Desafios da Construção Industrializada no Brasil: O Que Você Precisa Saber! #10

Rafael, Kater e Paulo discutem por que a construção industrializada enfrenta resistência no Brasil. Faltam normas claras, mão de obra envelhece, e bancos como Caixa e CDHU precisam incentivar mais. Eles propõem que academia e indústria trabalhem juntas para mudar isso.
Chapters
Kater, você está no ConstrueCast, a voz da construção. Vamos falar sobre dia a dia de obra? Vamos fazer um bate-papo aqui?
Vamos, claro.
É bem leve.
Eu acho que poderia começar... Porque, assim, eu acho que tem que ser justo. Vocês se conhecem?
Muito, nós somos... O Kater... O Kater... Kater.
Foi um espionagem aí pra... Olha, você.
Me deixou no vácuo. Deixei. A gente estava falando...
Não olhei. Eu dei o equilíbrio. Ele falou que ele não olha pra pessoa.
A gente estava falando... Ninguém nunca deixa ninguém no vácuo.
Não?
Não.
Não existe? Talvez lá na estação, nem na estação inteira, porque o cara tá dentro e não tá no vácuo. Este.
Episódio é um oferecimento Hub e Construção.
Não, porque assim, tá vendo? Pode não acontecer isso? Porque assim, vocês se conhecem?
Muito bem.
Então, só que eu estou aqui e eu não conheço. Acho que tudo tinha que começar com eu fazendo a pergunta pra ele, pra que eu possa conhecer profissionalmente. Porque assim, eu gostei da pessoa, do cáter.
Mas aí vai ser coisa legal. Mas aí que vai ser diferente.
Então, já conheço. Então pergunta, Rafael.
Pode começar.
Já tá começando. Porque assim, eu acho assim, ó... Já.
Explicamos que não existe vácuo. Exatamente. Quer dizer, duas pessoas não podem ficar no quarto comigo.
Exatamente, deixou. Mas assim, porque a gente vai precisar entregar alguma coisa. A gente vai entregar muito. Teoricamente, nós temos trinta e poucos minutos para entregar alguma coisa sobre o ambiente nosso de construção. E acho que é um bate-bola legal. Mas assim, Você comentou uma coisa importante que você trouxe os fatores da pessoa e como ela influi na Constituição Civil. Eu vou dar um... assim, eu realmente não sei sobre a sua trajetória e não vai dar pra contá-la aqui pelo pouco que você me contou, não dá pra contar em 35 minutos.
Não.
Porém, eu... Trocar uma ideia, fazendo uma análise superficial e momentânea de ti, olhando para o profissional, se eu fosse falar o quanto que, olhando para essa feira que você comentou, E a importância dessa feira ser realmente o direcionamento que a gente deveria ter na população civil. Com a sua experiência, com tudo que você traz de bagagem, se você olhar o quanto seriam importantes essas empresas, duas coisas. E aí depois eu queria que o Paulo, depois que você comentasse, que o Paulo entrasse com aquela visão de quem não é engenheiro, aquela visão de quem está olhando o que você pode responder do outro lado. São duas coisas pra mim que ainda faltam quando eu olho pra isso. E aqui eu vou fazer a parte do sincero, a parte do conhecimento e a parte do likeado, né? O leigo da parada toda. A parte do leigo. Mas pensa comigo. Você não acha que falta essa questão de desenvolvimento real do produto? Quando eu falo isso é o seguinte. Quantos aqui tem ensaios desses materiais? Quantos estão atendendo a 15.575 na arma de desempenho? Eu só acho que tem a ver com você. E depois eu queria que você comentasse o quanto que isso tem de importância uma IS-9001, já que estamos falando de o quanto que a importância da IS-9001 estar aqui Não estou dizendo que todo mundo tem que ter, mas todo mundo tem que estar na cabeça de ter, se quer ter um sistema construtivo, e assim nós vamos conseguir que isso contribua no nosso mercado.
Ó, vamos lá. Bacana. São dois assuntos interessantes. Primeiro que eu acho que a gente está assim, eu por estar fazendo 41 para 42 anos que eu estou no meio da construção. Ontem eu comentei com um amigo que eu fui, já comentei com o Paulo, acho, eu fui assistir uma palestra de tema sustentabilidade numa das minhas obras ali na Vila Nova Conceição e eu fui convidado para só no final fazer um fechamento, né? Então eram os engenheiros mais novos e eu lá, enquanto a palestra acontecia, eu fiquei olhando para a construção. E por coincidência, o meu primeiro estágio foi numa obra na Vila Nova Conceição, a duas quadras daquela que eu estava, 40 anos depois. E eu fiquei olhando e quando acabou, me pediram, óbvio que eu elogiei a iniciativa, mas não consegui deixar de falar que eu estava olhando para aquele prédio e eu estava vendo exatamente a mesma coisa que eu via 40 anos atrás. Não era nenhum exagero, era exatamente a mesma coisa que eu fazia 40 anos atrás ali, duas quadras de onde eu estava. Ainda lembrei que o único sistema construtivo que estaria muito mais assimilado, que é o famoso drywall, A construtora onde eu trabalho não gosta muito do drywall, porque o público, o alvo, prefere o sistema convencional. Então isso é uma coisa que já traz uma frustração.
Houve uma rejeição por conta disso.
Houve. Até hoje, por incrível que pareça, ainda tem. Tá mudando, mas ainda tem. O pessoal do altíssimo padrão ainda prefere a parede e tal. tudo pesado e tal. E aí eu tô vendo o seguinte, e também não é de agora que a gente vê que tudo tendia pra ter uma carência de mão de obra no processo artesanal. Não é de agora que isso tá acontecendo, tá acontecendo há muito tempo, mas agora a coisa pegou. Então não tem como não associar uma feira dessa com a demanda, a necessidade que a gente tem de pré construir, de construir off-site. O termo off-site também é uma coisa que o pessoal não usava. As obras do Rio de Janeiro que eu fiz, que foi que eu tive a oportunidade de conhecer a Carol, traziam essa marca gritante que era fazer tudo fora da obra. Estrutura metálica, banheiro pronto, vinha num guindaste, colocava fachada pronto. Isso é fantástico. Tanto que eu falei para mim, puxa, acho que eu não vou conseguir mais voltar a trabalhar. numa construção convencional. E voltei pra construção convencional e ela me incomoda terrivelmente. Além do que essa mesma carência de mão de obra que executa, nós estamos percebendo uma carência de qualidade. Não sei, eu falei isso um dia quando a gente começou a falar de estagiários, do profissional que fiscaliza quem executa e a gente está tendo uma dificuldade de entregar os empreendimentos com a mesma qualidade que a gente entregava alguns anos atrás. Isso é um fato. Fui conversar com um colega meu outro dia, que é dono de uma das construtoras mais famosas em São Paulo pelo Auto Padrão, E ele chateadíssimo, dizendo que as três últimas obras que ele entregou, ele tinha um pouco de vergonha de entrar na obra. Então, esse é o lado. o que eu acho que falando um pouco da feira, não tem como a gente não fomentar, talvez seja essa palavra, essas empresas que estão... É engraçado que você vê, na hora que você circula na feira, a expectativa que cada um deles tem de poder entregar, de vender, de ter sucesso, e você ao mesmo tempo vê a dificuldade das pessoas comprarem.
Sim.
Então é um desafio enorme essa industrialização, mas ela vai ter que acontecer. E aí, Viajando um pouco pelo que você falou da ISO, né? Eu não sou um expert de ISO, mas eu fui um dos pioneiros. E quando a ISO surgiu, foi quando as empresas de construção começaram a perceber que elas tinham que desenvolver sistemas da qualidade.
Meu feeling tá bom.
É?
Meu feeling tá bom.
É, tá bom. E aí, não, mas o que sabe que é curioso, é que nem o advento depois da construção LIDL, esse tipo de selo, agora o ESG. Isso são temas que surgem e que passam o tempo sendo explorados de uma maneira até comercial demais. Comercial demais. Então aparecem os especialistas na ISO, os especialistas na SG, o especialista no LEED e tal. E com o tempo essas coisas vão se tornando o dia a dia da gente. Então muitas construtoras optaram, perceberam que ela não precisava ter uma certificação ISO para fazer bem feito. Ela incorporou de tal forma um modus operandi que ela se convenceu de que era adequado e útil, necessário para o negócio dela, que ela falou não preciso ficar me certificando todo ano. A empresa onde eu trabalho ainda se certifica. é necessário? Eu acho que é, porque eu tô vendo que existe ainda uma fuga. Acontece isso com o LIDE, né, o selo LIDE, porque, ah, sustentabilidade de energia. Cara, mas é evidente que ninguém quer jogar energia fora, não precisa mais ficar te provocando para isso.
Se você pega a Liniers de 2013, 14 só se falava nisso.
Só falava nisso. E hoje qualquer equipamento economiza energia. Outra coisa, conteúdo reciclado. Você tinha que procurar feito um louco quem fornecesse um kit porta pronta pra você com conteúdo reciclado. Hoje já todos tem conteúdo reciclado. O aço, o aço da construção. Então acho que são coisas assim que vão amadurecendo naturalmente, mas fundamentalmente, já que nós estamos aqui num ambiente de uma feira de construção off-site, tá evidente que a gente ainda tem muito a evoluir. Nós estamos com uma dificuldade enorme de encontrar as pessoas que executam as construções no modo antigo.
Entendeu? Paulo, a gente passava pra você, porque ele deixou um ponto importante.
É, eu até sei.
Mas nessa parte que você falou da dificuldade da venda, você não entende que se ali junto da casa tivesse alguém assim ó, meu sistema tá homologado, eu atendo a norma de desempenho total, seria mais fácil porque o maior órgão financiador, na verdade praticamente único do Brasil, que se chama Cártica Econômica Federal. E ela tem uma predisposição a sistemas que ou ele tem que ter norma ou ele tem que ter um documento que avalie tecnicamente. O Ministério das Cidades com o BQPH. Lá, na meada de 2011, mais especificamente, eles começaram. E aí a gente tinha os relatórios técnicos que avaliavam, que a gente fazia todos os ensaios relacionados à norma de desempenho. E aí a gente depois construía essas habitações e verificava fatores como degradação, como fator de manutenabilidade e outras questões relacionadas ao que é a ISAT, ter documentação e etc.
O Rafa, vocês vão lembrar que quando eu falei do drywall, né? O drywall quando entrou no Brasil, ele quase estava fadato a insucesso, porque ele entrou errado. Ele entrou errado, ele não entrou normatizado, ele não entrou ensaiado, ele foi executado errado. Eu lembro bem, tinha uns cases em São Paulo, de obras ali no Morumbi, que eram verdadeiros cases de insucesso, que o drywall foi tão mal executado, que não à toa até hoje existe uma resistência ao drywall, porque ele entrou sem esse apoio acadêmico e tal. E agora, mais recente, eu estou me deparando com uma disciplina parecida, que é a técnica do light steel frame. Ele está entrando, mas está demandando ainda um processo de normatização e de divulgação da forma correta, os ensaios e tal, porque se a gente começar a executar uma fachada de um prédio, com o sistema Light Steel Frame. Da mesma forma que a gente começou a executar o draw internamente... Vamos queimar mais um? Vamos?
Vamos queimar mais um?
Só para aquecer.
Vamos queimar mais um?
Ah, vamos, é. Esse que é o risco que pode acontecer, entendeu?
Só para aquecer um pouquinho esse tema, olha aquele lance das fachadas lá em Light Steel Frame, por uma má execução.
O que você está mostrando?
Só estou mostrando... Eu não posso falar aqui em público, mas só para ver a cara do Cater, olha.
Rapaz... Sobre o quê?
Sobre o que você está fazendo?
Problemas?
Uma obra recém... foi recém entregue. Olha a qualidade da fachada.
É, então. Mas tá na cara.
Só o Carter que vai ver.
Você sabe.
Tá na cara que vai acontecer.
Você sabe que é empresa.
Sim. Ah, é? Bom. Pois eu vejo aqui. Tô sem óculos, você me conta depois. Mas é um fato. Agora, nós estamos dando um, dois exemplos e isso acontece com tudo. Vamos lembrar o sistema PECS? Quando entrou no Brasil, lembra? Então, mas resistência pra caramba. Ah, não tem norma. Então, se você desenvolver dentro e aí envolve o meio acadêmico e a indústria. É isso que nós estamos falando. É o meio acadêmico e a indústria. Estão distantes. A primeira iniciativa bacana que eu vi disso, nós temos um amigo comum, que é o Seoto, que ele foi um dos caras que teve a primeira percepção de aproximar o meio acadêmico do meio da construção e depois a indústria também. Então eu tenho comentado, eu não tenho a menor dúvida que você vai em países de primeiro mundo, os Estados Unidos, as pessoas não gostam de usar os Estados Unidos como referência, mas é uma grande referência. O foco que eles deram em desenvolver as ideias, não importa só da construção, mas atrelando o meio acadêmico com a indústria e depois com o trabalho em si, É evidente que deu muito certo, e a gente ainda está muito distante aqui.
Rafa, posso falar um pouco?
Não, você agora fala.
Kater, quando você fala dessa parte acadêmica, como você já me acompanha desde o início, você tem sido muito parceiro aqui, eu vivo reforçando essa dificuldade que o Paulo tem enquanto canal, de levar conhecimento para trazer à indústria, para apoiar nesse... Porque assim, a gente culpa de fato, a gente já fala o... tenta trazer o meio acadêmico, mas você não entende que a indústria precisa fazer um esforço para ajudar nesse processo de formação?
Claro, todos precisam. E quando você falou do acadêmico... Até.
Inclusive trazer, porque a indústria vai apoiar o meio acadêmico também para a gente usar.
É, mas vamos lá, a indústria ela tem um viés comercial fundamentalmente, né? Assim como as construtoras e incorporadores também têm. Por isso que o meio acadêmico pode ser interessante. Eu vou lembrar uma coisa para vocês. Hoje você vê no mercado, já não é de hoje, já vou chutar para você que talvez faz uns mais de 20 a 30 anos, os grandes consultores das especialidades são do meio acadêmico. E eu lembro que quando eu precisei aprender a como executar determinadas técnicas novas ou nem tanto, vou te dar exemplos assim que você parece, não é possível que você foi atrás de um especialista. Eu fui na escola, eu fui na USP, nós somos da Politécnica. Hoje você tem vários dos construtores, não vou ficar citando nomes, mas tem vários construtores de patologias e sistemas construtivos, projetos. Posso citar nomes? Professor Ragebi, a professora Mércia, O Luís Sérgio, o professor Hércio Tomás, essa turma, eles eram do meio acadêmico, e foi interessante que o próprio meio acadêmico percebeu que eles poderiam levar esse conhecimento pra fora, porque até determinado tempo eles não podiam prestar serviços fora. E hoje ao contrário eles prestam serviço e continuam no meio acadêmico. Então eu falava assim Puxa eu vou fazer uma fachada. Poxa mas você não sabe fazer uma fachada. Você pensa que sabe fazer uma fachada convencional. A hora que eu trouxe o consultor do meio acadêmico ele me ensinou de quanto em quanto tempo espaço dimensão e tinha que ter uma junta. Me ensinou a proporção da junta quem que imaginar. Uma juta de silicone, se ele não tiver uma proporção de altura e profundidade, ela não vai funcionar, é o meio acadêmico.
Inversalmente não funciona.
É, infelizmente funciona, ele se comporta errado. Então eu acho que essa coisa pra mim é clara, estamos muito atrasados. Engraçado, eu sinto tanta falta do meio acadêmico, que quando eu fui fazer uma MBA lá no Rio, eu me encantei e o pessoal estranhou porque eu era o único, deve estar fazendo dez anos, eu estava com cinquenta e poucos anos e a grande maioria dos alunos eram recém-formados e eu adorava conviver com eles e eles adoravam conviver comigo. E olha que coisa curiosa no Rio de Janeiro. Ele estava ainda há alguns anos atrás de São Paulo em termos de não só de tecnologia como de gestão da construção. E por incrível que pareça o meu orientador se surpreendeu de saber o que a gente estava fazendo numa obra no Rio de Janeiro e me convidou para dar aula na GV porque a gente estava quebrando um paradigma do Rio de Janeiro. Então, olha que coisa maluca. Aí você fala, puxa, o que tá acontecendo? É a falta da proximidade. Tanto que quando houve a proximidade, ele se interessou de tal forma, ele era orientador e ele é um dos projetistas mais conhecidos de pavimentação e drenagem do Rio de Janeiro. Quando eu contei pra ele o que eu tava fazendo, que a gente trouxe de São Paulo, pelo Odebrecht, uma técnica para executar, como conviver com a água, que o Rio de Janeiro tem muito problema no domicilio aquético, de um jeito que a gente considerava já inovador, não tão inovador, mas eficiente, para ele aquilo era um risco. E enquanto ele não foi lá ver a obra algumas vezes, ele não se convenceu. Vocês vão ter problema, nós não vamos ter problema, vocês é que precisam realmente evoluir na forma de pensar. Estavam parados no tempo. Então como é que não fica ninguém parado no tempo? A gente construindo, os fabricantes investindo nisso. Você tocou no ponto fundamental. Se esse cara lá fora não provar que o sistema dele funciona e diante de circunstâncias ambientais que a gente falava, a famosa chuva dos 30 anos que agora chove todo ano, o cara tá fadado a não vender.
Lembro que aconteceu com a engenharia. Lembro que aconteceu com a engenharia, agora, recentemente, que eu estive nessa empreitada, as piores chuvas dos 40 anos em Minas Gerais quando tivemos mais de 600 pontos, ou seja, a engenharia de barragem, de tudo.
Você viu em Porto Alegre.
Porto Alegre é uma tragédia anunciada, mas a gente se percebe o quanto que isso que você tá falando tem importância. E aí eu vou te dizer o seguinte, quando a gente olha o ponto de vista acadêmico e ponto de vista de indústria, é uma área que eu atuo. Então assim, eu tô dentro das universidades federais, eu tô fazendo os ensaios, tô com o Paulo que acompanhou o ConstriCast através do Paulo. Hoje eu sou ConstriCast também, na época eu não era ConstriCast, eu tava conhecendo o Paulo. O Paulo andou comigo dentro de um carro, com equipamentos e coisas. Ele foi até lá, porque o Constricast é a voz da construção, e construção ocorre, e acho que isso foi muito feliz na sua colocação. O Constricast acontece como voz da construção, e a construção começa lá no Meia Caderno. Ela começa com o rapaz do mestrado questionando o que está aqui.
Eu acho que ninguém tem dúvida disso, Rafa. O que está faltando é juntar. Quando eu falei do seoto, já existe essa percepção da necessidade de juntar essas três partes, pelo menos? Há muito tempo. A pergunta é por que não estão se juntando, entendeu?
Rafa, mas sabe o que é interessante pra mim? Como eu sempre falo aquela famosa frase, né? Que eu vivo em canteiro de obra, vivo na indústria e tal. Mas aquela imagem sua ali acompanhando aquele teste pra mim, cara, foi uma... ó, eu emociono de falar.
Teste do quê?
Eu tava fazendo um teste de... um teste que eu tava fazendo de choque térmico. Porque imagina, você tá lá no Espírito Santo. Espírito Santo tem uma característica. Ventos, porque o oceano tá ali, na cara. Uma temperatura altíssima e, de repente, chove. E a temperatura é cara. Então, eu tenho lá a minha frente, minha fachada aquecendo até a X e depois ela resfria de uma vez.
Como é que ela vai se comportar?
Esse é o ensaio que tinha que ser feito.
Eu tava fazendo isso... E aí eu fui até a... até Minas, até a UFMG. O Rafa foi lá acompanhar. Chegou rapidinho, já olhou, já resolveu, já identificou ali o problema. Ele foi me explicando e falou, cara, que sensacional. Sabe? E o Rafa... Aí tinha outros alunos lá mestrando e tal. Eles olhavam para o Rafa assim, sabe? Tem o Rafa, nossa... Parece assim, é como se chegasse a luz, sabe? Para iluminar aquela galera, assim. Então é aquela pergunta, né? Por que isso não é mais disseminado?
E isso eu fiz pra uma indústria, tá?
Eu fiz pra uma indústria.
E agora, tendo os Estados Unidos, e como você comentou nos Estados Unidos, até pra colocar pro próximo ponto, que você me disse assim, pô Rafa, mas por que isso não acontece? Porque quando você olha pro mundo acadêmico, e eu sou o cara da pesquisa, pesquisa e desenvolvimento, da maneira como se olha no Brasil culturalmente, e você trouxe a questão cultural logo no começo da conversa, ele não gera resultado, que é o que você comentou, EconoMir, a curto prazo. Sempre P&D vai ser muito onerado, só que quando ele devolver algo, vale a pena ser isso. Ou seja, se não tiver iniciativa também pública, no sentido, e também, aí vou dizer o seguinte, não tem todo mundo certo e não tem todo mundo errado, tem que se fazer um pouquinho de cada parte.
Mas você deu exemplo, você falou o.
Imediatismo, Não pode olhar, virar para o pesquisador, o pesquisador não trabalha assim, entrei hoje, daqui um mês eu tenho que fazer uma reunião, eu quero saber o avanço que teve.
Ao contrário, é ele que vai dar noção de quanto tempo vai ser necessário para que isso funcione.
Isso, mas mesmo assim não dá para cravar. Porque no meio do processo eu posso descobrir uma coisa inovadora que vai gerar algo muito grande e que vai trazer ele de volta. Porque a gente pega, por exemplo, o Paulo trouxe um cliente pra mim com uma dificuldade, até vou colocar e te passar a bola. Esse cliente virou pra mim e falou assim, olha, como que vai se dar o trabalho? Olha, é assim. Ah, mas você não consegue me dar um cronograma? Com o contrato fechado, tá? E não é baixo, não. Falei, cronograma de desenvolvimento de produto? Falei. só depois que a gente chegar em determinado ponto. Aí ele aqui, ah, mas eu não posso trabalhar assim. Falei assim, então vamos romper aqui agora. Você tá entendendo? Aí eu consegui falar pra eles, olha, nós estamos tratando de pesquisa e desenvolvimento. Isso aqui não é uma campanha que você vai ter retorno na sua venda. Existem duas coisas importantes e eu brinco com ele. Existe o influenciador que você estava comentando, só queria trazer que a gente tem que traçar o paralelo. Com você eu consigo, porque quando a gente lida com gente inteligente é fácil traçar o paralelo, né cara? A conversa fica gostosa, fica dinâmica, a gente arrepia. E eu dificilmente arrepio. Eu arrepio com a moça bonita que passa.
Autista da autista tem emoções, cara?
Tem, a gente conversou bastante no começo aqui. Alguns antagonismos e algumas formas de pensar.
Eu olho pra isso tudo de uma maneira do seguinte, eu vou entregar algo positivo, cara, não sei, mas às vezes eu vou ficar.
Não é nem o tempo que vai demorar, pode não dar certo. Pode não dar certo. Pode não dar certo.
Só que aí você tem isso, eu acho que deveria ser algo constante, e aí queria que você falasse isso, que a gente não vê, e se você já viu dentro da empresa um P&D de verdade, que não fique lá em cima do cara, porque P&D, lembra da pesquisa de desenvolvimento?
Então, por exemplo, lá na RFM agora, a empresa está com 46 anos e ela tem uma escola da maioria das construtoras e ela, apesar de ter implantado, foi pioneira na ISO, a RFM foi uma das pioneiras na ISO em São Paulo. a hora da construção predial. Ela sempre se dedicou a desenhar os processos, procedimentos, documentar e tal. A luz da ISO, a luz do PBQPH, a luz do sistema de qualidade. A gente sabe que essa terminologia, sistema de gestão da qualidade e tal. Mas aí o tempo vai passando de uma maneira muito rápida e aí fatores começam a não permitir que você entregue a mesma coisa com aquela mesma receita e você tem que atualizar essa receita. Então, o tempo todo a gente fica se perguntando, será que o que nós estamos fazendo está certo? E estamos descobrindo que não. Então, agora, recentemente, a gente voltou a pensar em investir em treinamentos, em implementação de culturas, o sistema Lean Construction, que a gente fala muito, que é uma coisa cíclica, né? Porque, ainda mais hoje em dia, quanto mais o tempo passa, mais você não pode cometer a ousadia de rasgar dinheiro. Então você tem muito menos recurso. Então você tem que ser muito mais eficaz naquilo que você faz. É um tremendo desafio na nossa área especialmente enquanto a gente continuar construindo do modo como a gente constrói. Então se a gente conseguir por exemplo eu lembro quando eu falei da metálica. Eu tinha uma percepção clara que eu ia me incomodar de voltar a fazer as obras prediais convencionais porque eu tive a oportunidade. Você falou quando a gente conhece antes o meio e depois. Eu tive a oportunidade de conhecer uma outra forma de construir que me encantou, que era montagem. É montagem. E uma construção gigantesca e tal. 110 mil metros quadrados, a gente executou praticamente em dois anos. Eram dois hotéis, um prédio corporativo, cinco subsolos, um mini shopping e um prédio de salas comerciais. Era uma apresentação que justamente com a Carol, Eu fiz uma espécie de uma cronologia de fotos, as pessoas se impressionavam da data que eu tava lá ainda saindo do buraco. Uma das versões é da feira da ConstruMetal. Uma das versões, porque eu apresentei com o CTE lá, com o Roberto de Souza, depois eu ia... Então a gente só fazia umas adaptações, né? E é bacana de ver. Eu me sinto muito orgulhoso até hoje, lamento de não ter feito algumas coisas mais legais, por exemplo, aquele famoso timelapse. Eu tentei fazer um timelapse, mas virava, virava, a gente não sabia que virava.
Mas é recente, Rafa, esse projeto é recente, é 2013, ou 2012.
Nós terminamos em 2012. Então, acho que assim, se a gente conseguir... Olha que curioso, né? Acho que a coisa tá forçada. Acho que a maneira como tá difícil ter a mão de obra hoje, eu tava falando pra ele, Os famosos chavões, né? Que filho de mestre não quer ser mais mestre, ele quer ser engenheiro. Isso já faz tempo. Que o pedreiro não quer mais ser pedreiro, ele percebe que se ele tiver um carro e fizer um Uber, ele ganha duas, três vezes mais do que ele vai pra cá, que o cara vai ficar num canteiro de obras tomando chuva. Fala isso, que vão... Só na cabeça.
Bater, tá?
Mas é?
Não, mas não fala isso.
Não.
Eu falei isso, esses dias falaram pra mim que ganha super bem, viu?
Então você vê a realidade do pedreiro que não é o cara que ganha. Hoje nós temos alguns oficiais pedreiros.
Só para dizer quanto tempo de experiência você tem de vida e de construção.
Eu acho que eu comentei e não tava gravando. Eu tô há 41 anos.
Não, pra valer o que a gente fala. Exatamente o que você falou, você tem que dar credencial.
É, lógico. A gente vencia o canteiro de obra. Olha o tempo que nós demoramos pra tratar melhor o funcionário. Quando eu tava no Matarazzo... A outro dia, né Paulo? A gente aprendendo a lidar com o funcionário, de entregar pra ele protetor solar, ponto de apoio de água, banheiro lá perto, então o banheiro o cara não precisava subir e descer, tinha banheiro a cada três andares. Tudo isso foi uma maneira, olha que coisa engraçada, não foi só uma maneira de você evoluir, foi uma maneira de reter. E essa dificuldade de reter levou a gente a tomar ações que não se tomava porque nós estávamos em uma zona de conforto, porque tinha muita mão de obra. Então pergunta pro cara, o cara prefere estar o dia inteiro guiando um carro. E ele, sei lá, no ar-condicionado, ele prefere ficar lá tomando sol na cabeça, chuva, vento, desesperadamente se sujando e tal, não é? Então hoje é risco invisível. E hoje você tem ainda, mas tá cada vez mais raro, aqueles oficiais que são os tarefeiros, que são caras que levam 10 mil reais pro final do mês pra casa, o cara ganha mais do que um engenheiro, mas você tá contando nos dedos. Porque a grande maioria não consegue isso.
Ele tá envelhecido, né?
Tá bem?
Ele é o que sobrou do que era mais ou menos bom lá atrás.
O Paulo me pediu, eu vou por ele em contato com um dos empreiteiros que trabalha pra mim, que ele tá sofrendo, mas ele é o cara que faz as melhores estruturas pra gente. A média de idade dos funcionários dele de qualidade é 45. Então você tem lá os armadores, os carpinteiros que são feras. Esses caras você não pode perder. Porque eles são raros. Se você bobear, não tem. E os caras mais jovens não vão ocupar o papel.
Eu queria até puxar esse gancho, Rafa, quando ele fala de mão de obra.
Esquecer de mão de obra é o tema.
Mas isso não tem um problema também de gestão, né? Porque como eu sempre estava conversando com o seu outro ontem, que a gente está falando dessa parte da gestão. na base da força, porque a construção civil é tão resistente à mudança, e quando a gente fala em mudança, não em mudar um sistema construtivo ou aderir uma tecnologia, enfim, eu falo a mudar, muitas vezes, o nosso comportamento e entender.
Que os problemas estão muito ligados a.
Nós como gestores ali do dia a dia, porque a partir do momento que eu não trato bem uma pessoa, eu.
Acabo Então, aliás, aí vem o tal do antagonismo, que são os caras mais velhos e mais experientes que podem ter mais resistência a perceber que essa gestão tem que ser mudada. Só que aí, eu não sei qual é o ponto. Lá na RFM, nós estamos percebendo que nós estamos trazendo umas pessoas mais jovens, que quando elas entram, os caras ficam um pouco preocupados. Poxa, mas esse cara pensa o que sabe fazer. Esse cara tá trazendo um modo diferente de pensar. Ele não veio falar que ele sabe fazer melhor do que a gente. Ele veio provocar a gente a pensar de uma forma diferente. E ser a gente mais maduro. que é o teimoso, não admitir. Lógico que a gente é um pouco teimoso. A gente sempre se acha, né? A coisa mais comum é falar, puxa, se eu tivesse no lugar daquela pessoa eu faria melhor. Isso é um erro enorme, mas é uma percepção. Então não tem como, apesar de ser o lado comportamental, Paulo, eu ainda acho que a questão da técnica mesmo, da tecnologia da construção. O senhor gosta, a gente já falou várias vezes dele aqui, porque ele é uma referência, né? Ele gosta de dizer que ele não se conforma de ver a gente colocando um tijolinho ao lado do outro. Você ficar colocando uma parede, você coloca um bloco ao lado do outro, quando na verdade você tem que vir com uma parede pronta e levantar a parede. Olha um caso, olha um caso americano, deixa eu falar de um caso americano. Eu fui fazer uma visita numa feira americana. E lá em Houston, era de construção de casas. Então foi o primeiro contato que eu tive com as construções industrializadas. O steel frame, o drywall, eles usam muita madeira e tal. E era na Califórnia. A Califórnia ela tem o lado oposto da Flórida, porque na Flórida por causa dos furacões, tempestades, eles não vão para o lado da construção pré-fabricada porque ela não resiste, então eles mantém a tradição de construções sólidas, concreto, bloco. Na Califórnia é o contrário, ele não tem o tufão, mas ele tem o terremoto. Então ele precisa da construção pré-fabricada porque é a única que protege, por incrível que pareça, chega a proteger o morador porque quando acontece o terremoto a construção ao invés de dissolver ela se desmonta e se apoia. Então as pessoas ficam dentro, ela não fica soterrada. Ela fica abrigada. E nessa visita, nessa visita eu estava com um colega meu e entre as feiras a gente ia correr por Houston e nós entramos, vimos um candeiro de obra e pô, bacana, apareceu um negócio interessante, vamos entrar. Não tinha ninguém ali, a gente entrou E a gente se deu de cara com aquele sistema das paredes, como é que chama? Do que o Walter Torre trouxe tanto? Esqueci o nome agora, tem um nome... Lift, não sei o quê. É aquelas paredes que você molda ela no chão, você levanta e consolida.
Ah, sim. As paredes express, antigamente.
É, o Walter Torre, o David Torre foi o precursor. Mas olha que coisa... Quando eu digo pra você o que é. Nós estávamos em 88. E chegou o engenheiro e a gente ficou encantado com aquilo. E a gente falou, poxa, bacana, como é que você faz isso? O Paulo, olha o que ele fazia. A fachada já levantava pronta, ele pegava uma laje de concreto queimada, cimentado queimado, ele colocava no chão uma espécie de umas moldurinhas de PVC e colocava a cerâmica virada ao contrário, virada para baixo, você viu o tardoz, as costas, aí ele concretava a parede. Quando ele levantava a parede, O revestimento já tava na parede. Ele só tirava o plastiquinho. Aí a gente fez a pergunta fatal. A gente fez a pergunta fatal.
É...
Puxa, desde quando vocês fazem isso? Ah, foi só uns 70 anos.
O Brasil, o Brasil... Cara, eu lembro.
Que a gente ficou tão envergonhado porque era uma coisa que você falava, puxa, o cara já tem essa tecnologia faz tempo e a gente não tinha. E o Walter Torre foi pioneiro em fazer os galpões industriais, que ele fazia a parede deitada, levantava a parede, só fazia a consolidação dos nós e fazia a obra...
É que você comentou disso? Você comentou, pô, vamos colocar. Agora, é que o Paulo não foi lá, mas próxima vez ele... Não foi, tá? Tem que puxar a orelha.
Onde que eu não fui?
Você me convidou?
Convidei. Pra onde? No Espírito Santo. E você não foi. É, inclusive... Tem um prédio, 12 pavimentos. Tá vendo a gente que você falou de não colocar o...
O Rafa, aproveitando aqui a... Eu vou, porque eu vou buscar meu óculos igual o seu que você pediu.
Já nem existe mais a proposta.
Não, vai dar, meu amigo.
Presente, vamos lá. É difícil você ser amigo desses caras muito ocupados, que nunca tem tempo pra um amigo, sabe? Pra esse amigo aqui, só me coloca em cilada, só.
Mas vocês viram como que a gente tá aqui num ambiente que tem muito a ver com o que precisa acontecer, né? Eu não consigo mais imaginar que um cara vai fazer uma feira onde ele apresenta sistemas já ultrapassados e ainda tem.
Então, mas...
O cara que vai... Bloco. Ah, o cara vai vender bloco. O cara fala do bloco dele com orgulho. Você fala, putz, mas não tinha que ter mais bloco.
Então, mas quando você coloca que as pessoas veem, ah, mas o sistema A, o sistema B tá fazendo de um jeito, fazendo do outro, eu vou ser provocador agora. Por exemplo, você falou de vim à parede. O Brasil tem esse sistema, a gente tem algumas da TEX do Everson, meu cimento, inclusive, Casa Express do falecido Marcos Lacerda, Só espero não estar matando o cara errado pelo nome, mas me perdoe.
Eu não sei quem é.
Mas é, depois a gente passa, depois até pode procurar essa Odatec, o Everson pode vir, um bate-papo nós três, e falar sobre esse sistema, que a Odatec foi o processo de homologação do sistema aqui no Brasil, desse sistema que não tinha norma, inclusive não tem ainda. Quer dizer...
É bem possível.
Não, não tem.
Não tem dessa da parede?
Não, não tem.
Nossa senhora.
Aí eu vou te dizer o seguinte, Como que a gente tem a DATEC desde 2013 ou 2014 e a gente não tem norma? Por que? Para a norma acontecer, esse mesmo movimento da indústria precisa acontecer, a gente precisa montar um grupo de estudo técnico, a gente tem que apresentar essa proposta para a BRT, a gente vai montar um grupo técnico administrativo, esse grupo vai montar um texto base, ou uma prática recomendada e isso depois vai para submeter-se a um comitê e esse comitê aberto ao público com determinadas situações vai gerar diversas reuniões, elas vão lapidar diante do grupo técnico as melhores práticas, a questão do cálculo estrutural, a questão de quanto tempo dura para se tornar uma norma e essa norma abre o mercado tanto para as questões de financiamento quanto para as questões das melhores práticas de mercado que deve gerar material acadêmico depois em cima dessas normas técnicas entre mestrados e doutorados que vão trazer as best practices americanas ou melhores práticas construtivas.
Rafa, você falou da norma, olha que coisa curiosa, a norma ela evoluiu bastante, a gente hoje tem as normas de desempenho, né?
Sim.
Então o que que fundamentalmente mudou? As normas anteriores eram muito prescriptivas, você tinha que, ele ensinava como você fazer, mas sem dizer o resultado que tinha que dar. Sim. hoje inverteu. Então ele prefere dizer assim, não me diga como você vai fazer, mas eu quero o resultado final. Só que do jeito que a gente ainda tá, me parece que é um risco, porque ainda parece que fica um gap, porque a hora que você deixa de dizer como fazer, provavelmente traz riscos maiores e lá na frente aquilo que naquele momento que se entregou com desempenho, talvez passado um tempo não tenha o mesmo desempenho que a vida útil e tal. Então ainda tem que ter um cuidado com essa coisa de não ter mais a norma prescritiva e ter a norma de desempenho, que é só o resultado.
Mas isso vem na Datac. O como fazer está lá na DATEC. Por isso que sistema construtivo, e aqui estou fazendo uma crítica a qualquer sistema que pule a etapa de experienciação do sistema construtivo. Essa etapa que você tá dizendo, quando ela vai pra Norma e é uma empresa que já fez a Datec, aí a Norma não liga.
Ela fica prescritiva.
E eu acho sensacional o que você tá dizendo. Estou concordando.
Deu segurança pra mostrar como chegou naquele riscado.
Volta aquela questão da primeira pergunta. Será que aqui na homologação, que é a Datec, esses caras tinham que estar todos com a Datec debaixo do braço? Você entendeu?
Eu não sei te dizer o quanto...
Não, mas eu não faço isso... Eu junto com... Estava o Roberto Monay, que também faz, que estava aqui na feira, o Everson Nascimento, que também faz. Assim, eu recebi aqui, as meninas filmaram, eu recebi a Unisinos, que é uma... O ITT Performance, na verdade, que é o laboratório no Rio Grande do Sul, em São Leopoldo, que faz esses testes da TEC, que é associado do sinais do PPQPH para a escrita de diretriz, inclusive. As pessoas não sabem a burocracia das coisas. Um sistema positivo, quando nasce, ele tem que ser submetido a uma...
Mas é que o usuário final, a gente pensa assim, talvez o cara não precise saber tanto no detalhe das coisas, né?
Mas ele precisa saber o básico, o sistema dele tem que ser submetido.
Não é usuário final, mas a gente sim.
Não, eu falo usuário final assim, usuário final da homologação, não usuário final... Ah sim, que vai usar mesmo a construção. Quem vai usar essa homologação não é a pessoa que constrói, é a empresa. Aí, pessoas como você, que assim, dentro da questão, não só como pessoa, que eu já falei, mas profissionalmente são, como fala, são pessoas, a palavra não é maravilhosa, mas seria algo como muito adequada.
Sim.
Sabe? Espero que você tenha compreendido.
Sim, sim.
Isso ter sido literalmente...
É no lugar certo, né? Pessoa certa no lugar certo.
Pessoa certa no lugar certo por quê? Quando eu, com meu rosto que de criança, apesar de eu estar quarentão, apesar de eu ter mais de 20 anos de experiência, quando eu apareço na tela e eu coloco tudo isso, e você sabe o que eu estou dizendo na realidade? Você sabe o que eu estou dizendo? As empresas ali, e aí eu vou te fazer um convite. Vamos eu e você dar uma volta depois que terminar essa conversa? Não imediatamente, pra você poder ver. Vamos dar uma volta, ver ali quem seja potencial e falar assim, cara, você precisa ter um da TEC, eu tenho X anos, eu fui pioneiro na ISO 9001. Cara, vai buscar uma certificação, porque ano que vem você vai ter vendido muito. O ambiente de quem tem homologação, ele vende esses milhões muito fácil. Vou te dizer, nós temos aí, agora, perto de São Simão, o governo do estado de São Paulo, a gente tem o... como chama lá o... Aquele que é pra casa... Então, aquele da minha cabeça. Das casas bem populares.
Minha casa e minha vida?
É, não. O... Oxi, CDHU. CDHU tá escancarado pra novos sistemas constitucionais. A Caixa Econômica tem verba... Foi um.
Laboratório, tanto que você usou a Caixa.
E a Caixa... Por isso que a.
Gente falou também da Caixa, que a Caixa é uma fomentadora da construção, mas ela exigia o PBQPH.
Ela exige da TEC até hoje pra poder financiar terreno mais construção, que a modalidade 1, 2 e 3 só pode ser por ela. Ou seja, o grosso... E vamos falar de PIB.
E tem muita verba liberada pra isso.
30% do PIB brasileiro é a indústria mais a construção civil. Ela é pilar da economia do Brasil. Por quê? Quando a gente coloca, e colocando isso que ele está dizendo, quando a gente aquece o mercado de infraestrutura, se paga melhor, se pagando melhor a escassez da obra que é um ponto, ela começa a diminuir. É um movimento cíclico.
Nós passamos por um período recente disso, vocês lembram assim, acho que antes de 2010.
Ia falar de 2010 a 2014.
2010 a 2014. Foi muito bacana, a gente conseguiu. Parece que era uma realavancada, mas aí pra variar vem a crise. Nossa, lembro bem, cara, a Copa do Mundo, o pós-Copa do Mundo... Foi arrasador. Arrasador, né? Tanto que mercado, preço da educação, comercialização. E não veio o retorno. Veio muito modestamente. Ainda hoje, por exemplo, você anda em São Paulo, né? A quantidade de obras em andamento é uma coisa impressionante. Mas aí você fica pensando assim, até quando? Então, por exemplo, eu vou dar um exemplo. Você pega a questão dos preços das commodities. Pega, por exemplo, o aço, que a gente teve um momento ali que começou a aumentar pra caramba e tal. Já começaram a perceber que vão ter dificuldade de vender.
É porque a pandemia ali, né?
É, mas o que pega, o que ele tá falando...
Mas agora tá caindo na real. O pessoal já tá um pouco preocupado com o que vai acontecer em 2026. A gente sempre fala, o ano que vem e tal. O preço do aço já caiu pra caramba.
Paulinho, o ponto que o Carter traz eu vou trazer duas coisas importantes pra gente colocar de alfinete na nossa história. E aí volta aquela conversa nossa antes, como que o processo, a forma histórica que nós estamos colocando, como que ela é reflexo do que acontece no mercado, tá? O que que a gente tem nessa crise? A Copa do Mundo foi ruim porque logo depois a gente tem crises institucionais.
Também, né? Verdade.
Crises institucionais, isso é que é excepcional.
Não é só uma crise econômica.
Não é não. A instituição leva a crise econômica porque economia não é dinheiro. Economia é confiança. Quando ela baixa a confiança do setor como um todo, ela afeta como um todo o processo de formação da economia histórica. Vem a dúvida, vem o medo, vem o insegurança. Vou citar um outro ponto que gerou o crescimento nosso. O mundo passou em 2008 pela maior crise econômica da história da humanidade desde o sistema feudal. Não foi a crise de 29, não foi a pandemia, tá, gente? A pandemia explodiu diversos setores pra gente. Foi a pior crise que foi a imobiliária, estourou o sistema bancário norte-americano.
Ela lembra?
Com certeza. E aí a gente tinha as frases do... Nós ainda, por incrível que pareça.
Ainda conseguimos ficar um pouquinho...
Mas por que conseguimos? Porque nós não estávamos em crise institucional. A nossa confiança estava em alta, o brasileiro, indiferentemente das coisas que aconteciam, ele compra a ideia. Em 2008... Era o Obama lá.
Era o Obama lá e o Lula aqui. Já era o Lula ou ainda era o Fernando Henrique?
Não, o Fernando Henrique é de 2002 agora.
Ah, é. Já gira. Foi dois mandatos em 94.
O Fernando Henrique começa a morrer em 97.
Aliás, você lembrou bem, o Lula ainda pegou embalo, que além da gente costumava dizer que ele pegou embalo do Fernando Henrique na economia, e reputaram a isso o fato do Brasil não ter sucumbido tanto quanto o resto do mundo na crise econômica, lembra?
Falaram isso, mas eu vou ser mais cético, como você falou do seu pai. É, eu vou chamar a reflexão. Normalmente os economistas, eles não acertam as preposições, na maioria das vezes. E dois, o Fernando Henrique, o Brasil, ele ainda vive frutos daquela parte que a gente falou, que é ver quando a gente tem. E assim, só vou trazer um contexto histórico rapidinho aqui pra nós, pra ideia daquela, o porquê que gera essa estabilidade e o porquê que gera a estabilidade. O Fernando Henrique começa a cair em 97, quando a gente tem a incorporação do tripé macroeconômico nosso, que tá ligado ao preço da commodities que você disse, mas tá ligado principalmente depois da época que você falou que quando você começa a estudar, depois de 70, a gente vai ter em Figueiredo, 81, nosso PIB negativo, o processo de desindustrialização do Brasil. Esse processo de desindustrialização, porque vamos lá, o que a gente tem no começo da década de 90 que você falou? entre 80 e 90, o Brasil tinha grandes indústrias, a Vale, que era a Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, então a gente tem, que é o mesmo grupo inclusive.
Os próprios grupos construtores, porque no fim teve muita dificuldade, mas você pega quem eram os grandes construtores?
Era Camargo Correia. Mas era basicamente Camargo Correia, ou Gutiérrez, ou aquele outro grupo gigantesco que depois... Tem OAS? OAS já também...
Fala isso perto do pessoal do Odebrecht, que o pessoal do Odebrecht fica ensinado, hein?
Não, fica, mas o Odebrecht foi gigante, e outra, né, pra quem acha que quem se beneficiou depois das questões de Lava Jato, etc, etc, aí, procurem qual que é o nome da Holden e quem eram os donos da Holden quando saiu, que vocês vão descobrir bastante coisa enquanto eu tô dizendo.
O tempo passa, engraçado, mas quando isso aconteceu, ficou flagrante. Esquecem rápido, rapaz. Esquecem rápido e quando você fala institucional, veja o que está acontecendo. Tudo aquilo que aconteceu, esses grandes... Odebrecht voltou a usar o nome Odebrecht. Cara, que sensacional você tá trazendo aqui. A gente fala assim, puxa, essa empresa tinha tudo pra deixar de existir. Ela não só permaneceu, como voltou a usar um nome. Um nome que em determinado momento estava associado a uma produção, a uma lavagem de dinheiro. Olha como é que muda.
Só que entra no que você disse, talvez o que o seu outro pode trazer, acho que é um papo pra algum momento de fazer um... E aí, gerente, de fazer um encontro de 3, 4 horas, e a gente pode ter um vinho...
Ele é louco pra que a gente fizesse um...
Eu acho que é fazer uma mesa redonda... Posso te fazer aqui, vamos lá. Como que é o careca que eu conversei e gostei pra caramba?
Não chamo de careca, não.
Ah, mas ele é careca?
É o Goraebe.
Goraebe, você é o careca do meu coração.
O Eduardo Goraebe foi personalidade do mercado imobiliário em 2003.
Que pessoa gostosa. Não lembro.
Mas venda, né?
Presidente do grupo Rodobenzo, o cara é assim.
Ah, então. Então venda, comercial.
Você conversar, que pessoa gostosa você conversa. Igual você, assim. A gente precisa juntar.
Então eu, ele, o senhor e mais quem?
Vamos juntar a gente lá na Debresta Faria Lima dos meus amigos. Vamos fazer um encontro quieto lá, o que você acha?
Bora, fechou. Kater, Kater, aceita.
Mesa redonda, mas... Peraí. Paulo de mediador, tá? O Mesa Redonda, quem vai jogar os temas lá.
Ele tem provocado isso faz tempo.
Você vai mediar tudo e eu quero que você traga de horas, tá?
Mas eu preciso de um patrocinador.
Nós vamos arrumar um monte.
Será que eu posso pedir aqui agora?
Espera aí, vamos pedir pro Cátor. Você que manda aqui, enquete. Pode?
O quê?
Ele pode pedir, sei lá, o que ele quer pedir?
Eu vou pedir um patrocínio agora de uma indústria de parceira.
Você pode pedir o que você quiser.
Você vai ter.
Eu vou pedir, eu não vou falar o nome da indústria, tá? Mas, Bárbara, eu vou mandar esse corte pra você. Você é a minha parceira, tá?
Você vai falar o nome de uma empresa?
Eu não vou falar o nome da empresa.
A Bárbara, vou mandar esse corte pra você. A gente vai fazer um encontro na Faria Lima, com grandes nomes da engenharia. Vai ser um encontro sensacional, um episódio diferente.
Chamo o Bianchi.
Bianchi também? Bora!
Josué.
Sensacional!
E o Zé.
Bora!
Só que fala pra eles que eu vou chegar...
O Zé Augusto?
Com certeza! E outra, só gente que eu gosto, tá? Essa é a regra.
Senão ele vai sentar lá atrás.
Mas todo mundo que vai estar, eu gosto de pessoas que fazem o autista arrepiar.
Não seja amigo de autista, cara, porque dá muito trabalho.
Mas é papo de 3, 4, 5 horas.
Fácil.
Aliás, sabe o que é engraçado?
É que a gente não teve a oportunidade, você falou, mas é contar os casos.
Não, mas vamos lá.
Conta os casos, cara.
Aquela história que você fala, que você fez uma apresentação, que você... A sua apresentação foi sobre o que não deu certo. Cara, eu tava contando isso aqui.
Sensacional.
Não, então, aquela foi bacana, foi num evento, imagina, muito setorial, que foi do CTE, com... com o Roberto Souza e ele quando eu montei a apresentação não pensei com essa questão mas eu lembro que a gente fez questão de mostrar as coisas que deram certo e é óbvio que no finalzinho eu falei que não deu certo e ele recebeu isso muito bem. Puxa as pessoas costumam vir aqui só gostam de contar as coisas que dão certo.
Mas é melhor porque você ou seja você mostrando você fala para aquelas pessoas. Não repita não repita.
Foi exatamente igual a rede social.
A gente estava falando durante esse bate papo ao longo da expo aqui na no Sambódromo do A&B, eu tenho batido muito na tecla do momento influencer, né? Que a gente tem empresas aí que as pessoas estão... não sabem nada, não sabem nada, mas começa a parecer demais e realmente as pessoas que sabem nunca aparecem, tá? Então você...
É, falando um pouquinho.
É, porque as pessoas só colocam o sucesso. Eu tô mostrando o sucesso, agora ninguém mostra o processo.
E é no processo que tá a verdade.
Mas o desafio da gente é ter essa percepção e não ficar suscetível àquela imagem final e tal. Eu faço uma analogia brincando, lembra quando eu me formei? Quando você tá se formando, você quer tá por dentro de tudo e eu assinei a revista Exame. Aí com o tempo eu percebi que a revista me fazia mal.
Você comprou quando era exame em ESCA, né?
Não, era exame. Eu comecei a perceber que aquilo começou a me fazer mal, porque na verdade você só olhava os casos de sucesso. E você ficava se perguntando por que eu não tenho o mesmo... E aí eu percebi que aquilo não tava sendo legal, então foi fácil cortar. Porque aquilo que tá ali não é a realidade.
Não, mas exemplo disso...
A realidade é outra. É um recorte, exatamente. E aquilo, que nem as redes sociais, né? O LinkedIn. Olha o que é o próprio LinkedIn. É, o LinkedIn é engraçado, tem gente que... o meu filho na hora, ele pensa, nossa senhora, eu jamais vou entrar. Porque ali é uma vitrine, as pessoas só postam as coisas que deram certo.
Olha o exemplo, as pessoas que estão assistindo agora, aqui, elas não têm a menor noção do que tem lá atrás dos perrengues que passamos nesse pré-evento pra montar esse cenário aqui.
Isso aqui tá passando ao vivo?
Não.
Ah, bom. Tá gravado, tá gravado.
Mas assim...
Eles estão nos assistindo e eu falei, você tá passando ao vivo isso?
Não, tá ao vivo.
Tá ao vivo, cara.
Aqui tá ao vivo.
Aqui tá ao vivo.
Mas o programa tá sendo ao vivo, né? Mas eles vão ver gravado.
Você vai depois de mandar o corte aí.
Cara, mas assim, então a gente precisa começar a mostrar a realidade da... Ou seja, mostrar os bastidores.
É, mas só te avisando que esse das quatro horas, ele é termômetro. E ele vai ser ao vivo. Eu quero ver. E lá é o seguinte, vai ficar bom depois de três horas, porque a garrafa de vinho, o riscão... Cara, eu.
Não vou falar de manhã, eu vou trazer ela.
Se você não for, eu vou trazer o Rafa.
Não, por causa do vinhozinho.
Rafa, a gente tem que trazer algumas empresas, tá? Mas essa é a empresa da Bárbara, eu quero...
É assim.
A gente conhece muita gente, né, Paulo?
Isso é o de menos pra acontecer o negócio.
Tem muita gente legal, muita gente experiente no mercado.
Ele vai ajudar a gente nisso, que a gente vai encabeçar, ele vai ajudar nisso.
As pessoas perguntam assim, Paulo, como que você consegue conectar tanta gente? Como que você consegue resolver tantos problemas? E aí eu falo, gente, Mas se todo mundo que tem um amigo como o Cater...
É, mas é um falando do outro. Como é que foi a rede da Carol? Como você juntou no começo?
Eu preciso fazer meu papel. A gente precisa começar a ir para o final desse momento. Só que o principal de final, eu vou orientar vocês aqui, tá? O final. Vai ser assim, ó.
Encerramento.
Eu vou fazer uma perguntinha pro Cater, que é pessoal, que é a perguntinha que eu sei que ele só vai discordar ou concordar. Só vale sim ou não, hein, meu amigo?
Só? Só. Tá bom.
E vale sim ou não. E outra, eu vou te deixar dar um sorriso, se for verídico. Você vai dar um sorriso, eu acho. E dois, aí assim que ele responder, Paula, queria que assim que você respondesse, que você desse o seu feedback desse momento com a gente aqui, e aí depois o Paulo despede e eu termino, tá?
Vamos lá.
A perguntinha é, ele fez a pergunta, por que que ele conecta tanta gente? Porque você tem uma coisa que é única tua. Eu tô dizendo sério agora, sem brincadeira. Você é encantador profissionalmente e como pessoa. Isso se funde de uma maneira única. Por favor, sim ou não e a sua reação a ele.
Sim, mas não é a resposta que eu daria para o teu comentário.
É brincadeira, vai lá. É brincadeira, pode falar a sua resposta.
Não, porque você não fez uma pergunta para eu falar sim ou não, você fez um elogio e tal bacana e eu agradeço. Não, eu acho que, não sei se você quer falar antes, mas eu gosto muito de participar do Paulo, no começo, acho que a gente comentou, acho que não estava gravando, eu achei muito bacana e quando o Paulo ratificou que eu virei aqui, era a ideia de eu não estar vindo aqui para ficar falando de uma tecnologia, de um sistema construtivo, e era um papo informal, que é o que a gente não tem oportunidade no dia a dia, então é um momento valioso isso aqui, a gente poder estar batendo um papo, Que é óbvio que no dia-a-dia do trabalho eu não tenho essa oportunidade, a gente tá resolvendo os problemas o tempo todo. Então é bacana, e também dividir as experiências, externar. Tomara que as pessoas que estão nos ouvindo, como sempre né Paulo?
Sempre!
Aprendam um pouco mais e vai ser um prazer participar de outros, especialmente desse aí.
Gratidão por ter te conhecido, e pra gente até marcar do próximo...
Falei pra ele, falei pra ele que eu senti que ia dar muito certo, que ia dar lindo.
Se eu te falei, o que que eu te falei? Cater, eu vou torcer pra ele não gostar de você, ele gostou.
E outra, devia chamar esse Constra e Quest, tem que ser papo entre amigos.
É.
Tá? Papo entre amigos.
Exatamente.
Porque tem que ser um bate-papo ali, acho que a gente vai falar sobre a história de cada um, sobre o que vamos jogar.
Não deu nem tempo.
Não deu nem tempo.
Rafa, não tenho nem o que falar desse bate-papo de hoje. E te agradecer, na verdade, você trouxe essas ideias aí da gente começar a parar de falar, de seguir roteiro. Porque eu acho que as coisas acontecem mesmo, é numa mesa de bar, é numa mesa de... A gente ia ali almoçando, né, Cátia? Era aquele dia que a gente saiu com a Carol.
É.
Pra jantar.
Tanto que nós ficamos um tempão. Sabe como é que eu percebi que fomos um tempão? A hora que eu fui pagar o estacionamento.
Tinha dobrado, né?
Aí eu falei, caramba, nós chegamos aqui, acho que era antes das sete, sei lá, e saímos, era onze e meia da noite.
Aí teve um caos em São Paulo, eu peguei um enchente, esse ano que eu fiquei.
Nossa, lembra?
Duas horas pra cruzar.
Era pra não sair mesmo, né?
Caí no mundo e a gente não percebeu.
Mas sempre assim, comigo, eles já sabem, eu ando na chascaria, eu saio junto com o gerente, com a luz apagada. E não é retórica, né?
Vamos fazer sim, tô à disposição de vocês, eu gosto muito disso.
Eu tô muito contente.
Eu gostaria de poder ter mais oportunidades, né? Porque quando a gente... Você imagina, com a idade que eu tô e com o tempo, né? Já até me perguntaram muito assim, por que que você, com a experiência que você tem, você não monta... uma gerenciadora, alguma coisa que você pudesse... Porque não é o que eu gosto de executar, gosto de fazer, né? Mas por outro lado, o tempo todo eu estou expraiando conhecimento, então tem que tomar muito cuidado, porque quando você está trabalhando com a turma mais nova, Normalmente, a pessoa mais nova tem um pouco de reação ao ouvir o mais velho, como se pronto, lá vem ele contar o que ele sabe, como se ele soubesse tudo. Então você tem que ter uma medida para não ficar o tempo todo contando por que você acha que fez direito e ele não está fazendo direito. Esse é um outro ponto de atenção, porque acontece bastante. Lógico, com o tempo todo que eu vivenciei o que eu tô vendo fazer, eu certamente imagino várias maneiras de fazer e fazer melhor do que aquilo ali. Mas você tem que tomar cuidado com o discurso.
E o melhor comentário deste episódio vai ganhar... vai ganhar um convite.
Ah, eu preciso falar a verdade. Você chegou até aqui, né?
É, chegou até aqui.
Calma, eu vou falar, é meu.
Tá bom, desculpa.
Outra vez ele esqueceu, né? Não pode deixar ele não, tá? Se você... E como é que é a... Se você chegou até aqui... Kater.
Como é o nome do seu filho e da sua filha?
João Pedro e a Vitória.
Pronto, João Pedro e a Vitória.
O meu filho chama João Pedro. Se você chegou até aqui, digite João Pedro. Papai te ama.
Fechou? Que bacana.
E o meu filho é Pedro, cara.
Nossa! Pronto?
Pronto.
Tá vendo?
Sensacional.
Acho que chegou até aqui, então vamos resumir.
Algo conspirando, hein?
Papai te ama. Se você chegou até aqui, papai te ama.
Eu tenho até uma música.
E aí? Fechou, então, gente? Construing Cast. Paulo?
A Voz da Construção.
Out! Obrigado, turma.
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