Podcast da Construção Civil | Como escolher o vidro ideal para o seu projeto | Leandro Gonçalves

Portuguese-language podcast episode (ConstrueCast / ConstrueCash) in which host Paulo interviews Leandro Gonçalves (Divinal Vidros) about choosing the right glass for construction projects. Leandro, with 34+ years in the sector and ~20 years at Divinal, explains the importance of consulting technical standards (NBR 7199, NBR 14207, NBR 14698, NBR 14718), differences among common, tempered, laminated and insulating (insulado) glass, and how to match product, profile and application (boxes, roofs, façades, guardrails). He stresses certification and traceability (Inmetro Portaria 327, mandatory factory marking for tempered glass), automated factory-applied safety film vs. manual application, maintenance requirements (annual box checks), and supplier selection tips (check reputation, warranties for the assembly, and avoid lowest-price-only bids). He also discusses trends (industrialization, automation, integrated blinds between panes) and closes with an invitation to visit Divinal's plants.
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Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Sejam bem-vindos a mais um episódio do Constry Cash. Hoje vamos conversar sobre um tema muito importante, que é como escolher o vidro ideal para o seu projeto. Antes de apresentar o nosso convidado de hoje, eu peço que você que assiste pelas plataformas de vídeo, se inscreva em nossos canais. Você que ouve pelas plataformas de áudio, dá cinco estrelas pra gente. Eu tenho certeza que o podcast de hoje vai, de alguma forma, transformar a forma como você vê o mercado de vidro. Leandro Gonçalves é o nome da fera de hoje que vai dar uma aula sobre como escolher o vidro ideal para o seu projeto e vamos quebrar alguns mitos aí existentes no mercado. Leandro, seja muito bem-vindo ao nosso podcast.
Obrigado, Paulo. Quero agradecer, Paulo, primeiramente à equipe do Consulcast pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês. Temos acompanhado a trajetória desse projeto do Consulcast que vem trazendo muita informação relevante para esse mercado. E hoje eu estou feliz de estar aqui representando, como você disse, uma das maiores processadoras de vidro e distribuidora de vidro do mercado nacional. para falar um pouquinho aí de trazer algumas orientações, algumas boas práticas de como escolher o produto certo, como escolher o vidro certo para a sua obra. A ideia hoje é trazer como se fosse um mini-guia, ensinar o consumidor a comprar nem sempre o mais caro, mas o melhor produto para o destino certo. Essa é a nossa ideia hoje.
Então, ótimo. Hoje vai ter dicas Construe Cash, principalmente para box de banheiro, enfim, e várias outras aplicações do mercado de construção. Leandro, antes de iniciar nosso bate-papo, eu gostaria que você falasse um pouquinho da sua trajetória profissional, da sua formação, porque, enfim, você está aí com mais de 34 anos de mercado e tem muito conteúdo interessante para passar para a gente. E aí, na sequência, eu trago aí algumas perguntas que o mercado mesmo, para os próprios ouvintes aqui e pessoas que assistem o podcast, mandaram para você.
Muito bom, vamos lá. Bom, Paulo, eu já estou aí no mercado há algum tempinho, né? minha jornada numa indústria, no sul de Minas Gerais, numa indústria de esquadrias e estruturas de aço. Fiquei lá, foi praticamente ali meu segundo emprego, onde eu fiquei lá durante quatro anos. A partir daí, eu migrei pra São Paulo, onde eu fui trabalhar na indústria de esquadria de alumínio, numa média empresa, pequena média empresa ali, voltada pra residências de média, alto padrão. Fiquei ali durante 12 anos e no finalzinho de 2004 eu iniciei minha jornada na Divinal Vidros e estou lá até hoje atuando como gerente de projetos. Tenho participado durante essa jornada, participei de vários setores da empresa, desde a indústria até o departamento comercial, marketing, enfim, passando por diversos setores da empresa e ajudando na nossa trajetória. Hoje eu atuo principalmente no desenvolvimento de novos produtos, de desenvolvimento de projetos processos em si, implantação de novas tecnologias, que vai desde novos equipamentos para processamento, industrialização de vidros, até como novas tecnologias que auxiliam nossa cadeia de valor, nossos clientes, adotar melhores práticas de mercado nas empresas.
Dando continuidade ao nosso bate-papo, queria que você já, vamos tocar direto no assunto, é como que eu escolho o vidro ideal para a minha obra também e sou assertivo na hora de comprar?
Olá Paulo, eu acho que a principal demanda que eu diria, que se eu pudesse dar um conselho para alguém, seria primordial, premissa número um, norma técnica, nunca deixar de consultar as normas técnicas. Hoje, e aí eu estou falando de normas do setor como um todo. Então, você tem aí normas de desempenho da construção civil, você tem normas de aplicação do vidro, normas de aplicação de esquadrias, normas, enfim, de processamento de produto. Como a gente vai falar de vidro, eu acho que primordial é a pessoa procurar saber qual é o produto adequado que atenda a todos os requisitos das normas aplicáveis para aquele produto. Então hoje em termos de vidro você pode escolher por exemplo desde um vidro em color comum até um vidro com muita tecnologia embarcada, que parece-se com um vidro incolor, mas que pode ser, por exemplo, um vidro de proteção solar, que vai te trazer aí, no curto prazo, parece ser um produto, vai te dar a impressão que você está comprando um produto, mesmo produto, por um preço maior, o que não é verdade, porque, na verdade, você teria ali, no médio e no longo prazo, uma economia significativa ali de... de energia elétrica, por exemplo, com consumo de ar-condicionado, você vai ter um produto, vai poder ter produtos ali, que muitas vezes vai te trazer muito mais segurança, quando você fala de um vidro laminado, que em caso de quebra vai manter ali o vão indevasável.
Tem a questão do conforto do ambiente, né?
Tem a questão do conforto do ambiente tem a questão de você manter a segurança e a questão do conforto térmico então se você tem hoje em dia você pode utilizar vidros de diversas formas vamos classificar ali por exemplo de vidros comuns e vidros de segurança. Vidro de segurança, quais são? Vidro de segurança, por exemplo, laminado, vidro de segurança temperado, vidro de segurança insulado, por que não falar do vidro insulado, que é um produto que cada vez mais vem ganhando notoriedade, vem ganhando muito mais espaço na utilização, principalmente um dos principais desafios hoje dos grandes centros, das grandes cidades, que é você manter muita entrada de luz, mas manter o barulho para o lado de fora, por exemplo. Então, hoje em dia, você é capaz de construir grandes janelas, grandes entradas de luz, aproveitar a luz do dia, diminuir o consumo com energia elétrica, aí é outra pegada, uma pegada mais ambiental, diminuir o consumo de ar-condicionado, que você vai estar diminuindo também o consumo de energia elétrica. E como você trata isso? Trabalhando com vidros, com tecnologia embarcada.
Mas só uma coisa, o vidro insulado é a melhor solução quando você fala principalmente em questão acústica, é isso?
Não necessariamente, de repente, aí é que tá a grande pegada. Muitas vezes a pessoa, quando ela pensa em acústica e em questão térmica, ela pensa diretamente no vidro insulado. Você pode, por exemplo, ter uma questão térmica somente num vidro temperado, a própria linha Habitar, por exemplo, que foi lançada pela Sebraça há alguns anos aí, que vem ganhando aí espaço ao longo do tempo, hoje você pode trabalhar com vidro com fator solar extremamente relevante, um vidro bonito, um vidro que deixa entrar luz e barro calor para o lado de fora, que também vai te dar conforto acústico, mas um vidro monolítico temperado por exemplo. mas numa aplicação que eu não consigo utilizar um vidro com essas características e somente temperado, então posso partir para um vidro laminado, ou eu posso juntar os dois, eu posso pegar um vidro de proteção celular, temperar e laminar, então eu vou duplicando. Então, por exemplo, se você tem, por exemplo, uma situação de reforma, você tem um cachilho que não comporta um vidro acústico, porque é um vidro acústico que é um vidro mais um espaçador de alumínio, uma câmara com material de secante para não deixar que aquele vidro vai embaçar e mais um vidro, mas você pode ter um produto muito similar ou igual com as mesmas performance de forma laminada ou de forma monolítica se aquele caixilho, por exemplo, não te oferece espaço para você comportar um vidro acústico. Então vai de projeto a projeto, você tem projetos de retrofit, você tem projetos novos, onde você pode escolher o produto ideal. E aí que entra a importância de você ter um bom parceiro, o seu processador de vidros normalmente ele mantém deve manter ali uma equipe comercial, uma equipe técnica comercial para passar a orientação adequada. Para o consumidor, o ideal, para o construtor, o ideal é que ele sempre procure um especificador ou até mesmo ajuda de consultores especializados que possa trazer ali a melhor solução com o melhor custo-benefício.
Tá, Leandro. E nesse caso, a indústria atua diretamente junto com as construtoras, com os escritórios de arquitetura?
Atua.
Por que eu estou te perguntando isso? Porque, por exemplo, você está falando Você tem a questão do vidro insulado, por exemplo, que ele tem uma espessura, que.
São dois vidros... Dois ou mais, né?
É, dois ou mais, com um perfil, enfim, no meio...
Perfil de alumínio, uma câmara... De alumínio.
Para você ter essa questão do ar, para o vídeo não embaçar, enfim, várias outras aplicações ali, enfim, vários outros benefícios ali.
Perfeito.
Aí você tem um outro tipo de solução, para você... que é o vidro temperado ou temperado laminado, que vai ser mais que um vidro, enfim, com uma dupla proteção. Você vai utilizar esse vidro para um determinado tipo de perfil, coisa que o outro insulado O vidro insulado, via de.
Regra, Paulo, você vai precisar de cachilhos mais robustos. Então você pega aí, por exemplo, projetos novos que você já tem aí uma pegada, você já tem a especificação correta que você quer reduzir muitas vezes a entrada. Qual que é o principal desafio? Muitas vezes você quer reduzir a entrada de barulho e também quer reduzir a entrada de calor. Você quer controlar as duas coisas. Muitas vezes se faz necessário utilizar um vidro duplo insulado. É uma das principais soluções. para um projeto novo onde você ainda está fazendo a especificação, então você especifica, você tem todos esses dados especificados, você vai conseguir projetar a esquadria ideal para aquilo, mas um projeto que já existe e que você precisa fazer um retrofit, então muitas vezes você tem uma grande área envidraçada com vidro incolor, você quer reduzir a entrada de calor, você faz isso simplesmente substituindo aquele vidro, um vidro comum, por um vidro muitas vezes com proteção solar, mas ainda com aspecto de incolor, que pode ser um vidro temperado ou um vidro laminado, isso vai depender muito da aplicação. Quando você pega aí, por exemplo, uma fachada de um prédio médio ou de um prédio, mesmo de um prédio grande, a partir de uma determinada cota, obrigatoriamente você tem que utilizar vidro abaixo da cota de 1,10m, por exemplo, obrigatoriamente você vai ter que estar utilizando o vidro laminado. acima da cota 1,10m, pode estar utilizando vidro que não seja o laminado, mas é ideal que você procure saber exatamente alguns fatores para você determinar qual o produto certo. O vidro temperado, por exemplo, é um produto que você tem ali resistência de 4 a 5 vezes maior que um vidro comum, no caso de quebrar ele vai se fragmentar inteiro de acordo com o que pede a norma NBR 14698 e você tem além disso você tem a questão da resistência térmica é muito comum as pessoas muitas vezes especificarem os produtos sem pensar em todas as vertentes sem analisar todos os riscos implícitos ali no projeto por exemplo coberturas de vidro qual é o vidro correto para utilizar em cobertura de vidro? A NBR 7199 é muito clara, cobertura de vidro, o vidro correto é o vidro laminado. É muito comum você ver aí muitas vezes pessoas especificando de forma errada por uma questão de mitos. O vidro laminado ele trinca com facilidade, o vidro laminado ele vai quebrar. Vai quebrar se você fizer especificação errada, se você especificar um vidro muito fino por uma dimensão muito grande, se você não analisar as questões de como você vai fazer manutenção naquele vidro depois, como que você vai andar em cima do vidro, É muito comum a pessoa errar nesse sentido.
Ou na aplicação, talvez.
Como é que é?
A pessoa também pode errar na aplicação, você pode danificar de repente...
Exatamente, pode errar na aplicação, pode fazer um dimensionamento errado, pode esquecer de fatores como, por exemplo, estresse térmico, muitas vezes você pega uma cobertura, uma cobertura de vidro orientada a uma determinada... situação onde você pega muito sol em determinada hora do dia e parte dessa cobertura continua pegando sombra, ou seja, você tem choques de temperatura ali, você tem encontros de temperatura em diferentes áreas do vidro, o que causa o que a gente chama de quebra térmica, porque é uma área muito fria, uma área quente, uma área mais fria a hora que você tem ali um delta de temperatura, quando existe um choque térmico ali, o encontro dessas temperaturas pode acabar correndo a trinca do vidro. E como é que eu resolvo isso? Na especificação, antes de escolher o tipo de vidro eu tenho que analisar todos esses riscos, mitigar risco e escolher o produto certo, como escolher por exemplo um vidro termo tratado, que pode ser um vidro termo endurecido ou um vidro temperado e laminado. Lembrando que eu não posso utilizar somente vidro temperado em cobertura, porque não atende o que diz a norma. Então, ah, vou usar vidro temperado com película, não é previsto em norma.
É, eu ia te perguntar isso.
Não é previsto em norma. Então, ah, posso usar vidro temperado com película em cobertura? Não pode, a NBR 7199 é muito clara, cobertura é vidro laminado. Se eu tenho um problema térmico para resolver, então eu preciso tratar termicamente aquele vidro, temperar ou semi-endurecer ele e depois laminar. Essa é a ideia. Então, é um dos... dos principais problemas que se encontram, muitas vezes as pessoas criam um projeto de uma cobertura e esquecem de analisar o pós, o pós obra né, que é limpeza, manutenção, como é que eu vou fazer a limpeza, como que eu vou fazer a manutenção, Quanto tem que ter de inclinação essa cobertura para poder facilitar a limpeza desse vidro, para facilitar a manutenção. Hoje em dia é possível você inclusive utilizar vidros aí com tecnologia como vidros autolimpantes. Só que para isso você tem que ter a especificação correta. Então tudo isso... vai da fase de projeto. Qual é o dimensionamento de chapa que existe? Qual o tamanho da chapa? Como eu otimizo bem isso? Porque senão você também acaba inviabilizando economicamente, né? Você acaba... Dependendo da especificação, se você não analisar todos os aspectos, você pode chegar num custo absurdo que acaba inviabilizando o projeto. E tudo isso, as empresas têm lá os departamentos que podem auxiliar os especificadores, os próprios clientes vidraceiros, serraleiros, construtores, enfim, a tomar a melhor decisão. Essa é a ideia.
E você tocou num ponto muito importante que é essa questão também da aplicação, né? Enfim, eu ouço aí dos vidraceiros, por exemplo, que existem muitos aventureiros no mercado.
Certo.
Enfim. Então, como que o consumidor final ou a empresa de arquitetura Escolhe uma empresa idônea. Qual a importância de escolher uma empresa que realmente eu vou... Esse cara vai trabalhar e atender ali as normas e não vai querer me atender só para pegar esse projeto.
Excelente pergunta, Paulo. Foi muito bom. Foi bem providenciar essa pergunta pelo seguinte. Existe um mito no mercado que diz o seguinte, vidro é tudo igual. E isso não é verdade. Muitas vezes, apesar de... a gente tem hoje quatro usinas, quatro grandes fabricantes de vidro no Brasil, além de vidros importados que entram no mercado nacional por diversos meios aí, Mas o vidro, apesar de muitas vezes o vidro sair da mesma base ali, o processamento do vidro exige ali tecnologias atuais, exige uma série de responsabilidades. Se eu tivesse que dar um conselho para você construtor, para você consumidor, para você vidraceiro, é escolham parceiros que trabalham com muita responsabilidade e que te dê garantias. como por exemplo certificações, enfim, essa é a ideia, hoje por exemplo, vamos falar de um dos principais produtos que é muito consumido no Brasil, que é o vidro temperado monolítico, que ali entra ali as portas de entrada de prédios comerciais, Enfim, fechamentos de sacada, de prédio das varandas, enfim, diversos fechamentos, os mais variados possíveis com vidro temperado. Um conselho que eu dou é sempre escolha parceiros que vão te entregar algumas garantias. Quais são as garantias? Vale lembrar que existe garantia de quebra de vidro? Paulo, não existe. Não tem como dizer que o vidro tem garantia de quebra. Porque existem N fatores não controlados ali em toda a cadeia, inclusive lá no consumidor final, depois do vidro instalado, você não tem como controlar o que está acontecendo com aquele vidro. Mas o que o mercado tem que garantir? O que as indústrias transformadoras têm que garantir? Tem que garantir que se aquele vidro quebrar, por algum motivo ele vai quebrar de forma segura, como pede a norma, por exemplo, a NBR, 14.698 é muito clara, existe lá um padrão de fragmentação em caso de quebra e tem que seguir. E como é que você garante que uma empresa tá entregando esse padrão, tá entregando aquela qualidade, tá garantindo isso? Bom, você vai ter que pesquisar a seriedade da empresa, quantos anos a empresa tem de mercado, como que aquela empresa atua no mercado, qual é o comportamento daquela empresa perante problemas e, principalmente, Certificação. Existe uma portaria do Inmetro, que é a portaria 327, que estabelece uma série de requisitos para você certificar que um vidro temperado atende a todos os requisitos normativos e é certificado como um produto de segurança e possui aquela certificação. E essa portaria 327, infelizmente, ela não é obrigatória. Ela é uma portaria voluntária, tá? E nem todas as empresas têm. Por que que não têm? Porque é uma certificação chata de se fazer, tem custo, não é barato e exige uma série de documentação que você precisa manter ali atualizado e seguir processos ali muito bem documentados para poder, com raciabilidade em geral.
Requer um investimento, né, pra você manter essa certificação.
Requer um investimento, requer pessoas capacitadas, requer uma série de requisitos ali. Então, eu acho que um dos principais pilares aí é, exija produto certificado. Então, consultoras, consumidores, especificadores, consultores em geral, A primeira questão é, exija ali um produto certificado, exige que o seu vidro temperado possua certificação. Nossa empresa, por exemplo, esse ano está completando 70 anos de mercado. E é interessante dizer que a Divinal foi a primeira empresa a fazer a certificação de produto há, sei lá, mais de 20 anos atrás. Quando saiu, quando iniciou esse processo de certificação, nós fomos a primeira empresa a fazer a certificação de produto. Temos lá orgulho de dizer isso porque a gente, apesar de nós sabemos que tem aí diversos processadores no Brasil, a gente procura sempre se manter ali atualizado, trazendo os equipamentos com muita atualização. com muita tecnologia embarcada. Hoje, por exemplo, nós temos no nosso portfólio a capacidade de produção de vidros de grandes dimensões. É uma das nossas principais eslogans. Vidro de grandes dimensões não é problema para adivinar. Traga o seu projeto que a gente resolve ali a questão. Mas não é simples. Como é que eu faço para temperar um vidro de grandes dimensões? Você sabe que um vidro temperado, ele tem ali características assim que, dependendo de como ele foi processado, ele tem ali... Algumas questões precisam ser muito bem controladas, por exemplo, fornos equipados com pré-aquecimento para você não deixar um vidro com aspecto feio, trazer homogeneidade e uniformidade no padrão de quebra do vidro em caso de uma quebra, então isso tudo requer muito investimento. E é uma das coisas que a gente preza muito. A empresa Advenal está sempre buscando trazer investimentos em novas tecnologias nas nossas duas plantas. A gente mantém uma planta em São Paulo. São mais de 20 mil metros quadrados de área exclusivamente de produção. E temos também uma planta em Belo Horizonte, onde também lá temos todo o processamento de vidro temperado e de vidro laminado, enfim, onde a gente distribui aí e processa vidro para o mercado.
Leandro, e nesse processo dessa questão da escolha do fornecedor, quando um arquiteto, por exemplo, ele especifica ali um tipo de projeto, uma cobertura, tudo bem, ele vai ali buscar uma empresa, vai trazer ali, sei lá, três empresas para concorrer a esse projeto. E muitas vezes essas empresas, como eu falei lá no início, às vezes você tem muito aventureiro, às vezes é o cara que Ele trabalhava, era funcionário, de repente resolveu abrir a empresa dele e não tem estrutura para atender, mas ele tem preço.
Perfeito.
Muitas vezes, né? Agora, como que eu não caio num golpe desse, por exemplo? Ah, eu contra... Sei lá, eu contratei o arquiteto, mas de repente, ah, o que dava para eu fechar, sei lá, era com esse cara. Porque por que eu estou perguntando isso? Eu recebi aqui uma pessoa que ele é diretor de uma empresa, enfim, de aplicações aí de varandas e fachadas. Acompanhei um projeto dele, acompanhei um caso que ele estava refazendo um projeto que ele tinha perdido aquela concorrência inicialmente. Esse cliente contratou uma outra empresa, enfim, e deu ruim naquela cobertura. Então assim, como que eu falo com esse cara que tá contratando essas empresas? Tome cuidado com isso, com isso, com isso, porque muitas vezes, será que só a certificação resolve?
Uma das questões principais pra você, é óbvio que quando você fala aí de empresas, de pessoas que estão iniciando, que estão começando, que às vezes eram funcionários de uma empresa, queria deixar aqui uma questão que assim, a gente não é contra isso, muito pelo contrário, eu acho que que incentiva o empreendedorismo no nosso país, é muito saudável, é interessante porque todas as empresas nasceram de pequenas empresas, a grande maioria nasce de pequenas empresas, principalmente as familiares, e vão ganhando notoriedade. Então, isso demonstra muito a maturidade de como essas empresas... Vai depender muito... O sucesso de cada empresa vai depender muito ali de como ela se comporta no mercado. Para o consumidor, para o consultor, para poder não cair, Nessa questão é simplesmente pensar o seguinte, não existe almoço grátis, Paulo, não tem mágica. Quando você vai analisar um projeto onde o fator principal é o preço, complica muito porque você tem diversas vertentes para olhar. Então assim, eu acho que a principal questão é na escolha de um profissional para fazer a sua obra, independe se ele tem uma empresa grande ou muito pequena, o importante é você analisar o histórico dele, a reputação dele, como que tá a reputação dele durante o mercado, e buscar os parceiros com que ele trabalha. Nós, por exemplo, temos um trabalho que a gente faz na nossa empresa, que é buscar parceiros nossos, clientes nossos, que trabalham direitinho, que trabalham de acordo com o que pede a norma, que faz as aplicações corretas, que não deixa o consumidor na mão, e fazemos essas indicações...
Ah, esse fornecedor precisa ter um histórico ali?
Exato.
Entendi.
Exato. Então, nós fazemos essas indicações tanto para o consumidor, como para os arquitetos, para os especificadores em geral. Olha, pode trabalhar com esse parceiro, porque a Divinal, por exemplo, ela não faz projeto direto, ela não faz instalação de vidro. Ela fornece para construtoras, para... sempre com um parceiro ali ao lado que vai executar o trabalho, porque nós nem temos equipe para isso, não é o nosso core business. Nosso principal negócio é a distribuição de vidro onde a nossa cadeia de clientes está ali, vidraceiros, marcineiros, serralheiros, principalmente os serralheiros, os vidraceiros, os marcineiros. Por exemplo, eu falei que não existe garantia de quebra de vidro, não existe garantia da quebra em si, mas existe garantia do conjunto como um todo, isso precisa estar especificado no projeto. Quais são as garantias? Quais as garantias que aquele vidraceiro, que aquele serraleiro está te dando naquele projeto? Até porque nós estamos falando aí de bens duráveis, né Paulo? São bens que se bem cuidado com as manutenções periódicas feitas de forma correta, aliás, muito importante dizer que todo e qualquer produto precisa passar por manutenção. Você pega aí, por exemplo, um dos assuntos que a gente vai falar logo mais que é o box de banheiro especificamente, está muito claro na NBR 14207, a última revisão dela foi feita em 2009 e lá está muito bem especificado. O box de banheiro, por exemplo, que é um produto que está instalado numa área de risco, uma área molhada, uma área de extremo risco, precisa passar por manutenção uma vez por ano. E cabe ao profissional vidraceiro, ao profissional que está fazendo aquela venda para o consumidor final, orientar o consumidor, passar todas essas informações. Existe um produto, por exemplo, da Associação Brasileira... de vidro plano, no site da Abravido tem um programa que a gente chama de Olho no Box. Por exemplo, o Olho no Box é uma ação conjunta de diversas áreas da cadeia que traz ali uma série de orientações para o consumidor, para os construtores em si, de como manter o seu box box ali por muitos e muitos anos funcionando e com segurança, né? É muito comum você ouvir falar, as pessoas dizerem, olha, eu tenho um box instalado há 30 anos em casa, ótimo, perfeito, significa que é um bem durável, que dura, a gente costuma brincar, né? Enquanto não quebra, ele vai durar enquanto não quebrar. Mas como é que eu faço? Como que eu vou mitigar erro para evitar que esse box venha quebrar, venha criar um acidente? ficando atento primeiramente ao que diz a norma, manutenção anual, assim como o aquecedor a gás eu tenho que fazer uma manutenção uma vez por ano e assim como eu tenho que trocar a borrachinha da panela de pressão e a válvula de desprofissionalização, que aliás é uma bombinha relógica que a gente tem dentro de casa, eu costumo dizer algumas bombinhas que a gente tem, bomba relógica que a gente tem dentro de casa, aquecedor a gás, boxe de banheiro e a panela de pressão. desde que você faça as manutenções corretas, não tem problema nenhum. Você precisa tomar cuidado, os cuidados necessários. O boxe de banheiro, por que eu tenho que fazer a manutenção anual? Cara, primeiro que assim, a gente tem... Aliás, faço um convite aí para toda a sociedade civil aí, arquitetos, construtores, vidraceios, serraleiros, enfim, todos são convidados a participar do comitê do CB37, que é o comitê que faz revisão de norma técnica. e revisa essas documentações e faz as alterações necessárias quando o CB é provocado. Então, a norma do BOCS, a 14.207, a última revisão dela foi em 2009, lá é bem claro, precisa fazer revisão anual, por quê? Você precisa verificar se as roldanas por onde desliza ou as dobradiças onde está ancorada a porta de abrir, em caso de BOCS, porta de abrir, se elas estão funcionando de acordo, se já não está na hora de trocar. A gente tem um dos produtos que mais, a grande maioria esmagadora dos box banheiros hoje, tem a tipologia de, normalmente, vidro fixo e uma porta, que a gente fala erroneamente, de porta de correr, não é de correr. É uma porta deslizante. Por que a gente fala de correr? Porque a gente vai lá e pega ela e bate. Então você tem muitas vezes crianças que utilizam boxe, às vezes a pessoa que tem um pouco mais de força mesmo, a própria inércia ali bate aquela porta com muita força, bate a borda do vidro, causa ali uma microtrinca na borda do vidro. Tudo isso precisa ser evitado e de que forma que a gente tenta mitigar isso? Chamando um profissional uma vez por ano para fazer uma análise. Fazer uma análise e fazer o reaperto de tudo. Você provavelmente já deve ter feito uma revisão do seu veículo, onde é feito o reaperto da suspensão, correto?
Principalmente da minha moto.
Principalmente da sua moto, pois é. E por que não do box? No box eu preciso fazer o reaperto da rodana, fazer o ajuste, fazer com que a porta bata de forma correta, tanto no limitador de abertura superior quanto inferior, para não criar aquele efeito alavanca. Mas só pra mim não esquecer, Paulo, todo mundo que tá ali familiarizado com a norma, com a 14.207, sabe que boxe de banheiro, de acordo com o que diz a norma, é altura máxima até 2 metros de altura. Agora, a pergunta que eu faço pra você consumidor, pra você construtor, alguém quer fazer boxe com 2 metros de altura? Ninguém quer fazer boxe com 2 metros de altura. Hoje é uma tendência de mercado boxe até o teto, é o fechamento total do vão. E aí eu faço uma provocação. Dá para fazer o box até o teto? Dá. Só que não é mais um box de banheiro. É um fechamento de vidro. Isso chama-se fechamento de vidro. É um projeto de engenharia onde um profissional técnico tem que atestar que aquilo vai funcionar de acordo com os requisitos da NBR 7199. Porque deixou de ser um box de banheiro. Saiu de dois metros de altura, não é mais um box de banheiro. E um detalhe. Quando a gente vai adquirir, por exemplo, um veículo, você normalmente parte para um veículo com muito mais segurança, você pega ali um veículo muitas vezes com freio ABS, com airbags, enfim, uma moto com sistema de frenagem diferenciado. O box de banheiro, eu quero fazer um box de banheiro hoje, também é possível você adquirir o box direto da fábrica. já com um acessório a mais que também já é previsto na norma 14.207 desde 2009. O que que é? A película de segurança. Vou tomar um fôlego aqui, vou deixar você elaborar a próxima pergunta, eu já estou até imaginando o que você vai perguntar.
Na verdade, até antes de continuar com a minha pergunta ainda sobre esse tema, tem um ponto que eu queria que você falasse da importância, porque você fala dessa questão desse beneficiador ter ali a tecnologia embarcada na hora de fazer, de repente, a laminação ou a têmpera desse vidro. é importante que tenha a marca dessas empresas? Porque eu vejo muitos vidros aí no mercado, principalmente quando se fala, vidro é tudo igual? Não, não é. Então, por que algumas empresas colocam a marca e outras não?
Muito bem, excelente pergunta, Paulo. Por que muitas empresas não... a 14698, que é a norma do vidro temperado em si, E ela é muito clara, todo vidro temperado deve ter uma marcação indelével, ou seja, deve ter uma logomarca gravada no vidro que identifique, que dê rastreabilidade quem foi o processador daquele vidro. E aquele processador, daquele vidro, ele tem que, por obrigação, pela norma, ele também tem que garantir rastreabilidade. Então vamos lá, vamos olhar pra cadeia como tal. Você pegou ali um painel de vidro fabricado pela Divinal Vidro, você tem lá a logomarca Tempered. Tempered é a nossa marca de vidro temperado. É uma marca que foi registrada desde 1996. São mais de 20 anos aí produzindo vidro temperado com essa marca. E certificado. Temperado, certificado. A partir daquele vidro, quando você faz a rastreabilidade do número do pedido à nota fiscal, a gente também tem a rastreabilidade do número do lote daquela matéria-prima. Tudo isso te dá rastreabilidade, você consegue rastrear qualquer pedido. problema que tiver e traz uma grande responsabilidade é nós colocamos a colocando somos nós colocando nossa assinatura ali esse produto foi eu que fabriquei eu tenho responsabilidade sobre esse produto que acontece muitas vezes a questão voltando lá um pouquinho que você tinha perguntado algumas perguntas atrás a questão Normalmente, um dos fatores que as pessoas buscam muito é preço. Vida é tudo igual? Lógico que o vidro não é tudo igual, mas algumas empresas, para diminuir custo, tem aí algumas práticas, dentre elas, inclusive, não dá algumas garantias obrigatórias. E aí acaba não colocando, por exemplo, a marca no vidro. Vidro temperado sem marca. Isso deveria ser proibido. Aliás, é proibido, né? A norma é muito clara, você tem que colocar a logomarca no vidro. Então, uma das premissas é, exija sempre que o produto venha com a logomarca. A gente acabou de revisar no CB37, que é o comitê de normas, a NBR 14697, que é a norma de vidro laminado. A norma de vidro laminado, nessa versão atual, que foi revisada agora, que acabou de ser publicada há 2, 3 meses atrás, Ela traz lá um capítulo que fala de vidro laminado de temperados. E também nessa norma foi colocado a questão da logomarca, que o vidro tem que ter rastreabilidade e tudo mais. Aliás, esse produto de laminado temperado, É um produto que vem tomando aí um protagonismo assim absurdo em algumas aplicações que a gente fala daqui a pouquinho que são os guarda-corpos de vidro. Quero chamar a atenção aí de vocês consumidores, de você especificador a tomar alguns cuidados com esse produto que é um produto que assim vem ganhando notoriedade, é um produto belíssimo, é um produto que você precisa tomar alguns cuidados para não virar uma tremenda dor de cabeça depois. A gente tenta trabalhar aí de uma forma a trazer bastante informação para os profissionais da área para que isso depois não vire um passivo lá na frente, você entendeu? Então a logomarca é extremamente relevante, Paulo, eu acho que tanto em aplicações que a gente chama de engenharia, que são as aplicações diversas, como no box de banheira, a logomarca é fator primordial, tem que ter, não pode deixar de ter.
E nesse, por exemplo, eu visito algumas grandes obras, principalmente de aeroportos e grandes condomínios de prédios, enfim, e eu percebo que, durante o processo de especificação daquele projeto, existe uma participação das usinas, até para atuar. Por exemplo, pega um projeto do aeroporto de... Confins, né? Acho que é um...
Enfim... Belo aeroporto final, né?
Gigante, né? Inclusive, quero mandar um abraço aqui pro Marcelo Barbosa, que projetou lá, enfim, um aeroporto brilhante. Essas usinas atuam para chegar ali na melhor solução. E aí, na sequência, vêm as beneficiadoras. As usinas têm algum tipo de responsabilidade depois se acontece alguma coisa? Ou essa responsabilidade depois fica toda com quem fez o beneficiamento desses vidros?
Eu acho que é uma ação conjunta, né? Quando a usina, normalmente, é um trabalho que a usina realmente faz, é um trabalho muito bem feito, enfim, todas as usinas vêm trabalhando fortemente. Aliás, a cadeia, como um todo, vem trabalhando forte em trazer, deixar à disposição do mercado em si muita informação técnica. Então, hoje, você tem ferramentas de especificação, você tem ferramentas online ali que te ajudam na escolha correta da espessura... Versus o dimensionamento do vidro, na aplicação correta, no tipo de vidro correto. Então existe aí muitos pontos de suporte. E aí é óbvio que alguém tem que se responsabilizar tecnicamente por aquele produto. Então na verdade existe alguns elos aí. Então a construtora vai lá, o incorporador, o arquiteto montou o projeto e tudo mais. aí contrata-se consultores que vem, que faz a especificação, e aí depende muito do problema que existir lá na frente. Se existir um problema, vai buscar a origem daquele problema e o responsável tem que assumir ali toda a responsabilidade. Daí a importância de você escolher parceiros corretos, porque apesar do vidro muitas vezes sair do mesmo local, todo o processamento tem que seguir algumas premissas e algumas tecnologias. Tem vidros, por exemplo, que você é obrigado a fazer O que a gente chama de desbaste de borda para poder fazer o processamento dele antes de laminar. Quando é um vidro duplo insulado você tem que fazer isso para você não ter problema de oxidação da camada metalizada depois. E não são todas as empresas que possuem esse tipo de tecnologia. Então você tem projetos. que cabe muito bem dentro de uma empresa e projetos que não cabem. Então, cabe ao cliente, ao dono do projeto, escolher ali o seu parceiro ideal para trabalhar, aquele parceiro que tem todas as condições, que atende às condições. Mas isso já é muito bem delimitado. Eu acho que o mercado está bastante maduro e vem reconhecendo aí É, eu.
Estou tendo uma aula aqui, apesar de ser um apaixonado pelo setor, pela industrialização como um todo, estou tendo aula. Leandro, e só para finalizar esse assunto do box de banheiro, essa questão da película de segurança que você tocou, como que funciona essa película de segurança de fábrica?
Vamos lá, Paulo. A película de segurança, nós aplicamos na nossa fábrica a película no box desde 2016.
Mas é normal isso? A indústria no geral? Não, não é normal.
Na verdade, é uma coisa que, como eu disse, a utilização da película de segurança foi colocada em norma em 2009, na última revisão da norma, que foi lá em 2009, aliás, é uma norma que em breve, muito provavelmente, deve entrar em revisão novamente. E a partir de então, muita gente aplica de forma manual. Como que é isso? Depois que o vidro temperado tá pronto, você adquire a película, a película de alguns fabricantes aí, e aplicam ela de uma forma muito manual, que é igual aquele processo, muito parecido com o processo quando se aplica em sulfilme num vidro. Precisa tomar muito cuidado de não confundir películas de controle solar que é aplicada em vidros laterais de veículo com película de segurança. A película de segurança é um material com muito mais tecnologia embarcada, muito específico para manter os fragmentos no caso de uma quebra. E desde 2016 a Divinal tem uma operação 100% automatizada que aplica essa película assim que o vidro fica pronto, esse vidro vai para um próximo processo onde ele é lavado novamente, reinspecionado e aí ele entra no equipamento que faz a aplicação de forma automatizada a uma temperatura de mais ou menos entre 100 e 130 graus, ou seja, uma aplicação a quente, e a partir dali você já pode instalar o vidro, diferente da película aplicada de forma manual, onde você acaba não tendo muito controle, porque você, veja bem Paulo, você precisa de uma sala climatizada, com controle, com muitos controles, por exemplo, você não pode ter impureza entre o vidro e a película, senão você vai ficar com defeito ali, tá? A película que você aplica de forma manual, por exemplo, você tem que aplicar, e isso é claro, tanto nos manuais técnicos dos fabricantes de película, na norma, se aplica de forma manual, com água, você precisa deixar esse vidro descansando por pelo mínimo 48 horas pra depois instalar. No nosso caso, o vidro já sai pronto pra ser instalado. E existe películas e películas, né? Então, por exemplo, box pra um box com uma altura de até 2 metros, que é o que diz a norma, você pode estar utilizando, por exemplo, uma película com uma determinada característica técnica, que a gente chama de PS2, por exemplo. Uma película que vai suportar um determinado peso em caso de quebra do vidro. Para um box até o teto, já não poderia utilizar a PS2, teria que utilizar uma PS4, uma película mais rígida, mais grossa, que tem muito mais capacidade de reter mais peso, porque você tem ali os fragmentos. ali, no caso de uma quebra, você tem que reter todo aquele peso. E o que diz a norma? A norma diz, em caso de quebra, você tem que abrir a porta, são dois ciclos, a película tem que suportar que você abra a porta, se for uma porta de abrir ou uma porta de correr, saia de dentro do box e fecha essa porta e mantém lá até que o profissional venha substituir esse vidro. Ao longo dos anos, o box foi passando por diversas transformações. Hoje você vê aí box com roldanas aparentes, aqueles box com uns kits diferenciados aí, que muitas vezes só o peso de um determinado acessório daquele, uma roldana com um pedaço de fragmento na casa de uma quebra, pode até causar um acidente grave no caso de uma quebra. Então é extremamente recomendável que se utilize película de segurança em box de banheiro.
Tenho certeza que quem está ouvindo, assistindo aí está tendo uma aula e vai até chamar a atenção para os estudantes aí, que enfim, tem muita gente que ouve, que assiste a gente aqui.
Legal.
Está ajudando muito essa galera. E queria que você falasse um pouquinho de forma mais detalhada desse tipo de vidros aí para, você acabou de falar aqui, guarda-corpo.
O vidro para o guarda-corpo, Ele é um outro produto que existe alguns mitos aí, algumas questões. Muita gente utiliza, por exemplo, vidro temperado monolítico em guarda-corpo. A norma não permite. Hoje a norma de guarda-corpo que é a 14.718, a última revisão, salvo engano, foi em 2019, inclusive está em revisão a norma novamente, porque há diversos pontos ali que foi bastante questionado pelo mercado, criticado no bom sentido, vamos dizer assim. Então essa norma ainda está com o comitê lá, revisando ela novamente, criando ali diversos pontos que vai trazer muito mais informação relevante para os... arquitetos, engenheiros, enfim, especificadores em geral e para o consumidor. A norma de guarda-corpo é muito clara, precisa ser um vidro laminado. Por quê? Porque em caso de uma quebra, o vidro precisa ficar ali intacto, não pode oferecer risco para a pessoa cair. Então, em algumas poucas situações onde você não tem risco de queda, você pode estar utilizando um vidro que não seja laminado.
E só um adendo, esse vidro, quando você fala do vidro laminado, ele precisa necessariamente, pode ser só o vidro duplo ou ele precisa ser um triplo laminado?
Depende, vai depender muito da situação. Você pega, por exemplo, normalmente vai ser um vidro laminado, E duas lâminas, via de regra. Aí depende muito do dimensionamento do guarda-corpo, da fator de risco e da especificação do projeto, mas normalmente é um vidro laminado. Agora o fato é o seguinte, se você quer utilizar um guarda-corpo instalado de forma auto portante, o que significa isso? Um guarda-corpo onde você não vai ter aqueles caixilhos em volta com perfis de alumínio ou de aço, aí E somente um guarda-corpo com furos, por exemplo, e presos de forma pontual, obrigatoriamente tem que ser um vidro termotratado, ou seja, um vidro laminado de temperado. Se você vai utilizar um vidro que vai ficar encaixilhado, que tem todo um caixilho de alumínio ou de aço inox, enfim, de qualquer outro material, normalmente vai estar utilizando vidro laminado. Então, normalmente, guarda-corpo de prédios, residenciais, a grande maioria é fabricado em vidro laminado comum. os vidros, os guarda-corpos, aqueles que vão fixado, principalmente nesses sistemas InfinityView, que eles chamam que é um perfil que vai embutido no piso, encaixado, 99% desses produtos é laminado de temperado. Uma questão que eu chamo bastante atenção para esse produto em especial. Está sendo muito difundido o uso desse produto, alguns cuidados bem necessários para esse produto, Paulo, é a proteção da borda desse guarda-corpo. Eu vou explicar o porquê. Quando você lamina dois vidros, você tem ali um interlayer, você tem ali um material que vai colar essas duas lâminas e via de regra esse produto ele o pvb famoso pvb que é o polibenilbutirol, é um produto que é hidroscópico, ou seja, significa que ele suga umidade, ele tem a capacidade de sugar umidade para dentro do vidro ali. Se você deixa um vidro com borda exposta, corre-se o risco de você ter um problema de delaminação. outro problema que pode ocorrer. Depois que você entregou o vidro para o consumidor, você instalou, você não controla o que está acontecendo. Muitas vezes de forma involuntária, num processo de limpeza, onde você vai utilizar ali produtos químicos para poder fazer a limpeza do vidro, apesar de não recomendado, mas você não tem controle sobre isso, o simples fato de você passar álcool na borda do vidro, você pode estar danificando o interlayer, ou seja, a camada de PVB ali entre as duas lâminas do vidro. causando a delaminação do produto. O que é a delaminação? É quando você começa a ver aquele vidro, de forma... descolando uma placa do outro, aquelas... Aquelas bolhas, aqueles defeitos esbranquiçados, isso é muito comum. Se você é que vive viajando aí, dando uma olhada em alguns aeroportos Brasil afora, tem diversas aplicações, não só em aeroportos, mas em shopping centers, você vê aí processos, início de processo de delaminação, principalmente em vidros instalado com borda exposta. Então, assim, é recomendado, né, os arquitetos ficam todos bravos quando você fala isso, que se coloque um perfil o mais minimalista possível e tem que tomar cuidado com algumas técnicas. Como, por exemplo, vou colocar um perfil minimalista bem sutil ali na borda. Eu vou fazer a proteção do vidro, mas eu preciso tomar cuidado com o tipo de selante que eu vou usar para colar esse perfil. Porque alguns selantes também podem ter interação com o interlayer, com o PVB. Então aí, mas pra gente não tomar muito tempo e não entrar muito em detalhes, isso é sempre bom você consultar o seu fornecedor pedindo um guia e quais são as garantias e de como se dá as garantias desse produto, tá? Mas é um produto aí que vem ganhando aí muito mercado, vem ganhando notoriedade e assim, escolha o processador correto pro seu parceiro correto que você não vai ter problema. E lembrando, né? Guarda-corpo de vidro, principalmente guarda-corpo de subidas de escada, é vidro laminado. Se você utilizar vidro temperado monolítico nessas aplicações, você está infringindo o que diz a norma. Existem situações, inclusive do corpo de bombeiro, não aprovar, não liberar a BITC para determinadas situações em que você faz aplicação errada do vidro, enfim, da esquadria em determinadas situações. Então, em alguns edifícios comerciais, por exemplo, você tem muitas vezes vidros que são aplicados em área de fuga, que obrigatoriamente tem que ser vidro corta-fogo, vidros de escada, que muitas vezes, se for rota de fuga, tem que ser um vidro corta-fuga, que normalmente é um vidro laminado, mas não é um vidro laminado comum, não é um vidro laminado normal, não é um vidro temperado. Então, assim, o conselho é sempre, busque o profissional correto e faça a especificação de forma correta para não ter problema futuro. Barato sai caro, né, Paulo? Não adianta. Eu vou comprar um guarda-corpo de um produto errado, muitas vezes simplesmente pelo fator preço, porque vai ter sempre alguém que faz mais barato. E aquele que faz mais barato, ele está atendendo todos os requisitos normativos? Ele te entrega um projeto executivo, um memorial descritivo exatamente do que ele está te entregando? Essas são perguntas que precisam ser feitas.
Não, é importante essa questão de preço, que você corte aí pelo menos com 3, porque às vezes a 1 fica muito discrepante. Peraí, tem alguma coisa errada. Vamos, como você falou, não existe almoço grátis.
Não existe.
E às vezes você quer economizar ali um almoço e o problema vem depois. Leandro, e nessa questão ainda de dicas, por exemplo, que tipo de dica você daria para um arquiteto na escolha de um vidro, por exemplo, para a sala de reunião, para que ele tenha ali essas questões acústicas, e a gente fala principalmente das questões de transparência. Às vezes você precisa de transparência, você precisa também, principalmente de acústica, por questões ali de... Tem assuntos que eu quero tratar, mas eu não quero que ninguém ouça do outro lado. E às vezes também eu quero privacidade. E hoje você tem tecnologia aí que, tudo bem, uma hora a sala está transparente, enfim... Eu quero mudar ali, quero... Colocar um blackout aqui. Eu queria que você falasse um pouquinho dessas tecnologias.
Paulo, hoje vou falar um pouquinho de um produto que a gente atende bastante, bastante projeto assim, que é o próprio vidro insulado com persiana integrada entre vidros. Então nós temos aí hoje um importante parceiro que a gente indica, que aonde o construtor ou o fabricante de esquadria ou vidraceiro ele manda o projeto para esse parceiro, adquire as persianas com esse parceiro, essa persiana é enviada para Divinal e a gente monta o vidro duplo com essa persiana dentro do vidro ali. E essa persiana pode ser tanto com comando manual, como com comando automatizado. Hoje com diversos meios de automação residencial, escritórios, hoje está bem fácil, bem acessível essa questão. Então uma das recomendações é esse tipo de produto, porque você consegue toda a transparência possível, você consegue controle acústico, está trabalhando com vidro duplo, e você consegue a privacidade de poder fechar uma persiana ao apertar de um botão, ali uma botoeira ou com controle remoto, orientar ou fechar ela totalmente. Aqui na sua própria escritória, aqui no estúdio, tem aí uma persiana... Entrevidos é Entrevidos? É Entrevidos. Então hoje a gente tem a opção de fornecer esse produto direto já com a persiana, saindo lá da fábrica, montadinha dentro do vidro, sem maiores problemas. Existem outros produtos no mercado, a gente atualmente não trabalha com outros produtos, mas esse é um dos principais, principalmente para salas de reuniões, médio e alto padrão, para grandes hospitais que utilizam bastante esse produto, onde você tem que ter ali um controle absurdo de limpeza, então as persianas não podem estar juntando poeira, enfim, e ela estando ali protegida e fechada, Entre vidros você diminui todo esse risco de limpeza, de manutenção, de contaminação em geral. Então acho que esse é um dos principais produtos que atende bem esse quesito.
Bacana, dicas do Leandro aqui no Construa e Cache. Leandro, já estamos chegando no final do nosso episódio. Como que você enxerga a qualidade da construção brasileira, tendo em vista que a gente vem falando muito sobre essa questão da construção tradicional e da construção industrializada? Falam que construção industrializada é caro, que é muito mais barato construir de forma que essa construção tradicional, ou seja, empilhando tijolos. Só que o tradicional você fala de uma diferença de centímetros, e a industrialização você fala de milímetros. O vidro, inclusive, é trabalhado em milímetros. Quais são as dificuldades quando as construtoras vão instalar um vidro no sistema tradicional e ir fazendo o comparativo com as construções industrializadas?
Paulo, eu diria que hoje, eu acho que o Brasil avançou bastante, já avançou bastante e tem muito caminho pela frente aí pra avançar. A própria, falando um pouquinho do setor do vidro aí, de esquadrias, a industrialização aí veio pra ficar, trouxe aí muita, empregou muita tecnologia, hoje você tem aí produção, uma produção absurda, hoje o consumo de vidro tá muito maior do que 10 anos atrás. Estou falando de vidros que hoje você consegue produzir um vidro laminado, um vidro temperado em questão de 2, 3 dias, as vezes até menos e com uma qualidade incomparável, com controle de medidas, com uma facilidade de ter toda a tecnologia embarcada ali, onde você tem robôs trabalhando dentro das fábricas, você tem equipamentos CNC conectados, enfim, tudo isso trazendo aí muita praticidade. E no mercado da construção em si, eu acho que vem a cada vez mais vem se inovando, hoje você vê um prédio ali, você passa uma semana, você vê ali eles fazendo a terraplanagem e batendo estaca nos terrenos, três meses depois você passa a ter o esqueleto inteiro do prédio em pé lá e o pessoal só colocando os fechamentos laterais e internamente a gente sabe que mudou muito né, hoje as divisórias internas aí tem aí N tecnologias que vem utilizando aí e o vidro não é diferente, os cachilhos de alumínio hoje você fabrica um cachilho de alumínio com poucos minutos você tem uma janela pronta e eu não tô falando uma janelinha, tô falando uma janela com bastante tecnologia embarcada ali com persianas integradas, muitas vezes de forma automatizada, com vidros inteligentes, enfim. Eu digo para você que em poucos anos a gente vai ver aí muitas fachadas captando energia solar na fachada do vidro e gerando energia do próprio prédio. Então, acho que esse é um desafio aí que é uma coisa, é um caminho sem volta, não dá para ficar preso no passado e precisamos avançar.
Você acha que a industrialização tira emprego?
Não, eu acho que a industrialização faz com que as pessoas se desloquem. Eu não acho que tira emprego, pelo contrário. O que precisa, o desafio é formar mão de obra qualificada para ocupar essas novas posições. Então, por exemplo, hoje vamos sair um pouquinho do mercado do vidro. Se a gente andar 30 anos atrás, você tinha lá a pessoa que ia inchada trabalhando na lavoura, na roça de café, na roça de arroz e feijão ali com uma inchada. Hoje você vê tratores 100% automatizados trabalhando sozinho e ali duas, três pessoas num escritório manipulando esses tratores com controles, com GPS, com servidores, com computadores, enfim. Só que, tudo bem, mas e o cara que operava a máquina? Tudo bem, esse cara teve que se reinventar.
Ele teve que... Muitas vezes esse cara que está operando essa máquina.
Muitas vezes ele está lá dentro do escritório operando, é exatamente isso. Só que aí não é só isso, você cria outros pontos, porque você tem que ter mão de obra especializada para poder fazer a manutenção daqueles tratores, você tem ali mão de obra especializada para poder estar monitorando esses tratores via GPS, você tem ali pilotos de drone, indo, mandando um drone para ir até o local daquele trator, assim como a indústria do vidro. Eu me lembro lá, a gente tinha um número maior de funcionários, óbvio, só que você tem que ir migrando esses funcionários para outras funções e preparando eles. O grande desafio que eu diria hoje do nosso mercado é formação de mão de obra. Eu acho que tem muitos gaps aí, tem muitas empresas precisando contratar mão de obra qualificada e falta exatamente por conta da desinformação, porque existe uma área da sociedade que prega exatamente que a tecnologia tira emprego. Eu acho que é o contrário, ela gera oportunidades.
Ela gera oportunidade. E no quadro Convidado com Vida, Leandro? Quem você gostaria de ver aqui, de ouvir? Eu vou até pedir uma dica. Se possível, alguém da área de Caixilho. Acho que dá um pouco de continuidade no nosso episódio.
Olha, Paulo, eu acho que nós temos diversos especificadores aí no mercado, mas alguns... Alguns arquitetos aí, alguns consultores, por exemplo, tem...
Calma, você pode citar dois nomes, tá? Se você quiser ouvir um arquiteto, você pode falar. Pode ser o arquiteto... Se você imaginar, a gente traz ele aqui. Se for uma pessoa de Caixilho, a gente traz. Dois nomes, vamos lá.
Deixa eu falar o nome de um consultor de esquadrias, que é o Paulo Martins, que é bastante conhecido. Eu acho que é um dos principais consultores aí hoje. Além dele, tem vários, mas não dá para falar um aí. Enfim, apesar de há muito tempo não estar com ele pessoalmente, eu acho que o consultor Paulo Martins é uma excelente convidado, estou te convidando para participar dessa oportunidade de falar da importância da especificação correta de vidros e de esquadrias para esse mercado. E acho que seria interessante, de repente, você fazer um podcast aí, quem sabe um consulcast A3, trazendo aqui um fabricante de esquadrias, principalmente os fabricantes de esquadrias de casas de alto padrão. É bem interessante, porque tem bastante assunto para tratar. E, de repente, aí um especificador, um consultor gigante, como o Paulo Martins, por exemplo, enfim, entre outros.
Então, você quer citar um nome para eu trazer esses três aqui, para a gente fazer esse bate-papo a três?
De repente, vou pensar aqui, Paulo, acho.
Que... Você quer falar depois.
Não, eu te falo depois. Deixa eu falar com a pessoa primeiro, e aí, né, você... falei aí do Paulo Martins já, eu peço licença até para falar de um outro, que é o Igor Alvim, por exemplo, do Rio de Janeiro também, é outro consultor bem conhecido aí, que poderia estar aí contribuindo e trazendo muita relevância, muita informação. para esse mercado. Mas o Serralheiro, eu vou buscar aí alguns nomes, vou convidá-los e aí te coloco em contato com ele para poder trazer essa... Vai trazer bastante conhecimento aí para a galera.
É, porque é importante, né? Tendo em vista que a gente... O nosso desafio aí é unir toda a cadeia da construção, arquitetura, engenharia. Eu acho que quando você traz nomes com relevância, com bastante experiência, que é o seu caso, eu tenho certeza que, enfim... Dá outro nível aí pro nosso canal. Leandro, e antes de a gente encerrar, queria que você desse aí seu recado final.
Bom, vamos lá, Paulo. Primeiramente, agradecer, né, a Consulcast, a sua equipe e vocês aí, por esse convite. Acho que foi um bate-papo muito gostoso aqui, enfim. E gostaria de deixar aí um recado bem interessante. Como eu falei aí em algumas oportunidades, algumas vezes, esse ano a nossa empresa Divina Ouvidos, a empresa que eu já estou lá pra completar 20 anos em breve aí, completa 70 anos de mercado e nesses 70 anos aí foram, passou por diversos desafios e esse ano a gente pretende trazer aí uma bastante novidade para o mercado, o ano que vem é um ano difícil Fesco é um ano que vai ter feira, um ano bastante atípico, esse ano também tem diversas atividades ocorrendo lá, então em breve trazemos para o mercado uma oportunidade incrível de conectividade, oportunidade de novos negócios para os nossos clientes parceiros. Então, deixo aqui uma dica para você cliente nosso que segue a Divinal, segue a Divinal Vidos, fica atento que em breve a gente vai trazer uma oportunidade muito interessante, muito bacana aí para vocês aí ter mais assertividade e trabalhar com muito mais facilidade aí nesse mercado incrível que é o mercado da construção civil. Tá? Aproveito pra agradecer a todos os telespectadores que nos assistiu, que ainda vão nos assistir aí.
E que ouve, né? Também, né?
Que ouve, né? Que tá nos ouvindo aí. E... Paulo, parabéns pelo Consulcast. Excelente iniciativa. Muito bacana. E pessoal, mais uma vez obrigado. E fica o convite para vocês conhecerem a Divinal Vidros e nas nossas duas unidades, São Paulo e Belo Horizonte. Vocês vão se surpreender ali com as possibilidades de utilização do vidro, enfim. Nós temos lá amplo estacionamento, muita facilidade de chegar. Em São Paulo estamos do lado da USP. muito próximo ali da... numa paralela marginal, na Avenida Torres de Oliveira, e em Belo Horizonte, na Via Expressa, próxima de Contagem, muito fácil acesso também, e com amplo estacionamento. Então não se preocupe, chegando lá, o convite, vocês estão convidados, é só chegar, entrar, estacionar, tomar um cafezinho gostoso com a gente, e conhece lá nossas instalações. É isso aí. É isso aí.
Conversei com o Leandro, que é um... Enfim, Leandro, eu tenho um... muito... me sinto muito honrado em ter você aqui. falando com esse público tão qualificado, que é o Constricash. Mais uma vez, obrigado. E pra você que me ouve, pra você que me assiste, eu peço mais uma vez que compartilhe nossos conteúdos, se inscreva em nossos canais e você que tá ouvindo, vai lá, dá cinco estrelas, que isso é muito importante aí pro crescimento da nossa audiência. Um abraço e até o nosso próximo encontro. Lá, Leandro, naquela câmera.
Tchau, pessoal.
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