Estrutura Metálica em Arquitetura: Vantagens do Aço na Construção | Podcast

This podcast episode (hosted by Andre Abucham) features principals from the A377 office and other speakers discussing the advantages of steel structures in architecture. They describe A377’s origin (partnerships beginning mid-2000s, office founded 2005 and consolidated after winning the 2012 Casa Ferjão contest), and argue that steel is often chosen for historic preservation, social projects and flexible industrial spaces because of speed of assembly, prefabrication precision, optimized clear spans, and favorable life-cycle cost when time-to-complete and labor are considered. Speakers note barriers such as limited skilled labor in Brazil and stress the need for early industrialized design: modular planning, full connection/fabrication drawings, and early coordination with fabricators/montadores to reach accurate budgets (claimed variation about ±1%).
Chapters
O A377 existe há praticamente 15 anos, na verdade, e ele nasce de uma parceria, da parceria de três sócios que se encontraram no Rio de Janeiro. Na verdade, foi um processo de colaboração que foi se desenvolvendo aos poucos. E a gente começou a atuar através de concursos, competições e depois alguns projetos residenciais, institucionais. A gente tem alguns centros culturais no Rio de Janeiro, Centro Cultural da Agricultura, Fijan, o Crabe, que foram desenvolvidos pelo escritório.
Este.
Episódio é um oferecimento Hub e Construção.
O sistema de estrutura em aço sempre foi um grande parceiro do nosso escritório, em todos os nossos ramos de atuação. Primeiro nas edificações históricas, preservadas e tombadas, onde é necessário manter uma pré-existência estrutural e intervir com uma nova estrutura que traga flexibilidade e modernização de uso. A espessura da estrutura metálica, ela permite optimizar os gabaritos, nesse caso de construções, que são construções extremamente delicadas, onde todo um conjunto deve ser preservado. Em segundo lugar, no escritório nós desenvolvemos algumas obras sociais e nesses projetos acabou sendo o sistema estrutural mais interessante na relação custo-benefício devido ao tempo de obra, ao tempo de montagem. É um sistema estrutural inteligente e pré-industrializado que trouxe agilidade para o canteiro de obra.
O escritório foi fundado em 2005. Nós começamos fazendo parcerias pontuais, colaborando em alguns projetos e com o tempo essa parceria foi se intensificando e 2012, que foi o ano do concurso da Casa Ferjão, quando nós recebemos o prêmio, aí efetivamente a gente uniu as forças e consolidou e daí pra frente a gente já trabalha juntos. Os projetos mais recentes que a gente desenvolveu, de alguma forma, sempre caminharam para a escolha do aço como sistema construtivo. Até quando a gente desenvolve os estudos, a gente entra em contato com os projetistas. Muitas vezes, quando a gente analisa as alternativas, acaba que o aço aparece como essa solução mais versátil.
Geralmente, quando a gente começa os nossos estudos, os estudos preliminares, a gente pensa nos diferentes sistemas construtivos que a gente pode usar. A gente pensa na estrutura em concreto, na estrutura metálica, em outros sistemas mais tradicionais, como a alvenaria, e muitas vezes a estrutura metálica, a gente realiza alguns pré-orçamentos iniciais, a gente analisa também o nosso objetivo o que a gente quer atingir nesse projeto com relação ao sistema estrutural, e a gente acaba equacionando o que é mais pertinente. E muitas vezes a estrutura metálica foi o sistema escolhido. Eu acho que de todas as partes sempre tinha uma convicção muito grande que essa era a solução mais pertinente, tanto para atingir o objetivo financeiro, de concepção arquitetônica. O tempo da obra foi sempre um diferencial muito grande, somado à qualidade do projeto arquitetônico.
No final das contas, o argumento acaba sendo o custo. O custo quando é considerado todos esses aspectos, né? Da velocidade, custo de mão de obra que vai girar no canteiro por menos tempo, uma vez que a construção é com aço, você consegue montar uma estrutura muito mais rápido do que o sistema tradicional que você vai lá. bate uma laje, tem um tempo de cura pra você conseguir construir em cima, então se a estrutura em si pode ser um pouco mais cara, todo o processo quando você soma esses fatores acaba ficando mais em conta e aí isso pro cliente vira um fator decisivo. sem falar nos clientes que já colocam a construção em aço como uma premissa, porque se você está falando de um galpão industrial, de uma estrutura onde você precisa efetivamente ter o espaço livre para ser ocupado de maneiras que vão mudar ao longo do tempo, a estrutura em aço é perfeita para isso.
A viabilidade de estruturas, de um modo geral, ela nasce na arquitetura.
Porque esse é o primeiro. O cliente, quando deseja o espaço, ele chama o arquiteto, primeiramente. Então ele que vai construir o sonho. Se o arquiteto tem um conhecimento da filosofia, ou do conceito de estruturas de aço, ou estruturas de concreto, estruturas de madeira, estruturas de alumínio, o que seja, o projeto já vai nascer daquela forma e, possivelmente, vai ser mantido sempre. Não existe um projeto de espaço que possa ser construtora de ácido, de concreto, de madeira, qualquer madeira. Não, não existe. Cada arquitetura é própria para um tipo de solução.
A estrutura em aço tem essa característica de trabalhar com a precisão. A gente normalmente trabalha os projetos em centímetros, em canteiro de obra a gente sabe que a precisão não está, às vezes, nessa escala, às vezes a gente encontra erros na ordem de, sei lá, 10 centímetros, 5 centímetros, a estrutura em aço não. O produto que vai chegar à obra e que vai ser executado, ele está compatível com o projeto, Porque ele já vem fabricado com as medidas que foram solicitadas inicialmente. Então você tem muito menos imprevistos, muito menos erros de execução na obra e, consequentemente, também você tem uma economia aí.
Essa questão da formação da mão de obra realmente é muito relevante e ela determina um pouco a resistência das pessoas em escolherem o aço como método construtivo, porque atualmente no Brasil a gente tem uma mão de obra que está caminhando para uma qualificação a passos lentos e é necessário um investimento no sentido de capacitar essas pessoas para que elas saibam trabalhar o aço e, consequentemente, também desonerem um pouco o custo desse tipo de método construtivo.
Bom, minha escola é de final dos anos 70, na formação acadêmica propriamente. Naquela época já se falava, se tinha. O Rio de Janeiro, em comparação com outras cidades do Brasil, é menos ainda divulgado, hoje em dia mais, mas na ocasião... Você poderia ter, assim, você entraria em Belo Horizonte, talvez na escola lá, alguma abordagem maior relativa a aço. Talvez em São Paulo, mas no Rio era sempre foi tudo concreto. Os meus professores todos eram de concreto. Eu tive um professor de estrutura de aço, eu não me lembro o nome dele, que a gente foi até a Volta Redonda, na época tinha fim, fábrica de estrutura metálica. Foi antes dele chegou, na época, eles estavam construindo os elevados aqui no Rio de Janeiro. Esse elevado até que foi demolido. ali na perimetral, passava pela rodoviária ali e ia até o centro da cidade. Eu acho que era na ocasião daquilo, próxima ocasião daquilo. Quando nos levou lá, aquilo me impressionou bastante. Dali eu comecei a me ligar, me interessar pelo assunto, mas a disponibilidade de informação, disponibilidade de ferramentas mesmo e, principalmente, a demanda. Não adianta eu ser um especialista em estrutura de alumínio se não tem ninguém que demande estrutura de alumínio.
Quem quer construir em aço?
Primeiro.
Como eu disse, todo empreendimento nasce de uma vontade, de um sonho, e é comum que o primeiro profissional a ser chamado seja o arquiteto. Talvez seja próprio chamar o arquiteto e o engenheiro da área. onde é da área de estruturas e que tenha exemplos de projetos em estruturas de aço, por exemplo. Talvez seja pertinente. Não condicional, mas talvez pertinente. Mas, no âmbito técnico, o que é necessário? Necessário um projeto de um espaço que seja modulado. Quando eu falo necessário, não é condição, mas é que é conveniente, contribui. que se pesquise ou se busque uma compatibilidade entre o espaço desejado pela arquitetura e essa modulação. Essa modulação não precisa ser enorme, não precisa ser reduzida, ela precisa ser boa. A boa é aquela que combina as duas conveniências, a estrutural com o espaço arquitetônico. Para ele fazer uso da arquitetura, para ele fazer uso do benefício da estrutura de aço, transparência. E que se tenha uma mentalidade de industrialização, de construir montando, não construir concretando, construir por meio de montagem. Você monta, você passa tempo em projeto para montar muito rápido.
Que o projeto seja, ao ele contratar o projeto da estrutura, que ele condicione lá, tem que fazer projeto de todas as ligações e fazer projeto de fabricação, pelo menos corquis de fabricação. Isso fica melhor ainda se dentro desse processo ele já tiver selecionado quem será o montador e colocar o montador. para trocar a figurinha com o projétil da estrutura. As soluções vão ser mais... Quer dizer, o processo de montagem já estará planificado junto com o projeto da estrutura em si. Que haja rigor nas especificações. E tudo isso vai resultar em que esse empreendedor vai ter o orçamento dele exato. Com variação de mais ou menos 1% antes.
Essa industrialização, esse conceito de industrialização, de modulação, é o fundamental para se pensar, se partir para uma opção para o futuro de arte. Beleza?
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