Desafios de um Mestre de Obras | Canteiro de Obras | ConstrueCast

Paulo talks with Tico Silva, a master builder with over 30 years in construction. Tico started as a helper at Tajabi in 1994 and worked his way up through carpentry. He describes the master builder's job as leading teams and executing projects to spec, and says the biggest challenge is finding qualified workers.
Questions this video answers
Flores, Pernambuco.
December 9, 1994 (said: 'dia 9 do 12 de 94').
Three subsolos.
Previously over three years; currently about 1 year and 8 months to complete a comparable building.
Lack of qualified labor (mão de obra qualificada) — few younger workers entering trades.
Chapters
Constricash, arquitetura, engenharia e construção. Sejam.
Bem-Vindos! Está no ar mais um episódio do Constricash. Hoje eu estou realizando um sonho. Eu vou fazer um bate-papo super especial com o mestre de obra. Eu falo que... profissão de mestre é uma profissão que eu admiro demais, porque da mesma forma que tem arquiteto que fala que o arquiteto é o maestro da obra, eu respeito o pensamento do arquiteto, do próprio engenheiro também, que pensa que ele é o maestro da obra, mas eu, Paulo, ainda penso que o grande maestro de uma obra é o mestre da obra. A pauta de hoje é... Desafio de um mestre no canteiro de obra. E para falar sobre o assunto, eu recebo um mestre de obra super especial. O nome dele é Francisquinho Silva, mais conhecido como Tico. Franciscão, seja bem-vindo ao nosso podcast, é um prazer imenso, e como eu te falei, eu estou muito feliz em te receber aqui.
Obrigado.
Vamos pra cima? Vamos fazer um bate-papo super legal?
Vamos pra cima, sim.
Então, chega pra perto, pessoal, e vamos conhecer a história desse cara incrível. Inclusive, eu já queria deixar um abraço bem especial pro Carlos Borges, que é ele que indicou você aqui. Carlos Borges, é CEO da Tarjab, uma construtora de mais de 40 anos, atua muito forte aqui em São Paulo, e o Francisquinho faz parte dessa empresa. Vamos lá, Francisquinho, para iniciar nosso bate-papo, eu queria que você falasse um pouquinho como que você iniciou na construção civil, só que antes, eu queria saber, você nasceu onde e eu queria saber um pouquinho da sua história antes de você entrar na construção civil.
Então, eu sou do Pernambuco, né?
Que cidade de Pernambuco?
Flores.
Flores. Um abraço pro pessoal de Flores. Inclusive, você vai mandar esse podcast lá do canal do YouTube pras pessoas assistirem de lá e comentem aí. Vocês que conhecem o Franciscão comentem como que era o Franciscão na infância. Você que é amigo dele de infância.
Sou de Flores, né? Aí eu vim pra cá em 94, né? É... Aí dia 9 do 12 de 94, aí entrei na construtora Tajabi.
2004. Nossa, tem... 94, desculpa. 94. Nossa, tem... Tem tempo, viu? Então é uma relação aí de longa data. E aí você chegou na Tajabi, aí como que foi? Como que você entrou? Como que foi aí a sua trajetória até você chegar aí na carreira de mestre?
Então, eu entrei lá como ajudante, né? Como ajudante, aí daqui a um certo tempo passei meio oficiado carpinteiro, né? Aí depois carpinteiro e tal, né? Aí vai vindo carregado e tal, né? Vai mudando e tal, até chegar mestre.
Agora, eu vou começar a minha pergunta já com uma provocação. Como você falou que vai responder tudo e eu quero ver se você vai ter coragem, você lembra como, onde que foi, onde você começou sua primeira obra, que você entra como ajudante, Eu queria que você falasse como que era a sua relação com os colegas de trabalho, aí eu vou fazer depois a pergunta provocativa pra você.
Então, você perguntou aonde que eu entrei, né?
É, qual que foi? Você lembra da obra que você começou? Lembro, sim. E como que era a relação ali, o dia-a-dia, você com os seus colegas?
Lembro, lembro. Isso, sim. Então, eu entrei na rua Afonso Celso, a obra. Inclusive, a obra que a gente tá finalizando esse ano agora, né? É em frente.
É em frente?
Afonso Celso. Né? Então, lá em 94, né?
94. E como que você se sente ali, olhar pra uma obra dessa? Eu que não vivo o dia-a-dia ali, eu que não tô no dia-a-dia de obra, eu já fico muito emocionado quando eu... vejo um projeto pronto, que eu participei de alguma forma, nem que seja gravando um vídeo pra algum cliente, enfim, que eu pisei naquele barro, depois eu vejo ele pronto e falo, cara, eu fiz parte de tudo isso aqui, como que você se sente, assim, tá trabalhando em frente a um prédio que você começou na construção civil?
Então é aquela coisa, a gente vê o começo ali, o início, né? Que a gente começou ali e tudo, né? Que não foi fácil, que não é fácil pra ninguém, né? Mas eu fico olhando, sempre olhando, ó, comecei aqui, hoje tô de frente e de volta, né? Tocando mais um aí, né? Entrei no primeiro lá, claro, como ajudante, né? Hoje já tô tocando um prédio na frente como mestre, né?
Como mestre. Agora vem a pergunta. E você, assim, como que era primeiro? o seu dia-a-dia ali com os colegas quando você era mestre. Assim, falando um pouco da sua relação com os colegas, com as lideranças da obra.
Sempre foi bem. Tem que fazer o máximo. Não é tão fácil tocar uma obra do começo ao fim. Fundação, vem tudo aí. Passa muitas pessoas. Tem de tudo na obra, não só na obra. Mas tem que estar preparado para lidar com todo esse tipo de gente.
Agora, não, isso é fato, você lida ali com várias culturas, né? Você tem gente do norte, do nordeste... Enfim, centro-oeste, tudo que a gente vê num canteiro de obra. Agora vem a pergunta provocativa. Como que era quando você era ajudante ali, quando você fazia parte ali do... pisava no barro junto com a galera, tava lá fazendo? E hoje, como mestre, o que que mudou?
Olha, tu fala a verdade... Mudou, não muda muito não, porque até hoje eu piso, né? A gente precisa pisar, não tem jeito, né? Mas, é assim... Eu me sinto orgulhoso onde eu cheguei. Claro, teve chance, teve muita chance na Tojaba aí, mas eu me sinto na obra, quando eu estou na obra, quando eu vejo um ajudante do meu lado ali, é a mesma coisa. Eu me sinto no lugar dele ali. Eu já passei, como eu sempre falo para o pessoal, gente, de tudo que você está passando hoje, ajudante e tal, como eu falei, de tudo isso eu passei. Quer dizer, não é fácil, mas é gratificante.
Não, você me traz um ponto importante que essa sua fala, Francisco, tem muito para ensinar para as lideranças, para os líderes de uma empresa. Quando a gente fala da humildade, de entender que nós, enquanto líderes, não importa o cargo, se você é presidente, diretor, enfim, seja lá a função que você exerce num canteiro de obra ou numa empresa, a partir do momento que você entende o seu colega, que você entende que assim, a única coisa é que tem em relação a um líder, né, de uma área, é a quantidade de responsabilidade que ele carrega em relação àquele outro. Então, eu penso que você trata as pessoas de forma igual, lógico, todo mundo sabe que você tem uma responsabilidade muito maior em relação às outras áreas, assim. E como que você lida ali no dia a dia com aquelas demandas assim, ó, chama o mestre, chama o mestre, chama o mestre.
Então, é assim, eu costumo falar que o nome é doce, né? Mas a gente tem que estar preparado pra tudo isso, entendeu? Preparado pra lutar com negócio pessoal. E outra coisa, e ali na obra, na obra ali, eu sempre falo, a partir do portão pra dentro, é uma família. se considera uma família, né? Claro que um ou outro pode não pensar assim.
Sim, sim.
Mas é, não importa o que ele, né? A função dele lá dentro. Eu acho que o objetivo é um só, né? Todos trabalhar, né? Levar seu sustento pra casa e, com certeza, precisa tocar o prédio aí, né?
O Francisquinho, e nesse seu processo de formação, de formação ali que você entrou, teve toda uma trajetória bonita dentro da Construtoras, você teve muito treinamento para a liderança? No sentido de entender as pessoas, de se colocar no lugar do outro, de entender a sua responsabilidade em relação aos outros, porque muitas vezes a gente a sua função, eu vejo que... Eu tenho muitos amigos mestres, assim, inclusive fora de São Paulo, e eles falam essa coisa que você falou, que o nome do mestre é Doce, né? E eu falo que vocês, enquanto mestres, têm que ter muito cuidado para não fazer aquele papel de mãe, sabe? Para não ficar muito passando a mão na cabeça das pessoas para não trazer problemas futuros para a empresa. Como que é? Você teve um processo de desenvolvimento? pra mestre? Como que foi, assim, um pouco? Conta mais um pouco sobre esse dia a dia, assim, de formação.
Então, é... Com certeza teve, sim, né? Do engenheiro, coordenador, diretor, essas coisas assim. Eles sempre dão treinamento, né? Dão treinamento, tudo, né?
Deixa eu entender.
Quando a gente precisa, né? Quando a gente precisa ali, tem uma... Eles chegam, a gente conversa com o engenheiro da obra, se precisa o coordenador, o diretor, né? A gente tem toda essa liberdade aí.
Não, isso é bacana. E eu percebo, inclusive, assim, eu conheço um pouco do seu universo, da empresa que você trabalha e o Serginho é uma pessoa muito querida, muito acessível, né? Então, isso também acho que torna criar esse clima amigável dentro da empresa.
A gente costuma falar, né? A gente brincando que lá não é a família, né? A gente fala, não, aqui não é. Aqui é uma família. Quer dizer, a gente tem isso aí. É muito bom.
Francisco, eu queria que você falasse casos que te marcou. Qual que é o maior desafio hoje na sua função de mestre?
Então, o maior desafio na função de mestre é a mão de obra.
Mas a mão de obra por quê?
É a mão de obra qualificada que está pouco no mercado aí, não tem. Você procura um empreendeiro, capinteiro. Enfim, todas as funções aí estão difíceis de encontrar. E você vê que a idade dos profissionais aí já é uma idade avançada. Você não vê o pessoal mais novo, mais jovem, se interessando em aprender essas profissões de capinteiro, predeiro, enfim.
E qual que é o papel, qual que é a importância de um mestre dentro de uma obra?
Acho que a importância do método de obra é tocar a obra. Claro, a gente não toca só, tem um conjunto ali. É uma equipe, desde o ajudante ao coordenador, ao diretor, quer dizer, é uma equipe. A gente não consegue tocar uma obra só, mas, com a ajuda dessas pessoas, a gente chega lá.
Então, é importante até porque muitas pessoas me perguntam, assim, ah, o que faz? Até quando eu anunciei que você viria aqui ontem, uns stories aqui. É, mas o que o mestre faz numa obra, exatamente? Isso é uma pergunta que me fizeram ontem, algumas perguntas, e eu queria... Entender, né? Como eu falei, a gente estava conversando, dizem que o grande maestro de uma obra é o arquiteto. Outros dizem que o grande maestro é o engenheiro. Eu até fiz uma enquete. E como que funciona o papel de um mestre dentro de uma obra? A obra vai começar, você participa do início de projeto, da discussão junto com a diretoria da empresa, para depois entender como que você vai tocar aquela obra. Eu queria que você falasse um pouquinho para a gente de forma detalhada.
Então é o seguinte, a construtora tem os projetos, os projetistas, desde a fundação, a fundação é tudo. Aí tem o projeto, a gente, eu, o Diê, todo mundo junto, vamos analisar o projeto, tudo, e com certeza tem que fazer exatamente o que está no projeto, porque é o certo.
E a cobrança dessa boa execução, ela está muito em cima de você e do engenheiro?
Com certeza.
Como que funciona essa cobrança? Só pra entender um pouquinho, até pra eu entender também, conseguir até ter mais conhecimento quando eu estiver dentro dos canteiros.
Não, é igual eu te falei, o projeto vai estar ali. Se você executar isso, igual está o projeto, pode ter certeza que vai dar tudo certo. Por quê? Esse projeto, com certeza, é uma empresa capacitada que faz esse projeto. Desde a fundação, enfim. Aí se você tá tocando aí, beleza, se você ver que algum projeto não tá... aí você tem que chamar o engenheiro, né? O engenheiro vai, passa pra frente, projetista, mas se você ver que tá tudo de acerto, é só tocar o projeto e com certeza não... não mudar nada do projeto, o projeto não se muda. Entendi.
Então, você ali, você enquanto mestre, é você que está alimentando o engenheiro residente da obra sobre qualquer mudança, sobre qualquer... Quando eu falo mudança, na verdade, de cronograma, atrasou alguma coisa aqui, precisa se atentar, sei lá, a essa etapa da obra, é você que dá o... que vai alimentando o engenheiro da obra sobre possíveis coisas que estão acontecendo nesse canteiro?
Não, tipo assim, lá no canteiro sim, mas o responsável é o engenheiro.
Sim, sim.
Né?
O engenheiro da obra. Mas assim, é você que está tocando e agindo ali na obra.
Sim, agora se eu ver qualquer coisa que não está de acordo, sei lá, qualquer motivo, aí tem que discutir, tem que passar para frente para ver o que está acontecendo, mas é raro acontecer.
Porque lá tudo funciona bem. Não, eu tô falando... Eu sei que não funciona mesmo, porque dia a dia é de obra, a.
Gente tá querendo... Tem muito profissionais, né? Como eu te falei, né? Cuidando pra isso, né?
Sim.
É... Mas, geralmente, dá certo, sim.
Ô, Francisco, e agora uma outra dúvida também. Quando a gente tava conversando aqui antes de começar a gravação, e seu olho brilha quando fala de obra. De onde vem esse amor todo pela construção civil?
É assim, é de família, né? Meu pai era pra ele, né? Trabalhou muito tempo aqui em São Paulo, né? E quando a gente vem lá pra cá, a gente já tem, tipo assim, os parentes conhecidos na obra, quer dizer, já automático já vai pra obra, né?
Entendi. E todo mundo te conhece na obra como Francisquinho.
Sim, mas é Tico.
Mas é Tico, então eu vou te chamar de Tico a partir de agora, tá? Ótimo. Então, gente, agora eu mudei, não vou chamar mais de Francisquinho, vou chamar de Tico. É, até pra... o pessoal do canteiro entender quem que tá aqui comigo, pelo amor de Deus.
Sim.
Tico, agora eu queria... Assim, agora uma curiosidade também minha do Paulo. Recentemente eu recebi um pedreiro aqui, o Josivan. Ele falou muito dessa questão de falta de mão de obra, conforme você já relatou aqui. Então eu percebo que isso é geral. E como que você lida com as questões assim do dia-a-dia, no sentido de, ah, esse cara, não sei se no seu caso, acho que não acontece de você lidar com coisas, por exemplo, com bebidas, se a pessoa chegou pra trabalhar, imagina, de ressaca, é você que cuida, é o mestre que cuida de tudo isso?
Não é bem cuidar. É assim, porque como eu tenho contato diretamente com eles, né?
Sim.
Aí você percebe de manhã quem tá bem, quem não tá, né? Aí, o que que acontece? Aí, se acontecer isso aí, a gente tem que, né, chamar de canto, conversar, né? E ver o que é melhor pra ele, né?
E numa situação dessa de chamar de canto, é notório que você tem uma boa liderança? Até pelo seu jeito de falar e de tratar as pessoas? Que dica você dá pras pessoas que estão nos ouvindo ou assistindo? Como a pessoa deve tratar uma situação, qualquer situação que não está de acordo ali no dia a dia de obra?
É aquela coisa, a gente tem que estar preparado para tudo, igual te falei. Nesse caso, igual te falei, a gente tem que conversar, chamar, conversar. A gente não sabe o que aquela pessoa está passando, quer dizer, não sabe o que está acontecendo com ele. Então, é o que eu falo da minha parte. Conversa, manda para casa, manda voltar no outro dia. Eu já fiz isso. Mas não adianta.
Mas você tem que ter um olhar também, muito bom para perceber as coisas, porque se você deixar de forma automática.
As coisas não fluem. É, mas tem que ter um certo tempo. Percebe, só de conversar com a pessoa você já percebe, né?
Já percebe. Isso é legal. E assim, você tem alguma história que já aconteceu em algum canteiro, em alguma situação que te marcou e como você resolveu?
Olha, tem, tem. Não foi assim tão grave não, mas tem, né?
Por exemplo, não precisa citar o nome e tudo mais assim, mas falar a situação, o que aconteceu e como você resolveu.
Tinha um capteiro lá que ele, né, sempre acontecia, a gente conversando, pedia pra ele ir pra casa, ele ia.
Bebida? Bebida, bebida.
Aí, no outro dia, quando ele voltava, às vezes demorava uma semana ou mais pra voltar. Quando voltava, a gente ia, conversava, conversava, conversava. Chegou um ponto que não deu mais. A gente teve que desligar ele da empresa.
Mas, assim, eu falando também com os colegas de canteiro, disse que é comum esse tipo de situação, né, com bebida alcoólica e tal. Tem muitos canteiros que eles fazem, inclusive, teste de bafômetro, né?
Sim.
Só que, ao mesmo tempo, eu estava falando com outras pessoas e disse que muitas vezes nem isso resolve porque eles dão um jeito de entrar. Por isso que é importante, eles falaram, de ter uma pessoa ali que fique ligado, porque, às vezes, um problema desse com bebida alcoólica pode gerar acidentes graves dentro do canteiro.
É o que eu falo. Quem bebe, deixa para beber no final do dia, no horário de serviço. Não dá certo, não combina, sério mesmo.
Não, não combina. Bebida e obra não combinam, então é importante falar que...
Eu, na verdade, eu comparo a obra, igual eu hoje dirigi, você vê como é que tá ali, seca aí. Sim. Quer dizer, é mais ou menos o risco, eu acho que é... Tá igual ali.
Sim, sim, porque imagina você tá numa parede ali, você dá uma tontura, pá, desaba de cima, aí você tem família igual você, né? Por exemplo, seu pai, ele é de obra, você é de obra, e você falou que o seu filho também veio estagiar, e você, ou seja, você já tá aí... indo para a terceira geração.
Sim, com certeza.
Como é o nome do seu filho? Gabriel. Gabriel, ele fez técnico em edificação.
É, começou técnico em edificações, né? Aí depois, agora já está direto na faculdade.
A gente tem o propósito aqui no ConstructCast de unir todo o setor, né? De arquitetura, engenharia e dia a dia de obra, porque a gente sabe que existem aquelas coisas, ah, o engenheiro tem ali uma tretinha com o mestre ou com o arquiteto e o contrário. Que dica você daria pra gente resolver essas picuinhas entre obra, engenharia e arquitetura?
Olha, eu te falo que você... Isso é pura besteira, sabia?
Mas existe, só assim, existe... É que pode não ser o seu caso, mas você tem muitos amigos.
Sim.
Em outros canteiros, em outras empresas.
Sim, graças a Deus lá não... Não existe isso, não. Não existe. Mas quem pensar dessa forma aí, arquiteto, engenheiro, não adianta. Entrou na obra ali, todos são iguais. Quer dizer, tem que ser um... É uma equipe. Se você for para um lado e for para o outro, aí não vai sair nada. Tem que pensar que é uma equipe e todos pensarem no mesmo sentido.
Todos no mesmo sentido.
Mesmo sentido, é um objetivo só.
Você sabe que eu tô aqui pensando na forma como você conduz as coisas? Porque é uma coisa que eu falo, eu defendo muito. Porque imagina, você tá numa obra ali. Cara, se todo mundo estiver pensando no mesmo objetivo de entregar aquilo no melhor tempo, melhor qualidade possível, no final todo mundo vai ganhar.
Sim.
Por quê? A pessoa que vai morar ou a empresa que vai operar nesse lugar vai estar contente com uma boa entrega. Essa construtora, ela vai fechar outros projetos em função da boa execução que ela fez, vai gerar mais emprego e, no final, todo mundo ganha. Então, quando a gente fala de união, né? União.
Que você traz aqui. E na hora que a gente tá fazendo ali, executando qualquer serviço ali, eu penso assim, Não só eu que vou morar ali, mas é uma família, quer dizer, eu me ponho no lugar dele. Eu faço o máximo ali, estiver no meu alcance, para fazer o melhor.
Pra fazer o melhor.
Fazer o melhor.
E essa coisa de se colocar no lugar do outro, ou seja, de se colocar no lugar de quem vai morar, é um ponto muito importante. Inclusive, é uma dica que até aqui você já deu sem perceber.
Sim.
Porque é tudo que você for fazer. Se você vai colocar, se você se colocar no lugar de quem vai usar, até, é... Francisco, eu tava falando outro dia com uma gestora, com a Jasmine Reis, né? Que ela foi a gestora do aeroporto de Florianópolis, que foi considerada, na época, quando eu gravei, pelo terceiro ano consecutivo, o melhor aeroporto do Brasil. Então, assim, foi uma obra, eu falo, muito bem executada, com material, assim, tudo muito perfeito. Mas, só que quem construiu, quem foi operar depois essa obra? E ela trouxe um ponto muito importante que eu fiquei pensando. Se todo mundo que executa uma obra pensar em quem vai operar depois, acho que a gente melhoraria muito a qualidade da nossa construção.
Com certeza. Acho que ali, a partir do momento que eu, no meu caso, assumi uma obra como mestre, eu tenho que assumir e dar conta. E, como eu te falei, construindo como se fosse para mim. Porque é isso aí, bicho, é um sonho, é um sonho de uma pessoa que der a realizar. Aquele sonho, quer dizer, tá na nossa mão ali. A gente não cuida.
Sim. E esse negócio aqui também, que é muito legal, eu... Eu falo, né? Que quando você fica feliz com a realização de um sonho de outra pessoa, imagina, e você ainda fazer parte disso, porque você tá construindo aquele sonho, e toda aquela equipe tá contribuindo com esse sonho, é muito gratificante.
Muito gratificante. Muito gratificante você ver o pessoal, né? Chega pra receber os seus apartamentos, né? Aquela felicidade e tudo, né? Quer dizer, é um sonho. Tá realizando ali, né?
E você vibrar, né? Com essa conquista.
Sim.
E quando você fala dessa pessoa receber esse apartamento, você participa, já participou dessas entregas, assim? Como que é? Se sim, né? Como que é o momento pra você participar de uma pessoa pegando aquela chave, daquela emoção?
Não, já participei sim.
Tem alguma história? Como que você se sentiu, assim?
Eu gosto de falar, é muito gratificante porque você vê que ela está feliz, você vê que ela está recebendo aquele imóvel ali. Você vê a felicidade dela e é muito bom. E a gente ao mesmo tempo também fica feliz.
E você, no seu dia a dia, você passa isso para sua equipe?
Com certeza, com certeza. Já cheguei a falar, vamos fazer isso aqui como se a gente estivesse fazendo para nós, para a gente morar.
Eu queria ver com você se existe a possibilidade de a gente De repente, comecei a visitar umas obras de vocês para mostrar, por exemplo, como que funciona um processo de impermeabilização na prática. Porque quando a gente fala de qualidade de construção, por exemplo, eu tenho um colega que não tem a menor noção. Por que tem que impermeabilizar isso?
Não, sim.
Ah, por que tem que fazer um contrapiso? Eu lembro que uma vez eu fui na obra, numa obra de vocês, eu não vou citar aqui o nome da obra, enfim, para não comprometer. Eu lembro que uma vez eu fui fazer um treinamento lá para ensinar uma caída de ralo. Para ter uma boa caída, como ter uma boa caída. E hoje eu gostaria de retomar esses trabalhos assim, porque imagina o que você tem para contribuir com outras pessoas, porque às vezes você, não sei se você já visitou alguma obra ou foi tomar banho em algum lugar e você vai tomar banho, ao invés da água ir para um lado, vai para o outro e aquilo causa um incômodo terrível. Acho que a gente poderia... Isso eu falo lá depois com o Serginho, a gente faz algumas coisas porque, assim, lógico, essa decisão não vai ser tomada por você, mas acho que seria bacana a gente não identificar a obra, assim, só mostrando ali alguma coisa, sei lá. Como que funciona uma boa caída? Isso aqui tem que ser impermeabilizado por isso e por isso. Uma impermeabilização de banheiro, por exemplo. Ah, tá vendo isso aqui? Ela é feita até aqui, dessa altura, por isso e por isso. Olha os cantos do encanamento. Acho que topa.
Sim, com certeza.
Então, bora. Bora junto nesse movimento. Agora, eu queria entender na parte de tecnologia. O que você nota no começo ali, quando você começa na construção? de evolução até hoje, nos dias atuais. Hoje a gente fala muito de BIM, né? Você consegue ver o projeto antes mesmo dele existir.
Isso. Não, a evolução, sem dúvida, está crescendo, mas ainda, né? Como eu te falei, essa obra lá que eu comecei lá em 94, pra você ter uma ideia, era... Acho que aí, manual, manual mesmo. Principalmente a finalzão da escavação ali, o finalzinho, era manual. Hoje em dia, não. Hoje em dia, você vê lá, as máquinas lá, tudo. Não ficou nada, até embaixo do subsolo, foi feito tudo, 100%, subsolo, piso, quer dizer, boa diferença.
E a mesma quantidade de subsolos?
Três subsolos, a mesma coisa. Três subsolos.
E naquela época, quanto demorava e quanto demora hoje pra fazer o mesmo tipo de serviço?
Demora muito mais, hein? Muito... Acho que passava de três anos ou mais aí pra tocar um prédio. Hoje tá tocando até um ano e oito meses aí, tá tocando.
É muito rápido, né? Muito rápido.
Olha a diferença aí, né?
Ô, Tico, mas você... Porque, assim, quando entra uma nova tecnologia, você tem que se atualizar pra poder acompanhar aquilo ali no dia a dia. E como que é isso pra você? Como que você recebe essa nova tecnologia? Por exemplo, a gente fala muito, por exemplo, do BIM, né? Que fazem, usam e tudo mais. Como que é o dia a dia, assim, tudo bem? Ah, você pode até aderir. Como que é quando vai passar isso pras outras áreas?
Então, é assim, é aquela coisa, quando tem qualquer mudança, essas coisas assim, né? Geralmente tem uma reunião ali, né? Engenheiro, coordenador, né? Toda aquela equipe da obra.
Sim.
Aí passa para a gente, né? Mudança, tecnologia que está vindo aí, né? Então, a gente sempre conta com isso aí.
E aquela coisa que a gente estava falando, você está preparado e aceitar.
Sim, com certeza.
Que a tecnologia está aí para nos ajudar.
Mas tem que aceitar, porque está vindo para melhorar. A pessoa se não aceitar um negócio que tá vindo pra melhorar, aí fica difícil.
Tem que aceitar, mas imagina você falar assim, ó, tem que aceitar, não. Como assim, gente? Isso aqui é bom por isso?
Não, mas tem que aceitar mesmo, porque já a pessoa não vai aceitar isso, como não vai aceitar?
Mas não tem aqueles profissionais que falam, não, eu já sou pedreiro há 20 anos e tal, isso aí não.
Isso aí, ó, quem falar dessa forma aí pode esquecer que eu tô há 30 anos não, né? Cada dia você aprende uma coisa diferente.
Entendi.
Cada dia você... Não adianta. Se você parar a cabeça... Não, já sei tudo. Não pode esquecer que ninguém sabe tudo. Sempre você pode ter certeza que cada dia você aprende alguma coisa diferente.
Não, é bacana. E essa questão que você fala do... Mas, assim, você nunca lhe deu com... Nunca... Nunca... Nunca... Encontrou, assim, um pedreiro e falou, não, esse aqui eu já faço há 20 anos. Esse cara vem dar um treinamento desse aqui. Nunca aconteceu com você isso?
Não, sempre tem, né?
Sempre tem um, assim. Por isso que eu tô perguntando.
Eu vou te falar. E você... Claro que a gente... não vai discutir com esse cara. Mas você tem que explicar pra ele depois, se você não entender não, depois você vai explicar pra ele. Como que é? Mas isso aí você tem que estar preparado que tem.
Não, mas é legal. Eu falo, assim, igual a gente está fazendo esse bate-papo aqui próximo e tudo mais, porque eu falo, às vezes eu lembro que eu ia dar um, eu ia dar treinamento, inclusive na época quando eu conheci o Serginho lá na época. A gente foi falar de, era um projeto que a gente fazia sobre obras icônicas e tal. E ele falou, se eu não me engano, de fachada. A gente tava falando de fachadas e tal, fachadas ventiladas, eu não lembro agora. E em conversa a gente tá sempre falando, aquele cara que ele acha que sabe tudo. E a gente chega com uma dica que vai melhorar o dia-a-dia dele, sei lá, uma ferramenta que vai facilitar, que não vai ter que ficar quebrando aquilo na força. E o cara fala, não, porque isso aqui não funciona e tal.
Não, que isso, não pode, não pode acontecer. Tudo que vem para melhorar, para facilitar um pouco na construção do nosso dia-a-dia, é bem-vindo.
É bem bacana. Inclusive até essa sua forma e dessa certeza que não pode acontecer. Quando eu tiver um episódio aqui com o Pedreiro de novo, eu vou trazer você para sentar ali do lado para a gente fazer essa troca, assim. É bem interessante. Você tem alguma dica que você quer dar para algum profissional de obra? Coisa que você vive assim, que você fala, quando acontecer tal coisa, você pode agir dessa forma?
Aquela coisa, né? O dia a dia, né? Aí você vem trabalhando e, acho que a dica é, no caso, seguir projetos. não mudar projeto. A gente só toma uma decisão se precisar por algum motivo, por algum caso. Tem que passar para a engenharia, a engenharia passa para o projetista. Acho que a dica é essa, não mudar projeto por conta. Você tem que combinar com a equipe, engenheiro, essas coisas, aí sim. Mas nunca mudar um projeto por conta.
Então, mas isso é uma dica, isso é uma dica extremamente importante.
É, eu vou igual tu falando.
Então, Francisquinho, mas o que que acontece? É que, ao meu ver, é que vocês trabalham de uma forma muito harmoniosa.
Entende?
Mas, acho que você não, a realidade do dia-a-dia, então, essa dica que você tá falando de mudança de projeto, porque assim...
Eu acho que é até uma dica, eu achava que não era.
Não, isso é importantíssimo.
Não, porque a partir do momento que tem um projeto, É seguir o projeto.
Sim.
Igual eu te falei, qualquer motivo tiver que mudar, não sou eu que vou mudar.
Então, mas aí é lógico, mas assim, é importante, aconteceu isso, precisa mudar, mas por isso informa para ver a possibilidade, aí sim.
Aí sim. Aí você passa para o engenheiro, o engenheiro vai passar para frente, projetista, eles vão analisar, vão ver se realmente é isso mesmo ou não. Em cima disso aí, você vai ter uma resposta já do projetista.
Isso é uma dica de ouro, isso é uma dica de milhões. Imagina, uma mudança de um projeto, o prejuízo que causa... Imagina, você já construiu ali um negócio no meio... É que assim...
Jamais, jamais você não pode... Então, mas... Alterar projeto nenhum.
Isso é importante, mas acontece, né?
Mas não pode.
Não pode, ó. O Carlos... Ele falou uma coisa, quando ele veio aqui, que me marcou muito e eu repito isso muito, geralmente, na maioria dos episódios que eu gravo aqui. Ele falou o seguinte, ó... Um engenheiro desempregado e um dentista bem-sucedido abrem uma construtora e vendem com a mesma qualidade que uma construtora que está aí, sabe? Há anos no mercado. Então, por isso que eu estou falando tem. O mercado a gente passa por cada uma que...
Não, sim.
A gente tem aqui o quadro convidado convida. Todo convidado tem que trazer uma pessoa aqui. Tem alguém que você gostaria de ver aqui, ouvir no podcast para você assistir depois e falar, pô, esse cara me ensina muito.
Eu tenho, tem um colega meu que é... Inclusive ele já trabalha na Tajá, né? Hoje não tá mais na Tajá, mas tem sim.
Como que é o nome dele?
É o Chagas.
Chagas? Ele faz o que?
Mestre de obra.
Ele é mestre de obra? Gente, anota, fala... Você passa o contato depois.
Quanto tempo eu passo o contato dela?
Tá, mas ó, convida ele pra aquela câmera ali, ó.
Tá bom, Chagas, ó? Tô aqui, a gente tá batendo um bate-papo aqui, tá? Eu tô indicando você aí, tá bom? Você vai bater um papo com... Paulo, não aceita não, pra eu ver.
Não aceita não.
Falou, Chagas.
E ele, Edinho, ele tá aqui em São Paulo?
Ele tá em São Paulo, ele tá trabalhando ali, morrendo.
Tá, tá. Então, deixa, vamos fazer um bate-papo. Eu conheci um mestre lá em Fernando de Noronha, ele toca umas obras bem legais lá, umas obras com sistema industrializado e tal. Aí eu fiz um bate-papo com ele bem... Assim, fiz um bate-papo com ele lá, ele aceitou, a gente tá programando pra trazer ele aqui, porque eu quero trazer mais mestre, né? Igual, hoje você tem a sua experiência dentro da sua empresa, da sua construtora, Só que você vive uma realidade, né?
Sim.
Com certeza, o seu colega vive outra. E aí a gente vai somando, porque a sua história é igual. Por que você tem essa habilidade, por exemplo, de lidar com pessoas? Só que você começou na Constituição Civil, seu pai é pedreiro, aí você tem todo esse jeito de lidar.
Com o pessoal. E o tempo. Com o tempo aí você vai adquirindo em toda a área.
Você teve ali também paciência para ir se desenvolvendo.
Sim.
Notório também que você é muito grato pelas oportunidades que você criou. Inclusive, você criou, eu falo, nós somos muito gratos às empresas, mas só cresce dentro de uma empresa quem busca oportunidade.
Pra você crescer dentro de qualquer empresa, você tem que se dedicar, você tem que fazer o melhor, tá? Porque senão não vai. Não adianta você querer do céu só chuva.
Do céu só chuva, né? Como diz o Cortella, vaca não dá leite. Você tem que levantar quatro linhas.
Tem, tem que fazer a sua parte.
Hoje nós conversamos sobre várias coisas. Eu queria que você falasse um pouquinho, chamou de Tico, de novo tá estranho chamar de Tico, mas é como ele é conhecido na obra. Como vocês sabem, todo mundo, todo pião de obra, todo mundo que vive na obra, engenheiros também, a gente tem nossos apelidos lá, né? O meu eu não vou falar qual que é, mas eu tenho também apelido em algumas obras que eu passei. Tá? Eu queria que você falasse um pouquinho quando você trabalhou com essa parte de boa e carro de boa e tal, e falasse um pouquinho como que era nessa época.
É legal, né? Você sabe o interior como é que é, né? É, uma cidadezinha pequena. Era assim, não era que era muita coisa, né? Fazendo, mas... Na roça lá, né? Eu morava com o meu avô. Não morava com meus pais, com o meu avô, hein?
Com o seu avô.
Quer dizer... Pô, umas três vaquinhas ali, só pra tirar, né? Só pra... Consumo mesmo, né? E aí, não pode faltar aquela junta de boi, né?
Não pode faltar.
Não pode faltar.
Andou muito de carro de boi?
Muito, muito. Eu fabricava o carro. O carro eu mesmo fazia. Fabricava? É. Que legal.
E você já orou terra?
Muito, muito.
Gente, que legal, mas você se arou sempre com o boi empareado?
Com o boi, dois boi e o arado. Hoje mudou já, hoje se trata. Hoje não se ara mais.
A construção civil, ela está muito atrasada em relação ao... Tudo que você fala de agro, assim, está tudo muito... Qualquer lugar que você vai hoje, não tem mais nada daquilo. Eu já arei terra com um cavalo.
Sim.
Você coloca lá.
Capinar também, né?
Sim, sim.
Capinar.
Não, interessante. Então, e aí uma... Até legal, eu toquei nesse assunto, Porque eu falo que para você conhecer uma pessoa, muitas vezes até o caráter de uma pessoa, é importante saber se ela cuida de uma planta. O que ela já passou? Como é a história dela? Para chegar onde chegou e, sobretudo, para respeitar a história das pessoas, para se colocar no lugar do outro, para ter esse sucesso.
Você falou que é nordestemente e já passou aqui. O pessoal fala que é pesado, é pesado, mas não é muito mais, né? Não é muito mais. Isso aqui é fichinha pra gente.
Isso aqui é fichinha, a gente dá... Olha, eu assim, como eu não posso tomar partido aqui, mas... Ninguém sabe o que é pegar uma inchada, ir pra uma roça, no sol apino, e ficar carpindo.
Não é fácil não.
Entende? Aqui fala carpindo, lá fala limpar, né? Limpar roça, chechar feijão. Não sei como que é o ditado que fala, mas... Imagina, e aí você vai, planta, planta, planta, daqui a pouco dá uma chuva. Acabar com tudo e você segue naquela esperança.
Sim, sim.
De uma nova safra pra conseguir trazer o sustento pra família. E você aprende isso desde criança, porque... Imagina, você criança, você já... Começa a acompanhar, né? O perrengue dos pais ali.
Começou a andar ali e já tá participando já, né?
Já tá participando.
É, com certeza.
Então, eu espero que esse episódio contribua com você. Eu acho que esse episódio, eu poderia falar que ele é muito pra liderança, porque... a sua história de vida, que até eu fico muito feliz de poder entender tudo que você fez no passado, desde a sua infância, e faz hoje, como isso te torna uma pessoa humana dentro da empresa que você trabalha e como que você trata tão bem as pessoas.
Sim.
O que tivemos aqui, na verdade, foi uma aula de liderança de um mestre de obras que começa como ajudante, constrói a carreira bem-sucedida dentro da mesma empresa, né? E a gente vai continuar essa série com mestre, com desafio de um mestre no canteiro de obra e acho que, enfim, eu tenho Muita, muita certeza que se você prestar bem atenção e se você prestou muita atenção na sensibilidade desse conteúdo, você vai aprender muito como tratar, como ser um bom líder. Não importa a função que você exerce, não importa se é encanteiro de obra ou não importa se é dentro de um escritório.
Sim, não importa, né?
Então, a última dica aí pra gente, pra eu te passar as palavras finais pra gente encerrar esse episódio.
Acho que a última dica, acho que é assim, na nossa área, quando a gente está falando que o pessoal não está querendo mais voltar, no caso do trabalho da construção civil, não sei porquê, o pessoal mais novo, né? Veio pra cá, né? Que não vai se arrepender. Não venha, porque... Pode vir.
Gente, a construção civil é um mar de oportunidade e geralmente quem entra se apaixona. Quando você é picado, ó, quando você é picado... pela construção e você entende o propósito de contribuir com o sonho das pessoas, quando você vibra com a realização das pessoas. É muito bom. É muito gratificante. Muito bom. Muito gratificante. Então, hoje nós conversamos sobre a história do mestre Francisquinho Silva, também conhecido como Tico. Nós falamos sobre a história dele, nós falamos sobre desafios do dia-a-dia de um mestre, o que um mestre faz dentro de uma obra, ou seja, qual é o papel dele estar ali tocando a obra no dia-a-dia, do papel dele junto com a engenharia, com a arquitetura e com as pessoas que estão executando no dia-a-dia. E, sobretudo, a forma como ele toca Uma obra que, como eu falei repetindo aqui, tem muito para ensinar para a gente. Francisquinho, mais uma vez eu queria agradecer a sua presença aqui e o seu tempo.
Acho que é isso.
É muito gratificante. E para você que quer aprender mais sobre construção civil, a gente tem o portal Hub e Construção. Tudo que você quiser aprender sobre impermeabilização, sistemas construtivos, dicas de como resolver tal problema, o que não tiver lá, se você procurar e não tiver, manda um e-mail lá que as pessoas vão fazer, produzir e mandar para você, tá? Preciso que mais uma vez, obrigado pela sua participação.
Obrigado. Obrigado a você, tá bom?
Quer mandar um abraço para alguém aí?
Espero que tenha esclarecido algumas coisas. É, vamos mandar um abraço aí pro Sérgio, Sérgio Lopes, Sérginho, né? Carlos Borges, tá bom?
Não, então você mandou só pra um, né? Tem dois, né? Tem dois Sérgio.
Não, Sérgio Lopes, Sérginho, né? Ah, sim. Que é o Sérgio Fernandes.
Sim, sim.
E o Carlos Borges.
Isso aí. E os seus amigos lá que vão ver depois do episódio, não vai mandar um abraço não pra galera?
São muitos, né?
São muitos. Você é muito político.
Chega lá, abraço eles.
Eu não vou citar o nome de ninguém que eu posso me comprometer. E lá pro pessoal da terra que você nasceu?
Pernambuco, lá na Air Force, né? Um abraço, né?
Tem ninguém lá que você quer mandar um abraço?
Tem sim, com certeza. Minha mãe Cecília, né?
Tá lá?
Tá lá. Um abraço, Cecília. Eu vou dar um pulo lá.
E você vai numa época boa, né? Agora de festival de inverno.
É, mas não sei. Já está passando um pouco aí, né? Mas, de qualquer maneira, tem que ver a minha mãe, né?
Não, sim. Mandar um abraço para o povo do Nordeste. Eu falo que o Nordeste é responsável pela construção do Brasil. Então, um abraço, pessoal, e até o nosso próximo encontro aqui no Constricast.
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