Construção Modular Off-Site: Certificação, Normas e o Futuro da Construção Civil | Roberto Monay

Roberto Monay and Marcos Bueno discuss modular off-site construction in Brazil, covering Light Steel Frame and other systems that cut waste and speed up builds. They detail certification standards like DATEC and NBR 15.575, practical projects from pharmacies to an eight-story prefab building, and how factory assembly attracts younger workers compared to traditional sites.
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Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Construicast. Dessa vez eu tenho a presença aqui ao meu lado, recebo Marcos Bueno, já participou aqui para falar de construção modular off-site, só que dessa vez a gente vai fazer uma troca aqui entre 3 pessoas.
Construicast, arquitetura, engenharia e construção.
Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Para conversar com um dos maiores especialistas do mercado no assunto construção modular off-site. Munay, seja bem-vindo ao ConstruCast.
Muito obrigado, Paulo, muito obrigado pela oportunidade, né? Eu vou tentar responder à altura e espero corresponder também à altura, a confiança e o convite que vocês me fizeram, né? Então, há algum tempo a gente vem ensaiando e por um conflito de agenda a gente não conseguia, mas agora deu certo e agora vamos para esse bate-papo aqui sobre tecnologia da construção civil, né?
Vamos nessa! E é legal agora que a gente tem um arquiteto aqui ao nosso lado para ajudar nesse bate-papo, para ajudar nessa troca. E aí, Bueno, tá preparado?
Sempre, sempre preparado. Muito obrigado mais uma vez estando aqui com você, com a presença do Monai, que não precisa nem falar o que o Monai é no mercado, todo mundo conhece, o maior especialista em Modular Offsite é o Monai.
É, para você que tá chegando agora, só para vocês entenderem, toda vez que a gente resolve inovar na construção civil, a gente precisa certificar esses materiais, e o Monai hoje, ele é, posso falar com propriedade, que ele é a maior referência em certificação de materiais. É isso. Agora, Monarca, dá uma segurada aqui. Bom, antes de começar, fala um pouquinho sobre você, o que que você faz aí no mercado, por que que você tá aqui hoje, qual que é o movimento que você faz para elevar o nível da construção civil no Brasil?
Eu iniciei minha trajetória nessa parte de construção modular em 2018, quando eu iniciei a primeira edição da Expo Container City. Era só modular em container, casas modulares em container. Em 2019 inauguramos a feira e já chega, quando a gente inaugurou, quando a gente fez a feira, ela já foi invadida, vamos dizer assim, pela construção modular. Além do container também tinha os módulos, tá? Aí 2019, 2021, 2022, 2023, 2024, 2025 2026. Nós estamos indo para a 7ª edição da Expo Construção Offsite e eu idealizei essa feira, ela nasceu com um propósito, diferentemente de todas as feiras que você vai por aí, você vai dentro do galpão e vê estandes cenográficos. Na Expo você vê casa, edificação pronta, ela pode ser usada, você pode morar nela quando ela é instalada na Expo, você coloca esgoto, energia, ela vai funcionar. Então ela foi concebida, uma exposição que você pode entrar numa casa, ver o pé direito, ver a acústica, ver o calor termoacústico, pé direito, e as casas realmente são prontas. Tem banheiro com azulejo, com porcelanato, não é nada cenográfico, é Uma casa, uma edificação pronta.
Maravilha! Então você faz um movimento muito interessante na construção civil. Agora vamos para o convidado. Munay, o Bueno já falou outro dia aqui o que que é construção modular off-site. Agora com as suas palavras, contextualiza para a gente e aí a gente vai desenvolver aqui essa troca.
Bom, eu sou assim um especialista principalmente no sistema construtivo em light steel frame, né, que é a minha história na construção é sobre ele. E aí nós validamos os sistemas construtivos. E o Light Steel Frame, ele quando começa a evolução modular, quando ela começa a criar volume, o Light Steel Frame começou a ser uma solução para o sistema modular, juntamente com os painéis SIP, né? Então, e aí outros painéis que a gente conseguiu elaborar além de alguns painéis CIPs que a gente ajudou a criar, né, como painel do Grupo César, né, já com painel CIP com fibra de pele de vidro, com já um TRF de 30 minutos, né, uma resistência a fogo. O painel da Lightwall que a gente ajudou a desenvolver o traço e o sistema Lightwall, e enfim, e outros painéis no mercado, né? E isso a gente viu que vinha ao encontro do que o mercado precisava: agilidade, baixo custo, baixo desperdício, baixa utilização de água. A construção brasileira, ela foi tomar muito mal acostumada com grande abundância de materiais. Era muito fácil: cimento, areia, pedra, que é a nossa cultura. Então, para você migrar desse sistema para um sistema inovador, é difícil. A gente era muito criticado, né? Então precisávamos buscar formas de evoluir e trazer para a indústria o canteiro de obra, tirar do canteiro de obra a parte de execução. E levar para uma indústria, para um ambiente controlado, um ambiente onde o colaborador ele pode ter um plano de carreira desenhado, ele trabalha num ambiente, mais uma vez, com o controle de sistemas produtivos, né, uma linha de montagem perfeitamente calculada e desenhada, assim como é a linha de montagem automotiva. Né, ela tem, ela vai passando por estações de trabalho onde vão sendo executadas determinadas tarefas em cada uma dessas estações. E aí hoje, e já de um tempo para cá, uma das etapas, um dos custos mais caros de uma construtora é o canteiro de obra, é a mobilização de canteiro. E ela não tem mais aonde buscar recursos econômicos a não ser reduzindo o tempo de canteiro. E com a industrialização você praticamente encerra o tempo de canteiro por um tempo mínimo de locação, né? Então isso vem reduzir os custos. E aí houve o grande boom da construção modular pela eficácia e eficiência do sistema, né? Redes hoteleiras, farmácias, onde tudo o que tem lucro incessante A construção modular vem ao encontro. Então hoje nós trabalhamos com empresas que desenvolvem vários tamanhos de farmácias para várias redes, aonde você pode, a farmácia pode alugar um terreno e pôr os módulos de farmácia, que você não diz que é modular, e por um período ela testa a rentabilidade daquele local. Não sendo rentável, ela desmonta e monta num outro terreno, às vezes na mesma avenida.
E eu consigo aproveitar aquele mesmo layout?
100%. Ela é desmontada e encaixada. Ele vai pronto com as prateleiras. A gente tem que tirar os remédios só por um transporte e não cair, mas o resto é encaixar. E assim, a mesma forma você vê hoje essas lojas de chocolate, como Cacau Show, que só em um ano foram mais de 500 módulos. Para Cacau Show, né, feito pela Modulares. E agora a gente vem desenvolvendo módulos de escolas, módulos para área de saúde, hospitais inteiros modulares, né. Nós estamos desenvolvendo um edifício de 8 pavimentos que tem os módulos vão prontos, decorados, só não vai móveis soltos. Mas o restante vai todo pronto e ele será montado totalmente dentro da indústria, totalmente dentro de uma fábrica. Sai pronto da fábrica e é montado e içado uns sobre os outros, uns módulos sobre os outros. Nós temos um núcleo que distribui a carga e aí são, se não me engano, 4 modelos de apartamentos diferentes e mais um modelo destinado à hotelaria. Que são só suítes, né?
E nessa parte de fazer conta, né, eu entendi que é um tipo de construção que ele é muito melhor para um empreendimento comercial por conta da agilidade desse processo construtivo, e aí eu ganho nesse tempo de execução.
Exato, exato.
Eu consigo trazer esse benefício também para construção? Sim, para uma construção de casas?
Sim, sim. Por exemplo, eu vou te dar um exemplo, a construtora CIMAT do Rogério e da Valéria Cimatti, eles optaram por fazer um edifício que eles já tinham pronto, toda a estrutura de laje, vigas e colunas em pré-moldado, e decidiram fazer o fechamento, a fachada em light steel frame e os apartamentos em drywall. Então a gente prestou consultoria para desenvolver todo o projeto, ficamos aí à ordem de 7 meses no estudo do projeto e nas validações do sistema junto ao IPT, né? Então, validando as resultantes dos ensaios que foram projetados. E depois, em 4 meses e meio, ele foi construído. Ou seja, em 4 meses e meio, 44 apartamentos foram entregues chave na mão, né? Usou o sistema modular Não, mas parte do sistema modular vem da painelização, né? Então a gente tem a construção de light steel frame ou wood frame que é montada in loco, no próprio canteiro, né? Aí começou uma evolução já para painelizar e levar os painéis prontos para obra, né?
São as paredes.
Que são as paredes. Por exemplo, o Eduardo Guraiebi, que já esteve aqui.
Inclusive, deixar um abraço para o Guraiebi.
Um forte abraço.
Um abraço para você.
Que nós, eu fiz a da TEC para ele na época, né, coordenei a da TEC para ele.
Foi você que tirou a primeira da TEC, sistema construtivo Light Steel Framing?
Não, já existia da TEC, mas não estavam validadas, tinham vencido. Então eu fiz a da TEC do Eduardo Goraiebi, e aí nós, só que foi uma primeira da TEC painelizada, as paredes já iam prontas com elétrica, hidráulica, janela, porta. E os encaixes já bem desenhados, era um plug and play, e existiam só algumas peças para fazer o fechamento dos encaixes. Então se montava uma casa com extrema rapidez, né? E quando eu falo extrema rapidez, assim, era 2 dias, a casa tava montada.
E você também não depende das intempéries, não, porque ela já vai pronta.
E a primeira coisa que a gente faz já é cobrir, então você já consegue, né? Então a gente desenvolveu uma série de ferramentas, inclusive que era para montar de 2 a 3 homens a casa. Então nós criamos ferramentas para segurar a parede no nível, né? E travar a parede no nível, e aí duas pessoas faziam isso, né? Bom, essa foi algumas. Hoje Eu tô com a DATEC do Grupo César, que é um painel CIP que a gente tá projetando lá, a DATEC da Brasil ao Cubo para os edifícios e residências da Brasil ao Cubo, e tem mais 4 DATECs aí que eu inicio agora, mas ainda pelo contrato de energia eu não posso estar falando de que empresa são, mas vem com novidades, vem com inovações muito grandes.
Vou fazer uma pergunta. Qual que é o fundamento do painel SIP?
O painel SIP, ele é um painel que é delgado, com vários materiais, um painel delgado, né? Já existe algumas, já existe norma que fala sobre ele, né, que dita sobre ele. E aí você pode ter painéis isotérmicos como Kingspan, Isoeste, né? E o LightWall tem já norma própria. Mas também é um CIP? Ele pode ser até considerado como um CIP, mas ele deixou de ter essa característica devido à sua composição, tá? Então ele já tem hoje uma norma que é própria para os painéis da LightWall, e eles variam de tamanho. Então eles começam, se eu não me engano, em 7 cm e vai até 150. Centímetros, né, ou 150 milímetros. Mas o fundamento é o mesmo, né? No começo sim, depois houve a variação para criar-se a própria norma, né? E o SIP já é um sistema que ele é mais delgado, tem normalmente feito com núcleo de PIR, né? E aí você consegue com isso confortos térmicos e acústicos muito grande.
É o miolo de um—
o miolo dele é o PIR. É, o miolo é um PIR, que é injetado em chapas que podem ser metálicas ou peles de vidro, ou metálica, ou pele de vidro, ou placa cimentícia também, como é, por exemplo, que a gente trabalhou.
É isso que eu tô falando para o pessoal entender, né? O que é o CIP? Placas que você tem um miolo, então você junta e ela tem uma estrutura interna, pode ser de aço, madeira.
Exato.
Ou o próprio D-Frame também, ou não.
Mas ele deixa espaço entre a estrutura principal e essa fachada?
Não, é assim, você, ele é autoportante. Então, por exemplo, a Decorlite tem o Facility Wall que eles criaram, né, e eu criei junto com eles, eu também tava lá desenvolvendo esse painel com eles. Ele já é placa cementícia dos dois lados com EPS, e aí usa E aí usa um EPS, um F4, que é fogo extinguível, né, e tem uma densidade por centímetro cúbico mais elevada. Pode ser puro, pode ser puro, porque todos eles têm que atender o IT-8 e o IT-10 do Corpo de Bombeiros, que é a cartilha do Corpo de Bombeiros que nos diz. E aí, dependendo da área construída, você precisa ter um TRF, uma resistência à chama. Tá, então em função da área construída, altura por largura te dá uma orientação, e você pega essas orientações dentro do IT-8 e IT-10 do Corpo de Bombeiros. O que eu vejo, que isso é um caminho sem volta, tá. A construção modular vem crescendo como uma solução muito rápida, né. Existem casas de alto padrão que são feitas que É assim, ninguém fala que ela é modular, que ela foi pronta com muito vidro, com muito— a gente desenvolveu módulos, por exemplo, que o telhado vai dobrado em cima do módulo, e a hora que os módulos são encaixados, o telhado abre e encaixa, e aí você é uma casa. Aí não tem como dizer que não.
Eu vou fazer agora uma pergunta para um leigo, cara, que resolve comprar uma casa nesse sistema, tá? Você falou agora há pouco dessa parte de resistência a fogo. É, imagina que eu tenho ali um material e no meio eu tenho EPS, tá? Quando eu vou comprar uma casa, eu tô comprando um sistema construtivo, né? E como eu, enquanto consumidor final, tenho a garantia que a empresa tá seguindo todas as normas para que eu tenha de fato uma casa segura para eu morar?
Isso é muito importante. Ou você tem uma DATEC. A DATEC é um documento que, como você não tem norma do sistema, é um documento técnico que te vai fazer análise comparatória do sistema construtivo mais a caracterização dos materiais e vai ter que demonstrar que esse sistema construtivo é tão bom ou igual à alvenaria, que seria o parâmetro.
Parâmetro, sim.
Então, agora, quando você tem norma, isso já tá resolvido. Então você segue passo a passo e literalmente a norma, tá? Resolvendo isso, e é muito importante que quando o sistema é inovador, ele tem DATEC. Quando a norma sai, ele passa a ser um sistema novo, mas já não mais inovador, porque já saiu uma DATEC ou saiu uma norma para ele. Então ele é um novo sistema. E para isso a gente tem umas regras que são manual de uso e manutenção, manual de industrialização, manual de fabricação, né? E aí você consegue, através disso, junto com o proprietário, orientá-lo como fazer as cargas em parede, se ele precisar aumentar, como é modular. E ele quer, ele pode, não tem limite. O limite é o terreno que ele tem, né? Então, como fazer essa? Ou então procurar a construtora, que a construtora já vai mostrar para ele como fazer essa parte, orientá-lo sobre cargas que tem que ser pendurada na parede. Então, no sistema Light Steel Frame você tem reforços que você faz na parede, que não tem limite, como na alvenaria. Você põe cargas consideráveis, e essas cargas são testadas e validadas no ensaio da norma 15.575, que é a norma de desempenho. Então você tem lá corpo mole, corpo duro e carga suspensa, né? Corpo mole Você tem a batida de um saco de 40 kg que descreve parábolas e começa em 360 joules e vai até o limite de— eu vou até 960, mas 720 joules já é o limite. E a pancada descreve uma parábola e uma força em joules que é calculada para com que o sistema resista, como resiste a alvenaria. E isso é um ciclo de batidas. O corpo duro é uma massa de aço, que é uma esfera com peso determinado, que faz 10 batidas.
Posso tratar como marreta?
Ela é uma bola de aço, né, que tem um peso específico. Ela vai com distâncias menores e ela bate em 10 posições diferentes. Depois vem um apalpador para ver o quanto ela afundou. Falando numa linguajar bem mais simples, qual foi a deformação que ela causou, né? E a carga suspensa é a mão francesa que vai, né, com a carga que pode chegar a 78 kg, depende do ensaio, até mais, e por um período grande. É feito ensaios da norma 15 15.575 em todas essas paredes e resistência a fogo. E aí volto a falar, em função da área construída, ele me dá qual é o TRF, qual é o tempo de resistência a fogo que essa parede precisa. Pode ser 30 minutos, pode ser 60 minutos, pode ser 2 horas de resistência a fogo, né? Então os edifícios que a gente projeta, todos têm 2 horas de resistência a fogo.
E nesse processo de documentação, né, de responsável por aquele sistema construtivo, quando eu falo de um sistema, eu tô falando ali, muitas vezes eu tenho vários fornecedores para aquela solução, né, para aquela inovação. Em um caso que aconteça onde eu preciso recorrer alguém, eu tenho responsável, só que existem empresas que são corresponsáveis por esse sistema construtivo. E como que isso funciona?
Porque aproveitar sua presença, é muito importante essa pergunta. Pelo seguinte, você é obrigado a ter toda uma rastreabilidade dos materiais. Então a gente tem a caracterização dos materiais, né, que o fornecedor normalmente faz periodicamente. Se não faz, deveria fazer periodicamente.
Periodicamente de quanto em quanto tempo?
Pelo menos a cada 2 anos ter um laudo, né. Se puder fazer anualmente, melhor ainda, né. Mas pelo menos ter essa caracterização. É bom aí, uma vez que o material chega até a construtora ou a indústria que vai construir o módulo, é muito importante a rastreabilidade, como ele entra no sistema de controle de qualidade da empresa que tá construindo o módulo ou o steel frame ou wood frame, né? E por quê? Vamos supor que você fez 200 módulos por um hotel. Tá, e o módulo número 20, a janela do módulo número 20 deu um problema. Então o que que você tem que fazer? Explodir aquele, explodir no bom sentido, mas explodir aquele módulo e através dessa explosão chegar no fornecedor de cada material usado naquele módulo, chegando na nota fiscal daquela janela. E aí você vai observar qual é o plano de ação. Se o defeito é de instalação, você já tem que ter um plano de ação para resolver imediatamente o problema. Se é um problema de fabricação, você já tem que ter esse plano de ação traçado com esse fornecedor, já combinado com ele em contrato, a ação imediata dele. E aí, junto, claro, com você, tá? Então, essa segurança É de extrema importância a rastreabilidade de todos os materiais usados para com que, se num problema desse que você falou, olha, qual garantia que eu tenho? Tá todo mundo envolvido em função do controle da entrada de materiais e da rastreabilidade de cada material. Ou seja, entrou o parafuso, ele vai receber um QR code ou um código de barra, e a janela vai receber outro, porta outro, toda, o módulo pronto, o módulo agora tem um QR code. A hora que eu explodir aquele QR code, eu vou chegando em todos os materiais usados e vou atrás do problema que ocorreu. Tá, mas aí eu enquanto consumidor final, eu tenho que ir atrás primeiro do responsável, que é a construtora, que é a construtora, e aí tem uma assistência técnica, uma área de assistência técnica que vai até, ou depende do plano de ação, uma simples foto ela já identifica o problema, ou ela manda a equipe de assistência técnica até o local, faz o levantamento do problema e já toma a decisão, então o plano de ação.
Então, em resumo, se eu sou uma empresa, estou fornecendo parte de alguma solução para aquela estrutura, eu sou corresponsável o tempo todo durante o tempo todo, e o seu material tá lá dentro.
E aí a gente chega até o seu material através da rastreabilidade.
Dica importante aí para a indústria.
Bueno, eu entendi que o módulo é um carro. Ah, sim, carro também. A montadora do carro, ela monta e tem quem fabrica cada pecinha lá. E até o chip tem uma empresa que fabrica. Então é tudo rastreável, né?
E é por isso a importância de ter uma feira como a ConstruOffsite, assim como tem um salão do automóvel. Que é para você poder mostrar toda a tecnologia construtiva numa vitrine que seja acesso a toda a cadeia construtiva. É, muita construtora não vai por medo, né? As construtoras brasileiras, elas são muito assim restritas quanto à inovação, né? E dá para entender, porque inovação Ela requer tempo, maturação, e muitas vezes a construtora não tem esse tempo, né?
Que a gente tem empresas que querem participar, mas quando a gente fala que é um lugar aberto, ele passa para o próximo ano. Falou: não estou preparado ainda para estar aí. Até o nosso diretor comercial, que é o Hélio, perguntou: mas por que que você não tá preparado? Porque é aberto. Não é dentro de um pavilhão. E eu, para estar aí, eu tenho que estar em plenitude, não vou arriscar e posso não entregar o produto tão bom. Então isso é uma coisa que vem acontecendo muito.
E uma coisa importante que eu vou tomar liberdade de falar para vocês, por favor, né, que é assim: a construção civil vem perdendo o interesse da juventude em entrar na faculdade. A última informação que eu tive é que nesse último ano nós tivemos mais de 30% de sobra de vagas para engenharia civil, porque não estão vendo perspectiva, né, dificuldade da mão de obra. Hoje, o que que o filho do servente, do mestre de obra, ele vai ser Uber, ele vai ser entregador, ele vai ser um motorista particular, ele vai ter, porque aí ele não depende de um horário que ele seja obrigado a cumprir e carregar o que o pai carregou, né? Então ele viu o sofrimento disso. E o mercado da construção não pode ser mais aquele de carregar um saco de 50 kg nas costas o dia inteiro, acordar, né? E aconteceu um fato que na obra que a gente estava aqui numa fachada de um edifício, nós precisávamos de mão de obra. E a mão de obra é um problema crônico que a gente tem, e eu acho que tem como melhorar e atrair esse pessoal, né, para cá. Primeiro que a gente tem que vencer uma barreira muito grande. O meu mestre de obra vêm de trem de Suzano para São Paulo, e um pai com uma criança vendendo chocolate. E ele chegou nele e falou: "Escuta, você não quer ir comigo? Eu tô precisando de servente. Vem comigo amanhã, você tá aqui." Ele precisou sair do trem e pegar outra composição porque ele ia acabar sendo agredido pelo pais da criança. Porque ele falou: eu tenho um salário-família entre meus filhos de R$1.700, mais vale-gás, mais isso, mais aquilo, e eu consigo agora trabalhando meio período, cada vez eu venho com um filho meu, eu completo a minha renda, eu pego mais R$1.500 por mês aqui. Então ele falou: você tá me chamando para mim acordar 5 horas da manhã, carregar peso voltar à noite para casa e ganhar R$2.000 por mês? Ele falou: você é louco! Ele falou: você tá me ouvindo? Então ele falou: foi uma coisa delicada que eu quase apanhei e precisei trocar de composição. Então isso é um problema. A gente tá vivendo esse, é um problema crônico, crônico, e a gente vai, é uma coisa que é bom a gente nem comentar, né? Mas é assim, O que eu vejo de muito importante e como resgatar essa mão de obra é a indústria. Se a indústria criar kits de módulos prontos, chassis prontos, para com que esses engenheiros novos falam: opa, pera lá, olha que nicho que tem, eu compro chassis desse cara aqui, que é a estrutura, o esqueleto do módulo, E aí eu tenho agora os fornecedores que me garantem os produtos que eles fazem através das certificações, né, do produto. Poxa, eu vou ter como competir. Eu tenho um produto que eu vou trabalhar do jeito que eu quero, às horas que eu quero, e vou pegar uma equipe pequena, enxuta.
Então você tá dizendo que esse cara que tava no farol, ele pode se tornar um empreendedor?
Exato.
Dando possibilidades para ele?
Porque é uma geração, você mesmo vai montar uma geração que quer empreender, né? E desta forma, se a indústria sair e trazer kits prontos para falar: olha, você agora é o montador. A indústria automobilística, as fábricas utilizam quem? Os montadores.
Que a gente tem feito, você também ajuda, e outros que tem, que a gente tem implementado isso, a gente não trabalha só com a indústria com quem fabrica. A gente traz também os montadores. Existe montadores lá dentro, a gente dá oportunidade para ele, ele não paga área, ele faz um trabalho aqui, ele monta uma, a gente troca algumas coisas com ele, ele tá lá dentro.
Ele tá 5 anos com a gente, ele põe o estandezinho dele lá, ele faz negócio, eu tô incentivando. Exato. Que ele dele já foi mais 2, 3 que vai fazer a mesma coisa. O que a gente observa é que muitos instaladores não tem projeto, montam da cabeça dele. Então é por isso que a indústria ela tem que ter o setor de desenvolvimento, setor de engenharia, que o módulo vai calculado, né, manual de construção, que é o que a gente, eu falei para vocês, né, é um manual de uso e manutenção que usuário vai ter.
Manual de industrialização, manual de montagem. A primeira coisa que a gente tem que aprender é inspecionar o terreno. Tá pronto o radier? Tá bom?
Não tá? Foi feito corretamente? Então, tudo isso é— Módulo chegar e apoiar. Tudo isso tem que ser feita a análise, qual é, através do ponto de carga, qual a melhor fundação. E o módulo, o radier, é muito orientado a isso. Agora, tem módulos que vêm com o próprio radier. Módulos que o radier é metálico, ele faz só as sapatinhas e apoia nele, várias coisas.
Como está o terreno? Esse cara também que vai instalar no local, ele tem que saber como está o terreno. São sapatas, é radier, não é? Tem até umas brocas agora que sustentam o módulo hoje.
Se o cara quiser fazer isso, comprar um kit de ferramenta e sair montando, vai quebrar. Ele não vai ficar no mercado.
Ô Manai, nesse sentido que você falou de mão de obra, você sente que a industrialização ela desperta mais curiosidade na nova geração?
Ela, pelo seguinte, o cara nasce e morre pedreiro, nasce e morre servente, ele não tem um plano de carreira dentro da construção. Na indústria, ela tem que investir em capacitação, treinamento e evolução do colaborador.
Quando o cara entra, já mostrar para ele, ó, daqui tanto tempo você pode se tornar isso.
Exato, e você faz um plano de carreira para ele e também o nível de instrução que você vai melhorar. A indústria vai fazer com que ele continue estudando e através desse estudo, ele dentro da empresa, ele pode ramificar em outros setores. Né? Então, dentro de uma indústria, pelo ambiente controlado, onde ele tem vestiário, ele tem um local adequado para comer, uma cozinha adequada, diferente de uma obra que tá na marmitinha, ele numa indústria ele consegue enxergar um plano de carreira, ele consegue enxergar um ambiente que tenha menos risco. E ele é repetitivo, então ele vai aprender. Quando ele tá apto e tá com extremamente produtivo na velocidade, ele pode passar para um outro setor, aprender o outro setor, e passando por chão de fábrica, por todas as áreas ou estações de trabalho.
Existe um exemplo muito fácil de passar para todos que estão ouvindo a gente. A indústria de móveis se adaptou. Qual que era o problema? O problema não era fazer o móvel, é levar e instalar. Que que eles fizeram? Isso, começaram a fazer dentro da indústria os kits, guarda-roupa, uma mesa, tudo kit. E você compra o kit, você vai mesmo montar, né? Todo mundo quer montar, mas você contrata o montador. A indústria tem um montador e ela já fez. Ele vai, ele é um profissional, ele sabe montar. Não é que eu vou falar que o módulo é igual móvel, não. Mas se você tem o cara que fez o módulo e o cara que sabe instalar, o profissional, você junta as duas pontas, o consumidor fala: pô, eu vou comprar o módulo do Monarca e vou chamar você para montar para mim.
Mas é isso que a indústria tem que fazer, e ela é que vai motivar o retorno, principalmente por desses novos engenheiros, ela consegue calcular, criar kit, criar os kits de—
você imagina um cara que tem uma pousada, ele compra 2 módulos, depois ele compra mais 2, mais 2, a indústria não precisa instalar para ele, ele mesmo instala. E aí a indústria dá margem para ele, sim, de ganho, e ele sabe que aquele valor é o valor fechado. Quanto vai custar o módulo? R$100 mil? R$100 mil, R$100 mil, R$100 mil.
E aí a indústria ela pode adotar normas e normativas aonde ele é obrigado a se reciclar uma vez por ano, ter a chancela da indústria como um parceiro montador, né? Então olha, você vai montar, olha, eu quero comprar essa residência aqui que equivalem a 4 módulos, de 12 metros por 3 de largura. Então eu vou fazer uma residência de alto padrão. Qual é a sua região? A minha região é na região dos Lagos do Rio de Janeiro. Na região dos Lagos eu tenho essas engenharias aqui, você pode ligar para os 3, ver qual o valor, porque o custo é você compra aqui e vem, chama ele para Eu vou, eu vou esquentar essa discussão um pouquinho.
Você falou, a gente tá falando da mão de obra. Eu participei agora de um encontro de Totalizando a Imagem, 2 mil profissionais de obra em Brasília, em Goiânia, e eu fiquei chocado. Mestres com mais de 30 anos de obras nunca foram numa indústria, nunca foram numa indústria. Agora eu fiquei me questionando, será que a A construtora tem interesse de deixar esse mestre, de liberar esse mestre para que ele vá na indústria? Ou a construtora prefere: não, deixa eu ter meu funcionário aqui com a mente fechada?
É, essa é a alvenaria, essa é a nossa mão de obra barata.
Por quê? Porque quando esse cara vai na indústria, ele tem acesso a várias inovações que ele pode trazer.
Exato. E é isso que você tá falando, é muito importante. A indústria da construção civil, ela só é adiantada só mais do que a indústria da pesca no Brasil. Então, e a indústria da pesca ainda é aquela pesca de vara e de rede, então não tem tecnologia. A indústria brasileira da construção civil só é mais moderna abaixo, não tem mais ninguém. Então é a filosofia: olha, eu preciso ter uma mão de obra barata que não saiba além do que eu quero que ela faça,, né? E ela vai produzir dentro do que eu preciso, porque se ela começar a criar muito, já vai me dar problema. Isso muda nos sistemas construtivos secos. Sistemas construtivos secos, eles são literalmente a evolução da tecnologia dentro da construção, buscando o quê? Buscando menor desperdício, buscando produtividade né, e elevando conhecimento do colaborador, porque é esse conhecimento que vai trazer mais produtividade. Porque hoje você vê empresas, por exemplo, vou falar, Grupo César, Brasil ao Cubo, CMC Lafayette, eles têm linhas, a Locar está montando também uma, eles têm linhas que são extremamente tecnológicas, Não dá para uma pessoa sair da construção e entrar sem ter treinamento, capacitação, aprender sobre tecnologia. E aí leva, motiva a pessoa. Poxa, eu vivi a vida inteira. E vou te falar, a construção seca, ela vem resgatando muito mestre de obra para construção civil, 40 anos já não serve mais. Porque ele já não é mais produtivo. E a gente vem resgatando esses profissionais que são de extrema qualidade.
Mas aí também é uma outra provocação aqui, Monai, que eu— é legal essas empresas, eu acho bacana essas empresas que você citou. Agora, a grande questão é que eu tô tentando trazer assim para o mercado. A gente tem um movimento onde a gente reúne mestres, engenheiros, diretores de empresas para levar nesses lugares para que a gente—
para que isso aconteça demais.
Quando a gente faz isso, para indústria que investe em tecnologia, que investe inovação, quando eles abrem as portas para que outras pessoas têm acesso, eles entendem o valor daquilo. E aí você vai, você vai abrir um mercado muito mais competitivo, porque, peraí, isso aqui eu tenho investimento. Para você fazer uma fábrica como essa, para você construir dessa forma, tem que ter investimento. Então eu vou ter uma competição leal.
Leal. E o colaborador entende que não é só enxado, uniforme e colher de pedreiro. Ele entende que, olha, para fazer isso, quando ele entra na indústria, ele entra num mundo novo para ele. E ele fala, aí ele entende o valor do investimento e como ele, e ele veste a camisa e ele quer aprender mais um construtor. Não, ele quer aprender.
Não vai virar um construtor que ele vai pegar lá uma obra, comprar o bloco.
Quantos falam para mim Quantos falam para mim na montagem de um telhado de steel frame e fala: meu Deus, eu carregava caibro, viga de madeira, agora eu levo um oitão nas costas sozinho em steel frame. Olha, olha como eu— então assim, e aí a pessoa que não quer voltar para alvenaria, ele trabalha com muito, sabe, 60% até Chega a ser mais leve do que alvenaria. Quando a gente faz projeto de edifícios, eu pego o calculista, às vezes a gente tem que carregar na fundação para o edifício não ficar bobo, porque você alivia tanta carga, o ponto de carga. Então veja a economia que você dá desde fundação, né, nos edifícios. Agora, eu vejo que Quando a gente conversa com esses engenheiros recém-formados e eles estão assim: olha, puxa, eu fiz engenharia, mas estou pensando em comprar um posto de gasolina. Aí eu falo: olha, e se tivesse isso aqui? Eu te dou kits prontos, você tem um valor agregado seu que compensa, porque a indústria tem que se preocupar em fabricar. Não em construir. Ela tem que criar uma rede de parceiros que constroem, porque ela vai ser mais rápida. Se ela tiver 10 construtores, ela vai produzir para atender os 10 construtores. Então a gente tem que pensar fora da caixinha, sabe? Pensar um pouco em como indústria e não como construtor. E aí esses caras, quando você fala Eles falam: pô, aí isso me interessa, porque eu tenho 3 ou 4 aqui que eu posso contar, e aí você já me dá isso calculado. Eu entro com uma, eu te dou uma RT de projeto, você entra com a RT de execução, e pô, é. E aí assim começa a trazer arquitetos, eles para falar: ó, dá uma olhada, eu preciso fazer essa casa. Então a gente transforma no sistema modular.
E precisamos na verdade mudar, né, a mentalidade das pessoas, porque quando você fala inovar, inovar, traz já traz existência. Sim, sim, sim.
Olha, você quer ver, quando eu falo de inovação, eu costumo fazer uma analogia do seguinte: é você chegar num chefe de cozinha que é de um restaurante famoso, que há 20 anos ele cozinha o prato que é a referência dele, por 20 anos ele cozinha desta forma. Aí você chega para ele e fala assim: olha, "É muito bom o que você faz, mas eu vou te ensinar um método para você fazer esse prato diferente do que você faz." Meu amigo, de cada 10, 9 vai te pôr para correr, entendeu? Não aceita inovação. Ele tá dentro do mundo que ele controla a técnica, então ele tem segurança. Quanta construtora que pega e fala assim: "Puxa, eu quero entrar nesse segmento, eu quero fazer o prédio." 'Mas só que eu não quero ser o primeiro.' Aí você fala: 'Não, olha, tem esse prédio, tem esse prédio, tem esse aqui.' Aí o cara fala: 'Ah, mas o meu é de 30 andares, você tá fazendo até 23. Quando você fizer um de 30, você me chama.' Então é comum isso acontecer.
As pessoas não se permitem, né?
Não.
Aí eu queria até— a gente tá chegando já no final, mano. Aí eu queria aproveitar a sua presença aqui para te convidar para esse movimento que a gente está fazendo via Construção. A gente está aproveitando, a gente tem parceria aí com grandes feiras, grandes eventos do setor, e a gente aproveita esses grandes eventos para, já que tem muitos profissionais vindo para cá, vamos se ajudar, porque não é só abrir as portas das empresas não, tá? Tem conta para pagar, tem deslocamento dessas pessoas, tem cofre, tem uma série de coisas. Então eu gostaria muito de te convidar para esse movimento e até fazer aí palestras online para o nosso ecossistema, onde a gente traz profissionais. Ah, eu quero ter uma palestra com o Monark, seja online ou presencial. A gente promove tudo isso. E por quê? É dessa forma, é ouvindo pessoas como você, tendo acesso a pessoas como você.
Agora, um fato de extrema importância, que é um problema muito sério para o sistema construtivo, tanto modular como light steel frame ou wood frame, que é o que eu venho falando e venho estudando muito, que é o que mais se estuda fora do Brasil, que é a hidrotermia, né? A hidrotermia é um aspecto físico, a inversão térmica, amplitude térmica, 5 graus de variação térmica no sistema construtivo que a gente está discutindo aqui, ela gera vapor no núcleo da parede, é inerente a criação desse vapor por amplitude térmica. Tá? Então o sistema todo construtivo deve ser respirável. E a membrana hidrófuga, um item dos mais importantes no sistema, ela permite que esse vapor passe para o lado externo, mas não retorne. Ela tem um sistema de TNT, um tecido não tecido, aonde a fibra, quando recebe pressão positiva, ela fecha. Quando ela recebe pressão negativa, ela abre. E permite a passagem do fluxo de vapor, como uma válvula, né? E aí, além disso, existe a hidrotermia, que é a família morando dentro da residência, ela lava, ela passa, ela toma banho, ela cozinha, enfim, ela transpira, ela gera vapor, né? E esse vapor todo é absorvido pelas paredes por uma diferença de pressão, que é física, O sistema todo começa a migrar e purgar vapor para o lado externo. E aí existem alguns conceitos construtivos que não são observados. Primeiro é o tipo de preenchimento de núcleo que pode reter ou não por mais tempo esse vapor dentro do núcleo. Segundo é a proteção do perfil metálico, aonde esse núcleo, esse elemento de lã ou de piro ou pur, ele deve colar nos perfis, aliviando essa ponte térmica, porque o perfil sempre vai ter uma outra temperatura, né? E quando acontece o quê? Ela começa a perder vapor e trazer fungo e bactéria que é orgânico, sim, para o lado externo. Onde tem perfil, mesmo que não haja temperatura, mas não tem vapor atrás do perfil, tá? Então, onde há perfil não tem vapor. Então o vapor vai migrar entre os perfis, e aí é o efeito ghost que a gente vê e observa, muda de cor a parede. E onde tem perfil Normalmente fica marcado, esbranquiçado.
Gente, eu gostei desse tema, viu, Moraes?
Você enxerga, isso é muito complexo. A gente tem um grupo de estudos, é um grande problema. É por isso que eu crio sistemas de drenagem para com que esse vapor não dure, ou se ele catalisar, a gente tem um outro grande problema. Se o vapor não conseguir migrar para o lado externo e condensar, por gravidade ele vira água líquida e por gravidade ele desce e ataca o ponto de parafusamento e ele pode causar pilha eletrolítica, corrosão, justamente na ancoragem do sistema. Então a hidrotermia é extremamente importante. A gente tem técnicas para proteger os pontos todinhos e eu venho aplicando essas técnicas. Há muitos anos, né, para com que essa guia possa inclusive encher de água e não causar nenhum malefício para estrutura. Ou seja, eu deixo a estrutura auxiliar com a vida útil protegida, e aí eu crio canais de drenagem para, se acontecer condensação numa residência, é mais simples porque o fluxo e o ciclo de evaporação durante o dia esquenta Aquele resíduo de líquido começa a evaporar novamente, começa a sair e fazer a troca. Num edifício nós temos variações de temperatura por andar, então aí eu crio os canais de drenagem na fachada aonde isso não acontece e não ocorre um ghost numa fachada predial.
Você tá falando aqui, eu tô viajando imaginando essa estrutura com assim quantas patologias são causadas Por falta de conhecimento técnico.
Conhecimento técnico. A patologia, ela é principalmente a higrotermia, é motivo de um grande fator, um grande número de patologias no sistema construtivo.
Munay, e você tem algum treinamento? Você toparia se a gente bolasse um evento online para você fazer uma apresentação só desse tema? Claro. Porque quando você tá falando aqui, eu tô pensando, né, eu tô imaginando por dentro daquela estrutura. Muitas coisas acontecem por falta de conhecimento.
Vou até, acho que talvez te dar uma sugestão melhor. Nós podemos pegar uma obra de uma fachada de um edifício, por exemplo esse que agora é o mais recente, que é de 20 andares, e nós podemos filmar lá já direto a instalação, o que é feito para proteger todo o perfil, como é feita o sistema de drenagem, como é feito A fixação das placas, do porquê que a gente usa esse método, né? E não tem patologia alguma lá. Eu tenho um edifício já mais de 9 anos sem uma única patologia.
Não, eu achei isso. Não, a gente pode ir lá sim. Daí você explica na prática.
E aí você tem na prática criando uma aplicação, não digo uma aula, mas pelo menos mostrando uma técnica. Que deve ser, o que é bom deve ser copiado, né? Então deve ser utilizada porque você só vai ter ganho e proteção da tua estrutura, tanto em módulo, eu faço isso, como faço nas estruturas prediais, nas fachadas e nas residências. Então ela é um tema extremamente importante que você consegue resolver uma série de patologias, minimizar riscos, né, é o principal, né, da coisa, e um processo de baixo custo. Então falta conhecimento só. Prevenção é tudo.
Então eu vou abrir aqui, ó, eu posso levar alguém da construção comigo? Claro, a gente tem uma comunidade, uma grande comunidade de profissionais do setor que se chama Hub Pro. Então a gente, ó, tal dia a gente vai numa obra para conhecer um sistema, a forma de construir, assim, enfim, coloca o tema, você que tem interesse se cadastre aqui, aí a gente manda os nomes para você.
Aí eu já converso com o diretor da construtora, a gente já agenda a data, né, e eu falo que a ConstruCast vai para lá fazer, e aí ele está lá presente, porque talvez seja um momento de você falar para ele até por que que ele optou por esse sistema.
É similar o sistema?
É, uma das, assim, um dos motivos dele é que numa planilha de alvenaria, fechamento de bloco estrutural, enfim, o prédio todo demoraria em torno de 24 a 28 meses e a gente está pretendendo fazer de 9 a 10 meses. Então nós temos um cronograma de execução, isso não é da boca para fora. A gente tem todo mapeado onde vai ficar cada, então nós temos um local para montar painel, vocês vão entender tudo isso, é um cronograma, não é falar. Eu até criei com o Marcos Bueno uma ação dizendo empresas que mostram o que fazem. Então eu acho que é muito importante você fazer primeiro e mostrar depois, não falar e não mostrar nada depois.
Vamos repetir essa mesma ação.
Isso é muito importante porque isso mostra segurança, que é aquela segurança que a pessoa quer ver. Olha, eu vou morar em casas. A gente tem um advento, principalmente do brasileiro, que vai muito para os Estados Unidos e fica em casas com essa tecnologia. Então, a casa aqui é muito mais simples, o acesso é Eu sou procurado por condomínios que querem. Então isso é agora edifício, que é a grande hoje demanda, é a grande procura das construtoras. Você sai de um painel de 500 kg por metro e vai para um painel de 80 kg por metro, a mesma resistência mecânica, com a mesma A diferença é gritante.
Bom, chegamos ao final desse episódio. Dá suas palavras finais, vê o que que você esqueceu de falar, alguma coisa que você gostaria de deixar aqui.
Esse é o seu momento. Ah, não, vou falar com Monarca, é engrandecedor escutar ele. Você falou que tava viajando também, como é que funciona tudo, é espetacular. E a gente vai repetir as empresas que fazem agora na Expo Offsite, na Arena Offsite que a gente vai fazer também, acho que no podcast também tem que falar mais. O que a gente tem que demonstrar sempre é isso, é a prática mesmo. Falar, todo mundo está falando por aí, né? Eu acho que a gente tá provando aí, mostrando que é possível fazer. E a Expo Offsite, ela veio para isso, para mostrar que realmente É possível. E não esqueçam, 16 a 19 de junho, São Bódromo do Aimbi.
Ah, eu estarei lá, com certeza.
Nós estaremos lá.
Munay, suas considerações finais, e se você esqueceu de falar alguma coisa, esse é o momento.
Olha, eu agradeço muito a oportunidade da ConstruCast fazer esse convite para mim. Eu me sinto honrado em participar com vocês. O pouco que a gente sabe. Eu tenho um ditado que quem não vive para servir não serve para viver, né? Contem sempre comigo. E agradecer principalmente a todos que ficaram até aqui com a gente, né, ouvindo, tendo a paciência de nos escutar, de estar nos ouvindo, né? Espero ter contribuído com alguma informação positiva, né, para contribuir com a vida das pessoas, né. Mais uma vez que eu falo: quem não vive para servir não serve para viver, né. Então muito obrigado, Paulo, muito obrigado à Consurcast pela oportunidade, e contem sempre comigo.
Gente, sensacional, fiquei muito feliz com a sua participação. A gente tá tentando esse encontro aqui faz muito tempo e dessa vez aconteceu. Então a palavra-chave de hoje, se você chegou até aqui, é construção modular. Então, um abraço e até o próximo encontro aqui no ConstruCast. Afinal, conhecimento também se constrói.
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