Perícia em Combate à Incêndios| Podcast de Engenharia | Arquitetura | Construção | ConstrueCast

Civil engineer Paulo Palmieri Magri explains fire prevention and forensics in buildings. He covers the main challenge in fire investigations: evidence loss during firefighting. Magri discusses pre-incident inspections, post-incident reports, and how brigadas de incêndio and ABNT standards shape the work.
Chapters
Constra e creche, arquitetura, engenharia, construção.
Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do Constra e Cash. E hoje vamos conversar sobre uma pauta muito importante. Não só para falar de prevenção contra incêndio, mas também falar da perícia. Para falar sobre o assunto, eu recebo o convidado Paulo Palmieri Magri, que vai dar uma aula aqui pra gente hoje. Então, prepara sua caneta, seu papel, porque... Convidado de hoje e tem muita experiência no setor. Paulo, seja bem-vindo ao nosso podcast. É uma honra receber você aqui.
É isso, uma honra para mim estar aqui com vocês e poder passar um pouco do meu conhecimento, um pouco da minha experiência para vocês, um olá para todos que estão nos assistindo.
Ouvindo também, né?
Ouvindo, exatamente.
Bom, então, perícias em combate a incêndios é o tema do nosso podcast de hoje. E antes de entrar no tema, eu queria que você falasse um pouquinho sobre você, sobre sua trajetória, enfim, falasse um pouco aí do que você já fez no setor de construção, e não só na construção, mas na engenharia como um todo.
Eu sou formado já há mais de 30 anos, sou engenheiro civil da escola da Escola de Engenharia Mauá, depois eu fiz pós-graduação em Segurança do Trabalho no Mackenzie, já em 1994, depois fiz a minha o meu mestrado no IPT da USP. Então, desde aquela época, lá em 2003, onde o meu mestrado foi em tecnologia da construção de edifícios, eu já me deparei com a vontade de, vamos dizer assim, começar a trabalhar com engenharia de incêndio. Lá eu conheci a professora doutora Rosária Ono e ali eu me apaixonei. pela engenharia de incêndio. Fiz a minha dissertação de mestrado, defendi a minha dissertação de mestrado, já fez, esse ano, vamos fazer 21 anos dessa dissertação. Ela se transformou, vamos dizer assim, num trabalho muito importante, porque desde lá ela já falava em inspeção predial, na prevenção do sinistro de incêndio. Depois eu comecei a trabalhar como profissional no meu escritório, Eu tenho escritório de avaliações e perícias, onde eu tenho os meus clientes e faço tanto a prevenção, os laudos de prevenção de inspeção predial antes do sinistro, como os laudos pós-sinistro. É isso, eu tenho uma experiência. já em construção civil antes de começar no mundo da perícia, vamos dizer assim, eu trabalhei com obra propriamente dito. Fiz toda uma carreira de engenheiro residente de obra, coordenação de obra, gerência de obra e depois, aos poucos, por uma série de motivos, que podíamos ficar aqui mais duas horas falando, eu acabei migrando Para a área de perícia, estou desde o início, final dos anos 90, começo dos anos 2000 na perícia, vamos dizer assim. Esse é o Paulo.
Muito bacana. Então hoje a gente está aqui com os dois P's da construção civil. Ah, que legal.
É isso aí.
Vamos lá, eu tenho uma pergunta aqui já de cara para você. Quais são os principais desafios enfrentados em perícias relacionadas a combate a incêndio?
São diversos desafios. Qual é o objetivo do corpo de bombeiro quando tem um sinistro de incêndio? É preservar a vida, em primeiro lugar, e depois preservar o patrimônio. Só que o que acaba acontecendo? Quando há um incêndio, o corpo de bombeiro acaba descaracterizando por si só, até para salvar as vidas, com o combate a incêndio. Água, destruição do espectro como um todo, fica muito pouca prova. Então, a principal dificuldade dos peritos para conseguir discernir o que é que ele tem de prova dentro de um espectro no pós-sinistro é justamente a atuação do corpo de bombeiro, que é primordial. O principal objetivo é preservar a vida e é você obter essas provas. Então, o perito tem que ter muita experiência, de fazer a obtenção, de coletar essas provas. Essas provas, às vezes, não estão só, simplesmente, no espectro. Eu já tive casos em que uma das provas, eu precisava saber qual o horário exato do início do incêndio. Sabe como é que, depois de tanto pesquisar, a gente descobriu? Um transeunte, um vendedor de pipocas que ficava na frente da fábrica, uma fábrica de cobertores no interior, ele viu. Aí, pesquisando aqui, pesquisando ali, ele falou assim, não, eu sei a hora que começou, porque quando começou, eu filmei e está aqui comigo. Ele mostrou. Então, a gente teve a certeza do horário, do início, do epicentro. do incêndio, por causa da investigação de um transeunte, de um vendedor de pipocas que faz o seu ponto, vamos dizer assim, na frente da empresa que, no dia a dia, ele vende pipoca para quem? Para os funcionários.
Para os funcionários.
Então, essa é a grande dificuldade, entendeu?
Paulo, e uma curiosidade também, antes, é só para a gente já tentar criar aqui um storytelling, é? E quais são os tipos de perícia? Porque eu entendo que a gente tem ali um momento Antes, você tem que pensar na prevenção e também você tem o pós-incêndio.
Nós temos vários tipos de perícia, mas vamos classificá-las em dois grandes grupos. Nós temos a perícia do antes do sinistro e a perícia do pós-sinistro. A perícia do antes do sinistro, a gente costuma chamá-la de um laudo de inspeção predial. O que ela faz? Ela inspeciona o prédio voltada para a prevenção de incêndio, para que o incêndio não ocorra.
Só um parêntese. Nesse caso, esse prédio não foi ocupado ainda, certo?
Ou não ocupado, prestes a ser ocupado, que seria o ideal. Ou, às vezes, prédios que passam por alguma reforma e querem saber se essa reforma está adequada do ponto de vista de incêndio. Ou, simplesmente, periodicamente, eles podem passar por inspeção predial, porque tudo se modifica, principalmente de um prédio comercial, de um shopping center. Mudam-se lojas, mudam-se corredores, mudam-se quiosques e tudo mais. num tempo habitual, é necessário que haja uma nova vistoria de um perito habituado a isso, um perito experiente que faça isso antes do sinistro. E o outro tipo da perícia é o pós-sinistro, com incêndio já ocorrido, incêndio, uma explosão, ou seja o que for. Obviamente que o ideal é que não haja, mas já que ela houve, a gente tem que tentar saber quais foram as causas que levaram a esse a esse incêndio. Esses são os dois grandes grupos de perícia que nós temos, o antes do sinistro e o pós-sinistro.
Pré, no caso, não aconteceu ainda o sinistro. Você deu o exemplo de um shopping, sempre que eu tenho ali uma reforma, uma mudança de loja, alguma coisa, só pensando na prevenção, tá? Existe alguma perícia por parte desse empreendimento para checar se realmente aquela reforma não causou algum tipo de dano, algum equipamento?
Então, essa é uma perícia, é um laudo de inspeção predial. Ele tem que chamar um arquiteto ou um engenheiro com experiência nisso, e fazer um laudo voltado para a engenharia de incêndio. Ele não vai verificar estrutura, se o prédio vai ter problemas de ruína ou não. Ele vai verificar únicamente e simplesmente todos os parâmetros de engenharia de incêndio. Rota de fuga, a carga de incêndio que tem, Hoje em dia, nós temos materiais que têm uma carga de incêndio tremenda. Se você conseguisse ignifugar o material, você não teria a propagação de incêndio. Por exemplo, uma cortina pode estar revestida com produtos que retardam a propagação do incêndio. Tudo isso, um engenheiro, um arquiteto voltado para com experiência em engenharia de incêndio, ele pode colocar isso num laudo. Seja ele numa reforma, seja ele antes da ocupação do prédio, seja ele numa adaptação de um prédio antigo para transformar ele em tentativa de acessibilidade. Você sabe muito bem que os prédios antigos, principalmente os prédios do centro da cidade de São Paulo, tudo mais, A gente não tinha no passado nenhuma regra, nenhuma norma de acessibilidade. Eu não estou falando só de acessibilidade contra cadeirante, obviamente com cadeirante, mas mesmo maca, certo? Os prédios hoje em dia... Se uma pessoa precisa do SUS, por onde entra a maca? Por onde sai a maca? Às vezes nem entra, quanto mais sai a maca, não é verdade?
Nem os elevadores.
Nem os elevadores. Rampas e assim por diante. Esses prédios, alguns estão tentando se adaptar. Algumas coisas eles conseguem se adaptar, outros eles não conseguem se adaptar. E, normalmente, quando faz a adaptação da acessibilidade, é de bom tom, vamos dizer assim, que se faça essa adaptação em conjunto, acessibilidade e incêndio junto.
E nesse sentido de perícia, quais são as tecnologias utilizadas nesse processo de perícia?
A perícia, o bom engenheiro e o bom arquiteto tem que seguir norma. Nós temos a BNT, as normas brasileiras são da BNT, e no Corpo de Bombeiro de São Paulo nós temos 45 instruções técnicas. Essas instruções técnicas falam de todos os assuntos. E isso não quer dizer que não teremos a 46ª, 47ª instrução técnica, ela é bem dinâmica. Quando começaram as instruções técnicas lá no decreto, no primeiro grande decreto, vamos dizer assim, que instituiu as instruções técnicas, tinham 20 e poucos instruções técnicas. Hoje já temos 45. Então, a tecnologia, a obrigatoriedade é seguir essas normas. Então, lá nós temos normas que falam sobre transporte de equipamentos, como é que você tem que fazer, como é que você tem que se comportar num prédio residencial, como você tem que se comportar num prédio comercial, em estádios, em locais de reunião, em qualquer lugar. Então, tem lá as 45. Então, a tecnologia é voltada, vamos dizer assim, para obrigatoriedade da gente respeitar a norma. Já as normas da BNT, nós temos centenas de normas de engenharia de incêndio, para você ter uma ideia.
Quando a gente fala de norma, a gente também tem, por exemplo, a sua experiência aí no mercado, que você começa a identificar que aquela norma está ultrapassada.
Isso.
Por que eu pergunto isso? Essa norma, tudo bem que ela tem que ser atualizada de tempo em tempo. Para trazer um exemplo de argamassa, uma aplicação... Imagina que eu vou aplicar uma peça de porcelanato, Quando você tem dupla colagem, a norma fala que você tem que aplicar um cordão na peça, cruzado ali com o que está no chão. Só que quando você cruza, você tem a entrada de ar. Então, a norma está falando isso, só que assim, na prática, não está correto. Então assim, eu estou trazendo essa provocação aqui, quando a gente fala de normas, acho que a experiência ali do dia a dia, o desafio de mudança, de melhorar, como que funciona aí nesse sentido de vocês?
Então, a ABNT, que rege as normas brasileiras técnicas, ele tem diversos segmentos. Um dos segmentos é o segmento de corpo de bombeiro. Então tem lá diversos pesquisadores, alguns do IPT, alguns chamados e instados a trabalhar nisso pela própria BNT, que se reúnem periodicamente para falar sobre norma tal. Então, provavelmente, hoje lá, faz tempo que eu não tenho acompanhado isso, mas eles devem estar lá agora, nesse momento, trabalhando em cima de duas, três, quatro normas para atualizá-las. Então, as normas, elas são constantemente atualizadas, mas, por óbvio, que isso demanda uma série de trabalhos que nem sempre você consegue atualizar elas, vamos dizer assim, a contento todas de uma vez. Não, elas são periodicamente melhoradas e atualizadas. Nesse sentido, as instruções do corpo de bombeiro são às vezes até mais exigentes do que as normas técnicas. Aí nós peritos vamos fazer o que? Eu vou pela BNT ou vou pela instrução técnica? Eu costumo orientar os meus alunos e costumo fazer isso no meu escritório. Qual norma que eu sigo? A do corpo de bombeiro ou a da BNT? Eu sigo a mais rigorosa. Aquela que é mais exigente, porque daí você concorda comigo que eu tô indo pela segurança. Então, se uma fala que eu tenho que respeitar tantos newtons para aguentar um guarda-corpo, ou se a outra fala que é menos, eu vou naquela que fala que tem que ser mais. E assim por diante. Uma fala que o entorno, uma alvenaria, tem que aguentar tantas horas para ter a evacuação do prédio, a outra fala que pode ser menos, eu vou pela que aguenta mais. Então é essa a orientação. Mas isso, por isso que eu falo que o ideal... Não como tudo na vida, mas enfim, eu costumo dizer que a parte de incêndio é talvez uma das partes que mais se assemelham e estão vizinhas com a medicina, porque a medicina cuida de vida. A engenharia de incêndio cuida de vida. Ela não pode estar cuidando diretamente ali, mas ela está cuidando indiretamente. E você só vai ter. Problemas quando depois acontecem a tragédia que aconteceu nos anos 70, em 72 e depois em 74 com o Andrauz e o Joelma. Os meninos aqui não vão saber porque não eram nem nascidos ainda, mas eu era. 10 anos de tudo e foi uma comoção tremenda do incêndio, principalmente do Joelma, que parado na época o que foi para nós talvez a morte do Ayrton Senna, que parou o Brasil e tudo mais. Ninguém quer que aconteça mais aquilo de quase 200 mortos, 189 mortos. Então, a engenharia de incêndio chegou por conta disso. Inclusive, uma peculiaridade, a nossa O nosso Código de Obras atual, ele é reformado, mas a primeira grande reforma começou por causa do Joelma. Porque nós tínhamos até então um Código de Obras que era o chamado Código Arthur Saboia. Era um Código de Obras lá dos anos 50, 40 e assim por diante. E depois o Joelma mostrou para a sociedade e para o poder público que a gente não tinha norma nenhuma, que nós não conseguíamos nada. E vamos perder outra vez 189 pessoas, 189 mortes? Aí começou-se a ter no Código de Obras algumas coisas nesse sentido.
Paulo, só para... Eu tenho outra pergunta aqui já para emendar nessa questão de... Até do profissional, do perito, já que a gente está nesse assunto, mas eu queria que você falasse um pouquinho de onde fica o Joelma, só porque a gente tem muitos...
No centro da cidade.
Muitos estudantes, e eles vão pesquisar e tudo mais.
Então, nós tivemos, na realidade, em São Paulo, alguns três, quatro importantes incêndios, importantes no tocante, a magnitude deles. Nós tivemos o Andraus, Depois, em 1972, depois tivemos, em 1974, o Joelma, com 189, que é o mais emblemático. Tivemos o incêndio do Grande Avenida, na Avenida Paulista. Tivemos diversos incêndios em São Paulo que nos trouxeram alguns ensinamentos. A tragédia foi tremenda. O primeiro grande ensinamento foi que a gente precisava mudar o Código de Obras. Outra coisa que a gente acabou percebendo, o próprio Corpo de Bombeiros percebeu, que as escadas Magiros não tinham uma altura suficiente para salvar mais gente, vamos dizer assim. Isso também foi melhorado a ponto de a gente ter, não só em São Paulo, como em outros centros do Brasil, principalmente Distrito Federal, Goiás e tudo mais, nós temos bombeiro de primeiríssimo mundo. O nosso Corpo de Bombeiros, tenho muito orgulho, tenho amigos no Corpo de Bombeiros, em São Paulo e outros estados, nós temos bombeiros de primeiríssimo mundo em estados por conta, talvez, dessas tragédias. Um desses incêndios morreram, se eu não me engano, não sei se 12 ou 14 pessoas dentro da caixa de incêndio, a maioria porque estavam com as roupas rasgadas porque eles engancharam nos corrimãos e não deu para eles fugirem a tempo. Aí então foi que começaram a perceber que os corrimãos tinham que ser voltados para a parede para que eles não enganchassem nas roupas. na hora do desespero, né?
Que interessante. Tudo tem um porquê, realmente.
Tudo tem um porquê. Então, é chato dizer que a gente só vai colocar a tranca na porta quando arrombam a nossa porta. Na engenharia de incêndio, infelizmente, é a mesma coisa. Mas eu fico feliz hoje, Paulo, que nós já estamos começando, eu trabalho com isso já, com perícia, há 30 e tantos anos, foi formado há quase 40, mas mais especificamente com perícia de incêndio há 20 e tantos anos, eu tenho visto nos últimos três, quatro anos, principalmente em razão desse convênio do IBAP com a Fundabom e o CREA, de a gente querer fazer um grupo de trabalho para a gente tentar melhorar isso. E, nesse sentido, eu posso falar aqui para você, no final do ano passado, convidado principalmente pelo Corpo de Bombeiros mesmo, do Estado de São Paulo, eles convidaram o IBAP, o CREA São Paulo e o Instituto de Criminalística para formar um grupo de trabalho para trabalhar no antes do incêndio e no pós-incêndio, não só visando a homogeneidade dos laudos, mas principalmente verificando quais são as dificuldades, o que a gente pode melhorar, onde a gente pode dar algumas soluções, onde às vezes não tem soluções, e aí que entra o perito. Então, eu costumo dizer o seguinte, é um campo que está crescendo, da perícia de incêndio como um todo, porque muita coisa vai começar a vir por aí. Os síndicos, os gerentes de condomínio, como se chama hoje, principalmente em prédios comerciais, nos prédios chamados triple A e assim por diante, estão cada vez mais voltados para a engenharia de incêndio. Então, é um campo muito grande que tem crescido muito.
É legal essa parte que você falou agora, quando você pensa no antes, quando você tem isso de uma forma padronizada, para você ter a possibilidade de medir, tudo bem, aconteceu, mas eu tenho um padrão que foi criado aqui para trabalhar, a causa disso Foi uma situação que eu tenho registrado aqui no meu processo antes. Então, facilita a minha tomada de decisão para mudar.
Isso.
Então, isso é uma informação importante que você trouxe aqui.
E para você ter uma ideia, às vezes eu vou em clientes, em construtoras, em prédios, o prédio está acabado de ser reformado, ou ele acabou de ser inaugurado, vai começar a ter moradores, as lixeiras já estão no local errado. Já está aonde? Na rota de fuga. Eu cheguei ao cúmulo de entrar numa num cliente, onde a porta-corta-fogo tava com uma chave. Eles tinham instalado uma chave daquelas tetras na porta-corta-fogo. Mas por quê? O que levou vocês a fazerem isso? Ela batia muito? Ficava fazendo barulho? E aí a gente resolveu pegar... Ao invés deles chamarem um técnico pra regular a mola, pra que ela não batesse mais, eles acharam melhor por uma chave. E aí... E na hora do incêndio? E se o cara que não tá... Quem tá com a chave? Aquele dia o cara da chave não veio trabalhar. Morre todo mundo por causa disso.
Você sabe que eu recebi um... Agora me veio aqui uma coisa que aconteceu. Recentemente eu recebi um convidado aqui de uma construtora, assim... Ele tem muita experiência no mercado. E ele trouxe uma fala aqui que repercutiu muito nos nossos canais do Constra e Cash. Ele fala o seguinte, um dentista bem-sucedido e um engenheiro desempregado abrem uma construtora e vendem com a mesma eficiência de uma construtora que está há anos no mercado com experiência. E esse ponto que você me trouxe, na hora eu lembrei dessa fala dele.
As grandes corporações hoje, As grandes construtoras, as grandes incorporadoras já têm a tiracolo, entre aspas, um grande perito. Por quê? Porque ele sabe que ele vai economizar lá na frente. Você está entendendo? Ele sabe. Então, antes de entregar, que é feito, vamos dizer assim, um laudo de pré-entrega de obra, já tem lá o perito. Olha, aqui foi feito errado, corrija antes das pessoas morarem. E assim por diante. Que nem todo mundo tem um médico de confiança, vamos dizer assim, as grandes corporações, isso que chega um dia nas médias e nas pequenas também, todos já tem o seu perito de confiança.
Não, isso é bacana. Agora, você falou lá atrás, dessa ponta, que o perito, ele cuida de vida, né? A prevenção, você trabalha na prevenção, pra que tragédias não aconteçam. Aí eu tenho essa pergunta aqui, que vem muito de encontro. Quais são as habilidades e conhecimentos essenciais para um perito em combate a incêndio?
Então, vamos lá. Primeiro de tudo. Antes da gente falar do perito em combate a incêndio, sou obrigado a falar do perito como um todo. Na legislação brasileira, para você ser um perito de engenharia, vamos dizer assim, ou de arquitetura, basta, em tese, você ser engenheiro ou arquiteto. Você tem o seu crea, você tem o seu cal, no caso dos arquitetos, já basta, você já é perito. Eu entendo que um perito é de bom tom, que ele tenha capacidade técnica e que ele tenha conhecimento, experiência. Por isso que eles são chamados experts. Ninguém é chamado expert à toa. Mas do ponto de vista legal, basta ser engenheiro ou arquiteto. Agora, quais são as especialidades? Eu, por exemplo, eu fui instado a fazer isso porque eu fiz um mestrado nisso. A minha dissertação de mestrado lá em 2003 foi em engenharia de incêndio, uma inspeção predial em engenharia de incêndio, onde a minha orientadora foi a primeira mulher doutora em engenharia de incêndio do Brasil, a doutora Rosária Ono, que hoje é diretora do Museu de Ipiranga. Depois, fui trabalhar com diversos cursos extracurriculares, fui formar o meu gabarito e depois fui para a vida. Você está entendendo? Então, na realidade, o perito tem que ter, na minha opinião, ou ele tem várias formas de começar. Estudando, estudando barra, trabalhando com peritos mais experientes. Uma vez eu tive uma dissertação de mestrado, onde eu fui um dos orientadores, onde a tese dessa engenheira, por sinal falecida já lá do Rio Grande do Sul, ela entendia que qualquer engenheiro O arquiteto para trabalhar com periça, seja ela qual for a periça, tinha que demonstrar pelo menos cinco anos de experiência na área. Então, por exemplo, e qual que era essa experiência? Valia, por exemplo, ter sido assistente de um perito. Então, se você for levar isso para a área médica, o cara que faz um transplante do coração, ele não começou fazendo transplante do coração. Provavelmente, ele auxiliou alguém que fez um transplante do coração durante anos para depois ser colocado para fazer isso.
E foi aí construindo ele a forma dele.
A perícia, Paulo, é a mesma coisa. A perícia de incêndio é a mesma coisa. Hoje, eu entro num prédio, eu sei identificar, por experiência, uma série de coisas.
Eu acho que eu já quero te convidar para dar uma volta nesse prédio aqui.
Sim, claro. Por exemplo, no final do ano passado, eu dei uma entrevista junto com o Coronel Armani, que foi coronel do Corpo de Bombeiro, comandante do Coronel do Corpo de Bombeiro, sobre a respeito da boate Kiss. no que é que aconteceu na boate Kiss, e você vê lá que, meu Deus do céu, a sucessão de eventos danosos que acabou culminando em tudo aquilo de mortos, você está entendendo? Talvez se tivesse uma inspeção predial, tivesse ou não morrido ninguém, ou minimizado uma vida que você economizasse, você já estava ganhando. Você está entendendo? Por conta de um laudo. Então, às vezes eu fico falando assim, poxa, às vezes economiza um valor de um perito, que eu não vou falar aqui em valores, cada um cobra os seus honorários quando se entender que vale, mas economiza isso depois. acontecem as tragédias, entendeu?
E nesse sentido da questão da formação técnica e tal, eu tenho uma visão também que essa sensibilidade na questão de estudo, literatura, filmes, etc, também podem contribuir aí com essa formação. E eu trago aqui um filme que me marca bastante, como a gente está falando de incêndio, que é aquele filme... A Prova de Fogo. Não sei se você já deve ter assistido.
Sim, e muito mais lá no passado, teve também um... Torre de Fogo, como é que é? Agora não estou lembrado. Enfim, um filme lá dos anos 70 também, que falava sobre incêndio. Era um prédio novo. No dia da inauguração do incêndio, na festa da inauguração, ele pegou fogo.
Pegou fogo. E como que esses filmes e literatura podem contribuir com esse processo de formação de um bom...
Eu costumo dizer o seguinte, toda e qualquer forma de estudo, seja ele através de livros, hoje em dia com essa tecnologia de entrevistas, de casts e podcasts e assim por diante, tudo contribui. O velho livro de você pegar na mão contribui, mas na minha humilde opinião, e desculpem se alguém pensa ao contrário, vale a butina no chão da fábrica, a experiência da pessoa lá, se no começo ele não tem como, que ele auxilia. Eu, por exemplo, não trabalho sozinho. Eu tenho os meus... colaboradores, os meus colaboradores, às vezes, eles me dão alguns toques. O Paulo, você não viu aquilo ali. Quer dizer, pô, já tá ficando bom, hein? Ele já tá vendo coisa que eu não tô vendo. Você tá entendendo? Então, esse cara, um dia, ele vai ser um grande perito e ele vai ter a equipe dele. Você tá entendendo? Então, e como que ele começa... Mas como que ele aprendeu? Com livros, com filmes, na internet. Hoje... Na internet, você pesquisando em qualquer site de pesquisa, você consegue tudo de incêndio.
Só tem que saber filtrar.
Muito, muito, porque o que tem de coisa ruim aí também é muito grande.
E essas pessoas que têm essa capacidade de praticar o Lifelong Learning, de aprendizagem constante, vai ser diferente em qualquer área?
Vai ser diferente, seja na engenharia de incêndio, na engenharia como um todo, em qualquer outra área.
Paulo, nesse sentido, falando um pouquinho de tecnologia que a gente tocou lá atrás, existe simuladores para trabalhar a questão da educação, para trabalhar o processo de convencimento da importância das prevenções?
Eu costumo dizer o seguinte, você via no passado, passado que eu posso dizer, até um passado recente, ensaios de evacuação em prédios, a gente não via. Hoje, o outro dia mesmo eu estou passando na Avenida Paulista, Do lado, meu escritório era na Alameda Santos, passando na Avenida Paulista, umas 300, 400 pessoas na calçada. Falei, nossa, o que é que aconteceu? Coincidentemente, meu carro parou ali no farol, eu baixei e os caras estavam conversando e eu percebi que era o ensaio de evacuação. Ou seja, hoje nós já temos... Ensaios de evacuação que nós não tínhamos no passado. Tudo isso porque provavelmente algum perito teve lá e falou assim, vocês fizeram? Cadê a brigada de incêndio de vocês? Como é que tá? Como é que não tá? Vocês têm isso? Não têm? Por exemplo, nós temos hoje alguns óculos que você coloca, que você consegue fazer uma simulação para treinamento de perito.
Ele faz uma imersão, né?
Uma imersão. E pela experiência do perito, se está convergendo de um jeito o fogo, você sabe de onde veio, onde ele se instalou. Por exemplo, se você chega, por exemplo, num espectro, se o concreto está de uma cor, se ele está esverdeado, se ele está amarronsado, se ele está alaranjado, ele chegou numa determinada temperatura. E o concreto, em determinadas temperaturas que ele chega a atingir, ele é condenado. Você tem que demolir o local. Ele não aguenta. Quem que determina isso? Como que sabe quanto foi a temperatura? Alguém foi lá durante o incêndio e pôs um termômetro para medir? Não. No pós, você viu pela coloração que ficou. Então, por exemplo, se você entra num edifício, não tem mais vidro. Não tem vidro estilhaçado no chão. O que aconteceu? O fogo derreteu o vidro. Então, temperatura X. Ah, entendi. Cachilho de alumínio. Não tem mais cachilho de alumínio. Foi tudo queimado pelo fogo. Temperatura Y. Só tem concreto e o concreto tá esverdeado. Temperatura W. Você está entendendo? E aí você chega a condenar ou não um espectro. Não, não está o concreto. Isso aqui deve ter atingido aí 400, 500, 600 graus. Ou não, isso aqui chegou a 1.000, 1.200 graus. Então eu tenho que condenar o espectro, tem que ser demolido.
Tudo isso no visual você consegue explicar?
Tudo isso no visual, na experiência do perito. E existem outras formas também de você fazer alguns ensaios. Então, se sobrou alguma coisa da fiação, você leva para alguns ensaios e uma série de coisas que você pode ensaiar. Mas, normalmente, nada vence, Paulo, a experiência do perito.
E, nesse sentido, você tem algum case onde a perícia foi fundamental? Por exemplo, você teve uma perícia no antes, aí aconteceu um incidente, onde você conseguiu ter ali um histórico que foi fundamental nesse processo todo.
Eu vou tentar te falar um pouco genérico, porque, obviamente, eu tenho que preservar as partes, né? Porque ou aconteceram com alguns clientes, que não vem o caso relatar, ou então em âmbito judicial, que aí menos ainda eu posso relatar, apesar de ser público, mas esse público não pode sair de mim.
Não, sim, mas aí a gente pega um... Enfim, inventa o nome Maria, por exemplo, em um personagem.
Isso. Então, eu tenho diversos casos. Eu tenho um caso muito curioso, que era uma indústria de vela, que faziam velas. Velas, parafina, tudo mais. E aí tinha que se conversar sobre isso, né? Pois, a combustão disso... Tremenda, né? E aí depois, infelizmente, não foram tomadas algumas medidas, e aí aconteceu o pó sinistro. Teve também o pó sinistro numa fábrica de cobertores, onde também não foram atendidas certas regras, daí aconteceu também o incêndio. Mas também já houveram casos em que está preservado até hoje, seguindo as normas e as regras que foram pedidas, e até hoje é respeitada. A troca de turno, direitinho, verificada, passada e tudo mais. Fatalmente, esse cara está muito mais contente do que o outro que não seguiu as regras, entendeu? Mas nós temos diversos casos, mas pontualmente é isso. São alguns casos assim que a gente atua e não seguem rigorosamente como a gente pediu por diversos motivos, motivos econômicos, motivos de negligência, ou seja, seja ele qual for, e acaba acontecendo o sinistro e acaba acontecendo o incêndio, certo?
Paulo, e quais são as inovações e tendências nesse mercado de perícias, assim, em combate a incêndio.
Inovações estão aí a cada momento chegando. Nós temos um laboratório do fogo, nós, como eu quero dizer, a sociedade, porque é do estado de São Paulo, o laboratório de fogo no IPT em São Paulo, e temos outros laboratórios de fogo particulares também, onde lá são ensaiados materiais diariamente. Então, por exemplo, voltando ou falando aqui a respeito da boate Kiss, se aquele forro da boate Kiss fosse um forro adequado, poderia ter tido todos os outros problemas da boate, todos, absolutamente todos os outros casos dentro da boate quis, poderiam continuar. Pouca rota de fuga, tudo aquilo ali. Você está entendendo? Mas se aquele forro tivesse sido um forro com retardante, um forro correto, quando o cantor inadvertidamente foi lá e colocou aquele... Aquele fogo, aquele artifício, ele teria não propagado, ou teria dado tempo para uma eficiente brigada de incêndio. trabalhar nesse sentido. Eu sou apaixonado e sou um defensor de brigada de incêndio, porque a brigada de incêndio tem que atuar antes de chegar o corpo de bombeiro e, às vezes, atuar junto com o corpo de bombeiro. Por quê? Porque quem sabe onde estão as coisas. os interruptores, as ligações elétricas, o caminhamento, é a própria brigada de incêndio do local, que direciona, recebe o corpo de bombeiro. Então, eu sou um apaixonado e sou um defensor da brigada de incêndio dos locais. Nós tivemos recentemente, durante a pandemia de 2022, um grande hospital de São Paulo, onde teve um incêndio iniciado nas torres de resfriamento e dos ares condicionados, onde a brigada de incêndio do hospital foi elogiadíssima pelo Corpo de Bombeiro. Quando eles chegaram, a própria brigada de incêndio já tinha dado conta praticamente de tudo, da evacuação do prédio, do encaminhamento para o corpo de bombeiro chegar lá e acabar com o incêndio. E não teve um sequer ferido e um sequer morto pela eficiente atuação da Brigada de Incêndio.
E agora eu trago uma pergunta. Eu queria que você falasse um pouquinho do papel do IBAPE. E antes de falar do IBAPE, você fala um pouco do papel da indústria. Porque quando você fala desse forro, Como que a indústria está preparada para fabricar materiais adequados para evitar esse tipo de situação?
Tudo pode ser melhorado. Tudo. Mas nossa indústria hoje já é muito melhor do que no passado. Muito. Hoje nós temos forros, revestimentos de imóveis, revestimentos de decoração, tudo com retardantes, tudo com ignifugação, ou seja, são elementos em que ou não propaga ou retarda demais o incêndio. Então, isso é coisa da indústria. Então, nós já estamos melhor. Então, o que eu costumo dizer? Eu costumo falar para os meus clientes que pesquisem. Não vai comprar uma cortina para fazer uma decoração sem saber da procedência, sem saber se ela propaga ou não fogo. Não vai comprar móveis num local sem você saber. Comprar um carpete sem você saber se ele está com problema. Tudo é um pouquinho mais caro. Na hora do vamos ver, as pessoas acabam optando pelo mais barato. Mas você tem que optar pelo mais barato versus aquilo que é mais seguro.
Só uma provocação aqui, rapidinho antes de falar do IBAP. Eu tenho muitos amigos aí da indústria, do mercado como um todo. E a gente fala muito de inovação, sim, desenvolver soluções inovadoras e tal, mas eu percebo que falta muitas vezes um olhar de pessoas como você para olhar para aquele produto que em tese, de fato, é muito inovador. Agora, quando eu penso no incêndio, será que eu posso aproveitar aquela situação? De repente, como que eu desenvolvo alguma... de repente algo complementar para atuar nessa prevenção.
Então, por exemplo... Você visita a indústria?
Você é chamado para visitar para ver produto?
Não, eu particularmente nunca fui.
Mas assim, você aceita um...
Isso, claro que aceitaria.
Inclusive, eu vou de cara aqui te fazer um convite para visitar a fábrica de um grande amigo que eu tenho admiração por ele muito grande. Ele tem um produto que para mim é muito inovador e eu queria, na verdade, bater um papo, ver uma conversa, eu, você e o diretor dessa empresa.
Eu estou disposto. Eu sou um pesquisador da área, um apaixonado pela área, um apaixonado pela vida. Então, eu fico muito triste quando a gente dá um valor para a vida que, às vezes, você economiza mil reais num revestimento, seja ele qual for, no teu escritório, você está pensando no dinheiro, não está pensando na vida. Então, você fala assim, puxa, a vida das pessoas que estão aqui dentro valem mil reais. Eu estou com valor hipotético e tudo mais.
Sim, sim.
Então, eu acho que a gente, a hora que isso começar a ser, a ficar mais em voga, nós vamos melhorar muito no Brasil. A gente há de reconhecer também que a primeira turma de engenharia de segurança no Brasil é de 1974, ou seja, ela é uma engenharia muito nova. A engenharia de segurança e a engenharia de incêndio. Já a engenharia civil, lá na USP ou numa case, já tem mais de 100 anos a engenharia civil no Brasil. Mas a engenharia de segurança, a engenharia de incêndio, as primeiras turmas são de 1974. Então, nós ainda temos alguma deficiência em quantidade de engenheiros e arquitetos que trabalham na área, a deficiência em quantidade de pesquisadores. Nós temos diversos cientistas no Brasil em engenharia de incêndio. A Rosária, o Berto, o Tomina. Temos diversos engenheiros que trabalham com engenharia de incêndio que são colaboradores disso. Mas precisaria ter mais. Uma cidade que nem São Paulo com 12, 13 milhões de habitantes, um país que nem o Brasil com, sei lá, deve chegar aí a algo em torno de 230 bilhões de habitantes. Nós temos que ter mais engenheiros qualificados para trabalhar com engenharia de incêndio, principalmente antes do sinistro, para que não ocorra o sinistro.
Sim, e quando eu falo dessa visita, você com a sua experiência, com essa capacidade de olhar situação, tudo bem, por mais que a indústria fale, esse produto está preparado, mas eu acho que você traz um olhar aí do dia a dia que você pode contribuir demais.
Os laboratórios de fogo são muito importantes para verificar. Então, eu estou construindo um forro, eu preciso saber quanto tempo ele aguenta. Eu estou fabricando e falo que ele aguenta duas horas. sem ter grandes problemas. Vai lá, vai pra ensaio. O ensaio vai garantir? Ótimo. Não, realmente ele é eficiente. Você tá entendendo? Vai lá, faz um laudo dizendo que ele aguenta duas horas. Você consegue instalar esse rabo? Você tá entendendo? Então... Que bacana você colocar um forro que aguenta... Por que que na engenharia de incêndio a gente sempre fala em duas horas? Porque imagina-se que em duas horas você conseguiu mais do que evacuar. Muito mais do que evacuar um prédio. Se você não conseguir evacuar um prédio em um período desse, algum problema está acontecendo diferente aí, você está entendendo? Por exemplo, em locais de reunião, como estádios, ginásios e tudo mais, o ideal é que você tenha a saída da rota de fuga das pessoas em seis minutos.
Seis minutos?
Seis minutos.
De um estádio?
De um estádio. Por isso que você tem... Você pode verificar, tanto no Allianz Parque, ou no Morumbi, ou agora no Pacaembu, que tá sendo reformado. Eles têm os chamados... É um nome até meio feio, mas é chamado de vomitórios. Vomitórios são aqueles buracos que você vê quando você tá assistindo um jogo de futebol. Você não vê aqueles buracos? Às vezes você fala, né? Mas que tanto buraco! Uma vez um amigo meu falou assim, Tem no Allianz Parque um estádio moderníssimo, um dos mais modernos do mundo. Por que tem tanto buraquinho pra sair? É porque precisa respirar. Se não tivesse tudo aquilo de buraco, não evacua em seis minutos.
Ah, entendi. Tudo bem. Você acaba prejudicando um pouco a estética.
A estética é em segundo plano.
A estética é em segundo plano.
Interessante. O primeiro plano é a vida. Depois nós vamos chamar o arquiteto e tentar trabalhar a estética, mas primeiro pensando nisso. Isso foi uma coisa bacana, inclusive, que hoje os arquitetos da FAO já com os que estão sendo formados na FAO já há algum tempo, inclusive trazidos pela Rosária ONU, que foi lotada lá na FAO, já começou a dar para os arquitetos que estão sendo formados uma visão de incêndio. Olha que coisa bacana. Quando eu me formei engenheiro civil lá, Não vou falar muito tempo, mas lá há muito tempo, lá nos anos 80, que eu me formei engenheiro, eu não tive uma sequer hora aula, Paulo, uma sequer hora aula sobre engenharia de incêndio. Não é possível um engenheiro civil brasileiro não saber nem a composição de um fogo.
Não, e é muito bacana quando você trabalha isso na formação, porque você acaba tendo a possibilidade de defender quando aquele cliente está pedindo algo que... Ah, mas essa porta aqui não... E você consegue defender... Essa porta aqui sim, por isso, por isso... A gente vai pensar em alguma solução que converse com a arquitetura. Entendi. Porque também, muitas vezes, o arquiteto naquela... Não diria na ânsia de fechar aquele projeto, mas você não sabe o que aquele escritório está passando. Imagina que é um grande projeto para ele e ele vai, muitas vezes, atender ali um desejo de um cliente final. E ele acaba... Como ele não teve essa experiência no passado de matéria... Por.
Si só, ele não olha a área de segurança.
Ele não olha a área de segurança. Então, ele vai colocar a estética em primeiro lugar.
Por isso que eu tenho ficado feliz nos últimos tempos e mais feliz ainda no final do ano passado, quando o Corpo de Bombeiros, de uma vez por todas, teve Primeiro, a humildade de reconhecer e trazer alguns órgãos para dentro do corpo de bombeiro para que a gente pudesse começar um grupo de pesquisa. Primeiro que eu tenho um grande orgulho que eu sou um dos que vou trabalhar nisso, juntamente com o engenheiro Jonas e com a engenheira Fabiana Albano, que nós vamos trabalhar nós três pelo IBAP, a Fabiana também vai pelo CREA São Paulo, pelo IBAP nesse sentido para a gente trabalhar. Então, a gente está começando a ver o poder público. As universidades, os grandes institutos de engenharia, todos eles de comum acordo, trabalhando pela segurança. Então eu tenho certeza, Paulo, que no futuro teremos muito menos acidentes do que agora. minimizar e tentar levar a zero é o nosso ideal. Talvez é muito difícil, praticamente impossível levar a zero os acidentes, mas aquilo que eu falo, uma vida que você salva, você já está ganhando.
O legal é esse movimento, quando você começa o movimento, isso é fundamental para de fato aí a gente conseguir. criar, trazer essa transformação para o setor.
É isso mesmo.
O trabalho que você está desenvolvendo aí, inclusive, o que eu acompanho e vejo de você, não é à toa que você está aqui nesse podcast, que é reconhecido pela credibilidade.
Sem dúvida, sem dúvida. Eu acompanhei vocês um pouco depois que a Gabriela teve a gentileza de promover ela o convite pra mim aqui. Fiquei muito honrado. Fui pesquisar também sobre vocês. Já tive amigos que tiveram aqui sentado nessa cadeira e vi que vocês são pessoas muito sérias. Então, por isso que eu tô aqui. Eu como vice-presidente do IBAP atualmente, agora 24, 25, eu não posso sair falando só por mim. Eu carrego por si só um cargo importante da vice-presidência do IBAP. Isso faz com que eu tenha que dar credibilidade para quem realmente tem credibilidade, que é o caso de vocês.
Não, e vamos em frente, como eu falei antes das gravações, podem contar com a sua audiência, podem contar com o nosso canal, porque acho que esse movimento que vocês fazem aí, a gente gostaria muito de levar e replicar aqui para a nossa audiência, isso é muito importante ressaltar aqui. Bom, então, Paulo, gostaria que antes de... aí a gente está chegando no momento final, eu gostaria que você falasse aí do Ibap, falasse um pouquinho como funciona, o trabalho de vocês e, sobretudo, falar do CREA também, como que eles têm apoiado esse movimento da engenharia, enfim.
Perfeito. O IBAP, Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias, de São Paulo, é um instituto ligado ao IBAP nacional, ele é federativo, onde nós temos, na grande maioria das capitais do Brasil, nós temos IBAP. Então, nós temos IBAP São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, no Amazonas e Bahia e assim por diante, temos diversos IBAPs. No IBAP São Paulo, atualmente eu sou vice-presidente, nosso presidente Marcos Mansur, temos lá toda uma diretoria. O IBAP tem mais de 40 anos em São Paulo e mais de 50 anos no Brasil. Então é um instituto de excelência no tocante avaliações de perícia. Essas avaliações não são avaliações só de imóveis, é avaliação do que você quiser. máquinas, equipamentos, automóveis e etc. e perícias de engenharia e arquitetura, onde a gente congrega. Arquitetos ou engenheiros podem se filiar ao IBAP. Então hoje a gente entende que é de bom tom que todo engenheiro ou arquiteto e que queira trabalhar com perícias e avaliações sejam filiados ao IBAP. Nós temos uma sede própria lá no centro da cidade e essa diretoria formada agora é para o próximo bienio 24 e 25. E nós temos, propriamente dito, na engenharia de incêndio, nós temos um apoio muito grande do CREA, mas muito grande. Recentemente, no ano passado, nós tivemos o nosso congresso de avaliações de perícia, que foi em São Paulo, cada dois anos ele é num local em São Paulo, nós tivemos aproximadamente 1.100 participantes. no congresso aqui em São Paulo.
Isso presencial.
Presencial, presencial. Mais de 1.100 pessoas entre colaboradores e... inscritos, enfim, foi um sucesso total, onde tivemos a colaboração e a união do CREA total.
E temos a primeira mulher presidente.
E agora, recentemente, foi a Ligia Mackey, que por sinal é uma amiga, um abraço para ela, a primeira mulher presidente do CREA. do CREA São Paulo, onde é uma coisa muito bacana, as mulheres dentro da engenharia já tinha passado da hora delas começarem a entrar nesses cargos mais altos, vamos dizer assim. E o CREA é um parceiro, olha, talvez o principal parceiro do IBAP, vamos dizer assim, é o CREA, não só no tocante à união de execução e elaboração de webinars, seminários, congressos e tudo mais, mas ele é um incentivador dos peritos. O IBAP tem hoje a colaboração do CREA como um todo. E nós temos aí a cartilha recentemente...
Eu ia pedir pra você falar um pouco dessa cartilha.
Essa cartilha... Ah, tem uma com você aí. Essa cartilha aqui ó, diretrizes básicas para perícia e sinistro no incêndio. Ela foi feita basicamente pelo CREA A colaboração do CREA foi tanta que, além de eles fazerem a diagramação, correção, impressão e distribuição, eles trabalharam junto com a gente o próprio IBAP e a Fundamão. Eu tive a honra de ser o coordenador dessa cartilha, onde o relator de tudo isso também foi um grande amigo, o engenheiro Jonas. Tivemos também o Evandro e a Maíra e outros diversos colaboradores que estão aí. Aqui tem o prefácio da Rosária Ono, que eu te falei. Também falando em mulher, a primeira mulher doutora em engenharia de incêndio no Brasil. Na minha humilde opinião, que os outros não fiquem tristes comigo, para mim a grande expressão brasileira de incêndio no Brasil é a Rosária Ono. Não estou querendo puxar a sardinha só pelo fato dela ter sido a minha orientadora do meu mestrado. É porque eu acho assim...
Eu acho que quando a gente tem, uma coisa que eu admiro muito nas pessoas é essa capacidade de expressar aquilo que sente.
Isso é muito importante. Eu sinto isso. Eu tenho muito orgulho de ter sido orientado por ela nesse sentido. Então, eu acho que o que a gente tem hoje do CREA é uma colaboração total. Total. A Lígia, ela sempre fala para a gente, o que o IBAP precisar da gente, estiver ao nosso alcance, vocês terão. Puxa vida. Então, de uma vez por todas, o CREA deixa de ser aquele ente, vamos dizer assim, só ligado a arrecadar ou só ligado a poder fazer fiscalização? Não. De uma vez por todas, nas últimas gestões, o CREA tem feito o quê? Trabalhado pela engenharia. Incentivado a engenharia. Está aqui uma das provas, Paulo.
Sim. Eu já estou notando essa diferença, inclusive nessa gestão. E em março, todo mês de março, nós temos uma série aqui que é Mulheres que Constroem. Então é um bate-papo onde eu convido uma mulher como convidada e uma mulher também para ser minha co-host. Então é uma troca bem legal. Eu vou convidá-la aqui para vir aqui para falar um pouco aí dessa gestão.
É um grande nome para você trazer aqui. de uma humildade carinhosa, muito boazinha, sabedora de onde ela tá pisando. Você tá entendendo? O que é muito bacana nesse sentido. E o principal, aberta aos institutos. Porque o Cré, por si só, sozinho, ele não é nada. O Cré é feito por pessoas e pelos institutos e associações que congregam tudo isso. O IBAP é um deles.
É o que a gente defende aqui, né? Vamos construir pontes. Assim, a gente vai muito mais longe.
Construir pontes. vide aqui. Se a gente aqui não tem a colaboração do Corpo de Bombeiro, do CREA e do IBAP, essa cartilha não existia.
Inclusive, eu já vou pedir pra você deixar aqui algumas.
Eu vou deixar. Eu trouxe aqui algumas e eu depois mando pra Gabriela. Diversas. O CREA disponibilizou uma primeira tiragem de 20 mil exemplares disso.
Que legal.
E o CREA já adiantou, se no futuro a gente precisar de mais, ou mesmo uma atualização dessa cartilha no futuro, ou mais uma tiragem de 20 mil, eles estão dispostos, porque o que, por si só, responde a sua pergunta sobre a colaboração do CREA.
CREA, vamos precisar. Vamos precisar. Inclusive, o nosso canal foi convidado para participar de uma feira histórica que vai acontecer em São Paulo, que é o Modern Construction Show. Aqui no INB teremos um estúdio lá com... Enfim, ao vivo, todos os dias da feira, onde a gente vai falar da união dos sistemas. A maior feira de construção industrializada da construção civil que acontece pela primeira vez, mas que fala da união de sistemas e não defendendo um único sistema. E já quero levar vários desses para distribuir.
Eu depois mando pra você um pacote com dezenas, centenas, se você quiser, pra deixar lá.
Já vamos conversar.
O negócio, você fica à vontade disso. E depois você me convida que eu dou uma passada lá na feira também.
Na verdade, já tá convidado, inclusive, pra sentar lá e fazer um bate-papo conosco.
Por que não?
Vamos lá, vamos lá. Vai ser bem bacana. E eu queria aproveitar esse momento já pra falar. A gente tem o quadro Convidado Convida. Quem você gostaria de trazer aqui? Eu acho que eu já sei pelo menos o nome aí que você vai trazer aqui.
Eu acabei de falar sobre a Lígia, que é a presidente do CREA, mas eu acho...
Na verdade, a Lígia é a minha convidada.
A minha principal convidada, já que eu fui chamado aqui para falar de engenharia de incêndio, eu não podia me furtar de falar sobre o que eu entendo que é o principal ícone da engenharia de incêndio no Brasil, que é a professora doutora Rosária Ono, que hoje ela está lotada como diretora do Museu de Pinanga. Fez um trabalho excepcional no Museu de Pinanga.
Inclusive, falando de Museu do Ipiranga, a gente pode até pensar em uma forma de eu trazer junto com ela a Heloísa Maringoni, que foi a engenheira responsável pela parte do cálculo.
Provavelmente, ou até talvez, elas se conheçam.
Com certeza se conhecem.
Porque se elas trabalharam juntas, nesse sentido, eu tive com o Ibap, convidada pela Rosária, no Museu do Ipiranga, em construção. É uma coisa excepcional. O que fizeram no Museu de Pernambuco, a gente tem que ter orgulho, em algum sentido, de que demorou, podia ter sido antes, mas, enfim, terminou e ficou uma coisa de primeiríssimo mundo, não só do ponto de vista de aspecto visual do prédio como um todo, mas da segurança.
Então, quando você fala essa questão de admiração, até eu estendo essa admiração também para a engenheira Heloísa Maringoni, que o trabalho que ela desenvolve com mais de 40 anos de experiência na engenharia. Eu ressalto a grande admiração que eu tenho. É uma grande parceira e ela está conosco nesse movimento de transformação da indústria da construção através da industrialização. Então ela também defende a união de sistemas.
Eu acho que é natural que você possa fazer esse encontro das duas aqui, até se o caso, ou uma por vez e tudo mais, para que possam ter essa união aí das mulheres trabalhando. Mas, continuando nesse convidado com vida, eu não posso me furtar, Paulo, de falar a respeito de diversas outras pessoas. que são verdadeiros ícones, verdadeiros cientistas que nós temos dentro do IBAP. Nós temos, na minha visão, um dos maiores conhecedores da perícia em automóveis, que é o Hélio Fonseca, que está muito legal.
Ah, o Hélio Fonseca é uma pessoa que eu gostaria muito de ter aqui.
Eu consigo intermediar isso pra você, ele é uma pessoa excepcional. Temos na área de perícia diversas pessoas, na área de avaliação, diversas pessoas. O nosso próprio presidente do IBAP, o Marcos Mansur, ele é uma das grandes, vamos dizer assim, um dos grandes conhecedores em avaliação de glebas, né? E uma série... nós temos agora em consulta pública, até o final de fevereiro, a norma de perícias da BNT, onde o IBAP trabalhou. praticamente como um todo para trabalhar nessa BNT, vamos dizer, entre aspas, delegou ao IBAP a execução e elaboração dessa norma. Ela está em consulta pública. Pode trazer o Frederico, o Jonas, pode trazer a engenheira Flávia Pujadas para poder falar aqui sobre as mudanças e aclarar quais foram as mudanças, o que é que está nessa nova norma que vai passar a valer agora em 2024.
Paulo, sabe o que eu tive uma ideia agora? Eu gostaria de criar alguns episódios, assim, a gente vai conversar. E eu vou trazer um convidado pra fazer esse bate-papo junto comigo, que é o doutor Routinaldo Bastos. Ele tem um conhecimento jurídico absurdo nesse sentido. Porque dá uma troca legal, né? Então, o que ele vê no dia a dia? E ele pode contribuir.
Isso é muito bacana essa ideia, Paulo, porque é o seguinte, o engenheiro que trabalha com perícias tem que ter dentro do seu conhecimento o rito ordinário do poder judiciário, da justiça. Por quê? Ele não pode atropelar certas coisas. Então você tem que fazer, eu costumo dizer que a gente tem que fazer engenharia barra direito. Você está entendendo? Porque exatamente isso. Então um advogado conversando com um e.
Sobretudo, um advogado com muita experiência no setor.
Com experiência, é muito bacana, porque fala, como é que acontece? Qual é o momento bacana para ir fazer a perícia? Como é que tem que fazer? Quais são os ritos que têm que ser respeitados? Porque, às vezes, você quer, como engenheiro, atropelar alguns ritos, onde você acha que está adiantando o processo e você só está atrapalhando o processo. Então, acho uma ideia muito bacana.
É, eu tive essa ideia agora, porque eu conheço um grande amigo e eu vejo algumas situações lá no escritório dele e falei, agora eu tive uma ideia, já que a gente, felizmente, tivemos esse acesso para falar de perícia.
Muito legal, fica à vontade. Se você quiser me usar para conversar com as pessoas do IBAP para que possa ajudá-los a trazer aqui, fica à vontade. A Gabriela conversa comigo e a gente... estreita isso, sem problema nenhum. E me desculpe os outros colegas se eu esqueci de alguém, porque às vezes você esquece de alguém, mas a verdade é o seguinte... Nem todo cientista é do IBAP, mas todos que estão lá são cientistas. Um entende mais de avaliação, outro entende mais de perícia, outro entende mais de automóvel, outro entende mais de incêndio, outro entende mais não sei o que, a ponto de a gente ter feito um congresso com mais de 1.100 pessoas em setembro do ano passado, onde se tratou de todos esses assuntos, todos, absolutamente todos esses assuntos, inclusive de inteligência artificial dentro da construção.
Inclusive teremos uma pauta aqui pra falar de inteligência artificial.
Olha, inteligência artificial na avaliação de imóveis. Onde foi abordado lá. Ah, mas pô, é muito precoce a gente tá falando. Não, desculpa, não é precoce. Eu não sei, não sou adivinho, pra saber se a inteligência artificial dentro da perícia vai começar a ser efetivamente feita daqui 5, 10, 15, 40 anos. Mas a gente sabe que já tá iniciado.
Agiliza demais os processos.
Então, aquele que está com medo de trabalhar com inteligência artificial, abre o olho que vai perder o emprego para inteligência artificial. O que essa pessoa tem que fazer, ao invés de lutar contra a existência da inteligência artificial, é tentar entender inteligência artificial e trabalhar junto.
Sim. É aquilo que eu falei, né? Construir pontes. Vamos construir pontes com a tecnologia. Tudo bem, o novo assusta, mas... Vamos encarar, vamos trazer para o nosso lado. Paulo, tem alguma pergunta que eu deixei de fazer que você gostaria de relatar antes?
Não, não, não. Você foi muito gentil, muito obrigado. Agradeço a receptividade, agradeço o pessoal da produção, sempre com muito carinho comigo. Vocês queriam que eu tivesse vindo na semana passada, mas eu não tinha... condições de vida, mas vocês respeitosamente adiaram para mim, para hoje. Então, agradeço. E do ponto de vista de informar a sociedade, eu acho que você chegou num ponto bacana. Você me parece, me demonstra uma experiência não só bacana quanto a isso, mas você consegue extrair bastante o que o teu entrevistado possa passar. Eu saio daqui feliz e saio daqui com uma sensação de que tudo foi abordado.
E eu até ia pedir desculpa se teve alguma pergunta que não fazia sentido. Enfim, eu tentei trazer um pouco do meu dia-a-dia, de obra. Enfim, para o nosso bate-papo.
Tudo foi abordado. E volto a repetir, sou um apaixonado por brigada de incêndio. Isso é uma coisa que eu levo, já tenho artigos escritos sobre isso. O dia que todas as pessoas entenderem a importância de uma brigada de incêndio, incêndio e brigadistas, salvaremos vidas.
É notório só de ver você falar o brilho no olho, eu que tô tendo a oportunidade, você que tá ouvindo, eu te aconselho, vai lá na plataforma do YouTube pra você ver de fato, na câmera fechada, o brilho no olho do Paulo aqui. Paulo, mais uma vez, obrigado pela sua presença.
Obrigado pela gentileza.
E mais uma vez agradecer o apoio da produtora de vídeos Infinity Plus, que torna possível a gente conseguir olhar aqui ao ver o brilho no olho do Paulo falando de Brigada de Incêndio. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constricast. da inovação e da união. Construir, crescer, arquitetura, engenharia e construção.
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