Liderança, Carreira e Canteiro de Obras com Construtora Lotus e Ecopar | Podcast | ConcreteShow

Neste episódio ao vivo da Concrete Show 2026, o apresentador Paulo reúne um painel composto por Rafael (diretor/empreiteiro da Ecopar, Alagoas), César (engenheiro da Lotus), Mestre Cláudio (mestre de obra da Lotus) e o próprio Paulo (diretor da Lotus) para discutir os principais desafios e oportunidades da construção civil no Brasil. O debate gira em torno da necessidade urgente de valorizar os profissionais da cadeia – do servente ao diretor – para evitar a fuga de talentos para setores como delivery e transporte privado. Os participantes apontam que a valorização passa por melhorar as condições físicas nos canteiros (refeitório com ar‑condicionado, vestiário com armários com senha, piso emborrachado, botas brancas), criar planos de carreira estruturados com avaliações periódicas e recompensas, e promover uma cultura de respeito e união entre todos os níveis hierárquicos. O mestre Cláudio relata sua própria evolução de um líder temperamental para um “eterno aluno” que agora lidera equipes com foco em segurança e bem‑estar. A Lotus demonstra práticas de industrialização, como a padronização de diâmetro de pilares e o uso de formas reutilizáveis, reduzindo custos e acelerando a entrega. Rafael descreve o modelo de plano de carreira da Ecopar, que paga carpinteiros até R$10 mil, supera advogados e inclui avaliações de desempenho, fotos, camisas e eventos. O painel também discute o papel da indústria em fornecer materiais mais leves e tecnologias que aumentem a produtividade, bem como a importância de eventos de troca de conhecimento (Encontro dos Mestres de Obra, feiras) para levar inovações do canteiro à indústria e vice‑versa. O episódio encerra com um convite para o próximo Encontro dos Mestres de Obra em Brasília, reforçando a mensagem de que a união e a troca de ideias são essenciais para transformar a construção civil.
Chapters
A gente está falando muito de valorização profissional, de união do setor. Nessa roda eu tenho o engenheiro César, que trabalha numa grande construtora em Brasília. Tenho o Paulo, que é diretor também da mesma construtora, e o famoso mestre Cláudio. E do meu lado aqui eu tenho também diretor de construtora, o Rafael. E a ideia aqui é fazer um bate-papo para falar dos problemas que o mercado está passando, mas também como que a gente resolve.
Construi, cresce, arquitetura.
Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Eu vou começar aqui com Rafael, que é de Alagoas. Queria que você falasse um pouquinho, Rafael, do seu mercado lá, dos problemas que você vive no dia a dia e como que você resolve.
Bom, primeiro obrigado pelo convite participar aqui com vocês. Eu acho que assim, é toda a dificuldade que uma obra ela vem da não valorização. Então hoje a gente tem uma competição no mercado, não só dentro da construção civil, mas também fora. A gente tá competindo com Uber, a gente tá competindo com iFood, a gente tá competindo com vários outros mercados. E se a gente não tiver planos para esse profissional voltar para construção civil, ele vai abandonar. Então eu acho que se não tiver algo que valorize o profissional onde ele saiba o que ele tem que fazer, como ele tem que fazer, até quando ele tem que fazer e como ele vai crescer, a gente não tem futuro nesse mercado.
Rafael, agora aqui a gente tá vivendo um momento interessante. A gente tem diretor da construtora, engenheiro da mesma construtora e mestre de obra da mesma construtora. Quando a gente fala de valorização, de união do setor, em que lugar do país você vê uma cena como essa?
É raro. É raro, é raro. Eu sou diretor de uma construtora, mas eu sou empreiteiro, né? Então você imagina que eu tô numa mesa aqui com vocês onde tem um diretor de engenharia, tem um mestre, tem um engenheiro e tem um empreiteiro. E assim, é uma oportunidade para a gente falar da valorização da engenharia, e da engenharia como um todo, né? Desde o servente ao diretor de engenharia, passando do servente, do ajudante prático, do encarregado, do mestre de obra, do engenheiro, do diretor, porque é uma cadeia completa. Se essa cadeia não tiver bem estruturada, onde cada peça desse tabuleiro se respeite, a coisa não vai chegar como deve ser feita, sabe? Na minha opinião.
Maravilha, Paulo. Agora, xará, né? Agora com você. Como que você entende que a gente pode mudar essa realidade, de até melhorar essa questão, atrair mais profissionais para a cadeia da construção civil?
Eu acho que a gente tem que mudar alguns conceitos, né, que são feitos há muito tempo atrás, de que obra é uma— o pessoal que trabalha em obra é um pessoal um pouco mais desacreditado, que a obra é mais bagunçada. A gente tem que fazer o local de trabalho da pessoa com que ela tenha prazer de trabalhar nesse local. Então eu acho que se a gente fizer isso, a gente valoriza. Desde um banheiro limpo, uma entrada organizada, um estacionamento bom para pessoa parar e uma uma qualidade de trabalho melhor para o pessoal. Acho que isso já é um pontapé inicial já para a gente começar a mudar esse padrão.
Em um episódio que eu gravei com o mestre em uma feira de construção industrializada, teve uma fala do mestre que repercutiu muito, que ele fala que vocês dão liberdade lá na Lotus para ele trabalhar. O que que você traria de dica para que as construtoras tenham essa troca de valor dentro ali do canteiro de obra e escritório?
Eu acho que é o que a gente tá fazendo aqui, né? Mostrar para as pessoas como que a gente consegue melhorar o padrão do trabalhador da obra, né? Então, por exemplo, a gente pode— eu falei, eu falo para o Cláudio sempre que assim, meu sonho é colocar um ar-condicionado no refeitório para o pessoal, entendeu? Eu acho que a gente vai chegar num ponto disso, do pessoal tá trabalhando com ar-condicionado É, você falou disso.
E tem, acho que um ano atrás, um ano e meio atrás, eu visitei lá Balneário Camboriú, FG, construtor FG. E o refeitório dos caras tem ar-condicionado, o piso dele é emborrachado, o vestiário dele, o armário é um armário plástico com senha dentro do armário. O cara não leva o cadeado dele, ele bota lá a senha. A bota do visitante é uma bota branca. Pra mostrar que a obra é tão limpa que ele entra e sai da obra com a bota branca sem sujar. Você vê, então assim, é possível no mercado onde você tem um ticket de valor de venda mais alto e tem suporte orçamentário pra isso. Mas eu acho que essa mudança, parte daquilo que você falou.
E com isso assim, a gente tem que divulgar quando a gente fizer esse tipo de coisa. O mestre faz isso muito bem, né? Ele divulga as coisas boas que ele faz na obra, que ele faz na obra pra valorizar a mão de obra, pro pessoal se inspirar nele, né, e partir pra melhorar a qualidade de vida, né. Então acho que vale, acho que a gente tá no caminho, acho que esse é o caminho.
Muito legal. Agora, antes de passar pro mestre, César, você tá no dia a dia ali no canteiro de obra, eu já tive o privilégio de falar com você diretamente no canteiro, e eu percebo, Paulo, não é porque eu tô na sua frente não, mas como eu já visitei a obra da Lotus Tower, visitei inclusive obras ali na FG, a construtora Embraer também, que são exemplos aí pelo Brasil. A Lotus assim me chama muita atenção, a união da equipe. E agora, César, eu queria ouvir de você, como que vocês conseguem ali ter esse nível de união no canteiro?
Cara, é até legal você comentar isso, porque eu, o Mestre e o Paulo, a gente não é amigo só dentro da obra, a gente levou essa amizade para a vida, né? Então a gente faz churrasco, a gente sai junto, nossas esposas são amigas, mas isso tudo a gente é coisa que a gente tá colhendo de dentro do canteiro, de dentro da obra, né? Então foi o nosso entrosamento ali mesmo do dia a dia, o respeito de cada um pelo outro, a parceria, e eu espero levar isso pro resto da minha vida.
Agora tem uma fala que o Paulo ontem falou, ó, falou que eu vou até relembrar aqui. Quando ele contratou você, falou, vai ser difícil trabalhar com o Mestre Cláudio porque ele é difícil. Na construção civil a gente vive o desafio da comunicação. Foi falado também que o mestre evoluiu muito. E aí eu queria entender, Paulo, de você, antes de passar para o mestre, qual que é a sua relação com o Mestre Cláudio, onde vocês trabalharam e quantas obras vocês já fizeram, e por que que você trouxe essa evolução do Mestre Cláudio?
A gente trabalhou muito tempo junto, a gente trabalhou acho que desde 2015 mais ou menos, já faz uns 10 anos que a gente trabalha junto. 2011, né, Cláudio?
Desculpa.
Então desde 2011 que a gente tá trabalhando junto e naquela época o Cláudio ele era muito temperamental, então ele era bem nervoso, então a gente conversava com ele durante os anos, a gente foi conversando com ele Pra ele perceber que assim, que o pessoal que tá no escritório, por exemplo, é um pessoal que tá tentando dar apoio pra ele. Às vezes tem alguns problemas de projeto, tem alguns problemas de fornecedores que a gente não tá conseguindo resolver, mas a gente tá tentando dar um apoio pra obra entrar no ritmo que a gente tá querendo. Então, que tá todo mundo no mesmo barco. É claro que às vezes no escritório a pressa não é tanta, a dinâmica é diferente. A pressa não é tanto igual o do canteiro de obra, porque o canteiro de obra você tem que resolver ali na hora. E no escritório você pode esperar no outro dia para tentar resolver. Aí, mas a gente, ele foi entendendo, foi vendo que a segurança tá lá para ajudar, que os projetistas estão para ajudar. Hoje em dia ele tá totalmente diferente do que ele era antes.
Só as mini brigas, né?
Não, e agora, e aí o que que é legal, ó, o mestre, pelo que eu entendi, o mestre passou a ser um grande ouvinte. É isso, mestre?
A gente é eterno aluno, né? Mas a evolução profissional, ela vem disso que o Paulo tá falando, né? A gente muito na vontade de fazer, a gente acaba estando ali no campo e a gente acha que tá todo mundo contra você, só o campo é culpado, né? Mas não é bem assim. A gente foi mudando, a gente, eu fui evoluindo profissionalmente, principalmente como líder, assumindo responsabilidades. E vendo que a minha pessoa tinha gente ali querendo seguir o meu exemplo. Então eu tinha que evoluir, né? E essa mudança foi acontecendo. E a gente trabalhou juntos na Via Engenharia quase 10 anos. E ele me trouxe pra Lotus. Ele que me trouxe pra Lotus.
Ah, então o Paulo é aquele responsável lá que você falou no episódio, que ele foi te buscar no mercado.
Foi me buscar no mercado, ele já conhecia meu trabalho e me trouxe. E a gente tá aí há 6 anos na Lotus fazendo um trabalho excepcional. E é uma coisa que a gente tem colocado em prática, e a Lotus por conhecer já o nosso trabalho e ter botado isso em prática, a gente tem um canteiro de obra muito organizado. Eu, muita gente às vezes acha que o canteiro de obra, não, o nosso canteiro de obra é um canteiro de obra limpo, organizado. Eu me preocupo com vestiário, eu me preocupo do funcionário ter água gelada para beber, do funcionário ter um refeitório limpo, pra almoçar. Então isso sempre foi minha preocupação, porque eu não tive isso lá atrás. Lá atrás, os meus líderes não se preocupavam com isso. A única preocupação deles era produção. E eu vejo que se você cuidar de toda a infraestrutura que tem no canteiro de obra, você fazer um ambiente bom, o funcionário vai trabalhar, o funcionário vai produzir. E a valorização da construção civil é isso, é a união. Nós temos um ambiente muito bom aqui. O meu diretor tá do meu lado, ele tá aqui desde ontem. Nós estamos aqui, a empresa, a empresa nos proporcionou isso e nós estamos aqui. E além do engenheiro de produção, do diretor e o mestre, nós estamos aqui juntos. Eu tive o prazer de conhecer o Rafael lá em Maceió. Rafael faz um trabalho diferente, diferenciado lá em Maceió, dentro da empresa dele. E as outras construtoras hoje respeitam muito a Ecopar Não é só por o serviço que a Ecopar executa, mas também pela identidade que a Ecopar conquistou dentro de Maceió, com organização, com liderança, com a valorização do profissional. A Ecopar, ela quer valorizar o servente até o engenheiro. Ele tem um plano de valorização dentro da empresa. Então essa é uma coisa que a gente, coisas boas a gente tem que levar pra dentro da construção civil em todo lugar. Então o que eu vi lá na Ecopar, e não só o Paulo como diretor, mas o próprio dono da empresa sentou, olhou e quer ver as coisas boas para trazer para dentro da empresa. Então é isso que valoriza a construção civil.
E aí eu queria entender assim, até ouvir uma última fala para a gente depois continuar esse bate-papo no estúdio, para ficar uma coisa mais, enfim, bacana, detalhada, etc. Eu queria perguntar agora para vocês qual o papel da indústria na melhoria da construção civil. A gente tá aqui num grande evento em São Paulo e existe dificuldade das empresas liberarem os profissionais que vivem ali o dia a dia de canteiro para virem visitar uma feira como essa. E para você, Rafa, como que você entende que a gente pode melhorar a construção civil? Mas óbvio, trazendo a indústria para levar conhecimento assim Pra gente começar a montar eventos menores pra essas tecnologias, essas novas, enfim, trocas que a gente tá fazendo aqui cheguem também naqueles profissionais da ponta.
Ô Paulo, eu acho que assim, esses eventos, né, como vocês fazem lá, o Encontro do Mestre de Obra, que acontecem lá, que vocês fazem em Brasília, né, isso eu vejo que alguns fornecedores fazem esses eventos a nível nacional e fazem exatamente essa troca de informação. E as boas soluções tá na mão de pessoas como o Mestre Cláudio, tá na mão de pessoas como alguns serventes, tá na mão de pessoas como alguns carpinteiros, que eles que são as pessoas que botam a massa, a mão na massa no dia a dia. E a solução eu acho que vem daí. Se a gente não acreditar que são essas pessoas que vão trazer as soluções que a gente às vezes acha complexas, Não vai ser o dono da construtora que vai trazer, não. Eu acho que a troca é muito importante e tem que quebrar esse paradigma de que não tá na obra, porque tá na obra a solução.
Ô Paulo, você como diretor de uma grande construtora, como que é a sua relação com a indústria e principalmente como que é o envolvimento também dos seus pares na hora de trazer uma solução construtiva nova?
É assim, a gente pensa principalmente na época do projeto. Então a gente tenta padronizar ao máximo a obra pra gente conseguir produzir numa escala industrial as peças, né, os produtos. Então uma coisa que a gente conseguiu fazer lá no Lote Stahl foi padronizar o diâmetro dos pilares. Então os pilares do térreo pra cima é um diâmetro só e a gente conseguiu fabricar uma forma e usar eles de baixo até em cima. Isso pra gente foi excelente porque a gente usou menos, menos forma, então a gente comprou menos quantidade de forma e começamos a cada 3 dias já soltar um pavimento de pilares. Lage maciça também a gente conseguiu. Então desde o projeto a gente conseguiu já fazer a obra, fazer o projeto de acordo com algumas alguns itens industriais que a gente consegue acelerar o processo, né? Uma coisa que a gente tá pensando também para a próxima obra, né, Cláudio, seriam os pilares em concreto. Por exemplo, a gente fazer todos os pilares em concreto. Um exemplo que a gente pensou ontem, né, Cláudio? Para, por exemplo, assim que a gente terminar a estrutura, os pilares dos postos dos elevadores já levar o posto para lá. Assim que a gente terminar a estrutura, os elevadores já entram imediatamente. Porque a gente percebeu que depois que a estrutura acaba e até a alvenaria chegar no topo, a gente perde, a gente tem um hiato aí de tempo que a gente perde o início da instalação dos elevadores. Então isso na próxima obra a gente já vai alinhar isso e vai divulgar isso para as próximas obras, para as próximas equipes da empresa também, para os próximos projetistas, para a gente já começar a soltar isso como se fosse uma linha de produção.
Essa troca, esse intercâmbio de conhecimento, imagina que Vocês trazem uma inovação na obra de vocês, passa isso para o mercado e o mercado também desenvolve alguma inovação, passa para vocês.
Eu acho que isso é um ponto importante. E falando na indústria, a indústria tem que trazer para nós, principalmente para nós executores, sempre materiais mais leves. A gente está precisando de materiais mais leves para a obra, para a construção civil. Para quê? Porque é igual o Rafael falou, hoje nós competimos não só com o mercado da construção civil, Nós competimos com todos os outros mercados e a gente precisa trazer essa mão de obra de volta para dentro da construção civil. Valorização, valorização em reais, realmente financeira, para os funcionários, desde o servente ao engenheiro, todo mundo está precisando de valorização financeira, mas não só isso, valorização também de pessoas, mostrar para eles que a construção civil vale a pena, que a construção civil não é um ambiente hostil, a construção civil É um ambiente bom de trabalhar, é um ambiente que tem aonde várias maneiras dele virar um profissional, e de um bom profissional, profissional que ganha bem. Você hoje tem carpinteiros e armadores que ganham o salário de quem fez 5, 6 anos de faculdade aí não ganha. Então a construção civil tem seus valores, e as pessoas que querem entrar para dentro da construção civil, a construção civil é um mercado cheio de oportunidade, e a indústria precisa muito nos ajudar em trazer materiais e inovações leves, pra que a gente possa soltar produtividade e também pensando no nosso profissional, trabalhando com materiais mais leves.
E aí, César, o que você traria aí de contribuição pra essa parte da indústria e etc.?
Ah, eu acho que o Mestre acabou de falar tudo, né? Coisas leves que vão aumentar a nossa produtividade, reduzir a quantidade de pessoas para melhorar todos os processos, né? O exemplo que o Paulo falou, citou aí dos pilares, isso foi fundamental para a gente cumprir nossos prazos de laje, as mesas voadoras. Tem muita coisa boa que a gente acabou vendo aqui na concretinha também, né, que a gente quer levar para nossas próximas obras.
E aí, Copá, Rafael lá em Maceió, ele tá levando isso para dentro da empresa dele, essa valorização profissional. Ele pega um servente ali, o servente desenvolver pouco, ele já vira um servente prático, ganha, ganha cada 6 meses, vai avaliado, tem avaliado por nota. Então é um projeto muito interessante, o projeto que a Ecopar faz em Maceió, que talvez seja um exemplo para o país todo.
Isso é legal, porque às vezes uma pessoa tá esquecida na obra, vai lá e recebe uma nota, sei lá, 0 a 10, não sei como é que funciona, Ela, opa, no outro dia ela já vai trabalhar mais animada, entendeu? Isso é bem bacana mesmo.
Eu vou estender um pouquinho assim só para fazer uma última pergunta. Eu tinha falado que era a última, mas assim, só a última agora. Rafa, mas para você é importante que você esteja junto ali? Porque nem sempre aquele profissional de RH consegue dar essa atenção necessária assim.
Na verdade, viu, Paulo, esse programa de plano de carreira ele foi desenvolvido por mim. Eu contratei vários líderes de RH, eu tentei encontrar um modelo pronto e não consegui. Então foi depois de muita dor, muito trabalho, muita inteligência artificial, horas e horas dentro de um computador, que eu fui vendo o que que faltava, onde doía, tanto para mim como empreiteiro, para o construtor, mas principalmente para aquele cara que tava com a mão na massa. Eu falei, cara, se esse cara quer crescer, ele precisa fazer isso, isso, isso. Ele precisa ser avaliado com essa periodicidade, ele tem que ganhar X reais a cada tempo, ele tem que ser valorizado com foto, com camisa, com festa, com evento. E isso a gente criou, um modelo de plano de carreira estruturado que parece um plano de carreira de um executivo. Quando o pessoal fala que hoje tem carpinteiro que ganha mais do que advogado, eu tenho carpinteiro meu que ganha R$10 mil, amigos meus advogados que não ganham.
Agora, ó, eu sabe o que que eu acho interessante? A gente continuar num outro episódio. Eu vou marcar uma série agora, mais um episódio lá na Lotus Tower para conversar com Paulo, com mestre, com outros profissionais que vivem o dia a dia de obra, porque eu tô com duas empresas que são exemplos na construção civil. Então a gente precisa detalhar um pouco mais. Rafa, já fica aqui o meu comprometimento também, eu vou numa obra sua para fazer um episódio por dentro da obra. Paulo, suas últimas palavras aqui para encerrar esse episódio?
Não, eu queria agradecer você, Paulo. Prazer em conhecer o Rafael também. E a importância de divulgar e fazer esse trabalho que vocês estão fazendo aí, eu acho que é muito importante para a gente valorizar a construção civil, que tá precisando muito de valorização, precisa muito de uma mão de obra qualificada. E tamo junto, tá bom?
Muito obrigado.
Isso aí, Mestre Cláudio.
Paulo, obrigado mais uma vez, né? A gente tá junto aí. E assim, É um prazer estar numa mesa dessa com o Paulo, que é diretor e meu amigo. Estamos aqui juntos. Já, e Jairo César, meu amigo Rafael, que eu tive o prazer de conhecer, e hoje meu amigo. A gente se fala pelo Zap e tive prazer de conhecer ele lá em Maceió. E é isso, através do que a gente hoje estamos fazendo na internet, eu tive o privilégio de conhecer o Rafael através do pai dele. E assim, e a gente Foi uma troca tão bacana lá em Maceió e estamos aqui hoje sentados. E é isso que a gente quer, essa união na construção civil, o intercâmbio de ideias, né, César?
Agora, antes de encerrar, você trouxe um ponto muito importante que é reduzir o número de pessoas na obra e trazer industrialização e tecnologia para o setor. Agora, antes de encerrar aí com as suas palavras finais, eu queria que você trouxesse algumas dicas para isso acontecer.
Equipamentos leves, às vezes você vai executar um serviço que você precisaria de 3 ajudantes, com equipamento mais leve, mais fácil de montar, 1 ou 2 você monta, entendeu? Então isso é um exemplo para executar uma estrutura de alguma obra.
Muito bem, agora suas palavras finais.
Ah, só agradecer mesmo essa oportunidade. Obrigado, Paulo. Obrigado, Paulo, Mestre Cláudio, Rafael. E é isso aí, construção civil é união, é disso que a gente precisa.
Isso aí, Rafa, agora com você, já tá com o microfone na mão.
Bom, agradecer o convite participar aqui com vocês, conhecer o César. Mestre Cláudio, tive prazer de conhecer lá em Maceió, já abusava dele pelas redes sociais. Paulo também, a Lara Lopes, você também agora presencialmente, também já falava contigo pelas redes sociais. E fica o convite aos 4 aí, quiserem ir às praias de Maceió, conhecer lá a Ecopar por dentro, sintam-se convidados.
Maravilha! Este foi mais um episódio diretamente da Concrete Show 2026. E antes de encerrar, eu deixo o convite aqui para você que tá acompanhando a gente para estarem junto conosco no 7º Encontro dos Mestres de Obra de Brasília, dia 5/12/2026. Eu tenho certeza que você que quer fazer parte da transformação da construção civil, essa transformação começa com união. Vem participar com a gente, afinal, conhecimento também se constrói.
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