O Que Faz Um Topógrafo | Podcast De Engenharia | ConstrueCast

Marcos André, surveyor since 2008, explains what surveyors do in construction and agriculture, how technology like robotic total stations and drones changed the work, and what entry-level pay looks like: around R$3.500.
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2008
R$3.500 (valor inicial citado)
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Sejam bem-vindos ao Constro e Cash. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Está no ar mais um episódio do Constro e Cash. E hoje eu já vou abrir com uma provocação, uma curiosidade. Você sabe o que é um agrimensor? Eu vou deixar você pensar e a gente continua. Não, melhor, vou facilitar. Você sabe o que é um topógrafo? É, o assunto de hoje é topografia. Para falar sobre o assunto, eu recebo Marcos André, que vai explicar tudo para a gente, mitos, curiosidades, desafio da profissão e, principalmente, quanto ganha um topógrafo. Eu acho que ele vai falar. Marcos, seja bem-vindo ao nosso podcast.
Obrigado pelo convite, fico bem alegre em estar participando aqui do conteúdo e espero aí tirar as dúvidas da galera.
Ô Marcos, mas antes da gente começar o nosso bate-papo, você vai falar quanto ganha um topógrafo?
No final eu falo.
Então tá, então fiquem aí até o final, já aproveita, já dá aquele like, se inscreva no canal, porque no final ele vai falar quanto ganha um topógrafo. Enfim, vamos ver se ele vai falar de fato ou vai só enrolar a gente até o final. Marcos, para introduzir já o nosso assunto, que é topografia, o que é um topógrafo, o que faz um topógrafo, tem muitas perguntas desse tipo no Google. Eu queria que você começasse falando o que faz um topógrafo e qual a importância da profissão na construção como um todo. Se essa profissão atua só na construção civil ou em outras áreas industriais também, fábricas, enfim.
Cara, o que faz um topógrafo é uma pergunta bem elástica, porque o que acontece? A topografia está presente em todas as áreas de construção operacional. Para ter ideia, a topografia está presente até no agronegócio. Grandes plantações usam topografia. A topografia se inicia praticamente em um canteiro de obra. Por exemplo, você vai construir um prédio. Quando você chega lá, o terreno está vazio, sem nada. Você precisa de um topógrafo para fazer o levantamento daquela área, para ter estudo e, em cima disso, se iniciar a obra.
E nesse processo de viabilidade, por exemplo, de um canteiro ali, de um terreno, o que a topografia estuda? Você tem a questão do solo, a fundação, por exemplo, dos prédios vizinhos também, isso influencia nesse estudo da topografia? Você poderia só se aprofundar um pouquinho da importância da topografia, principalmente nesse processo de início aí?
Vamos tomar por base a obra do metrô, certo?
Um metrô tradicional?
Enfim, qualquer. A linha 6 que está sendo executada. Por exemplo, a linha 6 vai passar debaixo de um prédio, certo? Digamos que o estaqueamento desse prédio tem 30 metros. Então, a gente tem a ideia que do solo para baixo, 30 metros é o final do estaqueamento. Esse estudo que a topografia faz, que ela passa o levantamento para um engenheiro, ele vai saber qual cálculo exato ele vai usar para não afetar esse prédio. Ou seja, ele pode desviar do trajeto para não abalar a estrutura. E é bem complexo, porque já houve caso que, se eu não me engano, na linha 5 do metrô, teve um prédio que teve que desviar, entendeu? Porque não dava pra passar por debaixo, porque ele era muito profundo.
Mas quando tem uma situação dessa? Primeiro que a topografia identifica que o estaqueamento desse prédio tem, por exemplo, 30 metros, ou você precisa pegar a documentação... Documentação.
Porque, por exemplo, não tem como você saber exatamente qual é a profundidade do estaqueamento se você não tem a documentação e a planta do imóvel, entendeu? Aí, no caso, você só vai saber fazer essa análise com a documentação. Não tem como o equipamento não te dar esse cálculo.
E nesse processo da função da topografia, quando você tem ali todo o estudo, está tudo ok, esse estudo vai para o projetista direto?
Geralmente vai para geólogo, para engenheiro, são essas partes que cuidam disso. Do topógrafo, a função dele é só fazer mais o levantamento da área e executar o projeto.
Então, enquanto você fala também que a topografia é usada no agronegócio, você já atuou nessa área?
Eu trabalhei, não foi em uma empresa de agro, no setor de plantação. Eu trabalhei no interior de São Paulo, em uma rodovia. Quando a gente passa na rodovia, a gente vê as plantações, a gente vê aquelas linhas todas retinhas, como se fosse uma alheia.
Ah, é a topografia que define aquelas linhas.
Exatamente, aquilo dali a gente chama de curva de nível. Aquilo dali é para evitar que haja erosão no solo e não danifique a plantação. E a gente faz aquilo dali, a gente faz o nivelamento da curva de nível.
Nossa, que legal. E quando você tem esse estudo topográfico, esse estudo é instalado naquelas máquinas que fazem essa colheta para atingirem aquele nível de linha?
Então, essas curvas de nível, na verdade, o que acontece? Você vai nivelar ela. você vai definir, por exemplo, uma cota, um exemplo, que ela vai ser a altura. Essa cota, por exemplo, se você parte com a cota 500, por exemplo, você tem uma curva de nível que você vai fazer em um terreno, digamos que de mil metros de extensões, do ponto final, do ponto de partida até o ponto final, você tem que estar com a mesma cota 500, porque é uma curva nivelada, entendeu? Tem que segurar a água para não danificar Entendi.
E eu já vou abrir o nosso bate-papo com uma pergunta da internet. É uma pergunta da Vivian. Ela é engenheira e não é da área de topografia, mas ela falou, tenho curiosidade em saber quando iniciou a profissão de topografia?
A profissão de topografia, quando você faz o curso de agrimensor, que é o curso técnico, na aula introdutória o professor ensina que a profissão se iniciou por volta de 1400 d.C. às margens do rio Nilo.
Nossa, que interessante.
O curso te ensina isso, entendeu? Então é uma profissão bem antiga que veio do Egito. Nasceu no Egito.
E, enfim, que é uma referência, né?
Uma referência.
Quando se fala de construção, o Egito é... Uma referência. Enfim, não tem nem o que falar. E agora uma curiosidade. Como que você entrou na profissão? Como que, enfim, despertou em você o desejo pela profissão de topógrafo?
Cara, eu comecei em 2008, entendeu? No interior de São Paulo. Eu e alguns amigos meus, a gente veio do Nordeste pra cá pra trabalhar, né? Eu comecei trabalhando em ajudante de obras, meu primeiro trabalho. Um amigo meu me indicou para uma empresa de topografia. Eu entrei como ajudante de obras. Depois de seis meses, perceberam que eu tinha um pouco de prática para poder pegar a profissão. Me deram a classificação de auxiliar. Depois, em 2009, eu entrei em outra empresa como auxiliar. Depois eu saí, entrei em outra empresa e fiz o curso de topografia e me formei como técnico em Agrêmia Sur.
Então, na verdade, não era um desejo inicial você... identificaram em você...
Não, no começo eu nem sabia o que era topografia.
Pô, que legal.
Eu nem sabia, entendeu? Depois que eu passei a trabalhar em construção civil, que eu tive contato com a profissão, aí sim. Comecei a gostar da profissão, então até hoje.
Então é engraçado que identificaram em você um dom. Ou seja, o cara leva jeito, vamos ali direcionando, enfim, inclusive a faculdade que você fez também foi direcionada.
Então, a faculdade, quando eu iniciei a faculdade, isso já foi na linha 5, já. Entendeu? Na linha 5. E a empresa deu um suporte pra mim também nisso daí. Foi bem bacana.
Bem legal. Que bacana. Porque até é raro, assim, né? Geralmente é um desejo de criança, de adolescente ali que fala, ah, quero ser topógrafo. Eu ia até te pedir uma dica, por exemplo, que também é uma pergunta que veio da internet. Ah, como que eu faço para me inserir na profissão de topografia, passo a passo.
Basicamente, na profissão de topografia, tem um livro do professor Marco Antônio, que até foi o meu professor na escola de agrimentura, que ele faleceu de covid, ele publicou um livro que se chama Topografia Básica. Ele te ensina praticamente o passo a passo, entendeu? Mas para você iniciar na profissão, tem muitas pessoas que eu conheço, que são bons topógrafos, que eles não fizeram o curso. Eles simplesmente tiveram a oportunidade de iniciar na profissão como auxiliar ou como ajudante e aprender e estão até aí. Apesar, eu conheço pessoas que iniciou na profissão de topógrafo e hoje é engenheiro civil, é arquiteto.
A que se identificou ali e acabou estudando outra...
É, dentro da profissão ele se identificou com outras áreas. Um topógrafo tem muito contato com engenheiro, com geólogo, entendeu? E às vezes dá uma vontade da pessoa de partir para algo bem mais complexo e vai que vai.
Interessante. Tem muitas perguntas aqui vindas da internet, então eu vou até me poupar e fazer as minhas perguntas. No final, se der tempo, eu pergunto. Tem uma aqui. Como a tecnologia tem impactado a profissão de topógrafo ao longo dos anos? Quais são as ferramentas mais usadas atualmente?
Eu já ouvi isso da boca de alguns amigos já, que no futuro não vai existir topógrafo, só que eu discordo disso daí. Na linha 5, quando eu estava trabalhando na linha 5, eu fui fazer um treinamento na empresa, né, pra gente, e no local que a gente foi fazer o treinamento eu vi uma estação total, uma robótica. Era uma americana, cara pra caramba, cara, acima dos 100 contos. E eu perguntei pro cara, Ele me mostrou todo o processo para operar ela, você não precisa basicamente da ajuda de um auxiliar, é só você e o equipamento. Você deixa o equipamento montado, com bastão e com controle móvel você faz todo o trabalho. impactou muito a tecnologia, mas só que ajudou muito pra caramba. Muito mesmo. Entendeu? O trabalho que você fazia, digamos que em questão de dois dias, você faz em questão de três horas.
Três horas. Mas assim, nunca vai substituir o homem.
Nunca vai. Nunca vai. Não tem como substituir.
Isso é importante porque, assim, às vezes as pessoas, elas acabam distorcendo... Olha só.
Na Linha 5, se você for na Linha 5, ali na Estação Santa Cruz, a Linha Lilás passa debaixo do trilho da Linha Azul, se eu não me engano, acho que é 20 metros. Não tenho lembrança, mas é na casa dos 20 a 30 metros. Quando iniciou essa obra, a gente fazia o controle de recalque. Na época, a empresa, o metrô, queria que fizesse, mas em tempo real. Só que a gente só fazia à noite, porque não tinha como fazer durante o dia, por causa que a linha Azul estava sendo operada, tinha um aumento de pessoas e ia acabar atrapalhando. A empresa colocou duas estações totais robóticas, uma de cada lado, entendeu? Montou toda uma estrutura e ela fazia em tempo real e ela colocava no site em tempo real.
Nossa, que interessante.
Não tinha como a gente fazer, aos olhos humanos não tinha como fazer, porque a gente demorava mais ou menos cerca de 3 a 4 horas para fazer tudo. E com esse sistema operacional, com a estação robótica, era feito em questão de 40 minutos.
É, o que eu tenho falado aqui, né? A tecnologia, ela está sendo utilizada como meio, né? Não é como um fim. Então, você vê que foi um complemento.
Um complemento, isso mesmo.
Então, quero ter umas perguntas muito legais aqui.
E mesmo assim, não tinha como... substituir totalmente um ser humano, porque mesmo com aquele equipamento todo montado, precisava de uma pessoa pra poder ficar sempre ali auxiliando o equipamento, entendeu? Ficar vendo planilha, gráfico... Lógico, não era um topógrafo. Não era um topógrafo, era mais um cara da área de TI. Mas, mesmo assim, eu era uma pessoa que entendia o que era topografia.
Entendi. Tem um aqui. Quais são os desafios mais comuns enfrentado por topógrafo em seu trabalho diário? Como você, enfim, supera isso? Eu acho que eu já sei algumas respostas.
Os desafios diários são vários. Vai depender do local que você está, do impedimento. Pra ter ideia, eu trabalhei no Rodanel, no Norte 5, no trecho norte. Lá era a escavação de túnel. A máquina quase passou por cima de mim.
Dentro do túnel. Mas a perfuração era a metodologia NATM?
Isso, era a escavadeira, entendeu? São vários problemas que você tem no dia a dia, não tem como você definir um. Vai depender muito do local que você tá.
Trazendo um ponto importante que você falou agora, que até eu queria falar um pouquinho da importância da segurança nos canteiros de obras, enfim, porque é um assunto desafiador, eu tenho vários amigos que são técnicos de segurança, que trabalham na área de segurança do trabalho, mas por que isso aconteceu, assim, da máquina quase ter passado em cima de você?
Num momento eu fiquei um pouco com a cabeça quente, acabei esquentando a cabeça com o operador, mas só que depois eu cheguei pra conversar com ele e ele me explicou. Dentro de túnel, quando você vai saindo do túnel, a luz do dia ela te encandeia. Entendeu? E ele não me viu. Eu tava com todo o equipamento, calça, bota, colete refletivo, capacete, tudo. Ele não me viu porque justamente isso, a luz do dia que na saída do túnel encanjou ele. Aí ele não conseguiu me ver. Ele só parou a máquina, que deu tempo eu correr com o equipamento. Eu garrei o tripé e corri com o equipamento e ele ouviu o barulho da maleta da estação rasgando nas pedras.
Você sabe que isso é um ponto importante, até já que você está relatando isso, quem sabe outras pessoas que estão ouvindo ou assistindo a este podcast, de repente aí trazer algum tipo de sinalização para uma situação como essa. Porque de fato, você está dentro de um túnel e dependendo da luz que está lá fora, ela te cega.
Hoje na obra do metrô não existe isso porque dentro do túnel tem iluminação, entendeu? Mas mesmo assim a gente não tem que ficar pensando que não vai acontecer nada, entendeu? Sempre tem que ter cuidado com isso e a parte de segurança é a principal.
E quais são os métodos e práticas para garantir a assertividade nessas medições?
Olha, o projeto que você está em mãos, você tem que seguir a risca. Você não tem que querer inventar moda, entendeu? Se te passaram um projeto para você executar o projeto, você tem que executar. Só que dentro disso, às vezes, você acaba achando alguns erros de projeto. Aí você não deve segurar isso, você tem que passar para o responsável. O ponto final da topografia é você entregar o canteiro de obra como tem que ser no projeto. Você não pode jamais sair do projeto. Só sai do projeto se no caso tiver algum erro de projeto. Acontece.
Vou trazer até uma brincadeira. Não sei se é uma brincadeira, mas fizemos uma enquete aqui no Instagram do Constricash. E aí, o que faz um topógrafo? Uma de suas dúvidas e tal. Então, entre várias que recebemos, uma que me marcou bastante é... A função do topógrafo é assumir os erros do engenheiro. Tira essa dúvida aí para a gente.
Na verdade, eu já ouvi isso também. É que é o seguinte, não é que você está assumindo o erro do engenheiro, entendeu? É que você tem que executar, como eu te falei, um projeto. E às vezes o profissional acaba errando em algum cálculo, entendeu? Então não tem como você, por exemplo, você tem que nivelar uma base, tem que ser a essa altura, só que quando você vai ver não está batendo, entendeu? É o erro que foi feito o projeto, não foi o erro do engenheiro em si, mas foi o erro de projeto. Aí acho que por isso surgiu essa, você tem que assumir a branca do engenheiro. Isso é mito!
Naquela brincadeira de fatos e mito, fake é o fato, isso é fake, essa história é fake.
Isso aí não tá ali pra poder tirar a responsabilidade de ninguém, muito pelo contrário. Muito pelo contrário, nada a ver.
Só pra validar algumas coisas, mas geralmente quando acontece isso é erro de projeto.
Pelo menos nos locais que eu passei, erro de projeto.
Bom, então... Você que é topógrafo e está acompanhando este episódio, coloca nos comentários aí algum fato que aconteceu com você e se você entende que foi problema de engenharia ou problema de projeto, erro de projeto, enfim. Então, não estamos aqui para apontar ninguém. Importante deixar claro, mas o Marcos esclareceu bem. Agora, tem uma pergunta aqui também que eu achei bem interessante. Como a topografia desempenha um papel crucial em projetos de construção civil, desde a base de planejamento até a execução?
Olha, é bem complexo, porque para você poder entregar desde a base até o final da obra, tudo vai basear no profissional que está na frente, a competência dele, se ele executa bem o trabalho dele, porque já ouviu o caso de alguns colegas dele ser mandado embora por causa de um erro que ele cometeu. Então sempre o topógrafo tem que ter cuidado no trabalho que ele está executando e depois da execução que ele fez, ele tem que fazer uma nova etapa, que é verificar se de fato está correto. Então isso é bem fundamental.
Marcos, e numa situação como essa, por exemplo, quando acontece um erro por conta de um topógrafo, quais são as consequências que podem vir a acontecer?
Ser mandado embora.
Não, mas não vai resolver. Porque muitas vezes o que acontece? Ser mandado embora não vai resolver muitas vezes um problema, um prejuízo muito grande causado.
Não, depende. Depende de qual o trabalho está sendo feito, entendeu? Aí depende muito. Já teve casos um amigo que ele tava fazendo o nivelamento de uma base de um pilar. Ele errou no nivelamento, saiu 15 centímetros do nivelamento. Deve ser quebrado o pilar pra refazer. A empresa falou que ia descontar dele, mas não descontou, entendeu? Só foi pra dar um medo nele.
É porque dependendo do valor aí, o cara pode ir descontar.
Acho que era o pilar, se não me engano, Acho que ele era de 45x3, se não me engano.
É um valor considerável. Agora assim, não é só a questão do material e você tem todo um atraso em causa de obra, né?
É, como eu falei, vai depender do que o cara tá fazendo, entendeu? O Pilar não atrasou muito, mas dependendo do que o cara vai fazer... Olha, teve um topógrafo que eu trabalhei com ele, ele me ensinou muita coisa na época. Ele falou que ele conheceu um topógrafo que trabalhou na escavação de um canal. Eu não lembro qual era a região. Ele falou que o cara era sensacional, cara. Era, sabe aqueles profissionais que tu conhece, que dá gosto de trabalhar com ele? Era esse tipo de cara. Ele cometeu um erro na alocação do canal, entendeu? E mandaram ele embora. Porque não tinha como voltar mais atrás. O canal já tava feito.
Você vê, né? E é uma coisa que eu falo reiteradamente, que nem sempre mandar embora é a melhor solução.
Não, também concordo, mas... Depende muito do teu, digamos, do teu superior.
Da cultura da empresa, né?
Exatamente. Da consequência que vai causar o teu erro, entendeu? Depende muito disso. Eu, assim, nunca fui mandado embora por nenhum erro. Nunca fui, até hoje, né?
Espero que não seja. Espero que não seja.
Pelo menos por erro de execução de trabalho, nunca. Nunca me chamaram a atenção.
Marcos, eu queria até agradecer aos engenheiros, aos profissionais que enviaram as perguntas aqui, porque são perguntas bem... você percebe que nitidamente são perguntas do dia a dia deles. Por exemplo, existem tendências emergentes na topografia que estão impactando positivamente a eficiência e a precisão dos levantamentos?
Sim, existe sim. Há alguns anos atrás, quando a gente ia construir, por exemplo, uma ponte, você tinha que fazer o levantamento do leito do rio. E você não tinha equipamento com tecnologia para fazer isso, a gente usava corda. você media a corda, a cada metro da corda você fazia um nó você colocava ali, por exemplo, 10 metros, 30 metros, 40 metros e você ia com a canoa no leito do rio fazendo todo o levantamento com aquela pedra com o teodolito para poder te dar o rumo que você tinha que fazer o levantamento demorava coisa pra caramba isso aí, só que hoje tem os drones que é tipo aqueles barquinhos, entendeu, com sensor que ele bate o sinal e volta o que demorava, como eu te falei, coisa de 4 horas você faz em 20 minutos, 40 minutos então, sensacional isso aí cara até levantamento com drone você.
Já faz já É isso aí, eu conheço um pouquinho. Marcos, e aí uma pergunta, essa é minha. Como você vê a evolução da profissão de topógrafo para o futuro? Porque diante de tanta tecnologia, do que a gente já falou um pouco aqui nesse episódio.
Cara, a evolução sempre vai ser bem-vinda, entendeu? Só que, na minha opinião, o erro da evolução é a tecnologia evolui, mas os profissionais não. Você vê muito o profissional que ele está preso ao que ele aprendeu no passado. E isso, na minha opinião, é um problema. Porque, por exemplo, a gente está há cerca de 10 anos avançado em tecnologias, só que tem topógrafo que ele está ainda nos anos 80. Entendeu? Então, isso que é o problema.
Na verdade, ele não tá acompanhando a evolução da tecnologia.
Isso que é o problema. Eu acho assim, que a empresa, isso deve ser também função da empresa. A empresa tá evoluindo em tecnologia, então ela tem que evoluir os profissionais. Ela tem que dar treinamento, entendeu? Tem que dar suporte, senão o cara vai ficar pra trás. Aí vai vir a nova geração. O problema da nova geração é que ela não conhece também a topografia do passado. Entendeu? Hoje em dia, você tem muito cara que trabalha com topografia, com equipamento eletrônico, que hoje praticamente é tudo eletrônico, ele sabe operar a parte operacional do equipamento. Mas se você for ver a fundo, ele não sabe te explicar o que ele tá fazendo. Entendeu?
E muitas vezes não sabe explorar, né?
Exatamente.
A capacidade máxima que aquele equipamento pode oferecer.
Exatamente. Entendeu? Então o cara vai ficar estagnado. É bem-vindo ao avanço? É. Mas o profissional também tem que evoluir.
Agora tem uma pergunta da Júlia, é uma engenheira, é uma seguidora aqui do canal. Ela fala o seguinte, que está bem dentro do que a gente está conversando. Qual é a importância da comunicação e da colaboração entre topógrafos, engenheiros, arquitetos e outros profissionais envolvidos em um projeto?
Eu acho, na minha opinião, é algo que você nunca deve deixar de ter dentro do canteiro de obra, é a comunicação justamente com o engenheiro.
E você entende que a comunicação está diretamente ligada nessa questão da evolução da profissão, do estudo?
Se você não tiver comunicação, não vai dar bom. Por exemplo, você tem algum problema que você tem que resolver que está além daquilo que você pode fazer. Se você não tiver a comunicação com o engenheiro, com o geólogo, com o arquiteto, É como eu falei, o profissional tem que evoluir, tem que saber lidar com o problema, então você tem que comunicar com alguém. É algo que você tem que seguir a risca também, é a comunicação.
É, comunicação é uma coisa que eu tenho reiterado aqui, que quando você tem uma boa comunicação em qualquer área, não só na topografia, a probabilidade de você ter problema é basicamente nula. Ah, eu me comunico com você. Depois eu te pergunto, você entendeu? Me explica. Você entende? Então, a partir do momento que você consegue me explicar, é porque você entendeu. Enfim, a gente vai seguir ali com aqueles processos de forma mais assertivas. Enfim.
Não, concordo. Verdade.
Ô Marcos, agora uma pergunta também que veio da internet. Quanto ganha um topógrafo? Você vai falar?
Depende. Depende da empresa. Entendeu? Depende muito do conhecimento do profissional. Valor inicial, R$3.500. Aí vai depender muito do profissional. Não conheço nenhum topógrafo que ganha menos que 3.500. Não conheço. Mas só que tem cara que ganha bem mais.
Não, imagino. Depende muito... É aquela coisa, né? Quem faz o salário é a pessoa.
Exatamente.
É aquilo que a gente conversou ao longo do podcast. Você estuda, você está atenado às novas tecnologias, né? Então, assim, quanto mais conhecimento você adquire, quanto mais desafio você abraça, consequentemente, você vai ter um salário muito melhor. Não tenho dúvida.
Verdade. Verdade.
E aí, você vê que ele contou. Então, você que ficou até aqui, você vê que não se enganou, cara. Contou mesmo. Agora, até quanto pode chegar?
Aí vai depender muito, né? Depende da empresa, do profissional, do potencial do profissional, da conversa que ele vai ter com o chefe, entendeu?
Então, depende muito, meu amigo, de você. Ô Marcos, e mulheres na área de topografia, tem muita? Como que é a topografia para a mulher?
Cara, a topografia para mulher não tem muita diferença. Eu já vi mulheres na área de topografia cursando o curso, executando o trabalho. Tem também, cara. É bem legal. Não é tão frequente como o homem, entendeu? É mais escasso, mas eu já vi mulher de topógrafo já, de detalhe, muito boa, muito competente.
Dizem que a mulher tem um cuidado, uma assertividade muito maior para algumas áreas da construção.
Isso também.
Topografia requer uma atenção, um cuidado muito grande. Por isso que também eu entendo que elas têm uma oportunidade muito grande para quem quer exercer a profissão.
É, concordo. Tem várias mulheres cantoras de obra como topógrafa e também fica no escritório e tem várias. Eu não conheço pessoalmente, mas eu já vi.
Não, essa aqui eu não vou perguntar, não. Essa aqui é muito pessoal.
Pode perguntar, pode perguntar.
Não, eu vou te perguntando, eu não vou pular essa. Vou perguntar uma minha, assim. Qual dica você dá para uma pessoa, na verdade, quando eu falo não só da parte de um estudante ou iniciante, ou para aquelas pessoas que já estão aí há bastante tempo no mercado de topografia, para trazer mais união ali com aquela classe iniciante? Porque essa pergunta eu não fiz porque ele está falando que é um recém-formado na profissão e aí ele teve problema com uma pessoa aí da velha guarda. Enfim, então ele achou que sabia muito, o outro achou que sabia muito também e rolou um atrito. Então, uma dica para resolver conflitos aí entre, sabe, aquela velha guarda, aqueles caras que estão há bastante tempo no mercado e os que estão sendo inseridos agora?
Olha, eu acredito que deve ter compreensão, entendeu? Tem pessoas que têm a capacidade de absorver algo mais rápido e outros não. Aonde eu tô, o pessoal que tá comigo, eu ensino o pessoal, dou todo o suporte e falo, olha, absorvam o máximo o que vocês têm pra absorver de mim, pra que no futuro vocês tenham, digamos que, mais competência, entendeu? Então, acho que é compreensão. Ensinar nunca é, acho que nunca vai ser um atraso, vai depender muito do profissional, se ele gosta ou não. Quando eu iniciei, em 2008, o topólogo que eu trabalhava com ele, ele chegou pra mim e falou, olha, amanhã é pra tu chegar aqui com uma calculadora, um lapiseiro e uma caneta. E é a calculadora que usa em topografia científica. Só que eu olhei pra mochilinha dele, que ele levava todas as canetas, essas coisas, no mochilinho, o cara tava com HP, cara.
HP?
Na época era um HP, se eu não me engano, acho que era HP C15. Bom, o HP-C15 era duzentos contos na época. Eu falei, eu não tenho duzentos contos pra dar na calculadora. Eu fui naquelas lojinhas de papelaria, comprei uma Kenko de dez reais, uma clapizeira e uma caneta, no outro dia tava lá. Aí eu mostrei pra ele, falei assim, é, não é boa, mas funciona. O cara me ensinou. Entendeu?
Então, mas aí você percebe que teve um interesse da sua parte? Porque tudo bem, eu tenho ali uma calculadora de 200 reais, eu não consigo comprar essa calculadora, mas você foi atrás de uma solução viável para aquela situação atual que você se encontrava.
Eu acho assim, vai depender muito da tua força de vontade, entendeu? E também, como eu falei, da compreensão do profissional. Porque os caras da velha guarda, eu já trabalhei com um cara que não gosta de ensinar. Já trabalhei, entendeu? Mas mesmo assim, eu aprendi com ele.
E como você lida com isso?
Ah, é relevo. Às vezes eu chegava no cara e falava assim, ô, como é que faz isso daqui? Ele dava uma resposta mais ou menos, aí tinha uns amigos que já estavam um pouco mais avançados do que eu, ia lá e ligava um com o outro e chegava no resultado. Entendeu? Curiosidade.
É o tipo de gente que te vê como um concorrente.
Já me falaram isso, mas eu não vejo como concorrência, não.
Então, mas assim, a questão é você. Agora, o que a gente tá falando é do outro. Porque, infelizmente, tem gente que, ah, se eu for ensinar, ele pode assumir meu lugar e tal. Ele não tem aquela consciência que quem ensina, aprende duas vezes.
Eu falei isso pra um amigo uma vez, nós trabalhando na linha 5. Ele falou pra mim ter cuidado com quem eu ia ensinar se não ia tomar meu lugar. Eu falei pra ele, isso foi papo sério, aconteceu. Falei pra ele, olha, não tô preocupado se o cara vai tomar meu lugar. Eu tenho certeza que da mesma forma que eu tô aqui, que eu acredito que eu tenho competência pra poder fazer meu trabalho, eu vou fazer em outro lugar, não tenho medo. Saí da empresa, entrei em outras e tô aí até hoje, cara.
Então, Marcos, o que acontece é que quando você está trabalhando dessa forma, com o intuito de ajudar, o próprio ambiente fica mais leve, porque não fica aquela coisa com desconfiança, você ensina... Porque assim, eu sempre brinco aqui, às vezes, que eu tenho uma palestra, eu tenho ali meu slide, beleza. Aquela apresentação, eu montei de acordo com o meu perfil. Se você quer da mesma área que eu, vai fazer aquela palestra, não adianta, não funciona.
Olha, eu falo isso pra um rapaz que trabalha comigo, que não tem como você criar um bom profissional se você não prova ele. Entendeu? Pessoal que trabalha comigo, não é que eles vão fazer o meu trabalho, entendeu? Mas eles vão aprender fazendo o que eu faço. Então eu deixo o cara fazer, eu acompanho ele fazer, depois que ele fez, eu pego o trabalho e vejo se tá correto ou não.
E vai direcionando, né? Aqui você poderia ter feito dessa forma, e acho que é dessa forma que a gente aprende.
Exatamente, você tem que provar o cara, você tem que ensinar e provar ele, se de fato ele está apto àquilo. Aí sim você vai criar um bom profissional. Existem muitos caras que nunca pegaram, nunca sentaram numa sala de aula pra fazer um curso de agrimensura, mas o cara é um excelente topógrafo. A minha esposa tem um tio que o cara é sensacional. O cara é topógrafo. O cara aprendeu...
Autodidata.
Exatamente. Eu já ouvi da boca de cara que trabalhou com ele que o cara é engenheiro. No cálculo não tem pra ninguém. Entendeu?
Deixa eu te fazer uma pergunta, acho que você tocou nesse ponto de engenheiro. A faculdade de engenharia ensina também um pouco de topografia e topografia ensina também algumas coisas de cálculos?
Tem, na faculdade de engenharia você tem uma grade de topografia, se eu não me engano, acho que dura três a seis meses, se eu não me engano. Mas tem também, você aprende um pouco sobre topografia, sobre a parte de cálculos, entendeu? Eu nunca ouvi que você vai saber operar um equipamento, mas a parte de cálculo em engenharia tem, e também tem a faculdade de topografia. Aqui no Brasil a gente chama de engenheiro agrimensur. Eu trabalhei com um rapaz, ele trabalhava em uma empresa espanhola, e na Espanha se chama engenheiro de topografia. A diferença é só o nome, mas a função é a mesma coisa.
O dia-a-dia ali vai fazer, enfim, no fundo, a mesma coisa. Marcos, e assim, aqui no ConstriQuest a gente tem o quadro Convidado com Vida. Tem alguém que você gostaria de ver ou ouvir? Como você sabe, você já acompanha o nosso canal, a gente fala desde engenheiro, arquiteto, dono de construtoras, enfim, autoridades aí. do mercado, até canteiro de obra, porque a gente entende que o nosso papel aqui é unir, construir pontes e não muros. Então, enfim, de qualquer área aí que você entenda, que você tem curiosidade, quem você gostaria de ver ou ouvir aqui?
Olha, sem ser sério, um cara que eu acho que poderia trazer, acredito que vai ser uma missão meio complicadinha para vocês, mas o governador Tassir.
O governador Tassir de Freitas.
Porque eu vejo no que ele fala, nas coisas que ele fala sobre obras, naquele acontecimento que teve no litoral sul, você vê que ele foi até ministro da infraestrutura, é um cara bem bem mesmo autodidata, o cara é bom.
Como... E ele é um apaixonado por obras.
Não estou falando de política, não é isso.
Sim, sim, sim. Na verdade, ele como pessoa, ele gosta de obra, ele entende de obras.
O cara aqui, eu vejo que o cara tem um alto potencial. Para esse lado de obras, ele manja.
Então, olha para aquela câmera e convida o governador Tarsísio de Freitas.
É que o governador Tarsísio, ele vem aqui, tá bom, e passe o máximo que tem para passar para a gente, aí que está de parabéns no que faz.
Isso é, então vamos falar em desenvolvimento, vamos falar dos desafios da gestão e, principalmente, o assunto construção civil. Marcos, tem mais alguma coisa que você gostaria de falar, que eu esqueci de te perguntar ou que os nossos próprios seguidores, inscritos, deixaram de enviar para a gente?
Então, teve uma coisa que você falou no começo sobre quando as pessoas te veem na rua, né?
Ah, deixa que eu vou perguntar!
Deixa que eu pergunto!
Essa é boa, às vezes eu estou aí nas obras e eu já tive essa sensação que os topógrafos estavam me mutando. Como que funciona isso, assim, fatos que acontecem na vida de um topógrafo?
Acontece sempre, se a semana passada acontecesse comigo aí. Eu estava na frente de uma escola fazendo o nosso trabalho, aí a moça parou para deixar o filho dela na escola. Ela falou assim, você vai me multar? Aí o rapaz que estava comigo falou assim, não moça, a gente não faz isso não, nosso trabalho é outro. Aí o inspetor da escola, depois que ela saiu, eu falei, quem que é essa moça? É uma juíza. A moça era juíza, cara. Aí eu falei, não, a gente não vai te mutar, não.
Você não é uma juíza que não entendia o que faz em topógrafo.
Também gente que tem para na rua também, tu tá com equipamento, ele pergunta se tu vai sair em alguma emissora de TV, entendeu? Tem várias coisas que as pessoas falam, mas não é nada de muta, não é nada de emissora, não.
Então, é importante esclarecer que o topógrafo não muta, o topógrafo não é o topógrafo que faz aquele... Também o carrinho do Google também...
Não, só que aquele automóvel do Google ali é só para mapeamento, só para reconhecimento, também não muta ninguém. O Google não muta ninguém. O que vai fazer isso daí é órgão do Estado, não tem nada a ver.
Então... Ó, tô te defendendo, hein? Então, beleza. Quando te verem na rua, ó, quem vê esse episódio e falar, já sabe que um topógrafo não vai mutar aquela pessoa. Tem mais algum fato curioso que você gostaria de falar?
Fato curioso? É... Isso é mais da galera que é da topografia, né? Que é de topógrafo pra topógrafo. O cara tá na rua lá com o equipamento dele, aí vai e passa um cara. E aí, gamela? E aí, mata-corda? Tem cara que não sabe o que quer dizer isso.
Gamela, o que é gamela?
Gamela, sabe, é um apelido que você ganha, você tá na profissão. E mata-cobra é porque é o seguinte, quando você vai fazer levantamento de área que é dentro do mato, você vai todo com equipamento. Você vai com bota, vai com perneira, facão, aí você deu isso, entendeu? Mata-cobra, porque você tá dentro do mato.
Nossa, que legal! Ainda bem...
Experiência própria. O melhor local para você trabalhar com topografia é no meio da mata. Você não tem barulho de carro. Você não tem, sabe, nada. É muito bom. Eu já trabalhei, já. É muito bom.
Nossa, que legal! Agora você deve ter despertado aí a curiosidade nos amigos topógrafos. Quem é da área aqui da motor ainda. Bom, então... Tem mais alguma coisa que você gostaria de falar?
Não, agora não vem em mente.
Então eu vou te passar agora a palavra pra te... pra dar as considerações finais.
Bom, agradeço muito o convite, fiquei muito feliz, foi muito bom o papo aqui. Espero que todos os profissionais da área, cada dia que passam, se tornem bons profissionais, ensinem o máximo os seus auxiliares, porque assim, futuramente, nós teremos bons profissionais. Eu acredito que o ensinamento vai trazer boas pessoas para a nossa área.
Acho que só compartilhando a gente consegue construir, trazer profissionais melhores e, consequentemente, construções melhores, cidades melhores, inclusive, como você falou lá no início, campos, ou seja, o próprio agro também vai estar muito mais evoluído, que já é muito evoluído, comparando. com a construção civil. Então, gente, é sobre tudo isso que você viu nesse episódio. Eu aprendi muito porque eu não tinha a menor noção do que fazia um topógrafo. E eu tenho certeza que você, que não é da área de topografia e que está até agora, se surpreendeu muito com o que viu até aqui. Marcos, mais uma vez eu te agradeço por ter aceito. o desafio de vir aqui, enfim, de vir de tão longe do litoral, para vir aqui fazer esse bate-papo comigo, para compartilhar conteúdo com a nossa audiência do Constry Cash. Então, para aquela câmera lá, vamos dar um tchau. Tchau gente, até o nosso próximo encontro aqui no Constry Cash.
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