O Fim da Alvenaria? Mestre de Obra e Engenheiros Debatem o Futuro do Canteiro Podcast de Construção

Paulo Barros moderates a discussion between master builder Cláudio, who has 29 years of experience, and four engineers about the future of construction in Brazil. They debate labor shortages, industrialization through steel frame systems, and how to transform site leaders into team developers. Cláudio shares his daily presence on site and emphasis on worker development as key to retention.
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O convidado de hoje veio diretamente de Crateus e há mais de 29 anos ele trabalha construindo o sonho das pessoas. E hoje ele se tornou uma das maiores autoridades quando o assunto é liderança em canteiro de obra. Eu estou falando do Mestre Cláudio, que vai ser sabatinado por 4 engenheiros de diferentes tipologias de projetos, enfim, tipos de obra.
ConstruiCash, arquitetura, engenharia e construção.
Este episódio é um oferecimento MBP Isobloc e Easy Massa, tecnologia aditiva em sua obra. Mestre Cláudio, eu vou dar um minuto para você se apresentar, depois a Sheila, depois o engenheiro André, depois o engenheiro Luiz Gonzaga e depois a engenheira Priscila Bezerra. Vem lá! Quem é o mestre Cláudio, em um minuto?
Sou o mestre Cláudio, sou cearense, de Crateus, sou marido da Elisângela, dessa mulher maravilhosa que está aqui há 25 anos, e estou dentro da construção civil há 29 anos. Comecei minha trajetória na construção civil em 1997, como servente de pedreiro, E depois, servente carpinteiro, fui galgando os meus cargos e cheguei em 2010 a mestre de obra. E de lá para cá, não só como mestre de obra, mas também venho tentando virar um líder de equipe cada vez mais atual.
Sheila, por favor.
Que incrível! Eu também sou engenheira há 29 anos, mesmo tempo que o senhor entrou na obra. Eu não entrei porque eu não tinha emprego. Então, eu sou a Sheila, sou engenheira civil. Há 29 anos. E comecei vendendo curso de inglês, formada. Logo consegui uma colocação na área de obras comerciais, trabalhei em obras de shopping center muito. E hoje atuo com obras comerciais exclusivamente. E há 7 anos com Light to Frame.
Que legal!
Faço as obras do McDonald's há 15 anos. Construía em tijolos, obras rápidas em tijolos. E depois comecei a fazer obras rápidas em sistema rápido. Melhorou bastante, tá, gente?
Vamos lá, tá bem bacana agora. André Martins, diretamente de Brasília para o ConstruCast.
Maravilha! Primeiramente, muito obrigado pelo convite, Paulo. Muito obrigado por pertencer a essa equipe de elite que aqui está, não é? Eu sou André Martins, engenheiro civil, dono da Torre Engenharia. Estou no comando de uma equipe de alto desempenho que busca levar a qualidade e a satisfação para todos aqueles que sonham em ter uma edificação, de ter um lar, de ter uma residência e principalmente no meu core business, que tem sido a construção de galpões. Nós estamos fazendo galpões e sistemas construtivos industrializados, pré-fabricados, que tem tudo a ver aqui com off-site, com obras modulares, e o cliente quer cada vez ver o quê? Qualidade, velocidade e preço justo, que seria o preço baixo para ele, justo para nós, né? Então muito obrigado pela presença e agradeço por estar aqui com o mestre Cláudio, que é lá da nossa terrinha, Distrito Federal, faz obras magníficas, né?
E é isso.
Vamos lá, Luiz Gonzaga, com você. Mestre Cláudio, achei, achei você. Lembra que você estava provocando a indústria lá atrás, né? Sim, vamos ver, vamos lá, Gonzaga.
Bom, Luiz Gonzaga, Não, Rei do Baião, mas acabei herdando a tipologia, né? Formado há 23 anos em engenharia civil, casado, 3 lindos filhos, uma esposa que se não fosse ela também não teria nem estudado, né? Estudei depois de casado, né? Então, para mim, engenharia mudou a minha vida, engenharia me transformou, é o meu futuro, né? E antes até de me formar, o primeiro emprego que eu que eu tive, já foi tendo contato com soluções metálicas. Então, a minha história, minha trajetória toda profissional foi dentro da indústria da construção metálica. E eu não consegui, desde então, mais sair desse território. Então, iniciei numa empresa que fabricava galpões metálicos com telhas autoportantes, na década de 90. E que depois migrou para as estruturas leves de cobertura e depois para as coberturas ripadas. E eu assisti toda essa transição, participei de toda essa transição e hoje atuando numa indústria que desenvolve soluções termoisolantes para garantir a segurança, proteção das construções, sejam em áreas refrigeradas ou em áreas comerciais. E a indústria fazendo parte desse processo de transformação da construção, não poderíamos nos furtar a fazer parte desse processo, dessa transformação. Queremos contribuir. Estamos querendo entender de que forma que a gente pode contribuir melhor dentro dessa trajetória que a construção agora está sendo forçada à evolução, à transformação, à modernização. É isso. E obrigado pelo convite, Paulo.
Maravilha, gostei.
Me sinto honrado de estar aqui com todo esse time realmente de grande peso. E o Mestre Cláudio, que se há pouco conheci, se transformou em um amigo, né? E quem não gosta do Cláudio, né? É difícil não gostar do Cláudio.
Priscila, você é engenheira especializada em projetos de impermeabilização, que isso aqui eu costumo dizer que pouca gente dá importância para impermeabilização, e vai ser muito bacana essa troca aí junto com o Mestre Cláudio. Quem é Priscila Bezerra?
Primeiro, obrigada pelo convite. Também quero dizer que é uma honra estar aqui do lado do Mestre Cláudio e com todos esses engenheiros aí que tem longa data de experiência, né? E eu comecei na impermeabilização em 2010, e aí foi executando obra. E eu respeito muito os mestres porque eles têm um conhecimento muito aprofundado, principalmente conhecimento prático, que agrega muito na nossa profissão, né? E aí eu trabalhei 9 anos executando a impermeabilização. Depois eu fui para uma indústria de impermeabilizantes, onde atendi a área técnica a nível Brasil, obras de indústria, de saneamento, de infraestrutura, predial, residencial, enfim, todo tipo de obra voltado para a linha de impermeabilizantes. E aí depois eu decidi montar a minha empresa, que é a Obra Seca, uma empresa especializada em projeto e consultoria de impermeabilização. Então esses 16 anos na construção civil foi sempre focados para impermeabilização. E aí, falando da parte acadêmica, eu fiz o curso de engenharia civil, fiz uma pós em impermeabilização e fiz uma especialização em impermeabilização na Espanha. Então, sobre impermeabilização, é minha vivência diária e também sou mãe do Gustavo e do Gabriel, que estão aqui inclusive junto com meu marido. E de novo é uma honra estar aqui com vocês.
Obrigado, Pri. Agora, levante a mão quem quer fazer a primeira pergunta para o mestre Cláudio, porque eu vou deixar a minha um pouquinho mais para frente. Mestre, vai Gonzaga! Vamos lá, Gonzaga!
Você já começou dizendo que ele vai me questionar e eu vou perguntar para ele?
Vamos lá, indústria. Indústria é interessante, vamos lá.
Mestre Cláudio, parece até que a gente está falando com um ser supremo, né? E você é um ser supremo no momento que o mercado vive, né? Porque você se transformou numa peça, num item raro dentro da construção. É assim que eu, quando eu te acompanho, quando eu te conheci, Cláudio, vamos dizer, a gente vê em você, naquilo que você desempenha, É um papel que se transformou raro dentro desse setor, né? Pessoas que queiram fazer bem e amam aquilo que fazem. A gente vê isso no seu dia a dia, pra quem te acompanha fica claro isso, né, Andre Abucham?
Fica claro, é uma alegria.
Fica claro que você faz aquilo com gosto, com esmero, com amor, com paixão, né? E hoje quem quer ser mestre de obra, Cláudio?
Poucas pessoas querem ser mestre de obra.
Então eu vou começar te perguntando: para onde vão os mestres de obras? Onde estão os mestres de obras?
O que acontece hoje, Gonzaga, com o mercado? É um mercado da construção civil que envelheceu a mão de obra. A mão de obra envelheceu muito. Hoje a nossa margem da construção civil vai dos 45 anos para frente. A juventude não quer mais a construção civil. E a tecnologia, a indústria e a construção, a gente tem que unir essas lideranças, engenharias, diretores, gestores e empresas, e nós tentar buscar de novo essa mesma pergunta que você fez para mim: cadê os mestres de obra? Mas cadê todas as mãos, o engenheiro, o carpinteiro, o pedreiro? As pessoas não estão querendo mais a construção civil. Então isso é muito sério. E falando, como você falou, da minha dedicação, eu sou apaixonado pela minha profissão. Eu tenho uma frase que é assim: "Faça sempre o seu melhor." E eu saio de casa todos os dias para fazer o meu melhor. Ah, vou encontrar barreira? Vou encontrar dificuldade?
Vou.
Mas eu vou atrás de fazer o meu melhor. Então isso é todos os dias. A minha responsabilidade pelo meu trabalho vai muito além do salário, muito além. O salário não me faz acordar todo dia cedo e ir para o meu trabalho, mas a paixão que eu tenho pela minha profissão, de fazer o bem feito, de formar novos líderes, de formar novos profissionais, de cuidar daquelas pessoas que estão ali comigo, tanto faz ser da engenharia como das pessoas que são meus subordinados, meus colaboradores, Eu tenho paixão por cada momento dentro da obra, por cada pilar que eu concreto, que eu confiro, o cálculo da fundação. Todas as etapas da obra, para mim, toda obra que eu vou começar é como se fosse a primeira. E por isso que eu sou apaixonado pela minha profissão. E eu fico muito, assim, às vezes eu falo muito sobre a liderança. A liderança, nem todo mundo hoje quer o cargo de liderança. Ser líder não é fácil. Ser líder requer muita responsabilidade, requer muito tempo. Você precisa ter vontade, porque hoje você ser um mestre de obras e ser um líder, você é praticamente um gestor. E não só de mão de obra, de pessoas. Você vai cuidar praticamente do psicológico dos funcionários. Hoje é muito difícil mexer com gente, não é fácil. E eu assim, eu sou muito feliz de estar aqui no meio de pessoas maravilhosas que são todos vocês aqui. O Gonzaga é o segundo evento que a gente está junto, e assim, é gratificante. Eu, eu, é o terceiro, terceiro, é. E hoje eu fico Olho de onde eu comecei lá atrás, como servente de obra, fazendo todas as etapas, e o que era a construção civil há 29 anos atrás e o que é hoje, e o tanto que nós precisamos melhorar ainda dentro da construção civil. Então, para quem quer a construção civil e quer trabalhar dentro da construção civil e a indústria que está junto ali dentro da construção civil, tem um espaço enorme E vou dizer uma coisa para vocês: a construção civil é um local de se trabalhar muito bom e muito agradável ainda. É onde você vai buscar profissões ali dentro que você vai conseguir mudar a sua vida financeira, a sua cabeça. Você vai se apaixonar pela construção civil. Eu falo para os jovens: não desista da construção civil.
Complementando, só para não perder o raciocínio, mas Cláudio, agora quem vai te provocar sou eu. Porque assim, esse evento ele trata de um tema que nasce querendo resolver uma dor que o mercado sinaliza viver, que é a escassez de mão de obra. Pela escassez de mão de obra existe todo um movimento sendo feito para industrializar a construção, para tirar a construção do canteiro para trazer para dentro da indústria, para que ela possa ser construída dentro de um ambiente protegido, que tire as intempéries da vida do operário, o risco, aquela coisa toda. Quando você trata desse ponto, e aí realmente aqui é uma curiosidade, porque quem vive essa experiência no dia a dia aqui, acho que de todos nós com maior intensidade é você. Você me falou que é uma obra com mais de 700 pessoas trabalhando, Simultaneamente.
Simultaneamente.
Simultaneamente. É uma cidade acontecendo debaixo dos seus pés, né? Você considera qual o principal fator realmente, Cláudio, que tem afastado, tem gerado desinteresse na população, nos jovens? E não é só nos jovens, não. Você pega engenheiros recém-formados, profissionais de outros setores, olham para a Constituição Civil com um certo desprezo, com certa repugna, olham aquilo como se fosse algo que não é valorizado. Mas, para mim, a curiosidade é: onde está realmente o fator que gera essa desconexão com o nosso pessoal que está no campo, que hoje migram muito para atividades como motoristas por aplicativo, Eu ando de Uber o tempo todo, conversa com os caras. São antigos pedreiros, são engenheiros formados, são advogados que pararam na frente de um volante para dirigir um carro porque entenderam que aquilo era um ambiente mais confortável. O que você considera que é o fator realmente que afastou?
E eu te digo isso porque eu vivo isso dia a dia, então eu posso te falar o que o pedreiro pensa, o que o carpinteiro pensa, o que o encarregado pensa, o que o mestre de obra pensa, e talvez até alguns amigos engenheiros pensam. A construção civil, por muito tempo, ela foi muito castigada. A gente, e isso culpados são muitas pessoas, são muitos gestores da construção civil, por a construção civil ser um ambiente meio tosco. Um ambiente inóspito, muito áspero, e poucas pessoas têm feito algo diferente para mudar. Mas o principal da mão de obra, do encarregado, do pedreiro, do carpinteiro— O que acontece na construção civil há 29 anos atrás? Há 29 anos atrás, nós, que fizemos isso, vinhamos do Nordeste, para trabalhar em São Paulo, em grandes capitais. E a gente vinha para dentro da construção civil, passava 2 anos, 3 anos, às vezes 1 ano, ia embora para o Nordeste de novo, fazia uma renda e voltava para cá. Essa mão de obra era muito produtiva. Por quê? Porque ela vinha somente para trabalhar. Era uma mão de obra que vinha para dentro da construção civil, muitos, obviamente, ensinados. Muitas das obras grandes tinham alojamento. Vinham para dentro das obras e ali a produtividade era enorme. A gente trabalhava até 10 horas da noite, todo mundo ali já pensando de quando sair pegar aquele dinheiro e ir embora para o Nordeste. O que a construção civil virou hoje? A construção civil hoje não tem mais essa mão de obra especializada. A construção civil hoje trabalha, eu falo isso de Brasília principalmente, mas eu acredito que São Paulo e as outras capitais sofrem a mesma coisa, hoje nós trabalhamos dentro da construção civil com moradores que vieram do Nordeste e estão morando nas cidades satélites de Brasília ou do Goiás, ali perto, em torno, e trabalham dentro da Constituição Civil de Brasília. Aí, o que é esse funcionário? Esse funcionário, quando dá 5 horas, ele quer ir embora. Ele não é mais aquele funcionário que estava ali disponível para a Constituição Civil, para ficar dentro da obra até a hora que a obra necessitasse. Ele não é mais aquele funcionário tarefeiro. Que fica dentro da obra, que faz aquela tarefa, cumpre aquela laje. Não. Hoje o funcionário é morador da cidade que ele trabalha e, às 5 horas, quer ir embora. Sábado não vai. Não é mais a mão de obra e os grandes profissionais que— Para você ter uma ideia, hoje, um profissional da construção civil que trabalha em uma empresa grande, mesmo que trabalhe em um empreiteiro, ele não ganha o que ganhava 10 anos atrás. A desvalorização da nossa mão de obra, ela foi caindo, foi caindo, que hoje um servente, para iniciar, que nós temos que começar na construção civil de servente, é quase um salário mínimo. Como é que uma pessoa vai trabalhar, vai entrar para construção civil, que isso é um dos principais pontos que tiram os jovens da construção civil, para trabalhar um salário de R$1.624, vem os descontos, o cara sai recebendo menos que um salário mínimo. O que que aconteceu? Os salários da construção civil foram diminuindo a porcentagem a cada ano, a cada ano, e o salário mínimo deu uma aumentada. Hoje o poder de compra do profissional, do pedreiro, do carpinteiro, do ajudante, não paga as contas, não paga o aluguel, não paga a prestação do seu carro que ele quer ter, não paga. Aí o que acontece? Esse ajudante entra dentro da Constituição Civil, eu falo isso porque é a realidade que acontece no meu dia a dia, todos os dias acontece isso comigo. O ajudante entra dentro da Constituição Civil, ele passa um mês: "Não, esse serviço aqui é muito pesado para mim." Quando ele vê o salário, ele vai, a mãe compra uma moto, vai ser Uber, vai fazer qualquer outra coisa. Vai para um supermercado, recebe um ticket. Dentro da construção civil não tem. Vai trabalhar numa empresa de limpeza. Todos os outros setores estão tirando as pessoas dentro da construção civil, mas por falta principal, Gonzaga, e te garanto, a desvalorização da mão de obra. Os profissionais hoje voltam para sua cidade do Nordeste e lá eles ganham uma diária de R$120 a R$150, às vezes até R$200, dependendo do profissional. E hoje todas as cidades do Nordeste têm diária para o pedreiro. O pedreiro não fica mais parado em cidades do Nordeste. Então essa mão de obra que migrava do Nordeste para as grandes capitais, nós perdemos ela, nós perdemos muito. E a gente fala em colocar a construção civil dentro da indústria, a indústria dentro da construção civil, Isso é uma conversa que a gente já vem tendo há anos. E de antemão quero falar para você que eu sou apaixonado pelo steel deck, pelo steel frame, viu? Sou apaixonado. Então assim, quero esquecer alvenaria e fazer só steel frame.
Olha o Gonzaga, o mestre apaziguando aqui, está tudo certo.
Aí, ó, aí a construção civil... Quero também, já fiz muita câmara fria com seus painéis, muita, muita câmara fria.
Posso puxar esse gancho do steel frame? Eu tive uma experiência, eu construía em tijolos, falei aqui no começo, eu fazia a mesma coisa, começávamos uma obra do McDonald's com 6 pessoas fazendo fundação, 6 pedreiros fazendo fundação rasa, às vezes tinha estaca. Quando começava a subir alvenaria, tínhamos que levar para 12 pessoas para cumprir o prazo de uma obra do McDonald's, que é 90, 100 dias na época. Na época. Depois, eu tinha que levar para 18 pessoas. Daí entravam instalações, cobria, tinha reboco, enfim, todas as outras atividades. O que aconteceu com a minha vida? Eu tinha que gerenciar 18 pedreiros e mais todas as outras equipes da obra em um prazo muito curto. Quando entrou o Light Steel Framing, eu percebi que conseguíamos tocar a obra com 5 pedreiros. E mais, o ambiente da obra melhora, que é justamente o que o senhor estava falando antes. O profissional não quer viver naquele ambiente inóspito. Então, por que o ambiente da obra melhora? Porque não tem o cara quebrando uma parede ou rasgando com uma maquita uma parede para embutir um cano de hidráulica. Quando ele faz isso, ele toca poeira na obra inteira. Incomoda até os outros, né? Isso, que não está rasgando fica com raiva dele. Daqui a pouco eles estão tendo conflitos. Por causa do sistema construtivo. Então, quando a gente traz um sistema construtivo que eu tenho pelo menos uma parte dele feita na indústria, a profissão do pedreiro não vai acabar, gente. Não existe a profissão do pedreiro acabar. Ela precisa continuar. O que a gente pode fazer é industrializar mais para ter menos impacto na obra, melhorar o ambiente da obra, que é a coisa que eu mais gosto da construção a seco, é o ambiente, porque eu trabalho nele. Eu entro no primeiro dia e saio no último da obra. Não é assim, uma visitinha, passo uma horinha por dia na obra. Não, é o dia inteiro na obra. Quando você percebe que consegue entregar um ambiente melhor para os profissionais, para mim também, que estou lá junto, eles são mais felizes. Você vai trabalhar se você estiver feliz, satisfeito, chegar no final do dia realizado. Produz um pouco mais, com um pouco mais de velocidade, serviço um pouquinho mais leve. Tanto mais leve, a fundação não muda, etc. Mas é um grande ganho. Eu também sou fã do steel frame e sou fã de bons profissionais da construção. Para mim, eles são os mais valiosos. Imagino que estamos virando a conversa, sabe, mestre Cláudio? Porque o profissional da construção civil, agora não existe outra alternativa do que valorizá-lo. E cada vez mais. Então, veja que é um gancho para que as pessoas entrem na construção civil. Porque hoje a hora dele vale X, daqui a um ano vai valer X 10%, 20%, 30%, por causa da escassez. Veja como uma oportunidade.
E para quem está acompanhando pelas plataformas de áudio, gente, vocês precisam ver o olho brilhando da Sheila quando fala de industrializar a construção civil.
Eu, Gonzaga, só complementando o que o Gonzaga falou, eu, especialmente a minha pessoa, mestre Cláudio, eu luto muito para trazer as pessoas para a construção civil. Então, eu tento fazer do meu ambiente de obra o melhor ambiente possível. Não é fácil, mas tento isso todos os dias, ter uma comunicação incrível com a equipe, tanto faz Tanto meus superiores como subordinados, a gente tem uma comunicação dentro da nossa obra que às vezes a gente pensa que nem é 500 pessoas. A gente tem uma comunicação muito bacana com cada equipe, com a equipe de instalação, com a equipe de alvenaria, com a equipe, todas as equipes terceirizadas, e a gente conseguiu isso, esse respeito da equipe da obra. Tem problema? Claro que tem. Uma obra de 500 pessoas tem alguns problemas, mas Se eu for te falar, é uma obra magnífica. E eu tento todos os dias falar isso. A construção civil vale a pena, não desistam da construção civil.
Eu vou passar a palavra para Pri agora, só queria trazer esse ponto para você, Gonzaga. Eu, Paulo Barros, enquanto comunicador da área da construção civil, tento o tempo todo falar para que os líderes das construtoras, visitem mais o canteiro, tenham mais noção do que acontece de fato ali no dia a dia, porque eu tive a sorte de conhecer o mestre Cláudio e ele está me ajudando nesse processo de aproximação das grandes lideranças a visitarem mais os canteiros para entenderem os desafios que acontecem. Depois a Sheila vai trazer um ponto aqui sobre essa questão também da indústria, que eu gostaria ainda de retratar aqui, tá, Sheila? Então deixa no radar aí. Pri, antes de passar também para o Andre, vamos lá contigo.
Bom, agora eu queria provocar um pouquinho aqui o senhor mestre Cláudio sobre a impermeabilização, em qual aspecto. Então vamos imaginar, mestre Cláudio, que assim como eu, que sou especialista em impermeabilização, tem outros profissionais também no mercado que estudam essa miudeza da construção civil. E qual que é a minha pergunta para o senhor, até para o senhor nos ajudar? Quando a gente chega numa obra e conversa ali com o encarregado, com o mestre, e dá uma instrução pra ele de como fazer a impermeabilização, daquela forma que ele tá fazendo não é correta, ou trazer uma tecnologia nova e a pessoa fala: "Não, não trabalho com esse tipo de tecnologia." Ou a frase assim, ó: "Eu sempre fiz assim, deu certo." A cara do mestre! "Aí vem essa menina nova querer mandar no meu trabalho, quando ela nasceu eu já tava fazendo o que eu tô fazendo." E aí, como é que funciona? Para nós, a gente precisa ali— Claro, o senhor tem uma experiência na construção civil enorme, assim como todos nós aqui também temos, mas falando especificamente do senhor, é enorme. Mas quando pega um especialista que cuidou só do isopainel, só de obra industrial, só da obra do McDonald's, só de hidráulica, de elétrica, aquele profissional, ele estudou aquela miudeza profundamente. Se especializou, exato. E quando a gente se comunica com o pessoal de obra, fala: "Não, não vou fazer assim, porque eu sempre fiz assim e deu certo." Como que nós podemos fazer para mudar a mente desse profissional que é o "sempre fiz assim, deu certo"?
Não é fácil, mas eu vou lhe dizer, é possível. Eu gosto muito de impermeabilização, Olha só, eu gosto muito. Tem o curso master de impermeabilização com a Irene, olha só, e o Matheus Leone. Legal, fiz dois cursos com eles de impermeabilizações, e curso muito bacana. E sou muito fã de impermeabilização, uso muita impermeabilizações nas minhas obras: poruréia, manta, as poliméricas da vida. Então conheço todas as impermeabilizações possíveis, e eu escutam demais todos os profissionais e respeitam demais o profissional, principalmente o profissional que é especializado naquela área. Porque como um mestre de obra, eu acho, se o profissional tá vindo para me ajudar, para trazer o conhecimento dele para dentro da minha obra, é claro que eu vou ouvir. Eu escuto muito todos os profissionais, mas não são todos, né?
Como é que a gente faz?
Olha, tem que conquistar.
Conquistar.
Tem que conquistar, explicar, tentar mostrar para ele que desse jeito... É igual... Vou só te dar um exemplo. Espalhar o asfalto quente com rodo. Todo mundo quer fazer isso. O ideal é com a beata e tudo e tal. Então assim... A gente tem que fazer da maneira correta que o profissional da impermeabilização tá indicando. Eu sou fã de impermeabilização e não só de impermeabilização, é, se for qualquer produto novo que for chegar dentro da construção civil, dentro da minha obra, eu vou dar total apoio para montar, não tenho dúvida.
Mesmo porque a impermeabilização ela não tem margem para erro, ou a gente tem uma área totalmente tanque, ou se tiver um ponto de infiltração, já não tá bem sucedido. Então realmente não dá para—
e eu fui atrás de fazer o curso justamente para poder ouvir os profissionais da impermeabilização e poder fazer um acompanhamento melhor. Então assim, eu tenho um expertise em impermeabilização porque as obras de Brasília não tem telhados, tudo impermeabilizações, coberturas, piscinas em coberturas, prédios horizontais, com piscina, tudo. Então é toda a área de impermeabilização.
O exemplo arrasta, né?
É.
O quanto você realmente consegue influenciar nas estruturas abaixo, porque quem vai no fundo pôr a mão na massa, e eu entendo que a provocação dela é que o operário que vai realmente mexer aquilo, ele traz consigo paradigmas, ele sempre foi assim, aprendeu assim, e isso não é diferente na indústria não, cara. Qualquer inovação que a gente o que a gente vai trazer é uma quebra de paradigmas, é ter que fazer as pessoas realmente abrirem a mente para poder acessar uma novidade. Mas quanto você tem poder nessa posição que você tá de influenciar?
Eu influencio muito. Eu chamo, quando eu tento influenciar lá no local orientando ele, quando eu vejo que a resistência está muito grande, digo: vamos ali na minha sala tomar um café.
Então o segredo está no café.
Vamos ter uma conversinha nós dois ali.
Gente, mas eu vou te falar, a sala do Mestre Cláudio já visitei, tá?
E tá lá, ó, foco, disciplina e execução.
Tem 3 quadros assim, ó, gigantes assim. André, contigo agora.
Vamos lá.
Mestre Cláudio é uma pessoa que a gente tem admirado muito, principalmente pela liderança pela capacidade de gerir milhões de pessoas ali, sei lá, 500, 700 pessoas sob o comando dele, a responsabilidade de estar presente. Então, nesse debate que a gente está tendo, nessa pergunta, nessa discussão aqui técnica de construção civil, eu estava tentando buscar uma pergunta, o que não está fácil, são vários temas que são abordados, mas me veio aqui uma ideia, uma luz, uma inspiração, onde eu lembro da bandeira brasileira, em época de Copa do Mundo, em ano eleitoral, e lá tem uma frase escrita na bandeira que é de Auguste Comte, onde diz: "Ordem e progresso". Dentro da Toro Engenharia, eu bato na tecla e digo assim: "Ordem é progresso". E quando eu falo de ordem, eu estou falando de organização. Organização para se trabalhar. Vem aqui junto com a— desculpa— com a Sheila, né, que falou de ambiente. Ambiente organizado, Ambiente seguro, ambiente com alta produtividade. É isso que a gente busca nos nossos canteiros da Torre Engenharia. E eu vejo isso nele lá, organização máxima para poder aplicar autoridade e liderança, né? Então, Mestre Cláudio, a pergunta que eu lhe faria é o seguinte: o que que você faz no seu dia a dia quando acorda e se aproxima de uma equipe E ela se aproxima de você para ter essa conexão do que se deve fazer, do que não se deve fazer. Como é seu dia a dia com esses colaboradores?
Olha, quando eu acordo, que eu vou para minha obra, que eu entro dentro da obra, que eu já começo ali já dando um bom dia para minha equipe e vou, logo após o início dos trabalhos, vou visitar Cada equipe. E assim, eu fico tão feliz da maneira que a equipe me recebe. Eu tenho encarregados que são bem mais velhos do que eu e respeitam a minha liderança, porque eu costumo dizer assim: "O mestre manda, o líder pede". E a minha primeira voz para qualquer "punservente" para um engenheiro, seja para quem for, é por favor. Então não tem nada de estar mandando, é por favor. Então assim, e quando eu vejo que eu preciso corrigir algumas coisas dentro da equipe, quando eu vejo que eu preciso corrigir a equipe inteira, chamo a equipe no coletivo, vou ali, falo com respeito, mas firme. E consigo transmitir, aprendi a transmitir essa voz para eles, para eles saberem onde é que cada um errou, o que cada um precisa melhorar. Então, isso eu fui aprendendo ao longo do tempo, quando eu decidi deixar de ser mestre e ser líder. E hoje eu tenho uma comunicação com todas as equipes minhas, as minhas equipes, assim, de uma transparência tão tranquila que eu não preciso ir buscar palavras, não preciso— Falo naturalmente e a equipe entende a minha voz ali. Então, eu fico muito feliz com isso. Eu sou um profissional realizado, para dizer a vocês, e, principalmente, não só em execução de obra, que hoje a posição do mestre de obra, conferir projeto, conferir plumo, nível, isso já deixou há muito tempo. Hoje, nós somos mais gestores de equipe, montar equipe, liderar equipes, que não é fácil. Psicólogo é tudo, mas uma das coisas mais que eu me orgulho é de poder agregar conhecimento à minha equipe. Eu, esse ano, do ano passado para cá, eu já classifiquei mais de 50 pessoas que eram serventes, iniciaram dentro da Constituição Civil, e hoje são profissionais. E isso, assim, você vai fazendo isso e vai fazendo isso dentro da equipe, e a equipe vai reconhecendo o profissional que você é. Então, quando a equipe tem dúvida, ela fala comigo, ela não tem medo, não vou falar com ele, não, eles falam comigo, conversam comigo, tiro brincadeira às vezes com o pessoal, vou para o refeitório almoçar com eles, e eu tenho um ambiente de trabalho maravilhoso.
Que bacana, que bacana! Interessante aqui da fala dele, dá para se tirar que ele é uma pessoa presente.
Presente.
Se você está presente na obra, você acolhe nos momentos iniciais, durante a obra, e a pessoa sente o quê dele? Segurança. A gente precisa olhar no olho das pessoas e saber assim: eu vou trabalhar e com quem que eu posso contar? Então, Mestre Cláudio, parabéns aí por essa presença, por essa liderança.
Se o profissional precisa fazer uma live, às vezes a gente precisa para poder cumprir um uma laje até mais tarde, ele não vai olhar para o lado, ele não vai ver sozinho, ele vai olhar para o lado e vai ver o mestre. O exemplo clássico. Vou contar um fato que aconteceu alguns meses atrás. A gente estava finalizando uma laje e a bomba já estava na obra para concretar. E aí começou a chover. E eu cheguei na laje, não tinha nenhum armador em cima da laje. E quando, assim que eu pisei na laje, "Fuimos os primeiros a ir para a chuva, todos os funcionários foram." Aí eu chamei o encarregado e falei: "Você sabe por que a sua equipe não estava na chuva?" "Porque você não estava." Perfeito.
Interessante, Mestre Cláudio. Você tocou aqui no exemplo de como ser mestre e da importância da evolução profissional dentro do canteiro de obra, do servente ao pedreiro, ao eletricista, ao bombeiro hidráulico, ao encarregado, ao mestre. Esse estímulo à evolução e essa— quando a gente sente que está crescendo, a gente se sente mais feliz. Ver progresso, inspira, motiva, aumenta a produção. Eu acho que talvez essa seja uma resposta até para a pergunta do Luiz Gonzaga: onde estão os mestres? Os mestres estão dentro do canteiro de obra, mas eles precisam acreditar na carreira do mestre de obra, na evolução do mestre de obra.
Mas, André, não é que o mestre Cláudio é melhor do que outro mestre. Não é. Tem profissionais mais capacitados do que eu, no mercado, mas assumir a responsabilidade que hoje exige de um líder de equipe, e muitas das vezes ele até quer, mas por excesso de cobrança, por um relacionamento, tudo, não é fácil, entendeu? E aí alguns bons profissionais vão se cansando, vão batendo, batendo, até que opa, Ora, não precisa...
Ô mestre, sem... Não perco o raciocínio. Tem... Eu vou até complementar uma coisa. Eu percebo que você tem muita liberdade para trabalhar. Dentro de um ambiente de trabalho, imagina, a obra que você toca hoje, está tocando atualmente, que é a maior obra imobiliária em andamento na América Latina... De lajes corporativas. De lajes corporativas. Cara, se você não tiver uma abertura junto à construtora para trabalhar, uma liberdade para trabalhar, fica difícil. Você não entende também que muitas vezes esse problema de relação ali é por falta, porque muitas vezes a construtora não dá liberdade para o mestre trabalhar?
Não vou te dizer a construtora. Eu sou uma exceção porque eu trabalho numa construtora que me dá total liberdade. Eles foram me buscar no mercado.
Mas você conquistou também isso.
Eu conquistei. Eles já me conheciam no mercado. O diretor de obras da empresa que eu trabalho hoje já tinha trabalhado comigo antigamente. Ele foi me buscar porque ele já conhecia o meu trabalho. E, quando eu cheguei na empresa, eu fui muito bem recebido pelos donos da empresa. Não é uma empresa que você não conhece o dono. É uma empresa que eu sento na mesa, converso com o dono, e o dono escuta o mestre, o encarregado, o dono passa pelo servant e cumprimenta. Então, o ambiente nosso, da construtora que eu trabalho, desde o dono da empresa ao servente, é um ambiente maravilhoso, é um ambiente de respeito. Então, eu fui muito bem recebido. E o que eu poderia fazer? Dar meu máximo em troca. O dono da construtora, no dia que eu entrei na construtora, ele foi me receber e falou: "Mestre Cláudio, eu morei..." "O melhor apartamento que eu já morei foi o senhor que fez." Então...
Tem cartão de visita melhor que esse, hein?
Cartão de visita melhor que esse? Sim, então assim, é...
É sensacional, mestre. Eu acho que essa união faz a diferença. Eu queria tanto falar da farofa...
Mas os gestores... Nós vamos chegar na farofa, hein?
Posso provocar eles, não?
A gente tem 10 minutos, eu preciso passar uma palavra aqui porque eu não posso deixar esse ponto, porque é uma... É um ponto muito interessante onde eu tenho... Não, é que assim...
A indústria é alta.
É que a gente tem a indústria. A indústria tem um papel fundamental também nesse processo. Pri, rapidinho, pode ir, pode ir.
Provocar?
Pode provocar, mas não se estenda também.
É muito rápido. Eu gostaria que ele respondesse a primeira coisa que vem na cabeça dele. Nós estamos aqui em 4 engenheiros. O que o engenheiro faz que te irrita? Rápido. Primeira coisa.
Assim... Passar demandas, impossível. Isso é... Boa, Pri!
A gente tem que aprender, né? A não fazer isso com ele.
Mas eu tenho um bom relacionamento com a engenharia. Hoje eu vou dizer uma coisa para vocês, que há muito tempo eu nunca trabalhei assim dentro de um canteiro de obra com pessoas tão maravilhosas igual é o quadro de engenharia da minha obra.
Inclusive, eu quero aproveitar, mestre, e mandar um abraço muito, muito carinhoso para o engenheiro Aníbal, que foi assim, os cara me recebeu lá na—
Não, e lá assim, a gente só, não vou me estender, mas assim, desde o nosso diretor Paulo, do gerente Aníbal, engenheiro Mike, engenheiro César, engenheiro Marcelo, a gente tem um quadro de engenharia. Vocês têm uma ideia como o nosso ambiente? A gente sai para fazer programação fora juntos, a gente vai vai para uma pizzaria ou a gente vai para um local que tem música ao vivo, a gente trabalha tanto com essa união, tanto esse trabalho em equipe, que a gente consegue ter vida fora.
Tem uma relação. Agora, Sheila, essa sua pergunta, enfim, esse tema que você vai trazer agora é muito importante. A gente está com, assim, eu conheço o Gonzaga de longa data e eu tenho certeza que ele pode nos ajudar nesse processo é indústria e obra. A pergunta está contigo.
Falamos rapidamente aqui, tomando um cafezinho antes, sobre o problema da obra e a questão da indústria chegar até a obra, materiais industrializados chegarem na obra, e do problema não voltar para a indústria. Até estava conversando com o Paulo, porque nem sempre a indústria entrega para a obra O que vai ser o produto final? O produto final é uma composição de vários elementos de várias indústrias. E alguns problemas não voltam para a indústria, a ponto da indústria conseguir fazer ajustes no produto e esse produto voltar melhorado. E assim conseguirmos a melhoria contínua que a construção civil precisa. Na industrializada, mais ainda. Principalmente no mercado novo. Então— A pergunta é: como fazer o problema voltar? Como fazer essa informação do problema da obra, que o industrial não está lá vendo, como fazer ela voltar, essa informação chegar na indústria, para que a gente consiga ter as melhorias sem desistir do produto?
Sem desistir do produto. Não é fácil. É porque o que acontece? A indústria quer entrar dentro da construção civil, mas ela quer entrar só vendendo o material.
Esse é o ponto.
E ela precisa treinar as pessoas, precisa treinar as pessoas para poder usar o produto. Então assim, a gente fazer uma obra, fazer uma obra que toda de concreto, ou fazer uma obra mista, concreto, steel frame, aí, opa, eu preciso da mão de obra que vai, vou comprar o steel frame, mas e aí, quem que vai montar? "Vou comprar a telha acústica lá, de montar a minha câmara fria", mas eu não tenho esse profissional. E aí é onde entra o treinamento. Eu vou falar só, eu fui fazer umas obras em São Luís e a gente comprou o telhado da Rollon. Da Rollon, que é, e a Rollon entrega a joias pronta com a telha, aquela lona que você pensa que é uma lona, é uma telha. A chapa lá e você— Cadê a mão de obra que vai montar isso? Então eles mandaram treinar as pessoas, a gente com nossos próprios profissionais que montava outros tipos de estrutura metálica, o cara ficou lá treinando eles, uns 15 dias treinando e virou de uma obra virou 4, 5. Mas se tivesse ido só o produto tinha voltado. Foi o produto e foi o profissional capacitado para treinar as outras pessoas que estavam lá. Porque se fosse levar uma mão de obra especializada também ia sair fora do custo. Porque aí também, ah não, eu tenho um produto e tenho uma mão de obra especializada, mas para tirar mão de obra de São Paulo para ir montar tipo no Nordeste sai muito caro. Então tem que ter pessoas capacitadas para treinar.
Mestre, antes de passar para o Gonzaga, Gonzaga, é muito bacana e muito importante ter o seu ponto de vista enquanto indústria para a gente ter esse equilíbrio. E até eu queria aproveitar na sua resposta, para o Mestre Cláudio, o que você entende também que a gente pode fazer para aproximar os profissionais da obra para entenderem o que está por trás daqueles materiais? Porque, como eu estava conversando com a Sheila anteriormente, a gente só vai ter evolução na construção civil se a gente passar a ouvir mais os profissionais que estão ali no dia a dia de obra. Então, é por essa razão que eu falo, tem muita resistência, porque, imagina, o cara está na indústria, Mas quem vai aplicar é quem está tendo ali as dores. Se esse cara não tem acesso à indústria, porque o que a indústria quer receber? Eu quero receber o arquiteto, eu quero receber o diretor da empresa, é o cara técnico de compra que está comprando em volume. Só que eu, de verdade, eu não vejo um incentivo da indústria para trazer aquele cara que põe a mão na massa, porque é de lá que vem a inovação. Gonzaga, com você.
Eu não tenho dúvida que a indústria, durante muitos anos, durante quase que a sua vida inteira, ela focou em produzir. Eu vou falar um pouco daquilo que eu vivo, que são a produção hoje de painéis termoisolantes. O investimento que é feito numa máquina, num equipamento desse, é um CAPEX milionário. Esse investimento só retorna se eu tiver escala. E a indústria, ela acaba se fechando dentro da sua caixa, preocupada em escala, esquecendo que só existe escala em algum momento se houver quem adquira. Bom, o nosso momento aqui de estar na Expo Offsite é um pouco buscando isso, Sheila, Porque se eu falar especialmente da indústria do CIP em PIR, que é o produto que eu estou desenvolvendo, estamos trabalhando, o que hoje tem de linhas produzindo esse painel, esse produto no mercado, ela opera com 50% de ociosidade de ocupação. Ou seja, as indústrias estão fechadas, preocupadas com escala. Mas sem conectar diretamente com aquilo que é capaz de acelerar essa escala.
E sabe o que eu vi há pouco dentro do seu stand? Eu nem te conhecia, né? A abertura que vocês têm para desenvolver novos produtos com soluções diferentes. E quando você vem para um mercado de obras menores, de obras de tempo mais curto, da obra off-site, Naturalmente você vai ter mais feedback, você vai ter mais desafio, mais coisa. "Olha, eu preciso solucionar este caso." E volta para a indústria e o que você faz? Aí você começa a ter produtos que o mercado não tem. Você não vai vender só uma commodity do teu mercado. E sim vender solução, que é o que a gente precisa.
Mas eu tenho algo aí que tem um ingrediente intermediário aí. Porque para que um CAPEX desse que é milionário, investimento muito pesado, se eu começar a criar muita personalização dentro do processo, eu não viabilizo o investimento, ele não se paga e aí eu tenho um problema, eu não invisto.
Veja como é difícil, né?
Então assim, o que eu acho que falta, Sheila, que aí eu concordo e volto a dizer, foi a pauta da minha palestra e eu tenho defendido isso dentro da minha companhia, eu não sou o proprietário, Mas sou uma voz dentro do proprietário para mostrar que em algum momento nós precisamos fazer o que nós estamos fazendo. Porque daqui a pouco não vai ter ninguém utilizando painel se eu não disser onde ele pode ser utilizado e como eu tenho que resolver essas questões. Eu só não tenho, por hora, como indústria que busca escala, é fazer esse tipo de adaptação, Sheila. Então o que eu acho que é um caminho? É desenvolver pessoas intermediárias.
A indústria de acessórios, por exemplo.
De acessórios.
Acessórios impermeabilizantes para as construções dos proprietários.
A capilaridade é que você pega o painel em si, você leva para empresas menores, aí você também capilariza isso aí.
Sim, porque daí essa indústria se paga.
E você desenvolve pequenos empreendedores, médios empreendedores que pegam esse painel, vamos chamar ele de o bruto, e transforma em algo personalizado, seja com uma madeira, com uma placa de gesso, com uma placa cimentícia, passa os dutos de elétrica, prepara uma conexão de hidráulica, porque eu como indústria, em função de precisar de escala, senão eu não pago, eu não encontro o ROI do negócio, eu não consigo entrar nesse setor. Então, eu estou aqui hoje fazendo o quê? Que caminho que a indústria precisa criar para que a gente possa escoar esse painel? Porque o déficit de construção que existe no Brasil é gigantesco. Se a gente for para imobiliário, então, é um negócio absurdo. Não há como resolver isso, primeiro, se não tiver escala. Mas adianta ter escala se não tiver quem resolve a aplicação? Então, tem algo intermediário aí, Paulo?
Na verdade, tem muita oportunidade aí, né? Tem, gigante.
E a indústria do vidro faz muito bem. Se você pegar o vidro, faz isso muito bem. Porque você tem a indústria principal, aí você tem as beneficiadoras, e muitas vezes, dependendo do porte das beneficiadoras, Você tem pequenos vidraceiros com maquinário.
E os grandes acessórios, né?
É, e aí você fortalece o setor.
A indústria moveleira foi por esse caminho.
Sim, também.
E eu acho que o painel, vou falar do produto que eu desenvolvo. O painel em SIP, por exemplo, que nós temos como produzir em larga escala. Hoje, a quantidade de linhas que tem no Brasil tem capacidade de produzir mais de 54 milhões de metros quadrados por ano. E está ocupando só 50% disso. E considerando os investimentos que estão por vir, eu considero que em 10 anos isso pode dobrar de capacidade. Só que se não houver um investimento da própria indústria junto com os setores, junto com ações como essa, ABICOMs da vida que incentivem isso, como criar esse intermediário como fez a indústria moveleira e a de vidro que você está falando, que pega esse painel bruto e adapta ele pra aplicação numa residência, numa clínica médica, num McDonald's da vida. Porque o painel que a gente fabrica é um painel autoportante, gente. Ele não precisa de mais nada, ele se autoestrutura. Dependendo da aplicação que você faz, só precisa de estrutura auxiliar. Agora, o mercado entendeu isso?
Não.
Por quê? Porque eu tô preocupado em produzir, faturar, mas não tô conseguindo comunicar com o mercado, como é que aplica isso?
É bem interessante esse ponto. Inclusive, eu acredito que se existir mais trocas, Gonzaga, você que tem essa mentalidade pode até nos ajudar.
Mas o nosso motivo de estarmos aqui pelo terceiro ano consecutivo, Paulo, é porque a gente está buscando esse caminho. Porque hoje eu ocupo, por exemplo, a minha produção 65% que eu produzo, eu estou destinado à linha da cadeia do frio, que são grandes camas frigoríficas, galpões logísticos refrigerados, 65% da minha atividade. Mas isso em algum momento está crescendo? É um mercado muito estável, a refrigeração não é um mercado de grandes crescimentos, é uma curva muito suave. Como é que eu vou fazer para ocupar todas essas linhas? Agora olhando para o setor inteiro. Essas 19 marcas que estão aí ociosas, que investiram e estão operando por um turno e olhe lá, né? Um potencial gigante de contribuir com a construção, mas não tá tendo aderência lá na ponta. Então a nossa vinda aqui foi para entender isso, como é que a gente começa a achar caminhos, né? E é o que a gente está discutindo aqui.
Muito bacana, Gonzaga. Mestre, eu, a gente precisa agora, eu vou só passar as palavras finais para você, para todos vocês Rapidinho que a gente vai ter um— eu preciso levar vocês aqui para ver um— me chamaram para levar vocês, eu preciso levar. Eu gostaria primeiro de agradecer a participação, mais uma participação aqui no ConstruCast. Já pode pedir música, terceira. E obviamente que eu faço questão que você convide essa galera para participar do nosso encontro de mestres de obras para fortalecer o setor, e quem tiver contatos aqui com construtoras, seria muito importante a gente levar os construtores para terem acesso a esse tipo de encontro que o mestre, que é líder dos mestres de obra de Brasília, realiza lá.
Em primeiro lugar, agradecer. Não é fácil, e assim, já é a terceira vez que a gente se encontra, e agradecer, assim, é um privilégio um mestre de obra Tá aqui com essas pessoas maravilhosas. Priscila, que me segue, eu sigo ela lá no Instagram. Gonzaga, a gente já é amigo aí, grande amigo. André é de casa, a gente conheceu através da internet. Essa aqui conhecendo hoje, essa moça linda. Mas assim, ela conseguiu fazer o que todo mundo sonha em fazer. Ela mudou, que sair da obra convencional e virar steel frame, a laje de steel frame, igual ela mudou as obras dela do McDonald's, esse é o sonho de todo mundo, e muitas pessoas não têm coragem, e você conseguiu.
Sim.
Aí, viu? Então, assim, eu agradeço muito por estar aqui e quero dizer para vocês que todos os anos nós fazemos o Encontro dos Mestres de Obra de Brasília, esse é o 7º Encontro dos Mestres de Obra, A gente tem feito o primeiro encontro ali com 14 mestres de obra e hoje a gente tem mais de 100 mestres de obra e mais de 50 empresas patrocinadoras do encontro dos mestres de obra. Hoje o encontro dos mestres de obra é 100% financiado por parceiros. E assim a gente faz uma festa incrível, incrível assim. Se vocês acompanharem lá no Instagram, a gente tem— E eu quero deixar só rapidinho um recado aqui. Mestre de obra, vocês estão vendo esse espaço aqui? Esse espaço aqui é nosso. Vocês, mestre de obra, façam o melhor todos os dias. Saia de casa para liderar suas equipes da melhor maneira possível. E o espaço é nosso. Vamos para cima! E o mestre de obra é a favor da industrialização, pode ter certeza disso.
Mestre, você falou do encontro, eu vou complementar. Você me convidou, a gente estava no Allianz Parque, naquele evento, inclusive o Gonzaga estava junto. E eu tive, eu me comprometi que fui. E foi muito bacana ver, Gonzaga, como as indústrias que vão, que levam seus produtos para lá, é impressionante como as pessoas que estão lá ficam felizes de ter acesso. Porque quantos mestres eu convidei para estar aqui, Mestre Cláudio, hoje? Muitos. Tem o mestre Cláudio, tá? Porque muitas construtoras não liberam. Eu preciso ser muito honesto de falar isso, tá? Muitas construtoras não liberam seus mestres para estarem em eventos como esse. O mestre é diferenciado, felizmente ele tem acesso e ele dá oportunidade. O ConstruCast está aberto não só para mestre, mas também bons pedreiros, carpinteiros, enfim, todo mundo que é da cadeia da construção. Ter convidado. E a indústria que vai expor no evento do Mestre Cláudio, é muito bonito ver como os profissionais ficam felizes com aquelas inovações, né, mestre, que chegam, né?
Muito. E assim, aí as empresas montam os stand, porque a gente tem o encontro dos mestres em Brasília e tem o encontro dos mestres em Goiânia. E o encontro dos mestres em Brasília eu faço numa chácara. Minha esposa, a gente luta aí a metade do ano para fazer esse evento. E a gente faz um evento Assim, eu não quero que o evento vire um evento profissional, que perda a essência que a gente começou, de nós ir no supermercado comprar a carne para fazer o churrasco, de a gente ir atrás de fazer a camiseta do Mestre. Sabe essa luta? Dá trabalho?
Dá.
Mas quando a festa acontece, os parceiros lá, o pessoal montando aquele stand de venda, Aí tá lá o chopp que eu não abro mão, que seja chopp de graça para todo mundo. Foi 12 barril de chopp no último evento de 50 litros. Então assim, a gente faz uma festa que— mas não tem faltado recursos, todos os parceiros têm investido e a gente vê, as pessoas já perguntam: e o ano que vem, que data que é? A gente jamais pensava que ia ser esse tamanho. O Andre Abuchamucham é nosso patrocinador, já é o 4º ano que está com a gente e é um patrocinador Firme!
Firme!
Entendeu? E assim, eu tenho certeza que o Encontro dos Mestres também trouxe muito benefício para a empresa dele.
Ô, André, antes de passar para Sheila, fiquei sabendo que você teve uma economia aí só numa conversa com mestre de obra lá nos encontros.
Ah, essa história é bem interessante, né? Eu participei do Encontro dos Mestres uns 2 anos atrás e nesse Encontro de Mestres eu peguei o microfone, falei um pouquinho E o mestre de obra me viu e falou: "Eu sou da região onde você está construindo, que é Formosa, Goiás. Nasci lá e adorei o que você falou e tudo mais." E aí a gente começou a trocar as nossas figurinhas. "Você está construindo aonde?" "Ah, eu estou construindo em Brasília uma obra de estrutura metálica." E na semana seguinte eu iria fechar um contrato de um montador de estrutura metálica, onde ele me falou do montador dele lá do Sul, que a área do Rio Grande do Sul, metal, aço, é muito forte, e eu tive uma economia de aproximadamente R$150.000 R$200 mil só nessa indicação nova que ele fez. Então assim, falando de um benefício financeiro, esse foi um benefício. Eu investi, sei lá, não precisa falar o valor não, não precisa. E o retorno foi acho que 50, 60 vezes, enorme. Então a importância desse hub de construção, desse, da gente ter a nossa visibilidade e principalmente essa integração entre a gente, essa união, né, né, André?
Cheila, por favor, suas considerações finais que a gente vai ter que sair agora.
Gente, eu preciso falar que eu tô estasiada, porque eu não imaginava que eu ia ter um momento tão bacana, tão legal, conhecer o seu trabalho. Você é um grande líder humano. Eu realmente imagino que todo o universo da construção civil precisa de pessoas assim, que incentivam, que estimulam, que ouvem, que trabalham, que sabem liderar, sabem cobrar. Então, realmente, Que prazer conhecê-lo, né, e estar com vocês aqui também.
Obrigado, Sheila, obrigado. Muito, muito bacana estar com você também.
Andre Abucham, por favor, só a última consideração, que aqui a gente tá fazendo um bate-papo muito legal em torno do Mestre Cláudio, que é uma figura magnífica, mas eu queria passar um recado para os que não são mestre de obras: serventes, pedreiros, carpinteiros, ladrilheiros, eletricistas, bombeiros, transformem-se em mestre de obras. Acreditem que vocês podem liderar um grupo e fortalecer. O Brasil é muito grande, precisa construir muito, e atualmente tem muitos mestres de obra que ganham muito mais do que engenheiros, arquitetos, e são de suma importância. Então acreditem, abracem, lutem, estudem e vamos para cima.
Maravilha, André, obrigado. Pri, suas considerações finais?
Falar para o mestre Cláudio que meu avô nasceu no Ceará, então eu tenho sangue cearense. Ele veio lá de Cascavel, cidade boa, cidade praiana, né? Agradecer essa oportunidade aqui. Obrigada, Paulo, mais uma vez. Um prazer conhecê-lo pessoalmente, um prazer compartilhar esse momento com vocês também. E falar que o trabalho que o senhor faz é realmente muito importante, não só para a construção civil, para a sociedade, mas também para quem tá ali em contato direto com o senhor, porque o exemplo, além dele arrastar Ele quebra barreiras, ele traz ali a representatividade de alguém que tá ali em algum cargo menor e olhar e falar: por que não? Eu não posso também ocupar aquele espaço, né? Então parabéns pelo trabalho do senhor, conte comigo sempre.
Obrigado, Pri, muito bacana ter sua presença aqui. Vocês todos, vocês são de casa agora. Gonzaga, vamos lá, contigo.
Não me senti tão provocado assim, que bom.
É porque não deu tempo, tá? Porque a gente tem um compromisso agora.
O áudio para poder deixar pouco tempo para mim. Mas, gente, foi um prazer muito grande poder contribuir. Esses momentos eu acho que nos colocam numa posição onde a gente é obrigado a pensar sempre olhando para o futuro. E esse é um evento que nos força a olhar para frente. O que foi feito no passado, há 29 anos, não está servindo para poder manter as pessoas nas obras. Você trouxe fatos assim que mostrou uma clareza muito grande dos motivos pelos quais a gente tem esse êxodo dos profissionais na construção civil. Tá muito claro, o raio-x está aí. Então eu agradeço, Paulo, porque na verdade eu tô aqui aprendendo, né? Eu não sei nada, tô aqui aprendendo e com pessoas com conhecimento riquíssimo, né? E que isso agrega demais para minha vida também. Então, Paulo, só tenho a agradecer. E parabenizar também por esse movimento todo que você faz, por esse desejo também de contribuir para a sociedade, que é o que você está fazendo. E todos nós aqui temos um papel importante para mudar essa trajetória, tá? Então, muito obrigado.
Sensacional. Eu confesso que eu estou até— vamos lá, eu fico emocionado, mas é porque pela primeira vez eu— Aquele dia, Mestre Carlos, você estava lá no Allianz Parque, em cima ali e tal, e eu falei: um dia eu vou conseguir fazer encontros como este aqui. Felizmente, naquele dia você conheceu o Gonzaga. Gonzaga é um ser humano, um grande ser humano, e eu falo que a gente só vai conseguir mudar o país quando a gente estiver perto de pessoas que gostem de pessoas e principalmente de servir. Servir, Mestre, é o que você faz todos os dias. Eu fico vendo aquele ovo que você come ali todo dia de manhã para sair para trabalhar. Eu também como 2 ovos todo dia, como um cuscuz para sair para trabalhar. E não deu para falar da farofa que você faz de sábado, que é um programa de gestão incrível que você junta ali todo mundo. E então nessa medida tem história, a gente vai ter outros episódios para falar da farofa. Então Eu tô muito contente e eu peço o apoio de cada um de vocês para vir fazer parte desse movimento da Hub, que é transformar a construção civil através da educação, porque conhecimento se constrói e quem tem conhecimento tem poder. Esse foi mais um episódio do ConstruCast, o podcast da Hub e Construção.
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