Inovação em Produtos que Reduzem Etapas e Custos | Engenharia | Podcast

Portuguese-language podcast episode in which Paulo interviews Rodrigo about his career and product development in construction. Rodrigo describes moving from mechanical/industrial roles into construction (early 2000s), collaborating with a former company president to form a construction/montagens firm, and later commercializing steel fibres for concrete (starting c.2004). He explains operational benefits of fibre-reinforced concrete (reduced use of pumps, less reinforcement, thinner slabs — ~2 cm reduction → ~15% savings in some floors; typical minimum pavement cost savings ≥5%), and examples of radier/foundations savings up to ~15% and a reported 9% saving in social-housing case. Rodrigo discusses founding/transforming Additive after Baticom’s 2019 acquisition, product development for waterproofing (flexible liquid membranes), sealants for movement joints, and a new mortar product (Easy Massa) that removes primer/sealer/mass steps, reducing scaffolding and labor. He emphasizes communication across stakeholders, process industrialization, quality control (service verification forms, laboratory testing), and ongoing field monitoring. Timeline and factual anchors: early industry work ~2000–2001, began selling steel fibres ~2004, left consultancy ~2010, Baticom bought Additive in 2019, normatization around 2021–2022, current contract volume cited verbally as “22 mil vezes 50 metros quadrados” and ongoing projects including thousands of housing units and pilot cases (e.g., Sergipe case with ~12% savings on wall concretes).
Chapters
Sejam bem-vindos a mais um episódio aqui no ConstructCast e o convidado de hoje tem uma história bem interessante na construção civil. Sabe aquela coisa que imagina que uma pessoa esteve do lado de lá do balcão, ou seja, ele recebia fornecedores, tinha dores que não eram resolvidas e ele resolveu mudar de lado para trazer soluções para o mercado de construção. Construir Caixa, Arquitetura, Engenharia e Construção. Esse episódio é um oferecimento Hub e Construção. Rodrigo, seja bem-vindo.
Obrigado.
A esse episódio especial com você, que é um cara que eu admiro demais e tenho certeza que vale muito a pena você ficar até o final, porque o episódio de hoje, como eu sempre falo, quando o convidado é assim, promete.
Obrigado, Paulo. Muito obrigado pelo convite. E estou aqui para bater papo, para a gente poder trocar uma ideia, falar um pouquinho de construção civil, contar um pouco da minha história. Estou à disposição de vocês.
Eu falo que quando a gente vai contar histórias, às vezes, de soluções que a gente resolve no mercado, para criar conexão com o público, é importante que o público conheça um pouco sobre essa pessoa que está falando. Queria que você falasse um pouquinho quem é o Rodrigo, como que você entra aí no mercado de construção? Começar lá do início.
Vamos começar do início, né? Vamos lá. Bom, eu sou técnico mecânico, depois eu fiz engenharia mecânica, acabei não concluindo engenharia mecânica porque trabalhava numa indústria metalúrgica e de pneumáticos, e eu comecei a perceber o seguinte, que aonde eu queria chegar, né, de onde a gente vem do ABC, então era uma indústria basicamente ali de metalurgia, então o objetivo era chegar ali, como na época era presidente de empresa. Então eu comecei a viajar e conhecer alguns presidentes de empresas e nenhum deles eram engenheiros. E aí eu comecei a entender qual era a minha formação. Era administração, finanças, dentro daquele mundo. Então eu estava ali fazendo engenharia. Já ali no quinto ano, perto de formar, eu falei, cara, eu não vou seguir isso, eu vou pivotar a minha vida, eu vou para o mercado de capitais. Então eu fui fazer administração de empresas, depois eu fiz pós-graduação em finanças e mercado de capitais, flertei um pouco com marketing também, fiz uma especialização em marketing e dali começa a minha vida acadêmica. Dentro da indústria, muito rápido ali eu fui Eu comecei a perceber que eu poderia empreender na indústria, que é o intraempreendedorismo. Como que a gente fazia isso? Melhorando o processo. Toda vez que eu melhorava um processo da indústria, eu entendia que eu era o maior conhecedor daquilo com detalhe. Eu não precisava colocar o meu dinheiro no bolso, do bolso ali na operação. Podia testar tudo. E no final do processo, eu era um grande conhecedor disso.
Mas você tinha aceitação pra executarem esses testes? Porque é o grande desafio quando você não tem a indústria na sua mão.
Ah, não. Eu tinha persistência. Eu tinha persistência. Era um não hoje, amanhã eu voltava no assunto, olha, acho que vai dar certo. Até que a gente conseguia ali romper algumas barreiras, né? Então, eu sempre procuro entender o seguinte, pra quem que eu comunico? Isso é uma coisa relativamente inata, né? Então, muitas vezes eu chegava ali num supervisor ou num coordenador e a dor não era dele. Porque ele tinha caneta, ele podia pagar a manutenção de determinado equipamento, só que a dor era do dia-a-dia, o quanto aquilo parava, ele não conseguia eventualmente fazer aquela conta. E aí chega, quando eu chego ali no presidente da empresa, abordo ele ali muito rapidamente, ele passando, é uma história longa, bem longa inclusive. E aí quando eu faço essa abordagem, ele entende E ele me abre alguns caminhos. Eu não tenho contato diretamente com ele naquele momento, depois daquilo. Mas ele começa a me abrir alguns caminhos. E eu consigo receber as minhas requisições ali pra fazer aquelas melhorias nos equipamentos. Então, a gente tinha um equipamento ali que era um bamburi, que é um misturador de borracha. E esse bamburi, ele quebrava uma haste que custava 45 mil dólares a cada três meses.
Uau!
E quebrava em todos os lugares. Todos os lugares. E aí quando essa haste começa a quebrar, eu começo a observar, sem muita técnica, né? Era um estudante ali. E se eu reduzo isso? Poderia reduzir. Daria a fazer um dispositivo, a borracha não ia até o final, diminuiu a força centrípeta. E fiz essa proposta. Quando eu faço essa proposta e faço esse ajuste no equipamento e isso é aprovado, aí passa três meses, passam quatro meses, passam cinco meses, passam nove meses e o equipamento não quebra.
Uau, que legal.
E aí é nesse momento que eu sou convidado pra fazer toda a alteração, toda a modificação nos equipamentos de toda a fábrica. E acabo indo pra outros países também pra poder fazer isso. Então, aí eu vou pro Japão, vou pros Estados Unidos, vou pra Suécia, vou pra Itália pra fazer com essa simples alteração para fazer essas correções e a gente ganha, tem um ganho escalar ali na manutenção. Isso me aproximou muito do presidente da empresa, no segundo momento, né? E aí que vai entrar a minha parte na Constituição Civil.
É que, inclusive, eu ia te perguntar como que essa experiência prática influenciou no desenvolvimento de produtos para a Constituição Civil.
Então, ali, estou falando mais ou menos do ano de 2000, 2001, E esse presidente, ele sai da empresa, ele se aposenta, e monta uma empresa de montagens mecânicas e construção civil.
Montagens mecânicas e construção civil.
Porque ele também é engenheiro mecânico. Quando ele monta esta empresa, ele me convida.
Pro quadro societário?
Não, ele me convida. Assim, no escuro. Falei, venha trabalhar comigo. Falei, o que é que você vai fazer? Eu ainda não posso dizer, porque eu estou constituindo um negócio, mas você vem trabalhar comigo. Falei, como é que eu vou trabalhar com você, Carlos? Não tem condição. Uma vez você me disse que eu tinha todo o perfil para ser um presidente desse negócio. Você me chama para trabalhar com você. Ele falou, mas você não confia em mim? Falei, eu confio aqui dentro. Porque ele tinha um baita cargo, era um cara de responsabilidade. Era uma empresa com 8.800 pessoas. Ele era conhecido por todo mundo. Mas ele me convence. Olha que loucura. É um moleque. Ele já com seus 60 anos de idade. E ele começa realmente ali a me namorar. Vem trabalhar comigo. Vem trabalhar comigo. Vem trabalhar comigo. E até que ele me convence. E eu vou no escuro e começo a trabalhar com ele. Quando eu vou trabalhar com ele, Eu falo, o que eu faço? E ele me entrega todos os projetos da empresa que nós trabalhávamos e falou assim, nós fechamos o contrato de manutenção lá naquela empresa. E aí eu começo a entender algumas coisas, Paulo, que quando eu falei ali do interempreendedorismo e o quanto você conhece de algumas particularidades do negócio, mesmo que seja dos outros, isso é muito importante porque isso gera autoridade. E naquele momento eu tinha uma autoridade que eu não sabia que eu tinha. mesmo sendo muito jovem. Então, quando ele se desliga do negócio, ele também tinha uma autoridade porque ele tinha passado pela área de manutenção. E dentro daqueles equipamentos que eram os mais essenciais para o negócio, ele estava fora e poderia trabalhar como consultor, eu estava saindo e uma terceira pessoa também tinha saído. E aí o que que acontece, naquele momento nós éramos as maiores autoridades. Eu não tinha consciência.
Mas você não percebia, você não tinha noção.
Não, zero consciência disso. Eu só trabalhava.
Mas ninguém tinha consciência um do outro?
É, provavelmente o Carlos tinha, é óbvio que o Carlos tinha.
Mas ele tinha consciência de você e você dele.
Só tinha, ele tinha, tinha. Eu é que não tinha, porque existem coisas que às vezes nós fazemos e, como eu falei, eu só tava ali trabalhando, eu queria dar o meu melhor. E aí, o que é o teu melhor muitas vezes? Claro, o teu horário é até as duas horas da tarde, mas o equipamento não tá rodando ainda. Eu fico até as três, ninguém precisa me pedir. Fico até as quatro, mas eu tô aprendendo muito com aquilo.
E o legal é, tá aprendendo pra você, né?
Pra mim, é pra mim, é exatamente isso. E aí você começa a ouvir o equipamento, a ver o equipamento, você consegue analisar como as coisas funcionam. Então, eu trago a lógica mesmo pra coisas que eventualmente não tenham lógica. E aí eu consigo começar a fazer com que eu tenha menos horas paradas. Só que tudo isso para mim era só trabalho. Isso faz parte do meu escopo, simples assim. Confesso a você que a gente fica até um pouco assustado quando existe uma autoridade criada por coisas que deveriam ser do seu escopo de trabalho. Hoje, nos meus negócios, só fazendo um paralelo pro dia atual, eu sempre digo pra quem trabalha do meu lado, seguinte, olha, entenda o máximo possível. Porque parte disso você aplica no meu negócio, que é ótimo pra mim, e outra parte disso você aplica pra você. Porque o seu CPF é o seu primeiro CNPJ, entre aspas. A tua primeira empresa é o seu CPF. E se ela não estiver saudável, se ela não tiver conhecimento, se ela não tiver o que entregar pro mercado, Qual é o valor que você vai ter para o mercado? Então, eu parto dessa premissa. Então, quando eu vou trabalhar junto com o Carlos Assunção nessa construtora, empresa de montagens eletromecânicas, eu volto para dentro da indústria e num prazo de seis meses a gente estava com 200 funcionários.
Uau!
Nesse primeiro dia que eu falo com ele e que eu me apresento ali, eu ia trabalhar como um funcionário mesmo, um CLT pra ele, essa era a minha ideia, ele me entrega um contrato social e falou, a partir de hoje você é sócio, você tem uma participação pequena e em função das entregas e dos resultados que a gente for alcançando, você vai ganhando participação societária. Em menos de dois anos eu igualei as participações societárias, eram 23 sócios. Então, de 2002 em diante, eu começo a trabalhar no negócio próprio, então era uma construtora. que nós prestávamos serviços para Scania, Bridgestone, Firestone, Pirelli, Goodyear, Axonóbio. Então, as grandes multinacionais do ABC e as grandes empresas nacionais que também estavam ali. Então, fizemos um trabalho de excelência. Tínhamos profissionais muito bem treinados, muito bem capacitados. Então, o nosso trabalho era a construção em todo o ambiente industrial, além das montagens eletromecânicas.
É muito legal você trazer essa história, né? Que está por trás do que a gente vai conversar. a partir de agora, que é essa parte de dores vividas no mercado da construção, como você, com toda essa bagagem, vem resolvendo e desenvolvendo soluções construtivas que a gente está vivendo esse desafio?
Quando a gente pensa em sistema, Paulo, você tem alguns vieses. Você tem um processo que é a otimização, você tem um processo que é a industrialização. A industrialização sempre será muito mais eficiente do que a otimização. Porque a industrialização, eu deixo de ter ali alguns fatores que são inerentes ao canteiro de obra. Então, eu industrializo num ambiente fechado, então eu consigo realmente ter ali lead times de entrega muito bem ajustados, eu consigo ter equipes muito bem dimensionadas, equipamentos apropriados para aquilo. E quando eu vou para o canteiro de obra, no canteiro eu consigo otimizar o processo. A automação no canteiro de obra é muito menor. Mas é possível a gente flertar entre essas duas esferas. Você trouxe ali muito bem a questão da estrutura metálica. A estrutura metálica, eu consigo realmente industrializar a estrutura metálica e levar isso para uma montagem no canteiro de obra. Muitas vezes eu até consigo levar isso pronto. Pegando essa história que eu estava te falando ali, a gente começa a olhar para esse mercado e a gente viu o seguinte, olha, primeiro, eu sempre digo que começa pela comunicação. É muito difícil você comunicar, é muito difícil eu me comunicar com o Paulo aqui, é muito difícil o Paulo se comunicar com quem está na sala do lado. Você imagina isso no ambiente de construção civil. Onde? Os stakeholders fazem os combinados aqui, onde a gente precisa chegar. Eu preciso comunicar isso no sentido vertical. Isso vai chegar na obra e tem que ser comunicado no sentido horizontal. Não vai chegar. Todo mundo aqui algum dia já brincou de telefone sem fio, né? O primeiro fala banana aqui e lá no final alguém vai falar maçã. Imagina isso com 850 funcionários, que foi o número de funcionários que nós chegamos. Então, a gente começou a trazer muito processo. A gente conseguiu reter muitos profissionais por muito tempo. Isso é importantíssimo, porque esses profissionais eram multiplicadores dessa cultura. E aí, quando a gente começa a olhar para processo, para produto, produto é um pedaço. Eu diria para você que produto é até o menos difícil. Mas quando a gente olha para o processo, você vê pessoas. Pessoas, pessoas, pessoas e pessoas. E aí você tem, olhando para a Constituição Civil hoje, cada vez menos pessoas interessadas na Constituição Civil. Ninguém quer pegar um bloco estrutural de 14 quilos e ficar subindo 25 blocos para cada metro quadrado. Eu tenho que checar esse número, faz tempo que eu não vejo, mas é próximo disso. Não faz sentido. Então, a industrialização e a otimização de canteira é importante por conta disso. E aí passa pelo setor de materiais. Quem está gerenciando e coordenando obras, ele precisa estar atento em vários aspectos. Vou continuar empilhando tijolos? Como é que eu posso trabalhar dentro desse cenário? O primeiro produto que a gente desenvolveu ainda estava na construtora. Eu faço uma visita numa feira. E eu encontro as fibras de aço. Esse é o meu primeiro produto. E eu achei aquilo sensacional. O Ivan, da Fibromacro, teve aqui esses dias, falou sobre fibras sintéticas.
Sim, gravou com o Rafael, inclusive.
Mas as fibras de aço, elas surgem ali em 1990, no Brasil, as primeiras obras. Não era nada muito divulgado. E aí, em 2004, eu... começo a comercializar fibras de aço aqui. Por quê? Eu tenho um profissional de alta capacidade, que é um armador. Cada vez mais eu já tinha dificuldade de encontrar profissionais com aquele gabarito. E eu achava o cúmulo de colocar um armador para fazer a armadura de fundação ou de um piso industrial. não fazia muito sentido, tinha coisas mais complexas que ele poderia fazer. E quando eu vejo nessa feira que as fibras poderiam substituir toda a armadura de um piso, bastava eu pegar um saco de 20 quilos, adicionar isso no caminhão betoneiro, bater aquilo ali por 10 ou 15 minutos e o concreto já saía armado? Falei, é isso que eu quero. E eu não quero só para as minhas obras, eu queria trazer e colocar isso para o mercado nacional. E dali a gente começa a produzir as fibras de aço também, que estamos até hoje produzindo fibras de aço.
Eu até preparei uma pergunta para você, né? Quando você fala de fibra de aço que substitui as armaduras convencionais, na prática, quais ganhos de produtividade e custo o cliente percebe com essa solução? Porque tem um desafio ali, né? O construtor em si, não é ele que decide, porque ele é muito influenciado por outras pessoas que vão executar ali alguma etapa naquele canteiro.
Sim, vou contextualizar isso daí. Lembra que eu te falei ali atrás? Olha, a gente tem que saber com quem que a gente tem que comunicar, qual que é a cadeia de comunicação. Eu tenho dois caminhos. Caminho número um, eu vou nos escritórios de cálculo estrutural, apresento aquilo para os calculistas, eles entendem como sendo uma solução, eles validam a solução e é sempre muito importante para eles saberem Qual é o custo? Qual é a comparação de custo? Então a gente faz uma apresentação de custo. Segundo ponto, é a obra. Existem ainda alguns paradigmas na obra relacionados a novos produtos. Então não adianta eu fazer um bom trabalho na engenharia e se o pedreiro da obra não acredita. A gente perdeu o negócio porque o pedreiro falou assim, olha, não, eu não acredito nisso. E aí isso retroalimenta o sistema e o cara não fechou. Então, a comunicação precisa ser em todas as esferas. Lógico, na engenharia eu vou falar sobre cálculo, com o cara do orçamento eu vou falar sobre custo, e na obra eu vou falar sobre algumas facilidades que ele vai ter. Mas vamos lá para as praticidades. Pensando num galpão industrial, normalmente a gente faz o galpão como? A gente faz em faixas de concretagem. Vamos pensar num galpão de 10 metros por 10 metros. Desculpa, 100 metros por 100 metros. Eu vou fazer 10 faixas de concretagem, 10 metros de largura por 100 metros de comprimento. Muito bem. Pra que eu faço a primeira concretagem? Tá simples, eu posso entrar com o caminhão, jogo a bica do caminhão de lado e vou despejando. Mas eu não consigo despejar em toda a área. eu tenho que alugar uma bomba. E essa bomba custa por volta de 60 reais por metro cúbico de concreto lançado. Eu posso entrar com o caminhão de ré, solto a lona, começo a despejar o concreto já fibrado e venho desenrolando a lona.
Nossa, que legal!
E o pessoal vem fazendo o nivelamento do concreto para dar acabamento. Com isso, eu já diminuo 60 reais por metro cúbico de concreto.
Isso você tá falando só da bomba.
E aí vem o... Só da bomba. Aí a fibra, ela tem uma particularidade estrutural que é bastante interessante. Quando a gente trabalha com armaduras de aços longos, muitas vezes ali, vamos tentar aqui simular uma situação. Eu tenho um piso industrial, pré-empilhadeira, 4 toneladas, e aí o calculista vai dimensionar com 14 centímetros esse piso, armadura simples, normalmente coloca armadura dupla. Ok. Mas muitas vezes, o cálculo dele passa com 12 ou até com 11 centímetros de espessura com a armadura. Porém, por norma, ele precisa incluir o que? O recobrimento mínimo da armadura. Pra que não haja oxidação dessa armadura. Pra que não haja... haverá carbonatação. Pra que essa carbonatação não chegue tão cedo na armadura.
Precisa ter uma proteção ali a mais.
A mais. Aí o que que acontece? Quando ele faz o cálculo com fibra de aço e como ela não se conecta uma com a outra, mesmo que haja carbonização, não vai afetar a estrutura. Ele pode trabalhar com 12 centímetros. Então só nessa brincadeira, em muitos casos, você já consegue diminuir 2 centímetros de espessura em todo um piso de concreto. Então, você imagina 12 centímetros, de 14 para 12, nós estamos falando aí de mais ou menos 15% de economia. Então, de 15%.
Nesse caso, só recapitulando, você está reduzindo, está tirando a bomba, você está tirando o armador, a mão de obra do armador, e está reduzindo o aço também.
Vai reduzir o aço, porque eu tenho alguns aços. Eu ainda preciso manter ali num piso industrial as barras de transferência, mas eu consigo diminuir bastante o consumo de aço. A fibra de aço é mais cara por quilo, mas eu tenho um consumo menor de fibra em relação ao aço.
E você também está tirando um pouco, está reduzindo também o concreto, né? Então...
É, isso é um caso assim, que já aconteceu várias vezes, não são todas as vezes que a gente consegue reduzir de 14 para 12, mas é muito comum. Então eu tenho economia no concreto, eu tenho uma redução no custo da bomba e detalhe, lembra do armador?
Sim.
Cadê ele?
Não, é justamente aí que eu tô falando da economia, que quando você fala, tudo bem, a fibra é um pouco mais cara, mas peraí, mas cara como? Se você começa a colocar ali aluguel de bomba, que você tem uns imprevistos também, você pode vir e ter algum problema, essa bomba entupia, sei lá, aconteceu alguma coisa, então você perde ali o controle desse custo de fato, né?
Exatamente. Então, assim, existe um ganho escalar, ou melhor, uma economia escalar, Eu costumo dizer o seguinte, quando a gente parte para produtos de alto desempenho, a gente não olha o custo do produto, é a última linha, é o desempenho que aquele produto promete. Então, por exemplo, no piso industrial, seguramente, qualquer piso industrial, se bem dimensionado com telas, quando você vai para o concreto fibroso, seguramente você vai ter uma economia, no mínimo, de 5%. Não é no aço. É no custo do pavimento já pronto, no mínimo. Então, a gente está falando de bastante coisa. Pensa que um piso industrial, a gente está falando entre R$ 75 a R$ 120 o metro quadrado disso. E a gente está falando de galpões de 100 mil metros quadrados. Então, é uma economia absurda. Um outro campo que a gente atua bastante são fundações de casas, que são os radias. Em Radier, nós temos economias que variam ali, chegam até 15% de economia. Pensando em casa, em habitação popular, costumo dizer o seguinte, uma vez a gente fez um trabalho com o pessoal da Bairro Novo e nós apresentamos para eles uma economia de 9%. Eu costumo dizer o seguinte, 9% na economia direta.
Rodrigo, só uma coisa, quando você fala dessa economia, você recebe o projeto e a partir desse projeto você apresenta uma nova proposta com essa economia, é isso?
Exatamente, então a gente faz essa reengenharia em cima disso, a gente busca alguns parceiros de mercado, Respeita muito isso. Nós somos uma empresa que fornece. Busco parceiros de mercado que possam fazer um pré-projeto. Em cima desse pré-projeto, a gente faz uma validação. Fechando esta conta para o cliente, ele contrata o projeto. E aí a gente entra nessa briga para poder fornecer. A gente sempre vai buscar a transformação do que durante muito tempo foi dito como convencional, hoje já não é mais, para essa transformação com novas tecnologias e novos materiais.
Rodrigo, nesse processo de adesão de uma nova tecnologia, quando eu, enquanto cliente, eu aderi a essa nova solução, Então, quando eu recebo esse concreto, você fornece esse material direto para a concreteira? E aí, quem faz esse acompanhamento para certificar que aquele concreto está, de fato, adequado dentro daquilo que eu estou contratando?
Perfeito, Paulo. Eu já ouvi isso muitas vezes. Muitas vezes. E a minha pergunta sempre diz... Assim, minha pergunta é de impacto, tá? Não era uma resposta mal educada. Como você garante a tela? No processo, a gente tem que olhar para o processo.
Então, mas é que a tela eu estou vendo.
É, é. Não, mas depois eu concretei, né.
Entendi.
Eu falava, como que você garante a tela? Aí ele, ah não, eu tenho uma EFVS. Falei, então faça uma EFVS. Porque a gente tem que olhar também para a parte de organização e controle de qualidade, né. Então, como é que eu controlo que a tela está lá? Ela é visível enquanto eu estou montando. Sim. Assim como a fibra é visível, ela tá lá no estoque. Também tô vendo que ela tá ali, ela tá do lado do caminhão, né? Agora, como que eu controlo se a tela está nas alturas que foram projetadas? Como que eu controlo se a tela tem o transpasse que foi projetado? Verificando. E aí entram as fichas de verificação de serviço. Então, durante algum tempo, a gente trabalhou com alguns clientes até modelando como seriam essas fichas de controle de serviço. Respondendo a sua pergunta, para onde eu mando? aí vai muito em função da ficha de verificação do serviço que o cliente tem. Por exemplo, ele pode mandar direto para a concreteira e aí ele tem um contrato com a própria concreteira de que ela é responsável pela adição das fibras ao concreto e ele pode ou não pedir para que alguém faça esse diligenciamento para fazer o acompanhamento. E o segundo e mais comum é eu mando isso direto para a obra e a própria obra faz adição disso na hora que o concreto chega no canteiro de obra. E aí ele faz esse controle da adição de fibras, quantos quilos de fibra foram adicionados. Essa fibra ele faz controle tanto por sacos, por lote. Então ele consegue ter um melhor controle ali. E aí ele faz esse lançamento na FVS.
Bacana, a gente tem uma série aqui que se chama Por Dentro da Obra. Acho que é até uma série interessante que, de repente, a gente tiver uma oportunidade para fazer um acompanhamento nas duas situações. É legal, porque acho que quando a gente tem, às vezes, dificuldade de aderir uma solução construtiva, inovadora, porque isso é inovador, tendo em vista que você traz aí inúmeras vantagens, acho que seria uma baita oportunidade para a gente tentar, de alguma forma, mostrar esse processo.
Paulo, atualmente nós só estamos com Ah, vamos colocar aí, faz 22 mil vezes 50 metros quadrados. É o volume em metros quadrados que nós temos de concreto contratado para os próximos 12 meses. Então, a gente tem bastante canteira de obra para a gente poder rodar aí.
Vamos depois articular e fazer um bate-papo sobre isso para a gente tentar, de alguma forma, viabilizar um episódio desse.
Perfeito.
Ou seja, mostrando o processo. Saindo lá da indústria, indo até a concreteira e uma outra forma de... fazer direto na obra, porque eu acho que isso é um conteúdo extremamente rico, sabe?
É sensacional, porque o que que acontece? Durante muito tempo a gente teve que vir quebrando paradigmas, né? Hoje, eu tô falando em 2004, nós iniciamos, e só pra fechar ali, não sei se faz sentido fechar o elo, eu me desligo da consultora em 2010 e eu vou me dedicar basicamente, ali, as soluções. Eu falo, cara, quero continuar no canteiro de obra, mas do outro lado agora, buscando soluções. A Fibra foi a primeira. Então, durante esse processo, a gente recebe vários insights, várias dificuldades, às vezes por falta de conhecimento, muitas vezes por falta de segurança. Éramos nós, Macaferri e ArcelorMittal fornecendo fibras de aço naquela ocasião. Depois da normatização, que foi em 2021 ou 2022, entraram as fibras sintéticas e aí a gente tem um mundo de soluções. Isso é muito bom, porque o mercado está muito mais acostumado hoje com fibra. O mercado já sabe as diferenças entre uma fibra e a outra. Então, o nosso trabalho agora começa a ser outro. Realmente separar as fibras que performam daquilo que não é fibra, que infelizmente o mercado ainda coloca, chama lá um monte de, eventualmente, plástico picotado de fibra e aquilo não é. Não é, porque a fibra, as fibras de aço, só um parênteses aqui, as fibras de aço, você não vai usar a fibra de aço da Matcom em 100% das suas obras, porque isso depende de cálculo estrutural. Eventualmente a minha fibra, ela não vai atender algumas características daquele projeto. Muitas vezes a fibra de um concorrente nosso não vai atender as fibras de um outro projeto. Então isso que é o bacana da coisa, porque cada um tem a sua particularidade, a vantagem que as empresas de fibra podem fazer engenharia em cima dos seus produtos. Mas como que eu vendo isso? É fibra? É fibra. Mas eu vendo isso através de um laudo. A minha fibra performa até aqui e performa muito bem nas várias dosagens. Tanto que quando o cara faz o cálculo estrutural, ele não vai dizer que a fibra é do fornecedor A, B ou C. Ele vai dizer o seguinte, a fibra precisa performar da seguinte forma. E aí cabe a construtora buscar e validar os fornecedores que atendam aquela performance.
E nesse processo, Rodrigo, quem contrata é a construtora?
É. O cliente final é a construtora.
Então é importante, a gente tem muita gente que acompanha no COG, construtoras, diretores e muitos mestres também de obras que são extremamente influentes no setor. Então é importante esse conteúdo de agora. Eu queria só fechar esse assunto para a gente entrar nessa... Como você falou daquela parte de borracha, que foi uma parte importante, Eu queria entrar na parte agora de aditivos, né?
Perfeito, maravilha. Vamos lá.
Então, queria que você falasse um pouquinho dessa parte de linha de aditivos desenvolvidas aí para a construção, que a gente até brinca, né? Ou seja, a gente participa ali desde a fundação até o acabamento final da obra.
Exatamente. Bom, a ideia de ir para a linha de aditivos aconteceu pelo seguinte, fornecendo fibra para a fundação de uma casa. Ótimo, acompanhava a fundação, meu primeiro item na fundação da casa. Estava lindo, maravilhoso. Quarta-feira era sexta-feira pra mim, porque estava tudo certo, né? O negócio já bem modelado, indo tudo super bem. Mas em que momento eu voltava a me relacionar com aquele engenheiro de obra? Um ano e meio depois, na hora que ele terminava aquela obra e iniciar um novo empreendimento. Então a partir dali a gente começa a entender o seguinte, né? Olha, precisaria ter uma cadeia de produtos, um portfólio de produtos pra poder atender a próxima fase, a outra fase. Então, a gente foi quebrando a obra assim, olha, eu tenho fundação, fundação e impermeabilização, impermeabilização parede, parede, laje, impermeabilização de laje, impermeabilização interna, chapisco, reboco. Então, eu tenho várias etapas que eu poderia atender pós-fundação. E aí, em 2019, a gente... A Baticom compra uma empresa chamada Additive, e eu estou hoje, eu, Rodrigo Mello, estou focado 100% na Additive. A gente passou por processos de modelagem de negócio, montagem de equipe, posicionamento de mercado, e continuo ali já tirando o pé da operação e ficando agora mais no estratégico mesmo do negócio. Consegui montar uma equipe muito bacana, muito importante, uma equipe que sabe o que tem que fazer, focada ali realmente no cliente. Então, quando a gente adquire essa empresa ali em 2019, A primeira coisa que a gente faz é parar a operação. Olha que loucura. Em 2019, eu tava indo pra uma Concrete Show. Ia lançar essa empresa na Concrete Show, a Additive na Concrete Show. Mas vamos parar a operação. E por que a gente parou a operação? Porque nós somos de processo. Então, a gente compra uma empresa com produtos muito bons. Eram produtos que eram segmentados pra construção civil. Porém, zero processo. E como é que eu toco um negócio sem processo? Então, nós contratamos uma consultoria, não sei se eu posso... Sim, por favor. Cara, é...
O papo aqui é aberto, tá, Rodrigo?
Perfeito.
Fique à vontade.
É um amigo meu, é o Edmilson, da Q2 Management. É um cara que briga muito, briga num bom sentido, pra colocar a ISO 9000 em algumas empresas, colocar algumas consultoras na ISO, colocar consultoras dentro daquele sistema de... de capacitação da Caixa Econômica Federal. Então, ele olhou para o mercado que ninguém estava olhando. E o que eu fiz? Já que ele é bom em homologar construtoras, e meu cliente é construtora, Então venha, venha fazer um trabalho para a gente, porque eu quero estar apto a fornecer para as construtoras. Então o meu processo precisa ser adequado ao da construtora.
O cara já sabe como funcionam os processos das construtoras, fica muito mais fácil.
Sem dúvida, sem dúvida. Então ele veio, fez esse trabalho conosco, e aí durante seis meses a gente atendia um outro cliente que já era da base. E aí após concreto show ali de 2019, a gente abre realmente aditivo para o mercado. e começa a colocar de tiver em algum varejo, indo para as construções civis, para as indústrias de construção civil. Então, o nosso processo começa ali e a gente vai estar tinhando esse mercado. Quando a gente pensa em aditivos, e o aditivo passa a ser uma solução para a construção civil, por quê? Em 2013, a gente teve ali a norma de desempenho que foi a 15,575. E ela traz alguns pontos muito relevantes. E o que rege toda a minha gestão na Additive é quando ele fala de estanqueidade. Então, boa parte dos meus produtos estão focados para estanqueidade de sistema. Então, dentro da nossa linha de produtos eu vou ter impermeabilizantes. E aí, vamos falar de impermeabilizante. Eu posso ter produtos rígidos que são impermeáveis. Eu ouço muita gente falando assim, olha, eu uso o EPS e o EPS é impermeável. Eu vejo pessoas falando das vigas baldrame, das formas de vigas baldrame em EPS e dizendo que aquilo é uma solução impermeável. Isso não é verdade.
Essa informação que você está trazendo para mim é interessante.
Isso não é verdade. Por quê? Porque para que ela seja impermeável ela não pode ter emenda.
Eu ia te perguntar isso, assim, é só na emenda então que você tem o problema?
Exatamente, mas olha, se eu tenho uma piscina de 50 mil litros e eu tenho um furo, ela... Ali eu tenho.
Um problema de guardamento, sim.
Então ela não está em estanque. Então, aí a gente começa a olhar assim, olha, o produto ele é impermeável, ok, mas o sistema está impermeabilizado. Essa é a grande questão. Então a gente começa a olhar assim, ok. Então eu tenho imprimibilizantes do mercado e eles são rígidos. E nós entendemos que a estrutura, vamos pensar que isso aqui é um banheiro. Então eu tenho o piso, tenho a parede e eu sei que a estrutura ela vai fazer isso. Se eu tiver um produto rígido eu posso ter uma fissura nesse canto, nesse vértice aqui. E se eu tiver uma fissura aqui, eu tenho parede impermeabilizada, eu tenho piso impermeabilizado, mas eu tenho um banheiro impermeabilizado? Essa foi a pergunta. E se eu parto da premissa de que as estruturas se movimentam, pra onde nós fomos? Eu não vou fazer impermeabilizante como todo mundo. E aí começa o desenvolvimento. Então, como que eu tenho que produzir impermeabilizante? Ele precisa absorver esse tipo de movimentação. Ele precisa ser o que? Flexível? Ele precisa ser elástico? Não, eu não vou ter esse movimento, mas ele precisa ser flexível. Então, nós lançamos uma linha de membranas impermeáveis que toda a nossa linha de membranas, elas são extremamente flexíveis.
E elas servem para qualquer produto, EPS, emenda... Até eu dei um exemplo lá atrás, né? Que quando você faz, imagina, tem uma estrutura metálica, assim, aquela estrutura linda, né? Que eu acho metálica linda. Aí depois você vem com a placa, com o fechamento de placa cementícia. Essa movimentação da estrutura, esse seu produto resolve?
Nós temos um outro produto para essa situação, onde você tem ligação de elementos distintos, né? Nós temos um selante, que vai na mesma linha. Esse selante, ele vai... garantir a estanqueidade e ele vai garantir essa movimentação, tá? Então ele vai absorver isso. Então como a gente tem... Esse é um outro produto, a linha de selantes mesmo. Eu preciso entender o seguinte, olha, eu tenho que ter alta aderência no aço, eu tenho que ter muita aderência na alvenaria ou nos elementos pré-fabricados. Ok? Muitas vezes o que a gente encontrava no mercado? Ou ele era bom em uma coisa ou era bom em outra. E aí a gente chega no selante, que eu consigo ter aderência a madeira, alumínio, aço, telhas zincadas. Vidro é bem mais difícil, viu Paulo? Vidro você tem que fazer uma preparação antes, eu nem indico isso, mas alvenaria. Então eu, dentro da construção civil, eu consigo cobrir quase que todos os possíveis tipos de ligação. E garantizo quem? Aquela parte da norma que fala sobre estanqueidade do sistema. Então, se eu tenho movimentação de juntos, eu consigo manter a estanqueidade desse sistema. Então, o desenvolvimento de produtos na parte de químicos, a gente não olha para o concorrente. Ah, o que o concorrente está fazendo? É óbvio que sempre será um benchmark. Eu tenho algumas empresas que eu tenho como benchmark. Pô, essa empresa fez um trabalho bacana. Quero fazer tão bem quanto, né? E a gente tem aquelas também que você fala, cara, não pô nessa linha porque, olha, isso aqui não vai dar certo. O cara tá vendendo, tá vendendo, mas isso aqui não resolve o problema. Porque eu também tenho que entender o seguinte, eu não quero vender uma vez só. Eu quero realmente colocar valor agregado para o meu negócio. A construtora dá garantias para o imóvel. Imagina o seguinte, se essa construtora compra o meu produto e daqui a pouco ela tem que estar voltando lá para fazer manutenção do edifício e começa a me acionar. Paulo, eu estou afrindativo desde 2019. Olha, eu vou te dar um dado de dois meses atrás. Todos os nossos saques são registrados. A gente estava no saque de número 14. Eu falo isso com orgulho, porque neste momento tem alguém usando o produto da Ditive.
É muito bacana você ter essa confiança, porque a sua imagem está ali na linha de frente. Isso é um baita orgulho, realmente.
Então, assim, neste momento tem alguém usando o produto da Ditive. Neste momento, em algum lugar. Seja numa obra de pequeno porte, seja numa reforma, seja numa obra de grandes dimensões, tem alguém usando. Então, um dos indicadores é isso, o saque é um indicador. Então, eu fico muito satisfeito porque a gente não tem tido problemas relacionados a isso.
Rodrigo, e qual que é o porte de obra que você atende assim, que vocês hoje atendem como indústria?
Paulo, eu atendo o varejo. Então, o varejo vai atender desde as pequenas manutenções de obra, pequenas reformas de obra, E nós atendemos diretamente grandes construtoras com alguns sistemas construtivos que a gente entende como inovador. E aí é um misto de aditivo.
Sim.
Com o sistema, né? Então, hoje nós temos ali... Eu tenho contratos de... Onde nós vamos fornecer aditivos para mais de 4 mil unidades habitacionais. Já estamos fornecendo, inclusive. Nós trabalhamos muito forte na linha do EPS. Nós desenvolvemos alguns produtos para ICF, painéis monolíticos, blocos prontos, que são tecnologias que estão chegando no mercado. A gente percebeu que eles estavam um pouco desamparados e, de certa forma, a gente se dispôs, colocou o nosso laboratório à disposição para poder fazer alguns ensaios e validar aderência ao EPS. Como carga massa vai aderir ao EPS? É um produto de prateleiro ou precisa ser um produto engenheirado para aquela função? Eu não entendo que tenha nada na prateleira que faça isso. Então a gente começou a engenharar produtos, realmente desenvolver produtos que resolvessem problemas que talvez nem os próprios empreendedores desse sistema em EPS estavam vendo.
Você trouxe um ponto pra mim quando você fala dessa parte de aderência do IPS, né? Enfim, eu não sei se eu conversei já com você sobre isso, mas eu já atuei muito em obra, assim, executando, chapiscando e tal. E essa parte de aderência, de fato, sempre foi... Um desafio, inclusive, eu lembro que a gente, pra fazer o chapisco, a gente tinha primeiro... Eu não lembro agora os nomes, mas... A gente tinha uma base onde a gente passava com rolo, né? Nas lajes e tal. Pra depois vir chapiscando e, na sequência, fazer o reboco. Só que, às vezes, o que que acontece? Aquilo já tava seco e soltava aquele... Bloco inteiro, aquele trecho inteiro, sabe? Ou seja, problema de aderência. Como que tá essa parte de aderência hoje, Rodrigo?
Eu vejo o seguinte, primeiro que eu sempre vou batendo a tecla da comunicação. Falta comunicação no canteiro de obra. Nós temos muitos produtos bons no mercado de vários fornecedores diferentes. O que acontece muitas vezes é a base química. Eu tenho produtos que tem uma base que não suporta água e está lá na ficha técnica dele, está na ficha técnica do fornecedor. Este produto é um adesivo para chapisco. para ambientes internos. Ninguém lê. Todo mundo usa interno e externo. E quando aquilo dá um problema... Como já ficou comum o problema, ninguém vai investigar a causa.
Na sua visão, você não acha que falta um pouco ainda da indústria olhar um pouco mais para os pontos de venda, para os depósitos, para os pequenos depósitos também, ir para aquele pequeno aplicador?
Falta, mas também é o seguinte, a gente tem que entender que... E aí eu preciso ser coerente na minha fala. Da mesma forma como eu falei das fibras de aço, que as minhas fibras não resolvem todos os problemas, e a gente tem consciência disso, mas a fibra eu consigo verificar o projeto. Eu falo, olha, declino porque ela não atende. Na outra ponta, tem quem está executando. Ele diz assim, nos treinamentos que eu fiz, tá? Mas eu sempre fiz assim e nunca deu problema. Eu falei, mas o senhor não voltou na obra por quê? Será que o senhor não voltou na obra porque a pessoa já não confiava mais no senhor? Ou porque ficou banalizado o problema e a pessoa tem e vai levando aquilo? Então, muitas vezes, quando a gente pensa numa casa construída num bairro, as pessoas às vezes se acomodam com o problema e acham que aquilo é normal. Quando, na verdade, não deveria ser. Então, a gente começa a entrar num modelo de aceitação que nós não deveríamos ter para pequenas obras. Quando você vai para obras de grande porte e obras seriadas, isso já não acontece. Isso não acontece. Por quê? Porque durante cinco anos pós-entrega, a construtora vai fazer manutenção nas obras. Estou falando de manutenção, não estou falando de responsabilidade. Estou falando de manutenção. Cinco anos, manutenção. Se eu tenho problema de infiltração, manutenção. Se uma porta vai abrir e raspa no piso, manutenção. Então, as construtoras começam... E é um movimento muito recente, Paulo. Apesar de a gente estar ali desde 2007, 2008, pujantes da construção civil de grande escala, É um movimento muito recente esse olhar para a qualidade. Por quê? Até então é o seguinte, nós tínhamos muitas obras. E todo mundo fazia com que dava, com os recursos disponíveis. E fizemos muitas obras. Depois disso, nós tivemos muitos problemas. Para você ter uma ideia, existem construtoras para que o mologue, o produto, não entre pela engenharia, entre pela qualidade. Validação via qualidade. Aí depois disso eu vou... Eu posso fazer parte ou não do vendor list deles.
Nossa, sensacional. Rodrigo, a gente está chegando no final. Eu queria que você falasse um pouquinho também, já que a gente fala de solução desde a fundação até acabamento, eu queria que você falasse um pouquinho do mais novo lançamento de vocês, que é o Easy Massa.
Easy Massa, é. Paulo, nós temos aqui quanto tempo? Só para eu contextualizar, temos mais uns cinco minutos?
Bora!
Bora, vamos lá. Vamos lá. Falando um pouquinho da Additive aqui. Então nós temos produtos hoje para impermeabilização de fundações, impermeabilização de lajes e impermeabilização de piscinas. Isso são membranas e as membranas são normatizadas. Hoje nós temos lançamentos muito recentes das membranas. Na verdade são mantas líquidas para tratamento de frisos de fachadas e aí a última camada ali nas lajes. Então, hoje nós temos membranas e mantas. Na parte de adesivos, temos adesivos para os vários tipos de substratos, tá? Sempre adesivos misturados a argamassa. Então, sobre tijolo cerâmico, alvenaria estrutural, EPS, nós temos soluções para isso, falando como produto. Tem os selantes, para que a gente possa trabalhar também piscinas, ralos, tubulações. Essa nossa linha de celulantes ela vai vir para fazer muito bem esse processo de estanqueidade nesses sistemas construtivos. E aí nós temos uma linha de produtos que compõe o sistema construtivo de paredes de concreto. Recentemente foi normatizado as paredes de concreto celular. Nós temos toda uma linha para fazer parede de concreto celular. Hoje nós temos um projeto ali de mais ou menos 1.700 unidades habitacionais, que com a utilização da nossa linha de aditivos a gente consegue diminuir o peso específico do concreto de 2.400 quilos para 1.900. Com isso, eu aumento o volume do concreto. Então o meu cliente ao invés dele pedir, por exemplo, 10 metros cúbicos de concreto para preencher uma uma determinada forma, ele pede oito cúbicos de concreto. Esse concreto chega na obra, a gente aditiva esse concreto na obra.
Ah, na obra, hein, Loco?
Esse aditivo, ele vai incorporar a área, ele vai ficar, vai virar um concreto celular. E eu vou conseguir preencher com os oito cúbicos que eu comprei, eu vou preencher os dez cúbicos.
Que informação importante.
Isso pra uma casa, pra uma habitação popular, quando eu faço parede de concreto com isso, Eu diminuo temperatura interna, porque com a incorporação de ar, eu melhoro o conforto térmico. E a gente tem um case muito bacana, muito bacana lá no Sergipe, que o meu cliente, ele está conseguindo uma economia final, final, de 12% em todos os concretos das paredes. Se a gente pensar que paredes de concreto, o concreto está lá curva A da obra, no concreto da parede ele está conseguindo 12% de economia, isso é surreal.
E com essas vantagens ainda de trazer conforto, né?
Exatamente. É um processo que demanda muito dos dois lados, né? Porque eu tenho que ajustar... O cliente precisa se ajustar a receber o concreto na obra, ter controle tecnológico na obra, aditivar isso na obra, mandar isso para os ensaios. Ele precisa se habituar a isso, tá? E a gente precisa... em constante monitoramento ali com o nosso equipe de engenharia, para que o cliente consiga realmente chegar nos resultados objetivos, que são objetos ali daquele contrato. Então, é uma forma que eu tenho para contextualizar que aditivo, além de produto, a gente também está inserido em sistemas construtivos. Aí o Easy Master chega para quê? Porque, o que acontece? Numa dessas obras, Num papo de boteco ali, sabe? Aquele papo assim, qual que é o seu problema? Ah, cara, andaime, eu monto andaime aqui três vezes. Mas por quê? Me explica o processo. Ah, eu tenho que fazer fundo preparador, tenho que fazer a massa, tenho que fazer seladora, pra depois entrar com pintura. E aí a gente traz essa demanda pra dentro, e a gente lança o margamassa mineral, que não tem retração, não é uma massa corrida, tá? É um margamassa mineral, são agregados minerais, mais cimento, um pouco de aditivo, Porque eu elimino a fundo preparador, eu elimino seladora e eu elimino massa corrida. Posso entrar com pintura direto depois disso. Com isso, a gente tem um case ali, um dos nossos clientes está aderindo a esse processo. Só em economia de andaime, eles estão projetando aproximadamente 140 mil reais de economia só no andaime, porque ele diminuiu duas etapas do processo dele. Então hoje, sendo coerente com o nosso discurso do início ao fim, eu estou conseguindo tirar etapas de obra, não estou tirando o trabalho da obra. Eu só estou sendo mais eficiente e conseguindo produzir mais com o mesmo efetivo.
Com menos, até um ponto importante que assim, eu ia até focar um pouco em mão de obra que nem precisou. A partir do momento que a gente traz inovação que proporciona economia, mais agilidade nos processos, você de fato já está contribuindo com esse déficit de mão de obra que a gente está vivendo hoje.
A gente chegou em 5,6% ali o nosso índice de desemprego. Fico me perguntando, para onde a gente vai? Tem aonde espremer ainda? Então é... A gente tem que colaborar realmente, a indústria precisa colaborar em tirar etapas da obra e entregando a máxima eficiência. E a gente tem conseguido ter bastante êxito. Não é simples, Paulo. Não é simples. Seria um mar de rosas a gente falar assim, vou lá, faço uma palestra, todo mundo entende. Não. A gente tem que pegar quase que um por um e mostrar, planificar aquilo para que as pessoas possam realmente entender. E aí é ensaio, é teste, é primeira obra. Todo mundo vai ter que pagar um pouco ali, ou às vezes o cliente vai ter que falar, não, vamos testar isso aqui, vamos validar esse processo. Imagina, eu aplico essa massa. Eu aplico essa massa com uma máquina de airless. Ela abre um metro de largura e o cara faz isso, ó. Ele fez 2,70 que é o pé direito por um metro. Mudou pra cá, 2,70 por um metro. Eu consigo fazer essa projeção de massa com uma velocidade como essa.
E até uma informação importante que eu gostaria de deixar aqui, claro, essa pessoa que resolve aderir a uma nova tecnologia, teve resultado, teve economia, esse é um baita case de sucesso que serve para abrir a mente de outras pessoas para que a gente consiga de fato ter mais... adesão a esse tipo de solução construtiva. Então, nosso canal está aberto para você, no caso, o cliente de vocês vir aqui contar, né, dessa experiência ou, se for o caso, a gente até pode ir até a obra dependendo da distância, enfim, essas questões logísticas. Rodrigo, eu queria agora que você deixasse um recado Afinal, o que você espera para o futuro da Constituição Civil e como vocês, de alguma forma, pretendem contribuir com essa mensagem final aí?
Bom, Paulo, o que eu tenho certeza já, durante muito tempo tive dúvida, mas hoje eu tenho certeza que a Constituição Civil já entendeu que ela precisa mudar. Isso é o primeiro passo. Então, a gente tem visto aí muitas tecnologias Chegando no canteiro, as pessoas querendo fazer isso dar certo, porque é importante. Não adianta eu ter o melhor produto se do outro lado ninguém acreditar naquilo. Então, hoje a gente consegue enxergar ali a otimização de processos, industrialização cada vez mais presente nas entregas, nas obras. E não é só custo. É uma entrega de qualidade, é uma entrega que aquela habitação, por exemplo, falando em casa, aquela habitação, a pessoa que vai morar ali dentro vai se sentir confortável, vai se sentir segura. Então, a construção civil já mudou. Agora, isso é um navio gigante, né? Ele não faz uma curva de 90 graus, uma velocidade muito rápida, mas nós já começamos a virar. Então, eu tenho certeza que todo mundo que colabora com o meio, vocês aqui comunicando, o pequeno trabalho que a gente faz como indústria, a gente vai conseguir mudar isso. E se a gente for em bando, um monte de gente falando a mesma coisa, é melhor ainda, a gente vai chegar muito mais rápido. Então, o recado que eu tenho é que nós já começamos a mudar, E eu tenho certeza que, num curto espaço de tempo, a gente vai estar produzindo com muito mais eficiência e as pessoas vão querer trabalhar na construção civil, né? Porque tá faltando isso. As pessoas não querem trabalhar porque é um trabalho pesado, mas elas precisam querer trabalhar na construção civil.
Obrigado, Rodrigo. E pra você que tá acompanhando esse episódio, pra eu saber que você chegou até aqui, Coloca nos comentários. Eu sei que o Rodrigo é um cara incrível, mas tem gente por trás. O Rodrigo, ele é pai da Júlia e marido da Cristina. Então coloca, Rodrigo, alguma coisa sobre o Rodrigo, sobre o episódio que você assistiu e ele é pai da Júlia e marido da Cristina. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constrycast.
Muito obrigado, Paulo.
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