Inovação em ACM na Construção: Fachadas com Jefferson Lousa | Podcast Arquitetura e Engenharia #104

Podcast episode (Portuguese) where host Paulo interviews Jefferson Lousa about ACM (aluminum composite material) in construction. Jefferson describes his ~23–25 year journey in the ACM market, explains manufacturing factors that affect delamination and paint performance, argues for lab performance testing and supplier credibility, and outlines recent innovations (costal PVDF coatings, hydrophobic varnishes, Allocense lamination, DryClick installation system) and training efforts (Módule). He also covers logistics, installation best-practices, sustainability (use of recycled aluminum and polyethylene, partnerships with Novelis and Raizen) and recommends guests for follow-up episodes.
Questions this video answers
About 23–25 years ago.
Around 3–5 kgf per square inch.
Depending on line, from roughly 8–12 kgf/in² up to about 20–25 kgf/in².
Typically guaranteed for about 3 to 7 years (for the hydrophobic/autoclean effect).
More than 15 years.
Chapters
Que o ACM é um dos materiais mais versáteis da construção civil e amplamente usado em fachadas e grandes edifícios, você já sabe. Mas como esse material é produzido, transportado e instalado com precisão em projetos tão distintos? Isso é o que você vai descobrir no episódio de hoje. Este episódio é um oferecimento a Greste Comunicação Visual. Hoje recebemos um dos maiores especialistas no setor para falar sobre os avanços na fabricação do ACM, um material que tem ganhado espaço em aplicações inovadoras como mobiliário, forros, divisórias e até na decoração de interiores. Seja bem-vindo, Jefferson, a mais um episódio aqui no Constrycast. Como eu falei na minha introdução, quem quer saber, quem quer conhecer sobre o que é o ACM, esse episódio é pra você. Seja bem-vindo.
Muito obrigado. E quer conhecer um pouco mais a fundo, né?
A fundo, de fato.
Porque é um produto muito genérico, aparentemente, né? É possível alguém achar que aquilo que você vê na rua, numa comunicação visual, seja a CM, e o que você vê num prédio seja a CM. E não é.
E não é. Jefferson, antes da gente falar da nossa pauta principal, eu queria que você falasse um pouquinho como que você entra nesse mercado.
Legal.
Eu posso... Eu falo com propriedade hoje que você é uma grande autoridade no setor. Quem quer uma fachada? Quem quer um produto? com alto padrão de qualidade, de confiança e credibilidade, eu falo com bastante veemência, com bastante verdade, com base em tantos contatos que eu tenho no mercado que você é esse cara. Então eu queria que você falasse um pouquinho como que você entra nesse mercado, sobretudo um mercado tão desafiador, né? E você vem pra mudar a realidade, ou seja, como que eu quero ver esse material de fato e não ficar olhando praquelas fachadas mal aplicadas, né? O que traz você para encarar esse desafio e fazer diferente?
Olha, você sabe o que tem? Eu acho que autoridade ou alguma coisa desse tipo. Eu acho que é algo que você... não adianta você impor, né? Eu acho que é algo que você conquista e não pode ser... e não sou eu falando, né? Porque são as pessoas que entendem que você é um pouco mais criterioso. Então, eu acho que aquilo que eu comentei com você pouco tempo atrás, a nossa bate-papo, eu sou um cara muito chato e exigente, por realmente, vamos dizer assim, pensar um pouco diferente em relação ao que nós fazemos. Eu acho que o ACM é um produto que ele passou por um downgrade muito grande nesses anos todos, porque nós tínhamos como referência, então, Alucobond, Renobond, Alpolic, isso era lá atrás, há 30 anos, já era CM. E aí vieram os produtos chineses, essa avalanche de material, Existem até produtos confiáveis, mas eu tenho plena certeza que hoje pouco chega no Brasil. Mas enfim, o produto eu acho que ele fala por si só. O ACM, como eu te comentei, é um produto que você compra hoje, é credibilidade. É difícil num podcast falar pra uma pessoa... Como identificar? Como você olha assim e fala, esse é bom, esse aqui não é. Então, a credibilidade de quem você está comprando, qual o critério dessa empresa e o histórico desse cara. Eu comecei nesse tema do ACM. Falar em data, você me pega, mas em torno de 25 anos atrás, 23 a 25 anos atrás, nós começamos a comercializar esse produto lá em São José do Rio Preto. em pequenas quantidades. Meu limite máximo era vender 50 chapas. E, assim, a gente teve um problema. numa primeira obra, que nós fornecemos uma obra maior, com um determinado fabricante. E eu comecei como representante dessa fábrica lá. Até quem nos ajudou muito, nós tínhamos dois parceiros, que infelizmente perdi um, que era o Tung, era um amigo, o Maurício e o Tung foram os caras que realmente nos apoiaram e me ajudaram alavancar o nosso produto no país. Não comecei isso sozinho e não sou pai da criança sozinho. Não dá para citar todo mundo, mas temos muita gente competente conosco e que nos ajudou a chegar onde nós chegamos no país. Mas, falando sobre essa jornada, eu sempre fui uma pessoa muito... crítica e curiosa. Para você ter o meu parâmetro, quando nós importávamos material na China, a gente tinha uma técnica para descobrir o que é bom e o que não é bom. Para mim, a tinta era um parâmetro. Então, quando nós estávamos conversando lá com os chineses, eu pegava o Tung. Tung, desce lá na linha de pintura, vê se o cara tem um tambor da PPG escondido por aí. 90% das vezes não tinha nada, então aquele carro para mim estava descartado. Então eu fui aprendendo a ter um filtro muito grande e uma régua. O que nós fazemos hoje é basicamente isso, a mesma situação com o nosso parceiro de tinta. Então a Sherry, ele é o nosso fornecedor principal e é uma empresa confiável para que essa pintura tenha performance. Essa nossa jornada foi uma escalada entre início de importação, mas a fábrica veio em um ponto interessante. Por que você monta a fábrica se você importa? Que legal! Precisa fazer isso. A melhor coisa do mundo é importar. Muito menos trabalho. Fábrica é um problema, um bom problema às vezes. Mas justamente por essa situação de não aceitar o limite do chinês. Chinês não vai ter performance.
E como surge esse, de certa forma posso chamar de incômodo, né? Porque quando você está importando, você acaba não tendo controle desse material que chega e aí você assume essa responsabilidade de construir uma fábrica para produzir no Brasil. Ou seja, assume todos esses Enfim, esses...
Não, é fácil eu te comentar sobre isso. É... Eu te diria que, assim, é você sentir na pele o problema. Porque, há um tempos atrás, eu acho que nós trocávamos um prédio por ano.
Nossa, um prédio por ano?
É. Por quê? Ah, então o prédio teve um probleminha de bolha. Ou o outro teve delaminação. Um teve problema na tinta. troquei vários prédios nesse país. E você tem um ponto que é assim, essa receita que o pessoal chama de 4mm PVDF Carnac 500, Cara, isso é uma receita de bolo tão genérica, tão genérica, que ela é... não é sinônimo, é sinônimo de nada. Ah, é um filtrozinho, mas com quem você tá fazendo negócio? De quem você tá comprando? É mais ou menos igual lá atrás, todo chinês, é PVDF e carne à quinta, todo chinês. Qual realmente que usa uma resina de um fabricante de tinta bom? Que eu comentei. Um fabricante de SM, ele é um pintor e um laminador. Só. Tudo que ele fala, que ele garante, que ele faz, que acontece, que eu faço, que eu sou foda, eu sou isso, eu sou aquilo, quer dizer o quê? Palavras, são palavras. Eu tô falando e você tá acreditando. Então, pra mim, o que tem peso é, cara, o que o fabricante de tinta garante? Então, isso que ele garante, eu garanto junto com ele. Então a gente tem um relacionamento muito bom com a Sherry Williams, tudo que a gente desenvolveu de tecnologia no país foram junto com eles, sempre nos deu um baita suporte na fábrica, ainda dá. Então, eu acho que você casar com fornecedores e ter uma equipe competente é o que muda uma situação, muda um mercado.
Nessa medida, Jefferson, eu percebo que, assim, nos últimos anos, o mercado de SM ficou um pouco mais, assim, bem mais exigente. do que era antes, tá? Posso estar enganado. Porque hoje você tem aí a era das redes sociais.
Sim.
Tá tudo muito visível, muito escancarado.
É.
E aí você vem e assume a responsabilidade de ser uma indústria nacional que vai produzir esse material. Ou seja, você deixa de ser um importador.
Sim.
Por outro lado, qual o grande desafio da indústria pra atender essas exigências e mudanças do mercado?
Eu acho que o mercado exige muito menos. O mercado não exige tanto, porque o mercado tem uma regra lá, um padrão, que é o que consta até na nossa norma BNT. Então, dentro daquele padrão, tem isso, tá bom. E aí quando tem problema, a culpa é de quem? de quem instalou, a culpa é do fabricante do material, a culpa é de quem a história. Eu vou te dizer um case mais ou menos assim. Quando nós começamos a fábrica, o intuito era realmente subir o nível do produto. Meu target pro Rui, que é o meu meu japonês mestre lá, esse é o famoso Japa da Poli. Ele é japonês, falou, meu, a Adalanta Politécnica da USP é um cara 100% nerd e exigente como eu. Então, Rui, nós temos que fabricar a Lucobondi pra cima. Se não for isso, não tem sentido isso aqui. Pra vender chapa e correr o risco de ter problemas, não fabrica. Vamos importar material e vai trocando aquilo que aparece de problema. É simples assim. E aí realmente a gente buscou isso com um tipo de equipamento que consegue ter umas níveis de resistência de delaminação. Porque tem muita coisa no produto que não tá na norma. Não se fala. E é 100% verbal.
Por exemplo?
Tipo, índices de resistência de delaminação. Quando a chapa delamina ou pode criar uma bolha, você arranca o alumínio com a mão, como você faz em todo 3 mm que existe no país. Você arranca o alumínio na mão. A resistência da eliminação em um 3 mm chinês é algo em torno de 3 a 5 kgf polegada quadrada. Dos materiais que nós fabricamos, dependendo do tipo de linha que você fabrica, pode chegar de 8 a 12. ou pode chegar de 20 a 25. Você sai de 3 e vai a 25 quilograma-força por polegada quadrada. Por quê? Como? Quando? Cara, é um universo que envolve tanta coisa. Estamos falando de espessura de película de cola, qualidade do desengraxe desse alumínio, velocidade do desengraxe. Porque, cara, imagina um fabricante, dependendo do fabricante fora, Você tá... produção é full velocidade, aquela água lá do desengraxe, se tá muito alcalina, índice de alcalinidade lá do desengraxe, tá bom.
Tá nem aí, só faz, só vai passando.
Tá bom, passa e mete o pau, porque o cara quer preço. Todo mundo que compra lá, target é preço, target é custo. E quando a gente tá fabricando isso, nossa meta é responsabilidade. Nossa principal razão do produto existir é vender responsabilidade. Porque quem está comprando tem uma expectativa, quem está instalando tem outra e tem a nossa. Então, a responsabilidade de quem está vendendo é a régua do que você vai entregar.
Com mais de 15 anos de atuação, a Agreste é líder em comunicação visual, especializada em faixadas e portas de ACM, trazendo inovação e qualidade para o seu projeto. Tem um desafio, pelo menos ao meu ver, é um mercado que você tem que trabalhar muito na base da confiança.
Sim.
Porque como que eu testo isso?
Olha, então, por exemplo...
Eu enquanto construtor, enquanto especificador, como que eu tenho a garantia de fato que eu estou recebendo aquilo que eu estou comprando?
Tem uma coisa que eu comentei, que nós estamos buscando realmente um laboratório acreditado que possa fazer análise de performance de produto. Como eu comentei com você, vamos pegar um exemplo.
Eu vou só pra essa demanda, Rafael dos Santos, meu engenheiro autista com super dotação, ó. Tô transferindo esse desafio pra você e vamos visitar a fábrica dele pra gente ver se a gente consegue aí contribuir com esse desafio.
Então, Rafael, tá convidado, ou intimado, o que você quer chamar. Tá convidado a conhecer nossa fábrica. Não é conhecer uma fábrica pra simplesmente falar minha fábrica é bonita ou é legal. Não, é pra gente fazer transferência de conhecimento. Eu acho que todas as pessoas que vão lá e nos conhecem um pouco, elas entendem que o que nós fazemos lá não é marketing. Você vai lá e pelo menos vai entender mais a fundo sobre o produto. É só isso. Então, o que eu comentei é que Quando a gente está lidando com performance ou produtos que a gente vende uma garantia ou vende uma performance... Por exemplo, uma construtora comprou o concreto de uma construtora e ela pega esse... A construtora, a concreteira... Puta, é uma empresa muito séria. Mas ela pega aquele concreto, faz o corpo de prova, manda ensaiar pra ver qual é o FCK. Tá batendo? Tá batendo. Então, vamos usar.
E cada caminhão que chega lá no canteiro, eles vão medindo ali, né?
Cada caminhão ele faz isso. Agora... As pessoas compram uma fachada monstruosa, que é a cara daquele prédio inteiro.
Que é o que vai ficar exposto, né, pras pessoas.
Como Robocop, até hoje, por, sei lá, 30 anos, né? Nós estamos fazendo um retrofit lá, e a gente conseguiu ajustar a cor da chapa nova, muito próxima daquela chapa que já teve perda de cor. mas ainda está estável, você percebe que a pintura está estável, o painel está estável, foi um incidente que aconteceu lá. Mas, enfim, você compra uma fachada para um prédio que tem que durar, vamos pensar, 40 anos? Daqui a 40 anos vai arrancar tudo e fazer de novo? Tem uma pergunta que eu faço sempre para a comunicação visual, que ele fala assim, cara, tá bom, daqui a quantos anos você quer arrancar tudo e fazer de novo? Se as pessoas fizessem essa pergunta para o cliente, não existiria uma outra ruim. Porque nenhum cliente vai falar assim, não, daqui dois anos você arranca tudo e faz outra. Não existe essa resposta. Mas as pessoas entregam o que quer. Então, as empresas compram uma fachada daquela e não ensaiam. Não tem teste de perda de cor ou teste de laminação. Ou se o fabricante entrega um teste de laminação, ah, tá bom, legal, obrigado. Tá correto, não tá?
O Jefferson, mas o que está sendo feito para tornar o ACM mais eficiente e mais acessível? Quando eu falo eficiente, tem essa questão da durabilidade e mais acessível a outros públicos que querem esse material para um projeto de altíssimo padrão, porque tem pouquíssimos hoje, pouquíssimas pessoas têm acesso a esse material, por exemplo, para uma arquitetura de alto padrão.
Eu acho que O ACM hoje, ele tem um mercado... Ele é um produto muito difundido, né? Acho que quase todo arquiteto conhece sobre o produto.
Mas muitos acham que tudo é igual.
Então, muitos acham que tudo é igual ou muitos acham que é aquilo que você vê na rua.
Sim.
Aquela padaria desbotada ou até aquele prédio feio, também está encardido ou sujo. A sujidade é um tema à parte. Daria pra gente falar sobre sujidade em fachada aqui. Tem assunto para isso, mas nem sempre aquilo é o que você pode comprar de melhor. Então, existem produtos que você pode aplicar um verniz que nós desenvolvemos há pouco tempo, que ele é o que a gente chama de hidrofóbico, ele cria um efeito hidrofóbico na chapa, que lá atrás é o que se chamava de nano, o material com nano PVDF. E de nano não tem nada. Fora do nosso país não existe esse produto aplicado em lugar nenhum nos Estados Unidos, nem na Europa. É o chinês que usa na China e esse produto foi difundido no Brasil. Por quê? Porque ele vem de uma ideia de que a chapa vai ser autolimpante e tudo aquilo que você pinta Vamos pensar que você pegou um produto e você pintou, independente do que você seja. Carro, chapa de ACM, uma placa, teu portão. Tudo que você pintou, isso vai ter uma vida útil, essa pintura. Porque é uma pintura, não é granito, não é um metal natural. Então, a vida útil dessa pintura, ela passa por uma etapa inicial de performance e ela passa por uma queda até isso estabilizar. Quando você tem um verniz, uma terceira camada de pintura, esse verniz quando novo tem um efeito hidrofóbico muito forte. Então, a gota d'água se deposita na pintura de uma maneira diferente. Quando ela se deposita mais aberta, ela gruda na fachada. E quando esse verniz quebra a estática do material, a água escorre, que é aquilo que você faz no para-brisa do seu carro.
É, pode trazer o exemplo do carro, quando você insera ele.
Não, para a brisa que você passa aqueles produtinhos que a água escorre.
Ah, sim, sim, sim.
Isso. Mas a tinta, ela é curada junto com o verniz, né? Então, o verniz é curado junto com a tinta ali. Então, você tem um nível de performance diferente. Mas falando, por exemplo, de uma empresa holandesa, que para mim é referência de performance, a Euramax, ela tem um verniz desse tipo. E a garantia que ele dá é, por exemplo, assim, olha, a tua chapa vai ter um efeito hidrofóbico garantido de 3 a 7 anos. Então é a vida útil desse efeito autolimpante, não que o material vai degradar depois disso. Mas quem fala que vai ser autolimpante a vida inteira? Mentira.
Mas eu posso...
Não existe.
Mas eu tenho alguma forma de passar algum produto depois, imagina daqui 7 anos eu aplicar algum produto pra que ela continue sendo autolimpante ou não?
Existem algumas fórmulas mágicas que tem no mercado, mas isso não foi curado com o material.
Entendi.
Entendi, então... Só uma camada. Ele é superficial. Ah, mas ela tem uma aderência ótima por dois... Por X tempo. Agora, com base... Então, para mim interessa assim, né? Qual foi o teste que você fez que você determinou esse tempo? Então você pôs numa câmera de xenon para envelhecer ou numa UVB para envelhecer o material, para medir. Então tudo isso é muito genérico. Como eu comentei, por exemplo, se você tem um produto instalado no centro-oeste, sul, sudeste, você tem um nível de performance de qualquer coisa pintada. Se isso for instalado no nordeste, Tua performance é menor. Então, tudo que está instalado, latitude 0, 15 graus para baixo, 15 graus para cima, você tem o dobro de UV. Você tem o dobro de UV, você tem 50 menos de performance. Simples assim, não sou eu que estou falando. É o fabricante de tinta e a natureza. Então, é lógico que vai acontecer, mas é perigoso. Alguém levanta a mão e fala assim, mas o meu não. Mas eu garanto. Então, a gente vive desse tipo de gente no mercado que é um dizendo o que faz, o outro dizendo o que garante, porque eu sou isso. E a gente tem que lidar com questões reais, com questões técnicas. Cara, tecnicamente, O que que o fabricante da tinta fala dessa tinta lá? Não, ele fala que a tinta vai se comportar assim. Então, porque você é um pintor. Você não é um fabricante de tinta. Então, a gente tem que seguir essa regra. E é isso que nós fazemos. Simples assim.
É, e trazer essa transparência pra quem tá adquirindo aquele produto, isso é sensacional. Por isso que eu falei dessa questão da confiança, né? Que a gente precisa trabalhar essa questão da confiança nas relações.
Eu acho que hoje, infelizmente, a compra de um produto pra um investimento de fachada, ele é 100% confiança. Credibilidade, vamos dizer assim.
E quais são as inovações mais recentes na fabricação de ACM?
Olha, eu posso te dizer assim, é a inquietude que traz a inovação. Acho que a inovação está muito ligada à inquietude. Há uns quatro anos atrás, quando a fábrica estava bem no setup ainda, até de certa forma jovem, A gente percebeu muito problema de corrosão filiforme em alba beramar. Muito problema de corrosão filiforme. Principalmente se o material for asiático, não pode chegar perto do mar. Olhou para o mar, ele vai ter problema de corrosão. Ah, mas por que você fala assim? Você sempre vendeu material chinês. Sim, eu vendia fabricado por um cara que chamava Alutili. Esse cara é sério. Se alguém quiser importar a chapa, importa da Alutili. É bom.
Boa, ótima dica. A gente tem a dica com os triquetes aqui.
Pode trazer. Só que não vai ser competitivo no país. Desculpa. Então, assim... Por que isso, né? Ah, tá. Por que o chinês não dá? Então, vamos falar a real. Porque quando a gente trata de, por exemplo, corrosão filiforme ou performance de um produto revestimento metálico à beira-mar, nós estamos falando de uma complexidade de tratamento no alumínio. Lígua de alumínio importa. Aonde foi fabricado? Por quem? Que tipo de impureza tem esse metal? Quando se trata de pintura, velocidade de desengraxe, qualidade do desengraxe, qualidade de camada da cromatização, tipo de primer, qual controle de camada de primer que você tem, e o tipo de PVDF ou resina que você está utilizando. Esse conjunto disso tudo vai te trazer uma performance. Então, quando nós começamos lá atrás, nós temos uma cama de corrosão cíclica, que ela agride e seca, agride e seca, então ela deposita uma camada de... ela tem um nível de agressão muito forte. Nós tínhamos três grades de produto, grade A, B e C. Então, tinha um percentual C, um percentual B e um percentual um pouco maior, A. A, ok, beira-mar. B e C, não pode nem ver sal. E aí a gente vem Fomos trabalhando, fomos buscando soluções pra isso. A Sherwin tem uma resina nos Estados Unidos que ela vende há muitos anos pra você pintar aço em coberturas beiramar. Ou plataforma marítima, ou galpões, tudo que... Os Estados Unidos é puro aço, né? Usa muito aço. Então, esse tipo de PVDF costal, eles já usavam lá pra aço há muitos anos. É uma tecnologia mais que utilizada, mais testada. E o que tem de diferente? É um PVDF de qualidade e tem uns aditivos anticorrosivos, que não vale a pena ficar aceitando isso a todos. E aí a gente comecei a trabalhar muito com os caras, falei, cara, vamos trazer isso pra cá, já traz um tambor. É, um tamborzinho custa 150 mil reais. Foda-se, traz o tambor e vamos testar, vamos desenvolver. E a gente foi aprimorando isso na linha, fomos evoluindo, até que chegamos ao ponto de colocar... eu coloquei uma imposição para a equipe. Foi o seguinte, olha só. A partir de hoje, obra oceanfront ou a 500 metros da praia, só material costal. Ah, mas o cliente, o meu cliente, a minha... Cara, não importa, perde a obra. Ou vende isso ou não vende. E é engraçado, quando você tem uma postura desse tipo, se eu falo assim, olha, construtora, eu tenho costal, eu tenho PVDF, mas eu tenho costal agora, produto melhor. Ah, não, não, não, dá esse aqui mesmo. Esse é mais caro? Mais caro. Não quero. Quero esse aqui. Isso é a cara do nosso país. A gente toma uma posição seguinte, não vendo se não for costal beiramar. E é isso que começou a criar uma inquietude nas construtoras e nos clientes, do tipo assim, o cara, mas como assim não vende? Pô, peraí, deixa eu ver, por que esse cara não quer vender? E aí a gente forneceu uma obra, duas obras, e olha, eu diria para você assim, hoje nós mudamos o nível de exigência de obra beiramar. Mas por quê? Pelo medo?
Uma coisa que você me traz agora, eu acabei de lembrar, por exemplo, o mercado vidreiro, a gente tem a máxima que vidro não é tudo igual e de fato não é. Posso provar quem estiver achando que é.
Mais um comentário sobre o costal. O que aconteceu na primeira situação do mercado? Tipo, aí nós temos um contrato com a Sherry de exclusividade no costal. Meu também é. O mercado começa a mesma coisa. E aí, é ou não é? Então, pra mim não importa se é ou não é. O que importa é o seguinte, ok? Eu tô te vendendo e tô te entregando isso. Tem um certificado da Sherwin te dizendo, olha aqui, a tinta usada na sua obra foi essa. Esse é o produto que foi utilizado no seu produto.
Então, vocês têm exclusividade nesse produto.
No sistema costal, exclusivo da Projeto Alumi.
E aí, ela tá muito ligada a esse comentário que eu fiz agora, trazendo essa comparação que vidro não é tudo igual e de fato eu posso provar. Nessa medida, recentemente eu visitei uma feira que vocês estavam participando e estavam expostas duas placas com a frase ACM não é tudo igual.
Sim.
E aí eu tava com a Gabriela, que trabalha comigo na comunicação, eu olhei e falei, você tá vendo alguma diferença aqui? E ela, meu, é tudo pra mim, é igual.
É.
Assim, eu, Paulo, eu não consegui perceber Nenhuma diferença nas duas chapas. Agora, o grande desafio é, a minha pergunta é, como que você mostra esse valor, né? Quando eu falo, ó, parece que é a mesma, mas não é. Como que eu, enquanto cliente, tenho essa percepção? Aquela, sabe? Aquele valor oculto que eu não percebo.
Sim. Cara, eu acho que, de novo, o que nós falamos é credibilidade de com quem você tá fazendo o negócio. Entendi. Porque eu posso pintar exatamente o que eu quero. Se você fala para mim assim, meu target é preço, dane-se a qualidade, eu não vou te vender. Mas você tem N opções. De pessoa que fala assim, não, não, mas eu garanto, eu faço para você. O meu é bom. O meu é igual ao dele. Vou te dar um exemplo clássico. Tivemos uma construtora, uma obra, eu vou citar porque também dane-se se goste ou não goste. Tivemos uma obra em Vitória. que o nosso gerente lá, que é um cara muito competente, é um cara, pô, dedicado, tá conosco há 20 anos, Rodrigo, e visitando a construtora, a construtora, puta, vamos para a parceria, vamos fazer a parceria, puta, vamos fazer... tudo lindo. Bom, e estávamos fornecendo, o cara queria comprar o PVDF normal e estava nessa transição costal, PVDF, né? Porque, é claro que dependendo do tipo de primer que você usa, dependendo da linha que você tem, você chega a um produto próximo de um costal. Performance igual ao costal não tem, mas você consegue melhorar um produto standard. O cara falou assim, bom, eu falei, Rodrigo, Essa obra, cara, tem que ser costal. a posição que ela tá, o nível de agressão que você tem aí dessa poeira maluca que existe em Vitória lá, né, por conta da... Sim, é... Não sei se é CSN, como é que chama a empresa de exportar aço.
Lá... Tem a... Tem a Silormital, né, que tá ali também.
Eu não me lembro, mas lá tem o porto na ponta de Vitória lá. Sim. E essa poeira de metal que você tem lá, toda a chapa fica preta lá, muito fácil. Então, você tem um nível muito agressivo, um ambiente agressivo. Tem que ser costal. Cara, se você tentar vender o costal, nós vamos perder a obra. Eu falei, Rodrigo, não tem outra chance. É costal ou não vende. Beleza. Então, liga para o cliente. Tá bom, eu ligo. Bom, foi uma negociação exaustiva até o ponto que o cliente falou assim, bom, você não quer me vender outro produto? Eu falei, não, eu não vou te vender outro produto. Então, tá bom. Eu vou analisar aqui. Dois dias depois, comprei do seu concorrente, no mesmo preço seu e já é costal. Que legal.
Cara, que absurdo isso.
O nosso país é feito do supercomprador, entende? Em quase todas as construtoras, você tem um supercomprador que o target do cara é reduzir custo e ele aceita aquilo que você falar. Você fala, não, meu produto tem garantia, fica tranquilo, vou te dar um papel aqui dizendo, 15 anos contra defeito de fabricação está suficiente, porque a meta dele é chegar no custo que precisa para atender a obra e não analisar performance. Não é discutir performance, se o prédio vai envelhecer, qual vai ser a cara desse prédio. É claro que tem exceções. Eu acho que hoje você tem muitas construtoras do país que estão muito preocupadas, estão realmente preocupadas com performance.
É, eu diria, eu não diria muitas, eu diria poucas.
Não, eu conheço várias, eu conheço várias.
Se você não, tudo bem. Eu conheço algumas também.
Mas é o que eu tô dizendo, é a dor que faz você mudar. Se você tem algo que você realmente tomou um prejuízo, eu acho assim, ninguém em sã consciência quer comprar o pior. Eu tenho uma brincadeira que eu digo o seguinte, você não entra no supermercado dizendo assim, cara, hoje eu vou bater meu recorde, eu vou comprar tudo que existe de mais barato e de pior, dane-se minha mulher, dane-se todo mundo. Ninguém faz isso. Normalmente, as pessoas tendem a... Ah, ok. Não, esse aqui não. Esse aqui não dá, mas tudo bem. Vou pegar esse aqui que é um pouquinho mais caro, mas esse aqui tudo bem. Então, as pessoas não têm essa tendência de querer sempre o pior. O problema é quando o pior está disfarçado de bom.
Então, mas aí na questão das construtoras, não é assim, eu tô falando poucas, por isso que é importante quando a gente vai comprar um empreendimento, alguma coisa, a gente também procurar se inteirar do que a gente tá comprando. Sim... Porque tem... Eu até recebi aqui alguns construtores e tal, sérios, que tem de fato essa preocupação com a qualidade. Teve até uma fala que me marcou muito, que é de um grande amigo, o Carlos, que ele fala o seguinte, ó... Um engenheiro desempregado e um dentista bem sucedido abre uma construtora e vende com a mesma qualidade, enfim. Então, é nesse sentido, porque o que acontece? Tem muitas coisas ali que o cara... Tem muitas coisas que são ocultas. Então, sim, eu não vou conseguir identificar, por exemplo, se o cara usou a quantidade de aço adequada naquele empreendimento.
Mas eu acho que isso também, Paulo, tem muito a ver com a maturidade do mercado, tem muito a ver com a maturidade da empresa, É aquilo, se ela teve uma fachada que ela teve problema, ela vai tomar mais cuidado numa próxima, sabe? Por quê? Porque a gente, até a própria construtora, ela não é obrigada a entender, né? Então, senta na empresa dela, empresas que parecem sérias, e fala, não, eu garanto, lógico, meu produto é isso. É realmente? Então, nós não temos o nosso país, laboratórios de análise de performance. Ninguém testa a performance antes de instalar. Por quê? O correto é o quê? Você testou o corpo de prova antes de usar aquele concreto? Testou? O FCK tá correto? Tá correto. Então, eu te dou um papel, pessoas dão um determinado tipo de papel, dizendo que faz, que garante algo, e você semente acredita e põe na tua fachada. Agora, qual vai ser a performance disso? Daqui oito anos, dez anos, pode ter que começar a perder cor, perder brilho, porque é o envelhecimento. Ah, não, esse é o envelhecimento natural. Ah, que legal. Puta, e aquela garantia que era pra ser de 20, 30 anos? Não, mas a garantia tá valendo. Mas esse é o envelhecimento natural.
E quando a gente fala de qualidade, assim, a gente tá vivendo hoje, o boom, é que às vezes o que acontece não é a realidade de todo mundo. Então, tem vez, tem gente que tem, ah, eu visito alguns lugares, ah, tem uns prédios, ok, legal. Tem situações aí de prédios que estão sendo construídos com que três anos depois, dois anos depois, parece prédios velhos.
Parecem velhos, sim. O produto degradou, perdeu performance.
E aí, quando a gente vem pra um material, como você fala, né, que tem, assim, tá cheio de chineses aí, produtos chineses vindo pro Brasil. Agora, a grande questão é, quando esses produtos chegam, o que que tá sendo feito pra atestar de fato que aquele produto está adequado com a especificação que foi feita pra aquela obra?
No mercado, nada.
Você faz.
Por que? Eu acho que até a construtora não tem para onde correr também. Ela fica assim, tá bom, eu faço o que? Mando testar onde?
Sim, sim.
Aí se você pega uma norma, não existe uma análise de performance. Tipo, eu mandei fazer o teste de UVB e durou, sei lá, começou a degradar com, vamos dar um exemplo, 500 horas. Quantos anos isso representa na fachada? Então, essa análise de performance em um laudo dizendo, olha, o seu produto atende a sua obra para uma performance esperada do que está se falando, não tem. Não tem no nosso país.
É quando você faz um teste, por exemplo, de corrosão.
Sim, é isso, exatamente isso.
Esse teste quando você importa.
Se a empresa testa lavando a chapa com água salgada, o que isso tem a ver com a natureza? Até para o fabricante de produto, até nós, para nós entendermos certos detalhes, a gente vem fazendo investimento na nossa linha de pintura. desde que comprou o equipamento. Vou te dar um exemplo. Nós tínhamos essa cromatização que é feita no material, uma nano-cromatização, e de nano só tem a espessura. Quando a gente fala de nano, não tem bichinho mágico nem limpando fachada, é simplesmente a camada. É realmente uma nano-camada. E veio um americano, o Bo, que é um cara sensacional. O Bo é um cara que já passou por linhas de pintura no mundo inteiro. Então a gente ia encansar nessa história de performance. Por que isso? Por que isso aconteceu? O Bo veio e falou assim, como você controla a tua camada de croma? Não, não controla. Por quê? Porque não dá pra ver. E não dá pra medir, não tem equipamento pra medir, não é um espectrofotômetro, não é nada disso que mede. Você tem que medir com um produto que mede por raio-x. Ah, mais dois milhões. Compra, dane-se. Vamos por na linha. E aí começamos a ter esse controle dessa camada passivadora que tem no material. Então, assim, a soma de uma série de controles, de uma série de detalhes, assim, que você vai indo muito a fundo, vai te trazendo segurança para poder vender performance. Que é isso que nós fazemos.
Sim.
Então, a gente tem segurança do que fabrica. Por exemplo, se você tem um controle de camada, hoje, de tinta, mais primer, menos primer. Por exemplo, produto chinês. É PVDF? É PVDF. Legal. Qual a camada de primer do cara? O fabricante especifica que se você fizer 7 micras, ok, mais 20 de PVDF. E o chinês faz 12 de primer e diminui o PVDF. Se você testar, é PVDF. Tem uma regrinha legal que se as pessoas quiseram saber se comprou PVDF, recebeu poliéster, poliéster é fogo.
Fogo.
Põe um maçarico na pintura. O PVDF é um termoplástico. E o poliéster é um termo fixo. Quando você queima o poliéster, ele vira um pozinho. Ele vai esfarelando assim. Ele vai queimando e virando pó. Ele vai desaparecendo até você ver o alumínio. O PVDF, quando você põe em fogo, ele ruga na hora como se fosse um plástico queimando. Essa é uma dica boa pra pessoa entender se é PVDF ou não.
Mais uma dica constriquete aqui.
Essa dica é legal, essa dica é legal. Mas tem muito truquezinho, assim, pra identificar.
Eu tenho mais uma pergunta ainda, falando de desenvolvimento de produto, que é uma pergunta do Felipe Xavier. E ele quer saber qual que é o desafio pra você pra atender esse mercado de portas de alto padrão que tem crescido tanto no mercado.
Eu acho que o maior desafio nesse produto, eu acho que seria, que é o que nós fazemos hoje, é alinhar as expectativas. Esse alinhamento de expectativa eu acho que é o principal ponto. Para você ter uma ideia, eu trouxe uma tecnologia também dos Estados Unidos, por conta da Sherry, que eles usam há 30, 40 anos para a pintura de telha de casa, telha residencial. em aço mesmo, chama-se Weather Excel. O que esse Weather Excel faz? Ele é uma tinta que tem uma textura um pouco mais rugosa. De bônus veio que o material é anti-fingerprint, você não marca a mão nele. Mas eu trouxe essa textura não foi só pelo fato de ficar legal, que foi bonito a textura. Não, é para que o cliente da porta não veja os problemas. Por quê? Quando nós estamos falando de uma pintura, esse alinhamento de expectativa é assim. Você compra quatro chapas para fazer uma porta. Nós estamos falando de um investimento máximo de 7 mil a 8 mil reais. E você vendeu essa porta por 50 mil reais. Ou 30 mil reais, que seja. Não importa o número que o cliente vendeu. Quando você comprou... O cliente que tá comprando essa porta, ele tá comprando um produto de 50 mil reais. Só a portinha da casa dele custou 50 mil. Como tem portas que o Felipe vende por 150 mil reais ou 200 mil reais, eu quero que ele ganhe grana mesmo.
Tem mais, né? Aquelas que vão pra Dubai.
Não tem limite. Eu acho que o limite, quem impõe somos nós. É. Só que esse cliente está olhando... Existe uma norma para você identificar certos problemas em pintura, que é uma norma que não sou eu que inventei, é uma norma internacional, que vem em parte do QualyCoach, que é uma associação sobre empresas que fazem pintura de bobinas de alumínio ou de aço. Você tem que olhar a pintura a 3 metros de distância. De 3 a 5 metros. É o limite para você analisar visualmente. Tem defeito? Não. Então ele não existe. Beleza?
De 3 a 5 metros de distância.
Que é a história da diferença de tonalidade de cor.
Tá.
Quando existe um ΔE acima de 1, você vai ver. Se o ΔE é abaixo de 1, de você comparando cores, você não identifica, o olho humano não vê. Com um, o olho humano enxerga 0.9, você começa a perceber, mas se der 0.7, 0.8, teu olho não enxerga essa diferença de cor, mesmo ela existindo. Então, essa questão da porta e de tecnologia que a gente trouxe para tentar mascarar um pouquinho é porque você não tem massa de cobertura na pintura do alumínio, ou para o ACM, que você não tem um funileiro lá dando duas, três camadas de pintura para cobrir tudo. Qualquer imperfeiçãozinha do alumínio aparece, qualquer tipo de marca. E o cliente que compra uma porta dessa, ele olha a três centímetros de distância. Então, o que é isso aqui? Esse pontinho aqui que está na chapa.
Então... Quer ver o detalhe do detalhe.
Alinhar essas expectativas. Houve um tempo na nossa empresa que eu falei assim, ó, não venda material para porta. Porque você vende cinco chapas para despachar isso, para entregar lá no Nordeste. E quando essa chapa foi para o transportador, chegou lá, o cara arrancou a película. Ah, mas tem um pontinho aqui, não quero, vou devolver. Não venda.
O Jefferson, e ainda nessa linha de desenvolvimento, que eu acabei de lembrar uma outra aqui, vocês também usam esses materiais para mobiliário de alto padrão, né? Inclusive eu vi aí algumas aplicações, eu fiquei bem impressionado, ou até foi o Nilson Tsuji que me mostrou alguma coisa, até mandar um abraço para esse cara que eu admiro demais.
É o Nilson, é parceiro nosso.
E parte do trabalho que eu venho fazendo aí, junto com, até já aproveitar para agradecer aos nossos patrocinadores e apoiadores que acreditaram no propósito de transformar a construção civil através da educação. Enfim, vou dar um abraço aqui, agradecer a todos.
Parabéns pelo incentivo da galera.
A gente tá falando aqui da parte de imobiliário, que me chamou muito a atenção também, nessa parte desse produto pra imobiliário e pra acabamentos internos de alto padrão.
Eu vou te dizer que esse produto não é pra isso. Ele tem uma vertente nisso. Na verdade, o conceito desses produtos que a gente vem desenvolvendo hoje, todos eles têm um porquê de aplicação. Então, esse produto chama-se Allocense. O Allocense é uma laminação de um filme de PVDF mesmo sobre o ACM. E se você laminar um PVC sobre o ACM e usar externo, ele vai encolher e vai estragar. Então, a gente já lançou esse produto com filme de PVDF. Por que a gente lançou esse produto? Porque assim, tudo aquilo que você põe a mão em se tratando de revestimento metálico, você tem abrasão, você precisa pensar em abrasão, impacto, risco que engloba o tema abrasão. Vou te dar um exemplo. Se você fizer, mesmo em um prédio, se você fizer a parte interna da sacada desse apartamento com um ACM ótimo, mesmo o nosso melhor produto, a camada de tinta desse produto, desse revestimento metálico, ele tem a espessura de um fio de cabelo. Então, é um produto que foi pintado para estar em uma fachada e a vida útil dessa fachada vai ser entre 30 e 40 anos, tomando sol, chuva e sendo limpa periodicamente. Mas não é uma limpeza porque ela está passando a bucha no material. Quando você tem produtos que alguém toca, então se alguém toca, por exemplo, a funcionária está lá limpando a sacada, bateu o rodo, ou riscou, passou uma cadeira, a cadeira passou e encostou no material, tudo aquilo que você está sujeito a ter algum tipo de impacto, o alucense atende, porque essa camada desse filme tem a espessura basicamente do alumínio. Então, você tivesse duas camadas de alumínio. Então, torna o produto útil para você usar em imóveis, para você usar em imóveis, desenvolver imóveis para uso externo. O que você tem, por exemplo, hoje, se você tem uma área descoberta, como é que você faz os armários? Qual tipo de madeira que vai aguentar realmente tomar sol, chuva, sol, chuva, umidade? Então, esse produto é um ACM, um revestimento para uso externo, que você pode usar externamente ou internamente. Ah, mas eu posso fazer uma fachada inteira de um prédio? Pode, já vendemos uma. O cliente olhou, tocou o produto, amou, porque como a espessura dele é alta, ele tem volumetria, né? Então ele tem a camada, o toque dele é madeira.
É e é perceptível demais.
É impossível te colocar um painel aqui e você falar assim, é madeira ou não é madeira? Não, você fala assim, não, aquilo é madeira, mas é o que, é MDF? Não, é um investimento, é um ACM.
Não, é bem legal, porque você vê os nós das madeiras ali, é bem interessante. Você toca, você fala, não, é realmente madeira.
Olha, pra você ter uma ideia, em casas de alto padrão, revestimento de madeira interno, eu acho que tem quase que o mesmo peso das esquadrias de uma obra.
Nossa, o mesmo peso?
Mesmo peso em termos de valor.
Sim, sim.
O cara gastou, sei lá, vamos dar um exemplo. Uma casa gastou 200 a 500 mil reais de cachilho. esse cara vai gastar 500 mil reais de marcenaria. Porque as casas de alto padrão hoje em dia, elas são basicamente revestidas de madeira por dentro. Painéis, que aí envolve se a madeira é madeira mesmo ou não. Em termos de alto padrão, a madeira é muito utilizada em painéis, em vestimento de parede, em tetos. Só que todos esses painéis de madeira, não pode ver água. E o arquiteto adora chegar aquele painel no piso. E no dia-a-dia, a funcionária que tá limpando o piso vai raspar o rodo.
Ela não sabe o valor daquilo.
É água. Se aquele painel custou 2 mil, 3 mil reais o metro. Não faz a menor ideia. E o Halocense, para esse tipo de aplicação, tem uma performance incrível, porque é difícil de você riscar, a resistência a impacto é alta.
Não tem problema com umidade.
É um produto que veio meio que para brigar com os laminados melamínicos também, que tem uma resistência a abrasão boa, resistência a impacto alta. Então, ele veio para começar a entrar, posicionar o ACM onde você pode usar um laminado melamínico.
Ô Jefferson, e nessa parte de sustentabilidade, quais são as práticas sustentáveis aplicadas no ACM? Por exemplo, você tem uma instalação lá que está há 15 anos, de repente eu vou precisar trocar essa fachada, esse material que eu tiro, ele tem alguma parte reciclável? Enfim, para a nossa audiência entender o que é material de reuso, por exemplo.
Legal. Eu vou responder a sua pergunta, eu vou tentar, eu preciso fazer uma, talvez.
Um jabá, Não tem problema, vamos nessa.
Talvez uma propaganda, porque eu diria assim, que hoje, vou falar da nossa empresa, hoje o produto que a gente comercializa, eu acho que é o produto mais verde que pode existir pra uma fachada. E eu aceito sugestões sobre alguns outros, mas o alumínio é utilizado, ele é reciclado de lata de bebida. Ele é fabricado aqui no Brasil pela Novelis. O polietileno que a gente usa é um polietileno reciclado de cooperativa. Então, aquele cara que está catando plástico na rua vira um acene, então ele é um produto muito sustentável. A energia que nós usamos, a gente tem uma parceria com a Raizen, então é uma energia verde de placa solar. Então, você tem um produto com alumínio reciclado, com plástico reciclado, com energia verde e com uma pintura de extrema alta performance para uma fachada. E hoje você pode, por exemplo, numa fachada que você queira fazer uma substituição, simplesmente essa chapa... É que o processo para você reciclar um ACM, ele é simples, mas trabalhoso. Você tem que pôr fogo. Você tem que passar ela numa espécie de um maçarico que nós temos lá na fábrica. Então, assim, a gente... 100% do nosso resíduo da sucata da fábrica, ela é reciclado. 100%. Toda peça que é reprovada na qualidade vai, delamina, separa o alumínio, tritura o polietileno, volta pra linha, e o alumínio vai pra usina, volta a bobina boa.
Nossa, que legal.
Mesmo um material que você retira de uma fachada, é basicamente um maçari quando você aquece esse material, porque basicamente o alumínio é colado no núcleo. É um filme de cola ou uma coestrusão de cola. Então, se você aquecer, você arranca o alumínio do núcleo. Se você triturar esse núcleo, ele pode ser reutilizado. Ou se ele te chama, não. Se ele te chama, aí você tem que destinar pra algum tratamento.
Não entendi.
Mas esse alumínio, você aqueceu, você delamina, prensa e pode vender como sucata de alumínio perfeita. Ou pode mandar pra nossa empresa, que a gente também recicla isso, manda pra Noveles, volta alumínio bom.
E aí a gente, também falando ainda do desafios, tem a parte de logística. por se tratar muitas vezes de um material sensível, a logística é fundamental para que a gente consiga, de fato, com que esse material chegue na obra com aquela qualidade, textura e tudo mais. Enfim, quais são os desafios logísticos vividos ali nesse processo de dia-a-dia de SM?
Por isso que a gente não tem problema de logística, quer dizer, Ou melhor.
Quais são os cuidados que esses aplicadores precisam ter.
Nós temos uma logística própria, né?
Então, a gente...
Viemos comprando caminhões e caminhões e caminhões. Então, a gente tem uma frota lá de 30 veículos que as carretas fazem uma parte da logística. Em alguns locais, a gente despacha. Mas é uma... Não é um trabalho fácil. Principalmente a galera de porta. Eu diria assim, ou você compra em quantidade ou você sempre vai ter problemas. Você pode até comprar duas, três, cinco, dez chapas de cada cor, mas você tem que fazer uma compra de umas cem chapas, porque aí você põe num pallet, protege o pallet, porque imagina assim, um pallet com cinquenta chapas, eu tenho que colocar uma chapa embaixo ou um colchão nesse engradado de madeira e uma outra em cima para proteger essa chapa, senão a primeira vai estragar e a última vai estragar.
E a última vai estragar.
Então, tem que ter todo um cuidado que tipo de substrato que você vai colocar em cima do pallet, que é preciso ter lá ou uma chapa ou um colchão de plástico, que a gente usa o próprio colchão da linha da OCM, e eu uso esse colchão em cima também, ou uso a própria sucata da fábrica para fazer essa proteção na primeira chapa.
E aquele cliente que quer receber um material com o lining personalizado, é possível?
Isso é difícil.
Isso é difícil da... Mas, afinal, é possível ou não?
Eu vou te dar... Vou te dizer o porquê isso é difícil. E aí as pessoas vão entender isso dessa maneira.
Porque tem essa demanda? Alguém pede ou não?
Sempre. Sempre. Sempre tem. Ainda mais eu tenho parceiros... Grandes parceiros, amigos, né? Que... Pô, minha chapa podia ter a mesma marca com a tua junto. Cara, poderia. O problema é... Aquela película de proteção... É um plástico com cola.
É, importante. Linear é uma película de proteção.
Linear é uma película de proteção. Aquela película de proteção, ela é um plástico com uma cola. Ela tem um fundo preto, para que você não tenha essa transmissão de luz, bloqueia um pouco dessa transmissão de luz, para que essa cola não tenha aderência no substrato de baixo. Cada tipo de tinta, por exemplo, se a tinta é sólida, ou se a tinta é metálica, ou se a tinta é texturizada, ou determinando o tipo de verniz, você precisa de um tipo de película. Então, você tem TAC, que é o tipo, eu não sei a tradução de TAC, o que é exatamente, é a resistência de pega dessa cola. Então, você tem TAC, médio, baixo, médio, alto. Dentro disso você tem alto, super alto, super super alto. Material super texturizado. Cara, tem que ser uma película que... Super, super, super alto e ainda você vai remover ela com certa facilidade.
Entendi, que é a capacidade de aderência ali.
Que é a capacidade desse material fixar no produto.
Tá.
Tem uma coisa... As pessoas acham que a película de proteção, quanto mais difícil de arrancar, melhor. E acha que aquela... Ah, mas eu coloquei a película, a película tá caindo na minha obra. Ótimo! Ficou zero resíduo de cola na chapa. Quando a pessoa remove essa película, aliás é uma dica essa, quando você vai fazer uma remoção de película, se você puxar essa película pra baixo, você tá rasgando o material e ele tá deixando resíduo de cola na chapa. As pessoas têm que puxar pra você. Sempre quando você quer tirar uma etiquetinha de um copo, vem com aquela etiquetinha embaixo chata que não sai nem com nada. Se você puxar ela para baixo, puxar nesse sentido, vai rasgar e vai deixar toda a cola lá. Se você puxa ela para cima e devagar, você pode perceber que ela vai soltando com mais facilidade e não deixa tanto resíduo de cola lá. Então, a película de proteção tem o jeito certo de tirar e essa dosagem de qual usar é para você ter uma ideia e ser decidido na linha. Então, está produzindo, por exemplo, uma cor nova. Então, o cara vai lá e pega a mesma sólida. Ok, deveria ser a média ou a alta. Não, vai lá, pega a película, coloca um pedaço da alta, coloca um pedaço da média.
Entendi, pra testar e depois definir qual.
Que... E vê qual que teve que ficou legal. Puta, essa aqui ficou legal, então vamos usar a alta nessa cor. Então, se a cor é metálica. Puta, cor metálica é outra película. Então, pra fazer uma película personalizada, nós teremos que ter películas de várias densidades de cola, com largura de 1,5m, com largura de 1,25m. Então, nós já estamos falando aí em 6 itens. Seis tipos de película lá, parado, esperando esse pedido, pra que consiga utilizar sempre a marca. Então, assim, é inviável.
Não, sim. Imagina, o trabalho que vai dar na linha de produção, né? Você fica toda hora mudando, né?
E se você faz isso pra um parceiro, nós temos centenas de grandes amigos e empresas parceiras no país. Então nós teremos que ter uma fábrica de película à espera disso. E já pensamos até no passado de existir uma maneira de ter uma película branca que eu pudesse imprimir a logomarca na hora. Mas é uma impressão perigosa que corre o risco de Dependendo do tipo de impressão, ela tem que ser translúcida, porque senão, se o cliente deixou essa película na obra por 3, 4 meses, ele vai arrancar, pode estar carimbada a marca lá, a imagem da película na obra.
É, de repente o cara que, ah, eu quero, faço questão, de repente ele pode ter um parceiro ali que produza uma película pra ele colocar por cima da outra.
Ou você cola uma por cima da outra. É, talvez.
E qual que é hoje, o futuro que você entende assim, ó, quais são as possibilidades que você entende pro futuro do ACM?
Olha, eu acho que a gente vem trabalhando no desenvolvimento de uns processos novos de instalação. Tudo que você vê hoje de fachada ventilada é uma cópia, às vezes, piorada do passado. Porque para as construtoras hoje, a fachada ventilada vem chegando como a solução da vida. E não é bem assim, não é para toda a fachada, não é para toda a localização. E existem sistemas disponíveis no mercado que de ventilada só tem o nome, é uma adaptação ridícula, no meio do caminho você não está nem lá, nem cá. Mas ela é basicamente a mesma coisa que se fazia há 20 anos. E o que a gente vem trabalhando dentro da empresa, nós criamos uma empresa agora que chama-se Módule, que até o Nilson está conosco nessa empresa. E essa empresa, basicamente, a meta dela é treinamento de mão de obra. Então, tivemos a primeira turma agora, num curso que teve lá, as pessoas foram muito boas. Em maio já tem uma outra turma, chamamos de First SM Pro. ACM First não é aquele cara que diz, ah não, mas eu já sei trabalhar com material. Não, o First é porque não é uma introdução básica, já é uma evolução, quem faz o ACM First já vai sair de lá fazendo usinagens complexas. Mas, e o Pro, a gente vai trabalhar muito sistemas de montagens em tipos de fachada. Então, dentro da Modri nosso intuito é pensar realmente na evolução do ACM. tem uma série de coisas que estão em desenvolvimento que eu não consigo te falar agora, nesse momento. Talvez num próximo, eu posso te apresentar já uma solução que realmente possa ser inovadora. Como foi o Costal em termos de acabamento? Porque o que nós fizemos na fábrica até hoje foi buscar subir a régua de performance. com relação à durabilidade, credibilidade do produto, para mostrar que assim, cara, não, a CM não é isso que você vê na padaria, que você vê na rua ou que você vê em obras com problemas. Existe performance, existe como provar isso e mostrar. E o que a gente está trabalhando agora, o nosso foco, são sistemas para você Vamos dizer assim, vou te dar um spoiler, que é você pensar em soluções com ACM para uma aplicação que você elimine alguma coisa. Entende? Porque... Vou te dar um exemplo. Eu estive em umas construtoras em Vitória. E aí, a construtora descobriu o porcelanato em fachada ventilada. Ah, que lindo!
Imagina o B.O. que isso dá.
O porcelanato tem que ser telado.
Sim.
Beleza? Um monte de gente estava sem tela, sem nada. Preso por dois ganchinhos aqui e um ganchinho em cima. Então, quais patologias virão disso? Centenas. Entra água por trás, escorre. Então você tem que fazer sua fachada, rebocar sua fachada, impermeabilizar sua fachada, E aí você põe o porcelanatinho instalado rapidinho e acha que isso é uma fachada ventilada. Isso não tem, isso tem zero evolução. Você tem assim, a construtora falando assim, então meu porcelanato instalado assim me custa, vou te dar um exemplo, 500 reais o metro quadrado instalado ou 400 reais o metro quadrado instalado. E o ACM está me custando entre 500 e 700 reais o metro quadrado instalado, que é o cálculo dele para comparar produtos. E você está achando que está colocando algo melhor?
Entendi.
Então, esse critério de evolução de produto, o que nós estamos trabalhando agora é para que a gente crie um sistema de fachada onde você transforme esse ACM numa parede.
Entendi.
E não num substrato de simplesmente um acabamento da minha fachada foi em ACM. Eu acho que o futuro do ACM é ele ser uma solução que não é a decoração da fachada dele.
Ou seja, que ela seja, na verdade, faça parte daquela estrutura, né? Que não seja algo secundário, né?
O norte é isso, sabe? Porque hoje o ACM, ele é um acabamento, né? É claro que pela plasticidade do produto, que você consegue conformar e transformar uma chapa em coisas, pô, lindas, né? Em criar movimento na fachada. Tem N vantagens do produto. que não é nem o público de onde estávamos falando sobre isso. Mas, mesmo com toda essa plasticidade e facilidade do produto, ainda estamos buscando um processo onde ele venha a fazer parte do sistema construtivo da obra e não como acabamento.
Entendi. E só uma última pergunta, a gente já tá encerrando. E como que tá sendo o uso da tecnologia? Por exemplo, quando eu vou... Desenvolvo um prédio lá, um projeto e eu tô utilizando a tecnologia BIM. Como você desenvolve esse... Seu sistema ali nessas tecnologias?
É, a nossa... A parte que... Dentro da empresa, a gente tem uma área de arquitetura. onde nós recebemos os projetos.
E o detalhamento, ele tem que vir detalhado ou vocês fazem isso lá dentro?
Tanto faz. A gente tem uma parceria, a gente tem uma maneira de trabalhar em conjunto com os nossos principais parceiros. O serralheiro, o instalador, esse é o cara que a gente valoriza também. Porque às vezes a construtora tem dificuldade de comprar os produtos separados. Apesar que eu acho correto. Porque quando a construtora compra o pacote, dependendo da empresa com que ela negociou, ela fez isso, ela tem uma falsa impressão de estar mais segura. E ao meu ver, não. Ao meu ver, quando ela compra o pacote de uma empresa só, ela está depositando naquela empresa 100% da performance da fachada dela inteira. E existem empresas que têm lastro financeiro e têm o poder de, se tiver um problema, essa empresa vai lá, troca e faz tudo independente da matéria-prima que ela utilizou.
Entendi.
Agora... Mas nem sempre isso acontece. Eu diria que grande parte das vezes, as construtoras estão negociando e comprando pacote com uma determinada empresa que mal consegue honrar com a mão de obra dela pra substituir aquela fachada. E tá depositando esse cara a confiança do painel, do produto, do conjunto. E esse cara não tem lastro, talvez, pra bancar a mão de obra dele. Então, a gente vem trabalhando junto com os instaladores, junto com os nossos parceiros, pra gente convencer a construtora, assim, cara, você tem que analisar a chapa de uma maneira diferente. Você precisa olhar pro produto, E o revestimento, porque você compra um piso, você não compra o piso com o pedreiro. Fala, me dá um piso aí e já quero ele pronto e instalado porque você vai me dar garantia de tudo. Se o piso soltar, se der um BO, é tudo seu. Caramba, não, eu sou só um instalador de piso, né? A argamassa, se der problema, vamos ter que falar com o cara da argamassa. Se o piso tiver com problema, é o fabricante do piso. Então, você compra o piso, compra a argamassa e manda o cara instalar. Então, é claro que não é tão simples assim uma fachada, né? Fachadas muito complexas, mas você se preocupar com o tipo de painel que você está comprando, você testar esse produto antes de instalar, É uma missão que a gente vem propagando e verbalizando isso para que isso torne-se um hábito. Porque, como eu te digo, existem construtoras de ponta que já fazem isso, que realmente estão ali preocupados, testam o produto, exigem mais. E quanto mais você exige, e não necessariamente exige papel, Entendi.
É dia a dia, né?
Você imprime até dinheiro se você quiser. Agora, quanto mais um certificado de garantia, agora, quão sério é com quem você está fazendo negócio? Acho que esse é o ponto da credibilidade, de exigir de quem você está comprando. Tá bom, se der problema, como é que você vai trocar a minha chapa? O que você vai pagar? Em quantos anos você paga o quê?
Quem vai assumir essas responsabilidades?
Quem assume o quê? Eu escutei esse disco, como eu comentei com você, de uma consultora que fechou, não vou citar nada aqui, mas ela fechou um pacote com uma empresa. Ah, não, porque se der problema, é ele que me garante. Ah, e ele está trabalhando com o fabricante e tal. que bom. Já começou errado, né? O risco já subiu assim lá em cima. Legal. Cara, você investigou a vida desse cara pra você saber se esse cara tem lastro. E essa empresa tinha zero crédito, a empresa tava quebrada há um ano atrás, tava recomeçando a vida. E não tem problema nenhum. Todo mundo tá sujeito a acontecer isso. Não é preconceito, mas você depositar numa empresa que já passou por uma dificuldade financeira e tá se reerguendo a responsabilidade da sua obra inteira.
É, tem... a gente precisa rever essas questões, porque realmente...
Isso precisa ser revisto, né?
É, não faz muito sentido.
Não faz sentido.
E as pessoas estão o tempo todo, ah, eu vou concentrar a responsabilidade nesse cara e ele que se vire com o resto.
Ele que se vire. E aí você deixa pra ele fazer a compra da matéria-prima, da chapa que é a cara da sua obra. Você depositou na mão dele tomar uma decisão. Qual vai ser a decisão dele? Pelo melhor produto ou pelo melhor preço? Porque você apertou esse cara, então você botou todo mundo na mesa ali, espremeu ali todo mundo, apertou, e bom, ok, esse cara encarou e fechou.
O cara pra fechar fala, não, deixa comigo, vamos nessa.
Ah cara, vou ter que reduzir de 5 a 10% nessa chapa, vou espremer o alumínio, vou mudar esse silicone. Quer um exemplo disso? Silicone em obra, silicone em fachada, não é o vilão. Não é o vilão.
Não é o vilão?
Não é o vilão. Porque todo mundo depositando assim, ah, mal que suja a fachada o silicone, então vamos pôr ventilada que minha vida tá limpa, tá garantida. Não. Todo silicone ele exuda óleo. Ele exuda óleo, ele tem certos emoluentes na composição química dele, que eles exudam óleo durante a vida útil do silicone. Se você pegar em qualquer fachada, vai lá, passa o dedo nesse silicone, ele vai sair com uma certa oleosidade na sua mão. Beleza? Ok. Todo silicone é assim. Pelo menos comercializado no Brasil, sim. A gente trabalha a especificação em algumas obras que a gente tem essa oportunidade de trabalhar o silicone correto. Dependendo da obra e da localização dela, da proximidade do mar, do nível de agressão. Tem praia que joga sal com a mão na fachada. Como que você vai fazer uma fachada ventilada numa obra dessa? Não pode. Não dá. Então, tem que ser vedada. Mas existe silicone que não exuda óleo. Tem no Brasil? Não. Tem importado. Nós importamos, a gente comercializa, ou você pode exigir. A Dow tem, a GE tem. A Dow não vende no Brasil, mas a GE tem.
Esses aplicadores, eles estão atentos com essa...
Então, mas é aí que... É o processo. Então, entenda se a construtora fechou com esse instalador. Fechou com o melhor instalador do Brasil. Esse cara sambou na chapa quente pra fechar essa obra. Ele foi... Espremeu ele. Sabe? Foi difícil pra ele fechar isso. Quando ele vai fazer a compra do silicone... O silicone... O preço normal de um silicone neutro bom. Dependendo da marca, não vou falar a marca, mas vamos falar o silicone de primeira linha. Talvez R$30,00 uma... Uma seringa daquela. Uma salsicha, um tubo, sei lá. Em torno de R$30,00. Um número aleatório, R$30,00. Beleza? Um silicone desse que não exuda óleo, eu acho que o custo vai ser em torno de R$110,00.
É bem diferente, imagina.
É o preço do estrutural glazing. Basicamente, comparado, é o preço do estrutural glazing. Tá bom. E quanto representa essa diferença de preço aplicada na fachada? Nada. 0,5%, 0,2%. Mas o instalador não vai comprar isso porque, cara, o construtor queria saber do melhor preço. Ah, ela exigiu um produto bom, que legal, mas nós fizemos uma obra agora em Fortaleza que foi uma situação complicada. O Cardozinho, que é um consultor aqui de São Paulo, era o consultor da obra, e ele me indicou para o pessoal da construtora. Nós fizemos uma chamada de vídeo com a construtora, e a construtora disse, não, nós queremos fachada ventilada na nossa obra. Tá, tudo bem, mas não dá. Você não pode fazer ventilada na tua obra. Pela característica da tua obra, pela localização da sua obra, não dá para ser ventilada. Você vai ter problema. Teu nível de agressão é alto, vento, é uma série de coisas que não é recomendado. Até nessa reunião, o dono da consultora estava junto e ele falou assim, se não for fachada ventilada, eu vou tirar o ACM da minha obra. Eu falei, mas você não é obrigado a colocar o ACM na sua obra. Não tem problema, só não queira instalar de um jeito que você vai ter problema. Entende? Então... E claro, a gente, puta, evoluiu, nós atendemos a obra, ficou linda, um projeto maravilhoso feito com um parceiro nosso.
Isso é muito legal quando você desenvolve esse trabalho a quatro mãos, né?
Isso! A gente pode ajudar a construtora a fazer uma fachada, puta, linda, com performance, usando produtos... Ele pagou 110 reais, 120 reais um tubo de silicone? Pagou! Mas a fachada dele vai ficar limpa!
Sim.
E tem diversos outros detalhes de instalação, rufo, pingadeira, uma série de coisas que sujam a fachada e que as pessoas não cuidam. Então, a módula vem também para ensinar muitos detalhes que o mercado nunca ensinou.
É, eu... Inclusive, é um trabalho que a gente vai desenvolver a partir de agora, que tem uma série longa que a gente vai falar agora sobre materiais.
Legal!
Essa série, a gente tá falando de ACM, né? Então, recebemos você, falamos com o Gilson, vamos falar com alguns arquitetos, depois a gente vai na fábrica pra mostrar o processo. A gente vai, inclusive, numa obra pra falar dessa questão da pingadeira, como que funciona, por que que você suja essa fachada, por que que... Sabe, trazer exemplos. Ah, por que que essa tá dessa forma? Como evitar isso? Problema de instalação.
Tem muito detalhe que a gente pode ajudar e pode esclarecer muita situação. Por exemplo, vou te dar um pequenininho. Peitorio de janela. Então, normalmente a fachada, sempre você vai instalar da maneira mais prática. Você nunca vai instalar da maneira mais difícil. Por quê? Porque a construtora fechou com você dessa maneira. exigindo custo. Então, você vê que a tua fachada vira o peitorio. Ok. Toda essa sujidade que é depositada aqui em cima do peitorio, como é que vai embora isso? Então, o cara que é proprietário de um apartamento de AAA viu aquele peitorio todo sujo. Vai chamar a funcionária do apartamento e fala assim, você não limpa isso aqui? O que você está fazendo com isso aqui? No outro dia ela tá lá com o paninho com veja, ou qualquer coisa esfregando, ou às vezes a buchinha ali pra arrancar, pra deixar lindo. E ela tá prejudicando o quê? A fachada do cara.
Sim.
Então, em certas situações, eu tenho especificado muito e conversado com os consultores sobre fazer chapa de sacrifício, que é você fazer o quê? Ok, você vê que a tua chapa virou, deu acabamento, fachada tá vedada, tá perfeita, mas você tem que colocar uma chapa em cima dessa chapa de ACM, E ela pode servir de pingadeira, ela pode passar na fachada.
Ah, que legal, porque ela não escorre...
Não vai escorrer na fachada.
Na fachada.
E você cria uma usinagem que vai ficar parecendo 8 milímetros, só um risquinho de nada, não dá pra ver. E quando essa chapa estiver degradada, a pessoa tudo riscada, você arranca aquilo e põe outra.
Põe outra.
Tem muito peitorio hoje na sacada. A arquitetura tem criado uma volumetria na sacada, então, nas próprias lajes e vem e vira no gradil. Só que você tem marquises dessas com 70, 80 centímetros. E como vai limpar? O cara está na sacada dele. Puta, no triple way padrão. Ele vai esperar o prédio soltar um cara no balancinho pra limpar? Não, a mulher vai pegar a vassoura ali, vai mandar a vassoura por fora ou um pano com alguma coisa pra limpar aquele peitorio. Então, não adianta aquela chapa e se você quer trocar aquela chapa e ela foi e veio direto, você tem que trocar tua fachada. Porque você vai remover um módulo, você vai pôr outro e vai dar diferença de cor. Se você tem uma chapa de sacrifício em cima disso, Você arranca aquilo, depois com o tempo, mas você não precisa trocar a sua fachada, não muda a cor da fachada.
Porque você usa, na verdade, um material complementar. Complementar. Troquei aquilo, tá?
Troquei.
Tá funcionando.
Resolveu.
Sim. Então, isso são dicas.
Tem muitos detalhes.
Aí, eu achava que o cara tinha que fazer essa estrutura, na verdade, o cara tá... Ele fez a instalação, ele não vai deixar reto, nem pra frente, pra essa água não escorrer.
Não.
Ele teria que deixar, por exemplo, a.
Aplicação... Em algumas situações, o ideal seria essa água vir pra dentro.
Isso.
E criar uma captação.
Isso.
Isso seria uma... Um nível avançado de preocupação com sujidade. Mas, mesmo assim, quando a pessoa tem acesso, é importante pensar assim, alguém vai pôr a mão? Não, ninguém põe a mão. Então, se eu jogar água pra dentro, eu não sujo a minha fachada, resolvo todo o problema. Tá lindo? Top! Seria uma instalação nível A, ou triple A. Agora, se alguém tem chance de pôr a mão pra limpar aquilo, a própria funcionária desse imóvel tem acesso a essa chapa, é necessário se pensar numa maneira, ok, ela vai riscar tudo isso aqui com o tempo, vai degradar o material, Mas eu venho, troco e ponho outra.
Ótima dica. É sensacional.
É isso aí.
Agora, eu tenho aqui o quadro Convidado Convida.
Ok.
Enfim, você veio a pedido do Felipe, você é convidado do Felipe Xavier.
Legal.
Agora, eu queria que você deixasse aqui, não um, mas três convidados que você entende que faz total sentido pra gente continuar esse bate-papo aqui.
Não, eu acho que era interessante, como a gente começou um assunto, de nós falarmos em termos de... Estamos falando de performance, estamos falando de processos de análise. A construtora tem que analisar esse produto antes de instalar, porque depois que está instalado e a patologia existe, o tempo de substituição disso é muito longo. Porque o problema no ACM pode surgir em até um ano, ou após... Se ele não deu até 3 anos, depois de 10 anos é o que pode acontecer. Então, ele tem um tempo ali até isso acontecer. Como eu comentei, a Patrícia, que é uma engenheira, pra mim, puta, uma sumidade.
Em termos de análise laboral.
Patrícia, você é a próxima convidada para vir aqui falar sobre análise laboratorial, sobre performance de metais e de materiais. Está feito o convite. O Johnny que trabalha comigo, eu acho que é uma pessoa que pode vir aqui. E o Johnny é um arquiteto que começou muito na adolescência ali conosco. Começou do zero, estava recém saído da faculdade. E ele pôde e vem aprendendo muito durante todos esses anos junto comigo, o processo da fábrica. Ele tem feito muitos projetos interessantes com a CM. Eu acho que ele pode agregar bem quase todas as palestras que a gente vem promovendo. Na verdade, é o Johnny que vem promovendo os treinamentos, tá lá junto na Modric com o Nilson. É bacana... Johnny tá convidado.
Então é bacana que ele conhece as possibilidades, né, do desenvolvimento de produto em fábrica e até aplicação. Então, nesse sentido, é um cara bem completo.
Ele participou junto com o Nilson na criação do DryClick, que é esse sistema de instalação nosso agora, que você tem um nível de vedação muito bom, Você tem zero silicone, que a gente acabou de precisar de silicone agora. Então o DryClick, você consegue ter uma fachada que assim, o acabamento dele de perto é lindo. Porque tem certos acabamentos na CM que é assim, de longe é bonito. Mas quando você chega perto... Eu falei, não colocaria isso aqui na minha sala.
Realmente.
O DryClick, ele é exatamente isso. Você pode colocar na sua sala, que você vai ficar feliz. E pode pôr na tua fachada, que você vai ficar feliz. Então acho que o Johnny era um convidado que queria agregar aqui. E acho que o terceiro que eu podia te indicar, talvez pela proximidade com o Igor Alvim, eu acho que é um consultor que tem uma experiência entre patologias e testes, ele tem empresa também de manutenção, Então, claro que se me perdoe todos os consultores que são nossos parceiros também, são amigos. Tô indicando o Igor, mas pela nossa, talvez, proximidade um pouco mais de um relacionamento mais no dia-a-dia, a gente troca muita bola no sentido de ele tem um projeto, ele me chama, puta, o que você acha? Então a gente troca muita ideia sobre fachadas e soluções. Eu acho que ele ia agregar bastante.
Inclusive, pra falar de cuidados, né? Não só de aplicação, mas também de cuidados, assim, como você protege, etc. E tem mais alguma pergunta que eu deixei de fazer que você gostaria de... Foi bem longo o nosso bate-papo.
Nossa, o nosso bate-papo foi grande. Foi longo. É que, assim, a gente tem muita... A gente nem contei histórias ainda, né?
Porque eu não perguntei aqui, acho que eu não fiz metade das perguntas que.
Eu tinha pra você. Não, se a gente não falar de histórias, de vivência nesse segmento, curiosidades, tem várias e muita. Mas eu acho que, olha, eu só posso te agradecer pela oportunidade e eu espero que essa seja uma primeira oportunidade, que a gente pode... Posso voltar aqui, gostaria muito de voltar para a gente discutir qualquer assunto que alguém queira em termos de ACM, para falar tecnicamente do que é o que, o porquê das coisas, porque acho que mais do que falar de um produto genérico, teoricamente é um negócio genérico, duas lâminas de alumínio e um núcleo. É importante as pessoas entenderem o porquê das coisas. A gente procurou falar um pouco sobre isso nesse primeiro bate-papo, mas eu acho que qualquer dúvida que alguém tiver, manda pra você. Cara, faço questão de voltar aqui pra gente ir mais a fundo. Assim que nós tivermos esse novo produto que eu comentei, que eu dei um spoiler pra vocês sobre isso, vou vir te apresentar.
Sim, está convidado.
Vou vir te apresentar.
Aproveito para falar que o Constra e Cash, na verdade, não é do Paulo, é nosso. É o nosso propósito, como eu falei lá no início.
E, na verdade, não é vir apresentar para fazer propaganda.
Sim, sim.
É basicamente para mostrar alguma outra... Uma solução que ninguém possa ter pensado, que pode agregar na Constituição Civil.
Sim, esse é o nosso propósito.
Entende? Não é vir aqui e falar assim, olha, agora eu tenho isso aqui, tenho aquilo lá. Não, não é esse o seu intuito.
A gente quer, de fato, transformar a construção civil no Brasil através da educação. O que é educação? É conhecimento, é conhecer as novas soluções que tem disponível e tecnologias. Então, pessoas como você, como o Felipe, como o Nilson, eu falo que são O mercado precisa de loucos, né? E são os loucos que vão transformar esse mercado, porque você deixa de... Peraí, de certa forma, você tava numa tranquilidade ali, importando material e resolve abrir uma fábrica. Porra, que loucura, esse cara é maluco, assumiu esse B.O, mas... E é por um propósito, né?
A primeira linha que eu comprei... Cara, daria pra comprar quatro linhas da tradicional. Mas foi com o intuito, realmente, de aprender com equipamento realmente diferenciado, diferente de tudo que existe, né? Então, tem muita gente... Tem muito louco no mercado, né?
Não, mas é legal.
E tem uns loucos que garram. O Nilsson, por exemplo, é um parceiro. O Nilsson, cara, é um cara que tem uma energia e trabalha como um louco. Esse cara é foda, velho.
Eu conheci o Nilsson muito tempo atrás e...
Ele tem me ajudado muito lá. A Módula, que tem um showroom lá, cara, ele que fez. Parabéns, obrigado por...
Sensacional, trabalhei no final do ano passado aí...
Lógico que ele é parceiro nosso, tá junto conosco na moda, né? Mas, poxa, se empenhou!
Mas eu falo que a vontade, como algumas pessoas abraçam algumas causas, é aí que está o grande diferencial. Nesse sentido, o Nilson está fazendo a transformação no mercado de comunicação visual como um todo, porque ele começou esse processo de formação profissional e, de fato, os alunos que fazem curso com ele, assim, eles saem muito na frente.
E a gente tá ajudando a disseminar isso. A Módule vem pra somar, porque o Nilson continua com o CT dele em Ribeirão, e a Módule tá lá em Rio Preto, mas a ideia é ensinar coisas distintas. É um próximo passo. E você tá lá aprendendo também, dentro da fábrica, tudo aquilo que tá se falando, tá indo lá ver.
Tá indo lá, né?
Você já conhece no dia a dia. Isso é muito legal.
Nossa, é sensacional, Jefferson. Não tenho nem o que falar.
Boa. Obrigado, Nelson.
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