Lean na Construção Civil | Podcast de Engenharia | Arquitetura | Construção | ConstrueCast

YouTube podcast episode (Portuguese) about applying Lean Construction to reforms and building projects. Guest André Luiz (engineer, PUC‑Rio 2015) recounts his path from construction sites to founding a renovation company and later coordinating a large triplex project. He explains Lean principles (value for the client, waste reduction, people-centered), differences and complementarities with BIM, the importance of management, routines/daily control, visual management, client communication/documentation (use of WhatsApp, reports, approvals), kitization of materials (pre‑sorting bathrooms/lighting), and how Lean increases resilience to change. Practical takeaways: start small, set daily goals, invest in people and routines, and involve clients with simple visual controls. Guest announces a free online class on Feb 1 about daily goals and a tool used on the triplex.
Chapters
Costa e caixa, arquitetura, engenharia e construção.
Está no ar mais um episódio do Constra e Cash. E hoje para falar sobre um tema que eu reputo muito importante, que é Lean na construção. Para falar sobre o assunto, eu recebo um convidado de peso, como vários outros que vêm aqui. Nós somos reconhecidos pela qualidade dos conteúdos aqui apresentados. E vamos falar especificamente só de reforma? Não. A gente vai falar de Lean, na verdade, que aplicado de uma forma, eu diria, muito mais abrangente. Vamos falar de gestão, porque se você tem dados para você tomar melhores decisões, você precisa que essas informações sejam alimentadas por pessoas. Então, para falar sobre o assunto, eu recebo André Luiz. André Luiz, seja bem-vindo ao nosso podcast. É um prazer receber você aqui.
É um prazer estar aqui com certeza, principalmente falando sobre Lean, que é um assunto que depois que eu conheci realmente há uns 3, 4 anos atrás, eu me envolvi de uma forma que eu acredito que é uma filosofia que vai mudar a forma como a gente trata a construção civil e os problemas das obras, né? Então acho isso muito importante.
E antes de falar de Linho, eu queria perguntar um pouquinho sobre você, né? O que que... Fala um pouquinho da sua trajetória aí. Como que você se enveredou para o mercado de construção, arquitetura, engenharia, enfim, e sobretudo reforma, né?
Pois é, eu quando estava no ensino médio, eu queria fazer arquitetura. Mas aí meu pai falou assim, ah, faz engenharia, faz engenharia. Eu falei, tá bom, vou fazer engenharia. Eu acabei fazendo engenharia e me apaixonei. E aí eu me formei pela PUC-Rio em 2015. E eu estagiei na Aldebrecht durante dois anos. Eu fiz um prédio de oito andares com dois subsolos, num condomínio de alto padrão. Então, foi a minha primeira experiência clara, com construção civil, construção um pouco mais pesada.
Você começou bem, hein?
Comecei bem. Realmente, a Aldebrecht foi uma escola muito diferenciada, realmente. E eu trabalhava com um tablet na mão, por exemplo, olhando projeto.
Isso há quantos anos atrás?
Isso foi em 2014, né? Então tem um tempinho aí. Foi muito bacana porque eu consegui ganhar um espaço na obra que eu simplesmente era responsável pelo autor inteira. Eu fazia todos os tipos de acompanhamento. E assim, quando eu me formei em 2015, e eu estava já praticamente entregando chave para os clientes, eu saí e fui morar no Canadá. E eu morei um ano e meio no Canadá fazendo um curso técnico de construção civil. E aí eu comecei a entender um pouco mais sobre obras mais limpas, obras mais rápidas, processos menos desnecessários. E eu falei, caramba cara, como é que eles conseguem fazer uma obra tão rápida assim, tão limpa, tão organizada? E aí surgiu a oportunidade de eu voltar para o Brasil em 2017, abrindo minha própria empresa com dois sócios, que na época se formaram também comigo na PUC. E aí eu entrei no ramo de reformas. E foi um momento muito bacana, mas muito desafiador. Porque, no começo, eu fazia banheirinhos, fazia cozinha. E aí, de repente, seis ou um ano depois, eu estava fazendo apartamentos completos de 300m², com automação, piso de mármore maravilhoso. E você crescendo a sua empresa, né? E assim, a minha maior dificuldade naquela época é que eu não tinha ninguém a me reportar, a tirar uma dúvida. E aí eu recorri ao MBA. Então eu comecei fazendo o MBA de Gestão Empresarial e Estratégia Competitiva, que envolvia a Lean Construction na época, Lean na Construção. E aí eu realmente falei, caramba, existe um mundo diferente aqui que a gente não está sendo apresentado para ele. E aí, bem na época da pandemia, Eu tinha acabado de fazer esse curso e aí eu criei um plano de ação com mais de 40 itens, assim, cheio de coisa pra fazer. Falei, caramba, coisas de melhorias, né? Mas, beleza, o que eu posso fazer pra dar o primeiro passo? Porque às vezes a gente se pega numa situação onde tem um monte de coisa pra fazer e a gente acaba não fazendo nada. Então, eu consegui, por ordem de prioridade, por ordem de custo, por ordem de impacto, eu fui selecionando e fui fazendo pouco a pouco.
Quais eram as prioridades, né?
Exatamente, exatamente. Porque é difícil, às vezes, você tomar essa decisão. E aí, assim, um ano depois, a minha empresa tinha duplicado o faturamento anual. Só por eu ter colocado no papel, por eu ter organizado as ideias. E aí, assim, em 2021, a minha esposa recebeu uma proposta muito difícil de recusar, onde ela dobrava o salário dela e ela subia de cargo pra vir morar em São Paulo. E eu falei, pô, vambora, vambora, vamo nessa, porque, assim, eu acho que eu cumpri um papel muito legal na empresa, E eu tava disposto a me botar no mercado, seja abrindo uma empresa, seja numa outra empresa terceirizada. E foi o que aconteceu. Eu coloquei meu currículo no mercado e um mês depois eu tava contratado numa empresa pra fazer um triplex. Que, na verdade, era um duplex de pé direito duplo. Onde eu fiz um mezanino metálico de 140 metros quadrados no meio do apartamento do 32º andar. No meio de São Paulo. Olha que engraçante.
A metálica presente aqui.
A metálica presente.
Sabe uma coisa, um ponto que me chama a atenção nesse nosso bate-papo inicial? Eu sempre falo que aquilo que você não conhece, você não deseja. Então, você teve a sua primeira experiência numa empresa, né? Que sempre foi, assim, exemplo na questão de limpeza, na questão de segurança. Quando eu visitava naquela época, ali, meados de 2011, 2009, e eu entrava numa obra e tal, eu falava, cara, olha que obra limpa, olha que incrível e tal. Beleza, depois eu fui aí conhecendo mais construções industrializadas, no caso da metálica e tudo mais, própria madeira, eu comecei a ficar impactado. com uma obra que era muito mais limpa, né? Uma obra mais... um canteiro mais organizado, enfim. Então, a sua experiência foi muito boa, você nitidamente é um cara inquieto.
Sim.
É, aquilo que já tá bom pode ser melhorado.
Perfeito!
Então, acho que esse bate-papo vai ser muito bacana, porque eu vivi um pouco aí da sua experiência, então eu estou entendendo exatamente onde que a gente vai chegar com esse conteúdo.
Legal!
Já queria aproveitar e agradecer o apoio da produtora de vídeo Infinity Plus. A Infinity Plus é especializada em conteúdos para o mercado de, enfim, indústria, construção, arquitetura e engenharia. Então, a empresa tem bastante conhecimento aí para somar nesse setor. André, e para iniciar nosso bate-papo, eu queria te perguntar o que é Lean Construction e como ele se aplica especificamente em projetos de reforma.
Perfeito. Bom, o Lean Construction nada mais é do que uma filosofia onde através de conceitos e ferramentas a gente consegue maximizar o nosso valor tendendo ao cliente. Ou seja, a gente tem o cliente no centro de tudo. E a gente quer reduzir recursos, reduzir custos. E quando eu falo reduzir recursos, não é só matéria, não é só material. É a gente reduzir a quantidade de pessoas para fazer aquele serviço. Será que eu preciso daquela quantidade de pessoas exatamente? Como é que eu posso, com menos recursos, ainda assim otimizar o meu tempo? Ainda assim entregar um produto de qualidade? Então o Lean prega exatamente todos esses pilares de a gente fazer melhor com menos. Porque a gente tem muito desperdício na construção civil, seja de material, seja de mão de obra. Quantas vezes você vai numa obra, às vezes você vê gente ociosa, andando no canteiro, fazendo movimentações desnecessárias. Ah, eu botei um material aqui, tenho que tirar para botar aqui, porque agora vai fazer um serviço aqui. Ah, agora tenho que tirar aqui. Então falta de planejamento. Isso tudo gera desperdício. E a partir do momento que a gente trabalha isso, a gente consegue ter uma obra melhor. Uma obra num custo melhor, num prazo melhor. E nada mais justo, se a gente tá falando que o cliente é o centro de tudo, o lean se encaixa perfeitamente na reforma. Porque a gente lida direto com o cliente, né?
Tá. E aí, nesse contexto todo que você trouxe, pra mim é tudo bem. Na prática, tudo é lindo.
Sim.
Agora, o software, né? Tudo bem essa questão de planejar e tudo mais. Ele não pensa, ele precisa de pessoas, ele precisa de um maestro ali pra...
Exato.
Ó, isso aqui vai aqui, isso aqui vai ali, enfim... Ele precisa de alguém ali para dar o direcionamento para aquele time. Nesse sentido, qual a importância de ter uma boa gestão para que você tenha dados suficientes para melhor tomada de decisões?
E assim, é muito interessante você falar isso porque o lean a gente prega que são sobre pessoas. Você dificilmente vai ver uma pessoa que adere ao Lean, que gosta do Lean, pregando uma ferramenta específica pra fazer alguma coisa. A gente gosta de entender o conceito. E a partir do momento que a gente entende o conceito e a gente... ver que o Lean é sobre pessoas, a gente investe nas pessoas, então a gente capacita as pessoas. Então, a partir do momento que você tem um gestor que engaja a sua equipe, que dá metas claras para a sua equipe, que consegue planejar a obra a longo prazo, mas também traz para curto e médio prazo, dessa forma você consegue ter uma resposta mais rápida para os erros que acontecem na obra. Então, é muito importante você ter um gestor que pensa na sua equipe, porque é a sua equipe que vai estar, de fato, tocando a obra, que vai estar executando os serviços que você quer que faça pra chegar num final e entregar na melhor forma possível. Então, esse é o principal, assim.
E a palavra lean, ela assusta um pouco, né? Enfim, eu tô na rua, às vezes a gente tá conversando, eu penso, pô, mas eu não sei, o que que é isso? Trazer um exemplo do Bean, mas o que que é o Bean? Então, assim, eu queria que você falasse um pouquinho aí com as suas palavras, porque eu entendo que o Linz, na verdade, é uma filosofia, uma forma de você tocar um projeto, não é um... um software que você tem ali, está tudo aqui, vai e alimenta aqui... Isso aqui é um Lean. Isso aqui é uma ferramenta Bean. O que é o Bean e o que é o Lean? Só para deixar claro aqui já no nosso bate-papo inicial.
Bom, legal! A palavra Lean, em inglês, significa enxuta. Então, por si só, uma construção enxuta significa eu enxugar o máximo de desperdício e processos desnecessários que a gente tem na construção. O BIM já é uma forma de você planejar, uma forma de você fazer orçamentos, onde você, através de um modelo, você tem a visibilidade melhor de uma construção. Então, por exemplo, eu trabalho também com o BIM 4D, que é uma forma de você colocar o seu cronograma de obra no modelo 3D. E a partir desse momento que você linka o seu cronograma com uma modelagem, você consegue ver o andamento da obra, se está fazendo sentido, se você vai ter algum tipo de problema, às vezes na logística do canteiro. Então assim, o BIM vem com uma forma de antecipar problemas, principalmente visuais. Você consegue ali enxergar mesmo o que está acontecendo, mas você necessariamente precisa de alguns softwares, que não é só um específico, precisa de algumas ferramentas específicas para você executar aquele tipo de projeto. No Lean a gente já prega um pouco diferente, porque a gente entende que a partir do momento que você tem o conhecimento, você consegue tocar qualquer tipo de obra, seja ela uma reforma, seja ela uma obra predial, Hoje em dia eu trabalho no CTE, onde eu capacito pessoas de construtoras, junto com a equipe, obviamente. a implementar o Linn na obra. E a gente tá falando de obras prediais. E eu vejo uma diferença enorme na mudança comportamental das pessoas, que é isso que o Linn traz.
E aí vem mais... eu vou assim, eu sei que se eu pegar pesado com você, pode falar, tá? Porque é um tema que eu gosto, que me interessa justamente porque eu vivo muito nos canteiros de obras. Eu sei exatamente como funciona, às vezes, a gestão. Eu sei da dificuldade que é, no mercado de construção civil, quando chega alguma liderança mais nova, que ele quer trazer tecnologia, que ele quer trazer, muitas vezes, um olhar diferente para aqueles colaboradores, para aqueles funcionários. E como funciona? Qual é o maior desafio? Hoje, para implantar o lean aí numa construtora, por exemplo, em qualquer ramo, porque não é só na construção.
Exato, exato. Eu acho que a maior dificuldade é a gente quebrar alguns paradigmas. Por exemplo, tem muita gente que fala a obra é suja, a obra atrasa, a obra tem problema. Realmente, mas a partir do momento que a gente procura uma melhora, a gente consegue ter um ambiente melhor. Mas assim, as pessoas têm essa cabeça já e esse paradigma só pode ser quebrado através de rotinas e disciplina. Então, a partir do momento que você diariamente trabalha em cima daquele colaborador, trabalha em cima daquela equipe, você mostra o propósito, você traz ela junto de você, você não simplesmente entuba uma coisa nova, um controle novo, você realmente para e explica para que aquilo vai ajudar, qual o propósito disso. Mas assim, obviamente é muito importante a gente ter o apoio da diretoria, se a gente está falando principalmente de uma construção, a gente tem que ter o apoio geral de cima. Mas quem vai fazer acontecer realmente, às vezes, é no campo. E o interessante do Lean também é que o Lean não é só o campo, tá? O Lean é também o escritório.
O Lean também é suprimentos.
Todo mundo estando engajado, o Lean funciona. Se as pessoas não estão engajadas, o Lean enfraquece. Só que o Lean, eu gosto de dizer que ele gosta de contaminar as pessoas. Pode demorar. Cada pessoa tem uma personalidade diferente. Tem pessoas que são mais reativas a alguma novidade. Tem outras pessoas que veem o potencial naquela melhora. Mas o Lean mostra resultados. E aí, a partir do resultado, e obviamente da constância de você estar sempre fazendo isso, porque não é uma pílula mágica, Você começa a convencer as pessoas a fazerem também.
É, essa palavra que você falou agora de disciplina, de rotina, muitas pessoas entendem rotina como uma coisa... Ah, pô, não gosto de rotina, mas assim, nesse sentido, não é aquela coisa chata.
Sim.
Não é que você vai estar fazendo a mesma coisa todos os dias. É importante ressaltar isso. Na verdade, rotina e disciplina, na verdade, no sentido de melhorias, né? de processos e tudo mais.
Inclusive até pra fazer um gancho nessa questão como rotina não é uma coisa que vem pra travar o sistema, é interessante, principalmente assim na reforma, o que eu reparei é que a partir do momento que você tem uma rotina no começo de Você passar metas diárias, de você realmente envolver a sua equipe, você começa a ter uma equipe mais autônoma. Você começa a ter uma equipe que começa a andar mais sozinho. E aí você começa a ficar com menos tempo. problemas, menos tempo, mais tempo pra você exercer outras funções necessárias.
E olha que legal que é o desafio, na verdade, de todo líder, na verdade, de toda liderança, é você construir um time autogerenciável. Imagina, e a rotina tá muito ligado a isso. É o exemplo que eu dou aí, por exemplo, de se é pai, você é mãe, você tá ali sempre lembrando o seu filho de escovar os dentes. Dependendo da forma como você se comunica com ele, você vai ter dificuldade. Então existe algumas técnicas para fazer com que ele vá tendo essa independência, vá construindo sua própria rotina. Pra virar um hábito, né? É, pra virar um hábito.
Que fica natural, fica inconsciente.
Se você largou, parou de falar daquilo, vamos falar de outro assunto.
Exato. Você parte pra uma outra melhora. É exatamente isso.
Pra uma outra melhora. Então, eu queria agora... Vem uma outra pergunta, é muito ligado também. A pessoas, né? Então, quando você tem aí esses desafios de implantação, muitas vezes, de colar, incutir ali na cabeça das pessoas a questão da importância da rotina e tudo mais, eu entendo que, muitas vezes, no calor do momento de uma obra, é extremamente desafiador você parar ali uma pessoa pra ensinar durante aquele horário de pico. E como você, André, trabalha as pessoas pra que elas se desenvolvam além do horário de trabalho, tá? Porque isso é um desafio, meu amigo. Aquele cara que ele tá só ali cumprindo horário... Desculpa, ele... Eu entendo que... Ou você, enquanto livre...
Ele é só mais um funcionário.
Ele é só mais um funcionário. Ou você identifica esse cara e tchau. Já dispensa, traz pessoas com propósito. Ou não faz muito sentido. Como que você trabalha isso nas suas consultorias, enfim, ou no seu dia-a-dia?
No meu dia-a-dia, assim, é até mais fácil dizer, porque o que eu fazia realmente? Eu sempre conseguia identificar uma pessoa que tinha o potencial para ser um líder e uma pessoa que tinha muita dificuldade. Então, eu trabalhava muito forte naquelas duas pessoas, onde eu conseguia desenvolver bem a liderança daquela pessoa e eu ajudava, aos poucos, aquela pessoa que tinha mais dificuldade. E aí eu colocava esse liderado, que tinha o potencial, pra ajudar também aquela pessoa. Então eu começava a envolver a própria equipe com a equipe. Isso fazia muita diferença, porque às vezes quando você começa uma obra, os colaboradores eles são um pouco arredios com você, eles não te conhecem, você é um engenheiro, você é aquela pessoa a princípio que vai mandar fazer, enfim. Mas o que eu acho muito bacana da condição civil é você começar a quebrar isso e primeiro você ganha o respeito, depois você ganha a confiança e aí você ganha a intimidade profissional com aquela pessoa. A partir do momento que você ganhou a confiança e se você mostrar a importância dela no trabalho, seja na limpeza, seja levantando uma parede, ele vai sentir diferenciada, e isso vai trazer ele, sabe?
É, isso é importante porque, assim, aquele projeto, aquela obra, não é só mais uma obra.
Exato.
Entende? Não é a obra do engenheiro tal, não é B, C ou D. É uma obra... de todos ali, ou seja, o sucesso daquele projeto, cara, é de todo mundo. Então, se você começa a quebrar essa vaidade, eu sempre falo, em qualquer ramo, não é só na construção, não é só na engenharia. Então, esse é um ponto muito importante que você falou agora.
Não, e aí tem a questão assim, alguns vão perguntar assim, ah, troca logo esse funcionário, né? Mas será que você vai gastar mais tempo capacitando uma pessoa que está ali que já tá ali na sua obra, né, que você tá já tendo convívio pra tentar procurar outra pessoa que seja boa.
É difícil isso, né? E quando as pessoas vêm pra trabalhar com você, assim, você gostou da pessoa no primeiro momento. Ah, tudo bem. Aí tem aquela questão comportamental que a gente vai quebrando ali aos poucos. Você tem aquela conversa individual, depois você tem aquela conversa em grupo. Pra as pessoas entenderem que, ó, cara, isso aqui, ó, eu tô pegando no seu pé por isso. Mas não é só com você. Olha, é pro bem de todos. Então, como que você trabalha essa pessoa que você contratou, que você gostou no primeiro momento, mas assim, depois vem as surpresas. É igual... você fica com uma pessoa, legal. A pessoa, você tá dando o seu melhor, tá levando flores e tal. Depois vem o dia-a-dia ali e tal, casamento, acordar junto. briga, não adianta, porque você está ali com a pessoa. Então, eu acho que toda boa relação, ela requer um pouquinho de esforço.
Exatamente.
E se quisermos, de fato, construir algo grandioso, você precisa ter paciência, sobretudo com pessoas.
Exato, e assim, quando a gente está falando desses colaboradores, a gente está falando, às vezes, de pessoas que não completaram nenhum ensino médio. E assim, eles têm dificuldade de pedir ajuda. E se você não entende, se você não percebe isso, aí você realmente vai ficar morrendo em ponto de faca. Então você precisa tentar chegar na pessoa. Um exercício só, antes da gente até falar outra coisa, é que eu gosto de fazer sempre três perguntas para aquela pessoa, mais pessoais.
Dica contra cash. Vamos lá, faz as três perguntas, agora que eu quero aprender.
Não, é assim, você fazer umas perguntas um pouco mais pessoais, sabe? Pô, e aí, você tem filhos? O que você faz, né, além daqui? Você... você quebra um pouco aquela barreira do profissional só, sabe? E aí a pessoa começa a te enxergar com outros olhos, né? E a fazer isso um dia, de repente... Perguntar de novo daquele assunto no outro dia.
É, eu costumo dizer também, André, que é engraçado, assim, eu não costumo... Eu, Paulo, tá? Assim, muita gente fala, Paulo, mas não é assim. Eu falei, tudo bem, mas... Assim, é a minha filosofia de gestão, tá? Eu entendo que não dá pra separar o mundo pessoal e o mundo profissional, né? Porque, assim, não somos robôs, tá? Eu sempre falo isso aqui em todo episódio, em todo episódio. Então, quando a pessoa fica muito travada... Porque, assim, se o cara tá com um problema lá fora, muitas vezes você, enquanto líder, cara, tu consegue dar um direcionamento pra essa pessoa... assim, um direcionamento que eu falo muitas vezes, assim, sei lá, é um livro, né? Por exemplo, a teoria do pensamento, né? O porquê você tá preocupado com uma coisa que nem aconteceu ainda. Então, assim...
Exato.
É um direcionamento que, muitas vezes, você entende, isso não é profissional, isso é do pessoal, mas, opa, reflete diretamente um no outro.
Exatamente.
Faz sentido.
Faz muito sentido. E, às vezes, assim, até... Como eu tinha empresa própria, minha empresa era um pouco menor e eu lidava muito com as pessoas, às vezes eles tinham dificuldade de, tipo, cara, não conseguir pagar uma conta de luz, que era, tipo, 120 reais, sabe? Aí eu falo, cara, me dá aqui, vamos pagar, pum, tá aí. Tipo, uma coisa, é uma coisa boba, ah, mas aí agora todo mundo vai querer, cara... Não é assim. Às vezes a gente se preocupa com... Ah, mas e se?
Será que se eu tô fazendo isso pra um colaborador, pra um funcionário, o cara tá vestindo a camisa ali. Pô, mas e se ele contar pra outro? Pô, mas e se acontecer isso? Mas e se, meu amigo? né? Sabe, o just do it, né?
É, exatamente.
Só faça, apenas faça. Então, eu acho que é muito bacana essa troca que a gente tá fazendo aqui, porque eu tenho certeza que você deve estar se identificando muito, né? Não importa se... Eu falo que todo mundo, no fundo, no fundo, é gestor, ele tem um amigo que se inspira nele, enfim, tô sempre inspirando alguém. Agora eu tenho uma pergunta aqui, ó, falando na questão de quando você faz algo positivo dentro da sua empresa, você tem clientes, né? E como isso vai impactar, vai influenciar diretamente aí o externo, né? Ou seja, o outside the office, né? Enfim, vamos lá. De que maneira o Lean Construction influencia o engajamento do cliente em projetos de reforma? Projetos, no geral. Acho que pode até tirar a palavra reforma.
Legal. Bom, o Lean, principalmente como a gente está pensando no cliente, a gente está pensando em como a gente ter uma reforma mais limpa, mais organizada. Então, nas obras que eu tive e que eu envolvi a equipe nisso, o meu cliente entrava na obra menos desarmado. Eu acho que hoje em dia os clientes, principalmente de reforma, né, que é um dinheiro ali suado, um dinheiro que o cara às vezes investiu anos para poder construir aquele apartamento ou aquela casa, e a pessoa fica receosa de contratar uma pessoa e botar o dinheiro na mão daquela pessoa que vai fazer o sonho da vida dele. E é uma relação que às vezes dura anos, né? Esse triplex que eu fiz durou dois anos.
Dois anos.
Então assim, você cria uma relação com o cliente. Se você desde o princípio não nivelar a expectativa dele e você não dá um ambiente propício para ele estar visitando, para ele ter o prazer de estar vivendo aquilo, ter o máximo de uma experiência positiva, você não vai ter sucesso. Então, o Lean vem exatamente para alinhar esses pontos onde a gente pode. Como é que a gente pode realmente ter uma obra mais segura para criar um clima na obra mais agradável. Obviamente, a gente tem os processos de planejamento. A gente traz umas melhorias. Então, por exemplo, eu desenvolvi algumas ferramentas que envolviam um cliente e ele podia acompanhar a obra mais de perto. Então, eu usava um appzinho que eu mandava para ele e ele conseguia acompanhar a obra mais de perto. Isso fazia com que ele... Nossa, que legal! Está nesse andamento. Se surgir alguma dúvida, a gente deixa o canal muito aberto. Então, É importante o cliente ter uma experiência boa, porque se ele não gostar, se ele falar mal, ele vai falar mal pra vinte pessoas.
Essa palavra que você falou me toca bastante, que é a questão assim, não é um projeto, não é uma reforma, é uma experiência. E quando você fala de experiência, você tá falando de relação. Então, exemplo, você vai num restaurante. Ah, tudo bem, eu vou comer um prato. Mas muitas vezes você vai viver uma experiência de um atendimento Sabe? Uma experiência de uma luz, uma experiência, na verdade, de relação. E a comida causou tudo aquilo, né? Da mesma forma que... Ah, tudo bem, a reforma... ela é só, de repente, uma forma ali de construir um ambiente, um espaço que vai gerar experiência, não só para aquele cara que fez o investimento naquela obra, mas também para outras gerações e, sobretudo, os amigos, a rede de amizade desse investidor, dessa pessoa que tomou a decisão de fazer essa reforma.
Exatamente. Inclusive, assim, se a gente parar pra pensar, É tanto uma relação que a gente, inclusive, assina contrato igual um casamento.
Sim.
A gente tem que assinar contrato. Então, assim, nada mais justo do que você ser transparente. O Lee emprega muito isso de você... a gente ter uma gestão visual na obra. Porque não adianta, assim, eu ter um cronograma clássico, assim, do Gantt. gigante, cheio de linha, cheio de barra, cheio de data, pendurado, sendo que... eu costumo falar isso e as vezes as pessoas até ficam meio irritadas. Mas é assim, eu ter só aquele... aquele cronograma é muito importante, porque é um planejamento a longo prazo. Mas eu ter só aquilo, não vai agregar o cliente, não vai agregar o meu funcionário, ele não sabe ler aquilo. Então como é que eu posso trazer uma forma mais simples, que entra o linha nisso, Como eu posso ser simples? Como eu posso ser prático? E ter uma gestão visual que o cliente chegue na obra e ele fala, ah, legal, ó, já fez aquilo ali, já fez aquilo ali. Pô, tá andando, tá andando bem. Ou, ah, fiquei com uma dúvida, por que não fez aquilo ali? Então ele sente parte do processo, né?
É, e você acaba atirando, quebrando um pouco aquela ansiedade, porque ele tá vivendo...
Exato. Nossa, muita ansiedade, né?
Porque ansiedade, assim, na nossa área também de audiovisual e de comunicação, existe. Você tá fazendo, você tá construindo uma peça ainda que não existe. O cara tem uma ideia. A gente vai transformar aquilo num vídeo e tal. Cara, mas... Eu não consigo visualizar isso que você tá me falando. E tal. Então, inclusive na nossa área também, né? Como que a gente aplica isso aqui? Justamente porque, tudo bem, na minha cabeça, na cabeça do meu time, é legal, tá claro. Mas do cliente, não.
Perfeitamente. Exatamente.
Então, você entende? Aí, quando você fala dessa questão de planejamento, de gerar uma boa experiência, aí você... Quando teve o processo ali de planejamento dessa reforma, você tem os pontos importantes que foi falado por esse cliente. E quando você fala de trabalhar uma comunicação clara, de forma simplificada, onde todos entendam, muitas vezes você tem ali, ó... Esses pontos importantes. Precisa dar atenção a isso.
Exato.
Entendi.
E sabe uma coisa que eu aprendi muito nessa última obra com arquitetura em particular? Foi que, assim, a gente sabe disso, né? Muitas vezes os clientes têm dificuldade de ler o projeto, de enxergar o projeto, se não tem um 3D. Ele não tem a prática de ver um 2D, mesmo que seja uma vista, um corte. Então, nessa última obra, como existiam detalhes muito minuciosos, peculiares, materiais caros, A gente fazia amostra de tudo. Então, a gente quer fazer um forro curvo com raio de 15 centímetros. Vamos fazer aqui, vamos fazer junto com o cortineiro, como que vai ficar isso? O cliente avalia e fala, pô, Paulo, fazer agora não é tudo. Ou não, não gostei, vamos fazer de outra forma. E você evita um gasto desnecessário de um retrabalho, um tempo perdido. Amostras de mármore, sempre mostrando, colocando no ambiente. Então, essas diferenças para a diferença é grande.
E aí também tem que ser por documentação, né? Ou seja, que tipo de produto eu estou usando, que tipo de argamassa e tal, porque você está dando clareza, visibilidade o tempo todo. Então, é muito...
Exatamente.
É muito bacana. Eu tenho mais uma pergunta agora bem interessante. que já foi falada, mas de forma bem específica para você, como as expectativas do cliente são gerenciadas de maneira eficiente? Boa.
Eu acho o seguinte, hoje em dia a gente tende a usar muito WhatsApp, a usar muito e-mail, e eu acho que a gente tem que entender, obviamente, o que cada cliente gosta, né? E eu acho que isso, assim como no Lean, existem umas formas de você não ter uma ferramenta exata para a solução daquilo, eu acho que você tem que expor o seu cliente a algumas opções. Então, por exemplo, você começar a mandar um relatório para ele semanal, você está tendo a resposta dele, ele está comentando, ele está vendo, não está vendo, então vamos mudar o procedimento. Você não precisa enrijecer aquilo, ah, não, só posso mandar daquele jeito. Não, vou mudar de uma forma, vou tentar ligar pra ele pra ver se ele me atende, pra ver se ele gosta. Então você é tentar você, e isso é uma coisa que a gente não aprende na faculdade, né? Como lidar mais com pessoas, como você identificar a necessidade daquele cliente. E aí é que você ganha o diferencial de ser um engenheiro bom no mercado. É você entender e isso vale para o arquiteto também, tá? Porque eu gosto de falar que o nosso cliente também é o arquiteto.
É o arquiteto, sim.
Porque o arquiteto ele vai trazer inúmeras outras obras para a gente. No Rio, nas obras que eu fazia, eu tinha várias reformas porque os arquitetos sempre queriam fazer as mesmas sempre comigo. Então, garantia que eu terminava uma obra e ia para outra. Então, para o cliente ter uma melhor experiência, você tem que tentar conversar com o seu cliente. Não é só formalizar. Eu acho que é muito importante sempre formalizar por e-mail, tá? Mas, assim, antes de ser uma coisa formal e robótica, tente a comunicação, de fato, né?
É, esse ponto que você falou também é muito importante, porque quando você entende como o cliente funciona, olha que interessante, às vezes ele funciona por ligação. Ah, tudo bem, ele não está acompanhando ali aquele e-mail, aquela troca de e-mail, então aquela... de repente aquele... um exemplo lá, um... Sei lá, qualquer outro canal de comunicação, beleza. Tenta por ligação. Ah, funcionou. Nós fizemos isso, isso, isso, isso. Isso está ok, isso está ok, isso está ok. Beleza, ele confiou na sua palavra. Tudo bem, você pega e formaliza um e-mail na sequência.
Olha que legal.
Porque assim, nem sempre a palavra tem peso. Mas você falou, você formalizou ali com o e-mail, tá tudo ok.
É isso. Exatamente isso.
Tá tudo certo. Isso serve quando você contrata um funcionário. Você fez um onboard. Aí você fala de alguns valores da empresa. Uma coisa é você falar. Outra coisa é você ter um documento. Isso aqui faz sentido pra você? Faz sentido? Beleza, não tá funcionando?
Legal.
Você volta, faz um ano a um ano ali com a pessoa. Fala, tá vendo isso aqui? Isso aqui é isso? Não tá sendo cumprido.
Exato.
Vamos trabalhar isso?
E uma dica para as pessoas que adoram WhatsApp, como eu, eu adoro WhatsApp, ou Telegram, enfim, que seja mensagens. E às vezes é difícil de você buscar. Então, se você tem uma decisão, por exemplo, vou passar um aditivo para o cliente. Um aditivo é sempre um ponto muito delicado, porque envolve um custo extra, envolve às vezes um prazo extra. Então é importante você tentar se comunicar verbalmente com o seu cliente antes de você simplesmente lançar uma bomba para ele. Mas a partir do momento que você comunicou e ele respondeu pelo WhatsApp ou ele aprovou pelo WhatsApp, eu tiro print e salvo nas pastas de aprovados.
Então, isso é importante porque quando você está conversando, mesmo que seja por telefone, você tem a questão do tom. Entende? Você consegue entender como ele recebeu essa notícia.
É, exatamente.
Como que ele recebeu e como que eu expliquei os porquês daquilo. Não é simplesmente, ah, peguei, fiz uma mensagem e mandei. Quantas coisas já aconteceram, né, comigo, de... Assim, da minha equipe falar, não, eu não quero falar com esse cliente, porque ele... Não, olha os e-mails dele. Olha a forma... Cara, essa pessoa é extremamente bacana de conversar, entende? Essa é a forma. para ele escrever o e-mail, para ele mandar e-mail, assim ó, pega o telefone, vai ó, liga. Falou, nossa, totalmente outra pessoa. Falei, então é isso, é sobre isso.
É, exato.
Então é uma dica importante que você deu aqui, que também eu defendo muito. Por isso, esse parte de papo está super legal. Coloquem nos comentários aí o que vocês estão achando, se já passaram por situações parecidas, porque acho que é colaboração, né, das pessoas. Isso é muito importante.
E, gente, quando vocês mandam, assim, eu mando muito áudio, né? Então, se você mandou um áudio e ele aprovou no áudio, de repente escreve embaixo, né? Tipo, ó, então tá aprovado então o aditivo tal, ou tá aprovado tal mudança, porque às vezes no print, pra você salvar o áudio é mais complicado. Então, tente sempre Eu acredito que a melhor forma é você sempre ser transparente. A partir do momento que você faz tudo para o bem, seja para o seu cliente, seja para você, acaba que ajuda ambos lados, né? Então é muito bom isso. É muito bom você se preocupar com esse detalhe.
Isso é importante. Eu vou fazer uma pergunta para você. Agora eu vou até brincar. Enquanto eu estou fazendo a pergunta, tem uma pessoa agora colocando mais água para você. Tá, nossa produção é muito, olha, eles são muito simpáticos. Prestativos. Prestativos. Então, enfim, deixar isso aqui mais descontraído, porque eles ficam ali, ó, preciso colocar água, corta pro Paulo que eu vou lá dar volta. Não, enfim, acontece isso, tá, gente? Eu não vou cortar, vou deixar aqui essa, tá? Obrigado, viu, Matheus? Vamos lá, temos outra pergunta aqui, ó. Como o Lean Construction torna os projetos de reforma mais resilientes a mudanças? Quais são os ajustes necessários quando ocorrem imprevistos durante uma reforma?
Exato. Então, uma coisa que eu gosto de dizer que eu, pelo menos pelas empresas que eu passei e pela empresa que eu tinha, que eu senti a dificuldade dos engenheiros era deles Terem um acompanhamento mais diário do que está acontecendo. No Lean a gente gosta de separar as coisas em pequenos pacotes, porque dessa forma a gente tem mais controle. É muito mais fácil carregar 3 livros do que 10 livros juntos. Então assim, a melhor forma da gente evitar algum tipo de problema no projeto ou ter uma resposta mais rápida é você ter um controle mais diário daquilo do que está acontecendo. Você separar o seu cronograma lá de seis meses, separa no mês, separa na semana e você controla diariamente com 15 minutos de uma reunião. Eu não gosto nem de falar reunião, mas é assim, esse controle com a sua equipe. E você...
Isso pode ser, por exemplo, uma daily no final do dia?
Pode ser uma daily no final do dia, pode ser no início do dia para soltar um serviço. Pensa comigo, uma coisa que a gente adora falar. Se eu soltei o serviço de manhã, vamos fazer o banheiro 1 e o banheiro 2. Aí o cara foi no final do dia. Aí no dia seguinte eu voltei lá pra gente fazer de novo a reunião. Aí eu confirmo. Você fez o banheiro 1? Fez o banheiro 2? Ah, puta, não fiz. Acabou o material. Pô, imagina se você não sabe disso, né? Se você ficou sabendo isso 2, 3 dias depois. Olha o impacto que isso vai gerar e essa bola de neve. E eu tô falando de um serviço de um ambiente. A obra a gente tá falando de número de serviço. Eu tinha 9 switches no Triplex.
Nossa, que bacana, você... Então, assim, é... Você me trouxe e eu acabei de descobrir que eu estou praticando Lean aqui na Infinity Plus.
É, mas diferente... E aqui, né?
A vida da construção é muito bacana.
E com certeza isso, assim, isso vai ajudar muito a você antecipar um problema. Porque, além disso... A gente prega para uma coisa que chama restrição. O que a gente precisa minimamente para a gente deixar, que é um outro ponto do Lean, a nossa obra fluida, um fluxo contínuo que a gente costuma falar. Porque a obra a gente sabe que tem muita variabilidade, a gente de repente está produzindo demais, de repente está produzindo de menos, de repente tem muita gente, de repente não tem muita gente. Isso não é saudável, isso é difícil de você controlar porque você não tem uma previsibilidade do que vai acontecer nas próximas semanas. Então se você tem um fluxo mais contínuo, menos variabilidade no serviço, mais planejamento, você consegue ir acompanhando isso e aí você consegue tirar as restrições. Então, por exemplo, num projeto, se você tem, além, obviamente, de passar o serviço, se você tem na sua rotina, na sua meta ali diária, você sabe que semana que vem eu vou começar um serviço e eu tenho que confirmar no projeto pra ver se tá tudo de acordo, você não precisa toda hora ficar na loucura, vai soltar o serviço agora, tem que dar uma olhada, aí você não olha com calma, aí você não se planeja, você faz as coisas correndo, você apaga incêndio. E ao invés disso, só tocar a obra, né?
Muito bacana, André. E você poderia compartilhar com a gente aqui, cases, exemplos, né? De obras... De obras bem sucedidas, assim. Sim.
Essa, por exemplo, do triplex que eu tava fazendo, é muito interessante, porque é o seguinte... O cliente dessa obra era cunhado do meu chefe da empresa. Então, olha a responsabilidade que eu tinha, né? Mas a obra fluiu tão bem... que no meio da obra, o meu chefe falou assim, André, então, minha sogra quer fazer um apartamento também. E era do lado, era muito próximo, né? Você acha que você consegue fazer e tudo mais? Eu falei, cara, me dá um estagiário que eu consigo fazer. E aí foi o que aconteceu. Ele me deu estagiário e depois acabou trocando até para um engenheiro que acabou uma outra obra e botou ele lá. Então eu comecei a me tornar um coordenador naquela empresa. Eu ganhei aumento. Eu nem pedi o aumento, eles me deram aumento. Mas eu me predispus a ajudar, a querer fazer acontecer. E a partir do meu trabalho, né, de você ter esses controles, você consegue fazer mais coisas e ter mais ganhos com isso, que é exatamente isso que eu quero ajudar, sabe?
Muito bacana. E sabe uma coisa que queria chamar a atenção desse conteúdo e eu queria até fazer uma pergunta sobre isso? Eu noto que, desde o início do nosso bate-papo, você é uma pessoa muito proativa.
Sim.
Exemplo disso agora, as coisas vão acontecendo na sua vida de forma muito precoce. Então, você se torna coordenador, e muitas vezes, quando você se torna coordenador, o aumento salarial nem sempre vem de cara. Você precisa, porque quando você está fazendo aquilo com propósito...
Pior que não veio realmente de cara.
Eu sei, é só uma consequência.
Sim, exato.
Entende? Porque quando você se torna coordenador de algo... Você tem todo um processo ali de aquisição de conhecimento pra, de fato, conduzir, coordenar tudo aquilo, né? Porque o seu gestor ali que tá em cima, no início ele tá colocando muita energia pra te preparar pra tal.
Exato.
E o que que... Como que você... Que perfil de pessoa você contrataria pra trabalhar com você? Por que que eu tô te perguntando isso? Porque eu entendo que a gente vê no outro aquilo que somos.
Sim, sim.
Então, eu quero ouvir que tipo de pessoa você contrataria pra trabalhar com você?
É, eu acho... um ponto muito legal, que eu acho que vale também a gente pensar, é que... A gente sempre realmente espera, a gente tenta encontrar uma pessoa ali que se assemelhe a gente, mas a gente também não pode ser centralizador ao ponto de achar que todo mundo vai fazer o que a gente faz, né? Isso é muito importante a gente ter claro. Mas, com certeza, proatividade... Até antes do conhecimento, para mim, faz muita diferença, porque a pessoa proativa, ela precisa, às vezes, de um tempo, mas ela vai conseguir fazer, ela vai conseguir aprender uma coisa. Eu gosto de dizer, se você me permite, eu gosto de falar cinco pontos que eu acredito que um engenheiro de sucesso tem e ele precisa ter. E quando eu digo cinco pontos, eu não digo que ele precisa ser bom em todos de uma vez. mas ele precisa ter em mente que ele vai ter esses pontos. Então, primeiro, foi o que você até falou no começo, é você ser inquieto, é você se incomodar com alguma coisa. Então, a partir do momento que você se incomoda com alguma coisa, Tem espaço pra melhora.
Tem espaço pra melhora.
Exatamente. Só que você não cresce em nada se você só reclamar e ficar inquieto e não fazer nada. E aí vem o próximo passo que é o seu curioso. Porque a partir do momento que você é curioso, você vai atrás de alguma solução. Você corre atrás de um desenvolvimento, de uma capacitação. Só que ao mesmo tempo, você sendo curioso e você correndo atrás de uma capacitação, não adianta se você não é visionário, se você não tem uma meta clara de aonde você quer chegar. Por que eu estou fazendo aquilo? Simplesmente você fazer por fazer, porque tem alguém pedindo. Ou você sentiu a necessidade naquele momento e depois não fez mais, sabe? Então se você é um visionário nesse sentido, você consegue falar, daqui a dois anos eu quero ser coordenador, daqui a cinco eu quero ser diretor, eu quero ter minha empresa. Isso vai levando as pessoas, né? E aí o próximo ponto também, que é junto com o visionário, é você ter coragem. Porque quando a gente fala de reforma, a gente fala de obra, a gente fala de você, às vezes, enfrentar desafios que dão medo, né? A gente trabalha... Pô, quando eu era estagiário, eu tava fazendo um prédio de oito andares. E se o prédio cair? Então, você tem que ir com medo, e o medo te ajuda.
É, e você se envolveu, porque a partir do momento que você tá com medo, opa, peraí, eu faço parte disso aqui.
Exatamente.
Não é simplesmente fazer por fazer.
Exato, e você acaba respeitando mais, você dá o devido valor àquilo com medo. E aí o quinto é a disciplina, porque se você é curioso, você é inquieto, você é visionário, quer fazer acontecer, mas você não tem a disciplina de todo dia você fazer um pouquinho mais e você tentar ser um pouquinho melhor. E tem dia que a gente vai falhar, é lógico, a gente é humano. Você acha que todo dia eu vou fazer uma meta diária? Não, às vezes eu estava cansado, às vezes eu não estava muito bem e aí eu... pedia desculpa, falava, gente, ó, não vou conseguir agora no momento, vou ter que correr pra comprar o material, mas é no dia seguinte a fazer, é depois de voltar a fazer, é você saber que você vai falhar, mas você vai levantar e fazer. Então esses cinco pontos eu sempre tento analisar, e assim, eu não sou perfeito nos 5, mas eu estou em busca dos 5 o tempo inteiro. E esses 5 pontos vão me ajudar e estão me ajudando sempre a crescer cada vez mais.
E aí eu vou trazer um complemento. Esse perfil de pessoa que tem essa hard skill que você citou agora dos 5 modelos, muitas vezes você pode se deparar com um chefe, com um coordenador inseguro.
Sim.
E aí, se você tiver habilidade pra conduzir aí essas situações de modo a colocar na cabeça desse cara que, ó, eu tô contigo, entende? Eu não tô aqui pra te derrubar. Esse é o meu jeito. Esse é o meu jeito de trabalhar e eu tô aqui pra somar. Entende? Eu não tô aqui pra tirar o seu lugar. Por que que eu tô te falando isso? Porque eu vejo muito, eu falo, eu tô dentro de grandes empresas, eu tô... Eu vivo muito isso. Eu vejo pessoas que têm uma capacidade absurda de crescimento, de desenvolvimento, de crescer dentro daquela empresa, mas a pessoa se depara com a pessoa insegura, só que daí ficam batendo de frente. Ah, isso aqui é o... Preciso fazer tal coisa? Ah não, deixa que eu levo. Tipo assim, eu não quero que essa pessoa tenha acesso, por exemplo, ao presidente da empresa. Sim. Entende? Então, se a pessoa que tem esse jogo de cintura pra entender qual são os caminhos, o que essa pessoa gosta, será que a gente consegue ter essa troca? Porque quando você fala de ter sua empresa, eu falo, eu tenho minha empresa hoje, mas eu confesso a você, se eu encontrasse uma pessoa arrojada, como eu, pra ela assumir a empresa e eu trabalhar pra ela, eu gostaria, tá? Então, assim, gente, não se enganem. Tem empresa, muitas vezes... Porque, cara, você não teve oportunidade ali onde você... No meu caso, eu tenho empresa porque eu não tive oportunidade, eu só encontrei pessoas inseguras, eu só encontrei pessoas medrosas, eu só encontrei pessoas que... Não, peraí, eu não vou envolver o Paulo nisso, porque, pô, esse cara é muito... Proativo, muito ousado e tal, e ele vai me tirar. Entende? Então, no meu caso, de fato, eu gostaria de estar trabalhando numa empresa, numa equipe que eu não tivesse a responsabilidade de falar, cara, eu tenho ali uma quantidade X de pessoas que dependem de mim. Essa responsabilidade eu não gostaria de carregar.
É difícil, é difícil.
Eu falo, só um gestor de responsabilidade, ele sabe como É solitário você ter uma empresa. Porque se você levar um problema pra casa... Cara, pô, eu tava com um contrato pra fechar, pô, não fechei. Automaticamente não adianta. Reflete no relacionamento, reflete no casamento, reflete na relação com os filhos, então... É, enfim, essa troca foi muito boa. Agora a gente tem aqui um quadro que é... Convidado Convida. Quem você gostaria de ver aqui no Constricash e porquê? Lembrando que, dependendo da pessoa, você tem a responsabilidade também de trazer ela aqui, tá?
Legal. Cara, tem uma pessoa que eu gostaria de trazer, que é o Léo Schneider. Na verdade, ele mora em Foz do Iguaçu, mas é um amigo meu, engenheiro civil. E assim, ele já rodou muita obra diferente. Ele já fez pavimentação, ele já fez galpão metálico. ele já fez reforma, hoje em dia ele está trabalhando no mercado imobiliário, então ele tem uma vivência assim muito legal, um cara super bacana para trazer.
Olha só, convida para aquela câmera.
Léo, ó, temos que vir aqui bater nosso papo, inclusive a gente vai depois de gravar o nosso, mas a gente podia gravar aqui também, trazendo coisas, assuntos bons como esse.
Não, é bacana, se a gente recebe gente aqui do Brasil inteiro, né? Então, inclusive, trouxemos até a Suelen Pedreira, que ela é de Cascavel e tal. Então, se a gente recebe gente de tudo que é lugar. Você tem alguma dica com Streetcast pra passar pra nossa audiência? Coisa que fala assim, ó... Cara, você tem que fazer isso. Enfim, uma dica importante do André.
A dica principal... É você realmente tentar fazer alguma coisa pra melhorar, mas não querer fazer tudo de uma vez. Dá um passo. Escolhe uma coisa. Eu vou melhorar nisso aqui. Ah, eu estou insatisfeito com isso que está acontecendo na minha obra. Você pega aquela coisa e melhora. E faz acontecer até ela ficar boa. Ela ficou boa, você parte para outro ponto. Mas assim, é todo dia um pouquinho. Porque às vezes a gente se pega na dificuldade de começar. Sendo que a gente quer dar logo um pulo muito grande. Então, eu acho que o principal é você realmente, obviamente, se dedicar, ser proativo, faz toda a diferença, né, você se... As contas você não tá fazendo só pra empresa, você tá fazendo pra você. Você tá melhorando o seu profissional, você tá melhorando a sua carreira. E o que você fizer hoje, de diferente, nos próximos dias, vai determinar quem você vai ser daqui a dois, três, quatro anos. E você vai querer ter feito algo diferente depois. É o caso que todo mundo fala do investimento, né? Ah, eu queria ter começado a investir antes. E aqui não envolve dinheiro, envolve investir em você. Envolve em você ter que separar um pouco de tempo. pra poder fazer a coisa rodar melhor. Você ter melhores processos, você trazer uma inovação, uma melhoria. Então, pense nisso.
O que você tá fazendo, né? Pra... Ah, eu quero emagrecer, mas você tá fazendo alguma coisa?
Exatamente.
Entende?
Ah, eu quero um aumento, mas o que você tá fazendo? Além do que todos os outros estão fazendo, né?
Entende? Qual que é o seu propósito?
Exatamente.
Você quer agora? Tudo bem, vamos pensar. algo aí a médio e longo prazo, né? Ah, eu quero ficar mais forte. Tá indo pra academia todos os dias? Tá tendo disciplina? Tem? Então é bem interessante. André, e tem alguma coisa que eu deixei de te perguntar que você gostaria de falar?
Olha, eu acho que assim, eu vou te falar que eu gosto muito desse assunto que a gente falou, porque a gente até pode falar da parte técnica da obra e tudo mais, mas como eu falei, eu acho que isso é uma... Existem vários canais para você aprender a parte técnica, mas a parte realmente profissional, de você se tornar um líder melhor, de você melhorar a sua comunicação, de você escutar mais os seus funcionários, eu acho que essa é a parte mais difícil, então acho que a gente abordou bem esse assunto. Espero ter agregado pra todos vocês que escutaram a gente aqui.
É, eu confesso que eu me surpreendi, assim, né? A gente se conheceu, enfim, online e tal. Mas eu fiquei bem contente, eu sempre falo que... Às vezes as pessoas me perguntam, Paulo, qual que é o episódio que você mais gostou? É incrível, mas assim, eu sempre falo, é o último. É o último, eu sempre... Ah, o que eu deixei de fazer no outro que eu posso fazer nesse? Então, por exemplo, eu recebo aqui várias perguntas, né? Quando vem um convidado a nossa comunicação, eles colocam aqui algumas perguntas. Eu olho e falo, ah, isso aqui é legal, interessante, mas o melhor, assim, que eu entendo aqui no Constricast é essa troca. Então, ah, eu vivo no canteiro de obra, eu vivo na indústria, então o que eu posso trazer aqui com o meu conhecimento vivido?
Sim.
Pra compartilhar aqui, né? Pra fazer essa troca e tal. Então, nesse sentido, foi muito produtivo, eu diria.
E, Paulo, assim, se você me permite, depois, qualquer coisa, a gente pode cortar. Mas eu queria deixar um convite também, que dia 1º de fevereiro eu vou fazer uma aula gratuita e online, ao vivo. Tem que se inscrever. Mas eu vou exatamente falar sobre metas diárias e sobre uma ferramenta que me ajudou muito nessa reforma do Triplex. Eu quero fornecer de graça para todo mundo, para o pessoal poder usar. E é muito legal. Com vocês vai ser bem bacana.
Inclusive, a gente está trazendo, até aproveitando essa deixa agora, a gente vai trazer conteúdos mais técnicos. Como esse que você acabou de citar. Aqui, onde a gente vai aproveitar toda a nossa estrutura. Por exemplo, você vai ter um notebook. Aí, onde as pessoas vão... Por exemplo, você vai estar falando... Por exemplo, essa situação aqui, ela foi resolvida de tal forma, as pessoas conseguem ver e tal, conseguem... Enfim, a gente pode fazer isso ao vivo ou gravado. Então, por exemplo, tem cases aí de obras, como a empresa que você iniciou, sua trajetória, eu tenho muitos amigos engenheiros que vão compartilhar cases. Ah, como que foi essa obra? Como que foi o processo de construção? Quais foram os desafios? Olha, tá vendo? Aqui eu tenho estrutura metálica, mas para ficar... de uma forma para ter mais agilidade ou para vencer tal desafio, foi preciso construir aqui um pilar de concreto para dar rigidez, enfim, por questão de vento e uma série de coisas. Então, esses conteúdos aqui a gente já está trabalhando e faz muito sentido com o que você falou.
Pô, não, e esse do triplex aí tem assunto até...
Não, é bacana porque, inclusive, você pode depois até alinhar com a Gabi. Para trazer aqui, a gente faz um case prático. A gente pega e já faz dessa forma. Traz você e, de repente, mais uma pessoa que trabalhou junto com você. Porque a gente consegue fazer essa troca.
Show de bola.
Entende? Porque a gente tem um desafio muito grande que é como que a gente traz aí os novos engenheiros, os próprios estudantes. Porque o que ensina mesmo é a prática.
Com certeza. É, eu tenho aqui em São Paulo Vou te falar que assim, a maioria das pessoas que trabalharam comigo, terceirizados, empresas de ar-condicionado, automação, drywall, que é um cara assim, que é a Etory, assim, é uma empresa que eu nunca vi na vida, eles são muito bons. E super dá pra trazer e bater esse papo, com certeza, porque tem muita coisa boa pra falar.
Bacana, porque aqui é bom. Nosso espaço aqui, agora a gente tá aumentando, tá ampliando pra dois episódios por semana até. Enfim, tá chegando aí novas pessoas, a gente... Porque, como eu falei lá no início, não sei se estava gravando ainda, nós somos reconhecidos pela qualidade do conteúdo, pela credibilidade dos convidados. Então, a gente não defende um sistema construtivo, a gente defende a união. desses sistemas. Então, quando a gente fala de industrialização, eu não defendo aqui o drywall, eu não defendo aqui a metálica, eu não defendo só o concreto. Enfim, tem o concreto, tem várias formas de você industrializar uma construção e o que a gente falou aqui agora nada mais é que industrialização. Como que eu penso?
Exatamente, o Lean veio da indústria.
Ele veio da indústria.
Eu até nem comentei sobre isso, que é um assunto que a gente... Então.
Eu acho que você poderia até complementar um pouquinho, pra gente colocar aqui, porque quem tá até agora vai fazer essa ligação.
Nossa, perfeito, perfeito. Então, o Lean, ele surgiu no pós-guerra, quando uma empresa se viu na necessidade de continuar competitiva no mercado, só que com menos recursos, porque as fábricas delas foram destruídas pela guerra, matéria-prima, mão de obra, então eles estavam com tudo reduzido e pensando, como é que a gente pode, mesmo assim, se equiparar às outras empresas ou até ser melhor. E aí eles desenvolveram o Lean exatamente para isso. Onde eles tinham o Just-In-Time, que é você ter um estoque mínimo necessário para você fazer aquilo conforme a demanda. Então, é um sistema puxado, diferente do sistema tradicional que é empurrado. Ou seja, o sistema vai puxando um ao outro. Ele puxa a necessidade.
Que é a linha de produção, né?
Que é a linha de produção, exatamente. E não é simplesmente, por exemplo, num cronograma Gantt, que a gente costuma ver, onde a gente atrasou uma tarefa ali no caminho crítico e vai levar todo o resto. No puxado é, tá, como é que a gente pode olhar de trás pra frente e organizar pra gente poder melhorar esse processo. Pra começar que a gente fala de linha de balanço, que é um outro tipo de planejamento que a gente traz. Então, assim, a partir dessa necessidade da indústria automobilística, surgiu o Lim. E aí, foi feita uma pesquisa, anos depois, eu acho, se não me engano, em 1990, e essa empresa, a Toyota, ela estava superando, e muito assim, a produção em relação às outras empresas, sendo que eles tinham uma fábrica menor, sendo que eles tinham menos gente, sendo que eles tinham menos matéria-prima, sendo que eles estavam fazendo carros personalizados. E aí foi feita a pesquisa e entenderam que eles estavam aplicando essa metodologia ali.
Foi daí que surgiu o modelo toyotista.
Exatamente. E quando a gente estuda o Lean, a gente estuda exatamente os pilares do toyotismo. E aí foi feita uma adaptação para a construção que envolve exatamente os mesmos pilares, os mesmos princípios e que faz todo sentido. na construção, como é que a gente pode reduzir nosso custo, reduzir nosso prazo, otimizar nosso tempo, capacitando pessoas. Então, o Lean realmente vem dessa industrialização. Então, como é que a gente pode começar a industrializar? Então, quando a gente fala, por exemplo, de obra predial, a gente fala de kits. Será que a gente consegue trazer uns kits já prontos para a gente ter uma produtividade melhor? Será que a gente consegue... teve construtora que eu vi que às vezes eles traziam o drywall jaquitizado, cortado já no tamanho certo. O cara chegava lá, ele aparafusava e botava. Ponto? Olha a velocidade disso.
Exato. Banheiro pronto porque você chegou só em caixa.
Então é a gente começar. Ah mano, a construção não dá. Gente, já existe uma série de casos aí de sucesso. E o que eu quero trazer pra reforma é isso. É esse mundo que existe e que dá pra fazer. Dá pra usar uns pilares. fortes como esse, que visam menos tempo, mais produção e menos custo, para você ter um cliente mais satisfeito, para você ter uma empresa mais competitiva.
Inclusive, nessa parte de reforma, ninguém nunca falou sobre isso aqui. Você é a primeira pessoa que está falando que dá para industrializar. Que dá para você planejar algumas coisas. E como que eu vou trazer isso pronto só para encaixar? Então, esse é um tema, inclusive, que depois a gente vai... Eu já queria, de alguma forma, vou pedir para a Gabi já alinhar com você. Uma nova pauta para a gente falar só disso e de como fazer reforma industrializada. Porque faz todo sentido.
Sim.
Entende? Acho que eu vou aí conseguir antecipar a minha obra, vou trazer menos transtorno, enfim, uma série de coisas. Exato.
E assim, um ponto simples até, às vezes eu entendo que, né, dependendo da obra, quando é pequena, assim, às vezes você tem uma dificuldade de comprar uma coisa mais pronta. Mas até na própria obra, um exemplo que eu dou no triplex que eu fiz, né, a gente tinha nove suítes. Quando chega material de louças mentais, por exemplo, que são inúmeros materiais, que tem parafuso, tem abacia, tem não sei o que, o que acontece? A gente recebe tudo junto. Se você separar tudo antes de você iniciar o serviço, quando você for fazer o serviço, o cara ele vai pegar banheiro 1, ele pega tudo do banheiro 1, leva para o banheiro 1 e a chance dele errar É muito pequena. A chance dele trocar a bacia de um com o outro, dele errar uma tonalidade. Nessa obra que eu tinha, tinha preto, tinha bronze, tinha prata, tinha dourado. Putz, se eu não separar antes, né? A gente pensar nessa kitização de banheiros, de luminárias, de acabamentos elétricos. Putz, você recebe uma caixa com o apartamento inteiro. Como é que ele vai saber que ali é 10A, 20A, acabamento de 2 e 3? Você tem que facilitar. Como é que eu posso facilitar a vida dele e ser mais rápido? É isso.
Isso é bacana.
Isso é muito legal.
Aceitou o convite pra vir falar depois?
Sim, com certeza.
Vamos nessa. Então já tá, vamos. Aqui a gente tá gerando de fato muito conteúdo. Eu tenho certeza que você que ficou aqui até o final já saiu com outra visão, visão de mundo, visão de liderança, o que eu estou fazendo dentro da minha empresa que eu poderia fazer mais, o que você está fazendo quando... Ah, tudo bem, eu fui pra casa descansar no final de semana, mas o que eu estou fazendo pra, de fato, transformar, pra alavancar a minha carreira profissional e, enfim, deixar um legado aí pra outras gerações.
Exatamente.
Então, enfim, o contato do André a gente vai colocar aqui nas descrições de todos os canais.
Maravilha.
Não tem nem o que falar, assim, eu tô muito contente aí com o resultado desse episódio. Eu assisto todos depois e confesso que eu já estou feliz com o resultado desse episódio.
Legal, legal. Tô animado pra ver o resultado final.
Suas considerações finais aí pra nossa audiência?
Gente, obrigado por estarem aqui ouvindo. Eu tô passando isso de coração porque eu... Passei, desde que eu comecei a reforma, por muita dificuldade. Eu já me senti muito estressado, desanimado, sabe? Beirando a desistir, realmente, da engenharia civil em vários momentos. Só que eu preferi escolher procurar uma outra forma de pensar. Eu não consegui acreditar que aquilo era a única solução. E é isso que eu espero de vocês. Não aceite Tudo que vem de cima ou tudo que você está fazendo no dia a dia, pergunte se faz sentido, pergunte se está sendo eficiente, se está sendo produtivo. A partir desse questionamento, dessa inconformidade que você tem, você vai começar a se desenvolver e você naturalmente vai ser reconhecido por todos. Seja arquiteto, seja cliente, seja o chefe, seja qualquer outro engenheiro. Então, espero que vocês sejam isso. Curiosos. Curiosos.
Que fechamento, hein? Gente, olha, é sobre tudo isso que conversamos aqui. Mais uma vez, eu peço que compartilhem nossos conteúdos e só dessa forma a gente vai conseguir, de fato, ter um canal com conteúdos, assim, como o que vocês tiveram agora a oportunidade de ver ou ouvir, enfim, eu não sei qual plataforma você está agora. nesse momento. Então um abraço e até o nosso próximo encontro aqui ó, a trilha vai subir agora.
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