O engenheiro egípcio de 80 anos que domina 7 idiomas e revelou o Método CHAMA

Boultros Bichara, an 80-year-old Egyptian engineer who fled to Brazil with $100 sixty years ago, learned seven languages and built a career across four continents. He created the CHAMA method, a five-pillar framework for decision-making and leadership, drawn from decades leading multinational teams through wars, strikes, and disasters.
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Hoje nós vamos conhecer a história de um homem de 80 anos de idade. Ele é egípcio e veio para o Brasil há quase 60 anos. No episódio de hoje você vai entender sobre os desafios de, sabe, encarar a vida com naturalidade, quebrar aquelas crenças. Ah, por que que eu não quero fazer isso hoje? Por que que eu devo fazer? A história desse homem eu tenho certeza que vai transformar a sua vida da mesma forma que transformou a minha desde quando eu conheci. Então hoje a gente vai falar de construção civil, vai falar da vida, vai falar de montanha russa. Então aproveito para te pedir, você que chegou até aqui, curta este episódio, comente, compartilhe, que eu tenho certeza que alguém precisa ser tocado com o episódio de hoje.
Construicast, arquitetura, engenharia e construção.
Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Boultros, seja bem-vindo a esse episódio especial.
Muito obrigado. É para mim uma honra estar aqui. Eu sou Boultros, um ser humano. Hoje, daqui 4 meses, eu vou completar 80 anos. Não, 81, na verdade. Mas eu tento me rejuvenescer. Brincadeira.
O Boultros é engenheiro elétrico e tem uma história muito bacana para compartilhar com todos vocês. Boultros, fala um pouquinho como você chegou ao Brasil. Só que antes disso, onde você nasceu e qual foi o processo que você passou logo com a sua chegada aqui no Brasil?
Muito bem, eu nasci no Adivinha? No Egito, na cidade de Alexandria, cidade que foi fundada por Alexandre o Grande. E eu morei 22 anos, os primeiros 22 anos da minha vida no Egito, principalmente no Cairo, porque a família da minha mãe era de Alexandria, do meu pai do Cairo. Então, mas toda vez que a minha mãe tava para dar à luz, né, ia para Alexandria, mas eu vivi a minha vida, os meus 22 anos, primeiros anos de vida no Cairo. Eu morava lá no Cairo, imaginam, 15 km das pirâmides, as famosas pirâmides do Egito, do Egito, que foram construídas há aproximadamente 4.500 anos atrás. Não dá nem para imaginar, eu tenho 80, mas 4.500 é muito tempo. E como eu morava perto, lá perto das pirâmides, Tinha o hotel e meus pais, todo domingo, praticamente todos os domingos, iam lá tomar chá. E eu e meu irmão, a gente ficava brincando lá. Então, as pirâmides foram cenários naturais dos meus primeiros anos de vida.
Ô, Boultros, e o que te fez vir para o Brasil? Conta um pouquinho da sua chegada, desafios que você enfrentou ao chegar aqui naquela época.
Eu me formei engenheiro e depois de formado eu não via futuro para mim lá no Egito porque quando eu nasci o Egito era um reino. 7 anos depois teve um golpe de Estado, uns oficiais assumiram o governo e naquela época o mundo estava dividido entre Os Estados Unidos e a União Soviética, e os países, então os outros países ficavam mais ou menos de um lado ou do outro. Esse novo governo se aliou à União Soviética. Eu sou de família cristã e o novo governo incentivou o islamismo, então Eu não via muito futuro para mim lá. E para sair daquele país naquela época, o regime só permitia sair com $100. Então não dava para ir para lugar nenhum com $100. Mas eu tinha um tio, um irmão da minha mãe, que morava aqui em São Paulo. E foi por esse motivo inicial que eu vim para cá. Depois eu gostei, depois eu adorei o Brasil. E quando eu cheguei aqui, eu vim sozinho primeiro, né? E eu comecei a trabalhar, como eu falei, eu sou engenheiro, eu comecei a trabalhar em multinacionais. E meus pais, com os meus irmãos menores, vieram se juntar a mim anos depois. E infelizmente aconteceu em 1971. Eu tava dentro do carro saindo de casa, meu pai tava do lado de fora conversando comigo quando Eu me dei conta que tinha 4 caras armados. Eu reagi, levei uma coronhada na mão esquerda e isso me fez ter consciência da situação, porque eu reagi instintivamente.
Mas você falava português já?
Já falava português. Eu falava um português meio quebrado. Quando eu cheguei aqui, eu falava, o pessoal gozava da minha cara, né? Mas hoje eu me comunico em 7 idiomas, porque eu tinha dentro de mim uma crença: ele pode estar gozando da minha cara hoje, daqui a pouco eu estou falando mais um idioma e ele continua falando apenas um idioma. Geralmente as pessoas têm receio de falar porque se falarem errado vão tirar um sarro da cara dela, vão gozar da cara dela, mas eu tinha essa forma de pensar e isso me ajudou a aprender, porque as pessoas chegam, quando sabem Que eu falo 7 idiomas, chegam e falam: "Bom, outros, olha, eu tô querendo aprender tal idioma, mas é difícil." Eu falo: "Não tem dificuldade nenhuma." "Mas como?" Eu falo: "Me fala um idioma." "Me fala um idioma, Paulo." Francês. Francês. Se você for para a França, Numa favela, encontrar uma criança de 2 anos, que o cérebro dela ainda não está totalmente constituído, ela está falando francês. Não está falando tudo corretamente, perfeitamente, fluentemente, mas ela está falando. Por quê? A criança não se importa se ela vai falar certo ou errado.
Se vai conjugar os verbos, enfim.
Não. Mas o adulto já começa: "Ai, o que vão pensar?" E por isso que a gente não aprende.
Pô, Trousse, agora antes da gente continuar nesse tema, eu queria que você finalizasse a parte do seu pai. Quando você estava no carro, que ele estava do lado de fora, e aí vieram esses 4 homens armados. O que aconteceu até então que eu acabei te interrompendo para perguntar do idioma?
Mas faz parte, né? Então, dois levaram meu pai para o outro lado do carro, para a calçada. Um me mandou sair do carro, entregar a chave e o dinheiro. E quando eu estava saindo, meu pai deu um grito e eu não sei nem por quê. E aí deram um— e atiraram nele à queimar roupa no coração. E meu pai veio a falecer. E quando eles pularam dentro do carro e fugiram, eu cheguei no meu pai, meu pai estava com as mãos assim, uma camisa branca. Quando ele tirou as mãos, não tinha sangue, era como se fosse um queimado, uma queimadura de cigarro, sabe, né? Ele levou meu pai para dentro e e deixei com a minha mãe e saí na rua correndo gritando socorro. Mas como foi depois, quando veio o relatório do IML, o tiro foi no coração. Então meu pai não resistiu. Nei tavala.
O Boutrous, e como que começa esse processo de chegada sua? Imagina, você recém-chegado no Brasil, seu pai vem para ficar, família vem para ficar com você, e você se depara com um momento como esse, tão desafiador, que te faz pensar: e agora, eu continuo? Eu volto para minha terra? O que que passa na sua cabeça para poder continuar?
Olha, Na verdade, não dá para pensar muito, porque são coisas— Imagina isso em 1971. Na época, as casas não tinham aquelas grades, muros altos. Era tudo, né? Você chegava no banco, as portas estavam abertas, não tinha guarda, não tinha nada. Os prédios, você chegava, você subia direto, tocava a campainha do apartamento, do escritório. Depois, todo mundo ficou atrás das grades. Nós estamos atrás das grades cada vez mais.
O tempo todo.
Então, era uma outra realidade. E nessas horas, quando acontece, foi uma coisa que, para mim, quando os caras apareceram, era uma coisa que eu nunca imaginava, era coisa de ver no noticiário e não tinha tantos casos como hoje em dia nós temos, né? A nossa realidade hoje é bem outra, né? E eu tive que ir na delegacia pro B.O. Cheguei lá, um escrivão com uma má vontade, e naquela época era máquina de escrever, é o cara catando milho, sabe? E eu lá, por dentro, tudo virado, querendo sumir e ir ver a família e tal, mas eu tinha que ficar lá até terminar. Ainda ele queria que eu fosse no IML por causa do ferimento da coronhada, e nem fui. Cheguei em casa e tinha um carro da polícia, mas tinha aqueles repórteres de jornais que na época falavam "aquele jornal que você torce e sai sangue".
Ah, sim, que é o Sensacionalista.
Eu estava com tanta... Eu comecei a gritar com esses repórteres. Estavam fazendo o trabalho deles, mas para mim... E aí, dentro de casa, a gente não Não falou muito. E uma coisa que aconteceu comigo é que eu criei dentro da minha cabeça a ideia de que talvez eu podia ter salvo o meu pai, porque a nossa mente, ela é muito, ela cria de tudo. Falam que a mente mente. E eu não compartilhei isso com ninguém. Durante muito tempo eu fiquei com isso, até que uma hora eu trabalhei isso. Não tinha como, eu estava de um lado do carro, saindo do carro, meu pai estava do outro lado, na calçada, com os dois carros. Mas a gente, a mente faz isso.
E nesse processo, Boutrous, é interessante que você já começa a lidar com os imprevistos da vida, com os desafios da vida, tão novo, né? Um imigrante em começo de carreira. E aí eu queria entender o que que você aprendeu com esse episódio que aconteceu na sua vida para você dar um, assim, um boom na sua carreira, porque você é uma pessoa que atuou em grandes companhias, liderou grandes companhias internacionais. E o que que isso serviu, na verdade, de exemplo? Não sei se eu posso tratar isso como exemplo para você construir uma carreira, uma trajetória tão sólida no mercado?
Todo acontecimento, entre aspas, negativo que ocorre com a gente, na hora que a gente vive isso, é claro, a gente fala: "Meu Deus, por quê?" Esse sofrimento é natural. Mas eu cheguei à conclusão que nada acontece por acaso e tudo tem um propósito. Hoje eu posso ajudar, eu ajudo pessoas que passam por uma perda, não necessariamente a mesma perda assim de ter um parente que— mas eu vivi Isso é diferente de aprender a partir de leitura, de um curso, de assistir um vídeo. Tudo isso é válido também, mas vivenciar é outra coisa. Então, hoje, no passado foi uma dor, mas hoje essa dor eu converti ela em algo que eu posso, de repente, ajudar outra pessoa que passa, que passou. Na nossa sociedade tem a cultura de, quando a gente é pequeno, de passar pra gente um mundo de fantasia e da busca por uma vida tranquila, uma vida Mas o aprendizado só vem principalmente de passar por momentos de dificuldades, porque quando está tudo bem ou está mais ou menos, a gente vai levando no banho-maria. Mas quando a gente é desafiado nesses momentos, Mesmo que por sobrevivência, a gente é forçado, a gente é levado a ir e fazer acontecer e buscar saídas.
Boultros, hoje você ajuda grandes empresários, você ajuda, na verdade, as pessoas a tomarem melhores decisões. E conversando com você, você disse para mim que A gente sempre tem a resposta para tudo, para toda decisão que a gente precisa tomar. Eu queria entender, queria que você me falasse um pouquinho, até para ajudar nossa audiência, como que a gente deve agir para tomar boas decisões, se é que existem boas ou ruins decisões.
É o seguinte, quando você está no meio do turbilhão, É difícil, porque você é elevado, você fica lá, você não presta atenção. Existe um— na sabedoria popular fala: quando você está com a cabeça quente, fecha os olhos, respira fundo, conta até 10, E solta o ar devagar. Por quê? Para você quebrar aquela ansiedade, aquela coisa de querer uma resposta. Nessas horas você não encontra a resposta. A resposta está dentro de você, mas você está olhando para fora, está pensando: "Ai, ele falou isso comigo, aconteceu, o carro bateu." ou a minha obra está atrasada. E ainda mais hoje em dia, o corre-corre do dia a dia, as pessoas parecem um formigueiro, as pessoas não param. E nessas horas você tem que ter a sabedoria de você quebrar você mesmo, você aprender a relaxar e buscar a resposta lá dentro. Então, quando você tem uma situação, eu falo: primeiro você analisa pela lógica toda a situação, o que que daria, o que que é possível, tal. Só que para tomar a decisão, consulte aqui dentro, porque a resposta tá lá, não tá aqui, tá aqui.
E é importante dizer que a gente tem uma audiência que acompanha a gente pelas plataformas de áudio e que não consegue ver a sua mão.
Ah, não? Então eu pensei que tava—
é que a gente tem muita gente que vê pelas plataformas de áudio, muita gente vai ouvindo nas plataformas de áudio, tem gente que tá É no vídeo, então a gente tá lá em todos os canais.
A decisão final tem que ser do coração, o que você sente. Eu vou dar um exemplo, com certeza deve ter acontecido com você. Surgiu uma situação, você olhou, falou: esse negócio é um negócio da China. Você consulta todo mundo, pessoa te fala: "Vai lá que é top", mas você sente lá dentro alguma coisa, parece algo que lhe diz: "Olha, não sei por quê, mas tá tudo bonitinho, maravilhoso, mas não sei por quê tem alguma coisa que me diz que..." E quando você vai ver lá na frente, Você fala: "Bem que eu sabia, aquela coisa me falava que não devia entrar." Ou ao contrário, uma situação, um negócio que todo mundo te fala: "Pô, não entra nessa." E você também analisa e fala: "Não pode dar certo." Mas você sente, parece um imã que te atrai e você não entra. E lá na frente você vai ver. Não sei se é intuição, o que é a palavra, mas tem isso, isso acontece.
Já aconteceu comigo, Boto, até uma vez aconteceu, até traduzindo um pouco do que você falou, aconteceu uma situação onde tava assim, era uma grande situação que no fundo, no fundo, meu coração dizia: para por aqui, para, Paulo, não vai, para. Mas eu resolvi dar corda e deixar. Eu acabei pagando um preço muito grande por isso, só que eu já tinha resposta comigo para eu não seguir. Então, e nessa medida, Boltos, você já até queria que você falasse um pouquinho do que você já fez nesse mercado de telecomunicação, infraestrutura, e você como um diretor, enfim, você precisou tomar grandes decisões. E eu queria entender de você, até contribuir com a nossa audiência, se existe diferença entre grandes decisões em grandes grupos e pequenas decisões em empresas menores. Tem diferença quando eu sou um pequeno empresário, quando eu tô na direção de um grande grupo internacional?
Sem dúvida tem diferenças, mas tem pontos comuns. E depende muito de cada um, da pessoa, como que— porque não é o tamanho do negócio, é como você enxerga o negócio, como você se enxerga. Non à toi, l'Idade, mais à la vision du futur, à où vous voulez arriver. Et, j'ai un méthode. Ce méthode, il est, ainsi, Eu falo: as pessoas vão buscar, estão correndo para cá, para lá, na busca de soluções mirabolantes. E o que eu descobri, eu destilei no método prático de 5 pilares funcionais e integrados. E que não são mirabolantes.
Qual o nome?
Chama.
Uau, chama é fogo, né?
É uma chama. E esse método foi resultado, não foi assim uma inspiração, algo que brotou assim, mas foi o resultado de muitas cabeçadas, muitos aprendizados, muitas vivências, né? O Shama, ele tem 5 pilares. Eu não vou me alongar muito, mas assim vou falar. O primeiro é o C de clareza. Clareza do seu propósito e aonde você quer chegar. Porque se você não sabe aonde você quer chegar, qualquer caminho serve e qualquer caminho que serve não te leva para lugar algum. Eu vejo tantas pessoas, tanta gente que tá zanzando pela vida sem rumo, vão para cá, vão para lá, parecem levadas pela correnteza. Você precisa ter A clareza de onde você quer chegar, uma visão. Se você é empresário, empresária, mas isso é válido para todo mundo, eu me dirijo a você empresário, seja pequeno, médio ou grande, né? Isso é válido para todos. Tenha clareza de onde você quer chegar, mesmo se você começar pequeno. Comece pequeno, mas tenha uma visão grande, um sonho grande, persevera, nunca desista e com a graça de Deus você vai chegar lá. Isso é absoluto. O que acontece? A pessoa começa com muita vontade, E no meio do caminho não acredita mais, porque não tem uma visão clara. E quando você tem uma visão clara, você passa isso para a tua equipe, eles compram a tua visão, eles não compram você, eles compram a tua visão, e juntos aí vocês vão e crescem. Sem parar, vão aparecer os obstáculos, isso faz parte. Você pega a água do riacho, ela encontra barreiras, ela não força, ela vai buscando, pra cá, pra lá, por baixo, por cima, Sem ânsia. Ansiedade é um mal, uma doença de muitos seres humanos que acabam com elas. Tenha paciência, vai. Você imagina aquelas pirâmides de mais de 100 metros de altura, Mais de 200 metros de cada lado ocupam uma pirâmide, ocupa a superfície de 8 campos de futebol. Você que é brasileiro gosta de futebol, nós vamos ter a Copa do Mundo de 2026 agora e vamos torcer pelo Brasil, é. "Senão vou puxar a tua orelha.
Você é argentino?" O Boto, antes de você passar para o segundo pilar, esse ponto que você trouxe é muito importante, dessa coisa de "eu estou com problema, eu já fico desesperado", e como a gente, às vezes, você falou da paciência, Às vezes a gente quer resultado rápido, e eu dou exemplo de uma panela. Quando você vai cozinhar algo e você cozinha com fogo alto, parece que o cozimento não fica tão bom, parece que a comida não fica tão boa, ela perde um pouco o sabor.
Perde muito às vezes, né? Então é o risco de queimar, e corre o risco de queimar.
Então a gente precisa se atentar, você Você direcionou muito essa sua, esse seu primeiro pilar para os empresários, mas eu trago isso muito agora para geração aí que tá entrando no mercado de trabalho, que muitas vezes acabou de entrar na empresa, já tá querendo muitas vezes ocupar cargo de diretoria, cargo de coordenação, mas nem viveu ainda o processo, tá? Eu trago também esse ponto para você que é empresário, que ajude Essas pessoas que estão entrando também no mercado de trabalho, tenha paciência. Porque você que é pai vai entender que um filho, você fica a vida toda falando para ele escovar os dentes, você fica o tempo todo pedindo para ele tomar banho, até que ele começa a namorar e começa a entender de fato a importância de escovar os dentes e tomar banho. Então é muito bom, Boltos, você trazer esse ponto da paciência Porque o tempo nos ensina, né? Só que para você ser um ser humano melhor, é importante que você se coloque no lugar do outro, que um dia você foi jovem. Se hoje você é empresário, você pode ajudar essa nova geração. É muito mais fácil ajudar do que ficar criticando e falando que a nova geração não gosta de trabalhar, que a geração não gosta disso ou daquilo. Então, só uma reflexão que eu queria trazer aqui, e pode continuar. Com o segundo pilar do seu método, Botros?
Então, o segundo pilar do método Shama é o H. H de hackear. Hoje, a palavra, o termo hacker aparece de vez em quando, é mais popular. Então, se você sabe aonde você determinou e sabe aonde você quer chegar, Procure ver quem já chegou lá, como chegou lá, copia e cola, mas vai melhorando em cima. Não queira reinventar a roda, aproveita a roda que está inventada e vai melhorando ela. Mas tem que tomar cuidado porque o ego do ser humano às vezes leva a gente a: "Ah, eu vou fazer o meu para poder dizer: 'Oh, foi eu que fiz'." Mas seja inteligente e esperto, ganha tempo pegar o que o outro fez, né? Você não vai roubar a invenção do outro, Mas vai copiar, você ganha tempo, você evita de cometer os mesmos erros que os outros fizeram e vai melhorando, vai aperfeiçoando.
Você melhora aquilo que já existe.
Melhorar o que já existe. A não ser que você vai querer fazer, querer atingir algum pico, algum lugar que ninguém já chegou lá. Mas isso é raro, né? Na maioria dos casos, já teve gente que quebrou a cara e aí se aproveita.
E o terceiro?
O terceiro do chama é o A de alavancar. A alavanca, ela permite você levantar um peso enorme com pouco esforço. Então, no seu projeto, no seu negócio, na sua empresa, empreendimento, na sua vida, o que for, você vai precisar de recursos, recursos materiais, recursos tecnológicos, recursos financeiros, recursos humanos. Então, gaste um pouco de tempo, gaste não, invista um pouco de tempo procurando de que forma você pode conseguir esses recursos com custos menores. E assim você consegue dar saltos quânticos com custos baixos. Como? De repente, através de associações com outras pessoas, sociedade, parcerias, troca, intercâmbio. Tem muitas formas. Muita gente começa um projeto, nem gasta tempo para fazer isso. É claro, isso demanda um certo tempo, paciência, vai procurar, mas às vezes você com isso você consegue dar saltos quânticos, né, que você não conseguiria com custos bem menores.
É esse ponto que você trouxe de alavancagem, é muito interessante, porque muitas vezes é com parcerias que ele vai te dar um processo de aceleração, né, de crescimento muito maior. Quando você pensa, pera aí, como que eu vou alavancar o meu negócio?
Exatamente.
Quarto do método chama Quarto Pilar.
Agora, todos os pilares são importantes, mas os dois últimos são para mim mais importantes. O Quarto Pilar é M de mentalidade. A mente da gente é aquela que gera, que controla tudo em nós. Ela é que nem o solo onde você vai plantar as suas sementes. Se o solo tá em qualidade ruim, imagina os frutos que você vai colher. Então, se você tem uma mente negativa, despreparada, isso pode te levar para um rumo que você nem imagina, que vai atrapalhar a tua vida. Então, tem que cuidar da mente, isso é importantíssimo. Muitos empresários não dão bola a isso, mas a minha experiência pessoal, eu vejo que isso é extremamente importante. Existe alguém que falou no século passado que "Se você pensa que pode, você pode. E se você pensa que não pode, você não pode. Você tá sempre certo." Esse cara foi o Henry Ford, o fundador da montadora Ford de automóveis, que revolucionou a indústria automobilística, popularizou o carro. E ele tinha absoluta razão. Então cuide da sua mente, evite estar com pessoas negativas, evite você ser negativo, geração de negatividade, procure coisas positivas, boas, não ficções, coisas aí de outro mundo, mas Coisas realistas, mas positivas. E acredite. Acredite principalmente em você, que é a coisa mais difícil. Talvez te fizeram acreditar que você não pode. E se você acreditar que você não pode, você não pode. E se você mudar a chave para você, para acreditar que você pode, Você vai conseguir. Persevere, nunca desista e você vai chegar lá.
Acalma, antes de falar o quinto método, Boultros, eu quero dizer um negócio para você aproveitar. Comenta o que você está achando deste episódio. E é importante, demita, demita, demita pessoas negativas da sua vida. Demita imediatamente. Pense, se você tem a opção "Ah, eu não consigo demitir." Então muda de ambiente você. Boultros, eu tô emocionado desse episódio contigo.
Desculpa.
Eu tô muito emocionado, de verdade. Eu tô—
é—
ter a oportunidade de estar sentado com você é muito gratificante. O primeiro episódio eu gravei com o arquiteto Zigberto Zanettini, que hoje para mim é a maior referência em arquitetura, tá com 92 anos e vai todos os dias para o escritório. Você falando da mente, quando eu vou conversar com Zanettini, agora recentemente ele lançou o livro Desafios da Arquitetura no Século 21, Ele diz que a boa arquitetura já nasce sustentável. E ele sempre pensa, na hora de projetar, na sustentabilidade, no uso do vento, no uso de bons materiais, pra gente ter, de fato, a melhor arquitetura pra quem vai usar os espaços. Ele não tá pensando nele como arquiteto, como profissional, e sim se esforçando pra usar um dom que é dele para ajudar as pessoas que vão ocupar aqueles espaços e consequentemente colaborar com o meio ambiente. Então geralmente esses espaços usam menos ar-condicionado, enfim, são mais eficientes térmicamente. E eu tô falando com você e lembrando da experiência que eu tive com Zanettini quando eu abri o primeiro episódio desse episódio, desse podcast do ConstruCast. Por isso que eu tô agora, me permitir me emocionar, porque é muito gratificante ter a oportunidade de estar com você. Eu falo que Deus é muito bom comigo porque eu, poucas pessoas sabem, mas com 6 anos Eu comecei a falar. Entrei na escola para aprender a ler com 16 anos. Entrei na escola para aprender a ler porque fui trabalhar de ajudante de pedreiro e uma mulher pediu para eu fazer uma lista de materiais e ela percebeu que eu não sabia ler. A partir dali, ela me levou para escola. Meus pais não tinham consciência do que eles estavam fazendo comigo, impedindo de eu ir para escola. Eles não sabiam o mal que estavam causando a mim. Mas isso não me parou. Hoje eu tô aqui à frente desse canal que é a maior referência em credibilidade, não em números, tá? Eu falo que a gente gera um conteúdo de qualidade. Ter oportunidade de estar com você aqui compartilhando esse conhecimento para nossa audiência é muito gratificante. E agora é a deixa para você falar o quinto pilar do Método Shama?
Então, os 4 primeiros pilares, eles são os preparos, tudo que é preparado para o 5º pilar. O 5º pilar é a de ação, uma ação massiva, adaptativa, E esse pilar, ele é importantíssimo, porque não adianta todo o preparo que é feito antes. Eu vou dar o exemplo: você, por exemplo, que está me assistindo, de repente você decide um belo dia: "Ah, eu quero treinar." e correr e ganhar a maratona. E você vai, se treina, se prepara, se alimenta direito e tudo, mas esquece de colocar o despertador para tocar o dia da corrida. E quando você acorda, você olha que a corrida já começou faz algum tempo. O que adiantou Todo aquele preparo, se esse último momento, esse pilar, você não cuida, porque é nesse que você vai realizar tudo aquilo que você quer, deseja, de tudo, com todo esse preparo. Então esse método chama Eu ajudo empresários, empresárias, e claro que eu vou adicionando algumas, eu falo, alguns outros temperos, né, dependendo do caso, porque é caso a caso, né. Eu gosto, eu aprendi a ouvir, escutar as pessoas sem pressa, para ajudar elas a encontrarem a solução que é boa, é a melhor para elas. Porque no meu ângulo, no meu prisma de vista, eu posso encontrar uma solução que é excelente para mim, mas de repente para você ela precisa ser adaptada, tem que ser algo que é confortável para você, que é para você. E quem pode dizer isso? Somente você. Mas eu ajudo Eu aconselho e oriento, porque as pessoas hoje em dia, muitas vezes no dia a dia, elas estão naquele turbilhão, ansiedade, e quanto mais elas ficam querendo, parece que elas se afastam da solução. Então, Eu passo mais, nas minhas mentorias, eu passo mais tempo ajudando a pessoa, aconselhando a ela encontrar a saída, a solução para o problema dela. Às vezes a solução está na frente, Fácil, fácil, mas a pessoa tá olhando para todos os lados, menos aonde que tá, e às vezes fica dias, meses, anos Não sei se isso está acontecendo com você. E a solução às vezes é simples. E quando a pessoa descobre, ela fala: "Meu Deus do céu, estava tudo aí! Quanto tempo, quanto dinheiro, quantas confusões!" enquanto as confusões entrei e criei e a solução estava tão simples, tão aí. Porque as soluções geralmente elas são muito mais simples do que complexas, como nós criamos toda essa complexidade.
O que que você daria de conselho? Me sinto muito à vontade para pedir conselho para nossos profissionais da construção civil. Às vezes a gente vive conflitos o tempo todo por, na pressão de entregar uma obra rápido, de fechar aquela obra no preço, no prazo, e às vezes você tem ali o escritório que não tá vivendo o dia a dia daquela obra e vem alguém da diretoria para pressionar. Que conselho você daria para evitar evitar conflitos no dia a dia de obra?
Sabe, Paulo, eu não vou responder a sua pergunta diretamente, mas eu tenho um conselho que eu dou para empresários e empresárias: para você treinar a você ser um shareta, a você saber encontrar as estrelas, os talentos, as oportunidades, Principalmente os talentos. Então eu estou sempre olhando as pessoas com quem eu encontro no caminho e percebendo. E às vezes quando eu encontro uma pessoa e talvez eu não preciso dela no momento na minha organização, Mas eu pego o contato dela. Porque— porque isso, nós podemos ser ótimos e realizar muita coisa sozinhos, mas quando nós somos dois, podemos realizar muito mais. 3 mais ainda e assim por diante. E quando você é um empresário, uma empresária, muito mais importante do que você fazer é saber encontrar, escolher os talentos que você vai trazer para sua organização. É a sua função, E ser e fazer com que elas trabalhem em harmonia com elas juntas. E que elas trabalhem com a visão que você tem de futuro. Que elas compreendam a visão que você tem de futuro. Eu vou voltar, eu falei do Henry Ford. O Henry Ford, numa certa ocasião, ele estava lá no escritório dele e tinha jornalistas. E os jornalistas estavam entrevistando ele e estavam querendo pegar ele, né. E aí perguntaram para ele: "Mas você, como que você consegue um carro que tem um motor monobloco? Você que é da construção civil talvez não mexa com isso, né? Você sabe? E esses jornalistas estavam crentes que iam pegar ele, que ia falar: "É, não sei." Ele falou: "Cês tão vendo aqui?" esse botão, eu aperto esse botão e a minha secretária vem, eu falo: "Me chama o João" ou "Me chama o Paulo" ou "Me chama o Antonio". O Paulo, Emile é especialista nessa área. Você que é da área de construção civil, você lida com any tipo de tecnologia, de materiais e conhecimento. Tem muitos empresários que ficam querendo saber tudo, controlando tudo. Se você quer construir um império, Você tem que desenvolver essa qualidade de ser um bom farejador, encontrar os talentos e trazer eles, fazer com que eles trabalhem em harmonia com a sua visão grandiosa de futuro. E aí você vai construir um império. Eu já Aconselhei pessoas que vieram para o Brasil, imigraram, começaram do nada e construíram uma empresa enorme, fazendo de tudo, controlando tudo, e tinham dificuldade em delegar. Aonde que vai a empresa? O cara morre e a empresa vai pro brejo. Os filhos geralmente se tornam filhinhos de papai. Você precisa construir um legado pra você, seus filhos, sua descendência.
E você me deu a resposta. Você falou que não ia me responder, mas você disse nas entrelinhas que nem sempre a resposta para resolver conflito está dentro necessariamente da empresa. Pode estar naquela conversa no restaurante que você visitou, pode estar naquele transporte que você pegou, naquele evento que você visitou. Então, Boutrous, é sempre de verdade, é sempre uma aula falar com você. Agora eu queria só que você desse aí suas palavras finais para a gente encerrar esse episódio. E já adianto, é importante, comente, compartilhe nossos conteúdos. Você que quer ter acesso ao Boultros, que quer ter o Boultros como conselheiro, eu acredito que todo mundo precisa de um conselheiro, todo mundo precisa de alguém que já viveu, para que a gente evite passar por problemas que uma pessoa como Boultros pode nos ajudar. Então, Boultros, queria que você desse aí suas palavras finais, mas antes fala um pouquinho do que você já fez no mercado de telecomunicações, ministério dos governos. Aí, só um resumão para a gente fechar esse episódio, por favor.
É como eu disse anteriormente, eu trabalhei muitos anos na área das telecomunicações públicas. Eu galguei os degraus da da escada corporativa até diretoria dentro de multinacionais em 4 continentes. E eu tive desafios, não somente os desafios costumeiros de gestão e técnico, mas a vida me apresentou situações não previstas, como guerra civil, greves gerais, terremotos e outros, que exigiram de mim decisões inesperadas, imediatas e muitas vezes não convencionais, porque como diretor em multinacional em países que eu tive de desafios onde a empresa trazia estrangeiros porque a mão de obra local não tinha a competência. Então, vem os estrangeiros, a empresa traz estrangeiros que vêm com famílias e a empresa tem que ter responsabilidade com relação a eles, a família. Moradia, transporte, assistência médica, que não é normal dentro de, assim, aqui no Brasil, às vezes as multinacionais têm alguns executivos estrangeiros, mas eu tive em países como Nigéria, Argélia, Arábia Saudita, em que grande parte da equipe eram estrangeiros com famílias. E aí a responsabilidade de quem está lá no topo. Eu peguei, por exemplo, guerra civil, eu vi da janela Olhando para a rua, jovens chegando, enfiando um cano no tanque de gasolina, chupando gasolina para fazer cocktail Molotov para lançar contra tanques do exército que estava na rua de cima, porque é uma clive. Eu tinha um filho pequeno, a mulher, o filho, essa situação aí. Que você se pergunta o que eu estou falando. Eu peguei, por exemplo, na Nigéria, para fazer o dia do pagamento dos funcionários, eu tinha que ir, eu ia no banco com mais 3 pessoas. Um ficava no carro, com o carro ligado, outro do lado de fora do banco, um comigo lá, pegava o dinheiro e tinha que correr no carro e tal, porque lá no Brasil é fichinha, né? Então essas coisas que tem que enfrentar.
E é importante, Boultros, falar para empresários que acompanham também o nosso podcast, falar: você que precisa, o Boultros também palestra, a palestra dele é sensacional, já tive a honra de assistir, e tem um tema que você fala sobre a montanha russa da vida, que é sensacional. Recomendo demais as palestras do Boultros. Agora queria que você desse aí suas palavras finais para a gente encerrar esse episódio. Eu tô muito feliz de verdade, e tenho certeza que você não chegou aqui por acaso. Se você quiser mais conteúdos com Boultros Só colocar nos comentários aí, ele faz parte aqui do nosso movimento.
Para mim, hoje, a minha vida, eu tenho um propósito muito claro, né? As pessoas chegam, muitas vezes chegam para mim e falam: "Botrus, você, puxa vida, você com 80 anos já, por que que você não tá fazendo como pessoas da sua idade ou até mais jovem, buscando uma vida tranquila, curtir a vida e tal?" Eu falo: "É uma boa pergunta, mas para mim tem três bons e fortes motivos." O primeiro é ser um balizador de caminho para meu filho, meu neto, a minha descendência. O segundo é se Deus me levou até aqui com toda essa experiência de vida, essa bagagem, Eu não posso deixar de compartilhar o chama com quem me chama. E o terceiro é continuar construindo um legado junto com aqueles que querem se juntar a mim, para a gente deixar isso para outros que virão depois. E você está sendo convidado para também, se você tiver com certeza, você Todos nós temos alguma coisa. As pessoas chegam para mim e falam: "Boutros, palestrar para quê? Ah, eu não quero me expor." Eu falo: "Dentro de você tem conhecimento que pode favorecer, ajudar outros. Você vai guardar isso dentro de você para quê?" Tem um ditado que fala que água parada dá dengue. E conhecimento parado dá paralisia. Então, se você tem conhecimento, busque aprender a palestrar. Aprender a palestrar, não. Palestrar é falar aquilo que você fala com um amigo, você falar em pé. É a mesma coisa, você vai falar Mas parece que as pessoas quando ficam em pé, ai meu Deus, né? E para mim, quanto mais pessoas tiverem na plateia, para mim é melhor, porque a minha mensagem chega para mais gente. De repente, se uma pessoa dentro da plateia puder melhorar alguma coisinha de vida dela, valeu a pena. Então, você empresário, empresária, que tem não somente você, tem a sua vida, a vida da sua família dependendo dos seus resultados, mas você tem uma equipe que tem famílias, e o seu exemplo como empresário, empresária pode também inspirar outros. Então, não perca tempo. E se você quiser sentir que precisar de chamar o Shama, de me chamar, você pode. O meu Instagram e Bôltros. Bôltros é um nome diferente, com certeza, aqui não é comum, mas é simples. No mundo tem você e os outros. O meu nome é Outros, com um B de Brasil na frente. Então não se esqueça dos outros. Você não vai se esquecer do meu nome e o B de Brasil, pelo amor de Deus. Então é Bôltros @_bichara. B-I-C-H-A-R-A.
@boltrosbichara. Esse episódio, para você que chegou até aqui, escreve "chama" e eu vou saber que você veio até aqui. Agora, se você quer ir além, coloca o significado do "chama" no comentário. Aí você vai ter aprendido mais ainda. Um abraço para cada um de vocês que estão nas plataformas de áudio, nas plataformas de vídeo. E afinal, conhecimento também se constrói. Boutrous, obrigado mais uma vez, e vamos juntos construir essa grande comunidade da construção civil.
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