Mercado de Piscinas: Erros em Projetos, Tratamento Correto e o Papel do Lojista | Podcast Expolazer

In this Construcast podcast recorded at ExpoLazer 2026, host Paulo moderates a discussion with Vera Oiolla, a retailer from Belém (Sol e Mapa Piscinas e Saunas), and Bruno Brum, a chemical‑technical educator with 28 years of experience in pool treatment. The conversation explores the Brazilian pool market (second only to the United States), regional dynamics in Belém and Rio, and the critical role of retailers as the information bridge between manufacturers and pool operators. Vera stresses the need for specialist involvement from the earliest design stage to avoid costly over‑ or under‑dimensioning of equipment and to accommodate modern accessories (hydromassage, cascades, heating). Bruno highlights the importance of respecting technical norms, the newly launched POP (Procedimento Operacional Padrão) created jointly by industry, retailers, operators and ANAP, and the health‑risk implications of poorly treated water (bacterial, fungal, mosquito breeding, false safety of clear water). Both guests discuss common design errors, the rapid evolution of automation and inverter technology, and the cultural barriers that keep many operators under‑trained. They also address how influencers can spread misinformation and advise consumers to seek certified products and reliable sources such as ANAP. The episode ends with practical advice for pool owners – continuous treatment, regular chemical monitoring, and a collaborative relationship among architects, retailers, operators and regulators to ensure safe, efficient, and enjoyable pools.
Chapters
O papel do varejo no tratamento de piscina é o tema do bate-papo de hoje, uma parceria com o Stricast e ExpoLazer 2026. Nossos convidados: Vera Oiolla, representando a indústria, e Bruno Brun, representando o tratador de piscinas. Agora, um ponto importante aqui ressaltar é que a Vera enquanto varejo, ela tem um papel fundamental que é a conexão entre a indústria e o profissional que vive o dia a dia ali do tratamento de piscina. Vera, seja bem-vinda.
Obrigada, Paulo, pela oportunidade, né? Agora há pouco nós participamos de uma palestra, né? E ali apresentando a importância que tem o lojista, né, em levar ao tratador de piscina, que é o papel fundamental, é o final, a cadeia final, né, do alinhamento da piscina para aquela piscina ser tratada corretamente, né. E aí o papel, no caso de nós lojistas, né, é apresentar os melhores produtos, melhores equipamentos e levar para o tratador, para o piscineiro, a importância disso, né.
Principalmente levar informação.
Informação, claro.
Bacana. E o Bruno, agora eu queria que você se apresentasse um pouquinho. Quem é o Bruno Brum? Gostei do seu nome, Bruno.
Como você pontuou, né, meu nome Bruno Brum, tô há 28 anos no mercado, sou técnico químico. A gente trabalha também com a educação no setor através de cursos e palestras, difundindo a educação e mudando uma um problema cultural que nós temos, é um problema estrutural que passa pela cultura. A gente tem uma cultura ainda muito ruim sobre tratamento de piscina no Brasil. Então a ideia é mudar tudo isso através da informação, da educação.
Bacana! Para você que tá acompanhando esse bate-papo, a gente vai tentar trazer o máximo de informação possível para que você fique cada vez mais informado. E quem quiser mais informação, vocês podem acessar os canais do Constricast e também da Expo Lazer. Agora, Vera, você veio diretamente de Belém do Pará. Queria que você falasse um pouquinho como que tá o mercado lá de piscina e queria que você também já trouxesse quais são os desafios vividos atualmente.
O mercado de piscinas em Belém do Pará ele tá bem aquecido. Hoje nós temos inúmeras piscinas sendo construídas. A família quis agregar isso à sua vida, né, cotidiana. Os condomínios também, né, tendo aquela piscina maravilhosa para usar. Os clubes. Então o mercado lá é bem aquecido de piscina. Nós estamos na região norte, que é bem quente também. Por isso convidativa, né? Uma piscina cai muito bem, né?
Agora, o Rio também não é diferente, né, Bruno? E como que tá o mercado lá, desse mercado de piscinas lá no Rio de Janeiro?
Também é um mercado bem aquecido. E se a gente for pegar como um todo, é, o Brasil é o segundo maior potência de piscinas instaladas. A gente só perde só para os Estados Unidos.
Estados Unidos?
Só perde para os Estados Unidos. Então a gente é segunda maior quantidade de piscinas instaladas. Então o mercado por si só do Brasil é um grande mercado e é um mercado que gradativamente está crescendo, cada vez mais a gente cresce. Acho que não teve uma oscilante negativa, acho que o Brasil ele tá sempre crescendo no setor de piscinas.
Bacana. Agora, Vera, como você, né, a gente tava conversando antes de gravar e você me disse que você atua desde a construção das piscinas. E eu de cara já quero fazer a primeira pergunta no sentido de: toda vez que nasce um empreendimento, geralmente esses empreendimentos eles nascem através de um projeto arquitetônico. E aí eu queria entender de você qual a importância de um especialista em construção de piscina entrar desde o início do projeto, e quais são os pontos que o arquiteto tem tem que pensar sempre na hora de projetar essa área de lazer?
O especialista em piscina, ele vai demonstrar a melhor forma que aquela piscina vai funcionar, entendeu? Então o projeto é fundamental que isso seja feito pelo especialista mesmo, porque quando vem um projeto que falta demanda, o dimensionamento dos equipamentos fica muito além do que é necessário. Então fica completamente, a piscina fica inviável, o custo aumenta porque aumenta o tratamento, né? Não vai conseguir dominar a limpeza ideal para piscina, um equipamento subdimensionado. E também o custo, né, varia, aumenta muito você ter que refazer tudo porque não fez um projeto adequado, né? Não fez um projeto completo para aquela piscina. E hoje em dia as piscinas mudaram, que eu costumei falar, né? Mudaram muito. Elas hoje em dia é inúmeros acessórios que tem nela, tanto da parte de hidromassagem, cascata, um aquecimento. Então tudo isso é muito importante que tenha um projetista especializado para ajudar os arquitetos, que é o que a nossa empresa faz hoje em dia lá no Pará, entendeu? Agora todo apoio para essa parte.
Agora vou fazer até um merchan da sua empresa, quem sabe eu vou ganhar alguma coisa aqui Deixa eu te perguntar, qual que é o nome da sua empresa? E eu queria que você também falasse já nessa pergunta como que vocês e outras empresas também que fazem esse mesmo tipo de serviço podem ajudar os escritórios de arquitetura. A gente tem uma audiência muito grande nas plataformas de áudio e vídeo. Como que, qual que é o passo a passo para o arquiteto seguir na hora de fazer um projeto?
É, no caso, a nossa empresa, que é a Sol e Mapa Cinas e Saunas, lá em Belém do Pará, né, fica lá no norte, num lugar bem quente. A gente ajuda a parte de arquitetura trazendo isso. Na hora do projeto, a gente combina uma reunião com o arquiteto, os arquitetos que nos procuram, né, e a gente começa a criar passo a passo cada efeito da piscina, né, o que vai ser necessário, área, né?
Qual que é a área necessária?
A área que vai dimensionar a casa de máquinas, né? E vai ser de acordo com os equipamentos necessários para aquele volume da piscina. Então a nossa empresa vem desde a parte de projeto, execução daquela parte hidráulica e elétrica, que é a casa de máquina ali, né? Faz a construção da piscina também em alguns casos. E aí vem para a loja, que é onde oferece toda a parte dos equipamentos ligados, que vai ser necessário para aquela piscina.
Agora, Bruno, você como vive ali o dia a dia, né, juntamente com os tratadores de piscina, também tem um grande know-how nesse sentido. O que você traria de dicas nessa linha que a gente está falando, que é esse projeto da piscina, porque o mundo muda, acontecem muitas inovações. Antes uma piscina que tinha ali 2, 3 equipamentos, hoje você tem 10, 12, 15, é toda hora muda uma norma. O que que você traz aí de dicas que os arquitetos e também a própria, o próprio varejo pode usar no dia a dia?
Ponto A hoje, quando você vai construir uma piscina, é não Primeiramente, é não ignorar as normas, né? A gente tem as normas lá mostrando como se deve dimensionar, como se deve construir uma casa de máquina de piscina, porque como a Vera até apontou na palestra anterior que ela ministrou agora aqui na feira, a casa de máquina é o coração. Então, se você tem uma casa de máquina ruim, tem um projeto ruim, sua piscina não funciona corretamente. Nós crescemos muito, cara, como você pontuou, em tecnologia. Hoje a tecnologia ela avança de uma forma assim muito acelerada. Então hoje, para uma piscina comercial ou uma piscina coletiva, né, que a gente divide piscina residencial, piscina de uso coletivo—
é só uma coisa, quando a gente fala de piscina de uso coletivo, você pode detalhar, por exemplo, hotéis, hotel, escola de natação.
Uma piscina que usa 4 famílias diferentes, a gente já pode considerar como piscina de uso coletivo, tá? Então hoje a gente não, eu não vejo saudavelmente, então isso teria que entrar no projeto, uma piscina sem funcionar com uma automação. Então a piscina ela tem que estar projetada para receber essa tecnologia, você tem que ter espaço dentro da casa de máquina para receber as tecnologias. Que a gente não pode pensar em construir o espaço e depois enfiar qual equipamento que cabe lá dentro. Não, a gente tem que pensar no equipamento para construir a casa de máquina e de acordo, como eu falei, com as normas.
E nesse processo de construção, quando a gente fala de normas e o mundo muda o tempo todo, toda hora surge uma tecnologia nova, quando a gente fala por exemplo, de aquecedores, equipamentos que fazem ali a parte de filtragem, você tem muitos equipamentos inverter, né, que você tem um investimento inicial um pouco mais alto, mas muitas vezes será que esse equipamento está dimensionado para aquela área que em tese o equipamento anterior que estava dentro de uma norma entrava ali naquela área? Então é com essas mudanças todas, de novo eu reforço, qual o papel, o que que o arquiteto tem que fazer de novo na hora de projetar esses espaços?
Então, como você apontou, mas a norma, a gente dentro da construção, tá, da parte construtiva, a gente não tem uma alteração que faça mudar com que a casa de máquina ela se torne obsoleta hoje, tá? As normas elas atendem bem já essa parte, por mais que a gente tenha novas tecnologias, se seguir a norma ali, você tem como fazer alterações na casa de máquina. O que nós temos, como ela apontou hoje, qual o maior problema dentro da construção civil? É subdimensionamento de equipamentos, um cálculo errado para a quantidade de pessoas que vão frequentar a piscina. Por exemplo, casos aqui que eu vou colocar no Rio de Janeiro, Você tem uma piscina de 30 mil litros e 26 blocos, e nesses 26 blocos de apartamento você tem ali 20 apartamentos por bloco. Uma piscina de 30 mil litros vai suprir aquela quantidade de moradores? Então esses detalhes não são pequenos, né? Na verdade são grandes, que na hora de construir tem que levar em consideração.
E nessa linha A pergunta vai para você, Bruno, ou para Vera. Quando eu tenho muitas vezes esse superdimensionamento também na quantidade, ou seja, uma piscina pequena para um grande número de moradores, eu também não posso trabalhar com uma comunicação dizendo, ó, essa piscina só pode ter uma quantidade XY de pessoas? Porque daí a gente de certa forma resolve, mas aí você vai criar um problema condominial.
Na verdade, você recebeu um problema para administrar, né? Entendi. Se a gente sair da área da construção e passar para o síndico, então o construtor ele deu um problema para o síndico resolver.
Ó, eu botei uma piscina, mas a questão agora é essa limitação, né, em alguns condomínios de barrar as pessoas que vão visitar. Alguns visitantes só pode usar o dono do apartamento, no caso, né, ou dono da residência, né. Então existe essa, aí já pensou, é um problemão, né, para resolver administrar isso aí.
Agora eu quero falar, Vera, com você, falando, conversando com você, eu percebo a importância que você enquanto varejo tem de levar essas informações não só para os piscineiros, mas também muitas vezes receber uma dor ali do dia a dia dessas pessoas que estão ali fazendo esse trabalho diário para fazer essa troca com a indústria, né? Me conta um pouquinho aí do dia a dia, da importância do varejo.
Eu lido dia a dia com essa questão, né? Eu trabalho tanto com uma loja, uma loja onde o piscineiro vai, compra os produtos, pede informações, e todos os meus colaboradores também estão determinados a passar essa informação e a gente em busca de sempre inovação, passando toda essa tecnologia e automação. Minha empresa é bem, trabalha bastante com isso. E aí a importância do lojista, né, nessa questão, passa pro cliente o que é melhor pra ele, né? Ou você vai comprar esse equipamento que é mais moderno, você vai economizar, no caso de um aquecedor inverter, né, trocador de calor. E aí você começa a construir esse vínculo para ter uma piscina que a pessoa consiga utilizar, né, não fique naquela frustração de não poder usá-la. E aí continua essa cadeia do lojista sempre pedindo informações para a indústria, o que seria melhor, né, no caso, a indicação. E aí é a importância disso aí.
E nesse papel que você tem de levar essa informação, muitas vezes vindo da indústria ali pra ponta, que é o tratador, existe algum procedimento operacional padrão que serve pra toda a indústria? Porque eu percebo que o mercado dos tratadores, ele é muito informal, que é o que a construção civil vive hoje. Quando você vai pra industrialização, você qualifica esses profissionais, de certa forma eles começam a ganhar melhor e o local que eles vão trabalhar, eles acabam tendo acesso a, eu tô dentro de uma cobertura, eu tô tendo um equipamento onde eu tenho um controle melhor daquilo que eu estou fazendo. Como que é no mercado de tratamento de piscinas?
Então hoje A gente evoluiu muito nesse sentido, não tirando que tenha essa informalização. Então hoje é feito um trabalho assim massivo sobre cultura, sobre conhecimento, difundir conhecimento e que o operador de piscina entenda o seu verdadeiro papel, que eu acredito assim, se eu como operador de piscina eu não entendo o meu papel, eu não tenho como falar pro Paulo entender qual é o meu papel. Então, qual é o papel do operador de piscina hoje? Independente se a gente vai chamar ele de piscineiro, tratador de piscina, operador de piscina, ele é um agente de saúde, porque ele cuida da saúde de todo mundo que tá dentro ali da piscina. É uma piscina de uso coletivo, e um tanque que não é bem tratado é um tanque transmissor de doença. A gente tem fungos, bactérias, então ele é um agente de saúde, ele promove saúde. Então hoje é feito um trabalho de educação através de vários cursos. Nós tivemos aqui na feira o lançamento do POP, que é o Procedimento Operacional Padrão, que mostra como aquele operador ele deve trabalhar. E ali fala desde como um processo de como ele iniciar o serviço, mas como ele também se cuidar sobre EPI, Nós falamos sobre tudo, foi, participei da comissão junto com a Vera, nós desenvolvemos isso junto com a ANAP, o Renato que foi idealizador do projeto, 6 meses aí para construir isso para o mercado. Então assim, a gente tá dando um salto muito grande. O ano de 2026 assim, nós tivemos uma aceleração muito grande mesmo. Eu sou um dos que tô sempre fazendo palestras, a gente viaja em alguns outros lugares difundindo essa educação, porque o operador ele precisa entender o seu trabalho. Hoje a gente é um grande parceiro do varejo. Há um desenho há um tempo atrás, a Vera vai me corrigir, tá, Vera? A gente era dependente 100% do varejo. O operador de piscina, o balcão decidia. Hoje o operador, ele é um parceiro do varejo, ele é um, ele até dita, mostra para o varejo qual produto comprar, porque se a Vera compra um produto que o operador não indica, ele fica parado lá. Então nós se tornamos um grande elo junto à indústria. Claro, a gente não tem um acesso direto, A gente necessita do varejo para fazer essa linguagem junto com a indústria. Mas hoje o operador, assim, ele tem avançado dentro do setor de piscina. Tanto que se eu olhar na feira hoje, você vê a quantidade de operadores que estão aqui em contato direto aí com a indústria. Não como compradores, que é o varejista, mas conhecendo toda a tecnologia do mercado.
Eu achei bem interessante inclusive esse ponto que que você trouxe do, na verdade, do poder de decisão que vocês tratadores têm, que é um trabalho que eu tento trazer, Bruno, para construção civil. Porque muitas vezes a gente tá olhando muito para as grandes construtoras, para alta direção dessas construtoras, e deixa de olhar para aqueles pedreiros, para aquela pessoa que tá vivendo ali o dia a dia, que é os caras que muitas vezes assim eles estão influenciando na maior parte do tempo. Tá? E se a gente da mesma forma faz um trabalho de, peraí, de união, igual a você tá junto com o varejo. Ah, legal, mas muitas vezes o varejo tem acesso a uma determinada indústria que vocês não têm. E aí quando ela pega essa informação e leva para indústria, aí sim vocês começam de fato ter essa mudança no mercado.
O projeto, ele foi construído, o POP, pra você ver, esse projeto de procedimento operacional padrão, ele foi construído da indústria, do varejista, o operador de piscina e a ANAP. Então é um elo completo ali entre a gente, toda essa cadeia.
Agora, e aí, galera, você é POP? Você pratica o POP?
Vamos praticar o POP, vamos lá!
Tá disponível lá no site da ANAP pra baixar, é gratuito, tá?
É, peraí, é gratuito mesmo?
Gratuito mesmo, é. E é bacana, ó, construtoras, gestores, síndicos, profissionais, varejistas, para ter lá no seu negócio lá disponível o POP.
Isso é muito importante, porque quando você tem um procedimento padrão, né, operacional padrão, você padroniza a informação. E uma informação boa é aquela que não tem ruído. Tá, agora, Vera, eu queria trazer uma pergunta importantíssima para você. Imagina que eu tô em uma área ali, sei lá, que seja num condomínio ou numa área residencial mesmo, e eu tenho aquelas piscinas lá verdes, que é comum às vezes as pessoas é pararem aquela piscina no inverno, tá? É, como que vocês, enquanto varejo podem ajudar a conscientizar esses profissionais a dizerem para os donos dessas piscinas: ó, precisa tratar sempre, não pode parar. E quais são os danos que podem causar à saúde das pessoas?
Nesse caso, piscina nunca pode parar. Tratamento de piscina, ele tem que ser dinâmico o tempo todo, mesmo que seja no inverno, Ou então você vai sair de férias e deixar a piscina. Não existe isso. Você tem que deixar, deixar a piscina em uso a qualquer momento. Então ela tem que estar sempre saudável, que eu digo, né? E piscina é suja, esverdeada, ela não é saudável. Ela pode ter proliferação de mosquitos e germes, né? E isso aí já não existe de dizer que no inverno eu eu vou usar minha piscina, né? Por isso que nós estamos com uma feira com inúmeros números de trocadores de calor, de aquecimento, no caso, né? Porque ficar frio não vou usar. Então não existe piscina, não existe.
Essa dica é importantíssima para você consumidor final, para você que quer ter uma piscina na sua casa. É importante para você que trabalha com tratamento de piscina. Se o seu cliente de repente, ah, eu vou viajar e não vou tratar, você precisa saber disso, que piscina é assim, ó, você é igual animal. Você tem um animalzinho ali na sua casa, lembre, aquilo é para sempre, meu amigo.
Dedicar o cuidado se você adquiriu. E aquilo, piscina que você não trata, você não tá trazendo risco só para sua casa, como a Vera pontua aqui. Você tem proliferação de mosquito. Fora que você pode ter seu, seu, a estrutura da sua piscina danificada, você pode ter seus equipamentos danificados. Então a economia, né? Porque o que a gente tem dentro do mercado hoje? Uma cultura, como eu falei. Qual o nosso problema hoje do mercado, do setor de piscina? Cultura.
Cultura.
Uma da cultura: piscina tá clara, tá boa para usar. Não, não é verdade isso. A piscina clara, ela nem sempre é uma piscina saudável.
Por quê?
Porque você tem parâmetros químicos. Vou dar um exemplo: o cloro, ele sanitiza, ele mata fungo, bactéria e oxida a matéria orgânica. Então, se você não tem o poder de sanitização na piscina, a água tá clara, mas você tá entrando dentro do tanque que não tem poder de matar bactéria nenhuma. Quando alguém entra na piscina, ela, ela coloca dentro daquela piscina fluidos corporais. Então a gente tem desde fluidos que são os ácidos, urina, um suor, até coliformes fecais. Então se você não tem uma piscina com um sistema funcionando, que se ela não está sanitizada, Você tá colocando em risco a vida de todo mundo que tá ali.
Agora, aquela pergunta, aquela pergunta que todo mundo quer saber: eu, enquanto dono da minha piscina, como que eu sei se a minha água está correta para uso?
Então aí tem que fazer a aferição dos parâmetros. Qual o melhor? Se você não quer aprender, porque, por exemplo, eu trabalho falando, eu não trabalho para quem não sabe. Todo ser humano é ensinável. Então todo mundo pode aprender. Eu trabalho para quem realmente não quer fazer. Por exemplo, carro. Eu não gosto de lavar carro, mas eu posso aprender? Posso fazer? Posso, sou capaz, mas eu não gosto. Então vou lá e contrato aquele profissional para fazer o serviço. Mesma coisa na piscina. Como é que eu sei? Aferindo os parâmetros químicos, aferindo cloro livre. Ó, uma coisa cultural aqui eu vou trazer para gente. A gente tem costume de usar aquela gotinha. Não sei se você já viu, pessoal bota na água, né, tira lá, coleta e pinga a gotinha ali do cloro reagente de um lado e do pH do outro. Aquela gotinha ali, a ortolidina, ela mede o cloro total. Ela não tá dizendo qual é o cloro que realmente tá fazendo a sanitização na piscina, que é o cloro livre. É cultural. Entendi. Então, dentro do setor de piscina, nós muita cultura para quebrar, desde os profissionais e o consumidor final, que é o proprietário da piscina.
Agora outra pergunta também polêmica: quem nunca mijou em piscina?
Essa aí pegou!
Vamos lá, pode mijar em piscina, Vera? E se pode, se não pode?
Hipótese nenhuma!
Como que eu controlo isso? Como que eu sei? Como que eu sei que, ó, eu tô utilizando o tratamento correto, né?
Utilizar o cloro ou os equipamentos hoje auxiliares, né, que são ter uma piscina sanitizada, né, através do gerador de cloro, né, ou ionização, ozônio, tá? Utilizar porque são complementações, né? E aí tirar essa questão que Vai existir isso, não tem como correr, né?
Sempre tem aquele engraçadinho que você não controla.
Mas aí dizer que existe aquele, aquele negócio azul, né? Aquele azul que vai mostrar onde é mito.
Mas será que não existe? Será que não vai existir algum produto, sabe, para na hora que alguém fizer tem algum reagente químico ali que, ó, pera aí, pô, não faz isso, cara.
E na verdade, assim, vamos ser sinceros, se existisse no Brasil não ia funcionar. Porque quando ficasse azul, o mijão ia processar, né? Ó, me gerou constrangimento. Ele não tá gerando, ele não tá gerando um mal à saúde das pessoas, não. Ele vai falar que ele tá sendo constrangido quando você usa. Por exemplo, um barro molhado, né? O meu mentor, ele gosta muito dessa parte. Ele sempre falou um barro molhado. Para que que serve um barro molhado na piscina? Para mijar na piscina. Porque um cara que tá bebendo no bar, ele levanta para ir no banheiro? Como a gente não deveria, mas a gente, vamos colocar aqui, Bruno, se você me perguntar como é que a gente faz o controle disso, há como fazer um melhor controle, manter a saúde da piscina? A gente consegue melhorar através da automação. Hoje nos condomínios, como eu falei, eles projetam para serviços manuais. O que que é o serviço manual? Eu como operador vou lá de manhã cedo, coloco o cloro. Só quando chega 2 horas da tarde, aquele cloro já foi consumido pela quantidade de matéria orgânica. Porque o cloro, ele— eu gosto de usar o— vocês pegaram os kamikazes da Segunda Guerra Mundial, né? Eles tinham objetivo, atacavam, mas também morriam. É o cloro, ele ataca, mas morre. Então você coloca o cloro de manhã, 2 horas da tarde você não tem cloro. E aí ninguém para a piscina. Como a gente faz isso? Automação. Ele faz pequenas adições de produto constantemente, que não prejudica nós, os banhistas, mas mantém o ambiente saudável. E uma, vamos dizer assim, não em linha reta, mas com baixas oscilações, que não traga risco à nossa saúde.
Agora, quando eu falo em segurança, esse ponto que você trouxe, eu fiquei preocupado, porque Porque quando o cara tá ali bebendo, o cara, eles é toda hora querendo ir no banheiro. Agora eu já fiquei, será que Paulo Barros tem coragem agora de ficar muito tempo naquela área de bar molhado?
Será?
Então, e o maior, qual é o maior problema? Maior problema, claro, educacional e tal. Não quero tirar o grave problema de urinar na piscina.
Não, mas a gente tem que falar da informação de não fazer.
Isso aí, correto, é óbvio. Mas como eu combato isso? É o cloro livre. Eu tenho que estar com o meu sistema da piscina, claro, quando a gente faz cloro livre, ele é ligado ao pH, ele é ligado a outros parâmetros químicos. Mas quando eu mantenho a minha piscina sanitizada, ele tá pronto a combater isso, ele tá pronto a combater coliformes fecais, ele tá pronto a combater fungo, ele tá pronto a combater tudo, toda aquela matéria que seria nociva a mim, a você, ele tá pronto para consumir isso.
Eu ficaria horas aqui falando com vocês, mas a gente tá no evento importantíssimo pro setor. Então a gente precisa falar com muita gente. Expo Lazer 2026 e Constricast. Agora, Vera, eu queria que você dissesse aí o que, assim, o que que você não pode sair desse episódio sem falar para nossa audiência.
Bem, sobre essa questão, né, de a importância que a gente tem, né, sobre disseminar informações Né, o quanto logista para toda a indústria, né, para passar isso para a indústria do ramo de piscina, tanto da cadeia como, no caso, os tratadores, clientes, passar informações corretas, né. Eu acho a importância aprender e passar a informação correta sobre o uso e o tratamento de piscina.
E óbvio que eu não posso deixar de fazer essa pergunta para você também, Vera. A gente tá vivendo a era dos influenciadores, mas tem muito influenciador que influencia para o mal, que muitas vezes não tem noção do que está dizendo. O que que você, enquanto varejo, traria de dicas? Ó, antes de você confiar nessa informação, cheque isso, isso, isso. O que que você diria para essas pessoas que vai muito na linha dos influencers?
Isso, você procurar mesmo uma informação correta do tratamento que você vai utilizar em sua piscina. Procurar profissionais que estejam no ramo há algum tempo, né, não sejam amadores, tanto na questão do lojista, as indústrias também que fornecem produtos químicos, né, que tenham qualidade, sejam certificados para poder, no caso dessa questão de influenciar confiar é super importante. Você passar uma informação errada, você tem que buscar uma segunda informação. Procure nos canais, como no caso da ANAP, né, que é uma, uma, e que vai nos ajudar muito a fornecer informações corretas, né?
É porque isso pode trazer vários problemas futuros. Agora também uma Pergunta importantíssima para o nosso amigo Bruno. Bruno, e deixa eu te perguntar antes da gente encerrar, você enquanto tratador ali, o que que você diria para os donos das piscinas criar de relacionamento? Qual é o relacionamento ideal entre esses donos com os tratadores no sentido de promover qualidade de vida para residência, né, na qual eles moram, e também evitar riscos para essas pessoas que visitam essas residências.
Hoje, como é tudo informação, então o agente hoje, o operador, ele é um agente de informação para esse usuário final. Então quem fala diretamente com o cliente é o operador de piscina. Então qual o elo hoje? É informar de forma correta, usar os canais. Primeiro, o profissional. Eu não coloco o responsável, o dono da piscina, o proprietário. O profissional, ele é responsável por buscar informação correta. Como ela apontou aqui, a gente tem a ANAP, Nós temos o Conselho Regional de Química e muitas empresas, empresas sérias, elas possuem um canal de comunicação do qual ele pode buscar informação correta e passar para o cliente. Agora, se a gente levar para gestores, que é diferente de alguém que tem uma residência, é o gestor buscar também informação. Porque quando a gente olha uma água cristalina, eu vou fazer essa pergunta Pra você agora, você me perguntou, eu vou te perguntar. Quando você olha uma água cristalina, você olhou, você consegue atestar que aquela água é saudável?
Não, mas pelo fato dela estar cristalina, eu vou entrar na piscina.
Mas sim, a pergunta é: você olhou pra piscina, você consegue atestar que ela tá saudável?
Não, não consigo.
Então, eu também não. E os gestores também não, mas no final a responsabilidade é de nós todos.
Com a nova lei, né, que foi criada, né, isso ficou bem claro, né, ficou, agora assumimos responsabilidades, né, sobre isso.
Hoje nós temos a responsabilidade técnica, que através dos técnicos, de tecnoquímico, os químicos, engenheiros químicos, que presta essa assessoria, auditoria e acompanhamento técnico nas piscinas de uso coletivo. Então é necessário fazer aferição. Piscina é questão de saúde, se a gente fosse resumir aqui uma frase.
Sensacional! Agora, Vera, as palavras finais aí pra gente se despedir, infelizmente, desse papo maravilhoso.
Agradecendo aqui o convite, né, pra poder disseminar mais informações vinda lá do Norte, né. Do lado, na pontinha, bem distante, mas estando aqui para também ajudar, né, na formação de melhores tratadores, né, formação, e passar essa, essa, e agradecer pela oportunidade de estar aqui.
Muito bem, Vera. E o seu foi o seu primeiro podcast hoje também, né?
Meu primeiro, o primeiro de muitos.
O primeiro de muitos. E queria deixar também um abraço aqui para o pessoal de Belém do Pará, enfim, povo do Norte, povo do Brasil, né?
Tem uma coisa que eu sempre venho aqui às feiras e para os amigos queridos. Depois eu vou te dar um brulho.
Você trouxe aquele bombonzinho do Pará para mim, Vera? Uau, cupuaçu e castanha do Pará! E aí, ó, você que tá acompanhando o podcast, se que você quiser pedir nos comentários, ó. E aí, Vera, tem para os seguidores aqui?
Não, é muita coisa, muitos pedidos que eu trouxe e deixei hoje no hotel.
Não, sensacional.
Qualquer coisa eu deixo aqui.
Obrigado, viu? É para a equipe aqui do ConstruCast. Agora, Bruno, cara, sensacional falar com você. Notório que você tem muito conhecimento aí para ajudar as pessoas, não só os seus clientes que você atende, mas também os seus parceiros de profissão. E realmente eu fico muito contente e coloco o ConstruCast à disposição para você vir, tanto você quanto a Vera, sempre que quiser, cara. Tá aberto aí. A gente fala com uma audiência muito qualificada da construção civil e também com o público final. A gente costuma dizer que conhecimento também se constrói. E é pessoas como vocês que eu falo, o pouquinho que a gente planta aqui, de alguma forma a gente vai transformando aí o setor.
Perfeito.
Então, suas palavras finais aí para a gente encerrar.
Eu agradeço aí a oportunidade, é uma honra estar com a Vera. Como eu falei aqui, nós passamos uns 6 meses, né, Vera, construindo. É uma profissional e uma comerciante, né, porque ela, além do comércio, ela também é uma profissional de excelência ativa no setor. Isso é muito importante. E eu agradeço você novamente a oportunidade da gente tá podendo debater esse tema tão importante, a importância da feira. Essa feira é muito importante para o setor porque ela tem difundido cada vez mais educação. Então, para mim, é uma honra imensa, ainda que pequenino, mas fazer parte disso tudo.
É, e vamos convidar, né, você também que tá acompanhando da sua casa, do seu trabalho, para fazer parte desse grande movimento. E como você pode ajudar? Curtindo, comentando, compartilhando. Muitas vezes, se você discorda do que foi tratado aqui, fique à vontade para trazer seu ponto de vista e quem sabe, né, participar também de um episódio. Porque é quando a gente se abre para o mundo, para o novo, que de fato a gente transforma o setor. Afinal, conhecimento também se constrói. Esse foi mais um episódio diretamente da Expolazer 2026. Constricast, conhecimento também se constrói.
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