Filosofia da Gestão de Risco | Podcast de Engenharia - Construção - Arquitetura

Samuel Sabino, a philosophy professor and bioethicist, explains how risk management works in everyday life and high-stakes industries. He connects ethical thinking and Buddhist philosophy to practical tools like SWOT analysis, and argues that responsibility for preventing disasters like Boate Kiss and Brumadinho is shared across parents, managers, and engineers.
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Construir, caste, arquitetura, engenharia, construção. Sejam bem-vindos a mais um episódio do Construir Cash. Agora, Samuel é o nome do convidado de hoje. O que vocês acham que essa xícara está fazendo aqui com garfo, com faca? Vocês vão entender ao longo do nosso episódio. É importante que você fique até o final. Samuel, seja bem-vindo ao nosso podcast. É um prazer enorme receber você aqui. Vamos conversar um pouco sobre a vida e, sobretudo, gestão de risco.
Sim. Obrigado pelo convite. A gente se conheceu semana passada, né?
Na Concrete Show.
É, e eu fiz uma provocação, e aí vocês, acho que foram provocados ali um pouquinho, aí eu joguei essa ideia, vocês compraram e eu tô aqui, né? Então eu queria te agradecer.
Eu acredito muito no poder das conexões. Eu entendo que o universo, né, ele tá o tempo todo aí... Conspirando. Conspirando, e a gente não se conecta... Por acaso. Nesse sentido, a gente estava ali passeando, conversando, e a nossa produção acabou fazendo uma pergunta pra você, alguma coisa relacionada ao universo da construção. E você falou... Vocês já conversaram com alguém sobre gestão de riscos? E, coincidência ou não, a gente estava tratando... Tava?
Ah, tava.
... desse tema. Eu falei, Gabriel, a gente precisava falar sobre esse tema, porque... Ah, tá. o que é gestão de risco, né? Então, enfim, só pra falar um pouquinho como nos conhecemos e como você chegou aqui hoje. Então, meu, eu queria que você falasse um pouquinho, falar um pouco sobre você pra gente iniciar esse bate-papo bacana que é gestão de risco na prática.
Fechou. Bom, meu nome é Samuel Sabino, eu sou professor de filosofia e eu tive a oportunidade de fazer uma pós em um mestrado em bioética. no caso ética, porque eu vim da filosofia, e como eu sou docente de universidades particulares aqui em São Paulo, eu tive a oportunidade de fazer um MBA em gestão de negócio. Estava até comentando agora há pouco que eu sou um tipo de filósofo enquanto formação, enquanto profissão, A gente vai conversar sobre tudo, mas eu não tenho aquela inclinação de ficar falando sobre política, discurso de gênero. Não é o meu olhar, não é a minha preocupação. Eu gosto de pensar o negócio, o business, como gerar riqueza. E não riqueza só de dinheiro, mas riqueza de desenvolvimento. Então tem muita gente falando sobre esquerda, direita, discurso de gênero e outras coisas. Eu gosto de falar de desenvolvimento humano, de como nós podemos melhorar a qualidade de vida, o nosso padrão de vida, Principalmente no Brasil. Então o meu negócio é business. Eu gosto de business.
E quando a gente fala de riqueza, é aquilo que você falou. Não necessariamente dinheiro. Qual a riqueza que traz felicidade? Porque tem gente que a única coisa que tem é o dinheiro.
Isso. Isso.
Ah, que profundo.
Essa é uma provocação. Você tem uma diferença entre o ter e o possuir. Sabe qual é a diferença? Não. Ter, eu tenho essa xícara aqui. Eu posso perder. O possuir é o que eu posso desenvolver em meu espírito, isso eu não perco. Então eu posso, ao mesmo tempo que eu estou possuindo conhecimento e desenvolvendo meu espírito, ao mesmo tempo eu posso estar enriquecendo com dinheiro. Mas eu não tenho controle de manter esse dinheiro na minha vida, mas eu tenho controle do que eu posso possuir de conhecimento. Se eu perder todo o dinheiro, porque eu não tenho controle sobre isso, de certa forma, eu perco, eu não tenho. Mas ainda que eu perca todo o dinheiro, tudo que eu possuir de conhecimento, eu não perco. Então a diferença entre ter e possuir é exatamente isso. Ter é aquilo que você conquista e perde, e possuir é aquilo que você conquista e nunca vai perder.
E nunca vai perder. Que a gente usa muito o ser. E o ter.
Isso. É. Vai por aí.
Bem nessa...
Isso.
Nessa linha.
É.
Quando você traz uma coisa que quando eu possuí, eu fui atrás, eu adquiri algo que ninguém tira de mim.
Exatamente. Por exemplo, nós estamos desenvolvendo o quê aqui? O ter ou o possuir? Possuir.
Possuir.
Então, ah, de repente ele falou uma coisa que é legal. Vota o vídeo e assista dez vezes. Até pegar a ideia. Igual eu peguei de outro porque assisti dez vezes. Então a gente tá trocando, fazendo esse intercâmbio pra possuir conhecimento. Porque a alma precisa ser desenvolvida, né?
É, nesse sentido também, né? Que a gente tem esse propósito, inclusive. de o que eu acredito que a gente tem como valor, como a gente pode levar isso para outras pessoas.
Isso.
E a nossa discussão antes é, Samuel, como que a gente traz uma comunicação de forma que todo mundo entenda? Tendo em vista que a nossa audiência são arquitetos, engenheiros, investidores, pedreiros, enfim, a gente tem uma abrangência de público muito grande. Por essa razão, a gente toma alguns cuidados com a linguagem, pra que a gente atinja o maior número de pessoas possível. Dessa forma que a gente, de fato, cria uma... conexão muito maior.
Com uma preocupação de ser mais universal. Universal de atender todo mundo, acessar. Então, a dica é, esse momento agora, nós vamos tentar ser o máximo possível agradável, brincada, risada, e trazer o máximo possível de entretenimento, porque a vida já tem o seu peso, então a gente tem que dar risada, a gente tem que ser feliz. Só que parte desse momento está relacionado à construção de conhecimento. e com o som de conhecimento você não precisa ficar o dia inteiro, que inclusive o cérebro se desgasta, então 10, 15, 20 minutos, o máximo 50 minutos, uma hora já é legal, mas o que eu quero dizer é o seguinte, se esforce um pouco para vir até nós para adquirir e possuir um conhecimento que vai te colocar num outro nível. Então eu vou fazer o meu esforço, mas você também tem que fazer o seu esforço, porque não é entretenimento. Não é só esperar vir a piada e dar risada. Pronta. Entendi isso? Então, tô provocando, né? E aí tem uma primeira curiosidade, como que se dá isso? Uma vez, uma vez não, várias vezes, né? Em sala de aula, eu fiquei mais de 10 anos em sala de aula, né? Então um dia eu aprendi uma coisa. Então entra aquele professor que veio lá daquela universidade pública, bem conceituada, e ele fez o mestrado. Eu tenho mestrado. Você tem mestrado? Eu tenho. Então eu posso falar, eu tenho mestrado. Olha só como é importante, é chique, né? Então tá bom. O cara vem lá com o mestrado, o doutorado dele, muito legal. Isso é top, uma pessoa que conseguiu isso. É uma ascensão social, como diz um amigo meu, porque é um esforço de conhecimento. E o cara vem com uma pompa. Então ele começa a filosofar. Tive isso. Esse é um caso específico. Ele começa a filosofar, começa a falar, explicar, e é bonito. E aí você olha pro lado e fala, nossa, como ele é erudito, como ele é sofisticado. E você se encanta. Legal. Aí eu, no caso, já sei como funciona o negócio, falo assim, ô professor, só uma perguntinha, o senhor pode dar um exemplo? Aí eu falo, só um minuto, deixa eu acabar a minha exortação. Ah, tá bom. O professor é inteligente. Eu tô olhando com o aluno aqui. É inteligente ele. Aí mais dez minutinhos, professor, você pode dar um exemplo? Só mais um minuto, deixa eu só terminar aqui, porque esse assunto aqui vem dos deuses. Vamos esperar. Terceira vez. Professor, você pode dar um exemplo do que você está falando? Aí ele fala assim, como assim um exemplo? Ah, já me irritou. Como assim um exemplo? Não. Aí o David Hill me diz, todo conhecimento, todo conceito, toda ideia é ideia de alguma coisa. Lógico, tem variáveis, vai se quebrar, vai articular, mas isso é um ponto interessante. Todo conceito, ideia, conceito, é conceito de alguma coisa, representa algo no mundo. Se você não puder dar o exemplo que está no mundo, no mundo dos fatos, se o exemplo não encaixar no conceito, o conceito é vazio, não serve pra nada. Então, eu pergunto pra aquele erudito, pra ele dar o exemplo do que ele tá explicando, e ele não sabe, ele não sabe o que ele tá falando. Ele não domina.
Samuel, nesse sentido, eu quero trazer já, que você citou o exemplo, eu queria já trazer uma provocação.
Manda.
Vamos lá. O que é conceito? Você pode trazer um exemplo aqui, claro, onde as pessoas utilizam gestão de risco no dia a dia, usando essa xícara como exemplo?
Sim. Eu ia exatamente dar esse pulo pra chegar nisso. Então eu peguei. Já pegou. Só pra fechar a ideia, tá? Então, por exemplo, eu falo assim, olha, um exemplo. Você conhece a palavra gestão e risco? Vamos bem didático, tá? Pra gente chegar junto aqui na questão da faca.
Só rapidinho, pra não perder o ponto aqui, não perco o raciocínio.
Não, não vou perder.
Eu queria aproveitar o apoio da produtora de vídeos Infinity Plus, que é especializada em produção audiovisual pra construção, arquitetura, engenharia e indústria. E há o portal Hub Construção, que é um portal que tem o propósito, assim como o ConstriCast, de promover ideias e soluções para o mercado de engenharia, arquitetura e construção. Então, lá você tem uma série de conteúdos, você que quer aprender sobre tipo de vidro, sobre impermeabilização, industrialização da construção, tem tudo lá no portal Hub e Construção. Então, você que quer acessar já agora, hubeconstrução.com.br. Vai lá e divirta-se. Pode continuar.
Vamos bem aqui, pegando na mão, tá? Então, para validar o porquê que eu falo que você tem que ter a experiência, o conteúdo no mundo, encaixando no conceito, na ideia, para valer a fala, a explicação, e aí gerar o conhecimento. O conhecimento é a junção de prática e teoria. a experiência no mundo e a ideia e o conceito, tá? Então vamos lá, vamos perguntar. Você conhece a palavra gestão e risco? Conhece a palavra?
Eu conheço a palavra gestão de risco.
É, gestão e... gestão de risco. Essa palavra em português, né?
Conheço, sim.
Beleza, tá. Pergunta pra mim, então, o que é gestão E o que é risco? E eu vou trazer o meu dicionário, a forma que eu entendo.
Vamos lá. Samuel. Pergunta o que é. Samuel, o que é gestão e o que é risco?
Ah, legal. Você, então, está perguntando sobre o conceito. O que é o conceito? E o conceito vai explicar a essência. Em poucas palavras, gestão é aquilo que você faz e você pensa da forma que você vai gerenciar o tempo e o cadenciamento das coisas, como tem que fazer e como tem que desenvolver. Detalhe, vou te dar uma dica, tudo que eu falei aqui não tem imagem, não está no mundo. Gerenciar, tempo, não está no mundo. No mundo tem as coisas, quer dizer, eu expliquei qual é o conceito de gestão de forma teórica, abstrata, no mundo das ideias, é só conceito. E risco são coisas que podem te ameaçar, que podem te machucar, pode te prejudicar, pode danificar. Danificar, machucar, prejudicar não existe no mundo. São coisas de conceito. Você entendeu o que é o conceito de gestão de risco?
Eu entendi. Agora, quando a gente fala de risco trazendo, porque você cita risco como alguma coisa e tal, mas o risco também não pode existir numa palavra, no sentido de o que eu falo. que eu posso colocar outra pessoa em risco? Pode, pode. Como, por exemplo, diminuir, de repente, mexer com o ego, com a vaidade de outra pessoa que tem a autoestima pouco ali baixa, enfim.
Pode. Eu vou te mostrar a dificuldade de entender um conceito, tá? Calma, respira, dá pausa, volta. Aqui é pra aprender. Como me ensinar, eu aprendi? Acho. Agora eu vou te ensinar e você vai aprender? Acho, né? Olha só, segura um pouquinho. Pergunta pra mim o que é liberdade. Esquece um pouquinho de gestão de risco. Calma, vamos dar uma respirada. Pergunta o que é liberdade.
Vamos lá, o que é liberdade?
Liberdade é o conceitual. É o direito de ir e vir. Pegou a ideia? Agora pergunta pra mim a segunda pergunta prática. Professor, você pode dar um exemplo? Faz exatamente assim.
Professor, você pode dar um exemplo? Claro. Tô gostando desse episódio.
Claro. Olha só. Olha só. O professor que vai e volta na sala de aula. O pássaro que passa aqui pela janela. para lá e para cá. E o ônibus que sobe e desce a avenida, no mundo real, no mundo das coisas, para tudo aquilo que está para fora dos cinco sentidos, essas três coisas, ações ou comportamentos, são coisas distintas e não tem nada a ver uma coisa com a outra. Professor faz coisa de professor, pássaro faz coisa de pássaro e o ônibus faz coisa de ônibus. Porém, quando você pergunta pra mim o conceito de liberdade, e eu explico que liberdade aqui, você não precisa concordar, você precisa entender o que eu quero dizer, depois você discorda, quando eu digo que liberdade é o direito de ir e vir, é uma leitura conceitual, e eu posso dizer Significa que quando eu vou no mundo e eu vejo o professor indo e vindo, o passarinho indo e vindo e o ônibus indo e vindo, pelo olhar, pela ótica, pelo conceito de liberdade, essas três coisas são a mesma coisa pela perspectiva do que é liberdade, segundo o filósofo Samuel Sabino.
Olhando pelo lado conceito.
Conceitual. Então essa é a dificuldade. Então você precisa entender O que a pessoa está dizendo e o que ela quer dizer a partir dela. Você não pode interpretar de outra forma, você pode, mas se você quiser entender ela, você tem que entender o que ela quer dizer a partir dela. Samuel, o que você quis dizer com isso? Eu vou te explicar. Ah, agora eu entendi. Então, as pessoas se desentendem, as relações se desgastam, porque na ausência de uma boa gestão de risco de relacionamento entre as partes da boa comunicação, você quer entender o que você quer entender, e você não quer entender o que o cara quer dizer. Estou dando um exemplo de gestão de risco.
Ou seja, qual que é o ângulo, o olhar, qual ângulo você está vendo a situação. Então, é importante até já trazer esse esclarecimento agora para que a nossa audiência não... Opa, peraí, por quê? O conceito para as três situações é igual.
Pela perspectiva do conceito, quando o conceito diz que liberdade é o princípio fundamental, ele é subsidiado por coisas secundárias, que é o direito de viver e tal, aí você pega o conceito, vai no mundo, pega lá o ônibus, o pássaro e o professor e encaixa no conceito, você fala assim, bate. Faz sentido. Concordo, discordo, concordo em partes. Aí a gente vai pra outros níveis. Mas a gente vai conversar e se comunicar. Porque não é óbvio. Não é óbvio.
Não é óbvio mesmo.
Porque assim, eu sei o que eu tô pensando. Se eu não virtualizar bem isso pra você... Vai dar erro, e vai dar erro, porque eu não sei como você está emocionalmente, aí tem ponta de uma estrutura, né? Mas voltando, gestão de risco, quando eu falo que gestão de risco é algo importante a se fazer, e você me pede um exemplo, por exemplo, aqui tá no meio, tá? Por exemplo, você lava a louça. Olha que interessante.
Eu penso que todo mundo vai se identificar com esse exemplo que você vai trazer agora.
É, ele vai matar a pau. O que o olhar, o que a percepção de mundo, o que nós, enquanto capacidade de interpretar a realidade, podemos dizer sobre a prática da gestão de risco? Eu lavo louça, eu sei que essa parte aqui da faca ela não corta, porque ela foi pensada a forma de não me criar risco, porque eu posso cortar e me machucar. Mas essa parte é necessária para se cortar. Aí eu te pergunto, pode ser que isso nunca tenha acontecido, mas é uma ameaça. Quando você lava a louça, você põe a faca assim ou você põe a faca assim? Faz do jeito que você quiser, o problema é seu. Mas se você quiser olhar pelo olhar da gestão de risco, nas coisas mais simples, então o ideal, o adequado, o mais coerente para você eliminar ou mitigar ou tratar a ameaça do risco do corte você põe pra baixo, simples assim, é disso que se trata, mas não é óbvio, tem gente que faz isso com excelência sem nunca ter pisado numa porta de uma faculdade e tem gente que simplesmente tem experiência prática e conseguiu se revelar nesse conhecimento e outras pessoas.
Foram estudar Samuel, e trazendo esse exemplo que você deu, eu até posso revelar aqui pra vocês, não tenho vergonha, enfim, faz parte. Às vezes eu, quando estou lavando louça, às vezes na pressa, eu simplesmente lavo, pego tudo aqui, misturo aqui e acabo colocando tudo misturado. Já aconteceu, inclusive, de eu ir pegar algum ali na hora de secar e pegar e pá, me cortar. Só que assim...
Cortou mesmo?
Cortou, inclusive, sim, sim. Minha mão, meu dedo, enfim. Só que mesmo tendo consciência, Só que muitas vezes, não sei se eu posso chamar de preguiça, de na hora que eu estava lavando ali, já ir pegando, já ir mudando aqui, colocando para baixo, enfim, alguma coisa que eu não sei explicar. Razão pela qual, como a gente está falando muito, o que a gente está conversando está muito ligado também à filosofia e tal, e quem tem o hábito de estudar, ler sobre filosofia, acabar perdendo aquele hábito de julgar. Então, eu fiz tanto isso e faço tantas outras coisas. que eu acabo, em mim, eliminando o julgamento. Lógico que existe um certo julgamento dentro de nós, mas eu falo que quem consome filosofia, a gente acaba sendo ensinado a não julgar sempre, se colocar no lugar das pessoas. Então, como que você vê, no caso, o meu, minha situação, que mesmo tendo consciência ali do risco, e já aconteceu comigo, eu ainda tenho o hábito de fazer isso?
Então, por exemplo, se você entende que é uma ameaça, que ela não vai te criar uma... Ela não é tão crítica, você não vai tratar. Vamos numa coisa mais dura, mais triste que aconteceu no Brasil? Olha só. Sabe a Boate Kiss?
Sim. Inclusive já foi tema aqui.
Já foi tema?
Sim.
A Boate Kiss é um negócio... É triste, mas ao mesmo tempo é maravilhoso para entender o que é a gestão de risco. Vamos na prática? Vamos pensar as pessoas que perderam os seus entes. Olha só. Quando você... Uma pergunta anterior. Quantas boates... Você está a quantos anos?
Acabei de fazer 40. Sou um bebê ainda.
Bebê. Eu sou um bebê que está começando a querer engatinhar. Estou 42. Olha só. Você lembra de quantas boates pegaram fogo nos seus 40 anos de vida?
Eu não lembro de nome, mas eu já ouvi aí pelo menos umas três.
Umas três, tá. Você lembra de boates que pegaram fogo em menos de dois minutos? Matou quase todo mundo. Dois minutos, não é meia hora. É dois minutos. É dois minutos, é assim. Dois minutos, a gente consegue ficar sem respirar em dois minutos. A gente consegue ficar em silêncio em dois minutos aqui na live sem comprometer nossa qualidade de vida. Olha que interessante. É tão absurdo o que aconteceu ali que você tem vários profissionais cadenciados um após o outro para olhar na sua especificidade aonde tem a ameaça que pode vir e aonde eu sou fraco. Então, quando você faz gestão de risco, você vai fazer a SWOT. O mundo tem ameaças e oportunidades que estão no futuro, lá fora, sempre no futuro, e você sempre tem ponto forte e ponto fraco que está sempre no presente aqui dentro. Então, qual é o nosso papel da gestão de risco? Eu já estou explicando a teoria da gestão de risco.
É importante, quando você fala do SWOT, é importante você falar, porque eu acredito que muita gente que está nos assistindo, ouvindo, não conheça. Só para você entender os pontos fracos, os pontos que merecem atenção.
O que é SWOT? Então, vamos lá. O Blanco, como eu falei, vai ter que terem medo, vão dar risada, mas faça um esforço.
Sim, e aqui, justamente, a gente tem o intuito de também ensinar as pessoas.
Isso. Olha só, o que é SWOT? Ou fofa, em português. É assim. Você tem quatro palavras. Você tem quatro conceitos. Você tem quatro olhares. Eu gosto sempre de fazer assim, ó. Você faz um X assim, um mais, né? É, faz um... Uma cruz ou um mais.
Isso.
Aí você vai pôr. Eu ponho assim, sempre. Eu já dei muito treinamento disso. Na parte de cima, eu vou pôr ameaça e oportunidade. E na parte de baixo, eu ponho força e fraqueza. Por quê? A parte de baixo do desenho é o que tá perto de mim. Tá agora, aqui ó, tá aqui. É bem didático isso, tá?
Sim.
Bem intuitivo. E ameaça e oportunidade, ele está lá fora, por isso que eu tô pondo assim pra cima, tá? Então nunca vai ser da outra forma do jeito que eu faço. A ameaça é algo que vem de forma negativa, que vai te comprometer. A oportunidade é coisa que vai vir de forma positiva, mas está no futuro. E o mundo é um celeiro de problemas que sempre haverá oportunidades e ameaças o tempo todo, para tudo e tudo, tudo, tudo. Ponto. Certo? E a fraqueza e a força, eu sempre vou ter pontos fortes e pontos fracos. Moral da história. Na boate Kiss, existiam 1, 2, 3, 5, 10 profissionais responsabilizados para a gestão de risco. Então ele tinha que saber quais eram os pontos fracos que cabiam ao olhar dele, e se caso viesse uma ameaça, ele teria que deixar aquele ponto fraco forte para segurar o impacto da ameaça não entrar. Se a ameaça vier, e ela vai vir, porque é coisa da vida, é coisa do mundo, se você estiver fraco, ela vai te derrubar. É isso, é disso que se trata. Então quando o rapaz, ele riscou lá o negócio e o fogo subiu e bateu lá na espuma, que não era anti-chama, eles colocaram algo com uma fraqueza que se caso viesse a ameaça do fogo, ia destruir tudo. É disso que se trata. Então, eu preciso ter um aprendizado, eu preciso aprender a olhar o mundo pela gestão de risco, porque é um mundo, é um lugar que vai te ferrar o tempo todo, pra não falar outra palavra.
E nesse sentido de ameaça de riscos, que depois a gente vai continuar esse bate-papo, eu tô adorando, porque... Quando você começa a trazer esse olhar do risco, o que que eu tenho controle, o que que eu não tenho, até eu vou trazer um exemplo pra você que é pai, pra você que tem amigos, pra você que é tio, eu tenho um filho de nove anos, enfim, quem acompanha o podcast é que sabe, e sempre assim, eu comecei a trabalhar muito cedo, com oito anos de idade, então eu tenho aquela ausência de brincar, hoje eu tô compensando um pouco com meu filho. A gente brinca muito em casa, enfim, então a minha esposa tem lá duas crianças e eu me orgulho muito disso, me divirto hoje com ele. Só que em função da minha percepção de mundo, Eu tô o tempo todo ligado. Quando eu estou brincando com ele, por exemplo, às vezes ele fica brincando de bater ou então de me puxar. Só que no momento que eu estou puxando ele, que ele tá voltando com o corpo pra trás, e de repente tem uma quina, tem um móvel, alguma coisa que de repente ele corra o risco de escorregar, de soltar da minha mão e bater a cabeça... Você perde ele. Eu perco ele. Simples assim. Então, essa gestão de risco é importante. Na hora eu já falo, filho, parou. Nós vamos pra esse lado por isso, por isso e por isso.
E você fez faculdade pra estudar sobre isso? Não. Mas você faz?
Não, eu não fiz.
Não, não. Você faz gestão de risco. A gente faz gestão de risco o tempo todo.
Então, isso é legal porque...
É toda hora.
E isso é importante que eu tô incutindo nele esse cuidado e eu tenho certeza que ele acaba levando isso pra vida.
É, só um ganchinho. O papel, como diz Emmanuel Kant, no livro Esclarecimento, no texto Aufklärung, o que é esclarecimento. Aufklärung, esclarecimento, o papel do mentor é tirar o estado de minoridade do meu mentor, do meu tutorado, e colocá-lo em um estado de maioridade. No caso aqui, estou fazendo uma leitura, o seguinte, está em nosso papel, como vai dizer Victor de Sales, na leitura dos 12 trabalhos de Hércules, está no papel do mais velho do pai, fazendo um paralelo ao Kant aqui, identificar as vicissitudes dos nossos menores, porque toda criança nasce viciosa, e extirpá-la para que na fase adulta ele esteja mais virtuoso e seja uma pessoa mais forte e potente com virtudes e seja uma pessoa de mais oportunidades e menos ameaça você está fazendo o seguinte, você está eliminando os vícios de uma criança desequilibrada porque isso vai prejudicar ela agora bater a cabeça, no futuro matar alguém porque dirige que nem um louco É disso que se trata. Gestão de risco forja o caráter, a ética do outro que nasce com vicissitude, como diz Victor de Sales nos Dois de Trabalho de Hércules, ou como diz Kant, que o homem está em estado de minoridade e precisa atingir a maioridade. Gestão de risco está em tudo.
E aí eu vou trazer outra provocação aqui, não provocação, mas na verdade é uma outra situação do dia a dia. Eu tenho filho de novo, falando, e como todo pai ou mãe, a gente tem os dois lados da educação. Então eu tenho aquele papel enquanto ser humano de não amedrontar ninguém, de não pedir para parar. Eu tenho o hábito de falar, cuidado, você caiu dessa forma, mas para que você não pare.
Emancipá-lo.
É, não tenha medo. de seguir. Se cair, coloque o braço ou tente agir dessa forma.
Você não é nem negligente, nem prudente, nem perito. Você forja ele.
Sim. Isso é um ponto. E eu vejo muito no dia a dia, principalmente, desculpa as mães aqui, mas eu vejo principalmente as mães pedindo, ah, não faz isso, ah, não faz isso, não faz isso, não faz isso. Cortando as asas. E aí a gente está falando muito de gestão de risco. E esse risco também é dessa pessoa se tornar uma pessoa que não emancipa.
O outro do estado de minoridade, mantendo-o sempre no estado de minoridade. Isso.
Entendi.
Com descante.
Que você acaba causando uma certa dependência.
Isso, isso.
Esse adulto cresce, que seja uma mulher ou um homem.
Despreparado.
E ele vai estar sempre refém emocionalmente de alguém.
Isso, e aí eu vou fazer um desabafo.
Bora.
Eu como docente, nós estamos numa era onde a escola com todo o respeito e todo o carinho, eu tô provocando. É um lugar infernal pra você trabalhar e pra você viver. Pra todo mundo. Pra todo mundo. Porque os pais e as crianças não conseguem lidar com a frustração. Então eles voltam, eles massacram, eles minam a saúde do professor. O professor hoje, ele não é professor. Ele é uma pessoa que adoece a cada hora do seu trabalho, porque as crianças, elas estão impossíveis, elas são extremamente viciosas, elas não têm limite e elas não conseguem lidar com a frustração. Elas voltam pra casa, os pais, aí a gente vai desdobrar um monte de coisa aqui. O pai volta e massacra o professor. Hoje nós estamos numa era onde o aluro diz pro professor o que ele vai ensinar ele. Então, porque não consegue lidar com essas frustrações. E isso é uma fraqueza ímpar na história da humanidade. Estou parafraseando aqui o nosso presidente. Pela primeira vez na história da humanidade... Mas é bem isso. Nós estamos com uma geração frágil espiritualmente, porque ela não conseguiu sair do estado de minoridade, que vem dos pais dessa geração. Então, está um inferno, é uma coisa doentia você viver dentro. de uma escola dentro de uma sala de aula e as pessoas estão adoecendo por causa disso. Então, na gestão de risco, a fraqueza é os espíritos não estão forjados para lidar com a frustração.
Me empresta seu celular. Seu celular, seu celular. Agora, eu vou... Tá bem didático esse podcast de hoje, tá? A gente tá falando... do dia-a-dia, né, dentro de casa, na vida, mas, sobretudo, isso serve pra dentro das empresas.
É, a gente tá dando um voo panorâmico.
Tá dando um voo panorâmico.
Tá. Então, vamos fechar.
Vivemos dentro das empresas. Na minha, no meu modelo de gestão, eu não consigo, eu não costumo proibir nada. E você tá falando da fraqueza mental das pessoas. Não, não vamos generalizar, porque tem muito jovem, muito, muitos adolescentes, que eles têm uma boa formação e, sobretudo, um bom direcionamento dentro de casa. Você é gestor. Tenta tirar um celular desse, sabendo que é pro bem do seu colaborador. Pede pra ele deixar isso aqui dentro da bolsa dele. Deixa pra tocar. Se alguém tocar, lógico, se o celular tocar, ele vai atender. Tenta deixar.
Complicado.
Complicado? E a gente tá vivendo isso hoje não só dentro das empresas, essa falta de produtividade, porque assim, não importa a área que ele tá atuando, quando eu não estou mentalmente focado naquilo que eu estou fazendo, eu estou gerando um risco. Que seja um risco financeiro, porque... Imagina, eu tô fazendo um trabalho que ele não requer um... Não é um risco... De atroplexidade? Sim, mas tudo bem. Mandei de repente um texto que eu tô escrevendo, e eu não foquei o suficiente em função da minha cabeça, não estalei 100% naquilo, porque eu estou pensando na mensagem que eu não recebi ou então que não responderam. O que acontece? Eu coloquei ali de repente alguma palavra errada, Me prejudiquei com aquele cliente. Como que não viram que essa palavra está errada? E por conta de uma pessoa que não está focada, eu coloco muitas vezes um cliente. Acabo perdendo um cliente.
Sim. A ausência de uma vírgula. O mal-entendido.
Sim, sim. E aí, levando isso para dentro das escolas... Que também é uma coisa que eu vivo hoje. Meu filho tem 9 anos, não tem celular e vai ter o celular no momento certo que ele consiga entender para que serve um celular. Será que ele tem um emocional suficiente para entender como lidar com essa tecnologia? Com as ameaças e oportunidades que isso pode trazer? Então, esse ponto que você traz das escolas é importante, porque, assim, os exemplos que eu vejo e que muita gente vê, mas que é, tudo bem, esse problema não é meu, é meu sim.
É nosso.
É nosso. Então, agora eu queria que você falasse um pouquinho como que você entende essa parte de riscos, né? Que esse risco mental, essa dependência emocional, de, por exemplo, estou dirigindo e eu preciso, de repente, atender uma ligação, essa ligação pode ser atendida depois, essa mensagem pode ser respondida depois.
Vamos trazer um outro conceito?
Bora nessa!
Vamos mudar a musculatura?
Bora!
Tentando responder isso que você perguntou. Quando você está no olhar da gestão de risco, tem uma outra pergunta que você pode fazer, que é, por exemplo, em relação a tendo ou não o telefone, ou a questão da botkins, para a gente pegar a imagem do que eu estava falando ainda. Nós temos que perguntar o seguinte. Criticidade versus probabilidade. Quando eu perguntei pra você quantas boates pegaram fogo aos seus 40 anos? Ah, uma, duas, três, tá, mas é muito pouco. A pergunta é a seguinte, qual é a probabilidade de uma boate pegar fogo e matar quase todo mundo em dois minutos? Qual é a probabilidade? Aí você vai pra estatística. Na estatística, Eu não posso falar zero, porque se aconteceu pelo menos uma, então está dentro do parâmetro. Então, de 1 a 5 é 1. A probabilidade é 1. É muito baixo, mas se pegar fogo e as portas estiverem fechadas, qual é a criticidade de 1 a 5? 5 é pior. A probabilidade pode ser 1, mas se é crítico 5...
Porque não pode acontecer na minha.
Não pode acontecer. Nem na minha. Porque a vida tem valor. Então, ela não pode acontecer. A probabilidade é baixa. Se é crítico, é cinco. Meu irmão, para tudo. Não paga pra ver. Mas a gente é negligente, imperito, muitas vezes e tal. Muitas coisas passam a batida, a gente dá sorte. Mas se acontecer, é a criticidade. Então, um aprendizado sobre... você melhorar e se aperfeiçoar sobre o olhar da gestão de risco que você faz o tempo todo, toda hora, mas faz de forma intuitiva. Se você analisar que a criticidade ela é muito alta, você vai ter que parar agora e você vai ter que reformular isso, vai ter que analisar isso, porque se pegar fogo aquela moça de 21 anos que acabou de receber a mensagem que ela passou no vestibular e ela vai fazer medicina com bolsa integral e era o sonho do pai e da mãe dela e semana que vem, porque hoje é sexta, ela tá com as amigas para comemorar. Ela tá muito feliz. Ela tá ali às uma e meia da manhã, muito feliz. Ela tá muito feliz. Você não tá entendendo. Ela tá muito feliz. E o pai e a mãe estão acordados, mas não preocupados. O que tá acontecendo? Eles sabem que ela tá dentro do ambiente dançando. E ele vai levar e vai buscar. Eles estão muito felizes. Eu tô sendo bem teatral.
Vira, você incorporou um personagem agora.
Eles estão muito felizes. O Brasil é muito feliz. Minha filha é doutora. Daqui meia hora, o telefone toca. Acabou o sonho. Você é um animal. Você não fez a gestão de risco, a responsabilidade era sua. Como que você deixou pôr a espuma, como que você, você, você... Não importa, eu não tô achando culpado. Que também não vai resolver. não tem mais felicidade, porque a criticidade era muito alta. E você não está lá se atentando muito sobre o olhar da gestão de risco. Como assim? Como assim? Como que você está brincando com seu filho de forma tão negligente, imprudente, imperito e cheio de pontas para bater a cabeça e você não analisou? Mas você é um ser humano, um filósofo por natureza, porque filosofar é uma propriedade, uma condição da razão. Aí eu tava falando agora há pouco, a vida tem coisas que você controla e tem coisas que a gente não controla. Você não controla o que vão falar e vão pensar sobre você. Não tem jeito. Você não controla o fato de você geneticamente estar apto a ter um câncer. Vamos ver se vai dar sorte ou não de ter esse negócio. Mas tem coisas que você controla. O que você controla verdadeiramente é... O mundo vai te ferrar, o mundo vai te ameaçar, vai te machucar. Como eu vou lidar com isso e como eu vou responder a isso? Você vai segurar o seu menino com mais força, vai desviar o corpo dele ou vai parar de brincar. Porque você naturalmente é um filósofo. Você tem capacidade de pensar, você se aprimorou cada vez mais sobre gestão de risco, ele não vai machucar. E daqui ele tá com 9, daqui 10, 11, 12 anos, você vai ficar muito feliz. Porque ele vai entrar na faculdade, ele vai se realizar enquanto homem, e você e a sua esposa. Mas vocês vão ficar muito felizes, você fez bem e boa gestão de risco. Ah, mas vamos falar de negócios? Tá bom, entende aqui que você vai entender tudo isso. Faz sentido?
Não, todo sentido. E é muito bacana, eu falo né, esse tipo de bate-papo que estamos fazendo aqui agora, é muito bacana quando você aí do outro lado que tá ouvindo ou assistindo, tem essa percepção, né, de se esforçar pra entender, mas por que o exemplo do filho? Ah, mas por que o exemplo, de repente, ah, do que você tem controle ou não? Quando eu falo do meu filho, eu tô induzindo você, de uma forma, a olhar pro seu colega de trabalho, você que tem mais experiência, de repente. Você que já viveu situações que, de repente, esse seu colega não viveu ainda. E como que você, enquanto pessoa mais experiente, pode contribuir com a formação desse seu colega?
Isso.
Então, quando a gente fala de gestão de risco, o especialista aqui é você, mas eu já entendi um pouco do que conversamos. que, de fato, eu, Paulo, estou fazendo gestão de risco o tempo todo. Agora, cabe a responsabilidade que eu estou aplicando naquele colega, naquele filho, naquela colega. Enfim, então, se tudo bem, não é meu filho, que seja filho de outro, que seja um colega de trabalho, qual que é a minha responsabilidade em relação a essa pessoa? Quando a gente, lá no início, a gente estava falando de ângulo. De olhar. Você deu o exemplo do professor vindo, do pássaro passando, do ônibus e tal.
O olhar do conceito.
O olhar do conceito. Nesse momento que eu estou segurando essa criança, eu estou vendo que tem algo atrás dele, que se ele soltar a minha mão, ele pode bater e morrer. Desliga, então, ou seja, o meu olhar para essa situação. E aí eu trago essa reflexão aqui para o seu dia a dia, para os seus colegas, para dentro da sala de aula, para você pai, o que você está fazendo com o seu filho em relação, você está transferindo a responsabilidade para o professor? Quando, na verdade, quando eu falo em responsabilidade, responsabilidade é de todos.
Você tá falando dessa responsabilidade? Você tá falando da questão do compromisso que nós temos com as outras pessoas, do processo educacional, aprendizado, né? Fazer pelo outro e tal, não é isso?
Sim.
Posso sair um pouquinho fora do tema, pra ganhar uma musculatura no outro setor e voltar e começar a descer uma água e essa água subir grande, forte?
Bora!
Você acredita em Deus?
Muito.
Eu acredito. Seja lá o que eu queira entender como que é Deus.
Eu acredito bastante.
Você acredita, tá? Ok. Eu aprendi numa religião aí, eu não vou trazer nomes, se você se identificar você vai entender, que quando você vai acender uma vela, Eu não sou dessa religião, eu sou nascido e criado numa outra, cristã, tá? Mas eu sou filósofo, então não me convém conhecer, que aí eu posso dividir depois o conhecimento. Quando você vai acender uma vela, que lá tem um propósito e motivo, você pega e acende a vela e você faz assim, consagra essa vela segundo a lei e a justiça divina do pai maior. Nossa, lá na minha... religião dos meus pais não tem essa linguagem, é outra. Mas a oração é a mesma, mas é outra linguagem. Aí, beleza. Aí eu fiquei pensando assim, né? Puxa, a vida é segundo a lei, a justiça, tá bom, mas que lei é essa de Deus? Aí quando você vai no mundo das leis, você tem lá princípios. Não roubar e não matar e não fazer não sei o que lá. Eu vou te fazer uma provocação, uma pergunta já indutiva, já induzindo a uma resposta. Qual é a única lei de Deus?
A única lei de Deus? O amor?
Bota tua pau. É o amor.
Acertei?
É isso. É o amor. Só que ela é a lei ou o princípio fundamental. Só que depois você vai desdobrar e vai ter os princípios secundários que vai dando toda essa musculatura. Só existe uma lei no universo. Uma lei. É a lei do amor. Na prática, nós, enquanto formadores de outras pessoas, como pessoas que estão nos forjando, você só tem um caminho, é pela lei do amor. Então, tenha carinho, ensine a outra pessoa pela lei do amor, porque você só vai construir as coisas com a lei do amor. Onde não tem amor, tem destruição. você vai ter que entender a sua companheira, mesmo ela te irritando. Se não for com amor, você vai separar. Se você não fizer o traço do cimento, na regra, se você não fizer com amor, esse prédio vai subir em tantos meses, ele vai esfarelar e vai cair igual no Rio de Janeiro. O cara que temperou lá a alquimia do cimento, por corrupção ou burrice, ele não fez com amor. Esse cimento não está acurado segundo a necessidade própria para dar dureza X. Você só pode fazer as coisas com amor.
E quando a gente fala de amor, que você traz o exemplo do cimento, se você não faz aquilo, se você não tem amor, se você não coloca amor naquilo que você está fazendo, ou seja, na preocupação daquele traço ali que você está Fazendo oi em qualquer área da vida, você acaba colocando a vida dessas pessoas que vão morar, que vão operar, enfim, alguma coisa que você foi responsável por esse processo de construção. Então, nesse sentido, o que é amor pra você?
Tá. Aí agora vai uma coisa bem filosófica.
Bora. Tá?
É... Amor pra Platão... Você vai estar no último, você tem um monte disso aí, tá? Mas eu vou dar essa pincelada, tá? Olha que interessante. Amor pra Platão é Eros. Eros é desejo. Eu desejo o que eu não tenho. Aí, você me permite... Nós temos uma moça aqui dentro, e temos outras meninas que estão assistindo, mas eu vou usar o exemplo bem relacionamento e bem visceral, tá? Com todo respeito e carinho.
Imagina, fique à vontade.
É pra chocar, não banalizar, tá? Por exemplo, já aconteceu com você e com as mulheres de você se encantar com alguém e você vai viver uma aventura naquele dia? Pode acontecer no mesmo dia ou pode ser em breve. Não importa. Isso acontece. É da vida dos humanos. Você vê ele, ele é bonito, ele é bonita, ele é atraente. Ele é gostosão, ele é gostosona, e você vai lá e tem desejo, que é do homem, né? É da mulher.
Do ser humano, né?
Do ser humano. E você vai lá e você criou um acordo com ela rápido, e você vai pra um outro ambiente. Eu tô falando de forma bem formal, assim, mesmo sem entender, sem a emoção, tá? E aí você vai lá e você vai ter algumas práticas, e alguns desenvolvimentos, e alguns estímulos, e você vai ter uma intimidade com ela. Entendeu o que é que eu desenho?
Entendi. Aí compreendi.
Compreendi e já fiz uma vez na minha vida. Aí você pega e o desejo, o eros, ele vai potencializando até chegar no clímax da entrega e é onde tudo se realiza e você tem ali o ápice da felicidade que dura três, quatro, cinco segundos. Só? Dependendo. Beleza. Aí, naturalmente, você volta a estaca menos zero. Zero é quando você acorda, aí quando.
Você... Que pode ser o arrependimento.
É, eu nem vou entrar nesse mérito, tá? Mas é onde eu quero chegar. Aí você vai ao longo do dia, vai subindo o desejo, você se arruma, aí você vai pro encontro, aí você tá um desejo oito, nove, aí você vê aquela pessoa que é um... É aquela pessoa que você... Aí o desejo vai pra dezesseis, dezessete, aí você vai conversar, vai batendo quarenta, cinquenta, aí você abraça e beija, vai pra sessenta, aí você vai lá pra aquele lugar, vai bater oitenta, aí você já vai chegar no clima que você vai bater o cem. Tum! Automaticamente. vai ter uma queda energética e você vai para menos do que você estava antes, porque você entregou muita energia. Se você estiver no Eros, após a entrega, você vai pensar, o que eu estou fazendo aqui? Quando não, até Náusea. Porque ali era uma relação de eros. Você realizou o eros. Você entregou o amor que tinha para aquela pessoa na esfera do eros. Realizou o desejo, realizou o eros, acabou o amor. Você fala, o que eu estou fazendo aqui? Eu dei toda essa volta, mas você entendeu o que eu desenho?
Não, não, eu entendi. Mas é que assim, eu tenho... Olha que legal.
Isso é uma perspectiva, vou trazer outras.
Não, mas olha que legal de perspectiva, porque nesse sentido eu entendo Que o amor também é você ver, é você dar a liberdade do outro ser e estar onde e quando quiser.
Isso, é a questão da natureza humana que nós somos livres para escolher e Deus não toca nisso. Depois, se quiser, eu falo um pouquinho sobre isso e amarro com a gestão de risco.
Não, é que você trouxe um ponto importante, eu achei bem interessante, né? Inclusive os riscos. Que entramos em função de um desejo.
Isso, como uma gravidez.
Uma doença, ou o término de um.
Relacionamento, ou o envolvimento mais afetivo da minha parte, e ela não tanto, e ela vai embora, e eu sofro, e é por isso que na Bíblia diz que Deus é um sagrado de fornicação, que é a relação sexual sem compromisso de responsabilidade. Por isso que eu vou na igreja, eu vou lá em casa, você promete honrar a sua esposa na doença, na alegria total e põe aliança, por quê? Eu não vou poder fazer qualquer coisa sem responsabilidade, porque ela vai sofrer. Então, a ideia do matrimônio, da aliança, é para diminuir, em tese, o sofrimento das relações irresponsáveis. Então, eu não vou usar ela de qualquer jeito. Eu vou ter que encantar ela, vou ter que cativar, como diz o Pequeno Príncipe com a raposa. Porque eu sou eternamente responsável por aquele que eu cativo. Está lá no livro, o Pequeno Príncipe, a parte da raposa. Então, é isso, certo?
E agora, vamos falar de questão de risco.
Espera aí, vamos trazer um outro, amor.
Bora!
Gestão de risco está relacionado a quando você se propõe a se relacionar com outras pessoas só por mero desejo ou interesse, sem levar em consideração os sentimentos da outra. Então, se você tivesse feito uma gestão de risco um pouquinho melhor, Você não teria sido tão negligente com os sentimentos daquela menina e teria sido um pouco menos egoísta pensando só apenas no seu prazer. Pensando apenas no seu prazer. Há uma gestão de risco aqui? Há. Então o Eros precisa ser muito bem controlado. Tudo bem pra você? É só uma brincadeira de prazer e diversão essa noite? Beleza? Ok, fechou. Ok, gestão de risco foi tratada. Agora, se eu tô com segundas intenções e vejo que você tá se envolvendo, alguém vai sofrer porque você está frágil ou fraca na relação amorosa achando que eu vou amonetar com você e eu não vou, eu só quero o prazer.
E do outro lado quando você traz essa clareza...
É um acordo.
É um acordo. E aí vai pra ética.
Mas ainda tem risco. Mas ele tá sendo melhor tratado. Na gestão de risco ele foi melhor tratado.
Porque da sua parte você está... Ou seja, tudo bem. O que eu quero com você é isso. Estou sendo claro. Você quer seguir dessa forma, mesmo correndo o risco de sofrer emocionalmente, assuma o risco e segui.
Isso. Ou, como lá em Brumadinho, olha, essas muralhas de terra aqui não vai segurar. Vai estourar, porque eu tenho os engenheiros bons lá. Foi dito isso. Eu vou fazer o mix, você que se organize aí. Você acha que eles não sabiam que ia estourar lá as contenções das águas? Aí tem uma outra pergunta.
Essa pergunta eu vou deixar pra você responder.
Eu vou te responder. Olha só. Criticidade versus probabilidade e o que manda no mundo não é a ética, é o poder. Eu, como especialista em ética, digo pra você que ética, como vai dizer o meu diretor, e amigo, e mentor, e conselheiro, Donizete Louro, ética é vitrine perfumaria. Quem manda no mundo é o poder. O mundo não é... Lógico, a gente precisa ter isso, tá? O mundo não é conduzido por Immanuel Kant, é conduzido por Nicolau Maquiavel, o livro é o príncipe. Faça tudo para conquistar o poder e manter. Não seja ingênuo, certo? Então, lá o CEO tá perguntando assim, quanto custa para nós fazermos a gestão de risco e eliminar ou tratar ou mitigar a ameaça do estouro dessas paredes, que vai matar um monte de gente lá embaixo. Quanto custa? Custa 100 milhões de dólares. Tá certo. E se não cuidar? Vai estourar. Quanto vai custar em dívida com essas famílias? Ah, vai custar uns 2 milhões. Não tô falando que eles fizeram isso. Só tô elucidando um modelo mental de possibilidade. Não sei se eles fizeram isso, eu não tenho acesso. Não estou acusando. Deixa aí estourar, porque matematicamente é mais lucrativo deixar estourar. Ah, mas e a vida? Que vida, velho?
Eu não estou lá.
Eu não estou lá, não tenho empatia, não estou nesse envolvimento de responsabilidade ética, lá lá lá. Eu que mando aqui é olhar matemático. Tá errado? Não tá errado. É uma escolha, é uma liberdade, é o modelo de gestão de risco dele.
Samuel, e é importante esse olhar que você traz, inclusive para essa questão do poder, que de fato quem manda no mundo é o poder, e é importante deixar isso claro. Por isso que eu, às vezes, nos meus bate-papos com colegas, com amigos, eu falo que o mais importante que dinheiro são as relações que você cria ao longo da vida, porque isso te abre muito mais possibilidades de resolver questões...
Bonito isso que você falou, né?
Que com dinheiro você jamais resolveria, mesmo você tendo todo o dinheiro do mundo.
Bonito isso que você falou, né?
Você achou?
Ah, é bonito. É que nem todo mundo pensa assim. Continua.
Mas eu valorizo demais as minhas relações, as conexões.
Também.
Porque eu falo, pra que eu preciso ter uma casa com piscina se eu tenho o do Samuel aqui pra usar e a gente fazer uma festa? Porque se eu também resolvo comprar uma casa com piscina, imagina? Eu vou dividir a audiência. Então eu sou do tipo que eu acredito muito no poder das relações.
Sim, elas são poderosíssimas. Depois vou pegar a ideia do amor de Deus em relação a isso, pra fechar com isso.
E aí, Samuel, eu queria aproveitar, falando ainda nessa questão do poder e nessa conta, geralmente, que as pessoas fazem, que as empresas acabam fazendo, É notório o que aconteceu recentemente com esse acidente aéreo que tivemos. E tivemos aí, inclusive, várias matérias falando dos problemas recorrentes que essa aeronave teve até chegar no ocorrido do acidente. Que também, até trazer sua visão aqui, não é a nossa intenção aqui causar polêmica. Longe disso, mas eu penso que com esse exemplo que você trouxe de Brumadinho, tá diretamente ligado.
Sim.
Então tem situações que você tinha problemas estruturais ali na aeronave, teve uma série de situações que eu acredito que eles avaliaram e falaram, não, faz o seguinte, põe essa aeronave pra voar. Põe essa aeronave pra voar. E o resultado é o que tivemos aí, enfim, que infelizmente muitas vidas aí que acabamos perdendo.
Vamos fazer uma análise da gestão de risco?
Bora!
Eu não tô muito inteirado, tá? Sobre o que aconteceu, mas parece que também não teve tempo ainda de deferir. Eu não sei que pé que tá isso, tá? Mas primeiro, vamos lá. Ah, vamos olhar para a gestão de risco. Primeira coisa, acidente é uma coisa, incidente é outra. Acidente, se eu tiver errado na linguagem aqui, depois vocês me corrigem, mas que eu me lembro, tá? Acidente é algo que acontece da natureza, não está no nosso controle. Caiu um meteoro aqui, é acidente, matou um monte de gente, mas é acidente, o meteoro não está no nosso controle. O incidente é quando está no nosso controle, onde a gente, no olhar da gestão de risco, você foi imprudente, você foi imperito ou você foi negligente. E aí você vai responsabilizar as partes responsáveis. Parece que, no caso do avião, não é o único fator que derruba. Você tem que ter o azar de ter alguns fatores cadenciados que colapsam. Então, a pergunta é o seguinte, quais foram todos os fatores que cadenciou a cadência de tudo para derrubar o avião. Então, é isso que eles vão descobrir. Aí, depois, eles vão olhar, por exemplo, o gelo é uma condição acidental, ele vai gelar, mas o homem, quando faz gestão de risco, ele consegue pegar a fraqueza da asa que congela na frente e gera turbulência e perde a sustentação, ele sabe que ali gera-se uma fraqueza, ele faz uma gestão de risco, coloca um controle exatamente onde tem uma janela de vulnerabilidade, ele coloca uma janela, ele descobre a janela de vulnerabilidade, ele coloca um controle, que é por exemplo um sistema que derrete aquilo, e aí você resolve as fraquezas, trabalha as ameaças, Você deixa o avião forte e ele leva com segurança essas vidas e tem pessoas que se responsabilizam porque se profissionalizam em relação a isso. A pergunta é a seguinte, nesses fatores negativos, nessas fraquezas negativas que estão relacionados a incidentes, as pessoas que eram responsáveis Elas se mantiveram responsáveis, elas não têm culpa. Quer dizer, no final foi um acidente ou foi um incidente? Então, quando você tem o olhar da gestão de risco, você consegue analisar e fazer a pergunta adequada para se fazer o mais próximo daquilo que é justo. Ah, não, o avião não presta, mas como? Quantos aviões desses já não subiram? Há quantos anos? E ainda que tinha uma fraqueza que ela demorou muito tempo para ser descoberta, por ignorância do humano, a partir do acontecimento, em seguida eles calibram. Então, cada vez mais, cai menos avião.
Faz sentido isso? Sim. E até um ponto importante na sua fala é que quando você traz essa questão de quantos aviões desse não estão circulando todos os dias, E com segurança, justamente porque você tem, você consegue, quando surge uma situação como é o caso dessa vulnerabilidade ao gelo, você tem recursos ali que eles vão aperfeiçoando para melhorar, para que isso não aconteça. Portanto, a gente vive hoje na era das redes sociais, da informação rápida, então é muita gente... publicando, ah, que uma poltrona estava solta, e aí vem o meu questionamento, o que uma poltrona tem a ver com a aerodinâmica.
Isso, isso.
Entende? Com as questões que vão, de fato, derrubar um avião. Então, é bem interessante esse olhar que você está trazendo para a gestão de risco, né? A gente está aí dando várias voltas, eu penso que a nossa audiência está ficando maluca Mas a gente tá trazendo um exercício, né? Ou seja, você tem que se esforçar um pouquinho mais pra entender ali.
Não precisa assistir tudo de uma vez.
Sim!
Dá pausa, volta. Calma, é conteúdo.
Mas é interessante esse olhar, né? Porque a gente não tá fazendo aqui acusações, a gente tá trazendo reflexões. Isso!
Como analisar?
Analisar.
Posso trazer uma outra ferramenta?
Bora.
Eu lembro que na graduação eu usava o termo ferramenta, mas tinha um professor ou outro que queria morrer comigo. Mas como assim ferramenta? E na época eu não conseguia expressar o meu sentimento. Como eu tô mais maduro, virei professor, eu posso dizer então. É ferramenta. Ferramenta, eu quero dizer que eu vou te dar uma ferramenta de reflexão, uma forma de analisar que vai ajudar você a filosofar no seu livro de filosofia, ou você fazer as questões práticas do seu dia a dia, ou projetos lá na sua empresa. Então, é ferramenta. Aqui é um desabafo. Vou repetir de uma vez, ou eu vou te trazer uma ferramenta intelectual para você melhorar a capacidade de pensar. Então, se o meu professor estiver vivo, então ele vai ficar chateado, ou ele vai aprender, ou se ele estiver morrido, ele que ele vire no caixão.
Espero que o seu professor assista esse episódio.
Isso, tomara. Mas você é meu amigão lá, nem sei se você vai perceber isso, mas ficou comigo isso. É só brincadeira. É provocação.
É bem interessante, Samuel.
E... Qual que é a ferramenta?
Qual que é a ferramenta?
Não, você ia perguntar outra coisa.
Não, mas eu queria te perguntar qual é a ferramenta.
A ferramenta é a seguinte, você precisa aprender a ter uma análise crítica das coisas, dos acontecimentos, fazendo a seguinte pergunta, qual é o objeto do problema? Por exemplo, eu sempre dou isso em sala de aula, quem me assiste sabe. Você tem um prédio, vou contar a historinha pra ficar lúdico pra você guardar, tá? Então, tinha um casal jovem, a mulher foi embora porque ela não gostava mais dele por algum motivo, e ele começa então a beber todo dia após o trabalho. Então ele chegava todo dia lá no apartamento, onde ele morava com a esposa, é embriagado. Quando ele ia guardar o carro, ele batia o carro na coluna, em uma das colunas. E de tanto bater, a coluna começou a trincar. A gente precisa ter um conhecimento sobre estrutura predial pra saber que prédios caem e matam pessoas. Então, o advogado que mora, e percebeu, especialista em leis, em direito, liga pro engenheiro especialista em estrutura de colunas de prédio e fala, olha, eu preciso que você venha aqui resolver segunda-feira, oito horas da manhã. Ah, beleza, eu fiz doutorado nisso, eu sei tudo, eu vou resolver. Quando ele chega na porta do prédio, do prédio A, que tem o problema, não é o prédio B, não é o prédio C, ele está no problema. Ele chega e fala assim, advogado, olha, desculpa, estou em uma intercorrência, não vou poder te atender, se está liberado, entre e resolva, desligo. Ele está dentro do problema. Mas eu te pergunto, o prédio A, que é uma trinca problemática, Ele todo representa um problema? Não, porque o prédio A é feito de estrutura, mas de elétrica, de hidráulica e outras coisas. Elétrica e hidráulica está normal, funciona normal, mas o prédio A é o problema, mas não é o prédio no todo. Então, o que ele faz? Ele começa a andar em todas as salas, todos os andares, e começa a perguntar a pergunta de forma factual, concreta, mundo real, mundo físico. Aqui tem trinca? Não. Aqui tem trinca? Não. Aqui tem trinca? Não. Eu vou mudar a perspectiva da pergunta e perguntando a mesma coisa, agora de forma conceitual. Aqui está o objeto do problema? Aqui está o objeto do problema. Até que ele chega lá no último lugar e descobre, por Lady Murphy, que a trinca do prédio está aqui. Ele pergunta de forma concreta. Aqui está a trinca, quer dizer, de forma conceitual. Eu encontrei o objeto do problema. Nesse caso, a trinca é o objeto negativo. Ele pega o seu conhecimento, que é a solda e mais outros elementos, vai na trinca, solda aquilo, de alguma forma, dele, que eu não sei, não sei nada, sou engenheiro. Eu tenho só conhecimento intuitivo. Ele vai lá e solda. Ele substitui o objeto negativo pelo objeto positivo, descaracterizando o problema. Pergunto para você, que é um bom gestor de risco, que faz uma boa gestão de risco em tudo. Você sabe perguntar onde está o objeto do problema? Como é que se chama?
Matheus.
Matheus é o menino que tá aqui, ele é o rapaz que está no aparelho mudando as câmeras e monitorando tudo. Uma das câmeras não tá funcionando, a principal aqui do meio. Você sabe fazer a pergunta sobre o objeto do problema porque ela não tá funcionando? Qual é? Inventa uma. Eu vou responder. Estou só provocando. É que o Matheus observou que na hora que eu entrei, eu acidentalmente, criei um incidente aqui, que eu bati no fio e a câmera balançou, mas funcionou. Meia hora depois ela parou de funcionar, porque eu desencaixei parte do fio. Rapidamente o Matheus, sendo sagaz, perspicaz, astuto, conhecedor do que faz, ele fala, ah, primeira possibilidade, o objeto do problema é que o fio pode estar desencaixado, porque o Sabino encostou o pé. Rapidamente ele vai até o objeto, porque ele fez a pergunta certa, ele encaixa o fio e volta a funcionar. Resolveu o problema? Mas era a câmera no todo o problema? Isso, pode ser outro fio, mas aí ele vai cadenciando e vai eliminando. Mas como ele agora sabe fazer conscientemente a gestão de risco e sabe fazer a pergunta onde está o objeto do problema negativo, ele identificou a ameaça, identificou a generação de vulnerabilidade e ele tem um controle que é trocar o fio, ele faz gestão de risco e o podcast continua. Faz sentido?
Faz sentido. E nesse caso da coluna, especificamente, que esse cara ia sair e batia nessa coluna, qual que seria, de certa forma, as perguntas que esse engenheiro deveria fazer? Especificamente naquela situação.
Dentro da área dele?
Dentro da área dele.
Partindo da perspectiva de gestão de risco?
Sim.
Partindo da perspectiva de qual é a sua fraqueza e qual é a ameaça que pode entrar? Sim. Partindo da perspectiva fundamental de se perguntar qual é o objeto do problema? No caso da coluna, ele pode pensar Tudo bem, esse rapaz está batendo esse carro nas últimas duas semanas, mas ainda assim não era para quebrar. Esse cimento está fraco. Ou não. Vamos fazer o teste. Tira um pedaço, vai lá e faz a coleta, faz análise. Então, ele começa a perguntar vários possíveis objetos do problema negativo que se encontra, ou seja, vários pontos fracos que se encontra para tratar o problema. Então, fazer a gestão de risco é saber quais são. os pontos fracos ou os objetos do problema que estão ainda implícitos. Então, olha lá, existe, mas está implícito. E o papel dele é deixar isso explícito a tempo.
Inclusive, se ele identifica de repente que esse cimento, daquela situação, daquela coluna especificamente está fraco, isso pode ter ocorrido em outras colunas que não foi descoberto em função de ninguém ter batido ainda naquela coluna.
Quer dizer, a ameaça sempre esteve lá desde o início. Ou seja, a fraqueza está lá estabelecida, vindo de um futuro muito longe, porque esse prédio já tem dois anos. Essa ameaça está vindo há dois anos e ela vai se presentificar mês que vem. Quanto mais rápido você identifica a ameaça, ou seja, torná-la de implícita para explícita, quanto mais longe no futuro tiver isso posicionado e tornar explícito, mais tempo você tem de tratar a sua fraqueza, tornando-a forte, para na hora que a ameaça bater na porta e entrar, e ela vai entrar, você se preparou. Então, por que um CEO ganha muito bem, ele é o homem que mais ganha bem dentro de uma empresa, porque fica com essa provocação, um CEO ele é um grande estrategista de gestão de risco, porque ele tem um cérebro de uma tal maneira que ele consegue trabalhar ameaças e oportunidades que estão a longo prazo, a médio, a curto prazo de implícitos para explícitos, e ele toma manobras dentro do seu sistema de pontos fracos para tornar forte, ou pegar só aquilo que é força e aproveitar a oportunidade. Ou seja, ele faz o cruzamento da SWOT e as outras SWOTs, de forma tão eficiente que ele tá sempre um passo na frente quando o cara é um bom CEO. CEO faz gestão de risco com excelência. Você não quebra a empresa o tempo todo.
E agora, como a gente tá usando o termo gestão de risco baseado na filosofia, recentemente, alguns dias aí, eu vi uma postagem de uma modelo pulando dentro de um elevador com outros influencers.
Brincando.
Brincando.
Tá.
Comemorando.
Tá.
Nesse sentido, o que que seria uma... como que eu lido com uma situação dessa? Imagina que eu tô ali naquele prédio, na recepção, o próprio bombeiro tá acompanhando uma situação dessa. Que eu confesso que elevador é um troço que me assusta.
É por conta do imaginário coletivo, que ele pode cair, é muito alto. É, tem várias superstições.
É porque tudo bem, é que eu imagino ali o cabo central.
Mas não é só o cabo.
Não, não, tem uma série de travas laterais ali. Sim. Mas eu queria entender o sistema. O que que... Tudo bem esses novos aí, mas tem uns prédios aí que eu entro às vezes, eu confesso que eu, Paulo, fico um pouco assustado ali.
É, por exemplo, não sei se você já percebeu, tem vários prédios em São Paulo, mas necessariamente teve o primeiro prédio construído. E eu tive a oportunidade de ir no segundo prédio construído e andar nesse elevador. Com certeza, eles devem ter atualizado lá, mas o elevador do segundo prédio construído em São Paulo é uma coisa bem ferro, bem arcaica. Eles podem ter atualizado o sistema, mas eu imagino que os primeiros não eram tão inteligentes na gestão de risco, porque nem todas as fraquezas e ameaças tinham ainda aparecido para o aprendizado. Mas o que eu quero aproveitar aqui é o seguinte. Posso trazer... Eu anotei, eu vou ler aqui, tá?
Pai, por favor.
Eu posso te trazer as quatro nobres verdades do budismo?
Bora.
Que é a construção da doutrina budista. Então ele fala assim ó, primeiro ganho, olha só, então vamos ver aonde eu vou colocar isso, tá? Então eu tenho lá um grupo de pessoas que está feliz. E ele só quer se divertir. Tá tudo certo. É melhor estar lá feliz, alegre, pulando, do que triste, cheio de problema de saúde, usando coisas que vão prejudicar a saúde e tal. Então tá tudo certo, né? Às vezes a gente fala assim, sem juízo, né? Cabeça vazia. Que seja vazia, mas tá feliz. Não prejudica ninguém, fica vazia.
Isso é bom. É um ótimo olhar.
É. Aí ele fala assim, primeiro ganho. Primeiro a nobre verdade. O sofrimento existe. Olha que interessante já. Se o sofrimento existe, vou repetir, o sofrimento existe. Então, tem coisa na vida que está te machucando? Relaxa, que nem diz o porpetone lá do A Praça é Nossa. Relaxa. Sofrimento existe, é isso aí, não tem como escapar. Primeira verdade, sofrimento existe. Então já uma dica, vou ter que aprender a fazer gestão de risco para diminuir o sofrimento, né? Ok. Dois...
Calma, já vou começar a praticar isso.
Eu te mando no WhatsApp.
Por favor, me manda.
Dois, sofrimento existe? Tá bom. Qual é a causa do sofrimento? Os caras são inteligentes demais. Ele diz que o sofrimento existe, é um fato, mas a causa do sofrimento é a ignorância. Então parece que a sua crítica ao analisar aquilo é, mas que ignorância. Aquilo pode quebrar e cair e matar todo mundo. Essa parece que é a crítica implícita. Tá. Aí ele fala o seguinte. O sofrimento existe? Sim. Qual é a causa do sofrimento, nesse olhar? É a ignorância. Ok. Três. Porém, o sofrimento pode ter um fim. E como que você dá o fim do sofrimento? Saindo do estado de ignorância. Como que você sai do estado de ignorância? Aqui, estou vendendo esse peixe.
Aprendendo a fazer gestão de risco.
Por qual olhar? No olhar do relacionamento com a sua parceira, eu que sou menino e gosto das meninas. na relação que você tem com o seu negócio, na relação que você tem da forma que você conduz o carro na rua correndo que nem o louco, é que tem relação com tudo. Se você está no mundo, se você vive no mundo, e o mundo é um lugar que tem sofrimento, e parte do sofrimento é por conta do seu estado de ignorância, então você precisa tratar a sua ignorância. E aí o quarto, ele vai dizer que para tratar esse estado de ignorância, O quarto, a quarta resposta, ele vai falar que tem oito caminhos. Aí você quer que eu falo?
Por favor, eu quero.
É bem legal.
Eu achei bem interessante.
Muito? Pra mim, pra mim. Eu conheço várias religiões. Várias. Eu já fui tudo quanto é lugar. Mas não é porque eu tô perdido, que eu quero me encontrar. Eu quero morrer quando o cara fala isso pra mim. é morrer.
Você já se encontrou?
Não, eu não quero me encontrar nunca, eu quero continuar perdido pra continuar me descobrindo.
Eu também.
Percebe?
Espera aí, essa frase é minha.
Então é nossa.
É nossa.
Quem plagiou quem?
Eu não quero encontrar. Não, eu quero encontrar nada. Pra mim, se eu me encontrar, a vida perdeu o sentido.
É, é que nem a minha namorada. Ela é... Nossa, ela é maravilhosa. E ela é um mulherão, em todos os sentidos. Aí os meninos... Uma brincadeira aqui, me perdoe, tá? Aí os amigos, né, em comum dela, as amigas falam assim, meu, ela é muita areia pro seu caminhão. Eu falei, irmão, mas quem falou que eu quero fazer só uma viagem? Eu quero morrer fazendo viagem. Eu quero embebedar, eu quero viver com ela. É muito pra você, ótimo. Que eu não dê conta.
Que eu não dê conta.
Que eu não dê conta.
Vou continuar me esforçando.
É, deixa eu quieto, velho. Deixa eu aqui. Aí, os oito caminhos. Então, o sofrimento existe, parte disso aí é o estado de ignorância, o sofrimento pode ter um fim se você tratar de ignorância. Como é que eu trato de ignorância? Ele fala dos oito caminhos. Primeiro, a vida tem que ter um propósito. Tem que ter um propósito. que é um projeto. Esse podcast dos três aqui, outros envolvidos, é um projeto. Então, parte do seu sofrimento você trata quando você acorda todo dia e vem viver essa vida aqui com esse projeto, porque aqui você ilusoriamente criou um sentido pra vida. Por que que é ilusão? Porque não é todo mundo que faz isso.
Sim.
Então é uma ilusão. E você pode mudar de ideia amanhã. Porque a gente não tem parada. O ser humano não tem parada. Não existe propósito. Não existe sentido para a vida. O que existe é a busca pelo sentido. Então, na hora que você realizou, comprou a sua casa, mobiliou, chegou no padrão que você queria, você vai vender. Você fala, na verdade, que eu queria um apartamentinho pequeno, que aqui eu gastei por empano. Quer dizer, se é o inferno de pessoas, você não tem parada. É porque é da nossa natureza. Mas você precisa ter um projeto.
Esse descontentamento constante.
Isso. Porque nós somos seres inacabados, né? Você só vai se tornar aquilo que você é quando morrer, que aí acaba o projeto. Então até lá você que invente a sua moto, né? Segundo, tem que ter reta ação, agir corretamente. Então se você tem um projeto, pode ser um projeto de prejudicar as pessoas, você vai sofrer. Porque tem a lei divina, a justiça divina do Pai Maior, que você não pode ferir. Se você ferir ela, vai vir a conta, porque você tem que aprender, ele não vai tocar no seu aliviamento, porque você vai fazer um monte de merda na vida. Ponto. Então, ter um propósito, um projeto, que é o propósito, aí você tem que ter reta ação, agir corretamente dentro desse projeto. Não fira a lei do amor. Três.
Porque a gente pode complementar aqui com a lei do retorno.
Isso, aí você põe tudo aí.
É cuidado, cuidado com a lei do retorno.
É, vai ter, vai ter, porque Deus é perfeito.
Três.
Três. Reta palavra. Ah, quer dizer, então que você, Samuel, você não mente? Você é um filósofo? Não, não. Isso aqui o Sabino entende, o Samuel tá tentando fazer isso na prática, que é um desafio. O Tênis fala reta palavra. Projeto, agindo corretamente, a palavra tem que ter coerência com ela. Você vai acertar? Não, porque tem a questão do ego, tem um monte de coisa aí. Mas você tem que se forçar. Você tem que incorporar a gestão de risco pra calibrar os oito caminhos. É só a gestão de risco. Hoje a gente tá vendendo esse peixe, tá? Se você me chamar aqui pra falar sobre erotismo e sedução, eu vou vender outra palavra, tá?
Acho que o segmento vai adorar o tema, viu, Samuel?
Tomara. Se você não gostar, o problema é seu. Mas estuda e aprende. Você vai gostar, tá?
Vamos lá.
Quatro. Reto, meios de sobrevivência. Quer dizer, ele está dizendo o seguinte, tem um projeto, ok, está agindo corretamente nele, está usando a palavra de forma coerente, então que esse projeto tenha retos meios de sobrevivência. Quer dizer, ele está falando o seguinte, não prejudique ninguém. Não prejudique, contamos com você. E quando é prejudique é não haja de má fé, não seja covarde. Por exemplo, você tem um político que dizia, nem lembro se esse é o número, ele dizia 4 milhões de reais e coloca numa sala, num apartamento, nos jardins. Enquanto isso, lá na Zona Leste, lá nos confins lá, tem hospitais que esse recurso aguardava chegar, e a mulher teve um derrame, uma paralisia, alguma coisa, precisa de uma máquina, e faz uma semana que ela tá no corredor, porque você diziou aqueles 4 milhões que não era seu, você não agiu corretamente, e você ainda é hipócrita, você é covarde. Deixa a raiva de lado. Então é disso que eu tô falando, tá? Cinco, reta atenção. Então, vocês estão aqui, ele tá lá na reta atenção. Eu sei, eu já fiz isso aí, eu conheço.
Tá lá no corte ali, tá a atenção no corte.
Se ele vacilar e perder o timing da mudança de câmera, a reta atenção dele não vai comprometer, mas vai. Então, esse é um outro convite da gestão de risco. Tenha reta atenção. É o tempo todo? Você vai errar? Vai. Mas tenha consciência disso. As pessoas estavam contando com você. Seis, reta paciência. Preciso explicar, não?
Não, não. Pois é que para as pessoas, só faz um pitch bem rápido para quem está ouvindo, para quem está ouvindo pelas plataformas de áudio.
Vou usar ainda uma alta máxima do Budismo. Nada acontece por acaso. Pra mim a máxima do budismo é essa. Aqui são os quatro caminhos, mas a máxima do budismo, no meu entendimento. Nada acontece por acaso, tudo acontece para o melhor. O problema é que até acontecer o melhor que é lá na frente, agora é sofrimento. Só que nesse sofrimento você vai ter decupagem, vai depurar você. E aí você vai ser forjado. O problema é que a gente não consegue ter paciência e aguentar o sofrimento necessário para o crescimento.
Posso trazer um complemento?
Claro.
A famosa máxima, se tá doendo, é porque tá gerando resultado. Exemplo da academia.
Ponto.
Você tá indo malhar, você tem as dores ali, você tá sentindo, opa, aquele desconforto. Tá tendo resultado?
Quando eu falo ponto, eu tô concluindo com você. É isso. É isso.
Muito bem. Sete.
Sete. Perseverança. Tem coisas que eu sou muito perseverante. Tem outras que... Então, tem gente que é desperseverante muito em uma única coisa e foi longe. Mas é uma outra perspectiva que você vai ter que ter de perseverança, não tem jeito. E aí, se você quiser, eu vou falar uma coisa pra finalizar, que a gente já tá finalizando.
Tá.
Que aí eu vou falar o que eu entendi sobre essa perseverança a partir de Deus, tá? E sete. E oito, meditação. Eu tenho que ficar meditando aqui? Essa meditação, eu acho que é aquela que você tem alguns momentos, alguns minutos, ou uma privacidade com você mesmo, acessando o que você pensa e que, por sua vez, você gera como resultado do pensamento, que são sentimentos. Tem que ter projeto, agir corretamente, a palavra tem que ser reta, os meios de sobrevivência tem que ser reto, você tem que ter reta atenção, reta paciência, reta perseverança e reta meditação. Tudo isso para lidar, para forjar seu estado de ignorância diante do sofrimento que existe. Se você analisar, boa parte do nosso sofrimento é o nosso estado de ignorância. E você não quer entender a gestão de risco e quer continuar sofrendo. Faz sentido?
Muito. Eu adorei. Principalmente, é muito legal esse episódio, esses loops, na verdade. Se desliga um pouco, você traz um outro insight. Importante, assim. E você tá falando o tempo todo, mexendo com sentimento, mexendo com pessoas, mexendo com tomadas de decisões, porque quantas vezes a gente não se engana. Ah, por que eu estou sofrendo por isso? E aí quando você fala de meditação, de deixa eu olhar para os meus pensamentos.
Deixa eu organizar.
Deixa eu organizar.
Ponderar.
Samuel, o que é ética, o que é moral e como que a gente pode trazer, associar isso à gestão de risco?
Tem várias perspectivas sobre isso. Confesso que demorei para fechar a equação desse entendimento de forma prática. Ética é teoria, moral é prática. Então, vamos supor, teoria é uma coisa que você encontra escrita no livro. Então, o Matheus veio aqui, pegou o seu telefone e pegou o meu relógio. Só que é nosso, é justo que seja meu, porque você comprou e eu ganhei do meu pai. Aí a gente fica aqui com uma sensação de mal-estar. Alguma coisa tá errado, porque não é dele, ele pegou, eu não dei pra ele, beleza. A gente chega num acordo e faz spoiler, se não é seu, não pode pegar, e se pegar é roubo. Então tá bom, vamos no prédio mais alto, aqui na cidade, no último andar, vamos abrir um livro e escrever lá, não pegar o que é seu, porque senão será roubo. Roubar é uma ideia, é um princípio, não pode fazer, é uma conduta que tem que ser universal entre todos os homens. Fechou a ideia? Tá clara a teoria? Entendeu? Isso é ética. Essa é uma perspectiva. E a moral? A moral é a prática disso. Só que quem dá norte para as ações no mundo, na perspectiva moral, é a análise da ética. Então, o cara tem um discurso ético, ele fala eticamente, mas por detrás ele sai com a fiel. lá no culto, lá, e ninguém sabe. Quer dizer, ele é ético na fala, mas ele é imoral na prática. Ponto. Faz sentido isso? Ok. Aí vamos pensar o que é ética. Ética é não ferir a dignidade... Agora uma outra perspectiva. Ética é não ferir a dignidade do outro. Existem três tipos de ética. Outra perspectiva. Menos nobre, nobre e a mais nobre. Pergunta pra mim qual é a primeira.
Qual é a primeira?
Vou dar um exemplo. Por exemplo, menos nobre. Nobre está relacionado à felicidade. Quando eu falo menos, eu não estou falando menos feliz, eu estou dizendo menos está relacionado à menor quantidade possível de pessoas felizes. De dez, uma, duas está feliz, como resultado das ações. Ela é menos nobre. Agora, pasme. Foi aí que eu demorei muito tempo para entender. Uma ética menos nobre é a mesma aplicada pelo político corrupto e pela mãe que cuida do seu filho com muito amor. Você acredita que esses dois aplicam o mesmo modelo de ética? A diferença é que o político corrupto, quando ele rouba de dez pessoas, um, dois, três, vão ficar felizes ao custo do sofrimento dos outros sete. A mãe que cuida do seu filho de dois anos, só cuida da sua criança de dois anos. E todas as crianças do mundo de dois anos, ela não cuida. Por isso que é a mesma ética que eles aplicam em suas ações, em roubar ou cuidar do filho. Por isso, menos nobre. Menor a quantidade possível de pessoas. A diferença é que o político tem uma ética viciosa, porque ele fere a dignidade das outras pessoas. E a mãe tem uma ética menos nobre, mas ela é virtuosa, porque ainda que ela não fira a dignidade das outras crianças, porque ela nem toca nisso, mas ela preserva a dignidade da sua criança. Então é uma ética virtuosa. Menos nobre, menor quantidade. Ética nobre, maior número possível. E a ética mais nobre, todo mundo. Então a pergunta é a seguinte, sua ética, ela é viciosa ou virtuosa? Ou seja, ela fere ou não a dignidade do outro? Porque é disso que se trata, porque somos seres de dignidade. Ou seja, estamos aqui para ser feliz. Então, ética na prática é não toque na dignidade do outro. Posso deixar minha última contribuição para finalizar?
Claro, e é isso que eu ia te falar.
Última, última. Ontem até na sala de aula, eu perguntei assim para a menina lá, né? Nós somos seres racionais ou somos seres sentimentais? Ela pensou, pensou, pensou. Ela viu que as duas é verdade, mas ela falou, não, no final nós somos seres racionais. Nós não somos seres racionais, nós somos seres sentimentais. Quando você fez a sua explicação sobre a questão da relação com o outro, e quanto isso pode ser ruim ou não. Você estava falando da estrutura sentimental e o quanto o resultado dessa relação gera sentimentos que podem te criar sofrimento. Nós somos seres humanos que vivemos o resultado das emoções, porque somos seres do afeto. Então, a filosofia só tem um propósito para mim. Melhorar a minha capacidade de pensar. Para quê? Cada pensamento que eu tenho, ele recebe uma assinatura. E a assinatura é a produção de um sentimento. Então, quanto mais eu melhorar a minha capacidade de pensar, melhor eu imprimirei sentimentos mais súteis. E o desafio dessa vida é, ainda que o meu ego seja o meu ponto de partida para o mundo, e a minha singularidade existe, eu tenho que ao mesmo tempo que afirmá-la, eu tenho que me distanciar dela. Porque quanto mais ego, mais sofrimento. Então, o sentimento está relacionado ao seguinte. Abra mão da ofensa. Esse é o grande desafio. E as pessoas vão criar sofrimento. Então, melhora a capacidade de pensar para imprimir sentimentos mais sutis. E sentimentos mais sutis está relacionado ao distanciamento do ego, que é o mal ou sofrimento do humano. Ponto. É isso.
Gente, que fechamento. Agora, só para a gente fechar. Vaidade, para mim, é... Vaidade?
Vaidade é quando eu potencializo o meu ego ao custo de gerar sofrimento para o outro. Essa vaidade negativa. A vaidade positiva é aquela que eu uso como automotivação de projeção do meu ego ao mundo, de mostrar o quanto eu posso transformá-lo sem prejudicar o outro. Porque a régua de medida é entre vícios e virtudes, como aquilo que eu faço pode ser virtuoso ao ponto de não prejudicar o outro. Então eu posso ser o melhor, o mais vaidoso, mas eu estou prejudicando quem? Se eu estou emancipando, não. Se eu estou emancipando, é bom. Então vaidade boa é aquela que me motiva, vaidade ruim é aquela que destrói o outro.
Samuel, e pra gente encerrar esse episódio, eu gostaria que você falasse assim, ah, quem quer falar com você, quem quer fazer um bate-papo com você, quem quer, enfim, de repente, alguém que tá ouvindo, assistindo a gente, ah, eu quero pedir pro Samuel ir lá na minha empresa, de repente, eu sou gestor de um área, eu gostaria de te chamar.
Se você me chamar pra dar um treinamento, uma consultoria, um workshop, pra eu estar com você e levar aquilo que eu venho há muitos anos me preparando, entenda uma coisa. A gente vai falar de vários assuntos, ética, angústia, que ninguém fala, eu tenho um tema sobre isso, sobre erotismo, da relação de conquistar outras pessoas para gerar negócio, não importa. Ética, gestão digital. Tudo isso só tem um propósito, tomada de decisão. Então, tudo que eu posso contribuir no seu negócio ou na sua vida é para uma única coisa, para você melhorar sua capacidade de tomada de decisão. Ah, mas todas as decisões que você faz na vida você acerta, é boa? Não! Não se trata disso. Tem coisas que você é muito melhor, que se você melhorar sua capacidade nisso, vai ser melhor ainda. Então eu não sou da sua área, mas essas ferramentas que eu trago, elas vão te auxiliar na tomada de decisão. É disso que se trata, porque somos seres do livre-arbítrio. quer forjar, quer melhorar a sua capacidade de tomada de decisão com ferramentas que eu posso te ensinar, chama no WhatsApp que a gente vai conversar.
E o contato do Samuel vai ficar aqui nas plataformas de áudio e vídeo, não importa o canal que você está assistindo ou ouvindo. Samuel, mais uma vez, obrigado. Foi um prazer enorme. Eu confesso que eu aprendi Muito. E não foi à toa que você veio aqui hoje. Eu estava precisando...
Desse tema.
Desse tema de um bate-papo como esse. Sobretudo, o que me marcou muito é essa questão do... Sabe? De rever os pensamentos. De... peraí. Como que tá a qualidade do meu pensamento? Como que eu vou anotando isso pra que eu tome, de fato, esse fechamento a melhor decisão?
Sim. Show de bola.
Então, minha gratidão e você que ficou até o final, peço que compartilhe, comente o que você achou e, enfim, se você quiser compartilhar também uma história de vida, coloca nos comentários. Eu tenho certeza que é nesse movimento, é com esse tipo de sentimento que nós vamos, sim, transformar a construção civil no Brasil, transformar, sim, a qualidade da comunicação e, sobretudo, criar ambientes muito melhor e muito complementa Com dignidade. Com dignidade.
Que é a grande questão da humanidade.
Que é. Dessa forma que encerramos o episódio de hoje.
Obrigado.
Que agradeço, viu?
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