O Erro de Especificação que Todo Arquiteto Comete com Vidro | Como Evitar | Podcast Expo Offsite

Paulo hosts architects Letícia Zanettini, Marice, and Tainá Sestari with glass industry expert Glória Cardoso and systems specialist Breno to discuss recurring mistakes in glass specification. Architects lack formal training in technical details, and manufacturers should act as guides rather than salespeople. The panel emphasizes knowledge-sharing across the construction chain to improve specifications and create social impact.
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Em algum momento você já foi ao médico, ele especificou uma receita, você vai na farmácia, o farmacêutico muda. É sobre isso que vamos falar no episódio de hoje. Eu tenho Glória Cardoso representando a indústria e dos lados eu tenho 4 arquitetos que são as pessoas que especificam. Agora, como tá essa troca? Será que a indústria está recebendo uma boa uma boa especificação ou está tendo muito retrabalho. Então vem com a gente que o episódio de hoje promete.
ConstruiCash, arquitetura, engenharia e construção.
Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Glória, primeiro agradecer esse desafio agora que a gente vai enfrentar pela frente, ser bombardeados aí por 4 arquitetos. Queria que você falasse um pouquinho quem é a Glória, para as pessoas entenderem o nível do episódio de hoje.
Bom, primeiro, obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês falando um pouquinho de um assunto que a gente ama tanto, que é o vidro e arquitetura. E bom, eu sou gerente geral da divisão de arquitetura da Pilkington Brasil, que é a detentora da marca Blindex. Então, na Pilkington, a gente trabalha desde os produtos para grandes obras e outros produtos com a marca Pilkington, e a gente também tem toda a parte de gestão da marca Blindex e da rede de franquias industriais Blindex, o que é também um case de sucesso no Brasil, porque franquia industrial não é uma coisa muito comum da gente ver aí pelo nosso mercado, né? A gente conhece muito mais de franquia comercial, e no nosso caso a gente franquiar a indústria, o que por si já é um desafio adicional. Eu estou nesse mercado há 15 anos, acabei de debutar agora em maio, e é um mercado muito apaixonante. A gente estava conversando aqui um pouco antes sobre a fabricação do vidro, sobre todas as possibilidades que a gente tem com esse material que é tão incrível, tão especial, e que infelizmente se tem ainda pouco conhecimento a respeito. Então eu acho que o meu papel enquanto profissional vidreira, vamos assim chamar, é levar esse material pro nosso mercado, mas muito mais levar para os arquitetos, que são os grandes parceiros com quem a gente trabalha, conhecimento para que também se apaixonem pelo nosso projeto, pelo nosso produto, para que nos seus projetos esse produto também tenha a devida participação especial que merece.
Então, deu para sentir o peso desse episódio. Eu queria, antes da gente continuar, fazer um agradecimento especial. Eu tenho aqui a Letícia, que representa o escritório Zanettini. E sei que muitas pessoas já sabem, mas o Zanettini é o cara responsável pelo ConstruCast. É por conta dele que o ConstruCast existe. E quando a gente fala em industrializar a construção, Zanettini dispensa comentários. Então, Zanettini, um abraço especial para você. Agora eu vou começar uma roda de apresentações rapidinho para a gente começar nossas trocas. Letícia, começando por você.
Obrigada. Bom, eu sou Letícia, sou arquiteta lá na Zanettini faz quase 6 anos, e é uma escola, como vocês devem imaginar. Então, a Zanettini tem mais de 60 anos de escritório, sempre batendo na tecla da industrialização da construção. Então, quando surgiu esse assunto, eu falei: "Bom, ali a gente vai caber bem". E tem sido muito gratificante ter a experiência de trabalhar junto com ele e aprender não só sobre arquitetura, mas sobre o futuro da arquitetura. Eu acho que quando a gente fala da industrialização, muita gente fala do futuro da arquitetura, mas isso já está acontecendo há muito tempo, já existe uma demanda muito grande disso em vários mercados. Hoje, na Zanettini, a gente trabalha bastante com arquitetura hospitalar, então a gente tem uma demanda grande de uma obra mais ágil, que faça menos menos bagunça, menos sujeira, menos barulho, tudo. Então, a gente está falando muitas vezes de reformas e não de construções do zero. Então, a gente precisa sempre de um sistema ágil e de muita gente capacitada para ajudar a gente na parte da especificação das soluções. É assim, outra bandeira do Zanettini muito grande é a gente trabalhar com diferentes equipes. Então, a gente está sempre aprendendo muito justamente porque a gente recebe pessoas como vocês, tipo como a Glória, no escritório, que trazem essa expertise, do tipo, trazem essa paixão por aquilo que eles vendem e que ajudam a gente a aprender muito sobre isso. E agradeço o convite por estar aqui, tendo essa responsa de representar a Zanettini.
Maravilha! Agora, Marissa, você também é uma convidada muito especial porque você vem de uma grande parceira, assim, de longa data, que é a Jovita Torrano, grande parceira desde a época de Galeria da Arquitetura. Se apresente um pouquinho para a nossa audiência.
Meu nome é Marice, eu sou arquiteta. Comecei com a Juvita trabalhando com varejo, que é apaixonante, é um universo muito dinâmico, e aí não saí mais. Estou há mais de 15 anos fazendo arquitetura de varejo e gestão de expansão de redes. Essa arquitetura conecta muito o público consumidor com a marca através desse ponto de venda. Uma relação com percepção de custo do produto, percepção de marca, enfim, é um universo extenso de conexão. E tem tudo a ver com estandartização. E, olhando aqui a feira, a gente vê que é um assunto que esse mercado ainda não está tão inserido. Agora, vidro super é para a gente que trabalha com varejo, que precisa de personalização, de coisas diferentes, é um material que é fácil, rápido de usar, tem tudo à veja, usei muito. Mas é isso, acho que resumidamente assim.
Muito bem. Agora eu vou deixar você por último, tá, Breno? Tainá, você também é uma queridíssima, até deixar um beijo especial para Vivi, Sestari e para o Walter. Então, se apresenta um pouquinho aí, quem é, A Tainá Sestari.
Obrigada pelo convite, Paulo. Eu sou a Tainá, representante da Marcetex. A gente produz divisórias corporativas para escritórios e também clínicas na parte corporativa. Eu nasci na indústria, então eu também entendo um pouco esse lado, tanto do arquiteto de fora quanto à indústria por dentro. E a gente encontra muitos desafios do mercado, né? Então, muitos questionamentos que vêm de fora, alguns arquitetos que também não têm tanto conhecimento, que vêm recorrer aos fornecedores. E eu acho esse nosso papel muito importante, principalmente dos arquitetos, que leva todo esse auxílio até o cliente final. Ou até as construtoras. Eu acho que a gente precisa de um pouco disso mais assim no mercado.
Muito bem, então você tem uma certa facilidade para lidar com isso porque você tá do lado de fora do balcão e do lado de dentro. Então é bem legal o seu dia a dia. Breno, agora com você, vamos fazer uma apresentação aí rapidinha para a gente continuar a sabatina de perguntas para a Glória Cardoso.
Legal, queria agradecer também o convite para estar aqui com vocês. Muito prazer, eu sou o Breno, sou especialista em sistemas construtivos industrializados, que tem tudo a ver com o evento que está acontecendo aqui atrás. Já sou formado em arquitetura há 6 anos, tem 4 que eu sou especialista de fato nesse assunto, batendo muito a cabeça, aprendendo também na teoria, mas batendo muito a cabeça, indo para a prática mesmo. Já desenvolvi alguns projetos bem bacanas, CT Repelé foi um deles, que foi ano passado, e teve muito disso, da especificação de materiais, nós precisarmos dela de uma forma rápida e assertiva, porque a gente tinha um prazo muito apertado. Então essa ideia da especificação com o cliente, com a obra ali, teve que acontecer de uma forma muito mais dinâmica. Bom, basicamente é isso.
Maravilha. Agora eu vou fazer a primeira pergunta para a Glória. E depois eu vou deixar com vocês, é vocês perguntando para ela, perguntando, escolhendo vocês aí para perguntar. Glória, eu queria ouvir de você como tá a qualidade da especificação que vocês enquanto indústria estão recebendo. Você tá contente? Tá gerando muito retrabalho para vocês enquanto indústria?
Olha, o que eu vejo é que a gente está avançando. Existe ainda muito desconhecimento, especificamente sobre o produto com o qual a gente trabalha. A gente ainda recebe de fabricação muito confusa e às vezes os arquitetos têm todo o conceito do que eles desejam naquele ambiente, mas não sabem muito sobre as possibilidades reais de aplicação dos materiais para conclusão daquele projeto. Então a gente participa enquanto processadores, né, não só como fabricantes do vidro, mas como a gente também tá na etapa de processamento e de instalação, inclusive a gente participa como um co-especificador, vamos dizer assim. A gente diz que as nossas autorizadas Blindex são também muito responsáveis pela especificação, porque é nessa ponta, nesse contato direto entre as nossas autorizadas, que é normalmente onde os consumidores e os arquitetos vão comprar os produtos, eles são muito participativos também nessa parte de especificação. Porque quando chega uma especificação para esses especialistas, as nossas autorizadas e os seus funcionários ali, né, principalmente equipe de vendas, precisa ser muito capacitada porque eles influenciam a especificação. Se chega algo muito divergente das possibilidades ou alguma coisa que está contra normas, o que acontece bastante inclusive, se a gente já sabe naquele momento que aquele produto não atende às normas de cada um dos produtos e das aplicações daquele produto, produto, já tem que ser barrado ali. Então, antes de chegar na indústria, se a gente tem uma ponta qualificada, a gente consegue ganhar muito tempo e muito menos desperdício. Então, a gente está trabalhando, eu acredito que está melhorando, sou otimista, sabe? Já foi pior.
Quando você fala dos distribuidores, eu trouxe o exemplo, eu atuei muito tempo com comunicação para o mercado farmacêutico, por isso que eu trouxe o médico e o farmacêutico, né? Que são o que é o ponto onde o cara vai lá e compra esses materiais. E quando a indústria faz um bom trabalho no PDV, ali nos distribuidores, a gente consegue ter uma qualidade de projeto melhor. Agora, quem vai fazer a próxima pergunta para a Glória?
Eu ia justificar, eu ia bater um berro com ela para os arquitetos. Não, sabe o que acontece? A formação, eu concordo, é um universo muito grande de produtos, E agora, mais ainda, porque existe uma tecnologia que complicou e diversificou ainda mais o mercado. Quando me formei, não tinha porcelanato impresso. Agora tem. Ele é superlegal, trabalho com varejo, é demais você personalizar, mas ele é pouco resistente. Na hora que lasca a impressão, você tem aquela massa feia do porcelanato. Dá para usar, mas não dá para ser no piso. Eu sei, porque usei. Se não, eu não saberia também. Tem algumas empresas que dão cursos. Então, se você pegar drywall, por exemplo, tem— eu não lembro se tem certificação no site, se você fizer um curso, mas você tem muito material de como instalar. É tanto para o arquiteto quanto para o instalador, a pessoa lá na ponta, falar: "Você tem que parafusar a cada 60 cm, um montante a cada X." Acho que, sim, teríamos que estar mais bem informados, às vezes, para fazer especificação. O vidro, acho que, como parece uma tecnologia mais antiga, sublimamos e falamos: "Ah, não, vidro..." Já fiz vidro laminado com tecido no meio. Vidro, tecido, vidro, tecido, duas laminações que era para dar um efeito, esse vidro desencontrado. Exatamente, queríamos uma coisa bem fininha. Não dá, porque, se vai laminar, ele fica frágil. Nós: "Ah, mas é a porta." "Está todo encastilhado". Você começa a entender e vai conversar com quem entende, a pessoa te explica: "Encastilhou? Menos mal, está mais protegido. Está solto? Mais grossinho, mais espesso, quanto tamanho". Conversando com quem produz é que vamos aprender. Agora, eu acho que a indústria poderia ter, talvez, algumas certificações para nós. Não precisa ser certificação, mas um curso para entendermos um pouco melhor daquele produto. Eu diria assim, não vou dizer que é impossível, Mas com a carreira que vamos aprendendo a utilização dos materiais. Quando saímos, saímos muito cru. O Breno estava falando de 6 anos de formação. Provavelmente, nesses 6 anos, ele tem lá uma carreira do que viveu muito. Na hora que vem um material que ele ainda não usou, é provável que ele vai dar uma patinada. Ele já sabe hoje que não pode especificar, escrever qualquer coisa, porque ele já tem 6 anos. Mas, quando saímos, é coragem dos ignorantes, escrevemos qualquer coisa lá. Enfim, então uma meia-culpa dos arquitetos aqui.
É, e eu acho que é super compreensível isso. Até no último episódio que eu participei lá no ConstruCast, eu falei isso, que o arquiteto ele vai lidar com uma quantidade de produtos, de materiais, de possibilidades e de prestadores de serviço. Porque imagina, né, para você executar uma obra, a gente sabe porque a gente também executa a obra pela Piu Quinton, então a gente sabe o tamanho da complexidade complexidade que é. E é absolutamente impossível você ser especialista e deter um conhecimento profundo sobre todos os itens que você tá colocando no seu projeto. Impossível. É por isso que a gente precisa de bons parceiros, né? Então, em cada momento ali da construção, a ter a indústria participando, mas também as outras, os outros elos da cadeia ajudando na melhor execução daquele projeto, com certeza a gente vai ter um resultado muito melhor. E você levantou uma bola aqui para mim, sobre o porcelanato impresso, porque hoje a gente já tem o Blindex Impress, por exemplo, que é o vidro com impressão digital realista. Então a gente consegue fazer, por exemplo, uma impressão de um mármore específico ou de um desenho em altíssima definição. A gente já consegue fazer impressão no vidro também. E para painéis, se a gente vai fazer painéis modulares, por exemplo, se eventualmente vier a quebrar ou lascar alguma coisa assim, um pedaço a gente consegue mapear e reproduzir exatamente igual o mesmo pedaço. Você não perde a parede toda como acontece com pedra natural e coisas assim. Então é importante a gente ter, né, esse ambiente, esse espaço para falar desses produtos, dessas possibilidades, como que os materiais se compõem dentro do projeto e como que eles também podem se substituir com uma qualidade melhor. Então, para o vidro, Nesse caso de porcelanato, eu acho que o vidro seria uma excelente alternativa.
Tô gostando desse bate-papo. Aproveitar já essa provocação que você trouxe aqui. Breno, o que você sugere que a indústria poderia fazer para facilitar um pouco aí o processo de especificação do seu dia a dia representando esse setor tão desafiador que é a construção off-site?
Muito legal. Perfeito. É isso, já ia ser um próximo tema que eu ia abordar. Pegando esse gancho de que nós temos muitas informações quando saímos da faculdade. Quando eu comecei, eu não conhecia muitos produtos, né? E o que eu conhecia era o básico que a gente já sabe: porcelanato, revestimentos, enfim, que você vai trazendo um pouco da faculdade, você vai aprendendo com o tempo nos estágios, né? Quando eu fui para um mercado um pouco diferente, eu vi que as indústrias que são desse mercado, que são que são um pouco mais seccionadas ali, eles têm essas imersões em fábrica, eles vão divulgando eventos voltados para os especificadores. E eu sinto muita falta disso com produtos, vou falar que são tradicionais, como o vidro, tá? Mas já vi outras tecnologias que você falou aqui agora maravilhosas. Essa possibilidade de imersões na fábrica, sendo para ver o vidro ser feito, né? Que é uma coisa que eu fiquei muito curioso e quero ver, tá? Além de outros tipos de formação, tem essa possibilidade mais real ou é algo que atrapalha um pouco o processo da indústria? Porque eu sei que também são todos os processos que vocês têm ali, às vezes pausar isso para imersões e algo do tipo pode acabar atrapalhando o segmento ali, o dia a dia, né?
Sem dúvida, a participação da indústria nesse processo de capacitação ou de reciclagem, porque também as tecnologias vão surgindo, né? Você se forma num determinado momento e dali para frente quantas coisas novas vão surgindo, principalmente na velocidade que a gente tem hoje. Então a gente tem uma responsabilidade sim na manutenção dessa capacitação, e é por isso que a Blindex, por exemplo, não sei se vocês tinham conhecimento disso, mas a gente tem a Universidade Blindex, que é uma plataforma de cursos online que a gente disponibiliza para os os parceiros, justamente para que a gente tenha uma amplitude, um alcance maior nessas capacitações. A gente tem um compromisso também de fazer imersões de produtos, de serviços, processos de instalação, processos de fabricação dos produtos, mas é realmente um processo infinito, graças a Deus, então a gente tem bastante trabalho para fazer e um processo exaustivo também, porque as coisas são muito rápidas, novos profissionais vão vindo, Então a gente precisa ter essa movimentação e a gente faz isso. Por exemplo, amanhã vou estar num evento em Santa Catarina, em Blumenau, participando da formação de 200 arquitetos. A gente fez o primeiro, a gente batizou de Blind Next Talk esse evento, né? Então a primeira edição aconteceu no ano passado e a gente falou especificamente sobre normas, que eu acho que as normas sim são um ponto de apoio fundamental para os profissionais. Já que não conseguimos ter esse dinamismo todo, essa rapidez na capacitação, ter a norma como um refúgio para pesquisar aquilo que não sabemos ou para ajudar na especificação é superimportante. Essa formação em Santa Catarina, o ano passado, foi especificamente sobre normas. Passamos sobre, sei lá, 20 normas que estão envolvidas com o processo de fabricação e instalação de vidro. Inclusive, queria fazer uma observação aqui. Existe uma norma que eu falo que é o livro de cabeceira do arquiteto, porque vidro está presente em todos os projetos. Você comentou, Letícia, sobre os projetos hospitalares e que sempre tem vidro, muito vidro, cada vez mais vidro, produto, além de tudo, é um produto estéril, a gente consegue esterilizar, é um produto muito higiênico e outras tecnologias também vão vindo, não sei se vocês já ouviram falar, mas a gente tem dentro da Pilkington da Pilkington, um produto antibactéria, né, a gente chama de sanitize, que é um produto que se esteriliza, é um vidro que se esteriliza por meio do contato com luz UV. Então isso para aplicação em hospitais, por exemplo, é ideal, né, um produto muito bom para esse tipo de uso. Mas seja no hospital, seja no varejo, seja em ambientes corporativos, comerciais, residenciais, o vidro tá sempre presente. Então tem uma norma que tem que ser o livro de cabeceira do arquiteto, porque todo arquiteto vai trabalhar com vidro.
E eu aqui querendo saber que norma é essa agora.
Alguém sabe? Alguém chuta?
Não faço ideia.
Não? Tainá, você precisa saber, Tainá.
Vai saber agora, vou te entregar essa.
Letícia, você aí.
Principal, o livro de cabeceira é NBR 7199, que é A norma da especificação é onde está descrito o tipo de vidro adequado para cada tipo de aplicação. Então, box de banheiro, qual é o tipo de vidro adequado? Depois existe, obviamente, uma norma específica para o vidro temperado, que é uma das possibilidades para o box de banheiro. Então tem a norma do produto e tem a norma do vidro, né, do produto, e tem a norma da aplicação, que é 14207, que é a norma do box de banheiro. Mas a 7199 é aquela que vai fazer alusão ao vidro correto àquela aplicação. Depois, se você quiser mais profundidade, você vai para as próximas. Então, guarda-corpos de vidro, por exemplo, vidro que tem função de guarda-corpo, a partir de 1 metro de altura, obrigatoriamente precisa ser utilizado vidro laminado. E aí você tem a norma do vidro laminado, 14697. Você pode se aprofundar um pouco mais nesse item. Mas você enquanto arquiteto, se existe um guarda-corpo no seu projeto, o vidro vai ter função de guarda-corpo, lá na 7199 você vai pelo menos saber qual é o vidro correto para aplicar. Então, NBR 7199 a partir de semana que vem em cima da mesa de todos os arquitetos aí, hein, pessoal.
E aí, Letícia? Não, eu estou imaginando aqui a cara de vocês que olham para o Tainá e falam: "Só Letícia?" Marissa, e você? Marissa, eu achei que você Você sabia dessa norma?
Gente, não sabia dessa norma. O que acontece?
Marilu, eu vou trazer a Glória para outros debates.
O que eu ia falar, sabe o que acontece muito? Eu fiz mais de 100, eu parei de contar na centésima vivara, que eu fiz de projeto de expansão, coordenando projeto de expansão. Os shoppings, eles estão muito inteirados das normas, então, quando nós vamos fazer projeto em shopping, já está lá, A vitrine da fachada tem que ser vidro laminado, no mínimo, daí eles falam 10 ou 12. Então ele já é um 6 mais 6, né? Com lâmina. E já fiz o guarda-corpo com a Jovita, o projeto do Italy. Tem aquele guarda-corpo de vidro. E daí a gente teve que se inteirar mais. Na época não era tão comum. Nós somos super percursores. Não tinha ainda o JK, por exemplo, em Iguatemi, que tem isso. A gente foi novidadeiro lá. Tivemos que nos inteirar, sim, e nós estávamos morrendo de medo. Eu e a Juvita falávamos: "Meu Deus do céu", porque dá medo no começo, até a ideia de ser um guarda-corpo de vidro era um pouco assim, falávamos: "Nossa, as pessoas vão chegar perto do vão?" Enfim, então, sim, na hora que vamos fazer alguma coisa como um guarda-corpo, dá um medinho, vamos nos informar. Mas eu concordo, muitas vezes, quando nós acreditamos que é muito simples e não tem risco, enfim, não é o que o bombeiro pensa, que eles fazem essas normas, aí você começa a falar: "Puxa vida, é verdade, tem um risco, uma criança pode..." "Vai acontecer isso e aquilo", mas não conhecia nenhuma das normas. Tudo bem, já entendi. Vamos baixar o PDF.
A 7199, pelo menos. E essa questão é super importante, porque você tocou no ponto que eu ia falar na sequência, que é a participação do Corpo de Bombeiros nisso. Porque por mais que seja feita, que seja bem feita a especificação, ou não, infelizmente, principalmente para espaços de grande circulação de pessoas, é fundamental que o Corpo de Bombeiros também tenha esse conhecimento. E isso é uma coisa que a gente também faz, treinamento para corpo de bombeiros, para capacitar, porque eles não olham, por mais que tenha especificado. A gente tem uma aberração lá em São José dos Campos, que é o Shopping Colinas. Eu sempre falo isso porque me revolta muito todas as vezes que eu vejo o guarda-corpo lá no alto de vidro temperado somente. E assim, o vidro é seguro, eu não tenho medo de vidro, contanto que ele tenha uma especificação correta. Guarda-corpo temperado somente lá no alto, dentro de um shopping, onde crianças vão correr, vão se apoiar lá, eu não chego perto. Porque não só a pessoa que está lá em cima, que eventualmente se apoia naquele vidro, pode ser projetado, se vier a quebrar, vidro quebra. É uma característica do produto. O que precisa é ter a resistência, a composição correta, e se quebrar, quebrar da forma segura. Mas um vidro temperado, que ele é sim resistente, mas se vier a quebrar, vai uma chuva de vidro lá para baixo, É muito perigoso para quem está em cima ser projetado e para quem está embaixo levar uma chuva de vidro na cabeça. Então realmente essa questão da especificação é super importante e não só pela segurança, porque eu sei que o vidro participa muito do design também. Os arquitetos trazem isso para a gente e a gente também está trazendo cada vez mais soluções que se combinam, que favorecem o design, como o vidro com impressão digital, vidro refletivo, vidro estrutural, enfim, tem uma infinidade de opções de design aí, mas a segurança nunca pode ser comprometida.
E eu vou sair daqui com um desafio. A gente tem dentro do ecossistema Hub Construção o Community Hub Pro, onde a gente reúne eventos, encontros a nível Brasil, justamente para fazer o que a gente está fazendo aqui agora, mas em um número maior. E eu percebo que com essas mudanças, principalmente agora, mudou muito a norma, né? A norma, principalmente do vidro. E meu primeiro desafio agora é fazer um encontro para falar de normas. Imagina, vocês com a experiência que têm ficaram surpresos, imagina a quantidade de novos profissionais que entram diariamente no mercado de trabalho que, imagina, eu não especifiquei, mas eu não tenho conhecimento da norma. Você fica refém de um bombeiro que muitas vezes também não conhece. E aí fica aquela coisa: "In terra de cego, quem tem um olho só é rei". Então, vamos lá, próxima pergunta. Glória, você quer perguntar para alguém?
Eu queria só contribuir. Até é uma dúvida, na verdade, um pensamento, porque é isso, lá a gente trabalha com projetos muito grandes, e aí eu acho que é bem diferente da atuação de você como arquiteto como pessoa física, até a forma como você é recebido por algumas marcas, dependendo do que acontece. Esses dias foi uma fornecedora de pisos lá no escritório, ela: "Nossa, trouxe esse aqui, esse catálogo aqui, se quiser eu já trago uma amostra grande". Eu falei: "Nossa, aqui, my rainha". Já aconteceu de às vezes eu precisar fazer um projeto para um amigo, chegar lá e é tipo: "Ah, não, então aqui a gente não tem amostra, aqui a gente não tem". Então eu fico um pouco... Pensando justamente nesse contexto que você disse, das pessoas que estão saindo da faculdade, que não têm uma oportunidade de trabalhar em um escritório que já tem esses anos de experiência, como essas pessoas têm acesso à indústria que vai fornecer essas informações? E aí minha dúvida é: será que não existiria uma responsabilidade ou uma especialização de arquitetos para esse tipo de trabalho, ou a indústria precisa mesmo absorver essa demanda? Porque eu fico muito dividida, do tipo, lá, por exemplo, a gente fez a especificação toda do hospital, mas a gente tem o apoio de algum fornecedor que vai no escritório e fala: "Olha, Letícia, esse daqui precisa ser assim, assim, assado, de altura assim, assim, assado." A gente faz fachadas muito grandes, então a parte de projeto específico de execução de fachada não é a gente que faz, então a gente vai ter alguém lá, que é um cachilheiro especializado, então a gente está respaldado dessa maneira. Mas e quando estamos falando de um arquiteto que é pessoa física? Como fica esse acesso a essas informações? Então, é mais trazer para pensarmos juntos como democratizar um pouco mais esse acesso. Porque é isso, é o que você falou. Ficamos um pouco chocados, do tipo: "Puts, até estamos antenados das normas, mas como que, por número, não faço ideia de qual norma você está falando agora?" Então, imagina quem está chegando no mercado de trabalho agora.
Então, só para pensar. É, eu vejo essa responsabilidade da indústria, né, de levar esse conhecimento. E eu vou falar especificamente sobre a nossa, porque é onde eu tenho conhecimento e é o trabalho que a gente realmente faz, né. Como o Blindex, principalmente a Blindex, é uma marca que tá na cabeça do consumidor final, a gente recebeu pela 21ª vez o prêmio Top of Mind na categoria vidros em geral e box para banheiro. Então, quando se fala de vidro, todo mundo responde Blindex. Blindex, o que é às vezes até um problema, né, porque pelo fato de sermos tão, tão fortes, às vezes as pessoas usam o nome Blindex para se referir ao vidro temperado ou ao vidro de segurança. Chegar nesse patamar para a gente é um grande orgulho, mas é importante ensinar o nosso consumidor qual é o produto original Blindex para que não haja confusão. Mas como a gente é uma marca que tá muito na ponta, tá muito na cabeça das pessoas, a gente também a gente é muito acessível por essas pessoas, a gente tem canais de comunicação que chegam nos CPFs, então a gente tem o nosso SAC, a própria universidade, a gente é a única marca de vidro que tem um SAC, nenhuma outra marca de vidro tem isso para falar com o consumidor final, a Blindex sim. Então a gente tem o SAC, a gente tem todos os nossos canais de comunicação que vão direto para nossa equipe interna de marketing, para nossa equipe comercial, o nosso site e as redes sociais e a gente responde todas as interações, principalmente quando são dúvidas ou recomendações de produtos, porque aí já está no nosso DNA e no nosso propósito de existir, né? A gente quer elevar o nível do mercado vidreiro. Então, como o Pilkington e como o Blindex, a gente é muito acessível. E essa acessibilidade, ela é fundamental porque a gente tem os grandes escritórios com os quais a gente já se relaciona faz tempo, mas a gente tem uma massa enorme de pessoas aí que estão precisando, né? Estão carentes e sedentas dessas informações. Então a gente tem que estar conectado com essas pessoas e por meio dos nossos canais é super possível chegar às respostas, ter um auxílio na especificação, eventualmente até uma formação como essa que a gente vai fazer lá amanhã. Então é um trabalho de formiguinha, eu sempre falo isso, inclusive com a nossa equipe interna. É um trabalho de formiguinha, não acaba nunca, gente. Toda hora tem turma nova, toda hora a gente tem que levar os conteúdos. A gente faz curso online, a gente faz curso ao vivo. Via vários tipos de plataforma, a gente faz presencial, a gente viaja, não para nunca. É um trabalho de formiguinha, mas é o que eu chamo de, entre nós aqui, do melhor que nada. Porque quando a gente se recusa a fazer o trabalho de formiguinha, a gente vai para o nada, porque a gente consegue sair do zero e alcançar todo mundo com o mesmo nível de profundidade que todo mundo precisa. Mas se a gente não fizer isso, a gente não chega em ninguém. Então, como o Paulo falou, a gente tem o compromisso de fazer outros bate-papos como esses aqui, reunir esses grupos, eventualmente, crescer esses grupos, terem vocês também, os nossos cascateadores aí, os nossos champions do vidro, para levar essa mensagem para frente, porque se parar só na gente, a gente não faz nada.
Eu tenho uma pergunta. Daqui a pouco. A sua pergunta, eu sei que é muito interessante, já até sei. Vamos lá. Agora eu tenho uma pergunta muito interessante que serve para todos vocês. A gente está vivendo a era dos influencers. E eu circulo em tudo que é lugar da construção civil, onde vocês imaginarem, eu circulo. E eu vou trazer um exemplo que não tá ligado ao vidro, mas também no vidro tem muito influencer do mal. Eu acredito que o aço cortado e dobrado, quando você tem um bom projeto, um bom planejamento, ele acelera o processo de obra. E um cara que ele tem muitos seguidores, ele vira para um grupo e fala: "O aço cortado e dobrado eu não uso na minha obra porque atrasa a obra". Isso é uma grande mentira. Então, o que você, Glória, como vocês lidam com essa questão influencer? Como vocês estão tratando isso? Porque assim, uma informação não verdadeira chegou na internet, ela tem um poder muito grande de influenciar pro bem e pro mal. Aí você traz esse ponto, a gente tá fazendo um trabalho de formiguinha, vocês são indústria. Nós, enquanto hub, enquanto ConstruCash, a gente não vende produto, a gente tem o papel de conectar as pontas. Quem tem informação tem poder na mão, agora essa informação ela precisa ser verdadeira.
É, eu vou dividir a resposta da sua pergunta em partes, tá? Porque primeiro você comentou sobre os influencers, influencers e principalmente no que diz respeito a vidro e no que diz respeito a uma marca que está na cabeça das pessoas e que é sinônimo de categoria, você imagina só o que chega pra gente, né? Então primeiro assim, a gente tem uma comunicação muito direta, muito responsável com todo mundo que consome Blindex e conhece Blindex e quer saber mais a respeito de vidro, a gente está lá pra isso. Mas a gente tem um modo de trabalho que é não sofrer sobre do que a gente não pode controlar. E nas redes sociais hoje isso tem que ser basicamente um mantra, porque o que vão colocar lá a meu respeito, seja como indústria, como produto, como pessoa física, em qualquer momento não se pode controlar. E uma vez dito não se desdiz. Nem sei se existe essa palavra, se eu acabei de inventar, mas não dá para desdizer aquilo que já foi dito, porque na rede social não necessariamente— a gente tem, né? Uma equipe de gestão de crise, por exemplo, com assessoria de imprensa, com profissional de marketing, com especialista em comunicação, tudo isso. Mas depois que já saiu alguma coisa a respeito da nossa marca, mesmo que não seja verdade, e mesmo que a gente saiba que não é verdade, não adianta ir lá para desdizer. Não tem como, porque não necessariamente as mesmas pessoas que viram essa comunicação equivocada se a gente pode dizer assim, vão ver a retratação, ou se aconteceu uma retratação, ou vão ver a nossa correção, a nossa errata. Então é uma coisa que a gente não vai fazer vista grossa. Inclusive, a gente tem monitoramento de tudo que se fala a respeito de Blindex nas redes sociais e na internet em geral, e é muita coisa. E grande parte nem diz respeito à marca em si. Então isso a gente não pode controlar. O que a gente consegue controlar é como a gente se posiciona funciona e como que a gente deixa muito claro quem é a Blindex e quais são os nossos produtos para o nosso público. Tem um caso que eu gosto, posso falar nome de artista famoso, muito famoso, famosíssimo?
Aqui, na verdade, assim, ó, aqui pode contar, pode, claro que pode tudo.
Vou contar para vocês uma então. Eu fiquei curioso agora. Posso contar? Olha, só para nós aqui, tá?
Ninguém tá vendo. Tá bom, ninguém tá vendo, ninguém tá ouvindo.
Não, mas aconteceu já faz uns anos Depois disso aconteceu de aparecer aí nas redes sociais, não sei se vocês chegaram a ver, Anitta estava num hotel no Havaí com um namorado lá atrás, marido, namorado, não sei exatamente, mas estava num hotel no Havaí, quebrou o vidro do box do hotel. O que Anitta disse na gravação dos stories dela? Pessoal, vejam aqui, quebrou o blindex. Eu vi, eu vi. "Quebrou o blindex do meu quarto aqui no Havaí e tal, olha só, pessoal, lalalalala." Quando a gente olhou, bom, não é blindex, não tem blindex no Havaí. Então, nesse caso, porque normalmente quando mencionam assim, falando nome do produto, né, como sinônimo de categoria de produto, a gente vai verificar se é um produto blindex original ou não. Naquele caso, a gente já sabe que não é, porque não tem blindex no Havaí ainda. Ainda, diga-se de passagem, mas a gente já sabia que não era blindex. Mas depois que a Anitta chamou aquele produto de blindex, o que eu faço com isso?
Já chamou.
E além de tudo, correlacionando a um evento muito ruim que foi a quebra. Não machucou ninguém e tal, mas foi uma coisa que prejudicaria, né, pra quem viu aquilo, a imagem da marca ou a qualidade do produto. É um produto muito frágil. Então imagina a quantidade de seguidores que a Anitta tem. Mas o que a gente faz nesse caso é, com a nossa equipe de gestão de crise— esse nem virou uma crise tão grave assim, mas já foi mencionado— é entrar em contato e eventualmente ver se a gente consegue corrigir aquilo dentro da rede, né, da própria rede da pessoa. Se não foi possível fazer isso, a gente segue o jogo e sente muito. Mas eu gostaria que a Anitta dissesse que aquele vidro não é Olha que legal!
Agora a sua resposta da união.
Em relação à união, você sabe que essa parte de parcerias, trabalhar junto, está no propósito da Blindex. Nós somos uma empresa como Pilkin, porque Blindex é uma marca que pertence à Pilkin Tom Brasil, que pertence ao NSG Group, que é Nippon Sheet Glass, um dos maiores grupos vidreiros do mundo, grupo japonês. E que agora foi adquirido, não sei se vocês viram, pelo grupo Apollo, que é um grupo de private equity americano. Então assim, a gente está dentro de um grupo global muito grande, né? E no nosso sistema de trabalho, a parceria é muito importante. Por quê? Porque a gente trabalha por meio de um sistema de franquias industriais e de licenciamento de marca. Então, por mais que a gente tenha indústria, indústria, na Pilkington, para fabricação de alguns produtos para arquitetura. Não todo o portfólio de arquitetura é fabricado dentro da Pilkington, mas alguns produtos. Produtos para linha branca, fogão, geladeira, coifa, esse tipo de coisa. Toda a parte automotiva dentro da Pilkington também. Então os vidros para para-brisa, vigia, enfim, vidros laterais dos carros também são fabricados na Pilkington. Mas no sistema Blindex, a questão da parceria é fundamental, porque a gente está com franqueados que não são próprias, para a gente ter um alcance nacional de uma forma mais eficiente. E a gente tem os licenciados, que são as empresas que fabricam os produtos que vão junto com o vidro para dar função ao vidro. Isso é uma coisa importante também, né? A gente fala que a gente não vende vidro, porque ninguém compra vidro. As pessoas não compram vidro, as pessoas compram porta, box, tampo de mesa, divisória. As pessoas compram uma função. E se o vidro não estiver agregado dos acessórios, ele não é porta, nem divisória, nem box. Ele é vidro. Então, como a gente tem os franqueados industriais e os licenciados para que o nosso portfólio seja o mais completo possível, essa parte da parceria para a gente é fundamental. E a gente vai cada vez criando mais e mais. Mas tudo que a gente faz nesses 75 anos de história da Blindex tem que ser feito de uma forma muito sólida. E infelizmente a gente não consegue abraçar tudo ao mesmo tempo, mas a gente não para, a gente só vai agregando, vai crescendo, e então em algum momento a gente vai chegar lá.
Então isso é muito legal, porque assim, movimento gera movimento. Você, Glória, tá fazendo a sua parte, e agora a gente convidar a indústria para fortalecer esse movimento. Quem quer agora fazer? Quem é a próxima? Tainá, eu quero a sua. Você, Breno, Vamos lá. Depois a gente tem uma pergunta do Marcelo. Marcelo, a irmã dele é arquiteta, ele é um cara muito, assim, ele é um leigo, mas que sabe fazer as perguntas para dar uma esquentada. A gente tem mais 15 minutos de podcast.
Legal. Eu queria mudar um pouquinho do tema, tá, de conexão entre as esquadrias dos pesquisadores. Como eu sou de um mercado novo, a gente tem algumas dificuldades, principalmente com vidro, sendo bem específico. Muitos dos módulos que estão aqui, por exemplo, na Expo, eles chegam prontos aqui. A gente depende muito de logística, de caminhão e tudo mais. E muitas empresas optam por retirar as esquadrias para o transporte para não quebrar o vidro, para não trincar, não acontecer nenhum tipo de problema. Como vocês veem essa questão? E se vocês estão abertos também a discutir a possibilidade de— não sei se dá, estou chutando aqui— se tem um vidro um pouco mais flexível ou se tem como a gente ter um mais—
Amei a provocação, porque assim, Breno, eu estou virando sua fã, porque o acrílico acrílico não dá, assim, em um mês ele tá fosco, não é a mesma coisa. E a gente ficar refém de um produto que não tem nenhuma flexibilidade, não tem, porque o acrílico até você dá uma forçada, ele não encaixa direito, mas ele depois, os produtos cedem e fica mais ou menos ali. O vidro não existe, ele vai, tem que, você para, você fala, não, deixa, o cara vai ter que vir de novo fazer um corte de 1 milímetro. A indústria podia, né, nos ajudar, um produto assim cristalino, porque eu entendo, tem que ser plastal e que não risque, que não seja— a gente não quer um acrílico, acrílico a gente já tem, não funciona, a gente já sabe.
A gente quer um vidro.
Vocês querem vidro?
Que bom, já temos um, começamos muito bem.
A gente já tem diversos produtos, mas assim, nada se compara ao vidro, né? Então se tiver essa possibilidade, a gente puder ter uma interação, não só sobre isso, né, mas o encaixe dele com estruturas novas. Sempre, todos os dias estão vindo estruturas novas, pessoas com ideias novas e o cachilho, a esquadria, a gente sempre vai ter em todo projeto. Então, como que é essa conexão de vocês com esses outros produtos, essas possibilidades e tudo mais?
Aí que tá o poder e a importância da especificação. Por quê? Porque nas esquadrias, até alguns anos atrás, eram utilizados vidros comuns, que são os vidros não processados, né? O vidro matéria-prima, monolítico, comum, glass simples, enfim, tem várias nomenclaturas para se referir a um vidro que já não deve mais ser utilizado em nada. A gente não recomenda vidro monolítico em nada, porque o vidro monolítico, primeiro, ele não é tão resistente porque ele não tem nenhuma flexibilidade, nenhuma resistência à flexibilidade ou à tensão ou a impacto, nada disso. É um vidro matéria-prima, ele precisa ser processado. Ou vidro laminado. O vidro laminado também é muito utilizado nas esquadrias e é um vidro de segurança, ele é formado por duas chapas de vidro monolítico unidas por um polímero interno que é o PVB, polivinilbutiral, que une, né, gruda essas duas chapas, faz aquele sanduíche de vidro e faz com que ele seja um vidro de segurança por conta da característica de quebra. Então o vidro laminado quando ele quebra ele trinca, né? A Maressa comentou Falou a palavra, falou trinca, porque eu ia falar disso, mas ela falou antes de mim. O vidro pode trincar.
Eu usei muito, inclusive shoppings todos exigem temperado laminado. Então ele craquela e ainda fica lá craqueladinho no vidro que não é desejado.
Exato, era aí que eu queria chegar.
No Butiral.
Porque aí a gente tem o vidro laminado, mas nas esquadrias normalmente se utilizava ou comum ou laminado. A gente pode utilizar o vidro temperado em esquadrias, que também é um vidro de segurança, mas o vidro temperado ele é considerado um vidro de segurança por 3 características principais. Primeiro, resistência a impacto. Então é muito mais difícil quebrar um vidro temperado do que um vidro comum, um vidro laminado. O vidro do para-brisa do carro, por exemplo, ele é um vidro laminado. Uma pedrinha na estrada quebra o para-brisa, uma pedrinha não quebra o vidro temperado, um bom vidro temperado como é o Blindex.
Tá?
No caso, você quebrou, ela vai falar: mas não é blindex, deixa eu ver.
Blindex também quebra, você tem que se dedicar muito para fazer força para quebrar. Mas a gente sabe que é um vidro com uma qualidade de têmpera superior, então ele vai te dar a resistência superior, cerca de 5 vezes mais resistência do que um vidro monolítico. A segunda característica de segurança dele é a resistência à flambagem, então ele é um vidro que ele ele pode flexionar muito mais do que um vidro laminado ou um vidro molarístico, que não tem resistência nenhuma a isso.
Glória, se ele for grandinho, né, amor? Que se ele for pequeno—
se ele for pequeno, mais ainda. É mais difícil quebrar por flambagem um vidro temperado pequeno do que um vidro temperado grande.
As minhas experiências quebrando vidros foram sempre pequenos.
E aí, inclusive, não sei se dá para fazer isso, mas a gente tem teste de flambagem onde a gente consegue mostrar mostrar o quanto que um vidro temperado pode se flexionar sem quebrar. Dá para colocar isso na edição? Claro, claro. E aí quando a gente tiver falando dessa parte aqui, a gente mostra. E a gente tem inclusive um vidro no portfólio Pilkington, aí é NSG Global, né, fabricado no Japão, que é o vidro para tela do celular. Não sei se vocês já viram, mas é um vidro altamente flexível. Conhecem esse vidro? É um vidro que é o vidro da tela do iPhone, por exemplo. É um vidro que você consegue fazer isso aqui olha aqui, parece um papel, mas é vidro. É sensacional, assim, é muito legal. Se a gente tiver depois, eu mando para vocês colocarem na edição também.
Eu tô curioso para ver, imagina, faço questão de colocar.
Então, a resistência à flambagem é a segunda característica de segurança. A terceira é a quebra segura. Então, no caso do laminado, que a característica de segurança é a quebra segura, no temperado você tem resistência superior, resistência a impacto, né, resistência à flambagem, e a quebra segura, que é a quebra em cacos pequenos e menos cortantes em caso de acidente ou coisa assim. Mas existe o supra sumo, que é o que a gente chama de Blindex Ultra. E aí a gente fez uma arte sensacional pro Ultra, que é o L de laminado e o T de temperado. Por isso que é Blindex Ultra, que é o ultra seguro, o vidro temperado e laminado, que aí você une as características de resistência, de quebra segura, de maior flexibilidade e de contenção dos cacos no PVB, unindo as características do temperado com do laminado. Então existem alternativas para diminuir a sua frustração com a quebra no transporte.
Ó, pra quem tá acompanhando pelo Spotify, vocês precisam olhar a cara do Brando com a resposta da Glória. E aí, Brando, o que você achou da resposta?
Tem a possibilidade da gente tentar fazer um flexível.
Olha, aí você me diga quanto.
Não, entendi, mas é flexível que eu possa dobrar?
Não, ainda não, infelizmente.
Deixa eu explicar um contexto um pouco maior, tá? Quando a gente vai içar, por exemplo, um módulo, um container, ele tem uma torção porque você tá trabalhando com ele no ar e essa torção, e pode ser mínima, tá? Essa torção acaba trincando, tô falando porque eu já vi e a maioria deles, tá? Se não todos, realmente usam o que ele trinca e fica no lugar. Mas ainda assim, pensando nesse novo mercado, já, se a gente puder tentar desenvolver alguma coisa que seja flexível, que aguente esse transporte e tudo mais. Até as próprias casas estão sendo feitas de steel frame, de wood frame, qualquer sistema industrializado, até a própria alvenaria, mas alvenaria menos. Ela se movimenta com o tempo, então ela tem uma, ela respira, enfim, tudo mais. Então a gente precisa ter a questão do flexível é mais para os módulos, tá? Mas pensando no restante, a gente ter essas possibilidades de trabalhar com algo que se move, que respira junto com a casa, enfim, se a gente consegue desenvolver isso junto com vocês.
Olha, a gente gosta de desafio, viu? Você tá me falando coisas aqui que eu já vou ter que anotar e levar para equipe e falar: pessoal, vamos convencer o Breno que dá para ele trabalhar com o Blindex Ultra.
Confesso que eu adorei, Breno, estou contigo. Tainá, você quer complementar?
Na verdade, eu tenho uma dúvida de mercado. Como a gente está trabalhando com o mercado grande, corporativo, muitas vezes vem para nós projeto do arquiteto, da construtora, especificando: "Olha, eu quero que você use laminado de 8x10".
8 e 10.
Ótimo. A gente vai fazer, óbvio, orçamento laminado 8 e 10. Só que o cliente não quer 8 e 10. O cliente: "Ah, pode ser de 6". Como que a gente lida com esses casos? Porque às vezes é uma questão de custo, às vezes é uma questão acústica, claro que aí a gente tem que explicar: "Olha, o vidro de 8 e 10 é melhor do que o de 6. Como que a gente faz para o cliente entender que é preciso usar o de 8 e 10, mas mesmo assim quem tem a decisão no final é ele? Então como que vocês lidam com esse tipo de situação? Porque a gente tem tanto os clientes, né, arquitetos, quanto os clientes finais, né, as obras, enfim.
Nesse caso, eu não tenho dúvida de que é necessário ouvir o cliente e fazer as perguntas chave. Por exemplo, vem especificado no projeto: a gente quer laminado de 8x10. A primeira pergunta que virou, na hora que você tava me contando, já veio aqui em mim é: por quê? Você quer laminado de 8x10 por quê? Qual é o seu objetivo? É o laminado de 8x10, você quer dizer 4x4 ou 5x5?
Isso, você tem que entender ali o que que ele quer.
Você quer por conta da espessura do seu cachilho ou você quer alguma função específica? Porque assim, se for uma questão de segurança de quebra, por exemplo, seja o laminado 5+5, 4+4, pra ele quebrar seguro, conter o caco e não ter projeção de vidro, qualquer um deles vai atender. Então você precisa entender qual é a aplicação e por que veio especificado dessa forma. E você falou de acústica, por exemplo, que não necessariamente está vinculada de forma direta à espessura do vidro somente. A gente tem um PVB acústico, por exemplo, que dependendo da característica de ruído você já consegue resolver só pelo PVB acústico. Dependendo da característica de ruído você pode utilizar duas espessuras diferentes. Então você coloca, você tem um cachilho para 10mm, Você pode colocar um 4+6 que você vai ter uma performance acústica muito maior, porque o que traz essa performance é a diferença de espessura entre as chapas de vidro. Porque 4mm vai conter uma frequência, 6mm vai conter outra frequência, e aí você consegue uma performance acústica muito melhor. Dependendo do que for, você vai precisar de um vidro insulado, que é o quê? A composição de duas chapas de vidro unidas por um espaçador, que pode ser um espaçador de alumínio, espaçador flexível, mas com uma camada interna de ar que vai te dar uma performance acústica muito melhor. E além disso, você tem toda a parte estrutural que também deve ser considerada. Então, que tipo de cachilho está sendo utilizado? Como é a alvenaria do ambiente? Então, veio especificado 4 4, 5 5, eu não sei o que fazer com isso, sinceramente, se eu não perguntar "Para que você quer esse vidro? Onde você vai colocar e qual é o seu objetivo?" Agora eu posso...
Nossa, adorei!
Escola, agora aula da Glória. Não sabia, e é o tipo de informação que eu não vou esquecer nunca mais, que a espessura vai deixar atravessar frequências diferentes. Isso é fantástico. Eu já fiz com o sanduíche de ar, esse sim, já fiz. Na verdade, você conta, você tem que fazer aquela escotilha, para ser acústico mesmo, pouco pentelho, vou usar uma palavra assim, porque é bem chatinho.
É bem difícil, né?
Mas que interessante, uma solução simples, dá pra gente especificar rapidamente, pensar: nossa, vou fazer um sanduichinho que vai ser melhor, amei.
Exato, e assim, a gente vê pelo tipo de ruído que está no ambiente, quando o objetivo é redução acústica, o que que você quer? Uma amenização, né? O que você quer é um pouco mais de conforto acústico, você quer isolamento acústico, O que é muito diferente? O que tem ali? Uma sala de reunião que eu quero privacidade para uma conversa ou uma bateria no apartamento sem incomodar o vizinho? Então são coisas que a gente precisa avaliar. Não dá para saber isso sem perguntar para o cliente.
Agora eu queria uma pergunta da plateia. Vamos lá, para a gente, última pergunta para a gente. Vamos lá, Marcelo.
Olá pessoal, prazer estar com vocês.
Vem mais para cá.
Primeiramente, parabenizar todos e todas. Parabéns, Gloria. Sua fala me lembrou muito dois grandes episódios que a gente tem no Hub Construção, especialmente no ConstruCast, que foi com a Rosária ONU. Ela fez a reforma de retrofit com aço lá no Museu do Ipiranga. E quando você começou a falar sobre segurança e norma reguladora, me lembrou muito conhecimento que ela trouxe nesse episódio. Vale a pena procurar, hein, pessoal. Também me lembrou a Iria Lissa Doniak, da Associação Brasileira do Concreto, quando você falou da questão do custo. É incrível como todas essas áreas se conectam, arquitetura e engenharia. Mas eu queria falar de especificação, especialmente porque, como eu trabalho, eu sou cineasta e trabalho dando luz, som e atmosfera para os projetos de arquitetura, para que eles possam sobreviver visualmente, para que o conceito possa sobreviver ao cálculo. Então, uma dor que os arquitetos especificadores chegam para mim é porque eles têm um puxador específico da Porto Belo, ou eles têm uma cerâmica ou uma adega da Art Deco muito específica e eles querem que aquilo sobreviva ao filme, né? Eles querem mostrar para os investidores que cada peça que eles escolheram tem aquele conceito que foi pensado quando o projeto estava sendo desenvolvido. E como o Hub é um ponto de muitas conexões, eu queria saber de vocês, arquitetos, como vocês veem programas que juntam especificadores que colocam especificadores em contato para debater quais são os melhores materiais do mercado brasileiro, se a Brasilidade Premium é um hype de 2026 ou se vale a pena do ponto de vista de custo. A gente vai usar taipa de pilão, tá, mas isso realmente faz sentido no momento do Brasil que a gente está vivendo hoje? Então assim, tem vários materiais específicos que eu tento transmitir por meio da IA hiperrealista, que não é fácil, porque os servidores gringos não sabem o que é Pedra São Tomé, eles não sabem o que é a madeira freijó, eles não sabem o que é a palha que eu quero do babaçu, eles vão me dar uma palha genérica. E aí eu queria saber de vocês, como vocês lidam com isso no dia a dia de especificação? Porque para mim é uma dificuldade manter o sonho vivo, mas tenho conseguido. Mas eu queria também saber do momento de ir atrás daquele, daquela loja, daquela marca ou daquele material, porque é o melhor. E, como você mesma fala, às vezes é uma questão de custo. Mas como é que funciona isso exatamente? Queria saber de você, Glória, por favor.
Que pergunta, hein, Marcelo!
E, olha, vou te falar que eu estou na sabatina aqui freestyle total, porque eu não recebi roteiro, não sabia o que iam me perguntar, o Paulo não quis ensaiar comigo, falou: "Não, vou te contar o que vão perguntar". E, assim, a parte boa é que O que eu falei para ele, se tiver alguma coisa que eu não sei, eu respondo: "Não sei, vou procurar", porque não dá para a gente ter resposta para tudo sempre. Mas eu acho que o principal é assim, a construção, uma obra, seja residencial, comercial, o que quer que seja, é um dispêndio de energia tão grande que não pode ser datado ou pouco durável. Todos os projetos, na minha opinião, têm por obrigação, eu acho que tinha até que ter tempo mínimo de duração, e que tem que ser muito longo esse tempo mínimo, ele tem que durar muito, ele tem que estar muito funcional, muito usável, e esteticamente, não dá pra estar sempre tudo muito atual, mas o mais atual possível dentro do conceito que foi utilizado ali. Então, eu acho que tendo isso em mente, a gente consegue criar projetos de muito mais longo prazo, quando a gente vai para super especificação, principalmente para produtos originais brasileiros, regionais e que são muito característicos e que são da nossa identidade, se esse é o conceito do projeto, eu acho que a gente tem que enfrentar, encarar e começar a utilizar cada vez mais para que esteja cada vez mais presente e que as outras pessoas consigam fazer suas pesquisas e encontrar. Porque se a gente não começar, é o trabalho de formiguinha que eu falei, sabe? Se a gente não fizer, poxa, eu não vou usar não, porque depois ninguém acha, não consigo especificar isso, isso aqui não vai aparecer. Mas se ninguém nunca começar, nunca vai aparecer. Então alguém vai ter que encarar, comprar a bronca, né? Vai ter que começar a usar isso muito, cada vez mais na divulgação, levar isso para os meios de comunicação, levar isso pros grupos, quem são os arquitetos que vão ser porta-vozes desses produtos dentro e fora do Brasil, para que no longo prazo eles consigam ser mais facilmente encontrados e que eles possam ser utilizados e mais especificados, e principalmente para que a longevidade da construção, do projeto em si, também seja garantida, para a gente não desperdiçar nada, porque esse é um ponto que me incomoda bastante. Importante, né, o fato da gente precisar ficar refazendo as coisas porque deixou de estar atual. Se tá funcionando, tá bom, tá dentro do conceito, eu acho que tem que continuar do jeito que tá.
Não, eu ia comentar que a gente sempre tem que estar em contato com os fornecedores. Então, quando vem alguma coisa diferente, vai atrás do fornecedor, se inteira, porque isso que é o importante de fato. A gente cria um A gente não cria, na verdade, a gente adquire uma experiência ali direto com o fornecedor que você não esquece aquilo. Então é igual a Maressa falou, ela entrou em contato com o fornecedor, não sei se era de vidro ou de pedra que você tinha comentado, e aí nunca mais você comete esse erro. Então eu acho que é por aí, então a gente vai ter propriedade para falar para o cliente, né, enfim. Para usar esse produto.
Letícia, você quer comentar alguma coisa em cima?
É, não, eu ia comentar que eu acho que é uma linha muito tênue entre a questão da durabilidade, da manutenção e a ideia da humanização, né? A gente fala tanto de humanização em hospitais, principalmente, a gente tem toda a demanda da normativa em relação à sepsia, tudo, então é sempre uma análise, não é à toa que a nossa área é humanas, né? A gente tem que fazer esse paralelo aí de entender o que é flexível, o que é durável, mas também tem um pouco o lado da humanização. Só que é isso, não adianta só ver o que é bonito lá no Pinterest e tentar colocar em um projeto sem entender como isso é feito na prática. Então, por exemplo, no nosso caso, que estamos falando de projetos que são mais, que têm mais visibilidade, digamos assim, em relação às normativas, vai passar por uma uma construtora, vai passar por fiscalização mais assídua, enfim, a gente tem que estar muito atento se esses fornecedores vão estar atendendo as normas, se eles têm os laudos, porque é isso, às vezes vem um fornecedor, bate lá na porta, olha que legal, trouxe um bolo, vamos tomar um café, olha que lindo, mas aí, e aí, por trás, como que está a expertise técnica, né? Então, quando eu vi o assunto assim do que a gente ia conversar hoje, eu pensei, putz, mas é muito difícil a gente sair dos nomes que estão muito bem estruturados no mercado, porque a gente confia nesses nomes, né? A gente tem esse suporte todo que você está falando, por exemplo, a gente tem ele ali, né? Então é muito difícil a gente abrir uma porta para um novo fornecedor, porque é isso: "Ah, muito legal, muito bonito, mas como que isso é na prática? Como que depois eu vou dar manutenção nisso?" A gente está falando de uma coisa que é daqui 10, 20, se é um hospital, é 50 anos, né, que isso vai estar lá. Então, Acho que a gente sempre tem que estar colocando na balança. Esse tipo de troca eu acho incrível, justamente por isso, porque acho que a gente sai todo mundo um pouco mais alinhado das dificuldades de cada um. E é isso.
Eu queria até complementar essa sua fala dizendo o seguinte: a gente só vai conseguir, de fato, mudar a realidade da construção no Brasil se a gente se abrir para o novo. E se abrir para o novo dá trabalho, porque muitas vezes a gente fica muito fechado. "Num grupo eu tenho ali 2 fornecedores." Mas existem muitas soluções no mercado. O que a gente precisa é se abrir, eu preciso ouvir. Vamos ouvir o que essa pessoa tem para me apresentar. Será que ele está sendo só legal, trazendo ali um chocolate, alguma coisa, ou pagando o almoço? Então, a partir daí a gente consegue, de repente, quem sabe, entra um novo player no mercado para nos ajudar nesse processo. E antes de passar a palavra para vocês, gostaria de agradecer aos nossos patrocinadores. MBP Isoblock, A Light to All, Additive, sua obra que é detentora da marca Easy Massa e a Bloco BR. Agora, Glória, eu vou passar a palavra para eles darem ali as palavras finais e por último você. Você quer complementar alguma coisa antes?
Não, eu acho que é isso. A gente tem que fazer essas trocas e como você comentou, né, a nossa entrega tem que ser muito genuína. O que a gente vai levar para os escritórios tem que ser algo muito robusto. Por isso que para mim fica até fácil de falar, porque eu tô com uma empresa como a Pilkin, então, que tem 200 anos, fez 200 anos de história agora em maio, e com a marca Blindex que tem 75 anos de história. Então o que a gente trabalha é muito robusto e muito genuíno. A gente sempre tem algo para levar para os nossos clientes, para os arquitetos, que com certeza vai agregar. Mas quando eu vou falar com os especificadores, inclusive nesse evento de amanhã lá com os arquitetos, eu nunca levo uma, uma aproximação comercial. Eu não falo quase de produto, eu falo muito mais das necessidades deles e como essas necessidades podem ser bem atendidas, seja pela Blindex, pela Então, ou por outros bons fornecedores também, porque a gente sabe que existem empresas sérias no mercado e que o meu papel não é convencê-los de que Blindex é melhor, mas de que eles têm conhecimento suficiente para chegar à conclusão por eles próprios de que Blindex é melhor. Então a gente nem fala muito de marca, de venda, aspectos comerciais, a gente não fala disso, a gente fala de conhecimento para que a escolha possa ser feita de uma maneira mais consciente e mais pautada na capacitação.
Sensacional! Então quero agradecer a presença de todos vocês aqui, vocês disponibilizarem esse tempo tão importante para virem aqui no ConstruCast, podcast da Ruby Construção, para proporcionar, compartilhar conhecimento. Então suas palavras finais, Maressa, para a gente encerrar esse episódio. Depois você volta para Letícia.
Obrigada, Paulo. Respondendo um pouco o Marcelo sobre a brasilidade, eu acho muito bacana que o Brasil está hypado. Eu acho que nós temos uma cultura riquíssima e parte do mundo não entende o que é o Brasil. Eu acho que não vão entender, eles talvez achem que agora eles estão entendendo, porque está mais popular, mas não, o Brasil não é para iniciantes mesmo. Como diria Tom Jobim, não é para iniciantes. Mas eu acho muito legal que começamos a olhar para Sérgio Rodrigues, está vendo a movelaria brasileira, que é riquíssima, é muito mais legal do que a internacional em muitos aspectos. Tudo bem, a mesa da minha sala é uma Sarini, aquela, sabe? Que tem aquele pé assim, bem 007, anos 60, 70. Então, porque, na verdade, essa mobiliária brasileira estava pouco disponível e continua ainda sendo um pouco, talvez, mais cara que essa internacional. Mas, particularmente, eu gosto muito que o Brasil está tendo uma visibilidade global e interna também. Os arquitetos internos, se você pegar hoje em dia um dos escritórios, um dos maiores escritórios de arquitetura de varejo, vou falar do nicho que eu conheço aqui, é um escritório que trabalha muito com brasilidade, que faz a Farm, por exemplo, que é uma marca que já leva a brasilidade para o exterior. E quanto a não ser datado, impossível, não tem como. Se você fizer arquitetura mais internacional, daqui a 7, 8 anos você vai falar 2020, 2026. Eu falo isso porque eu faço, como arquiteta de varejo, o ciclo da loja é mais ou menos uns 8 anos, tá? Dificilmente uma loja vai ficar 20 anos sem reformar, a não ser uma Colombo, lá no Rio de Janeiro, aqui em São Paulo, esqueci o nome, aquela lá, uma outra padaria, enfim, a não ser coisas muito tradicionais, tem ciclos curtos, então não tem jeito, a gente tem que fazer, você pode pegar uma arquitetura mais internacional, porque às vezes o projeto, a loja não pede nada brasileiro, não tem como você colocar a brasilidade num produto que não convém, com a Nike, por exemplo, será que tem a ver? Você falou em uma marca que, na verdade, daria para fazer quase tudo. Mas, às vezes, tem marca que não tem, é muito tecnológico. Você vai fazer Samsung brasilidade? Você vai fazer Samsung internacional. Mas, enfim, eu acho que tem espaço para tudo, mas ela sempre vai ficar datada depois de um tempo, não tem jeito. E o que eu ia falar para você, Glória, é o seguinte: também como arquiteta de varejo, precisamos, a cada 8 anos, inventar uma coisa nova. Nós somos diferentes do pessoal do residencial que gosta do bege, do nude. A gente quer que vocês lancem aquela coisa muito chamativa, sabe? Aquele verde-limão, um laranja, um azul, tem neon, tem glitter, porque as lojas precisam se diferenciar. A gente quer que a nossa loja, seja a marca que for, você passe na frente e você fala: "Nossa, já sei!" Você não precisa nem olhar o logo, você já olhou a environment lá, já entendeu qual é a marca, exatamente. Então, para a gente é assim.
Você já começa a sentir o cheiro no corredor, né?
Exatamente. Para a gente é super importante que o mercado forneça coisas novas, diferentes e permaneça, né? Porque o problema é que lança 2, 3 anos, descontinua. Daí você fez, você está com um projeto de expansão de 100 lojas e o produto foi descontinuado, você quer cortar os pulsos. Você, o dono da marca, todo mundo. Então, eu acho que esse é o desafio especificamente, estou falando desse mercado varejista que tem a ver também com resistência, é um mercado que é um pouco mais técnico e menos... É mais experiencial, mas diferente da casa que pode tudo. Você fala: "Mais 100, mais 200", não é, ele quer tudo, ele quer preço, ele quer... Assistência e ele quer novidade. Então é isso, eu acho que o vídeo tem tudo a ver porque vocês têm uma personalização mais rápida assim da indústria, né, no geral, mas precisa sempre trazer novidade, a gente ama.
Sensacional, agora eu queria só que você desse suas considerações finais antes.
As minhas considerações finais? Como assim minhas considerações? Já fiz, gente, as minhas considerações.
Eu amei.
É que você tava respondendo o Marcelo. Agora suas considerações finais para a gente encerrar sua participação nesse episódio aqui diretamente, né?
Deixa eu só falar uma coisa que a Letícia falou, que ela falou: a gente lá nos Anittini é tratado como rainha. Como eu fiz muita expansão também, que o cara tá lá pensando: meu, vou fazer 100 lojas, não importa que ela já tem 30 metros quadrados, são 100. Então eu também tive uma disponibilidade muito grande com fornecedores. Mas se você falou uma coisa que é muito interessante, no mercado vidreiro eu percebo que quem— vidreiro que fala— eu percebo que quem detém esse conhecimento é esse fornecedor, mesmo fornecedor mais simples, ele te orienta relativamente bem. Ele é aquele cara que você vai, manda a maior besteira, e ele te liga: "Maressa, para que você quer isso aqui? Esse jumbo, você vai fazer o quê? O que você vai deitar nesse vidro que precisa ser tudo isso?" Então, eles nos auxiliam. O vidro tem isso, outros mercados são mais complexos mesmo, concordo com você, é difícil para quem está começando. Mas minhas considerações finais, então. Amei, amei, Paulo, obrigada. Ai, gente, amei estar com vocês aqui, foi uma troca ótima. Glória, que aula!
Ai, obrigada.
Amei mesmo, muita coisa que tenho certeza nunca mais esquecerei. Então é isso, gente.
E quando precisar, você vai lá no episódio assistir de novo.
Tem isso também, tá gravado.
Letícia, concurso?
Gente, então a gente chama aqui, tá? Porque a gente vai trocar os WhatsApps, eu me apego, tá? Depois que eu converso assim com as pessoas, fico apegada. Então desculpa aqui.
É, a Glória é controladora, ela quer controlar.
Me apego a gente ter contato, porque eu não gosto de fazer amizades e nunca mais ver as pessoas, entendeu?
Eu também me apego, eu sou emocionada, então a gente está na mesma página.
Depois eu vou querer saber o signo de todos.
Eu amo!
A gente faz ali uma salinha de astrologia daqui a pouco. Mas eu tava pensando aqui, você falando, né? Ai, porque o mercado varejista pede tanto uma cor diferente, um glitter, um não sei o quê, e eu fiquei pensando pensando: "Gente, o trabalho da Glória é difícil mesmo", porque eu estava aqui: "Nossa, hospitalar, claro que a gente traz coisas novas, traz cores novas e tal, mas é sempre assim, tipo, o que dá menos manutenção, o que é mais resistente, o que é mais fácil de limpar, o que eu posso tacar água com todo desinfetante do mundo aqui e vai resistir". Então é isso, é muito plural, assim, né? Isso que a gente está falando, assim, de duas áreas da arquitetura, né? A gente nem está falando de todas as outras que existem, né? Então, eu acho que o que você falou do trabalho de formiguinha é realmente muito real, assim. De forma alguma, quando eu falei aquela questão da gente ficar um pouco perdido em relação a esse apoio, era na intenção de dizer que a gente não está respaldado. Muito pelo contrário, eu sempre fico pensando: "Nossa, que legal, isso partiu da indústria, mas será que isso não deveria partir da academia? Será que isso não deveria partir de dentro da faculdade?" Será que a gente não deveria ter acesso a isso antes? Mas se a gente for pensar nisso, a gente vai ter que ter acesso a milhares de coisas que a gente sabe que a gente vai aprender, exato, na experiência. Então, faculdade de arquitetura já custou um pouco para a gente, imagina se a gente fosse ter acesso a tudo isso. Então, eu entendo que esse trabalho que vocês fazem, que na verdade não é nada de formiguinha, é muito impactante para a gente, é muito gratificante, gente. Ter acesso a pessoas que têm tanto conhecimento desse produto e que meio que guiam a gente, né? É muito diferente realmente daquilo que você falou de ser vendedor, né? Não existe. Eu lembro que quando eu comecei a atender fornecedores, eu achava: "Ah, esse aí é vendedor, ele vai falar para mim que esse daqui é o melhor para eu comprar." Não, não, não. Ele vai lá para te dar uma aula. É exatamente isso que você falou. Então você sai até empolgado, né? Do tipo: "Ai, vamos lá, vamos especificar." "Vou modificar isso daqui, vou colocar no..." Já sei até qual o projeto que estou pensando aqui que eu vou colocar essa especificação e tal. Depois tem o mundo real, depois tem a questão do orçamento, do budget, a reengenharia, tudo aquilo que acontece e a gente às vezes nem fica sabendo, mas é muito rico e é muito interessante. Eu espero que a gente consiga, sim, a partir desse seu trabalho, democratizar mais o acesso a essas informações, É isso, a gente tem os influencers, tem as redes sociais aí que às vezes fazem um trabalho contrário ao nosso, mas também pode usar isso a nosso favor.
O canal é de vocês, viu? O Zanettini manda aqui.
Ele manda em todos os lugares, ele chega em todos os lugares, as pessoas estendem o tapete vermelho. Mas em relação às considerações finais, é agradecer realmente por estar aqui. Eu estava ali um pouco intensas. Gente, mas assim, como que eu vou contribuir? Mas é justamente isso, a gente tem sempre o que trocar, né? A gente tem sempre o que aprender muito. E é isso, é muito admirável ver pessoas da nossa área com tanto conhecimento, né? A gente que tá lá enfurnado no escritório, tal, não sei o quê, sempre na mesma rotina, lidando com problema de obra, tal, às vezes a gente fica um pouco, ah, poxa, poderia ser melhor isso ou aquilo. Mas quando a gente vem aqui para um papo e traz um pouco dessas essas experiências, acho que a gente sai um pouco mais, como pode dizer, renovado mesmo para nossa atuação. Então, obrigada pelo convite, eu adorei.
Eu que agradeço. Tainá, suas considerações finais?
Olha, eu achei muito importante porque tudo isso que a gente conversou, porque eu como arquiteta recém-formada, eu achava, eu estou dentro da indústria, mas eu achava que era vidro temperado, laminado, comum, simples assim. Todo mundo acha que é isso, né? Então, mas na hora, na prática, a gente vê que não, tem um leque de possibilidades dentro de cada um. Então eu acho que é muito bacana esse bate-papo nosso, né, entre fornecedor, arquiteto, cliente final, gente leiga, que as pessoas conseguem entender mais a dimensão daquilo que a gente está propondo, né? E muito obrigada pelo convite.
Só gratidão também pela sua participação. Breno, suas considerações?
Eu queria agradecer o convite, a Glória, a todos vocês por esse papo maravilhoso. Agora eu já saio daqui com muito mais conhecimento para poder aplicar e venho aqui publicamente cobrar a visita na fábrica.
Será feita. Estou me comprometendo publicamente. Está gravado isso, né?
Está gravado. Tá gravado e vai ser, vai estar liberado um episódio por dentro da indústria para a gente conhecer.
Isso aí.
Isso aí. Não, brincadeiras à parte, queria agradecer também ao convite do Paulo. E bom, vamos continuar esse trabalho de divulgação de novos produtos, de novas tecnologias, inovação.
Glória, agora com você. E não tem nem o que falar dessa participação, é sempre uma aula. Falar com você e suas considerações finais pra gente encerrar esse episódio, que por mim a gente ficaria aqui mais algumas horas conversando.
Olha, só agradecer muito a oportunidade, né? Pra mim é um grande prazer mesmo ter esses contatos, conhecer as pessoas e poder contribuir. Eu acho que é pra isso que a gente tá aqui, né? A gente não tá aqui, como a Letícia comentou, a gente não tá aqui pra vender produto, não é isso, é muito mais do que isso, porque quando a gente contribui Primeiro que o vínculo que a gente tem é muito maior e o resultado do meu trabalho, do trabalho de cada um aqui, é muito melhor. Então quando a gente chega nisso, aí, isso que eu chamo de trabalhar com propósito. Pra você ter uma ideia, no ano passado a gente teve o treinamento lá com os arquitetos de Blumenau sobre as normas. Então a gente foi muito mais técnico, a gente humaniza tudo, mas tratou a aplicação do de forma muito mais técnica. Esse ano, muitos deles vão de novo para o evento. Então, a gente tem mais pessoas que já viram o conteúdo do ano passado e que estarão com a gente amanhã de novo. Para vocês terem uma ideia do que eu estou levando lá, é um conteúdo que está para além do produto. O título da minha palestra lá amanhã é: "Principalmente considerando a era das redes sociais, onde a gente vê tanta coisa e a gente se confunde muito, O título é "Menos Pose e Mais Propósito: A Excelência como Estilo de Vida". Porque quando a gente escolhe a excelência como estilo de vida, você vai aplicar excelência em todas as etapas, em todas as esferas da sua vida, inclusive, principalmente no seu trabalho, nos seus projetos. E aí você vai especificar melhor, você vai trabalhar melhor, você vai atender melhor o seu cliente, você vai atender melhor o escritório. E com isso a gente consegue propagar um benefício até social, vamos dizer assim, muito maior. Então acho que isso é super, super importante. E o segundo ponto é que trocas como essas são muito, muito importantes. Eu sempre falo que todas as pessoas, todas, eu tenho certeza absoluta que todo mundo sabe mais e menos do que alguém sobre alguma coisa. Com certeza cada um de vocês sabe muito mais do que eu sobre alguma coisa e eu eventualmente vou saber mais do que vocês em alguma coisa. Imagina se a gente troca? Só nessas combinações aqui, cada um de nós vai sair daqui muito melhor. Então eu incentivo muito isso e espero que vocês também levem isso para frente, tá? Propaguem os conhecimentos de vocês e absorvam os conhecimentos das outras pessoas também.
Sensacional, Glória! E eu, minhas considerações finais, A palavra gratidão resume tudo. Pela primeira vez, um canal dedicado a unir a construção civil colocou um grupo de arquitetos junto com uma pessoa representando a indústria. Eu acredito que é com união que a gente vai transformar o setor, e esse episódio aqui, a palavra união resume. Então esse foi mais um episódio diretamente da Expo Construção Offsite. Aqui no Sambódromo do AMB. Afinal, conhecimento também se constrói. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstruiCash.
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