Pisos e Pavimentos de Concreto e Tendências | Podcast De Engenharia | ConstrueCast

Paulo Bina discusses concrete floors and pavements, covering design choices between asphalt and concrete based on loads, quality control across construction stages, and emerging trends in automation and industrialization for highways, airports, and logistics centers.
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Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Sejam bem-vindos, está no ar mais um episódio do ConstrueCast e hoje vamos falar sobre pisos de pavimento de concretos e tendências. O convidado de hoje é referência neste segmento e tem a função de trazer aí algumas provocações. Vocês vão ter um pouquinho de noção de quem é o convidado de hoje. Paulo Bina, seja muito bem-vindo ao nosso podcast.
Obrigado.
Já é importante, você que está assistindo ou ouvindo pelas plataformas de áudio, já pega caneta e papel, porque você vai se surpreender ao longo desse episódio. Seja bem-vindo mais uma vez, Paulo.
Muito obrigado, Gertrin. Eu que agradeço.
Paulo, para iniciar nosso bate-papo, eu queria que você contextualizasse um pouco tipos de pavimentos, né? E como que funciona, né? Desde essas questões de estradas, ruas e chegando aí dentro das edificações.
Ok. Na verdade é assim, a parte... todo mundo reclama. Todo mundo fala mal do coitado do pavimento. Principalmente quando você bate num buraco. Mas precisa entender como é que isso é concebido, projetado e operado. Então, a parte de rodovias, você tem que seguir normas muito específicas. Então, você não consegue fazer mudanças Conceituais. a não ser aquelas que te dão como alternativa que você tem na norma. Pronto. Na área já de ruas, parte urbana, são as prefeituras que definem os critérios de dimensionamento, de utilização das várias vias. O que são as artérias de ruas secundárias, ruas terciárias. As prefeituras definem isso dentro do próprio critério urbanístico. Onde você tem mais possibilidade de fazer uso e tem mais interferência? A partir do momento que você saiu da guia e sarjeta, para dentro do empreendimento. Aí que vai desde a calçada, onde vai o portão, onde é que é o acesso, onde é que são os estacionamentos de caminhões, carretas, ônibus, tá certo? Veículos, acesso de pessoas, balança.
E até antes de a gente se aprofundar um pouco mais, como que funciona esse processo de fiscalização para que a qualidade desses pavimentos estejam de fato dentro daquelas normas?
Não só norma, mas até dentro do projeto. Você precisa ter órgãos de fiscalização, o que a gente chama aí de controle. E o controle tem que ser exercido em todas as fases. Não adianta eu querer olhar quando o pavimento final da rodovia está pronto, se eu não olhei como é que foi feita a compactação do solo, se eu não analisei e controlei a compactação das camadas de agregado. Se eu não controlei na origem, se for por exemplo o asfalto, se eu não vou lá na usina ver como é que o asfalto tá saindo da usina pra ser aplicado, se eu não controlo a chegada dele lá no campo, tá certo? O asfalto tem um problema seríssimo de temperatura. Se ele estiver fora da temperatura a mais ou a menos, você perde o desempenho dele.
Entendi.
A mesma coisa o concreto. O concreto também. Eu tenho que ir lá, está certo? Desde a usina de concreto, olhar se o material que está sendo usado para fazer aquele concreto está adequado. Então, tem os vários, as várias etapas que têm que ser controladas. Você pode ter um órgão gestor desse controle, uma gerenciadora, uma fiscalização, como é o termo mais comum aí na área de pavimentação, fiscalização. E tem que ter o laboratório de controle de todas essas etapas. Não é só a pessoa que vai fiscalizar, mas sim fazer os ensaios adequados para confiar e para garantir que aquilo está certo.
E essas gerenciadoras, elas são importantes porque elas têm um papel ali neutro, né.
No... Tem que ter.
No projeto, então... Tem que ter.
Tem que ser uma pessoa que esteja, uma pessoa mesmo, para eles, ó, uma instituição que seja totalmente isenta.
Isenta. Paulo, e como é definido a escolha de uma solução para um determinado tipo de pavimento? Exemplo, eu acompanhei algumas obras ao longo da minha passagem. Sou apaixonado por construção civil, já acompanhei obras de aeroportos, usinas hidrelétricas, estradas. Enfim, e eu noto que, por exemplo, um pavimento de aeroporto é muito parecido com a obra, por exemplo, que eu acompanhei do Rodoanel, em alguns trechos ali. Então, em algumas situações eu vi que tem muito uso de concreto. E em alguns outros trechos tem muito asfalto. Então, como é definido o tipo de solução construtiva para cada tipo de ambiente?
Basicamente, você tem dois fatores. O primeiro deles é capacidade de suporte do terreno que você está instalando a operação. Então você fala em aeroportos, por exemplo, tem que fazer um ensaio em todas as áreas, seja ela na pista de pouso, seja ela nas vias de manobra ou nos pátios de estacionamento. Para cada uma delas, você tem condições de solos diferentes. E, portanto, você tem que comparar isso com as cargas que você tem em cada uma dessas áreas. O avião quando pousa ou quando ele decola, mas principalmente quando pousa, o impacto que ele causa no pavimento e por consequência para as camadas de baixo é violento.
É, eu ia te perguntar se tem alguma diferença em algum ponto ali da cabeceira da pista, por exemplo, nas pontas e no meio.
Total. Cabeceira de pista é o que toma impacto e pesado. É um pavimento muito estruturado em todas as etapas. Tem que ser um solo melhorado, tem que ser uma camada de material granular normalmente mais elaborada. Muitas vezes você faz a mistura do solo ou do agregado com cimento para você poder reforçar, para você fazer maior competência. até você chegar na camada final, seja ela de concreto ou de asfalto, que tenha o melhor desempenho que suporte aquilo. Agora vamos mudar pra outra área que é pior do que aeroporto, Portuária.
Área portuária.
Isso assim, você tá em cima do mar, tá certo? Literalmente.
Inclusive, só deixar um adendo aqui, quem está nos ouvindo pelas plataformas de áudio, você está tendo a oportunidade de acompanhar no canal do YouTube algumas imagens de pistas de aeroportos com impacto de pouso, imagens de... de portos, com movimentação inclusive de empilhadeiras, contêineres. Então só para vocês entenderem um pouco mais, ou seja, a gente está contextualizando no canal do YouTube que vocês conseguem unir som e imagem. Pode continuar, Paulo, desculpa.
Então é isso aí, Paulo. Comparável com aeroporto, é porto. Equipamentos pesados, Ok? Uma empilhadeira daquela que eleva os containers para colocar um sobre o outro, ela tem cento e tantas toneladas no eixo dianteiro.
É comparável... E não tem abastecimento ali, né?
Não tem nada. Entendeu? Então, ele é comparável com o aeroporto. 40, 50 de espessura para você poder suportar. Ainda com situações piores, porque o avião, quando está estacionado, a carga dele é só de carga e descarga. Abastece, carrega, descarrega, é só isso. No porto, é diferente. Você deixa lá a carga por dias, horas, semanas, meses, Tem muita área do retroporto, que está para dentro de onde recebe a mercadoria do navio, que os contêineres ficam lá por meses, porque não está liberado, porque é uma importação que não tem necessidade de uso rápido.
Você depende ali de uma burocracia, inclusive, para liberação.
Tem que ter uma burocracia e tudo mais.
Pô, ainda nessa área de portos, eu atendi um cliente que ele tem um tipo de solução de grelhas, né? Pra... Bom, você deve saber do que eu tô falando. Que é uma grelha que ela fica no meio ali do... Entre a área de desembarque do navio e as áreas de estoque desses containers.
Sim.
E eu fiquei impressionado com a capacidade de resistir, por exemplo, ao peso dessa empilhadeira com esses containers.
Sim, absurdo.
Como é definido isso? É vocês que definem isso junto com, por exemplo, que tipo de solução? Porque eu já vi outros pontos ali, outros portos que tinham uma outra solução que quebrava aquela tampa, que não resistia, que, enfim, que acabava criando ali sérios danos, inclusive comprometendo a logística de carregamento desses navios. Qual é o grande desafio para vocês nesse processo todo?
O grande desafio é chegar na pesquisa e conseguir informação adequada quanto à utilização. Esse checklist, essa tabela de inquisições, para saber para que vai ser usado, é a coisa mais difícil que tem. Por quê? Porque muitas vezes o empreendimento está sendo feito, montado para uma determinada destinação e durante o tempo de construção ou até de próprio uso há uma mudança de utilizações, das quais você muitas vezes não consegue ter nem suposição do que vai acontecer. Então você falou, por exemplo, mesmo na área predial, simples, vamos pegar, você mora lá num edifício, no teu prédio tem mais um, dois prédios, então tem o estacionamento, coisa pequena, 200 carros, 300 carros, tá certo? Ok? Estava tudo funcionando normal, aí meia doza de colegas, vizinhos, compram essas caminhonetes que pesam 1.500 quilos por eixo. Olha o que acontece. Vai ver as grelhas, por exemplo, de captação de água.
Verdade. Isso é notável mesmo.
Então, mas peguei um exemplo pequenininho. Agora, pega esse pequenininho e leva... Para.
Um projeto de grande escala.
Até a Ego Portuário ou até Portuário.
E nesse como você participa aí de grandes projetos, né? Enfim, desde que a gente vai entrar daqui a pouco em centros logísticos, mas falando desse caso de portos, Quando você desenvolve um projeto desse, porque a gente fala muito da importância de investir tempo.
Em projeto... Tempo na pesquisa para definir os padrões que você precisa adotar para o projeto.
Isso, mas isso já não...
O projeto é só conta.
O projeto é só conta, mas essa questão de pesquisa, por exemplo, em relação inclusive à utilização, você não é muito pensado numa possível mudança de operação? Por que eu estou te perguntando isso?
Depende.
Eu fui visitar o projeto, o aeroporto, de confins. E conversando, o arquiteto de lá, o Marcelo Barbosa, um grande amigo, ele estava me explicando como é pensado um projeto de aeroporto. Porque você pensa ali, você pensa no hoje, daqui 10 anos, enfim, daqui, sei lá, 20, 30 anos, com aumento populacional e tal. Nesse caso de portos, Também não tem esse tipo de situação? Não pode existir esse tipo de situação?
Tem que ter. Precisa ser, tá certo? Desse jeito. Porém, há coisas que você tem controle.
Exemplo.
Exemplo, por exemplo, a mudança de categoria de aviões.
Tá certo.
Se você esteve com ele lá, ele explicou que você tem que fazer a pista com o mesmo número, tá certo? É um número, é uma definição de número das aeronaves que vão estar operando naquele lugar. Só que daí há uma mudança nas aeronaves. Muda aquele número. O que você faz? Entendeu?
Entendi.
Então nós fazemos várias vezes isso. Nós fazemos, até aqui pra próxima, aqui com Goiás. Chegou uma aeronave nova e para a empresa de seguro liberar que a aeronave pouse, precisa verificar se a pavimentação que está lá hoje atende o número daquela aeronave. É o número.
Entendi.
O que é esse número? Ele leva em consideração a pressão do pneu, distribuição dos pneus, das cargas, tá certo? É um número que existe, isso daí inclusive também segue norma internacional, aí não é nem nacional, tá certo? Que você tem que pegar, estudar isso daí, e daí você tem que fazer a verificação daquele pavimento que existe hoje, se ele tem condições de atender aquele tipo de especificação.
E aí, não atendendo essa aeronave, você tem que direcionar para outro aeroporto.
Ou você tem que dar a solução, tá certo? Fazer um reforço. Normalmente, a parte aeroportuaia, você consegue fazer reforços. E vale a pena, porque são trechos normalmente longilíneos, então é mais fácil você trabalhar. Porto de Santos. Há um cliente lá nosso, por exemplo, que veio com uma pergunta. Olha, nós estamos lá, o pátio inteiro, são mais de 200 mil posições de containers, está projetado para cinco containers de alta. de empilhamento. Nós vamos passar para 6. Bom, começa do seguinte, a empilhadeira para 5 de altura é uma. Para 6, você já vai ter que mudar o equipamento. Ok? De 92 toneladas no eixo dianteiro foi para 112.
Nossa, aqui é mudança.
Entendeu? Então, lógico, ainda essas empresas conseguem ter essas informações e pedir para o meio técnico definir as diretrizes de que fazer, até ao ponto da canaleta que você citou. Mas a canaleta vai aguentar? Não, canaleta não vai aguentar. Vai ter que trocar.
Vai ter que trocar.
Tá certo? Você vai ter que mudar a classe da canaleta. Tanto da estrutura da canaleta quanto da grelha. Tá bom? Mas então, eu peguei um exemplozinho do prédio onde você mora. que o carro compor a caminhonete de tonelada e meia pro eixo, tá certo? Até o nível de onde você quiser, não tem limite pra isso.
É muito interessante esse nosso bate-papo, porque até pra pessoas que de repente, algumas pessoas que não são da área de arquitetura, engenharia e construção, andando na própria rua, até agora eu tô lembrando de um caso, e eu fui entrar com o carro num estacionamento de uma farmácia. E aí eu vi que a grelha de acesso entre a calçada e o estacionamento está toda danificada. Ela está toda funda. Eles tiveram que trocar inclusive até em função... Com a movimentação dessa obra, acabou entrando caminhões pequenos para descarregar água para o pessoal e danificou. Então são exemplos de mudança aí.
Mesmo que você tivesse feito o projeto considerando utilização de estacionamento e de farmácia, colocando os coeficientes de majoriação de carga que as normas de projeto exigem. Mesmo você reduzindo o desempenho em função dos coeficientes de minoriação de desempenho que a norma exige. Mesmo assim não atende.
Entendi.
Entendeu? Por quê? Porque é uma situação qualquer outra orbitando sobre a obra da farmácia lá Acabou causando esse dano.
Então você não tem controle disso, realmente.
Mas assim, por exemplo, a AIA jamais rodoviar e tudo mais, você segue as normas e na norma é obrigatório definir o padrão de tráfego que você vai ter, ok? O modelo. Hoje se você pegar o Denit tem lá 9, 10 modelos diferentes de caminhões que podem passar. Defini que é o modelo E7. Aí só falta fazer uma resposta. Quantos vão passar? Porque é carga repetitiva.
E aquelas cargas especiais, elas entram nesse processo? Você tem aquele Porto de Santos, aí você tem aqueles caminhões com vários eixos ali, sei lá, não sei a quantidade exata, mas às vezes eu lembro também que eu descia pra atender a foite, e a gente levava aquelas turbinas, então vinha aquelas carretas gigantes, aí chegava ali para... 48 pneus. Isso, então elas paravam, tinha que desviar, tinha que parar a operação da pista da imigrante, porque ela não podia descer por uma outra. Em função, acho que da quantidade, da distância entre os pilares do...
Largura...
Largura...
Comprimento... Se você não tiver um raio adequado e de curvatura, ela não manobra.
É, ela tinha que, inclusive, distribuir ali os eixos pra questão do distribuimento do peso dela.
Isso. Mas assim, Paula, é... Entenda que isso são cargas excepcionais. Então, ela tem um peso alto, uma frequência baixa.
Entendi.
Que é isso que as pessoas, inclusive, não entendem. Ah, isso daí é pra tráfego pesado. Tráfego pesado não quer dizer que é só carga do eixo alto.
Entendi.
É frequência alta.
Que é essa frequência que danifica, inclusive.
As duas coisas. A conjunção entre você ter cargas maiores e o aumento do número da frequência é que causa o dano.
Tá. Agora, Paulo, eu queria entrar nessa parte de soluções de pavimentação, ou seja, da calçada para dentro dos empreendimentos.
Opa, agora está mais fácil.
Primeiro, eu queria que você agora contextualizasse ali os diferentes tipos de pavimentação para a gente se aprofundar um pouco mais no assunto. Quando você vai desde um... um tipo simples, que é o que a gente falou de um prédio residencial, prédio comercial e já também aí pra gente entrar nessa questão de edifícios logísticos, enfim.
Quando a gente consegue ter um bom diálogo com a parte de implantação, Não chamaria só de arquitetura. Vamos chamar assim, que faça a parte de implantação do empreendimento, que tem logicamente arquitetura, mas tem o vial, tem o pessoal de drenagem. tem o pessoal da terraprenagem, quando entra nesse grupo, todo mundo já discutindo a situação, é muito mais tranquilo, porque quando você fala em trechos longilíneos, trechos retos, sem muitas curvas, você vai ter um tráfego razoável. Ótimo. Se aumentar o tráfego nesse trecho, tá tudo fácil, você consegue reforçar e fazer. O problema está quando você começa a entrar nas áreas de manobras, curvas, caminhões, principalmente carretas. Porque você tem o arrasto dos eixos traseiros da carreta. Eixo traseiro de carreta no manobra. São os três eixos fixos. Então, quando ele faz a curva, ele tem não só o esforço vertical, como tem o esforço horizontal, arrastando os pneus sobre o piso, que é o grande problema crítico, mais crítico para o asfalto. Então, é comum você fazer empreendimentos onde você tem trechos longe de linhas, por exemplo, em asfalto, e toda a parte de curvas e pátios de manobra em concreto. Por quê? Porque o concreto resiste mais a esse tipo de esforço.
Paulo, para não esquecer, nessa sua fala, agora que você citou que é muito importante, quando eu tenho um empreendimento comercial, que geralmente acontece muito, industrial comercial, logístico, você tem ali as docas. Só que essas carretas, para elas manobrarem, muitas vezes elas precisam acessar A rua. Só que essa rua, eu entendo que ela não foi pensada, né? Essa pavimentação não foi pensada pra receber esse tipo de carga, né? Como você falou dessa questão da manobra que, enfim...
É crítico.
É crítico. Aquele empreendimento, ele tem que se responsabilizar pelo reforço daquele trecho de manobra ali, daquela via ou não?
Da via pública.
Eu estou te trazendo isso porque isso assim...
Não é comum, mas deveria ser obrigatório. Porque se você fez um acesso, se você fez uma área de manobra, como você está chamando, para entrar no empreendimento, aquela pavimentação vai deteriorar muito rápido. Quando você está numa beira de uma rodovia, A legislação rodoviária exige que você faz a pista de desaceleração e aceleração, que é responsabilidade do empreendimento.
Entendi.
Não é do órgão público. Ele fala assim, ó, até aqui é meu. Daqui pra cá os teus caminhões vão manobrar, vão fazer aceleração, desaceleração, que é outro esforço muito pesado, Um caminhão, quando ele vem faiando ou ele vem acelerando, ele causa um desgaste absurdo. Tração.
Tração.
Isso.
A tração também causa esse...
É.
Não, e é engraçado esses pontos que você está trazendo, porque nunca passou pela minha cabeça isso.
É, mas é normal. Então, quando são empreendimentos onde estão à beira da margem da rodovia, eles são obrigados a fazer a pista de aceleração e desaceleração.
Entendi.
Quando é urbano, não tem essa obrigação.
Porque daí já é pensado...
Não, não. Mas deveria, mas não é.
Bom, então... Pra quem tá acompanhando, tá entendendo a aula que estamos aqui hoje.
E a gente alerta. A gente avisa. Tá certo? Fala, olha... Você vai ter problema na tua porta pra fora. Ok?
Entendi. Ô Paulo, e vamos entrar agora nessa parte de... Assim, é um assunto que a gente precisaria de pelo menos aí três ou quatro episódios pra tratar. Acho que a gente... Outro dia a gente vai marcar pra falar especificamente de um tipo de... Por segmentos. Por segmentos. Mas conversando com você fora das gravações, a gente estava falando de centros logísticos e também dessa questão do, mesmo dentro de uma indústria, você tem a questão do operador de empilhadeira. E como que o pensar no pavimento é importante, tanto na produtividade desse centro logístico e também na saúde desse operador, só que quando você está construindo ali, vendendo uma solução para a construção de um centro logístico, de uma indústria, você tem a questão dos investidores que não vivem ali o dia a dia da operação. Como que funciona?
É diferente quando você faz um centro logístico para um operador logístico, a preocupação é diferente do que um centro logístico para exploração.
Então, você pode falar um pouquinho desse...
Até assim, cada um tem a sua fonte de argumentação, que não deve ser desprezada, tem que ser questionada. Se você está fazendo um galpão logístico do qual você não sabe qual vai ser a utilização, você vai encontrar vários investidores que falam o seguinte, não, faça o mínimo do mínimo, porque eu não sei para quem eu vou alugar, E em função disso, se precisar, depois lá na frente eu resolvo. Aí tem o outro investidor que fala assim, não, não, não faça o mínimo do mínimo, faça o que a gente brinca que é a classe média honesta, tá certo? Faça uma classe média honesta, uma capacidade de carga de tanto, empilhadeira para tanto, ok? Que eu possa colocar estante até tanto, por quê? Porque eu vou vender essa possibilidade de utilização para os potenciais clientes que vão ocupar o meu prédio.
Entendi.
Isso a gente chama assim, é a proposta comercial que quem vai operar a locação dos espaços vai apresentar e a gente até pede que anexe ao contrato de locação. Você está alugando o meu prédio aqui, esse prédio está calculado para estas condições. Empilhadeira de tantas toneladas, estante de tantas toneladas, carga distribuída de tanto. Legal? Está combinado? Combinado. O que é o mais racional? É a grande parte dos que fazem empreendimentos na área logística. Principalmente as grandes corporações, que têm que prestar conta para alguém. Porque senão depois parte a conta de manutenção e daí vai explicar como.
Paulo, até assim, para não perder a oportunidade, mas como fiscalizar isso? Porque tudo bem, você tem ali um contrato, você tem ali as condições de operação e tal, mas imagina que no dia a dia, é difícil fiscalizar. E esse piso, esse... Enfim, começa a se danificar. Como que eu identifico que é por conta ali da operação?
Pela patologia que aparece.
Entendi.
Aí ele vem bater lá na frente. Ah, o que eu piso tá apresentando uma patologia, tem uma fissura aqui, tem um problema ali, que ele apresentou um afundamento a colar, etc e tal. Você vai olhar, a primeira coisa que você fala. Fala, ó, peraí, a condição daqui é essa, você tá me trazendo aqui, o que tá sendo utilizado é completamente diferente. Ok?
Entendi.
Isso é o mais normal. Só que todo mundo espera acontecer. Essa é grande parte do nosso trabalho. É fazer visita para explicar e para orientar o que fazer. Chega ao ponto assim, você vai olhar lá, é um galpão típico, o típico hoje é 5 toneladas, 6 toneladas por metro quadrado, empilhadeira de 6 toneladas, peso no eixo lá dianteiro, empilhadeira de 3 e pouco por eixo, 5 por eixo, estanteiria de 3 e meia, 4 toneladas. Você vai olhar a operação, o sujeito está empilhando bobina de papel na vertical.
Entendi.
Entendeu? Então, ao invés dele ter pontos de apoio de uma estante, ele está tendo conjuntos de blocos de bobinas de papel estocados um ao lado da outra e empilhados.
E aí você começa a concentrar.
Massificar.
Massificar.
Concentrar a carga.
Interessante.
É, até porque assim, a operação de bobina de papel é completamente diferente do que a operação logística convencional.
E aí entra naquela questão que você falou lá no início, que fala assim, nem sempre você tem controle da utilização do espaço.
É, por isso que tem que estressar isso. A utilização é aquele tipo de assunto que a gente estressa ao máximo para você tentar definir qual é a envoltória, qual é o limite que você vai poder trabalhar. Em função disso, fazer um projeto que seja racionalmente adequado, economicamente viável, ambientalmente sustentável e que atenda o operador. Operador? Quem? Não só o operador do negócio em si, que tem que movimentar a carga, mas você chegando até o ponto do operador de empilhadeira. Que é o que você perguntou, né?
É que eu queria, inclusive...
Eu brinco assim, se alguém tem alguma dúvida, pega uma carona com uma empilhadeira, dá duas voltas lá e vai ver onde é que vai parar a tua coluna, né?
E eu queria agora, se possível, você entrar nessa questão da qualidade e produtividade, ou seja, como essa qualidade do pavimento reflete diretamente ali na saúde e na produtividade desse operador, trazendo como exemplo Empilhadeira.
Que é o ganho de volume na elogística, ainda é. A empilhadeira não tem um sistema de suspensão, de composição, de compensação. Então, em cada junta que você passa, o impacto vai direto para o banco do operador, que mesmo que tenha uma espuminha razoável, um poliuretano está sendo injetado razoável, mas acaba batendo na coluna do operador. Legal? Então assim, uma das coisas que a gente vai nesses lugares, a gente já chega pro operador e fala assim, onde é que estão os problemas? Ele sabe direitinho. Ele fala, corredor C, na terceira linha, tá certo? Pode ir lá que é lá. Não tem erro. Por quê? Porque é ele que sofre. E não é o nosso uso, por exemplo, de uma via urbana, que você passe eventualmente. Ele passa cada 10 minutos. E passa de novo. E passa de novo.
E ele vai sentindo naquele ponto...
Ele sabe direitinho. Ai! Entendeu? Então, assim, os grandes estudos têm sido e vão continuar sendo ainda a curto prazo para a melhoria de você fazer pisos ou com menos juntas ou com juntas mais confortáveis. Menos juntas, você tem uma restrição que depende do próprio edifício, porque ele tem as juntas de dilatação dele. Você tem as juntas que são obrigatórias, porque eu não consigo fazer um piso com uma dimensão muito grande.
Entendi.
Eu tenho que receber materiais, concreto, etc e tal. Tem que ter gente trabalhando lá que consiga fazer um pano por dia. Um pano, um pano quer dizer um trecho por dia.
E existe um limite desse pano?
Razoável, sim. O normal de você fazer se for uma empresa de execução de piso mediana de 800 a 2 mil metros quadrados por dia.
E ainda dentro desse tema, hoje a gente tem a questão dos concretos em fibra. Isso consegue uma área maior ou isso não influencia?
Não, aí é outra situação. É uma questão de como estruturar.
Entendi, porque assim, eu imagino que ele facilite ali o... Melhore ali essa questão das fissuras e tal, mas eu não sei se pra esse tipo de solução específica...
Não, é que a junta, eu tenho que fazer aquela limitação. Quantos metros quadrados vai fazer por dia? Tá bom, vou fazer tanto. Então vai fazer tanto por tanto.
Entendi.
Vou fazer dois mil metros quadrados. Tá bom. Você vai fazer dez metros de largura por duzentos, ou você vai fazer quarenta por cinquenta.
Entendi.
Entendeu?
Porque não adianta eu deixar para amanhã porque eu vou ter...
Ok, no dia seguinte eu tenho que dar continuidade, criou-se uma junta.
Sim.
Quer dizer, de algum jeito você tem juntas que elas podem ser programadas ou não programadas, mas vamos dizer, a grande maioria é programada. Aquelas que são programadas, o concreto é um material que ele tem perda de volume a curto prazo Que é o que a gente chama usualmente de retração. Ele vai ter um encolhimento. Primeiro, pelas próprias reações do cimento com a água. Segundo, porque eu tenho um pouco de água sobrando quando eu faço o concreto, que vai evaporar, vai secar. E terceiro, que quando o cimento reage, Ele aumenta a temperatura. Aumentando a temperatura, ele dilata. E aí ele vem esfriando, ele encolhe. Então são os três fatores que você tem que olhar, que é o que vai definir o tamanho da abertura da junta.
Isso tem um controle total.
Quer você queira, quer você não queira. Tá certo? Isso você não foge. Aí você entra, vamos pôr um aditivo tal, porque já diminui uma parte da retração. Vamos já usar um cimento tal, porque não tem tanto calor de reação. Mas, de qualquer jeito, você está limitado àquela produtividade daquele dia, que no final te dá juntas. Hoje, você tem as juntas metálicas, por exemplo, para fazer a união de dois panos desse, que tem desenhos dos mais variados. As mais recentes, mais bem elaboradas, elas têm um desenho de uma cenóide. Então, o operador da empilhadeira não vai nem perceber que ele está passando sobre uma junta, Porque a rodinha não bate no canto da junta.
Você tem a distribuição ali, né?
Ela tem exatamente essa forma senoidal que faz com que não haja o impacto da roda na borda da junta.
Entendi.
Ok? Em função disso, muito menor volume de manutenção, muito menor reclamação dos operadores, melhor distribuição de carga, porque, inclusive, é uma junta que dá melhor distribuição. Então, assim, existem tecnologias para você poder fazer isso e melhorar o desempenho. Você fazendo tudo isso, entra no lado ambiental, porque eu tenho menos intervenções, menos manutenções, menos problemas, menos trechos a quebrar, menos trechos a refazer, menor impacto ambiental ao longo do tempo.
A minha pergunta, inclusive, você leu meus pensamentos, justamente sobre essas questões ambientais. Primeiro episódio do Constricast foi com o arquiteto Zanettini, que como você conhece bem, é uma grande referência de boa arquitetura e eu entendo que a boa arquitetura é pensada É uma questão pensada, não é uma coisa que você tem que seguir obrigatoriamente. Eu tenho que atender uma norma de sustentabilidade para receber um selo. Com Zanettini eu aprendi...
Usar mais o lado criativo, menos racional. mais do lado criativo e emocional.
Isso, e o Zanettini tem, por exemplo, para mim, um grande case, que é o SEMPS, do Rio de Janeiro, que é um projeto, por exemplo, não tem ar-condicionado naquele edifício, e é impressionante, sabe, como tudo funciona. Aí eu queria que você trouxesse um pouquinho como, qual é, o que é pensado nessa questão do pavimento para atender ali de curto, médio e longo prazo e atendendo, lógico, as questões ambientais. Porque, tudo bem, esse pavimento vai durar cinco anos, dez, trinta, cinquenta. Então, assim, dependendo da solução que você traz, ele vai ter um impacto ambiental bom ou ruim? Como que funciona?
Assim, vamos dizer, não vamos chamar de impacto ambiental, vamos chamar assim, Curva de desenvolvimento de vida útil versus o que vai sobrar.
Tá.
Tá bom? Ok? Vamos levar um exemplo? Desculpa eu às vezes fazer esses...
Não, não. Tá certo.
Paralelos. Tá certo? As parábolas. Mas é só pra gente imaginar. Tô fazendo uma impermeabilização. Qual é o tempo que a indústria de impermeabilizante te dá como garantia da impermeabilização?
Eu não tenho.
Cinco anos? Dez anos? Dez anos já é o sujeito que está pondo a cabeça dele a premium. O que você faz com a impermeabilização quando você tem que fazer uma substituição? Arranca tudo e vai fazer outra.
Sim.
Para onde você manda esse material da impermeabilização? Aterro classe 1 se for de base asfáltica. Se for base em betume. Aterro classe 1. Vou fazer outra igual?
Interessante. Boa provocação.
Adoro. Entendeu? Então assim, vamos pegar o caso específico, já que você citou, do SEMPS. O SEMPS, em todo o projeto, ele foi concebido em cada uma das etapas como tendo o menor impacto. Então, por exemplo, na área de pavimentação que a gente teve lá a participação, toda a base foi feita a partir de todo o entulho que tinha na ilha do Fundão. Foi recolhido todo o material, foi triturado, britado, para ter os tamanhos adequados, para que você pudesse fazer as camadas de pavimentação, para que inclusive a pavimentação fosse a mais fina possível, dando o mesmo desempenho ao longo do tempo do projeto e, portanto, você teve o menor consumo de tudo.
E tudo reutilizado, material reutilizado. Ok.
Mas vamos colocar dessa forma. Só para a gente ver como essa parte ambiental, o que eu sempre defendo, é uma somatória de pequenas parcelas. Deixei de trazer brita de uma pedreira para fazer essa parte. Estou usando material que está aqui. Quantos caminhões a menos estão entrando e saindo da obra? Qual o volume de tráfego que eu deixei de gerar na rua que vai ficar mais gente parada por conta de congestionamento? Qual é o menor impacto de uso de combustível para tudo isso?
Estou tentando fazer a conta aqui.
É a provocação, né? Exatamente o que você fala. A gente tem que fazer essas preocupações em todas as ações que a gente faz, para que nessa somatória de pequenas parcelas, É o que vai te dar o menor impacto ambiental.
E essa movimentação desses caminhões, você tem também a questão da danificação desse asfalto. Tem uma série de coisas.
Entendeu? É uma somatória. Mas eu falei aqui 5, 6. Você quer chegar em mais itens do que isso? As lojas que o motorista do caminhão deixou de gastar para ir buscar uma viagem lá não sei aonde para pegar um resíduo de construção que estava ali do lado. Entendeu? Quer dizer, você vai até o nível não só ambiental, impacto ambiental, como eu digo impacto social. É isso que eu estou falando.
Sim.
Quantas horas a menos aquele motorista teve que trabalhar para fazer a mesma mudança de carga de um lugar para o outro, tá certo? Que vai melhorar a qualidade de vida dele.
Sim.
Né? Não só ambiental, social mesmo.
Paulo, como você entende que, para você ter um bom desempenho de uma obra, como a gente citou agora, porque essa forma, esse pensamento, por exemplo, de montar aquela usina ali para reciclar esse material de uma forma que você não precise trazer materiais de outros lugares, O profissional, no caso talvez de arquitetura, ou então as empresas que estão ali envolvidas, qual que é o grande desafio? Porque você tem um custo também ali para investir naquela usina, para reciclar esses materiais. Então, como convencer ali um investidor, aquela pessoa que está investindo?
A primeira coisa é assim, consciência. Tá certo? Que eu elogio e apoio todo tipo de iniciativa como a de vocês. Mais importante do que o que você está fazendo hoje são essas provocações para que as pessoas pensem diferente. Senão a gente entra pela nossa necessidade do dia a dia sempre no automático. Faz sempre do mesmo jeito. Faz tudo igual. Então, nós sempre fomos de pensar diferente. Nós provocamos sempre a pensar diferente. Ok? E o trabalho de vocês é o mais importante que tem, porque não adianta eu ser sozinho, pensando desta forma, se não houver mais gente que também esteja pensando desta forma, de modo que quando você vai chegar na frente dele para discutir o assunto, e entenda o que você está falando.
Sim, você tem mais gente pensando.
Você preparou a horta.
Sim.
Tá certo? Vocês são a base, quer dizer, esse tipo de comunicação que vocês fazem, que é exatamente levar a informação, essa provocação e tudo mais, pra fazer o preparo da horta. Aí alguém vai lá adubar, o outro vai plantar, o outro vai regar, tá certo? E todo mundo vai colher um material melhor.
Sim, inclusive quando você tem a participação, né, doutor, do que até eu falo, que aqui no Construir Quiete a gente tem o propósito de construir pontes.
Sim.
Porque quando você envolve o pedreiro, o mestre de obra, o engenheiro, o arquiteto, né, porque todos têm um papel fundamental. naquilo. E muitas vezes o investidor, quando ele vai contratar, quando ele vai investir nesse espaço, pensando ali na participação de todos, você tende a ter um espaço muito melhor.
Vamos colocar uma coisa bem simples, bem simplesinha, tá certo? O investidor, tá certo? Vamos dizer que ele tem um motorista que o leva de trás, ou ele pega o Uber que o leva de trás, sei lá. Mas normalmente ele tem um motorista que faz isso. Se o motorista estiver te ouvindo, ele vai chegar pro patrão dele e falar assim, pô, doutor, você viu aquele negócio lá que falaram lá? Pô, negócio legal, né? O senhor já olhou aquilo? Já plantou a semente.
Já plantou a semente.
Tá certo? Então, a propagação da boa informação provocativa no sentido de fazer melhor a civilidade é o que vai trazer o bem comum.
Realmente.
Então, a moça que faz a refeição lá, que faz a limpeza, tá certo?
Porque tem coisas que eu ouço do meu filho de oito anos que eu falo, cara, como assim? Peraí, deixa eu dar uma atenção aqui.
E aí é que vem a qualidade da informação.
Sim.
De má informação tá cheio, né? Sim, está cheio.
É, e as pessoas hoje tomam partido muitas vezes por um título. E é importante, igual agora, quando você veio, aqui que a gente começou a conversar, eu falei, isso aqui a gente vai dar um outro rumo para esse bate-papo e você já está convidado, inclusive, para voltar depois para a gente conversar, fazer uma roda mesmo de, sabe, um bate-papo onde tem um engenheiro, um arquiteto, uma pessoa que está ali na operação do dia-a-dia, Depois do nosso bate-papo, eu já falei com a Gabi para ir atrás de um operador de empilhadeira, porque... Ah, tranquilo. Isso é... Você entende. Agora, assim, acho que quem está ali.
No dia a dia... Vamos pegar mais um exemplozinho do operador da empilhadeira. Está certo? Se você melhorou o desempenho dele, não só econômico. Não estou falando só que ele melhorou a produtividade dele. Não é só isso. Vamos levar para o lado social. Ok? Ele vai chegar em casa no final do dia menos cansado. O filho dele vai pedir pra ele banhar, ele consegue se ajoelhar no chão e brincar com o filho.
Não, é uma série, né, de...
É muito extenso isso. Sabe, é aquele negócio que você joga uma pedrinha, forma aquela maiola, tá certo?
Sim.
Que vai criando aquela onda de mudanças, etc e tal.
E quando você fala dessa questão da consciência, de quem está financiando tudo isso, faz todo sentido.
Em todo aspecto. O sujeito que faz a empilhadeira, que industrializa a empilhadeira, o sujeito que vai fazer uma decisão de fazer um piso lá, entre pôr a junta e não pôr a junta, que vai dar menos impacto para o sujeito, tem que pensar nisso. Não estão fazendo para mim. Eu estou fazendo em prol da coletividade, civilidade, civismo.
Paulo, antes da gente... e a gente vinha dizendo isso há bastante tempo aqui, tem algum ponto que você gostaria de chamar a atenção para esse nosso bate-papo?
Não, eu só ia dizer assim, a tendência disso vão ser os sistemas totalmente automatizados de armazenamento e movimentação de cargas. Começam a surgir agora aqui no Brasil, Europa fortemente, Ásia menos, mas nós vamos ter sistemas cada vez mais compactos, elevados, com um sistema automatizado.
Você já tem algum exemplo no Brasil? Porque geralmente as coisas demoram pra chegar. Mas tu falou isso pra automatização de grandes movimentações.
Tem um monte. Quem puxa sempre essa cadeia é a indústria farmacêutica. Pela diversidade de produtos que eles têm, de produtos e insumos, sempre eles são os primeiros da cadeia de movimentação. Segundo são as indústrias de alimentos. Há um cliente nosso, por exemplo, que é fabricante de massas, macarrão, aqui perto de São Paulo, no interior de São Paulo. Ele, dentro da fábrica dele, tem um equipamento automatizado de movimentação de carga, que é chamado transelevador. Então, assim, aí tem o pessoal... Isso acaba vindo numa cadeia abaixo. Quer dizer, exatamente pelo que você falou. Posso ver? Posso. Ah, tá bom. Você viu. Você fala assim, mas eu podia usar na minha casa também.
Sim.
Aí você vai ver o sujeito que faz a embalagem para ele montou um equipamento similar, de um tamanho menor, de uma produtividade menor, mas está montando o mesmo tipo de equipamento.
Como eu te falei, eu conheço, eu vi isso na BH, em Nova York, comprando equipamento audiovisual. Sabe o que eu estou falando? De equipamento ali, de escala, com peso pequeno, né? Assim, mas tudo bem, você tem toda essa...
Diversidade, mas massas pequenas.
Massas pequenas, isso. Então, assim, conversando com você agora, eu fico imaginando isso, num centro... Eu sei que existem centros logísticos 100% automatizados, mas eu fico imaginando isso... Nas.
Grandes redes já tem.
É, só que eu fico imaginando isso com pesos, assim, com...
Volumes maiores.
Volumes maiores, assim.
Não, não. É porque é assim, você vai segregar. Certo? Você não consegue fazer nada que resolva tudo. Você vai fazer os sistemas híbridos. Então, a parte, por exemplo, nos grandes da área de mercado, de venda de produto online, do e-commerce. No e-commerce, hoje, está cada vez mais rápido o avanço desses sistemas automatizados. Ah, vou colocar para a área onde carrega saco de cimento? Menos provável. Até por conta daquilo que a gente falou do custo da mercadoria.
Sim.
Mas na área de eletrônica, total.
É, eu sei que visitando aí fábricas de cimentos, eu vejo que assim, você tem um processo automatizado até certa etapa, entra nessa questão do híbrido, né, que você fala.
E chega no valor agregado do produto.
Sim.
Agora, se você tem isso daí, lógico, isso que eu estou dizendo, isso vai permeando do alto valor agregado, daqui a pouco isso vai chegar até lá na loja de material de construção, que você vai comprar dois, três itens lá. Tá certo? Vai chegar pra você uma caixinha com o negócio pronto. Então, isso que você compra hoje na área de eletrônica, etc e tal, daqui a pouco vai estar na área de conexão pra tubulação.
Sim. Inclusive, que é o que a gente chama hoje de experiência do cliente, né? Que tá tudo diretamente envolvido, né? Nossa, mas peraí, o executor fez a compra agora, como assim já recebeu? O caminhão já tá na minha porta entregando.
Não é isso? Quanto que hoje já representa o comércio esse suposto eletrônico, não é? É simplesmente uma via de facilitação de distribuição de mercadorias. Vamos colocar desse jeito.
E a pandemia deu uma acelerada também nessa questão.
Pesou bastante, mas até vai a esse nível. Hoje, quantos são os produtos que compra hoje à noite, amanhã cedo? Tá na sua casa.
Tá na sua casa. Paulo, tem algumas perguntas aqui vindas da internet e primeiro vou perguntar da engenheira Maiara Gomes. Ela pergunta o seguinte, é... Quais são as certificações que um piso intertravado de qualidade deve possuir?
Ok. Isso é muito simples, porque o piso intertravado, ele está debaixo de normas bem elaboradas. Tanto na parte de fabricação, como na parte de aplicação. Ok? A parte de fabricação, ele dá todos os parâmetros para você, inclusive, escolher os materiais, a certificação dos materiais, controle dos materiais, até o controle da peça fabricada, ok? E que você faça os ensaios certificando por lotes. Então, isso daí é ótimo, tranquilo. Há, inclusive, associações, como, por exemplo, a Bloco Brasil, é o nome da associação, onde os fabricantes se reúnem para chamar os que querem entrar num processo de fazer, inclusive, a parte de pavimentação urbana. É uma boa solução. Veja a Praia Grande, por exemplo. Outras cidades que têm aí o sistema de pisos intertravados, fabricados.
E a Praia Grande passou por um processo de transformação muito interessante nos últimos anos, bem colocado. Agora, tenho uma outra pergunta aqui do... Rodrigo, não sei se ele é engenheiro, mas enfim, é uma pergunta bem interessante. Ele pede para você comentar sobre o uso de pavimento de concreto em corredores de ônibus.
Isso está claro, que a necessidade da frequência de passagem dos ônibus O asfalto sofre muita deformação, então você faz em placas de concreto para que haja maior distribuição da carga e da frequência para as camadas de solo. Difícil de controlar, difícil, tá certo? Mas ele está introduzido no mercado, isso há muito tempo, começou mais ou menos há uns 30 anos na região lá de São Mateus, Ok? Lá naquela região, as avenidas que chegavam lá no Terminal São Mateus, e hoje está na cidade inteira. Ok? Problema de pavimentação, qualquer que seja. Não importa se é em tetravado, se é asfalto ou se é em concreto. É a drenagem. Então, se não tiver um projeto que contemple a parte da drenagem, você vai ter patologias. Nós já participamos de vários desses casos, tá certo? Vamos colocar mais recente o próprio Rodoanel, onde tinha problema de drenagem, não vai, não aguenta, tá certo? Então é muito, muito, muito importante para pavimentação, para piso, a drenagem.
E esse ponto de drenagem, na verdade, é importante, acho que não só nessa questão de obras e corredores de ônibus e rodovias, como em vários, até no empreendimento, até no empreendimento pequeno.
Ainda mais quando nós estamos nessa fase, eu não chamaria de mudança, mas eu estou dizendo assim, de consequência climática em função da gente estar extrapolando alhas permeáveis, ilhas de calor, Vamos falar, citar as pequenas coisas, onde você está ganhando concentração de chuvas intensas, acima do normal, não estamos falando nem inundação como essas do sul lá que estão acontecendo, mas pegando só quantidade de chuva que está acontecendo e a concentração de chuva. Elas estão mais concentradas. Está chovendo um volume maior no menor espaço de tempo.
Aqui também é uma coisa que foge do controle no caso.
Consequência da urbanização não administrada das áreas permeáveis.
E aí eu tenho mais outra pergunta aqui, da Gabriele Garcia, também engenheira, ela pergunta o seguinte, Com o apoio da indústria, existem materiais que contribuem para a sustentabilidade dos pavimentos? Na verdade, ela se refere à questão da importância da indústria no desenvolvimento.
Total. A indústria tem a competência de desenvolver sistemas ou produtos que possam melhorar. O que acontece é que nem sempre ela consegue levar esta informação ao nível de obra, ao nível do mercado, ao nível de quem é o poder decisor. Ok? Falo isso pela minha experiência. Eu venho de indústria, tá certo? Na indústria, então, tinha-se a área de desenvolvimento de produtos com produtos fantásticos, né? E o difícil é você levar essa informação até chegar ao nível do canteio de homens. Então, quando a gente começou a fazer, há 30 anos atrás, a parte de pisos e pavimentos, foi exatamente uma necessidade de alinhar a necessidade de mercado com aquilo que havia de disponibilidade da indústria. Então a primeira coisa que a gente levou, melhorar a qualidade do concreto do piso. Melhorou isso? Melhorou, então aumentou a durabilidade. Aumentou a durabilidade, diminuiu o resíduo.
Entendi.
Diminuindo o resíduo, então você conseguiu menor custo. Porque o custo não é só de construção, tem o custo de descarte. Na época nem se falava ainda na parte reversa de você ter que administrar aquilo que você produz.
Tem outra pergunta que eu vou fazer que está bem dentro disso. Como funciona o descarte de materiais vindo aí dessas demolições ou de reforma, né? Quando a gente fala de um prédio... Entulho. Entulho. Vamos falar de entulho. Como que funcionam esses descartes de entulho aí das construções?
Bom, existem normas específicas, tá certo? Um conjunto de normas que te dá todos os parâmetros para isso. A norma por quê? mais do que ela ser um agente de fiscalização, a norma é um agente de norteamento, de direcionamento. Então, a norma específica para descarte, armazenamento, destinação e potencial de agregados reciclados de construção civil é perfeita. Porque ela diz o seguinte, você vai demolir alguma coisa, você pode dar destinação dentro da tua própria obra ou você manda para uma unidade de reciclagem. É denominado área de transbordo e destinação de resíduos. Ok? Então lá diz, inclusive, você vai fazer uma área dessa, então faça desse jeito, faça daquele jeito, toma cuidado com a água e etc e tal. Então tá muito bem contemplado. Depois disso, no final da destinação, hoje você tem aprovação de uso de agregado reciclado desde produção de camada de preparação do solo até utilização para fazer concreto. Entendeu? Eu posso pegar um entulho lá. Ah, mas tem tijolo no meio. Não tem problema. Tá certo? Você pode ter. Quantos por cento você pode ter de tijolo? Tá certo? Ah, eu posso ter tanto. Ah, tá bom. Então, em função disso, você vai fazer isso, isso, isso. Você pode usar pra este, este ou aquele outro. Nós fizemos parte dessas comissões de norma, como fizemos parte da norma que foi criada a partir do resíduo de areia de fundição, que é um problema sério pelo volume de areia que sobra quando você funde peças metálicas. Começou-se com uma ação pontual, lá em Santo André, com o apoio da CETESB. Fomos lá, solicitamos, tá certo? A CETESB entendeu aquilo como uma demanda razoável e aprovou fazer um trecho teste. A perimetral de Santo André, toda feita com areia de fundição.
Nossa, que bacana.
Depois disso, não tinha material bibliográfico para isso. Fiz meu mestrado, como é o processo de gestão da destinação de resíduos industrial na área de construção civil.
É um ponto bem interessante. Eu me questionava, às vezes, quando eu ia numa indústria e via aquele processo de fundição. Eu confesso que depois eu vou até conversar com você mais sobre isso, como funciona esse... Então, mas veja só.
Começou lá atrás, tá certo? Aí, Tanto a CETESB de São Paulo como os outros órgãos ambientais do Brasil onde tem indústria de fundição se aglomeraram a Associação Brasileira da Indústria de Fundição para fazer com que essas normas fossem nacionais. Então, hoje você tem norma nacional e todos os órgãos ambientais estaduais tem diretrizes para a destinação da rede de fundição.
Nossa, que bacana.
Que tem utilização. No sul se utiliza muito para asfalto, bastante. Aqui no interior de São Paulo também.
E quem tiver curiosidade para se aprofundar mais sobre o assunto, o contato do Paulo está na descrição.
Só procurar, tem um monte de materiais já disponíveis. Levamos até o Denis, foi feito um trecho teste. um acompanhamento do DENIT no ministério.
Nossa, bacana. Paulo, eu tenho uma última pergunta. Vou fazer uma última pergunta da internet, do engenheiro Mateus. Primeiro ele fala que admira muito o seu... que acha uma autoridade, referência no que faz, e ele pede pra você falar um pouquinho como que você enxerga a industrialização da construção no Brasil. Você acha que... Como que tá e como que pode ser melhorado pra gente avançar um pouco mais? Porque comparado aí, que ele até citou um exemplo que o Luiz Henrique Ceotto já falou, que a gente tá muito atrasado quando comparado ao agro.
A construção agro ou o agronegócio? A construção agro hoje está extremamente bem desenvolvida.
Não, ele fala assim, ele fala industrialização da construção, quando você fala, na verdade, tecnologia aplicada no agro mesmo.
Ok, mas a tecnologia de construção aplicada ao agro hoje está extremamente bem desenvolvida, com pequenas fábricas de pré-fabricados. Então você vai comprar um galpãozinho, você vai comprar um curral, você vai comprar um abatedouro, ok? Desde que não seja uma coisa sofisticada. Hoje você tem coxo, você tem tudo que é lugar, tá certo? Fabricação, quer dizer, mas por quê? Porque foram criados núcleos pequenos.
Mas direcionados para aquele setor.
Por uma questão de oportunidade. Se você tá lá em Barretos, sei lá, qualquer cidade próxima, Agudos, você vai fazer produto pra quê? Agronegócio.
Entendi.
Se você tá lá no Centro-Oeste, E ainda tem muito a fazer, muito. Ontem mesmo estava discutindo um caso desse, de um aviaio. Eu falei, por que você não vai estar fazendo tudo isso aí para fabricar? Quem ainda vai inventar roda, né? Ah, mas onde tem isso? Só tem isso, assim, assim, assim, assim, sabe? Falta divulgação.
É, isso é uma coisa que, infelizmente...
Então, às vezes, a gente fica muito preocupado com a grande imagem, com o grande negócio. e esquece que é uma somatória de pequenas ações. Vamos colocar o exemplo, que o seu outro sabe bem disso daí e tudo mais. Não adianta você vir com paredes pré-fabricadas para montar um prédio, se eu posso começar fazendo somente as vergas das portas pré-fabricadas.
Aí depois eu vou avançando.
Pequenas ações, passo a passo. Que é um negócio fantástico. Vai visitar a fábrica de pré-fabricado da Sudeste, que é tudo robotizado, que faz os painéis, tá certo? Todos eles robotizados, em concreto. Tem gente que faz? Tem gente que faz. Falta divulgação? Falta, porque, logicamente, é uma indústria, tá certo? E ela tem que trazer resultado. Então tem que estar focado naquilo que ela consegue fazer. Hoje tem painéis aprovados já e executados, industrializados, em que não tem aço.
Não tem aço.
Então assim, a industrialização ela vai muito de um conceito básico que passa pelo trabalho de modulação. Se eu quero fazer um prédio, todas as paredes vão ser iguais na parte externa. Mas dentro eu não posso limitar. E as pessoas querem limitar.
Querem limitar.
Então o conceito tem que ser... de industrialização onde você sabe que você não vai ter mudanças. Ou que a indústria faça peças complementares. Exemplo típico, isso foi bastante discutido com a indústria, por exemplo, de aço para fazer a parte habitacional. Não adianta você ter o perfil de Asson, só que você só vende a partir de 2 mil quilos. O sujeito vai fazer a ampliação da casa dele. Vai fazer o quarto porque o filho vai casar, tá certo?
Quando você começa a criar essas limitações, você acaba inibindo. E aí a indústria não avança.
Então se você também não tiver uma coisa sistematizada, etc. Não tem um batalhador nisso, e a gente apoia, mas o Paulo Sérgio Oliveira, da Aertal.
Sim.
Roberto de Souza, da CTR. São pessoas que defendem isso de forma magnífica. Tem que ser industrializado? Tem que ser industrializado. Onde dá para ser industrializado?
Sim, sim.
Não adianta eu querer fazer isso onde não dá, onde não cabe, onde eu não consigo administrar.
Não, é legal. E a gente, quando a gente pensa dessa forma, assim, sem travar, por exemplo, ah, eu vou impor alguma coisa, isso aqui não dá, vamos pensar em outra solução, vamos, né...
Outra vez, isso daí vai para aquilo que a gente comentou rapidamente sobre sistemistas. É que muitas pessoas acham que você tem que fazer a industrialização e você tem que fazer a industrialização de tudo. E não é verdade. Você tem que ter as peças principais industrializadas com possibilidade de fazer ampliações, modificações, alterações com sistemas simples.
Entendi.
Entendeu?
Muito legal, viu, Gabi?
Tem umas coisas ótimas nisso aí. Tentaram fazer prédio industrializado, onde emperrava. Tá bom, aí você vai fazer tudo industrializado. Como é que você leva uma peça industrializada lá no andar? Como é que você vai fazer uma modificação? Porque a mulher não quer o quarto daquele tamanho, quer de outro. Como é que você faz?
Porque imagina, eu vou limitar a criatividade?
A utilização.
A utilização.
Há um construtor em Uberlândia, que há muito tempo ele faz o seguinte, ele faz o prédio, há muito tempo, antes desse negócio dos house que tem aqui no mercado, onde ele só faz o shell.
Ok?
Se você olha o prédio por fora, perfeito, maravilha. Ele entrega as paredes de dentro? Não, exceto a parede hidráulica. Ok? Um dia, faz muito tempo, mas ele continua construindo do mesmo jeito. Aí nós fomos fazer uma visita e eu falei, doutor Domício, mas como é que o senhor faz isso? O senhor faz a parte de fora, etc e tal? Ele falou assim, vamos lá, vamos lá olhar. Aí entramos em três apartamentos do prédio que ele tinha entregue. Um, a dona Maria lá, né? Estou chutando aqui, tá certo? Tinha colocado uma largueira. No outro, a mulher tinha feito três dormitórios. No outro, a mulher fez dois dormitórios. Falei para a doutora do místico, como é que sou eu? Animista é isso. Olha, o meu registro do imóvel diz, claro, ele faz confronto com o apartamento A, com o apartamento C, com o apartamento D, e tem 102 metros quadrados. O que está lá dentro é do proprietário. Onde é que ele ganhava dinheiro? Ele tinha um estande de vendas de fazer os serviços complementares.
Nossa, que legal. Ideia genial. Bem interessante.
Então, você ia lá, tinha lá, inclusive, o material de construção, a tendinha do material de construção, Acerta a tendinha do pessoal de mão de obra pra atender e fazer. Não, mas aqui ia fazer uma paella. Pode fazer. Desde que ele interfirma na janela e na paella idélica, faça o que ele quiser. E é só a paella idélica mesmo que ele fazia. Cozinha pra um lado, banheiro pro outro. Pronto.
É uma ideia bem ousada, né?
Funcional.
Sim.
E produz. Divulgado? Não, porque ele ganha dinheiro dele fazendo isso.
Ô Paulo, a gente tem um quadro no nosso, até pra democratizar, tem um quadro convidado com vida.
Tá.
E eu queria ouvir de você, quem você gostaria de ver e ouvir aqui no Constra e Cash?
Ixi, tem um monte.
Eu sei que tem um monte. Pode sugerir dois, né Gabi? Dá duas pessoas.
Não, um deles eu sugeri a você, que eu falei a respeito do programa CIOS, de aceleração de partículas.
Lembrando que quando você sugere a alguém, a responsabilidade de trazer é sua.
Ou de te levar lá.
Sim, vamos lá.
Porque é uma coisa que a grande massa não conhece, não sabe o valor de um bom investimento público. Se você for ver, investimento alto, público e do que ele traz de retorno para a grande massa de população. Eu acho que é uma das coisas importantes a ser trazido.
Vamos trazer esse case aqui para contar um pouquinho da história, enfim.
Não, mas o mais importante é ver, inclusive, a projeção daqui para frente.
Sim.
Então, lá vai ser feito um laboratório ultra, extra, super, plus, trista, certo? E para saber isso, qual é a finalidade disso? Então tem muitas coisas do poder público muito bem aplicadas. A outra área que eu sugeriria a você é dessa parte exatamente de movimentação internacional de mercadorias. que é cada vez mais crescente, tá certo? Você vê pelas balanças.
Sim, sim.
Movimentação de carga, Porto de Santos, tá certo? Porto de Santos vai ter mais duas retrofits. Tem uma área que estava extremamente decadente, tá certo? E está sendo retrofitada. Hoje, Santos é um dos maiores entrepostos de... papel e celulose, principalmente celulose. Fora a parte de ganhão, fora a parte de tudo isso, é uma coisa absurda. As indústrias de celulose, todas elas, nos últimos 10 anos, fizeram armazéns grandes para armazenamento, trazendo por ferrovia, fazendo transbordo ou recebendo na parte mainha, maítima, para fazer transbordo etc. Então, eu acho que vale a pena. E aí até dá para você esticar um pouquinho mais depois e ver os programas que estão sendo feitos na área de portos.
Não, é bacana e eu tenho, assim, um forte interesse porque quando conversamos, né, alguns anos atrás sobre a criação desse canal, quando a gente fala de indústria da construção, né, eu fazendo pesquisa de mercado, as pessoas não colocavam, por exemplo, caminhões, não colocavam essa... Entende? Então, assim, eles entendiam muito... Ah, falava muito dessa questão do... dos insumos, do material em si, mas pouco foi pensado nessas questões logísticas. Entende que é parte fundamental do processo.
Mais no dia a dia, eu diria para você, você tem esses grandes empreendimentos habitacionais ou corporativos mistos que estão sendo feitos, do qual o Zanettini, inclusive, lá atrás, Há bons anos atrás já se falava disso, de fazer as composições de conjuntos de apartamentos de tamanhos diferentes para acomodar a família, o avô com a avó, a família embaixo, o jovem que vai começar a vida útil, etc. Mas isso tem. E alguns empreendimentos que estão saindo, estão sendo desenhados, alguns que ninguém acreditava, tá certo, e que se mostraram extremamente modificadores do conceito.
Você acaba até transformando, culturalmente falando.
Pega aquele empreendimento lá da rodovia da Castelo Branco.
Sim. E as pessoas visitam, as pessoas se deslocam.
Faz o aeroporto, faz o shopping, faz o conjunto, dobra o shopping, quadruplica o shopping.
Não, e contando um segredo, eu visito muito ali. Eu falei, gente, é muito agradável.
Há 60 quilômetros de São Paulo.
Então é...
Há outros desses, né? Estamos falando de, citamos um, mas você tem essa rede premium, você tem essas outras redes de fazer os denominados outlet, que não é bem outlet, mas...
É, só dá o nome, mas na verdade é...
É a mesma coisa.
Não, é bacana e precisa ter essas mentes, né, que pensam diferente.
O retrofit de shopping, eu acho que vale a pena você trazer alguém disso.
É, já tem, inclusive, o arquiteto Jaime Mechieri que falou um pouco desse novo conceito de cidades inteligentes e o shopping está dentro disso. Você tira aquela obrigatoriedade de comprar, comprar, comprar e você vai mais para um... Um lazer. Um lazer, né? E o comprar é uma consequência, né? Então...
Não, tá tendo uma movimentação grande, é um multiplano. Tá com uma movimentação dessa de fazer, inclusive, aias de eventos maiores atreladas ao choque.
Não é bacana, Paulo. E você, como está na área há muito tempo e você tem um papel muito importante, que é inclusive nessa provocação mesmo de pensar diferente, de... Pera aí, o que pode ser feito aqui pensado a longo prazo? Esse espaço aqui é seu, pode contar a hora que você precisar. Tem um convidado, tem uma empresa que está fazendo algo diferente. Então, quando eu falo em construir pontes, em promover ideias e soluções, unindo todo o setor da construção, arquitetura, indústria, o ConstriCast nasceu para isso.
Por isso que tem total apoio.
Pode contar comigo. Agora eu queria passar suas considerações finais para a gente encerrar esse episódio.
Não, eu levaria exatamente isso. A projeção que vocês têm, tá certo? Vai muito além daquilo que você imagina. Você falou da cadeia de concessões e tal, né? Eu citei a ampação para você. Vai para a moça que faz a comida, vai para o motorista, vai para o Uber, vai, tá certo? Até o operador de empilhadeira.
Sim, e inclusive...
É muito amplo isso. É uma onda, tá certo? Que tem que ser incentivado para que você consiga ter cada vez mais gente pensando.
É, e dentro disso que você falou, eu recebi uma convidada aqui, a Creuza, que ela é soldadora em uma obra importante, né? E ela participou de projetos marcantes no Brasil, enfim, desde construção de hidrelétrica, metrôs... Enfim, e ela era da área da saúde.
Sim.
Ela ficou encantada com canteiro de obra, graças a uma pessoa que ela conheceu, ela resolveu estudar, fazer cursos e tal. Hoje ela é uma grande referência na construção civil.
Quem está muito bem isso aí é o Senai, com os cursos de formação, começaram com esse negócio da mulher trabalhando. Aqui o Senai do tatuapé é um negócio fantástico.
É fantástico. E vamos trazer essas instituições.
E tem que ser multiplicado.
Tem que ser, tem que trazer, tem que, na verdade, construção, canteiro de obra tem espaço Pra todos, né?
Começou assim, exatamente, com as mulheres pra ajudar o pessoal a fazer a urbanização de favela. As moradóias.
E eu vou trazer agora, a gente vai ter um episódio falando de arquitetura social.
Ótimo.
Então vai ser bem bacana. Você tem muito assunto. Então gente, hoje eu conversei com o Paulo Bina. Vou deixar seu contato, Paulo, na descrição de todos os canais. Então você é uma pessoa muito acessível. te pedir autorização, já vou deixar. E para quem ficou, para quem está até agora, tenho certeza que passou por um processo, está passando por um processo de transformação, enfim, e refletindo muito sobre muitas questões que foram ouvidas aqui. Então, um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constrycast.
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