Os desafios da arquitetura nos projetos Airbnb – Expo Construção Offsite #2

Recorded at Expo Construção Offsite, this panel (host Paulo; guests architect Josi Mello and engineer Adriano) explores design and execution challenges for Airbnb-focused architecture in rural/serra settings. Key themes: shift toward short-term rural stays after the pandemic, designing multi‑use experiences rather than family homes, construction predictability and logistics for isolated sites, the promise and caveats of offsite/industrialized systems (steel frame, prefabrication, sandwich panels), sustainability and low‑waste construction, and the importance of technicians, post‑sale follow‑up and cross‑disciplinary collaboration. Notable examples: Vila Ibiti (Serra da Mantiqueira / Córrego do Bom Jesus) and a touching guest case (a woman finishing chemo who stayed in a cabana).
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Sejam bem-vindos a mais um episódio aqui no ConstrueCast, diretamente da Expo Construção Offsite, no Sambódromo do AIMB. Este episódio é um oferecimento produtora de vídeos Infinity Plus, Hub e Construção. E o bate-papo de hoje é super especial porque eu estou trazendo uma amiga arquiteta, Josimelo, e para ajudar nessa condução que eu sempre falo da gente construir pontes e quebrar aquelas barreiras que existem entre engenharia e arquitetura e os profissionais de obra, lógico, eu trouxe um engenheiro para me ajudar nessa condução do bate-papo de hoje. E eu vou te perguntar, Jô, qual que é o tema do bate-papo de hoje? Isso você não esperava.
Verdade. Boa tarde, Paulo. Primeiro, obrigada pela oportunidade de estar aqui. É um prazer falar um pouco sobre essa área em que eu atuo já há muitos anos. E nos últimos anos eu mergulhei um pouco mais em arquitetura voltada para Airbnb e hoje o tema é justamente isso, os desafios dos projetos de arquitetura para Airbnb.
E agora eu vou começar com a provocação. A gente está vivendo a era dos influencers. Eu falo que a gente tem muitos influencers e poucos profissionais. Quando eu trago a Ju, ela tudo bem tem essa carinha de novinha e tal, mas eu visito e visitei muitos projetos que ela faz. O conteúdo que você vai ter a oportunidade de ver aqui hoje são conteúdos validados. Eu visitei os projetos dela e sei os perrengues que ela passa para entregar uma obra na metodologia tradicional. E a gente está aqui numa feira de construção industrializada e a participação do Adriano vai ser muito bacana para... Ou seja, ela está com dificuldade, você vai ter que trazer a solução, Adriana.
Pois é, como sempre, sempre sobra para o engenheiro.
Então, vamos lá. Jô, para iniciar o nosso bate-papo, eu queria que você iniciasse falando de forma resumida o que você faz como arquiteta e como você enxergou essa oportunidade nesse mercado de Airbnb e numa região, diga-se de passagem, muito privilegiada que você está atuando hoje.
Eu tenho a felicidade de poder atuar numa região realmente muito privilegiada e não é novidade para ninguém que no pós-pandemia, de fato, a procura por essas escapadas de final de semana, hospedagens de curta temporada aumentaram exponencialmente. Tem dados do Airbnb de que em 2023, que já foi pós-pandemia, 50% das reservas foram destinadas para lugares de vilas rurais, vilarejos, cidades de interior, cidades rápidas, de acesso rápido de grandes centros, como São Paulo, por exemplo. E, desde então, não tinha muito foco nisso, o meu foco sempre foi arquitetura residencial, já atuamos há 18 anos nesse mercado de arquitetura residencial personalizada. Mas, com a pandemia, começou a aparecer o que a gente começou a nomear como arquitetura de isolamento. E aí, no fim, a gente começou a entender que a arquitetura de isolamento, na verdade, é a arquitetura de conexão. As pessoas estavam em busca de um espaço para se isolar, a pandemia exigia isso, mas o que elas queriam, na verdade, era um lugar, um cenário, um refúgio para, de fato, se conectar. para realmente fazer uma limpeza mental, para procurar o que era melhor para si, e essa procura por bem-estar veio em muitas áreas da arquitetura, mas principalmente nessa área onde eu estava já fazendo ali o meu isolamento social na época da pandemia, que é uma região de serra, é uma região rural, e começou esse desafio de realmente procurar soluções construtivas, metodologias para que a gente pudesse abrir o cenário, abrir as portas para receber essas pessoas cada vez mais próximas da gente, integradas à natureza, e foi aí que o Airbnb veio como uma plataforma bem interessante para que a gente pudesse explorar, e junto disso, a exploração do trabalho de arquitetura começou a criar todo um conceito para que a gente trouxesse essa questão de conforto, de bem-estar, de conexão das pessoas, para os hóspedes que estavam ali procurando esse momento.
Que legal, aí eu falo, né, arquitetura de isolamento, mas eu me isolo do mundo externo para me conectar com a natureza. Bem interessante. E agora, logo na sequência, vai entrar o papel do engenheiro. Eu queria já entender de você, nesse processo de construções rápidas, tendo em vista que, a partir do momento que eu vou construir algo para alugar, quanto mais rapidez eu tiver na execução dessa obra, eu vou ter uma vantagem financeira, porque eu vou começar a rentabilizar antes. E qual que é o principal desafio quando você projeta, faz um projeto como esse? Durante a execução, qual que é o desafio de você executar isso?
Antes da execução em si, tem um grande desafio que é a questão da previsibilidade. Quando eu trabalho com um projeto para uma família, estou desenvolvendo um projeto de arquitetura para uma família, eu conheço quem vai ficar ali naquele espaço, eu tenho oportunidade de entrevistar essas pessoas, esses futuros moradores, eu consigo ter apontamentos da vida pessoal deles, até se eles cozinham com a mão direita ou com a mão esquerda, então são informações muito pontuais. Quando eu trabalho com Airbnb, eu estou fazendo um projeto para múltiplos perfis de pessoas, então eu não tenho essa previsibilidade, eu preciso criar um cenário que vá atender diferentes tipos de pessoas. Então é muito bacana, porque depois a gente começou a entender de fato o papel do arquiteto junto a esse novo cenário de desenvolvimento de projeto de arquitetura, E antes mesmo de chegar na etapa de construção, a gente já está encarando esse desafio de apresentar as melhores soluções em projeto arquitetônico. Depois, sim, a gente traz o construtor que vem junto com a gente para trazer as melhores aplicações de métodos construtivos para fins de ganhar realmente em logística, em tempo, em eficiência, em qualidade, todos esses itens são importantíssimos para o sucesso do negócio. Quando a gente está falando em arquitetura para investimentos, Airbnb no caso, de fato, quanto mais cedo eu coloco isso, eu ativo essa hospedagem, mais cedo começa o meu retorno. Então, não há espaço para a gente ter tanto tempo para planejar muitos anos fazendo uma casa, uma obra que é o que a gente vivia antes. A vivência agora é bem mais dinâmica.
Lia, aproveitando, como que o construtor, o engenheiro, entra nesse processo de te ajudar, de te auxiliar nesse processo de construção? Uma vez que você já entendeu qual é o uso desse projeto, como que é a sua troca com o colega que vai construir isso para atender essa necessidade desse investidor?
Nosso caso em especial, nós estamos falando de construção em locais um pouco mais isolados, o acesso tem que ser um pouco mais estudado para a questão de logística de materiais. Então, o construtor já chega comigo nessa etapa inicial. Quando a gente começa o projeto, eles já estão com a gente para nos orientar sobre tal elemento funciona aqui para essa fundação, aqui a gente tem que entrar com uma fundação diferenciada para que a gente chegue com o método construtivo mais adequado, tempo, a questão de previsão de tempo de obra. Então, antes mesmo de começar a pontuar todos os detalhes arquitetônicos, a funcionalidade, a estética do projeto, o construtor já está com a gente presente para poder também trazer essas premissas, e essas premissas é que fazem, juntamente com o briefing todo do projeto, é que fazem o sucesso ali de cada uma das unidades que a gente tem.
E aí o Adriano entra. Adriano, como que é essa troca com o arquiteto? Você que veio aqui só pra falar a verdade pra gente, né? Pra nossa audiência.
Eu vim pra falar mal do arquiteto, né? E dos arquitetos.
Mas eu não vou deixar, porque eu gosto de... Não vai deixar, né? Eu sou um dos poucos que gostam de... Tô brincando, Ju.
Olha, eu tô mal.
O que a Josi pontuou, essa sinergia entre arquitetura e engenharia, no nosso caso, vem caminhando de uma forma muito fluida, muito orgânica. Então, desde os primeiros rascunhos, aquela ideia, o Adriano, eu vou fazer o chalé desse jeito, eu vou fazer uma cabana com essa posição, tem que pegar essa vista, esse pôr do sol. E aí a gente já entra em conjunto, fala, tem a limitação da incidência do solo, o solo ali não é legal, está na beira do rio, tem salinidade quando é litoral, você tem os pontos de clima, regiões mais quentes, regiões mais frias, e o material usado. Existem alguns clientes que chegam com uma premissa para a Josi, eu quero 100% em madeira, ou eu quero 100% em tal material. Então a gente tem que voltar um pouco para a teoria, ver o que aquele material representa naquele contexto e passar os limites. Olha José, você vai colocar uma esquadrilha, não vai poder passar de 6 metros, porque é o comprimento da madeira que eu vou usar aqui. Tem clientes com particularidades de sustentabilidade, eles querem usar produtos sustentáveis, produtos modernos, que tem muito a ver com a feira daqui hoje. A gente tenta sempre usar já nessa parte do planejamento do projeto para chegar com a obra limpa e finalizada. O desperdício sempre foi uma coisa que desde o início não podemos ter desperdício. Não adianta comprar tantos metros de material, tantos metros cúbicos. Gente, não é assim. Você tem que ter também uma obra otimizada. Então, isso me incomoda muito quando eu olho para as construções convencionais, de alvenaria, você tem muito desperdício, você tem quebra-quebra. Então, a gente tenta fazer o quê? A solução em conjunto, nós brigamos um pouco sim, não é mil maravilhas. Existe ali, pô, a lareira não vai ficar legal aqui, vai entrar água, tem que ser daquele outro jeito. Mas é bacana, acho que isso é em prol da velocidade e da conclusão do projeto.
Mas legal essa... troca que você traz que, de fato, quando existe essa briga, né? Mas é para o bem do projeto final. Agora, quando você tem dificuldade de convencer, muitas vezes, pela escolha de uma solução construtiva naquele processo de construção, quem é a pessoa, ao seu entender, mais importante para fazer essa tratativa com o cliente final? Não fala ainda, ninguém aqui vai falar nada. Vamos lá. Na sua opinião, quem é a pessoa mais importante nessa troca com o cliente final?
Puxa vida, Paulo, eu acho que existe uma pessoa, existe uma conclusão de fatos. Porque quando a gente se depara com um problema técnico, a gente faz a lição de casa. Esse problema técnico vai representar o que? O maior custo, o menor custo, velocidade na obra. Então, quando a gente faz esse estudo, a gente chega na conclusão. Então, acho que não tem uma pessoa, não é o engenheiro, não é o cliente, não é o departamento contábil da empresa que vai lhe comprar mais ou comprar menos. Eu acho que é um conjunto.
É a própria situação que vai determinar, então.
É a própria situação, sim.
E quando a Jo fala lá atrás que ela ouviu o cliente, ela entendeu ali, ou seja, o que aquele cliente espera. Por mais que a gente está fazendo uma arquitetura multiuso, que são várias pessoas que vão ocupar aquele espaço, a partir do momento que o arquiteto tem essa conexão lá desde o início com o cliente, você percebe a importância lógica dessa comunicação. Você tem ali, de repente, essa é a solução que ficaria melhor, mas quando você, enquanto construtor, tem, muitas vezes, o olhar parceiro do arquiteto para ir com você nesse cliente final, para convencer, de repente, da melhor solução que vocês em conjunto chegaram, você percebe que a gente vai ter, de repente, uma construção muito melhor e não focada só naquela solução que, de repente, o engenheiro trouxe. Por que eu estou te falando isso? Porque a gente quer quebrar, de alguma forma, aquela coisa que... Outro dia eu estava visitando um condomínio E vai ser... Nossa, isso aqui é uma... É um condomínio de engenheiro. Não estou falando isso porque...
Começou as críticas.
É tudo parado, tudo fácil. Tudo parado, tudo fácil. Então, por que eu estou te trazendo isso? Eu não estou aqui para dar opinião. É porque acontece muito. Você é arquiteta, você sabe. Você é engenheiro, você sabe. E antes de vocês serem profissionais do setor, vocês também são um... Sim, pessoas...
Usuários.
Usuários, sim. Então, como que... Até vocês podem falar um pouco sobre isso. Como que é essa união na profissão para a gente levar a uma construção, sabe, com um olhar mais, eu diria, criativo e funcional?
Eu acho que eu tenho uma palavra que define. Eu acho que é experiência. Eu acho que a experiência é uma coisa assim que você não vai encontrar isso nos livros, você não vai encontrar isso na universidade. Eu acho que é a experiência, sabe? Eu acho que é a experiência de cada um que vai contribuir muito pra isso, né? É a pessoa ter aquele carinho, aquele amor pela profissão, né? tanto eu como a Josi, nós ficamos ali a todo momento se reinventando. Por exemplo, participar de feiras, workshops como esse, procurar inspiração em outros lugares, em outras culturas. Eu até tenho muita briga em casa com a minha esposa, que ela fala, você sempre escolhe os roteiros de viagem pensando em trabalho. Eu falei, não, eu não penso só em trabalho, eu quero conhecer outras coisas. Mas é porque a gente vive isso, então eu acho que tem um pouco do amor pela profissão, Mas o que mais define isso é a experiência, né? E graças a essa experiência adquirida e conquistada, a gente também consegue ajudar muito o cliente. Nós se deparamos com clientes, às vezes, que ele tem ali uma ideia do que ele quer, mas ele não sabe se vai dar certo. E você percebe no olhar dele que ele tá em dúvida se ele vai ter aquele sucesso investindo naquilo ou naquela ideia. E a nossa experiência, principalmente ligada à plataforma Airbnb, é para mostrar para ele que é possível de uma maneira, é possível de outra maneira e é possível de outra maneira. Depende do que ele quer.
E essa importância dos dois, principalmente o papel de vocês conseguirem essa simbologia para que a gente consiga trazer a melhor solução é muito bacana. E para você, João, enquanto arquiteta, que está ali, já ouviu o cliente, porque no fundo, no fundo, você sabe que o cliente não... Ah, tudo bem, ele não sabe o que quer. Então, se você tiver paciência para ouvir aquele engenheiro, vamos dizer assim, eu não vou chamar de quadrado, porque a gente é o termo... Chato, engenheiro chato. Quais são as suas dificuldades hoje? Porque nem todo mundo é igual o Adriano. A gente vive num mundo principalmente da construção civil, a gente tem as dificuldades aí na comunicação, porque durante muitos anos a construção, assim, tudo é a base da força. E eu tô trazendo, eu tô reforçando um pouco isso pra gente tentar quebrar de alguma forma esse paradigma. criar mais diálogo para que a gente consiga, de fato, construir essas pontes para que sempre aquele investidor que está contratando um projeto tem a melhor experiência com esse projeto, com essa dificuldade de hoje que você tem aí no dia a dia.
Bem interessante a colocação. Quando nós falamos nesse padrão de projetos específico para a Airbnb, falando de experiência, mas aí uma nova aplicação, projetar para a Airbnb é desenhar a experiência. Então, eu estou pensando já em como a pessoa vai se sentir naquele espaço. E esses desafios, além do construtivo, que a gente encara ali na logística da obra, já começa nessa questão de interpretar quem vai usuário mesmo, quem vai usufruir daquele espaço. E aí, como eu falei antes, eu não tenho um perfil específico de padrão de família que vai estar dentro daquele ambiente. A arquitetura, ela deixa de ser uma construção de posse, que pertence a uma casa, que pertence a uma família, e passa a praticamente ser um presente compartilhado. Eu estou abrindo as portas de uma cabana, abrindo as portas de um chalé para receber muitas pessoas, muitas perfis e pessoas, cada uma com um objetivo específico. Então, o papel do arquiteto já começa lá atrás, entendendo qual é o objetivo das pessoas que vão frequentar esses lugares. E eu fico muito tocada em pensar que eu estou desenvolvendo projetos para pessoas que talvez não, muitas vezes eu não vou nem conhecer pessoalmente. Então assim, nós temos situações de pessoas que estão lá para comemorar uma lua de mel, pessoas que estão lá para fazer um pedido de casamento, pessoas que passaram por lá para se recuperar de uma perda, pessoas que finalizaram o tratamento de uma doença e procuraram esse espaço para descansar, famílias que foram com uma criança e a criança começou a andar ali pela primeira vez naquele ambiente. o cenário da arquitetura começa a se transformar em memória afetiva. Aquela questão que quando você escuta uma música ou come alguma coisa, sente um cheiro, você lembra de uma situação. O cenário arquitetônico começa a virar isso na vida das pessoas, principalmente em estruturas de Airbnb.
E aí você me traz um ponto importante quando você começa a falar dessas histórias. No fundo, você está atendendo um cliente, mas antes disso você está atendendo Nesse processo de construção de Airbnb, eu queria que você contasse algum caso que te marcou e se você pudesse dar o nome do local, o nome do espaço, para que as pessoas conheçam.
Ah, sim, sim.
Uma situação, uma história que te marcou, pode ser qualquer história, não importa.
Ah, mas Tolkien, acho que nós já recebemos, eu faço projetos, inúmeros projetos em toda a região onde eu atuo, nós estamos em Córrego do Bom Jesus, que é sul de Minas, né?
Que diga-se de passagem, gente, conheçam, tá? Pensa num lugar lindo.
É Serra da Mantiqueira, então tem uma paisagem exuberante, uma vista incrível. O clima é muito interessante, nós estamos em uma região de serra, então o clima frio o ano todo, o clima ameno.
E estamos a menos de duas horas de São Paulo, na capital.
Exato, exato. Então, uma das propriedades que nós temos lá é a Vila Ibiti e dentro da Vila Ibiti nós temos uma cabana que especificamente uma das situações mais marcantes que nós já recebemos, que eu acompanhei, foi de uma senhora de Campinas que estava, era o último dia do tratamento de químio dela e ela estava indo para lá para descansar e se recuperar e estava indo com o marido. E aí nós preparamos a cabana O pessoal deixou alguns mimos pra ela, deixou alguns presentes e foi um fim de semana... Primeiro a gente achou que tava um clima um pouco assim, nossa... Um clima um pouco pesado, sinceramente, né? Primeira vez que a gente recebeu essa informação. E ela chegou e foi uma festa, assim, foi um final de semana totalmente diferenciado e foi muito bacana compartilhar com ela e ver ela presenciando aquele momento. naquele espaço, e era tudo que ela relatava pra gente. Nossa, como é bom estar aqui no meio da natureza, como é bom ver o porto sol, como é bom estar viva, como é bom estar bem, não tô passando mal, não tive nenhum mal estar na viagem, foi tudo tranquilo. Então, foi muito gratificante saber que um espaço que nós projetamos, que nós construímos, estava servindo de fato de cenário pra uma pessoa viver aquela experiência.
E aí?
E um outro case que eu adoro contar.
Calma, deixa eu me recuperar.
Ah, exato.
Mas é tocante, né? Então, assim, o papel do arquiteto, ele já começa antes mesmo, né? O cenário, a construção arquitetônica, ela não é só mais abrigo pra Airbnb especificamente, a gente tá proporcionando momentos ali onde as pessoas vão ter essa vivência.
E aí, você traz um ponto que, assim, eu tô falando do arquiteto, que desenhou, que pensou nesse espaço para gerar essa experiência. Só que imagina a quantidade de pessoas que passaram para construir esse espaço, que não são lembrados. Estou falando agora com a arquiteta, mas conheço esse espaço. E fico pensando quem são as pessoas que construíram lá? Entende? Você relatou isso para eles? Para as pessoas? Então, isso é o que eu fico me questionando, porque o que a gente tem que mostrar, na verdade, são as histórias por trás daqueles espaços. Entende?
Esse compartilhamento, né?
Entende? Porque, assim, eu sou autor do maior acervo de arquitetura nacional, o maior projeto hoje no Brasil, E eu sempre entrevistei só arquitetos, arquitetos, arquitetos. Desculpa, eu estou na frente de um arquiteta que eu tenho um grande apreço, mas construção não é só arquitetura.
Você vê como vai além.
Então, olha o que você tá falando pra mim. Só que eu tô com você. Agora, e as pessoas que construíram, que tornaram esse projeto real pra que fosse de fato possível essa pessoa, no final de um tratamento de câncer, pudesse viver essa experiência.
Sentir aquele espaço.
Então, são essas histórias que eu gosto de contar. Enfim, eu me emocionei, eu tenho um coração mole, mas... E aí, engenheiro, vamos lá, Adriano, o que você tem a dizer? Você conta essas histórias?
Ah, mas antes deixa eu só falar, porque eu desviei bastante para contar, porque de fato eu me apego também muito a questão emocional.
E eu já estou me recuperando, que.
Eu quero uma água.
Eu me pego muito nessa questão emocional, né? Discutir o projeto e fazer o projeto nascer. Mas o que você estava me perguntando é sobre como é o desafio com a engenharia. E eu tenho a felicidade de trabalhar com pessoas muito competentes comigo. Então, eu fico realmente muito feliz em poder dizer que eu nunca tive grandes dificuldades no processo executivo. Eu sempre tive bons diálogos, eu sempre cultivei muito relacionamento com as pessoas que passam pelas obras. Então, é muito gostoso, gratificante e, de fato, é muito bom depois poder compartilhar essa vivência com cada uma das pessoas que colocaram ali a mãozinha em cada pedacinho do chaléu, da cabana, do refúgio, desses espaços.
Então, a gente precisa contar mais as histórias. eu sinto que falta no mercado. Então, quando eu falo, Josi, dessa questão da visibilidade do arquiteto, eu não estou aqui militando contra a arquitetura, contra os arquitetos. O que eu estou aqui o tempo todo é falando de dar visibilidade para toda a cadeia, para toda a classe. E essa história é extremamente marcante, porque aí eu só fico me perguntando, Mas quem são esses profissionais que construíram isso? É o exemplo de Brasília que o Rafa fala. Você sabe quem é o arquiteto de Brasília? Construiu Brasília basicamente inteira. Você sabe o nome do engenheiro? Quem é o engenheiro que tornou Brasília de pé? Você sabe? Entende?
Porque sempre só lembra o do arquiteto.
Entende? Então eu tô quase chamando aqui meu engenheiro gênio. Não, não vou chamar você. Mas são essas provocações que eu trago aqui, essas reflexões que a gente precisa... E eu não tô falando só do engenheiro, eu tô falando também daquele ajudante, né? Que se a gente der a real importância pra ele, a gente vai ter um baita profissional aí. no futuro, então vamos voltar para o nosso tema. Agora eu queria que vocês falassem, vocês visitaram a Equipa Construção Offsite, o que vocês viram aqui na feira que dá para levar de solução para os seus desenhos arquitetônicos e que vai facilitar também o seu dia a dia como construtor? Primeiro você, Jo.
Eu acho que quando a gente fala em construção para o Airbnb, é importantíssimo levantar essa questão da sustentabilidade, não tem como a gente explorar o meio ambiente da forma que a gente explora, positivamente falando, sem levar em consideração que nós estamos, de fato, interferindo ali no meio natural. Então, a gente precisa fazer isso da forma mais responsável e sustentável possível. Então, todas as soluções que nós visitamos na feira, todas as que são voltadas para essa questão e praticamente todas são de sustentabilidade, são as que de fato nos enchem os olhos. Então, o Adriano vai poder falar até mais do que eu, tecnicamente, sobre as aplicações, que é uma coisa que a gente vem com cuidado, com minúcia para ver como fica esse acabamento, qual é esse efeito, porque a gente vai buscar sempre qualidade, resistência, a questão de facilidade de acesso a esses materiais para que a gente possa aplicar nas obras, mas principalmente a questão sustentabilidade.
E aí, Adriano, o que você complementa aí pra falar das nossas?
Eu sou um visitante da feira, já tem quatro anos que eu participo dessa feira. E sempre que me chamou muita atenção são os problemas de construção. A feira, ela tá mostrando agora de uma forma onde ela compra os problemas pra dentro do chão de fábrica. para evitar o máximo possível que esses problemas continuem sendo gerados no canteiro de obras. Então, o que a gente vê hoje na feira são diversas empresas, diversas mentes pensantes tentando reduzir os problemas no canteiro de obras. E isso eu fico fascinado por isso, porque quem vive o canteiro de obras sabe o problema que você tem de ter um planejamento de concluir a obra em tantos dias e não conseguir por eventos climáticos, por questões de acesso, problemas de acesso, problemas de mão de obra no local. Então, essa ideia que a feira traz é muito bacana. Eu apoio, eu sou um incentivador nato, nas nossas obras, tudo aquilo que é possível construir antes e levar já pré-moldado, vamos dizer assim, pré-montado, nós fazemos. Com relação à sustentabilidade, que a Josi bateu aqui na tecla, já é uma preocupação nossa já de muitos anos. Então, toda vez que eu venho também na feira, eu fico olhando, pô, isso daqui vem de onde? Que material que é esse? É um material reciclável? é um material reaproveitado, né? Então, se todo mundo tiver sintonizado com isso, a gente tem aí uma forte tendência de melhorar as construções de forma geral. Porém, nós temos ainda o uso de alguns materiais que parece que ainda faltam um pouco mais de experiência, né? Então, por exemplo, o Steel Frame tá comprovado que funciona muito bem, né? Mas, por exemplo, os tratamentos contra interpéries do tempo.
Esses materiais de fechamento, complementares.
Isso que ainda causa um pouco de dúvida. A gente vem aos poucos implementando isso nos projetos, mas acompanhando. Por exemplo, a história da telha, que a gente chama de telha-sanduíche popularmente. A gente percebe que existem muitos benefícios Mas existem algumas preocupações com ela, com alguma coisa de corrosão no momento de um corte, de algum ajuste. Então acho que precisava, de repente, melhorar esses pontos.
E aí a gente tá entrando numa questão que a gente precisa muito do apoio da indústria. Quando eu falei lá atrás que a gente precisa ouvir essas pessoas que estão ali no dia a dia, são essas pessoas que vão levar, que vão ouvir ali. o dia-a-dia da obra, e a indústria precisa pensar numa solução. Porque, de repente, se eu tô levando esse material já pra pré-montar, se eu trouxer uma solução de repente uma pintura especial ali, pra já levar uma solução pronta pra obra, de repente eu vou evitar. Esse tipo de problema.
E o pós-venda, né, Paulo? Acho que o pós-venda é uma coisa muito importante, né? Nós fazemos isso a todo tempo, né? Quando eu passo em determinadas regiões ali pra visitar um cliente, eu tento visitar um cliente antigo, cliente de três, quatro anos, eu tento visitar pra você ver como é que tá a obra, né? Pô, teve algum problema, teve isso, teve aquilo, que isso é importante. Às vezes não é só vender, não é só ganhar o dinheiro, não é só ver a coisa acontecendo, você tem que se preocupar com pós-venda, né? Porque ali são pessoas, são clientes que vão estar falando depois de você, vão estar disseminando.
E a partir do momento que você faz esse acompanhamento, você tem coisas que não deram certo para você melhorar nos próximos projetos.
Exatamente.
Josi, e o que você viu aqui... Eu vou até inverter a pergunta, né? O que você entende que, na sua visão como arquiteta, precisa ter nas próximas edições da Expo Offsite? de algum tipo de material da indústria, por exemplo, como vidro, elétrica, etc.
Exatamente, sobre isso.
Você é responsável pelo crescimento, tá? É você que vai trazer mais expositores pra cá.
Perfeito. Nossa, vai ser uma delícia nas próximas edições a gente poder acompanhar.
Bueno, bueno. Tô trazendo aqui gente pra cobrar mais indústrias pra virem aqui na próxima edição.
Eu acho que a inovação em materiais de acabamentos com a questão de praticidade de aplicação. Então, acho que é o que a gente mais buscou, o que a gente mais foi com o olhar hoje ali atrás de vamos entender como que eles estão colocando os revestimentos nos banheiros. A gente entrou em alguns, alguns mostraram é porcelanato, é vinírico, é um adesivo já diferenciado, um adesivo lavável. Esses elementos são interessantíssimos, são elementos de aplicação fáceis, rápidas e eficientes, principalmente. Então é esse tipo de material que a gente vê, nosso olhar vem todo voltado para esse padrão de inovação, dos materiais de acabamento. É o que o Adriano falou, o steel frame, as estruturas modulares, as construções já pré-montadas são super eficientes. Agora a gente quer ver mais novidades em eficiência.
O que você quer ver no próximo...
Revestimentos para banheiros, para as cozinhas, para as bancadas.
E agora uma pergunta, vidro para você é tudo igual? Você enquanto arquiteta?
Não, não é tudo igual.
Vidro não é tudo igual. Tem muita diferença. Tem muita diferença. Deixa eu te perguntar agora. E você, enquanto engenheiro, o que você entende que a gente pode melhorar na próxima edição? Ou seja, o que a gente pode trazer que você gostaria de ver aqui?
Olha, Paula, o que eu sinto falta aqui é do número de técnicos. visitando a feira e também trabalhando na feira. Às vezes a gente fala muito do engenheiro, mas o técnico tem um papel muito fundamental. As nossas equipes possuem engenheiros, claro, são os responsáveis pelas obras, mas a estrutura abaixo deles é muito maior. Porque o técnico, ele tem ali a habilidade manual, ele tem a habilidade histórica, né? Então, é essa pessoa que a gente queria ver aqui na feira. E até mesmo dentro da indústria, né? A gente chega em stand, você vê o vendedor. O vendedor é ótimo, eu adoro o vendedor. Mas às vezes a gente quer conversar com o técnico, ele quer... Sabe, assim, a espessura da chapa. Quero saber como você fez esse banheiro, no caso da Josi, né? Como é o acabamento do ralo, se aquilo ali tem uma proteção pra ser impermeabilizado. Então, eu sinto falta disso, de mais técnico. O cara que produz lá na fábrica tá aqui dando a cara a tapa mostrando o que ele fez.
É, lembra que eu te falei lá atrás do que a gente hoje tem muitos influencers e poucos profissionais? O que tá acontecendo é que as pessoas que estão aparecendo muito na mídia não sabem Na verdade, elas estão só preocupadas em aparecer, mas na verdade não conhecem a fundo aquele produto.
Sim, é triste. É triste concordar com você, mas é verdade.
Essa fala que você trouxe, eu acho superimportante, e é isso que a gente também está defendendo aqui. Inclusive, a gente tem aqui uma área de fálico especialista, tem consultor dessa parte de industrialização. E agora a gente está com o tempo bem apertado, que colocaram um cronômetro aqui pra mim, Josi, eu queria que você fizesse as suas palavras finais e você já está convidada para fazer um episódio comigo lá no nosso estúdio, na Barra Funda. Já está feito o convite aqui para a gente falar de outras arquiteturas, enfim, falar do seu papel de profissional, mãe de duas crianças lindas. Queria que você falasse um pouquinho aí desse seu fechamento para a gente passar para o Adriano também.
Claro, com certeza. Olha, novamente obrigada pela oportunidade de estar aqui falando desse trabalho que eu faço já com tanto carinho há muito tempo. Essa arquitetura voltada para a experiência. É gratificante trabalhar ali com o que você vai proporcionar de sentimento para as pessoas. Não é à toa que a gente se comoveu aqui com todos os relatos. E mais do que isso, é fundamental estar presente numa feira tão importante para conhecer e, de fato, levar isso, explorar isso para os nossos novos trabalhos, para os nossos novos projetos. Então, é uma delícia. Muito obrigada pela oportunidade de estar aqui. estamos no sul de Minas, mas desenvolvendo projetos em toda a região aqui e agora com essa parceria bacana com o Adriano, fazendo projetos de cabanas, de chalés, de refúgios, espaços de contemplação, para atender diferentes tipos e perfis de pessoas. Então é sempre uma honra conhecer e poder produzir para pessoas que talvez a gente não vai conhecer, mas que a gente sabe que vai usufruir de uma forma tão positiva cada um dos ambientes que a gente está projetando. São ambientes intuitivos, inteligentes, que você chega e já entende como funciona. É muito gratificante quando a gente tem esses retornos positivos ali de cada um dos hóspedes, né? Dos nossos clientes que falam, ah, os meus hóspedes amam as cabanas, então é muito bom estar desenvolvendo.
Eu fico extremamente feliz pela sua participação, né? A gente até aí tentando há algum tempo deu certo e estamos aqui até aproveitar para mandar um abraço para sua mãe, para seu pai, para sua família.
Obrigada.
Diga-se de passagem, ó.
Tá no coração, né? A gente também adora você.
Tá no coração. Vocês são incríveis. E eu sei que seu pai vai colocar esse episódio lá na TV e vai assistir com a família.
Ele é um drama.
Enfim, uma pessoa sensacional. E cuida das nossas vaquinhas aí em Minas, tá? Agora, Adriano, eu queria que você falasse um pouquinho aí da sua... do seu parecer final aí sobre a feira, sobre o podcast que você tá participando.
Pô, bacana.
Num lugar tão especial que é aqui dentro do Sambódromo do Aimbi, enfim.
Esse é o momento então de falar mal, então, agora de tudo.
É, agora você pode falar, é só falar a verdade aqui.
Imagina. Eu também queria agradecer a participação, o convite de vocês. Eu acho que é uma oportunidade muito grande de mostrar outros valores, que é um pouco diferente do que todo mundo escuta. Às vezes a gente, até na sociedade em geral, você se identifica ali como engenheiro, o pessoal já fica imaginando, putz, o cara aí é o cara que só ganha dinheiro, não tá nem aí, quer executar a obra E não é isso, existe também um outro lado, existe o lado humano, o lado de você ver as pessoas progredindo. Nós atendemos inúmeras pessoas que estão ali naquela fase de aposentadoria, a pessoa trabalhou uma vida, está se aposentando, tem aquela economia e fala, olha, eu quero ser um investidor, eu quero garantir aqui a minha aposentadoria. Então, a gente tem que ter um trato, uma preocupação muito grande com essas pessoas, porque o dinheiro delas vale muito mais, na minha opinião, porque é o dinheiro de uma vida em Então casa. tem que ter responsabilidade.
E tem que ter cuidado para essas.
Pessoas, você tem que alertar elas sobre os pontos positivos, os pontos negativos. E outra coisa também que eu queria deixar bem claro aqui para os jovens que ficam ali sonhando, pensando muito. Bom, vamos colocar a mão na massa, porque o que a gente tá precisando hoje é de gente pra trabalhar mesmo, sabe? A questão de ter ali os pensamentos, ter as ideias é muito importante, mas a parte técnica, a parte da execução, a gente tá com um déficit muito grande hoje aqui no Brasil, né? Então, pra encontrar um mundo de obra especializada, a gente tá tendo muita dificuldade. E o que hoje está existindo? Nós estamos trazendo pessoas da velha guarda, pessoas que já estão ali com a sua missão cumprida, trazendo para voltar a trabalhar, para tentar ali dar um novo fôlego. Então, é isso que eu falo, para o jovem tentar se preocupar um pouco mais em trabalhar também com as atividades manuais, que são tão importantes quanto. E o trabalho também no interior, ele é muito gratificante também, ele tem os seus valores. O pessoal fica ali, São Paulo, as grandes metrópoles, mas, gente, o interior é muito rico também, né? E é muito acolhedor, né? As pessoas, a gente trabalha muito com esses projetos de isolamento social. Gente, assim, são lugares fantásticos pra trabalhar. Ah, tem barro, tem chuva, tem pernilongo, tem mosquito, não sei o quê, mas, gente, é um sossego, sabe? Depois de tudo pronto, o pessoal, nossa, que paraíso que você tem, né? Mas, assim, tem que agregar valor nisso.
Aquele paraíso passou por um processo.
Passou por um processo, né? Então, abrir os olhos também pra isso, né? Que eu acho que a grande esperança que a gente tem hoje da sociedade são essas regiões mais paradisíacas, sabe? O interior acho que tá a todo vapor. Esse é o meu sentimento hoje, né? Se eu pudesse já morar no interior, eu já morava. Mas só tô trabalhando.
Me convide, tá?
Nós estamos montando uma fachada num chalé pra expor o trabalho, eu e a equipe. E trabalhamos nesse dia até tarde da noite, né? Pra montar. E era mais ou menos umas nove horas da noite, tava lá trabalhando, tinha um buraco que foi feito ao lado do chalé pra ser enfincado um poste pra ter uma iluminação indireta, né? E eu falei pro pessoal, falei, gente, tem que tampar esse buraco, né? Falei umas três vezes. Aí o pessoal negligenciou ali um pouco, eu caí no buraco. E eu fraturei, né? o ligamento do pé, uma sensação assim horrível, né? Fui pro hospital e tal. E eu falei, pra mim acabou a feira, né? Como é que eu vou participar, né? Aí o pessoal engessou a perna e tal. Eu falei, eu vou voltar. E eu fui e participei do evento de muleto. E todo mundo me perguntava, mas por que você tá aqui de muleto? Você tem que estar em casa. Eu falei, não, cara. Eu tenho que estar aqui pra falar pro pessoal, né? E foi uma experiência bacana. A gente deu entrevista também. E nos dias seguintes que eu tinha que ficar de repouso, eu não fiquei. Porque eu tinha que correr o trecho, correr as obras e tal. E os clientes, eles ficavam me perguntando, por que você tá aqui? Pra você tá aqui, fica em casa, se a obra atrasar não tem problema. Falei, tô preocupado com a sua obra, porque daqui a pouco vai entrar o período de chuva, a gente não vai conseguir trabalhar, você que vai ter um prejuízo. Então, isso que a gente falou é o amor, é o respeito, é a responsabilidade que você tem que ter. Não tô falando que é certo trabalhar com o pé enfaixado. Mas assim, às vezes é a vontade que você tem. E isso eu dei um exemplo meu, mas eu tenho pessoas que trabalham comigo, que pegam resfriado, gripe, eles vão trabalhar. Sabe assim, aquela vontade de estar ali, querendo ver o negócio acontecer.
E é bacana essa fala. E quando você traz essa parte da mão de obra, que a gente entrou nesse tema, e quando você cobra as pessoas para virem os jovens, eu olho e falo na cara da indústria que vocês precisam olhar e investir mais nesse processo de formação. Porque se as pessoas executam, se a gente tiver mão de obra, a indústria vai vender mais e no final todo mundo ganha. Então, eu ainda Penso que a gente tem que dividir um pouquinho da culpa e parar de cobrar só do Senai, parar de cobrar das universidades, porque a partir do momento que a gente tiver mais indústria investindo nesse processo, A gente vai ter uma construção mais ágil.
É importante dizer que o martelar do martelo no prego é tão importante quanto a canetada no papel. Parece até brincadeira, filósofo.
Isso dá um corte.
Mas é muito importante isso. Se não tiver alguém para bater o martelo, não tem.
Nossa, que forte. Agora eu vou mudar, eu vou até mudar o encerramento. Jo, eu queria que você aproveitar a sua presença e você encerrar esse episódio. Enfim, pra aquela câmera do meio que vai estar aparecendo nós três aqui, falar um pouquinho aí. Encerra do seu jeito, tá? Ó, eu tô me despedindo aqui. Agora quem tá mandando meu episódio. Minha amiga arquiteta Josi Mello.
Muito bom, muito bom. Prazer estar com vocês nessa tarde aqui direto da feira, né? Uma feira incrível. Nós vamos sair agora e aproveitar um pouquinho mais da feira e convido vocês a acompanharem o episódio, acompanharem as redes sociais, acompanharem o nosso trabalho também. Estamos à disposição para tirar qualquer dúvida aí que possa ter ficado durante o episódio. É um prazer estar falando com vocês.
Agora, para eu saber que você chegou até o final, quem encerrou este episódio?
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