Nilson Tsuji | ACM e Retrofit de Fachadas | Construecast | Paulo Barros

Transcrição de um episódio do podcast Constra e Cash (entrevista conduzida por Paulo Barros) com Nilson Tsuji, engenheiro especialista em ACM (painel composto de alumínio). Nilson aborda sua trajetória profissional, diferenças de qualidade entre materiais ACM/ACP, aplicações em fachadas e portas (residenciais e comerciais), retrofit, importância da mão de obra qualificada, industrialização e experiências internacionais (Colômbia e EUA). O episódio também discute atendimento, experiência do cliente, treinamento e o papel dos fornecedores na elevação da qualidade do mercado.
Chapters
Sejam bem-vindos ao Constra e Cash. Esse episódio é um oferecimento Actus. Está no ar mais um episódio do Constra e Cash. E hoje eu recebo pela segunda vez um engenheiro que é especialista em ACM. E claro, não vamos conversar sobre só ACM, vamos conversar sobre qualidade de mão de obra, materiais complementares, ou seja, coisas que vão além do ACM. Nilson Tsuji, seja bem-vindo pela segunda vez ao Constra e Cash.
Valeu Paulo, obrigado pelo convite. Fala galera aí da audiência, então aí pela pelas redes sociais, é um prazer estar aqui de novo pra falar aí um pouquinho da experiência do Brasil, dos últimos países que eu percorri e bora lá, vamos lá que tem bastante assunto pra gente conversar.
Bora lá, Nilson, antes de continuar eu gostaria de te pedir pra que participe dos nossos conteúdos, comentando, curtindo, enfim, queria agradecer também ao patrocínio da Actos. E, Nilson, antes da gente iniciar o nosso bate-papo, tem gente, né, nossa audiência tem crescido muito nos últimos tempos, então tem muita gente que não viu o conteúdo anterior. Eu queria que você falasse um pouquinho como que a engenharia entra na sua vida.
Cara, a engenharia entrou na minha vida, na verdade, quando... Eu sempre quis fazer engenharia, na verdade, só que eu não tinha um meio pra poder fazer a faculdade. Eu sempre estudei em escola pública, nunca tive grandes estudos, com cursinho e tal, e eu não conseguia passar numa USP da vida, e eu tive que buscar estratégias pra poder fazer a faculdade. Minha sempre família muito humilde, não tinha dinheiro pra isso. Então eu fiz curso de Técnico de Edificações primeiro, aí entrei na empresa pra começar a fazer a faculdade. E dali me formei em Engenharia no período da empresa, porém aí eu conheci o tal do ACM que mudou a minha vida. Então a Engenharia foi sempre uma questão que eu sempre quis fazer ela, e depois o ACM mudou um pouco como eu iria usar a Engenharia na minha vida.
Eu te conheci, inclusive, fazendo um trabalho, fazendo um vídeo sobre ACM. E, naquele momento, eu lembro que eu conheci algumas pessoas que trabalhavam com ACM, mas não eram engenheiros. Então, assim, pra mim foi um pouco novo você ter uma faculdade, né? Você ser engenheiro e trabalhando com aplicação. Ou seja, você ali, de fato, executando ali, enfim, fazendo a coisa acontecer. Porque, geralmente, É o contrário, eu entendo que você tem a formação ali de engenharia, mas você acaba, a maioria, na verdade, acaba não botando a mão na massa.
Sim.
Foi isso que te diferenciou dos demais?
É que na verdade é assim, hoje se você pega a sua audiência, por exemplo, dos arquitetos, dos engenheiros que estão assistindo aqui a gente no vídeo, pensa aí vocês, reflitam, vocês que saíram da faculdade ou que já se formaram há bastante tempo, alguém já ouviu falar de ACM durante a faculdade? Então, durante a engenharia e arquitetura, a gente acaba analisando vários produtos, por exemplo, revestimentos, concreto, madeira. A gente estuda sobre vários produtos, cerâmica, mas nunca sobre o ACM. E o ACM é um dos materiais mais utilizados em obras comerciais, um material com uma versatilidade incrível, que é utilizado no Brasil e no mundo, porém ninguém estuda sobre ele. Por isso que, infelizmente, no mercado tem muita obra que é feita de qualquer jeito, por falta de conhecimento, todo mundo acha que a SEME é tudo igual, e não é uma verdade. Como tem materiais de qualquer outro setor que são bons e outros ruins, a galera às vezes não sabe diferenciar isso. Desde 2012 eu já faço treinamentos na área de SEME, então hoje o que o Nilson faz? O foco do Nilson é treinar outros profissionais para fazer um trabalho bem feito. Então, por exemplo, eu treino as empresas de revestimento, comunicação visual, esquadrilha de alumínio para fazer as obras de vocês engenheiros e arquitetos que estão aqui nesse vídeo. Não adianta projetar bonitinho, mas chegar na hora da prática, no resultado final e ficar uma merda. Então, eu ajudo exatamente as empresas a ter um diferencial no mercado. Trabalhar na empresa, que foi uma escola pra mim, e fazer engenharia em paralelo na época, me ajudou muito ter uma visão diferente do mercado.
Este episódio é um oferecimento Actos. Actos conta com soluções completas para coberturas e fachadas, comunicação visual e uma linha completa de produtos para a indústria. E Produtor Infinity Plus. A Produtor Infinity Plus é especializada em comunicação para o mercado de arquitetura, engenharia e construção. Antes da gente continuar também, seria importante você falar um pouquinho o que é o ACM, para contextualizar, porque na nossa audiência também, além de profissionais do setor de arquitetura engenharia e construção, também tem aquelas pessoas que têm ali, por exemplo, ah, eu tenho uma loja de roupa, alguma coisa, eu vou fazer a fachada e às vezes eu estou passando na rua e eu vejo que, assim, eu bato o olho e falo, cara, A empresa que fez essa fachada aqui não fez curso com isso. Tipo assim, como não cair numa situação dessa? Porque eu acho que tem, não sei se tem muito a questão do preço, enfim... Como que eu escolho uma empresa pra... Enfim, fazer a minha fachada, a fachada da minha loja, enfim, vamos lá. Você é o especialista aqui, você tem uma responsabilidade muito grande por levar qualidade aí para o setor.
É, vamos falar primeiro do ACM. O ACM é um painel de alumínio composto, até a sigla ACM a gente fala ACM basicamente só no Brasil. Estive na Colômbia, nos Estados Unidos, agora recente, até para dar treinamentos fora do país. Aqui é o único lugar que se fala ACM. Lá sempre, lá fora, é ACP, que é o Aluminium Composite Panel. Então é painel de alumínio composto. Então ACM é formado por duas lâminas de alumínio, que pode ter variação ali na espessura da lâmina, e um núcleo de polietileno ou também de cargas minerais, que são aqueles materiais que são utilizados hoje em grandes obras. que seriam os com núcleo FR, que é o Fire Retardant. Então se a gente pegar grandes obras aqui de engenharia de São Paulo ou qualquer lugar do país, provavelmente vai trabalhar com ACM de 4mm, com núcleo FR, com lâmina 0.50 ou 0.30 e com pintura PVDF. que seria a Ferrari do ACM e por outro lado a gente tem outros materiais também que já são ACM de 3mm com lâmina de 0,21 para baixo, núcleo de polietileno convencional que é o núcleo que pega fogo Se num incêndio ele emite fumaças bem tóxicas que pode prejudicar a gente e com lâminas muito mais finas e com uma pintura que não vai aguentar muito tempo. Então você pega um ACM poliéster, por exemplo, a durabilidade dele é prevista para 5 anos, mas hoje em dia a qualidade caiu muito do material. Então você vê obras aí com 1, 2, 3 anos feias, feias, feias. Então por mais que o ACM ou o ACP, eu comparo muito com um carro. Você pode estar andando com um Gol, não falando mal de marca, tá galera? Mas você pode ter um Gol e uma Porsche. Os dois são automóveis, concordo? Os dois vão te levar do ponto A pro ponto B. Só que talvez um vai te levar com conforto diferente, com uma velocidade diferente, com uma emoção diferente, mas são carros. Então depende do estilo de obra que você tá... executando, instalando o ACM pra você definir bem o que você quer. Por exemplo, numa lojinha, vamos falar assim, ah, da loja da moça que quer abrir um negócio e quer fazer uma loja de roupa. Não tem muito material certo e errado. Depende, claro, do investimento que ela quer ter naquele imóvel. Primeira pergunta, esse imóvel é alugado, é próprio? Porque às vezes, por exemplo, você é um empresário, você tá aqui com um podcast aqui. E aí, Paulo, se eu te fazer a pergunta, quanto tempo você quer ficar aqui? Você quer ficar aqui pra sempre?
É uma pergunta interessante.
O prédio é seu? Porque talvez, se o prédio fosse seu, você vai fazer um investimento muito maior aqui, pensando no longo prazo. Se o prédio é alugado e você tem projetos futuros muito maiores, às vezes essa empresária pode estar abrindo uma loja de roupa, que daqui a um tempo pode virar algo muito maior, uma franquia, algo que ela vai estourar, e ela já tem esse planejamento no longo prazo. E talvez para ela usar uma fachada do material mais top do mundo, fazer um investimento muito alto, Pra ela não é um...
Naquele momento não faz sentido.
Naquele momento não faz sentido. Então não é que é certo e errado. Agora, se você pega pro outro lado, às vezes ela juntou já dinheiro há 20 anos pra montar aquela loja. É o sonho da vida dela fazer aquele negócio. Talvez você oferecer um material mais top faça todo sentido pra ela.
Isso, nesse sentido, nesse ponto que você falou do Gol e da Porsche, Não tá muito ligado na experiência que essa pessoa quer passar?
Até pro cliente.
Pra o cliente dela?
Sim, depende muito do público que você quer atender. Tudo é posicionamento. Da mesma forma que o Nilce se posiciona, que o Paulo se posiciona, depende também a forma que aquele cliente se quer se posicionar pro cliente dele. Às vezes, se ela tá querendo colocar a fachada mais porcaria do mundo, de qualquer jeito, talvez é o público também que ela vai atrair pra loja dela.
Isso, ela vai refletir de fato no público dela, né? Com certeza.
Agora, o que acontece muito que a gente percebe na rua, São empresários querendo reduzir muito o preço, por exemplo, o Paulo quer fazer um novo podcast, mas ele quer reduzir, reduzir, ele quer comprar a câmera mais barata e tal. E aí chega profissionais sem capacidade nenhuma, que falam que vão entregar alguma coisa e chega na hora entrega totalmente diferente. E aquele sonho vira pesadelo. Isso é um problema. Isso na comunicação visual do Brasil inteiro acontece demais. Porque falta conhecimento. Falta conhecimento. Isso é, acho que é o... É o que mais motiva eu e outros profissionais da área que trabalham com treinamentos a subir a régua do mercado. Porque, infelizmente, a régua é baixa. É baixa. Se você pega São Paulo, que é onde a gente está, ali você está num patamar top de execução de obra, conhecimento, engenharia, top. Tem vários outros desse porte no Brasil. Mas se você pega as empresas menores, as empresas que estão começando no mercado, é um ex-funcionário que abriu uma empresa agora que abriu um novo negócio às vezes ele só sabia montar mas não tem conhecimento nenhum a fundo e ele vai fazer o melhor que ele acha que tá montando e nem sempre era o correto então por isso que tem muita coisa assim de forma muito errada.
Na rua E nesse sentido, como a gente tem aqui o propósito de, como falo, de promover ideias e soluções para o mercado de arquitetura, engenharia e construção, como que a gente pode evitar esse tipo de situação? Porque, no caso, você presta um serviço de aplicação, ou seja, para os aplicadores, como se qualificar na mão de obra ali, E como que você enxerga hoje o trabalho da indústria no geral? Porque, de certa forma, tudo bem, essa pessoa que tá... Eu não diria se aventurando, mas assim, o cara era funcionário, ele resolveu abrir a própria empresa dele, ele compra de uma empresa e ali você tem o line. Já foi tratado isso num outro episódio que eu gravei com você? E, geralmente, você tem o line ali, no ACM, por exemplo, da empresa que está distribuindo esse material. Você acha que deveria existir uma preocupação maior dessas empresas, no sentido de ajudar...
Dos fornecedores, você fala?
Sim, do fornecedor, para ajudar nessa qualificação?
Sim. Hoje eu percebo que são poucos que têm preocupado com isso. Alguns grandes distribuidores têm essa consciência, fazem parcerias até. Tem alguns no mercado que se posicionam bem, mas a grande maioria não tá nem aí, vamos falar assim. Mas vai muito também das empresas buscarem conhecimento. A gente até fala muito assim que hoje o conhecimento, galera, tá muito fácil. Tá muito fácil. Por exemplo, você deve estar agora no YouTube olhando esse vídeo e, meu, é de graça. É de graça, você não tá pagando aqui pra estar assistindo a gente. E quantos e quantos e quantos conteúdos bons que você poderia pesquisar, aprender, ir atrás, desenvolver, pode ser na área de instalação, pode ser desenvolvimento pessoal, pode ser qualquer coisa. E além disso, do conteúdo gratuito, tem muito conteúdo que é pago pra você aprender sobre qualquer assunto. Então também vai muito da consciência da empresa, do profissional que tá entrando, que ponto que ele quer chegar, que nível de cliente que ele quer atingir. Porque eu falo assim, tem público para todo mundo e está tudo certo. Se você quer ter a empresa que vai atender preço por preço, meu, show! Não é nesse público que o Nilson, por exemplo, quer estar. E creio que também você. E creio que a maioria de vocês que estão aqui assistindo esse podcast, não é esse público que você quer atingir. Então, eu acho que é onde a gente tem que se mexer, se movimentar para procurar o máximo de informações possível com os melhores profissionais do mercado para atingir, de fato, o público que a gente quer. que é agregar valor, é aquele cliente que vai ter um valor agregado maior, que vai te pagar um valor melhor, mas também, por outro lado, você vai ser mais cobrado por isso.
É porque a gente está vivendo, na verdade, na questão de como a gente trabalha, principalmente na questão da relação. Porque a partir do momento que eu vendo um bom serviço, quando eu vendo esse serviço, eu me preocupo em proporcionar uma boa experiência para aquele cliente, esse próprio cliente vai começar a me vender para várias outras pessoas. Porque imagina, a gente demora aí anos, né? pra construir um nome. Se num determinado momento a gente deixa de se preocupar com a questão da qualidade, acabou tudo.
Então, por exemplo, hoje no meu negócio, pra minha experiência, é uma das coisas mais importantes. Mais importantes. Se você for um dia fazer um treinamento lá no meu CT, lá em Ribeirão Preto, qualquer um que pisa lá dentro, sabe, eu sou preocupado desde a organização, como que a minha empresa tá limpa, como que o cara vai receber, se ele vai receber uma camisa, se ele vai receber o crachazinho dele, Durante o treinamento, se eu perceber que alguém tá cansado, é café, é energético, a todo momento eu tô preocupando, tô totalmente preocupado com isso, e minha equipe também. Porque não adianta nada, por exemplo, se eu treino a galera, a galera aprendeu sobre a SEMI, mas a experiência foi uma bosta, esse cliente não volta.
Não volta.
É a mesma coisa, eu sempre faço, tentando colocar comparações diferentes, por exemplo, vai num restaurante top, Beleza. Vai lá. Comida excelente. Deixa um garçom te tratar mal. Você não volta mais. Se a sua experiência for ruim, você não volta. Por outro lado, se a experiência foi muito boa, a galera te tratou, fez uma... desde o começo, o garçom foi excelente com você, e talvez se a comida não for tão boa, você vai ficar na cabeça. Tá, pô. Talvez é aquele prato que eu escolhi que não era muito pro meu paladar. Você vai voltar nesse restaurante.
Você volta.
E quando a experiência é boa, você vai indicar muito mais pra outras pessoas. O meu business hoje vai muito por indicação.
E um ponto até, falando dessa questão da importância da experiência, eu tava visitando a Future Print com você, e me marcou muito na hora que a gente tava conversando, aí veio uma mulher, eu não lembro o nome dela agora, que ela veio antes de fazer o curso com você, ela fazia uma fachada no mês. Depois que ela fez o curso com você, ela passou a fazer mais de quatro, gerar emprego, E ganhar muito mais dinheiro. E ganhar muito mais dinheiro.
E aquilo ali é um dos exemplos que eu recebo, meu, diariamente. Isso é muito comum, acaba sendo comum pra gente já. Ontem a gente tava num evento também da Rude Print, e meu, no final do evento tá a mulher abraçando a gente, chorando, tipo... que há dois anos ela vem assistindo os conteúdos que mudou a vida dela.
Não, é sensacional, Nilson.
Não tem impressa essas coisas, sabe?
Essa é uma das razões de você estar aqui de novo, né, da gente estar conversando de novo, porque agora, recentemente, você fez um tour, né, pela Colômbia, Estados Unidos, enfim, acompanhei muita coisa, até falava, Nilson, manda aí uns conteúdos pra gente repostar aqui e tal. E, enfim, aprendi muito. Inclusive, teve um momento lá que você entrou numa casa. Eu vou trazer um especialista pra falar de wood frame, né? Construção em madeira e tudo mais.
Eu entrei escondido.
E você entrou lá, viveu aquela experiência de fato. Ô Nilson, eu queria que você falasse um pouquinho, depois pra gente voltar aqui já pro Brasil. O que que você viu lá fora, que dá pra trazer pra cá e o que que você entende que dá pra levar do Brasil pra fora?
É, vamos lá. Primeiro, da Colômbia. Eu fui no ano passado pra Bogotá e Medellín e nesse ano a gente foi somente pra Bogotá. E primeira coisa, para ver o tanto que os países são grandes e a gente às vezes não tem essa noção. Só a cidade de Bogotá tem mais de 7 milhões de habitantes. Meu, só perde para São Paulo.
Absurdo.
É absurdo o tamanho. Então, a gente foi na Expo Construcion, que é basicamente uma Feicom, comparado mais ou menos com o Brasil. Uma feira bem grande, mas bem aberta. Então, sai desde um policarbonato, do ACM, do móvel, da tecnologia, do LED. Uma feira bem legal. Mas vamos falar assim, de mão de obras, equipamentos, o que a gente percebe? Em tecnologia, a Colômbia, pelo menos nessa área de ACM, de comunicação visual, ela tá um pouco atrasada. Então assim, tem muitos materiais hoje que a gente já usa no Brasil que não tem lá. A gente falando de equipamentos, de CNC, de máquinas realmente mais industrializadas, tem pouquíssimas. Se a gente pegar lá em Bogotá, deve ter umas 3, 4 máquinas CNC e nenhuma delas faz o trabalho que a maioria das empresas hoje do Brasil tem. então tá muito atrasado às vezes em equipamento e às vezes atrasado também um pouco até em enxergar projetos a gente vai falar um pouquinho de retrofit depois mas por exemplo você pega na arquitetura mesmo de Bogotá muito tijolinho ainda quando tem SM muito pouquinho não tem essas fachadas muito doidas que a gente vê aqui então é bem diferente claro nos prédios também tem os prédios grandes todos revestidos Que é mais comparado com as grandes empresas. Eu percebo muito isso lá fora. Às vezes o conhecimento tá muito centralizado nas grandes empresas. E nas menores, muito jogado, sabe? Muito aleatório. E diferente do Brasil, por exemplo, na Colômbia. Por isso que eu falo que no Brasil é mais fácil isso. Hoje no Brasil, se você procurar profissional de qualquer coisa, você acha. Qualquer coisa, você da sua área, por exemplo, ah, eu quero saber o cara que é especialista nesse microfone aqui. Vai ter várias pessoas falando do microfone, informação. Pô, eu quero saber do ACM, vai ter eu, vai ter outras pessoas, você vai buscar. Como que fabrica essa caneca? Você vai achar. Lá fora não tem isso. Então, pô, a sensação é top demais, a gente tava andando pro Bogotá, Aleatório, assim, na rua, um cliente de comunicação visual me conhecia, era meu fã, em Bogotá. Você tem noção disso? Mas por quê? Exatamente, eles buscam muita informação fora. Eles têm que se adaptar até com a língua.
Com a língua, né? Com a cultura, né?
Com a cultura diferente pra buscar informação de outro país. Então, assim, a gente, hoje, quando quer buscar qualquer coisa, a gente procura já os profissionais do Brasil. Dificilmente você fica olhando um profissional lá da China, da Alemanha, em outros lugares, pra trazer. E a galera de lá tem que fazer isso. E mesmo assim, eles estão bem atrasados. Agora, por outro lado, o que eu traria da Colômbia pra cá? Cara, atendimento. Isso em várias áreas diferentes. Você vai pegar, por exemplo, um táxi, um Uber, todos eles com camisa, com uma educação extraordinária, com o mesmo padrão. Cara, os táxis lá são profissionais.
Nesse sentido de comunicação, quando falar de comunicação na tratativa, eu não diria que não está muito ligada na própria gestão da empresa, porque, geralmente, a gente reproduz. Somos os donos das nossas empresas e a gente acaba reproduzindo aquilo que acreditamos. Recentemente, eu atendi, atendo ainda um cliente, que sempre é uma empresa que tem bastante tempo no mercado, e ele diz, ah, eu nunca vou mostrar o meu funcionário. Não, nunca vou deixar meu funcionário aparecer. Ah, se precisar de qualquer coisa, não, pode tratar com ele, mas ele nunca vai aparecer. Tudo bem. Entendo. E esse ano, principalmente, tá acontecendo uma virada de páginas, mudou, acabou, enfim, saindo, né, alta gestão, entrou uma galera mais nova, o próprio filho do dono lá, mudou a geração. E eu percebo que os funcionários estão aparecendo muito mais. Conversando com um antigo gestor, ele falou, meu, eles estão vendendo como nunca venderam antes. A galera tá muito mais animada, muito mais engajada. Enfim, então assim, causou outro clima. Então, por isso que eu contei esse caso pra chegar nesse ponto que você falou. Isso não tá muito ligado, na verdade, à cultura do gestor, da alta liderança?
É, tem um profissional que anda muito com a gente também, que é o Wagner Carmargo, ele faz muito esse trabalho, é um cara legal também pra trazer pra cá. Ele faz muito trabalho, por exemplo, de chão de fábrica, liderança de pessoas, porque tem os melhores profissionais ali e não tem ninguém pra liderar eles, a comunicação não é clara, mas isso vai muito de perfil de dono, do momento que está a empresa. Hoje em dia, com as mídias sociais, você não compra só um produto, você compra a imagem toda de uma empresa. Para a gente ver que quase tudo hoje está mais humanizado. Se o Construcash aqui não tiver a cara do Paulo, talvez ele não vai ter audiência que você queira que ela tenha um dia. Se o Nilson, se os treinamentos não tiver a cara, pode ser minha ou de um funcionário meu, talvez não conecta tanto. Pode ver que até grandes empresas, por exemplo, a Magalu mesmo, Magazine Luiza, não tem uma pessoa, mas tem um bonequinho...
Tem um bonequinho ali que representa... Que representa uma pessoa.
Então, as empresas hoje estão muito mais humanizadas, e se você que tá aí com uma empresa grandona não se acordar com isso, vocês vão ficar pra trás.
Tem grandes construtoras que eu atendo e você está ali na maioria dos canteiros. Você tem ali, não diria chamaria de regras, não gosto muito desse nome, mas como você deve postar uma foto, como você não deve postar. Então, cara, você fica engessado, entende? A galera tá ali com o celular na mão o tempo todo, então...
Esse, talvez, eu acho que é um marketing que funcionou muito tempo pra trás, mas hoje não funciona. Isso não engaja. Não engaja mais. Você conheceu o Marcos Soel do CV Dicas. O Marcos Soel é um cara totalmente contra-intuitivo.
Sim.
Contra-intuitivo. E não é à toa que ele é o maior canal do mundo sobre comunicação visual.
Não, e uma baita história de vida, né?
Então sim, nem sempre, por exemplo, o que acontece muitas vezes? Eu vejo assim, quando é muito organizadinho, por exemplo, na rede social, aí é tudo aqui bonitinho, bonitinho, é muito ensaiado, não tem uma verdade por trás. Não tem uma verdade. É igual aqui no nosso bate-papo. Nosso bate-papo é aberto. Eu não sei qual que vai ser a próxima pergunta.
Inclusive, é sempre muito surpreso.
Mas isso que é gostoso, porque é um bate-papo que a gente tá vindo natural. Quando tem algo muito ensaiado, fica engessado, fica chato de ver. Você não vai seguir uma empresa que tá falando, nossa, esse é o nosso procedimento aqui, padrão que a gente faz isso daqui. Cara, você não assiste dez segundos.
É, vamos quebrar as regras, né Nilson?
Fica chato. Então não importa a empresa que você tem, se é de arquitetura, se é de aço, se é de metálica, se é de concreto, tenta levar algo mais leve pra galera. Algo leve, algo que seja gostoso de assistir, sabe?
Por exemplo, um canteiro de obras, meu.
Dependendo da forma que você mostra, pode ser uma bosta. E pode ser super legal, pode ser super divertido.
A gente gosta de obra. Eu sou apaixonado.
Tem muita coisa massa em obra, mas vai muito de você. Se você mostrar de uma forma chata, ninguém vai querer ver. Só vai lembrar do negócio... batida, barulho. Agora, se você levar a energia, tudo que está acontecendo, a magia de uma construção, dependendo da forma que você faz um vídeo, Isso fica sensacional, e quanto mais aleatório for, mais assim, no detalhe que você chega despercebido, vai pegar alguém descontraído, vai ser muito mais gostoso.
Não, e é legal o ambiente de obra, porque é uma galera leve, né?
É, só quem trabalhou... Você que tá assistindo esse vídeo, você já trabalhou em obra, você vai entender o que a gente tá falando. É risado o dia inteiro, é piado o dia inteiro.
Galera feliz e tal. E não tem muito aquela frescura de, ah, tudo ofende, sabe?
Não, e a galera sem o mimimi. É porque é outra geração também, né?
Não sei, Nilson. Eu não sei, mas se você vai num canteiro de obra, se você é da geração mimimi, você sai de lá.
Se do você mimimi, for você pede pra sair. Vai ser a galera do mimimi, vai pisar numa obra, você pede pra sair. Você não vai dar conta, você espana.
Cara, obra é... Obra é obra. Ó, quando eu falo de obra.
É, obra é obra. Eu aprendi muito em obra. Por isso que, assim, hoje a galera vem querer dar pressão em alguma coisa. Eu falei, meu amigo, não vem não. Já trabalhei com algumas construtoras, me explica. Então, assim, pressão... A TIE, lembro que eu trabalhava fazendo trabalhos pra TIE. Nossa, era uma pressão dos engenheiros, dos arquitetos da TIE. Mas é obra, é assim que funciona, não aguenta. Não vai pra obra, não.
Não, é muito legal falar de obra, falar de grandes escritórios e grandes empresas que eu conheço todas.
É legal demais.
E sei exatamente o que você tá falando.
E só muda o endereço, você for.
Pra uma, pra outra, pra outra.
Só empresas que são treinadas pra isso. E se você não estiver preparado, amigo, não entra.
Não entra... E aí você que pegou aquela fase, né? Antes de 2014, cara do céu, né? Você pega aquelas empresas que estavam ali no topo, que era uma vaidade absurda. Eu trabalho em tal empresa e chegava dando carteirada. Pô, quem era o Nilson naquela época, Nilson?
Eu abri a empresa em 2016 e por mais que a gente tinha um conhecimento, e você pode estar passando por isso agora, porque às vezes você pode estar aí olhando agora o vídeo e falar assim, putz meus, eu tenho muito mais conhecimento que o Nilson que tá falando aí. E tá tudo bem. Só que às vezes a galera do outro lado não sabe que você tem esse conhecimento. Então era aquela luta. Tipo, a gente conhecia muito do mercado quando a gente foi abrir empresa, quando a gente foi entrar em algumas obras, mas a gente só conseguiu entrar em algumas obras grandes por indicação. Por isso que eu falo que a indicação é algo sensacional. A gente entrou em obra, por exemplo, da Mercado Livre, uma obra da Sky, obra da Afine, obra da Renaudet. Eu fiz Banco C6 na época. Que mais? Ah, não lembro agora de cabeça. Mas a gente entrou em algumas marcas que você fala assim, pô, é impossível entrar pelo tempo de empresa, pelo tamanho da empresa, mas com as indicações certas dos fornecedores a gente conseguiu, tipo... abrir muitas barreiras, assim, a quebrar e infiltrar em algumas obras muito importantes, sabe?
E por que que você conseguiu entrar nessas obras, pra você, Nilson?
Oi?
Por que que você conseguiu entrar nessas obras?
Cara, eu acho que foi, assim, por um trabalho sério que a gente fazia de longa data. Porque eu falo que negócio que acontece do dia pra noite, né? Ah, teve o César do dia pra noite.
Você acredita? Ai, tá? Ai, bobo.
Então, a gente já fazia um trabalho sério no fornecedor há muito tempo. Então, assim, a gente já tinha amizade muito boa com as grandes empresas. Então, a gente já chegou, assim, em grandes obras aqui em São Paulo, assim, indicado por dois fornecedores diferentes.
Então, você não acha que isso tá muito ligado, na verdade, no detalhe da forma como vocês faziam? Porque eu entendo que é tudo bem. A marca é importante. Só que por trás da marca existem as pessoas.
Sim, mas às vezes você não consegue nem chegar numa obra se você não tiver uma indicação certa.
Não, tudo bem, mas, lógico, mas...
Depois, é, o próximo passo é quem tá por trás.
Você entende?
Sem dúvida, sem dúvida.
Porque, né, ah, como que igual tem grandes clientes que a gente atende hoje, ah, tudo bem. Eu fiz um trabalho bacana pra essa grande marca e essa, pô, legal. Essa grande marca, ela só vai... me... Só vai indicar ali pra outra pessoa se de fato, né... Eu fiz um excelente trabalho, né? Que é o que eu tava conversando com o Maxwell, né? A questão, sabe? Aquele chato do detalhe, aquele cara que...
Sim, isso eu sempre fui o cara chato.
Você entende? Quando eu te conheci, né? Fomos fazer um vídeo pra uma empresa... Faz tempo, né? Faz tempo, né? Então, ah, eu vivi...
Não tinha nem cabelo branco na foto.
Vivi várias outras experiências, entende? Mas, cara, a forma como você se preocupava ali, sabe? Com a dobra do ACM, com a... com a qualidade do conteúdo que... Você tava me fazendo um favor, Nilson... Entende? Mas tu tinha um cuidado com o tipo de informação que você ia passar pra quem fosse ver aquele vídeo...
Mas isso acontece até hoje, então qualquer coisa que a gente entra, até mesmo hoje que a gente trabalha só com treinamento, mas a gente faz algumas obras de vez em quando. Cara, quando a gente vai trabalhar no material é no detalhe, como se fosse pra gente, no carinho, na técnica, no ensinamento pra galera. A gente se preocupa muito com isso, eu sou um cara extremamente preocupado. Não importa se o trabalho é do outro, eu vou fazer como se fosse pra mim, da melhor forma possível. Se tiver que virar madrugada, a gente vai fazer aquilo da melhor forma possível. E isso, cara, nada melhor que o longo prazo pra mostrar isso. Porque é esse trabalho que você me conheceu lá atrás, fazendo isso. Se você me conhecer hoje, andar uma semana comigo, você vai perceber que é a mesma coisa, não importa a quantidade de clientes que a gente atende hoje, que é muito maior, mas esse carinho ainda vai acontecer da mesma forma.
Não, e eu vejo, eu acompanho você, você sabe disso, e sabe, você virando noite ali, porque de alguma forma, ah, teve alguma mudança de projeto, e você vai fazer aqueles eventos lá, aquelas fachadas.
Isso, não é fácil.
Que se faz. Então assim, não é fácil, e pra aguentar esse processo ali, enfim, ou seja, não é... Você, eu tava falando com o Maxwell, você não atingiu esse nível, né, de... Eu diria que até de fama que você tem hoje no mercado nacional e agora fora do Brasil, assim, e ah, beleza, deixei. de fazer, ah, deixei de acordar cedo. Muito pelo contrário, eu noto que você...
Acorda mais cedo ainda.
...Tem se esforçado muito mais, né? E nisso, antes da gente passar pra próxima etapa pra falar de estruturas, enfim, eu queria que você falasse também dessa sua passagem pelos Estados Unidos, né? O que que você também viu de lá, enfim, de coisas que você pode trazer e de situações que você pode levar daqui pra lá?
Cara, nos Estados Unidos eu tive uma passagem em três cidades diferentes, né? A gente ficou em Marlborough, ali perto da região de Boston. Depois eu fui pra Nova York, que é aquela loucura. Depois eu fui pra Orlando. A situação de obra mesmo, que a gente fez um treinamento na região ali de Marlborough. para 11 alunos, meia dúzia de brasileiros que tem empresas lá, mais gente de fora também, veio gente até do Canadá para participar do treinamento. E depois a gente teve uma experiência de fazer uma obra durante uma semana na prática. Porque uma coisa é você só falar, tá, lá é bonitinho, mas como que é uma obra realmente de verdade nos Estados Unidos? Porque muita gente tem essa dúvida, tá? Isso onde eu vou empreender? Lá fora? Como será que é? Quais são as dificuldades? Então, assim, a primeira coisa, também, assim como na Colômbia, você percebe que tá tudo na mão, as informações de poucas pessoas. E o que acontece? O restante do mercado tá com pouquíssimas informações. fazendo mais do mesmo, porque lá nos Estados Unidos você pega, por exemplo, placa, letreiro, é muito padronizado. Tem muito assim, tem que fazer dessa forma, é dessa forma que a gente faz, e ninguém fica pensando muito fora da caixa. Então eu vi uma oportunidade violenta. lá fora. Violenta. Até os alunos, cara, você percebia no.
Olhar deles, no brilho.
Eu tenho umas fotos depois, se você acompanhar lá no meu Instagram, você vê a galera trabalhando assim, ó. Mas você via o olhinho deles brilhando, sorrindo. Por quê? Eles estavam olhando para aquilo ali já, tipo assim, percebendo o tanto que eles iam conseguir ganhar dinheiro com aquele conhecimento que eles não tinham. E é incrível, cara, isso. A gente sabe que, da mesma forma que a gente tá tentando levantar a régua, subir a régua, o sarrafo, aqui no Brasil, isso começou a acontecer também fora. O nível da Colômbia, daqui a um tempo, vai subir. Pra ter certeza, que os alunos que participaram, foi trinta e poucos alunos agora, mais cinquenta e poucos alunos da outra turma, a gente já treinou quase cem pessoas lá. Os caras referências nessa área de ACM vai sair dessa turma, pode ter certeza. Lá nos Estados Unidos é a mesma coisa. E quando a gente vai falando mais um pouco de obra realmente na prática, o que você percebe de lá? A gente tem a facilidade de tecnologia muito mais acessível, muito. Diferente na Colômbia. Na Colômbia eles não tem muito a questão ferramental. Nos Estados Unidos eles tem de tudo.
TUDO!
Tudo, tudo, tudo, tudo numa loja.
Eu ficava babando com seus vídeos lá, parecia que você tava no Playcenter da vida.
Para mim é quando eu lia a Disney. A Disney de verdade é para as mulheres, para nós é uma loja de ferramentas. E aí tem outro tipo de loja ainda que parece muito com um Leroy Merlin, por exemplo, que você compra tudo, tudo, tudo para construir uma casa do zero. Então você consegue comprar desde o gesso, desde a estrutura, do estilo, não importa que tipo de estrutura que você for fazer da casa, tem desde o telhado, da ferramenta, do parafuso, você acha tudo. Então assim, essa facilidade e as coisas custarem muito barato na moeda deles, não que na conversão seja muito barato, mas lá se ganha em dólar e gasta em dólar. Então você pega um cavalete daquele que eu estava mostrando, super top, custa 50 dólares, cara. É uma piada de preço.
Os próprios carros, né?
Os carros, galera. Aquelas plataformas lá, o que é aquilo? Não é assim quem tem, todos têm. Então, a gente tava lá, por exemplo, com nove empresas no treinamento, todos eles tem aquele carro preparado com a gaiolinha pra fazer a montagem de qualquer coisa. Você pega o cara que trabalha com pintura, eles tem todo mundo que trabalha com serviços lá, tem um caminhãozinho daquele. E é barato, você vai de 20, 30, 40, 50 mil dólares, você compra carros excelentes pra isso.
Todo equipado já, né?
Todo equipado, pronto, seguro, que eles já são feitos. Não é um carro adaptado, né? Ele já foi feito praquilo. E incrível, a gente tava até procurando em leilão lá no dia, você chega a comprar carros bons, que tá precisando trocar uma pecinha, alguma coisinha, por 2.500, 5 mil dólares.
Não, é absurdo.
Então, é muito barato as coisas comparado com aqui. Então, lá tem muito disso. Então, você investe muito em tecnologia, máquinas, CNC, carro, ferramento, o que for necessário. Só que o que é muito caro lá? O que é muito caro lá?
Mão de obra?
Mão de obra. Caríssimo. caríssimo. Então você tem perfis de muitos, por exemplo, a região que eu estava lá é a maior comunidade de brasileiros dos Estados Unidos, que era ali na região de Boston. Então lá só tem brasileiro, você vai na padaria é brasileiro, você vai almoçar é brasileiro, você vai na obra, o cara da pedra é brasileiro, o cara da pintura é brasileiro, tudo. É muito engraçado, você quase não fala inglês na região que eu estava. Ainda bem, porque eu não falo. E todo mundo tem as coisas, só que assim, você percebe que o perfil das empresas com poucos funcionários. Então, por exemplo, é o Paulo mais um funcionário, o Paulo mais dois, o Paulo mais quatro. Nada de empresas muito grandes. E por quê? Porque a mão de obra é caro, mas todo mundo bem. É engraçado, você começa a conversar com todo mundo, o cara reclama, a mão de obra tá complicada, não sei o quê e tal. Aí você começa a falar, mas tá todo mundo bem. Ou seja, tá todo mundo ganhando dinheiro.
Mas aí a galera trabalha.
Trabalha, isso é um diferencial.
Isso é um ponto importante, tá?
Sim, porque até em outros países mesmo, a galera eu acho que não tem a garra. que o brasileiro tem. Então, é o que eu brinco. Você tem preguiça de trabalhar?
Imagina. Eu acordei hoje pra receber você, o Maxwell. Cheguei aqui hoje, não era nem cinco da manhã ainda.
Então, o Paulo vai fazer sucesso em qualquer país do mundo. Eu, Nilson, também não tenho preguiça. Então assim, a chance da gente dar certo em qualquer lugar do mundo é muito grande. Por isso que o brasileiro se dá bem em várias áreas. Ele pode ir pro serviço braçal, pra qualquer coisa, porque a gente não tem preguiça.
Eu não tenho preguiça.
Em muitas regiões, em outros países, tem muita questão cultural, né? É, 18 horas. Deu meu horário, gente. Deixa eu ir embora. E vai embora, não tá nem aí, o que ficou pra trás é muito assim.
E a gente tá falando também da questão de cultural, mas também a gente tá vivendo um problema geracional, né, de geração.
Também.
Que inclusive você pega pessoas que, igual eu, não tenho preguiça de nada, assim. Assim, eu tô numa casa, eu saio com meus amigos, eu participo, eu cozinho, tem louça pra lavar, vamos lavar. O meu filho, pelo comportamento dele, ele é muito participativo, então eu acho que ele... De certa forma, a gente tá reproduzindo aquilo que somos, né? Tá vivendo a era dos celulares aí, né? Você que vai ser pai e um dia você vai ver que...
É difícil, né?
É difícil, porque, cara, começa chatice, às vezes é melhor você... dar o celular ali e tal, mas enfim, eu posso pagar esse preço depois. Então a gente tá vivendo, de fato, um problema também nessa questão de geração da tecnologia.
Com certeza.
Enfim, Nilson, vamos passar pro próximo, vamos lá.
Só pra finalizar, eles envolvem muito nessa parte tecnologia, lado ruim. a questão da mão de obra, que é muito cara, e uma questão mais burocrática pra qualquer obra.
Será que é um lado ruim mesmo, a mão de obra?
Então, aí, eu não sei se é ruim, se é bom, são oportunidades, né?
Será que não é que lá de, por exemplo, até vou trazer uma provocação aqui, imaginar, eu comprei uma casa de 5 milhões, você já deve ter visto esses conteúdos, mas cara, na hora de pintar essa casa de 5 milhões, você quer pagar ali, sei lá, 5 mil reais, 10 mil reais pro pintor? Você entende? Será que não é um pouquinho de... Que a gente não tem que rever? Será que é caro pra eles ou é caro pra gente?
É, mas eu acho que até pra eles eles consideram caro, sim. Eles consideram caro lá também. O próprio americano.
Entendi.
É uma questão deles mesmo, porque... Por isso que até eles falam muito do... Vamos falar assim, do estrangeiro lá dentro. Eles não blindam muito, eles fazem meio vista grossa. Por quê? Precisa da mão de obra. Precisa da mão de obra. Alguém tem que cortar a grama deles, cara. Alguém tem que tirar o gelo. E não são eles que vão fazer isso. Não são eles que vão fazer isso.
Aí a galera acaba cobrando o que quer.
Por isso que eu falo que vai ter... até no Brasil eu acho que vai ter muito isso. Uma pouca de inversão. Porque tá todo mundo achando que vai ganhar dinheiro com o computador, né? Essa geração agora nova, todo mundo tá indo pro computador. Vai todo mundo ficar rico com gestão... gestor de tráfego. Nossa, agora estourei. Marketing digital. Só que é oferta e demanda, meu amigo.
Oferta e demanda.
Vai todo mundo pra isso. O cara que tiver agora nessa geração nova, tiver um pouquinho de cabeça, que já é um pouco difícil também, né? Cada vez mais difícil ter essa questão psicológica treinada pra isso.
Pra ter paciência, né?
Mas se tiver afim de trabalhar mais com o braço, com mais esforço, vai ganhar dinheiro. Em qualquer lugar do mundo. Pode ser lá fora, aqui. Porque vai ficar cada vez mais escasso. Se você tem um negócio hoje, pode ser de qualquer área da construção, e ficar reclamando de mão de obra hoje, se prepara. Se prepara pra treinar, buscar soluções, porque vai ficar cada vez mais complicado.
É, a tendência é ficar um pouco mais difícil mesmo. Por isso que a gente tá falando.
Tanto E se você precisar treinar alguém, tô aqui.
Fala com o Nilson aqui. em... Por isso que a gente tá falando tanto em industrialização, né? Assim, não que vá tirar emprego, mas assim, você leva essas pessoas pra dentro da fábrica, né? Ou seja...
É um controle muito maior, né?
Controle muito maior, inclusive tanto da questão da qualidade de vida dessas pessoas, qualidade final desses produtos. que vão chegar nessas construções.
E só pra finalizar então da parte lá dos Estados Unidos, então, como que é o procedimento deles, que não tem muito aqui? Então, por exemplo, se o cara for fazer uma letrinha, por exemplo, externa, de uma casa. Você comprou lá uma fachadinha lá do McDonald's, tem que colocar a plaquinha do McDonald's lá fora. Não é simplesmente fazer a placa e instalar lá fora. Desenvolveu um projeto lá, você vai fazer o podcast com o Flávio, fiz o projeto do Flávio, ficou lindo, o cliente pagou, aprovou, e eu vou lá e instalo. Não é assim que funciona. Lá você tem que pegar seu projeto, desenvolver. Eu tava até agora ali fora, antes de entrar aqui, fazendo umas conexões de projetista com o pessoal lá agora dos Estados Unidos, porque tava precisando fazer, entrar com a documentação pra tirar o permit. Então você tem que fazer o projeto executivo, detalhar ele com medida. O que você vai instalar é uma placa de ACM com uma letra em acrílico com um LED. Se você vai colocar um LED, você tem que já ter documentação, que você é um especialista em elétrica, senão você não pode fazer. Aí já é uma parte de trás da sua empresa. Você tem que falar o tipo de parafuso que você vai fazer e tal, bonitinho, e levar pra prefeitura. Se eles não aprovarem, você não põe a mão. Você não vai produzir nada enquanto não vier esse documento pra você. Então o controle e fiscalização lá funciona. E uma coisa que eu achei legal, cara, que eu não tinha nem ideia que isso existia... A gente... Ele tava me explicando lá, o Rafa da Fast Shapes, que é um grande amigo. Um abraço, Rafa. Que é lá da região de Boston, mora a vida inteira lá. Por exemplo, algumas coisas do Permit tem a... Como que eu falo? Uma opinião comunitária. Então, por exemplo, assim, o Paulo é da balada. O cara quer montar uma boate, barulhenta. Só que é uma região calma. Você pega um álbum numa região bem calma. Todo mundo tranquilo e tal, o Paulo quer abrir uma balada em Marlborough. Se chegar na hora de pegar o permitir e pegar algumas opiniões de moradores e eles falaram que não vai acontecer aquilo, não acontece. Não sai.
Nossa, é muito legal, né?
Muito massa, eu não tinha nem ideia disso. Não tinha ideia. E então, é mais burocrático? É, mas faz muito mais sentido no longo prazo.
Sim, porque você...
Tanto de conflito que você evita. Sim.
Não, e se... Ah, beleza, eu coloquei, foi porque a galera que mora, né, ali, os vizinhos do entorno permitiram.
Não são em todos os locais que são assim, mas em alguns lugares são assim. E uma experiência, cara, que, pô, esse me arrepiou lá. Em Mauro, eu acho que eu nunca vou passar isso no Brasil. A gente tava fazendo a fachada da... da Pint em... Ah, esqueci, da Target Pint, que é o cliente que a gente tava atendendo, de brasileiro, empresário brasileiro de lá, que é um puta do empresário lá nos Estados Unidos. E a gente tava no meio da obra, a gente tava fazendo um pórtico, assim, todo vermelho, branco, ficou lindo. Só que a gente não tinha terminado a obra. E passou uma mulher, assim, uma senhora olhando pra fachada e parou. E foi perguntar quem que era o responsável ali da obra. Rapaz, deu um frio na barriga. Eu falei agora que eu fui embora dos Estados Unidos. E aí ela parou. E aí ela veio perguntar pro Rafa, eles falaram em inglês, eu não entendi nada na hora. Eu falei, Rafa, o que que pegou aí? Aí ela falou, não, olha que interessante, veio uma moça da secretaria lá da prefeitura, uma abaixo do prefeito, que é a responde abaixo do prefeito, ela passou na obra, e aonde que a gente tava era uma ilha aonde que o presidente dos Estados Unidos tira férias, uma região super top. Ela foi lá na obra pra conversar com a gente, pra nos parabenizar que a gente tava deixando a cidade dela mais bonita. Você tem ideia disso, cara? Você tem ideia? Você acha que você viveria isso aqui?
Acho que raro, né? Porque aqui as pessoas olham muito, ah, tá causando transtorno, tá causando...
É, aí isso foi tipo numa quarta-feira, e no sábado ela passou lá de novo, quando a gente foi cortar a faixa, ela estava presente de novo na inauguração, que ela foi lá parabenizar um empresário, que tava gerando negócios pra cidade, e mais uma vez veio falar pra gente que aquilo ali tava deixando a cidade dela mais bonita, cara. Aquilo ali me arrepiou, cara. Ali, a hora que cortou aquela faixa ali, eu chorei. Foi mais um passo, assim, que a gente conseguiu atingir, que era fazer o treinamento, tipo, fora, depois um treinamento nos Estados Unidos e fazer a primeira obra, assim, em parceria, fora do país.
E se você já pensou isso acontecendo aqui no Brasil, quando a galera vê uma obra, as pessoas tentando olhar o... O bom, né, daquela obra é que é o resultado final, ou seja, as melhorias que vai trazer praquela região, praquela rua.
As vezes a pessoa não vê isso. Não vê, a pessoa só fica reclamando do transtorno e tal, mas normalmente sempre uma obra é pra benefício.
Sim.
Cê viu lá em Nova Iorque, o tanto de postagem que eu te marquei... Sim, sim. ...das estruturas e tal. Cara, Nova Iorque é um boom de obra.
Você vê ali, é um canteiro de obra absurdo, né?
Mas você não vê ninguém reclamando. Aquilo ali faz parte deles, passa embaixo, tudo organizado. Meu, mas é uma loucura. E cada vez que passa, a cidade tá mais bonita.
Sim. Não, você tem que tá em constante transformação, né? Porque eu acho que a transformação, de fato, é o que te move, né? É o que te faz viver, enfim, te levar pro próximo nível, né?
Achei isso muito interessante, cara. Esse feedback, assim, da mulher, eu achei muito massa.
E nitidamente você ficou impactado.
Não, cara, se eu falar disso, se falar um pouco mais, eu choro aqui.
Não, eu tô vendo. Olha o seu olho.
É, o olho brilha, realmente. Porque, assim, é alguma coisa que a gente não tá acostumado.
Nilson, e trazendo agora aqui, voltando para o Brasil, agora falar... de... Eu queria que você falasse um pouquinho agora do... Falar um pouquinho de aplicação de ACM, né? Tipos de aplicação, por exemplo, em tipos de obra, por exemplo, a ACM no mercado residencial tem crescido muito. Eu queria que você falasse um pouquinho agora, falasse do residencial, né? Dos tipos de aplicações. E quais são os materiais mais utilizados nessas aplicações? O aço, o alumínio, enfim.
É, vamos lá. Eu vou falar mais do ACM, né, porque, assim, o ácido já não é muita minha praia.
Mas como um material auxiliar, por exemplo, né, que está entre ali as estruturas... Ah, tá.
Você fala das estruturas que estão por trás.
Estruturas que estão por trás.
Beleza, vamos lá. Eu acho que o mercado residencial, ele começou a acontecer... Lá por volta de 2012 e 2013. Sempre que eu fazia as minhas palestras, lembro até hoje, que eu tinha uma fotinha no final da minha palestra assim ó, que tinha um revestimento assim em quina, que era debaixo de um chuveirinho externo numa casa. E eu sempre falava assim ó, galera, isso aqui é um mercado que vai estourar, mas ninguém percebeu. Vai vim pra cá, vai vim pra cá. Cara, eu falo isso, ó, faz 10 anos, 12, 11 anos.
Inclusive eu vi as suas portas, assim, eu te achava um louco. Meu, como... você acha que você vai pegar?
A porta de ACM hoje, você não precisa mais explicar que ela é uma porta boa. Ela é a melhor opção. Porque quando a gente fala, por exemplo, hoje cada um quer fazer a porta maior que a do vizinho, né? Tem uma porta de 3 metros? Não, mas eu quero fazer a de 4.
Porque eu venho de 5.
Se tem a de 4, eu quero fazer a de 5. A de seis, a de sete, a de oito. Teve uma porta agora esses tempos atrás que porta com painel só com nove metros de altura, se eu não me engano.
Cacetada!
É alto, galera. Então, assim, e isso tá aumentando cada vez mais. Então, quando você pega, por exemplo, pra grandes portas, pra porta pequena, você me fala, até nos treinamentos, se eu pego uma porta, por exemplo, dessa padrão, noventa por dois e dez, o ACM não é a melhor opção. Não é, hoje a gente tem portas de alumínio, PVC, tem N tecnologias que podem ser melhores que o ACM, a não ser que ele queira uma cor específica, alguma coisa diferente que vai molhar, tal, que o ACM vai atender melhor. Agora, quando a gente vai para a porta de entrada, que é normalmente vãos maiores ou grandes vãos realmente, nada bate o asseme.
São aquelas portas pivotantes.
São as pivotantes de entrada. Então você pega uma porta, vamos falar assim, uma porta de 2 por 7 de altura. Cara, que outro material que atende.
Cara, mas que exagero, Nilson.
É, tem portas maiores do que isso. Só que você pega, por exemplo, no alumínio, que é um dos grandes concorrentes, que a gente consegue também fazer portas altas.
E isso você tá falando de residencial.
Residencial. Tudo residencial.
Porque quando você vai pra essas portas, geralmente ela é muito usada em museu.
Não, esquece. Falando de casas de alto padrão. Casas de alto padrão. Depois eu vou te passar um Instagram, alguns Instagrams pra você dar uma forçada.
Não, eu já vi algumas coisas no seu que eu fiquei, cara.
Mas algo grande, eu tô falando de coisa grande. Você pega os últimos três BBB, Big Brother, que muita da audiência assiste, as portas do Big Brother, a porta do Líder, a porta de saída ali da casa, todas em ACM nos últimos anos. Você pega a porta dos artistas, dos famosos aí, Thiago Brunet. Cara, a maioria, Simone e Simaia, que tem as portas de entrada dos famosos, todas elas são em ACM.
E você falando agora da casa do Big Brother, eu ia te fazer uma pergunta técnica, eu já vou te fazer. Ela proporciona esse nível de acústica? absurdo assim?
Não, quando eu falo, por exemplo, de acústica e também de, vamos falar assim, proteção mais questão solar, uma questão térmica, a porta de ACM ela contribui, mas você não pode falar que a porta de ACM é uma porta acústica. Então, por exemplo, se você comparar, por exemplo, a Porto de Aceme com uma de PVC, uma esquadrinha de PVC, a esquadrinha de PVC tem vários videozinhos, até na internet, que é bem legal, que o pessoal põe uma caixinha de som ali, tocando uma música, aí fecha e... Você entra naquela vibe. Você já ficou em um hotel perto, por exemplo, do aeroporto de Congonhas, que você tá ali, um barulho de avião, aí você fecha a esquadrinha O avião some. O avião some, assim. Você fala, nossa... Parece o foninho da Apple, quando você coloca o anti-ruído. Você coloca, você dá um tempinho e pum.
Nossa, cadê o barulho?
Isso, então assim, o ACM não vai chegar nesse nível, porque som tá muito envolvido a brecha, a qualquer filetinho que ficar onde que passa ali o som vai passar, então não vai tá nesse nível de qualidade, mas vai contribuir bastante. Se a gente pegar uma porta, fechar uma porta de ACM, com certeza o outro lado vai segurar muito, mas não chega num nível, por exemplo, de uma PVC. Mas quando a gente vai pelos tamanhos, por exemplo, você pega uma porta de alumínio. Ela vai ficar limitada a modelos. Normalmente é lambril. Poucas cores. Você pega madeira. Uma porta de madeira grande, em alta proporção, ela é extremamente cara. Extremamente cara. Porta barata de madeira é porta padrão. Porta alta de madeira é cara. Extremamente pesada. Muito peso. E pode ter certeza, daqui a um tempo ela empena, ela começa a inchar, as variações climáticas, chuva, frio, calor, começa a dilatar, ela trava, muita parte de madeira daqui a um tempo ela não abre. começa a apodrecer. Então, se você compara tudo isso, a porta de ACME hoje, sem dúvida nenhuma, é a melhor opção que tem no mercado para atender em grandes vãos, para fazer o modelo que a pessoa quer. Você quer uma porta com puxador de inox, uma puxadora com puxador cava, o meio da porta de uma cor a face de outra, um lado da porta de uma cor ao lado de dentro de outra, uma porta em formato com frisos em X, frisos horizontais, frisos verticais, você cria qualquer formato hoje, claro, com algumas limitações, por exemplo, eu não indico ficar fazendo muita coisa 3D em porta, fachada é muito massa trabalhar com geometrias 3D, Na porta não, porque alguma coisinha ainda, vai ficar um pequeno detalhe ali, que talvez o cliente vai reclamar do acabamento, que é uma limitação técnica do produto.
Então tem que tomar muito cuidado na hora de... Das escolhas. Entendi.
Isso, isso é importante. Eu acho que o cara que trabalha, por exemplo, meus alunos, o cara que faz a instalação, deixar muito claro hoje com... os clientes e principalmente com os arquitetos, algumas limitações no material. Não adianta também inventar moda demais, por mais que o projeto fica top no papel, a execução dele depois não condiz e vai ter brechas. Vai ter algumas coisas que o cliente vai reclamar e vai falar assim, ah Nilce, tem como melhorar?
Não.
Limitação técnica do produto. Não tem como melhorar além daquilo, entendeu?
Uma curiosidade minha, felizmente eu sou um curioso também, assim como tantas outras pessoas que nos ouvem e que também assistem aqui. Qual que é aquela estrutura que você usa pra... A estrutura da porta em cima, ou seja, que vai receber esse SM?
Sim, normalmente, até mesmo nas fachadas a gente indica, mas agora na porta é sem exceção. A gente trabalha sempre com uma estrutura de alumínio por dentro dela. Então todo o quadro...
Mas é 100% alumínio ali?
100% alumínio.
Até pela questão de leveza mesmo?
Exatamente. Só que assim, essa é uma porta maior, então você vai aumentando as espessuras do alumínio. Então você pega desde portas menores com parede de 2mm no tubo, você vai pra parede de 3mm, de 4mm, de 5mm, de 6mm. Então, tem muita empresa que tem perfil próprio já com a extrusão. Então tem perfis bem robustos, muito pesados para fazer estruturação de portas altas. Só que eu sempre falo também, vai entrar nesse ramo para quem pensa em empreender nessa área de porta de ACM. Nos treinamentos mesmo, eu deixo isso bem claro, que um dos treinamentos que a gente faz no CT é sobre porta de ACM. Eu tenho treinamento de cinco dias lá no centro de treinamento em Ribeirão Preto. A gente fica quatro dias só falando sobre porta, fazendo, praticando e depois a gente vai um dia numa visita numa fábrica de ACM, que é a maior do Brasil. só que ali, toda dica que eu sempre falo, que é começar nesse ramo, começa por baixo começa pequenininho, começa com a porta menor vai aumentando um pouquinho, vai entendendo como que funciona porque assim, o material, o ACM é um material incrível galera a gente corta ele, a gente dobra, a gente dá acabamento, a gente faz o que a gente quiser com o material porém, tem um lado também que é complicado do ACM, é um material delicado Então se a pessoa acha que vai entrar nesse ramo, por exemplo, a gente tava falando de materiais, né? Tem muita gente que tá entrando nesse ramo trabalhando com o material mais lixo do mundo. Trabalhando com chapa de 3mm na pior pintura, no pior tipo de espessura de alumínio e tá vendendo porta de ACM como se fosse a melhor coisa pro cliente dele. Vai dar pau.
E aí você acaba até prejudicando o próprio mercado, né?
O mercado, óbvio. E a gente sabe assim, até de artistas que compararam portas, de alguns fornecedores aí que eu não vou citar nomes claros, mas portas altas, extremamente altas, sem nenhuma vedação, sem nenhum tipo de material bom, com a pior pintura que tem, ou seja, vai dar merda daqui a um tempo. A gente sabe.
E nesse sentido de... Ou seja, pra eu evitar uma situação como essa, por exemplo, a questão da qualidade da pintura, como que eu evito isso? Porque eu posso exigir, de repente, não sei se entra nessas partes de certificações, assim...
O que você pode já entender, se você vai trabalhar, se você é um arquiteto, um construtor que tá aí do outro lado, ou até o mesmo cliente final, você tem que entender que tem material A e B. O material para a porta tem que ser um material A. O que seria o material A? Chapa de 4mm, com uma lâmina boa, com fornecedor sério, isso é importante, porque tem gente que vende também qualquer coisa, e uma pintura PVDF. O que seria isso, a pintura PVDF? É o tipo de resina certo naquela pintura, que vai ter garantia ali de 15, 20 anos, de acordo com o seu fornecedor. Então, ali você já vai estar fazendo um trabalho certo. Ah, mas o cara colocou a chapa certa, então significa que a porta vai ser boa?
Não.
Às vezes ele pega um cara sem conhecimento nenhum, que faz uma estrutura toda de aço por dentro, que daqui a pouco a sua porta tá enferrujando, escorrendo ferrugem lá no seu piso.
Cacetada!
É, e às vezes a gente tá falando de valores, galera, pra você ter ideia, não sei se vocês têm ideia disso, do mercado. Mas tem portas de ACM de 5, de 10, de 50, de 100, de 150, de portas que chegam a quase 200 mil, uma porta. Você tinha ideia disso?
Eu vi uma postagem de uma famosa outro dia, minha esposa tava me mostrando o valor, ela falou o valor que ela pagou na porta dela. Eu achei absurdo.
Então, por isso que é importante a gente entender o mercado. Então, por exemplo, o cara, você acha que o cara que pagou uma porta de 100 mil reais, ele tá esperando qualquer coisa? E, às vezes, tem empresas que estão entregando qualquer coisa, mesmo numa porta desse valor.
E aí, com essa questão, né, que eu falo das redes sociais, a pessoa vai, ah, comprei essa porta, paguei tanto e olha o que deu. É por isso que a gente tem que fazer um trabalho muito bom.
Como que a gente tem outras empresas também, por outro lado, fazendo trabalhos bem certos. Sim, sim. Então, é fácil, quando alguém compra alguma coisa e dá problema, falamos, então, a gente avisou. Tudo que dá diferença muito de preço, gritante, tem gente que tá fazendo porta de 100 mil, outro vendendo por 20.
A mesma coisa tem algo estranho, né?
Não, mas é o mesmo produto, galera. Não existe mágica, desculpa. Não tem como. É sempre você falar do outro lado, jogar como empresário. Fala com o cara dono da casa. Mas você trabalha com o quê? Você é médico? O que você faz? Você trabalha com educação física? Pergunta sempre pro outro lado. Ah, trabalha com cirurgia? Que legal! Quanto que você cobra numa cirurgia? 10, 15 mil? Que legal! 15 mil reais. Tem um concorrente seu que fala que vende por 1.500. É a mesma coisa?
É, não faz muito sentido.
O cara vai falar assim, não, mas você tá louco? Exatamente, meu produto custa X e o outro custa isso daqui. Você acha que é a mesma coisa? Põe o cara do outro lado pra refletir um pouco. Ninguém é bobo. Se o cara tá num patamar e a gente tá construindo uma casa de 1, 2, 3, 4 milhões, ele não é bobo.
Aí vai pagar o preço, né?
Paga o preço, mas vai falar assim, ah, não sei o quê, tive azar. Não, você buscou isso.
Busco isso, aí é atraso de obra, é pagar a mais, enfim... Dá pra pagar duas vezes. Pagar duas vezes e ter aquele transtorno, né, que é o... que a refação acaba... eu não diria que ficaria só duas vezes mais caro, né, você tem todo...
É, então assim, se vocês quiserem, por exemplo, vocês estão assistindo, ah, Nilson, eu quero fazer uma por... eu no Nilson não faço, tá, mas eu conheço boas empresas que fazem isso a nível Brasil. Tenham alunos também. Então, assim, eu posso... Tá na dúvida? Me manda uma mensagem lá. Onde que eu faço com fulano de tal em tal região? Eu indico, tá?
Ô, Nilson, e falando um pouco agora de retrofit, eu queria que você falasse um pouco... Bom, primeiro contextualizar, né, pra quem não é da área de arquitetura, de engenharia, de obras, o que que é um retrofit. E as vantagens do retrofit, que é principalmente, ao meu ver, a vantagem de você inovar ali sem precisar construir, e de certa forma você já está aí gerando uma sustentabilidade muito grande para o planeta.
O retrofit nada mais é que pegar um prédio antigo e fazer toda a revitalização dele. Então a gente poderia fazer isso numa casa, num prédio. A obra que a gente fez nos Estados Unidos mesmo é um exemplo de retrofit. Uma casa normal, já mais antiga, que ela só foi pintada e toda revestida. Então você não tem aquele custo de derrubar a casa e começar uma construção do zero. Só que em poucos dias, em poucas semanas, você consegue mudar toda a cara daquele empreendimento e deixar ele com uma cara totalmente nova. Isso aconteceu muito aqui no Brasil nas épocas de Olimpíada, Copa do Mundo, nos hotéis, principalmente. Você passa em frente de alguns hotéis e fala assim, meu Deus do céu, que construção maravilhosa. E olha o prédio antigo.
É, e quando você vai, quando você entra, você vê que é um prédio antigo.
Você percebe. Então, o Retrofit é muito disso. Então, E é onde o ACM entra muito legal nessa parte. Porque, por exemplo, pra você criar... Ah, eu tenho uma casa antiga, um prédio antigo cheio de dente, cheio de pilares, e eu não quero nada disso. Com o ACM você transforma o prédio da forma que você quer. Ah, o prédio tinha pilares redondos, mas agora tá mais moderno pilares quadrados. Tudo bem, você faz uma estrutura auxiliar em alumínio, reveste ele, ninguém sabe mais o que tava ali por trás. Você tem um prédio cheio de irregularidades, paredes tortas, que é bem difícil acontecer, né? Não sei se acontece nas obras de vocês.
Principalmente na construção tradicional.
De vez em quando, mas muito raro eu pego uma parede torta. Então é fácil de corrigir, a gente consegue trabalhar com ancoragens, dando espaçamento diferente. Então não importa se sua parede tá toda torta, a gente consegue pegar ancoragem de 50, 100, 150, 200 milímetros. deixar a sua parede reta novamente, e isso tá, claro, os instaladores sérios vão fazer isso. Você pegar um instalador que não tem conhecimento, ele vai jogar qualquer ancoragem, um ferro qualquer lá na parede, vai ficar torto, ele vai falar assim, mas não tinha culpa né, a parede estava torta. Mas em empresas especializadas a gente vai resolver problema. Então assim, a gente ganha dinheiro hoje no mercado resolvendo problemas. Tem que ser um amante. Eu fui numa palestra essa semana do C.V. Totó, que foi muito legal. Foi até um gringo, eu não lembro o nome dele agora, mas é um cara que trabalhou em grandes empresas no mundo, na verdade. E ele falou, cara, ele deu um exemplo muito legal. Ele falou, você quer trabalhar em qualquer área? Seja amante, apaixonado pelo problema, namore o problema. Ele falou, pega o problema, vire o problema, olha o problema, dê um beijo nesse problema. Olhe ele, mas admire, porque é isso que vai fazer você se diferenciar e evoluir, ganhar dinheiro, porque o dinheiro tá no problema. Então, você vê um retrofit, por exemplo, lá de uma casa que tá feia, cara, fica tranquilo que somos uma empresa especializada, isso daqui a gente já tá acostumado, a gente vai trabalhar assim, assim, assado, porque você vende hoje na segurança, o cara compra, não é pelo tamanho da sua empresa e tal. Talvez alguns de vocês aí comprariam comigo, sem me conhecer, sem nunca me ter visto, porque eu passo confiança no que eu falo. Então, se eu falar que vou fazer assim, assim, assado, fica tranquilo com aquela parte torta ali do seu piso. A gente tem a solução, nossa empresa é bem especializada nisso. Fica tranquilo.
A gente tem hoje muitas soluções para corrigir essas imperfeições, agora cabe aquele profissional que está ali. Porque muitas vezes... Eu estava conversando outro dia com um episódio sobre impermeabilização.
Isso é legal também, né? Cara... Eu vi o exemplo dele falando, que ele virou o copo da água. Sim.
Então, muitas vezes, o problema não está no produto, e sim na forma.
Na forma da aplicação do produto. Por isso, eu vou dar um exemplo até de um material que é com... não vou nem falar que é concorrente, mas o material que a gente tava trabalhando muito, até a Actos vende também bastante, que é o policarbonato. Cara, o policarbonato é um material incrível pra construção civil. Incrível. Só que se você perguntar de policarbonato pra muita engenharia de arquiteto e cliente final, os caras não querem. não querem de jeito nenhum. Mas você pergunta, mas por quê? Porque não presta. Eu falei, oxi. Por que que não presta? Não, porque eu só vejo que não sei o quê. Só que o policarbonato é um produto que muita gente sabe errado.
Sim.
E se queimou, assim, muito no Brasil. Só que é um material incrível. Você vai para outros países da América Latina, usa demais, usa mais policarbonato do que a CM.
Não, usa muito. Inclusive interno também.
Usa muito. Muito, mas muito. E lá eles não têm essa visão tão queimada, vamos falar assim, do produto como aqui. Então a minha função é não deixar o ACM se queimar. Porque, meu, o ACM é um material incrível, incrível, incrível. É um negócio que é apaixonante. Você vai em algumas obras, cada hora que você vê um negócio diferente no ACM, você fala assim, meu Deus do céu. Não sabia que era possível.
Não, e é uma construção rápida, né, também.
Rápida. E pode estar tanto na, vamos falar assim, de uma forma mais básica, de empresas menores, quanto em empresas totalmente industrializadas. Você pega Brasil ao Cubo, por exemplo. Brasil ao Cubo faz obras Sim. Muito rápida, são referências no Brasil de obra modular.
Inclusive agora tá fora, já tá em outros países aí, levando tecnologia brasileira.
E a Brasil Alcubus usa muito a CM.
Sim.
Tem obra de hospital que sai tudo pronto, desde lá. Então, meu, é um material incrível, só que a gente não pode deixar a galera ficar usando em aplicações erradas. Porque, senão, parece que aquilo ali era um material ruim, aquilo ali não presta, e eu não vou deixar isso acontecer. Por isso que a gente toda hora vai fazer obras impactantes, vai, meu, provar que é possível. Quem me acompanha no Instagram, quem ainda não me acompanha, já deixa na brecha, arroba nilson tsuji.
Como que se escreve o Tsuji, Nilce?
T-S-U-J-I. Tsuji. Lembra do tsunami que você não vai esquecer. O japonês do Paraguai, eu brinco. Esperava um japonês aqui no podcast e não chegou. Mas... E assim, a gente mostra. Se vocês forem lá, vocês vão ver obras incríveis que a gente fez. Por exemplo, a gente fez uma obra há dois meses atrás, em Santa Maria da Vitória, do meu amigo do Tom da Oeste. A gente fez uma obra de 600 metros quadrados em seis dias.
Não é muito rápido.
Em seis dias. Se você ver algumas obras que a gente faz assim, sempre de uma... porque normalmente os nossos eventos, que são entre amigos ou eventos que são transmitidos pelo YouTube, é como se fosse o Lata Velha do Luciano Huck, algumas obras que a gente faz. Então a gente junta um grupo de empresários aleatórios do Brasil inteiro num evento, a gente faz transmissão ao vivo e a gente sai do zero e transforma uma fachada. E, cara, ali é o poder da transformação. De uma coisa bem alinhada com o projeto, com orientação, com execução. Você pega pessoas aleatórias e é pra galera parar um pouco desse negócio. Você não conhece a minha região, não tem mão de obra, cara.
É porque acho que as pessoas... É, as pessoas começam a colocar muito empecilho, né?
Você gosta da galera da choradeira?
Cara, eu odeio. Eu odeio.
Me incomoda.
Inclusive agora eu tô fazendo um... sabe? Eu tô passando por um processo que é assim, ó. Quando a pessoa fala assim, ah, não foi culpa minha. Fica tranquila, a culpa foi minha, deixa que eu resolvo. Tá tudo bem.
A culpa é sempre nossa. Se você é empresário e tá do outro lado, a culpa é sempre tua. Bate no peito e assume essa responsa. Se a sua empresa não tá rodando, se a sua empresa não tá dando dinheiro, se o seu funcionário não tá fazendo o que você pede, a culpa é tua.
Sempre, sempre. Não é dele não. Não tem o que fazer, é sua.
Então, se você não tem mão de obra, cara, treina. O que você tá fazendo pra treinar? Ah, mas a venda tá baixa. O que você tá fazendo pra vender?
Bora fazer a diferença.
E a régua é baixa do mercado, galera. A régua é baixa. Por exemplo, nos Estados Unidos, a régua já é um pouquinho mais alta nisso. Você já tem que ser, qualificar um pouco mais. Aqui é fácil se diferenciar. Eu, por exemplo, eu tô aqui, eu não sou melhor que ninguém. Ninguém. Eu faço o meu trabalho só. Mas eu tenho que fazer o melhor possível nas condições que eu tenho. Mas falar, nossa, o Nilson faz um negócio, pô, totalmente... Não faz.
Faz o seu melhor. Eu faço o meu melhor.
Sempre. E isso eu faço o meu melhor. 14 anos nessa área. Sim, e... Vou buscar fazer cada vez melhor.
E não acha que já sabe, né? Isso que é um...
Não, cada vez que eu estudo, eu me sinto com bosta, cara. Cada vez mais, você vê o tanto que a gente tem que evoluir. A gente é muito fraco, a gente tem que evoluir muito ainda.
E esse ponto que você falou, Nilson, dessa questão do preconceito que a gente vive hoje, né? A questão do policarbonato. A qualidade das aplicações que eu vejo hoje é um absurdo. Então, se a gente contrata qualquer empresa, se a gente contrata qualquer mão de obra, infelizmente, o produto que deveria trazer ali grandes soluções, acaba trazendo grandes problemas por conta, justamente, da bendita mão de obra, que é uma coisa que eu sempre bato na tecla.
Mas é uma coisa que, assim, tem que ter uma consciência geral, tem que ter dos fornecedores tentando ajudar cada vez mais o mercado. Fornecedor tem que entender que se ele não fizer algo também, o produto dele vai se queimar. A gente faz um trabalho particular, por mais que a gente tenha contato com todos os parceiros, assim, por exemplo, eu não ganho um real de ninguém pra fazer o trabalho que eu faço, meu trabalho é totalmente individual. Mas a gente vai mudar o mercado. Eu vejo que, assim, muito hoje que está acontecendo na comunicação visual, no mercado das portas, já vem dando reflexo o trabalho que a gente está fazendo há anos.
É, mas aquele trabalho começou a ser feito lá atrás, né?
Só que a gente vai fazer cada vez mais. Só que a gente vai arrastar o mercado inteiro? Não. Alguma galera já tá bem ligada, só que que é o legal agora? Depois de anos já fazendo isso, a gente percebe que a maioria das empresas que estão se destacando no mercado faz parte do nosso grupo.
Sim, inclusive na própria venda, né?
Faz parte.
Quando você tem uma venda técnica, cara, ajuda demais, assim, inclusive evitar possíveis futuros problemas.
Porque muito problema já sai na venda.
Sim, sim.
Aquele vendedor que tá vendendo até a... a alma, a mãe ali na negociação, não, faz o CSM que minha mãe entra no negócio. Vende algumas coisas que é impossível depois de executar por falta de conhecimento. Então, quanto mais conhecimento a pessoa tem pra já levar, deixar uma venda legal, ter uma equipe, pra fazer só o que foi combinado, entregar no prazo que foi combinado. A gente tá falando de nada mais.
E quando a gente fala de experiência, que é o que a gente começou, que veio lá no começo do nosso bate-papo, Pra você vendedor, que vende qualquer material de comunicação visual, enfim, qualquer material, qualquer tipo de serviço, muitas vezes quando o cara tá comprando uma chapa de ACM, lembra que ele também vai consumir uma fita, ele vai consumir um primer, então assim, tenta vender a solução completa.
Claro, imagina, quanto tempo eu te conheço...
Enfim, então... E é importante que... Ah, onde que vai ser essa aplicação?
Que fita que você vai usar.
Que fita que você vai usar, porque você sempre vai trazer... Vai ter dobra.
Vai ter mais algum produto na cola.
Então, a partir daí você... Ou seja, você acaba gerando uma experiência boa pra quem tá comprando de você. Você acha que esse cara vai comprar de outra pessoa, Nilson?
Não vai, cara. Agora, se você atender mal ele, der uma brecha, entregar atrasado ou alguma coisa, você vai dar brecha pra entrar outra pessoa melhor que você.
Então eu acho que esse processo que a gente fala muito, inclusive eu vou ter um podcast especial para falar só de processos, a gente fala de projetos e processos, nessa parte de processo comercial, porque a partir do momento que o vendedor se compromete com o cliente final ali, com uma entrega de um produto que não chega na obra por conta de problemas ali de logística, cara, você afeta... Você prejudica tudo, inclusive a reputação da sua empresa, né? E quando a sua empresa se queima no mercado por, sei lá, por algum tipo de, talvez até de alguém mesmo ali abraçar a causa, cara, no final todo mundo perde, né?
Exatamente.
Acho que é com essa reflexão que eu queria trazer aqui pra parte final do nosso podcast. Acho que faz todo sentido.
Sim, sim. E aí, aplicação de ACM, galera? Tem mais um monte. A gente nem entrou ainda, por exemplo, na área residencial. Dá pra fazer porta, dá pra fazer platibando, dá pra fazer pergolado. Tá entrando com móveis, mas talvez eu venha uma terceira vez aqui pra falar um pouco mais disso.
Antes da gente encerrar, tem algum ponto importante que você acha que a gente deixou de falar?
Mas assim, abrir a cabeça mesmo da galera, enxergar oportunidades, como a gente falou do residencial, tem oportunidades acho que em todos os lugares, não importa em que área que você vai atender, mas se profissionaliza pra atender aquilo. Se você é o cara da fachada, você quer mais pegar a parte comercial, meu, treina pessoas, treine equipe, desde o atendimento a instalação, pra você ser profissional naquilo. Se você quer atender o alto padrão, por exemplo, em projetos especiais, pô, estuda, vai lá, faz um treinamento de portas. Estuda também sobre revestimento, você vai pegar a porta, você vai pegar a platibanda, você consegue atender esse cliente que é muito mais exigente que o da fachada, mas ele vai te pagar a mais. Então tem N oportunidades nessa área. Não importa o que você vai fazer, só não fica com a bunda fazendo a mesma coisa aí na sua cadeira e reclamando do mercado.
E querendo o resultado diferente.
Não tem como. O Tiago Nego fala muito nisso, né? O plantio é... Ai, fugiu o ditado. Mas você escolhe se você vai plantar ou não. A colheita é obrigatória.
A colheita é obrigatória.
Então, o que você tá fazendo de diferença hoje, de diferença hoje no mercado, cara, você vai colher lá na frente. Não é de um dia pro outro. A gente conversou muito ali no almoço sobre isso. Não tem como ser muito imediato. O negócio vem no longo prazo. As coisas dão certo, cara, rapidamente em um prazo de 10 anos, né? Tá plantando lá atrás, aí do nada dá certas coisas. Então começa... Se você tá passando numa dificuldade agora, se você já tá com a empresa top agora, meu, show! Vai mudando pequenas coisas pra ter um resultado ainda maior. E se você tá numa situação muito ruim hoje, vai ter muitos de vocês que vão estar no YouTube aí, vocês falarem, putz, mas você tá falando um monte de coisa, mas que não é pra mim, eu tô ferrado, eu tento fazer as coisas e não dá certo. Cara, continua, continua fazendo, vai buscando pequenos detalhes pra você mudar no seu negócio, se diferenciar no mercado, tenta buscar algo, mas vai continuando pensando no longo prazo. Não para, só não desiste. Daqui a pouco as coisas começam a acontecer na vida de vocês.
Tem que ter paciência pra viver o processo.
Paciência, vai dar certo. Foca em que vai dar certo.
Nilson, antes da gente encerrar, eu queria, primeiro eu vou falar, eu vou deixar seu contato aqui na... na descrição de todos os canais de áudio e de vídeo. A gente tem o quadro convidado e convida. Queria que você indicasse aí alguém e convidasse.
De empresário, de instalação também?
Eu prefiro, assim, se for pra escolher, eu gostaria que fosse da área de serviço, que a gente precisa melhorar muito esse setor.
De serviço. Pô, a gente falou, entrou um pouco nos assuntos das portas. Eu traria o Felipe da Projeta. O Felipe da Projeta, eu conheço toda a história dele pra trás. Tem uma história de vida meio... fudida. E é o cara hoje que faz as melhores portas de ACM do Brasil e do mundo. Ele já levou porta para mais de 30 países. Então, eu acho que é um... Então.
Com você é convidado, vamos lá.
Felipe, você está desafiado para vir aqui no ConstruCast. E não decepcione, venha para cá, que eu acho que você tem muito também para agregar aqui para o seu público. Até porque a maioria dos arquitetos e engenheiros que segue o seu canal, provavelmente são os mais famosos do Brasil, provavelmente já compraram uma porta da Projeto Odavaico. Então é um convidado assim que pode agregar muito aqui o conteúdo pra vocês.
Com certeza a gente se conecta aí com os grandes quase 100% dos arquitetos, a gente se conecta com essa galera. Então, Nilson, eu só tenho mais uma vez a agradecer você pela participação, pela aula que você sempre dá aqui pra nossa audiência.
Obrigado, Paulo.
E, mais uma vez, eu queria agradecer ao patrocínio da Actos. Acho que a gente só vai conseguir chegar no próximo nível se a gente tiver, de fato, o apoio da indústria, o apoio das empresas, pra gente conseguir, de fato, atingir um número cada vez maior de profissionais. Peço pra você que ainda não conhece, que conheceu através desse episódio o nosso canal, compartilha com o maior número de pessoas possível, porque o Nilson é muito engajado nas redes sociais, eu tenho certeza. que depois desse episódio quem não conhece vai conhecer. Então é isso, gente. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstriCast, o podcast que une toda a cadeia da construção, arquitetura e engenharia. Nilson, para aquela câmera lá.
Valeu, galera!
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