O Futuro das Feiras da Construção Civil em 2026 | Tendências, Negócios com Renato Cordeiro

Neste episódio do ConstrueCast, o apresentador Paulo entrevista Renato Cordeiro, diretor da Francal, uma das maiores promotoras de feiras de construção civil no Brasil. Renato conta sua trajetória, desde os primeiros trabalhos como bartender até a liderança em eventos de diversos setores, incluindo cosméticos e equipamentos. A conversa aborda a evolução das feiras de construção após a pandemia, destacando a necessidade de integrar dados, inteligência artificial e métricas de ROI para demonstrar valor aos expositores. Discutem a concorrência dos canais digitais, a importância de atrair públicos variados – mestres de obra, pedreiros, arquitetos, engenheiros e demais profissionais da cadeia produtiva – e de incluir esses segmentos nas estratégias de comunicação. Renato enfatiza o papel das feiras como catalisadores de networking, troca de conhecimento e aceleração da industrialização da construção, apresentando o Modern Construction Show (MCS) como exemplo de evento focado em sistemas construtivos industrializados (pré‑fabricação em concreto, estrutura metálica, madeira engenheirada). São abordados desafios como escassez de mão‑de‑obra qualificada, necessidade de treinamento e de “verniz humano” nas interações presenciais. O entrevistado descreve parcerias estratégicas com associações, o ConstrueCast, a Hub e a UFI, além de incentivos como descontos de passagens e hospedagem para mestres de obra, visando ampliar a participação. Por fim, Renato oferece dicas práticas para expositores – planejamento de stand, definição de persona, captura de leads, preparação pré‑evento (Academy), uso de mídia e avaliação de resultados – e compartilha a visão otimista de que, apesar das transformações digitais, as feiras presenciais continuarão essenciais para o desenvolvimento do setor de construção civil em 2026 e nos anos seguintes.
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Sejam todos bem-vindos. Está no ar mais um episódio do ConstrueCast. E hoje o tema é Mercados de Eventos para a Construção Civil. E o convidado de hoje entende muito do assunto. É um cara que está aí há longos anos no setor, fazendo história, conectando pessoas, conectando indústria com os canteiros, enfim. Então, fiquem até o final. No final vai ter uma surpresinha aí para vocês.
Vamos lá.
Construir, castar, arquitetura, engenharia e construção. Esse episódio é um oferecimento Hub e Construção. Renato, seja bem-vindo.
Obrigado. Bom dia.
Bom dia, a gente vai, quem tiver.
Depende do horário, né? Ou boa noite.
Renato, queria que, pra gente começar, você se apresente um pouco quem é o Renato e como que você entra nesse mercado Eu não diria que é um mercado desafiador, né? Mas quando se fala em evento, eu falo que é um evento, é uma área de maluco, assim.
É, é isso aí. Quando você é picado por esse bichinho do evento, como quem é do setor diz, é difícil você sair. Bom, eu sou o Renato Cordeiro, tenho 46 anos de idade. Sou pai do Miguel e da Carolina, casado há mais de 20 e já estou nesse setor de feira, vai lá para uns 25 já, né? Bom, sempre tive essa veia para a venda, para o comercial. Eu falo que o meu grande teste foi quando lá atrás, aos 19 anos, eu fui bartender, então eu faço flair também, né? Ainda um pouco, pois é. E em muitas entrevistas eu disse, onde é que você aprendeu a vender? Foi lá, lidando com os mais variados públicos possíveis, né? Bom, saí de lá, fui pra indústria de alimentos e bebidas, eu era um consultor ali pra fazer, tava lá de ágio na época, grandes marcas como o Baile e tal. Então, eu pulei o balcão e fui multiplicar as vendas, quer dizer, ensinar o pessoal ali dos garçons e barmans a vender o produto. Olha que coisa curiosa. E fui pra uma entrevista de emprego, não sabia nem o que era feira, então fiz pau. Era a Fispaltech, era muito grande, tava pra lançar alimentos. Aí eu entrei nesse mundo de eventos e não saí mais. Aliás, teve uma oportunidade que eu fiz questão de sair um pouco, né? Foi a minha saída da HIDI Exhibitions. Aí eu fui pro mercado de cosméticos, numa startup de cosméticos. Aí foi muito incrível, porque de novo eu pulei o balcão e brinco, e virei expositor de Beauty Fair, de Hair Brasil. Nossa, foi muito legal. E só reforçou mais a experiência do outro lado, né? E depois acabei voltando pro mercado. Não tem jeito. O convite, foram feitos, eu falei, vambora, vai. Eu não tenho nada contra, mas foi bom dar essa oxigenada também. Ah, passei pela indústria também. Eu trabalhei uma época na Vortex Equipamentos, um expositor, foi muito bacana. Então, teve essas duas passagens aí que eu saí do mundo de eventos, mas tô aí até hoje, né?
Renato, e o que muda dessa área de eventos? antes e hoje com essa evolução da construção civil?
Excelente pergunta. Bom, hoje eu tô na Francal, bom dizer isso, né? A Francal é a promotora mais tradicional que existe hoje em operação capital 100% nacional. Algumas figuras emblemáticas, mas a principal, o Abdala, Jamil Abdala. Teve o prazer de conhecer. É a velha guarda do Mundo de Feiras, também da época do Caio de Alcântara Machado, né, que eu participei do grupo, trabalhei com eles. E, bem, mudou muita coisa, tá mudando todo dia. Hoje é um prazer eu estar, por exemplo, nós temos uma avaliação geral mensal, pilotada pela Dom Cabral. Aliás, espetacular, assim, é um mês de faculdade e um dia de reunião com essa turma. E aí você olha pro lado, a gente tá falando de ar, de, poxa, tanta coisa que a gente tá investindo agora, tem soluções novas, muitos dados, né, trabalhar os dados, porque no final é isso, o expositor ele vai medir o ROI. Palavras abdalas, você pode deixar a feira um brinco, a rua pode estar de ouro, mas se não tiver visitante, esquece. Então, tamanho não é documento, mas voltando ao ponto, é legal estar com ele do lado, que é de outra geração e hoje está ali discutindo isso, utilização de IA, o que a IA pode ajudar a gente, como é que a gente pode trabalhar os dados para ser mais eficiente, para dar mais retorno, para incluir todo mundo. Pô, que momento que a gente tá vivendo, eu tô muito feliz em estar hoje na Francal e tá desenvolvendo tudo isso. E um desafio enorme, porque a Francal não tem esse DNA de construção. Ela começou fazendo uma feira chamada Francal, que hoje já nem existe mais, porque era demanda deles, as indústrias calçadistas de Franca falavam, eu tenho que ter uma feira pra nos representar, e não existia. E ela entrou nesse negócio. Hoje a gente tem 12 eventos, nos mais variados segmentos, e colocamos o pé na construção. Mais uma correção aqui, nós já tínhamos, sim, que é a Expo Lazer. é intimamente ligado, então você tem ali a...
É, tá ligado, né?
Tá ligado, que é a construção e manutenção da área de lazer. Hoje a gente é muito, muito forte na parte de piscina. Então toda a cadeia, vamos chamar assim, produtiva de piscina tá conosco, né? Seja ali a fundação, permeabilização, a piscina em si, e esse evento tá crescendo muito, é um evento bienal, é uma característica da minha vertical, os eventos são bienais, E a gente está crescendo com essa parte que complementa a área de lazer. Então, aula imobiliária, wellness, paisagismo, tudo isso, a feira está crescendo nesse sentido. Mas o que mudou, voltando a tua pergunta, é justamente isso, a velocidade. E aí eu tô já com esses 20 e poucos anos, você tá vendo a garotada entrar, é muito bacana. Eu acho que essa geração nossa aqui, dos 40 a mais, tá vendo uma coisa muito rica. Nós herdamos, de certa forma, quem tava atrás, óbvio, né? Mas tá vendo essa garotada também oxigenar a coisa, trazer novidades. Mas olha que interessante, no fundo, no fundo, no fundo, O desafio é o mesmo. É reunir pessoas, é promover mercado. Se você não tiver isso como propósito, não adianta. A feira perde sentido.
Nesse bate-papo, você que está acompanhando pelas plataformas de áudio e vídeo, a gente vai trazer aqui algumas dicas também para os profissionais de marketing e vendas. Ou seja, como que a gente consegue aí encaixar tudo isso. Renato, agora falando do momento atual, como que você enxerga o mercado atual de eventos aí para construção, enfim, ou para outras áreas também, né? Porque evento é evento. Agora, no ano de 2026, e como eles competem aí com o mundo digital?
Então, olha que pergunta muito boa e quem está vivendo essa geração agora pôde ver o que foi a pandemia. A pandemia foi a grande prova de fogo, porque até antes dela, o que a gente não via muito pelos profetas aí de comunicação e tal, não, esse negócio de evento presencial vai acabar. Agora é digital, esquece esse negócio, ninguém vai se deslocar para ir num evento. Bom, e aí veio a pandemia. E a pandemia fez... Qual foi o primeiro setor a parar? Foi o... Feira.
É, e quem sobreviveu nessa época...
Pois é, não, foi duro, assim. Aí, aquela coisa que a gente falava antes aqui de ligar as câmeras, na Francal eu tenho inúmeros exemplos de o que só a mão esquerda faz, a direita não precisa saber. Mas a figura aqui do próprio Abdali, do Conselho, foi muito importante para o setor para ir resolver, para não deixar empresas quebrarem. Empresas que fazem parte da cadeia, fornecedores, porque às vezes a gente tem que olhar no todo, os empresários não estão, quem estava preparado para isso? Então, vamos socorrer quem precisa, não só a Franca, outras grandes promotoras, a Rídia, a Informa, todos se envolveram nisso, vamos ajudar quem precisa, uma corrente de ajuda muito boa. Mas a Francal também teve um papel junto com a Obraf importante pra segurar o setor, né? Isonomia de imposto aqui por um período e tal. Mas voltando, foi o primeiro a parar e o último a voltar. Foi um drama.
Foi desafiador.
Muito, muito. A gente viveu isso. E do lado de casa de negócio era aquela... Então... Acho que é característica do ser humano, o imediatismo. Eu tava, na época, na feira bet do cara, a gente tava com uma renovação antecipada. Quando explodiu, acho que foi 2019 ou 20 que parou? 20, né?
Parou mesmo, acho que no início de 20.
Foi início de 20. Nós távamos com a feira ali em maio, se eu não me engano. Eu tava com 100% já do faturamento da feira dentro, tudo antecipado. E o que começou? Todo promotor sentiu isso, que era meu dinheiro. Não sei quando a feira vai acontecer. devolve meu dinheiro, mas a gente tem compromissos também. É uma ilusão, e aí o expositor, às vezes ele não se atenta a isso, mas a gente vai chegar nesse ponto, ele fecha o contrato, tá tudo resolvido. Não, é só o começo da brincadeira. E às vezes ele fecha aqui, a feira do outono, e fala assim, ó, meu Deus do céu, tem uma feira. Não, pera, você tem que pensar tudo antes, e a gente investe muito antes. Você sabe muito bem disso. Então a gente tem parcerias, eventos, você tá promovendo o evento até lá.
É, tem muito dinheiro investido aí.
Muito, e aí às vezes, na hora, E a gente tem que se colocar no lugar do outro e tal, sempre fazer esse exercício. Mas enfim, passamos por aquilo. Nem a Francal estava, mas eu sei que a Francal sofreu, todo promotor sofreu isso. Nos unimos. Teve gente, infelizmente, que ficou no meio do caminho. Empresas fecharam, quebraram, foi muito triste. Mas de toda a tempestade, seja na vida pessoal ou profissional, você tira uma lição quando você quer aprender algo. Sem sombra de dúvida, todos os eventos tiveram um aumento aí, um incremento de 15, 20, alguns até mais, por cento, em termos de volume de visitantes. Porque você aprendeu a dar valor ao que você tinha e não dava valor. O que que era? O contato.
Contato.
Olho no olho. Então, a volta da pandemia foi isso. Mas também trouxe outro desafio. Aliás, esse sempre existiu. Qual é a qualidade de quem tá lá? E não é cargo. Essa pessoa, é útil pra ela? Esse evento foi útil pra mim? Então, porque hoje a gente tem uma... Quem não tem uma vida louca, né? Quem não tem uma vida com uma agenda repleta de... E a AIA tá ajudando isso, né? Graças a AIA... Tá potencializando... Pois é, pois é. Então, tudo tem um lado bom e ruim. Mas veja, o que que tá acontecendo hoje que a gente sabe que é um dos desafios. Dados da Albraff, na última pesquisa da Albraff, diz isso. O grande desafio de quem promove é a concorrência da sargência. Porque o executivo vai falar o seguinte, poxa, peraí, eu tenho um Modern Construction Show agora, mas eu tenho uma feira de construção no Rio, de estrutura em Goiás, qual que eu vou? Então, eu vou nesse, eu vou mandar um executivo. Então, assim, o nosso desafio é ser relevante. Volta nos ensinamentos dos mais experientes de feira, que é, se coloca no lugar de quem tá lá, tá sendo útil, aquele conteúdo que você colocou realmente fez a diferença na vida da pessoa, ela saiu e falou assim, tem que mudar o que eu tô fazendo, isso aqui não tá normal. E a gente ouve, às vezes, como você me relatou há pouco, e é uma pena, às vezes um profissional que precisava tá lá, quando ele vai, ele fala assim, pô, mas e pra mim, eu não sabia que eu podia acessar isso. Ah, eu posso entrar nesse instante? Você deve entrar nesse instante.
É, e são pessoas influentes no setor, né?
É isso?
São pessoas que lideram aí até milhares de pessoas num canteiro de obra.
Mas é isso. Então, assim, é muito bonito você apoiar e dizer, não, eu não tenho preconceito, você tem que avaliar mesmo. Às vezes você não tem, mas indiretamente tem.
Agora, Renato, qual que é o papel do evento de construção civil para desenvolvimento do setor?
É... É que tá, né? O papel do... Qualquer evento, qualquer setor que você promove, é esse. Quem promove tem que ouvir. Eu tenho por hábito, já há alguns anos, quando eu tenho uma equipe, eu entro ali, eu faço questão de fazer uma visita, eu chamo de visita técnica, tá bem? Então, quando a gente começou, a Vertical Nossa é composta de eventos de indústria da borracha, reforma de pneus, alazer, moda de construction show e construção metal. Então, eu levei o time de marketing e o time comercial, principalmente, para visitar uma fábrica. Nós fomos na Leonardo, aliás, que fábrica, né? E o João e o Carlos são pessoas... Tem como você não gostar dessa dupla, né? Assim, são pessoas que você quer estar próximo pela vida.
Eu falo que são seres iluminados, assim.
São, tô contigo. E aí eles foram extremamente receptivos, nos ensinaram o que que é. Então, a gente sabe hoje, eu vou usar um pouco, minha formação é administração, mas o que que é uma laje protendida, né? O que que é... Enfim, um concreto adensado. A gente entende um pouco disso. Se eu não entender minimamente do que o evento se propõe a fazer, eu não tenho que estar lá. E isso envolve o time de marketing, comunicação, comercial principalmente. E aí também em obras. Foi em obras da Cassol e tal. Foi muito bacana. Então, o papel do evento, da promotora, é simples. Não quer dizer que é fácil. Mas ele, assim, tem que promover, tem que unir, que é o que vocês fazem aqui também.
E aí, Renato, você trouxe um ponto que quando você se propõe a fazer algo é importante você procurar entender, né, daquilo que você está fazendo. E aí, tá fora, né, do escopo aqui das minhas perguntas que eu queria fazer pra você.
Sim.
Mas, assim, no meu dia a dia eu vivo um desafio que é conversar com muitos profissionais de algumas empresas do setor, tá? Eu tô falando desde construtoras a também profissionais de comunicação da indústria. E às vezes eu tenho muita dificuldade, sabe? Assim, a pessoa, ele atua na área, mas ele não tem a menor noção do que... de como funciona aquele produto.
Tá bem.
E qual que é o seu grande desafio quando você, enquanto promotor, porque geralmente quem toma as decisões são esses profissionais de marketing e comunicação ali, né, juntamente com o pessoal, com o comercial, em conversar com essas pessoas pra falar, né, da importância do evento, desse evento presencial.
Veja, esse é o principal ponto de promover um evento, né? Então já fala, promoção, promover um encontro. Aí, é claro, uma vez que a gente entende minimamente do setor, a gente tem que comunicar isso com eficiência. E aí eu preciso de parceiros como ConstruCast, as associações, pra reverberar esse propósito. E dizer, olha, você precisa instalar, tuqueia a rede social, todo mundo utiliza e tal, mas substitui isso aqui. Não. Eu participei de uma... nós promovemos o evento da Dom Cabral ano passado, e aí alguns especialistas falando sobre, tinha um pessoal da AWS, não vou lembrar o nome agora do executivo, mas ele falou assim, pessoal, segura um pouco a onda, Estão gastando aí dinheiro, centenas de... não milhares, mas está gastando dinheiro, investindo. Calma, você organizou primeiro a sua gestão? Então, é aquela coisa do imediatismo. Então, ela é importante, ninguém está contra, ela vai fazer parte do evento. A gente está discutindo isso. A gente vai ter a nossa IA. Como é que a IA vai ajudar a formar mais veloz, a reunir os dados? Isso tudo vai ser importante, mas a nossa essência é promover o encontro pessoal, é aqui que saem os insights. E lá, nessa ocasião, eu vi o tal do verniz humano. Então, hoje, se for na instituição financeira, tudo bem, milésimo de segundo está aqui. Olha o Renato, cuidado, vai dar o crédito pro Renato? Essa é a ficha do cara. Então, o banco vai até um certo grau e vai falar, tá bom, libera e beleza, mas o outro precisa de alguém, de um ser humano, que é o verniz humano, só assim. Tá bom, vai, vamos emprestar. Então, eu acredito, pelo que eu entendo, que isso não será... Tomara que não seja substituível, por mais que a lei evolua. E aí, quando você entra na construção, você vê a mesma coisa. Fala-se muito da IA, não é isso? Pra projeto e tal. Então, não é que ele vai... Você vai apertar um botão e acabou, o projeto tá pronto. Não, mas ele vai te dar velocidade, é uma ferramenta importante. Voltando pra feira, A questão toda é isso, é você ser útil. Só que você só vai ser útil se você ouvir tanto o expositor, as dores do expositor. O que ele quer no fundo? Conhecer o maior número de clientes possíveis. Necessariamente precisa trazer todos os visitantes como líderes de empresa?
Não.
Precisa trazer quem tá lá, o mestre de obras, o auxiliar. E não é íntimo, você tem que trazer mesmo. E aí tem que dizer pra ele, isso aqui, por mais luxuoso que pareça ser este stand, é pra você, meu amigo. Às vezes, o que pega aqui é, o expositor muitas vezes, a gente entende, não condena, mas quando a gente é inquirido ou a gente tem a oportunidade, a gente fala, você tem certeza que você vai fazer esse stand faraônico? É isso realmente que vai te fazer ter êxito na feira? A resposta é não. Meus 25 anos, com toda humildade, me dizem que não. Eu tenho vários exemplos de que não. São as feiras que eu vou visitar, um padrão. 100, 120 metros no máximo, um pequeno auditório de dois, três degraus, agenda, padrão europeu. Paulo, posso te receber, teu horário, a palestra e trabalha a feira. Ah, mas é uma multinacional. Não importa, eu já vi empresas se organizarem em papel, em planilha e terem um resultado astrônomo. Então, tudo é um conjunto de coisas ali. Mas o ponto principal aqui para você que é profissional e está me ouvindo, não importa o que você faz, não importa a tua posição, valorize você mesmo, ninguém vai ficar te valorizando. Vá lá, entra, seja curioso, né? Então aquela coisa, eu já sei que você faz isso, acorda cedo e dorme tarde, né? Você é profissional, quem tá na ponta do que faz geralmente é assim, mas não se deixe ninguém te diminuir.
É, porque... E aí nessa fala sua, Renato, até já queria trazer aí algumas dicas importantes pra classe de comunicação e marketing das empresas, que comecem a olhar mais, né, valorizar mais pra esses encontros presenciais.
Tem dúvida?
Principalmente quando a gente tá falando de trabalho híbrido, de trabalho remoto, né? Eu mesmo, hoje eu tô vivendo um pouco dessas dores aí, às vezes eu resolvi mudar um pouco aqui a forma de... de trabalho, né? Enfim, e às vezes eu, cara, eu preciso resolver alguma coisa e eu fico sem graça, né? De ligar pra pessoa porque, enfim, eu não tô vendo, sabe?
Sim.
Vai que tá no banheiro, liguei na hora errada.
Sim, sim.
Sei lá, enfim. Então, tem algumas questões que eu queria trazer aqui. e principalmente esse olhar pra quem tá no processo. Quando a gente fala de construção civil, geralmente a gente entende, ah, quando eu fazia parte de um portal, né, gigante do setor de arquitetura, por decisão estratégica, financeira, olha só para o arquiteto, que é o médico, o especificador. E aí eu vivia batendo na tecla, vamos trazer o engenheiro, vamos trazer a classe. Por conta do PILAC, o arquiteto projeta, o engenheiro torna aquilo de pé, viável, e aí você precisa da classe das pessoas para irem lá e tornar aquele projeto viável. Não, não, não, não. Aí é por isso que nasce o Constricast. E aí, o que que acontece? Quando eu vou numa obra, eu levo uma indústria e lá eu começo a perceber, começo a ver os dois conversando e aí eu falo, ah, mas o Suprementes foi lá, comprou o material, não me consultou. Colocamos, sei lá, no primeiro, segundo, terceiro, quando tava no décimo pavimento, começou a dar problema. E a gente não tinha conexão. Nós, enquanto profissionais, não tinha contato com a indústria, porque tava muito na engenharia. em suprimentos porque a venda, ou seja, o suprimento não era técnico. Então, o que é caro e barato? E na comunicação hoje, nesse desafio de se comunicar, porque no caso de evento, você tem dificuldade ali pra apresentar números. Porque quando você tem um controle digital, é uma rede social, tudo bem, eu tive tantos acessos, Nesse vídeo, tudo bem, mas o que converteu? Agora, você tá no evento, alguém te encontrou, pegou na sua mão, trocou contato, aí imagina que esse contato, você vai fechar um negócio, daqui, sei lá, dois, três anos, veio daquele contato pessoal. Então, eu queria trazer esse olhar, essa atenção dos profissionais de comunicação e marketing pra olhar pra quem tá envolvido no processo. Então, olhem pro pedreiro, olhem pro pintor, olhem pro eletricista, porque a gente tá vivendo aí um desafio, e eu já falei, mestre de obra, com mais de 30 anos, liderando um canteiro de obra, milhares de pessoas, que nunca foi num evento, que nunca foi numa indústria, e muitas vezes, Porque não é incentivado dentro da construtora e também não tem incentivo por parte da indústria.
Sim. É... Aí que tá, né? A gente tem que... Quando você entende, você olha de verdade com carinho pra cadeia, quem são os personagens que operam, que trabalham naquela cadeia produtiva? tem que estar dentro, não adianta, se você ficar só no cargo, vai ter um efeito por um momento, mas e depois, quem tá vindo, quais as gerações? Eu comecei dizendo isso, né? Tinha uma geração óbvia atrás de mim, que era os papas da feira, esses caras sabem tudo, e eu ouvi de um grande diretor meu na época falar assim, eu falei, pô, você tá aqui de volta, que legal, tal, você sabe tudo, ele falou, não. Eu saí até ontem, daqui pra cá você tá entrando pra me ajudar a aprender. Então, assim, tem que acessar. Falar que você não tem preconceito, que é democrático, é bonito, e na prática. E na hora ali que tá tudo, as câmeras tão desligadas e tal, que você tá olhando pra ele, você tá fazendo a comunicação chegar pro mestre de obra, pro assistente, por que não? Ele tem que estar lá dentro. Veja a nossa Ferex Polazer, um bom exemplo. Ela, e isso pra nós é um ativo, nunca foi um problema. Você tem o quê? O tratador de piscina. O piscineiro.
Ele vai?
Opa! Vai! Vai! E aí eu já tive participando de discussões, mas aí a gente acaba com ela bem rápido. Não, porque tem que ter o arquiteto! Claro que tem que ter o arquiteto. Mas é um cara mais difícil. Não, vamos entender, a gente tá um parceirão aqui, se Deus quiser ele vai tá com a gente, né? Já teve, vai tá de novo, que é o Garrido, aliás, um abraço, que é o presidente da Asbeia, uma figura ímpar.
Ah, com certeza vai.
E ele falou, pô, ele falou, os caras, vocês tem que comunicar melhor, vocês querem arquiteto, tem que comunicar, porque aí... Agora, foi agora. Falei, poxa, mas o nosso conteúdo, eu não sei se é... Eu falei, ah, é? Ele vai fazer uma piscina de bordo infinito, se ele não souber fazer a contenção, que tá lá com seus expositores, ele vai ter problema. Porque eu achava que o que tava ali não era prejuízo, só achava que era o quê? Arquitetura, o lindo. Não, faz parte, é uma composição. Mas voltando aí, o tratador de piscina, ou o piscineiro, ele tem que estar aqui. Faz um auditório pra ele específico, porque aquilo é palatável pra ele. Não adianta eu falar de... Não que ele não saiba, por favor, mas adianta eu falar de macroeconomia, pra ele não é a praia do cara. Ele tem que ter o quê? Conhecimento técnico, e ele tem muito. Então, são temas diferentes, entende? Mas é nunca excludente. Esse é o...
Não excluas, E aí você percebe que a comunicação muda.
Total. E aí você falou aqui, pô, mas você tem que mensurar, como é que eu mensuro isso? Ah, o one-on-one aqui é melhor, eu vou pegar o cartão. Tudo se você tiver a iniciativa de ir adiante. Eu posso gastar milhões, centenas de... de reais em redes sociais, e se eu não faço, se eu não meço aquilo, se eu não vou atrás, e aí serve pra empresa expositora, serve pra uma indústria de construção, e eles são muito hábeis nisso, não adianta nada. Hoje a coisa mudou muito nesse, não, nos últimos anos, né? Então, isso é mensurável. Volta o ROI. Então, quando a gente entra pra uma indústria, fala assim, tá bom, você vai expor conosco. Ele olha e fala assim, mas eu não posso gastar mil milhão de reais. Mas quem falou que você precisa gastar mil milhão de reais? Será que é isso? Será que não vale mais a pena? E aí eu posso, eu dou sempre esse conselho, pega essa verba e faz um trabalho decente. Faz eventos regionais. Vai lá mostrar. Isso dá trabalho, mas você tem um pouco. Você tem o Construcast, você tem eventos regionais, você tem feiras maravilhosas. Hoje o que não falta é evento de construção, não é verdade? Então nós, como todo mundo que promove evento de construção, tem essa obrigação de ir atrás do visitante, não importa o nível dele hierárquico.
E aí, do lado dos expositores, eles precisam muitas vezes também ter esse direcionamento de qual que é, de forma estratégica, o melhor evento pra eu estar.
Sem dúvida, sem dúvida.
Ontem mesmo, antes de ontem mesmo, eu tava numa reunião com uma indústria, e aí, ah, eu vou estar nesse evento, eu vou estar nesse, eu vou estar nesse, eu vou estar nesse. E aí eu falei, beleza, eu olho o produto dele e tal, se o produto ele substitui a ovenaria tradicional, ele dá velocidade, ele traz algumas vantagens que é qualidade térmica, você vai, coloca o material, ele já tá pronto, você vem só fazendo acabamento, e você não precisa de uma qualificação profissional.
Caramba.
Aí, se eu falo, se você tiver nesse evento aqui, você vai ser só mais um, no meio. Aí eu falo, olha esse evento aqui, ó, É industrializado. A galera que vai lá, ele tá com o olhar mais... pra inovação. Agora, você tem muitos sistemas construtivos industrializados ali que você precisa de uma qualificação. O seu não. O cara, ele já tá no tradicional. Ele pode usar o seu produto com a mesma mão de obra, sem precisar de qualificação e não só isso. Quando você tá lá nesse evento, você tem a turma da industrialização, tem uma empresa de concreto pré-fabricado ou de metálica. O seu produto, ele se encaixa perfeitamente. Agora imagina, eu tô ali enquanto empresa de pré-fabricado, tô mostrando o meu produto, você faz parceria com esse cara, porque a feira te proporcionou isso, essa conexão, porque tá ali, eu não tenho que ficar procurando, ligando pro cara. Então, dali já pode surgir grandes negócios. E aí, Você entende?
Claro, mas veja, aí é que tá, a gente tem que alcançar o maior número de pessoas, eu não sei, só lá no meu lado curioso, apaixonado pelas coisas, eu quando eu entro, eu entro de cabeça mesmo, então todos os setores que eu atuo hoje, até que a Francal atua, só tô no churrasco no final de semana, Eu começo a fazer conexões, eu falo, mas peraí, isso aqui tem a ver, a gente deve ser promovido essa feira, mas o que é a construção, o que é esse negócio aí de still frame que estão falando tanto? Cara, isso aqui é incrível, eu já indiquei acho que umas 20 obras, mas não sei se saiu, porque eu construí uma casa também, tem tanta coisa. A gente comprou, a gente vendeu um apartamento, já tem uns 10 anos, a gente comprou a casa dos nossos avós aqui na Zona Norte e derrubou e eu nem sabia que eu ia um dia colocar o pé numa indústria de construção industrializada. Hoje eu faria, já consideraria com certeza. E tive a grata surpresa de ter um time muito bom aí na Zene que me atendeu, o Jânia e Romina, e eu falo com eles constantemente. Mas você tem que não consumir. Ah, mas a estrutura é metálica, nem comigo. Falei, mas pode não ser hoje, pode ser um dia. Ele é um mestre de obras. Não, ele é um empreiteiro e tem mestre. Deusdete é o mestre de obras. E o Deusdete é um cara que não tem vício. Trabalha das sete às onze, se você deixar. Aquela coisa louca. Ele é baiano, gente boa pra caramba. Tem seis irmãos aqui, todos trabalham na construção civil. O luxo deles é pegar o mês de julho e ir pra Bahia, passar um mês lá com a família. E hoje ele tem casas de aluguel. Tá? Ele tem... Ele fala assim, ele... Eu... Esse jeito, né? Eu falei, ô, Jânio, só você pode mexer no meu... Pô, Renatão, não dá. E eu sei que ele vai, porque... Por consideração e tal, porque o negócio dele é construir. Mas assim, e aí vai nesse ponto que você acabou de falar, é trazer o maior número de pessoas. Eu cumpri meu papel, mas só uma formiguinha, uma gota... Então, todo mundo que... Pô, alguém faz reforma, gente. Então, e aí eu tô falando de uma coisa muito maior, que é a comunicação, e é uma coisa que a gente discute muito no Modern Construction Show, a gente tá colocando a feira de pé, tá indo pra segunda edição, as perspectivas são ótimas, crescimento, tudo mais, conexões, mas aonde a gente consegue chegar no público final? Como? Se a gente vai fazer isso como promotor, mas indiretamente eu tô nesse jogo. Eu tenho que vestir a camisa do expositor, do pré-fabricado. Madeira Engenheirada acabou de embarcar com a gente agora, sendo uma parceria, vai ter esse sistema. Então, em última instância é isso. Quanto mais você debater... Eu falo até com o Uber, com os Ubers.
Sim.
Pô, já achei Uber que o cara é montador de Steel Frames. Cara, você tá brincando, e como é que você concilia? Não, faço aqui, mas não. Olha que incrível. E você conhece a feira? Não, nunca ouvi falar. Então, você vê, precisa, eu acho que a comunicação é a chave de tudo. Voltando pro ponto da indústria, a gente sabe, não é fácil. Tem um caminhão de feias pra ele decidir, caminhão de coisas pra patrocinar, e aí eu falo pro meu time, faça a pergunta óbvia. Que momento que nasce a decisão de fazer em estrutura metálica, ou em madeira engenheirada, ou pré-fabricada em concreto, ou quem é esse profissional? Ah, é o projetista. Eu não sei, se eu não perguntar, eu não... Tá vendo? Eu não sabia, eu aprendi. Porque faça a pergunta, óbvio. Então, a indústria, ela vai ter uma série de questões pra avaliar. Posicionamento, marca, tamanho. Mas o que você aconselhou essa indústria, tá certíssimo. Para, estuda, pergunta, olha o propósito. E a gente vai errar e vai acertar. Ok, normal você vai se encontrar, se encontrar um evento pra chamar de seu. Mas veja, aí é que, pessoal, a gente não pode se iludir que comprou o stand, Ah, em setembro eu vou... Não. Você comprou agora em maio de 2025? Coloque alguém pra cuidar desse negócio. Surfa na onda que a gente tá tentando criar de comunicação com o ConstruCast, com outros IN, parceiros, associações que nos apoiam. Tudo isso vai multiplicando. E eu acredito muito nisso, que a gente vai crescer, como país, como ecossistema. A gente fala, olha que coisa antagônica, você lê aí nas notícias, menor desemprego, mas expressiona, a gente sabe, a construtora, isso torna esse ativo profissional mais caro ainda, por um lado a escassez de mão de obra, o que a gente tá fazendo pra isso?
Esse ponto de escassez, depois eu vou voltar nessa parte de dicas agora que.
Você... Ah, desculpa, também não era disso.
Pra gente já trazer as dicas aí, né, pra esses profissionais que eles devem se atentar na hora do evento.
Sim, sim, sim. Tem muitas coisas que eles deixam de... Sim, é verdade.
Pensar e na hora fica aquela surpresa. Ah, não tinha pensado.
É verdade.
Foi avisado.
Sim, sim.
Você trouxe aí esse ponto de... pensar no todo, né? Ou seja, onde que eu vou estar ali investindo, etc. Nós reunimos agora mais ou menos duas mil pessoas em dois encontros de mestres de obras. Tudo bem, a gente fala de mestres, só que a gente conseguiu levar donos de construtoras, diretor de engenharia e era muito bonito ver ali a roda conversando. Aí quando eu perguntei, né, lá dos eventos, enfim, que era um sonho, né, pra um mestre de obra visitar um evento, outro visitar uma feira e tal, eu percebi que existe, de fato, uma distância muito grande, tá, entre as as empresas que organizam esses eventos, muitas vezes por falta de... por desconhecimento mesmo, tá? É até um privilégio da sua parte conhecer um pouco sobre o setor. Agora, o que vocês estão fazendo enquanto movimento? pra trazer de fato esse público de obra que é quem usa o produto dessas indústrias que expõe os eventos.
São parcerias como o ConstruCast com as associações que tem essa capilaridade. E aí o digital é fascinante. Hoje quem não tem um celular? Todo mundo tem um celular. O pedreiro tem um celular, o mestre de obra tem um celular. Então a gente investe nisso pra reverberar esse propósito e dizer, você é do setor, não cobra pra entrar na feira. E ainda, a depender da palestra, do conteúdo que tá ali, a gente vai fazer de tudo. Se eu tiver que dar desconto, eu vou dar desconto, mas eu vou colocar... Você tem que tá aqui, cara. Você tem que tá aqui. Mas a gente não faz sozinho. Então, toda a nossa comunicação é nesse sentido. A gente tá aqui pra hoje. Pra mostrar a minha cara, vou dizer, tô aqui, eu quero aprender, tudo bem, isso aqui a gente errou, isso aqui a gente acertou. É assim que a gente faz, é juntos. São as revistas setoriais, as associações, o Construcast e outros parceiros, todos têm essa missão. Não adianta só colocar o logo lá, ah, tá bom, fechei a parceria com a associação e tal, tenho apoio. Que lindo. Mas o que nós vamos fazer juntos?
Qual que é o trabalho que está sendo feito?
É isso, então é aquela coisa do, ah, eu sou amigo do meio ambiente. Opa, perdão. Tudo bem, mas o que você está fazendo de fato? Você está ensinando os seus filhos, os amigos dos seus filhos, alguém? Você fala de construção? Eu arrumei um problema para a minha cabeça agora. Eu sou metido a... Às vezes a pedreira eu já desisti, tudo que eu fiz os pisos soltavam, mas eu faço manutenção em casa.
Você não usou argamassa C3?
Com certeza.
E aí eu vou trazer agora uma dica de ouro. para a indústria. Nesse encontro que nós fizemos, lá tinha várias empresas expondo, tinha empresas de escoramento, empresas de acabamentos ali, etc. Agora, não tinha ninguém de industrializado. Não tinha ninguém do steel frame, não tinha ninguém da madeira. Eu tô falando com profissionais de obras.
Sim.
Que usam equipamentos, que aplicam, ou melhor, que influenciam, né?
Sim, sim.
Diretamente. Claro, claro. Beleza. Peguei essa dor, trouxe pra uma reunião com o presidente dos mestres de obras de Brasília, o mestre Cláudio. Um abraço pra você, mestre Cláudio. E pro mestre, presidente dos mestres de.
Goiás, Estarão conosco o nosso convidado de honra.
E agora a gente vai começar a fazer algumas palestras deles pra ensinar como cuidar de um canteiro de obra e como fazer gestão de obra na prática. São pessoas importantes aí pro setor. E ele fala, Paulo, por que que o pessoal do industrializado, do lá steel frame, porque assim, eles industrializam ali no canteiro, uma forma industrializada, né, uma parede de concreto, enfim, é uma parte do processo. Agora, Paulo, por que que o pessoal, né, eles falam muito do steel frame, por que que essa galera não procura a gente? E se é ticket de ouro que eu tô trazendo aqui.
Sim, sim, ela é muito boa. Mas veja, o nosso propósito do Modern Construction Show, em especial aqui o tema, é ser esse hub a cada dois anos. Ou a cada um ano quando você fala de estrutura metálica, porque tem o construmental. E aí o que nós conversamos até aqui, a gente tem essa responsabilidade de trazer esses mestres de obras que representam outras classes que estão com eles, compondo esse grande time, pra dizer, vambora, é nosso. A gente tem aí o que a gente pode oferecer à Tune, por exemplo, pra viagem, desconto em passagem aérea. A Francal adquiriu essa empresa. Aqui não é pra ganhar dinheiro.
Ah, que legal. Olha, peraí, peraí.
É isso aí.
Eu vou fazer uma ligação aqui, tá?
Tá, vem. Manda bala.
Então tem desconto pra trazer os meses pra cá, que legal.
Tem sim, tem sim. Tem desconto em hotel, tem desconto em passagem aérea. Aí é que tá. Então, respondendo a tua pergunta, também me coloca no lugar do pré-fabricado e concreto. Não é fácil. Sabe qual é uma das grandes barreiras que o meu time comercial enfrenta pra trazer expositores dos sistemistas? É... Pô, vou pra São Paulo fazer o quê se eu faço obra em Goiás, se eu tô em Goiás?
Ó, direto da obra, Mestre Cláudio. Mestre! Tô com o Renato, diretor da Francal. Ele acabou de... ó, ele vai cuidar aí das nossas passagens, vai trazer um desconto super especial pra nós aí, pros nossos movimentos aí na construção, pra trazer mais de 50 mestres aí pra gente aqui.
Vambora.
Diga pra ele que mestre é parceiro.
Mestres são os homens que usam o material. É isso aí, tamo junto. Tamo aqui pra crescer junto. Com certeza, vamos crescer junto. O evento é pra vocês, vocês vão tá aqui com a gente, se Deus quiser.
O mestre Cláudio tem poder de influenciar.
Hoje só naquela obra.
Mais de 500 trabalhadores.
Quantas pessoas não conhecem que você é da profissão?
Então é isso, mestre. Ficou infeliz que você conseguiu atender aí mesmo na correria pra entregar essa obra.
Prazer, hein?
Um abraço.
Nos vemos em breve. Só não tá aqui com a gente no evento. Bom trabalho aí.
Legal. Então é isso. Olha que legal. E a dificuldade que a gente estava passando era como que a gente vai trazer essa quantidade, porque vamos trazer um grupo de 10 mestres. Aí ele fala, pô Paulo, mas aí tal mestre que é de tal construtor, o cara lidera mais de 800 pessoas, ele vai ficar sentindo que precisa trazer ele. Ah, tem que trazer... Enfim, então se a gente tem essa oportunidade aí dele passar uma lista e dar desconto pra esses profissionais virem... Tem.
A gente até... Eu tô numa decisão lá interna em relação a isso, eu tô tirando investimento de algumas iniciativas, estrategicamente pra fazer esse tipo de iniciativa que é subsidiar, dentro da onde eu, até onde nós podemos, essa participação de tão importante que é. Lembra que eu comentei que, eu já ouvi isso do Abidal, você pode deixar o stand com diamante, a rua em ouro, mas se não tiver o mestre, os mestres, os arquitetos, os engenheiros, é isso. não é excludente, pelo contrário, você vai, pô, tá todo mundo junto aqui, é isso, isso, isso é multiplicador, mas também tem um ponto aqui importante, no nosso caso, que é a esfera, o Modern Construction Show aqui é Bienal, nós também temos que colocar na rua os eventos regionais. E aí, voltando, eu até comentei né, vamos colocar no lugar do pré-fabricador. Não é fácil, eu entendo, você tá ali correndo atrás da obra, concorrência e tal, e uma das grandes barreiras é essa. Pô, eu tô aqui em Franca, São Paulo, vamos fazer o que expondo lá? Ah, eu tô no Paraná, mas o que eu vou expor em São Paulo se eu pego a obra aqui? Pera aí, meu amigo. O arquiteto e o engenheiro passa por aqui.
Passa por aqui, sim.
E como passa em outros estados e tal, mas a gente tá fomentando tudo isso. A gente tá trazendo um mestre pra... Por que não? Colocar um microfone. Dá aí, fala, conta o teu caso aí, né? A tua experiência. Vamos trocar. Isso é riquíssimo. Então esse é o papel do evento. E aí a gente tem essa responsabilidade também de ir para os estados. O que a gente chama de evento regional. Vocês vão estar, nós estaremos juntos. Nós vamos unir essa força. De novo, sempre me esforço, sempre, tudo na minha vida, em me colocar no lugar do outro. E aí, quando vejo o expositor, o pré-fabricador, enfim, pré-fabricador concreto, madeira engenherada, o turma que está quente com a gente aqui, estrutura metálica, não é fácil. Estou dizendo que estou apontando para ele e ele fala, ah, você devia estar... Não! E é o nosso papel ser esse catalisador. Então, muitas vezes, aquela ilusão do grande... O evento grandioso... Não! Não, você viu lá o ConstruMetal.
Inclusive o Mestre Cláudio tava lá.
Pronto. Ali, então, olha que riquíssimo.
E foi aquela aparição dele lá, né?
Sim. Sim.
Cara, que todo mundo fala, pô, meu sonho visitar um evento daquele.
É isso, então a gente tem que ter isso muito claro no nosso dia a dia, à noite, final de semana, não importa quantas conexões que você tem aqui, então tudo, o digital, a IA, vai fazer a gente dar essa velocidade, mas a gente tem que ter o propósito muito claro na cabeça. que é promover o setor. Aí, em última instância, imagina quantos mestres de obras não seguem o mestre Cláudio.
Sim.
Esses 800. É lógica isso. Quantos eles não conhecem? São seus pares. Poxa, eu fui numa feira. Você foi? Opa, também quero ir. Ah, não, mas vai ter um evento agora aqui em 27. Opa, tô lá. É assim que faz, né? A mágica acontece dessa maneira. Então, voltando ao ponto da indústria, fabricante ou até do próprio pré-fabricador, do sistemista, e eu sei que não é fácil, é muita coisa para avaliar, mas a gente está aqui para isso, a gente vai ter uma, é sempre, quando eu falo a gente, eu hoje eu tô numa companhia que ela é, ela, a gente tem, os valores são É muito o jeito que eu penso. A gente fala que é o jeitão da francal. Isso tá na discussão lá com a Dom Cabral, de estratégia, tudo isso a gente colocou como item. A gente não pode perder o jeitão da francal. E o jeitão da francal é, eu vou deixar de fazer negócio com você hoje, Paulo, porque não é o perfil. Eu não vou te atender. Eu preciso vender, eu preciso bater minha meta, mas eu prefiro que você não... Esse aqui não é o perfil. O evento que eu estou promovendo pode não ser super... Ah, não é? Não é. Tudo bem. Mas o contato, a amizade, a lisura continua a mesma. Posso só vender e esquecer.
É, a gente não pode fazer negócio a qualquer custo.
Não, de jeito nenhum. E a Francal me dá total liberdade pra fazer isso. Colocar um evento de pé, que nem o Modern Construction Show. Você estava lá conosco. Lembra? Nós visitamos a obra. Sim. Um frio na espinha. A Francal teve, isso não é pouca coisa, foi a primeira promotora, nada é à toa, a primeira promotora capital 100% nacional que inaugurou o novo distrito AIMBI.
E visitando a obra.
Foi muito legal, aquele frio. E aí lembra, a gente levou o pessoal de sistema, olhava e falava assim, isso aqui não vai ficar pronto em julho não, que era a Natural Tech. Feira de mais de 800 expositores, do Hall 1 ao Hall 5, completa, tá indo com show esse ano, tá bombando, setor é muito bacana. E nós lá, primeira edição de setembro, só engenheirada, gente de obra.
Foi experiência vivência.
Muito! Então, assim, muitas promotoras, e cada um tem uma estratégia, não entram nisso. Tirar do zero dá mais trabalho, né? Tudo que você tem que aprender dá mais trabalho, mas também dá mais orgulho.
É, até pra, eu acho que assim, quando você é pioneiro em algo, né, acho que...
É isso. Então, aí você fala, poxa, mas quantas feiras tem? Tem inúmeras feiras. Então, é isso. Eu acho que o nosso papel, a nossa responsabilidade passa por isso. Ouvir, é aquela audição atenta, legítima, com interesse. Deixa eu entender o que que tá doendo. E por aí vai.
E falando da MCS, da Modern Construction Show, é um evento onde as pessoas vão, de fato, pra ver inovação. A gente tá falando muito de construção industrializada, mas o que é industrialização de fato? Lá você vai ver o que é a melhor solução quando o assunto é industrializar a construção pra cada tipo de obra. Eu queria que você falasse um pouquinho do perfil do evento, pra gente depois entrar nas dicas do que o expositor precisa se atentar na hora de expor no evento.
Tá bem, então o propósito do Modern Construction Show é impulsionar a industrialização da construção no Brasil, muito claro, é isso. E aí a nossa ideia é trazer o maior número possível de sistemas construtivos industrializados a serem expostos. Então hoje a gente tem forte o pré-fabricado em concreto, estrutura metálica, madeira engenheirada tá conosco também, E aí você pega três dias de programação intensa sobre esses temas. Então nós temos ali o primeiro horário da grade de palestra, a gente chama de pauta comum. Ali nós vamos discutir isonomia tributária, os incentivos ou, não sei se existe essa palavra, desincentivo, por que que a coisa não anda, então o papel de cada um. A pauta comum, primeiro horário, daquela primeira, da uma, duas horas, é esse tema genérico, vamos dizer assim, sobre o consumo industrializado. E aí no primeiro dia, depois das duas horas até o término do evento madeira engenherada, segundo dia pré-fabricada em concreto. e depois a estrutura da metálica. É claro que aqui dentro vai falar de kit, vai falar de beam, vai falar de, como eu falei, isonometria, tudo, tudo vai ser debatido. Não, o perfil do evento é esse. Então, o que a gente fala, não importa se você não trabalha com um sistema construtivo industrializado. Eu vi muito isso com essas visitas, menos o que você faz, mas eu me prontifico a estar com as pessoas e no local sair da, né, sair da mesa. Existe ainda um pré-conceito que tem que ser vencido. Eu ouço muito isso do Ulysses, mas o arquiteto, palavras do Ulysses, o Ulysses Nuno Abraço, diretor da BCEM, tem colegas meus que falam que o sistema construtivo não é para mim, não é tradicional, isso é muito caro. O cara é um profissional. Eu hoje, que não sou arquiteto, já sei que não, não é bem assim, vamos olhar. Então, acho que quebrar isso também é uma missão do evento.
É que aí que tá aqui, né, o nosso papel dentro desse conteúdo que a gente tá fazendo aqui agora, porque... Sim. Ah, é caro, é caro. Tá, mas o que que é caro? Você tá fazendo a conta...
Pois é.
Do quão é benéfico construir de forma industrializada?
Pois é.
Né? Quanto tempo você vai... É... Tocar aquela obra?
Sim.
Quanto tempo você vai estar ali causando barulho na vizinhança? São quantos caminhões a menos circulando naquele bairro?
É o automático.
É o automático. Vamos sair do automático, vamos fazer conta.
E aí a gente precisa, como eu falei, o evento torna-se eficiente quando ele proporciona essa discussão. E não importa o nível. Ah, mas tá bom, então vamos... Qual que é a linguagem aqui desse profissional? É assim que a gente tem que falar com o engenheiro? Essa é o que é palatável pra ele? Então vamos trazer outro engenheiro, um par, e dizer o famoso case. Não, porque eu vi muito isso no MCS, você tava lá com a gente e você viu também. Então vamos trazer cases aqui e o debate. De novo, parece simples, é complexo, é desafiador, mas no fundo é isso. A nossa grande missão é unir, colocar para discutir. É a discussão que o Brasil precisa. Passa por aqui, trazer os entes públicos também para ter ciência desse negócio. E avançou muito, né, pelo que a gente acompanha, tá utilizando o sistema, a gente sabe que tem muito que crescer. Então, o evento, ele vai cumprir esse papel, mas você tem que participar.
Então, a gente tá se propondo aí a fazer esse movimento, a levar indústria, a levar soluções materiais pra que essas pessoas tenham acesso, porque a gente só consegue transformar algo se a gente conhecer.
É isso. E aí, olha que rico, a gente bate muito nessa tecla do hibridismo. Porque eu já ouvi também algumas situações, ah não, porque isso aqui é pré-fabricado em concreto, não, isso aqui, estrutura metálica não é bom. Não, eu vi na obra um pezinho de barro, um sapato sujo de barro, e aí um engenheiro muito querido falou para mim assim, quem decide é o dono da obra. e a funcionalidade daquele empreendimento, não interessa. Olha aqui, isso aqui é hibridismo, aqui é fabricado em concreta, aqui você tem uma fachada de vidro, você tem estrutura, que eu tô falando aqui, chovendo no molhado pra quem é do setor.
Não, mas tá certo.
Mas o óbvio precisa ser dito, então o propósito do Modern Construction Show é esse, nós não temos preconceito com sistemas leve, pesado, é industrializado, então traga pra cá, vamos juntos mostrar que é possível crescer na utilização dos sistemas construtivos e industrializar.
Quando você tem esse olhar para o setor, você tem a oportunidade de ouvir quais são as vantagens de um sistema construtivo, isso aqui se encaixa melhor nesse ponto por isso, e ele vai reduzir isso, mas ele vai trazer uma vantagem disso, um ganho disso, então as coisas começam de fato a se concretizar.
Olha aí, é isso, é disso que se trata. Então, do lado do expositor, como eu havia dito, eu entendo, não é fácil, mas você não precisa de novo... Não, mas eu vou gastar um... Eu ouço muito isso. Ah, quanto é a área? Sei lá, 30 mil reais. Não, mas no final eu vou gastar 150. Não. E eu tenho responsabilidade no meu time de dizer, não, eu vou te ajudar a fazer uma coisa racionalizada. Aliás, não é disso que você vive, construção industrializada? Então vai ser uma feira, uma exposição industrializada, pensada, não só no stand. Claro, você não vai fazer uma coisa, pô, mas é a imagem da minha empresa, tudo bem, mas você não precisa fazer... Você precisa gastar 3 mil reais no metro quadrado pra montar um estande? Não precisa, eu te respondo. Tem até mais caro. Não precisa. A indústria automotiva aprendeu isso na dor. Quando eu tive minha passagem pelo salão do automóvel, lá atrás, eu já escutava os orçamentos das montadoras, lá atrás que eu falo, 2012, 2013, era 3, 4 milhões. E aí a multinacional fala, não, tá bom, gasta 13 milhões, tá tudo certo. Opa, mas quantos carros você vendeu? Eu tenho certeza que essa reunião rolou. Então, pra você, expositor, não é, ah, mas vão ver que eu tô com 40 metros quadrados. Não importa, tô lá. Olha aí o exemplo da Leonardo, da Cassol. Alves e Moraes fechou duas obras no Modern Construction Show. Palavras do Eric, não é minha, e a gente é muito transparente, isso não é normal. Não é, porque o normal é o relacionamento, a construção, estar lá, aí já vem as dicas. Se prepara, treina seu time, ali não é pra brincadeira. Ah, com um amigão, legal, trata ele bem e tal, fala amigão, beleza, mas agora deixa eu atender o cliente. Ah, mas o cara tá entrando, sabe aquela coisa do chiné, tô exagerando aqui, de bermuda, não importa, olha no olho, trata ele bem, ele é importante.
Você não sabe quem é que tá ali, né?
Com certeza. E aí são experiências que a gente vê em feira. Então, assim, é claro, a gente percebe e não estamos julgando. Eu também já fui expositor. Eu tive essa experiência, eu pulei o balcão e fui expositor quando eu tava numa startup de cosméticos aí. E aí, com essa carga, essa vivência que eu tinha, eu falei, vou tirar o pé. Não precisa, vamos diminuir aqui. Ficou bonitinho, ficou apresentar, ficou convidativo. Percebe? Essa dificuldade da indústria que é a fabricante de material de construção, os sistemistas também, a gente entende que não é fácil, mas é às vezes esse tipo de parceria, esse esforço que você faz, o mestre Cláudio e tantos, quantos mestres Cláudios não tem por estado.
Sim.
Então na hora que a gente chegar para esse cara falar assim, não, pô, Porque vamos lá, não falando do mestre Cláudio, mas muitas vezes essa mão de obra, em qualquer setor no Brasil, ela não é qualificada, ela não tem um alto grau de formação, não tem. Ele tá a vida, ele tá forjando ali, aprendendo.
E aí eu vou só abrir um... Por favor. A gente tá falando do mestre. Recentemente, essa semana mesmo, eu tava conversando com o mestre, a gente tava vendo um projeto junto que ele fez questão de me mostrar. Falou, Paulo, olha o que aconteceu aqui. vou começar uma obra, a construtora, enfim, eles contrataram um escritório de engenharia pra fazer o projeto de fundação.
Ok.
E aí eu olhei, olha o projeto que eu recebi, tudo errado, não dava, assim, impossível de viabilizar da forma como recebemos isso.
Olha aí.
E aí esse, beleza, ligaram, aí, não, não, realmente erramos e tal, corrigiram com o mestre. Agora, esse mestre tem formação? Não. Então, a experiência do profissional conta muito. Então, a gente precisa olhar mais, de novo, pra as pessoas saírem um pouco daquela casca. Porque fica igual, eu tô aqui, agora eu tô de camisa. Você tá de camisa? Às vezes eu tô de camiseta. Às vezes eu tô de paletó. Mas eu sou a mesma pessoa.
Então, e aí pra quem, as dicas aí, né, de ouro, então, pra quem promove tudo isso, a indústria, eu já vi muito, já participei de setores como metal mecânica, automotivo, têxtil, alimentos, food set, passei tudo promovendo evento, cosmético e tal, e aí você vê, tudo isso é o mesmo desafio. Pô, eu vou lá, me mato, projeto, faço tal, não sei o que, legal, mas como é que eu comunico isso?" Lá na ponta. Ninguém faz uma obra sozinho.
Renato, antes da gente encerrar, a gente precisa trazer aquela dica pro profissional que tá organizando, profissional de marketing.
Tá bom, essa é boa.
Eu vou te trazer um exemplo aqui que, cara, acho que, sei lá, 90% esquecem.
Tá bem.
Internet no stand.
Sim, isso é um pepino, né?
Ninguém pensa... Não, mas agora a gente tem parceiros aí de internet aí. Ah, precisando. Fala aqui com o pessoal da Hub que a gente indica, enfim.
Sim, sim. Isso é fundamental. Então, estude o evento. Estude onde você tá entrando, onde tá colocando o pé. É claro, você vai ver a melhor estratégia, a melhor localização, tudo isso conta, né, então explore isso com quem tá te atendendo. Essa pessoa que é a linha de frente do nosso comercial, ele tem essa informação. Então, o que que tá sendo levantado em termos de conteúdo? Olha o site da feira, olha quanta parceira esses caras têm, sim, dos com, as béia, a Braink, Creia, todos estão lá. Então, a gente tem acordos que eles também vão multiplicar essa informação. Olha que rico isso. Então, transcende só o passo físico. O pessoal, às vezes, se atenta muito ao estande. De novo, estande faróica. Não é isso. É planejar, é chamar o time, treinar. A gente sabe qual que é a persona. Mestre de obras, qual a idade, o que ele gosta.
Essa persona, ela tem que ser escolhida pelo profissional de marketing dessas empresas, E.
Eu colocaria marketing comercial, comercial é muito importante, e o proprietário da empresa, porque aqui tá todo mundo envolvido, e aí o que você não mede, você não sabe o resultado. Então eu já vi, assim, exemplos, tem coisa, né, como eu tô com o cabelo... branco aqui não me deixa, não posso mentir. Eu lembro de ocasiões que a pessoa tá lá no stand e tal, peguei uma série de cartões, não sei o que, né, essa é clássica. Aí cheguei em casa, deixei na televisão, esqueci um dia, dois, aí a moça da limpeza foi e jogou fora. Três dias de feira, dois dias de feira. Então, ou seja, de novo, óbvio que tem que ser dito, se organize, alguém tem que organizar. Quem que vai atender? Olha, esse cliente aqui, o Paulo do ConstruCast, quando ele chegar, a luz vermelha chama fulano de tal que vai atender ele. Ok. E aquele que tá vindo ali humilde, perguntando, mas isso aqui, como é que funciona? Nunca vi, tô entrando agora. Às vezes é um mega investidor, Sei lá, de um e-commerce. Estou viajando aqui. E ele está buscando uma solução em sistema construtivo industrializado. Não sabe. Veja, no primeiro Modern Construction Show, o João, posso dizer, o João nos conectou com o pessoal do CDHU, com aquela simplicidade que ele é peculiar, falou, Renato, você pode atender? Eu falei, João, pedi, dei uma ordem, liguei pra moça, não vou lembrar o nome dela, da engenheira. Ah, Renato, nós gostaríamos de visitar. Falei, que bom, por quê, né? Óbvio de novo, tem que se perguntar. Ah, nós precisamos conhecer os sistemas construtivos industrializados. Falei, traz o CDHU inteiro. Ela riu, falei, eu tô falando sério. do acesso a sala VIP, a sala de reunião, que vocês precisam estar aqui. Eu tô falando sério agora, vamos trazer o Claudio aqui. Vou fazer o maior esforço possível. Eu preciso trazer esse pessoal. É disso que se trata. Então pergunte. Então a dica de ouro é estudo o evento, claro. verba tem limite, né? E você vai errar e vai acertar. Olha, uma coisa que ninguém faz. A gente tem assessoria de imprensa, eu pago pra ter imprensa. Você sabe disso?
Sim, sim.
E aí eu falo pro expositor. A gente tem lá um movimento chamado... Dá o nome do Evento Academy. Então, Modern Construction Show Academy. Tem a Expo Bora Academy. Pegamos dois, três meses antes do evento. pode ser online, reunimos o maior número de expositores possível, tudo isso gravado, pra dizer o seguinte, atenção, tá chegando, tem quatro meses, você já olhou o manual? Fez tudo que precisava com a sua montadora? Preencheu os formulários? Aí vem o time de marketing, ó, o que nós estamos fazendo? Puta, tem podcast, tem o ConstruCast tá aqui, tem essa comunicação, preparem um release, Porque eu faço um esforço pra trazer a grande imprensa pra cobrir o evento. Teve bande-news lá, teve uma série que você viu. Então, quanto custa isso? Nada. Porque às vezes também ele nos vê e fala assim, pô, os caras querem vender mais alguma coisa.
Quer vender comentário. Vai estar dentro do investimento já, né?
Tá. Você tem outros investimentos que você pode fazer em publicidade. Então, a dica de ouro é essa. A gente tem uma associação global, a UFI, que é o BRAF mais global, diz menos de 30% dos expositores de qualquer evento no mundo não se preparam pro evento. Olha isso. Falamos com muita gente pro Modern Construction Show 2024, vamos falar assim, esse evento vai acontecer? Aconteceu. E aí houve o quê? A busca, não, vambora, eu quero. Porque aí as coisas acontecem e viram uma qualidade, o esmero, não só do layout, montagem, pô, a gente investiu, a gente foi pro pavilhão mais moderno. Sim. construído em construção industrializada.
Foi um case, né, de sucesso, né?
Foi um case de sucesso. E isso com a tragédia, infelizmente, no Rio Grande do Sul. Sim. Todo mundo esfriou a espinha ali naquele momento. Mas, então, voltando assim, a dica é essa. É mais simples do que vocês possam imaginar, mas tem que ser feito.
E tem alguma dica antes da gente encerrar? Tem alguma coisa que eu deixei de... Ah, vamos encerrar.
Não, nada.
Maravilhoso estar com você. Então, passa aí para as palavras finais.
Tá bom, então tá bom. Se a gente deixar aqui, eu falo pra caramba.
Não, imagina.
Primeiro eu quero agradecer porque eu falei muito de propósito, eu falei de valores e você, Paulo, teu time tem o que a gente mais valoriza. Aí eu falo como francal. Isso não é pouca coisa pra nós. De novo, a gente pode às vezes deixar de fazer um negócio, tudo bem, mas eu não quero nunca perder a nossa honra, o nosso propósito, isso nos segue com os parceiros que estão conosco. Estou aprendendo muito com a BICIC, na figura da Íria e dos seus associados. A Íria, eu queria se eu pudesse multiplicar a Íria, né? Eu acho que a Íria deveria ser uma pessoa clonável. Porque eu não sei como ela aguenta, mas a gente tá aqui aprendendo muito com ela, é uma pessoa muito ponderada. O Ulisses é um parceirão. Puxa, o Claudio... Desculpa, o Clóvis Nakai, que tá entrando conosco aí, e a Bracime, ele tá com um desafio gigante de colocar de pé uma associação, não é fácil. Eu trabalho há muitos anos com associação, eu vejo muitos executivos que às vezes acabam até largando um pouco o seu negócio, isso é um desafio, mas pelo propósito. Quem tá ali é propósito, não é dinheiro. É muito complexo, são muitos interesses, e parabéns, nós estamos juntos aqui. Então, é isso, eu quero convidar todos a estarem conosco no Modern Construction Show, na Expo Lazer também. É um evento que tem aí pré-fabricadores de piscina, né, vão expor conosco no MCS, a gente tá trazendo aí uma empresa, tá fechando, esperar fechar a gente no Alcia. As novidades, as frentes que a gente tá trabalhando agora pra segunda edição que eu acho importante dizer é a Missão Modern Construction Show, Então, nós selecionamos algumas capitais, as principais do Brasil, já já a gente vai anunciar quais são. A gente quer trazer ali alguns engenheiros e arquitetos, a gente tá custeando isso também, fazendo o maior esforço possível. Essa parceria com o Mass College vai ter e outras a gente vai trazer com vocês também. Então, a missão do MCS é bacana. O jantar com os secretários, tá bem? A gente vai promover um jantar com os secretários, porque tem que trazer o setor público cada vez mais. o técnico também, independente do comando ali do governo, ele tem que estar aqui nas três esferas, essas são as iniciativas. Ah, e fechamos dois congressos com a ASBEA. A ASBEA realizará dois congressos nacional, nível nacional, dentro do Modern Construction Show. Fizemos um em 2004 e estamos fazendo dois agora, então vai ter dois dias na parte da manhã, então com a ASBEA pilotando esses congressos, e a entrada da Abracima eu já falei, é isso, só tenho a agradecer.
Nossa, que bacana.
Muito bacana, muito bacana.
Fiquei feliz em 2013, a gente iniciou uma parceria muito forte com a Asbé e fizemos um congresso lá em Fausto Iguaçu. Foi sensacional, assim, quando a gente tem esse propósito de unir o setor, construir pontes, isso é sensacional, Renato.
Que vamos construir em construção industrializada.
Muito.
E aí vamos, a nossa missão vai ser quando esses mestres falarem, não, é legal ser mestre de obra, é legal ser. Eu falo pro meu filho, só tenho 300 e ele fala, cara, estudo engenharia, coloquei ele no comum já. Mas por quê, pai? Não sei, mas faz que é bom, cara, faz que tá precisando de gente, é isso.
Vamos fazer acontecer a palavra. Se você chegou até aqui, digita construção industrializada, MCS.
Boa.
E eu vou saber que você chegou até aqui. Então um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstrueCast. Afinal, conhecimento também se constrói.
Um abraço.
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