Lean Manufacturing na Construção Civil com Ricardo Mateus - Industrialização e BIM | Offsite #6

Ricardo Mateus, founder of Brasil ao Cubo, discusses applying Lean Manufacturing to construction through factory production and on-site assembly. The company integrates BIM, manages transport logistics, and plans regional factories and affordable housing projects while emphasizing training and innovation as drivers of industrialization.
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Sejam bem-vindos a mais um episódio diretamente da Expo Construção Offsite no Sambódromo do AMB em São Paulo. E hoje vamos falar sobre um tema muito bacana que é Leman Factory e eu recebo aqui Ricardo Matheus que é engenheiro e Rafael dos Santos. Imagina, um bate-papo de dois engenheiros. Esse episódio é um oferecimento produtora de vídeos Infinity Plus e portal Hub e Construção. Eu vou transferir aqui já a minha palavra pro Ricardo Matheus e quem vai conduzir esse bate-papo basicamente vai ser o Rafa, vai ser uma troca muito legal e eu vou ficar aqui só me trometendo em algum momento pra falar com a nossa audiência. Ricardo, seja bem-vindo a mais um episódio, já é pela segunda vez que você tá aqui, né? Se não, que a coisa está boa.
Bom, muito obrigado, Paulo. Quando você fez o convite, eu fiquei bem feliz, porque um podcast dessa envergadura é sempre importante vocês dando voz para a indústria realmente poder falar, argumentar todo esse processo que vem acontecendo de industrialização novamente da construção civil brasileira. Então, muito obrigado. Para quem não me conhece, meu nome é Ricardo Mateus. Eu sou fundador de uma empresa chamada Brasil ao Cubo. E eu acho que agora a gente troca figurinhas aqui para todo mundo entender um pouco mais do que aquilo que a gente vem fazendo.
Show de bola. Bom Ricardo, para a gente introduzir nesse tema, não vou me apresentar porque hoje a estrela é você, que é o pessoal que quer ouvir. E você estava trazendo, a gente estava conversando aqui nos bastidores, já se deleitando em toda essa questão. Fala um pouquinho assim, ser como fundador, o do ideal, daquilo que muitas vezes a gente quer usar como referência pra que a gente tenha mais Ricardos no nosso sistema. Da onde que surgiu esse anseio, esse desejo de poder, assim, cara, acordei hoje, tomei um café, falei assim, hoje eu vou fundar o Brasil ao Cubo. A gente sabe que não teve nada disso, mas aquele Não a história de como começou, mas o anseio, onde que tava aquele, o propósito, aquela fagulha de todo idealizador, aquilo que brilha os teus olhos.
Perfeito, isso tem, e é comum em empreendedores, se a gente fazer uma análise, das características empreendedoras de pessoas do mundo todo, 10 delas são muito características e todas elas têm aquilo. E aí, tu pode em determinado momento se desenvolver para explorar um pouco mais essa tua veia empreendedora. Mas a Brasil Ocubo Foi uma coisa... Cara, eu tecnicamente trabalhava como soldador de estrutura metálica, então já fazia um pouco dessa parte de estruturas metálicas, montando galpão, mezanino ali e tal. Então, ali começou, de fato, surgir talvez um embrião desse ímpedo de querer industrializar um pouco mais a construção civil brasileira. Mas o legal é que quando eu faço engenharia civil, e aí eu vou para o meio acadêmico, ali eu percebo que existia oportunidades distintas do que aquilo que o modelo convencional de construção poderia entregar. E é legal que eu estava lembrando também que a Brasil Cuba nasce dentro da academia. Então, a gente está falando de uma universidade do sul de Santa Catarina, na Unisul, onde eu me formei, e lá tinha um programa de iniciação científica, era um PUIC. E, em cima desse programa de iniciação científica, eu fui bolsista para estudar ainda um sistema embrionário no Brasil, a gente está falando de 2007. que era Light Steel Frame, que bicho era aquilo, né? E aí, sendo bolsista, eu fiquei ali dois anos estudando sobre aquilo, e ali nasce o despertar, porque daqui a pouco eu vou me informar por que não desenvolver uma empresa que trabalhe um pouco mais da industrialização, visto que eu já sou soldador estruturamentário, então unir a parte de graduação com a parte técnica, e eu sabia que lá na frente poderia ter bons frutos. E acabei que, aí prototipagem, enfim, mas primeira venda da Brasil Cup 2016, Mas esse período com certeza ali surgiu esse ímpedo de querer desenvolver um pouco mais a construção civil brasileira.
Cara, eu acho que ontem a gente recebeu à noite o responsável pela FATEC São Paulo, com 54 laboratórios, e a gente falava de números e trazia a importância de termos nomes aos quais pudéssemos considerar como referencial. Só nessa parte sua, inicialmente, eu já percebo esse referencial. Por quê? Você traz A capacidade técnica. Você era um técnico, pelo que eu entendi.
Exatamente.
Que enxerga algo, mas nasce na academia. Isso é basicamente a nossa conversa de ontem. Ou seja, você materializa e comprova o papo Josué, Rafa, Paulo de ontem.
E eu gostaria... E não foi programado isso.
Não. Porque foi antes.
Mas é interessante comentar dessa conexão, porque eu tenho uma referência, grande referência no país, que é o fundador da Embraer, José Silva, pra mim é o pai do empreendedorismo brasileiro, acho que a gente deveria estender o tapete vermelho por ele. E ele fala uma coisa que realmente importa muito, ele fala que a educação transforma. E a partir disso, desta frase, a gente percebe que existem oportunidades, a partir do conhecimento, de desenvolver empresas inovadoras como a Brasil Cup vem fazendo. Mas só pra complementar.
Não, mas eu só tô... Marcando aqui que eu vou... Eu acabei de mandar uma mensagem. Eu sou meio disruptivo, assim. Cara, eu vou te fazer um convite pra casa dos outros. Quero saber se você aceita.
Ah, certamente. Será uma honra.
Vamos fazer o seguinte. Hoje, se você me disser que você tem espaço e que você projeta um crescimento pro teu negócio, Eu gostaria de fazer um desafio pra uma outra pessoa, pra levar a tua história pra mais gente, pra levar a capacidade da Brasil ao cubo. Exemplo, é fácil pra você conseguir mão de obra pro teu negócio?
Existem processos que podem trazer essa facilidade.
Mas de fato não é fácil. Certo. Se eu te ajudar a resolver esse problema, pelo menos pontual, pelo menos pra gente dar mais evidência pro negócio, você toparia?
Com certeza, certamente, é uma proposta interessante.
Então tá bom, então, Ricardo, te convido, desafiando com muito respeito, brincadeira, a irmos na FATEC, São Paulo, e assim, te desafiando a você me ajudar a montar um curso que seja específico para o teu negócio. Ou seja, pra gente poder fomentar o teu negócio e dar mais voz ao teu negócio. Eu e o Paulo nos comprometemos a conseguir esse espaço lá na FATEC pra falar. Você aceita?
Aceito, com certeza. Estamos dispostos aí.
Josué, estou aqui com o Ricardo, fundador do Brasil ao Cubo, e a gente está agora assumindo o compromisso de falar um pouquinho da história do Ricardo, um pouquinho da Brasil ao Cubo, e de ajustar algum curso teu ou alguns profissionais para que possamos ter uma melhor capacitação da mão de obra do assunto que nós comentamos aqui no Costa de Caste. E aqui nós estamos fazendo exatamente aquilo que nós comentamos ontem, buscar a voz da indústria, a voz do que nós temos de melhor no Brasil hoje, que a gente está com o conceito Lean, indo por Lean Construction, que nasce do Lean industrial, para as pessoas entenderem, de algo enxuto, de algo muito mais eficiente, conceito de eficiência. Então estaremos na FATEC, Ricardo, eu e o Paulo, para poder falar para os alunos e para poder mostrar para eles que tem espaço no ambiente de trabalho, com boas condições de trabalho, com empresa comprometida, eficiente e assim, no máximo da capacidade empresarial dentro do mercado. Obrigado por aceitar o convite. Está feito, estaremos lá.
Toda empresa é uma empresa de educação. No final do dia ela educa ou o ecossistema ou os próprios colaboradores que ali estão. Então vai ser uma honra aí compartilhar um pouco disso. Mas aproveitando um gancho que você trouxe sobre o Lean Construction, eu acho que é importante pontuar uma coisa que eu enxergo claramente depois de 15 anos empreendendo, né? Cara, o que a gente está fazendo enquanto indústria da construção civil, Brasil ao Cubo, ela está dividindo o lean construction, mas também muito com o lean manufacture, de fato. Existem dentro dos postos de trabalho da nossa linha, lá dentro da indústria, Manufatura de fato, então a gente está transformando aquilo que de fato era para o Lincolnstrunk, mas não, agora é manufacture mesmo. O Lincolnstrunk a gente deixa só para montagem. Então transformar a construção civil, que antes era de fato uma construção civil, em manufatura como grandes indústrias ao longo de séculos. eles percorreram, isso está sendo uma grande inovação. Então a gente trata realmente a fábrica da Brasil Cupo com postos de trabalho, com lead time da linha, com tact time, com todas as ferramentas da engenharia e produção, com esses postos que a gente consegue fazer uma linha de montagem com subconjuntos, com a grande linha, com toda a questão de cronoanálise para cada etapa. Isso e aí tendo produtos, porque está dentro de uma fábrica, então a gente fala realmente que lá na Brasil Cupo a gente está explorando muito o Lean Manufacturing mesmo. E aí, posteriormente, na montagem com o Lean Construction.
Rafa, me permita só. Como que você consegue conectar as duas coisas? Você tem essa parte de tecnologia dentro da fábrica e como que você faz essa conexão com a obra, com o canteiro? Até porque a gente fala de... Você precisa ter a tecnologia, você tem que estar conectado com isso. Como que funciona essa ligação fábrica e montagem no canteiro de obra? Só para deixar isso mais claro.
Perfeito. Quando a gente divide as etapas de uma obra industrializada, a gente precisa dizer que antes de estressar lá dentro do gamble, lá da fábrica, da produção, a gente precisa estressar muito os projetos e planejamento desses projetos. Então a gente tem uma liderança muito forte da engenharia Nossa, que é o Ricardo Silva, um cara que começou comigo lá atrás e que acabou desenvolvendo muito claramente essa engenharia técnica, mas com o olhar sempre com uma visão de planejamento lá na frente. Então, é fundamental a gente ter olhado primeiro, antes da execução, esse planejamento e essa engenharia muito bem redatada. E depois, quando tu vai para a manufatura, e aí a gente está falando dentro de uma indústria, que tem ali a importância do lean, e aí a gente está falando de lean que são Cara, basicamente é pegar os sete desperdícios que existem, e aí tu tentar torturar eles ali, do ponto de vista de estressar eles, pra cada vez mais diminuir esses desperdícios, e aí tu tens uma linha mais enxuta dentro da tua fábrica. E quando a gente fala de manufatura, é porque tá lá peças, perfis, chapas, realmente é uma manufatura que tá lá na fábrica. Depois quando tu transporta e depois só faz a instalação, aí lá na instalação a gente tá falando do link construction realmente, porque aí tem as etapas de fundação, tem a parte de redes enterradas, arruamento, pochamento, montagem, cobertura, e aí tu tá falando num site realmente. Então, quando a Brasil é o Cuba, ela divide isso, parte da obra em uma manufatura e parte da obra em construção, é o que realmente, no final do dia, a gente acredita como industrialização. Não somente industrializar uma das etapas, como os perfis, não, a obra sai pronta, é sair. a gente está falando de cerâmica, hidráulica, piso cerâmico, madeira, enfim, forro, gesso, dentro de um bloco que depois é só transportado e instalado. Então não é que a gente vai lá e faz só a estrutura de um prédio e depois vem fazendo os fechamentos no canteiro. Isso sai pronto de fábrica. Então por isso que a gente utiliza a palavra manufatura realmente, pelo menos cerca de 80% do processo dentro de uma fábrica.
Pegando um gancho, a gente sempre pega os conceitos e extrapola os conceitos, a vida é feita de conceitos. Quando a gente fala de Lean Construction, é uma adaptação do Lean Manufacturing. Lean Manufacturing vem antes, antes a gente estava comentando como é a indústria. E quando a gente começa a confundir as coisas, por exemplo, é questão de visão. Vou dar um exemplo mais claro. Pensa comigo, o que é? Vamos fazer um trabalho de filosofia atomista aqui, princípio motor das coisas. Se eu perguntar para o Paulo, que eu vou fazer uma provocação filosófica. Eu e o Ricardo aqui, porque eu entendo exatamente o ponto dele. O ponto dele caracterizando, olhando, está perfeitamente encaixado no contexto. Mas o que é a filosofia das coisas? É a pergunta para a extrapolação dos conceitos para que nós possamos, além dos conceitos, evoluirmos no entendimento geral. Então, para você que é leigo, o que é a construção? Onde ela começa? Pra você. Pergunta volta pro Paulo. O Paulo vai auxiliar nós dois aqui a gente extrapolar. Extrapolar conceito e com isso a gente ajustar. Onde começa a construção?
Pra mim, pro leigo, começa na ideia, na minha cabeça, na minha imaginação.
E depois você começa projeto. E depois?
Depois fundação.
Sim. Executando aquilo.
Executando aquilo.
Então, por que você trata desse jeito? Que é exatamente o que ele tá dizendo. Que você vai pegar a... Você tá olhando, o local muda. Então, essa é uma feira off-site. Fora do sítio. Quem é o sítio? O local da obra. Ok?
Sim.
Então... Vem de situação, de estar situado. Então o que acontece? O que ele faz? Ele pega o processo que estaria dentro do sítio e faz ele aqui. Aqui dentro da manufatura, da industrialização. Por isso encaixa correto. Porém, pra voz de quem tá ouvindo do outro lado, que não é da indústria, Para ele, se a gente colocar, para ele, e eu já ouvi isso muito, a industrialização, a obra já começou lá dentro da indústria. Ela já começou. Eu tenho uma antecipação dessas coisas para elas não acontecerem na obra. Então, o que acontece? Quando ele faz a otimização do tempo, a otimização dos processos, toda essa melhoria, ele enxuga isso da melhor maneira, ele começa o que eu chamo de principal, é a fidelização dos processos e principalmente do orçamento. Porque eu tenho variação melhor. E aqui eu posso trazer até literatura que diz isso. Quando eu tiro do sítio, eu tiro desperdício, eu tiro a... porque quando ele fala de estressar, Ele vive fazendo vários MVP's do negócio, que é a mínima viabilidade possível do negócio dele. Depois você pode me interromper em qualquer momento.
Perfeito, estou aprendendo aqui.
O MVP da coisa. Então o que acontece? Quando a gente olha para os maiores gargalos que nós temos hoje da construção, que é para o cliente eu quero fidelização orçamentária, eu quero redução do tempo, São duas coisas que para ele são condição sine qua non. E eu quero também o projeto que eu contratei. Quando ele traz a análise do projeto, ele traz um sistema construtivo disseminado, por exemplo, muito da América do Norte, que é o LSF, que é o Light Steel Framing, que ele é um byte especialista. Ele põe a visão do engenheiro, que nasce com a tecnicidade brasileira, com todo o arranjo e criatividade brasileiro, é exatamente o que o Josué falava ontem. Ele otimiza algo que há muito tempo está sendo implementado no local. Então ele traz aqui uma otimização constante, que a gente chama de melhoria contínua.
Que é um dos caisinhos que acontece dentro da fábrica.
E ele melhora isso a todo instante.
Essa melhoria contínua é típica de uma indústria que tu consegue ter controles, processos bem azeitados pra cada etapa, crono análise pra cada. Por exemplo, na frente de cada posto de trabalho, que aí os módulos eles andam posto a posto, a gente tem as etapas e ali a cronoanálise que já foi feita, ou seja, o tempo que cada uma das etapas vai demorar, então a gente tá falando de 1 hora e 55 minutos, Para, por exemplo, fazer todo o emaçamento das paredes. Uma vez que aquele posto foi finalizado, ele anda para o outro, para que a gente possa colocar os chicotes elétricos por dentro dessas paredes. E aí, posteriormente, pisos, e no final do dia, sai até com as mobílias lá na frente. Uma vez que tu consegue trazer esse conceito de indústria realmente, no GEMBA, que é chamado lá da engenharia de produção, né? que é um ambiente fabril realmente, controlado, a gente consegue ter aí uma otimização muito mais eficiente. E com a otimização eficiente dos processos acaba ocorrendo um fenômeno que antes, até na própria Brasil ao Cubo não ocorria, que era desplencar os custos. A partir do momento que tu tens esse conceito de linha de montagem, os teus custos ficam favoráveis pra realmente tu explorar mercados que antes tu... Seriam até inexploráveis. Ficaria um pouco mais caro que o modelo convencional. Mas a partir do momento que tu tem esse processo, a tua mão de obra, que teria que ser um pouco mais técnica e, portanto, um pouco mais cara, ela começa, através dos processos, a ficar mais simples. Então, várias pessoas que nunca trabalharam com aquilo conseguem ter ali uma inserção. de mão de obra.
Repetição levou a otimização.
Por causa da repetição, e aí tu acaba não tendo também um desperdício em relação a tempo que você tá.
E nessa otimização, até pra trazer alguém pra esse processo, você facilita que você tenha tudo processado.
Sim, mas o que eu comentei do Lean Construction é que ambos estão encaixados no mesmo conceito. Pra quem entende, que era a finalização, pra quem entende que a construção começa quando se constrói, E industrialização é o processo de modificar algo. Isso, você tem que ter modificação para ter industrialização. Você pegar um produto e não fizer nada, só embalar ele e sair, isso é revenda. Isso é conceito de comércio, não conceito de indústria. Conceito de indústria você tem que modificar, senão não é indústria. Então desde que ele pegue insumos, modifica e faz, ali ele está modificando. E se ele está modificando no sentido de não só alterar, ele está contribuindo para algo, isso é o conceito de construção. Então quando nós falamos Lean Construction, a gente inverte, para o público total, quando a gente fala Lean Manufacturing, a gente está falando de Lean como um todo, né?
Exato, tem Lean Office, Lean Construction.
A ideia nossa aqui é democratizar o teu conceito para chegar em mais pessoas. Então, por exemplo, com o que a gente quer com isso? dá mais voz a tudo que você faz de maravilhoso, a tudo que a Brasil Cup pode trazer. Por que que hoje... Cara, hoje, vou falar uma coisa aqui extrapolando. O que ele faz é muito mais off-site do que muita coisa que a gente anda vendo por aí. E eu tô falando isso desde a feira off-site. O que ele faz é muito mais off-site, é muito mais o conceito disso tudo. Então assim, a construção dentro de um processo definido, e daí a questão é essa, pra quem tá ouvindo, a construção, no caso dele, muda o local, mas ela começou no processo industrial dele, e se você pensar, apesar do conceito de Lean Construction ele ser derivado do conceito de Lean Manufacturing, quem está contido é o Lean Manufacturing, Porque existe um sair dali e se tornar algo habitável, e habitável é uma construção, essa construção ocorreu em outro lugar. Então quando a gente fala, que é o que você perguntava antes, e aqui eu tô só passando pro leigo, o Lean Construction, pro cara que tá, ele é Lean Manufacturing. Mas no conceito global da didática e da pedagogia, de se explicar o sistema que ele utiliza, eu acho que é maravilhoso. É pra pessoa, né? Na didática eu tô dizendo aqui, tá?
Sim, é importante também, mas é importante...
Porque encaixa dentro, né? Se tá contido, é, né?
É importante esse relato, porque a pergunta que você fez para o Paulo foi do ponto de vista, o que é uma construção de fato? Na verdade é a materialização de um sonho. No final do dia tem sonho envolvido em todo um projeto que tu faz de uma obra, tem o sonho do teu cliente, tem o sonho do engenheiro, do arquiteto que está desenvolvendo. E a construção de fato é essa materialização. Mas o caminho que seria o tático, tem operacional tático e estratégico. O estratégico talvez está na... Na alçada do sonho aqui. O operacional é como você vai operacionalizar isso. E o tático é o caminho que te leva até isso. Este caminho é o que a gente está chamando de industrialização por meio do Lean Manufacturing. Pegar uma manufatura que hoje está dentro da fábrica, pegar um perfil, cortar, industrializar ele e no final do dia a gente ter uma obra lá. Uma construção.
Só me dá uma pergunta aqui. Como vocês sabem, eu visito as maiores obras não só no Brasil, mas também fora. E eu recebo muitos relatos que muitas empresas vendem a ideia de... Porque nós somos uma empresa tecnológica, mas muitas vezes essa tecnologia acontece em parte desse processo. Exemplo disso, falar de BIM, por exemplo. Eu utilizo o BIM até certo ponto, mas depois essa obra, assim, acontece uma quebra ali no meio e a gente começa a ter problema. E o que acontece, Ricardo? Aquela obra que eu acompanhei com você, do Albert Einstein, aquele nível de eficiência, aquilo pode acontecer se a gente não tiver esse processo de lean manufacturing aplicado nesse processo, para ter aquele nível de eficiência com um hospital acontecendo, Seguramente não, né?
O planejamento que existe por trás de um projeto, a gente tá falando de 4 mil metros quadrados, que é um hospital, a gente tá falando de gases hospitalares, ar-condicionado, e assim, do mais alto índice, do ponto de vista de acabamentos, de níveis de equipamentos, com certeza se não tiver uma coisa muito bem equalizada, projetada e planejada, e aí o BIM É compromisso. Mas não adianta nem a gente mais falar de BIN, a gente tá em 2025. é... Como assim ter que falar de BIN?
Já era pra ser algo implementado.
Exato, 2005 a gente ter... Então assim... Estamos muito longe.
É que muitas empresas ficam vendendo essa.
Ideia que na verdade não é aplicada de fato. É o que ele está dizendo, está tantos passos à frente de tudo, que falar de BIM é a mesma coisa que no futebol você está ainda comentando a Copa de 82, entendeu? Isso já faz parte, porque BIM não é só o projeto, BIM é um conceito. Porque ele faz, é condição sine qua non, para ter eficiência, ele conseguir controlar todas e gerar o fluxo de valor, que também é uma... o fluxo de valor é uma caixinha do que ele faz.
É o fluxo de coca. Exato. No final do dia o que seria essa transformação da manufatura? É tu agregar valor em cada uma das etapas, uma vez que tu tinha manufaturado uma peça, um perfil, e tu agrega valor a isso e no final do dia...
Soma esses valores.
A somatória desses valores se transforma numa obra. Então, é isso que a gente precisa entender. E cada etapa ali, há oportunidade de melhoria contínua. E quando tu explode isso em vários departamentos, fica muito mais fácil de enxergar. No modelo comercial de construção, tu tens lá no site muitas coisas que são predecessoras uma da outra. Então, só vai fazer...
Carrega o problema.
Só vai fazer a elétrica depois que fizer a parede, porque tu precisa da parede pra passar o conduíte.
Perde a simultaneidade.
Quando tu tem dentro de uma fábrica, cara, a gente tem bancadas de chicotes elétricos que estão feitos em paralelos, kit hidráulicos em paralelos, e a parede nem tá lá do módulo porque não tá no posto dele. Então, explodir isso, né, se tu pegar, assim, aquele cronograma e tu explodir, tu vai pensar mais nas predecessores, fazer tudo ao mesmo tempo, em sublinhas que abastecem a grande linha, é anos luz na frente do convite de produtividade.
E outra, e já é conceito a frente do BIM. O BIM, ele vira, pra ele, vira.
Ferramenta... Ah, uma das ferramentas que a.
Gente... Importantíssimas, mas ferramenta. É assim, não é algo que para a condição convencional, o BIM, ele é difícil. Eu acho que o legal que você traz, na condição convencional, eu acho que tem essa atração paralela aqui de coisas positivas do teu processo. Num processo comum que ele está trazendo, primeiro, na condição convencional não tem simultaneidade. Não consegue fazer. Na dele, consegue. Outro ponto, é a visualização de onde está o desperdício. O que ele comentava? Se eu errei na fundação, eu erro na parede, eu erro na hidráulica, eu erro na elétrica, eu erro na pintura, eu erro na camada. Você começa a transportar aquele erro e ele se torna desperdício. No caso dele, não. Ele consegue enxergar onde está o desperdício, ele consegue enxergar onde está o problema da visualização do processo. E acho que tudo assim, a grande chave disso tudo, Paulo, é mais simples do que parece. No final do dia, são processos.
São processos, mas eu acho que é importante também comentar que de tudo, nada adiantaria se a gente estivesse falando de industrialização, de Lean Constrante, Lean Manufacturing, se a gente não tivesse preços competitivos, porque o mercado já precificou os valores das obras. Então, antigamente, lá na própria Brasil Cuba, a gente tinha processos que inviabilizavam algumas obras do ponto de vista de custo, porque a cultura do Lean Manufacturing estava implantada. Então, eu acho que o melhor momento da empresa, da Brasil Ocupo, por exemplo, que a gente tá vivendo, eu nunca estive tão convicto, quando a gente foi fazer um benchmark na indústria automobilística pesada e a gente trouxe um profissional...
Eu ia trazer esse exemplo agora.
...Profissional da linha de fabricação de ônibus. Não é possível tu visitar uma Buscara, uma Marco Polo, como a gente fez esse benchmark, e tu, depois de um lead time de 15 dias, sair 18 ônibus por dia lá. Então, ali a gente começou a enxergar, cara, ao invés de ir fazer um benchmark na função civil, vamos pegar aquilo que é uma indústria que já vem há século e vamos tentar transportar isso pra dentro de uma fábrica, então foi isso que a gente fez.
Já maturou o processo, né?
Exato, já tá pronto. E aqueles processos já estão prontos, né? Quando pega ali o Japão pós-guerra arrasado, e aí precisando se reinventar nessa escassez, é importante, porque às vezes na crise tem espaço pra oportunidade, e o Japão observou muito bem isso, precisando se reinventar, surge lá o sistema Toyota de produção, e os caras começam a performar muito, que melhora o Fordismo. Então sai dos Estados Unidos, vai pro Japão, e aí na década de 90, O MIT faz um estudo a título, o governo norte-americano, cara, vai lá e faz pesquisas pra ver onde que as melhores indústrias estão se performando. Fizeram uma viagem no Japão e aí eles entendem, cara, tá um movimento lá do toyotismo gigantesco, os caras vão nos ultrapassar e vão nos engolir. Eles voltam na década de 90 e aí o MIT coloca o nome de Lean Construction, Lean Manufacture, na verdade, naquele momento. O Lean Manufacto é o mesmo sistema Toyota de produção lá atrás. E aí isso se povieriza, e aí hoje a gente não tem como conceber uma indústria hoje sem pensar no conceito de industrialização por meio do Lean Manufacto, do Lean Construção.
Posso só... Só pra gente pegar esse...
Finge que o podcast é seu.
A minha última pergunta, tá? Depois é com vocês aqui. Ricardo, eu tenho um ponto que eu gostaria de tocar com você, até acompanhando um pouco do seu trabalho. Eu queria que você falasse um pouco desse, quando a gente fala desse processo de ponta a ponta da fábrica até essa obra pronta, com toda essa eficiência que você tem, muita propriedade. Eu queria que você falasse um pouquinho dessa parte logística, que isso pode inviabilizar um projeto, se é questão econômica, enfim, desafios...
Exatamente, a gente tem aí, quando tu tens fábricas que tu precisa transportar elas em carretas depois de instalar, tu tens aí a questão dos fretes que podem, às vezes, inviabilizar o negócio. Entretanto, para um raio de mil quilômetros, por exemplo, a gente não enxerga isso como uma grande dificuldade. Então, o que a Brasil Cubo tá fazendo, por exemplo, agora, a gente tá com o processo pronto, tá ali com o layout pronto de uma fábrica, tem ali verticalizado 100% das etapas. Então, a gente não subcontrata nenhum profissional para trabalhar lá dentro. Então, é 100% mão de obra da Brasil ao Cubo. E com a cultura do lean manufacture, de fato, com isso empacotado, você consegue ter uma replicabilidade de fábricas regionais para outros estados. E é isso que a gente está enxergando. Primeiro, quase que um piloto de uma fábrica, que, a partir daqueles processos, você consiga estar mais próximo, por exemplo, uma fábrica do Nordeste, que inviabilizaria construir no Sul e transportar. Mas como o processo está tão padronizado, tem um processo de operação padrão para tudo, para todas as etapas, tu empacota isso e simplesmente instala uma nova fábrica e fica conectado com grandes centros. Mas o mais claro disso tudo, e aí a gente precisa pontuar novamente gente, isso precisa estar muito claro. A inovação, ela não está no produto em si. Então, fazer um módulo em si, e aí talvez fique como uma dica pessoal, fazer um módulo em si é muito simples, é estrutura metálica, ou de concreto, ou de madeira, algumas placas, você faz ali. O foco tem que estar no modelo de negócio que está por trás do produto. E principalmente tu pegar o Business Model Canvas lá, se tu pegar quem é Startuper aí vai lembrar, mas se tu pegar naquelas estruturas que tem lá no Business Model Canvas, foi o Alexander Osterwalder que fez, ele conseguiu compilar numa folha exatamente o que é o negócio das pessoas. Existem ali proposta de valor, os canais de distribuição, como é que tu se conecta com o cliente e tem um lá embaixo que é, estrutura de custos. Então, para cada um daqueles quadradinhos há espaço para a inovação. E, para mim, a inovação se abre a partir do momento em que você foca diariamente nessa estrutura de custo do seu produto. Porque, a partir do momento em que você faz isso, o mercado se abre para realmente poder trabalhar em todo o mercado. E não somente como a Brasil é o Cubo trabalhava antes, somente em hospitais ou somente em grandes indústrias, que eram mercados que pagavam pelo custo do metro quadrado. E, fazendo isso, a gente começou a enxergar na Brasil é o Cubo Algo realmente fantástico que, a partir do momento dessa implantação de três anos que estamos fazendo, a gente tem preços competitivos para explorar mercados que antes a gente nem imaginava que conseguiria. E aí a gente está falando de desenvolver o primeiro projeto para a Minha Casa Minha Vida, faixa 3, que a gente vai fazer um lançamento imobiliário de 338 apartamentos para atender especificamente esse déficit habitacional que existe no Brasil, por meio da industrialização de verdade, com postos de trabalho, enfim. Então, é importante olhar para a estrutura de custos antes de olhar, por exemplo, o desenvolvimento de produto. Porque o modelo de negócio que está por trás do produto é o que vai viabilizar a sua empresa.
Rafa, com você. Não, a gente já tem que começar já um movimento, que a gente está sequencialmente. tem que começar um movimento já de quase chegar nos finais, ele trouxe um dado que a gente precisa trazer sempre um pouco mais, ele trouxe um dado de espaço político, porque assim, a gente viveu um momento, num primeiro momento que é, falando dos Estados Unidos, os Estados Unidos teve dois momentos importantes do século XX. Em 1929, a quebra da bolsa, Ali é o primeiro colapso do sistema de capital, para quem não entende. Depois, em 1978, teve um outro processo, e esse processo culmina ali no começo do fim da Guerra Fria, e aí isso se junta com a indústria em si, porque a história da política e dos processos econômicos se mistura com a história da indústria, porque a indústria sempre se desenvolve nesses processos que ele colocou, por exemplo, Fordismo, o toyotismo, não é só questão de fabricar carro, esses caras estavam envolvidos na fabricação de tanques de guerra, de estratégias, a engenharia de base, a indústria, esses conceitos que nascem, todas essas situações que nós temos são oriundas de processos de épocas de guerra. Eu só quero chamar a atenção a isso pra gente olhar pro momento que nós estamos. Nós estamos vivendo a história do que pode ser o próximo passo da indústria. E daí eu quero chamar a atenção para a gente, e que estamos vivendo isso. E eu, como um cara da parte das ciências sociais também, que é antropologia, filosofia, sociologia, de contar a história, a gente só conta a história depois que ela acontece. Não acho que o cara fundou o Fordismo. Era o Ford fazendo alguma coisa que depois, de certo tempo, alguém deu o nome de Fordismo. Era a Toyota fazendo alguma coisa, melhorando o processo, que depois alguém deu o nome de toyotismo. Eu vou fazer até uma alusão, uma brincadeira. Jesus Cristo não era cristão, foi chamar de cristão a partir do século terceiro, os loucos, aqueles que seguiam. Então, em que momento nós estamos? Quem é o tigre asiático? Quem é o Japão de hoje? Por quê? O Japão, ele era a China dessa época que ele fala. quando há um processo em que Estados Unidos está num processo interessante e ele começa a ter um declínio daquilo que era que todo mundo ocupava o Fordismo e aquele sistema e aí o Japão vem e é muito legal que ele traz porque assim o Japão chega implementa isso e você sabe até quando o Japão foi líder na indústria automobilística? Até recentemente, 3 anos atrás. 2022, 21, 22. Se depois os meninos colocaram um recorte nesse... Eu que gostaria de colocar esse recorte. Lembrando que estamos sem Google, né? A gente não é da geração da IA, né? A gente faz as coisas aqui, né? A gente que é da pesquisa. Então, assim, depois trazer um recorte disso que ele disse, porque é muito rico. Esse bate-papo não é só sobre construção. É sobre construção dos indivíduos que estão conosco. É criação de cultura. Quando a gente traz uma metodologia que precisa estar implementada, a gente não traz. E o Constra e Cast não é só a tecnicidade, porque isso não seria comum com os outros. Mas quando a gente traz pessoas com riqueza igual ele traz. Quando ele fala Japão, a galera deve estar assim... O cara trouxe o Japão aqui, pô, é muito rico, galera. Aí eu vou destacar onde tá o Fordismo, que ele disse, onde tá o Toyotismo e onde agora a indústria da China se torna a maior no mundo. Ela é o Japão que a gente tá vivendo agora, que vai virar ali na frente talvez uma análise, porque ela pega tudo isso que ele fez, Imagina tudo isso que ele comentou quando a gente olha pra China e a gente fala que a China tá 20 anos à frente do mundo. Eu tô indo pra China agora, inclusive. É porque isso que ele tá dizendo é a mais pura verdade que a China chegou e montou um prédio em 10 dias.
Sensacional. A gente tem uma possibilidade do Brasil, porque o Brasil tem as dificuldades de se empreender aqui, mas é um país de muitas oportunidades. Principalmente quando tu olha pro mercado que 0,0% é o market share da industrialização. na construção civil. É um mercado de 150 bi e a gente está industrializando nada. Imagina o tamanho de crescimento que a gente pode ter em relação a isso. O que a Brasil Cupo está fazendo, e é o foco total, e aí eu vou falar que o empreendedor, de fato, ele não cria uma empresa, ele cria o time e o time cria a empresa. E não é só eu, a gente tem pessoas muito melhores do que eu e vários quesitos lá, mas talvez eu tenha ali uma oportunidade de organizar esse time. Talvez eu tenha essa expertise. Mas o que a gente está fazendo e o foco total é transformar na construção civil desse processo de três anos de implantação do Lean é, cara, nascer um embrião, de fato, o embrião de processos tão bem estabelecidos que lá na frente tu tem ali um layout de fábrica tão tecnicamente evoluído pra ser o embrião da indústria 4.0 pra construção civil lá na frente. Aí tão falando de robótica, de robô... Então... O que a gente está fazendo é, primeiro vamos testar ali pequeno, esse MVP, a nossa paga praticamente é isso. Embora já está entregando os produtos já, faz 15 anos que a gente empreende, embora seja isso, com a implantação do linho, o que eu observo é que está sendo o embrião de uma nova indústria. essa indústria do futuro, daqui 4, 5 anos eu tenho certeza que nós lá da BrasilCuba a gente vai ter uma indústria 4.0 fabricando obras dentro de uma fábrica, olhando para a manufatura e a transformação dela. Então esse embrião é muito empolgante e eu tenho certeza que a gente está no caminho certo.
Posso te falar outra coisa? Eu discordo, eu acho que você vai estar na indústria 5.0, que é o que já se fala aqui, porque a velocidade das gerações É muito rápida. E a forma como vocês tratam a inovação e como vocês tratam um negócio de uma maneira muito profissionalizada, muito eficiente, muito correta do ponto de vista dos processos, eu acho que a hora que você se deparar, você vai falar assim, pô, aquela fagulha minha ali atrás, eu já vou dar mais um passo.
Eu falo de robótica.
A questão da robótica já estamos... Mas a Golson Simão tem.
Não, não tem aqui.
Você está muito à frente de muita coisa.
Então, na Brasil, sem prepotência também, né, gente? Também não me leve a mal. Estou falando que, assim, a gente tem condições ali de ser um embrião de uma nova indústria que pode surgir, que é a manufatura, transformar o Lincoln's Truncheon, que era só o Lincoln's Truncheon, na verdade, transformar a construção em manufaturas dentro de uma fábrica, que tu pode trazer valor agregado a cada um dos processos e, no final do dia, se transformar numa obra. Eu tenho certeza que a gente está no caminho para que o Brasil consiga chegar nesse ponto.
Precisamos dar um nome para um profissional que vai trabalhar nisso aí e criar um curso para a gente dar visibilidade, porque a gente quer mais que a Brasil Alcubre tenha em muitos locais. Eu quero te receber daqui a algum tempo. Se você me falar assim, Rafa, estou com escassez de gente para trabalhar lá, porque eu estou com muita coisa que eu não estou dando conta. É o que a gente quer ouvir da indústria brasileira. Eu acho que a gente precisa trocar a engrenagem. Aqui a gente tem que começar a terminar, porque já já tem outro. aqui com a gente. Só que o papo é muito bom contigo. E daí depois eu queria...
É sempre inspirador falar com o Ricardo.
E daí depois eu vou te chamar aqui pra você.
A gente fala em off daqui a pouco.
Não, é isso aí.
Mas é uma coisa também que eu preciso pontuar, cara. Eu lembro que quando eu comecei esse processo de empreendedorismo, comichão dentro da barriga, que algumas pessoas nascem, que ficam na madrugada ali somando, dividindo, parcelando na cabeça as coisas e não dormem, isso é pra algumas pessoas e Deus, Ele entrega o dom pra algumas pessoas, e o dom nunca é pra si. Por exemplo, o cara toca música, toca violão, não é pra ele, é pros outros. Então assim, eu sinto Eu sinto que eu recebi realmente um talento para ter um pouco mais de visão do ponto de vista disso, e eu acho que, sem prepotência na fala, é porque eu estudei muito e provavelmente eu tenho essa parte técnica, e eu preciso gerar este valor realmente para a sociedade brasileira, e isso realmente é empolgante. Porque quando a gente inicia, lá atrás, e eu lembro do relato era, cara, a indústria americana é cinco vezes mais produtiva do que a indústria brasileira. E aí eu não entendia muito bem o que era aquilo lá quase 20 anos atrás. E por que que eles são cinco vezes mais produtivos que nós? Não é que eles são super-homem ou robocop. É que eles têm processos tecnológicos no meio disso tudo que tornam a produtividade maior. E a geração de riqueza por um país, ela acontece a partir do momento que tu, com menos mão de obra, tu produz mais. Não adianta botar muita mão de obra e produzir a mesma coisa. Isso não tem uma geração de riqueza. E o que performa isso é a tecnologia implementada. E a gente tem o desejo de industrializar novamente o Brasil. Teve um processo de desindustrialização muito grande, a gente precisa acreditar no país, nas indústrias do país novamente, e eu acho que a gente tem grande potencial pra virar esse jogo aí.
Que fechamento, hein?
A gente tá caminhando pro final, eu vou pedir uma outra coisa pra ele que ele vai gostar, mas pra ele ir pro finalmente. A gente tá nessa virada de chave, a gente tá fora de um processo de industrialização, pelo contrário. E o que eu queria pedir de novo às autoridades políticas do nosso país? A gente precisa, na questão da forma histórica do nosso sistema econômico, daí vocês sabem o que eu tô dizendo, a gente precisa fazer o transporte do capital Capital financeiro para o capital industrial. Se a gente analisa as potências do mundo, as 10 maiores aqui, de novo, pode fazer o recorte aqui, pedir para o Matheus. Matheus, coloca aqui o cardzinho para mostrar porque aqui não há falácias e opiniões. Aqui nessa conversa há conceitos e dados e fatos. Tudo que ele trouxe aqui a gente consegue enriquecer esse episódio. Então o que acontece? A gente está no processo de industrialização há muito tempo. O Brasil, se você pega os grandes saltos do Brasil, são processos de industrialização. A gente precisa olhar com mais carinho para a nossa indústria, porque a indústria ela é um ecossistema. Ele estava comentando de valor, o lean ele ocupa acho que 0 ou nem 1% de um mercado gigantesco, de um mercado sabe de quanto? O mercado, se você pega indústria mais construção civil, são 30% do PIB brasileiro. Toda a produção interna bruta do Brasil, 30% é a somatória do mercado de construção mais a indústria. Esse dado eu também vou trazer aqui, pra ficar no card e com a fonte, inclusive. Então isso é sensacional. Então, Ricardo, foi um prazer gigantesco conhecer você. Não esqueça, nós temos uma conversa na Fatech pra gente inspirar pessoas lá. Nosso intuito é inspirar a galera nova a ter esse propósito. E outra, quem chegou até o final desse episódio agora, vamos colocar lá. Toyota igual a Lean. Lean é L-E-A-N. Então escreve no comentário.
Toyotismo.
Toyotismo igual... Lean Manufact. Lean Manufact.
E vai ganhar um convite meu pra ir nessa visita com o Ricardo lá na Fatech.
É isso aí, a gente vai sortear lá via VIA.
Vai ser importante a gente estar na Fatech, porque a gente sempre acreditou que a academia tem que ser o laboratório das indústrias. E essa conexão vai ser fundamental para a gente investir um pouco mais em ciência e desenvolvimento. Então vai ser bem bacana a gente trocar.
Show de bola.
Ricardo, posso passar as outras?
Não, não. Você falou que hoje eu te troco.
Ah, é com você, tá.
Então deixa com o Rafa.
Você quer deixar esses dois aqui?
Não, vamos agora. Agora eu vou passar para ele. Ricardo, queria que você falasse agora abertamente, comercialmente, sobre o Brasil ao Cubo. Deixasse um recado de nós termos um minuto no máximo ali. Para quem você gostaria de chegar hoje, onde você quer chegar, pensa aí comercialmente, quem que é o seu target? E quem você quer chegar, deixa esse recado e deixa um recado de como que encontra hoje, quem que está nos vendo. Eu quero uma casa Brasil Alcubo, como eu faço, em que canal que eu vou, o espaço é teu, você tem 60 segundos para se expressar.
Vou tentar ser rápido aqui. Bom, a Brasil Cuba, ela construiu de uma maneira personalizada ao longo de toda a sua história. Em 2023, a gente faz uma virada de chave fundamental e aí teve um pouco de coragem, né? A gente já investia, já tinha grandes obras, grandes clientes sendo entregues, obras personalizadas. A gente dá um passo pra trás, começa a dizer não pro mercado pra começar a desenvolver produtos. Porque indústria, no final do dia, é produto. E aí a gente desenvolveu os lofts, que tu consegue fazer grandes hotéis, enfim, empilhar até quatro andares. A casa Dexco, que a gente está chamando de casa DX. A gente está fazendo agora um projeto muito bacana, e é que a gente vai enxergar o maior potencial, que é apartamentos para o Minha Casa Minha Vida. Então, ano que vem a gente já faz a primeira incorporação da Brasil ao Cubo. Isso vai ser fundamental para entregar e suprir o déficit de habitação, cerca de 6 milhões de habitações no Brasil por ano. Não adianta fazer 1 milhão e 200 ano passado, porque este ano continua os mesmos 6 milhões. Quando pega grandes construtoras entregando 40 mil, 30 mil, 20 mil unidades por ano, a gente chega a um grande potencial da Brasil ao Cubo, pegar uma fatia disso também em âmbito nacional, porque é legal que tu fabrica e transporta, então tu não fica bitolado regionalmente, a tua indústria pode ser âmbito nacional, o teu tamanho de mercado aumenta. Então hoje a gente está focado nisso. E aí tem as redes sociais da Brasil ao Cubo, LinkedIn, eu estou sempre lá, Vamos lá comentando também.
Vamos colocar aqui na descrição dos vídeos.
É, vamos colocar aqui. Vou colocar um card mesmo, que é um link aqui agora, para a galera entrar nas redes sociais, depois você passa para a gente. Perfeito. Porque não só dá voz, mas também colocar. Paulo, você tem alguma consideração? Que quem encerra sou eu.
Quem encerra você? Na verdade, eu queria fazer só uma última pergunta só para o Ricardo antes da gente encerrar, tá? Bem rápido. O que você espera para o Brasil no futuro?
Eu acho que isso é muito condizente com o meu sonho, de fato, de enxergar um país próspero, um país que a gente sinta orgulho. Hoje eu acho que virou moda falar mal do país e isso é uma coisa que agride demais. A gente tem que parar de ficar falando mal do país e olhar as oportunidades que tem aqui. Esse país aqui é o país de Machado de Assis, é o país de Ayrton Senna, de Osiris.
Belé.
De Pelé, cara. A gente tem que voltar a sentir orgulho da nossa nação, mas eu tenho certeza que iniciativas como essa feira, por exemplo, que tá ocorrendo aqui, ou a industrialização da construção civil, ela vai ser fundamental pra gente voltar a ter esse senso de brasilidade, de fato, né? Voltar à tona isso e a gente voltar a empurrar esse país pra frente, porque no final do dia é empreender e empurrar o país pra frente, não tem espada, é só a empreendedorização que vai fazer a gente virar o jogo.
Show de bola. Paulo, suas considerações finais? Quer agradecer o pessoal?
Na verdade, eu estou muito honrado em ter o Ricardo aqui. Veio de tão longe para fazer essa participação, para gerar conteúdo de valor para a cadeia da construção e eu falo com muita propriedade que raramente vocês vão ter a oportunidade de encontrar um conteúdo como este de forma gratuita. Então, a gente está... realmente gerando valor para o mercado e esse é o propósito do ConstriCast, dar voz a toda a cadeia da construção. Então aqui a gente está olhando para o investidor, construtor, engenheiro, arquiteto e principalmente um recado que eu deixo aqui, olhem para aquelas pessoas que estão ali no dia a dia operando, aplicando produtos, porque são eles que vão dar o recado de volta para a gente conseguir fazer melhorias dentro da indústria e, consequentemente, a gente conseguir ter produtos mais eficientes e construções mais agradáveis para a gente trazer nossas moradias, que é o que o Ricardo está fazendo de forma tão eficiente na industrialização da construção civil.
Bom, obrigado Paulo pela mediação, gratidão meu querido por conhecê-lo e por trazer tanto conhecimento, trazer sua história e inspirar tantas pessoas aqui conosco, tirar um pouco do seu tempo para estar conosco. A todos vocês, agradeço o tempo conosco, não se esqueçam, Toyotismo é igual a?
Lei Manufacturing.
Coloquem nos comentários, ConstrueCast é a voz da construção, seguimos juntos e eu não sou o Paulo, out!
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