Gestão de custos na construção: evite desperdícios e otimize orçamento | Podcast Engenharia #98

Podcast episode (Portuguese) from March 20, 2025: host André Abucham interviews civil engineer Vitor Cesari about cost management in construction. Conversation covers Cesari’s career origin story, the importance of cost control and contract management, communication and risk matrices, supplier relationships, role of the mestre de obra, use of technology/AI as decision support, LPS planning routines, and guidance for small/medium contractors (processes and people). Tone is practical, experience-driven and collegial.
Chapters
Você sabia que muitas empresas entregam projetos com margem muito negativas? Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Gestão de custo é o tema do bate-papo de hoje. Para falar sobre o assunto, eu recebo o engenheiro civil Vitor Cesari. Vitor, seja bem-vindo ao nosso podcast.
Obrigado. Hoje, gestão de custos é, acho que, o tema principal que a gente tem nos canteiros de obra, uma parte muito negligenciada, mas talvez o principal pilar que nós temos hoje nos projetos da construção civil.
Ô, Victor, antes da gente falar propriamente dito do tema, gestão de custo, né? Como gerir um bom contrato. Nem sempre o contrato, ele vai ali fazer com que você tenha, de fato, uma boa gestão. Tem também a questão de comunicação, porque muitas vezes você tem um fornecedor ali que, cara, não é o contrato que vai fazer ele te atender com eficiência, no prazo, no custo e etc. Eu queria, antes da gente falar propriamente do tema, que você falasse um pouquinho, como que você entra na engenharia?
Cara, entrei na engenharia, eu tava terminando o ensino médio, eu prestei vestibular e, por coincidência, eu queria prestar economia, cara. Um belo dia, ninguém da minha família mexe com economia.
Tudo a ver com o tema de hoje.
É, eu queria fazer economia, cara. Aí, prestei o vestibular no Mackenzie e minha mãe virou pra mim e falou assim, filho, você tem certeza que você vai fazer economia? Porque você ficaria tão bonito de capacete branco, de engenheiro. Eu falei, engenharia, mãe? Mas, cara, ninguém mexe com você. Eu nunca fui numa obra na minha vida, né? Assim, o que eu vou fazer na engenharia? Ela, por que você não tenta engenharia, cara? Eu acho que ia ficar tão legal você ali. Você não quer pensar. Você se dá até um bem matemático, aquela máxima, né? Quem vai bem em matemática tem que fazer engenharia. Eu falei, meu, vou pensar um pouco sobre engenharia. E aí fui indo para este vestibular, passei em economia, passei em engenharia. Falei, cara, vou tentar engenharia. Acho que é uma área mais ampla ali. Meu irmão também já estava fazendo faculdade de direito. Meu irmão já é advogado, professor. E ele falou, Vitor, tenta. Tenta essa parte de engenharia, cara. A gente vai te apoiar. Puts, mas é uma outra vida, um outro mundo. Ele, cara, eu acho que tem tudo a ver com você, cara. Eu acho que você se comunica, você sabe falar com vários públicos. Então, eu acho muito bacana. Eu, tenta isso daí. Comecei a fazer engenharia e tal. Eu tinha um emprego, eu trabalhava de garçom.
Só uma coisa, como que é o nome da sua mãe?
Rosângela.
Rosângela. Você acredita que geralmente as mães, elas conseguem prever muitas coisas? Sabe aquela coisa, às vezes você vai sair e a mãe fala, filho, não vai.
100%.
Você acredita nisso?
100%.
Cara, que legal. Muito, muito, muito bacana.
E minha mãe foi mãe e pai, né? Então, ela sempre cuidou muito da gente. Ela se fez do céu ao inferno, do inferno ao céu pra conseguir criar eu e meu irmão. Os dois, meu irmão formado em Direito, eu em Engenharia. E minha mãe, ela sempre falou muito isso, fez muito através disso. Eu fui bolsista na faculdade, né? Consegui uma bolsa. E... Trabalhava de garçom na época. Cara, era o que a gente tinha.
E onde vocês moravam?
Eu morava aqui na Zona Sul, tá?
São Paulo, tá, pessoal? Vocês que estão assistindo aqui ou vindo pelas plataformas.
Aqui na Zona Sul.
E... E a sua mãe mora aqui?
Mora, mora em São Paulo ainda. Hoje ela mora em outro apartamento.
Aproveita pra dar um abraço pra ela. Vai mandar um abraço aí.
E aí ela fez o que pôde pra conseguir criar o meu irmão, conseguir botar a gente em escolas boas, e a gente conseguiu fazer direito, fazer engenharia. Na época eu trabalhava de garçom quando iniciava a faculdade, e aí apareceu uma oportunidade de estágio na prefeitura, eu ganhava menos como garçom, Meu irmão virou pra mim, cara, no início da faculdade... Você não vê nada de engenharia, né? Você vê, cara, cálculo, física, enfim, mas você não vê nada de engenharia.
Nada, nada, nada.
Cara, você fica fazendo um monte de conta lá, você não sabe pra que que você tá fazendo aquele negócio, mas... Óbvio que tem um propósito, né? É uma base pra você se solidificar depois e etc, mas... É... Meu irmão virou pra mim, tinha uma oportunidade de estágio, eu ia ganhar menos como garçom. Eu praticamente ganhava uma bolsa que não pagava o transporte até o estágio. E aí meu irmão virou pra mim e falou assim, eu falei, não tem como, cara. Não dá pra ir. Ele falou, Vi, você precisa respirar o mesmo ar que o engenheiro. Isso vai mudar completamente de patamar, cara. Meu, você precisa respirar o mesmo ar, você precisa viver igual, você precisa aprender a falar com eles, se comunicar com eles. Cara, vai. A gente se mata que a gente segura as pontas, a gente sempre segurou, vai. Comecei a trabalhar lá, no primeiro ano de faculdade. E aí, fiquei poucos meses lá, porque apareceu a oportunidade na Engenform. E aí, eu fui monitor na faculdade, né? E aí, apareceu a oportunidade na Engenform.
Você entrou na Engenform enquanto estava na faculdade?
É, eu entrei com 19 anos na Engenform.
Nossa, que legal!
É, mais de um terço da minha vida... Eu falei isso pra André ontem. Mais de um terço da minha vida é dentro da Engenform, cara.
Nossa, que história legal.
Muito, muito. E aí apareceu a vaga, etc. Olha que história incrível. Como é que eu conheci a Engeforme? A Engeforme fez o Instituto do Câncer de São Paulo. E eu não tive avô, né? Meus avôs faleceram. Um não era vivo e o outro era muito jovem. E assim, a imagem de avô que eu tive foi do pai do meu padrinho. Ele era muito próximo de mim, me tratava como neto e eu tratava ele como avô. A gente tinha uma relação muito próxima. E ele faleceu no Instituto do Câncer. E aí eu lembro que eu saí da faculdade, no dia que eu recebi a notícia, subi do Mackenzie ali, lá do Dr. Arnaldo, e aí, no dia, eu entrei chorando no hospital e tudo mais, fui atendido por uma psicóloga, e eu lembro que tem uma placa da construtora que construiu o hospital, né? E aí, cara, de pouquíssimas coisas que eu me lembro, eu lembro da placa, em jeforme, no canto. E eu falei... E isso ficou na minha cabeça. E eu era estagiário de prefeitura, etc e tal. Apareceu uma vaga. Eu falei, cara, meu, eu vou entrar nessa empresa. Me cadastrei lá na vaga, tudo. E a vaga era pra terceiro e quarto anista. Eu tava no primeiro ano de faculdade. Falei, cara, o que que eu vou falar pros caras na entrevista, né?
Pega um lenço pra mim, Gabriel, por favor. A minha mãe faleceu no hospital. no Hospital do Câncer, né?
No SESC.
E, enfim, eu sou muito grato ao Geraldo Alckmin, à Lu Alckmin pelo tratamento que ela teve graças a eles, assim. E ter tido a oportunidade de entrevistar e conversar com o André Abucham e hoje com vocês saber dessa história do hospital, assim, de fato me deixa muito emocionado, assim.
O mestre de obra que eu tava te falando, foi mestre desse hospital. Que legal!
Eu queria que você contasse, depois que você termina essa história, se você contasse um pouco da história do mestre também, pra gente entrar no tema.
Ele é uma pessoa ímpar na minha vida. E aí eu lembro de estar ali naquele momento, né, de uma emoção muito alta, e eu vi a placa da Engeforme ali na recepção do hospital. E aí apareceu a vaga, eu falei, cara, vou entrar nessa empresa. Vou entrar, vou entrar, vou entrar. Só que a vaga era pra terceiro e quarto anista. E eu, primeiro anista, falei, cara, o que eu vou falar pra esses caras? Porque, assim, eu vou ter que concorrer com umas pessoas. Eu preciso me destacar em relação a eles, cara. O que eu vou fazer? Aí, eu tava no primeiro ano, era monitor, era bolsista ali, já atuava na área, né? Era estagiário ali na prefeitura e tal. E aí, eu falei, meu... Entrei no site, vi que eles mexiam com saúde, né? Com obras públicas ali na Praia de Saúde. É, eles têm muita... Na época, o carro-chefe era muito hospital, né? Na parte pública.
Sim.
Eu fui lá na faculdade, meu, matutando, como é que eu vou entrar nessa empresa, cara? O que eu vou fazer? O que eu vou falar? Fiquei vários dias pensando. Apareceu uma iniciação científica. Eu falei, cara, eu vou entrar em iniciação científica porque eu preciso falar alguma coisa pra me destacar em relação a um cara de terceiro, quarto ano, que já tava em engenharia. Porque eu tô no primeiro ano, eu vejo o cálculo. O cara já tá vendo a parte prática. Ele tá na minha frente, não adianta, ele tá ganhando essa corrida. Ele começou na frente. Cara, comecei uma iniciação em clusterização de saúde pública ali, na época era uma análise de dados, era muito diferente do que é hoje. Fiz a entrevista lá na Matriz, na Engeform, que é no mesmo lugar até hoje, na Faria Lima. Cara, fui, falei, já estou na área, tenho 19 anos, atuo na área, sou bolsista, faço monitoria e estou na iniciação científica, na parte de saúde, me identifico muito com a empresa, etc e tal. Cara, conseguiu uma entrevista na obra, porque primeiro você faz na matriz. Depois você faz com o gestor ali, né? Que os dois gestores da obra hoje são dois diretores da obra, que eu trabalho diretamente com um desde sempre e o outro ainda é diretor. Eu tive muito contato, tenho um carinho enorme por ele.
E na entrevista você contou porque você se identificava com a empresa?
Contei, cara. E assim, foi muito engraçado isso, porque o meu irmão é advogado, né? Ele tava terminando a faculdade. E aí o Henrique virou pra mim e falou assim... Vi, vai de social, cara. Eu falei, sério? Ele falou, entrevista você tem que ir de social. Eu falei, não, tudo bem, né?
Eu nunca tinha ido numa entrevista.
Aí eu falei, cara, e ele chama de doutor. Cara, o seu chefe você chama de doutor. Eu falei, tá bom. Tudo bem, nunca fui numa entrevista em obra, né? Vou lá. Cara, cheguei lá, os cartuchos de calçadinhos, camisa, bota, capacete, eu chego lá de social num calor, cara. Cavata fechada. Meu, mas é um calor. Era setembro em São Paulo aqueles dias.
Chamando os caras de doutor aí, meu amigo.
Cara, cheguei lá aí, né, na época, o gestor da obra ali. E aí, tudo bom? Bom dia, né? Me apresentou, cara. Foi muito educado comigo. Falei, ah, você faz maquinha? Já tem um ponto comigo e tal. Fiz uma brincadeira ali. Aí fui rodar a obra. Aí, cara, um calou e ele, não, vamos conhecer a obra. E eu de sapato. Aí fomos entrar ali no hospital, era o INSP que a gente fez, né? Eu fiquei quatro anos naquela obra. Entramos, tudo. Aí, no meio da entrevista, eu, doutor, não sei o quê e tal. Aí, o cara olhando a minha cara ali. No meio da entrevista, ele disse, cara, você também chama de doutor? Aí eu falei, não, não, desculpa, é minha maneira de falar. Aí ele, maneira de falar, cara? Você chama os outros de doutor? Aí eu falei, é, não, aí tem uma desconversada ali. Aí eu falei, não, meu, e eu com o pensamento que o Henrique tinha me falado. Aí, tá, cara, deu certo. Aí entrei nisso, comecei a atuar em obra mesmo, na parte de, inicialmente foi pra parte de planejamento, né, depois eu fui pra produção de obra de fato. E aí já entrou, cativou meu coração. Aí eu já sabia que era isso que eu ia fazer o resto da minha vida, cara.
Não, é muito legal. Então, o que eu quero chamar a atenção pra quem tá, pros nossos mais de 50 mil pessoas que acompanham a gente nas plataformas de áudio e nas plataformas de vídeo, é que por trás de toda a história de sucesso, existe algo que marca. No seu caso, foi uma plaquinha que estava no hospital do câncer.
Foi a primeira comunicação.
Foi a primeira comunicação, ou seja, eu quero entrar nessa empresa, eu quero trabalhar e hoje você está notoriamente, nitidamente, muito feliz, é muito bacana. Agora, vamos falar do tema principal deste podcast, que é gestão de custo. Só para a gente introduzir, o que é uma boa gestão de custo, um pitch rápido?
Gestão de custo é saber quanto as coisas custam. Poucas pessoas hoje se preocupam com esse ponto. Quanto custa fazer determinada atividade? Nos nossos contratos hoje de engenharia, seja ele qual for o escopo, eu acho que tem dois pontos muito importantes na gestão de custo. Primeiro, o que é o nosso escopo e o que é o nosso não escopo? Muitas poucas pessoas se importam com esse ponto. e é um tema que foi muito abordado no processo de mentoria que eu tive lá na construtora, essa questão. Victor, sempre se preocupe com o que é o não-escopo, foque no que é o escopo.
E por que a gestão de custo é um tema tão importante e tão crítico, é um assunto tão crítico dentro das empresas?
Todo, como o grande doutor Arnaldo passou no último alinhamento estratégico, todo negócio tem três pilares. saber fazer, saber vender e saber quanto custa. E poucas pessoas se importam com quanto custa. E eu acho que esse é o grande pilar dos negócios hoje. Se você ver projetos que tiveram margens negativas, projetos que inicialmente eram bons contratos e depois se tornaram maus contratos por vários dos fatores, muito acontece porque as pessoas não se importam com quanto custa. de fato, cada atividade da obra, cada atividade do seu contrato, quanto custa aquilo? Para você manter sua equipe, quanto custa por mês? Você sabe quanto você pode gastar? Ah, mas eu preciso de X pessoas. Você sabe quanto você pode? Você tem um pote de dinheiro ali para gastar com isso. Na estrutura do projeto, você sabe quanto está destinado para cada item ali da nossa AP. Você tem um controle de custo? Muita gente estoura esse custo e nem sabe quanto deveria. Quando vai ver, esse custo já foi para o espaço e a gente precisa arcar até o final para entregar e quando vai ver, gerou uma... uma margem negativa.
Vitor, dentro disso que você está falando, você tem esses três pilares, né? Que é saber fazer, saber vender e quanto custa.
Sim.
Ah, tudo bem, mas imagina que essas pessoas, elas sabem quanto custa, né? Ali, as coisas. E aí, você tem a questão da comunicação dentro da empresa, né? Quando você é ouvido, que é um ponto que eu bato muito na tecla aqui no Constrecast, né? De ouvir as pessoas, de dar voz às pessoas. Porque muitas vezes o cara, quando você fala, né? Sabe quanto custa e ele tem a noção do que ele está falando ou fazendo, Ele falou, eu preciso dessa solução aqui para essa etapa da obra. Tudo bem que eu vou gastar um pouco mais aqui, mas... eu compenso isso lá na frente. Então, eu queria que você falasse um pouquinho disso. Tudo bem, a partir do momento... Isso é um erro das construtoras, não só das construtoras, mas da vida pessoal. Às vezes, você deixa de dar oportunidade, você deixa de dar voz às pessoas em função de... Ah, tudo bem, eu me apego muitas vezes só ao custo, ao saber fazer, ao saber vender, mas peraí, e se essa pessoa tiver uma solução melhor?
Como que a gente tem tratado hoje isso nos nossos projetos? Eu estou usando muito a ferramenta da matriz de risco. Mensalmente, eu junto toda a minha equipe, peço até apoio, hoje, corporativo, do pessoal da matriz, e a gente vai levantando riscos, ouve as pessoas, todos os setores da obra. Porque, muitas vezes, as pessoas sabem que a gente não está indo por um caminho bacana, só que elas não se comunicam e você também não dá abertura para elas se comunicarem. Muita pessoa quer falar, mas nem todo mundo quer ouvir o que as pessoas têm para falar. E isso em todas as esferas da nossa sociedade, não só dentro de um canteiro de obras, mas falando especificamente de canteiros de obras, eu dou essa oportunidade para as pessoas falarem para ver, porque eles têm muitas visões. O departamento de suprimentos tem uma visão, o departamento de produção tem outra visão, o departamento de planejamento tem outra visão, o departamento de contratos tem outra visão. Como que a gente junta tudo isso? E aí você tem que dar oportunidade para o pessoal se comunicar para eles trazerem o conhecimento que eles têm para a gente ter isso integrado. O canteiro de obra não é uma planilha fechada. Ele é um organismo vivo. Enquanto nós não comunicamos todos esses ambientes, integramos eles, nós vamos ter esses problemas. Putz, mas eu sabia que isso ia dar problema. Mas sabia por que não falou? Por que você não deixou seu ouvido? E a gente tem esse problema. Eu acho que esse alinhamento entre as equipes é muito importante, saber se comunicar. Isso pra todos os níveis. Não é o gerente falando com o engenheiro, o engenheiro falando com a equipe dele. Cara, você já falou com o seu encarregado onde que ele acha? Quem tá ali com o pé no chão? Ele tem uma visão? Onde que ele tá desperdiçando? Onde que ele poderia ter um ganho?
É, e muitas vezes o próprio pedreiro, né? Ele tá ali aplicando no dia a dia, de repente ele tem uma forma melhor de fazer aquilo, mas ele tá seguindo um processo, ele não é ouvido. Então, assim, como que eu vou melhorar algo que, né, pera aí, eu sou obrigado a seguir isso? Porque muitas vezes eu já peguei situação, eu sou da construção civil, eu nasci na construção civil, vivo na construção civil, respiro na construção civil e eu vou muito em indústria. Eu já peguei situação onde, assim, você tinha ali processo, por exemplo, pra aplicar um argamassa, né, enfim, de um grande fabricante e todo mundo tava aplicando de acordo com aquela norma. Aí eu chego, olho e falo, pô, mas isso aqui não tá fazendo muito sentido. Mas tudo bem, infelizmente eu sou ouvido. E aí eu falava, beleza, vamos testar. Pô, testou e deu certo. Acabou melhorando drasticamente a produtividade e, consequentemente, você reduz os custos. Nessa medida, o que você entende que... pode ajudar para as empresas, não só a construtora, mas também, enfim, até a vida pessoal, pode ajudar no sentido de, a partir do momento que eu tenho um bom controle financeiro, isso vai me trazer uma lucratividade muito maior. Tratando-se de construtora, óbvio, mas a gente leva pra vida isso.
A previsibilidade financeira, acho que essa é a palavra, é a gente saber o que vai acontecer. Muitas das vezes a gente está esperando a bomba estourar para sentir os efeitos dela e não se prevendo o que vai acontecer. E com cenários reais. Independente se vai para cima ou para baixo o resultado, você tem que mostrar a realidade. E às vezes acabam maquiando por medo de mostrar um resultado que não é aquilo que foi prometido para as empresas. A gente acaba não se comunicando com a liderança, não mostrando aquilo que é a verdade nua e crua do contrato. Cara, às vezes teve um desvio. E essa comunicação é muito importante. porque eles têm estratégias para reverter, mas enquanto a gente ainda não aconteceu o problema, enquanto a gente está mapeando ele. Depois que aconteceu, você não tem mais muito o que fazer. Então, essa comunicação precisa ser mais fluida para que isso aconteça.
E quando você fala de previsibilidade, tem um tempo específico, por exemplo, de quanto em quanto tempo a gente precisa estar visualizando? Imagina que você fez esse controle, você tem uma previsibilidade ali, vou dar um exemplo, imagina que eu enquanto empresa, não necessariamente do setor da construção civil, mas eu tenho uma previsão de quanto eu vou gastar ali durante tantos meses. Como que eu faço isso dentro de uma construtora, por exemplo? Porque eu tenho ali o valor global do contrato.
Como é que a gente faz isso? Você tem que fracionar, porque você não consegue enxergar o todo. Então, você tem uma tendência de margem do contrato, você tem uma tendência de margem do ano, e você tem o acompanhamento mensal a se fazer com rotinas semanais, etc. Mas o resultado, ele é mensal. Então, você enxergar o ano é muito importante, porque é factível, é palpável você enxergar o ano.
É palpável?
É palpável.
Mas mesmo com essa... da forma como a economia tá, porque tudo muda de... Assim, o preço muda o tempo todo.
E aí, você, a cada três meses, a cada quatro meses, você tem que fazer se o horizonte ainda é factível.
Entendi. Porque você trabalha com margens ali.
Exatamente. Então, na verdade, todo mês a gente reporta um relatório gerencial, que dentro desse relatório, ele tem as tendências do que está acontecendo. Putz, eu pensei em gastar X reais com esse item. Cara, foi X mais Y. Isso já é um deflator. A gente tem alguma coisa a fazer? a gente tem alguma economia, daria para substituir esse serviço por um outro, por uma solução mais barata, que cumprisse todos.
Os processos, que não comprometesse o resultado final.
Mas você tem várias soluções dentro de um canteiro de obra, você tem várias soluções dentro de um contrato. sem comprometer o produto final, porque não adianta nada também mudar uma atividade que comprometa o produto final, a gente tem que garantir a qualidade do produto.
Victor, e numa situação como essa, você tem várias pessoas que respondem direto pra você e você vai responder, acredito, entendo eu, diretamente pro diretor de engenharia, que muitas vezes a decisão vem dele.
Sim.
É o cara que está ali para tomar a decisão junto com o conselho, com a presidência. Quando essa decisão... Imagina, tudo bem, Vitor, vamos mudar essa solução construtiva. O que acontece nesse momento? Porque muitas vezes é mudança. Imagina, o projeto foi concebido com um tipo de forro, por exemplo. E aí acabou que tem que mudar. Como que isso acontece no dia a dia?
Como que funciona? Toda semana a gente tem reunião de conselho. Hoje eu participo de um projeto que é um consórcio entre duas empresas, participa a gerência dos dois, a diretoria, os conselheiros e a parte de planejamento das duas empresas. E aí nós mostramos sempre o que aconteceu durante a semana. Seja relação com o cliente, seja relações internas, sejam desvios que a gente identificou, sejam riscos que a gente identificou, sejam oportunidades que nós identificamos de substituição, etc. E isso, passa muito pela questão da comunicação. O diretor hoje consegue dar diretriz, consegue tomar decisão, se ele tiver informação. Quem vive o canteiro de obra é a equipe de obra. Se você conseguir transferir isso em conhecimento para a direção, o conselho, a parte que toma a decisão mesmo de uma forma assertiva, eles vão conseguir te nortear. Até por experiência, que eles já viveram muito, a gente consegue. Então esse trabalho que nós temos semanalmente da reunião de conselho, com apresentação de todos os dados, com apresentação de todos os riscos, o que deu certo, o que deu errado. Tem que jogar limpo. Cara, isso daqui a gente pensou isso, aconteceu isso. Olha, subiu determinado material. Cara, a gente não conseguiu comprar determinada coisa. Quando foi ver, o frete que a gente pensou não era esse. Hoje no projeto que eu tenho, o frete é uma coisa muito forte, porque hoje o projeto é dentro de uma usina de extração de minério.
Eu queria agora só fazer um parêntese rapidinho. Como a gente está falando de um tema muito importante, Essa parte de escoramentos, formas de escoramentos, é um item também desafiador dentro de uma obra. Recentemente eu estava com alguns amigos e eles falando, porque assim, eu tenho interesse em saber o que acontece dentro das construtoras para que, através do nosso canal, a gente consiga orientar outros donos de construtoras, outras empresas que constroem no Brasil, para que isso não aconteça e, por outro lado, também trazer melhorias para as empresas fornecedoras pro setor. O que que acontece? Ele falou, Paulo, outro dia, cara, ele começou a falar, ó, tal obra chegou um over lá pra gente da empresa de escoramento em 1 milhão e 300 mil porque não foi devolvido o escoramento. Ah, em uma outra obra teve um adicional de, sei lá, de 800 mil reais. Estou falando de um item escoramento. Então, Vitor, como eu evito isso? Porque, tudo bem, hoje eu tenho uma empresa que, de repente, ela tem alguma tecnologia onde, tudo bem, terminou aquele tapa, você entra ali no aplicativo, a empresa já vem, já recolhe, já dá baixa e não acontece esse over. Como isso acontece hoje no dia a dia para você, de uma forma que isso não aconteça dentro das suas obras, para que o seu exemplo ajude outras empresas? Porque se a gente está falando de gestão de custos, isso é parte fundamental.
Com certeza. Hoje essa questão da devolução, especificamente falando de escoramento, cimbramento, todas as peças que envolvem ali a parte de estrutura. Primeiro, nós temos que fazer uma conscientização com a equipe. Porque quem vai bater forma, né? Quem vai retirar a forma? Quem vai desformar a peça?
O próprio cuidado com equipamento pra você, enquanto empresa, não ter que pagar.
Exatamente. Se você não instruir o seu funcionário, isso assim, não é você, depois que aconteceu, juntar equipe, brigar com ele. Não é isso, cara. É você fazer um alinhamento com eles. Olha, a desforma tem que ser dessa forma. A gente tem que armazenar dessa forma. muito dessa questão da restituição que a gente faz para as empresas, é muito pelo armazenamento e não pelo uso propriamente dito. Se você conseguir utilizar ali para a finalidade dele, retirar e armazenar de uma forma correta, que é muito isso que a gente tem fazendo, e eu tenho um índice bem mais baixo desse custo na devolução, dessa indenização que a gente tem com essas empresas, passa muito por isso, você conscientizar o funcionário, trazer essa cultura para ele que isso também faz parte dele, isso é o trabalho dele, é a carteira dele que está ali em jogo, é o nome dele, o mestre de obra, o mestre João que eu sempre falo, que foi o grande professor que eu tive na minha vida ali na parte de obra, ele sempre falava, cara, é o nosso trabalho, a gente tem que ter muito orgulho do que a gente tá fazendo, porque isso daqui define quem nós somos, né? Pô, você cuida do material assim na sua casa? Não cuida. E ele sempre falava isso pro funcionário, assim, mas de uma forma construtiva. Pô, vamos armazenar de uma forma adequada, cara, depois a gente vai reutilizar esse material, depois a gente vai devolver esse material. Isso daí é muito do nosso trabalho.
Em resumo, a comunicação de novo presente.
Completamente.
Eu queria que você falasse um pouquinho, você ia falar lá no início do mestre, a gente conversou um pouco sobre ele, é uma história muito bacana. Esse papo tá muito legal, eu tô adorando. Eu queria que você falasse um pouquinho do papel do mestre, ou seja, do mestre na vida de um engenheiro. E tratando desse caso específico, desse mestre, que eu quero que você fale o nome dele. Inclusive, você já está convidado aqui para fazer um bate-papo comigo no Cosplaycast.
Ele é um cara excepcional na minha vida. O mestre João, ele foi mestre desde a minha primeira obra, né? Nós trabalhamos até nessa última obra que eu estava em São Paulo, ele ainda era o mestre da obra lá. Acabei que eu fui para o Pará e a gente não casou de trabalhar junto, ele está em outro projeto. E ele acabou não indo nessa obra comigo, mas a gente já trabalhou em quatro projetos juntos. E ele sempre me ensinou muito, tá? E ele sempre... ele tem vários ensinamentos. Um dia eu cheguei na obra, tava ali pra me informar, tudo. Falei, cara, agora eu sou engenheiro de produção, né? Sou o cara que toca a obra. Vou mostrar pro mestre ali como que a gente... como que toca a obra, cara. Cheguei um dia cedo, bem antes das sete horas, não era seis horas que eu tava na obra. Fui pra frente de serviço, falei, olha meu, se eu preciso atacar aqui, aqui, aqui, sem comunicação nenhuma com ele. Cheguei na frente de serviço, o pessoal começou a trabalhar. Falei, olha gente, vocês começam a ir pra lá, vai pra cá, traz material pra cá, não sei o que, tudo. Ele entrou no andar, foi lá, olhou o que eu tava fazendo, saiu sim, virou, não falou nada comigo. Aí eu, né, o mestre, ó, tô aqui ele. Ué, você não sabe tocar óbvio? Então toca aí, pô. Deixa aí. Aí eu falei, putz, cara. Eu não me importei, na época, com o papel do mestre de obra na obra. Quem toca a obra é ele, quem toca a obra é o encarregado, quem toca a obra é a ponta. É uma frase, é um clichê, mas 100% dos nossos clientes são pessoas e 100% das pessoas que nós temos contato são 100 pessoas. E se a gente não sabe falar com pessoas, a gente não sabe tocar negócios. E essa comunicação é muito importante, você ter ele do seu lado. Quem vai ter experiência, de onde você consegue ter ganhos, você tem que ter. Ele é seu braço direito na obra. É ele que executa. E ele, cara, me ensinou muita coisa na vida. O João é uma pessoa ímpar no meu coração, assim, eu levo ele pra onde eu for. Falo com ele semanalmente, faço questão de mandar mensagem pra ele, que ele foi um grande professor que eu tive na vida. E se importar com o papel dele, o papel do mestre de obra, papel do encarregado geral, do encarregado de obra, de serviço, é muito importante. E se você não se comunicar com ele, você como gestor de obra, engenheiro de obra, seja qual o seu nível hierárquico, até diretor de negócio, se você não conseguir se comunicar com esse povo, Você pode ter certeza.
De novo, eu fico emocionado de ver você, engenheiro, sendo grato a esse mestre, né? Inclusive, eu já convidei, mas convido você pra essa câmera.
João, você tá mais do que convidado pra participar aqui do podcast.
Não, eu trouxe outro dia aqui um mestre de obras e eu fico impressionado, de fato, como esses caras ensinam a gente como eles são sábios. Porque eles têm uma forma, eu tô falando dos bons profissionais, tá? Eles têm uma forma de ver as coisas, de falar de uma forma que fala, cara, como que ele consegue, às vezes, dar respostas incríveis com silêncio?
Porque ele já viveu muito. E volta ao tema que a gente estava conversando antes, a experiência, cara. Experiência não compra na farmácia.
Não, não compra. Inclusive, eu quero até aproveitar aqui para mandar um abraço para o mestre Francisquinho, também mestre de obra, um cara incrível, que tem uma trajetória muito bonita na construtora Tajabi. que ele participou aqui. E foi um bate-papo que eu falo, cara, como que esse cara me ensinou tanto, sabe? Assim, a forma de... Como ele trata ali as coisas. A história do primeiro projeto, quando ele entrou.
E...
Décadas depois, ele vai trabalhar num outro projeto que está na frente do primeiro projeto dele. Como que ele trata aquilo, sabe? Assim, é sensacional.
E o João, ele... Né? No primeiro contato ali, eu tava ainda... praticamente sem experiência em obras, ali tentando aprender, tentando absorver conhecimento. E até quando eu estava no Ceará ali como gerente de produção, eu ia na sala dele e falava, mestre, olha, cara, eu vi isso e isso e isso, ele não é engenheiro. Olha, isso daqui aconteceu por isso, olha, a gente tem que se precaver. Se a gente não executar dessa forma, no futuro a gente vai ter esse tipo de problema. Cara, era uma visão muito pra frente. Ele é um cara, assim, ultra experiente, Tem muito, muito, muito a acrescentar em qualquer tipo de...
Não, bacana. E vamos voltar aqui. O nosso tema faz assim, está tudo ligado à comunicação. É muito bacana. Acho que esse é um ponto alto, né? De qualquer negócio é a comunicação. Agora eu queria falar um pouquinho de estratégias e boas práticas, né? Quais são as melhores metodologias e ferramentas para uma boa gestão de custo?
Boa gestão de custo. Na verdade, A obra é um organismo vivo, sempre vou defender essa questão. O custo é um reflexo de vários processos, de várias atitudes que você tem, e ele sempre se reflete em custo, seja ele para cima ou para baixo, ele sempre se reflete em custo. A gente implementou recentemente no nosso projeto o LPS, toda uma filosofia alinha de rotina de planejamento, de comunicação com os encarregados. Esse modelo de gestão hoje é o que eu enxergo ser o melhor para essa gestão. A gestão de custo vem em reflexo disso. você retroalimentar isso de maneira rotineira, seja semanal, seja mensal, e sempre mostrar tendências reais do que está acontecendo no nosso contrato. Eu acho que isso é muito importante para a gestão de custo e para a gestão do contrato como um todo.
Antes você acabou já respondendo, mas uma pergunta que eu queria te fazer, até para você se aprofundar um pouco mais, é qual o papel da tecnologia? nesse processo todo, para que, de repente, os seus gestores, diretor de engenharia e presidência tomem melhores decisões.
Hoje eu estou, inclusive, com um departamento... Hoje, na Engenharia e Reforma, nós temos um departamento de gestão de conhecimento e inovação. E eu estou em um projeto com um engenheiro de lá. Muito... Hoje, a gente está, nitidamente, vivendo uma transformação. digital ali, a gente está numa transformação tecnológica, implementação, como que a gente consegue colocar a inteligência artificial nos nossos processos, eu acho que hoje é o grande desafio. Tanto a inteligência artificial quanto qualquer outra tecnologia que venha, ela tem que ser integrada. Hoje, se a gente tiver uma tecnologia, uma inteligência artificial, para ela começar o processo de suprimentos e não acompanhar o plano de suprimentos, eu acho que ela é só uma ferramenta. Ela não é um processo como um todo. É a gente conseguir implementar tecnologias ao longo de todo o processo. E não pensar, nesse processo eu coloco essa tecnologia. Nesse processo eu coloco essa. A gente enxergar uma forma de integração dessa tecnologia no processo. Acho que esse hoje é o grande desafio que a gente tem lá.
Olha eu agora sendo advogado do diabo. Você acha que dá pra confiar na tecnologia? No sentido do mesmo. Hoje você fala muito em I.A. Só se fala nisso, inteligência artificial, inteligência artificial. Recentemente eu comprei um curso de idioma e tudo mais. Pô, eu paguei caro pra cacete no curso. E adivinha?
Inteligência artificial era de graça.
Era de graça, só que detalhe. Eu paguei por uma tecnologia, mas não funcionou. Ela não, assim, funcionou ali na hora da demonstração, mas que era na hora que eu precisei, de fato, não funcionou. O que eu quero trazer com isso? Tudo bem, você tem ali a inteligência artificial para te ajudar nesse processo e tudo mais, e a gente tem que tomar muito cuidado com os profissionais que estão envolvidos naquele processo para não confiar 100%. Tudo bem, eu recebi a informação da inteligência artificial, mas eu preciso checar. E qual que é o grande desafio, Vitor, nesse sentido de, tudo bem, eu tenho AI, eu fiz um investimento na tecnologia, mas e no dia a dia para que Erros não aconteçam em decorrência de, ah, tudo bem, eu estou usando a tecnologia, eu usei a tecnologia, mas e aí? O erro aconteceu.
A tecnologia, na verdade, ela norteia a gente. Seja ela qual for a tecnologia, hoje a gente fala muito de A, todo o processo é para falar de A, como que vamos implementar e A, acrescentar no projeto, etc. Mas ela não é tomadora de decisão. No final de todo o processo, sempre tem uma pessoa. E a gente tem que manter isso. A inteligência artificial nunca vai substituir uma pessoa. E tá tudo bem com isso. A gente tem que entender que faz parte. Ela vai facilitar o nosso trabalho. Hoje eu trabalho com um engenheiro que tem muita experiência nesse tipo de obra que eu tô tocando. Ele é o gerente preposto da outra consorciada e ele tem muita experiência. E eu utilizo muito de ferramentas, de tecnologias, etc, pra levantar cuspo na parte de administração contratual, pra me ajudar nisso. Mas, no fim, a gente usou a ferramenta pra nutrir a gente de informação pra nós tomarmos a melhor decisão.
E você acelera, né? É. É impressionante, assim.
A parte de administração contratual, por exemplo, que a gente faz hoje, a gente utiliza muita ferramenta, né? Muitas tecnologias, etc, muita parte de IA, mas ela não toma decisão por nós. E não tem que tomar.
E nem sempre traz a informação certa, né?
Ela leva um monte de informação. Você pode usar uma parte dessa informação, às vezes pode usar um todo, às vezes pode não usar nada.
Ou pode alterar algumas coisas que ela te mandou, mas assim, a estrutura tá ok.
E ela embasou o começo do trabalho. Então, às vezes você imputa muita coisa nela ali. Eu preciso disso, disso e disso. Ela vai falar uma série de coisas. Cara, não vou usar isso. Vou usar 30% disso. Mas, cara, ela me ajudou. E aí, com essa informação, nós juntamos ali um comitê e nós tomamos uma decisão. Então, ela não tem que tomar decisão por mim, respondendo a sua pergunta. Ela não é uma tomadora de decisão. mas ela é um assistente, ela é um agente ali presente, um agente autônomo presente pra me nutrir de informações, pra pensar em contextos que eu possa não ter levantado na hora e aí a partir daquilo nós tomarmos decisão. Putz, cara, e esse risco aqui? Olha, foi mapeado isso daqui e aí? Faz sentido pra gente? Putz, isso daqui não faz sentido. Tudo bem, cara. Mas ela levantou. Demoraria muito mais a gente pensar nisso, fazer fóruns. Eu falo que hoje né? Alguns chatbots aí que a gente usa. Eu uso eles mais pra brainstorm. Pra ele, cara, me dar ideias ali, cara, me provocar mesmo. Você viu isso? Você viu aquilo?
Eu não tinha pensado nisso.
É, cara, meu, putz, olha, tava na minha cara. Eu não vi esse risco. Cara, vou anotar aqui. Meu, vamos levar pra uma alçada maior? Vamos levar pra uma diretoria? Vamos levar pra um conselho? Cara, faz sentido ou não faz? Hoje, no momento que a gente tá no nosso contrato, é muito isso. A gente levanta muito risco. Olha, faz sentido isso pra gente ou não faz? Faz ou não faz? Isso daqui é muito importante, isso daqui é pouco importante. Vamos fazer uma matriz aqui, como é que tá? Vamos levar isso pra risco? Mas ela me dá informação, ela não toma decisão por mim.
Aproveitando, quando você fala de tecnologia, eu também adoro colocar pessoas na tecnologia, né? Não existe uma coisa sem outra. Tem gente que acredita demais na tecnologia e fala, cuidado, use como meio. É, nunca como fim. Mas eu ainda acredito nas relações pessoais, assim, só um pouco avesso essa questão de trabalho home office, de, enfim, híbrido um pouquinho, porque o híbrido é conquistado, né? É, queria aproveitar para pedir para você se inscrever nos canais, seguir, compartilhar, enfim, temos muito conteúdo bacana. Aproveite para comentar o que você tá achando desse bate-palco que eu estou adorando. Agora, eu queria que você falasse um pouquinho essa obra que você tá trabalhando hoje, que é uma obra bem desafiadora. Podemos falar um pouquinho dela? Porque tá tudo dentro do contexto que a gente tá conversando agora. Quando a gente fala de relações, eu tenho um... Ah, eu fechei um contrato e eu acabo fechando o contrato com outras empresas e a gente fala muito, como que esse contrato tá amarrado? Como que esse contrato tá amarrado? Eu acredito muito na relação que você cria, né? Tem algum fornecedor que você levou de obras aqui de São Paulo para essa obra? Eu queria que você falasse um pouquinho como que é ser bem tratado, bem cuidado por um fornecedor. Sabe aquela relação de troca que você... constrói aí ao longo de tempos?
Você tem que ter a relação com o seu fornecedor da mesma forma que você tem com o seu cliente. Vocês são parceiros, vocês estão juntos ali para vencer um desafio. Não é eu contra o fornecedor ou eu contra o cliente para vencer a obra. É eu e o fornecedor, sou eu e o cliente para vencer o escopo ali que nós fomos contratados. Se nós adotarmos a postura que o fornecedor não é o meu parceiro, se eu não tratar ele como parceiro, eu preciso pensar na saúde financeira dele. Eu preciso pensar na saúde e execução dele. Ele tem uma frente de trabalho apta a executar o serviço dele? Isso é rentável pra ele? Porque você precisa pensar, se o fornecedor ele quebra no meio do caminho, é duas vezes mais caro pra mim.
Sim.
Entendeu? E se você não se importar com isso, você paga a conta de qualquer jeito. Volta ao nosso tema central, a gestão de custos. E eu já tive empresas grandes quebrando em projetos grandes comigo, que a gente acabou gastando um dinheiro que não tava previsto.
É, e você traz um ponto importante, até eu tenho um caso assim, né, como eu escuto várias histórias, é legal, assim, a posição que eu estou hoje, assim. Pô, Paulo, sabe, cara, tá uma empresa, eu não gosto de trabalhar com ela porque ela me aperta demais. Ah, sabe, cara, não gosto de trabalhar, me aperta demais, não entende a minha situação. Entende? Então, como que funciona isso? Você trouxe um ponto bem importante, é entender essa questão financeira, essa questão da estrutura, o que eu posso fazer também para ajudar esse parceiro que está fornecendo para mim.
De novo, gestão de custos. Se você não entender os custos do seu parceiro, do seu emprestador de serviço, e como que ele está sendo remunerado por isso, E se isso é viável pra ele continuar executando o seu escopo, porque você foi contratado pro escopo, você trouxe um parceiro pra te ajudar com a expertise dele a chegar nesse escopo. Se você não tornar uma relação simbiótica ali, um crescendo com o outro, um ajudando o outro, você dando apoio pra eles. A minha relação com parceiros ali na construtora tem que ser de parceria. Se você não for parceiro do seu fornecedor ou do seu cliente, você tem que lembrar que você tá no meio do caminho. A sua relação com o seu cliente é muito importante e a relação com o seu fornecedor é muito importante. Porque se ele te deixar na mão, você não atende o seu cliente também. Então assim, é um tripé que um sustenta o outro. Se uma pessoa ali não existir, uma parte não existir daquele tripé, cara, alguma coisa vai dar problema.
E se não tomba?
E se não tomba.
E aí você traz um ponto importante, agora a pergunta é de um milhão, tá? E já aconteceu, tô falando com um engenheiro que atua em grandes obras, né? Enfim, precisa tomar grandes decisões que impactam a questão diretamente custos. Já aconteceu de algum fornecedor, de repente, uma situação onde ele acabou entregando mais do que estava contratado? Tudo isso através da comunicação, da boa relação que vocês construíram?
100%. 100%. E entregando... é muito importante a gente, além de entregar mais, entregar o que foi combinado muito bem feito, sem ponta solta. Mas isso é construído ao longo de todo um processo. Eu tive um fornecedor de mão de obra civil no Ceará. Cara, eles tiveram... Foi uma relação muito de parceria. Eles tiveram vários problemas ao longo do contrato. E se a gente não desse apoio, ele não se sustentava. E a gente teve que dar apoio. E foi isso que foi reconhecido por ele. No final da obra ali, que é aquela parte que ele já não consegue mais faturar, o serviço que ele tem, a medição é pequena. Cara, em vez de ele abandonar a obra, ele falou, não, cara. Porque quando eu precisei, você estava lá.
É, e aí eu trago uma reflexão, né? Hoje a gente tá vivendo a era, ah, não tá bom?
Troca.
Ah, isso é pra tudo, tá? Todas as relações. Não tá bom? Troca.
Por mais geracional.
E aí eu queria perguntar pra nossa audiência, o que que você faz quando você tem um problema? Você tenta resolver? Não importa o meio que você está inserido. Ou você simplesmente, ah, vou trocar. É muito legal quando você se esforça, porque se acabar... Peraí, deixa eu entender o lado do outro. E muitas vezes o problema não tá no outro, tá em você.
Exatamente. Talvez você tá pesando a mão demais.
Sim.
Como contratante. E isso daí você precisa ter uma... É claro que você tá no meio do jogo ali, você precisa pensar no seu lado. Eu sempre visto a camisa da minha empresa em qualquer situação. Mas eu também tenho que pensar no lado dele.
Tem que pensar no lado.
Então você precisa ser... É uma régua ali que tem que se equilibrar o tempo inteiro. E se ela desequilibrar tanto pra um lado quanto pro outro, Se você pensar demais no fornecedor, você acaba prejudicando a sua empresa. Se você pensar demais na sua empresa, você acaba prejudicando o fornecedor. Ela tem que ser uma relação que seja saudável para os dois. E essa relação de, ah, deu errado, troca, você perde cultura. E isso é muito importante hoje. Se você falar em cultura de segurança, em cultura de qualidade, hoje é um ponto que nós batemos muito na tecla na construtora, qualidade do produto final. Eu tô numa obra no meio da Mata Amazônica, cara. É uma obra de difícil acesso. Da cidade mais próxima, é uma hora e meia de carro pra chegar na minha obra. E, cara, a construtora manda uma pessoa, um supervisor de qualidade, bimensalmente, presencialmente ir lá, paga uma passagem pra Parapevas, hotel, etc, pra olhar a qualidade do produto. E se você não tiver uma relação saudável com todas as partes que estão envolvidas no projeto, seja com fornecedores, seja com clientes, seja com a sua equipe própria, você não tem uma qualidade final. E isso é muito importante. Se deu errado troca, deu errado troca, deu errado troca, a conta final chega.
É, e a gente tem que tomar muito cuidado, inclusive, em quem tá nessas... quem são esses gestores, porque muitas vezes quando essa pessoa não tem paciência pra entender... Não, por que esse fornecedor agiu dessa forma? Né? Como eu falei lá atrás, às vezes o problema tá em quem tá ali tomando a decisão. Você fala, pô, se eu não tô tendo paciência pra entender o momento do meu fornecedor, o que que eu... Porque às vezes eu tenho uma solução pra... pra gente seguir nessa relação. O cara já conhece a cultura da empresa, já tem funcionários, por exemplo, que trabalhou numa obra passada e se eu trago esse cara pra atuar nessa minha obra, tá muito bacana porque eu já conheço a cultura, já conheço tudo, né? Nesse sentido, tem algum que você... levou pra essa obra da região amazônica, mas que foi daqui de São Paulo, de repente, ou de algum outro lugar?
Eu não levei, tá? Mas eles já estavam lá. Quando eu cheguei lá, eles estavam lá. E assim, diversas vezes...
Mas mesma era construtora a mesmo, né?
É a mesma construtora. Eu trabalhei com empresas de forro em várias obras. Tanto quando eu vim pro JK aqui, né, na obra de São Paulo, quando a gente precisou, a gente trouxe eles. caçando Pernambuco, tavam fazendo obra no Ceará, eu trouxe eles pra São Paulo, né, trouxe aquele encarregado que era um cara muito, muito parceiro, sabia, entendia, né, o ritmo que a gente tinha de cobrança, e ele já tava ambientalizado com a cultura, muito parceiro.
E é legal esse relato que você tá trazendo aqui, porque a gente que é do meio, né, que vive um pouco ali o dia a dia de obra, é muito bacana, né, quando você imagina, você tá numa obra no Pará, Aí você tá com essa galera. Aí, às vezes, eu tô em São Paulo e, pô, o mesmo encarregado, às vezes, o mesmo mestre, o mesmo pedreiro. Aí eu vou pra Brasília e o cara fala, pô, que legal.
A construção se vê desse tamanho, cara.
É muito pequeno, é muito legal isso.
Os players, cara, mudam seus dedos, mas os anéis são quase os mesmos.
É bacana. Ô, Vitor, a gente já tá chegando no final do nosso bate-papo. Eu ficaria aqui horas falando com você. Mas tudo bem que você tem experiência com grandes obras. A construtora que você trabalha hoje é muito grande. E agora, como você entende que essas pequenas e médias construtoras podem fazer para ter uma boa gestão de custos?
Processos.
Processos.
Formar pessoas com esse tipo de visão. Eu não entrei na obra com esse tipo de visão. Fui treinado pra isso. E é um processo que não é do dia pra noite. Formem pessoas. Investiram em mim por muitos anos. Para eu ter esse tipo de mentalidade, foram horas e horas e horas investindo em treinamento, em processos, em mentoria. Foi o melhor processo que eu participei na minha vida, com bastante folga. E por que eles investem nisso? Porque se você não investe em pessoas, o processo vai se quebrar e isso vai ter uma conta. E como é que, respondendo a pergunta, como é que a média pequena empresa consegue mudar desse patamar? sempre são pessoas. Se você não investir em pessoas, na minha visão, não tem tecnologia que vai substituir isso.
É, e a gente tem um desafio também, né, na construção civil, que você, melhor que ninguém sabe, que, assim, em muitos canteiros, como você, tudo bem que você tá trabalhando numa construtora que tem esse olhar pra pessoas, mas não é a realidade da maioria das empresas.
Infelizmente não.
Até porque você tá ali ouvindo relatos sempre, né, de terceiros e etc. E a mão de obra na construção civil ainda tem aquela coisa da força, né? Ah, faça que eu tô te pagando. Você tem que entregar, muitas vezes, essa quantidade de metros dia, enfim. E aí, que dica você traria pra esse modelo? né, de gestão que, ao meu ver, a gente precisa rever, né?
Gestão contratual, cara. Eu acho que tudo passa por gestão contratual. Quando você traz um parceiro, você tem ali... A regra do jogo é o seu contrato, né? O contrato, ele tá dizendo a regra do jogo. A minha relação com o meu fornecedor, com o meu cliente, ele tá redigido em um contrato, certo? E aquela é a regra. E se você não tiver gestão de quanto isso tá te custando, de quanto isso tá te receitando, de quanto isso tá gerando pra ele, Se no final é saudável pra ele até o final desse contrato, tem certeza? Esse cara, se no meio do caminho quebrar de novo, vai custar mais pra mim. Então é melhor eu fazer uma gestão. Eu acho que essa relação, ela se torna muito saudável quando a gente tem uma gestão contratual. Eu acho que temos que investir muito nisso na construção civil. Eu conheço diversas obras que vários escopos são realizados, cara, não chega no final. Quando você vai ver se tinha um contrato, não, não, eu mandei o cara vir, todo mês a gente acertava um negócio e acontece. E quando você fala de pequenas e médias empresas, isso acontece.
Tem muito disso, né? Direto.
Claro que a empresa que eu trabalho hoje é uma empresa enorme, muito responsável, processo bem definido, a gente não tem esse tipo de problema. Mas em várias outras empresas a gente tem isso e passa muito por gestão contratual. A gestão contratual nada mais é do que fazendo um controle da gestão de custos. E se isso vai chegar no fim, como é que tá no final? Tá dando dinheiro pro cara? Porque ele tem que ter a margem dele. Não adianta, ninguém trabalha de graça, cara. Entendeu? E se ele te abandonar, ou se no final da obra ele te abandonar, vai te custar mais caro. Então é melhor você ir atrelando isso.
É, porque quando você fala de processo e tal, a partir do momento que eu pego o hábito de criar essa forma de gestão, de gerir, automaticamente, se acontece algo fora daquilo que estava previsto, eu sei exatamente onde está o problema e fica fácil tomar uma decisão. Peraí, como que eu... Corrijo isso.
Exatamente. E aí, tá indo pra cima? Tá indo pra baixo? Tá indo pra direita? Pra esquerda? A gente tem que ir tendo controle disso ao longo da execução. O contrato não tem que ser redigido na medição final ou numa briga de contrato. O contrato tem que ser lido ao longo de toda a execução do contrato. E aí você entendendo, voltando da parte, o que é escopo, o que é não escopo, se ele está entregando mais, se ele está entregando menos. A ideia é sempre você ter esse controle. Se você tiver esse controle, tende a ter bom resultado e ter uma boa parceria, seja com o seu fornecedor ou seja com o seu cliente. Essa unção é uma corda sempre que tem dois lados e você está ali no meio, garantindo a execução e garantindo o retorno para o acionista, que é muito importante isso.
É, eu vou... Tenho aqui algumas outras perguntas pra te fazer, mas eu vou dar uma segurada, porque, assim, vai levar muito tempo, mas tá sendo muito bacana esse bate-papo, porque a gente tem um quadro, convidado convida, né, aqui, e eu... Tudo bem que já convidamos o mestre de obras aqui pra vir fazer um bate-papo, mas eu queria que você indicasse aí outra pessoa que você entende que essa pessoa vai trazer um... um baita conteúdo aí pra nossa audiência, sobretudo, ah, eu quero eternizar esse cara aqui, eu quero deixar isso, sabe, registrado nesse canal ali, mais de uma hora de conteúdo pra eu poder, ah, eu quero rever esse cara falando, enfim.
Cara, eu fui estagiário dele, né, trabalhei com ele, ele saiu da construtora por alguns motivos, depois ele retornou, voltei a trabalhar com ele, enquanto ele esteve na construtora, eu sempre trabalhei com ele, e é o André Colino, cara. Esse cara é fora de série, sempre foi meu chefe, me ensinou boa parte do que eu sei, é um cara que faz um trabalho muito próximo de mim. Domingo agora, nós vamos nos encontrar em Belém, 11 horas da manhã, a gente vai ficar até de noite discutindo estratégia do que a gente vai adotar com o cliente durante a semana.
Olha, domingo trabalhando. Trabalhando não, porque é uma diversão.
É a vida, né, cara? Se você pensar que você tá trabalhando, ela se torna um peso.
Fica pesado.
A gente tá vivendo. Mas eu acho que um cara que traria muito conteúdo, um cara... Qual que.
É a pauta que você acha que deveria tratar com ele?
Cara, estratégia. O André é o cara mais estrategista que eu conheço, cara. Ele sempre tem uma estratégia. Ele pergunta algumas coisas. Ele sempre me liga, Vitor. Isso, isso, isso. O que que tá acontecendo? De novo, nós temos uma regra entre nós dois, a gente sempre joga limpo. né? Se vai dar ruim, se vai dar bom. Cara, é sempre, olha... Aconteceu isso, isso e isso, André. Não tem o que fazer. Cara, ele sempre tem uma estratégia. Ele bola uma estratégia a partir dessas informações e a gente bota como vai executar. Né? Domingo vai ser isso. Eu vou levar uma série de informações que ele me solicitou. Cara, ele pediu um trabalho bem denso pra mim. Nós vamos trabalhar domingo até de noite montando uma estratégia. Ele é o cara mais estrategista que eu conheço.
Resumindo, o cara é um pensador.
É. É. Ele é... Então, convida... André, você está convidado aí para o podcast, cara.
Pô, é... Engenho Fósforo, eu estou andando.
Com o custo de internet aqui.
E, bom, tem mais alguma coisa que eu deixei de falar aqui, de te perguntar, que você acha importante a gente falar antes de encerrar esse bate-papo?
Não, cara, foi muito bacana mesmo participar. Quando você me convidou, eu falei, cara, o que eu vou falar ali no podcast? Cara, mas foi muito natural, você conduziu super bem. Acho que foi muito bacana e a gente conseguiu abordar... É claro, se a gente for falar aqui sobre vivência de obra, gestão de custos, a gente vai ficar até semana que vem aqui falando sem parar.
É, a gente vai ter, a gente tem uma série que é por dentro da obra, onde a gente vai e faz um bate-papo de fato dentro da obra. Eu deixo aqui o convite, se em alguma obra caso de repente a gente consiga ir pra falar um pouco do dia-a-dia, do desafio daquela obra, é muito legal, assim, nós já fizemos isso em Balneário, fizemos no Porto de Santos, assim, então é bem legal porque a gente vai falar daquela obra, assim, sabe? Por quem tá, de fato, vivendo aquilo. Então a gente fala de gestão, desafios ali do dia a dia.
Putz, cara, na IG Farm tem tanta obra bacana, cara.
Cara, é sensacional.
A gente tem cada canteiro, cada projeto, assim, muito bacana. Né? Eu não tô nessas obras, mas tem muita obra em São Paulo.
Não, é bacana. Eu vou passar seu contato pra Gabriela, pra ela alinhar com você. De repente, você consegue aí fazer um... Com certeza. Um cross aí pra gente ir visitar...
Com certeza, com certeza.
Essas obras, assim. E nossa audiência gosta de obra.
É muito bom mesmo.
Gosta de obra. Então... queria aproveitar de novo para pedir para você se inscrever e seguir nossos canais estamos em todas as plataformas de áudio de vídeo e agora eu queria te passar as considerações finais para a gente encerrar esse bate-papo Cara, eu acho.
Que a gente conseguiu trazer bacana, de uma forma natural, o tema que a gente se propôs a trazer. A gente falou sobre pessoas importantes, acho que isso é sempre importante. E o trabalho nada mais é do que o reflexo da vida. A gente estava falando agora um pouco antes, né? Gestão de pessoas, né? Eu vou ser pai daqui a pouco e eu vou aprender muita parte de gestão de pessoas através disso. gestão de negócios passa muito, muito boa parte através de uma gestão de pessoas.
É, eu até costumo dizer que você, quando você é pai, você se torna um filho muito melhor.
É.
E, sobretudo, um gestor muito melhor, né? Porque você vai entender que você vai, seu filho vai crescendo, você vai pedindo pra ele fazer tal coisa e você acha que ele já tá fazendo natural. Não, mas você tem que ficar pedindo. Tem que ficar pedindo. E isso te transforma de tal maneira, você, como gestor, pra entender os seus colaboradores, assim. Cara, é surreal. Você vai viver agora, de fato, a melhor fase da sua vida, você já tá vivendo.
Já, já.
Vai ser quando?
Em abril agora, cara.
Vai nascer em abril.
Eu descobri que eu ia ser pai um dia depois do meu aniversário. Minha mulher foi lá pro Pará, passar o meu aniversário comigo. E aí, quando eu fiz aniversário, eu falei, cara, você podia me dar a Rafa de presente. E aí ela, não sei o que... Cara, no dia seguinte fizemos o teste. Eu fiz aniversário dia 20, dia 21 eu descobri que ia ser pai dela, cara. Ela me deu ela de presente.
Que baita presente.
É, e voltando, cara. A gente descobre quanto nosso pai gosta de você quando você se torna pai.
Sim.
Falei, cara, é isso que minha mãe gostava de mim, cara. É incrível! Ela me ama muito porque eu amo muito a Rafaela, cara. É um negócio... Eu nasci pra ser pai da Rafaela. Eu sempre falo isso.
Não, é muito legal. Igual quando eu tive, né? Quando o Pedro... Eu descobri que a minha esposa tava grávida do Pedro. Eu tava... Eu ia morar nos Estados Unidos. Eu tava cruzando. Eu tava em Las Vegas. E eu lembro que ela me ligou, né? Eu tava no Skype, na época, 10 anos atrás. Eu tava saindo do... Do New York, New York, um hotel em Las Vegas. Indo ver uma... Luta do Anderson Silva no MGM Grand Plaza. Fica do lado. Então, eu tava cruzando essa avenida. Meu Skype toca, eu parei. Cara, recebi a notícia, assim... Sabe, fica marcado esse dia na nossa vida. E o que a gente conversou aqui... Também tem muitas histórias em comum, porque quando... O Pedro nasceu e eu só vi ele nascendo, peguei um avião, fiquei viajando a noite inteira indo para aquela obra em Altamira, no Pará, aquela usina hidrelétrica. Então, assim, eu acho que nada acontece por acaso. Esse nosso encontro aqui foi muito bacana.
Nada é por acaso.
Estou muito contente com tudo que conversamos aqui, com a sua história. Me emocionou mais que duas vezes e pode contar de novo com o nosso canal. Pode ir o que você precisar.
Muito bacana.
Vamos dar voz aí para engenheiros, arquitetos, construtores, pedreiros e, enfim, todo o setor da construção civil.
Eu acho que eles têm muito conhecimento pra passar.
Sim.
Invista nisso. O mestre de obra tem tanto conhecimento pra passar quanto o superintendente. É muito bacana e vai agregar muito conteúdo pro canal.
E esse é o nosso papel aqui. Então, um abraço pra você que ficou até agora. Lembre de se inscrever, compartilhar um pouquinho do que você aprendeu e dessa forma vamos transformar, de fato, a cadeia da Constituição Civil como um todo.
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