Energia solar: Evitar golpes, economia e futuro sustentável | Podcast da construção #101

Podcast episode (Constricast) in Portuguese where host and consultant Romário Araújo discuss the growth and accessibility of solar energy in Brazil, technological advances in panels and inverters, safety and certification (Inmetro, AFCI), how to avoid scams when hiring installers, cost examples (system costs and payback), and practical steps for planning and installing residential systems. The episode mixes market/regulatory context, equipment trends (panel wattages, TopCon, hybrid inverters, lithium batteries), and consumer-facing recommendations (hire a consultant, check company history, inspect installations).
Questions this video answers
Since 2017.
Resolução 482 de 2012 and atualização 687 de 2015 (and a later regulation referenced around 2021–2023).
Mentioned progression: 260 W → 310 W → 340–400 W → 450–580 W; market average ~580 W; panels for large plants cited around 700 W.
About R$1,500 per 400 W panel in 2017; he says prices today are roughly a quarter of that.
Approximate installed system cost ~R$25,000 with an estimated payback of about 2–3 years.
Chapters
A energia solar nunca esteve tão acessível, mas será que todo mundo pode realmente aproveitar seus benefícios? Como escolher os melhores equipamentos, evitar golpes e garantir que seu investimento tenha o retorno esperado? Hoje vamos responder essas e muitas outras perguntas. Se você está pensando em instalar painéis solares ou quer entender o futuro dessa tecnologia, fica com a gente porque esse episódio do Constricast está imperdível. Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Energia Solar é a pauta do bate-papo de hoje. Pra falar sobre o assunto, eu recebo o consultor Romário Araújo, que vai dar uma aula pra gente quando o assunto é como eu evito golpes, como eu aproveito, de fato, os benefícios dessa tecnologia que veio pra ficar. Romário, seja bem-vindo a mais um episódio aqui no Constrycast.
Agradeço muito o convite e vamos lá tentar esclarecer o que a gente puder.
Mário, obrigado mais uma vez pelo seu tempo para vir aqui e gerar conteúdo para a nossa audiência. Agora eu queria entender quais são... as tendências e evolução da energia solar nos últimos anos. Só pra gente introduzir um pouquinho aí, dar uma aquecida nesse bate-papo, que eu tenho certeza que vai ser muito rico aqui.
Ah, com certeza. Sempre é muito bom, né, falar a respeito de energia solar, porque eu tô no mercado a respeito desde 2017, então...
Em 2017, mas você é um estudioso, bem antes você já estava muito ligado nessas tecnologias.
Nessas tecnologias. E energia solar é um assunto que chama muita atenção por conta do que ele oferece, os benefícios que ele oferece e a tendência de mercado vem alterando. a cada ano. Então, como a tecnologia está avançando até muito rápido a respeito de painéis, de inversores, a tendência de mercado vem crescendo muito rápido. Então, por exemplo, quando começou a dar o boom do mercado em energia solar, porque a primeira regulamentação de energia solar existiu em 2012, resolução 482 de 2012. Depois veio uma atualização em 2015, 687. que atualizou algumas formas de conexão junto à concessionária, algumas formas de compartilhar créditos e tudo mais, e essa tendência veio mudando. Hoje, por exemplo, nós temos a nova regulamentação que saiu em 2021 ou 2023, se não me engano agora, que trata justamente a nova regulamentação. Então, qual é a tendência do mercado? Em respeito a equipamentos, equipamentos evoluiu muito. Porque de 2017, quando começou o mercado a se movimentar em explicar a diferença entre energia solar fotovoltaica e energia solar térmica, porque na época tinha muita térmica. Então quando você falava para as pessoas, olha, eu estou oferecendo uma solução de energia solar para você. Quando a pessoa ouvia esse termo, ela entendia que era energia solar térmica, não elétrica, fotovoltaico, do efeito fotoelétrico.
Depois a gente vai falar um pouquinho do que é cada uma. Mas o que impulsionou, Romário, esse crescimento nos últimos anos?
O que impulsionou foi a questão de custo de equipamentos e melhora da tecnologia. Então isso impulsionou muito. Na época, em 2017, por exemplo, nós tínhamos painéis de 260 watts. eu mesmo comecei com painéis de 310 watts Então hoje nós estamos falando em painéis de 700 watts. Então teve esse boom no mercado. Então passou de 340 para 400, aí mudou a tecnologia da célula. De 400 foi para... Teve de 450, 500, 550. Hoje a gente está falando de 580, que é a média de mercado. E já está se falando para grandes usinas em torno de 700 watts, que são painéis maiores, mas também que tem uma geração de energia um pouco maior.
Mas com essa acessibilidade de equipamentos e tecnologia, a energia solar, ela ficou mais acessível para um consumidor final, um consumidor comum, vamos dizer assim?
Ficou. Ficou bem mais barato. Hoje, um quarto do custo.
Um quarto do custo?
Comparado aos últimos... Do 2017. Antes, em 2017, vou dar um exemplo. Hoje, consulte talvez os distribuidores ou também quem instala, mas na época, Um painel custava R$ 1.500, um painel de 400 watts.
Meu Deus!
Hoje custa talvez um quarto disso ou talvez um pouquinho mais, tá? Então, sim, a questão de os equipamentos estão mais modernos e também estão mais tecnológicos. Então, como se tornou muito acessível, a questão da escala de produção aumentou também. e fez com que barateasse bastante os produtos. Então, por exemplo, painel hoje você encontra um quarto do preço e consegue, por exemplo, talvez a mesma instalação que você faria anos atrás, hoje você consegue talvez com quase o dobro da potência com o mesmo valor. por conta do custo que veio caindo e também com o avançar da tecnologia.
E falando um pouco de equipamentos e tendência de mercado, quais são as principais inovações tecnológicas nos painéis solares e inversores?
Inversores? Teve muitas inovações. Antes, a dopagem do silício, o painel solar em si precisa ter um silício dopado. Então cada empresa tem a sua tecnologia E essa mistura de elementos com o silício faz com que gere eletricidade dentro do painel. Então avançou também essa questão da dopagem. Por isso que às vezes você tem o mesmo painel, só que com potências maiores. É o mesmo tamanho, é o mesmo tamanho de célula e o mesmo tamanho de painel. Só que com o tratamento do silício, você consegue aumentar a geração de energia dele. Então isso faz com que a eficiência do painel por metro quadrado aumente. Isso faz com que o preço também dilua e fica cada vez mais barato. Então já teve algumas mudanças, a gente teve... Antes era Type-N, hoje a gente tá falando que os tops de mercado hoje é praticamente o Top-Con, que é o que já tá meio que penetrando no mercado aqui. é a tecnologia Topcon que ele é um pouco diferente em questão de geração de energia. Ele acaba gerando mais energia por uma característica dele, dessa tecnologia.
E aí quando você tem essa eficiência na captação dessa energia, ou seja, eu consigo fazer uma captação maior por metro.
Quadrado... Por metro quadrado.
E nesse avanço dos painéis, os inversores também têm que acompanhar essa tecnologia ou geralmente não precisa de tanto avanço nos inversores?
Tem que acompanhar. Tem que acompanhar porque aconteceu alguns anos atrás no mercado, algumas marcas de painéis fotovoltaicos lançaram painéis com uma intensidade de corrente elétrica muito alta. E isso acabou causando um problema. Por quê? Os inversores, na mesma época, não estavam preparados naquele momento para receber aquela intensidade de corrente. Então, isso vai fazer não que o sistema não funcione, mas o inversor vai ser o limitante do sistema. Porque o painel vai gerar energia e o inversor vai gerar aquilo que ele consegue entregar. Porque o painel é um captador. e o inversor fotovoltaico é ele que vai fazer essa captação de energia que vem dos painéis e vai injetar na rede. Então ele vai acabar sendo limitante por conta da capacidade dele. Então o que começou a acontecer? Os fabricantes tanto de inversor quanto de painel hoje meio que são paralelos. então algumas marcas mudaram hoje também a forma de atuar com os painéis você vê que algumas marcas preferem atuar com o nível de tensão elétrica um pouco mais elevado do que a corrente elétrica justamente por conta da capacidade do inversor porque pela tensão você consegue remanejar o tamanho das strings para conectar no inversor Então o projetista, na hora que ele vai fazer o design do projeto, ele consegue, por exemplo, falar, olha, esse painel aqui tem um nível de tensão um pouco maior. Então pela faixa de operação do inversor eu consigo dimensionar, só que pela corrente não.
Mário, quando você fala de equipamentos mais acessíveis, a gente fala, lógico, de equipamentos mais baratos também, porque você tem, de certa forma, eficiência no conjunto e, consequentemente, você tem ali uma redução no custo total desse sistema. Por outro lado, eu estou andando em alguns lugares aí e eu percebo que muita gente quer colocar um sistema de energia solar em suas residências, só que muitos ainda reclamam do custo. Diante desse avanço tecnológico, o que esperar para o futuro da energia solar? Eu vou ter equipamentos cada vez mais eficientes e acessíveis para que chegue nessas famílias de menor renda?
Sim. A tendência do mercado é justamente esses equipamentos ficarem cada vez mais baratos e surgirem novas tecnologias também. Hoje está em ascensão o inversor híbrido. não só pela funcionalidade dele de funcionar junto com a concessionária, mas também dele manter a sua casa energizada, mesmo faltando energia da concessionária.
Poxa, isso seria lindo, hein? Já tem no Brasil isso?
Já tem no Brasil e eu já tive contato, acredito que há muitos anos atrás, eu comecei com esses inversores, já conheço esses inversores, desde 2020 aproximadamente, 2021. Então já tive contato com inversores híbridos desde aquela época, então a gente já entende um pouco como essa tecnologia funciona. É um equipamento excelente e o mais interessante de tudo que não precisa ter painel pra utilizar ele.
Mas onde que eu armazeno essa energia? Tendo em vista que eu não tenho energia da rua, vou ter que ter bateria estacionária, é isso?
Não exatamente bateria estacionária. Hoje a bateria de lítio, comparado também a muitos anos atrás, caiu bastante de preço, teve uma queda bem significativa porque aumentou a escala também. Então a gente tem carros elétricos, também tem as baterias também que são de lítio, E no caso, diminuiu muito o custo. Comparado, talvez, metade do custo do que era. Então, por causa da escala. Hoje as baterias de lítio, elas dão uma garantia muito grande. E elas são extremamente portáteis, então dá pra você colocar até em apartamento. É muito legal. E é uma solução que hoje vem atendendo, por exemplo, a Zona Sul de São Paulo. A Zona Sul de São Paulo sofre muito com essa questão de queda de energia. Por causa de vendaval, cai a árvore em cima de cabos, talvez não tenha a poda adequada, de galhos que ficam ali. Então, há esses problemas na Zona Sul de São Paulo, que sofre bastante. Inclusive, tenho conhecidos que são instaladores que, no caso, fizeram alguns projetos ali e justamente atenderam os clientes por causa desse problema. Há fortes chuvas e no caso simplesmente a árvore cai em cima da rede elétrica e fica sem energia dois, três dias. E aí, no caso, são residências de alto padrão até. E no caso, qual seria a solução? Estão oferecendo, como a casa é um pouco maior, tem espaço para colocar painel, que é uma outra vantagem também. Você coloca o painel fotovoltaico, tem a bateria, a rede elétrica da concessionária e todas viram fontes de energia. E o próprio inversor, ele é o cérebro dessa operação. Então, se eu tenho energia fotovoltaica, eu não preciso usar da concessionária. Então, ele dá preferência em usar a energia do Sol.
Ah, que legal!
Ele faz esse balanceamento automaticamente. Então, ele é um equipamento extremamente inteligente. E a conversão dele, por exemplo, caiu energia da minha casa. Eu tenho equipamentos sensíveis, que tem que fazer uma transferência energética rápida. Hoje existem tecnologias de mercado, não de uma empresa específica, mas que conseguem fazer essa transferência bem rápida e praticamente você não sente essa transferência. É diferente de entrar um gerador ou um no-break ou alguma coisa assim.
Romário, eu queria que aproveitar antes de avançar para a próxima pergunta, que você desse uma dica para a pessoa que está indo buscar instalar um sistema de energia solar em suas residências. Qual seria a conta que essa pessoa teria que fazer? Antes de você dar essa resposta, essa dica, eu queria agradecer aos nossos patrocinadores, produtora de vídeos Infinity Plus, que é especializada em produção audiovisual para indústria, arquitetura, engenharia e construção. Agradecer também ao apoio do portal Hub e Construção. que você precisa de dicas, estudar sobre o setor de engenharia, arquitetura e construção, enfim, temas como esse que está sendo discutido aqui agora, vai lá no portal rubconstruccão.com.br. O conteúdo que você não encontrar, você pode mandar, de repente, um e-mail para a nossa audiência aqui, para o nosso canal. e eles produzem esse material técnico pra você. Agora, Romário, sua resposta pra minha pergunta.
Hoje, a princípio, qualquer conta. Então, uma pessoa que, por exemplo, paga 150 reais por mês, hoje já seria viável.
Já seria viável?
Já, já. Porque, assim, você tá pagando um sistema que ele tem um provisionamento de em torno de 30 anos de geração. Então, os painéis hoje já falam em 30 anos de geração de eletricidade. E isso já seria viável, porque, com certeza, você vai também aumentar um pouco a sua conta de energia ao decorrer dos anos.
Romário, aproveitar sem te cortar, até pra gente ser mais específico nessa... Porque eu achei bem interessante, eu não imaginava que eu, com R$ 150,00 de conta de luz, já seria interessante fazer, de repente, pensar em investir no sistema de energia solar. Vamos usar um número aqui, imagina que eu pago R$ 300,00 de conta de energia. Aí eu resolvo fazer um investimento num sistema de energia solar. É, aproximadamente, quanto ficaria um sistema para sanar, ou seja, para atender essa minha demanda, e ao longo de quanto tempo eu teria o retorno desse investimento?
Hoje, sistemas residenciais aí, já dependendo de como você contratar, as marcas do equipamento que se interfere muito no custo...
Isso interfere no custo também?
Muito, muito. E também, assim, a instalação não é tanto. Mas a qualidade do equipamento vai interferir no preço. E eu recomendo que coloque equipamentos de qualidade justamente para evitar alguns problemas. a respeito disso. Depois a gente pode falar um pouco mais.
Mas o barato sai caro, né?
Exatamente. Então, nessa questão do equipamento, você vai gastar em torno de uns... em torno de R$25 mil, por exemplo, pra uma conta dessa.
Mas pra todo o sistema funcionando?
Todo o sistema instalado e pronto.
Aí você faz uma divisão ali, Isso.
E o payback talvez, obviamente teria que fazer um estudo mais aprofundado, né? Mas em torno de dois, três anos no máximo, um sistema desse tamanho.
Poxa, que legal, né?
Na casa do meu irmão, por exemplo, eu instalei, só pra você ter uma ideia, tá? Eu instalei na casa do meu irmão, ele já economizou mais do que o dobro que ele pagou do sistema fotovoltaico.
Nossa, e quanto tempo?
Terminei de instalar em 23. Abril de 23, eu acho. Se não estiver enganado. Ele tinha um restaurante na casa dele. Hoje não tem mais. E a conta de energia hoje vem tudo dentro do programado que eu tinha passado pra ele. Então, a gente oferece essas soluções, assim, normalmente pra tentar... O objetivo da energia solar é tentar trocar o valor da conta de energia pelo valor da parcela. às vezes nem sempre é viável. Eu falei um valor de R$ 150,00 porque o tamanho do sistema, o preço do sistema, ele vai crescendo conforme a sua necessidade. Então, uma casa que consome R$ 150,00, talvez vai ser dois painéis.
Entendi.
Dois, três painéis, um micro-invertor... Então, o.
Investimento fica bem baixo, né?
O investimento fica baixo. Aí, nós estamos falando, talvez, de uma casa um pouco maior. Obviamente vai precisar de mais painéis, porque precisa gerar mais energia. Então o sistema ele é crescente, então ele é adequado ao seu tamanho. Ah, eu tenho uma indústria que consome 1000 kWh por mês. Obviamente é muito mais do que isso. Estou dando um exemplo. Você vai precisar de X painéis. Só que é difícil a gente falar assim, olha o painel vai gerar tanto com base no consumo do cliente. Por quê? Você tem características de orientação, de inclinação do painel, são coisas de instalação, tá? Mas que envolvem o rendimento do painel também. Então o consultor ou instalador, enfim, que vai lá fazer essa análise, ele justamente tem que avaliar esses pontos, para entregar um dado real para o cliente e o integrador oferecer um dado real para o consumidor.
E aí você me traz um ponto importante que é a questão da qualificação da empresa que está instalando esse equipamento. Nessa medida, o que eu tenho que considerar, Romário, na hora de escolher uma empresa para fazer a instalação do meu sistema de energia solar?
Isso é um ponto extremamente importante. Você é consumidor que está buscando instalar energia solar na sua casa, você tem que primeiro atentar-se a alguns pontos. Primeiro, a questão do capital social da empresa que vai estar oferecendo para você a solução versus o projeto. Esse é o primeiro ponto. Por que eu digo isso? Nós estamos falando, às vezes, dependendo do lugar, um projeto de 300 mil reais. A empresa tem que ter um capital social adequado aquilo ali, porque se ela não tem um capital social ela não é do tamanho suficiente, se caso acontecer algum ônus durante a instalação, de repor aquilo ali que deu problema. Segunda coisa, pedir para visitar instalações que aquela empresa forneceu. Isso é extremamente importante. Visite, visite. Mesmo que você não tenha conhecimento técnico, analise os pontos, como que estão conectados os inversores, como que está a organização do local, como que esse quadro foi montado. Isso é só fatores estéticos, não precisa ter conhecimento nisso aí. Aí você fala assim, a estética às vezes pode não estar bonito, mas está bem feito. Sim. Mas a questão de como está tudo organizado também demonstra como que é a capacidade técnica da empresa.
E aí entra o papel de, de repente, dessa pessoa se esforçar um pouco mais e investir na contratação de um consultor?
Com certeza.
Para auxiliar?
Com certeza. Porque aí auxilia, vê a capacidade da empresa, vê se conhece aquela empresa. Porque algumas empresas de instalação já são conhecidas. Então você pode ajudar a respeito disso.
É...
Acompanhar também a obra. O cliente, depois que ele instala, ele tem que acompanhar a obra, ver como é que está sendo executado, ver os profissionais, se estão usando EPIs. se estão usando o capacete, cinto adequado, se foi feita uma linha de vida provisória. Isso tudo envolve tanto na questão da segurança e da qualificação dos profissionais que estão instalando. Não é besteira.
E é importante para quem está ouvindo ou assistindo pelas plataformas de vídeo que, no portal Hub Construção, a pessoa tem a opção de pedir dica de profissional. Eles indicam, mandam para você, tem todo um cadastro de empresas e profissionais para todos os assuntos relacionados à construção. Você que quer construir ou reformar, recomendo entrar lá. Caso você precise de um eletricista, eles podem indicar de acordo com a região que você está no Brasil. Romário, agora, nessa medida, existe alguma certificação ou selo de qualidade que garante a confiabilidade dos equipamentos e serviços prestados? Por que eu te pergunto isso? Por exemplo, no mercado do vidro, para eu contratar um vidraceiro, esse vidraceiro, para ele ser especialista nessa instalação, ou seja, para ele se capacitar, ele recebe uma certificação. para ele estar qualificado a executar aquele serviço. O vidro também, quando ele está sendo temperado ou algo do tipo, ele tem um selo que ele é projetado direto na hora que esse vidro passa por um processo de têmpera. Agora, como que é no seu negócio, nessa área de energia solar?
Na energia solar, existem cursos, certificações, mas não relacionado à habilitação do profissional.
Entendi.
Então existem profissionais habilitados, autorizados, são quatro vertentes, né? Habilitação, autorização, capacitação e formação. Então você tem essas quatro. Às vezes o profissional tem um curso, mas não é registrado no, por exemplo, no CREA, por exemplo.
Entendi.
Entendeu? Ele tem a formação, mas então ele não é habilitado, tá? Ele tem a formação, ele é capacitado, mas ele não é habilitado. Então tem tudo isso que envolve. Mas relacionado à energia solar, só existe somente cursos a respeito disso, a respeito do assunto, do tópico. Inclusive existem muitas escolas boas a respeito disso. E a respeito de equipamentos, Equipamentos, sim. Todos os equipamentos de energia solar tem que ter o registro no Inmetro.
Entendi.
As concessionárias, quando você manda o projeto para ser autorizado, para ser conectado na concessionária, ela exige um número de registro do painel e também do inversor. Então não pode nem ser comercializado esse painel se não tiver o registro, porque se você comercializar um painel que não tem registro, na hora que você vai dar a entrada, a concessionária não vai aceitar.
Entendi.
Porque o painel não está com o registro.
Não está com a certificação, ou seja, não foi testado, não tem uma certificação que valide aquele equipamento ser colocado em operação.
Isso. Hoje os registros, hoje pode ser que mude, mas os registros são em torno de dois anos. Então você faz o registro hoje, ele fica válido por dois anos aquele registro no Inmetro. E, obviamente, pode ter algumas alterações administrativas, o Inmetro pode receber alguma denúncia, alguma coisa, que fala assim, não, vou suspender o seu registro. E a empresa que possui o registro vai ser notificada e ela vai ter que ver o que é a pendência. Se é uma pendência administrativa, documental, e ver o que o Inmetro está pedindo. Então o Inmetro, ele é a base de registro para garantir a qualidade dos equipamentos. Uma outra coisa também que é importante, inversor fotovoltaico hoje, para atender as novas legislações que vem surgindo, hoje já é obrigatório o inversor ter a FCI, Arc Faulty Circuit Interrupter, no caso que seria, é uma proteção que o inversor tem para evitar arco fotovoltaico. Porque quando acontece de há uma desconexão com o inversor em operação, ele gera arco. E o arco, não tem como você extinguir ele.
Entendi, é um equipamento de proteção, fazendo uma comparação com o quadro elétrico, quando a gente coloca, por exemplo, um DR, ele teria essa função trazendo...
Dentro dele.
Dentro dele.
Dentro dele.
Específico para a energia solar.
Isso. Eu conheço algumas fabricantes, até passei por algumas de inversor fotovoltaico, e no caso existem algumas tecnologias que já utilizam o I.A. para fazer análise da curva da tensão elétrica e da corrente elétrica para identificar o ruído gerado pelo arco para conseguir fazer a interrupção.
Nossa, que legal, cara.
Ou seja, é ensinado a IA a identificar esses... Porque assim, quando nós falamos de instalação de energia solar, o inversor, ele é um equipamento muito sensível, porque ele é eletrônico. Então ele tem muitas proteções embarcadas dentro dele que precisa de, às vezes, complementos. E, por exemplo, o AFCI vai ajudar muito a respeito de evitar incêndio em residências, em prédios, em comércios, justamente por conta disso. Porque ele faz essa análise da energia que está entrando, ele percebe um ruído ali, talvez por uma conexão, talvez porque rompeu o cabo por algum motivo, falha de isolação de uma forma geral, o cabo perdeu a sua condição de isolador e ele está começando a gerar arco, seja mini arcos talvez encostando na eletrocalha, que pode também causar, por isso que toda a parte metálica tem que ser aterrado, E no caso ele detecta isso, interrompe o funcionamento e ele apresenta uma mensagem. Aí você tem que chamar um técnico especializado para fazer essa análise e manutenção do equipamento. Não faça isso por espontânea vontade, porque ali nós estamos falando de tensões um pouco mais elevadas e também corrente contínua que ela é um pouco mais perigosa quando a gente fala de questão de proteção do que a corrente alternada.
Pode trazer um problemão. Romário, agora vamos falar de um assunto que é um pouco delicado, que é a parte de golpes, né? Como que eu evito tomar um golpe, porque, enfim, a gente, inclusive, está tendo muito no mercado. Então, assim, com o aumento da popularidade da energia solar, surgiram também muitos problemas com golpes. O que essas empresas e consumidores devem observar antes de fechar um contrato?
Sempre buscarem empresas que têm sede no Brasil.
Que têm sede no Brasil. Por quê?
Que têm sede no Brasil. Porque hoje é comum... Vou dar alguns exemplos. Você tem marcas de painéis e também marcas de inversores. Algumas estão no Brasil, outras não. Então, pra essas marcas simplesmente decidirem fechar as portas e ir embora, vai deixar um monte de consumidores aqui sem assistência.
Entendi.
Então, tem que ver se essa empresa está localizada aqui, se é uma empresa sólida, se ela oferece treinamentos aos integradores, se ela é uma empresa que é atuante, porque às vezes ela só comercializa. O que eu já ouvi, por exemplo, de marcas que surgem do nada e importam um monte de equipamento aqui para o Brasil, vendem esses produtos e depois essa marca desaparece.
Mas quais são os sinais de alerta para eu identificar uma empresa que está fornecendo um serviço ou um produto duvidoso?
Um produto duvidoso. Você procurar o histórico dessa empresa. Então, é justamente aquilo que a gente tinha comentado um pouquinho. você buscar o histórico da empresa, ver a capital social, ver instalações, quantas instalações, qual é o tempo de vida dela, tanto da marca também, tá? Não é só do prestador de serviço, mas também da marca. Por que eu falo isso? Porque às vezes a marca é muito nova, Pode ser que ela se sustente no Brasil, mas pode ser que daqui um ano, um ano e meio ela desapareça.
Mas isso não tá muito ligado ao risco de abertura de qualquer negócio? Porque quando eu contrato ali um serviço, eu tô contratando às vezes uma empresa pequena, enfim... E essa empresa recorre a equipamentos do mercado. Esse cara resolve apostar, de repente, no equipamento que acabou de ser lançado ou que está ali há poucos meses no mercado. Tudo bem, entra essa questão que você fala do capital social. Para evitar esse tipo de situação. Eu fiz a contratação do meu sistema solar, deu problema, essa empresa precisa repor esse material e ela não tem capital. Por outro lado, você não acaba colocando isso na mão das grandes empresas? E como que fica esses pequenos instaladores aí que surgem no mercado?
Hoje o mercado de energia solar é muito concorrido. Então existem muitas marcas, existem muitos distribuidores. E para você abrir um negócio hoje de distribuição e começar a vender equipamentos de energia solar, o investimento é muito alto.
É alto?
É alto.
Mesmo falando de franquias, essas franquias aí...
Mas as franquias dão suporte, entendeu? Então, por exemplo, se você tem uma marca que você nunca viu e tudo mais, enfim, normalmente as marcas não vendem direto para o consumidor. Não vendem. Então é sempre via distribuição. Então, sempre se atentar a respeito do distribuidor, se ele é um distribuidor que é autossustentável, se ele apresenta, se ele está alguns anos no mercado, isso é importante. Isso envolve tudo, não é que vai deixar tudo em grandes empresas. É porque o investimento, o giro de energia solar é muito grande. Então tem distribuidores que importam gigas de equipamentos. Importam muitos painéis, containers e containers. Então não vai ser um investimento, por exemplo, de um sistema pequeno. Não. Os distribuidores, esses que eu estou mensurando pra você, a gente tem que atentar que o investimento é muito grande. Então, por exemplo, se a empresa tem um histórico recente, é um distribuidor pequeno, com algumas marcas, não é questão que vai ficar só na mão deles, mas talvez ele não se torne competitivo aos grandes distribuidores, por causa da questão do número.
Romário, e aí, eu enquanto, imagina, eu contratei ali um sistema de energia solar e imagina que esse sistema apresentou falha ou não entrega ali o desempenho prometido, o que eu tenho que fazer?
Você, primeiramente, consulte diretamente para quem te vendeu. Então, o instalador, nós, no mercado, nós chamamos de integradores.
Integradores.
Integradores. Por quê? Eles fazem a integração do sistema, tanto da interface do cliente para a interface da concessionária e também a interface da distribuição. Então, o próprio integrador vai fazer essa interface com essas três esferas. Então ele oferece a solução para o cliente, ele fala com a concessionária para homologar o sistema e ao mesmo tempo ele também vende o produto. Ele oferece a solução. Então nós chamamos de integrador por conta disso. Então o integrador ele é a peça-chave ali para fazer a instalação desse equipamento e fazer com que tudo funcione. Se caso der algum problema, recomendo que consulte ele para que faça uma análise e ver o que está acontecendo. O que hoje acontece muito, inclusive por isso que eu dou essas recomendações de evitar empresas que não tem muitas referências no mercado, não que não esteja começando, isso dá pra perceber, mas que não tem muita referência ou que já tem muita reclamação, porque depois essas empresas desaparecem e o consumidor fica órfão e procurando alguém pra conseguir dar assistência pra ele. Então existem bastante empresas sérias que fazem um bom trabalho, que eu conheço várias, no interior de São Paulo, em Roraima, Rondônia. Então tem vários lugares que conseguem fazer essas instalações muito bem e dá uma assistência.
Muito bacana. A gente já está chegando aí no final do episódio. Eu quero aproveitar você que está com a gente até o final. Coloca nos comentários o que você está achando. Agora vamos para umas perguntas mais direcionadas para aquelas pessoas que querem entender como funciona um processo de instalação desde a hora que eu planejo até a instalação, Romário. Nessa medida, como que funciona? Imagina, eu resolvo instalar um sistema solar na minha casa. E como funciona esse planejamento? até o processo de instalação? Falando, inclusive, de tempo. Qual é o tempo estimado quando eu planejo? Até o cara ir lá, medir, fazer todo esse orçamento para que eu tenha, de fato, esse sistema operando na minha residência?
Isso é uma boa pergunta. Inclusive, um dos momentos que você começa a perceber que a empresa é séria, por isso que é bom consultar outros consumidores também que já instalaram, que é justamente o momento da oferta. Porque é impossível você vender energia solar sem conhecer o lugar que você vai instalar. Então...
Mas tem isso de alguém mandar orçamento...
Tem empresas que mandam orçamento por uma conta de energia.
Por uma conta de energia?
Não visita o local e tudo mais. Assim, aí existem algumas respostas padrões, né? Ah, mas dá pra me ver no Google Mapas. Sim, só que o Google Mapas tem precisão do telhado, da questão da distância, né? E também tem as vezes construções em volta que não aparece que isso pode afetar e causar assombreamento no sistema. E isso vai diminuir com certeza o desempenho e também a questão da garantia do painel vai ser afetado. Então como que funciona? a empresa vai, você tem o interesse, né? A empresa vai, oferece pra você uma proposta. O recomendável é que quando você analisar essa proposta, veja as marcas dos equipamentos, veja também as quantidades, tudo correto. Por quê? Na hora que o momento for entregue, comparar a proposta com os equipamentos entregues. Então, os equipamentos... Ah, eu não entendo o que é um painel e tudo mais, mas ali as etiquetas vão estar lá com as marcas, os modelos, tudo certinho, e verificar se está compatível com a proposta.
Que você tem ali a proposta detalhada, né? A quantidade de equipamentos que você está comprando nesse pacote de sistema solar. Romário, eu consigo, a partir do momento que eu comprei ali, de repente, um sistema solar, eu consigo ampliar essa minha capacidade de energia sem trocar o inversor?
Consegue, consegue. Aí também vai uma dica muito importante. Depois que foi feito o processo de instalação, então você recebeu a oferta, o pessoal fez a instalação, a homologação da concessionária está em funcionamento, o recomendação é que a norma 16690, que ela é responsável por falar como é que o design do projeto tem que ser feito para atender critérios de segurança, É recomendável que você não coloque, misture modelos de painéis dentro de um mesmo MPPT. O inversor tem lá um circuito, onde ficam as entradas, que chamam de DC. Então, se você olha debaixo dos fabricantes, está lá DC. Que seriam as entradas de corrente contínua, que é do painel fotovoltaico. Então, você pode ter vários modelos de painel dentro de um mesmo inversor, desde que esteja em MPPT diferente. A gente chama de MPPT. essas nomenclaturas também, é tudo padronizado também, que é a 10-8-9-9, se eu não estiver enganado, da NBR. E o MPPT é o circuito que faz análise ali da energia, para mandar para o resto do circuito do inversor e sair. Então, o que eu tenho que fazer? Deixa... eu preencho parte do MPPT, mas eu não deixo nenhuma série ali misturada. No futuro, se eu quiser ampliar, eu utilizo aquele MPPT vazia.
Para fazer essa continuidade de placas?
Para fazer a continuidade.
E Romário, agora também uma curiosidade que eu tenho, lá no início nós falamos dessa evolução do sistema de placas, tendo em vista que com o tempo eu acabei conseguindo uma eficiência maior de geração de energia por metro quadrado. Nessa medida, imagina que daqui, sei lá, eu fiz a contratação hoje E daqui 3, 4, 5 anos surgiram novas placas, e imagina que eu queira trocar as minhas placas por essas novas. Existe também a possibilidade, aproveitando o mesmo sistema, sem ter que trocar essa estrutura de inversor, etc?
Sim. Isso também é comum, só que... Só tem uns detalhes para serem analisados, né? Seria o espaço do telhado, a forma que está instaladas as estruturas.
Para ver os encaixes aí, se tudo se encaixa.
Isso, os encaixes, perfeitamente, isso mesmo. E também a respeito da capacidade de corrente do inversor. Se tudo isso for compatível, é possível você fazer essa substituição dos painéis por modelos mais recentes. Só tem que ver essa questão da fixação deles, como é que vai ser, porque é futuramente provável que talvez ou o painel pode mudar de tecnologia e talvez diminuir de tamanho, ou eles podem mudar talvez a dopagem do silício e ele ficar um pouquinho maior. Porque hoje os painéis de 700 watts a gente tá falando de quase dois metros e meio.
Entendi.
Dois metros e meio, tem de três metros, então eles aumentaram um pouquinho.
Eu fiz essa pergunta porque hoje, por exemplo, eu tenho um cliente que é uma empresa de geração de ar comprimido. Então, esses compressores de alguns anos atrás, acabou ficando ultrapassado. Enfim, como a gente está batendo nessa tecla de eficiência energética, quanto custaria, por exemplo, a troca daquele compressor antigo de 15 anos atrás por um novo? O que esse cara economizaria de geração de energia naquela fábrica dele? Ou seja, quais seriam as vantagens? Então, isso foi comprovado que teria muitos benefícios e está acontecendo muita troca de equipamentos. Estou falando de compressor. Sim. E trazendo isso para o nosso universo de energia solar, eu acredito que no futuro possa acontecer a mesma coisa. A substituição dessas placas de agora por novas tecnologias do futuro, pensando na sustentabilidade, na eficiência energética como um todo.
Faz sentido, né? Faz, faz total sentido. Existem outras tecnologias que é possível gerar energia, só que a predominante, que oferece questão de custo, custo-benefício e também durabilidade, que isso é uma coisa importante. Quem está predominando ainda é o silício.
Entendi.
Por questões de custo. Sim, pode haver mudanças de tecnologia e que gera muito mais energia, um elemento que gera muito mais energia do que o próprio silício. Nessa situação, Paulo, realmente, você consegue fazer a substituição dos painéis, só tem que se atentar a esse detalhe. As fixações, talvez, Por você ter removido o painel, as vezes o grampo que fixa o painel vai ter que ser trocado, porque depois que ele já ficou muitos anos apertado, talvez vai ter que mexer também na estrutura. Mas sim, vale a pena, desde que as condições sejam seguras, tá, pra fazer essa substituição. Uma outra coisa também que eu sempre recomendo as vezes para o... para as pessoas, Faça uma instalação do sistema pra sua realidade atual, ou talvez um pouco mais. Se futuramente você precisar, não há problema nenhum de você fazer uma instalação paralela de um novo sistema com as tecnologias recentes.
Então, mas aí você não vai fazer um investimento numa nova tecnologia?
Sim, só que se você, por exemplo, no exemplo anterior, eu coloquei um inversor antigo pra painéis novos.
Ah, tá.
Então eu tô pagando mais caro no inversor, porque o inversor é uma peça-chave no sistema, então ele vai encarecer um pouco mais. Então faz um sistema adequado à sua realidade do momento, e no futuro você faz uma instalação com um sistema adequado à diferença, a diferença que você precisa.
Porque, de certa forma, você não tá pagando aquele sistema, porque, na verdade, você está deixando de pagar uma conta mais alta de energia, você teve retorno desse investimento, de repente, daqui a dois anos, você fica mais dois anos basicamente pagando só o mínimo, e esse que você estaria pagando em tese de conta de energia, você está aguardando para fazer um novo investimento num sistema mais adequado, lá no futuro.
Sim.
É isso.
É que, por exemplo, é possível, só que nessa... Por exemplo, você fez hoje. Na realidade de hoje, você tá pagando mais caro no inversor, que lá na frente vai ficar obsoleto.
Sim.
E também, ele vai estar pesando também na parcela hoje pra mim. Só que a capacidade dele não está me retornando com a energia que eu preciso. Então, essa ideia de fazer upgrade, ela é possível, mas eu normalmente nunca recomendo. Porque como a tecnologia avança muito rápido e os equipamentos mudaram muito, mudaram muito pra melhor. Então é melhor talvez você fecha o sistema do jeito que tá na realidade hoje, não mexe, e na hora que você precisa ampliar, você faz instalações com os equipamentos mais atuais. Até porque às vezes começa a mexer no sistema que tá em funcionamento, ele começa a apresentar erros talvez por conta do inversor ou por conta do painel, cabeamento, começa a aparecer outros problemas. Então, às vezes, o cabo já está um pouco usado, já não é tão eficiente mais. O cabo, talvez, para aquela instalação antiga, ele fica curto para a instalação dos novos. Tem que trocar os cabos também. Então, praticamente, teria que fazer a instalação inteira. Então, teria que avaliar muito bem.
E para uma pergunta de um curioso, tá? Para a instalação do sistema solar em regiões de praias, onde existe uma quantidade de corrosão absurda, o equipamento é diferente, Romário?
O equipamento tem suportabilidade para IP66, alguns fabricantes oferecem talvez uma proteção extra, mas assim, como qualquer outro equipamento em maresia, ele não vai durar muito menos do que o tempo esperado dele.
Entendi.
É, carro, tudo.
Mas quando você fala da questão da escolha do equipamento, essa estrutura auxiliar que vai receber essas placas, eu preciso... São de alumínio.
Normalmente a maioria do... acho que é unânime praticamente.
É unânime.
Usa alumínio.
Não importa aonde vai ser instalado, geralmente são escolhidas... Alumínio. Tá.
É só estrutura de solo, que aí existe um mix aí, alguns usam estrutura de aço galvanizado, tem um... tem um pouco de variação, mas a princípio os perfis, hoje existem suportes para telhados cerâmicos, alguns outros metálicos também, tudo em alumínio.
Alumínio para evitar essa questão da corrosão.
O módulo ele tem todos os fabricantes, que eu pelo menos já conheço, Eles oferecem um alumínio que ele tem uma espécie de um verniz por cima, que é o tal do anodizado. Aquele anodizado, ele dá uma proteção muito grande pro painel.
É igual o ar-condicionado, né? Você tem aí vários fabricantes, mas quando você vai para a instalação em região de praia, né? Maresia, tem uma marca que ela oferece uma camada de proteção adicional, você paga um pouco mais caro nesse equipamento, mas em contrapartida você tem uma durabilidade aí muito maior. Então, é por isso que eu também trouxe esse exemplo E é um exemplo muito bom.
Alguns fabricantes nem dão garantia a respeito de maresia por conta da condição.
Entendi.
Do desgaste do equipamento.
É da exposição ali, né?
Da exposição.
Romário, e nessa parte de consultoria, né? Como funciona uma consultoria especializada pra quem quer fazer esse investimento?
O legal da consultoria é que é assim, você pode atender todas as esferas. Você pode atender a distribuição, talvez tenha alguma... algum problema específico que precisa ser resolvido, você pode atender também o consumidor, que pode contratar um consultor para fazer análise do projeto que está sendo oferecido, ou você também pode auxiliar o integrador que teve projetos customizados. Por exemplo, eu já fiz algumas assistências para o integrador, que no caso ele estava com um projeto de uma indústria em Diadema, e o telhado era completamente diferente e aí ele me chamou nós fomos lá fizemos toda a análise do levei drone fiz análise tudo do telhado fiz o desenho tudo certinho analisamos tudo e fizemos a instalação conforme foi previsto. A estrutura foi completamente customizada, não era uma estrutura de mercado, a estrutura foi feita do zero, eu conheço a empresa que fez.
Graças a esse direcionamento que você deu ali.
É, o direcionamento, entendeu? Então, por exemplo, você aí, no caso, no mesmo dia, fui eu auxiliando o integrador, e no caso também foi a empresa de estrutura para acompanhar também toda a análise do telhado, para eles também fazerem o desenho da parte deles, para conseguir oferecer a solução do projeto. E está funcionando.
E quais são os erros mais comuns que uma consultoria pode ajudar a evitar?
Simplesmente não existir o sistema. Por que que eu digo isso? Porque o sistema em si, um componente só não funciona o sistema. Ah, eu comprei só o painel, não funciona. Eu comprei só o inversor, não funciona. Então, e também se você tiver todos os equipamentos, mas também não tiver quem faz a instalação de uma forma capacitada, o projeto não funciona. Então, a consultoria vai ajudar a evitar problemas nisso daí. Em questão hoje, o que é muito comum é erro de espaçamentos, Então, é aquilo que eu tinha falado. O pessoal oferece uma proposta com base numa conta de energia, mas ninguém vai lá ver o telhado. Como é que é o telhado? Pra onde eu vou descer o cabo? Aonde eu vou colocar o inversor? Aí chega lá uma caixinha de surpresa. Aí o integrador, que não se preparou pra isso, ofereceu a proposta dessa forma, ele vai e volta da casa do cliente, uma instalação que era pra durar uma semana, vai durar duas, um mês. Por quê? Fica indo e voltando, depois aparecem outros imprevistos, ele vai pra outra instalação, porque às vezes a equipe é um pouco mais enxuta. Então, às vezes, essa questão de ir lá ver o que é a realidade do cliente, cada casa é uma casa.
Entendi.
Por mais que você vai assim ó, essa casa aqui ela foi feita padrão, é igual essa, essa, essa, essa, mas sempre tem uma particularidade, sempre tem. Então é bom ir lá fazer uma visita, inspecionar, pra evitar esses erros tanto de espaçamento, pra você evitar erros de contratar equipamentos que não são tão eficientes, pra você evitar erro de escolher um equipamento que não é adequado a sua realidade. Às vezes existem, já vi isso também, pessoas, integradores que às vezes por má fé ou talvez por oportunidade oferecem um equipamento que não é a realidade do cliente. Talvez é muito superior à realidade do cliente só para pagar mais caro. Entendeu? Então eu já vi muita coisa nesse tempo de mercado.
Então eu, enquanto consumidor final, se eu contrato um consultor para fazer esse acompanhamento, desde a escolha da empresa que vai fazer a instalação e ali um pouco do meu dia a dia, o consultor traz toda essa facilidade para mim, inclusive nessa parte orçamentária também, porque eu contratei essa consultoria dele. Ele vai me fornecer tudo ali?
Isso. Exatamente. A função do consultor é avaliar o contrato, avaliar a proposta, avaliar o lugar, avaliar o perfil do cliente, verificar se os equipamentos são adequados à realidade do cliente, principalmente em indústria, que às vezes acontece muito isso. Ah, o projeto é muito grande. Enfim, os números são muito chutados. A maioria das vezes é chutado.
Entendi.
Então o consultor ajuda a fazer uma avaliação um pouco mais criteriosa e tudo mais. Tudo dentro de uma margem de erro bem controlada. Então existem softwares também que eu utilizo para poder fazer simulações, existem, tem dois principais que eu utilizo. Eu utilizo mais um que é o mais comum no mercado, que ele tem confiabilidade na questão dos cálculos dele, porque desde a década de 80 ele já existe e fazia cálculo.
E o legal do consultor é que assim, ele está atendendo o contratante.
Exatamente.
E aí ele tem a responsabilidade... De.
Dar a resposta correta.
De dar a resposta correta.
Exatamente.
Essa empresa que a gente tem essas vantagens, essa a gente tem essa.
Isso.
Enfim, desde tempo de aplicação, uma série.
De... Tempo de projeto.
Tempo de projeto. Enfim, Romário, já encerramos o nosso episódio. Só que eu tenho mais uma última pergunta, que é a pergunta... Eu diria que valeu a pena você que chegou até aqui. Vamos lá. A gente tá num boom de instalação de sistema solar no Brasil. A gente tá falando aí de um.
Crescimento... Um pouco mais de três Itaipus.
Um pouco mais de três Itaipus, né? Na questão de geração de energia.
Isso.
Enfim. Agora, o que a gente pode esperar enquanto pessoas que querem instalar um sistema solar? Não vai ter... não tá tendo nenhum atrito ainda com as concessionárias? E vai ter algum tipo de atrito? Você que está aí no mercado, o que que você traz aí de informação pra gente consumidores que queremos instalar um sistema de energia solar em nossas residências, nossos prédios, indústrias, etc?
Hoje existem algumas concessionárias que elas estão com essa questão de potência, que estão apertadas. Então, às vezes, o transformador do bairro está um pouco apertado e tal, então elas negam o projeto, mas dão algumas soluções. Então dão algumas alternativas de conexão. Algumas outras concessionárias falam o seguinte, olha, dessa potência para baixo, de 7,5 para baixo, eu homologo o seu projeto. Também dão outras alternativas com custo. Então, por exemplo, você quer instalar um sistema de tamanho X? É possível, só que você vai ter que fazer um investimento na rede de tanto. Então, sim, o circo deu uma fechada, então é sempre importante dar uma avaliada a respeito da sua localidade, da sua concessionária, como é que está atuando, junto com o seu integrador, porque é ele que vai ter mais conhecimento a respeito disso, porque ele faz isso o tempo todo, então ele está sabendo as atualizações da concessionária e tudo mais, para atender esse critério de potência. A tendência hoje, para as empresas grandes indústrias, praticamente não afetou em nada.
E quando a gente tem, de repente, estados ou situações onde a concessionária é privatizada, existe uma dificuldade muito maior? Porque assim, quando você tem a influência do governo, ou só do governo é uma coisa, quando você tem a iniciativa do governo e da iniciativa privada, você acaba tendo, de repente, dois órgãos que pode jogar contra, né? E aí como que é esse dia-a-dia também, ou seja, quando eu me deparo com uma situação como essa?
No caso dos integradores, eles têm ali a concessionária regional deles, normalmente que eles usam a área de atuação, e sim, essa questão de privatizar e também ser, vamos dizer assim, particular, empresa privada, acaba dando uma diferença às vezes no atendimento. Mas normalmente no cumprimento da lei elas são obrigadas e também tem a ANEL, que é a Agência Nacional de Energia Elétrica, que ela também tem o papel, que ela vem empenhando um papel de fiscalização. Então tem como você verificar se... fazer uma denúncia, talvez que não estão seguindo corretamente as normas, os regulamentos da própria NEL e você pode usar esses órgãos também para fiscalizar. Mesmo sendo privatizada ou pública, no caso tem que cumprir esses regulamentos. que é a agência nacional que é responsável por isso.
Que é a agência reguladora do setor.
Exatamente. Então, o que muda, às vezes, é a questão do atendimento que, às vezes, não é tão assertivo assim. Então, o próprio integrador, às vezes, ele passa por uns impasses, talvez por alta demanda na concessionária. Enfim, são muitos problemas envolvidos. Às vezes, a questão da infraestrutura local que vai ter que fazer a obra, para atender aquele consumidor, o consumidor e a região que a potência já está saturada, então vai ter que trocar transformadores, mudar a linha e um monte de coisa, e às vezes a concessionária passa um prazo um pouco mais longo para poder atender. Então o que muda é o atendimento, mas o que deve ser cumprido, tem que ser cumprido o que a Agência Nacional de Energia Elétrica determina.
Nossa, Romário, que conteúdo que você trouxe aqui pra gente. Minha equipe de produção acabou de mandar uma mensagem aqui falando que você tem direito a indicar um convidado aqui pra vir aqui no Constricast, pra continuar esse assunto, que diga-se de passagem, tá sensacional. Tá? Então, quem é o convidado do Romário? Pra... você, imagina, você gostaria de eternizar aqui um bate-papo desse cara? Falar, pô, esse cara é muito bom, assim, tem uma autoridade incrível pra falar sobre isso. Quem você traria aqui?
Tá, com certeza o meu professor, né, que eu aprendi com ele foi o Marcel Coelho.
Marcel Coelho, convida pra aquela câmera.
Vou falar pra ele, ó, Marcel Coelho, você vai vir aqui no podcast aqui pra fazer um bate-papo conosco aqui e trazer mais informações.
Não, sensacional, assim, você trouxe informações valiosas não só pra pessoas que querem trabalhar nesse segmento de energia solar, mas também pra gente que precisa... Consumidores, né? É, consumidores aí que precisam contratar uma empresa, enfim. Então, a minha dica número um, pelo menos pra mim, é vou começar sempre por um consultor.
Sim.
Agora, só que no meu caso, eu tenho a sorte de ter um amigo pra entrar em contato, mas eu vou te pagar, tá? Eu não vou aproveitar da amizade não, sabe? Aquele amigo, faz um negocinho aqui de graça e tal.
Não, mas a gente ajuda, a gente coloca. No caso do meu irmão lá, a gente fez a instalação, deu tudo certo, ele tá feliz lá com o sistema dele. Ele financiou, tá instalando, tá funcionando, tá tudo certo, ele tá contente. Então a ideia seria a mesma coisa pra você. Se você quer pôr.
Vamos pra cima. Se tem mais alguma coisa que você gostaria de falar nesse episódio que você deixou de repente, eu não te perguntei.
É só uma separação de assuntos, que no caso seria a energia solar térmica para aquecer chuveiros e águas de torneira. Ou piscinas também, que é energia solar térmica. Hoje o maior vilão dentro de uma casa é o chuveiro elétrico. Então, um dos maiores vilão.
Essa energia térmica, geralmente eu vejo muito isso no interior. É aquele equipamento que ele acumula a.
Água, que tem o boiler, e dependendo da resistência, dependendo da temperatura que está dentro do boiler, ele liga uma resistência elétrica para aquecer aquele X litros de água. Aí você fala assim, mas o chuveiro também tem uma resistência elétrica. Tem, só que ele vai aquecer a água e está passando instantaneamente. O do boiler, ele vai aquecer muitos litros d'água, então ele acaba economizando.
E mantém, né? Ele aquece e mantém.
E a maioria das vezes, nem precisa da resistência elétrica. Isso que é o legal do solar térmico também, que ajuda muito porque você mata um dos vilões.
Então quer dizer que, na minha casa, vale mais a pena eu instalar o boiler?
Não, é um complemento ao outro.
Ah, um complemento ao outro.
Você mata, por exemplo, o chuveiro, que é um dos maiores consumidores, né?
Sim.
E depois, você instala um sistema solar menor pra abastecer o resto da sua casa, pra você compensar a sua conta de energia.
Já entendi, agora já peguei.
No mais, vocês são muito abrangentes no ramo de engenharia, eu achei muito interessante vocês trazerem uma pessoa de energia solar para falar aqui e apresentar também as tendências de mercado, soluções, hoje a tendência do inversor híbrido até para apartamentos com baterias, porque quedas de energias constantes, todo mundo sabe o que está acontecendo.
É, inclusive, eu vou até dar continuidade nesse tema, vou trazer um engenheiro de projeto elétrico.
Sim.
Porque acho que faz todo sentido a gente dar continuidade nesse tema. Sim. Porra, o Mario não tem nem o que falar, cara.
Muito bom, muito bom.
Foi sensacional. E o ConstriCast é pra você que quer dar voz pra construção civil, que quer também ter voz. Então a gente traz aqui engenheiros, arquitetos, pedreiros, Investidores, enfim, a gente fala com toda a cadeia da construção. Esse é um canal que a gente, de fato, constrói pontes e derruba muros. Você entendeu, né?
Opa!
É união, tá?
Filosofia pura, hein?
Filosofia pura. Romário, obrigado, viu, cara?
Eu que agradeço pela oportunidade.
Sensacional.
More from Andre

Construção Industrializada no Setor Público: Desafios e Inovação em SP | Marcos Monteiro (SIURB)

Mestre de Obras Merecem Reconhecimento e Nós Valorizamos | Podcast | Construção | Engenharia

Muitos Cursos On-line São Divulgados na Internet | Obra se Aprende na Prática | Podcast

Tenha Cuidado Redobrado na Hora de Comprar um Apartamento | Podcast | Construção | Arquitetura

Quanto Ganha um Ajudante de Pedreiro na Construção Civil? Fala do Mestre de Obras Glaudio | Podcast

O Erro na Reforma Tributária que Pode Custar MILHÕES à Sua Empresa | Podcast #202

Valorização Profissional na Construção Civil | Podcast | Engenharia | Arquitetura #obra

Método CHAMA Gravado Com o Engenheiro Boutros Bichara | Pessoas Negativas | Paulo Barros #podcast

Assista ao Vídeo do Roberto Justos Sobre Caso Daniel Vorcaro do Banco Master | Podcast | Construção

AI FIRST #2 . André Abucham e Lauro Fiuza - Os desafios intrageracionais dentro e fora das empresas

Vidro NÃO É Tudo Igual! Descubra o Erro Que Pode Destruir Seu Projeto | Podcast | Arquitetura