Mulheres que Constroem | GESTÃO FEMININA E DESAFIOS NO MERCADO DE FACILITIES | Lívia Lourenço

Lívia Lourenço, a facility manager at JLL with 22 years in the field, discusses how women are reshaping facilities management in Brazil. She explains why FM teams need a seat at the design table to prevent costly mistakes, and notes that women now hold roughly 40% of leadership roles in the sector, up from a male-dominated landscape when she started in 1999.
Questions this video answers
Lívia Lourenço — Facility Manager at JLL; embaixadora IFM Community Brasil; diretora executiva da BRAFAC; vencedora do Prêmio Mulher destaque em Facilities (2021–2023).
March 29, 2023.
About 22 years of experience; she says she began in 1999.
Approximately 40% (guest's estimate).
JLL (employer), IFM Community Brasil (ambassadorship), BRAFAC (executive director; mentions first female president in 18 years), Prêmio Mulher destaque em Facilities (21–23), CBO recognition to be launched in 2023.
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Sejam bem-vindos a mais um episódio do ConstrueCast. Hoje, dando continuidade à série Mulheres que Constroem, eu tenho a honra de receber duas globais. Para conduzir esse bate-papo junto comigo, eu recebo um arquiteta que construiu sua trajetória profissional no mercado de arquitetura corporativa. Thaís Trentini, seja bem-vinda ao nosso podcast.
Super obrigada, é uma honra sempre estar aqui, Paulo, contribuindo com esse mês tão especial para nós. Eu aproveito para trazer uma convidada mais que especial para mim, minha colega global.
E ela é global.
Isso que é importante.
Vamos descobrir ao longo do podcast, tá, gente?
Hoje nós vamos conversar com a Lívia Lourenço, ela é Facility Manager na JLL, embaixadora IFM Community Brasil, diretora executiva da BRAFAC, vencedora do Prêmio Mulher, de destaque em Facilities 21 a 23, voluntária no CE 267. Ela possui 22 anos de experiência na área de facilities, como responsável por serviços prestados a grandes corporações, condomínios, varejo e instituições financeiras, focando no planejamento estratégico das operações e buscando excelência nos serviços gerenciados. Seja bem-vinda, Lívia.
Obrigada, Thais. Obrigada. Obrigada, ConstruCast, para esse convite. Ainda mais um mês tão especial, né, para falar sobre as mulheres, falar sobre Facilites Manager. Então, obrigada aí pelo convite. É uma honra estar aqui com vocês.
Lívia, e que apresentação, hein, Thais?
Não é? É um currículo de peso aqui.
Que apresentação. A primeira pergunta, você faz ou eu faço?
Pode fazer você.
Posso fazer? O que é um profissional de Facilites? Qual a importância de um profissional de Facilites dentro de uma empresa?
O profissional de facilities é responsável por cuidar tudo aquilo que faz uma empresa girar. Tudo. Desde a entrada das pessoas, a segurança de estar no ambiente, ter um ambiente limpo, agradável, seguro, as instalações estarem seguras. Ele se sinta confortável e se sinta também acolhido. Nós somos responsáveis por diversos serviços de deslimpeza, manutenção, recepção, copa, projetos, obras. E também somos responsáveis por conhecer cada colaborador. para que a gente possa cuidar dele no dia a dia.
Olivia, e você estava muito ligado, se você voltar um pouco no tempo, é aquele profissional que faz tudo, serviço geral, assim, nas empresas?
É isso aí. Antigamente, pouco tempo atrás, não vou falar...
Pouco tempo, quanto tempo?
Uns 20 anos atrás, eu comecei na área em 99, meu primeiro emprego foi trabalhar na área de patrimônio, que na verdade é a área de Facilities Management. Depois, passei para a área de serviços gerais. Então, hoje, sim, a gente fala facilities manager, a gente tem uma área. Nós estamos sendo reconhecidos pelo CBO, foi aprovado, será lançado agora nesse ano de 2023, foi um grande avanço. uma conquista pela Abrafac, mas era assim, tudo que uma empresa não queria fazer, joga lá para a área de facilidades. Sempre foi assim. Então, com esse reconhecimento profissionalizando, tendo certificações, mudou o cenário da água para o vinho. Mas já tivemos apelidos de zeladora de saia, faz-tudo, severino, tinha tudo quanto era nome, patrimônio, Quando eu trabalhei com a... Coincidentemente, trabalhei com a Thais na Rede Globo, nós ficamos lá. Foi o meu primeiro emprego. Era patrimônio, gestão patrimonial. Então, não falava-se essa palavra facilities, né? Que é bem melhor, né? Do que...
Bonita, né? É uma palavra bonita.
Então, é gerenciamento de instalações, né? Então, a gente cuida de tudo aquilo que faz a empresa gerar. Então, é uma luta constante o reconhecimento da área, mas é uma área que faz as pessoas se sentirem cada vez mais confortáveis, seguras, acolhidas, para que o core business da empresa rode perfeitamente, elas possam atuar no seu trabalho.
Lívia, a gente está em um mês que é super especial e acho que um dos meus desafios aqui junto com o ConstrueCast foi justamente trazer um fechamento dessa série. Nós, enquanto arquitetos, a gente constrói os espaços, mas eu quero saber como você se construiu sendo Facilities. Como é que foi a sua consolidação da sua carreira? São 22 anos de experiência, então eu queria que você contasse um pouquinho para a gente.
É uma carreira bonita porque foi construída com bastantes desafios. Passei por muitos desafios. É um mercado muito masculino, muito. Você trabalha com engenheiros. Hoje nós temos bastante engenheiros, mas o nosso contato é muito com engenheiros, com arquitetos, pessoal de manutenção. Então, é uma área bem masculina. Hoje a gente tem bastante mulheres, mas antigamente, imagina, novinha, meu primeiro emprego, ir trabalhar, verificar, acompanhar uma subestação, tinha que ter voz bastante ativa, postura, para poder ter respeito pelas pessoas que você estava gerenciando. Um ponto que foi muito importante para mim é as pessoas terem acreditado no meu trabalho, no meu perfil. Me deram os desafios e eu fui lá e ataquei. estudar bastante a parte técnica, isso daqui, você fala, não, mas eu sou engenheira. Não, você tem que saber um pouco de tudo, profissional de facílites, quando você fica para trás.
Olivia, isso é uma bem do... Você acha que a mulher tem que provar mais que os homens nesse sentido, nesse contexto que você está falando agora? Muito. Ela tem que estudar mais?
Muito. Imagina você chegar no mestre de obra e falar para ele, derruba essa parede que está torta. E o cara fala, não, não vou trocar, porque você está falando que está bonito. Eles acham que você é mulher não é porque a parede está errada, é porque você é mulher e acha que a parede está feia. Não, ela está errada, não é aqui a parede. Então, a mulher tem um diferencial, um olhar mais cuidadoso. Então, eu passei por muitas situações como mulher de ser questionada a minha opinião. Isso é fato, muitas. E eu não ia no banheiro chorar, viu? Eu sempre tive que ser firme e atuar. Quando eu falo da parte técnica, a gente faz conferências de tudo, a gente gerencia. Então, eu tenho que saber o que é um laudo, eu tenho que saber ler um laudo, eu tenho que saber receber um relatório e entender o que está... Então, você tem que estudar, você tem que estar alinhado. Como eu aprendi isso? Eu sou formada em administração, eu não sou engenheira, nem arquiteta, por mais que eu estou esses 22 anos junto com eles.
Achei que você era engenheira agora.
Não, eu só tive chefes engenheiros, até hoje. Eu tinha uma boa parceria com os fornecedores. Eu acho que isso foi o grande lance, de eu aprender cada vez mais. Então, se tinha alguma coisa que eu não sabia, eu chamava o fornecedor, senta aqui e me explica. Vamos lá junto. E isso eu aprendi no meu primeiro trabalho, que quando eu mandava uma nota pra pagar, o engenheiro falava assim, mas o cara consertou? Eu falei, ah, não sei, o cara me entregou a nota. Ele falou, tá, mas... Você não viu?
Você checou, né?
Você checou, você foi lá? Como é que você mandou eu pagar? E aí eu ia, ia lá. Quando chegava o técnico de manutenção, eu levantava da minha cadeira, eu ia até lá, eu olhava, via que estava funcionando. Ah, ok, agora tá. Aí eu chegava toda cheia de orgulho, né? Pronto, pode pagar. Você viu, vi, está funcionando, fez. Então, eu fui aprendendo. Então, desde nova, fui aprendendo a parte A parte hard, que é a parte de instalações. E os serviços, que são a parte soft, que a gente fala aqui, é limpeza, copa. Isso eu já fui adquirindo com o dia a dia. E a própria exigência que a gente tem, que é da natureza da mulher. A gente não cuida tão bem da nossa casa. Então, a gente exige também da parte de serviços. Então, é um conjunto.
Que história bonita. Pode seguir, Thais.
Não sei se eu falei bem, mas... Consegui trazer pra vocês, mas eu acho que tudo... Minha carreira foi baseada no aprendizado, né?
De ouvir.
Ouvir as pessoas e ter a humildade de aprender.
E mérito, né? Acho que o que você... E não.
Abaixar a cabeça, sabe? Quando um cara falava pra mim, você não vai lá validar porque você é menina, você é mulher, ou você tá de salto alto. Aí que eu ficava brava mesmo. Aí eu ia de... E uma coisa também que é legal para outras mulheres, não é porque eu trabalhava com a manutenção, ou tinha que ir em uma obra ver, porque eu fiz parte de varejo, eu cuidava de 200 lojas do mercado, e você olhava rato, tinha incidência de pragas, tinha vazamento, tinha roubo de caixa eletrônico, você tinha que levantar de madrugada aí. Não era porque eu era mulher que eu tinha que ter uma postura masculina, não. Eu me arrumava, sempre me arrumei, sempre usei meu salto, sempre usei... Lógico, em locais de segurança, eu ia de volta de segurança, mas eu nunca tentei mudar o meu jeito, o meu estilo, pra mostrar que eu era firme. Então, isso é importante.
Esse episódio, como eu falei antes da gente gravar, é um episódio muito especial porque eu tô com duas lideranças, né? A Thaís, eu já conheço de longa data e sei o quão é uma mulher forte dentro de um canteiro de obra, o quão ela é respeitada.
Ela é brava.
Brava.
Ela é brava.
Eu acho que ela é um... Já.
Tive o prazer de vê-la. Ela é brava. Isso, gente.
Então, é um episódio, de fato, pra mim, muito especial porque nitidamente você também é uma grande liderança por onde você passou, enfim, e onde você está hoje. Então, Thaís, pode ir. É contigo.
É, eu acho, eu tive, como a Lívia falou, eu tive o prazer de trabalhar com ela, né, no começo ali da minha carreira, e eu vivenciei um pouco do que é ser facilities, né, e eu acho que isso eu trago, esse histórico, dentro dos meus projetos, porque a gente pensa muito no operacional. E aí tem um drive que é muito forte, que eu vejo que nos conecta, que é o cuidar. Eu gosto muito de pensar no detalhe, no cuidar do projeto para que depois, obviamente, ele possa ser um facilitador da operação e do cuidado que vocês, Facilites, têm cuidando da edificação para os colaboradores, para os prestadores. E aí eu queria entender um pouquinho, Lívia, como é a sua participação, o quanto você entende que o Facilites precisa estar nesse processo conosco, arquitetos, alta liderança, diretores de RH, enfim, como é que seria um processo no mundo ideal? Como é que a gente constrói isso para ser mais assertivo?
Eu acho que quando tem um projeto, a área de Facilites tem que estar junto do arquiteto, desde o início, desde o papel, desde aquela hora em que vocês vão no local levantar as necessidades. Porque, por mais que vocês façam um trabalho lindo, maravilhoso, quem vai cuidar disso somos nós. Quem vai operacionalizar isso, quem vai contratar as manutenções para cada ponto específico é a área de facilities. Então, isso é... Se começa torto, vai torto até o final, né? Aí você fica, eu falo assim, aí você fica com bem ó, faz uma irrigação lá bonita num jardim vertical lindo, maravilhoso. Se o profissional de facílias não saber que aquilo lá tem uma manutenção específica, não pode fazer x, y, z, ele vai ficar desligado. Ah, desliga. Vamos trocar essa parede que ela colocou aqui.
É um elefante branco ali.
É um elefante. Aí você tem uns mobiliários bonitos que você pode usar, você pode mexer e fica intacto. Não, tem rodinhas. Tem rodinhas porque é pra andar, é pra se movimentar. Então, quando foi feita a ideia desse projeto, tem que avisar a área de facilities, isso aqui vai ser para isso, isso aqui vai servir para aquilo, para que ele faça um movimento. Porque quando tem uma dúvida no escritório, a primeira área que é buscada, procurada, é a área de facilities. Ele chega lá e pergunta onde tem o crachá, aonde ele consegue uma caneta, aonde ele consegue uma sala de reunião. onde ele consegue um espaço para fazer um evento. Tudo passa pela gente, como falei no início. Somos responsáveis por fazer a empresa girar, para atender às necessidades. É muito importante, logo no início, a área de facilitar o pessoal do projeto, os arquitetos, a empresa, logo do início. Mas tem que ter um olhar de parceria. Desculpa, tem que ter parceria. Porque se você for muito reativo, o projeto deles não vão sair. Se você chegar e falar, ah, isso aqui não funciona. Ah, isso aqui não. Ah, isso aqui me...
Mas isso acontece no seu meio?
Acontece muito. Ah, isso aqui vai me dar trabalho. Ah, isso aqui não funciona. Então, não é o que a gente... Eu sempre... Eu falei antes das nossas gravações aqui. Não é a gente que dita as regras. A gente recomenda. Então, senão o projeto não sai. Na verdade, não sai. Se eu começar a cortar, corto, corto, corto, e jogar empecilho, eu não deixo o pessoal do projeto fazer um bom trabalho. O desejo não vai atender às expectativas. Vai ficar aquela mesmice. Então, eu tenho que ter... um olhar, assim, de parceria, de entender, de ajudar e falar, não, isso aqui não tá legal, isso aqui, olha, vamos por esse lado que vai dar certo. E aí eu faço um trabalho a quatro mãos.
Porque ali você tem que atender várias áreas da empresa, né? Às vezes tem o gestor do time de compras ali, às vezes tem um outro gestor da parte de, sei lá, de... atendimento a clientes, então você tem que atender, de fato, a necessidade de cada área e passa para o time de arquitetura, faz o projeto e se houver resistência pelo profissional de facility, você acaba, muitas vezes, enviabilizando esse projeto.
E também assim, tem o pós-obra, né? Pós-obra, gente! Ali começam as animidades, se você não tomar muito cuidado. Se você está desde o início, no projeto, na concepção, ok. Aí, durante a obra, você participa. E até entregar, ok, tem a garantia, beleza. Se você não participar e tem o pós-obra, que é quando acabou a obra, ele entrega pra você e vai te dar uma garantia naquele período. Ali começa igual com o casamento. Começam as brigas. Então, é importante primeiro também ter uma empresa conceituada, boa no mercado, ter referências, não colocar qualquer empresa para fazer o seu projeto. Mas, na hora que entregarem o projeto, é importante facilitar lá. Fazer a vistoria mesmo. Olhar, verificar, testar, ir junto com o responsável da obra para garantir que está ok, está funcionando.
Agora, uma pergunta, Thaís, que eu queria fazer pra você, até mudando um pouco, numa entrega de projeto, geralmente qual é o tempo que o seu escritório de arquitetura fica ali à disposição da empresa pra atender, justamente assim, pra minimizar ali, de repente, precisa corrigir ali alguma coisa? Tem um tempo específico?
A gente costuma, como no nosso caso, nós somos uma empresa de projeto e gerenciamento de obra, então a gente acompanha esse planteliche, tudo depende do tamanho da obra, mas em média de 15 a 30 dias no máximo, a gente fica dando essa assistência full time para que a gente entenda que tudo que foi concebido de fato está operacional. E aí depois é acionado as garantias, as garantias que são de todos os itens embarcados na execução, mas em média a gente ainda convive minimamente entre 15 a 30 dias.
Tem outra pergunta que eu já vi no mercado, acredito que não seja o caso da sua empresa, porque você é muito apegada aos detalhes. Mas, já aconteceu de você pegar a situação, assim, alguma empresa recorrer a vocês pra corrigir?
Sim.
Situações e outros escritórios?
Sim, sim.
Como funciona isso, assim? São, enfim... Que tipo de serviço é deixado pra trás?
Depende, depende muito como a Lívia falou e eu gosto muito de também trazer no meu discurso. A gente tem que ter uma empresa especializada em ambientes de trabalho. Não adianta eu ter uma empresa, um bom escritório de arquitetura, mas que ele conceitue edificações, mas que ele também faça varejo, mas que ele também faça, também faça. O importante é que ele seja especializado em workplace, porque com isso a gente vai conseguir mitigar as demandas dos colaboradores e dos prestadores. Então, por algumas situações, a gente já teve ali uns dois, três casos nesse sentido, de ter que fazer uma intervenção porque não estava cumprindo prazo, não estava cumprindo qualidade em inúmeras situações ali. Então, a gente entrou justamente pra fazer um processo corretivo.
Um corretivo.
Então, pra que o cliente, no fim, tivesse o resultado que ele imaginava e que ele tava, de fato, assim, na expectativa de ter gerado um projeto pra isso, um investimento pra isso. Então, infelizmente, acaba acontecendo no mercado. A gente, nós, internamente, né, trabalhamos muito na parceria pra que não aconteça, mas...
Tem um ponto que A área de facilidades ajuda muito na situação em que o prédio está ocupado, o andar está ocupado. Aí precisa muito da gente, porque é a hora em que a gente atua na desocupação, fazer o remanejamento, tirar essas pessoas. dizer o que ela pode levar e o que não pode. Se a gente está alinhado com o projeto logo no início, a gente sabe quais são as áreas que você vai estar atuando. Então, consigo mexer nas pessoas certas. Agora, se o prédio está vazio, vai ser novo, é lindo, né? É o sonho. Chega lá, só ocupa as pessoas depois, como as pessoas e os acessórios. Mas, quando o prédio está com a população e você tem o desafio de fazer tudo com eles lá dentro, aí tem que estar muito alinhado, muito.
E nesse sentido, quando vocês estão fazendo uma intervenção, uma reforma, tendo em vista que existem outras empresas ali no prédio, acaba atrapalhando um pouco esse dia-a-dia dessas outras empresas ou não? Porque às vezes tu precisa fazer uma manutenção ali durante o horário de trabalho dessas pessoas.
Atrapalha. Se é um prédio, precisa estar muito alinhado com o condomínio, tem que estar alinhado com o manual de obras. O condomínio vai ter mais dor de cabeça do que o próprio área de facilities, porque a gente só faz a interface. E quando tem alguma reclamação, somos nós que vamos avisar. Falar, olha, tá fazendo barulho. O que geralmente acontece, pelo menos na minha experiência? O barulho mesmo, pesado, sempre foi feito à noite. E as partes finas, onde não vai fazer barulho, a parte mais de montagem, uma pintura que não exale cheiro, faz durante o horário comercial. Mas vai ter quebradeira, é à noite. Depois do horário, seguindo o manual do condomínio. mas dá dois de cabeça, porque vai ter que encapar o elevador, vai fazer sujeira, aí vai sempre ter alguma pessoa da obra que vai usar um banheiro que não era por ali, e aí a gente vai ter que atuar de facetes para limpar e reclamar, então sempre tem. Não existe 100% perfeito, sempre vai ter um detalhezinho, mas se entra de acordo com o manual, de acordo com as regras do condomínio, aí fica mais fácil.
Mas você tá lidando com gente, né? Com ser humano, né? Que é um bicho complicado.
Você encontra bastante, né? Você encontra bastante. Tem muita história. Pode fazer um podcast só de casos de... Ah, com certeza.
Eu quero saber pelo menos dois aqui antes de terminar o podcast, tá?
É.
Mas assim, só para complementar, eu acho que arquitetura, né? Arquitetura, engenharia, quando muito alinhada com facilites, qual que é o nosso maior propósito? Impactar menos as pessoas, né? Que impacto elas vão ter? Ah, poeira que fica em suspensão, às vezes um possível... ou dor, né, porque ficou do dia anterior, enfim, mas o que a gente tem que fazer é cuidar, principalmente com eles, que são a ponta junto com o cliente, né, que eles tenham o menor impacto possível.
E seguro, né? E segurança em primeiro lugar. se vier que dar um stop work de mais a segurança das pessoas, fazer com que elas voltem pra casa, né?
É, teve um projeto que eu participei com a Thais em 2019, foi o primeiro que trabalhamos juntos, né? Que o fato de ter feito uma obra daquele porte, né? E todo mundo batendo no peito, sabe? Zero acidente.
Isso é lindo, né?
Eles comemoravam muito, né? Então, até essa questão da segurança que você trouxe. E até nessa questão da segurança, vocês atuam também?
Não. A gente... Qualquer pessoa...
Na verdade, junto, né, com o time de segurança do trabalho.
Exato. Qualquer pessoa na empresa, ela tem o direito e a obrigação de dar um stop work. Identificou aqui que tem algo perigoso, é um risco, a gente pede para parar o trabalho. Então, stop, pode parar e aciona a área de segurança do trabalho. A gente recomenda, né, então... E aciona, tem que avisar. É dedo duro sim, tem que ir lá e dedurar, olha, tá fazendo coisa errada, pode parar com isso, não vai fazer, entrar em contato com a empresa. Todo serviço que é realizado, trabalho em altura, confinado, precisa ter documentação. Então a documentação passa pela gente. dá aquela primeira olhada e encaminha para a área de segundos de trabalho, aí eles liberam o serviço. Mas se a gente passar e sentir um desconforto, se a gente tem dúvida, não está seguro, para.
E nesse processo, quando você precisa parar uma obra por questão assim, de repente aquele não está proporcionando segurança para aquele profissional que está executando. Às vezes isso pode acarretar em renegociação de prazos. Isso acontece? É normal acontecer em uma obra?
É, na verdade a gente acontece, né, acho que, mais uma vez, né, a gente prima sempre pelas pessoas, então causar menor impacto, prover segurança, isso tem que estar no drive... Ah, isso já está.
Negociado desde o início.
Desde o início, mas caso aconteça algum incidente, alguma intercorrência no meio do caminho, e dependendo, a gente vai fazer uma avaliação para trazer esse mapa de riscos dentro do status report que a gente coloca semanalmente para o cliente, e vai avaliar se a gente consegue absorver, né, porque foi ali a conduta de uma pessoa e a gente corrigiu, enfim, conseguiu absorver esse desvio de cronograma dentro do cronograma do macro, ou se de repente é algo que tem um impacto um pouco maior, porque às vezes talvez não seja nem da obra, né, às vezes o condomínio...
O condomínio, sim.
Às vezes o condomínio edita uma regra e depois no meio do caminho ele muda a regra, então, A gente passa por diversas situações, né? Mas a gente tenta realmente...
Mas não é só nem a obra, tá? É também no dia a dia, é a limpeza, é a manutenção. Aquele senhor que trabalha com você na manutenção há muitos anos, ele fala que eu sempre fiz assim, por que que eu vou mudar? Cadê o seu cinto? Não, não quero. Então, não é só a obra, é o dia a dia mesmo. Então, até um garoto da expedição pegar coisas acima dos quilos permitidos é perigoso para a coluna dele, é stop work. Então, são muitas áreas que complementam.
Nossa, eu achei que era mais simples assim as suas funções.
Não, é tudo o que eu disse para você, é tudo o que faz a empresa gerar. É recepção, é expedição, manutenção, é copa. estoques que são grandes. Imagina você manter um prédio com insumos de limpeza, higiene, consumíveis também, que tem os coffee breaks, que estão sempre aí cada vez maiores e melhores. Então, são muitos detalhes, bastante coisa, bastante procedimento, bastante processos que a gente atua.
Eu ia perguntar agora qual a importância de um profissional de Facility em uma empresa e a partir de que tamanho é importante que essa empresa tenha esse profissional no seu time de colaboradores.
Bom, a área de facílios é extremamente importante, acho que todos os detalhes aqui que eu passei para vocês dá para ter um pouco de noção de tamanho da nossa responsabilidade. A partir do momento que a gente é responsável por cuidar das pessoas, cuidar das instalações, deixar um ambiente seguro, qualquer tamanho de empresa, não existe um mínimo nem um máximo, a partir do momento que tem instalações, tem pessoas, tem que ter uma área de facilities. Pode ser que não é uma área grande, com analistas, coordenadores, mas pode ser uma pessoa que é responsável pelo todo o trabalho de facilities. Então, acho que eu não vejo tamanho. Eu vejo, sim, se tem instalações, tem pessoas, tem que ter uma pessoa responsável. Porque, imagina, vocês... Vamos supor um médico, um hospital, que tem área de facílios no hospital, gigantesca, e ela é 24 horas, é bem puxada. A preocupação do médico é cuidar da pessoa e fazer o diagnóstico, cuidar do paciente. Ele não tá preocupado com o papel higiênico, com a catraca que tá funcionando, se a luz tá ligada, se o ar condicionado tá ok, se a análise de ar e da água estão dentro dos padrões. Ele foi pra lá. A mesma coisa é um diretor de uma empresa. Ele vai chegar lá, faz os negócios dele, o core business da empresa. ele vai cuidar daquela, não tá preocupado, ele vai ao banheiro, tá limpinho, cheirosinho, abastecido, ele vai tomar um café com o cliente, com o visitante, tá lá o café bem passado, ou se é máquina ou não, então ele vai entrar, o carro dele vai guardar no estacionamento com segurança, então Esse é o grande objetivo da área de Facilites, a gente cuidar para que as empresas ou os profissionais não tenham dor de cabeça e desenvolvam o seu trabalho bem feito.
Tenho outra pergunta. Como as mulheres podem ganhar mais vozes no mercado de facilities? Eu queria estender essa pergunta, Thais, também para você, tendo em vista que, no seu caso, falar como as mulheres podem ganhar mais espaços dentro do mercado de arquitetura, principalmente tendo respeito É, eu queria.
Até complementar, porque você falou, e eu acho que nisso a gente tem algo muito parecido, né, que a gente nunca se dobrou dentro de uma atividade que acaba, ela nasceu sendo mais masculina, né, isso não significa que agora, nesse momento, ela esteja, mas Como é que você vê, as mulheres vão ganhar mais voz e qual que é o diferencial? Porque hoje a gente vê que o mercado de facilities cresceu muito na população feminina, então muitas mulheres são facilities. Você enxerga um diferencial do profissional homem e o profissional mulher nessa atuação?
Claro. Já é da nossa natureza, da mulher, o ato de cuidar. Isso para a gente é muito rico e importante para o desenvolvimento das atividades. Porque a gente trabalha com pessoas. Sempre vamos falar pessoas, processos, tecnologia. É a nossa Bíblia ali. Mas a mulher... Eu gosto de usar o exemplo. A gente chega aqui numa sala, no escritório, tem lá luzes todas acesas. Aí o homem chega, estão todas acesas, tudo funcionando. Mas aí a mulher chega e fala assim, mas tem uma amarela... Aquele está torto, aquele está meio... Mas para o homem está funcionando. A gente brinca muito nisso. Então, a gente é muito detalhista. E também a gente tem um lado muito persistente. Quando uma mulher quer alguma coisa, ela quer alguma coisa. Então, enquanto não ficou todas alinhadas, todas se é luz LED, se é branca, é o mesmo tom, se é cor quente... É um exemplo bem simples que eu estou dando. Então, é da nossa natureza o cuidar e ser detalhista, né?
E você acha que por essa questão do detalhe, do cuidado, por essa razão, as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço?
Vêm. Vêm ganhando. A gente... Pra você ter uma ideia, existe um grupo de mulheres de face lísbica que eu comentei, que você citou agora, né? Do meu currículo, que eu ganhei o prêmio. Começou um grupo de oito mulheres. Hoje tem mais de oitocentas mulheres que estão dando vozes para a área de facilities, que estão no grupo, fora aquelas que não estão no grupo, que acabamos não conhecendo. Mas o fortalecimento da área feminina é quando a alta liderança reconhece o nosso papel. Por exemplo, a minha empresa hoje, a JLL, grandes líderes são mulheres. E veio da alta liderança isso, a decisão de trazer mulheres para a alta liderança. Então, acho que isso... E são mulheres fortes, viu? São mulheres fortes, mulheres que inspiram a gente. Isso é muito legal. BRAFAC, nós temos uma presidente mulher pela primeira vez em 18 anos. Isso é um marco pra área de facilities, representando todas nós profissionais.
Inclusive, temos também hoje a presidente mulher na ASBEA, né?
A ASBEA São Paulo. Eu não gosto daquela história, tipo, levantar a bandeira, somos feministas, não. Eu só não quero que as pessoas entendam que por você ser mulher, você não é capaz. Não, por você ser mulher, você é capaz aonde você quiser ir. Você faz o que quiser. O que vale são suas habilidades. Eu brinco assim. Eu cuidava de 230 lojas pelo São Paulo inteiro. Quando fui contratada, ele me deu 30 lojas cluster alto, que era só em Moema, Morumbi, e falava assim, você é mulher, vai cuidar daqui, porque não quero te levar para periferia e nem lugares perigosos. Aí um coordenador ficou doente. E eu comecei a cuidar dessas lojas pra ele. O que aconteceu? Todo mundo ficava encantado, porque quando eu chegava lá, eu já cuidava de tudo. Eu ia lá pra ver um problema do portão, da reserva, de estoque. Mas eu passava no banheiro, já mandava trocar as fechaduras, já mandava pintar as portas, já mandava dar uma olhada, já dava uma geral na loja do pessoal. E aí eu fui conquistando cada vez mais. Falava, nossa, quando a Lívia vem aqui, Ela cuida real da loja, porque o outro só manda arrumar aquilo e não quer gastar nada. Eu adorava gastar o dinheiro dele, porque não era meu. E eu consertava tudo dele, então eu fui conquistando. Pra ter uma ideia, eu em dois anos saí com 250 lojas.
Dois anos?
Dois anos, duzentos e cinquenta, lógico. Lógico de sair, né? Porque senão eu não ia casar, não ia... Não ia ter filho, não ia ter nada, gente.
Eu tive que...
Perdi vários namorados. Falei, não, tenho que sair dessa área.
Isso não tá ligado muito mais no perfil proativo de ser? Que eu acho que isso é um grande diferencial seu, de falar, isso aqui não, tem que arrumar, isso aqui tem que arrumar. Ou seja, você vai passando, vai identificando e se preocupa que se eu não trocar isso agora, eu vou ter problema lá na frente.
É, não sei se é o meu perfil, mas todas as mulheres de facilities que eu conheço são sim. Eu acho que tá no sangue, né, de uma facilities manager. Eu acho que já tá a Deniale definido.
Vou começar a procurar mulheres nesse grupo pra trabalhar comigo.
Olha, vai viajar com uma profissional de facilities. Ela chega no hotel, ela vai falar, nossa, isso aqui tá quebrado. Nossa, aqui, olha, o banho tá entupido. É, é difícil. Eu falei, tem que ter um grupo de maridos das mulheres de facilities, né? Porque eles ficam também... É, viciados nisso. Olha ali, tá solto. Olha, a cadeira tá quebrada, não sei o quê. É, a gente tem umas... Gente que... Vai no banheiro, tira foto do checklist pra ver se é diferente do seu. Tem umas coisas meia bacanas, assim, diferentes.
Tô com medo dessas mulheres agora.
Imagina todas reunidas.
E quantas mulheres representam mais ou menos esse mercado atualmente, o mercado de facilities? Assim, falando em porcentagem, tá? Não em números.
Ah, olha, eu acredito, em liderança, acho que uma média de uns 40%.
40%, bem interessante.
Mas a gente está atingindo um lugar de destaque, falta muito ainda, né? Mas as mulheres estão atingindo um lugar de destaque na área de facilities, principalmente na liderança. Mas demora. Poderia ser um pouco mais rápido.
E um conselho, um conselho da Lívia, né? Pra quem? Pra essas mulheres que estão tentando agora se inserir no mercado de facilities.
É sempre se atualizar, porque muda muito. Hoje você acorda e já aquilo que você achou que estava super em alta não está mais. Tem que se atualizar, principalmente na parte do ESG, tem que estar muito alinhado com isso, parte de governança. Não é só a parte de fazer uma plantinha sustentável, trocar meu copinho. Não, é muito mais além disso, principalmente a parte de ética. tem que estar alinhado com o idioma para ter um crescimento profissional. Se não tiver o idioma, fica para trás mesmo. As grandes oportunidades precisam, exigem. E não pode ter medo. Você tem que enfrentar e ir para frente. Eu acho que o que eu mais estou encantada nessa fase da minha vida é conhecer as novas gerações. Porque, por exemplo, teve a pandemia. Foi todo mundo. Teve os nenéns pandemias, que nasceram na pandemia, que hoje é difícil de socializar, agora tá voltando. E tem os funcionários pandemias. Então, chegaram várias pessoas novas no seu escritório. E todas as pessoas com uma cabeça totalmente diferente. Eu não tô podendo mais ter aquela minha cabeça de antigamente. Tipo, isso aqui é não, isso aqui é sim, o horário é esse. Não. Estou trazendo para a minha vida, no meu dia a dia, uma visão mais flexível. Então, acho que isso é muito importante. Principalmente as pessoas que são mais experientes nessa... Não vou falar a minha idade, não.
Você tem que estar, na verdade, trazendo os porquês, né, das coisas, tudo bem isso, não, por isso, por isso, por.
Isso... Você tem que estar toda hora, e você tem que ser flexível. Poxa, olha, uma área não vai poder comer naquela determinada área e não vai poder trazer micro-ondas. Mas sempre que eu tenho que entender a necessidade... Vamos olhar com o coração mesmo, tipo, olhar pra pessoa, ouvir a necessidade dela, sentir a dor dela. O pessoal fala, ninguém ouve mais, né? Porque o celular não deixa.
É triste, mas... Ninguém ouve mais o.
Que você tá falando. E aí você, poxa, mas eu não consigo nesse espaço, mas eu posso pegar um projeto, contratar e fazer uma área especial para atender essa galera que está precisando, que não quer mais comer na rua. Eles querem comer em casa. Eles querem comer no escritório ou querem comer na comida da própria casa. E a gente sempre teve uma fama, a área de facilidade, não vou mentir, que a gente é meio xerife, assim. Não é não, é que não pode, senão vai ser multado, senão vai ser notificado. Então, depois da pandemia, esse lado tá me ajudando bastante. Ter uma visão mais flexível, olhar com mais cuidado, tipo, será que é não mesmo? Será que eu não posso pensar numa coisa diferente e atender ele? Às vezes não é exatamente o que ele quer, mas um pouquinho eu consigo. a ajudá-lo. E eles ficam super felizes.
Olívia, e nesse contexto, né, de entender, você chega a recorrer, muitas vezes, a alguns escritórios de arquitetura, quando você lida com uma situação dessa, ó, eu tô com alguns problemas assim, você consegue me ajudar antes de você passar alguma coisa pra outra direção da empresa?
Sim, a gente... Porque antes de passar pra direção da empresa, você tem que ter um estudo, né?
Tem que trazer uma solução, né?
Tem que trazer a solução, porque eu sou contratada pra isso, pra resolver os problemas. Então, se tem uma demanda X, então a gente tem as empresas parceiras, os escritórios, vai buscar, levanta todas as informações, vai buscar as ideias, faz uma média mais ou menos de quanto isso vai custar, quais serão os impactos, e aí sim, apresenta, pra ser aprovado. Geralmente... É muito difícil barrar por ser conceito. Geralmente barra quando o custo é muito alto.
Entendi. Porque você já apresenta tudo ali, né? A solução completa.
Pra não ter... Pra não ter a volta, né? O sim... Vou sempre em busca do sim, né? Isso é importante.
Você... Pelo seu perfil, você não costuma voltar sem solucionar aquilo.
Se eu não conseguir naquele momento, eu tento dar uma outra alternativa, mesmo se tiver que fazer um faça-você-mesmo, a gente se adaptar com o que tem ali. tem que pensar um pouquinho, é que o professor diz, vocês não tem nem a caixa, eu nem posso dizer assim, olha, pense fora da caixa, a caixa nem pode existir para ele, ele tem que pensar sempre em alternativas, ah, não vai dar para fazer um projeto bacana, mas aí chama o escritório, fala o arquiteto e fala, olha, dá para a gente fazer, pra esse lado, qual a ideia que você tem aqui pra gente reduzir em questão de custo? Mas só pra gente tentar atender a ideia e atender as expectativas do solicitante.
E como a ideia é troca, Thais, eu queria antes de você fazer a sua próxima pergunta, eu queria uma dica da Thais, como profissional de arquitetura corporativa, pra o profissional te facilite quando ele lida com uma situação dessa.
Sejam bonzinhos.
Acho que é uma troca, né? Uma das coisas que a Lívia me trouxe e me chamou bastante atenção é assim, o profissional de Facilites, ele tem que ser conhecedor da sua audiência. Então, ele tem que saber quem é o público dele, pra quem que ele tá ali atendendo, quem são aquelas pessoas, como é que demandam. quais são os espaços que utilizam melhor, né, então eu acho que nessa reflexão, porque eu também gosto muito de dizer que nós somos provedores de soluções em projetos, né, então como é que eu contribuo para que ela resolva a dor dela, né, porque a gente tem que estruturar esse case que ela precisa levar para a alta liderança aprovar, Mas essa troca de ela nos trazer o dia-a-dia daquelas pessoas que habitam aquele espaço, ocupam aqueles espaços, têm as suas necessidades, as suas demandas. Todo projeto é customizado. A gente olha para aquele grupo de pessoas. Acho que isso é uma grande troca. É isso que faz com que a gente consiga ser assertivo na hora de construir um estudo e defender. Porque ela é a nossa voz, por muitas vezes. Muitas vezes a gente não tem contato com esses canais de liderança que, de fato, aprovam os projetos, por muitas vezes, o nosso filtro e parceiro no projeto é o fazende.
Tem que conquistar a gente primeiro.
Com certeza.
E é interessante esse ponto que você fala da pessoa entender, porque se a pessoa não tem esse interesse em entender aquilo que está sendo ofertado, consequentemente ela não vai conseguir transmitir aquela ideia, aquilo que está sendo apresentado para a alta liderança.
E quando a gente passa para a alta liderança, quando você passa, você tem que estar munido de todas as informações que chega com propriedades, porque essa é uma sabatinada de perguntas. Por quê? Como? Quem quer? Por que quer? Como é que funciona? Então tem que estar bem, tem que estar bem inteirado com o projeto. A gente já está lá, a conversa do nosso início, do nosso ConstruCast. Cara, tem que estar desde o início juntos para ser o casamento perfeito.
Com certeza, e aí aproveitando nesse casamento perfeito, te vejo hoje como uma referência, não só como uma mulher de facílites, mas como uma facílites também. Como é que você vê essa nova geração, que agora acabamos de passar por uma pandemia, é o que você falou e pra mim também é muito claro, a gente tem que flexibilizar. Acho que tem duas palavras que eu gosto de usar muito, que é flexibilidade e adaptabilidade. A gente tem que se adaptar porque, de alguma forma, a gente teve que se reconstruir pra se socializar novamente, com mais segurança. Então, como é que você vê o seu time? Como é que você, que é uma pessoa forte, uma pessoa que de verdade inspira, como é que você traz essa nova geração nesse drive do cuidado, A nova geração é muito no celular, eles têm um viés um pouco diferente, e uma das coisas que eu mais vi durante a pandemia é o time que estava no presencial, Facilites, todas as empresas, todo mundo em home office, mas o Facilites estava lá, para cuidar de quem de fato não poderia estar em home office. Então, como é que você vê essa nova geração?
O profissional de Facilites foi o último a sair e o primeiro a voltar depois da pandemia. Eu acho que, nessa nova geração, o mais importante para a nossa área é a comunicação. Porque qualquer coisa, se você não se comunicar, se não estiverem na mesma sintonia, todo aquele trabalho que você fez não adianta ser Nossa, tivemos um puta de um evento, um projeto bacana, ela recebeu, estava tudo ótimo. Faltou uma comunicação ali, falhou, falhou a comunicação. É tudo pra água abaixo, assim. Pra você reconquistar ali, é puxado. As minhas equipes são novas. Eu só tenho mulheres na minha equipe. Só tenho mulheres. Então, imagina, né? Tenho TPM, briga com o namorado, tenho filhos, tenho dor de cabeça. Então, a comunicação ali e a confiança é muito importante da minha equipe direta, tá? Agora, as equipes que eu tenho, que são a parte de serviço, a parte de soft service, Eu tenho que ter muita parceria, principalmente com a liderança. Tomar muito cuidado como eu me comunico com eles. Passar para eles respeito e não medo. Isso é importantíssimo. Não é que, ah, vou fazer isso, não vou fazer isso porque senão alivia a briga. Não. Eu vou fazer isso ou não vou fazer isso porque é o certo. Não porque alguém vai brigar com você. não que tenham medo de você. Então, constantemente, eu tenho que fazer um trabalho com eles de aproximação. Ao mesmo tempo, é um desafio, porque, imagina, ficaram dois anos, quem era mais administrativo ficou em casa, ia uma vez ou outra para o escritório. Depois você fala assim, bom, bonita, agora vocês vão voltar. Então, mostrar para eles que lá o ambiente de trabalho É um ambiente de socialização, você vai ver outras pessoas fazer. Eu falo assim, gente, olha só como era chato. A gente tinha que mandar um monte de mensagem para conseguir resolver um problema. Agora a gente levanta, vai ali, fala e resolveu. Olha como é bom, olha como é gostoso. Vocês tomam um café, vocês... A equipe tem muita liberdade de fazer o que eles querem. Eu quero a entrega. Eu quero a entrega, mas do jeito que eles vão fazer, faço o certo. Mas não tenham medo. Mas eu acho que, na verdade, eles que estão mais ensinando a gente do que nós ensinando eles, né? A gente fica como referência pra eles pelas nossas raízes, nossos conhecimentos. A gente tem uma estrutura dentro das empresas. Eles são novos, mas eles trazem pra gente leveza, Eles trazem para a gente a tecnologia. Dão um problema aqui no meu celular e eu dou para as meninas lá. Tá aqui, Lívia. Eu falei, meu Deus. Então, assim, trazem agilidade, leveza, diversão. Então, são meninas jovens que elas são... Trazem... um clima mais leve. Então, acho que, na verdade, quem aprende sou eu com eles. Com elas, né?
Com elas! Com elas! Agora, eu queria te perguntar uma coisa, né? Por que, primeiro, por que você prefere trabalhar com mulher no seu... Eu acho que eu sei mais ou menos o que eu queria ouvir de você, né? No seu meio, acredito que, de fato, seja por essa questão do cuidado e atenção, né? Tendo em vista que vocês têm que cuidar, né? De outras pessoas, e a mulher, ela já... nasce com essa questão do cuidado mesmo, acho que já está em vocês. E esse ponto que você trouxe também na sua fala, que é essa questão da troca de mensagens, quando você está no home office e quando você está presencial, você olha e já resolve ali, é tudo muito rápido. Como que é isso no dia a dia? Esse convencimento que o presencial é melhor que o home office.
Ah, porque é a troca, falando do presencial home office, é a troca de energia, né? Você chega num ambiente, você olha aqui no olho, a gente conversa. Olha só, a gente falou pelo celular pra organizar o podcast. Foi uma coisa fria ali. Foi gentil, fomos gentiosos um com o outro, mas nós chegamos aqui, a gente já se olhou, já se abraçou, já tomamos uma água, e a energia já circulou, e a gente conseguiu ter esse match, né, foi positivo. A mesma coisa lá no dia a dia nos escritórios. Você tem um problema, você fala... Cara, vamos lá tomar um café? E você vai lá, você desabafa, você fala, você fala, olha, eu não consigo isso, mas eu consigo aquilo. A gente consegue resolver de uma forma mais humana. Quando a mensagem de WhatsApp Pra mim, e-mail é só pra formalizar, eu detesto e-mail, gente, eu vou falar... E-mail é formalizar, é documento pra mim. A comunicação, pega o telefone, liga, manda uma mensagem, a gente tá se comunicando. Mas, às vezes, a forma que você escreve, a forma que você mandou aquele e-mail, às vezes, começa a te dar uma separação, assim, de pessoas, né?
Você depende muito da interpretação do outro, né?
Exato. O problema não é nem quem fala, é quem escuta, não é quem escreve, é quem lê. Então, a gente sempre tem que estar preocupada com a comunicação, porque eu falei para vocês, é essencial a comunicação, tem que ser transparente. Mas, às vezes, uma vírgula que você coloca errada e a pessoa interpreta errado. Então, nessa parte de mensagens, de fazer tudo muito online, dá um pouco de estresse. Agora, é importante, pra mim, eu gosto muito do híbrido. O híbrido, pra mim, eu acho que é essencial, sabe? Você vai ter Eu moro na Raposo Tavares, conhecidíssima, né? Moro no Cotia. Então, eu fico, às vezes, duas horas e meia parada na Raposo. Olha quanto tempo eu deixei de produzir ali, parada no trânsito. Aí, você vai ouvindo um podcast, você, às vezes, faz ou põe um Zoom ali, vai ouvindo uma reunião, um webinar, alguma coisa, você acaba ocupando a sua cabeça, porque senão você pira. Mas ficar também 100% em casa não acho legal. Então, tem que ter um equilíbrio. Vai um pouco para o escritório para socializar, resolver seus problemas, tomar um café, curtir o espaço. Escritórios de hoje são lindos, são lindos. É um mais lindo do que o outro. E também tem que ter aquele momento de você, hoje eu vou fazer uma coisa mais concentrada, vou demandar mais tempo aqui, vou fazer de onde você estiver. Porque o futuro do trabalho é isso, trabalhe de onde você estiver. Então, se você tem um celular bom, se você tem uma internet e notebook, você trabalha. Então, qual era a outra pergunta?
Já esqueci. A minha outra pergunta era, e por que você prefere trabalhar com mulheres na sua área? Eu acho que eu já sei, tá? Eu não prefiro.
Não, eu não prefiro.
É o destino que te leva.
É o destino. As mulheres que trabalham comigo hoje, que passaram comigo, trabalhei com homens também, elas sempre foram contratadas pela sua habilidade, né? Não porque tem que ser mulher, não. pela sua experiência, pela sua habilidade. Muitas mulheres entraram comigo cruas. Cruas, assim, não sabendo nada. E hoje são coordenadoras, são gerentes. Dificilmente, eu acho que nenhuma mulher que trabalhou ou homem que trabalhou comigo saiu da área de facilities, que aprendeu desde o início. Porque quando eu comecei na área de facilities, eu comecei do zero, zero mesmo. Eu era auxiliar na... Na empresa tinha o prefeito, que hoje é o engenheiro, hoje seria o Facilities Manager, então tinha o prefeito, que era o engenheiro.
Existia esse cargo mesmo.
É, prefeito, ele tomava conta, é coisas. Ele tomava conta e aí tinha o auxiliar do auxiliar, eu acho que eu era abaixo do auxiliar, então eu fui começando, aí eu fui subindo até sair como... Fui me interessando, pagando, né? Fui pra parte financeira, parte de pedidos, depois fui fazer as rondas. Eu faço ronda até hoje. Eu adoro fazer ronda.
Você conhece toda a área de A a Z.
Eu conheço toda a área. Então, qualquer pessoa que vem trabalhar comigo, quando vem pra conversa, eu já sei aonde tá parado faz tempo. Então, porque eu comecei lá do início mesmo, né? Comecei como auxiliar, assistente, especialista, depois fui para supervisora, coordenadora e hoje sou gerente. Mas eu conheço todo o ciclo. E as pessoas que eu contrato são pelas suas habilidades, pela sua experiência, tendo experiência ou não, tendo vontade. E tem uma coisa de energia também, quando você faz uma entrevista com a pessoa, você fala, essa aqui vai ser um diamante que eu vou lapidar. Então, não é preferência, não é. Mais queração, mais cuidadosa na relação.
Sabe um adendo, Thaís? Não é porque eu tô na frente de vocês, não. As pessoas... A Thaís eu já admiro de graça. E você, assim, eu trabalharia fácil com você, se fosse pra... Ah, vamos trabalhar comigo agora, vamos. Por você. Sabe? Você inspira pela sua fala, nitidamente você é uma apaixonada pelo que você faz.
Porque esse é o propósito da vida da gente. Esse é o propósito. As pessoas demoram para encontrar seu propósito, né? E eu encontrei meu propósito. É você fazer aquilo que te faz feliz. Então, se o meu trabalho é um trabalho que eu sou feliz, no dia-a-dia, nos desafios. Então, cada um demora pra encontrar, viu? Tem que fazer muita mentoria pra entender o que era.
Eu acabei de mudar agora a minha tese de trabalho. Eu acho que é assim, esteja perto de pessoas que você admira. Imagina, vê você falar.
Ah, sem dúvida, acho que pessoas que inspiram, né? Pessoas que ativam a motivação.
Ativam a motivação.
Sem dúvida fazem diferença.
E olha, a área de facilidade é uma área muito encantadora, porque assim, a pessoa tá com um ponto de ouvir, ó, de você falar como você tem a expertise, você tem... Porque assim, se você trabalha só assim, olhando no dia a dia, você não levantar a sua cabeça e olhar o todo para que você tenha soluções, e você entenda, porque senão você fica ali ó, o dia a dia. E quando você recebe um feedback assim, nossa, vocês são demais, cara, vocês cuidam de tudo, não precisa me preocupar com nada, meu, isso é maravilhoso, É muito bom.
É isso que paga, né?
É muito, muito gostoso quando a pessoa fala, meu, vocês cuidaram de tudo, eu não preciso me preocupar com nada. Não, esse é top.
E é o cuidado, né? A profissão tá muito ligada ao cuidado.
É, por isso que são duas profissões tão conectadas, né? Quem projeta ambientes, quem cuida de ambientes, porque eu acho que o detalhe, né, o cuidado faz total diferença. E é o que a Lívia falou, assim, eu tenho, grande parte do meu time são mulheres também, e acho que é por conexão. né, porque as pessoas se reconhecem fazendo aquilo e, acima de tudo, se sentem felizes por isso, né. Então, esses dias eu tava vendo um outro podcast e me chamou bem a atenção, porque ele falou, existem duas datas muito importantes na sua vida. A primeira é que você nasce e a segunda é que você descobre pra que você nasceu. que é o propósito, né? Então, acho que quando você realmente se identifica com o seu propósito, é nítido ver o brilho no teu olho de falar, né? De toda essa estrutura, desse cuidado. Eu acho que é isso que realmente faz a diferença.
Eu fiz mentoria com uma pessoa, assim, que eu sou extremamente apaixonada. Ela tá na Pensilvânia. Ela tava em Nova Iorque, eu tava em Pensilvânia. A gente se encontrou num evento da JLL nos Estados Unidos. E ela falava que lá brilhava o olho dela e me encantava. Eu liguei pra ela e falei assim, cara, posso te dar um convite? Você queria ser minha mentora? Olha, o tempo que você quiser, o jeito que você quiser, quando puder, mas eu preciso. Ela falou assim, você quer? Eu falei, eu quero descobrir o meu propósito. Eu não entendo ainda, todo mundo fala, fala, eu preciso saber qual é. Então, eu tive que trabalhar aqui dentro, para entender o meu lado pessoal primeiro. para depois entender meu propósito profissional.
Eu já sei qual que é o seu propósito. Entendeu?
Então, assim, não é fácil a gente... Olha só como a gente muda a conversa, né? A gente está falando de... já estamos...
Mas propósito faz parte.
Mas é uma coisa, assim, muito legal. E mais legal ainda é saber que a nossa área de Facilites, como eu disse, muitas pessoas chegam sem experiência. E aí você vai ensinando, vai ensinando, e ela fala, Puta, que legal! É isso que eu quero ser. Eu quero trabalhar na área de facílios. E você dá uma profissão para a pessoa, você dá um trabalho. Então, é legal. Muitas pessoas vêm da área de recepção. Muitas são ex-secretárias ou secretárias atuais, porque a área desmanchou e colocaram a função lá para ela continuar tomando conta. Algumas pessoas da área de compras que cuidavam dos projetos, das contratações, como conhecem muito os vendors, o CABA indo para essa área. E tem gente que cai de ganhado.
Tá aí. Se eu estiver enganado, me corrija, mas um perfil ideal pra área de Facilite é uma pessoa que, de fato, gosta de servir.
Exatamente.
É isso. Servir as pessoas.
É isso.
Resumir. É servir, exatamente.
Servir com empatia.
Servir com empatia.
E tem uma frase que o pessoal da minha área... Tivemos, na última semana, parte de avaliação de metas 2023, bônus, mundo feliz da vida, né? Falei, olha aqui. Começou a ter uns borburinhos. Falei, olha aqui. Na minha área, não trabalhamos com bombeiros. Nós somos profissionais de facilities. A gente não apaga incêndio. Essa é a nossa meta. Então, assim, mudou a equipe, mudou isso, mudou aquilo, mudou fornecedor, não tem problema. A gente não apaga incêndio. Por quê? Se todos nós conhecemos os processos, a gente conhece as instalações, a gente conhece as pessoas, a gente sabe o que tem que ser feito e como tem que ser feito. Então, não precisa me dizer que vocês não sabiam, tem que sair correndo apagando incêndio. Tenta ligar para alguma pessoa da área de facilidades. Ah, eu estava correndo aqui, estava apagando o incêndio, não consegui responder seu e-mail, ou não consegui te atender. Não, não trabalha para mim. Não trabalha. Então, assim, a gente tem que trabalhar com servir as pessoas com excelência e adoro quando a gente surpreende. Quando a gente surpreende, quando a pessoa fala, nossa, isso daí é maravilhoso, é muito gostoso. E você também tem que ter aquela sua oração com as equipes, porque você está inspirando eles. O que adianta eu cobrar uma coisa deles, sendo que eu não faço?
Então... Acho que é liderar pelo exemplo, né?
Você tem que ir pro exemplo. Você tem que estar com o exemplo. Poxa, você falar pra mim, nossa, hoje o que aconteceu, né? Chego atrasada, sendo que eu não chego no meu horário. Ou se a pessoa me procura, eu fujo. Então, é exemplos, né? que tem que compartilhar o tempo todo.
Aí, quem ganha com tudo isso, sou de oi. Tenho a honra de receber, de ter uma aula dessa, com essa energia. Antes de encerrar o nosso podcast, a gente tem um quadro convidado com vida. Tem alguém que você admira e você gostaria de ver aqui no ConstriCast, tendo em vista que o nosso podcast é pra conectar toda a cadeia da indústria da construção, arquitetura e engenharia. Tem alguém nessa área que você gostaria de ver aqui?
Eu acho que nós temos, olha, a presidente da Abrafac, que é a Elimar, ela é engenheira, ela cuida de mais de 500 unidades do SESC, e ela é a obra mesmo, então acho que ela tem bastante história pra contar.
Convida a presidente da Abrofac para aquela câmera, Lívia.
Irimar Palombo, estou te convidando a participar do ConstruCast. Vem aqui compartilhar com a gente um pouquinho da sua experiência e tenho certeza que vai ser uma tarde incrível.
Continuando, Thaís, indica um convidado também.
Olha, vou trazer um parceiro que é de uma construtora, que é o Eduardo Senra.
Fala um pouco do Eduardo Senra. Pode falar pra mim, depois você convida ele naquela câmera. Por que que você...
Eu acho que porque ele lidera uma empresa de engenharia que há 30 anos atua dentro do mercado de arquitetura corporativa, então, ele executa os nossos sonhos, né? Nós projetamos e ele executa. Eu acho que ele deve ter, assim, não acho, tenho certeza que ele tem muita bagagem, né, pra compartilhar, pra contribuir. né, e pra inspirar também as pessoas, né, porque a gente fala muito da questão da arquitetura, mas acho que é bacana ter alguém também com a visão da engenharia.
Tem engenharia, né, que executa de fato.
Sim.
Pode ir lá pra aquela câmera, pode convidar.
Edu Senra, tô te convidando aqui pro Constrycast, pra você poder contribuir e compartilhar o teu conhecimento.
Gente, eu queria agradecer muito a participação de vocês. Antes de a gente encerrar, eu tenho aqui um agradecimento especial ao time da produtora Infinity Plus, que está viabilizando esse projeto incrível, o Constru e Cash. Quero agradecer a todas as mulheres que vieram aqui durante o mês de março a brilhantar o nosso podcast com conteúdos incríveis. E quero deixar uma mensagem de agradecimento. A igualdade e o respeito entre homens e mulheres só serão alcançados quando os homens reconhecerem o valor e o papel das mulheres na sociedade. E dando continuidade, Há aproximadamente 100 dias a gente deu início ao ConstreeCache e hoje já totalizamos mais de 200 mil visualizações. Então isso mostra que de fato estamos no caminho certo. Agora eu queria que você deixasse suas considerações finais e até isso para a gente encerrar o nosso podcast.
Parabéns, parabéns pelo projeto. Foi um bate-papo muito gostoso. Obrigada por toda a equipe. Obrigada, Thais, pelo convite. E eu espero que vocês cada vez mais compartilhem conhecimento, troca de experiência. Eu sou uma pessoa que adoro ouvir podcast no carro, porque eu fico sempre parada no trânsito, e eu tava vindo e conversando com meu marido e disse assim pra ele, cada vez que eu ouço uma pessoa falando, pode ser uma frase, ela muda muita coisa na minha vida. Às vezes um insight que eu tava precisando, às vezes um chacoalhão, às vezes uma ideia, qualquer coisa. Então, continuem com o trabalho, que venham mais de duzentas, venham milhões de visualizações e que vocês inspirem cada vez mais outras pessoas como eu.
Obrigado.
Como eu estive aqui ouvindo a a Thaís ouvindo suas perguntas e fazendo a gente refletir, isso é muito bacana. Parabéns!
Obrigado e mais de 200 mil visualizações em um período tão curto.
Os milhões não estão chegando, gente. É questão de tempo, os milhões estão chegando. Eu acho que a gente tem que visualizar, não a quantidade, mas a qualidade de pessoas que estão parando para ouvir esses profissionais falarem.
É, e o nosso público, eu fico muito contente, porque é muito qualificado. Isso é importante. É um trabalho também que eu queria agradecer a todo o time da produtora Infinity Plus, que estão fazendo de fato um trabalho incrível. Eu só transmito aí, só coloco o meu rosto aqui para aparecer. mas toda a inteligência tá sendo feita por eles. Então, meu abraço aí, especial, a todos vocês.
Com certeza. Agradecer mais uma vez, né, a presença aqui. Acho que, como a Lívia falou, acho que foi uma tarde super... O tempo passa e a gente nem percebe, né, então, porque é uma conversa bacana, uma conversa muito rica, acho que é uma troca. E principalmente porque ela inspira pessoas, né, a estarem na área de facilites, a estarem nessa área de construção, de cuidado, de... de prover, de fato, o servir. E é da forma com que a gente se conecta no nosso propósito. Então, acho que tem uma frase que não é minha, mas eu gosto de usar muito, que é do Joel Jota, que é o trabalho devolve. Então, quando a gente realmente se envolve com o trabalho, a gente sempre busca fazer o nosso trabalho com excelência, dar o nosso melhor, ele sempre é reconhecido. E o trabalho devolve. Por isso que acho que o olho brilha tanto em falar de coisas que a gente ama fazer.
É, o trabalho devolve e eu tenho certeza que o que estamos fazendo, vamos logo, logo construir o maior hub de comunicação da indústria da construção, arquitetura e engenharia. E o que tivemos aqui hoje, de fato, é prova que estamos, mais uma vez, no caminho certo. Obrigado, gente. Para aquela câmera do fundo... Tchau!
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