In this recorded team meeting, the owner/manager of a construction company addresses his crew about workplace expectations, emphasizing punctuality, respect for families, and the consequences of leaving work early (around 4:20 pm). He highlights the company's reputation for paying salaries on time and providing benefits, contrasting it with the workers' habit of stopping early, which he frames as disrespectful to both the company and their own families. He outlines the rapid growth of the business—from about 20 employees to over 200 across multiple sites—and stresses the availability of advancement opportunities for laborers, foremen, and engineers. While acknowledging the physical fatigue of construction work, he warns against collective “sacana” (slacking) and mentions that, if necessary, a few dismissals could be used as an example, though he prefers not to. He encourages workers to reflect on their long‑term career goals, asking them to imagine where they see themselves in five or ten years, and suggests that staying in construction is a personal choice. The overall tone is persuasive and stern, mixing respect for the workers with firm expectations and a call for personal responsibility.
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meus benefícios, eu pago salário em dia, eu respeito todo mundo. A maioria aqui tem meu telefone, né? Eu sou um dos donos da empresa, vocês têm acesso a mim direto e eu respeito cada um de vocês. Mas quando vocês param de trabalhar 4:20, vocês estão faltando com respeito à família de vocês, não é a mim não. E aí, se for demitido hoje, acho que até vão arrumar emprego rápido. Como é que vai ser essa empresa? Todo mundo aqui deve ser cascudo de Constituição Civil, cara. O mais comum é tomar volta de gata, Né, você trabalha a semana toda, atrasa pagamento. Minha empresa não atrasa pagamento, minha empresa respeita todo mundo, meu irmão. E aí é sacanagem comigo, entendeu? E eu não aceito sacanagem comigo, cara, né? E aí muita gente vai falar assim: pô, mas todo mundo parou, só eu que vou ficar? Você agora é a Maria Vai com as Outras? Todo mundo aqui marmanjo já com mais de 20 anos, agora se outro faz a gente vai fazer? Pô, a gente tem que ter a nossa personalidade, a nossa postura, meu irmão. A gente tem que ser homem porque somos homens, não porque o outro está sendo, entendeu? Cara, minha empresa está crescendo muito. Ano passado, o Bira é um cara antigo aí já com a gente, o Anderson também. Anderson pegou a gente, a gente tinha acho que 20 funcionários. Hoje nós somos 100 e eu tenho mais 100 na empreitada. Somos 200. Hoje me falta mão de obra, me falta encarregado, me falta pedreiro, me falta pessoas para ir subindo. Me falta até engenheiro, me falta gente no escritório. Então a minha empresa dá oportunidade do cara crescer e vocês estão dando mole, cara. Quando eu chego aqui que eu vejo, cara, os cara enrolando 4:20 da tarde. Vou te falar, se o cara enrola assim na sexta-feira, eu ia ficar puto, mas eu acho que eu ia entender. Eu também, cara, eu trabalho de obra desde 16 anos, eu fui ajudante de obra. Então eu entendo que vocês estão cansados muitas vezes, né? Isso eu entendo, cara, não tem problema. Mas, meu irmão, todo mundo parar 4:20? Uma coisa é um tá parado, de repente aquele cara carregou 50 sacos no dia, ele tá cansado, bateu um caminhão, tá cansado, beleza. Mas todo mundo, meu irmão, aí é sacanagem coletiva. E sacanagem coletiva aqui não vai acontecer, né? Nem que eu tenho que pegar uma meia dúzia e demitir para funcionar como exemplo, mas eu não quero fazer isso, cara. Todo mundo aqui tem família, né? E quem não tem família um dia vai ter. Então, cara, eu queria até convidar vocês a pensar em uma coisa: como é que vocês se veem daqui a pouco? O que que vocês acham que vai estar a vida de vocês daqui a 5 anos, daqui a 10 anos? De repente o cara fala: eu não quero trabalhar na construção civil. Porra,