Luiz Gonzaga inova, e constrói uma casa em EPS | Por dentro da Obra | Constru e Cast

YouTube interview from the series 'Constru e Cast' (episode recorded in Vila Velha, Espírito Santo) documenting homeowner Luiz Gonzaga’s decision to build his first house using EPS (expanded polystyrene) panels. The video covers motivations (faster build, lower labor cost, thermal insulation), a rapid on-site timeline (structural walls erected in four days over a holiday weekend), technical commentary on mortar hydration and curing by an expert (Speaker C), and perspectives from the local workforce (pedreiro Joca) and project team (architect Andréia, engineer Rafael). The piece highlights cost comparisons, labor reductions, social impacts (skill shift for workers), and a follow-up invitation to see the finished house.
Questions this video answers
July 26, 2025.
Vila Velha, Espírito Santo, Brazil.
Four days (structure of walls completed over a holiday weekend).
Approximately 300 reais per day.
Traditional wall work would take about 45–60 days; with EPS he reports reducing that to roughly 7 days (structure in four days, overall wall phase about seven days).
Chapters
O Constra e Cash veio até Vila Velha para contar a história das construções. E hoje nós vamos conhecer a história do Luiz que decidiu inovar na sua primeira casa.
Então, eu conversando com a Andréia, que é a arquiteta aqui que está acompanhando o processo comigo, ela que me deu esse ânimo aí para fazer. Confesso que eu fiquei um pouco receoso, né, porque aos 60 anos de idade já passei por algumas obras, já vi algumas coisas de construção e também já me atrevi a fazer algum tipo de construção. Mas aí ela me falou dessa questão da construção em EPS. porque ela traria para mim, no futuro, primeiro uma agilidade no processo da construção. Na época já tinha uma preocupação com relação ao custo de mão de obra, porque eu fiz a construção desse muro aqui do lado, o custo de mão de obra achei que ficou muito caro, então foi essa promessa assim de que a construção seria mais rápida e ia diminuir o custo da mão de obra.
Que você já tinha uma referência da construção do muro. E agora você está conseguindo já medir aqui.
Exatamente, aqui. Aí a ideia é essa aí, de que seria uma obra mais rápida, uma construção mais rápida, estrutura da parte das paredes nessa subida mais rápida. E aí o custo de estrutural que eu teria que fazer, tipo a base da casa, eles chamam de radier, para poder estrutura e a casa assim, no início ficou impressionante, porque tinha a halagem pronta e não tinha nada, entendeu? E ali de repente assim, num final de semana, a gente marcou aqui numa quinta-feira, era um feriado, Corpus Christi, eles vieram pra cá nesse feriado, quinta, sexta, sábado, domingo, quando eles foram embora no domingo, a casa tava toda pronta.
Toda essa estrutura que a gente tá.
Vendo aqui, ficou pronta no final de.
Semana, no sábado e no domingo?
Só o chapisco não, mas a estrutura tava pronta, aí depois o meu pedreiro continuou aí mais uma semana, duas, pra terminar esse chapisco.
Essa parte do que é hoje. o chapisco da estrutura, da estruturação da parede.
Mas o que vem aqui hoje de estrutura, de parede e tudo mais, foi feito em quatro dias.
Estou analisando a qualidade do lançamento da erga massa, a uniformização, estou analisando o índice de hidratação, estou analisando o tempo de cura. quantidade de cura. Estou verificando se há diferença de idade entre as argamassas por conta de alguma deficiência na cura. Então se houve deficiência na cura numa parte da edificação, elas vão chegar em idades diferentes quando tiver o carregamento da laje, que é o próximo ponto. E daí, se a gente não acelerar o processo de hidratação, as argamassas poderão ficar ligeiramente com diferentes de tensão. Como o sistema distribui a tensão de maneira uniforme, ou seja, para a casa inteira, não é que vai causar um colapso ou alguma coisa, mas é uma forma que eu tenho de poder indicar o que ser feito a partir de agora em alguns pontos específicos, cuidados, pra gente acelerar o processo em alguns locais da casa, algumas áreas, pra melhorar a cura, pra poder chegar na mesma idade, na mesma resistência, os lados juntos. E eu consigo avaliar isso, assim, na verdade, não está na literatura, é uma maneira que eu desenvolvi, por conta da minha impersensibilidade, de, pelo barulho, pela característica do barulho, se ele é mais alto, mais baixo, o que acontece com ele, algumas dessas características. Isso eu testei durante seis anos, eu tenho uma literatura minha que eu vou comparando e faço o teste, igual um enólogo, vai lá e cheira o vinho e te fala 50 características, através da escuta que eu tenho da argamassa, eu consigo impedir, por exemplo, fissuras por retração térmica, fissuras por retração hidráulica, que são algumas relacionadas à tensão, e alguns outros pontos. É isso que eu tô fazendo.
Você fazer um cálculo de uma mão de obra dessa aqui, de subir lajota, colocar madeiras, vigas, tudo mais, ia demorar aí no mínimo uns dois meses.
Você conseguiu reduzir aí pra sete dias, né?
400 reais numa diária só pra subir parede por dia em dois meses, praticamente, Tem um custo da obra aqui. Então, pra mim, o que mostrou...
Quanto tá a média da diária de um pedreiro?
A diária de um pedreiro tá em torno de 300 reais.
Aí você pega 300 reais. Uma média de 300.
45, 60 dias.
Uns 60 dias que você deixou de pagar.
É, exatamente. Menos mão de obra.
Menos mão de obra.
Teve essas questões aqui, a pessoa já vê que na construção, você vê por exemplo os canos de passagem de água, de luz, água quente do banheiro, tudo foi feito nesses quatro dias.
Ah, esse período todo desse final de semana que você pegou para colocar toda a estrutura, também já está contando com essa parte hidráulica.
A parte hidráulica e elétrica, as mangueiras, né? Foi uma experiência diferente, que gera uma certa insegurança.
Eu ia te perguntar isso, como que foi essa tomada de decisão?
Exatamente.
Tendo em vista que você já conhecia o processo tradicional.
Foi pura confiança, sabe, entregar e partir pra algo novo, porque tinha uma promessa de que essas paredes, ela retenha o calor, a temperatura fora, e que nós aqui, num verão nosso que é muito quente, entendeu? E no inverno é muito frio, nós estamos passando o inverno muito frio. Então as paredes sendo térmicas, vai diminuir um pouco essa passagem de temperatura externa pra dentro da casa.
Você consegue mais conforto no calor.
E diminui o custo de energia elétrica, de ar-condicionado e tudo mais, porque não vai ser necessidade de, em alguns momentos, poucas vezes no dia que eu vou ter que usar ar-condicionado.
E nesse processo, Luizito?
Essa é a promessa, entendeu? Eu estou acreditando que vai funcionar.
E depois eu já vou deixar o convite aqui pra gente voltar, quando você estiver morando.
Quando estiver morando, pode vir pra ver a parte pronta.
Mas eu não venho só ver, não. Realização do sonho. Só um café? Só um café? Não, eu venho almoçar, jantar aqui.
Cafézinho na varanda, panorâmica aqui, né, que tem uma área...
Eu quero ver, eu tô curioso, eu vi aquele, vai ter aí, eu vi aquele, aquela... Vocês aproveitaram bem o terreno ali?
O terreno, exatamente, da lavanderia embaixo... Luiz.
E quando você fala da confiança, né, de acreditar, de confiar, você confia nesse... você confiou na pessoa, inicialmente, que chegou e te convenceu de inovar com esse sistema construtivo? Ou você fala, não, eu vou confiar no sistema. Partiu a tomada de decisão da arquiteta que te convenceu de usar o sistema?
Foi ela que me convenceu, porque eu conheço ela, entendeu? E eu confiei nela de que isso era bom. E a gente vai pesquisando, aí eu fiz as pesquisas na internet, comecei a ver essas questões tudo, vi as outras obras, vi o que estava acontecendo, a questão da velocidade. Aí depois o contato aqui com o Rafael também, que é um engenheiro, ele vindo aqui, ele passando essa credibilidade e confiança pra gente de que realmente é sério. A estrutura da casa foi uma estrutura muito firme, foi muito forte, eu demorei muito tempo a construir a estrutura da casa, porque ele dizia que o que vai sustentar a casa é a base bem feita, entendeu?
Sim.
A estrutura da base bem feita. Porque pra cima, a promessa era assim, e eu tô vendo que é isso mesmo, porque cada parede, você vê que ela é toda, é como se fosse uma viga toda a parede, Sim. Eu estava pensando, calculando aqui, a quantidade de ferro que tem somado nessa parede toda aqui, talvez seja mais ferro que seria colocado, a quantidade de ferro, o peso de ferro, seria talvez maior do que nas colunas e as vigas.
Se você fosse construir no sistema tradicional, com laje, com coluna e viga.
A quantidade de ferro acabou sendo maior. Por isso que ela é uma parede estrutural, porque ela aguenta todo o peso. Porque quando você bate aqui, você vê.
Que é uma parede... Está firme?
Está firme.
Luiz, e quando você fala desse conjunto, no primeiro momento você confiou na palavra da arquiteta, depois você fez pesquisa, depois você teve o contato com o engenheiro Rafael dos Santos, que é ele que está fazendo o cálculo estrutural aqui. Nesse processo, quando ele entra, ele te passou mais confiança? Esse tripé, né, de arquitetura, pesquisa de mercado e mais o parecer técnico do engenheiro.
Isso. Olha, isso é... Porque a Andrea também, o que acontece? A Andrea também, ela é a primeira obra dela também.
Com esse sistema.
Com esse sistema. Então, ou seja, a gente está fazendo um processo junto com ela. A gente sabe, talvez, das questões que a gente está vendo aqui de algumas inseguranças, que vai se fazendo ajustando Com o tempo, agora que tivemos uma dificuldade aqui, o Rafael veio aqui e orientou a gente como a gente vai fazer pra isso aqui. Deveria ter feito de uma forma diferente, por quê? À medida que isso vai passando, a experiência nossa, a experiência, por exemplo, da Andrea, por exemplo, na próxima casa que ela for construir, certamente ela já vai... Aprendeu aqui, entendeu? Com essa obra.
O processo da vida.
Aprendizado dela e meu também. Ela também está aprendendo, porque é uma nova obra e ela tem uma construtora e a intenção dela é fazer esse processo para que ela possa continuar. E hoje o contato, por exemplo, com o Meus Pedreiro, hoje eu vi uma certa resistência no início, mas eles mesmo agora estão entendendo, porque esse é o futuro. Isso vai ser assim, então não adianta. Tem coisas que a gente não dá para encontrar mais a realidade do futuro. É uma obra dessas, por exemplo, aquelas paredes, essas paredes aqui, que elas têm 1,10m por 2,3m. Você levanta uma parede dessa com uma mão só, assim, ó. É leve, pode contratar, por exemplo, hoje, profissionais mulheres, por exemplo, pode ser, por exemplo, um profissional que pode ser contratado numa obra dessas.
Ontem eu conversei, ontem a gente estava conversando na feira, na ES Construção Brasil aqui em Espírito Santo, e a gente estava falando que construção não é mais força, porque você tem tecnologia para tudo, e isso você está mostrando aqui na prática, e uma coisa que está acontecendo para mim que está muito bacana, é através da sua coragem de inovar, você também está ajudando outros profissionais, pedreiros inclusive, a entenderem, a quebrar aquela resistência do novo.
Esse meu pedreiro mesmo aqui, esse rapaz que tá trabalhando comigo, ele é muito bom profissional. E ele, assim, ele tá... Você vê que ele tá quebrando aquelas resistências dele no processo.
E ele tá aí?
Ele tá aí.
Você chama ele pra fazer uma palhinha aqui com a gente? Rapidinho, só um minutinho?
Pode chamar ele também.
Luiz, você falou um pouquinho que teve uma resistência, agora eu quero ouvir dele. Joca, como que foi... o seu primeiro contato com esse tipo de construção. Você acreditou inicialmente?
No começo eu não estava acreditando muito não, né? Mas depois a gente começou, levantou, né? Começou a piscar, que as paredes começaram a firmar. Aí eu comecei a acreditar, né? Aí as paredes estão firmes aí, mas no final vai dar a mesma coisa, né? Vai ficar resistente e tudo mais.
Vai ficar igual agora? Vai ficar igual. Só que vai ficar com muito mais conforto. Térmico, principalmente. E foi difícil, Luiz, para você convencê-lo?
Então, assim, ele ficou assim meio cabreiro no início, assim, que a gente falou, o Joaquim vai fazer, rapaz, um negócio de carros de isopor, não mexer com esse negócio não. Como é que vai ser isso aqui? Porque gera uma certa insegurança, né? Porque o Joaquim, ele tem uma... eu vejo que ele tem uma capacidade jovem, né? Então, de abertura, né? Nós estávamos trabalhando com outro profissional junto com ele aqui, um pouco mais velho, e tive um pouco mais de resistência com ele, entendeu? Então, ou seja, mas o Jóque é mais flexível para essas coisas. Ele entendeu. Eu falei, Jóque, vamos ver. Eu até falei com ele. Eu falei assim, Jóque, isso é uma experiência para você. Eu falava com você, você vai aprender uma profissão nova, um trabalho novo. Amanhã ou depois, se você só tem essa opção, você está fora do mercado. Eu falei com ele. Então, a oportunidade dele é aprender um novo jeito de construir. E aí ele encarou e veio junto comigo. Está desde o início, desde a base.
Joacaí, agora, da forma como você já teve um tempo de experiência, que conselho você daria para outros pedreiros que, assim como você, teve um pouco de dificuldade para aceitar uma nova forma de construir?
Eu indico, né? Pode fazer, com certeza. É uma obra mais rápida e mais limpa também.
E o melhor, né? A pessoa que está pagando a conta economiza muito mais em mão de obra e vocês, enquanto profissionais, conseguem ajudar para que outras pessoas mudem mais rápido e contribuem com outras construções.
E a questão da mão de obra, que eu falo, às vezes o pedreiro pode pensar assim, não, mas é melhor fazer uma obra em dois meses do que fazer em 15 dias. Só que acontece o seguinte, a obra não termina, porque ele terminou o reboco aqui, a casa vai terminar, ele vai poder ir para uma outra obra, ou seja, o tempo de trabalho dele não vai mudar, porque ele vai sair dessa obra, ele faz uma obra mais rápida, ele realiza um trabalho mais rápido. E depois vai construir uma outra casa, porque ele, como um bom profissional como ele é, ele não vai faltar trabalho pra ele. Talvez a pessoa tenha a preocupação, não é melhor fazer uma obra em dois meses do que fazer em uma semana. Porque em dois meses ele vai ganhar mais. Só que a obra não para, ele vai continuar em outras etapas.
E quando ele se especializa com a nova forma de construir, automaticamente ele vai cobrar um pouco mais, porque ele sabe fazer, ele tem conhecimento aqui.
O quanto que o outro não tem, exatamente. Ele pode valorizar a mão de obra dele por causa da... Você não pode falar isso agora aqui não, senão dificulta o próximo negócio.
Uma última pergunta que eu sempre pergunto quando estou conversando com o pedreiro. Você quer saber se você é pobre ou rico? Contrate um pedreiro. Ou vixe um caro.
O pedreiro é caro pra caramba. E a gente vê hoje as pessoas reclamarem mesmo. Não sei por que razão, as pessoas parecem estar largando a profissão ou está aumentando muito a mão de obra agora. Mas, às vezes, assim, a gente vê a dificuldade, às vezes, para contratar algum bom profissional para trabalhar.
Ó, ele está falando que você é bom. Não sou eu que estou falando, nem você. E ele está tendo essa experiência.
Isso aí.
Joca.
Não tem medo.
Obrigado, viu? E sucesso para você. Eu tenho certeza que, com essa nova forma de construir, você vai ter muito mais prosperidade, porque conhecimento é poder.
Exatamente.
Quem tem conhecimento tem poder.
Ele pode colocar no currículo dele. Você já construiu casa, hein? Pois eu, já construí. Ou seja, o leque de abertura para ele nesse mercado que está em expansão vai ser muito maior do que um pedreiro que ficou só na alvenaria convencional. Ele sabe fazer muito bem aquele outro e vai aprender esse aqui também.
E sobre forma de construir inovadora, está feito o convite que quando você quiser se atualizar, você pode entrar em contato com o pessoal da RUB, do ConstriCast, que a gente te manda materiais, te convida para eventos, conhecer e tá convidado para o nosso café quando a casa ficar pronta.
Exatamente. Mas tem que fazer um churrasco aqui, né? Ficar melhor, né?
Jaca, obrigado, viu cara? Sucesso pra você. Luiz.
Falou, valeu.
Obrigado, valeu. E é isso, gente. O Constra e Caixa, a voz da construção diretamente de Vila Velha no Espírito Santo, pra contar histórias. como a do Luiz e a do Joca, que juntos tiveram uma experiência e vamos contar mais histórias. Agora eu quero ouvir de você, nos comentários, o que você achou dessa história e se você já viveu histórias parecidas e se está disposto a inovar com o sistema construtivo. Não precisa ser necessariamente esse, mas quando eu falo de inovação, o mercado tem muitas soluções construtivas e depende de você na coragem de inovar. É isso?
Isso aí.
Vamos nessa. Constrecast, a voz da construção.
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