Engenharia em Grandes Obras | Obra Dutra | Podcast de Engenharia

Podcast episode (YouTube) interviewing civil engineer Roberto Gavaza Filho about his path into engineering, training at FEI (São Bernardo), and early exposure to construction through family. He began as an intern on Metrô Linha 13 (access to Guarulhos Airport) and today (age 31) manages a large bridge project over Rodovia Presidente Dutra. The episode explains two construction methods used on the Dutra project—balanço sucessivo (balanced cantilever with form travelers/carros de avanço) and cimbramento invertido (inverted falsework keeping traffic clear below)—and gives project specifics (three pairs of advancing cars; gabarito of 5.5 m). Roberto emphasizes early internships, use of LinkedIn for learning, team-based work, and invites interested students to contact his company (TranEng/Traneias) for potential visits or dialogue.
Questions this video answers
31 anos.
Obra do Metrô da Linha 13 (acesso ao Aeroporto de Guarulhos).
Três pares de carros (seis carros no total).
5,5 metros (cinco metros e meio).
TranEng / Traneias de Construções (unidade fabril em Rio Claro).
Chapters
Construir queixa, arquitetura, engenharia e construção. Sejam bem-vindos a mais um episódio aqui no Constrycast. Hoje vamos conhecer a história do engenheiro Roberto Gavaza Filho. Ele vai contar um pouquinho como que ele entra na engenharia e quais são os maiores desafios enfrentados durante o dia-a-dia de um engenheiro. Roberto, como que você entra na engenharia? Eu queria que você contasse um pouco desde da sua formação, se quiser contar até um pouco da sua infância, se você tem influência de pais, de parentes na engenharia. até trazendo aí pra sua formação e depois a gente vai falar um pouquinho como que foi o primeiro projeto que você entrou como estagiário, enfim.
Certo.
Quem é o Roberto?
Então, na minha família eu sempre tive influência de engenheiros, eu tenho tios engenheiros. Meu pai, não posso dizer que não, é a maior influência como engenheiro civil, mas quando eu imaginava entrar na área da engenharia, eu tendia a ir para uma área de pensamento jovem, adolescente, buscando coisas novas, era fazer engenharia portuária, algo mais específico, nichado. Mas devido à quantidade pequena de universidades na época, dificuldade de entrar nas faculdades, o desafio de entrar nas faculdades, eu quis ser mais objetivo. Entrei na faculdade, eu sou formado pela FEI, aqui em São Bernardo, entrei na FEI com o pensamento de fazer engenharia mecânica e, posteriormente, uma especialização em engenharia portuária. Como no primeiro ano da engenharia ela é básica para todas as engenharias, Eu fui começando a entender como que era, a pesquisar, você estar ali, ter o contato com todo mundo de várias engenharias diferentes, e vi que para estudar a engenharia mecânica não tinha tanta coisa que me atraía. enquanto na engenharia civil tinham matérias, assuntos que me atraíam mais do que na mecânica, né? A questão de pontes, questão de aeroportos, portos, barragens, tudo isso, né, fazia meu olho brilhar, vamos dizer assim. Então, já dentro da faculdade, eu mudei pra engenharia civil.
Você acabou se descobrindo.
Exatamente. E aí, Concluí o curso, me formei em engenheiro civil e comecei minha carreira profissional.
Roberto, antes de você entrar um pouco no seu início aí da sua carreira profissional, eu queria que você falasse um pouco... Hoje a gente tem um desafio muito grande de quando você tá ali no processo de formação na universidade, Muitas vezes é a dificuldade de você entender dos diferentes sistemas construtivos, tendo em vista que a gente vive hoje uma escassez de mão de obra e a gente precisa cada vez mais falar de sistemas industrializados. Como que foi, tendo em vista que você é muito novo, como que foi o seu processo de formação, principalmente no conhecimento de sistemas construtivos? Porque a gente fala muito de concreto, aço, madeira. Como que foi a sua formação nesse sentido?
Na faculdade, ela está lá para formar o profissional básico, vamos dizer assim. Então, ela não pode ter um leque muito abrangente, senão a gente teria muito mais do que os cinco anos mínimos, e também ela não consegue se aprofundar muito, porque nós temos soluções que são muito específicas para desafios específicos. Então, na faculdade, eu acabei vendo, né, vamos dizer assim, o básico. Então, vimos soluções, né, de, é, engenharia predial, engenharia de pontes, nós vimos o básico de pontes, vimos o que seria uma estrutura em loco, uma estrutura pré-moldada. depois que eu me formei, comecei a ter esse contato com os desafios e soluções que eu fui tendo.
Só uma adenda. Então, você pega ali, na verdade, a faculdade de engenharia ou qualquer outra faculdade, ela forma um... trazendo o exemplo do médico.
Isso.
Você faz a formação de um clínico geral.
Exatamente.
E depois você faz uma especialização.
Perfeito.
Seria isso.
Seria isso. Eu, especificamente, não posso falar que vim para o mercado como um clínico geral porque, como eu falei, meu pai é também engenheiro civil e eu sempre tive contato com o trabalho dele. Então, ele também trabalhou na mesma empresa, então eu tive o contato com a estrutura pré-moldada não de trabalho, mas o contato informal, do dia-a-dia.
Você acabou fazendo uma especialização.
Exatamente. Eu fui absorvendo o conhecimento dele ali. Então, quando eu cheguei no mercado profissional, eu já tinha um conhecimento prévio do que seria aquilo ali.
E nesse processo, eu tô até insistindo um pouco mais nesse processo de formação, porque que isso sirva de exemplo pra outros estudantes. Agora, tendo em vista que muita gente não tem um pai engenheiro ou alguém que está envolvido diretamente com obra, que conselho você daria pra essas pessoas, pra esses estudantes?
Começar o quanto antes. Procurar um estágio, procurar um jovem aprendiz, alguma coisa. Entrar no mercado o quanto antes.
Eu vou até trazer uma dica, tá? Pra você estudante de engenharia ou de qualquer área da construção civil que não tem uma oportunidade de ir visitar canteiro de obras e começar um pouco antes conforme o Roberto tá sugerindo. Manda uma mensagem aqui em algum dos canais do ConstrueCast que a gente te ajuda Enfim, é começar de uma forma mais assertiva, porque, de fato, a gente aprende no dia a dia.
A engenharia ensina na prática. Lógico, a gente sabe que o mercado não abrange, não consegue absorver todo mundo, mas que nem tem o podcast aqui. Outra dica seria o LinkedIn. É uma ferramenta muito boa. Hoje nós temos profissionais que disponibilizam conteúdo no LinkedIn, nas redes, que é muito mais aprofundado. Às vezes, são artigos pequenos, vídeos de metodologias que vão trazendo os insights. Eu gosto muito de falar que, para você se tornar um bom engenheiro, você tem que colecionar muitas soluções. Você tem que resolver muitos problemas. Às vezes, você não vai usar a mesma solução pra resolver um problema novo. Mas a base tá ali. Você não parte do zero.
Você não parte do zero porque você já viveu algo parecido.
Você já viveu algo parecido. Então, numa outra obra, eu fiz desse jeito. Não dá pra fazer igual, mas dá pra fazer parecido.
Já teve uma base, né?
Exatamente.
Que a gente vai criando uma casca profissional, uma experiência profissional.
Exatamente.
Goi, eu queria que você falasse um pouco da sua primeira obra, né? Quando você inicia ali o seu estágio e como que você se sentia naquele momento. Depois a gente vai falar um pouco dessa obra atual que você está gerindo hoje.
Eu comecei como estagiário na obra do metrô da linha 13, que vai ali para o aeroporto de Guarulhos. Na época, eu estava no meio da minha graduação, cheguei no primeiro dia na obra, e para toda pessoa que não está acostumada com isso, é sempre um impacto. E aquela obra do metrô da linha 13 era uma obra muito grande. diferente do que a gente vê comumente, falando na parte da infraestrutura, a gente vê muito volume, né, obras rodoviárias. Então a gente passa por aí, a gente vê pontes sendo feitas, vê um viaduto sendo feito, uma passarela, mas quando você fala de trem, que o metrô se assemelha ao trem, tudo toma uma dimensão maior, um porte maior.
Só uma coisa, pra quem tá acompanhando esse bate-papo pelas plataformas de áudio, se você for nas plataformas de vídeo do Constricast, a gente tá inserindo fotos dessa primeira obra que o Roberto começou como estágio. Eu falo que ele já começou com sorte, porque você estagiar em uma obra desse porte, é só pra contextualizar, é uma obra que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Exato. E, além disso, eu entrei num setor que a gente volta a falar daquelas questões das metodologias, que a metodologia que estava sendo aplicada era o balanço sucessivo. É uma solução utilizada pra vencer grandes vãos, pra vencer rios, rodovias, vales, então, que nem a gente comentou agora há pouco, não é uma solução que na faculdade é muito destrinchada. Na faculdade o pessoal fala, existe esse método, numa aula passam dois, três slides com algumas fotos e é isso.
Você não viveu aquilo de parto, né?
Exatamente. E aí eu cheguei e já tive essa experiência.
Bom, Roberto, e só pra... Esse sistema sucessivo, ele é bem inteligente, é bem interessante, porque quantas pessoas não passam numa rodovia ou em algum lugar e vê aquele sistema construtivo, mas gostaria de entender como funciona? Você pode contextualizar um pouquinho como funciona o balanço sucessivo e quais são as vantagens desse sistema numa obra?
Sim. O balanço sucessivo, que nem eu acabei de falar, ele é adotado quando a gente tem temos que vencer, vamos dizer assim, por exemplo, rodovias. No caso lá da linha 13, um apoio a gente tinha que passar por cima da rodovia Ayrton Senna, um outro apoio por cima da rodovia Presidente Dutra, passamos sobre o Rio Tietê, que são São trechos onde a gente não consegue fazer um escoramento convencional, né? Partindo de baixo pra cima. Senão a gente vai interromper a rodovia. Ou sobre o rio, a gente não consegue montar um escoramento dentro do rio.
É, imagina uma solução dessa no rio.
No rio. Não se faz, né? Aí o vão é muito grande, então uma viga pré-moldada também fica inviável. Como é que eu vou transportar uma viga para vencer um vão de 100 metros? Como é o peso que vai ser essa viga? Então a solução do balanço sucessivo, o que faz ele interessante? É a questão dele ir avançando horizontalmente, vencendo essas interferências, vamos dizer assim. Então, eu parto de um pilar, a gente chama de um pilar como a duela de disparo. Essas peças, essas estruturas são feitas em loco. A partir daí, eu monto o que a gente chama de carro de avanço, que é a estrutura que vai sustentar o concreto quando ainda fresco e serve como forma. Então, eu monto o carro de avanço sobre a duela de disparo e vou concretando, executando obras em trechos. Então, por exemplo, na obra que a gente está aqui agora... E também, vamos lá, eu não vou me antecipar, nesse exemplo aqui só pra falar, nós temos aí a duela de 5 metros. Então a gente vai fazendo a obra de 5 e 5 metros, por exemplo, até vencer o vão.
Nesse sistema de balanço sucessivo, é uma dúvida que já me perguntaram e eu não soube responder. Pelo menos eu acho que é de uma forma, mas eu prefiro que você responda. Eu vou trazer como exemplo a Ponte Estalhada de São Paulo, aqui em São Paulo, que é um ponto turístico muito conhecido e, enfim, toda a nossa audiência vai conhecer. Depois a gente vai falar dessa obra. Quando você fala desse pilar central, Na medida que eu vou avançando dos dois lados, eu tenho que construir de uma forma que, por exemplo, imagina que eu avancei 5 metros por um lado, eu tenho que avançar o outro no mesmo momento ou eu posso avançar em momentos diferentes? Pra haver um equilíbrio aí?
Sempre, né, vamos assim, por via de base, você tem que manter o equilíbrio, mas nós temos projetos onde, aí é lógico, a estrutura é toda projetada para atender esse desequilíbrio. Falando de uma obra que seja só o balanço sucessivo, eu tenho que fazer, né? Se eu faço um avanço para a direita, eu faço simultaneamente o avanço para a esquerda. A concretagem, também, voltando a falar, via de base. Cada projeto tem suas especificações e especificidades. Então, não pedir pro pessoal aí que tá nos ouvindo e nos assistindo, não levar isso como regra.
Entendi.
Então, é por via de base, sempre mantendo a estrutura equilibrada. Que nem a gente falou, é um balanço, né? O pessoal, né? Se você pegar uma balança de antigamente, você tinha que botar o peso de um lado e o peso do outro. Se você coloca muito mais peso de um lado, a balança vai pender. Aí você pensa numa estrutura de concreto que está sobre uma rodovia, ela vai ter um balanço, mas se você põe mais carga de um outro do que do outro, eu não quero nem vir a pensar o que pode acontecer.
Agora, vamos falar dessa obra, uma obra super importante aqui em São Paulo. E eu queria que você falasse um pouquinho, contextualizasse essa obra pra gente e também falar desse sistema construtivo que está sendo utilizado, que é o balanço sucessivo nessa obra, que a gente tem imagens aéreas pras pessoas conseguirem acompanhar e falar também desse outro sistema Escuramento invertido. Escuramento invertido. Eu lembro a primeira vez que eu passei aqui na Dutra, eu fiquei impactadíssimo e eu tenho uma imagem que eu gravei, eu tava como passageiro no carro e eu gravei, eu passando por baixo dele. Fiquei, o que vai acontecer aqui?
Certo. É, o balanço sucessivo acho que a gente já falou, né, aqui, nessa obra que a gente tem aqui, ele foi adotado por esse motivo.
E quantos carros estão sendo utilizados?
Hoje nós estamos com três pares de carros, então individualmente são seis carros. Voltando na estrutura que eu comentei agora, nós tivemos aqui, na verdade, um pouco Aqui nós temos um caso que eu já acabei de falar, né? Foge da regra. Nós temos uma obra onde segue a regra que a gente falou, onde eu vou fazendo a do lado direito, a do lado esquerdo, simultaneamente, e vamos avançando até concluir os vamos. Temos uma outra obra onde, por exemplo, o lado direito foi executado um caixão perdido convencional, em loco, Então, toda essa estrutura do caixão perdido em loco serve como contrapeso para o avanço sucessivo. Então, no caso da obra do Ramo Mil, que é essa segunda obra, eu vou fazendo os avanços só pra um lado da duela de disparo.
E você tem essas fotos, essas imagens?
Temos, temos.
Ótimo. Você que está ouvindo, você consegue acompanhar também, você consegue ver as imagens nos canais de vídeo.
É, e... Voltando aqui na balança sucessivo, essas questões. O cimbramento invertido é uma solução... Por que foi adotada essa solução? A obra... que aí a gente ia executar, quando ela estiver no estágio final dela, vamos dizer assim, operacional, o gabarito, o que que é o gabarito, né, pra quem tá ouvindo aí talvez não saiba. Nós temos a rodovia, eu tenho cargas especiais, eu tenho caminhões, carretas, eu tenho caminhão segonha, cargas especiais, então eu tenho que garantir uma altura pra que essas cargas trafeguem pela rodovia. Então, o gabarito é essa altura. Então, aqui, nesse caso, o gabarito é de 5 metros e meio. E é sobre a rodovia Dutra. Então, imagina, eu já tenho trânsito acontecendo e eu tenho que garantir que essas cargas continuem passando pela rodovia. Então, o sembramento invertido, ele é uma estrutura onde eu vou montar torres mais altas que a obra para criar um sistema de treliças sobre essas torres. E essas treliças vão suspender o que seria a forma da obra. Então, eu não crio nenhum obstáculo para o trânsito trafegar. Então, onde é a rodovia, não tem nada. Tudo está acontecendo sobre a rodovia. Então, a obra é feita suspensa sobre a rodovia.
Bem interessante. Se você estiver gostando desse formato, ou seja, às vezes a gente tem dificuldade para levar o engenheiro lá no nosso estúdio, até porque imagina você gerir uma obra desse porte e é muito desafiador, então é muitos desafios que você tem que vencer o tempo todo. E nesse caso a gente resolveu sair do estúdio e ir até a obra, porque não dá para levar a obra para o estúdio. Se você estiver gostando desse formato, coloca nos comentários. Se você quiser ouvir e assistir histórias como essa, manda para a gente e já aproveita, se inscreva em nossos canais e vamos construindo essa história, né? Nesse canal que tem o propósito de promover ideias e soluções para o mercado de engenharia, arquitetura e construção. Agora eu queria fazer uma última pergunta. Como que você se sente em gerir uma obra como essa. Você é tão novo. Fala sua idade para a nossa audiência.
Tenho 31 anos.
31 anos gerindo uma obra desse porte, gente. É sensacional e serve de motivo para motivar vocês, assim, que quando você tem garra, né, que você começa cedo e você vai atrás e faz acontecer a possibilidade de você, quem sabe, com 31 anos, estar tocando uma obra como essa é muito grande.
Primeiro eu gostaria de falar que eu estou aqui nessa posição gerindo a obra, mas a obra como um todo é um trabalho em equipe. Então, para quem está ouvindo, quem vai seguir esse ramo, eu já deixo aí um um conselho, né? A obra não se faz sozinha, o projeto não se faz sozinho. Junto comigo eu tenho outros gestores, né? Gestor de contrato, gestor de produção, temos a equipe de engenharia robusta, temos administrativos, técnico de segurança, mestre de obra encarregado, motorista. Então, fazer parte desse contrato, né? Vou colocar dessa forma, é muito gratificante. Porque, como eu falei, eu comecei estagiário numa obra de balanço sucessivo. Eu achei que nunca mais ia trabalhar com essa solução. Aí, oito anos depois, eu tô aqui podendo gerir a obra com essa solução, com outro olhar.
Outros desafios.
Outros desafios, exatamente. Outras funções, demandas. mas é muito gratificante. E, principalmente, quando a gente sai, vamos dizer assim, da produção e vem para a gerência, você se afasta um pouco do dia a dia ali da obra, da terra batida. ver se concretizar o que foi planejado, o que foi discutido muitas vezes ali em reuniões com projetista, com fornecedores, com cliente, com terceiros. Você ver a obra tomando o corpo, saindo do chão e tomando o cara, é muito gratificante.
E eu fico também assim, até acompanhando um pouco das obras dos canteiros, eu fico imaginando, toda vez que eu passo numa rodovia como essa, que é a rodovia Presidente Dutra, eu trago muitos exemplos de outras rodovias, que quando você precisa acessar uma outra rodovia, você tem que sair pra pista da marginal, pista local, muitas vezes tu pega um trânsito absurdo, enquanto a outra tá andando, Agora imagina você, engenheiro, você fazendo parte de uma obra como essa, que tem também esse... esse propósito, né? Ou seja, você vai desafogar o trânsito dessas marginais, as pessoas que vão circular vão chegar em casa mais cedo, vão encontrar suas famílias, você vai ter uma qualidade de vida melhor, então...
A engenharia, que nem eu falei lá atrás, é resolver problemas. A gente às vezes não tá, né? Eu, por exemplo, não sou aqui de Guarulhos, São Paulo, mas estamos aqui ajudando a solucionar um problema de translado, de transporte, que vai trazer qualidade de vida pra não sei quantas pessoas. Então a gente tá aqui fazendo o nosso, garantindo o nosso, pra que outras pessoas venham, usufruam do que a gente fez, para garantir também, melhorar a condição de vida, trazer qualidade de vida, que nem você falou, trazer mais tempo em casa com a família, trazer mais tempo de lazer, trazer mais tempo para estudar e se aprimorar. Então, eu volto, é gratificante a gente ver a obra concluindo, ver a obra se concretizando e ver ela sendo utilizada.
Não, é sensacional, assim. Até uma coisa que, enquanto a gente está conversando, eu estou aqui lembrando, né? Outro dia, conversando com o engenheiro Roger de Oliveira, que foi o responsável técnico pelaquela ponte do Parque Vila Lobos, em São Paulo, ele falou uma coisa que me marcou bastante, que todo mundo conhece o arquiteto que projetou Brasília, mas ninguém sabe quem é o engenheiro. E agora, nesse momento, eu, quando eu passar aqui, nessa ponte, eu sei quem é o engenheiro, eu sei quem é o grupo de engenheiro que participou dessa importante obra aqui na Rodovia Presidente Dutra.
Maravilha, é uma... É gratificante, não tem outra coisa pra gente falar. O reconhecimento vem dessa forma. E principalmente pra nós da engenharia, o reconhecimento vem com os novos convites. Eu espero que você veja aí o nosso nome em várias outras obras e volte pra fazer várias outras visitas. Porque é isso, o nosso reconhecimento, o que a gente deixa pra trás é isso, né? O nosso legado é a obra. Principalmente na infraestrutura, onde a gente vê pontes, viadutos que ficam aí 50, 60 anos. Às vezes o engenheiro já não tá aqui nem entre nós, mas o legado, o trabalho que ele fez tá ali ainda atendendo a vida de milhares de pessoas.
Tem gente que não morre, por exemplo, que é o caso do Oscar Niemeyer, o próprio Silvio Santos, que acabou, né, enfim, de falecer. Mas tem gente que nunca morre por conta da história, do legado que essa pessoa deixa e, enfim, fica essa reflexão.
Do que ela construiu.
Do que ela construiu, né? Tem alguma coisa que você gostaria de falar antes da gente encerrar? Inclusive, você já tá convidado pra ir no nosso estúdio depois pra gente fazer um bate-papo lá.
Maravilha! É, eu acredito, né, o pessoal que tá nos assistindo aí, se você tá pensando em entrar nesse ramo, é um ramo, como a gente falou aqui, com vários desafios, vários imprevistos, mas é muito gratificante. Então, não vai ser fácil, exige determinação, trabalho, mas, no final das contas, é muito gratificante. E quem estiver aí interessado em conhecer um pouco mais, conhecer a nossa empresa, aproveitar aqui e abrir o seu espaço só para falar o nome da empresa, conhecer a Traneias de Construções, pode acessar o LinkedIn da empresa, o Instagram da empresa. A gente vem fazendo aí um trabalho muito interessante de documentário das nossas obras, então, quiser acompanhar aí de perto, adquirir um pouco dessa experiência de obra, fica aí aberto o convite.
Roberto, e a gente tem um trabalho no Constricast que é também de dar oportunidade a outros engenheiros, estudantes de engenharia que não têm oportunidade ou têm dificuldade de acessar obras como essa. Existe a possibilidade, por exemplo, imagina que alguém está assistindo, eu gostaria de conhecer, que alguém me apresentasse como funciona um pouco desse sistema construtivo, como funciona uma obra como essa. Vocês recebem visita?
A gente tem uma questão, aí o nosso cliente aqui... um cliente é privado, então a gente tem que seguir várias regras. Eu até entendo a dificuldade. Quando eu era universitário, a gente também tinha essas dificuldades, mas agora, estando do lado de cá, a gente vê que são, às vezes, questões burocráticas. Então, não é que a gente não queira receber, não é que a gente não queira fazer visitas, mas muitas vezes são questões de segurança, questões contratuais. Então, infelizmente, a gente não pode abrir as portas dá obra pra todo mundo como a gente gostaria, mas em questão de oportunidade, a gente tá, né, recebe, posso falar agora pela empresa, né, temos aí uma crescente, temos aí oportunidade de trabalho e tudo mais, então, dessa forma, a gente pode estar procurando ajudar, né?
Sempre.
Infelizmente, eu não posso dizer que... Então, pra conversa, quem quiser chamar a gente no LinkedIn, tudo mais, a gente pode conversar, tirar dúvida, mas pessoalmente é complicado.
Olha, não nessa obra exatamente aqui, tá? Mas, assim, imagina, você conhecer a fábrica, conhecer como que funciona o sistema de pré-moldado e tal. Enfim, a gente, assim, ó, dica.
Entre em contato.
Entre em contato. A gente, conversando a gente resolve.
Eu ouvi muito isso do meu pai. O não, a gente já tem. Temos que correr atrás do sim.
Temos que correr atrás do sim.
Então, nada impede ninguém de mandar um e-mail, que nem o Paulo conversou aqui, a TranEng tem uma unidade Fabril em Rio Claro, onde aí sim, total controle da TranEng, entrar com um contato com a empresa, expor a questão da visita pra tentar alguma coisa, eu acho que não tem problema nenhum.
Você que tem interesse em consumir conteúdos com convidados super relevante, aqui no ConstriCast a gente fala com investidor, construtor, engenheiros, arquitetos, pedreiros, soldadores, então a nossa ideia é de fato unir todo o setor da construção civil e não só unir, né, também promover conteúdos qualificados e relevantes para tornar o setor da construção no Brasil cada vez mais qualificado e, sobretudo, vencer esse desafio que a gente está vivendo agora que é a escassez de mão de obra. Roberto, obrigado mais uma vez e vamos juntos construir esse ecossistema de profissionais diferenciados no setor da construção civil no Brasil.
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