Módulos Habitáveis | Do Rock in Rio à Fórmula 1 | Construção Modular | Engenharia

Transcript of a Constricast episode (host + Felipe Novaes) about modular habitable modules and their applications in events (Rock in Rio, Lollapalooza, Fórmula 1) and construction. Felipe defines modular technology (like Lego), explains event and emergency uses (temporary structures with permanent quality), logistics (manufacture before site assembly, examples: 22,000 m² Olympic building assembled in five months but planned over a year), sustainability practices (reuse >90% in Olympic project, water capture, photovoltaics), product details (module ~20ft/15 m², poliiso cyanurate insulation, plug-in utilities, modular bathrooms), staffing/experience impacts (comfort, retention, female workforce concerns) and recommendations to adopt modular solutions in building sites and public projects.
Chapters
Módulos habitáveis, do Rock in Rio, Detal, Lollapalooza à Fórmula 1. O que isso tem a ver com a construção civil?
Este.
Episódio é um oferecimento Hub e Construção. Seja bem-vindo, está no A Mais um episódio do Constricast e hoje eu recebo Felipe Novaes. Hoje ele vai dar uma aula de como viver experiência na construção civil, usando a referência, o know-how dele com grandes eventos, como citado agora nessa abertura. Felipe, seja bem-vindo ao nosso episódio, eu tenho certeza que você vai contribuir muito com a nossa audiência.
O prazer é todo meu. Eu maratonei o seu podcast para entender os seus convidados, a linha do podcast. Eu fico apaixonado porque a gente fala muito de tecnologia, celular, carro, mas a gente não fala de tecnologia na construção. A gente está muito preso há 500 anos usando pedra, tijolo, etc. E tem muita novidade, tem muita coisa bacana que a gente pode falar.
E a gente tá vivendo o grande boom da industrialização. Não dá mais pra falar em construção civil sem industrializar. Só que, ao mesmo tempo, eu falo que a gente vive de experiência. É a experiência de visitar um restaurante, é a experiência de ir num evento. Então eu queria que, pra gente iniciar esse bate-papo, você falar primeiro o que são módulos habitáveis, depois a gente vai dar um giro aí pelos eventos, que você participa de todos aí com soluções habitáveis, gerando experiência nos eventos, e como a gente traz tudo isso pra construção civil.
A tecnologia modular É um brinquedo de gente grande. Quem nunca brincou de Lego ou viu um Lego? É a mesma coisa. É uma construção controlada, onde a gente pode acoplar os módulos a fim de construir qualquer equipamento. Desde um escritório simples, que ele vai ter 15 metros quadrados, até um prédio. de 20.000 m² construído totalmente com a tecnologia modular. Mas a tecnologia modular tem aplicações específicas e eu sempre defendo que nós estamos aqui para auxiliar e trabalhar junto com a construção civil tradicional. não é uma disputa, não é um conflito, pelo contrário, a construção civil tradicional necessita da tecnologia modular e nós estamos aqui para amparar e apoiar a construção civil tradicional.
E como que você enxergou, você não falou ainda, mas você é publicitário, então você tem uma visão aí de fora da construção civil e aqui... De produto, né? De produto, né? E aí você vai gerar e criar experiência pra grandes eventos, né? Como Rock in Rio, Detal, Lollapalooza, Fórmula 1. Como que você enxergou esse mercado, assim, oportunidade nesse mercado pra gerar experiência?
Desde os anos 2000, nós trabalhamos com a tecnologia modular. Fomos os pioneiros em trazer essa tecnologia da Itália para o Brasil. E nosso primeiro cliente foi a Fiocruz. E depois desse primeiro cliente, a gente começou a entender o mercado, entender as aplicações da tecnologia modular. E a gente percebeu que existia uma carência muito grande de uma estrutura provisória com qualidade de uma estrutura permanente. Anteriormente era usado muito octanorme, tenda. Então, os eventos tinham essa característica do improviso. Só que essa característica do improviso tinha problemas. grandes chuvas geravam um caos, colapsavam o evento. E sem falar dos banheiros químicos, que são ainda insalubres. E era um fator decisório de você ir ou não ao evento. Você não ia no evento com a sua filha, com a sua esposa, sabendo que o banheiro é precário, ou que o banheiro não ia atender as suas expectativas. E a gente viu ali um nicho que ninguém estava explorando ainda da forma que a gente entende que deveria ser explorado, que é uma tecnologia, uma estrutura provisória que a gente vai montar, vai ficar 1, 5, 15 dias ali e depois a gente vai desmontar. E durante o uso desse equipamento, esse equipamento vai ter a qualidade de um equipamento que você pode comparar com a alvenaria tradicional. É um equipamento de uso provisório, mas com qualidade de permanente. Você vai olhar a parede e vai falar assim, olha, o vaso de cerâmica, a pia. Hoje a gente tem um banheiro premium que tem cuba, sabe? Então, você ia ter nesses eventos uma tecnologia e uma estrutura que não deixaria desejar para da sua casa, por exemplo. E aí é o que eu falo sempre da experiência de ponta a ponta. O evento não é o show, não é o jogo, não é a corrida. É de ponta a ponta. Desde a compra do ingresso, a você entrar no evento, até mesmo o uso do banheiro, a bilheteria. Tudo isso gera uma experiência que vai fidelizar o seu cliente, vai fidelizar o frequentador daquele evento.
Inclusive pra atrair públicos, né? Porque a experiência que aquele usuário teve, ele vai ficar encantado, vai comentar com outras pessoas qual foi a experiência, e a partir daí outras pessoas tomarão decisão pra ir, de fato, no evento.
O nosso equipamento, ele viraliza no TikTok e no Instagram. Tem manual de uso do nosso banheiro no TikTok. Então, eu espero ansioso todo o Rock in Rio, Detal e Lollapalooza, porque é um público jovem, um público antenado, que tá sempre com o celular na mão. Porque os influencers, até mesmo... A garotada, né? Porque assim, a gente acha que influencer tem que ter um milhão de seguidores. Não!
Acabou isso, na verdade, né?
Qualquer pessoa que tenha sua mídia social, ela é uma formadora de opinião. Porque você pode ter 60 seguidores, mas ser qualificado. Se pessoas que realmente se interessam pelo que você tá falando. Você pode ter um milhão de seguidores que não são qualificados e que você não vai gerar engajamento, não vai gerar resultado nenhum. Então, eu tenho aí uma garotada que faz vídeo, que mostra o banheiro, que mostra o vaso, que mostra a pia, que mostra a luz, o espelho com uma fita de LED que ajuda a fazer maquiagem. E aí eu me delicio com isso. É, eu assisto, assisto...
É diferente, porque...
É um banheiro, um banheiro virou... Olha, nas escolas de samba do Rio, tem gente que me chama de Felipe do banheiro, quase que uma assombração.
Felipe do banheiro.
Porque a pessoa fala, ah, ele trabalha na empresa que faz o banheiro do Rock in Rio. Ah, pô, Felipe do banheiro. Eu não luto contra esse apelido, porque senão ele vai pegar.
Então... Felipe, deixa eu te perguntar, aproveitando, quanto tempo leva pra montar uma estrutura de Rock in Rio? E se tiver, por exemplo, é diferente da estrutura de um The Town, de um Lollapalooza, de uma Fórmula 1? Eu falo o tempo de montagem. Eu não tenho nada, eu vou montar essa estrutura ali da cidade.
Demora e não é por conta da nossa tecnologia, é por conta da programação do evento. O Rock in Rio é realizado em setembro. A gente começa a montar em março. A nossa empresa começa muito antes, porque a gente começa a fabricar os equipamentos antes de levar para lá. Então, em março, quando a gente começa a colocar os equipamentos no lugar, a gente já está trabalhando há uns dois, três meses. Mas a gente pode colocar de março até setembro a montagem do Rock in Rio. porque é uma montagem muito bem organizada e programada pelos produtores do evento, então existe uma cadência. A tecnologia modular, ela... O tempo de montagem, quem diz, é o cliente. Sempre. Você vai contratar a gente e vai dizer assim, eu preciso de uma creche em duas semanas. A gente vai fazer uma creche em duas semanas. Eu preciso de um equipamento em cinco meses. A gente vai fazer em cinco meses. O nosso maior prédio foi o prédio-sede das Olimpíadas de 2016, o prédio que ficava ali no centro da cidade, do lado da prefeitura. 22 mil metros quadrados de prédio inteiro feito de tecnologia modular. E esse prédio, a gente o dividiu em três etapas. Com cinco meses, a gente levantou o prédio inteiro.
5 meses? E quanto tempo de planejamento? Assim, eu faço essa pergunta para que as pessoas não pensem que tudo aconteceu em 5 meses, porque a gente fala da agilidade da construção modulada, da construção industrializada como um todo, só que a gente chama muitas vezes... faz essa conta ali de 20 e 80, que é 80% do tempo planejando ali no papel, na fábrica, e 20% desse tempo Sendo executado, montado, enfim.
Quando a gente faz algo pro poder público ou de um evento, a gente não tem tanto tempo de planejamento assim, né?
É, você tem o know-how da empresa, né?
É, tem o know-how da empresa, a gente faz isso todos os dias. Então, qualquer projeto que chegue à nossa empresa é algo que a gente já fez ou a gente conhece, a gente sabe o caminho. É diferente, por exemplo, quando você quer construir sua própria casa container, por exemplo. Você vai construí-la do zero, você vai desenhar, você vai procurar um arquiteto, um engenheiro. Não, a gente tem uma equipe qualificada que faz isso todos os dias. Então, a gente já encurta muito esse tempo. Em época, o Comitê Olímpico Internacional e o Comitê Olímpico Brasileiro precisavam de uma tecnologia que fosse totalmente sustentável. E grandes empreiteiras, grandes empresas do Brasil participaram dessa concorrência, mas só a tecnologia modular entregava o que eles estavam pretendendo, que era montar o prédio e desmontar o prédio inteiro no final da Olimpíada, deixando o terreno do jeito que a gente encontrou. com estrutura metálica não dava para fazer, com alvenaria convencional não dava para fazer, porque ia gerar muito resíduo. Para você desmobilizar esse equipamento, você ia ter muito resíduo da obra. a gente reutilizou mais de 90% de tudo que a gente fez nesse prédio. Esse prédio virou Rock in Rio, esse prédio virou outros equipamentos, virou escritório. Então, pra falar do tempo, a gente teve aí um ano planejando entre ganhar a licitação, se preparar, precisa de ter um aporte econômico financeiro também, porque é uma grande obra. Quando a gente começou a construir, era um contrato de locação, onde eles pagariam pelo que estaria sendo usado. Então não adiantava a gente construir o prédio inteiro em cinco meses, porque ele tinha uma etapa. Então, em cinco meses, a gente levantou o prédio inteiro. Com oito meses, o prédio já foi inaugurado, com uma parte dele já funcionando, porque o que acontece com as Olimpíadas ou qualquer grande evento? A quantidade de pessoa trabalhando vai aumentando conforme vai chegando a data do evento. Com oito meses, nove meses, o prédio já tinha sido inaugurado e já estava funcionando. E quando completou doze meses, o prédio estava todo finalizado. Então a gente construiu em cinco meses todo o esqueleto do prédio e a gente foi fazendo o fechamento e acabamento conforme as Olimpíadas iam necessitando do espaço. Até que em doze meses ele estava inteiro, pronto, completo. a velocidade da construção modular, ela é alinhada com a necessidade do cliente.
E é bacana, né? Essa forma como as coisas vão acontecendo, esse controle que você tem ali, da fábrica para o espaço onde esses módulos serão montados, e você toca num ponto muito importante que é geração de resíduo na construção, que isso é um problema que a construção tradicional vive, e é muito bacana quando a gente tem pessoas como você que está pensando também nessas questões sustentáveis. A partir do momento que eu desenvolvo uma tecnologia, ela vai atender ali uma demanda temporária, isso para uma obra também que vai acontecer ali num período que seja tradicional ou não, mas quando eu trago uma solução pensada sustentável para que isso no futuro seja desmontado, e não contribua com aquele monte de resíduo que depois é causado com essa desmontagem, isso é um ponto que eu reputo muito importante na época que a gente está vivendo, que essas enchentes, agora você vê aí na Europa que a gente está passando também.
Em Valência, né? É, eu vou cometer aqui uma inconfidência. O nosso fundador, o fundador da nossa empresa, o Sr. Carlos Monteiro, Ele foi um dos pioneiros também na transformação do contêiner marítimo em contêiner habitável, em fazer um contêiner virar um escritório, isso aqui no Brasil. Ele trabalhava, no final dos anos 60, 70, com o reparo de contêiner que vinha da navegação. O contêiner vinha avariado, amassado, rasgado, e ele lá, soldador, com a equipe dele, reparava esse contêiner. Então, a nossa empresa, ela nasceu do nada. Ela nasceu pobre, sem recurso. E quando a gente não tem recurso, o que a gente faz? A gente reaproveita tudo. Desde sempre. Em 94, a nossa empresa foi fundada como a gente conhece ela hoje. De 94 até 2000, trabalhando com container marítimo transformado para obra. e, a partir de 2000, com a tecnologia modular. Então, em todo esse processo de maturação da empresa, sempre foi observado o princípio do Sr. Carlos de reaproveitar o máximo possível dos materiais. Só para você ter uma ideia, hoje, na nossa empresa, os carros, os equipamentos, eles são lavados em um reservatório ecológico que a gente capta água da chuva, onde todas as calhas levam para esse reservatório e a gente armazena ali para a gente utilizar menos água. A gente tem investido em energia fotovoltaica, a própria reutilização dos materiais, dos equipamentos, tentando sempre reaproveitar o máximo lógico, observando qualidade, observando todos os processos, mas não desperdiçar. E sempre ter ideias para execuções de projetos, onde a gente consegue reaproveitar o máximo desse equipamento para um próximo projeto. Porque, como eu falei, a tecnologia modular é aplicada por tempo indeterminado. Ela pode ficar um dia, cinco dias, quinze dias ou quinze anos. E é o mesmo equipamento. A gente não tem um equipamento para ficar um dia e um equipamento para ficar quinze anos. É o mesmo equipamento. Então, quando a gente executa um projeto, a gente já pensa na desmontagem dele, a gente monta tudo com muito cuidado. e desmonta tudo com muito cuidado também.
Então, quando você... Quando esse equipamento está alocado, imagino... Ah, eu vou... Eu tenho ali... A gente está falando de evento, mas eu vou trazer aqui uma obra como exemplo. Eu tenho uma obra que vai acontecer num período de 15 meses. E vocês, na logística interna, já estão pensando na desmontagem desse... Dessa estrutura dessa obra, para onde que vocês vão mandar... Não sei como que faz... Vocês voltam.
Para a fábrica para... Tudo volta para a fábrica. E como eu disse, todo o nosso contrato, o contrato de locação de ativo, ele tem embarcado uma manutenção preventiva e corretiva. Por que dessa manutenção preventiva e corretiva? Quem sabe cuidar do módulo somos nós. Então, a gente prefere nós cuidarmos do módulo até porque é um ativo nosso. Nós queremos que o nosso cliente não se preocupe com isso. Quebrar uma fechadura, alguma coisa tá diferente, deixa que a gente arruma. A gente vai lá.
Até o ar-condicionado.
Até o ar-condicionado, porque o ar-condicionado vai como acessório, né? Então, o equipamento, o módulo... Para quem não conhece o módulo, o módulo tem a mesma dimensão de um container marítimo, 20 pés, 15 metros quadrados, mais ou menos, de área. E isso é um objetivo por conta da logística, do modal internacional. Então, o módulo cabe em um trem, cabe em um caminhão, cabe em uma carreta, cabe em um avião, cabe em qualquer lugar. Então, quando a gente assume essa manutenção preventiva e corretiva é porque a gente quer cuidar do nosso equipamento com o maior carinho possível. Então, no decorrer dessa alocação sua de 15 meses, como você sugeriu de exemplo, a gente vai estar fazendo a manutenção preventiva e corretiva desse equipamento. Quando termina esse contrato, esse equipamento volta para a empresa, ele é inteiro desmontado, é avaliado cada pedaço, cada parte dele, o que vai ser reaproveitado, o que vai precisar de um reparo, o que vai precisar ser trocado. E quando a gente locar esse equipamento novamente, ele vai ser inteiro, montado com a reposição de peças que forem necessárias, pintado, porque todo novo cliente tem que ter a mesma experiência do primeiro. Ele tem que chegar lá assim, o equipamento com... cheirinho de novo, tudo limpinho, caixa de energia nova, tudo novo, sabe?
E só uma pergunta curiosa, a gente vive no Brasil e onde você tem clima diferente, enfim, em diferentes épocas do ano, enfim, imagina que eu tô uma hora no Sul, outra hora no Nordeste, outra hora em São Paulo, Rio, A.
Gente atende todos esses lugares.
E quando você está fornecendo um equipamento, esse equipamento, ele é adaptado com uma estrutura, por exemplo, térmica diferenciada, de acordo com a região que ele está sendo locado ali?
Não, porque como eu falei, assim como é o mesmo equipamento para um dia ou 15 anos, é o mesmo equipamento para um frio absurdo e um calor terrível. O nosso equipamento, o segredo do sucesso da nossa empresa é a padronização do equipamento. Todo equipamento se acopla. Todo equipamento tem a mesma característica, que você imagina, eu construo um equipamento para o frio, um para o calor, e um dia eles precisam se juntar. Não dá.
Aí imagina que no dia você estava ali preparado para um frio intenso e faz um calor intenso.
Porque a gente está no Brasil. Eu acho que pode nevar no Nordeste, eu acho que pode fazer um calor absurdo no Sul. A gente não pode duvidar nunca do tempo. Então, O nosso equipamento tem um isolamento termoacústico, é uma espuma expandida de poliíso cianurato. Se você for na Inglaterra, na Irlanda, em qualquer lugar do mundo com a tecnologia modular difundida, como a Itália, você vai ver que é o mesmo equipamento. Inclusive, a nossa fornecedora é uma fornecedora de origem irlandesa com fábrica no Brasil. ser tudo certificado, padrão internacional, porque a gente sabe que pode ser que no Rio de Janeiro vá fazer muito frio, ou vá fazer muito calor, ou no Nordeste a mesma coisa. Então, todos são equipamentos padrão, nosso, e com a mesma tecnologia embarcada. Não difere do frio, calor, Sul, Norte.
E agora, no dia que estamos gravando Este episódio, sexta-feira, está acontecendo agora a semana de Fórmula 1 no Brasil.
Sim.
Inclusive, você vai sair daqui e vai direto para lá. Quanto tempo leva para montar aquela estrutura da Fórmula 1?
Eu vou pra lá por alguns motivos, tá? Não é só por conta da nossa estrutura. A gente patrocina um piloto na Porsche Cup, que é o Thiago Vivacqua, que ganhou algumas corridas esse ano. E a gente vai pra torcer também, tem a marca da nossa empresa do lado do carro, é algo que, assim... E olha que curioso.
Agora uma curiosidade pra quem tá pelas plataformas de áudio. Você é apaixonado por automobilismo.
Eu fui batizado com gasolina. E assim, todo mundo na empresa foi. O fundador, o CEO, o André Oliveira, o piloto de moto, o nosso fundador adora carro, o Thiago Vivacqua. A gente patrocina ele e a gente vibra com aquilo. E é muito curioso, porque a gente não tinha mercado no automobilismo até patrocinar o Thiago. A gente investiu dinheiro e a gente foi pra dentro do evento. E aí, o que a gente faz? Eu adoro o meu trabalho, que eu sou pago pra falar com pessoas.
E você adora falar, então...
Na verdade, eu fiz isso a vida inteira e num determinado momento eu descobri que me pagavam pra fazer isso.
Não, é uma sensação gostosa, ou seja, eu nunca estou trabalhando e estou ganhando ainda por isso.
Não fala isso, gente.
Porque é uma diversão.
É ótimo, é maravilhoso. E a gente começou, fomos para a corrida, e a gente ganhou uma corrida, e está lá a NHJ no carro, e a gente começa a conversar com a pessoa do evento. Pô, a gente pode melhorar esse banheiro aí. Poxa, a gente pode melhorar essa estrutura. E quando a gente foi perceber, a gente estava na Porsche, a gente estava na Fórmula E, a gente estava na Fórmula 1, E a gente abriu um mercado e isso é recente, tem três anos que a gente faz isso.
Felipe, uma coisa que me chama a atenção, eu sempre falo que geralmente pessoas que são apaixonadas pelo que fazem, quando eu falo apaixonada é que tem brilho no olho naquilo que faz. É normal que faça melhor que a maioria das pessoas que tá focando ali no dinheiro de fato, né? Quando você coloca o amor pelo que você está fazendo, Esse brilho no olho me chama atenção. E quando eu falei de construção, foi a mesma coisa. Então, como que você traz? O que eu fiz? Eu associei a experiência vividas em eventos pra construção civil. Aí você chega lá, você vê aquela visita ali, o banheiro, o químico. Poxa vida, mas... Dá pra fazer algo diferente aqui. Aquela sua empolgação talvez foi suficiente para convencer esses investidores ali, quando falou sua...
A empresa. O entusiasmo é o mesmo.
Sim, sim.
O que a gente tem de mais precioso na nossa empresa é a mão de obra. O brilho no olhar que eu tenho O cara da produção tem igual! Igual! A paixão! Eu fiz uma palestra agora pra eles nessa hipatia E quando eu olho 500 pessoas olhando pra mim É como se eu tivesse vendo 500 espelhos As pessoas com a mesma paixão Sabe? E eu aproveitei até esse momento pra mostrar umas fotos dos eventos pra eles Porque eles ficam ali na produção e eles não veem pra onde que tá indo, o que que tá acontecendo Qual o destino final daquele equipamento E a gente tem essa paixão muito enraizada na gente, de fazer o que gosta. O nosso fundador, ele vai todo dia na empresa até hoje, sabe? E ele dá comida para os peixes do meu aquário. Ele tem uma paixão muito grande pelo que ele faz. E isso vai passando, até a ponta. Eu sempre falo que a palavra motiva, mas o exemplo arrasta. Eu não conheço ninguém que tenha ganhado dinheiro e tenha iniciado um projeto com o objetivo de ganhar dinheiro.
É, eu também não conheço, inclusive...
Eu queria até que alguém... Não, aproveita.
Se você que está assistindo ou ouvindo esse podcast, você que começou um negócio pensando no dinheiro, coloque aqui nos comentários se deu certo. Eu não conheço ninguém.
Não conheço.
Não conheço ninguém.
E as padarias são assim, os restaurantes são assim, vem de família, vem na paixão de servir, né? A importância que tem, primeiro, você gostar do que você tá fazendo, você ter amor pelo que você tá fazendo, ter respeito pelo que você tá fazendo, valorizar pessoas, isso é um diferencial da nossa empresa, as pessoas não são números, elas são pessoas. O nosso diretor operacional, nosso CEO, nosso fundador, tá sempre muito atento às necessidades dos colaboradores, né? Isso é importante. E aí você junta, paixão pelo que você faz, respeito pelo trabalho. E entusiasmo em vontade de crescer, em vontade de ver o nosso equipamento lá, sabe? Porque igual eu tava falando com você, as pessoas acham que o evento dá muito dinheiro. Não! É uma oportunidade que a gente tem de construir equipamento, de testar novas tecnologias, de expor...
Testar experiência.
Dispor nossa marca no mercado, o Rock in Rio, a gente atende ele da forma que a gente atende desde 2017. A gente fez alguns Rock in Rio até hoje. E todo Rock in Rio a gente aprimora alguma coisa, tem uma novidade, tem uma coisa que a gente viu no evento anterior que a gente fala assim, não, aqui dá pra melhorar. Então a gente vai montar dessa forma, a gente vai rever esse layout, o fluxo de pessoas, a gente vai entender melhor o equipamento que a gente vai entregar. Então, o evento cresce. E a gente cresce junto com o evento, em know-how, em paixão, em entrega.
Em responsabilidades também.
Muito.
E aí, o tempo da Fórmula 1, de montagem da Fórmula 1?
Os nossos eventos, eles acabam, como eu vou dizer, entrando um dentro do outro, né? a gente termina o Rock in Rio e começa a montar a Fórmula 1. Então, a gente está em setembro, a gente já começa a montar a Fórmula 1, que vai acontecer agora no comecinho de novembro. Então, quando a gente desmobiliza um evento, a gente já começa a mobilizar outro, já está dentro dessa estratégia. Assim como a gente está fazendo a Fórmula 1 agora, em março a gente já vai fazer o Lollapalooza. Então, alguns equipamentos da Fórmula 1 já vão ficar guardados pra poder atender o Lollapalooza. Acabou o Lollapalooza, tem o Detal em setembro. E aí, os equipamentos do Lollapalooza já vão indo pro Detal. Isso era muito mais difícil lá atrás. Quando, por exemplo, a gente tinha uma missão de fazer um Rock in Rio por ano. Porque o que acontece? Se a gente fabrica mil equipamentos para o Rock in Rio, quando acaba o Rock in Rio, esse equipamento vai para a rua, ele vai fazer outra coisa. E aí, quando chegava o Rock in Rio, a gente tinha o quê? Construir tudo de novo. Então, é sempre assim, constrói tudo, coloca no mercado, depois constrói de novo. Quando a gente tem hoje esse know-how nos eventos, onde um evento acaba ficando muito próximo do outro, a gente começa a remanejar os equipamentos, a entender uma logística muito mais otimizada para que a gente não precise construir tudo novamente e que a gente possa fazer esse processo de montagem muito mais rápido e muito mais eficiente também. Então, conforme a empresa cresce, a gente vai aprendendo a melhorar A logística de entrega e a nossa logística de produção também. Mas a gente continua utilizando os eventos pra construir novos equipamentos, pra testar novas tecnologias, pra entender melhor o evento, porque se a gente consegue construir um Rock in Rio num período muito curto, a gente faz qualquer coisa.
Sim, inclusive, agora eu queria falar do evento Obra. Vamos agora tentar trazer toda essa experiência falada para quem está aqui acompanhando até agora. Como que a gente pode aproveitar tudo isso nos canteiros de obras, né? Que Obra, de fato, é um evento que, geralmente, ele tem um tempo para começar e um tempo para acabar. Agora, qual experiência eu, enquanto construtor, quero gerar para os meus colaboradores, para os meus empregados e visitantes. O que você, enquanto um conhecedor de tanta experiência nesses eventos que foi falado até agora, pode trazer de inovação para o mercado de construção? Eu acredito que vocês já têm aí algumas construtoras que vocês atendem, que já geram essa experiência, mas essa experiência não é passada para o mercado, pelo menos eu não conheço. Então, por onde você começaria?
O canteiro de obra, nós ainda trabalhamos com contêiner marítimo, por exemplo, com o contêiner marítimo transformado, forrado para escritório. E a gente teve agora, quase que entre vigor, uma NR-18 que ia proibir o contêiner marítimo no canteiro de obra. Ele poderia guardar coisas, mas não poderia guardar pessoas. Então, ele serviria para um almoxerifado, um depósito, mas não para um escritório, um banheiro. Acabou que não entrou em vigor, mas ficou a lição e a nossa empresa já estava preparada, até porque em 2000, quando a gente trouxe a tecnologia modular para o Brasil, a gente não trouxe para o evento, a gente trouxe para a construção civil, porque é um equipamento mais leve, É um equipamento mais clean, mais limpo. É um equipamento, gente, dono de construtora. A identidade visual da sua construtora é preciosíssima. O módulo habitável pode ser todo plotado com o design de como o prédio vai ficar, com a marca da construtora. Isso é muito pouco explorado também. A experiência de uma construção, ela parte da obra. Ela parte da obra porque na obra já tem visitação. A obra muitas vezes é exposta à rua. Então, a tecnologia modular, fazendo uma analogia entre o evento esportivo, musical e o canteiro de obra, pode muita coisa ser explorada que não é explorada ainda. O conforto do colaborador, seja ele um engenheiro, arquiteto, ou construtor mesmo, pedreiro, etc. interfere muito na produtividade dele. Se ele tem um local com ar refrigerado, climatizado, para descanso, para almoço, sabe? Onde ele vai ter realmente um espaço de recarregar as energias ou de atender um prestador de serviço, um cliente, um fornecedor. Isso tudo melhora muito a qualidade da obra.
Isso entraria na questão salário emocional? Quando ele falou salário emocional, às vezes até... Porque, às vezes, muitos profissionais vão para uma outra construtora por conta de uma diferença salarial tão pequena, às vezes.
E a mão de obra está muito difícil.
Sim.
A gente ouve as pessoas falarem, principalmente no segmento de construção civil, de como é difícil a mão de obra. Eu acho que tudo é um fator de decisão. Se você tem uma construtora A e uma construtora B, a construtora A entrega mais conforto, uma qualidade de trabalho melhor. Por mais que o salário seja um pouco menos, o equivalente você vai para essa. Mas existe a cultura ainda do container marítimo, a cultura do espaço construído com madeira. Eu acho que a tecnologia modular é muito jovem. As pessoas ainda não conhecem de fato. Na hora de colocar na ponta do lápis, parece que vai ficar mais caro, mas ainda não é feita a conta de quanto isso vai interferir na produtividade. E eu acredito que o seu podcast presta um serviço público. Porque, às vezes, o construtor, o empreiteiro, o empresário está tão imerso no dia a dia dele que é difícil ver as novidades que estão acontecendo. Então, quando a gente tem um espaço para dizer que a gente tem um equipamento que atende melhor, que é mais fácil a movimentação dele, porque ele é mais leve. Ele tem uma capacidade termoacústica muito mais adequada, sabe? Porque o colaborador dele vai estar ali dentro, num espaço totalmente climatizado. Tá havendo barulho lá fora e ali dentro ele tá conseguindo trabalhar, fazer o cálculo dele de forma muito mais tranquila. Então tem muitos fatores que, se a gente não conversa, se a gente não expõe, ninguém vai saber que existe.
Inclusive, além dessas vantagens que você fala, é sustentável e ainda é um fator importante de retenção. de colaboradores nessa empresa, porque a gente fala, igual você citou agora, a gente tá vivendo um déficit de mão de obra absurdo. Então, o que você investe num colaborador que tá ali no dia-a-dia de obra, isso também é um fator de retenção de talentos na empresa.
Eu não sei se esse dado tá atual ainda, mas o Brasil é o segundo país com o maior número de empreendedores por habitante no mundo. Eu creio que a gente esteja atrás da Itália, porque lá eles contam o negócio de família como empreendedorismo, e todo mundo tem um negócio de família. Então, O colaborador hoje que trabalhava numa empreiteira, trabalhava pra gente, ele muitas das vezes vai montar o negócio dele próprio, ele vai ser motorista de aplicativo, ele tem outras oportunidades de trabalho hoje. Então, dentro do... do nosso segmento, dentro do segmento da construção civil, o fator de conforto é um pequeno importante diferencial e de decisão para um colaborador continuar naquele trabalho ou não. Então, eu acho que a tecnologia modular oferece isso, um canteiro de obras mais clean, mais limpo, com maior facilidade de flexibilizar o layout, conforto e uma oportunidade publicitária extraordinário de você poder, no canteiro de obra, já ter a sua marca ali, explícita, muito melhor do que um banner, muito melhor do que uma faixa, sabe? Utilizando o próprio equipamento como instrumento disso.
E aí você me traz um ponto importante que a gente vai falar agora, que são os banheiros.
Sim.
Aí eu queria entender como que vocês fornecem a solução banheiro pra canteiro de obra e também pra eventos, por exemplo, como o carnaval, eu trago o carnaval aqui como exemplo, porque eu falei antes da gente começar a gravar que outro dia eu fui num bloquinho com ambienteada e não dava pra usar aquele troço, era um calor absurdo e aquilo fedia absurdamente.
Sim.
Então, como que vocês resolvem aí essa questão banheiro nas obras e em eventos?
O banheiro mesmo. O banheiro é o mesmo pra obra, pro evento, a mesma tecnologia, a mesma qualidade. Exceto o banheiro premium nosso, porque não tem um porquê. Colocar na obra um banheiro com fita de LED pra fazer maquiagem. Mas a tecnologia do banheiro é a mesma. O sanitário, a pia de cerâmica, tudo muito robusto, tudo muito bem planejado. Banheiros com oportunidade de climatização, colocar um ar-condicionado e levar um banheiro com... com esse tipo de característica. Se você for pôr na ponta do lápis, o banheiro modular é mais em conta do que o próprio banheiro químico. Porque você faz um estudo de fluxo de pessoas, de quantidade de pessoas que você vai atender, posiciona o banheiro de forma adequada para que esse fluxo aconteça, e ali você já elimina aquela coisa da fila, da cabinezinha, um monte de gente em frente, apertado, querendo entrar.
Aquele desespero e aquela insegurança que eu vou encontrar agora na minha vez.
Meu Deus, é uma surpresa, né? Então, por pontos. No evento, é um banheiro climatizado, um banheiro diferenciado, onde faz toda essa análise de fluxo de pessoas. Ele é posicionado de forma para que não haja ou diminua a fila. Isso num trabalho em conjunto com a produção do evento. E isso no evento hoje, eu acredito que já é uma tendência. Quem não faz, está para trás.
Porque não teria esse fator de diferenciar algo assim.
É mais você pensar a experiência mesmo. Porque se você fizer a conta, é mais em conta. Ou é a mesma conta. Se você pensar em espaço, também. Você não vai precisar de um espaço muito maior do que o do banheiro químico. Você vai precisar de ter carinho com o seu evento, só. Entender que o público Se for feminino, se tiver criança, se tiver família, é muito mais criterioso. Você não vai levar sua filha num banheiro químico, não vai nem entrar. Se ela ficar com vontade de ir no banheiro, você vai preferir voltar pra casa.
E quando a gente vai pra o canteiro, também a gente vive essas questões. Eu recebo uma visita, como que tá a qualidade do meu banheiro? Qual que é a experiência que eu vou gerar pra minhas visitas?
E não só pra visita, mas por quem realmente está ali dentro. Eu sou pai de menina, minha filha tem oito anos. E minha filha... Se ela quiser ser astronauta, eu vou apoiar. Se ela quiser ser surfista, eu vou apoiar. Ela já quis ser confeiteira, já quis ser advogada, já quis ser influencer, atriz, já quis ser um monte de coisa. Por que que eu tô falando disso? Porque as mulheres, elas estão com tudo no mercado de trabalho. Você vai ter canteiro de obra com engenheira, arquiteta, mestre de obras, um público feminino enorme.
É, e aí eu ia entrar nesse ponto, né? Já que você tocou, já queria aproveitar e falar que a gente tá vivendo aí um boom. As mulheres estão agora invadindo, de fato, Os canteiros, inclusive, em época de industrialização, as mulheres trazem aí um cuidado, um refinamento para as obras que só elas têm. Que só elas têm.
Desculpa. Desculpa você que é homem, que acha... Tem coisa que só mulher tem.
Sim, sim, sim.
E ela empresta essa qualidade em tudo. Na nossa empresa a gente tem, uma parte da empresa é feminino, né? No marketing, eu tenho a Bruna que trabalha comigo, que a gente troca uma ideia assim, ela tem uma visão totalmente diferente da minha, mas não é de conflito. É de somar, né?
Inclusive, é muito legal esse ponto que você traz. Essa questão é muito bacana quando você trabalha com alguém diferente de você. Eu falo, né? Você tem essência ali parecida, mas as visões, elas têm que se complementar entre si.
Imagina que mundo terrível, um lugar onde todo mundo concorda com você. Eu não conseguiria viver num lugar desse, eu nem quero, se esse lugar existe, não me leva. O diferente soma muito. Então as mulheres, elas estão cada vez mais presentes. Não que o homem não mereça conforto. Mas o homem ele se vira de uma forma muito mais fácil, né? Eu acho que ele percebe menos essa falta de qualidade, né? Mas a mulher não. Ela é cuidadosa, ela entende muito mais a experiência de ponta a ponta, até porque ela é capaz de discorrer, dissertar sobre a experiência de um evento muito melhor do que o homem. Porque...
A própria percepção de detalhes, né?
É, você vai uma mulher e um homem num show. Aí você vai perguntar pra um homem assim, o que você achou do show? O show foi ótimo, e o banheiro? Não lembro.
É bem isso mesmo.
A mulher já vai começar pelo banheiro. Ah, o que eu achei do show? Olha, o banheiro foi ótimo, eu adorei, por mim eu ia até mais vezes.
É, eu fiz um episódio aqui com uma engenheira, e ela falou da experiência dela nas obras. que, assim, é muito bacana eu trazer esse ponto aqui, porque foi um ponto marcante, inclusive, outros convidados que vieram aqui, que assistiram ao episódio com essa engenheira, todos eles falaram, nossa, nunca passou pela minha cabeça esse ponto dos banheiros de obras. Falei pra você ver como as mulheres sofrem, né?
Mas a nossa sociedade, ela tá amadurecendo. Não é errado você ainda usar o container. A gente loca o container pra canteiro de obras e a gente tem todo o cuidado para o container marítimo ir com qualidade e limpo, com forração para melhorar a capacidade térmica dele, com ar-condicionado também. Eu acho que a tecnologia modular está muito no início ainda. Se a gente pensar, está há 20 anos só no Brasil, né? Se você pega um carro de 1970 e um de 2024, é totalmente diferente, né?
Totalmente diferente.
Mas teve tempo de maturação desse equipamento, até que ele fosse integrado à sociedade, até que ele fosse aperfeiçoado. A tecnologia modular existe na Itália há mais de 50 anos. E ela está no Brasil há 20, na Itália acho que 70 anos. Então ela está no Brasil há 20. Então não é errado uma construtora não entender ou não saber que ela existe. Ou não fazer o cálculo de quanto custa esse, quanto custa esse, o que esse me traz e o que esse traz. Mas o nosso papel como empresa, e o do seu podcast também, é a gente levar informação. Sabe? E a gente faz isso muito através das mídias sociais. Eu tenho dezenas de vídeos explicando o que é uma placa termoacústica, o que é um módulo, o que o módulo pode oferecer, onde o módulo é aplicado. Por quê? Em relação ao mercado, eu estou exatamente no momento que eu preciso me explicar. Inclusive... Um refrigerante não precisa se explicar.
Então, inclusive você traz um ponto hoje da experiência Que é, as marcas, você pode ver, o próprio automóvel tá cada vez diminuindo a marca, e focando ali na experiência que aquele automóvel tá gerando pro... Na verdade, eu falo não só pra aquele usuário, porque é ele que vai começar a falar, esse carro é sensacional, Mas não é mais a marca que tá ali, é a experiência que aquela marca tá gerando através daquele carro. E quando a gente traz essa analogia pra construção civil, aquele profissional que tá trabalhando naquela obra, ele também é um promotor pra vender.
A gente discute sobre o celular, se o celular A ou B é o melhor. se o sistema operacional A ou B é mais eficiente. A gente discute sobre carro, se o carro elétrico, carro híbrido ou combustão é melhor. Tem um fã desse, tem um fã do outro, tem um fã daquele lá. Mas aonde que a gente está falando sobre moradia? Aonde a gente está falando sobre construção? Que é o primordial de uma sociedade. É aonde ela está estabelecida. É onde você volta para casa e dorme. E eu vou aproveitar esse espaço, por favor, para dizer uma coisa muito importante. A tecnologia modular não rivaliza com a construção de alvenaria tradicional. Nós não somos concorrentes, nós estamos aqui para apoiar um ao outro. A tecnologia modular tem aplicações muito específicas. e aonde a alvenaria tradicional não atende. Os nossos maiores clientes são construtoras, e a gente está lá para ajudar eles. Aonde que a tecnologia modular vai entrar? Ela vai entrar quando precisar fazer uma construção muito rápida. Aonde, por exemplo, uma cidade. houve um número de crianças matriculadas muito maior do que o número de escolas. O que a gente vai fazer? A gente vai construir uma creche, uma escola em tecnologia modular para que essas crianças não fiquem fora da escola. Um exemplo, tá? Enquanto o órgão público, a prefeitura, o Estado ou o órgão particular vai construir com a alvenaria a escola permanente. A gente tem muito caso disso lá no Rio de Janeiro e um foi bem interessante. Uma escola particular muito famosa, ela precisava de uma obra emergencial. e precisava de evacuar o prédio porque o prédio inteiro ia sofrer essa intervenção. Onde que essas crianças iam estudar no meio do ano letivo? A gente pegou uma quadra poliesportiva, construímos um outro colégio de tecnologia modular e as crianças migraram todas da escola de alvenaria para a modular. E elas estudaram ali até terminar a obra do prédio principal. Acabou a obra, o prédio ficou novinho, perfeito, lindo. As crianças voltaram para o prédio original e a gente desmontou o nosso prédio provisório. E todo mundo ficou feliz. Talvez se a tecnologia modular não existisse ali, a construtora não conseguiria fazer a obra naquele prédio. Aquele prédio ia passar por pequenas intervenções que nunca ia ficar bom.
Que nunca ia, ia ficar aqueles remendos ali, o famoso, o tradicional remendo, né?
E a gente já fez isso com o hospital, a gente já fez isso com igreja, com diversos segmentos que precisam da tecnologia modular de forma emergencial, porque a característica dela é ser provisória, com qualidade de permanente, então você não vai perder a qualidade, né? E a gente vai atuar naquele ponto. depois vai voltar para a alvenaria e etc. E tudo bem. No prédio do COB, como eu falei, o prédio precisava ser inteiro construído e inteiro desmontado. Então a gente demorou um ano para finalizar ele, de acordo com o contrato. Como eu falei, podia ter sido antes, mas era assim. E esse prédio teve dois anos de vida e foi desmontado. E o terreno foi entregue da forma que a gente recebeu, totalmente vazio. E hoje está sendo construído um outro prédio lá, de alvenaria.
Felipe, o que você traria de dicas, não só para os investidores que acompanham a gente, muitos aqui, eu recebo muitos feedbacks pelas plataformas de áudio, mas também falar com as pessoas que estão ali no dia a dia, nos canteiros, Você entende que eles deveriam se envolver mais, por exemplo, porque eles que vivem de fato o dia-a-dia. Muitas vezes eu, enquanto construtor, eu não tô vivendo aquilo. Então, assim, que recado você daria? A gente tem aqui a dica Construir Cash pra essa galera, não só pra os construtores e investidores, mas também pra galera que tá aí no dia-a-dia de obra.
Eu vou além. Vai desde você estudante que está entrando num curso de arquitetura, de engenharia, de edificações, para que conheça a tecnologia modular desde já. Que faça toda a sua formação entendendo que existe uma outra modalidade construtiva que tem um mercado enorme ainda a ser explorado. E o recado que eu dou para o empreiteiro, para o arquiteto, para o engenheiro, para o produtor de eventos é o mesmo, que é conhecer essa nova forma de construção que vem auxiliar a construção tradicional, que vem ajudar a ser mais rápido, que vem levar conforto, levar sustentabilidade, para a obra e para a empresa, porque isso é muito importante, isso mostra que a empresa está comprometida com a sociedade quando ela começa a ter práticas mais limpas. E não precisa ser um todo, por exemplo, uma obra de alvenaria vai gerar resíduo, amanhã ou mais tarde ela vai gerar resíduo, mas se na concepção dessa obra, você já utilizou materiais que são sustentáveis, que têm relacionamento com o meio ambiente, sabe? Que é certificado, você já começa muito bem, né? Então, pense sempre em levar conforto, pense sempre em levar novidades, porque num mercado muito concorrido como o que a gente tem hoje, qualquer novidade é um diferencial, e eu acho que isso pode ser explorado já na planta, né? Da obra, do evento, que tem essa diretriz sustentável, que usa esse tipo de equipamento, né? Eu acho que isso vai atrair colaboradores.
Sim, com certeza.
Vai atrair clientes que vão passar na frente daquela obra. Eu vou falando, que diferente esse canteiro de obra. Eu nunca vi um canteiro de obra tão clean, tão limpo, tão bonito, bem organizado, já com a identidade visual nos módulos, né?
É, a gente tá falando aqui o tempo todo de experiência.
É sempre, assim... Se a gente falar de business, falar de negócio e não falar de experiência, a gente não falou disso.
Não falou disso. E deveria ser um... A gente fala que qualidade é um item padrão. mas infelizmente a gente não vê muito isso aí no dia a dia, enfim, até não deveria aqui expor minha opinião, mas a gente, bom, você vai andar agora em São Paulo, você vê aí alguns prédios que estão sendo construídos, que se o resultado final daquela obra, é aquilo que a gente vê, imagina o processo de canteiro. Como foi... Então...
O canteiro é a cozinha do restaurante, né? Assim... Sim! É... Fazendo uma analogia...
Fazendo analogia.
A cozinha do restaurante, onde ninguém vê, mas é da onde parte o resultado. Pra comida tá saborosa, bem apresentável, tem que ter tido um processo importante ali atrás da cozinha, sabe? De se preocupar com os detalhes e...
Eu recebi aqui outro dia um construtor e a gente estava conversando sobre construção, sobre focar no usuário, quem vai usar, e aí uma pergunta que eu fiz até provocativa, que eu falo assim, você moraria num prédio que você construiu, qualquer prédio?
Sim.
Foi bem legal, assim, o bate-papo, porque a gente precisa agora começar esse processo de reflexão. E até aproveitar a força da nossa audiência, a credibilidade. Hoje somos, eu sempre falo que somos reconhecidos pela credibilidade dos convidados e você hoje faz parte disso e a gente toma um cuidado com a informação e a gente precisa falar mais disso, né? Porque quando a gente se posiciona, a gente acaba não influenciando, né? Não sei se seria essa palavra.
Ah, é influenciando.
É influenciando.
É, porque a gente é modesto.
É, influenciando. De repente, outras pessoas, igual você, tem uma filha de oito anos, eu tenho um filho de nove. E o que a gente tá fazendo com essa geração que daqui a pouco vai começar a comprar um apartamento? Será que ele vai se preocupar com essas questões que estão diretamente ligadas no produto final? que é o que essa construtora proporcionou para essas pessoas que construíram esse empreendimento. Então, acho que a gente tem que começar a trazer esse olhar, olhar mais o detalhe, olhar mais o processo. Acho que é isso.
Eu tenho certeza que a geração do seu filho ou da minha filha vai ser muito mais criteriosa do que a nossa.
Espero.
Não, eu tenho certeza disso, porque minha filha tem hábitos muito melhores do que o que eu tinha. Ela tem consciência muito melhor do que eu tinha.
E isso não está relacionado à criação?
Eu acho que não. Eu acho que a criação é grande parte, assim, de tudo que eu sou e faço na vida, nada me realiza mais que ser pai. É onde eu jogo grande parte ou quase toda da minha energia e isso me motiva a fazer todas as outras coisas. A criação é importante. A gente dá uma visão de mundo, né? A gente trabalha a máquina, né? Mas a partir do momento que eu dou a possibilidade dela pensar, ela vai começar a pensar sozinha, né? Eu só tomo refrigerante zero. Mas é refrigerante. Ela trata o refrigerante como cigarro. Pai, eu vou tomar refrigerante, pai. Isso faz mal.
Meu filho também não bebe refrigerante. Mas não sei por que é deles.
É, mas é isso que eu estou dizendo. Já tem uma instrução nata ali, porque eles observam o mundo de uma forma diferente da gente. A gente tinha um pensamento com oito, nove anos, muito infantil. A gente era muito limitado, eu que entregava, a gente hoje, ela busca.
É, a informação tá o tempo todo ali, né? Escancarada ali, né?
E ela busca, ela pergunta. O que que é isso? Pai, o que que é isso? Isso aqui é o quê, pai? Isso aqui é o quê? Ter perguntado isso aqui é difícil. Ah, minha filha, é. Depois que a gente morre, a gente vai pra onde? Falei, filha...
Mas é legal isso, né?
Tem muita gente que pensa de forma diferente. Senta aí, vamos conversar sobre, né? Então, quando eu falo que eles vão ser muito mais críticos, é porque eles hoje são muito mais analíticos, né? Então, eu acho que lá na frente, quando eles forem comprar uma casa, eles vão querer entender como que aquela casa foi construída. Eu acho que lá na frente, quando eles forem comprar um carro, eles vão querer entender qual é o processo desse carro. Por isso que a imagem da empresa hoje é muito importante, porque se a empresa não tem uma imagem boa, não adianta ter um produto bom. Então, o trabalho da empresa de ter uma qualidade, de ter uma preocupação com o meio ambiente, igual eu falei para você, a qualidade da nossa empresa é inegociável. Vai ficar mais caro? Vai ficar mais caro, mas a gente não pode abrir mão da qualidade.
É, isso é importante, né? Essa questão do posicionamento.
A gente, tanto quanto pessoa como empresa, nós como pessoas ou empresas, a gente define em que lugar da prateleira a gente quer estar. se você quer estar embaixo, se você quer estar no meio, se você quer estar em cima, se você quer ter destaque, se você não quer ter destaque. Quando a gente acorda todos os dias de manhã, ao se arrumar, quando eu me arrumei para vir para cá, eu quis passar a melhor imagem para você. Eu me vendi como um produto de credibilidade, de seriedade no que eu vim passar de informação, e na vida é assim. E o nosso produto é a mesma coisa. Se a gente não se preocupa com a forma com que a gente expõe ele, com todas as características que vão fazer com que esse produto seja diferente do produto do concorrente, se a gente não se preocupa com essas coisas, nós vamos ser só mais um mercado. E hoje, Nós temos uma posição de destaque no mercado, a gente tem uma credibilidade no mercado. Hoje a gente trabalha com grandes eventos porque nós escolhemos estar no melhor lugar da prateleira. Num lugar com qualidade, num lugar com entrega, porque alguém que vai fazer um grande evento, ele não quer ter preocupação com o fornecedor. Ele não quer ter uma surpresa, ele quer ter a certeza que aquela empresa vai entregar o que ela prometeu. Então, isso foi construído durante o tempo com o nosso trabalho, mas é uma busca diária nossa de fazer o melhor.
É, aquela... Quando a gente conversou lá atrás sobre a experiência de conversar ali com os colaboradores da empresa, de fazer com que eles entendam o todo, né? Ou seja, qual que é o meu papel, o que que isso que eu estou fazendo aqui vai refletir lá na frente. Quando você traz isso para o ambiente, para o dia-a-dia da empresa, a história muda, né?
Teve um fato curioso, porque assim, a gente trabalha com muita gente. A gente, de chão de fábrica, 500 pessoas, 600 pessoas. E eles achavam que eles não faziam falta. Eu posso faltar o trabalho hoje porque tem outros dez igual a mim e eu não vou fazer falta. Mas a gente teve um trabalho todo de handomarketing, de palestra, de conversa, pra que eles entendessem a falta que eles fazem quando eles não vão na empresa. que, quando eles não vão na empresa, o colega de trabalho dele trabalha mais, porque trabalha por 2. Mas não é só isso, é porque a nossa engrenagem é tão bem ajustada, ela é tão perfeita, ou tenta ser perfeita, que toda peça é importante. E por isso que a gente valoriza as pessoas, por isso que a gente busca sempre mostrar a eles o resultado final do trabalho deles, para que eles tenham orgulho disso, para que eles cheguem em casa e falem assim, filho, olha só, Tá vendo aquele evento ali na televisão, a Fórmula 1? Poxa, o papai hoje construiu um equipamento que foi pra lá. Tá vendo aquele evento ali, o Rock in Rio? Mais da metade de toda aquela estrutura ali é tecnologia modular, coisa que o papai faz todo dia. Resgatar o orgulho dele, sabe? De mesmo na posição mais simples, ele poder falar com amor do trabalho dele.
É, isso é importante. Eu sempre reforço. Eu tenho até a analogia do pedreiro que assenta tijolo e tem aquele que constrói sonhos ali, que ele faz parte do sonho das pessoas. Então, a forma como você se insere ali no contexto geral de um evento, de uma obra, faz toda a diferença para que você, de fato, levante todos os dias e queira ir trabalhar.
E a gente tem um monte de analogia disso. No Covid, eu fiquei internado cinco dias. Muito mal. Eu lembro do nome de uma médica, que foi a primeira médica que me internou. E eu agradeço muito a ela, na época. Mas eu lembro de todas as enfermeiras. Porque é quem tava ali no cuidado. E se você colocar numa escala, você coloca o médico, a enfermeira embaixo. Só que todo o cuidado e amor que eu recebi ali no leito veio da enfermeira. E eu tenho certeza que nas obras, muita coisa... que traz o sucesso pra aquela empreitada, vem do pedreiro, vem daquelas posições mais baixas, que fazem realmente tudo com muito amor e muito carinho. E eu percebo isso na nossa mão de obra, eu percebo isso na nossa equipe de trabalho, a forma com que eles se dedicam pra que a gente entregue sempre o melhor.
É até interessante a forma como a gente está fechando esse bate-papo, para que as construtoras mesmo, os próprios investidores, quando eu estou contratando uma construtora, uma empreiteira para um empreendimento, eu devo me preocupar como essa construtora trata? esses funcionários ali do dia-a-dia, acho que esse é um ponto importante que a gente está trazendo aqui para refletir, né? Porque a gente está falando sobre a vida.
É, na verdade, sobre a vida com um pano de fundo da tecnologia modular, porque através da tecnologia modular a gente fala de praticamente tudo, né? Que é montar Lego. Vai ficar um recado final para as pessoas que a tecnologia modular, a melhor analogia a ser feita é um grande Lego, onde todas as peças se encaixam, onde a gente tem velocidade de construção, e não importa qual o seu negócio, se ele ficar pronto mais rápido, o capital investido volta mais rápido. É uma construção limpa e controlada, vai tudo pronto. Energia, esgoto, tudo pronto. Água, tudo no sistema plug-in. A nossa engenharia faz um estudo antes sobre aonde o esgoto vai. A gente tem caixas de dejeto hoje que a gente resolveu um problema disso porque às vezes a gente ia colocar um banheiro em uma localidade que não tinha rede de esgoto. Então nós criamos e construímos uma caixa de dejeto que a gente acopla um módulo em cima perfeitamente, e depois é feito o esgotamento daquela caixa de dejetos. Esse dejeto é destinado para um local adequado, com todo o controle. Então, tem todo um cuidado ali, sabe? Desde o banheiro, ao escritório, a um prédio, aos grandes eventos, à empreiteira. Nós atendemos uma cadeia produtiva enorme. Sabe uma coisa que a gente leva para a Fórmula 1 e ninguém sabe, a gente não fala muito, a gente tem container reefer, que é um container frigorífico. A gasolina da Fórmula 1 fica dentro do container reefer. Porque ela precisa estar dentro de uma temperatura adequada. Porque ela foi feita pra Europa, não foi feita pra um país tropical.
Entendi.
Então, chega aqui com 35 graus, ela vai evaporar. Então, ela fica ali. De lá, ela só sai pro carro. Então, tem um mundo mágico. A tecnologia modular é uma Disney pra mim. Eu vou na Disney todo dia.
Que legal!
Às vezes, eu acho que eu sou o Mickey.
Mas, assim... Felipe, queria que você desse aí suas considerações finais pra gente encerrar esse bate-papo, e foi sensacional fazer esse encontro com você aqui no ConstraeCast, porque o que você tratou aqui, acho que tá muito alinhado com o que a gente entende que é o nosso propósito de promover ideias, soluções e unir todo o mercado de construção, arquitetura e engenharia.
Primeiro, quero agradecer o convite. É uma honra pra nós podermos falar do que a gente faz todos os dias, porque, como eu disse, nós fazemos tudo com muito amor, com muita seriedade, muito comprometimento com o nosso cliente, muito comprometimento com a entrega e também com o usuário final, né? levando uma experiência de ponta a ponta, seja na construção civil ou num grande evento como esses que a gente faz, Fórmula 1, Rock in Rio, Lollapalooza, Detall e outros. e convidar as pessoas a conhecerem a tecnologia modular. Nós temos hoje os postos do SAMU. Quantas pessoas estão sendo salvas a partir disso? Os postos do DETRAN no Rio de Janeiro, onde a gente padronizou o atendimento. Cada posto era de um jeito. Hoje tem uma uniformidade de atendimento com qualidade. A própria experiência do evento. de você ir a um banheiro adequado, de uma bilheteria que oferece conforto para quem está trabalhando, de toda aquela estrutura que depois vira ativações de marcas, mas aquelas lojas, todas essas imagens bonitas que a gente vê no Rock in Rio, ali atrás está a tecnologia modular. nós temos o comprometimento de mudar a vida das pessoas a partir do que a gente faz de melhor, que é construir com tecnologia modular. Junto com a construção civil, Junto com os grandes eventos e pequenos eventos também, porque a tecnologia modular é democrática, não é economicamente inviável, pelo contrário, você vai fazer as contas de que um pequeno produtor de evento pode e deve ter a sua estrutura a qualidade da tecnologia modular. Então, entendendo esse nosso propósito, essa nossa razão de existir, eu só tenho a agradecer ao seu público e a você por ter nos convidado e permitir que a gente falasse um pouco de algo que a gente gosta muito, que é o nosso trabalho, né? Nossa vida Tem três pilares, né? É o nosso trabalho, a nossa família e a nossa vida afetiva e amorosa, né? Se você não tem a vida afetiva e amorosa, você vai ter a sua família e o seu trabalho. Mas o seu trabalho é o que permite que você vive em harmonia com todas as outras coisas. Porque se você está no seu trabalho, se você está se dedicando, se você está entregando o seu melhor, você vai ser reconhecido por isso. E tem gente que fala assim, ah, mas ninguém reconhece, ninguém me faz um elogio. Não é sobre ser elogiado. É sobre ter a certeza que você fez o certo. É sobre ter a certeza que você entregou o máximo. É sobre a sua satisfação pessoal consigo, sabe? Você tá de bem com você. Eu fiz o que eu devia fazer da melhor forma possível, sabe? E aí você vai chegar em casa, o filho vai te abraçar, vai achar você o... o cara mais legal do mundo, e aí tudo vai fazer sentido na vida.
Isso é reflexo do dia, muitas vezes que você teve no trabalho. Então, é uma baita reflexão aqui. Pra gente encerrar, mais uma vez, te agradecer, Filipe, pelo bate-papo e conte sempre conosco aí pra divulgar novas tecnologias e novas soluções pra que a gente consiga proporcionar experiência pro mercado de construção, arquitetura e engenharia. Então, um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstriCast.
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