Especificações de Vidros | Podcast de Arquitetura | Construção Civil

Podcast em Português (YouTube) com Paulo e Glória Cardoso sobre especificação de vidros para arquitetura. O episódio enfatiza segurança e conformidade normativa (citar normas-núcleo), a importância da comunicação entre arquiteto/cliente/indústria/vidraceiro, diferenças técnicas entre tipos de vidro (temperado, laminado, temperado+laminado, insulado), inovações (impressão digital, Profilite, vidro de proteção solar) e práticas de instalação/manutenção (qualificação do vidraceiro, marca indelével no temperado, manutenção anual do box). Também aborda sustentabilidade, conforto térmico/acústico e estratégias comerciais/pós-venda.
Chapters
Aspectos técnicos e normativos na escolha de vidro para arquitetura é o tema do bate-papo de hoje.
Este episódio.
É um oferecimento Hub e Construção. Para falar sobre o assunto recebo Glória Cardoso. Glória, seja bem-vinda ao nosso podcast. É um prazer receber você aqui.
Muito obrigada pelo convite, é um grande prazer estar aqui com vocês também falando sobre esse assunto que é uma paixão, né? E por isso que a gente tá no ConstraCast aqui contribuindo um pouquinho mais.
E quando você fala de paixão, quem tá assistindo pelas plataformas de vídeo pode ver que de fato seu olho brilha quando o assunto é normas, ou seja, como que eu escolho de fato o melhor vidro pra que eu tenha um projeto de fato bem sucedido. Isso é notório no seu olho, no seu olhar, enfim.
Ah, que bom! Assim, eu sou uma profissional nascida e criada no mercado vidreiro, né? Então, toda a minha trajetória profissional foi dentro desse mercado, justamente trazendo soluções para esse mercado de arquitetura por meio do vidro. Então, meu olho acaba brilhando mesmo porque o vidro é apaixonante, né? A quantidade de possibilidades, tudo que dá para a gente fazer e fazendo da forma correta, é isso que a gente traz para o mercado para incentivar as pessoas a especificar o vidro da melhor forma possível.
Então, você que está assistindo ou ouvindo, pega um caderninho aí e vai anotando, porque o bate-papo de hoje, como eu falo, promete. Glória, antes da gente começar a falar de normas, especificações, eu queria que você falasse um pouco de você, né? Como que você... você não é engenheira, isso eu sei. Agora, como que você se enveredou? Como que você veio, de fato, para o mercado vidreiro?
Eu sou uma profissional de marketing e eu tenho uma especialização em estatística, né? E aí para ser mais específica na parte da estatística, o meu foco de estudo sempre foi clusterização, então análise de cluster aplicada em marketing. Então quando a gente vai falar de clusterização, é basicamente usar o conteúdo do marketing e a metodologia matemática para olhar para o mercado e trazer para dentro das empresas o que existe de tendências e de possibilidades de negócio. Então, eu iniciei a minha carreira quase 14 anos atrás e eu tive a oportunidade de usar esses conhecimentos justamente para trazer um pouco mais da visão de mercado e de inovação para uma empresa muito tradicional. Então, como que a gente traz essa visão de mercado traduzida em negócio para uma empresa já muito tradicional para que a gente consiga sempre estar em movimento e inovando?
Já que você tem esse know-how para falar de marketing e comunicação, durante esse episódio, talvez no final, eu vou falar um pouco da como que você enxerga a qualidade da comunicação nas vidraçarias, assim, de uma forma geral, tá? Se você me permitir, eu gostaria de...
A gente guarda essa pra daqui a pouquinho.
Tá ótimo, então vamos lá. Eu já vou começar o bate-papo com uma pergunta aqui, ó. Quais são os principais critérios técnicos que um arquiteto ou construtor deve considerar ao selecionar um tipo de vidro para um projeto?
Olha, é... O primeiro ponto que a gente não pode deixar de mencionar é a segurança, obviamente. Assim como qualquer outro aspecto construtivo ou da parte de decoração, a gente está lidando com um ambiente onde as pessoas vão viver, seja o ambiente residencial ou o ambiente comercial, qualquer ambiente foi feito para as pessoas utilizarem e viverem naquele espaço. pode viver a vida profissional no ambiente comercial ou pode viver a vida particular no ambiente residencial, mas a vivência do ser humano nesse ambiente ela não pode ser desconsiderada e nesse aspecto, principalmente pelo fato da segurança ser um valor para o grupo NSG de forma global, esse com certeza é o primeiro aspecto que precisa ser considerado no momento da especificação. Tendo isso em base e olhando para as tendências de mercado, para os desejos dos clientes e dos arquitetos também, olhando para as possibilidades de inovação e de design, o que a gente consegue fazer com os vidros? Se a gente for parar para pensar no desejo do consumidor, hoje as pessoas querem muito mais vidro do que alvenaria nas suas construções, então isso é um fato.
Inclusive eu.
Exatamente. A gente olha muito isso nas pesquisas, as pessoas falam, se eu pudesse ter uma casa inteira de vidro, eu teria. E isso hoje é uma realidade. Só que para substituir aplicações, por exemplo, usar o vidro de forma estrutural ou para criar funções, uma função de divisória, uma função de porta, uma função de janela. Então, para criar a função, No ambiente, a gente também precisa considerar alguns aspectos que levam à segurança, obviamente, como primeiro fator, mas outras coisas também precisam ser consideradas. E é por isso que a gente fala tanto dos aspectos normativos, porque existem uma série de normas que regem a atuação, a aplicação do vidro na arquitetura e na construção. Então é meio isso, a gente olhar para o que a gente tem de regimento, quais são as normas vigentes que nos auxiliam na escolha do vidro correto e aí a criatividade pode ir longe, o arquiteto pode usar e abusar da sua criatividade para criar os ambientes.
Antes da gente entrar nas questões das normas, eu queria entender de você que vive muito esse dia a dia. Muitas vezes, quando aquele arquiteto viaja em um projeto, porque o papel dele é criar, de fato, como que na sua percepção de mercado, de vivência, deveria ser a troca entre arquiteto, cliente e, sobretudo, um profissional que vai fazer os cálculos para viabilizar, de fato, aquela escolha para aquele projeto?
Exatamente, a gente já entra na parte da comunicação que você já tinha comentado, né? Essa comunicação fluida entre os agentes nesse processo, ela é muito importante. Primeiro para o cliente deixar claro o que ele espera daquele ambiente, o que é necessário o arquiteto traduzir em projeto para entregar o melhor ambiente para o seu cliente. E aí a gente entra com a indústria, com os fabricantes e com os prestadores de serviços para tornar aquilo realidade. Quando a gente fala das invenções arquitetônicas, eu particularmente gosto muito disso, né? Gosto de criatividade, gosto de arte, acho que tudo isso tem que ser realmente aplicado, porque se a gente for parar para pensar também, tudo é... termina, né, tudo acaba desaguando na inovação, seja numa inovação em projeto, seja numa inovação em produto, numa aplicação diferente, a gente tem uma série de coisas aí, um monte de novidade que a gente traz para o mercado que viabilizam essas criações dos arquitetos, por isso que a comunicação ela precisa ser fluida E a gente, do lado da indústria, também precisa entender essas tendências, conhecer o mercado, o que os arquitetos esperam dos vidros hoje. Então, para fazer a casa inteira de vidro que eu comentei na primeira resposta, o que a gente precisa para fazer a casa de vidro? Por exemplo, é possível utilizar um vidro incolor de forma estrutural, de modo que o ambiente inteiro seja construído com vidro incolor? É, é possível. Dá para viver nesse ambiente? Depende de onde ele está localizado, porque se for numa área muito quente, por exemplo, o ambiente vira uma estufa. Então, o vidro é possível ser aplicado nesse tipo de construção? É, mas eu não quero um ambiente desconfortável, excessivamente quente, ou onde eu preciso gastar muito com ar-condicionado, por exemplo. Então, a gente consegue substituir um vidro incolor por um vidro, por exemplo, de proteção solar, que hoje já está disponível no mercado. Conhecendo o portfólio que a indústria tem de solução, o arquiteto consegue traduzir isso em projeto. Ah, mas é necessário, por exemplo, colocar uma película de proteção solar? Não necessariamente.
E você traz um ponto do arquiteto conhecer a indústria. Então, como que você enxerga, também, essa importância do arquiteto buscar mais conhecimento sobre, enfim, sobre a especificação do material? Como que você entende que o mercado está distribuindo, de fato, essas informações e, muitas vezes, eventos para trazer... Por exemplo, vocês lançaram um vidro que ele proporciona um determinado, sei lá, tipo de aplicação que vai reduzir sei lá, um número X de ar-condicionado e ele pode ser aplicado numa área específica que antes não era. Como que você enxerga essa qualidade dos conteúdos que existem no mercado pra, enfim, pra ajudar esses arquitetos, esses profissionais na especificação?
É uma via de mão dupla. e um trabalho que não termina nunca. Parte do arquiteto ter esse ímpeto de buscar as novidades e conhecer de forma um pouco mais profunda os materiais com os quais eles trabalham para oferecer o melhor para os seus clientes e parte do da responsabilidade da indústria também de levar essas novidades ao conhecimento dos arquitetos desde a base. Então, o que a gente enquanto indústria faz para elevar o nível de conhecimento dos especificadores que atuam com o meu produto nesse mercado que é importante para mim? Então, com certeza, é um trabalho de mão dupla, tanto do profissional buscar quanto da gente oferecer. Quanto mais essas coisas acontecerem de forma simultânea, com certeza mais benefício o consumidor acaba recebendo, porque ele vai com certeza ter acesso a coisas das quais ele não tem conhecimento. A gente, como consumidor, eu sou consumidora de um monte de coisa, você é consumidor de um monte de coisa e a gente não é especialista nos itens que a gente consome. Aí é que tá o papel do especificador, de conhecer um pouco mais profundamente pra apresentar pro seu cliente e da indústria também de levar o conhecimento do especificador.
E aí eu vou adicionar mais um tempero nessa receita. Quando a gente... Tudo bem, você tem o papel do arquiteto, que tá especificando, só que a gente tem um item muito importante que é a mão de obra que vai instalar esse produto. E do outro lado, quando esse arquiteto especificou, ele especificou. Só que muitas vezes o contratante também, de repente, ele tem a pessoa que vai fazer aquele serviço. Como você enxerga também essa relação? Porque eu falo com propriedade, que eu já vi arquitetos especificar um tipo de material, não só vidro como qualquer outro. Aí chega na hora da instalação, A empresa que está fazendo a instalação, ela não tem capacidade técnica. Muitas vezes nem entende daquelas normas. Enfim, e aí o resultado você já sabe. Então, que atenção você traria agora, já no início do nosso bate-papo, para a questão da qualidade de mão de obra?
Olha... Isso é fundamental porque é uma das últimas atividades que envolvem o nosso produto, uma das que depois ainda vem as manutenções que têm que ser feitas nos produtos, mas a parte da instalação ela é fundamental porque pode colocar tudo a perder. E é por isso que a Blindex, por exemplo, tem um compromisso de trabalhar toda a cadeia, desde o vidro matéria-prima, desde a produção do vidro a partir da areia, que a gente tem no nosso grupo a principal fabricante de vidro matéria-prima, o vidro float, do Brasil, que é a Sebrace, que é uma empresa do grupo NSG, assim como o Blindex pertence à NSG, a Sebrace também pertence 50% ao NSG. Então a gente detém desde a fabricação da matéria-prima do vidro, que acontece lá na Sebrace, então transforma areia em vidro, Depois a gente controla também a parte do beneficiamento desse vidro. Então a gente tem as empresas, as fábricas de vidro temperado no Brasil inteiro, que seguem o mesmo modo de fazer e aí já vem serviço desde a matéria-prima, né? Porque a têmpera que vai beneficiar o produto, transformando o vidro float, que não é um vidro de segurança. O vidro float tem vários nomes, né? Ele pode ser chamado de vidro comum, vidro monolítico, vidro não processado. E ele não é adequado para praticamente nenhuma aplicação de arquitetura e construção, porque é um vidro que não oferece segurança para o usuário, tá? Só para você entender, quando quebra um vidro monolítico, ele se quebra em lâminas. Então, pode ser bastante arriscado para quem está utilizando aquele ambiente e antigamente até se aplicava vidro monolítico em várias instalações de arquitetura, construção e tal. Depois da tempera, a gente vai para a distribuição desse produto, do vidro temperado, aí já beneficiado, já um vidro de segurança. E aí eu chego no ponto que você comentou. Então, é a única empresa que detém esse processo inteiro e que lá na ponta a gente também se preocupa com a qualificação do profissional vidraceiro. Não sei se você conhece, né, se o pessoal aqui tá familiarizado com as normas, mas eu vou sempre voltar pra esse ponto, a gente precisa seguir o regimento. Então, existe uma norma específica, que é a NBR 16.823, que ela trata especificamente da qualificação e certificação do vidraceiro. É um perfil profissional inteiramente detalhado nessa norma e a Blindex busca sempre atender no serviço o que diz a norma. Então não é qualquer pessoa que pode fazer uma instalação de vidro.
E quando você falar dessa norma, é importante ressaltar, ela é pra qualquer tipo de vidro.
Pra qualquer tipo de vidro.
Quando você falar, tudo bem, eu sou um instalador, eu preciso estar apto a atender essa norma.
Exatamente.
Tudo bem, repete a norma.
É a 16, NBR, né, a BNT, NBR 16823, qualificação e certificação do vidraceiro. Tá. O que tem que ter um vidraceiro para ele poder ser chamado de vidraceiro? Eu posso chamar, por exemplo, um pedreiro muito experiente para fazer instalação de vidro? Se ele não tiver as qualificações mínimas descritas na norma, não. Então, ele precisa fazer os treinamentos, ele precisa passar por treinamentos de reciclagem para conhecer os produtos, conhecer os acessórios, os perfis, todo o material utilizado naquela instalação para ele se denominar um vidraceiro profissional.
Então, você que vai contratar qualquer serviço de vidro, vai contratar um profissional qualquer, se atente a essa norma. Se essa norma que você está vendo nesse, aqui ó, se esse profissional estiver apto a, enfim, se ele for conhecedor dessa norma, ele está apto a realizar o seu serviço. Então, eu queria até trazer uma atenção, que a gente estava conversando antes, quando eu vou contratar um serviço, tudo bem, eu tenho lá três orçamentos. Geralmente, a gente tende a ir para o mais barato. Então, numa situação dessa, se esse profissional, se essa empresa atende a essa norma, eu posso contratar.
Com certeza, na parte da instalação, mas não é só isso.
Não, na parte da instalação, agora vamos falar de outras normas.
Exatamente, tem uma série de coisas, e até um ponto importante, já que a gente está falando disso, é a questão da marca gravada no vidro. O vidro temperado também, por norma, tá? Existe uma norma específica para o vidro temperado, que é a NBR 14698, E, por norma, o vidro temperado precisa ter a marca gravada na superfície de forma indelével. Ou seja, não é uma etiqueta que eu posso colar e remover. Tem que ser uma serigrafia, algum tipo de impressão que não seja possível apagar, obrigatoriamente. Por quê? Porque só de olhar, principalmente para o consumidor leigo, Só de olhar, eu não consigo saber se um vidro é temperado ou não. Para um profissional experiente, é bem possível, a gente consegue só de olhar saber se é temperado ou não, mas para o consumidor, não. Então, como que ele tem a certeza de que aquele vidro que ele está instalando, por exemplo, no box de banheiro, que é um produto que ele vai manusear, utilizar todos os dias, várias vezes no dia, como que ele sabe se aquele vidro passou pelo beneficiamento correto ou não? Pela marca gravada. Se não tiver marca nenhuma, de cara, o produto tá fora de norma.
E só uma observação, quando você fala dessa marca, né, que essa marca é aplicada logo após o vidro passar pela máquina de tempera?
Antes.
Antes?
Isso. No caso da serigrafia, a aplicação, como a norma diz que a marca precisa ser gravada de forma In The Level, fazem essa gravação da marca num processo de serigrafia, que é um processo de impressão com esmalte cerâmico, que no momento da têmpera, esse material se funde ao vidro. Então, não é o tipo de tinta que vai riscar, descascar, apagar, desbotar, não vai, porque a serigrafia, o processo de serigrafia na têmpera, faz com que a tinta, o esmalte cerâmico, se funda à massa do vidro e você nunca mais apaga. Então, aquela marquinha lá nunca mais vai sair, o que é uma garantia para o consumidor de que aquele produto é um vidro de segurança, um vidro temperado. Então, às vezes, os próprios consumidores pedem. Ai, mas eu não queria marca nenhuma, eu tô buscando cada vez um ambiente mais clean, eu não quero que tenha nenhum elemento, nenhuma interferência visual no meu ambiente. Se a vidrastaria aceitar atender isso para o consumidor mediante o pedido dele, já saiba que está entregando um produto fora de norma.
Glória, agora um detalhe. Eu, na minha andança pelo mercado, eu já fui questionado. Paulo, de acordo com o seu conhecimento, antes da gente falar de normas, tá? Vidro é tudo igual? Depois eu vou te falar, depois eu vou complementar.
Olha, essa pergunta, ela aparece praticamente todo dia. A gente até colocou um vídeo essa semana, acabamos de postar, perguntando pro chat GPT. Porque é tanta gente perguntando pra gente se vidro é tudo igual, que a gente foi perguntar pro chat GPT. Chat GPT, vidro é tudo igual? E aí o próprio chat GPT já respondeu que vidro não é tudo igual. E eu categoricamente afirmo que vidro não é tudo igual. visualmente falando, pode até ser. E como a busca no vidro é normalmente por menos interferência visual, as pessoas acabam não dando muita atenção para o vidro. Então, colocando dois vidros, um com bastante qualidade, um vidro temperado, feito num processo controlado, um processo de tempera correto. E o que é um processo de tempera correto? É um processo que vai garantir a segurança do usuário por meio de uma resistência adicional que a têmpera confere ao vidro. Então, para você ter uma ideia, um vidro temperado precisa ser pelo menos cinco vezes mais resistente do que um vidro comum. O que isso quer dizer? Eu preciso fazer cinco vezes mais força para quebrar um vidro temperado do que para quebrar um vidro comum. Então uma pedrinha quebra um vidro comum, uma pedrinha não quebra um vidro temperado. Então esse é o primeiro aspecto de uma boa têmpera, de um bom processo de têmpera. O segundo aspecto que é muitíssimo importante é a quebra segura. Então o vidro temperado ele precisa se fragmentar em pedaços pequenos, arredondados e muito menos cortantes do que o vidro comum. Existe um tamanho máximo de caco que o vidro temperado depois de quebrado precisa formar. Onde está isso? Na norma. Na 14.698 a gente já tem os ensaios de quebra, onde existe a forma de medição e qual é o tamanho máximo de caco. Por quê? Quanto maior o caco, maior o risco. E é por isso que o vidro temperado, quando se quebra, precisa... Às vezes as pessoas falam, né? Nossa, foi uma chuva, milhares de caquinhos. Que bom que foram milhares de caquinhos, porque se fossem duas lâminas, Seria muito mais perigoso.
Seria muito mais perigoso. E um ponto importante. Por que eu estou te perguntando isso? Porque eu sei, de fato, que não é... vidro não é tudo igual. Inclusive, eu visito muitas beneficiadoras aqui em São Paulo, às vezes em Minas também, e eu percebo que quando o vidro está saindo da máquina de tempero ali, Tem umas, eu não sei se... Uma faixa zebrada. É, faixa zebrada, e ali ele identifica a qualidade da tempera, se o vidro não tá saindo com curvas...
Exatamente.
E eu já peguei situações onde a empresa é muito idônea e falou, não, para. para a produção que precisamos arrumar corrigir algumas coisas então inclusive nós vamos na próxima semana se não for na próxima semana e começo de outubro nós vamos visitar uma beneficiadora inclusive do grupo aqui do grupo de vocês para mostrar como funciona o processo de tempera de vidro desde o corte ali você recebe o O vidro comum, passa pelo corte. A gente vai colocar aí a marca, né? Ou seja, o logo do vidro, lá da empresa que está fazendo a serigrafia.
A marca Indelevel, né?
Isso, a marca Indelevel vai sair, vai entrar na tempera e vai sair. A gente vai... Nós vamos mostrar essa questão da qualidade, ó. É aqui que é identificada a qualidade.
Exato. Ali você consegue identificar a qualidade ótica. Por quê? O vítreo temperado tem por característica alguma distorção ótica, que é causada justamente pelo processo de têmpera. O que é o processo de têmpera? É um processo de aquecimento e de resfriamento muito brusco. Quando você coloca o vidro nesse processo de primeiro um aquecimento, depois um resfriamento muito brusco, você cria inúmeras tensões dentro do produto, ali na superfície, na massa do vidro, você cria tensões que ficam ali justamente para promover maior resistência. Vários produtos passam por processo de têmpera. cerâmica, enfim, vários produtos. Mas no caso do vidro, esse processo, ao mesmo tempo em que confere mais resistência e que promove a quebra segura, inclusive a quebra segura acontece por um rompimento dessas inúmeras tensões que estão ali dentro da massa, que quando você promove o choque, um choque suficiente para interromper uma tensão, começa a acontecer uma reação em cadeia, por isso que é desse jeito assim, porque é uma reação em cadeia que vai promovendo essa quebra em milhares de caquinhos, por isso que o vidro temperado se quebra em pedaço pequeno e o vidro monolítico não. Porém, quando você confere essas características para o vidro, Um dos efeitos colaterais que podem acontecer é a distorção óptica. E essa faixa zebrada mostra o quanto de distorção óptica que esse vidro tem. Existe um nível máximo. Então a faixa zebrada mostra. Porque quando você passa e olha na faixa zebrada, quanto mais retinhas estiverem as linhas, melhor a qualidade óptica daquele produto. Quanto mais ondulação, menor a qualidade óptica. Então a gente precisa olhar qual é o nível máximo de distorção óptica aceitável. Por isso que para alguns produtos, por exemplo, para a brisa do carro, já foi de vidro temperado no passado. E tem dois problemas nisso, né? Primeiro, o fato de haver essa distorção ótica. Então, dependendo da situação, da incidência de luz e tudo mais, pode causar desconforto pra quem tá usando aquele produto, que ele serve unicamente pra gente enxergar o caminho, né? E além do que, se quebrar um vidro temperado na estrada, por exemplo, ele se fragmenta inteiro e fica o vão.
Vai voar tudo em você.
Exatamente. Então, por isso que hoje, obrigatoriamente, os parabrisas dos carros são produzidos em vidro laminado, que são duas chapas de vidro monolítico, duas chapas de vidro monolítico. unidas por um polímero, que é o polivinilbutiral, o PVB, que o pessoal conhece. E esse PVB, ele faz um sanduíche de vidro ali, que também nunca mais se separa, você mantém as duas chapas de vidro unidas, e se acontecer uma quebra, forma trinca, mas não estilhaça. E aí as pessoas também perguntam pra mim assim, então, pelo fato de não estilhaçar, o vidro laminado é mais seguro do que o vidro temperado? Depende da aplicação. Pra essa aplicação específica, ele é mais adequado. Mas ele é menos resistente, porque ele é formado por duas chapas de vidro monolítico. Então, uma pedrinha, como eu comentei na estrada, quebra o para-brisa. Uma pedrinha não quebra o box de banheiro. Então, não tem o mais seguro ou o menos seguro. Existe o mais adequado ou o menos adequado. E aí, voltando pra questão das normas, eu queria já...
Eu vou fazer uma pergunta já para as normas agora. Ah, então tá bom.
Eu vou tendendo pra lá.
Tá, então eu já vou voltar para as normas agora. Eu já tenho inclusive uma pergunta aqui, ó. Quais normas técnicas devem ser seguidas na especificação de vidros para garantir a segurança e a eficiência em construções em geral?
A gente tem uma uma listinha de umas 10 normas mais ou menos que essas são específicas para sistemas de envidraçamento e que a gente recomenda muito que o profissional de arquitetura não que domine profundamente cada uma delas mas que pelo menos conheça e saiba onde buscar a referência, a informação no momento de criar o projeto, até para saber se aquilo que ele está propondo e que em termos de design ou em termos estéticos pode estar lindo, mas que não necessariamente está oferecendo a maior segurança para o seu cliente. Então essa listinha a gente pede para que os arquitetos conheçam, mas para começar, de cara, assim, o livrinho de cabeceira para começar a especificar vidro ou utilizar vidro corretamente nos projetos é a NBR 7199, tá? Então, ela é a primeira da nossa lista e ela fala sobre projeto, execução e aplicação de vidros na construção civil. Ali, você vai ter a descrição, né, ou pelo menos a classificação do vidro correto para cada tipo de aplicação. Então, por exemplo, Guarda-corpo, que é uma grande polêmica e que a gente vê o tempo inteiro, assim, o produto fora de norma. Guarda-corpo de vidro, ele precisa, obrigatoriamente, por norma, ser fabricado em vidro laminado, no mínimo.
Laminado.
Laminado, no mínimo. E por que no mínimo? Por quê? A partir de uma certa altura, e a norma prevê ali um metro de altura, a partir dali o vidro obrigatoriamente, na função de guarda-corpo, precisa ser fabricado em vidro laminado, porque se acontecer o rompimento, não cai caco, oferecendo risco pra quem tá embaixo, e o vão não fica aberto, oferecendo risco pra quem tá em cima.
Pra quem tá em cima.
Né? Então, obrigatoriamente laminado no mínimo. Porém, a maior tendência em arquitetura hoje, principalmente em interiores, que é onde o guarda-corpo normalmente está aplicado, seja num mezanino, seja num segundo andar, num shopping, enfim, normalmente esse guarda-corpo está aplicado num ambiente interno onde a tendência de design é cada vez menos interferência metálica. Então, é muito comum a gente ver a aplicação de guarda-corpo com torres de inox, com furos que seguram o vidro ali no lugar na função de guarda-corpo. O guarda-corpo tem que ser no mínimo laminado, só que quando ele for aplicado com torres ou quando houver furação no vidro, a norma obrigatoriamente requer o vidro temperado. Então, se eu for fazer furo no vidro, eu preciso utilizar o vidro temperado. Então, para aplicar o vidro temperado, o vidro em guarda-corpo com furo, ele tem que ser temperado. Sim, mas a norma diz que no mínimo é laminado. Então, nesse caso, obrigatoriamente, temperado ou laminado. Se houver furação, pode utilizar, deve utilizar o vidro temperado. Mas como ele tem que, no mínimo, ser laminado, o vidro temperado também precisa ser laminado. E aí a gente tem o que a gente chama de suprassumbo da segurança, que é o vidro temperado laminado. Porém, dois fatores de segurança agregados agregam também custo, obviamente. Então, muitas vezes, a questão da segurança é desprezada ou negligenciada para favorecer o fator estético. né, mantendo o guarda-corpo somente temperado e a gente vê de monte.
Então, mas eu vou agora ficar atento, porque sempre que eu ando, eu fico vendo, assim, eu olho um guarda-corpo e eu vou ver se é laminado, enfim, eu sou muito curioso. E agora, como eu entendi nesse episódio, no nosso bate-papo, que sempre que você faz a têmpera de um vidro tem que sair a marca da empresa que fez a têmpera ali, eu vou ficar atento. Porque, lógico, eu conheço um vidro laminado por conta da película que vai ali entre uma lâmina e outra. Agora, eu vou bater o olho, deixa eu procurar aqui se tem a marca. Então, se tem a marca, eu vou saber que aquele vidro, que aquele guarda-corpo, ele tá com a dupla segurança, que é temperado e laminado.
Exatamente.
Fácil de identificar?
Fácil de identificar. Isso se ele for aplicado com furos, né? Com torres de metal que normalmente seguram ali por furos. Se não, se ele for um guarda-corpo 100% encaixilhado, por exemplo, aí o vidro laminado, ele já tá adequado. Mas é importante a gente olhar pra isso, por quê? os acidentes acontecem, né? E vidro quebra. É uma característica inerente ao material. O fato do vidro quebrar faz dele um material inseguro? De forma alguma. E a gente é muito categórico em afirmar que não. O vidro, ele é muito seguro se ele for aplicado corretamente, conforme as normas. A gente pode ficar descansado, tranquilo mesmo. Agora, se eu vou num ambiente, por exemplo, num shopping, coisa que a gente vê com frequência, E aí entra a importância da gente levar o conhecimento não só para os especificadores, como também para os órgãos que liberam a utilização dos ambientes, né? Porque existe a Alvará, existe a VCB e tudo mais, e o ambiente público precisa estar corretamente instalado para que possa receber as pessoas com segurança. E a gente vê bastante isso acontecer, por exemplo, em shopping. Eu fico bem preocupada, não deixaria minha filha apoiar num guarda-corpo desse, por exemplo.
Eu ando muito com meu filho assim no shopping, eu fico explicando pra ele, tá vendo esse vidro aqui, ó, esse vidro, acontece isso, isso, isso, isso. Agora que você me falou dessa, eu não sabia de fato que o vidro temperado obrigatoriamente tem que carregar junto ali na lâmina a marca que fez a tempera. Então agora eu já sei, enfim, foi um aprendizado a mais que agora eu vou passar para ele e vou tomar alguns cuidados em relação a isso. Agora vamos para outra pergunta. Esse episódio está bem técnico, então eu precisei aqui receber algumas perguntas da nossa audiência. Como a tecnologia e a inovação tem influenciado a evolução dos vidros utilizados em projetos arquitetônicos?
Nossa, aí a gente entra para uma área que eu particularmente gosto muito, que é justamente a gente usar a inovação para inovar também nas aplicações de vidro. Então, o que a tecnologia traz? Por exemplo, essa questão do vidro de proteção solar que eu te comentei. Às vezes as pessoas querem uma fachada inteira de vidro. Mas existe uma questão de conforto de quem está utilizando aquele ambiente, existe uma questão de sustentabilidade também, porque eu não posso fazer uma fachada inteira de vidro e transformar o ambiente num forno e ter que usar muito ar-condicionado, por exemplo, para refrigerar aquele ambiente. Hoje a gente já tem a tecnologia de produção da própria massa do vidro com proteção solar. Hoje a gente já tem também um processo de impressão digital realista no vidro e esse é um produto que a gente tem trabalhado muito e tem sido um queridinho dos arquitetos. Porque a gente lançou, quando a gente fala de impressão digital realista, é realmente imprimir em altíssima definição qualquer coisa na superfície do vidro nesse processo de serigrafia. O mesmo processo que já é mais antigo de aplicação da logomarca com serigrafia, por exemplo, hoje a gente pode imprimir qualquer coisa. Posso imprimir sua foto no vidro e vai ficar com uma definição absurda e nunca mais apagar, porque é um processo serigráfico também, que funge o esmalte cerâmico no vidro.
Você consegue mandar imagens pra gente colocar alguma imagem?
Consigo!
Tá, então vamos colocar imagens pra quem tá ouvindo pelas plataformas de áudio, vai nas plataformas de vídeo que você consegue ver essas imagens, porque é muito É muito legal.
E aí assim, quando a gente fala da inovação que você comentou e de tecnologia, a gente aplicou essa tecnologia de impressão digital realista na criação de um produto que hoje a gente chama de Blindex Impress e que inicialmente a gente lançou a linha de pedras e madeira. Então você consegue, por exemplo, reproduzir a parte visual de qualquer tipo de pedra, mármore, granito, o que for, qualquer tipo de pedra na superfície do vidro e utilizar as duas faces. Então, por exemplo, eu posso imprimir um mármore super raro numa peça de vidro e utilizar essa aplicação como revestimento de parede. Então, em vez de revestir com o mármore natural, com a pedra natural, que além de mais rara é muito mais cara e que não tem substituição, você pode fazer essa aplicação de revestimento de parede com o vidro e impressão digital realista, ter o mesmo aspecto visual de uma forma muito mais econômica e é passível de substituição. Então, por exemplo, se eu faço um painel inteiro de mármore, um painel modulado, por exemplo, uma parede inteira, cinco, seis metros de extensão. Se eu faço os módulos com impressão digital realista, eventualmente se quebrar, arriscar, danificar, um módulo eu consigo substituir exatamente aquele mesmo módulo. Se quebrar uma peça, eu consigo substituir aquela peça. Se eu quebro um revestimento inteiro feito em mármore, por exemplo, tendo que substituir, tem que substituir o produto inteiro.
E aí você traz também um aspecto importante, né, que eu reputo importante, que é a questão da sustentabilidade, porque o vidro você recicla.
Exato.
E aí você não gera resíduo que vai... porque hoje... um dos grandes problemas da construção civil é o entulho, né? Polui demais. Então, numa situação como essa, você traz aí um aspecto sustentável muito forte.
Com certeza. Então, por isso que a gente começou com pedras e madeiras, né? Então, para revestir tampo de mesa, por exemplo, você não precisa se desfazer da mesa inteira, né? Muda o revestimento do tampo e você já está tem uma mesa nova, com um produto que é extremamente durável, um produto muito menos poroso do que a pedra natural, então ele vai durar com muito mais qualidade por mais tempo, é um produto de fácil manutenção, muito mais higiênico. Então, isso são as possibilidades que as tecnologias trazem. Quando a gente fala de impressão digital, hoje existe uma tecnologia de impressão digital. Como que a gente vai traduzir isso em produto para que seja aplicável? Então, hoje a gente consegue substituir, por exemplo, numa aplicação de banheiro, que ela também tem sido uma tendência e os arquitetos amam. Fazer revestimento de banheiro, eu consigo revestir uma parede inteira de vidro, seja com impressão digital, seja o vidro colorido, seja, enfim, qualquer tipo de vidro, eu consigo revestir a parede inteira sem rejunte. Então, o rejunte é o terror do banheiro, que também usa muito mais produto de limpeza para manter numa condição adequada e tudo mais. Então, limpar uma superfície de vidro é um paninho e um produto de limpeza específico para vidro ou própria água mesmo. No caso, se você tiver módulos com rejunte, a dificuldade é muito maior, você precisa de muito mais produto e de uma frequência de manutenção muito maior também.
Ô, Glory, quando a gente fala em tecnologia, eu queria... Não sei se a gente... Não sei se você tem esse know-how para falar sobre a tecnologia BIM. Quando você está falando dessas soluções realísticas, assim, eu consigo integrar tudo isso ao BIM e trazer essa... Por exemplo, imaginar que eu fiz ali um projeto, tenho... Projeto que ele é todo em vidro. Eu consigo medir essas questões da temperatura, simular uma insolação, por exemplo, a uma temperatura tal. Está vendo? O sol está batendo durante duas horas com a temperatura 38 nesse ângulo e tal. Eu consigo ter esse tipo de medição.
Com certeza, a gente tem hoje inúmeras ferramentas que você seleciona o produto para aquela aplicação e consegue fazer todos os cálculos. No próprio site da Sebrasti, que é uma empresa do grupo, como eu comentei, existem várias ferramentas muito úteis para o profissional de especificação, para ele ir com um pouco mais de conhecimento e de resposta técnica para o seu cliente. Então, com certeza, hoje existem diversas possibilidades e de ferramentas mesmo, que facilitam esse dia a dia, não só na construção, então na parte visual, né, do que a gente, os pacotes que a gente disponibiliza lá e tudo mais, mas também nessa questão funcional.
E tudo eu consigo integrar a plataforma BIM?
Com certeza.
Tá, muito bacana. Agora, eu queria falar dessa questão da sustentabilidade, tá? Mais uma pergunta aqui. Como o vidro contribui para o aspecto sustentável em um projeto de construção?
Então, quando a gente vai falar de sustentabilidade, a gente precisa ser muito criterioso porque é um tema muito amplo. Existem várias formas de contribuir para que a gente tenha produtos mais sustentáveis. Quando a gente fala de mais sustentáveis, a gente diz sobre eficiência energética, por exemplo, a gente fala sobre a possibilidade de reciclagem, o quanto tempo aquele produto se mantém em bom estado de uso, com mínima manutenção e principalmente com mínima substituição, o vidro sem dúvida contribui muito com esses aspectos. Então a gente trabalha cada vez mais para que o processo produtivo do vidro, então não só lá na aplicação para que ele seja um produto sustentável, mas para que o processo produtivo também seja cada vez mais limpo, utilizando cada vez menos água. Por exemplo, todas as nossas fábricas têm estação própria de tratamento de água. Então, como a gente precisa da água para o processo ali de corte, de lapidação do vidro e tudo mais, todas as fábricas são equipadas com estações de tratamento. Então, a gente consegue garantir que aquela quantidade de água vai ser reutilizada milhares, milhões de vezes, de modo que a gente precise usar cada vez menos recurso natural. Então, no processo produtivo, a gente vem cada vez mais olhando para isso, para a economia de energia, para que o nosso processo seja cada vez mais eficiente, para que a perda seja cada vez menor, como que a gente trabalha a otimização do produto. Por mais que seja um produto altamente e infinitamente reciclável, o processo de logística reversa, ele também consome. Então a gente precisa minimizar a perda, porque por mais que seja reciclável, a gente precisa pegar o caco e levar para algum lugar. Esse transporte também demanda energia. Por isso que quando eu digo que quando a gente fala de sustentabilidade, o tema é muito amplo e a gente tem que olhar para cada pedacinho do processo produtivo, da instalação do produto e da utilização do produto no maior tempo possível.
É, inclusive, como a gente estava falando de tecnologia e a gente tem cada vez mais vidros, mais eficientes, enfim, você tem aí uma capacidade de bloqueio solar e, consequentemente, isso influencia no uso no dia a dia, né, como se fala, né, É um conjunto de coisas que você tem que se atentar, inclusive o quão é importante você escolher um vidro adequado pra que isso resulte numa economia de ar-condicionado, por exemplo.
Exato. E, Paulo, isso é tão profundo, pra você ter uma ideia, assim, hoje a gente vê uma tendência muito grande em varandas gourmet, né, sacadas gourmet. Então, todos os... prédios residenciais e tudo mais, a área da sacada tem sido beneficiada, mais privilegiada no projeto até do que a área interna. E as pessoas investem bastante na decoração, na mobília da área da sacada, colocam ali um sofá bom, uma mesa boa, material almofado, enfim, decora, fica linda a sacada. E aí colocam, por exemplo, um fechamento de sacada com um sistema adequado, ok, mas com vidro incolor numa área onde existe uma incidência solar muito grande. Então, em termos de segurança, se o vidro for temperado ou laminado corretamente aplicado, tá ok, o vidro é adequado para essa aplicação, então não teríamos problemas nesse sentido, mas dependendo da quantidade de radiação naquele ambiente especificamente, todos os móveis podem ser danificados, inclusive as pessoas que estão ali. Também utilizando o ambiente. Então você pode ter um sofá que você investiu um bom dinheiro nele e que deveria durar 20 anos, ele pode estar com um aspecto muito danificado em um, dois anos por conta da incidência solar, por conta da escolha incorreta do vidro.
Aí você trouxe um ponto importante. Outro dia eu visitei um projeto ali na região da saúde, aqui em São Paulo, e enfim, a proprietária resolveu colocar vidro em tudo. Ela colocou um vidro incolor. E ela escolheu pra cobertura, foi uma cobertura retrátil, ela escolheu um outro tipo de material que não foi o vidro. Só que na chuva, assim, é um barulho absurdo. Você já deve saber qual o material que essa pessoa escolheu. E no sol... Aquilo virou uma estufa, assim, que... Enfim, ela teve dois problemas, né? Que é a questão do barulho com a chuva e o calor insuportável. Então, assim, não tem ar-condicionado que segure aquilo. Resumindo, ela teve que refazer todo o projeto. Tava tudo pronto, coisa mais linda. Ficou bonito o projeto, mas não ficou funcional.
Exato. Não dá pra usar.
Não, mas como que eu evito esse tipo de situação? Conhecendo o... Então, conhecendo, mas aí a questão é, a gente estava falando lá no início, que quando você vai contratar um projeto, você se atenta a uma série de coisas. Tudo bem você... E ela não... Naquele caso ali, não foi o preço. Eu tenho certeza que não foi. Então, como que a gente educa uma pessoa como essa que está contratando essa...
Então, eu defini, aí a gente tem várias linhas de pensamento, eu vou te falar a minha pessoal aqui, tá?
Eu quero aprender com você.
É, então assim, eu tenho, do meu ponto de vista, a gente não educa o consumidor. Então, até nas minhas palestras, né, eu sempre faço uma pergunta assim, quem não é responsável pelos problemas técnicos da má especificação de vidro. O consumidor, ele não é responsável. O responsável é o arquiteto, é o vidraceiro, é o engenheiro, é qualquer um que seja capacitado a assinar tecnicamente aquele projeto. E não é o consumidor, porque pensa, não tem condição do consumidor saber. Ele vai pedir um ambiente para que ele consiga viver naquele ambiente, que ele consiga utilizar, e ele vai dizer quais são as características estéticas que ele espera daquele ambiente. Agora, quem precisa traduzir isso para transformar o ambiente em um ambiente funcional são os especificadores. Então, eu responsabilizo, nesse caso, sem dúvida, o arquiteto, porque tem obrigação de saber qual é o produto adequado. Então, dizer para o cliente, olha, te entreguei o que você me pediu.
Isso é chato, mas acontece.
Acontece, olha, pra você ter uma ideia, a gente sempre fala na questão da especificação, da parte construtiva dos vidros, disso, daquilo, mas um produto que é muito, muito popular, aliás, tem uma informação aqui, o Brasil é o país onde o box de banheiro, aplicação de vidro em box de banheiro é mais popular no mundo inteiro, então a gente vê aplicação de box de vidro em residências de AD. Então não é um produto elitizado. Box de vidro no banheiro hoje é um produto super popular. Porém, o mesmo vidro que era utilizado anos atrás para aplicação hoje, ele continua sendo adequado? Não mais. Por quê? Porque a tecnologia avançou. É a mesma coisa que eu dizer que um carro de 50 anos atrás adequado pra andar na rua hoje em dia. Não é mais. As questões de segurança são outras. Hoje a gente tem ABS, airbag, cinto de segurança, consumo e uma série de coisas. Então, no caso do box de banheiro, por exemplo, que é um produto super popular.
Vamos só falar de box daqui a pouco?
Vamos.
Porque eu acho que eu vou me estender um pouco mais nesse tema.
Ah, então tá bom.
Eu tenho essa pergunta aqui, ó. Em termos de conforto térmico e acústico, Como a escolha do vidro pode impactar a qualidade de vida do usuário de um ambiente?
Aí, eu vou ter que te dizer que existe uma ciência à parte. Conforto térmico, ele é um pouco mais tranquilo, principalmente porque hoje a gente tem as opções de vidro para proteção solar, que tem uma performance muito boa. Inclusive, as pessoas perguntam, ah, mas o vidro para proteção solar, ele é sempre refletivo? É aquele vidro espelhado que a gente vê nos prédios aí, nos grandes centros? Não necessariamente, tá? Hoje a gente já tem até vidros com um aspecto bastante neutro, que a gente chama, ou bastante transparentes, vamos dizer assim, que tem essa característica de proteção solar. Então, a parte do conforto térmico, ela é um pouco mais tranquila. A parte do conforto acústico, e aí a gente fala, existem dois termos muito importantes para a gente tratar quando a gente vai falar de acústica, que é o conforto acústico. e o isolamento acústico. Então, quando a gente vai falar, por exemplo, de conforto acústico, um vidro laminado com uma boa vedação, por exemplo, ele é muito adequado para conforto acústico. Então, você tem um ganho de performance acústica muito significativo. Como que você faz isso? Com duas espessuras diferentes de vidro, por exemplo. Então, se você fizer um vidro laminado com espessuras diferentes, e por que espessuras diferentes? Porque cada espessura de vidro bloqueia um comprimento de onda diferente. Então, se eu tenho um vidro mais fino, um vidro mais espesso, cada comprimento... vai ser bloqueado por cada tipo de vidro, então eu tenho um ganho de performance acústica superior. E aí é uma ciência toda...
Acabei de aprender mais uma. Eu entendia que você teria que usar as duas lâminas da mesma espessura.
Não necessariamente. Aí depende um monte de coisa, tá? Então, o que reverbera mais? É o mais agudo, é o mais grave? Em que andar que está? Quanto de decibéis chegam até aquele ambiente? Então tem uma ciência específica aí. Isso quando a gente vai falar de conforto acústico. Então, a gente de cara consegue garantir que a aplicação do vidro temperado tem um ganho acústico, que a aplicação do vidro laminado tem um ganho acústico ainda superior, mas quando a gente vai falar de isolamento acústico, aí é outra ciência muito mais profunda. Existem algumas empresas especializadas nisso, porque quando a gente vai falar do isolamento, eu não posso trabalhar o vidro de forma individual. Eu preciso trabalhar todos os elementos construtivos ali. Então, como são os perfis de alumínio, como é feita, como é constituída a alvenaria, qual é a espessura da parede, enfim.
O próprio forro tem uma série.
Uma série de coisas.
Então, eu tenho que trabalhar, na verdade, um sistema É um sistema, ou seja, são vários elementos que vão compor aquele ambiente.
Exatamente. Para garantir esse isolamento, muitas outras coisas precisam ser consideradas. Que uma janela, por exemplo, de um vidro duplo, insulado, coisa que a gente não abordou aqui ainda, mas que é um vidro formado também por duas chapas, uma composição de vidro formada também por duas chapas de vidro com ar dentro. Existe um espaçador que afasta uma lâmina de vidro, uma peça de vidro da outra, formando uma camada de ar. Essa camada de ar pode trazer benefício térmico e benefício acústico. Então, vou colocar uma janela de vidro insulado no meu quarto e já vou ter um quarto acusticamente isolado. Não necessariamente, algum ganho de performance acústica terá.
É comum usar o vidro insulado hoje em residências? Não, né?
Não é comum. No Brasil, não. Em alguns países, por exemplo, nos Estados Unidos, né?
É, nos Estados Unidos eu sei que é. Inclusive na Alemanha também.
Eu vi muito isso. Alemanha também. Alemanha, todas as janelas que você vê. Estados Unidos, todas as janelas. Por isso que a gente fala que o vidro insulado, ele tem um mercado muito grande no Brasil, ainda muito pouco explorado, mas principalmente por estarmos em um país tropical, inclusive o benefício térmico do vidro laminado, ele é sempre, ele é mais comumente tratado para benefício em lugares muito frios.
Muito frios.
Muito frios. Por isso que nos Estados Unidos e na Alemanha, por exemplo, ele é muito popular já. Mas o ganho térmico, ele vale para o frio e para o quente. Então, aqui, por exemplo, sem dúvida, a gente tem várias regiões de incidência solar durante um período quase integral no ano. Nordeste, por exemplo, é verão o ano inteiro. Então ali existe um mercado enorme para vidro insulado. Culturalmente a gente ainda tem pouca adesão a esse produto, mas aos poucos a gente vai ganhando um pouco mais de maturidade nas construções e eu tenho certeza que o mercado do vidro duplo vem aí com força nos próximos anos para o Brasil também.
Eu também estou torcendo, porque eu acho assim... Inclusive, eu vou fazer um vídeo também aqui no canal mostrando como funciona o processo de vidro insulado. É muito legal. Então, quanto mais a gente informa, quanto mais a gente ensina. Porque é uma coisa a gente falar, outra coisa é quem vai contratar esse serviço, ou esse produto, vê a forma como ele é composto. Então, de repente, a pessoa consegue... Agora eu me entendi. O porquê, inclusive, do valor agregado que é inserido nesse produto.
Sem dúvida.
Então, antes da gente passar para a próxima pergunta, eu gostaria que você respondesse a dica com street cash. Eu estou com barulho na minha residência, na minha casa, o que essa pessoa tem que fazer antes de escolher qualquer tipo de produto?
Procurar uma empresa especializada em acústica. Se o problema é barulho, aí não é escolher vidro ou qualquer outra coisa. É buscar um especialista em acústica até para você entender o quanto de barulho que te incomoda, que tipo de som que entra no seu ambiente a ponto de te incomodar, tudo isso antes de escolher a solução construtiva. Não vou te dizer para colocar esse ou aquele vidro, porque seria leviano com certeza. Então, precisa entender quanto de decibéis você precisa minimizar, até que ponto você precisa de um ganho de performance acústica máximo, a ponto de isolar o ambiente, ou se você atenuar, sei lá, um x% de decibéis já é suficiente para você. Então, depende do quanto... E o incômodo também é muito individual.
Uma dica adicional é sempre que você contrata um profissional para fazer um estudo antes de comprar um produto, de aplicar um produto, parece que você está gastando, mas não, você está investindo, porque isso a longo prazo, imagina, você ter que instalar um produto, não resolve, você vai ter que arrancar, não vai servir, vai ter que comprar de novo, então acho que...
É, com certeza.
É importante se atentar a isso.
Para alguns tipos de produtos, de funções, de benefícios que você procura enquanto consumidor, sem dúvida é importante ter uma consultoria prévia. Do contrário, o risco é muito grande. O risco de desperdício, inclusive, de fazer e ter que refazer a obra, depois contratando o consultor também. É bastante grande.
É bastante grande. Agora tem mais uma pergunta, depois a gente vai falar de box, de banheiro, tá? Você acredita que o vidro poderá substituir outros materiais tradicionais em certas partes de projetos arquitetônicos? Se sim, de que forma? Aqui você falou um pouco lá atrás, né, Duda? Enfim... Sem dúvida.
Sem dúvida o vidro consegue... Já é muito... usado em substituição a outros materiais mais tradicionais, vamos dizer assim. Por exemplo, no revestimento, que é uma das tendências que a gente colocou, inclusive na última Glass Alta América, que eu chamo a Glass de Fashion Week, do vidro, onde a gente traz as tendências que vão inspirar os arquitetos na utilização do vidro em si nos seus projetos. Então, a parte de revestimento de parede, eu tenho certeza que é uma grande tendência e é uma substituição aos materiais hoje já utilizados, como porcelanato, outros produtos cerâmicos, pedras, etc. Interno e externo? Interno e externo, com certeza. A parte do envidraçamento estrutural eu vejo como uma grande tendência também. Envidraçamento estrutural você utiliza basicamente vidro para fazer a estrutura construtiva mesmo e aí nesse caso você substitui tijolo, alvenaria, enfim.
É, esse, quando você falou lá atrás, eu não quis perguntar, mas eu tô um pouco curioso. Por isso que eu não vou entrar nesse tema ainda, porque eu quero ver como que funciona. De repente, você consegue me ajudar. Eu quero visitar um projeto, sabe?
Com certeza. Inclusive, se você quiser mostrar aqui, depois eu trago.
Eu quero, óbvio.
A gente tem um produto específico para envidraçamento estrutural que é uma grande tendência. Na Alemanha também já é muito utilizado. que a gente chama de profilite, é o Pilkington Profilite, ele substitui a alvenaria, então se eu quiser construir, por exemplo, ele é muito versátil, o formato dele, ele tem um formato de U, é como se fosse uma canaleta de vidro, vamos dizer assim, e que eu posso utilizar de diversas formas, eu posso encaixar uma na outra e fazer pele simples, que a gente chama, Dependendo da forma como encaixa uma na outra, eu posso fazer pele dupla com câmara de ar interna, o que também traz maior desempenho térmico e acústico. É uma construção que vai até 7 metros de altura, sem nenhuma outra interferência de perfis adicionais, montantes adicionais, nada disso. Então, consigo, por exemplo, construir uma divisória.
Uma parede... Alguém pega uma folha de papel pra mim? Uma folha de sulfite, por favor? Acho que eu tô entendendo o que você... É... Não, é você, na verdade, eu quero...
Então tá, ó, o profilite é como se fosse uma peça de vidro assim, tá? Então, isso aqui é uma canaleta, tá?
Então... Opa... Ah, entendi.
Isso aqui. E aí eu posso criar pele dupla, que é basicamente isso aqui. Então, esse aqui é uma peça, outra peça encaixada aqui, e aí eu vou criando módulos iguais a esses, tá? Então, aqui outra, aqui outra... E aí.
Eu vou trazendo a resistência para o...
Exatamente! Então, assim você vai construindo, tá? Então, aqui mais uma, opa... Aqui mais outra. E isso aqui vai até 7 metros de altura, tá? Com vedação de silicone entre uma peça e outra, aqui. Então aqui eu consigo uma estrutura muito boa. Dentro aqui vai ar.
E tá comum hoje usar no Brasil?
Cada vez mais. Em projetos residenciais, em projetos comerciais. indústria, galpão, assim.
Mostra aqui, mostra aqui.
A gente pede licença e pede a licença poética do desenho aí.
Sabe o que eu acho legal? Eu gosto de citar algum arquiteto, enfim. Você tem algum nome de arquiteto que vocês, assim, de cabeça falaram? Teve um projeto de dar o arquiteto de cabeça, assim?
Na Casa Coro, ano passado, a gente teve com o Gustavo Martins e ele acabou de fechar um retrofit residencial também. Gustavo Martins é um dos maiores arquitetos do Vale do Paraíba, né? Com reconhecimento muito grande em termos nacionais, assim, e ele tem utilizado bastante do profilite. Inclusive, a gente tá pra fazer uma comunicação dessa obra, desse retrofit, em São José dos Campos.
Já foi executado?
Já foi executado, tá pronto. O Museu de Arte do Rio, o MAR, que também passou por uma reforma recente. A fachada inteira foi feita de profilite. A gente tem inúmeras. O Sesc Paulista, se eu não me engano.
O Sesc Paulista, que é do arquiteto do escritório, acho que é Conesberg Vanus, se eu não me engano.
A gente fez uma agora com a FGMF, uma obra residencial em São Paulo também, inteira, a fachada de profilite retroiluminado. Por quê? Então, como eu comentei, esse U, esse aqui é um pedaço do vidro, em formato em U. Quando eu faço os módulos, dentro tem ar, o que dá desempenho acústico e térmico, como eu comentei, mas nesse espaço aqui eu também posso trabalhar iluminação. Então o projeto luminotécnico junto do vidro aqui foi fundamental para trazer uma inovação muito grande e uma identidade muito específica para esse projeto. A gente entregou em São Paulo agora, recentemente, junto com a FGMF.
E lá você fala com quem?
Aí eu tenho que passar pro pessoal da arquitetura, pro pessoal do comercial, mas...
É que todos lá, todos assim... Porque.
Não é comigo, né, diretamente.
Porque eu vou falar com o Fernando lá, com o Rodrigo, de repente eu posso...
Eu acho que é o Fernando mesmo.
O Fernando?
É, eu acho que é esse mesmo, tá?
É um amigo, assim, ele sempre contribui muito aqui com o canal, enfim, até eu queria aproveitar e mandar um abraço, acho que eu tenho relação com mais de 90% dos arquitetos, não só em São Paulo, mas no Brasil inteiro, e a gente trazer esse tipo de... começar a mostrar mais esse tipo de solução, e nesse sentido, o escritório FGMF, não estou fazendo propaganda aqui, eles são muito parceiros, sabe? De fato, mostrar, ó, fizemos esse projeto e eu acho muito bacana, porque quando você mostra aquilo que realmente funciona e você fala dessa questão de criar identidade, né? Que é esse o grande desafio. Você sai um pouco daquele formato tradicional das construções e você dá identidade pra cada projeto.
Exatamente, e esse foi um caso muito interessante. Depois a gente manda as fotos também, porque o profilite foi especificado para a fachada, mas veio uma demanda específica para nós, que havia uma porta que precisava funcionar ali muito pertinho do profilite e eles não queriam nenhum outro elemento. Então a gente criou para esse projeto uma porta camarão em profilite. E isso só foi possível porque a gente detém todos os elementos que trazem essa função de porta para um produto como esse. Porque, do contrário, ele é só uma canaleira de vidro. Como que a gente transforma isso num elemento construtivo, numa fachada inteira, e que a gente consiga conversar, inclusive, a função de porta para esse produto?
E aí você traz um ponto importante, porque uma coisa que a gente defende muito aqui no ConstrueCast é a industrialização da construção. Quando a gente fala de industrialização, a gente fala da união de sistema, desde a madeira, a metálica, enfim. Como que o vidro é trabalhado num sistema industrializado qual que é o nível, na verdade, de qualidade que eu consigo atingir num projeto, quando eu saio da construção tradicional, do vidro aplicado no tradicional e numa construção industrializada.
A gente tem falado muito sobre isso, porque a gente consegue fornecer soluções modulares que facilitam o dia-a-dia das construções industrializadas. Principalmente porque a velocidade, a replicação, a possibilidade de replicar o projeto ou de replicar aquela função específica é muito desejado. Todo processo industrial busca escala. E o vidro ajuda muito a escalar esses projetos, principalmente porque a função do vidro, seja numa construção industrializada, seja numa construção artesanal, ela é insubstituível. Onde teria uma janela, não dá para ter outra coisa. onde tem uma passagem de luz, onde precisa da entrada de luz natural, seja com mais privacidade, com menos privacidade, o que quer que seja, não dá para substituir o vidro. Então, o vidro, sim, substitui muitos materiais na construção. Poucos materiais substituem o vidro na construção. Então, independente do formato da construção, o vidro está junto. E como que a gente vai trabalhar para compor cada vez mais, inclusive, nessa tendência de construção industrializada?
Inclusive, esse ponto que você falou do vidro, dos ambientes, recentemente eu estava visitando um shopping com um colega e falei, você percebe que parece que as pessoas aqui nesse setor tem um pouco de mau humor assim, elas ficam meio, não sei se tristes, mal humoradas, e agora nesse setor aqui as pessoas são mais, enfim, o austral está mais lá em cima, enfim, são muito mais agradáveis. Ele falou, Cara, lá é fechado, aqui é aberto, aqui as pessoas estão vendo a rua, estão vendo o movimento, estão vendo a luz. E é por isso que eu lembrei.
Desse... São até os aspectos...
As sensações, né?
A gente fala, aliás, sensações, é uma coisa que a gente tem trabalhado muito, né? Então, como que eu consigo, através do meu produto, provocar emoções que beneficiem aquele cliente, né? Aquele usuário do ambiente. Aí a gente entra em aspectos mais técnicos e neurológicos, por exemplo, mas hoje já se sabe que o contato com a luz solar, o contato com o ambiente externo, a produção de vitamina D, inclusive na pandemia todo mundo estava atrás de vitamina D, porque ninguém saía de casa, todo mundo ficou com menos vitamina D. Vitamina D é super importante para várias funções, inclusive para a questão imunológica. E como que a gente consegue isso? Através da luz solar. Então, obviamente, ter contato com o ambiente externo, contato com a natureza. Estar num ambiente onde a integração entre o dentro e o fora acontece de uma forma mais orgânica, eu tenho certeza que contribui, não tenho as credenciais técnicas para falar sobre esse tema, mas eu não tenho dúvida de que impactam muito positivamente Aí nas questões... emocionais e que acabam resultando até no humor, né, do usuário daquele ambiente.
Eu trouxe esse tema, assim, eu falo, eu sou animado por natureza, eu já acordo, assim, com astral lá em cima e pessoas mal-humoradas com astral lá embaixo, enfim, não sei, porque eu tenho um pouco de dificuldade pra lidar com essas pessoas e, enfim, gente, coloquem mais vidros aí nos seus projetos, quem sabe a gente...
Exato, e eu, assim, a gente combina nisso, porque eu também sou uma pessoa muito solar, né, então... Deu match, deu match. Nossa, eu preciso da luz solar, eu preciso da luz do dia, ter esse contato com o ambiente de dentro, com o ambiente de fora, com as pessoas. A gente precisa estar aqui protegido num ambiente fechado, mas é o que eu falei, essa integração, ela é muito necessária. E eu não tenho dúvida de que influencia, inclusive, no humor das pessoas.
Não, vamos mudar, vamos usar mais vidros, tá, gente? Pelo amor de Deus. Agora, Gloria, eu queria que você falasse um pouco da importância Talvez a gente não tenha tanto tempo pra falar, se aprofundar tanto na questão box de banheiro, tá? Mas ultimamente eu vejo que tem muitos acidentes acontecidos, inclusive teve aí com uma pessoa famosa e recente, não sei se você deve ter acompanhado. Eu queria que você falasse um pouco sobre alguns aspectos importantes que a pessoa deve se atentar na hora de colocar um box de banheiro.
Olha, o box de banheiro sempre entra no discurso não tem como, justamente pela frequência de uso do produto, pela popularidade desse produto. Então, todo mundo usa box de vidro muitas vezes no dia, é um produto que a família inteira acaba interagindo com esse produto. O momento do uso do box de banheiro é um momento de máxima vulnerabilidade, as pessoas estão ali tomando banho, estão despidas, descalças, num ambiente que normalmente o piso é bastante escorregadio e aí para ajudar ainda tem sabão, xampu, óleo, enfim, é o ambiente perfeito para a insegurança, vamos dizer assim. Mas o box de vidro ele é muito desejável, muito desejado e muito popular. Então o que a gente precisa fazer? A gente precisa atender novamente às normas. Tão popular é o box de vidro no Brasil que existe uma norma específica para esse produto, que é a ABNT NBR 14207. Ela fala especificamente sobre box de vidro para banheiro, quais são os vidros adequados para esse tipo de produto, e aí a norma menciona três tipos de vidro, que é o vidro temperado, vidro de segurança temperado, o vidro de segurança laminado, então o vidro laminado também é adequado para box de banheiro, embora menos desejável, porque o vidro laminado ele precisa estar encaixilhado, e ele é menos resistente do que o vidro comum, do que o vidro temperado. O vidro temperado é o único que, por norma, pode ser utilizado em aplicações autoportantes. E o que são aplicações autoportantes? São aquelas em que a própria chapa de vidro se movimenta. Então, no caso de blocos de banheiro, normalmente você tem ali um puxador, E você, pode ser uma porta de correr, uma porta pivotante, mas você movimenta a porta e essa porta é a chapa de vidro. Isso é uma aplicação autoportante. Para aplicações autoportantes é necessária aplicação de vidro temperado. Então, é importante a gente olhar pra isso, eu falei dos dois principais tipos, e aí tem um terceiro tipo de vidro que a norma recomenda, e que nós recomendamos muito, muito, muito, que é o vidro temperado com película de segurança. Por quê? O vidro temperado, ele já tem suas características principais de segurança que eu comentei, cerca de cinco vezes mais resistente, E se quebrar, faz caco pequeno. E a película de segurança, ela agrega o diferencial de manter os cacos unidos e seguros em caso de quebra. Então, além de mais resistente, além de formar caco pequeno, a película ainda segura os cacos. Então, se acontecer a quebra, você consegue abrir a porta, sair do box sem risco. E mais importante ainda é que O box de banheiro, ele não é só o vidro, né? O box, ele é um produto composto por vidro, perfil e acessórios. E isso as pessoas, na maioria das vezes, esquecem.
É, eu ia falar isso agora, você já lembrou.
Exatamente, então a gente precisa assegurar que todos os componentes que estão ali fazendo aquele vidro funcionar como box de banheiro tenham qualidade. E aí a gente entra num outro fator que é uma tendência de arquitetura atualmente, que é o fechamento piso-teto, ou box até o teto, que o pessoal comenta hoje em dia. Então, o box para ser box de banheiro padrão, ele vai até 1,90 de altura. Passou dessa altura, ele deixa de ser um box padrão e ele passa a ser um projeto de engenharia.
Projeto de engenharia.
Exatamente. Então a gente não pode utilizar os mesmos componentes de um box padrão para um fechamento até o teto, que pode até 3 metros de altura, por exemplo. Então eu trouxe até alguns exemplos aqui para vocês verem. Vamos lá. Esse daqui é um perfil, só pra vocês terem uma ideia, né? É um perfil de mercado pra um box que vai até o teto, tá? Então, aquela parte que fica lá em cima, né? Onde a roldana vai correr, a roldana presa no vidro, pra cá, né?
Não, o contrário, pra as pessoas verem aqui, ó, daqui pra mim. Isso, isso aí.
Ah, tá. Então, é que normalmente as pessoas vêm daqui, então aqui é o perfil, é onde vai a roldana. Esse aqui é um padrão de mercado, tá? E esse aqui é o perfil. que vai até o teto. Hoje a gente vê que a tendência, principalmente nos fechamentos até o teto, é o minimalismo, o ambiente cada vez mais clean. Então as pessoas querem menos interferência metálica e mais vidro, para que o vidro praticamente flutue. As pessoas não querem ver o metal, querem ver o vidro ali trabalhando. Mas olha o que tá por trás, tá? Esse aqui de mercado...
É, ele tem uma interferência visual menor, né?
Muito menor. Exato. Eu falei maior?
Ah, desculpa.
É menor. É menor, muito menor.
Inclusive, a espessura, tudo bem. O perfil, ele é mais esbelto.
Mas a parede...
A parede do material é mais grossa.
É mais grossa. Então, por isso que eu digo que a gente não pode olhar só pela capa. Quando a gente vira pra cá... Ó.
Mostra a espessura aí, pras pessoas.
Esse aqui é muito mais robusto do que esse aqui. Tá? Então, mesmo com a mínima interferência visual, né, o nosso tem muito menos interferência visual, mesmo com a mínima interferência visual, eu consigo ter uma robustez muito superior, porque o que vai fazer o produto funcionar é o que não está sendo visível. Então, para vocês terem uma ideia, essa aqui é uma roldana de mercado, tá? para fechamentos até o teto. Então, é uma roldana muito menos robusta e que oferece risco, principalmente, quando o fechamento vai até o teto. Então, a durabilidade e a segurança desse produto aqui é muito superior a esse produto aqui. Porque esse, ele se encaixa aqui e a porta fica solta.
Sim.
A porta tá aqui correndo, mas ela fica solta. No nosso caso, a roldana é 100% travada, eu não consigo tirar a roldana do trilho e a robustez, a qualidade e a... a durabilidade dessa roldana é muito superior. Por isso que quando a gente vai falar de fechamento, seja de piso-teto, seja de box para banheiro, é muito importante a gente olhar para os itens que estão para trás do perfil. O perfil está aqui, cobrindo os acessórios que fazem o funcionamento daquele item. É muito importante eu dar uma viradinha. e olhar o que tem por trás, transformando aquele produto na função de box de banheiro ou de fechamento piso-teto. E assegurada a qualidade de todos os componentes, com certeza é muito mais segurança, não só segurança física para quem está utilizando, mas segurança para o bolso também, porque durando muito mais você não vai precisar trocar esse produto com muita frequência.
E aí reforçando também a questão do uso da norma na hora de instalar.
Exatamente.
Porque se você tem um produto, um bom produto, mas você não tem uma qualidade de instalação óbvia, que o resultado final você já sabe qual é.
E a película de segurança, a gente sempre fala que... Só uma questão da.
Película de segurança, porque eu recebi aqui uma mensagem falando também do aumento no número de acidentes e tal. Uma curiosidade, a película de segurança, ela já sai de fábrica instalada?
E essa parte de película, a gente precisa fazer alguns alertas, né? E por isso que a nossa aplicação, ela é em fábrica por essas questões, mas também porque a aplicação da película de segurança, ela precisa ser feita sobre toda a superfície do vidro. Muitas vezes, principalmente quando o vidro já está instalado, tá? Imagina que o box já está instalado. Aqui, normalmente, tem os furos no box onde vão as roldanas. Então, imagina que esse box está aqui funcionando. E o vidro tá aqui. A aplicação manual, muitas vezes, é feita no box já instalado da roldana pra baixo. Isso faz com que eu não tenha ancoragem no momento da quebra. Então, se acontecer a quebra em uma película de segurança, num vidro com película de segurança aplicado da roldana para baixo, em vez de cair caco, pode cair a porta inteira.
Ela vai cair inteira. Exatamente, porque na parte onde está segurando ali a roldana, eu não tenho aplicação da película.
Exato. Então, a aplicação manual, ela é possível? É. Contanto que você tire o vidro, tire a roldana, E faça a aplicação inclusive em volta dos furos, depois refila, tira o buraquinho ali onde vai ser presa a roldana, para que a aplicação da película seja feita em 100% da superfície do vidro. Do contrário, em vez de cair caco, pode cair porta, a porta é pesada e aí o acidente pode ser até pior. Por isso que a gente homologou um processo inteiro, para garantir que a película seja adequada, que o processo seja adequado e que seja sobre a superfície inteira de vidro e também para que a gente tenha uma identificação adicional naquele vidro. Porque até no início a gente comentou, como que eu sei que o vidro é temperado ou não? Pela marca.
Pela marca, sim.
Mas como que eu sei que o vidro tem película de segurança ou não? Pela marca também. Então, por isso que a gente adicionou mais segurança para que só de olhar o consumidor já saiba que aquele vidro tem película e que se quebrar não vai cair caco nenhum.
Então, quando eu vejo um vidro, se ele é temperado, se ele tem mais segurança, é porque ele tem uma película...
Aplicada na fábrica, no nosso processo.
Bem interessante. Então, pessoal, vamos usar mais esse produto, porque quanto mais você usa, mais ele baixa o valor.
Exato.
Porque escala, e aí, quem sabe, ele... Imagina todo mundo utilizando película de segurança.
E pra película de segurança no box, aí eu faço um apelo pessoal aqui, tá, gente? Assim, é muito necessário, porque a gente vê que os acidentes acontecem, vidro quebra. Acontece, assim, em todo tipo de aplicação, de residência e tudo mais. A gente vê vários artistas, né, reportando situações de quebra de vidro. Às vezes, com um acidente, a gente sabe que o vidro temperado. Caso haja um acidente, o acidente é muito menos grave do que seria se fosse um vidro comum, mas ainda é cortante. Então, se hoje a gente pode adicionar mais segurança para o produto, por que não? A gente sempre faz um paralelo com o airbag do carro. O carro não foi feito para bater, né? O carro é seguro para utilização, mas o acidente pode acontecer. E se acontecer, melhor que tenha airbag.
É, e no caso do vidro, quando a gente fala, é importante, pra quem não conhece o vidro de segurança, se você bater no vidro, no meio do vidro, enfim, a possibilidade dele não quebrar é muito grande.
Muito.
Agora, quando você dá qualquer toquinho ali, de repente, com o martelo na quina do vidro, que é justamente na hora que você fecha, que ele vai bater ali na cantoneira, né?
No aparador.
No aparador.
Que pode estar desalinhado, né?
É ali que está o risco de quebra do vidro temperado, é isso?
Exatamente. E aí a gente entra num outro ponto da norma 14.207 também, que é a questão da manutenção. Por quê? Existem os aparadores ali que fazem com que o vidro estacione, vamos dizer assim, no box de correr, por exemplo. O vidro precisa estacionar alinhado, e por isso que os aparadores precisam estar alinhados, o inferior e o superior. É isso, o inferior e o superior. Porém, o uso diário ali, como qualquer outro produto que a gente usa diariamente, pode desalinhar o sistema, até porque o box está instalado em um ambiente que não é 100% nivelado, que não está 100% no prumo, então alguma movimentação de desnivelamento pode acontecer ao longo do tempo que você está utilizando aquele produto. Por isso que a norma diz que é necessário fazer manutenção no box de banheiro pelo menos uma vez por ano. E aí na manutenção um profissional habilitado conforme a norma 16.823, vai até o local, verifica como que está a condição dos componentes, no caso da roldana, se houve desgaste excessivo ou não, muitas coisas interferem no desgaste do material, o tipo de água, a temperatura, o tipo de produto de limpeza que é utilizado, enfim. Então tem uma série de coisas que interferem nisso, mas a cada 12 meses, fazendo a manutenção, verificando se esses materiais, se esses componentes ainda estão adequados para utilização e substituindo os que não estiverem mais, realinhando os aparadores, por exemplo, verificando a questão do aperto do puxador, pra ver se o puxador não tá com folga, ou se o puxador não tá batendo no vidro fixo no momento da abertura da porta. Dando aquele check-up no material, a gente com certeza garante a segurança de uso desse produto por mais 12 meses. Então, a questão da manutenção não sou eu que tô dizendo que tem que ser feita. É a própria norma que prevê o desgaste no uso do material e que precisa fazer manutenção pra garantir a segurança.
Uma dica do Paulo para as empresas de instalação que fazem instalação e vendem box de banheiro, já pensou você colocar a garantia estendida? Onde você oferece pelo menos ao longo de 5, 10 anos, uma vez por ano, de repente, dar uma passada na residência e checar se tá tudo ok, porque uma ida que você vai nessa residência ou nesse serviço que você prestou, de repente você pode sair de lá com uma indicação para outro cliente pela Boa qualidade, né, do serviço prestado. Enfim, então, são vários fatores aí que colaboram com o serviço. Ou seja, eu estou instalando, mas eu também estou pensando no uso, né? Estou pensando na utilização das pessoas que vão usufruir daquele produto, daquele serviço, enfim.
E quando a gente fala de comercialização, de serviço, né, a gente estava até conversando sobre isso um pouco antes, a venda, ela não se encerra no momento do fechamento do pedido. Fechou o pedido, aí que começa o seu relacionamento com aquele cliente. Então, é super importante, né, não só entregar muito bem esse produto, fazer a prestação de serviço com excelência, mas trabalhar muito bem o pós-venda também, né, estar disponível para o cliente depois que a venda já foi feita.
É, que hoje não vai dar mais para a gente falar sobre essa parte de marketing e vendas, mas a gente poderia marcar, de repente, um episódio para falar só disso que, nesse caso, a gente está entrando na parte do encantamento, né? Você fez a venda, então tem todo um processo depois que a gente chama de encantamento do cliente, né? Tratado no embalo de marketing. que faz todo sentido. Então, a venda, ela nunca se encerra, é um processo não tem fim.
Exato.
Não tem fim, porque esse cliente que você fez um serviço, prestou um serviço agora, esse cara vai virar um promotor, vai virar um vendedor, assim, pra sempre da sua marca, desde que você se preocupe com esse processo de encantamento.
Exatamente.
Agora, uma última dica da Glória pra gente encerrar esse conteúdo, que eu ainda tenho uma última pergunta pra você trazer um convidado aqui.
Olha, como dica, eu acho que... eu gosto muito de uma frase que eu não sei... eu não vou lembrar o autor agora, tá? Que é... conheça todas as técnicas, domine todos os conteúdos, todas as metodologias, mas ao lidar com uma alma humana, seja apenas outra alma humana. Então, quando a gente olha... para o mercado, seja para traduzir as necessidades expectativas dos consumidores em negócios, a gente olha para pessoas na utilização dos seus ambientes, lembrando que também somos pessoas que utilizamos ambientes e que a gente está aqui para vivenciar o período que a gente tem para vivenciar a vida, Ele está aqui à nossa disposição e ele tem que ser o mais benéfico possível para todo mundo. Então, em qualquer atividade profissional, comercial, industrial, qualquer atividade, se a gente colocar isso como um propósito, como uma forma, como uma metodologia de visão de mundo, eu acho que a gente consegue traduzir muito mais nos negócios, nas necessidades e o encantamento que você comentou, como que a gente faz para atender às expectativas, lembrando que a gente também é cliente, que a gente também tem expectativa e como que a gente trabalha nessa troca para que ela seja benéfica para todo mundo e muito mais duradoura também, então acho que esse é o principal.
Fazendo um complemento da sua fala, imagine que é você que vai usar aquele espaço.
Exatamente.
Resolve.
Exato.
Porque, assim, não é o outro, é sobre mim.
E aí, quando a gente fala de segurança, isso é um ponto importante também, só para finalizar, tá? Que eu gosto de sempre colocar. Quando a gente fala sobre as estatísticas... Ah, e eu gosto de estatística, né?
É... Percebe-se.
É, então, assim... O vidro é muito seguro. O número de acidentes, considerando o volume de vidro que é instalado diariamente no Brasil, se você for ver, o número de acidentes é muito, muito, muito pequeno. Então, estatisticamente, muito pouco representativo, mas cada ser humano é 100% do seu núcleo é 100% da sua vida. Então, se acontecer uma quebra por ano, uma quebra a cada 10 anos e uma pessoa se machucar, aquela uma pessoa é 100% de uma vida. Então, aí, nesse caso, a gente não vai pelas estatísticas, a gente vai pelo pela questão humana, que nesse caso é irreplicável e insubstituível.
É que a gente precisa que nunca vai acontecer com a gente.
Exato.
Esse é um fator importante. Agora, a Glória precisa trazer um convidado à sua altura.
Ai, meu Deus.
Vem o desafio hoje. Nós somos reconhecidos pela credibilidade dos convidados, né? Que, felizmente, agora você faz parte dessa credibilidade. E pela qualidade do conteúdo gerado, qualidade do conteúdo que eu estendo a minha equipe maravilhosa, que eu falo que eu sou uma pessoa de muita sorte, né? Por ter convidados como você e ter uma equipe que faz esse canal se tornar o que tem se tornado aí ao longo dos anos.
Ah, poderia ser sobre parte comercial, assim, sobre estratégias comerciais no mercado de arquitetura? Sim, sim. Tá, então vou colocar o Filipe Pezzotti.
Tá, então convida para aquela câmera ali.
Então agora eu vou convidar o Filipe Pezzotti, que é o diretor comercial da Cristal7 e da Visata, para vir falar um pouquinho sobre estratégias comerciais no nosso mercado. Tá o convite aí para você, Filipe?
Felipe, agora complementando. Nesse caso, como a gente também tem um desafio de falar da importância da comunicação, porque quando a gente fala de estratégia comercial, nessa parte estratégica existe também um fator comunicação, qualidade da comunicação. Então, tendo em vista que o mercado precisa dar atenção a essa qualidade, né? Porque assim, como que eu me comunico? Tudo bem, eu tenho uma estratégia, só que por trás de toda estratégia vem essa estrutura de comunicação que eu vou transmitir para o mercado. Sobre, por exemplo, identidade da marca, né? Tudo bem, eu tenho uma identidade. Agora, como que eu passo essa identidade para o mercado? Então, eu queria também, nesse bate-papo que você vem aqui, óbvio, queria que você também tratasse desse assunto. E se quiser trazer mais gente com você, fique à vontade para complementar, enfim, para a gente fazer uma troca bem rica. O que você acha, Glória?
Eu acho maravilhoso, eu tenho certeza que o Filipe vai aportar bastante aqui para vocês e a gente fica muito claro o trabalho diferenciado que o nosso mercado vem oferecendo, seja para os arquitetos, seja para as vidraçarias ou para os consumidores, esse resultado vem de uma cadeia. São muitas coisas que a gente vai trabalhando simultaneamente e essa parte comercial eu acho que vai ser bastante interessante abordar aqui.
Agora chegamos ao final do nosso bate-papo. Esse episódio tem o apoio do portal Hub e Construção, inclusive a Glória vai escrever uma matéria linda, uma matéria técnica falando sobre normas, especificação e vai com a assinatura dela. Você que quer saber sobre qualquer solução construtiva do mercado de arquitetura, engenharia e construção, vai lá hubeconstrucao.com.br, tem muito conteúdo bacana. como esse que você acabou de ouvir ou assistir. Glória, eu queria que você agora desse suas considerações finais e nas suas considerações eu queria que você falasse como que você enxerga o Construe Cash que vem com esse propósito de não só de unir todo o setor, toda a cadeia da construção, mas também de promover ideias e soluções para o mercado.
Bom, primeiro queria agradecer muito a oportunidade. Foi um prazer enorme. Como a gente comentou, a gente ficaria aqui mais horas falando sobre esse tema e sobre outros, porque para quem gosta de se comunicar, uma coisa vai puxando a outra e a gente fica aqui eternamente tendo assunto. Então, primeiro, muito obrigada pela oportunidade, pela receptividade. Foi um prazer muito grande. E eu acho que o Construct Cast tem uma função muito importante nessa conexão entre todos os atores envolvidos no nosso mercado. Coisa que a gente não vê em outros ambientes. É difícil a gente ter a oportunidade de conectar os assuntos. E eu falo que no caso da arquitetura, por exemplo, se responsabilizar pela quantidade de coisas, de elementos, de possibilidades que são colocadas numa construção, principalmente quando você lida com os sonhos das pessoas, misturando tudo isso, chega a ser assustador, né? Então você ter uma plataforma que te auxilia pelo menos em buscar mais conteúdo, saber um pouquinho mais sobre cada coisa, não precisamos e nem temos como ser especialistas em tudo, mas a gente tendo um pouquinho de conhecimento em cada coisa e sabendo onde estão as boas referências para a gente buscar, eu tenho certeza que a prestação de serviço fica muito superior e a participação do Constrycast nisso tem sido fundamental. Então, agradecer e parabenizar pelo trabalho.
Obrigado, Glória, mais uma vez. Enfim, fiquei extremamente feliz, muito contente com o seu bate-papo, com o conteúdo que você trouxe, inclusive para ampliar ainda mais esse conhecimento. Então, um abraço para você e até o nosso próximo encontro aqui no Constrycast.
More from Andre

Construção Industrializada no Setor Público: Desafios e Inovação em SP | Marcos Monteiro (SIURB)

Mestre de Obras Merecem Reconhecimento e Nós Valorizamos | Podcast | Construção | Engenharia

Muitos Cursos On-line São Divulgados na Internet | Obra se Aprende na Prática | Podcast

Tenha Cuidado Redobrado na Hora de Comprar um Apartamento | Podcast | Construção | Arquitetura

Quanto Ganha um Ajudante de Pedreiro na Construção Civil? Fala do Mestre de Obras Glaudio | Podcast

O Erro na Reforma Tributária que Pode Custar MILHÕES à Sua Empresa | Podcast #202

Valorização Profissional na Construção Civil | Podcast | Engenharia | Arquitetura #obra

Método CHAMA Gravado Com o Engenheiro Boutros Bichara | Pessoas Negativas | Paulo Barros #podcast

Assista ao Vídeo do Roberto Justos Sobre Caso Daniel Vorcaro do Banco Master | Podcast | Construção

AI FIRST #2 . André Abucham e Lauro Fiuza - Os desafios intrageracionais dentro e fora das empresas

Vidro NÃO É Tudo Igual! Descubra o Erro Que Pode Destruir Seu Projeto | Podcast | Arquitetura