O Impacto da Engenharia no Mundo | Murilo Pinheiro | Construcast

YouTube episode (Portuguese) of ConstrueCast featuring host Paulo, co-host Marcelle Decimone and guest Murilo Pinheiro (president of the Federação Nacional dos Engenheiros and of the Sindicato dos Engenheiros — São Paulo). The conversation (published/recorded around 19 July 2023) surveys the social role of engineers, professional valuation (piso salarial), regulation and inspection (CREA/Conselho), union and federation initiatives (Cresce Brasil, Promore, Engenharia de Manutenção), sustainability/ESG, innovation (InovaUSP, AI, semiconductors) and inclusion (youth, women in engineering).
Questions this video answers
Around July 19, 2023.
Murilo Pinheiro — president of the Federação Nacional dos Engenheiros and of the Sindicato dos Engenheiros in the state of São Paulo.
The engineer's minimum salary floor is stated as nine salários mínimos.
More than 200,000 engineers in the state of São Paulo (as stated).
"More than one million, almost two million" engineering professionals in Brazil (as stated).
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. Este episódio é um oferecimento Full Plastique. Está no ar mais um episódio do Constra e Cash, e hoje eu tenho a honra, como vocês podem ver, de ter uma mulher, a Marcelle Decimone, que vai conduzir esse bate-papo junto comigo. Agora, primeiro eu vou apresentar o nosso convidado, que na sequência vai falar um pouquinho da minha co-host, para que vocês entendam de fato o potencial deste episódio. O nome do convidado de hoje é Murilo Pinheiro. Ele é presidente da Federação Nacional dos Engenheiros e do Sindicato dos Engenheiros no estado de São Paulo. Seja bem-vindo, Murilo, ao nosso podcast.
Muito obrigado, obrigado por nos dar essa oportunidade. Paulo, você falou para eu falar um pouco da Marcélia. Marcélia é uma profissional de primeira linha. Nós falamos no Brasil, hoje eu represento a Federação Nacional de Engenheiros, posso falar como engenheira. Uma das melhores engenheiras profissionais que trabalham pela valorização profissional, pelo crescimento do país, é a Marcele. A Marcele tem a coordenação nacional dos jovens. Na verdade, nós chamamos o núcleo jovem de engenheiros no Brasil todo. A coordenação está com ela. Ela coordena. Ela coordena não só por um mandato, ela está há algum tempo, por que? Por capacidade, por reconhecimento, por conhecimento. Então a Marceli é uma profissional que nós podemos falar, profissional do futuro, uma profissional que nós podemos apresentar para o Brasil todo e no mundo. No mundo, na área de engenharia, na área dessa área de engenheira ambiental como é ela, é representada, é reconhecida e tem dentro de todos os sindicatos no país um reconhecimento muito grande. É uma profissional de primeira linha.
Então, quem me ouve, quem me assiste, dá pra ter noção de fato do potencial desse podcast. Marcele, de verdade, eu fico muito contente com o bate-papo que vamos ter aqui hoje. Antes de passar a palavra para você conduzir, eu gostaria de agradecer aos nossos apoiadores, patrocinadores, enfim, que vêm contribuindo com sucesso e para manter esse projeto tão importante para o setor da construção de pé, que é a Fuplasti, que agradecer principalmente ao Bruno, que é diretor. e agradecer a produtora de vídeo Infinity Plus, que é focada na indústria da construção, arquitetura e engenharia. Marcele, seja bem-vinda ao nosso podcast e vamos aí fazer um bate-papo incrível.
Com certeza. Eu quero agradecer, Paulo, o convite especial, agradecer ao meu presidente Murilo pelas palavras. Acredito que grande parte desse conhecimento, dessa experiência que eu tenho hoje como profissional, eu também devo ao Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, à Federação Nacional dos Engenheiros e a todos os colegas profissionais que compartilharam comigo esse rico conhecimento. Acho que a gente não constrói nada na vida sozinho. Existe uma trajetória e por trás dessa trajetória existem pessoas. Eu acho que o nosso bate-papo hoje vai ser também sobre pessoas.
Sobre pessoas.
Como aproximar esses profissionais, não é isso?
Muito bom. Então, não tenho dúvida que pessoas, na verdade, você tem a tecnologia, mas tudo o que você faz vem de pessoas. Então, passo a palavra com você. Para você, pode conduzir aí o bate-papo. E ao longo do bate-papo, eu vou trazendo aí algumas perguntas, na verdade, minha, do que eu vivo, no dia a dia de obra, e algumas perguntas que me mandaram pelas redes sociais.
Fechado, então vamos lá. Presidente Murilo, vamos contar para a galera que está aí nos ouvindo qual é o papel do Sindicato dos Engenheiros hoje e da Federação Nacional dos Engenheiros, para quem não conhece.
Olha, os sindicatos engenheiros têm uma diferença muito grande de creia, de associação, porque os sindicatos engenheiros ele representa o engenheiro, ele defende a engenharia, ele trabalha para o crescimento e desenvolvimento do país. Então os sindicatos engenheiros é o representante legal pela lei do engenheiro em qualquer empresa, é o representante legal pela lei para discutir desenvolvimento, crescimento e qualidade de vida e oportunidade de trabalho.
Muito bacana.
Eu acho assim, qual é o papel do profissional hoje enquanto protagonista da engenharia? A gente tem percebido, presidente, que a engenharia ela está presente em tudo. Tudo que a gente pode enxergar, inclusive aqui nesse cenário que estamos hoje, quanto a engenharia está presente. E a gente também percebe um pouco da desvalorização da nossa categoria. Fala um pouquinho pra gente qual é a importância desse profissional hoje para todas as áreas, para a economia brasileira. Queria ouvir um pouco da sua visão sobre isso.
Bom, a Marcela acabou de dizer que a engenharia está presente em tudo. Tudo que você pensar tem engenharia. Se você falar que você mudou o seu cenário aqui, foi com engenharia.
Ah, inclusive, só um adendo rapidinho. Hoje estamos inaugurando com o novo cenário neste podcast.
Por isso que também ele... Então, essa mudança foi engenharia.
Foi engenharia.
Ah, o microfone é engenharia. Tudo. A engenharia está presente. E o que a Marcele faz uma colocação bastante importante é o seguinte, muitas vezes o engenheiro discute as questões da sociedade, participa absolutamente de tudo, mas fala pouco. E muitas vezes o judiciário entra numa seara que é do engenheiro. Então, por exemplo, nós tivemos aquela queda lá das barragens de Minas Gerais. Então a queda das barras de Minas Gerais, a discussão ficou para o jurídico, dizendo quem é o culpado ou não. Quem discute se o engenheiro está errado ou não é o engenheiro. Nós tínhamos que estar discutindo o seguinte, olha, aquele errou, nós sabemos como e nós punimos. Então o judiciário, o promotor, o juiz, ele entra quando o assunto é justiça e não quando o assunto é engenharia. Então a engenharia precisa estar cada vez mais se valorizando. Dizendo o seguinte, nesse caminho é meu. Eu discuto e eu sei. Então até a discussão de nós colocarmos uma rua pra cá, uma rua pra lá, quem discute é o engenheiro. Então tudo isso faz parte da engenharia. Então a engenharia cada vez mais precisa se valorizar e estar presente nas discussões. Por exemplo, qualquer discussão do presidente da república que envolva a engenharia tem que consultar os engenheiros.
Esse episódio é um oferecimento Full Plastique, construção com qualidade, confiança, tradição e sustentabilidade. E produtor Infinity Plus, empresa especializada em comunicação para arquitetura, engenharia e construção. E sabe uma... você me falando agora, me surgiu um caso aqui de um... na verdade são três torres no litoral de São Paulo. que, enfim, é uma construtora bastante renomada aqui na cidade, enfim. E, nesse caso específico, acabou que teve um problema lá com a parte da fachada inteira, basicamente, de todos os prédios, enfim, teve alguma outra... Houve alguns problemas também de infiltrações, assim, da parte de má... Como que eu posso falar?
Má utilização de materiais?
É mal utilização de material ou, de repente, de economia de material. Às vezes, quando você vai... Tudo bem, eu tenho esse projeto... Você tem os níveis, né? Às vezes, o projeto é alto, padrão, médio ou baixo. E, às vezes, para a questão de economia, eu acabo utilizando, de repente, como se fosse para uma construção... Mais simples. Mais simples. Enfim, acabou ocorrendo aí uma situação superchata, que eu acompanhei e a construtora acaba... Enfim, acaba vendo aquele problema de justiça, Que a troca não troca, enfim, aquela coisa chata. Eu sei que uma torre ganhou a causa e duas torres, enfim, vão ter que ficar com aquele prejuízo lá e a construtora não vai bancar. Numa situação como essa, qual o papel da engenharia? Porque depois a engenharia entra também pra resolver.
Então, na verdade, nós temos um conselho. Conselho Regional de Engenharia. Esse conselho que tinha que fiscalizar lá. Esse conselho que tem que definir se a engenharia foi bem feita ou não. Então a discussão jurídica é uma outra questão. Aí é uma questão financeira, é uma questão mais de se teve culpa ou não. Aí é uma discussão jurídica. A discussão da engenharia técnica, ela tem que ficar com o conselho de engenharia, aonde ele define isso. Porque quando você fala em três níveis de construção, você está falando de acabamento. Porque, na verdade, a infraestrutura, a sondagem, tudo que é feito para segurar um prédio, ele tem que ser igual para as três. Ele tem que ser reforçado e muito bom, de acordo com o que você vai utilizar. Esse é o projeto. Agora, o demais, aí você fala, bom, eu vou economizar no quê? Ah, não, eu quero um material de acabamento não tão sofisticado. Esse é a economia. Mas economia e infraestrutura, de jeito nenhum. Economia e fundação, tudo isso tem que ser feito de uma forma séria.
E seguindo o projeto, né, Murilo?
E seguindo o projeto. Se isso não aconteceu, aí sim as pessoas têm que ser penalizadas. Mas o engenheiro tem que ser fiscalizado pelo engenheiro.
Entendi.
Ele tem que ser fiscalizado, porque senão quem tem um bom advogado ganha.
Ganha, sim.
E um bom engenheiro, um bom profissional, um bom projeto, perde. Então o que nós temos que ver? É um bom engenheiro, um bom projeto, tudo isso tem que ser acompanhado. E se aquele material foi empregue? Se aquilo que tudo que foi colocado foi entregue também? Se aquela construção estava correta? É isso que tem que ser feito. E a fiscalização desta construção é através do Conselho Regional de Engenharia.
E eu acho que vale salientar, né, Murilo, que a fiscalização também ajuda na valorização profissional. Porque se você tem uma fiscalização eficaz, você com certeza vai ter melhores profissionais cada vez mais dentro das suas atuações e também vai fiscalizar o exercício ilegal da profissão. A gente vê muito isso acontecer em todo o país.
E agora uma curiosidade, a gente tem aí uma gama, nossa audiência é bastante segmentada, você tem muitos estudantes também, e como que funciona essa fiscalização?
A fiscalização é por parte do Conselho. no caso nosso aqui, regional, e também nós temos o Conselho Federal. Então a fiscalização ocorre a partir do CREA em todas as obras que estão ocorrendo no estado de São Paulo. Então é feita essa fiscalização in loco para saber se realmente existe um profissional responsável técnico pela obra, se realmente existe um projeto, projeto executivo, como que está esse andamento. Porque obra que não tem engenheiro, como responsável técnico, não pode ser iniciada. É crime. Então, não pode ser.
Até pela segurança, a garantia do povo.
Porque traz riscos para a sociedade. Então, é por isso que eu acho que a profissão hoje de engenharia, ela é uma profissão regulamentada porque ela traz riscos para a sociedade. Um engenheiro, como o presidente Murilo havia comentado, nos acidentes que nós já tivemos no Brasil, a manchete primeira que sai é Quem é o engenheiro responsável? Ninguém pergunta outra coisa a não ser isso. E acabam, inclusive, caçando esse nome e atribuindo a ele todas as responsabilidades. Isso é um peso que o profissional carrega. E é por esse motivo que nós, enquanto profissionais, precisamos também compreender essa responsabilidade e ter ao nosso lado entidades que vão exercer esse papel de fiscalizar o exercício ilegal da profissão. ter o apoio para esse profissional, como é o caso do Sindicato dos Engenheiros, trabalhando dentro do mercado de trabalho, essas relações trabalhistas. Então, hoje, o profissional da engenharia, se ele for pensar em todas as entidades que o cercam, Ele possui uma gama de entidades que podem se contribuir infinitamente para uma trajetória de trabalho, uma trajetória profissional muito positiva hoje. Mas desde que, Paulo, ele também participe, desde que ele também se engaje. Porque eu, às vezes, me pergunto. Nós, como pessoas, temos aquele defeito de sempre apontar o dedo, né? de dizer, olha, aquilo ali está errado. Mas a gente, às vezes, como o presidente Murilo falou, não participa da resolução. A gente simplesmente critica por criticar, não traz soluções. E eu acho que esse é um dos diferenciais, não é, Murilo? Do Sindicato dos Engenheiros, da Federação Nacional dos Engenheiros. Porque quando fazemos críticas, Seja em todas as esferas, nós, enquanto profissionais, trazemos soluções para aquelas críticas. E aí eu queria pedir aqui para o Murilo falar um pouquinho do projeto Cresce Brasil, mais engenharia, mais desenvolvimento, que nasce com esse sentimento.
Sem dúvida, sem dúvida. Na verdade, essa questão de crítica, nós só acreditamos nela se a gente vê a solução para ela. Se não, nós não vamos falar sobre ela. Se a gente não sabe a solução, não adianta criticar. Nós temos que nos preparar para discutir. Nós lançamos, em 2006, um projeto chamado Cresce Brasil, Mais Engenharia, Mais Desenvolvimento. Esse projeto apresenta propostas factíveis. para os governos, para o crescimento do país e desenvolvimento em todas as áreas, tanto ambiental quanto na área civil, quanto na construção, quanto na energia, quanto no saneamento, quanto na educação e assim por diante, transportes e assim por diante. Nós lançamos naquela oportunidade um projeto desse com mais de 40 seminários no Brasil todo. Nós fizemos 20 só em São Paulo, e o restante nos restantes do país, com profissionais, com autoridades, com profissionais que tinham conhecimento, com especialistas, com cientistas, e a partir daí, a cada dois anos, Nós lançamos uma edição nova, atualizada, com novas propostas e entregamos para todos os candidatos. Nós começamos em 2006 entregando para o candidato a presidente da república, todos eles, e os candidatos a governadores, senadores e deputados. Quando nós entregamos para 2006 para o Lula, que era um dos candidatos, ele era candidato à reeleição, Ele pegou esse projeto, nos chamou e falou, pô, gostaria de discutir esse projeto com vocês. Aí ele mandou três ministros ouvirem uma palestra nossa. Depois que nós participamos, que eles participaram e tal, foi lançado o PAC. O PAC foi espelhado no nosso Crest Brasil.
Nossa, que bacana.
Ele foi espelhado, não tô dizendo que ele foi exatamente esse Ipsilitz que tá aqui. Não, ele foi espelhado aqui. Então, ele lançou o Cresce Brasil, ele lançou o PAC, que era o Plano de Aceleração do Crescimento, baseado no nosso Cresce Brasil. E isso a partir daí, a cada dois anos, quando é eleição de prefeito, nós fazemos um projeto mais voltado à questão das prefeituras e apresentamos a todos os candidatos a prefeito. Esse último agora, hora de avançar, nós apresentamos a todos os candidatos a presidente da república e governadores. E aí o Lula tá com vontade de lançar o PAC-3, né? E nós estamos pra discutir com ele, até pra ver se a gente pode acrescentar alguma coisa, podemos discutir alguma questão. Então o Cresce Brasil, ele vem... se fortalecendo ano após ano, porque a comunidade da engenharia brasileira toda participa e discute. Aqui tem cientistas, especialistas, professores, profissionais da área que discutem, e nós fazemos vários seminários para montar um projeto desse. E na discussão de cada uma das áreas nós apresentamos isso. O ano retrasado, nós fizemos um projeto chamado Engenharia de Manutenção. Por quê? Porque nós também entendíamos que quando caíam as pontes, viadutos, barragens, nós entendíamos que era necessário que os governos lançassem uma Secretaria de Engenharia de Manutenção, tanto o governo municipal quanto estadual, para que você tivesse A leitura de cada um dos bens públicos, cada um dos prédios, para que, por exemplo, uma ponte, a hora que ela tiver algum problema, é só você ir no arquivo e falar, está aqui. Está aqui o diagnóstico, quando foi feita a última manutenção, o que aconteceu. Para que você tenha o responsável por aquilo. E mesmo assim, se você tiver um projeto desse, você vai ter um dinheiro muito menor, a manutenção muito mais rápida, e nunca você vai ter a dificuldade de pensar, será que essa ponte vai cair?
Porque você tem histórico, né?
Porque você tem o histórico e tem a manutenção anual. Você faz uma manutenção anual, preventiva já. Quando você tem, você tem o responsável por isso. Então, ele vai dizer a ponte tal, foi feito manutenção há seis meses, está acontecendo isso, precisa corrigir assim.
Vai identificar as patologias?
Identifica tudo.
É bem interessante.
E nesse sentido... E esse aqui eu trouxe pra você.
Ah, eu já quero aqui. Obrigado. Você sabe que eu estava falando antes de começar a gravação, se eu não trabalhasse, se eu não tivesse se inserido na parte audiovisual, Eu seria engenheiro. Não consegui ser engenheiro... E nós estávamos pensando ao contrário.
Nós estávamos pensando, gente, se nós não fôssemos engenheiros, seríamos comunicadores.
Então a troca está boa, inclusive, né?
Exatamente.
Eu até estava elogiando aqui... Claro, claro. A Marcelo pela capacidade de se comunicar, enfim... Verdade, verdade. Eu tenho certeza que muita gente vai comentar... aqui nesse episódio, convidando ela para apresentar outros episódios comigo.
Olha que maravilha!
Olha que beleza!
Agora, Paulo, eu queria fazer um parênteses com relação a esse projeto Cresce Brasil, porque muito a gente fala da importância do profissional hoje, do ser humano, e no caso nosso, que defendemos o engenheiro, conseguir impactar a sociedade. De que forma a gente melhora a vida das pessoas, de fato, E nós sabemos que a nossa profissão é essa profissão, de realizar as mudanças necessárias para que a sociedade tenha maior qualidade de vida, avance cada vez mais. Então, se você olhar para todas as áreas, como o Murilo falou, saneamento, energia, transporte, a engenharia está presente para melhorar a vida das pessoas. E eu tenho muito orgulho quando o presidente fala desse projeto, porque é um projeto que chegou à mão das pessoas que podem, de fato, trazer orçamento, destinar verbas para que as coisas aconteçam, ou seja, se materializem. Até então, esse projeto é o sonho, o desejo real, factível, de profissionais que querem mudar a vida das pessoas. Mas até então é preciso também um desejo, uma vontade do poder público. E quando eles se encontram, aí a mudança acontece. Então isso pra mim, enquanto profissional, é algo incrível ver que a minha categoria, a categoria a qual eu faço parte, não faz só o trivial de um sindicato que é discutir salários e melhorias nas qualidades de vida do profissional daquela empresa. É uma entidade responsável também por pensar no todo, na sociedade como um todo, trazendo propostas como essas, que você vai poder ler depois. E tem um site, inclusive, com todas as nossas edições a cada dois anos.
É bacana. Vamos colocar o link aqui. E uma coisa que eu também quero chamar a atenção, que eu estou gostando muito desse conteúdo, é porque, assim, vocês trazem, vocês criam as soluções que podem contribuir, inclusive, para solucionar o problema de déficit adaptacional que o país vive. Porque eu acho que se a gente não pensar em soluções para reduzir custos, como o Murilo falou nessa questão da engenharia, porque tudo é engenharia, tudo parte da engenharia. Se eu tenho um tipo de construção que hoje está muito caro, mas como que a gente pensa em uma solução viável para auxiliar e ajudar esse problema a reduzir essa pobreza das moradias dignas? pra uma sociedade que... Enfim, acho que eu tô impactado também com um projeto que eu visitei, que a Foplastic fez uma parceria bem interessante, que foi a criação de uma... Ele doou uma casa modelo pra uma comunidade aqui em São Paulo. E essa casa foi construída em um dia. Um sistema construtivo extremamente, sabe, ágil, 100% reciclável. Então, acho que é nesse sentido que eu tô ligando tudo isso.
Sim, eu acho que a construção civil vai avançando, não é, presidente Morelo? Vai avançando e hoje nós temos os ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que eu acredito que é uma agenda brilhante, que o profissional, as empresas, o governo precisa realmente seguir e trazer a praticidade para isso, ou seja, a ação, a gente precisa pensar localmente, mas impactar globalmente. Então a gente sabe o quanto hoje a construção civil impacta com relação às mudanças climáticas. Indústrias cimenteiras, todo esse campo de construção e infraestrutura emite demais gases. Então quando você fala de casas modulares, casas mais sustentáveis, a gente tá dizendo assim pra construção civil, olha, chegou a hora de fazer a mudança de chave, chegou a hora da gente pensar em construções cada vez mais sustentáveis, chegou a hora de pensar num planeta mais permeável. aonde a gente não tenha tantas dificuldades quando vem os períodos de chuva, que cada vez serão mais intensos. Então, assim, como a engenharia está presente nessas discussões e como o Sindicato dos Engenheiros e a Federação Nacional dos Engenheiros vêm campando isso? Há muito tempo, não é de hoje. Então, por isso que eu falo com orgulho. Dá pra sentir aqui que eu tenho orgulho, né?
Não, é muito bacana. Dá pra ver o brilho no olho, assim, sabe?
Poxa, somos profissionais que realmente ajudamos a construir uma sociedade melhor. Discutimos coisas que são importantes para a população.
Não, estou muito contente. Agora vamos... Mais uma pergunta para o Murilo.
Murilo, vendo esse cenário todo da engenharia hoje, você comentou da engenharia unida. Eu queria que você explicasse um pouquinho até para os nossos ouvintes, quem está acompanhando o podcast hoje, o que significa essa engenharia unida.
Quando nós abordamos a conversa do engenheiro, que o engenheiro tem que ser responsável por aquilo que faz, e disse que ele tem que ser punido pelo engenheiro, pela questão da engenharia. A questão financeira e tal pode ir para outro campo, mas a questão da engenharia não. Nós discutimos o seguinte, que a engenharia unida podia contribuir muito para um Brasil melhor. com mais justiça, com mais oportunidade, com mais trabalho. O que é Engenharia Unida? A gente pegar a academia, as associações, os conselhos de classe, os conselhos de engenharia, os sindicatos, tudo isso unido, e as empresas. Então, tudo isso unido, nós chamamos de Engenharia Unida. A Engenharia Unida, sem dúvida nenhuma, fará a diferença. Isso é um projeto que nós estamos acompanhando, que vai acontecer. Está acontecendo devagar, mas já já vai ser bem mais unido. Isso fará a diferença. Aí você terá, sem dúvida nenhuma, tudo aquilo que nós estamos discutindo de crescimento. Por exemplo, nós achamos que a obra mais cara que existe é a obra parada. Então nós estamos discutindo com o governo federal para que finalize as obras. Tem milhares de obras paradas. Quando você finaliza uma obra grande, inclusive, você ao redor dessa obra, quando na construção, você já cresce muito. Porque aparece o comércio, aparece as casas, o transporte, tudo cresce em volta. Então tudo isso faz rodar a economia. faz o Brasil crescer, faz dar oportunidade a todos. Então tudo isso faz parte da Engenharia Unida.
Murilo, quando você falar de união da engenharia, como que funciona quando vocês estão em desenvolvimento de algum projeto? Existe conexão com outras áreas, por exemplo, com arquitetura?
Sem dúvida. Na verdade é o seguinte, quando tem um engenheiro numa obra, em qualquer lugar, tem 15 a 20 outros profissionais trabalhando juntos. O engenheiro não consegue, obviamente, como qualquer um de nós, trabalhar sozinho. Cada lugar que ele vai, tem 15 outros, 20 outros profissionais que trabalham juntos. Tem o arquiteto, tem o economista, tem o apontador. Tem um número enorme de pessoas que trabalham juntos. E isso faz parte de uma união. E se você não trabalhar com essa união, você não realiza. Então o engenheiro é isso. Hoje nós temos no Brasil mais de um milhão, quase dois milhões de profissionais na área de engenharia. E isso, você pensar que em torno desse profissional tem mais um número muito grande, vai ver a quantidade de pessoas que estão envolvidas, discutindo a sociedade, o Brasil, a oportunidade de crescimento de cada um. Essa é a união.
Realmente, é bem importante. Como eu estava falando antes da gente gravar, vamos construir pontes.
Para aproximar pessoas.
Aproximação, claro.
Na verdade, nós temos também, como uma linha da federação, do sindicato, é que nós não temos... a entidade não fica de mal com ninguém. A gente entra no contraditório. A gente briga. Mas a ideia é que a gente componha. um grande número de pessoas trabalhando na mesma direção.
É muito bacana.
Eu acho que é interessante também frisar que o Sindicato e a Federação Nacional dos Engenheiros são entidades independentes, não é, Murilo? Independentes no sentido político, inclusive, Paulo, porque isso nos permite, inclusive dentro desse projeto Cresce Brasil, permear por dentro de todos os partidos, seja da extrema-direita, da extrema-esquerda, a gente consegue unir esses parlamentares, ter uma fala aberta, os parlamentares nos recebem de portas abertas para discutir problemas reais, para trazer soluções, porque hoje nós somos entidades independentes. Então, isso também gera para o Sindicato dos Engenheiros, para a Federação Nacional dos Engenheiros, uma visibilidade muito boa para levar essas demandas do profissional. Então, por isso que eu digo para você que é profissional engenheiro, se você ainda não conhece o seu sindicato e não conhece a sua federação, já passou da hora de conhecer. Então, tem que vir compor conosco. Eu acho que essa é a nossa campanha, né, Murilo? Compor conosco, agregar cada vez mais pessoas.
Você cria força, né?
Sim, porque uma entidade forte, hoje, ela também depende do número que ela representa. Hoje, nós temos mais de 200 mil engenheiros no estado de São Paulo. E esses profissionais precisam estar cada vez mais conscientes que a valorização profissional passa, primeiro, pela valorização de si, enquanto profissional. A gente não pode esperar a empresa valorizar. Inicialmente, nós temos que fazer essa valorização. E essa valorização, Paulo, começa dentro das universidades.
Sim.
Que a gente estava comentando lá fora. Então, é importante que hoje o estudante, ele entenda que só a graduação não é tudo. Durante os cinco anos, que a média, tem gente que fica um pouquinho mais, mas a média de cinco anos de faculdade, é importante que esse profissional, esse estudante possa realizar cursos extracurriculares, possa se especializar em alguma área, compreender o que o mercado vem buscando, porque existe um gap muito grande hoje dos profissionais que saem das universidades para o mercado que vem sendo colocado.
Inclusive, eu tenho uma pergunta. da Mayara Gomes aqui, que ela pergunta o seguinte, ó. O que você diria para um jovem formado em engenharia, na virada de 2023 para 2024?
Eu, Presidente Murilo?
Eu vou perguntar para o presidente.
Essa pergunta é para a Marcele, né? Jovem, núcleo jovem, mas eu acho o.
Seguinte... Olha só, mas eu quero perguntar para você, e na sequência ela complementa, tá?
Claro, claro, claro. Eu acho o seguinte, você está dizendo.
De 2000 e... 23, essa virada.
Então, essa virada, depois da pandemia, na verdade, teve muita... Tudo parou, né? As pessoas ficaram em home office, tudo parou. A engenharia, ela é muito ativa, né? Você precisa estar presente, você precisa participar efetivamente. Obviamente, os engenheiros, projetistas e tal, ficaram. fazendo um home office. Mas aquele engenheiro de campo continuou no campo. Continuou fazendo. Aquele engenheiro ambiental continuou indo no campo. Continuou realizando. Obviamente com toda a segurança, com todo o distanciamento, com tudo aquilo que era necessário fazer. Mas eu acho que a partir de agora, mudanças de governo também, eu acho que as coisas vão mudar positivamente. As coisas vão encarar um outro patamar. Você precisa cada vez mais, até porque pela globalização, você precisa cada vez mais se especializar, participar, se atualizar para as coisas acontecerem. E o Brasil hoje exporta profissional. O Brasil hoje tem profissionais de alta categoria. E, na verdade, uma das discussões que a gente tem na USP, por exemplo, em grandes universidades, é a saída de profissional daqui para morar fora, levando todo o conhecimento. Essa é uma discussão aqui que nós queremos mantê-los aqui. que nós queremos que ele se especialize, mas que volte, que fique.
E que eles sejam reconhecidos.
Sejam reconhecidos. Então, para isso, nós precisamos cada vez mais evoluir nessa discussão, pensar na necessidade, entender a valorização do profissional. Até porque ele sai daqui, vai fazer uma especialização, por exemplo, em Harvard ou qualquer outra universidade, acaba ficando por lá, porque é convidado. Porque a formação aqui no Brasil é muito boa. Obviamente, nós temos. Vamos dizer que tudo é. Mar de Rosas. Nós temos faculdades que precisam ser melhoradas, tem aprimoramentos que precisam ser feitos. Tudo isso precisa ser acompanhado. A educação é fundamental no país. E a gente vem discutindo educação há algum tempo, lembrando até da questão primária e secundária, lembrando que se você não tiver uma boa base, você não terá futuro. Então, tudo isso é uma coisa para se conversar. Agora, a engenharia. A tendência é um crescimento bem grande. Se você pensar só nas obras paradas, se você olhar o que está acontecendo em torno de São Paulo, principalmente, São Paulo está em um boom de crescimento.
São Paulo, na verdade, está um canteiro.
De obras em todo lugar.
Em todos os lugares um canteiro de obras.
Inclusive, a maior obra de infraestrutura da América Latina está acontecendo em São Paulo.
Isso. Então, crescimento muito grande. Só que nós temos que pensar na ecologia, pensar no meio ambiente, pensar no crescimento sustentável, uma coisa que o engenheiro hoje não admite mais, um projeto que não tenha sustentabilidade. Um projeto sustentável é aquele projeto que é bem para todos. Todos se dão bem. Então, essa é uma coisa fundamental na engenharia hoje.
E que muita gente confunde, na verdade, a sustentabilidade só com questões ambientais, e não é só isso.
Não, é todo um conjunto.
É importante ressaltar.
Então, é todo um conjunto que você precisa levar em conta. Por isso, e por tudo isso que está acontecendo no mundo, O Brasil tem muito, muito a oferecer. Agora, nós precisamos ter programas sérios, programas dos governos também sérios, um investimento nessas questões. Lembrando que nós temos que pensar em empresas que tragam resultado. Por exemplo, nós estamos discutindo a questão de micro...
Microprocessadores.
Nós estamos discutindo a questão de semicondutores. Tudo isso extremamente importante.
Hidrogênio verde.
Nós perdemos isso lá atrás. Nós estamos discutindo para que sejam montadas empresas nessa direção. Então tudo isso faz parte de um conjunto. Aí nós estamos pensando o seguinte, nós estamos discutindo e aí se fala, por exemplo, e eu não quero nem entrar nessa polêmica, mas se fala, por exemplo, em privatização da Sabesp. Uma das maiores empresas de saneamento do mundo. Aí você diz assim, não, mas tá bom, privatizar a Sabesp é você colocar as pequenas cidades, Amíngua, Porque quem comprar Sabesp vai pensar naquela pequena cidade? Não vai.
Então, isso é uma coisa que eu, assim, eu... A gente tem aí aquelas polêmicas, né, que tem que privatizar, mas a pessoa não entende nada de privatização. Inclusive, você acabou de até pedir pra minha produção anotar essa pauta que é pra falar sobre privatização. Porque eu acho que quando a gente fala em privatização a pessoa tem que, de fato, saber Tem que viver o que uma privatização causa.
E trazer esse conhecimento para a sociedade.
Mostrar à sociedade. Porque, na verdade, você que trabalha com comunicação, a mídia tem que trabalhar nessa direção. Discutir essa questão.
E esclarecer os dois lados.
Não, esclarecimento. Por exemplo, a nossa discussão maior, quando nós falamos da privatização da Sabesp, nós gostaríamos de debater com o governo, com profissionais, por quê? Porque nós não queremos simplesmente dizer nós somos contra. Nós queremos mostrar por que somos contra. E, na verdade, o governo teria a oportunidade de mostrar por que ele é a favor. E aí é um debate que é de uma forma séria. Não é uma coisa, como a Marcele disse, como nós não temos partido político dentro da nossa entidade, nós conseguimos discutir o que é certo e o que é errado de uma forma muito da engenharia.
Porque o nosso partido é a engenharia.
Porque o nosso partido é a engenharia. Então não na política. Então nós não vamos causar um problema porque é ou não do nosso partido.
E uma coisa que eu chamo atenção também para essa questão de... Quando você fala dessa questão do conteúdo, às vezes sai um recorte e é importante que as pessoas... Você viu um recorte, tá polêmico, gente. A gente tem o conteúdo completo no YouTube, a gente tem o conteúdo completo nas plataformas de redes sociais. Então, não... Olhem simplesmente um título e tome partido. Veja o conteúdo completo para entender todo o contexto. Porque tem muita gente má-intencionada e por essa razão eu chamo a atenção para esse ponto. Porque, bom... Pode continuar. Bom, não.
Eu queria só agradecer a pergunta da Mayara. Mayara que, acredito que se é a Mayara que nós conhecemos...
É a mesma Mayara.
É a mesma. Quero deixar aqui um abraço para ela. É coordenadora da nova gestão do Núcleo Jovem Engenheiro. Como eu comentei para você, é um programa do Sindicato dos Engenheiros. que envolve a juventude, estudantes, profissionais recém-formados, com o objetivo de trazer conhecimento e experiências e trabalhar as habilidades e competências que o mercado vem buscando, Paulo. Então, quando você fala qual a mensagem que você deixaria para o profissional hoje que está se formando ainda esse ano? Que você realmente busca estar qualificado. que você pense fora da caixinha, né? Possa também estar preparado para utilizar as tecnologias a favor da engenharia. Hoje nós vivemos um mundo tecnológico que cada vez avança e muitas vezes a gente não dá conta de acompanhar todas as inovações que estão acontecendo. Mas nós, enquanto profissionais, que desejamos estar inseridos nesse mercado, ou estamos iniciando a nossa carreira, é de fundamental importância que se atente às inovações tecnológicas, porque o mercado vem buscando profissionais com essa hard skills. E outra... que não sai dos processos seletivos são as soft skills, né, Paola? Hoje nós precisamos de profissionais com inteligência emocional, nós precisamos de profissionais que trabalhem bem em equipe. Um engenheiro, como o Murilo falou, não trabalha sozinho. Você precisa saber lidar com as pessoas, com os diversos tipos de temperamentos. Então, isso é muito importante. E por que é importante? Porque soft skills, é difícil você pagar um curso e falar pra pessoa, olha, aprende aqui, você vai passar 30 dias e aprende. Diferente das competências técnicas, que a gente pode pagar um curso, a empresa pode investir e pagar um curso de idioma.
Técnica você compra.
Exato.
Técnica você compra.
E a comportamental, as atitudes, é uma construção de vida que esse ser humano teve até chegar ali. Então, por isso que eu peço muito, eu sempre quando vou representar o sindicato em palestras nas universidades, eu falo, galera, é importante olhar para os nossos comportamentos. Estamos tendo cada vez mais uma geração introspectiva que vive num mundo muito mais virtual do que eram as gerações passadas. E isso traz uma dificuldade de relacionamento pessoal presencial maior.
Posso complementar uma coisa que eu acho super importante, que na verdade é uma coisa que tem me chamado muito a atenção, que é a questão assim, quem tá me ouvindo, quem tá me vendo, enfim, gente, se tem um problema, fale. Entende? Às vezes o engenheiro fez alguma coisa, de repente, pra você tá certo ou tá errado, mas uma simples palavra, ó, eu acho que eu tenho outra visão pra isso, de repente você pode tá evitando ali, Muitas coisas, inclusive até comentando com a minha equipe, que eu vou deixar grande aqui na produtora, é, ó, você tem um problema, não tá bem, fale, porque o outro não é, não tem obrigação de saber.
Não temos bola de cristal.
Não temos bola de cristal. Então, eu sou uma pessoa muito expressiva, eu não tô bem, eu acho que isso aqui não tá certo, eu vou e falo, eu dou a minha opinião sobre aquilo, a gente discute, a gente melhora. E numa obra, às vezes você tá colocando ali a vida de outras pessoas. Enfim, muitas vezes você para uma cidade por conta de um problema técnico que muitas vezes você viu, você identificou, mas simplesmente por ser introspectivo acabou não falando. Enfim, de alguma forma você pode carregar essa culpa.
E hoje eu falo que muitos engenheiros têm enfrentado essa novidade do mercado que veio com a reforma trabalhista, que é o aumento de oportunidades como PJ. Isso é uma realidade hoje no mercado e quem está ouvindo a gente, assistindo, sabe que é verdade. Então, para esse profissional hoje engenheiro que vai trabalhar para diversas empresas, prestando serviços de projetos, de consultoria, ele também precisa saber se comunicar muito bem. Ele precisa saber vender seu peixe, ele precisa ter um pouco de comunicador, de marketing. Hoje, a gente fala que um profissional, ele não é só um profissional de uma profissão. Você até brincou, né, Marcelo? Você é engenheira, mas você é uma boa comunicadora. Mas eu também preciso ser.
Tá, mas você tem... Na verdade, você tem conhecimento. Por essa razão, você tem autoridade. Você tem essa forma de falar, sabe? Que eu entendo que uma pessoa que não é da área de engenharia entende. Porque eu acho que a questão é igual a... Hoje eu atuo na área de comunicação, mas assim, eu tenho muita vontade de aprender. Por essa razão, eu sei construir. Se você me der uma casa, eu sei fazer. Eu, Paulo, consigo construir ela inteira. Eu consigo rebocar, eu consigo... Eu entendo do concreto. Por quê? Porque eu vou... Eu procuro conhecer aquilo que eu não sei, uma coisa que é muito importante. Eu peço ajuda. Eu sempre tenho um contato de alguém que sabe mais para me ajudar.
E hoje isso é uma soft skills muito importante. Comunicação, uma comunicação assertiva, liderança. A gente trabalha isso bastante dentro do sindicato, dentro do núcleo. Precisamos criar líderes na engenharia. Um país que não tem nos seus cargos altos, cargos de gestão e liderança, inclusive cargos políticos, engenheiros, não é um país que vai traçar uma linha de desenvolvimento. É só você comparar países desenvolvidos o quanto de profissionais da engenharia possuem esses países. Então, eu acredito que para esse profissional que está se formando esse ano, Paulo, que está indo para o mercado cheio de receios, mas também de inúmeros desafios que vai ter que enfrentar, é primeiro coragem, E se prepare muito bem. Estude sobre o mercado que você quer entrar. Entenda o que ele está pedindo. E não seja contra o mercado. Vá de encontro ao que ele... Não tem como a gente quebrar essa roda. Mas é possível girar junto com ela. Então, é isso que eu falo para você. Não tenha medo. Eu também passei por isso. O presidente passou por isso. Depois que se forma, aquele susto, né? Para onde que eu vou? Então, é preciso. sair da caixa. E quando eu falo sair da caixa, é sair de dentro da universidade e achar que aquilo é o mundo real. Não. Existe um mundo lá fora acontecendo e, muito rapidamente, ele vai se renovando. E eu acho que o profissional de hoje é esse profissional capaz de se adaptar às inúmeras adversidades que nós temos.
E entender que, assim, você está sempre aprendendo, sempre aprendendo. O que a gente está vivendo hoje é aquela pessoa que está chegando agora e acha que sabe tudo.
Não, sempre aprendendo.
Sempre. Você tá com quanto tempo de profissão, Murilo? Não precisa falar tudo.
Mais ou menos.
Mais ou menos.
Acho que 46 anos.
E às vezes você se pega numa situação que não sabe nada.
Não, às vezes não. Todo dia.
Então, é um ponto muito importante.
Todo dia nós vamos olhando e cada vez que você vê, você olha e fala, como eu não sei nada. Cada vez que passa o dia, cada dia que você passa. Na verdade, você tem sempre que aprender todos os dias. Na engenharia, então, até porque o desenvolvimento tecnológico, o crescimento, a globalização, tudo isso nos faz entender que nós estamos atrasados sempre. Nós precisamos correr, andar, ler, praticar. Nós precisamos nos especializar em cada um dos assuntos para dar certo.
Não, esse, acho que... De verdade, esse podcast, ele... Tem sentimento. Tem sentimento, porque... Gente, eu vivo isso. Eu vivo isso em casa, eu vivo isso no dia a dia, eu vivo isso na minha empresa. Eu tenho muitos amigos que são donos de grandes construtoras, de grandes empresas, indústrias. E eu falo, gente, como tá desafiador. Desculpa a nova geração, mas, assim, tem muita gente boa, eu aprendo muito. com essa geração, mas tem gente que dá trabalho. Dá trabalho.
Exatamente.
Muito. Não sei porque a gente chegou nesse assunto, mas... Nada é por acaso. Nada é por acaso.
E eu queria também falar, Paulo, que as empresas têm um papel muito importante, principalmente agora, nesse século, nessa virada. que é a questão do ESG, Environmental Social Governance, que é uma sopinha de letras que veio pra ficar, não tem como fugir. E as empresas da área da construção e infraestrutura precisam realmente estar atentas, porque eu não sei se você sabe, mas esse setor é o setor que reina a informalidade no mundo do trabalho. É o setor que tem mais terceirização e quarteirização. Então, é realmente necessário haver uma reflexão e um pensamento das empresas desse setor, de que forma eu, enquanto empresa, posso melhorar a vida das outras pessoas. Porque, para mim, viver nesse mundo não é somente trabalhar. O Murilo até brinca, né? Trabalha para viver ou vive para trabalhar? Como que é isso? Então, eu acho que, pra mim, você precisa impactar positivamente. A gente sai desse mundo deixando um legado. E as empresas têm grande responsabilidade da forma que impactam. Então, quando a gente fala de diversidade, equidade, inclusão, que é uma pauta que está sendo extremamente batida, é porque realmente é importante. É porque realmente O outro, que está do outro lado, precisa ser acolhido, ele precisa ter as mesmas oportunidades, ele precisa acessar esse mercado da mesma forma que eu, que o Murilo, que o Paulo também acessa. Então, as empresas hoje passam a ter um olhar, precisam passar a ter esse olhar muito mais afinado, com muito mais cuidado, com relação a essas temáticas ambientais, sociais e de governança. E eu quero frisar isso no nosso podcast, porque a gente já teve muitos escândalos na área da construção civil. Muitos escândalos. Então, eu acho que é a oportunidade da construção civil, da infraestrutura brasileira, mostrar para o mundo que, opa, nós estamos tomando um rumo diferente.
Não, é fazer com seriedade, né? Não pra fazer mídia, porque, ah, eu tô fazendo... Porque acontece muito, ah, vou fazer mídia, vou publicar o que estou fazendo.
Não, na verdade, é fazer... E não tem na prática.
Não tem na prática.
E nós temos, no Brasil, as melhores empresas de engenharia do mundo.
Com know-how, né?
Com know-how gigantesco. Nós temos melhores empresas de engenharia do mundo. Se você olhar, você vai ver isso. Há um pouco tempo atrás, eu não vou falar nem em questão política, mas há um pouco tempo atrás, as nossas empresas faziam obras na maioria dos grandes países. Depois parou, agora está voltando, vai voltar e voltou há um tempo atrás. Eu acho que nós temos condição disso. Então, tudo isso é necessário.
E um ponto nesse sentido da questão do Brasil, falando do Brasil, o Brasil tem gente, sabe, muito trabalhadora.
A guerrida.
A guerrida. Você pega o Nordeste mesmo, que eu sou apaixonado. Eu que acompanhei aquela expansão do Rio São Francisco por muito tempo. Enfim, vou muito pra lá, até em função, acho que aquela riqueza, né? Enfim, e você vê aquela gente vindo pra São Paulo, indo pra outros estados, Imagina, aquilo é um... ó, como que eu fico.
Não sei se você sabe, vou dar um spoiler aqui, mas eu sou amazonense.
Amazonense, não sabia.
Nascida em Itacoatiara, interior do Amazonas. E assim como muitos, vieram para São Paulo por oportunidades. Então, isso que você fala, eu acredito demais. Existem muitos profissionais de alta qualidade, aguerridos, com vontade de trabalhar, e que fazem a diferença.
Que fazem a diferença, a gente começar a olhar, na verdade, olhar para o complemento das pessoas, né? Porque tem gente que tem uma força, outro tem uma força física, outro tem uma força mental, e como que a gente une, né? Vamos olhar mais para as pessoas, porque de repente, sabe aquela coisa, você vê um profissional ali trabalhando, mas o fato dele estar usando a força física, ele pode estar passando por alguma situação, né? E você que é de outra área, tudo bem, você está ali na área de projeto, mas como que eu olho para aquelas pessoas como um ser humano?
Sim.
Porque eu acho que são coisas que eu vivo de verdade. Eu sou apaixonado por obra. Eu acho que quem tem a oportunidade de entrar numa obra, entrar num canteiro, depois vocês vê muita gente ocupando um prédio, enfim, gerando emprego.
É como eu te falei, é a materialização. É a materialização de sonho de pessoa. As pessoas compraram aqueles determinados locais pra materializar seus sonhos. Então, são construtores de sonho. E aqui eu quero fazer um reforço pras nossas mulheres. Eu não posso deixar de terminar isso.
Mas só pra complementar um negócio antes, você sabe que em março, mês das mulheres, nós lançamos a série Mulheres que Constroem, que tá um sucesso.
Muito bom!
Onde eu trazia uma mulher para ser minha co-host e uma convidada para ser entrevistada, né? E isso também, pra mim, tá sendo muito interessante esse podcast, porque depois dessa série é a primeira vez que eu tenho uma mulher como minha co-host. Então, assim, eu tô muito contente, eu acho que...
Eu tô muito feliz aqui. É isso que eu queria falar, que as mulheres precisam ocupar os seus espaços. Nós temos, sim, desafios enormes a serem alcançados, mas eu acredito que uma dando a mão pra outra e os homens também vindo juntos, porque eu não gosto dessa coisa de separar, sabe, Paulo?
Não, não dá pra separar.
Eu gosto de unir. mas de frisar a importância e a valorização dessas mulheres em cargos hoje de gestão, de liderança. Temos um grande potencial que muitas vezes não é visto e a gente precisa trabalhar isso na sociedade, sindicato, federação, vem trabalhando, vem colocando essa discussão em pauta, inclusive hoje no sindicato nós temos o núcleo da mulher engenheira, então você que é engenheira, estudante de engenharia, também tem espaço para ouvir sua voz. Eu acho que é isso o importante, as pessoas têm que se sentir parte Pertencimento. Sabe aquele sentimento de pertencimento? Quando eu tenho esse sentimento, eu cuido, eu valorizo, eu contribuo, eu me sinto parte do todo. E eu acho que a população e a sociedade, as nossas mulheres, as nossas meninas, que hoje desejam se tornar cientistas, pesquisadoras, engenheiras, precisam se sentir parte. E no Sindicato dos Engenheiros, na Federação Nacional dos Engenheiros, é o espaço pra gente construir não só o presente, mas o futuro pras nossas mulheres. Eu acredito muito no protagonismo da mulher na engenharia.
E como o ConstrueCast também tem esse propósito, pode contar sempre com a gente quando vocês quiserem fazer um episódio especial pra falar. Pode chamar. De verdade, esse espaço é pra vocês. Eu sou o maior defensor, na verdade, das mulheres em todas as áreas, e principalmente no setor da construção, né? Eu vim... A minha primeira casa foi de uma mulher, então não tem o que falar das mulheres, então... Enfim, vamos...
A gente fala aqui com um sentimento que chega a reverberar, né? A gente sente. É muito legal. Eu acho que o presidente Murilo trouxe bandeiras que o Sindicato dos Engenheiros da Federação Nacional traz na sua essência, né? As lutas sindicais por melhorias de condições da qualidade de vida, melhorias do salário. O piso, né, Murilo? Queria que você falasse só pra gente. Não sei se já tá encerrando como é que tá o nosso tempo. Mas falar um pouquinho do piso salarial, do desafio que é, Murilo, porque eu acho que tem muitos engenheiros profissionais que às vezes não estão recebendo piso e não entendem como que é esse mecanismo do piso salarial hoje.
Então tem uma lei que define o piso do engenheiro. Hoje o piso do engenheiro é nove salários mínimos. Então, tem uma lei que define isso. Então, na verdade, muitos profissionais trabalham, às vezes, em empresas que não estão ganhando o piso salarial, não estão sendo valorizados devidamente. E o sindicato também está aí para ajudá-los nisso, a discutir com isso, ajudar até as empresas a discutirem esse assunto. Porque isso é fundamental, a valorização disso é fundamental. Você tem um crescimento, você tem um desenvolvimento da engenharia e do engenheiro e do profissional. E um profissional cada vez mais bem posicionado é melhor para a empresa, é melhor para o Brasil, é melhor para a sociedade, é melhor para apresentar propostas.
Eu acho que a gente tem que repensar, né? Muitas coisas. Porque às vezes essa questão de piso, de fato, a gente tem a questão do profissional, né? Porque quanto mais você se desenvolve, quanto mais você aprende, acho que no final todo mundo ganha, né? Você vai ter uma engenharia melhor, você vai ter um país mais desenvolvido, enfim.
Sem dúvida.
E eu acho que as empresas têm esse papel, toco de novo no nome de empresas, porque têm esse papel fundamental de valorizar esse profissional que entra como engenheiro, teve uma trajetória, fez um esforço enorme para estudar engenharia, que a gente sabe, Paulo, que não é fácil. Muita gente fica aí pelo caminho... Sim. Então, a empresa, quando contrata um engenheiro, ela não tá só contratando um profissional formado. Ela tá contratando uma pessoa com perfil analítico, uma pessoa que vai resolver problemas. Esse é o nosso sobrenome. A gente brinca, né? Eu sou engenheira ambiental, mas em casa, minha mãe acha que eu sou a pessoa que resolve todos os problemas. Então, o pau no chuveiro é Marcelo que resolve.
Você sabe qual que é o meu sobrenome, Marcelo?
Engenheiro.
Não.
Não?
Meu sobrenome, você sabe?
Barros.
Não.
Não?
É Barros, mas muitos falam. Paulo resolve.
Paulo Resolve. Exatamente isso.
Será que é por isso que eu seria engenheiro?
Sim, com certeza. Porque nós somos esse profissional, essa pessoa, onde as demais olham e já enxergam um gestor, um líder e aquela pessoa que vai orientar e resolver o meu problema.
É formação isso.
Uma coisa que me chamou bastante atenção, quando a gente fala de Resolve, nesse projeto que a gente estava lá nessa comunidade aqui em São Paulo construindo essa casa, E eu estava me despedindo, fui me despedir aí da de uma engenheira, tinha várias engenheiras lá, eu procurava, não encontrava. Depois ela estava embaixo resolvendo um problema de um parafuso ali, de uma conexão. Inclusive eu fiz um vídeo dela super engraçado, porque eu falei ó, tem gente que pensa que a vida de engenheira é fácil, ela estava deitada no barro ali resolvendo. Uma pessoa resolutiva.
Exato. E nós, profissionais, somos. Não tem como. Eu brinco que se você quer fazer engenharia, mas você não quer a responsabilidade de resolver problemas, acho que você está na profissão errada.
Não faça.
E o legal é que, antigamente, às vezes, você tinha, nas décadas passadas, você trazia uma resolução, uma solução para determinados problemas. Hoje em dia, você tem uma gama gigantesca de possibilidades de soluções na engenharia. Então, o profissional tem que estar muito atento para trazer essa gama para que o empregador, para que o empresário possa escolher. Não, custo-benefício dentro dessa área, eu vou por essa. Então, eu sempre falo para os estudantes, percebam que a engenharia é uma profissão analítica e que, com certeza, vai impactar na solução de problemas. Sejam eles de que ordem for. Porque em casa é assim, você resolve. É impressionante. Você é engenheiro, se você tem lá no seu prédio eleição de síndico, pode ter certeza que vão te indicar, né Murilo? Como engenheiro para atuar. como liderança. Então, é incrível isso.
Muito bacana. Você tem mais alguma coisa pra falar nesse sentido? Depois eu tenho uma pergunta pra te fazer.
Eu acho só que você falou muito de moradia e tal. Nós temos um projeto também chamado Promore. É um projeto de moradia popular que fazemos com as prefeituras. É um convênio. Aquele cidadão que quer construir uma casa tem uma casa no tamanho pequeno. que a gente estabelece através de um projeto. Então, nós damos o projeto, acompanhamos a obra, a Prefeitura deixa de cobrar os impostos, quer dizer, ajuda, é um convênio que faz com que o cidadão não perca dinheiro. Porque quando o cidadão quer construir uma casa, e às vezes não chama o engenheiro, Sobra o material, estraga o material, põe o material errado e a casa fica muito ruim.
Comprometida.
Comprometida. E esse Promore, ele é um projeto que nós estabelecemos em muitas cidades no interior que estão dando muito certo.
Muito bacana. Muito bacana. Você tem mais alguma pergunta?
Não.
Não, então tá. Aqui no ConstruyCast, nós temos o quadro Convidado com Vida. Murilo, quem você gostaria de ver e ouvir aqui? Imagina uma pessoa que você gosta muito dessa pessoa e gostaria de que outras pessoas tivessem a oportunidade.
Olha, eu tenho muitas pessoas.
Eu imagino.
Tem muitas, muitas. Se eu tivesse que falar pra você...
Tem que citar uma, tá? Vai ter que se comprometer.
Não, tem muitas pessoas. Muitas. Agora o que você quer pensar num empreendedor, numa pessoa que possa falar de uma forma, um cara que defende essas questões, é o deputado Arnaldo Jardim.
Deputado Arnaldo Jardim.
É um deputado federal, é engenheiro. Você quer pensar num empreendedor, alguém que pega um projeto que vai até o final, leva na ponta da... Da risca, é um cara que tem... No agronegócio, ele é muito conhecido em toda essa região. É um cara muito bom.
Então, pra aquela câmera.
Além disso... Pode convidar. Além disso, nós temos muitos outros. Eu falei o Arnaldo só pra lembrar de um deles.
Mas fala mais um. Fala mais um, depois a gente vai convidando outros. Vai.
Tem, mas tem muitos, né? Você pode chamar...
Mas tem que mandar uma lista, né?
É, tem uma lista.
Mas é que assim, você convidando pra aquela câmera.
Então, mas tem uma lista muito grande. É, seria... Eles vão brigar comigo. Porque vão falar, pô, você só lembrou desses? Não, tem muitos e muitos e muitos. Eu falei do Arnaldo porque é uma figura... Hoje, política nacional. Então, Arnaldo Jardim é uma figura política, como é o Kassab uma figura política, como é o Dario Rays uma figura. Então, esses profissionais dão um exemplo de trabalho, de dedicação, de oportunidade para todos. E cada um deles na sua área.
Não, bacana.
Um é na área de transportes, outro é na área de agronegócios e assim por diante.
Marcelo, e a mesma pergunta pra você. No quadro Convidado Convida, tem que escolher uma pessoa. Quem você gostaria de ver ou ouvir aqui no Construir Cash?
Olha, é muito difícil, porque como o presidente falou, são inúmeros profissionais de alta qualidade, desde os nossos diretores, que o sindicato hoje possui inúmeros profissionais diretores... Você.
Pode mandar um estudante aqui, enfim... Sim.
Com certeza, mas me veio aqui na cabeça um nome que eu acho que a gente está num momento de falar bastante de inovação, de tecnologia, E eu queria convidar o Zulfo, ele que está hoje no InovaUSP, é diretor do InovaUSP, está levando esse projeto de inovação, trazendo, né Murilo? Participa do nosso sindicato, do conselho tecnológico. Professor Cardoso também, que é presidente do nosso conselho tecnológico dentro do sindicato. São duas pessoas com uma experiência incrível. para falar sobre engenharia, para falar de outras áreas, que também não é só a construção civil, eu acho que traz um ganho enorme. Então, deixo aqui essas duas pessoas.
Não, você, na verdade, olha para aquela câmera.
Você convida. E o Zufo, que a Marcely citou, o Zufo foi quem desenvolveu esse aspirador, esse respirador que foi comprado fora e tal, ele desenvolveu aqui.
Nossa, que legal.
E aqui você gastava 10% do valor que foi comprado fora, se você pedisse para a USP fazer.
Então, Zulfo, você está super convidado para participar aqui com a gente. Com certeza vai abrilhantar e trazer muito conhecimento, conhecimento vasto para toda a engenharia.
Isso aí, vamos inovar, né? Acho que tem que inovar, tem que pensar fora da caixa.
Isso aí.
Vamos viver fora da zona de conforto, porque é isso que move, que faz, enfim.
E tem também um profissional de inteligência artificial, nós tivemos, você compartilhou, desde já te agradeço, nós tivemos nesse sábado o último nosso workshop dentro do Sindicato dos Engenheiros falando sobre inteligência artificial, utilização, riscos e oportunidades. E Paulo, é um tema que está na onda agora, então acho muito importante você também trazer um profissional para falar o quanto a inteligência artificial pode impactar na construção civil e pode impactar na vida das pessoas positivamente. Também positivamente. É claro que a gente tem que estar atento aos riscos, mas é inevitável, é inevitável, é nadar contra a correnteza o avanço da inteligência artificial no mundo.
E quando a gente fala dessa questão de... É só usar com responsabilidade. Vamos usar o que a tecnologia... Com critérios. Com critérios. E o que a tecnologia tem de bom, vamos usar, vamos explorar. Porque o ser humano tá aí pra... A tecnologia precisa do ser humano, mas a tecnologia como meio, não como fim.
E é um meio de transformação.
Excelente.
Sim, é isso.
Excelente. Parabéns aí pelo trabalho. Qualquer coisa pode nos convidar que nós estamos prontos, tá bom?
Obrigado.
Marcele sempre presente, sempre boa. Paulo, parabéns, instalações bonitas, tudo muito bom.
Obrigado, eu estou muito contente mais uma vez. Eu queria agradecer aos nossos apoiadores, patrocinadores. Agradecer a você Murilo, a você Marcele. E reforçar mais uma vez que o nosso estúdio está aberto para vocês sempre que quiserem trazer aí conhecimento para a nossa audiência do setor de arquitetura, engenharia e construção. O nosso propósito é unir, construir pontes. Então gente, você que ficou até o final tenho certeza que você gostou bastante então comenta de onde está falando se tiver sugestões também de conteúdo fique à vontade manda pra gente um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constricash.
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