Escassez de mão de obra na construção civil: Soluções com FATEC SP | Expo Offsite #3

Josué Góes, director of FATEC São Paulo, discusses how the free technical school trains workers for construction's labor shortage. FATEC has 5,300 students across 21 courses and 94% graduate employability. The vestibular entrance exam costs R$50 and stays open until June 12.
Questions this video answers
Expo Construção Offsite at the Sambódromo (São Paulo), held 3–6 June (year implied 2025).
Approximately 5,300 students and 21 courses.
54 laboratories.
Vestibular open until June 12 (year implied 2025); application fee R$50.
About 94% employed in their field (based on the last survey cited, ~4 years prior).
Chapters
Imagina você que tá reclamando da falta de mão de obra no mercado da construção civil. Meu amigo, não é só você que tá reclamando. Na verdade, todo o setor tá reclamando.
O.
Episódio de hoje é diretamente da Expo Construção Offsite, maior exposição de construção modular da América Latina. E quando a gente fala de industrialização, a gente precisa de um pouco mais de esforço para esse processo de formação. E como a gente procura sempre trazer uma solução aqui no Conselho de Cash, hoje eu recebo Josué Góes, que é diretor da FATEC São Paulo e vai trazer dicas valiosas aqui. Desculpa, dinheiro não é o problema para estudar. Se você tem vontade, O Josué vai trazer dicas importantes, então fica até o final e vamos fazer um bate-papo aqui diretamente do Sambódromo do A&B em São Paulo. Josué, seja bem-vindo a mais um episódio aqui no Constricast.
Paulo, muito obrigado, agradeço a você, a equipe. Antes de começarmos a falar de assuntos um pouco mais específicos, eu quero parabenizar pelo evento que está simplesmente maravilhoso. E você que não viu, não tem ideia, venha até o Sambódromo do AMBI porque está espetacular. E nós que ainda temos essa ligação com a construção, com as inovações, É o lugar. Venham todos, porque realmente merece a visita. Qual é o custo do ingresso mesmo aqui, Paulo, pra entrar? Zero. Tem dificuldade de acesso? Não.
Zero. Você pode ir até o metrô Barra Funda, que tá aqui do lado, mas se você quer pegar um Uber, dá sete reais pra vir aqui.
Maravilhoso.
Pode ir até Santan, então... Parabéns. E esse parabéns, eu queria estender ele para o Bueno, né, Marcos Bueno, que é o idealizador de tudo isso aqui.
Espetáculo, espetáculo. Eu estou fantasiado aqui com a Alessia Fantasiano, extasiado de ver tanta coisa diferente. no mesmo lugar. Isso é quase difícil você achar num lugar só.
E ao ar livre, né?
Ao ar livre, maravilhoso. É uma experiência que vale a pena. Eu já conversei com várias empresas e convidei aí os nossos alunos e professores pra que aqui estejam, vai até sexta-feira, não é isso? Sim, é das 13h às 20h, não tem desculpa, dá pra acessar. Espetáculo, parabéns mesmo, e vou repetir, replicar pra todo mundo, porque tô maravilhado com o que vi aqui.
A Expo Constituição Off-Site está acontecendo em São Paulo, no Sambódromo da MB, de 3 a 6 de junho, e já tem data também pro ano de 2026, então... Já vai pensando também, você que gosta de bom conteúdo, é uma oportunidade para vir conhecer novas tecnologias. Agora, José, bora falar de soluções para a gente, de alguma forma, ajudar as pessoas a entenderem que quando você tem vontade, existem meios para você conseguir uma boa formação de forma gratuita.
Sim.
Eu queria... Pode falar.
Pode completar.
Posso mesmo, Juscelino?
Claro, claro.
Você vai deixar eu falar?
Claro.
Então eu tô brincando pra descontrair um pouco.
Claro que sim.
Juscelino, pode continuar.
Eu gosto de falar, quando a gente fala de oportunidades, Eu sou um exemplo, você já sabe disso, vou repetir.
Exatamente isso, eu ia pedir pra você contar sua história um pouquinho, pra gente introduzir aqui.
Eu falo isso porque parece que é impossível, não é. Então, eu venho de uma família de retirantes nordestinos, meu pai chegou em São Paulo em 1954, sozinho ele veio, depois ele foi buscar minha mãe com os três primeiros filhos, dos sete que ele teve, Eu sou o primeiro nascido em São Paulo, eles vieram de Sergipe pra cá, então a vida foi difícil. Não vou dizer que passei fome, mas dificuldades extremas. E eu trabalho, eu tô com 59 anos e trabalho desde os 9 anos, ou seja, eu tenho 50 anos de trabalho.
Perdeu pra mim, eu comecei com 8.
Olha aí, hoje quem nos empregou nessa idade estariam todos presos.
Sim.
Mas brincadeiras à parte, eu vivi a necessidade de ter que trabalhar muito cedo, não estou reclamando porque me abriu Outros caminhos que, talvez, se eu tivesse seguido o trâmite normal, o caminho normal da infância, eu não tivesse moldado quem sou hoje. Então, não reclamo por isso. Acho que tudo que a gente faz, a gente recebe por algum motivo, por alguma conspiração ou não.
Não existe acasos, né, José?
Não existe. Então, não reclamo de forma alguma. Mas esse advento que me fez trabalhar desde cedo, porque uma família numerosa, sete pessoas, sete filhos, o meu pai trabalhava sozinho, a minha mãe tinha que cuidar da casa, aquele pensamento que a gente já conhece, ainda mais nordestino, né? Eu trabalho e você fica em casa. Meu pai não era assim, mas, de qualquer maneira, seguia um padrão.
E eu queria pedir, você que está acompanhando esse episódio, eu estou aqui hoje com o diretor da Fatec São Paulo, mas que veio do Nordeste. E eu consumo dizer, José, que o Nordeste constrói o Brasil.
Com certeza.
Então eu queria que você colocasse aqui, coloque nos comentários de onde você está assistindo ou ouvindo esse episódio.
Importante, bem lembrado. São Paulo, especificamente, foi construída por nordestinos quase que na sua essência. Claro que nessa construção se considera São Paulo desde a sua fundação, há os indígenas, os negros que construíram o Brasil também, mas o povo nordestino naquele êxodo enorme até a década de 70 com o pico da industrialização de São Paulo, eminentemente os retirantes nordestinos. E por falar nessa industrialização, que entra um pouco da história da escola que hoje eu sou diretor, a FATEC São Paulo, que me abriu as portas para o mundo ligado ao ensino superior. Então, como eu estava falando, uma família que não tinha a menor condição de absolutamente nada ou quase nada, todo mundo tinha que trabalhar cedo, E eu trabalhava na feira, depois eu nunca reclamei. Trabalhava na feira, acordava muito cedo, tinha que trabalhar com chuva ou sol. Depois eu fui trabalhar no Jóquei Clube de São Paulo.
É, mas eu vou te falar que trabalho é difícil, José.
Fui trabalhar no Jóquei Clube de São Paulo, que era difícil, eu era office boy.
Tudo bem, mas você trabalhava lá dentro.
Dentro.
Você não gostava?
Adorava, adorava. Daí que tá, por isso que eu normalmente eu pego aquele limão que tá azedo, eu faço limonada com ele, que todo mundo faz. E às vezes, depois de maior, aí que eu consegui uma idade maior, depois dos 18 anos, aprendi a fazer caipirinha também com ele. Então eu uso essa coisa. Então o Jockey Club para mim foi maravilhoso, as pessoas que eu conheci lá e onde eu pude crescer, onde eu pude me desenvolver também. Enfim, mas eu fiz de tudo um pouco para poder me manter e ajudar a minha família a seguir adiante. Qual foi o ponto de guinada que eu tive? Eu cheguei, eu me formei no segundo grau, eu não tinha perspectiva nenhuma. Eu tinha passado no vestibular do Mackenzie para fazer engenharia, E eu não sabia que eu podia ter direito à bolsa, não tinha orientação nenhuma. Meu pai e minha mãe praticamente... Meu pai tinha um pouquinho de estudo, ele fez até a quarta série. Se bem que a quarta série que ele fez, talvez hoje equivalesse quase já ao primeiro ano.
Do ano pra... Quase.
E meu pai era uma pessoa inteligentíssima. Meu pai tinha uma inteligência fora do normal, uma pena que ele não pôde estudar. E a minha mãe também era inteligente, porque ela fazia acontecer uma família com nove pessoas, que ela era gestora dessa família. Então, onde que entra a FATEC aí? Eu tinha que estudar, eu sabia que eu tinha que mudar. Eu sabia que eu não poderia continuar daquela forma, repetindo aquilo que o meu pai fez. Não que o que ele fez foi errado, mas eu queria algo a mais, eu queria ter uma transformação. E eu passei numa Kenzie, falei, tá, eu entrei agora, como é que eu pago esse negócio? Larguei. Aí fiz um ano de cursinho, E aí eu conheci a FATEC. Falaram pra mim, por que você não tenta a FATEC agora no meio do ano?
Antes da faculdade?
É não, porque eu não entrei, não fiz o maquiagem. Eu larguei e fui fazer o cursinho. Trabalhei, continuei no Jockey Club trabalhando. E aí eu pagava o cursinho. E aí eu consegui entrar na FATEC São Paulo, no curso de obras hidráulicas, porque eu queria, eu sabia que eu tinha alguma coisa, tinha que ser na área das engenharias. Originalmente, eu tentei fazer, depois que eu fiz o cursinho, eu tentei fazer agronomia, porque eu sempre gostei de algo ligado às águas, sempre gostei disso. Meio ambiente, natureza. Então a agronomia juntaria.
A agronomia juntava.
E alguém falou, por que você não presta a Fatec também? Eu prestei e passei na Fatec. Como a Fatec era gratuita... Eu fui trabalhar durante o dia e estudar à noite. Então, era muito difícil, porque a FATEC não fica tão perto da minha casa, e terminava as aulas lá pelas 11h, 11h, 11h15 da noite.
Mas tinha o metrô ali perto.
É, o metrô, mas o metrô pra mim não atendia. Então, eu atendia pra eu ir até a Liberdade. pegava o ônibus que ia até a minha casa. Então, normalmente, era o último ônibus que saía naquele horário. Quando eu perdia, eu tinha que pegar mais dois ou três para poder chegar, andava mais uma hora. Então, eu não podia perder aquele ônibus. Mas aí eu fiz, a duras penas, eu consegui fazer, muito difícil, mas consegui fazer o curso de obras hidráulicas, depois eu fiz o curso de edifícios, edificações, construção civil, modalidade de edifício. E aí, daí para frente, minha vida se transformou Plenamente, plenamente, porque eu consegui. A primeira empresa que eu fui trabalhar, o meu salário já era praticamente igual ao que meu pai ganhava há 35 anos na prefeitura de São Paulo.
Meu Deus, com quantos anos, José?
Meu pai tinha 35 anos.
Não, mas você.
Sim, eu tinha na época 22 para 23 anos. E meu pai, há 35 anos trabalhando na prefeitura de São Paulo, o meu salário era quase igual o dele. Aí eu falei, mas isso não é justo. Isso não é justo. Só porque eu pude estudar, ele não. Então, isso foi uma coisa que me mexeu comigo ao longo de muito tempo na minha vida. Bom, até hoje. Até hoje. E se alguém me pergunta por que você aceitou ser diretor da Fotec São Paulo, um dos motivos é esse. Para possibilitar que muito mais pessoas Se eu puder incentivar, inspirar muito mais pessoas a estudarem, a mudar de vida também e ajudar a mudar as pessoas ao seu entorno, é isso que me move. Não é questão de dinheiro, claro que a gente precisa. Mas, por exemplo, o meu pai, depois que eu fiz, ele me viu formado tecnólogo, era um orgulho pra ele. Eu via, quando ele apresentava pros colegas dele, o orgulho que eu inspirava ele a se inspirar. E aí eu falei, isso é por aqui que eu vou. Eu falei, não vou parar. Aí fiz edificações, depois eu fiz engenharia, E aí ele não pôde me ver formado engenheiro. E aí aquilo me marcou muito. Aquele período, eu lembro que quando eu cheguei com o certificado na minha casa, eu e a minha mãe nós choramos por muito tempo ali. Porque em silêncio, sem falar nada, ó, tá aqui o diploma. E aquilo foi como se meu pai tivesse aparecido e falado, legal, eu tô vendo. E aí, dali pra frente, eu só fui crescendo. Fiz o mestrado, tentei o doutorado também. Faltou pouco para concluir, mas eu vou fazer ainda, é um desafio meu. Mas o que eu quero dizer é o seguinte, a FATEC mudou por quê? Primeiro por ser gratuita, de extrema qualidade. É um cuidado que a gente não pode deixar de ter com toda a população do estado de São Paulo. E as FATECs têm este papel. É um recurso público. que agora eu como gestor já era assim, agora como gestor muito mais ainda, a gente faz uma gestão cuidadosa com os recursos públicos. São parcos, são pequenos, mas que proporcionam grandes, grandes acontecimentos.
É, você tem várias possibilidades aí de transformar vidas da mesma forma que você teve essa oportunidade.
Eu fui transformado plenamente. E o que é bacana disso é que no meu entorno, Sobrinhos, colegas de vila, de rua, outros amigos que foram se formando ao longo do tempo foram se inspirando também. E aí quando começaram a ver que você tá um pouco melhor, tá conseguindo se vestir um pouco melhor, tá conseguindo ir a lugares que você antes não ia, frequentar restaurantes, começa a ir nas festinhas, começa a participar das baladas e tal, porque eu também obviamente que tinha que aproveitar esse tempo. Não pude aproveitar muito, porque eu trabalhei muito nesse tempo todo. Mas, de novo, não me arrependo, faz parte da minha história, da minha vida. Então, hoje, a gente tem possibilidade de oferecer à juventude tudo isso com menos trabalho, com menos dificuldade, como a gente teve, embora isso me moldou. Certo? Tem a mim moldado e assim como tantos outros colegas que eu tive. Mas a inspiração que a gente recebe de cada aluno é fantástica. Eu vou falar o nome aqui de uma pessoa, o nome dela é Deonildes.
Repete.
Deonildes. Esta cidadã maravilhosa, um beijo pra você, Deonildes. Você me inspira todos os dias se você não sabe disso. Ela é uma mineira porreta, linda, espetacular. Tem um detalhe, ela é uma jovem de 76 anos, se eu não estiver enganado. Pode ser que ela tenha mais. E eu falei pra ela que eu quero entregar o diploma na mão dela, porque ela esteve comigo em sala de aula, tentou, foi, parou, voltou, mas é o que nos move. Saber que hoje, além dos jovens, eu tenho pessoas que já estão numa outra situação de vida e continuam estudando.
Josué, agora eu queria que você... Vamos falar um pouquinho agora desse processo de formação e como que você, através da FATEC São Paulo... Pode ir daqui?
Pode deixar.
Como que você, através desse trabalho que você está fazendo na FATEC São Paulo, pode contribuir nesse processo de formação?
A FATEC São Paulo hoje tem em torno de 5.300 alunos, 21 cursos. Então, ela pode contribuir em praticamente todas as áreas, só não na área da saúde, que nós não temos cursos lá. Pelo que eu vi aqui, como a gente fala de construção industrializada, a inovação na área de construção, basicamente a gente pode atender em quase todas as áreas para esse público diretamente. Claro, mais especificamente mecânica e civil, que é o que a gente tem lá, os cursos ligados ao meio ambiente, saneamento, que é hidráulica, nós temos o curso de estradas, que não é direto aqui, mas de certa forma é ligado a civil, mas o curso de edificações, diretamente, e a parte mecânica também, porque como aqui tem muita coisa, muita parte que envolve a parte metálica, a área metálica, mesmo de construção, com as conexões e todas as estruturas, dá para linkar também. Hoje a gente percebe que o Brasil já está num apagão de mão de obra qualificada. Há vagas no mercado hoje, aqui dentro mesmo, se você perguntar para as empresas, que estão expondo, elas vão dizer que elas precisam de gente qualificada para tocar os seus projetos. É óbvio que um projeto como ele é modular, ele tem... Hoje você tem softwares que desenvolvem de forma até rápida, simples, até intuitiva, você consegue criar módulos e você vai brincando com o software e você vai criando uma casa do zero. Só que quando você precisa do algo a mais, aquele módulo não deu certo, ou eu preciso pensar numa nova etapa do meu produto para daqui a 10 anos, o que será esse módulo que eu estou fazendo hoje, daqui a 10 anos, quais os materiais que eu vou usar, o que eu posso inovar a partir do que eu tenho. Porque se eu crio um produto e esse produto fica estagnado por 10, 12, 15 anos, não precisa nem tudo isso, tô chutando um tempo maior. Mas com muito menos tempo ele simplesmente já fica, não vou dizer obsoleto, mas já não fica tão atrativo assim. Então a gente sabe de construção industrializada no Brasil há, sei lá, 30, 40, 50 anos. Só que essa... tração que precisa ganhar esse mercado no Brasil, é o que vocês estão fazendo aqui com essa feira, com a outra feira que nós participamos também há um tempo, um ano talvez, mais ou menos. São esses experimentos de inovação e de juntar tudo num lugar só e daí, novamente, eu parabenizo a organização porque isso é fantástico. Voltando para o nosso papel, o nosso papel é motivar interessados a participarem desse mundo daqui a dois, três, quatro anos é o tempo de formação. No caso da FATEC é o mínimo são três anos com um curso superior e que ele vai sair com o título de tecnólogo. E a gente não tem modéstia nenhuma de dizer que na área que o tecnólogo atua, onde ele é formado, ele é o especialista daquela área. Por quê? Porque ele tem, obviamente, muito mais aulas, muito mais horas de trabalho, muito mais projeto, muito mais prática do que um engenheiro ou um arquiteto. Então, isso que eu gostaria de deixar, até de motivar também, a juventude que vai nos ouvir, vai nos ver em algum momento no YouTube, em algum outro canal, uma outra forma de enxergar isso, de assistir isso, esse nosso bate-papo, é que esta qualificação parece que é muito tempo, mas ela é rápida. Três anos é muito rápido.
Passa muito rápido.
Porque você pode passar três anos se preparando para uma nova etapa da sua vida, ou você pode passar os próximos três anos fazendo a mesma coisa que você está fazendo hoje. Não estou dizendo que está errado, mas você pode ganhar. uma nova forma de enxergar a vida, uma nova forma de ganhar o mundo. Então, a gente tem hoje grandes possibilidades nos cursos da FATEC São Paulo. Repetindo, é um curso gratuito. Fica ao lado do metrô Tiradentes. Você já foi lá, você viu. São 200 metros da estação do metrô Tiradentes. Fica no bairro do Bom Retiro, maravilhoso. Ao lado do Brás. Estação da Luz, você tá a 10 minutos a pé da Santa Efigênia, você tá da José Paulino.
É uma região muito privilegiada.
Privilegiadíssima. E a qualidade. Então, por exemplo, hoje a FATEC, a gente fala de prática, de ensino que seja mão na massa, aquela coisa que eu tenho que mexer. A FATEC hoje conta com 54 laboratórios. Acho que poucas instituições de ensino no Brasil têm tantos laboratórios no mesmo local, no mesmo lugar, no mesmo endereço.
Josué, e quando você fala da sua história ali ligada à sua família, essa parte aí dessa quantidade de ter sete filhos ali e tal, eu percebo que você tinha um motivo a mais, ou seja, você tinha uma vontade de vencer essa dificuldade e até se tornar de aluno a diretor da Fatec São Paulo. Agora, quando eu fui construir, quando eu resolvi aceitar o convite do Marcos Bueno para ser o canal de mídia oficial aqui da Expo Offsite, Sambódromo do A&B, a gente começou a trabalhar no projeto e eu fiz questão de trazer o propósito do ConstructCast, que é mostrar as soluções construtivas, enfim. Então, nós temos uma construção modular com várias soluções aplicadas. Eu tenho dois módulos, que foi fabricado numa fábrica, que veio para cá com o Guindachi. Coloquei aqui uma divisória de acústica, de alto padrão, BIS, enfim. Eu tenho material em ACM, tem ali uma experiência que você tem um painel e... Esse painel é aplicado no Lightframe. Então, pela minha história de ser filho de pedreiro, eu conheço todas as etapas. Muitas dificuldades que eu tive quando o assunto é industrialização, eu só tive dificuldade ali no painel do Lifestyle Frame, porque eu tive muita dificuldade para construir esse espaço aqui, mesmo tendo parceiros, tá? O que eu quero dizer com isso? Quando a gente fala de falta de mão de obra...
Mas a dificuldade foi com a execução, é isso?
Com a execução, na verdade com a falta de qualificação. Ou seja, eu tinha gente com muita vontade... Eu nem vou citar nomes de pessoas que eu gostaria de citar, mas eu sou muito grato a cada pessoa que passou por aqui para colaborar junto comigo, porque viu a dor e às vezes eu postava uma concepção de alguma coisa... Eu tive muitos parceiros, muita vontade, mas pouca qualificação. Então, eu queria te perguntar... O que a gente pode fazer para ter um atrativo para trazer essas pessoas a quererem se qualificar, porque tudo bem, você tem que ter a vontade, só que qual que é o caminho que eu devo seguir para de fato eu conseguir ter uma qualificação?
Perfeito, essa é a pergunta que a gente quer responder todos os dias. Então a gente percebe, por exemplo, do último censo, pra cá, a idade escolar, que mais ou menos a gente atinge ali, é da ordem de ficar entre os 18 anos até os 25, 26 anos. Nessa faixa etária, nós tivemos, segundo o último censo, um decréscimo na população de quase 800 mil pessoas.
Nossa!
Ou seja, nós estamos envelhecendo, envelhecendo até mais rápido do que a gente imaginava. Tanto é que a curva nossa de saturação, da inversão na verdade do nosso crescimento vegetativo, se daria em 2050, já está projetada para 2040. Isso quer dizer que nós temos menos pessoas, hoje fisicamente, menos pessoas. Isso vem de onde? As famílias estão cada vez com menos filhos ou nenhum filho ou no máximo um, Hoje quem tem três, quatro filhos é fora do padrão que a gente está habituado e além disso nós temos Todas as dificuldades que envolvem o nosso mercado, a nossa economia, que hora cresce um pouco, depois decresce, e a gente fica, é o chamado voo de galinha, por mais que se esforce, ela fica estabilizada praticamente aí, quando chega muito, é 4, 5% ao ano. Então a gente tem que ter um crescimento constante aí de 4, 5% ao ano por uns 10 anos consecutivos.
Pra gente conseguir, né?
Seguirmos mudar essa cara desse país de uma forma...
Quebrar essa barreira.
Mas pra fazer isso, quem faz isso com segurança e com certeza é a educação. Mas que educação? Esse que é o problema. Qual é a educação que a gente quer oferecer pra esse público que a gente quer ajudar a transformar? Tem que ser uma educação de qualidade e com foco. O que eu quero ensinar, o que eu quero... Qual a barreira que eu quero transpor com esse foco? Não adianta a gente comparar o Brasil com a Coreia, com o Japão, com ninguém. O Brasil é o Brasil. E nós temos que achar a nossa solução. Então, o que a gente quer? Reindustrializar o Brasil para ter valor agregado, para começar a ter tecnologia de ponta? O que a gente quer fazer? Não adianta falar em educação. Educação pode ser de qualquer jeito, qualquer caminho é educação, mas qual é o nosso foco? A gente quer reindustrializar? Então, quem seguiu o caminho da industrialização forte, investindo em ciência plenamente, é o que a gente está vendo hoje. Hoje a gente vê Coreia, o Japão, um pouco antes, China, despontando de forma que todo mundo se assusta. Então, para atrair essa juventude, esse público... Como eu estava até falando da Deuniltz, falei agora há pouco, é um público mais velho. Só para concluir, é um público mais velho. Excelente que estão voltando para os bancos de escola. Esse público já percebeu que vale a pena andar um pouquinho mais e ter uma qualificação para atender pessoalmente. Talvez, se meu pai estivesse vivo, ele seria um desses alunos. Talvez, seria ele.
É, e fazer com que essas pessoas entendam que, inclusive, para a educação, para aprender, não existe idade.
Não tem. Então, o atrativo seria uma educação com metodologias mais atualizadas. Então, isso eu tenho que colocar aqui. O centro Paula Souza, que é a nossa mantenedora, nosso mantenedor, ele tem feito esforço nesse sentido para o expandir esse conhecimento das metodologias de inovadoras para o ensino. Só que isso precisa chegar a esse público e na idade escolar, com intenção de pessoal vestibular. Então, por exemplo, hoje a gente vê vários cursos com uma baixa demanda na procura. Talvez por falha nossa de comunicação, ou talvez pela própria sociedade não entender que este é um caminho. Então, eu acho que é um trabalho conjunto nosso, com os gestores, o meio acadêmico, o Centro Paula Sousa, a FATEC São Paulo, os professores, os funcionários e a própria sociedade lembrar daquilo que a gente chama de, eu falava agora pouco com o Rafael, referenciais. os referenciais. Então, que referencial a gente quer hoje? Eu acho maravilhoso você ter aqueles... Você, por exemplo, já é um referencial na área que você atua.
Eu preciso me ver dessa forma.
E você já é, em pouco tempo, é um youtuber conhecidíssimo. Mas não é youtuber por ser youtuber, é porque você tem o que mostrar.
Na verdade, eu tenho umas pessoas pra mostrar.
Pois é, mas...
É o conteúdo não parte de mim, parte das pessoas. E você citou o Rafael, será que a gente poderia convidar ele para fazer uma palinha aqui com a gente? Poxa vida, uma alegria. Você vou topa?
Convidar Não não, que eu já estou me coçando.
Senta lá.
Fala, Rafael.
Senta lá, Rafa. Porque quando você fala é de educação... O Rafael é.
Alguém que eu já trago comigo como um grande amigo de pouquíssimo tempo que nós temos, inspiração pura, Inspiração pura. E vou dizer uma coisa curiosa. Eu vou falar como ele me encontrou na feira. Eu tenho que falar isso?
Eu tenho que falar. Mas cuidado, porque assim, o Rafael já tem o lance do sincericídio. Rafael, sincericídio aí...
Não, eu vou falar. Ele sabe. Eles estavam me procurando na feira. Ele esteve comigo duas vezes. e com um intervalo de tempo de um ano, talvez, entre um e outro. Foram uma hora e meia, duas horas que conversamos, mas ele não me conhecia diretamente com tanta frequência. Pois bem, ele e uma colega de vocês que eu esqueci o nome...
A Nath?
A sua esposa?
A Nath é minha esposa.
Eu não sabia. Fiquei sabendo agora.
Tiramos um print.
Ai, meu Deus!
A Nath lá estava ela e o Rafael procurando pelo Josué.
Nath, um beijo pra você, tá?
Beijão, prazer em conhecê-la.
Tô muito feliz de você estar aí participando junto com a gente nesse desafio aqui.
E o Rafael, então, falou... Achei, ele tá aqui nesse... Atrás desse container. Sabe como é que ele descobriu? Não é que ele me viu, ele ouviu a minha voz.
Mas tava perto?
Não tão perto assim. Ele falou, eu conheci pela voz.
Eu falei, não é possível.
Então o Rafael, entre outras qualidades, ele tem ainda essa de um ouvido aguçadíssimo. Não só o ouvido, né? Ele inteiro é aguçado em todos os sentidos. Uma pessoa queridíssima, inspiradora, e nós vamos fazer muita Muitas coisas juntas ainda. Pode escrever aí, viu, Rafael? Bom te ver.
Acho que já faz, né? Eu queria estar aqui de retornar e estar com você. Eu pedi para o Paulo, eu estava ali do lado, eu estava incomodado já e eu ia invadir. Porque quando a gente encontra pessoas com aderência ao propósito de vida, não é aderência profissional a gente ajusta, aderência pessoal a gente camufla, mas aderência de propósito de vida ela vai além disso tudo. E desde a primeira vez que tive com você lá na FATEC, fui prestigiar, o Paulo me chamou, fui prestigiar a palestra, Foi falar sobre as IAs, lembra?
Isso, exatamente.
E foi muito assim, eu fiquei espantado com tudo que a FATEC pode entregar. E o que mais me espantou, e o que você estava comentando aqui, foi... Como que nós temos uma Ferrari e não temos um motorista? É verdade. Nós temos uma instituição. desse porte, envolvida toda ali com a mantenedora, que é o centro de populações extremamente importante. E nós temos, são 54 laboratórios, você comentou, né? 54 laboratórios com máquinas, com recurso grande. E você me relatava antes a dificuldade. Rafa, eu tenho vestibular e não tenho quem vem.
Exato.
E o pessoal comentava ali fora, e é uma questão que vem sendo abordada no Brasil em reuniões, reunião do IHA. Não sei se as pessoas sabem o que é o IHA. Sabe o que é o IHA?
Eu vou saber agora.
Então vai lá agora. O IHA é o principal órgão sobre habitação e questões imobiliárias do Brasil. E ninguém nunca deu voz e não sabe o que faz o IHA. E ele norteia e junto com o Cebic, junto com o José Martins, presidente do Cebic, eles vão estudar justamente onde a gente estava comentando as políticas públicas. Então, esses órgãos estão se reunindo em 2023, 2024, 2025, em cima dos dados ainda de 2022, para saber o que nós precisamos. Por exemplo, quando a gente olha, o mundo tem uma escassez de mão de obra qualificada. Aí o pessoal comentava da Alemanha. Falei, será que eles estão atualizados? Porque a Alemanha tem um déficit de mão de obra que eu tentei falar ali fora. Ninguém me deixou falar muito.
Eu gostei de uma coisa que você falou e é por isso que acho que não é o acaso, não existe acaso.
Providência.
Mas não é acaso. O Rafael falou uma coisa ali fora, ele falou assim, a engenharia do Brasil, É muito boa. Eu não abaixo a cabeça pra ninguém, não pago pau pra ninguém lá fora. E eu concordo plenamente. A gente precisa se valorizar mesmo. Porque tem que lembrar, tem que lembrar, pouca gente sabe que as grandes barragens do mundo, adivinha quem são os professores? Somos nós, brasileiros. Então a gente precisa parar com esse negócio de achar que o Brasil tá na rabeira do mundo. Não, nós temos qualificação extraordinária em todas as áreas.
Isso é um ponto importante. Eu até falei muito aqui dessa parte de influência, dos influencers. Eu até queria só aproveitar isso que vocês trouxeram agora, porque eu estou vendo muita gente aqui vendendo e-books, vendendo cursos de como ser um engenheiro internacional.
Primeiro você precisa ser engenheiro no Brasil.
Mas o que acontece? E-book passo a passo de como ser um engenheiro na Europa. Entende? E o que acontece? Você pega pessoas que nem têm formação. Aí vai viver uma aventura e começa a gerar esse tipo de conteúdo. As pessoas se iludem. Entende? Aquilo que o Rafa fala, as pessoas pagam muito pau pro exterior. Mas realmente, o que a gente tem de engenharia aqui no Brasil, a gente tem muitas pérolas. Agora, qual que é o grande desafio que a gente tem hoje, Rafa? Me permita. Por que essas pessoas têm dificuldade, na verdade, de expor esse conhecimento? através das redes sociais, porque essa dificuldade que a gente tem agora, por exemplo, na Fatec São Paulo, de, ah, tudo bem, a gente tem o vestibular, mas não tem como preencher, não tem aluno para preencher, o que a gente precisa fazer?
Só pegando um ganchinho aqui que você falou, os e-books que são vendidos e essas inspirações, os coachs da vida, não tenho nada contra, mas assim, Mas a.
Gente tem que levantar essa baseira.
Vem ao encontro daquilo que eu estava falando antes. Qual educação que a gente quer oferecer para este país no futuro? Para formar esse país no futuro. Não é o país do futuro, é o país no futuro.
No futuro.
Porque o Brasil, ele é gigante. O Brasil é espetacular. E aqui não é o tal do Pacheco, não é o Pachecão não. É porque nós temos qualificação em todas as áreas. E não tem nenhum medo de dizer isso. Se você pegar, vou dar dois exemplos simples aqui, são fáceis até. Se você pegar o que a Embrapa produz nesse país aqui de ciência, Embraer, olha o que a Embraer faz nesse país aqui. Pra dar só dois exemplos, só dois.
O Kenzie, vamos lá, ele matou a cobra, vou mostrar o pauta. Hoje em dia é melhor você matar.
A cobra e mostrar a cobra morta, porque senão ninguém acredita.
Ah, é verdade.
É a pós-verdade.
É que eu nunca soube, na verdade, porquê que esse negócio...
Eu acho horrível isso.
É, eu não entendi, mas...
É, tudo bem, perfeito.
Por algum momento vai falar que eles não vão me perder todo no cobra, no pau, na cobra da morte, isso aí. Esquece, esquece. Mas assim, dando um case, por exemplo, agora os Estados Unidos, recentemente, estava lançando moscas, tá? Modificadas. na divisa com a Colômbia, Estados Unidos, porque para que essas moscas que ficam na pele do gato, elas não pudessem... vão se alimentando dessa pele e isso vira um problema, cai produtividade, morre o gado, etc. Poucas pessoas sabem, mas o Brasil não tem esse problema, porque a Embrapa já fez isso. Ou seja, estão aplaudindo e dando voz aos Estados Unidos, Que os Estados Unidos estão fazendo isso? Nossa, estão colocando moscas. Mas como funciona? A mosca macho, ela é estéreo, são esterilizadas. Logo, quando eles cruzam com moscas fêmeas, as moscas fêmeas botam ovos que não geram novas moscas. Com isso, há uma erradicação das moscas. Só que isso a Embrapa já fez há muito tempo e isso aqui não tem mais no Brasil. Ou seja, nós estamos na frente. Esse é um caso da Embrapa. A outra instituição que você falou é a Embraer. A Embraer hoje poucas pessoas sabem, mas nós temos tecnologia em questão de software, de engenharia. Não temos os materiais. A nossa indústria de base, por exemplo, vem sofrendo um processo de desindustrialização há muito tempo. Mas a nossa capacidade de qualificação na indústria, a nossa capacidade, que é isso que ele está colocando, nós somos hoje a terceira maior potência, é a terceira maior do mundo e a maior em jatos médios. Nós temos aí o jato versátil, que é o KC390, sensacional.
É espetacular.
Vamos fazer o caça agora junto com a turquia.
Sim, sim.
Ou seja, de 5ª geração. Sabe quantos países produzem caça de 5ª geração? Nós estamos passando, inclusive, os caças de 4ª geração que são os grippens que a gente ia comprar. Hoje o máximo que tem no mundo é 6ª geração, nós vamos produzir de 5ª. Ou seja, nós estamos na vanguarda da qualidade do mundo. Vamos pegar a USP?
Se você entrar na área da saúde, o que a medicina brasileira faz, o desenvolvimento que eu falei da Embrapa, você pegar a Petrobras e desenvolve aquele laboratório, aquele centro de pesquisa da Petrobras, E assim, a gente escuta dia após dia gente querendo nos jogar pra baixo. Então o nosso papel é o contrário.
Quase a gente vendeu a pele de banana. A gente não valoriza o que é nosso. A gente levanta a bandeira, aqui não é questão política, estou falando de questão de valor, levando o que você disse, que eu bati no peito, eu sou brasileiro com muito orgulho e luto por todos os brasileiros, mas levantar a bandeira do Brasil é fácil no carro. Agora, contratar um brasileiro e valorizar o que tá aqui dentro, isso é pra poucos. Isso é patriota.
Posso te fazer uma pergunta, pegando esse ganso aqui? Se você deixar, a gente vai ficar falando até amanhã aqui.
A gente vai ficar mais cinco minutos conversando.
O entrevistador não vai falar mais nada hoje. Brincadeira, brincadeira. Mas é uma pergunta. Se você pegar as empresas hoje aqui presentes, Tem alguma empresa brasileira presente aqui, não?
Agora você tá me comprometendo.
Não, eu tô falando... A pergunta é capciosa. Por quê? Talvez você tenha tecnologias importadas.
Steel Frame americana.
Nenhum problema, a tecnologia não é nossa. Só que o Brasil tem a mania excelente de fazer o seguinte, ele pega a tecnologia e melhora. É essa a vantagem nossa. Então eu tô perguntando, não é pra te constranger, é pra dizer o seguinte. E o Brasil faz isso de, vou falar de uma outra área, não precisa ser tecnologia. Sabe onde é que a gente dá banho em qualquer lugar? Tem tecnologia também, claro, né? Porque a gente pensa que tecnologia tem que ser do todo. Pega a culinária. O Brasil pega qualquer prato do mundo, traz pra cá, ele melhora. E quem vem de fora fala, não, eu prefiro esse aqui, esquece que eu conheço. É verdade.
O italiano come a melhor pizza aqui.
A nossa criatividade não pode ser comprada. É esse o detalhe.
E aí, Josué, o que acontece? Quando você me traz essa pergunta, se tem empresas brasileiras num evento como esse, eu fico extremamente desconforto. É triste ver, porque eu participei, eu fiz contato com algumas empresas gigantes do setor, mas não estão aqui. Agora, o que está faltando para essas empresas, para você que está me ouvindo, participar de um movimento desse? Para a gente, de alguma forma, transformar.
O CBIC, você atrai, mas... Tracionar esse mercado que está aí, espera.
Eu comentei do IHA e o CBIC. Quem vai nortear a gente são esses dois. Materiais de construção e fatores habitacionais imobiliários. Quando a gente olha pra isso, e a minha pós foi em cima do déficit habitacional, a gente olha hoje, o Brasil entrega hoje entre um ponto... pegando números sempre... Ano menos um, ano menos dois, que é o que a gente consegue ter de moradia. Estou falando moradia incluindo casa e apartamento, tá?
Linha com o todo.
Nós estamos falando... Vocês sabem por que eu estou falando isso? E vou chamar a reflexão. Três pontos a gente pode trazer que vão... nortear esses números, tá? Quando a gente fala do porquê que o jovem não tá lá. Primeiro, a gente tem o envelhecimento que você comentou aqui, certo, Josué? Que é bonita a história da senhorita Deunildes, é maravilhosa. Porém, ela só escancara um outro detalhe. Ela é termômetro, né? Porque quando ela encontra espaço pra ela se capacitar nessa idade que ela deveria estar gozando de tudo que ela já contribuiu pro país, há alguma coisa aí que a gente pode ter tira de reflexão. Lógico, eu queria que ela estivesse fazendo por hobby, não por necessidade do mercado e dela. quando a gente percebe isso. Então é o seguinte, a gente tem essa questão do envelhecimento, a gente tem a questão que está norteando todo local que é valorização, isso não é eu que estou dizendo, a gente fez um corte, não sei se você Viu que eu falei que não é valorizado. A galera ficou louco, falou que eu não... Até comentaram que eu sou um influenciador, você acredita? Será que eles sabem que eu não tenho seguidor? Será que sabem que eu nasci no canteiro? Será que sabem que eu tenho 30 anos de canteiro de obra? Eu brinquei até, falei, esse rostinho aqui é rodado.
Tem bastante estrada, né?
Bastante estrada, e a gente traz isso tentando dar voz e tentando conectar, como a gente já comentava, e resolver o problema que a gente tem da escassez de mão de obra. E a gente faz isso através de instituições como a FATEC. Só que é o seguinte, Eu tenho uma questão que é o referencial, eu tenho a valorização, que sem o referencial ninguém quer ser como aquela pessoa. Eu vejo um Josué, eu quero ser como o Josué, eu vejo... Você falou do Paulinho, Paulinho porque eu sou íntimo, tá gente?
Eu posso.
Eu não cheguei nesse nível.
O Rafa, você já pode.
Já pode chamar de Rafão.
Mais uns dois, três anos eu chego lá.
Mas Josué... Cara, o Paulo, ele é referência, e você falou muito bem, porque o Paulo entrega, ele não é referência porque ele fala, ele não é raipado, ele tem entrega, ele realmente dá voz Isso aí, isso aí. Cara, olha, o Paulo, eu vou te dizer como é que eu vejo o Paulo. O Paulo, ele é, assim, vou fazer uma alusão, ele é a argamassa do nosso setor, porque ele une a todos nós.
Boa, boa, essa é boa.
Ele une a todos nós.
É boa, viu aí, ó.
Tá poeta hoje.
Cara, eu só conheço você por causa desse cara.
Com certeza.
Ele tem um poder de unir pessoas compatíveis Porque a vida é potência e o setor nosso é potência e pessoas com potencial semelhante, que vibram semelhantemente, elas conseguem ajustar as propostas de vida e.
A gente se encontrou.
E quando a gente olha a dor da escassez na mão de obra, a gente olha o que? O que eu preciso olhar aqui? Eu preciso valorizar mais e isso não sou eu. quer discutir, gera outro corte. Vai discutir com o Cebic e com o IHA, e o IHA é internacional. A Alemanha, a escassez na mão de obra lá, vai ser resolvida com imigração. Assim como foi Portugal, Portugal agora emitiu, tá mandando mais de 5 mil imigrantes de volta do Brasil, tá? 5.300 e alguma coisa de pessoas, né?
Eram 34 mil que estavam esperando lá.
Isso, e 5 mil são brasileiros. que foram a viagem e começaram a trabalhar, ou seja, Estados Unidos mandaram os imigrantes estar com problema de mão de obra. Nós temos na Alemanha escassez de mão de obra na Alemanha podendo travar todo o sistema. A gente olha para o Brasil a escassez da mão de obra, nós temos.
O seguinte, por que que o jovem.
A pergunta que me fez levantar daquele linda poltrona azul. Maravilhoso, vou até levar para casa.
Amanhã eu vou sentar nela, tá Rafa?
Aí você vai ficar nessa, aquela lá é minha.
Muito bonita, parabéns.
E depois mostra, a gente vai mostrar a patroninha. E quando a gente olha pra tudo isso, e a gente tava comentando, a gente tem o porquê que a gente não atrai esse jovem. E eu fiquei pensando naquilo que a gente tava conversando ali fora. Pra quem não sabe, a gente tava discutindo isso.
Essa é a pergunta que a gente quer responder.
Eu vou te responder.
Olha lá.
O que a gente primeiro precisa olhar numa questão geracional, porque eu mudei a geração mas não mudei a indústria. A indústria está 4.0, eu preciso ser uma indústria 5.0. Se eu como indústria não abraçar esse jovem, e porque é o seguinte, eu sou jovem, tenho 18 anos, O que que eu quero? Eu quero ir pro calor, pro ambiente salubre, ficar longe total da tecnologia, porque... E aqui nada contra, tá? Porque o diretor que manda naquele negócio, ele tem sim 60 anos. Mas ele pode ter 60 anos, mas ele tem 60 anos igual o Josué. atualizado, com o número na ponta da língua. Ele precisa estar ligado com o mundo de hoje. Eu não posso gerir o jovem da geração Z como eu geria o millennials. Concorda comigo? Eu consigo dar aula pra geração Z com a cabeça de geração Baby Boomer?
Não consigo.
Eu não tenho que estar atualizado? A minha didática, a minha pedagogia, se a indústria não virar 5.0 e colocar tecnologia e melhorar as condições de trabalho, nenhum jovem vai olhar pro setor e vai poder... Ah, eu preciso do jovem pra soldar, eu preciso do jovem pra empilhar pedra, que é pedreiro, eu preciso dele pra servir, que é o servente. Eu preciso dele pra soldar, eu preciso dele pra frezar, eu preciso dele pra usinar. Só que como que eu vou colocar esse jovem pra fazer isso? Ele vai falar assim, ah, mas eu posso sentar aqui atrás e fazer venda de produto online.
Aliás, você falou uma coisa importante.
Sim.
O Rafael, ele fala todos os assuntos ao mesmo tempo, agora, junto, e é isso que é ele encantador, realmente. Mas o que você tinha falado lá.
Fora... E eu tenho um complemento, tá?
O que ele tinha falado lá fora, até foi com a Viviane, se eu não me engano.
A Viviane e Viviane Sestari, da Marcetex.
Marcetex, exatamente.
Isso que inclusive é nosso parceiro aqui.
Produto maravilhoso, aliás. Viviane, eu quero um desse lá na Fatec São Paulo, presentão.
Aí Vivi, presente.
Vamos apresentar para os alunos.
Vamos lá.
Fazer um mini curso.
Nós vamos levar alunos para você, qualificadíssimos, você vai ter uma mão de obra maravilhosa, pensando junto, mas eu quero um presente lá para a Fatec.
Não, mas a Vivi é parceira aqui.
Aí é a parte brincadeira, mas toda.
Brincadeira tem um fundo de verdade.
Mas o que o Rafa falou é o seguinte, ele falou pra ela e fez ela pensar como todo mundo. Ele falou assim, tá bom, por que hoje o jovem almeja ser o youtuber, o influencer? Influencer, melhor dizendo. Como lá no passado, se pensava na minha época de moleque, queria ser jogador de futebol, que era a guinada, depois uma época virou pagodeiro, ou banda de rock, ou as meninas queriam ser modelo, e isso não mudou, só mudou a forma de encarar. O influencer hoje é a modelo e o jogador de futebol lá de trás. Nossa, eu não tinha pensado nisso. Qual é a referência que você tem? Aí o Rafa matou a pau. Qual que paga melhor? Qual que projeta melhor a pessoa que está se inspirando? E aí ele falou do referencial. E por isso que você foi citado como referencial. E eu gostaria muito de ser um referencial também. Assim como o Rafael também quer ser um referencial. Porque nós temos que inspirar para aquela educação de qualidade. Aquela educação que vai transformar o Brasil por inteiro. Não para um grupo pequenininho. Porque isso nós estamos fazendo há 500 anos nesse país. E esse é o modelo praticamente do mundo, e aí agora isso está sendo cobrado da sociedade. Como é que a gente sai desse mundo que a gente conhece no Brasil há 525 anos, Um ganha, o outro faz, e aquele que faz não ganha, ou ganha a quirelinha, basicamente a água e comida. Então a gente quer transformar com qualidade, trazer educação com qualidade, melhorar a vida de todos.
Certo, Rafa?
Perfeito! Dá uma mão aqui.
Cara, que sinergia.
Eu não combinei com ele, não.
A gente precisa marcar mais encontros assim, viu, Josué?
Vamos sim.
E assim, um fato interessante é que quando você fala dessa parte operacional, de falta de mão de obra ali nos canteiros, a gente também está vivendo hoje a falta de procura pelos cursos de engenharia. Isso é uma estatística.
50% de redução. E só posso te dar números só pra você continuar?
Claro!
Tá? Tamo falando de pra hoje, no âmbito deles só, tá? Porque daí eles me despertam, o HD vai embora.
É, mas assim ó, tem que ser rápido e tem que ser rápido.
9 milhões de postos de capacitação o Brasil precisa só no que a FATEC entrega, eu tô falando.
Exato.
E nós estamos falando de postos iniciais, que são o quê? Desligamentos e pessoas que vão terminar sua carreira, são 20% disso. Então, estamos falando de aproximadamente 2 milhões de pessoas vão fazer a primeira capacitação, que é exatamente a maioria da oferta dos cursos da FATEC de primeira capacitação. Então, nós temos, a partir do momento que a indústria olhar para isso, aí eu já vou te passar a palavra, para isso como... Então, indústria, receita, consultoria gratuita, né?
Perfeito.
Valoriza mais, não sou eu que tô falando, antes que venham os haters. Saibam que é IHA, Cebic. Dá uma moral pra esses caras que trabalham muito. Um abraço pro José Martins. Não conheço pessoalmente, mas gostaria de conhecê-lo e um trabalho maravilhoso do Cebic. Acho que junto da Fatec daria um bate-papo maravilhoso, um trabalho maravilhoso dele. Manda esse abraço do Rafa aqui, que não o conheço, mas admiro o trabalho do Cebic demais. do IHA, ele vai explicar melhor o que é esse cara aí da habitação e das questões imobiliárias, só que quando a gente olha, esse é um número aberto, número sintético, total. Quando a gente vem pro analítico, analisando esse número, ele mais ajustado, a gente precisa o quê? Eu preciso gerar esse encanto no jovem dele querer A grosso modo eu vou me usar aqui só pra gente colocar. A mãe que tá vendo e que ia parafraseando que as pessoas me perguntaram ali fora, a própria que tava conversando com a Viviane.
Viviane?
Viviane.
Viviane. Cestário, né?
Cestário, exatamente.
Que eu falei pra ela. A mãe do menino autista que corresponde a 1,2% da população, ela tem que olhar pro Rafa e falar assim, ah, meu filho tá aqui. Filho, você pode ser igual a ele.
É essa a inspiração.
É isso que precisa acontecer. Meu filho vai ser engenheiro igual a ele. Ela precisa me ouvir falar, porque quando ela me ouvir falar o que você tá dizendo, ó, mas onde que o Rafa foi? Eu fui aluno do Centro Paula Souza, tá? Eu fui aluno do Centro Paula Sousa. Comecei lá. De lá eu fui pra Nestlé. Eu saí da Nestlé, passei pelo CIE, Centro de Integração e Empresa Escola, mas eu saí do Centro Paula Sousa. Eu saí da mantenedora. Eu sou aluno do Fotec. Pode colocar uma foto minha.
Eu sou aluno.
Eu sou um aluno.
Nós vamos contar a história dele no Centro Paula Sousa. Sim.
E assim, eu acho muito bacana... E tô aqui hoje. até levar o Rafael para fazer uma apresentação para um grupo de alunos, porque assim, da mesma forma...
Chorou de novo.
É, ele quer fazer isso com a gente, mas eu não vou cair nessa não.
Ainda bem que ele se emociona por mim.
Continua, vocês dois.
Mas o Rafa, deixa eu dizer, o Rafa, a inspiração dele é o seguinte, nós não falamos dele aqui, porque dá uns dois livros aqui ele falando, mas a inspiração dele é máxima, porque Ao invés de a gente pensar na dificuldade, ele não pensa na dificuldade que ele teve, ele só fala o seguinte, eu fiz. Eu tive dificuldade, tá, e viver não é fácil, não é fácil viver, mas esse cidadão aqui, e o Paulo também, é o mesmo caminho, então quando eu digo não tenha caso aqui, nós estamos aqui por algum motivo, e aí assim, vocês já perceberam, três microfones, câmera ligada, a gente fica aqui até de madrugada.
E eu me emociono porque eu acredito... O Rafael me tira da zona de conforto o tempo todo. Então, ele me faz enxergar coisas que nem eu. Eu sei que eu tenho muita força, muita coragem. Então, depois que a gente te conheceu, Josué, eu criei um movimento, fiz um movimento que a gente está falando aqui da indústria. E eu tive muita coragem de fazer alguns contatos para a gente criar eventos, pra gente criar esse processo de formação e trazer a indústria junto com a gente. Então esse bate-papo pra mim ele tá muito especial porque a primeira proposta que eu mandei, o Rafa ele Ele me ajudou com a condução para que essa pessoa que foi receber aquela proposta enxergasse o valor principalmente nesse investimento aqui. A gente precisa investir no profissional do futuro. Esse profissional do futuro precisa ter a sua marca associada a esse. Tudo começou nesse evento. E a partir daí, essa marca está andando junto com o meu processo de formação. Entende? Como a gente se conheceu, o Rafa pode explicar um pouco isso melhor. Você percebe?
Eu te conheci.
Através de mim, você se conectou com o Rafa. E se a gente trazer essa analogia para as marcas... Sim, mas é.
A cola, você faz a conexão. O que a empresa precisa está dentro da FATEC. Só que ela tentando ir direto na FATEC, a gente já falou, não vai rolar. Por quê? Porque, vamos lá, um conversa de que jeito? O que a indústria... E aí, assim, não vou entrar, prometo, mas pra quem tá colocando aí, a forma histórica do capitalismo, ele lida com o excedente do trabalho, eu lido com o excedente, o que Marx ainda vai escrever como mais valia, então tudo que é trabalho tem excedente, até o cara que é o caçador, ele tem que ter o excedente, o problema do capitalismo é que ele sempre vai se colapsar em si mesmo, é a razão dele ser, ele sempre vai... criar na forma histórica dele, que é o contexto aliado àquilo que ele se trata, ele sempre vai chegar nesses colapsos.
Por quê?
Porque... Vou te dar... Vamos a dados, tá? Depois vocês procuram. Eu posso depois trazer isso e colocar nesse conteúdo, tá?
Tá bom.
Nós estamos falando assim, a gente analisa na indústria, tá? A gente pega uma indústria aí que... Vou pegar uma indústria que a gente analisou, que é uma indústria que é pré-serviço pavalho, como ele comentou da Petrobras. Vamos ficar mais ou menos na mesma situação. Vocês sabiam que de todas as horas do dia, das 8.33 horas trabalhadas de uma pessoa que saiu da FATEC, tá? Vou usar um exemplo, porque foi o que eu peguei. Dentro do voo eu estava analisando esses dados, só para vocês entenderem. vindo para cá, dentro do aviãozinho da Gol, no 737, que poderia ser um Embraer, um E195. Eu estava analisando que, você sabia que para esse cara, o valor que ele gera, o salário dele, você sabe com quantos minutos ele paga? Em relação ao que ele trabalha? 21 minutos ele pagou ele.
Eu ia chutar uns 20.
21 minutos. E tem situações que são 2 minutos. Eu te pergunto. E aí cria-se toda uma retórica de que não há como pagar melhor esse cara. Se não valorar, vai chegar uma hora que ele colapsa e volta. Aí a indústria fala assim, eu preciso gastar pra colocar. E outra, se pegar esse corte, todo dono de indústria vai me criticar. Mas o que eu estou dizendo é assim, querido da indústria, eu venho da indústria e eu fiquei 11 anos no Manestler. Eu tenho uma visão de indústria muito boa e o que eu quero aqui é que você tenha sustentabilidade. Não ganho agora, colapsa depois. Ganho agora, colapsa depois. Eu quero que a indústria tenha sustentabilidade. Sustentabilidade requer valorização do profissional. Você pega as indústrias com mais tempo no mercado e com os melhores resultados a longo prazo, são aquelas que tem gente trabalhando lá dentro há 30, 40, 50 anos. E aí isso é com o professor também, sou professor de 30 anos. Eu lembro que tinha 3 no dia que a gente teve na FATEC lá.
Sim, tínhamos bem. Tínhamos lá com 45, 47.
A entrega desse cara, a dedicação, ela é menor ou maior quando chega lá no final. Esse cara continua entregando dentro das limitações da idade dele, mas ele traz às vezes um case, ele salva um aluno que está ali por causa do... é referência ao modelo de vida. E daí é o que o pessoal fala.
O que você trouxe do referencial.
Olha, eu vou pegar o que ele colocou e vou deixar a bomba pra você. Vamos pegar o Brasil, nos ídolos, nas questões que nós temos, que eu falo ídolo, ídolo, gente, aqui sem questão religiosa, o ídolo das pessoas. Como que nós ficamos órfãos desde a morte do Sam?
Verdade.
Interrogação. Quem, agora, como que a gente tá na época do Senna, antes dele, na década de 80, nós tínhamos lá, né, Piquet, Senna, não sei quem, tava tudo ali. Depois da morte dele, como é que a gente ficou dentro do automobilismo? Quando a gente, quando passou a geração que viu Romário, viu Ronaldo, como é que a gente tá agora? Será que nós não estamos colhendo de novo uma escassez por falta de referencial, por falta de... Porque lembra o País das Maravilhas de novo, né? Pra quem não sabe pra onde vai, qualquer caminho serve. E quando eu tenho um referencial eu sei pra onde ir. Aí eu acho que a FATEC precisa ser vista como um referencial, onde lá no ensino médio, eu consiga chegar no ensino, no final do ensino fundamental, eu conseguir dizer o seguinte, olha, se você não é só o ensino acadêmico, a faculdade que pode formar, inclusive porque o ensino técnico, e eu ouvi ele falar isso, ele forma, sim, pessoas mais capazes de execução do que a graduação. Porque a graduação, ela tá ali pra formar um outro tipo de profissional. Precisa também dele. Mas a grande base da pirâmide, quando a gente fala de capacitação, quando a gente fala de indústria de base, que é o que o Brasil precisa, e a gente tem campo aberto pra isso, cara, tamo falando de nove milhões de... Ó, você que tá ouvindo que não tem emprego, pega teu filho, coloca ele na escola técnica, que ele, lá dentro, Tem um número, né? Normalmente de 25% a 50% de um aluno dedicado, que ele está dentro do curso técnico, ele já está trabalhando. Queria que você trouxesse um pouquinho disso.
Na verdade é assim, o centro Paulo Sousa, para não ficar uma certa confusão aqui, do ensino técnico e o tecnológico. Então o ensino técnico ele é do segundo grau. Então, você pode fazer o ensino médio normal, combinado com o ensino técnico e o ensino técnico propriamente lido. Depois disso, você vai fazer o tecnológico, que é o nosso caso da FATEC São Paulo, que a gente forma tecnólogo, que aí pode fazer pós-graduação depois, pode fazer mestrado, doutorado, enfim. O ensino técnico, ele qualifica maravilhosamente bem. Espetacularmente bem. Normalmente, quando se está ali no meio do caminho, normalmente já está trabalhando, claro, quando as condições também permitem de horário e tal, mas ele já está praticamente qualificado para trabalhar. Basta dizer... Basta dizer que os resultados de Olimpíadas, as Olimpíadas Brasileiras de Física e Matemática, quando você faz o SOBEMAP da vida, quando você pega o ENEM, quando você pega todos os resultados, as escolas técnicas, especialmente as do Centro Paulo Sousa, são as mais qualificadas. Nas FATECs é a mesma coisa, então quando você pega cursos onde você vai pegar o ENAD, você avalia pela qualificação, porque o ENAD ele avalia por curso, por áreas, então isso mudou um pouquinho, mas normalmente os cursos das FATECs estão colocados sempre com nota máxima. Então por quê? Porque não tenho aqui modéstia de dizer, e não é por questão de ser ou não modesto, é por quê? Por uma razão matemática. Se eu tenho mais horas de aprendizado de determinada área, lógico que eu estou mais qualificado que o outro que não teve. Então é por isso que o tecnólogo, na área de aplicação dele, de trabalho dele, ele é mais qualificado, e é por isso que o mercado de trabalho hoje...
Observe mais.
Hoje o tecnólogo que é formado na Fatec São Paulo, em média, vai sair um novo levantamento a partir do próximo semestre, essa é a promessa do Senhor Paulo Sousa. Senhor Paulo Sousa, eu aguardo esses dados. O nível de empregabilidade. A última vez que foi feito, já faz uns quatro anos, pouco mais, 94%. Trabalhando na área. Detalhe, trabalhando na área. Não é que eu tô formado e tô empregado, não. Trabalhando na área de formação. Isso é um número que tem que tocar. Tem que tocar quem mexe com isso. E aí tem uma outra questão que agora é a provocação melhor para ele.
Gente, você vai deixar o Rafa contar? A gente vai continuar um outro episódio depois.
Isso, mas eu vou deixar essa provocação lá.
Você vai deixar o Rafa não vai responder, Thiago.
Não, eu vou deixar só uma questão. A gente falou lá fora também de estratégia. Por exemplo, Qual a estratégia do governo do estado de São Paulo, do governo federal para esse Brasil no futuro? Não é o Brasil do futuro, é no futuro. Se eu quero reindustrializar o Brasil, eu sei que é o melhor caminho para eu ter produtos mais qualificados, mas que vai nos atender internamente, pra não ficar dependendo de microchip ou de qualquer coisa que o vale nesse sentido que é a base do exterior, então nós temos que produzir aqui e sabemos fazer, nós sabemos fazer. A pergunta que eu faço é a seguinte, qual é a estratégia, quais as profissões estratégicas que vão ser norteadoras desse Brasil no futuro? Então, por exemplo, eu deixo aqui, se eu pegar um curso de materiais, por exemplo, quase você não vê falar em curso de materiais, porque é um curso difícil, abre um leque absolutamente pra qualquer lado, e assim, a procura é mínima. Não vai ter demanda, só que na indústria tem demanda para esse profissional?
Nossa senhor, muita.
O profissional na área de saneamento tem necessidade hoje?
Demais.
O profissional na área de mecânica tem? Então é isso. Qual é a estratégia?
A gente pode marcar um episódio especial para falar sobre isso.
Vamos falar. Mas eu tenho que fechar o ciclo. Só preciso de dois pontos. Preciso responder ele. E a resposta é seca, dura e direcionada. Preciso ter sempre três pontos. Primeiro, o Brasil não tem Plano Nacional de Desenvolvimento. Esse é o primeiro ponto. E aí a crítica direta e Tarcísio, você é engenheiro. A culpa não é de A, de B, de C. Conto com você. Tem dúvida de como fazer? Eu estou aqui pra contribuir, pra ir junto. Mas eu acho que você consegue. Direto pro Torcísio. Nós não temos Plano Nacional de Desenvolvimento, mas podemos ter Plano Estadual de Desenvolvimento. E ele é um cara capaz.
Vou mandar direto pra ele, tá?
Pode mandar.
Vou mandar direto.
Porque eu admiro muito, porque é engenheiro também, é técnico, carreira no Exército. carreira dentro na parte técnica em ministério junto com a Dilma, conheço a história dele, admiro ele e sei que ele tem capacidade de fazer isso.
Inclusive a gente poderia marcar um episódio, uma troca assim junto com ele.
Vamos, vamos sim. E principalmente por quê? Porque não temos plano nacional de desenvolvimento com nenhum governo. nenhum governo mas podemos ter um plano estadual de desenvolvimento principalmente pelo apoio que ele muito bem no jogo do xadrez torcês conseguiu junto ao governo federal porque eu acompanho muito bem e ele diplomaticamente consegue ter esse diálogo com o governo federal. Então eu creio que nós consigamos só que o Brasil só que sem um plano de desenvolvimento a gente não vai conseguir. Esse é o primeiro ponto importante. O segundo ponto é, precisamos de reindustrializar. E daí de novo, faço a chamada de novo, a gente olha para os períodos históricos do Brasil, quando que a gente guinou? quando a gente industrializou. E precisamos, por último, principalmente, valorar o que nós temos aqui dentro do país. Valorizar o nosso povo, a nossa formação, as nossas instituições, os nossos profissionais e dar voz aos nossos. Somos brasileiros, nós temos que pensar exatamente nisso. Então a resposta é essa, tá? Nós não temos estratégia e essa estratégia depende da mobilização do poder público. E eu sei que o Tarcísio tem contato lá dentro da Faria Lima e a Faria Lima pode fazer isso, tá? Porque o PIB tá todo lá dentro. Só pra entender, como que eu não tô falando borracha pra quem vai colocar hater, 30% do PIB brasileiro é a junção da indústria e da construção civil, representa 30% do PIB brasileiro. E grande parte desse PIB está aqui em São Paulo. Então nós podemos fazer a diferença. A FATEC tem condição de fazer história nesse país em relação a isso desde que ela tenha o mínimo de apoio do setor público e o mínimo de apoio do setor da indústria. E daí eu conto que o Zé Martins do Cebic, pra isso, eu coloco o nome e se quiser conversar comigo, tudo que eu falo, eu falo da forma histórica, do que nós temos até o que nós temos aqui agora, tá? Tenho condição de conversar sobre isso. E a outra parte que eu queria comentar agora, pra fechar o ciclo anterior, dos 94% de adesão, entre 94% e 95%, isso tudo acho que é de 2022, é contrário aos engenheiros, tá? Diferentemente, eu sou engenheiro, diferentemente de vários colegas meus, que é um processo que é chamado, dentro da sociologia e da antropologia das coisas, né? Que é uberização processo de uberização. Então os técnicos são menos suscetíveis, muito menos suscetíveis ao processo de uberização que passa as graduações hoje no Brasil. Então o cara se forma engenheiro pra tocar uber. Nada contra uber, mas uber é renda complementar. Ele não pode ser renda única e renda principal. Ele não nasceu pra isso e uberizou a engenharia e no técnico, sabe o que acontece? Ele não tem tempo de fazer uber porque ele tá muito feliz empregado e hoje falta-se pessoas produzindo e produzindo bem.
Então, aí ele acabou de fechar o ciclo daquela pergunta que eu coloquei. Qual... a educação que nós queremos para o Brasil no futuro. A resposta é E. Ela tem que ser estratégica, ela tem que ser pensada, ela tem que ser valorizada. E isso nós sabemos fazer muito bem. Nós temos condições, temos laboratórios, falamos lá agora, vou levar aqui para o meu chefe Clóvis. Chefe, estou aqui trabalhando.
E aí Clóvis?
Nós vamos colocar Clóvis é uma pessoa que você precisa entrevistar também, tá? Mas eu vou falar pra ele aqui.
O seguinte... Você manda aqui, tá?
Mas eu vou dizer aqui, nós precisamos levar essa conversa, esse tipo de conversa, ela tem que ser ampliada, ela tem que ser levada pra todos os cantos, porque nós sabemos fazer, nós somos de pouca coisa. Hoje, então, o fructo-chefe Clóvis, o superintendente do Centro Paula Sousa, fica aqui, ó, falamos aqui na feira, Seguindo aquilo que você falou no dia 29, no nosso encontro de gestores, que nós temos que levar o Centro Palácio Souza onde a gente estiver. É o que eu estou fazendo aqui. E colocando um desafio. Há empresas querendo fazer retrofit nos nossos laboratórios. Está aqui o desafio para nós todos e para o meu chefe também.
A hora que quiser, eu levo lá.
Está vendo? Nós vamos conversar.
Já deixei ele no jeito ali.
Agora, gente...
Não, mas o último ponto. Tem um nome pra isso. Não, não. Já que você vai mandar o vídeo pro Torcísio, tem um nome pro que ele vai fazer. Chama PED. PED... que ele faz, que é o slogan para ele poder usar.
Pede que ele faz, Tarcísio.
Pede que o Tarcísio faz, tá? Eu te ajudo a montar isso, Tarcísio.
Se você conhecer o Rafa, você vai ficar maluco.
Programa Estadual de Desenvolvimento Estratégico para Construção Civil. Eu sei como fazer, sei onde está o recurso, sei onde buscar mão de obra. Tarcísio, chama pessoas técnicas, para poder fazer isso. Eu tenho certeza que tem a FATEC aqui que vai dar a mão e temos a Voz da Construção, que é um portal para poder agir tudo isso, que é o Constrecast, para dar voz e trazer referenciais técnicos, como é o próprio governador, trazer outros referenciais técnicos para que essas crianças possam se inspirar e possam sair desse ensino e buscar essa capacitação e reduzir a escassez do mercado de trabalho. Era só isso que eu tinha para falar. Meu papo é reto, sem curva. Tô aqui, não tenho medo. E o que eu falo, eu faço.
Gente, que dupla! Você é espetacular!
Que dupla!
Josué, não tem nem o que falar, mas a gente precisa de fato mostrar mais a cara. E assim, de novo, a indústria precisa vir junto, Rafa.
Tem que se fazer.
Já que o Rafa não está desde o início, Rafa, encerra você. Antes de você encerrar, Josué, Tenho que falar da sua participação, cara, que a sua história, ela me motiva demais.
Eu tenho certeza que as pessoas que.
Ficaram aqui até o final, foi porque ficaram... entusiasmada com a sua história e que a sua história possa inspirar mais e mais pessoas. Esse é o meu desejo.
Eu e o Rafa enganamos aí que falaram que era 30 minutos, né? Já passou aí bastante.
É, o episódio seria 30 minutos.
Quero ver quem editar que vai se virar para fazer isso.
Ele já me conhece.
Mas, gente, muito obrigado pela oportunidade mais uma vez. A gente está lá na FATEC São Paulo de portas abertas. Sempre a indústria que quiser conversar, quiser ter algum passo adiante em desenvolvimento, pesquisa, inovação, procure a academia. As FATECs estão à disposição. Elas são estaduais e têm capacidade para desenvolver projetos Espetaculares. E agradeço imensamente ao Rafael, ao Paulo, gigante como sempre, e a todos que aqui nos assistiram, e vão nos ver depois.
Sim, vai ficar.
Fica aqui essa dica. Procurem uma FATEC para estudar. O vestibular está aberto até dia 12 de junho. Estará aberto. Inscrição 50 reais, coisa simples. baratíssimo para ter uma qualidade de vida ampliada, melhorada em três anos. 21 cursos e estamos lá de portas abertas para vocês, para a indústria e para todo mundo. Tá bom? Grande abraço.
Rafael, encerra você esse episódio, vamos lá.
Lembrando que essa parte que ele comentou das indústrias, que é extremamente importante, fica aqui. Então, quem chegar até o final desse episódio aqui. Chegar agora é o seguinte, quem conseguir chegar, eu estou sorteando, eu vou pagar uma. Eu vou pagar uma inscrição de 50 reais. Calma, eu vou colocar pra você pagar. É eu que estou finalizando. Eu que estou finalizando, eu tenho direito. Eu vou pagar uma, o Paulo vai pagar outra e o Josué vai pagar outra. Vamos pagar três, vamos sortear. Então você vai chegar no final e vai escrever assim, eu sou Fatec. SP aqui nesse vídeo.
Perfeito.
Seja para o seu filho, seja para quem for, abre entre parênteses o nome da pessoa.
Três inscrições garantidas.
A gente vai sortear, tá? A gente vai pegar todos os números lá, a gente vai pegar os nomes e vamos sortear via inteligência artificial com todos os nomezinhos lá e vamos fazer isso. Eu vou pagar uma, o Paulo outra, você outra.
Perfeito.
E nós vamos sortear três Inscrições do vestibular para poder participar do vestibular da FATEC-SP. Eu não terminei ainda, mas vou deixar você falar.
Qual é o código para a pessoa concorrer? Repete o código para concorrer.
Ele precisa dizer? O que ele precisa dizer?
Eu sou FATEC-SP.
Perfeito!
E eu vou complementar. Se você, além de você colocar eu sou FATEC-SP e colocar um resumo do que você aprendeu, do que você entendeu neste episódio, eu sozinho vou pagar três inscrições.
Olha aí!
Ô louco! Então eu vou pagar três também.
Eu vou ter que entrar nessa, mais três.
Então são nove.
Então fechou, gente. Olha o código, olha o código e assista esse episódio, compartilha.
Tem que colocar e compartilhar. Então coloca, compartilha e coloca ali o que você entendeu ou se você assistiu, você assistiu até aqui.
O que você mais gostou de ouvir.
Que nós vamos trazer isso pra vocês.
Estamos abertos.
Eu tô com pena dos editores vão ter que trabalhar muito porque esse bloco tá aí, né? Então tem que trabalhar.
Não, vai ser rápido.
Amanhã tá pronto, então.
Não, consegue. Esse corte consegue.
Tá bom. Maravilha.
O Paulo garante.
Então, mas só que se eu colocar o código, a pessoa vai lá só.
Pá, coloca o código. É, não, tem que falar isso, tem que falar isso.
Não, mas não vai escrever o código, ela sabe. Tá.
A Gabriela tá com a cara de felicidade quando falaram que ela vai ter que felicitar hoje à noite.
Sabe o apelido dela? Gerente. Exatamente! Pessoal, obrigado por estarem aqui no Consulate Cast, ao lado dessa pessoa extraordinária, Josué, sensacional, pessoa que vibra demais, ao lado dessa referência, dessa pessoa que ela mudou a minha vida mudou minha história em tudo e mudar a vida de todas de muitas pessoas não vou falar de todas mas não todas as que existem mas todas as que conseguem assistir o conteúdo que os caras traz ou se você puder estar um dia na presença do Paulinho estejam, porque é uma pessoa que tem uma capacidade ímpar. Então, esse encontro é mais sobre do que construção, é mais sobre o que falar, é um bate-papo entre amigos e prazer imenso. Então, um beijo no coração de todos vocês. ConstrueCast com você. Out!
Palmas para o João.
José, José. Palmas para o Rafael.
Palmas para nós.
Palmas para nós. Palmas para os funcionários da Construção Civil.
Out!
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