realmente é um projeto muito interessante.
Também foi feito, coincidentemente, em quatro meses.
Quatro meses. E até queria falar um pouquinho de quais são as vantagens também da Metallica pra esse tipo de projeto de revitalização. Porque quando você fala em retrofite o aço, enfim, não tem nem o que falar, né? É um material incrível.
Uma das vantagens é essa que ele acabou de falar. O comércio funcionando a todo vapor, enfim... Como tava na pandemia funcionando mais ou menos...
Pegou o final da pandemia.
É, o final da pandemia. Já tava todo mundo ávido pra sair de casa e tal, fazer suas compras, essas coisas todas. E acabou... Nós acabamos driblando todo esse problema do fluxo de pessoas lá e tal. E acabamos montando toda essa estrutura de cobertura em quatro meses. E não é uma obra tão fácil. Você fala, quatro meses é uma obra fácil.
Não.
É uma obra tubular. Ela exige cortes especiais. E nós temos essa capacidade técnica de fazer esses cortes especiais. Soldas um pouco diferenciadas. Enfim. E, no caso, ali, muito pouca coisa foi a parafusada, que nos dá parafusamento das obras, dá mais agilidade. No caso, não tinha muito jeito. Então, foi soldado. Então, eu diria que o aço, ele colabora em todas as soluções técnicas que a gente precisa em questão de obras civis de qualquer natureza. Desde que seja bem planejado, né? Ele sempre tá na ponta de lança.
Não, aquele, pra mim, assim, é um projeto, acho que modelo, né? No sentido de... Imagina, você tem um momento de chuva ali e você não para, que ali tá chovendo e a galera tá ali andando normalmente, enfim. Além disso, você tem a questão da proteção solar, né? Nos vidros, que também foi um... Enfim, acho que o projeto como um todo ficou incrível. Qual que é o terceiro case, Trida?
A gente fez também o Complexo Esportivo Jardim Silveira, em Barueri. É uma obra da Prefeitura de Barueri. O projeto também foi do Satio Tomito e a gente foi contratado pela construtora ganhadora. Lá tem 1.280 toneladas. 18 mil metros quadrados de obra. Lá você conta com uma quadra de treinamento embaixo de uma quadra de jogo. É um estádio, né? Na verdade, é para a quadra oficial de basquete, futebol de salão e tudo mais. Então, lá a quadra superior, ela tem 50 por 70 metros de vão.
50 por 70?
É, é muito bonita. E a quadra de baixo de treinamento é um pouco menor, mas a cobertura da quadra de baixo é o piso da quadra superior. Lá toda a arquibancada foi feita com estrutura metálica. Toda a obra 100% metálica, uma rampa de acesso também maravilhosa em estrutura metálica. e apenas os assentos da arquibancada que são de concreto pré-moldado. Então isso a gente ganhou uma velocidade incrível. Enquanto ia se montando a arquibancada em metálico, ia se fabricando os assentos em concreto.
E como que funciona esse processo quando você trabalha em conjunto com outro tipo de solução industrializada também? Como que é essa interação?
A gente fez o projeto estrutural com o nosso parceiro Paulo Baquin e ele fez as ligações, porque os bancos de concreto eram soltos. Então ele colocou conectores nas nossas vigas principais para receber essa arquibancada e depois de instalado isso, todos os conectores foram grauteados no banco. Então o banco está grauteado na estrutura. o que transformou tudo num elemento rígido, onde você interligou a metálica no concreto.
E acaba ficando uma coisa única.
Virou uma estrutura única. O aço e o concreto viraram uma estrutura só. Então ele não trabalha solto. Ele ficou homogêneo. Aí você conseguiu a estabilidade necessária.
Interessante. E quanto tempo de execução essa obra?
Essa obra durou um pouco mais de um ano.
É uma obra bem importante, bem... Enfim. E tem mais alguma coisa que vocês gostariam de falar? Ah, uma dúvida que eu tenho, como que vocês enxergam, né? Como que vocês veem a qualidade da formação hoje no Brasil? Principalmente falando de engenharia, que é o core de você.
É, o que eu vejo, que eu senti dificuldade na minha época, e hoje os engenheiros novos estão com mais dificuldade ainda, é que nas faculdades você tem, hoje em dia, nove meses, sete meses de concreto, aprendendo só o concreto, e sobrou um mês para estrutura metálica. E agora ainda estão colocando esse um mês de estrutura metálica junto com estruturas de madeira. Eu acho isso uma temeridade as faculdades não quererem se modernizar. Eles têm que ensinar todas as técnicas e tudo que tem de moderno no mercado. Não adianta ficar com a mesma apostila de 40, 50 anos atrás. As faculdades e universidades têm que se atualizar. Têm que formar engenheiros para o ano 2030.
E uma outra também provocação também aqui. Imagina que eu sou um estudante de engenharia, sou curioso, eu de fato não tenho tanta oportunidade na faculdade, porque acho que parte também daquele aluno, daquele interessado. Imagina, eu gostei do episódio, gostei dos convidados e gostaria muito de fazer um estágio ou aprender um pouco na empresa deles. O que essa pessoa tem que fazer?
É só entrar no link aqui e mandar um direct pra gente. A gente vai atender todo mundo que vier. Vem fazer uma visita aqui na Triarco. Tá à disposição, as portas abertas. Tanto pra quem quiser aprender, quanto pra quem quiser ensinar. E pra quem quiser trazer o seu projeto pra gente idealizar junto.
É, isso é muito importante porque uma coisa que eu faço e falo muito aqui no Constrycast é que tem essa ideia de unir e promover ideias e soluções e também de abrir portas, tendo em vista que essa ponte que eu tenho a oportunidade de fazer com os convidados que vêm aqui, de repente a nossa audiência acaba também tendo essa oportunidade de se conectar através dos nossos canais.
A gente está de porta aberta para todo mundo.
Então, Trida, o que você tem aí de últimas palavras antes da gente se encerrar?
Em primeiro lugar, eu quero agradecer a sua hospitalidade aqui e a oportunidade de contar um pouco da nossa história, daquilo que a gente está querendo deixar para essas novas gerações. Tudo foi construído com bastante empenho, sempre procurando um passinho de cada vez, com bastante estrutura e sempre fazendo o melhor para o cliente. Para você ter ideia, o nosso maior propagandista são os nossos clientes. Eles que indicam as obras para nós. Nós, por incrível que pareça, não temos vendedores nem representantes comerciais. Não temos. são os nossos clientes que indicam. E nós temos a honra de ter de seis a sete orçamentos por dia dos clientes que nos indicam para outros amigos deles. E temos clientes também de 30 anos que nos acompanham até hoje. Então, assim, um pouco da nossa história, um pouco daquilo que a gente quer deixar. E, sem dúvida nenhuma, que o Brasil se desperte para as coisas importantes que estão acontecendo no mundo todo. Hoje, como o Júnior já acabou de dizer aqui, Nós temos já uma abertura bem grande dos arquitetos, que são bem comprometidos com a plástica, com a excelência, com a qualidade, com a qualidade de vida, essas coisas todas. Então, eles estão nos procurando bastante. Isso já para a gente é um alento muito grande. Enfim, essa é uma pequena história da Triarca.
É, eu acho que nenhuma empresa chega a 40 anos se de fato não tivesse uma seriedade e um comprometimento grande com quem está esperando ali, uma obra com qualidade, enfim. Então, eu acho que esses 40 anos mostra o que de fato a sua empresa tem a oferecer para o mercado. Júnior, você, o que você diria aí? Últimas palavras antes da gente se encerrar.
Eu faço um desafio a todo mundo. Vamos crescer, vamos prosperar e vamos inventar novas formas de enxergar a atualidade. E vamos juntos construir o futuro. Com novas técnicas, novos procedimentos, mais aprimorado e sempre pregando a segurança em canteiro, a segurança na obra. Eu acho que a segurança é em primeiro lugar. Nunca comece uma obra em que você não esteja 100% seguro, porque qualquer problema que acontecer com isso, essa obra não valeu a pena.
E é com essa empolgação que a gente encerra esse episódio. E até uma dica final, também, antes da gente encerrar. Sempre, gente, usem EPIs. Acho que EPIs salva, salva, salva a vida. Enfim, é uma dica que eu precisava passar.
É a nossa dica. Eu concordo plenamente.
Hoje mesmo eu tava visitando um canteiro e bati a cabeça lá no andame. Por sorte, eu tava de capacete e não aconteceu nada. Tô aqui conversando com vocês, por isso que me veio agora essa... Sempre com segurança. Enfim, sempre com segurança. Então é com segurança que a gente encerra mais esse episódio. Você que nos ouve, você que nos assistem, compartilhe nossos conteúdos e venham com a gente participar desse propósito de unir toda a cadeia da indústria da construção, arquitetura e engenharia. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstriCast, o podcast que une toda a cadeia da indústria da construção.
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