De Piscineiro a Influenciador: Os Bastidores que viralizou tratando piscina Rhuan Félix | Expolazer

Neste episódio ao vivo da ExpoLazer 2026, o apresentador Paulo entrevista Juan Félix Moreira Ribeiro, conhecido como Juan Félix, um ex‑piscineiro que se tornou criador de conteúdo e influenciador no nicho de manutenção de piscinas. Juan conta sua trajetória: origem em Juiz de Fora, família de tratadores, início na profissão aos 18 anos, tentativa de seguir outros caminhos (elétrica, música, pastoreio) e a virada quando gravou um vídeo narrado de uma piscina cheia de barro após um deslizamento de terra, que alcançou 3 milhões de visualizações. A partir daí, ele passou a produzir vídeos narrados, ganhou seguidores, e transformou a visibilidade em crescimento empresarial – hoje sua empresa atende cerca de 90 piscinas por semana no verão, possui casa própria, carro e uma casa de campo. Juan discute as responsabilidades de ser influenciador, a necessidade de transmitir informações verdadeiras, evitar influenciar negativamente e manter a ética (não abordar política ou religião, cuidar da privacidade da família). Ele fala sobre a importância da comunicação, atribuindo parte de sua evolução ao ambiente da igreja e ao contato constante com o público. O papo inclui conselhos práticos: manutenção de piscinas no inverno (continuidade de tratamento, riscos de doenças transmitidas pela água), cuidados na construção de piscinas (estrutura contra deslizamentos, escolha de plantas, segurança infantil, cercas). Juan também alerta sobre armadilhas de fama – pressão por números, risco de se tornar “um número” – e destaca os benefícios da viralização: expansão de negócios, networking, realização de sonhos pessoais. O episódio encerra com agradecimentos ao evento e convite para futuros conteúdos, reforçando a ideia de que conhecimento se constrói por meio de histórias compartilhadas.
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E mais um episódio diretamente da ExpoLazer 2026, uma parceria ConstruCast e ArquiCast. Tô conversando agora com— eu não vou chamar de influenciador, esse cara ele resolve muitos problemas aí de piscina, mas ele também é um baita de um empresário do setor. Confesso que fazia muito tempo que eu não conversava com ninguém que se comunica tão bem.
Obrigado.
Ele tem um nome extremamente artístico. Fala para nossa audiência, Juan, como que é seu nome completo?
Juan Félix Moreira Ribeiro.
Isso aí, gente, vamos lá. Juan, para iniciar nosso bate-papo, eu queria que você falasse um pouquinho quem é Juan Félix.
Vamos lá, Juan Félix, ele é pai de duas meninas, é esposo da Keyla. Juan Félix é um cara que acredita muito em Deus. Mas também conhecido pela internet. O Juan Félix é um criador de conteúdos. Eu costumo falar que é um vulgo, né, que o pessoal fala como uma gíria, um piscineiro influenciador.
E no bate-papo de hoje, você que tá chegando agora, a gente vai conhecer um pouco da história do Juan e vamos te trazer pontos importantes sobre também, assim, a gente tem as vantagens de ser influenciador, de gerar conteúdo, Mas a gente também tem os perigos, né? Então, Juan, conta um pouquinho onde você nasceu e como que você se enveredou aí para o universo da internet. Então, como antes de você chegar na história, vamos lá, vamos lá.
Eu venho de Juiz de Fora, Minas Gerais, ali uma cidade de Minas, mas bem carioca porque é bem próximo do Rio de Janeiro. É a minha história, eu venho de uma família de tratadores. Antes de eu iniciar na na internet, primeiro a gente tem que conhecer um pouquinho dessa história, que aí vocês vão entender o caminho. Eu venho de uma família de tratadores, onde meu padrasto é tratador, meus dois tios são tratadores. E aí eu até tentei correr disso, mas quando cheguei ali por volta dos 18 anos, que eu fui procurar um emprego, tava difícil no nosso país, e a porta que se abriu foi trabalhar com meu tio. Então foi aí que eu iniciei nesse nicho de piscinas. Trabalhando com meu tio, aprendi um pouco mais sobre esse ramo Ele foi quem me ensinou a tratar e cuidar das águas que a gente vê por aí. E aí, decidido em obter mais clientes, eu comecei a postar o meu trabalho na internet. Só que aí eu sempre postava, ô Paulo, o meu trabalho com às vezes uma música de fundo, alguma coisa assim, e não tinha muito resultado. Só que eu pensei, pô, vou continuar. Os resultados que eu tinha era o seguinte, eu brinco falando, eu postava o resultado ali, a limpeza completa de uma piscina, piscina e minha tia tava comentando assim, meu sobrinho é lindo. Pô, aí não tinha nada a ver com— ah, exato, entendeu? Minha mãe, meu filho é lindo. Aí eu só tentando mostrar a piscina, o meu trabalho, eram os resultados que eu tinha, a família ali apoiando. Até que um dia eu recebi um chamado de uma das minhas clientes que tinha um deslizamento de terra em frente, em cima da piscina dela. Juiz de Fora é uma cidade muito montanhosa, inclusive no início desse ano a gente sofreu com algumas chuvas Então isso já acontece bastante na nossa cidade. A piscina ficou cheia de barro, ela me chamou e falou, Juan, o que que a gente faz? A gente vai esvaziar e tudo mais? Falei, não, vamos nessa. Comecei ali a tratar e gravar isso, né? Eu gravava também para mostrar a Keyla em casa, porque eu falava, olha só, amor, o que que eu consegui fazer e tudo mais. Tentar ganhar uma moral em casa também, né?
A Keyla, só para você que tá acompanhando nas plataformas de áudio, é a esposa dele.
É isso aí. Aí eu gravei esse vídeo, fui e tudo mais, juntei eles, e quando eu ia postar com música, o que que acontece? Uma piscina com barro, quando você posta com música, você fica refém das interpretações. Falei, cara, então eu preciso adicionar alguma coisa para o pessoal entender o que aconteceu. E aí comecei um vídeo narrado, que era diferente dos formatos que eu estava fazendo. Comecei, você deve estar se perguntando o que que foi que aconteceu aqui com as fortes chuvas, caiu um barranco dentro da piscina e tudo mais, e mostrando o resultado. Esse vídeo eu postei nas redes, com uma semana ele viralizou, pegando 3 milhões de visualizações. Uau! E aí nasce o Juan Criador de Conteúdo. Até então era só o Juan Piscineiro que estava ali tentando, né, empreender. E a partir daí, não que eu não empreenda até hoje, mas nasce o Juan Criador de Conteúdo, porque é isso. Alguma comunidade começou a me seguir querendo acompanhar essa limpeza, essa rotina, né, minha como piscineiro. Foi aí que eu falei, opa, esse é o formato. Continuei postando e até hoje a gente posta esse formato de vídeo narrado.
Agora, eu costumo dizer que o movimento que a gente cria acaba levando a gente para algum lugar que muitas vezes você almejou, almejou e nem percebeu. Sim, eu queria trazer, que você contasse um pouquinho mais desse Como que era? O que que passava na sua cabeça quando você vem de uma família de piscineiro, mas ah, eu não quero ser um piscineiro? Por que não querer ser um piscineiro? Sim, né? Era preconceito? Era a forma de repente como você vivia, né? Às vezes a gente vive numa vida muito simples. Não, mas eu não quero ser isso, eu quero ser diferente, tá? Só para a gente fazer essa, porque nem sempre a vida é aquilo que a gente quer.
Com certeza. Então, na realidade, quando eu era mais adolescente, eu queria jogar bola, só que eu não dava muito certo para isso. E Logo ali nos 16 eu já percebi, os professores já falou, não vai dar para você não, campeão. E aí eu comecei, a minha mãe me colocou em um curso técnico de eletrotécnica, então eu tava mais inclinado aí para essa parte da elétrica. Então quando eu formei eu procurei serviços nesse sentido porque era o que eu tinha aprendido, entendeu? Aí por isso que eu tava tentando meio que correr e ir para algum outro lugar, mas por isso. Só que aí a oportunidade que me veio, que eu tive ali naquele momento, foi de estar na piscina. No começo, confesso que não foi uma coisa que eu olhei e falei, cara, quero isso pro resto da minha vida. Não foi, mas nem é por conta de exemplos nem nada disso, porque eu acredito até que seja uma profissão de boa remuneração, que dá pra você viver uma vida estável, mas era mais mesmo porque eu não via com esses olhos pra essa profissão. Eu queria tentar seguir na elétrica ali. E eu também sou cristão, Queria também meio que seguir um pastoreio ali e tudo mais.
Você canta?
Canto, eu sou músico. Então a gente tentava esses outros caminhos da música ali na igreja, da elétrica. Por isso que eu não olhei ainda, não tinha focado com esses olhos para piscina. Mas nessa oportunidade, eu brinco falando que foi onde Deus começou a criar ali um novo Juan ali, entendeu?
Ô Juan, eu queria que você trouxesse também, como eu te falei, né, eu tô batendo muito nessa tecla da boa comunicação. E comunicação é um problema que o mundo vive. E eu, enquanto apresentador de um podcast importante para o setor da construção, da cadeia como um todo, costumo dizer que muitos problemas podem ser resolvidos através da comunicação. E como que você chega nesse nível de comunicação? Você tem consciência disso?
Cara, não, não. O pessoal fala isso, né, conversando, e então eu acabo meio que sabendo de alguma forma, mas eu não me acho tão bom assim não, tão bom comunicador. Eu acredito até que tenho melhorado minha dicção, eu brinco que era de 5 centavos, agora já tá pelo menos R$1. Então eu não tenho muita noção, mas eu acredito que isso possa ter vindo desse ambiente de igreja, que tem muita comunicação, né, da galera conversar, de grupos de amizade. É, eu acredito que venha daí essa comunicação, sabe?
É, às vezes a gente— eu falo muito do ambiente, sim, tá? E às vezes o ambiente que você escolhe faz toda a diferença para te tornar uma pessoa, enfim, para te levar para um caminho. Por isso que eu falo, né? O ambiente que você escolhe. Você tá aqui no evento, a gente aqui agora tá gravando um podcast, a minha audiência, audiência do evento vai conhecer um pouco mais quem é você. E te diria que até as pessoas que já te seguem também vão conhecer mais. Então o ambiente realmente ele transforma. Agora, quais as preocupações que você tem consciência que existem assim de perigo na profissão de influenciador?
Cara, vamos lá. Como o próprio nome diz, influenciador, a gente exerce uma certa influência no público. Eu consigo enxergar isso quando eu tenho uma conexão como na Expolazer aqui com as pessoas e elas chegam me tratando como se eu fosse amigo delas. E muitas das vezes eu não conheço nem a pessoa, porque é uma— você estar ali chegando no celular dela cria uma certa intimidade, porque todos os dias ela te assiste, todos os dias ela vê o que que você faz, ela entende aquilo que você fala como algo bom. Então existe sim uma certa preocupação. Como diz o Homem-Aranha, com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Então a gente tem que se guardar quanto a isso, entendendo que essa é a responsabilidade do influenciador, influenciar para coisas boas. Porque é muito fácil também você influenciar para o mal quando você tá nesse lugar. Porque, por exemplo, se você tem um grau de intimidade como esse, das pessoas chegarem te considerando amigo, se você começa a influenciar essa pessoa a fazer algo ruim, ela acaba caindo nesse buraco ali te seguindo, porque realmente a pessoa te segue todos os dias. Então ela começa a viver aquilo, ela começa a ter também atos parecidos. Então tudo isso a gente tem que tomar muito cuidado e influenciar para o bem as pessoas, para as coisas boas. E se existe alguma dúvida sobre o bem e o mal, é melhor que você nem influencie, você se guarde.
E até aproveitando, eu vou usar um termo, Juan, que a internet como um todo é uma grande mentira. Sim, porque a gente cria cenários.
Exato, exato.
Que a gente faz é roteirizado, tá? Agora, antes eu, óbvio, te seguia, tá? E tem um vídeo que você postou de uma piscina, que foi aquele vídeo, não sei se é o mesmo que a gente, que viralizou, não sei se é. Mas agora sim, quando eu tenho contato com você, que eu conheço você, que eu conheço sua esposa, que eu sei que você é pai, Então você tem uma preocupação muito maior com o que você tá transmitindo.
Com certeza.
Porque como que eu vou falar, por exemplo, vou sugerir um produto, se eu não tenho preocupação com o que eu tô gerando ali de conteúdo e tô ligado só no cachê que eu vou receber?
Eu começo a achar um problema.
Então eu posso falar com propriedade que você como pessoa transmite muita segurança.
Obrigado.
E eu tenho certeza que se a gente que tá do outro lado seguindo uma pessoa e acompanhar de forma minuciosa o que aquela pessoa tá dizendo, a gente consegue pegar as verdades e se aquela pessoa de fato tá influenciando para o bem.
Inclusive, Paulo, é, isso é muito perigoso, né? Igual você falou, que a gente mostra aquilo que a gente quer. Então às vezes a gente pode cair num lugar de ter uma ansiedade por ter aquilo que o influenciador está mostrando. Só que muitas vezes o influenciador não vai mostrar a casa desarrumada, o influenciador não vai mostrar quando deu errado, muitas vezes o influenciador não vai mostrar quando ele tá num momento mais vulnerável, chorando. Muito pelo contrário, ele vai mostrar as partes boas, porque a gente tende a fazer isso. Porém, esse influenciador também sofre tudo que uma pessoa comum sofre, entendeu? Então a gente tem que tomar esse cuidado e entender que a gente não tem que ter a ânsia de querer só o lado bom da vida que o outro tá mostrando. Muito pelo contrário, a gente tem que se colocar no lugar de olhar e falar: não, ele é uma pessoa como eu, ele também tem desafios como eu. Muitas vezes nas piscinas eu faço questão de mostrar isso. Tem piscinas que às vezes a gente pega para limpar que demoram mais do que o período que a gente queria que fosse. Só que eu faço questão de mostrar isso no vídeo justamente para mostrar que: ah, eu sou um bom profissional? Faço de tudo para ser, mas pode acontecer de eu errar. E nesse erro as pessoas também encontram semelhança e fala, pô, já aconteceu isso comigo, pô, maneiro, olha lá, ele mostrou que não deu certo, aqui também vive dando errado. E é isso, sabe, cara, a gente mostrar a realidade ali sem filtro.
É porque quando você passa uma verdade, exemplo que eu uso muito, imagina, eu vou vender um carro, sim, e eu chego, esse carro aqui, cara, ele é muito legal, eu sou o único dono dele e tal, ó, único probleminha que teve foi essa porta aqui foi batida ali, enfim, pintei, mas tá tudo certo. O único probleminha foi aqui. Se eu tô falando a verdade para você, você fica muito mais seguro daquilo que você tá comprando, com certeza, tá? E na vida de influenciador, se você passa um conteúdo verdadeiro, de certa forma, tudo bem, você demora muitas vezes para viralizar um vídeo e essa curva virar. Só que quando vira, no seu caso hoje, você é um grande nome aí como influenciador, você também traz uma responsabilidade, porque muita gente começa a olhar para você pelo que você é, no caso o número, e não pelo cara. Desculpa, tá? É incrível que você transmitiu.
Obrigado, você também é incrível, amigo.
Então assim, como que você lida com essa? Não sei se você tem essa percepção quando as pessoas se aproximam de você pelo Juan com milhões de seguidores.
Cara, sim, sim, existem pessoas que realmente me enxergam como números. E é justamente nesse lugar que eu estou com marcas, por exemplo, que estão comigo desde que eu iniciei, porque eles me viram como um Juan sem influência, mas que poderia um dia chegar nesse lugar. Então eu prezo por esses relacionamentos. Não que eu vá desfazer de pessoas que olham pra mim como um número, mas existe um relacionamento muito mais profundo quando você olha pra pessoa sobre quem ela é do que o que ela representa nesse caso. São milhões de seguidores, são milhões de seguidores, mas se de hoje pra amanhã o Instagram acabar, eu prefiro ter um bom caráter, ser um bom pai, ser um bom empresário do que ser alguém que só tem números.
É, porque aquilo que você é fica, né? Aquilo que você tem um dia pode acabar. Agora, Juan, eu queria que você trouxesse também os bônus, porque não adianta falar só dos ônus, né?
Estamos falando só da responsabilidade ali, né? Vamos lá.
Entende? Então assim, ah, eu tô gerando conteúdo, esse episódio aqui que a gente tá gravando, Ó, se der 100 visualizações, cara, a gente tá numa sala falando pra 100 pessoas.
Sim, fantástico.
Então isso faz com que eu não fique ansioso por número. Se passar de 100 mil, 10 mil, é uma consequência.
Sim, tá.
Então quais são também os bônus aí desse, dessa virada, dessa, do Juan viralizado?
Cara, Paulo, realmente a viralização e todo esse sucesso na internet também trouxe um sucesso pra minha casa. Eu não posso mentir, foi através da internet que eu consegui empreender melhor. Quando eu viralizei a primeira vez, eu tinha 3, 4 piscinas. E aí eu brinco falando que quando chegava no inverno, minha empresa falia, porque o pessoal parava de limpar as 4, falava, ih, não tem mais o que fazer. Aí eu recorria trabalhando com meu tio ali. Depois que eu viralizei, muitas pessoas falaram, poxa, se ele conseguiu fazer isso nessa piscina, eu vou chamar ele para limpar a minha. Então hoje eu tenho uma empresa que atende no verão cerca de 90 piscinas por semana. Sou eu mais 2 amigos, eu brinco falando que não é funcionário, são amigos que estão sonhando junto comigo, acreditando, tanto que um deles é meu primo. Então a gente acredita junto e no verão temos 90 piscinas para limpar. Agora no inverno dá uma reduzida, isso é natural, mas a partir da viralização veio o Juan empreendedor, consegui empreender a partir da viralização, consegui realizações como conquistar a minha casa própria, né, que a gente comprou no ano passado, um carro que eu queria, que eu tinha como sonho. Então sim, essa viralização trouxe muitas coisas boas. E assim, é legal também você poder ter esse reconhecimento, amigos que vieram através dessas viralizações, porque tem pessoas que, por exemplo, aqui de São Paulo, que eu lá em Minas, se não fosse através da viralização, eu nunca tinha conhecido. E são pessoas fantásticas, sabe? A nossa casinha da roça, quando a gente também conseguiu realizar. Tem casa na roça?
Eu nasci na roça.
É legal. Minas Gerais lá é muita, muito, tem muita oportunidade disso, né? A gente teve a oportunidade de realizar esse sonho de ter nossa piscina, que talvez sem a viralização seria muito mais difícil ou demoraria muito mais. Então essa viralização acelerou o processo, que talvez se eu não tivesse viralizado isso aconteceria na minha vida, só que talvez com um demorar mais. Então a viralização trouxe isso, isso é muito bom, isso é muito legal.
E o legal que aconteceu de forma natural. Sim, né? E nesse processo, né, nessa virada de chave assim, o que que você, quais foram os cuidados que você passou a ter, cara, para não cair naquelas mazelas, naquelas armadilhas do, sabe, tudo subiu para cabeça?
Tá, vamos lá. Então, primeiro, primeiro eu queria falar também com o público sobre isso, né, que se um dia você pensa em ser um influenciador ou trabalhar com a internet, Paulo sabe disso muito bem. A gente tem que prezar em não entrar em algumas pautas. Por exemplo, não é legal às vezes a gente falar na internet como política, como religião. A gente prefere ficar ali neutro nessas situações para não ferir ninguém, porque essa não é a intenção do influenciador, ferir não é.
E respeitar, né, a opinião do outro, né? A gente vive numa democracia, né?
Exatamente, cada um tem a sua opinião e tudo mais. Eu não posso usar esse grau de influência que eu tenho para influenciar nesses faz sentido. Eu respeito a opinião do outro, eu tenho a minha e tudo bem. Também vícios, né, que na nossa geração agora a gente tem vivido muito, como empresas aí de bets, de tudo mais. No começo eu confesso que eu até comecei aí por esse caminho, mas depois eu recalculei a rota e falei, gente, isso não é legal, pessoas estão perdendo coisas. Então a gente tem esses cuidados na internet. É também sobre cuidados que você tem que ter ali mostrando a sua casa, sua família, né? Até onde é legal você mostrar, até onde também fica perigoso. Então sim, na internet a gente tem que ter alguns cuidados ali.
É, eu já passei por isso assim, de alguém pegar um print do meu filho e tal, da minha esposa, e começar a usar aquilo para ter problema. Agora eu queria aproveitar que você tá aqui, a gente tá falando de influencer enfim, dos perigos da influência. Mas eu quero— você trouxe uma fala e eu quero usar sua fala para influenciar para o bem. Sim, topa? Agora, seguinte, você falou que no inverno você perdeu muito mercado, você perdeu cliente. E durante o evento aqui eu descobri com pessoas, com muitas, muitas pessoas falando que não se pode parar o tratamento de piscina no inverno, você tem que continuar tratando, tá? Então Traz uma dica para essa galera que para de tratar a piscina no inverno.
Tá, vamos lá.
Quais são os perigos que podem ocorrer quando você para de tratar piscina?
Show, vamos lá. Realmente, de fato, no inverno dá uma caída. Algumas pessoas começam a descuidar das suas piscinas porque não estão usando. Então a gente para de, às vezes, por exemplo, quando é piscinas em chácaras, para de frequentar e aí descuida. Só que a gente não pode descuidar nesse período Até porque ainda a piscina ainda está lá. Ô Paulo, a gente tava, você falou sobre o carro, né, sobre vender um carro. Sim, um carro mesmo você não usando, você tem que ter os cuidados com ele. Você paga o IPVA dele, você continua ali às vezes tendo uma manutenção de óleo, né, porque o óleo vence mesmo sem andar. Sim, ele vai vencer o período. O mesmo a piscina, mesmo sem usar, a gente tem que ter essas manutenções ainda periódicas. Ah, beleza, reduzir às vezes um pouco ali o Quem limpava toda semana porque usava muito, reduzir para 15 dias. Ok, tudo bem, a gente entende as situações. Muita gente tem algumas situações financeiras que tem que dar uma segurada e a gente tem que entender também esse lado. Só que descuidar 100% não é legal. É um bem precioso, é um bem muito valioso que traz alegria no verão. E se você descuida agora no inverno, pode ter certeza que você vai ter prejuízos lá na frente no verão. Além disso, a gente tem doenças como a dengue que afetam o nosso Brasil e que muitas vezes a gente se descuida por ser uma doença já conhecida. Mas a dengue continua matando, chikungunya, Zika vírus, várias coisas que vem através do descuidado com a água. Então nós estamos aqui para conscientizar vocês de que todo período, se você tem piscina, você tem que cuidar, você tem que estar ali olhando. E se não for com um piscineiro, que você cuide, mas que fique aí nisso. Porque a nossa intenção obviamente é empreender e ganhar dinheiro, sim, mas se você tá passando por alguma situação financeira que não dá para limpar que faça você, mas não descuide de um bem tão valioso, porque existe sim um cuidado que tem que ser, que tem que acontecer no inverno.
Tem a máxima: se você tem uma piscina em casa, meu amigo, esquece.
Como o Homem-Aranha disse, com grandes poderes, grandes responsabilidades. Imagina, tem gente sem nenhum.
Eu fiz, sabe qual que é o detalhe? Você tem uma piscina que você não usa.
Entendeu?
Agora, uma outra influência do bem antes de terminar esse episódio. Esse vídeo que viralizou seu foi por conta de um deslizamento de terra. Sim, tá. Agora queria que você trouxesse alguma dica para arquitetos e também para o profissional que resolve colocar uma piscina, que seria essa parte da construção. Ou seja, quais são as preocupações que eu preciso ter, considerar na hora de construir uma piscina, ou seja, pensar no entorno.
Legal, legal. É porque de fato a piscina, a gente tá na Expo Lazer, tá, a gente tá tratando da área de lazer no todo. E a piscina brilha ali, brilha, mas o entorno também tem que fazer ali o conjunto. E aí, cara, alguns cuidados que a gente tem que ter é sobre estruturas. Essa casa, infelizmente, dessa cliente, ela não tinha uma estrutura adequada para piscina estar próximo assim do barranco. E aí todas as vezes que caía muita chuva, esse barro vinha, esse caldo de barro vinha para dentro da piscina. Então a gente tem que olhar para a construção enxergando esses pontos de que as chuvas muito fortes podem acontecer. Ah não, mas nunca choveu assim. Tá, mas a gente tem vivido coisas novas climáticas no nosso Brasil, então a gente tem que tomar esse cuidado. Então plantas também, eu costumo dizer que a gente tem que olhar com carinho ali para quais são as plantas que a gente vai colocar em torno da piscina, para que aquela planta bonita que você tem ali em torno não venham prejudicar a qualidade da água, porque pode sim, pode acontecer que uma planta vai atrapalhar ali na qualidade, vai dar um pouco mais de serviço pra gente, mas vai atrapalhar na qualidade e tudo mais. Também perigos, vamos supor, a gente tem muitas crianças, né? Muitas áreas de lazer são um ambiente que as crianças vão brincar. Então se atentar quanto a isso, quanto a um piso que não vai escorregar pra essa criança, se você tem um bebê, quanto às cercas de proteção ou capas na piscina, justamente para que essa construção toda, esse entorno ali da piscina, não seja um sonho que vire pesadelo.
Ó, se tem construção, tem lazer.
É isso.
Conhecimento também se constrói. Viemos aqui contar a história do Juan e acabamos trazendo várias dicas importantes para você.
Algum.
Agora a gente tá no evento, precisa gravar mais podcast, mais eventos, enfim. Eu, o convite já tá feito para você participar de um episódio comigo lá no nosso estúdio aqui na Barra Funda. A gente também gira o Brasil inteiro com a série Por Dentro da Obra e Por Dentro da Indústria. Então se você tiver de repente alguma obra ou alguma piscina, Paulão, vem aqui, ó, estou com uma pauta legal para a gente fazer uma gravação aqui. As portas estão abertas.
Pô, vai ser um prazer.
Agora, eu deixaria de perguntar alguma coisa que você gostaria de trazer aqui ainda neste episódio?
Cara, não, só talvez a importância desse evento para todo mundo, né? Nesse lugar de influência, queria falar com os piscineiros e com quem faz parte, né, da construção, ou seja, ali também desse meio de piscinas, lojistas, fabricantes. Cara, esse é um evento muito importante, é um evento onde a gente vem, se reúne com amigos. Isso é muito legal, muito legal. Mas mais do que isso, traz importância para o nosso nicho, que às vezes muito é desvalorizado. Mas esse evento traz uma valorização, traz muito conhecimento para a gente poder entregar mais ainda do que a gente tem entregado. E como acontece de 2 em 2 anos, aí que você deve valorizar mais ainda, porque quando acontece você tem que estar, meu irmão. Não tem como você perder essa oportunidade, tem que estar.
E aí eu queria até complementar, gente, a gente precisa trazer os arquitetos. Sim, todos, todos precisam estar muito conectado com essa ponta de quem vai operar depois, tá? Eu acredito que você deve, já deve ter passado por várias situações por conta do projeto arquitetônico. Você tem falado muito, gente, arquiteto, você conhece de desenho, sabe desenhar, mas são essas pessoas que vivem o dia a dia. Então, ó, escute sempre quem executa. Eu tô falando de piscina especificamente aqui, mas na construção civil eu tô reforçando muito. Vamos ouvir o engenheiro, vamos ouvir o pedreiro, o mestre, porque são eles que vivem ali o dia a dia.
Com certeza, um ouvindo o outro para produzir o melhor juntos.
Juan, queria agora passar aí suas palavras finais e de novo agradecer e parabenizar a organização do evento, que tá sensacional.
É isso aí, queria agradecer também o evento, agradecer às marcas também que nos trouxeram aqui, agradecer você, Paulo, com podcast sensacional. Isso contribui muito também, pessoas aqui contando as histórias, podendo contribuir umas com as outras, com informações, e também com isso inspirações. Queria, né, trazer novamente a importância desse evento e dizer para você que tá aí do outro lado que hoje eu estou como criador de conteúdo e acertei, consegui construir essa, esse público, né, e esse sucesso. Mas não é impossível você também que tá aí do outro lado e sonha com isso, cara, que minha história sirva como inspiração para você de alguma forma, porque Deus ajuda quem cedo madruga. Trabalhe bem, eu tenho certeza que do outro lado Ele também vai te ajudar.
Gente, por trás de grandes nomes existem histórias incríveis. Então conhecimento também se constrói reforçando. Este foi mais um episódio diretamente da ExpoLazer 2026, uma parceria ConstruCast, ArquiCast e ExpoLazer. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui. E agora? ConstruCast, ExpoLazer, ArquiCast.
É isso!
Sensacional!
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