Podcast da Construção Civil | INDUSTRIALIZAÇÃO DE BAIXA RENDA | Eduardo Gorayeb | Construecast

Podcast episode (Portuguese) in which host Paulo interviews Eduardo Gorayeb about industrializing residential construction in Brazil using Light Steel Frame. Gorayeb recounts his career (Rodobens, Minha Casa Minha Vida), explains his factory-made kit approach (pre-cut steel profiles, cement boards, PEX plumbing, electrical harnesses) that enables full-wall panels shipped ready-to-install and rapid on-site assembly (example: ~17–18 panels for a 100 m² house assembled in ~4 hours; covered and finished in ~5–6 days). He stresses performance (thermal/acoustic advantages, IPT DATEC nº41 testing, corrosion protection grades), economic drivers (labor scarcity, material cost volatility), and systemic barriers (taxation, inadequate financing, need for standards).
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Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Está no ar mais um episódio do ConstrueCast. E hoje, mais uma vez, vamos falar sobre Steel Frame. O sistema construtivo lá, Steel Frame, chegou ao Brasil na década de 1990. Nessa época, já era um dos principais sistemas de construção civil dos Estados Unidos. De acordo com a Associação Brasileira da Construção Metálica, ABSEN, em parceria com o Centro Brasileiro de Construção em Aço, CBCA, o segmento apresentou o faturamento de R$ 10,6 bilhões em 2020, crescimento de 49,3% em relação a 2019. A produção atingiu o número de 1,03 milhões de toneladas em 2020. Para falar sobre o assunto, eu recebo Eduardo Gorayeb, que é engenheiro civil com mais de 41 anos de experiência no ramo imobiliário, dos quais 28 anos dedicados a rodobens, negócios e imobiliários. Foi um dos executivos que ajudou na criação do programa Minha Casa Minha Vida e foi eleito Personalidade do Ano pela revista Vida Imobiliária. Seja bem-vindo, Eduardo, ao nosso podcast.
Muito obrigado, Paulo. Muito obrigado. É um prazer muito grande estar aqui com vocês e vamos poder bater um papo sobre esse novo sistema construtivo que é o Light Steel Frame, que é o futuro desse país aqui e é a evolução da construção civil.
Eu fiquei bem impressionado com o seu currículo e não é à toa que você está aqui hoje conversando comigo. Eu queria entender como surgiu a industrialização da construção na sua vida.
Eu sou engenheiro de formação. Me formei em 1979 e, a partir daí, uma grande parte da minha vida foi em obras, sistemas construtivos. Mas o Brasil, eu sempre, durante a minha carreira, busquei quais eram as inovações que eu poderia implementar para melhoria de qualidade, para maior produtividade na minha atividade como engenheiro. Dentro disso, o mercado imobiliário, a construção civil em si, é uma construção que anda muito devagar. Não sei, parece que a evolução não chega. Só que também a nossa produção é muito baixa. Eu sempre brinco que é o seguinte... É a única indústria que é manufaturada. Então, a Constituição Civil, a gente põe tijolo sobre tijolo. Então, durante todos esses anos que eu tive, eu trabalhei em 28 anos na Rodobens, já estou há 12 anos com negócios próprios e trabalhei antes da Rodobens 4 anos, 5 anos em outras empresas. E durante todo esse processo, eu fui desenvolvendo. Para você ter uma ideia, quando eu fui fazer a abertura de capital da Rodobens, que a gente começou a estudar esse assunto em 2005, 2006. Em 2004, eu já fiz uma tentativa de construção metálica, que na época não se usava. 2004. Mas aí, no meio, lancei um condomínio, vendi todas as casas, mas aí, de repente, o aço subiu 30% e inviabilizou a minha construção. Na verdade, eu sempre busquei alternativas para o processo. Quando abrimos o Capital em 2007, em 2005, 2006, nós começamos a estudar sistemas construtivos, porque aí nós passaríamos de patamares de produtividade muito diferentes. Quando bem nessa época tinha uma produção de 600 unidades por ano, e após a abertura de capital, o meu plano de negócio previa que no ano seguinte eu já passaria para 2.400 unidades, quer dizer, quatro vezes mais. Então eu precisava de um sistema construtivo muito rápido, eficiente e mais interessante, porque a tese minha de abertura de capital é que eu era a única empresa que estava propondo construir casas fora das grandes capitais, no interior do Brasil inteiro, mas eu tinha uma grande dificuldade, que era a diversidade de materiais. Como é que eu poderia ter um sistema construtivo para construir casas no Brasil, usando materiais diferentes, garantindo a mesma qualidade, uma padronização de qualidade e de preço e de custo? Então, pesquisamos bastante na época, a indústria metálica não se interessou muito pelo assunto, e aí eu fui, me apoiei na indústria brasileira de cimento Portland, e trouxe o sistema de fórmulas de parias de concreto para o Brasil.
Isso em que ano?
2006. Na verdade, a primeira experiência eu fiz em 2004, mas em 2006 é onde eu comecei a operar mais forte. Em janeiro de 2007, pela Rodoban, nós fizemos a abertura de capital e aí começamos a construir casas pelo Brasil afora. Nós criamos duas marcas de produtos chamado Terra Nova e Moradas, então qualquer cidade que você chegar, você vai ver Terra Nova e tinha o nome da cidade. Terra Nova Cascavel, Terra Nova Porto Alegre, então...
Mas já construiu com o sistema de forma mesmo?
Já com o sistema de forma. Na abertura, isso. Então nós começamos a fazer forma de concreto, fomos pioneiros nesse sistema, trouxemos Compramos a primeira forma nos Estados Unidos de uma empresa chamada Altiles, então ninguém conhecia esse processo, então trouxemos os americanos para nos treinarem e aí começamos essa produção. Hoje é um sistema que está plenamente difundido. Nessa época não tinha nem norma brasileira para construir, nós fizemos um DATEC. O que eu estou passando hoje, começando de novo. Saí da Rodovesi em 2011, a partir daí fui tocar meus negócios próprios e já tinha desistido de mexer com construção civil, estava trabalhando mais com a parte de inteligência de mercado imobiliário, não abandonei o mercado imobiliário, mas depois olhando muita pesquisa de mercado e uma empresa que eu tenho de gestão de vendas, a EGS, é uma empresa que eu tenho de gestão de vendas, Essa empresa começou a vender muitos lotes no Brasil, mas muitos, durante os anos 2018, 2020, mas uma infinidade de lotes. E eu pensava, meu Deus, se tem tanto lote, precisa fazer casa. Mas fazer casa no sistema convencional não dá. E aí eu comecei a estudar o Steel Frame, que não é um sistema novo, muito pelo contrário do que você falou na sua abertura, que entrou no Brasil em 1990. Mas o Steel Frame hoje, no Brasil atualmente, ele é usado para construções de alto padrão, Então, é isso que eu.
Ia pontuar pra você. Pois não. Essa questão de você construir pra alto padrão e esse sistema acaba não chegando pra uma construção mais popular, eu diria.
Quando eu comecei esses estudos, eu também me deparei com mais uma coisa, não tinha norma. Apesar de muita gente construir steel frame, construir em cima da norma americana ou norma alemã. Mas por que eram empreendimentos de alto prazão? Porque como não constava em norma, você não tinha financiamento imobiliário. Então, só quem tinha capital para bancar obra que conseguia construir steel frame, que é um sistema com uma performance, com um desempenho infinitamente superior ao convencional, além da qualidade e do controle tecnológico de todos os materiais aplicados em uma obra. Porque imagina o seguinte, nós compramos hoje uma casa que é feita de um tijolo, que não tem controle tecnológico nenhum, que é feito de barro.
Você pega o barro ali, queima e.
Ninguém questiona isso, né? Então, na verdade, porque é um material usado como enchimento, né? Então é um material que tá ali pra preencher um espaço. Então eu comecei a estudar o sistema Steel Frame e realmente me deparei que o custo era maior. E aí começamos a estudar as composições de custos. E aí também me deparei, tive até, confesso para você, um pouquinho de dificuldade no começo, porque tudo que é barato no sistema convencional é o mais caro no sistema Steel Frame, porque a parede é a grande estrutura, é o grande elemento. Enquanto no sistema convencional, como nós estamos falando, a parede talvez seja um dos sistemas mais baratos. Mas é porque depois da parede, veio uma série de serviços em cima dela. E o sistema still frame não, ele já é acabado. Então aí começamos a estudar e aí eu deparei que eu precisava Uma vez que o material era de melhor qualidade, mas tinha um custo maior, eu precisava reduzir na mão de obra. E aí é que é a novidade da Tegoframe, a nossa empresa, onde nós resolvemos então fazer a industrialização do steelframe, não montar o steelframe no canteiro de obra. Mesmo porque, lendo pesquisa, eu já estou no mercado há muitos anos e eu venho observando. Primeiro, por que o sistema de industrialização no Brasil não foi pra frente até hoje? Porque nós tínhamos muita mão de obra, de boa qualidade e baixo custo. Então, quando você fazia essa composição, não tinha nada que batesse essa composição de custo. O que está acontecendo nos dias de hoje? Não temos mão de obra, a qualidade está ruim e o custo subiu muito. Então, o sistema industrializado, eu posso te garantir, Paulo, hoje, É o mesmo preço do convencional e, dependendo da obra, é mais barato. Sendo que, só analisando custos... Por questões.
Desse aumento de custo dos materiais tradicionais, convencionais.
É, e pela escassez de mão de obra. Quando é que inicia a industrialização? Quando você não tem mão de obra, você precisa começar a automatizar os processos. Aí você passa a ter produto melhor, porque ele tem uma padronização, o que não existe na Constituição Civil, tá certo? Então você tem uma padronização no processo, você opera esse processo num ambiente controlado, então faça sol, faça chuva, eu estou produzindo, então meu custo cai porque eu não tenho horas perdidas de trabalho, não tenho horas paradas, não tenho redução de acidente de trabalho mínimo, porque trabalha em ambiente controlado, com materiais, com controle de todos os equipamentos de segurança. Então, hoje, o que acontece? Hoje, você vê uma grande discussão no mercado que é o seguinte, não se cumpre mais custo, não se cumpre mais prazo e, eventualmente, a qualidade está deixando a desejar. Então, dentro desse cenário, hoje já começou a mão de obra ficando escassa, por quê? Está acontecendo um processo muito interessante, como em várias outras profissões. O pedreiro, que era aquele artesanato, aquele artesão lá atrás, o filho não quer ser pedreiro. Então, está tendo descontinuidade das profissões. Então, carpinteiro hoje você não acha mais. Marcineiro nem se fala.
Desafiador.
Desafiador. Então, assim, cada vez mais menos, porque essas pessoas que estão ainda em atividade, daqui a pouco não estarão mais e não têm os seus sucessores. Então, o processo de industrialização é um processo irreversível, na minha opinião.
Eduardo, quando você fala, né, tem algumas situações, inclusive eu passo às vezes em alguns canteiros, eu vejo que as pessoas estão de fato, assim, algumas pessoas construindo em steel frame, só que está sendo montado ali, enfim, na obra, já. Como que funciona esse processo, né, enfim, de uma forma simples pra qualquer pessoa entender? Hoje, como vocês fazem? Vocês fazem na fábrica? Isso é feito na fábrica? Essas peças, elas são identificadas e montadas ali no canteiro, em loco? Ou você já monta tudo na fábrica, traz os módulos prontos e só coloca?
Isso, Paulo, é assim. Nós fazemos na indústria. o kit. O que é o kit? São perfis engenheirados, então nós detalhamos painéis por painéis, paredes completas. Então eu faço o kit, eu corto os perfis, cortamos as placas cementícias, as placas USB, as mantas que vão no meio, a manta hidrófica, a lã de PET, tudo. Isso monta um kit. Aí vai para o nosso para nossa empresa de montagem, que pode ser um franqueado nosso, ou pode ser uma empresa construtora, ou no próprio canteiro de obra. Você monta uma estrutura, mas não é em loco onde vai se montar a casa. Aí se monta o painel, a parede inteira. Quando eu levo para a obra para montar, eu estou levando uma parede com janela colocada, hidráulica pronta, elétrica pronta, todos os pontos de tomada, pontos de chuveiro, toda a parte de revestimento externo, que é a placa cementiça, o produto final já pronto, então o aço já vai montado, a USB já vai colocada, a manta hidrófica já vai aplicada, até a manta que vai embaixo para fazer o isolamento, também já vai aplicado no painel. Então, na verdade, é um Lego. Para você ter uma ideia, eu monto uma casa em torno de 100 metros quadrados, as paredes que dão em torno de 17, 18 painéis, um dos nossos projetos, em quatro horas.
Quatro horas.
Quatro horas. Então assim, eu ponho uma casa e todos esses painéis prontos em cima de um caminhão, ele não descarrega no chão. Ele sai do caminhão e já vai montando em cima da fundação na sua posição da casa já.
Já estabelecidas ali em projetos.
Em projetos. Então, em quatro horas a casa está com todas as paredes prontas. Quando eu falo parede, eu tô falando assim, Não tem mais revestimento externo, não tem hidráulica, não tem elétrica, não tem quebradeira, já está tudo estruturado. Mais dois dias eu ponho a cobertura e cubro. Então com três dias a casa está coberta, com gesso aplicado e forro colocado. Desculpe, gesso aplicado e forro colocado mais dois dias. Então, com cinco, seis dias de trabalho, cinco, seis dias úteis, a casa está totalmente revestida por fora e por dentro, estruturada e coberta.
Hidráulica pronta?
Hidráulica elétrica pronta, tudo programado. A parte hidráulica, nós não usamos tubo PVC com conexões, é tudo tubo PEX. com conexões de engate rápido, então é tudo, não tem conexões, você não tem perda de carga, então a qualidade é muito superior. A parte elétrica é toda em chicote, então você chegou lá e é só conectar amarelo com amarelo, vermelho com vermelho e já está feita a coisa. Então não tem quebradeira, não tem nada. Então a gente conclui a casa rapidamente. Qual é a diferença do Steel Frame, a industrialização do Steel Frame para o convencional? Nós demoramos Mais tempo planejando do que executando. Não tem previsto na obra. Todos os desejos, detalhes têm que ser projetados. Porque do momento que entrou na produção da indústria, ela vai produzir uma casa dessa em um, dois dias e vai montar em mais três dias. Então, em cinco dias o processo inteiro de começar na indústria e terminar no campo está concluído.
E nesse sentido, de você ganhar agilidade no processo construtivo, de uma forma que você consiga reduzir custo, que acho que é o grande objetivo de você, quando você traz solução, uma solução... Enfim, por mais inteligente que essa solução seja, é importante que você tenha aí um baixo custo. Você já tem hoje casa de prateleira? Por exemplo, eu tenho um terreno. Você fala, Paulo, você vai preparar essa base para essa casa, a gente vai chegar e vai lá encaixar em, sei lá, em um mês você vai ter sua casa pronta. Você tem algumas casas, uma casa, e dá um exemplo como que uma pessoa que quer construir uma casa nesse sistema construtivo, o que ele tem que fazer? Quais são os primeiros passos? Adquirir o terreno, Procuro um projetista, procuro vocês. Como que a gente faz?
São duas formas. Você abordou uma coisa muito importante. Industrialização é industrialização. Então a gente tem que ter modelos de casa. Então, hoje, nós devemos ter uns seis, sete tipos de casas, que vão desde 45, 49 metros até 130 metros quadrados. Então, nós temos casas de dois dormitórios com banheiro, até dois dormitórios com suíte, duas suítes, três dormitórios com suíte, três dormitórios com... Enfim, uma variação. Com área gourmet, sem área gourmet, com cobertura, sem cobertura, de carro, com garagem, sem garagem, enfim. Essas casas já existem os projetos definidos, todos já estudados, as máquinas já programadas para produzir isso, porque é tudo automatizado. Tá certo? Pra mim, fazer um painel novo pra você, eu tenho que programar várias máquinas, porque os painéis saem com furação de caixa de elétrica, saem com os registros colocados, saem com tudo que você programou, já sai pronto, não se faz nada na obra. Na obra só se usa uma parafusadeira. só. Ponto de energia e parafusadeira. Então o painel vai pronto, ele vai resolvido. Então nós temos essas casas padrões já. Então o que uma pessoa quer, se ele tiver o terreno, muito bem, nós vamos passar um projeto, ele escolhe a casa que ele quer de catálogo, vamos chamar assim casa de catálogo, ele escolhe o modelo de casa que adequa pra ele, e aí nós temos casa pra terreno de 8 de frente, de 9 de frente, 10 de frente, tudo isso nós já estudamos.
Ah, você já tem um modelo de terreno ali? Também. Também, porque isso também você chega, ó, tem um terreno de 5 metros de frente. Então, ó, a gente tem essas duas opções pra você.
Isso, porque a matéria-prima minha é o terreno. Não adianta eu projetar a casa se eu não prever o terreno. Então, eu já tenho os terrenos previstos. Desde 5 metros de frente, como você falou, até 10 metros de frente, que são os padrões, hoje, usuais dos loteamentos. E aí o cara escolhe a casa, você quer essa casa A, o projeto de fundação é esse, você executa ou nós te indicamos um franqueado para fazer isso aqui, e essa casa custa X reais e eu te entrego daqui 30 dias. O que nós não fazemos? O acabamento final, que é colocar piso, Pintura e revestimentos. Por quê? Porque isso sai fora do processo de industrialização. Aí é uma personalização de cada cliente.
E também... Cada um quer da forma... Da sua forma.
Mas a casa está pronta, por exemplo, eu quero pintar. é só comprar tinta, contratar um pintor e pintar, porque já está com o gesso acartonado colocado, a junta tratada, pronto para pintura. Por fora, a placa cimentíssima já está pronta para receber uma pintura. Se ele quiser só pintar a casa, é só pintar a placa cimentíssima. Se ele quiser fazer algum revestimento, é colar em cima da placa cimentíssima. Então a gente tirou a parte de acabamento porque isso penalizaria muito o meu processo de industrialização e aí começa a ter um custo que não é viável.
É, porque você entrega a casa pronta, você já tá ali com um drywall, enfim... Tudo. Tudo, basicamente, você vai, ó... Agora você vai contratar um pintor, ele vai fazer algum, sei lá, algum ajuste, sei lá, uma... Eu não sei se... Eu acho que essa parte de ajuste, emenda de chapa, não tem nada.
Não, não tem ajuste. Não tem ajuste nenhum.
Eu fiquei curioso.
A casa está pronta, não tem ajuste.
Eu fiquei curioso, já me deu vontade de comprar um terreno.
E eu vou montar essa casa pra você rapidinho. E não tem ajuste. Eu só preciso sentar com você antes e você precisa me falar tudo o que você quer na casa. Eu quero um nicho pra botar sabonete aqui, eu quero um chuveiro aqui, eu quero que você me ponha uma tomada aqui. Pronto, seu projeto vai atender exatamente o que você desejou. E não tem ajuste, não tem improvisação. Tanto é que eu tô te falando que em três dias sua casa... Se você quiser morar na casa do jeito que eu vou lhe entregar, ela é habitável. É só você colocar vaso sanitário e ligar a água. É só isso que você precisa fazer, porque o resto... Quando eu faço a fundação, já sai... Dentro já fica toda a previsão de saída de água, de esgoto, entrada de água, entrada de energia, entrada de internet, tudo. Então você fala, eu quero tantos pontos de rede em tais lugares, já vai ficar tudo pronto, ar-condicionado, já está tudo pronto.
Agora, uma curiosidade, quando a gente fala ainda de redução de custo. Eu queria que você falasse um pouquinho da sua trajetória, você participou ativamente da Minha Casa Minha Vida, tendo em vista que é um projeto de baixo custo para atender uma população de baixa renda. teve toda a sua experiência com casas de formas prontas, eu acredito que toda essa sua vivência nessas duas experiências acabou trazendo bagagem suficiente para conseguir trazer um sistema construtivo, eu acredito que de baixo custo. Primeiro eu queria que você falasse um pouquinho dessa sua da sua trajetória na Minha Casa Minha Vida, como que surgiu, e se uma coisa tem ligação com a outra. Você fala, não, eu tenho o desafio de trazer um sistema industrializado de baixo custo, como que aconteceu tudo isso, como que acontece?
A gente tem o lado profissional e tem o lado de sonhos e de ideais. Eu também sempre tive o ideal de sempre produzir um produto muito bom, de boa qualidade, para uma classe mais baixa. Tanto é que nós, na Rodobens, nessa época, nós inserimos o conceito de condomínio fechado para produtos do Minha Casa Minha Vida. Eu vendia para clientes do Minha Casa Minha Vida condomínios fechados, com piscina, com área de lazer, com quadras, com a mesma infraestrutura que a gente fazia para classe média e média alta. E lá eu tinha a possibilidade de fazer isso também porque eram conjuntos grandes. Porque eu tenho um conceito de construção, e o que me atraiu no Steel Frame foi exatamente isso, Uma pessoa que compra um financiamento de 30 anos, ele talvez tenha uma oportunidade de comprar uma casa na vida. E essa tem que ser a melhor casa, de maior tecnologia, de maior durabilidade. Eu, se eu errar na compra da minha casa, eu tenho condições de vender e comprar outra. Essa pessoa talvez não tenha mais essa condição. Então, o conceito de construção popular ou de baixa renda, não sei qual é o nome que nós vamos adequar, É um pouco distorcido no meu conceito, porque é o seguinte, construção de baixa renda não significa construção de péssima qualidade ou de baixa qualidade, significa um produto menor com estudo de viabilidade e custos, mas de produtos de durabilidade e qualidade. E foi assim que nós fizemos na Rodobens, quando nós fizemos a tecnologia da parede de concreto, que era, na época, inovadora e que a gente entregava um produto de qualidade. Tanto é que a maior prova disso hoje é que outro dia eu fiquei super orgulhoso, inclusive. Em Rio Preto, nós temos um condomínio, um grande complexo, que se chama Parque da Liberdade. Nós temos 3.500 casas em seis condomínios. E eu vendi essa casa 60 mil, 65 mil.
Pronta.
Pronta, concluída, condomínio fechado, tudo. Eu estou falando em 2010, 2011. Que corrigindo hoje, daria para vender por 190, 210 mil. E eu vou lá comprar uma casa dela. E eu fazia um negócio interessante nesse condomínio da Rodovinas. Cada condomínio que eu lançava, eu comprava uma casa.
Eu.
E eu tenho. Algumas eu já vendi, mas eu ainda tenho algumas casas lá. Por quê? Porque eu queria acompanhar a evolução do condomínio, como é que acontecia. Eu, como condômino, participaria. E, segundo, que eu queria ver quanto valia.
Até a reação das pessoas também, né? Do usuário no dia a dia.
E, Paulo, eu vendi uma casa no Parque da Liberdade agora por 300 mil reais. Eu levei um susto a hora que o cara me falou que valia 300 mil e que tinha comprador. Eu falei, se você tem comprador pode vender e ele vendeu. Então, isso mostra que quando você entrega um produto de qualidade e você tem um produto que agrega valor, Todo mundo ganha. Você acha que esse cara que comprou minha casa, minha vida, ele tá inadimplente? Jamais.
Jamais.
Por quê? Porque o que ele paga hoje é muito menos do que a casa dele vale. Da onde surge a inadimplência? Quando você tá pagando uma coisa que você enxerga que ela não vale. Você fala, bom, é melhor eu perder.
Isso aqui... Deixa de fazer sentido.
Deixa de fazer sentido. E o Still Frame tem uma coisa que é fantástica. Fantástica. A parede que eu faço uma casa de 45 metros é a parede que eu faço uma casa de 10 milhões de reais. O material é o mesmo, a tecnologia é a mesma, o produto é o mesmo. O que vai variar é que na casa de 10 milhões de reais eu vou botar um granito no chão e aqui eu vou botar uma cerâmica. Mas a qualidade do produto, a durabilidade, o conforto térmico, conforto acústico, Durabilidade dos materiais. Este frame, 500 anos de durabilidade. Aço todo zincado, material com conforto térmico, conforto acústico, tubulação impex, que você não perde. Parte elétrica toda em chicote. aonde você consegue fazer. Isso realmente é fazer engenharia, isso é fazer empreendimento imobiliário, na minha concepção.
Você sabe que tem um ponto muito importante que valeria muito a pena, tendo em vista que você conhece toda essa cadeia desde o tradicional, parede de concreto, steel frame, eu queria que você falasse um pouquinho dessa questão acústica, acústica e térmica. Eu não lembro agora o ano que teve várias construções no passado que a qualidade construtiva dos materiais eram péssimas, acabou vindo uma norma que te obriga a colocar uma janela melhor, que te obriga a se preocupar com a qualidade do barulho que está vindo da rua para dentro dessas casas, desses apartamentos. Como que você avalia hoje a qualidade construtiva da parede de concreto, dessas paredes tradicionais que são construídas hoje, de alvenaria tradicional, e trazendo aí um comparativo para o steel frame?
O som, vamos falar do efeito acústico e depois o térmico. Para efeito acústico, a parede convencional você tem um bloco de tijolo rebocado Então, por ali, pouco passa som também. A parede de concreto, mesma coisa.
Mas e essas janelas, por exemplo, se ela não está dentro de uma norma?
Então, isso sim, é onde eu vou chegar. Então, nas paredes, pouco passa som, porque as paredes têm uma vedação, é uma barreira natural. Por onde o som passa? Pelas janelas, pelas portas, pelos vanfos. Então, quando você tem uma janela que não atende uma certa vedação, ela passa mais ou menos som, porque sempre por janela vai passar. Você teria que trabalhar com janela de vidro duplo, porque você tem um vidrinho lá muito fino. Mas você tem janelas melhor com isolamento e pior isolamento. Mas é por aí que passa. Então, no efeito acústico, é pouca diferença, eu diria pra você, de qualquer um desses sistemas. O Systems 2 Frame tem uma acústica melhor porque você tem um colchão de ar no meio. Então você tem uma... uma espessura aqui de material, no meio você tem o aço e você tem uma lã isolando isso, e depois você tem outra barreira. Então, enquanto você tem no tijolo e na parede de concreto um maciço único em que transmite... E você fica engessado também, né? Engessado, exato. Aqui você tem ainda um colchão de ar, que só o colchão de ar já seria suficiente para ter o isolamento acústico. E com a manta, impressionante, ela segura tudo. Tanto é que a gente usa muito Steel Frame para fazer salas de reuniões, porque não passa. Quanto ao fator térmico, aí, sim, tem diferença, bastante. Uma parede de concreto, por exemplo, a gente, quando usava na rodobenza, a gente usava expansor de ar, Mas ela transmitia um pouco de calor, sim, porque ela é um maciço, como eu te falei. Incidiu aqui 40 graus, vai passar 30 para dentro. Dez se perde.
Se fizer um teste, se você tiver um dia de muito calor e você tocar na parede por dentro, ela está muito quente.
Está quente, porque transmite. A do tijolo, mesma coisa. Já no Steel Frame, não transmite. Então eu até te convido pra você um dia ver, você põe a mão aqui e vai estar 40, 50 graus, e você põe aqui e vai estar 20 e poucos graus. Por quê? Por causa exatamente que não tem essa transmissão, porque o calor é por ondas, né? Então como você não tem elementos, você tem um colchão de ar ali, Então ela passa, e a lã de pé te segura. Então o isolamento é espetacular. Você entra hoje numa casa, só de você sair do sol e entrar na casa, você já sente a diferença térmica. Então é um sistema que... Infelizmente, nós não temos ainda uma cultura da indústria, da indústria de base, apoiar a industrialização de casa. Então, você vai fazer industrialização, você tem muito mais impostos, você é muito mais tributado, você não tem uma política de fornecimento de matéria-prima. Então, quando começa a vender muito, a indústria de base aumenta o preço, que viabiliza o negócio. Então precisa criar uma política de industrialização, porque nós não temos outro caminho, Paulo.
Mas você acha que a industrialização da construção seria a solução para o déficit habitacional que o país passa, enfim, vem passando por longos anos?
Mas lógico. Olha, pega o histórico de 20 anos. vê se o déficit habitacional só não aumentou. E nós tivemos vários programas habitacionais, tais como Minha Casa Minha Vida, tá certo? Mas não adianta, a população cresce também. Então você produz, então a industrialização, primeiro, democratiza a construção. Porque, eu vou dizer uma coisa, o meu sonho, e vai acontecer logo ali, é que daqui a pouco você vai na Leroy Merlin, numa 6C, você vai comprar meu painel e você vai montar sua casa. Porque é só parafusar. Entendeu?
Você vai ter um manual ali, você tem um terreno para você.
Exatamente. Está aqui. A fundação é essa, você pode fazer e você vai lá construir. Ainda não dá para fazer, porque eu ainda preciso... Nós não temos ainda indústria de base de algumas etapas que eu ainda preciso executar na obra. Mas estamos caminhando para isso, estamos buscando soluções. Estou fazendo viagem para o exterior buscando outras tecnologias, outros elementos, outras coisas para poder incorporar no meu processo. E a gente criou a rede de franquia, a Innova, exatamente para poder fazer essa distribuição, distribuir essa tecnologia.
Para você conseguir ampliar para o mercado.
Eu quero que todo mundo conheça o processo, tanto é que quando eu fiz o meu DATEC, eu fiz um DATEC aberto.
O que é um DATEC para o público que não conhece?
DATEC é o seguinte, quando você não tem a norma que especifica o que que... não conhece aquele processo, não tem uma normatização para você construir, você não consegue ter acesso ao financiamento, porque o banco não vai financiar uma coisa que não tem garantia, que não tem normatização, perfeito? Aí você faz um DATEC, que é Desempenho Técnico. Então eu contratei o IPT, o IPT foi, eu construí 10 casas, o IPT ensaiou acústica, é o DATEC nº 41. Se você entrar hoje na internet e botar DATEC nº 41, você vai ver lá, Tegoframe, todos os ensaios do IPT, de tudo. climático, acústico, fogo, impacto, umidade, germes, fungos. Tudo isso foi ensaiado. Parafuso, não é qualquer parafuso que eu posso usar. Tem que ter uma especificação do parafuso, a anodização dele, a galvanização dele. O aço não é qualquer aço. É um aço Z275 com certo nível de galvanização.
Eduardo, desculpa só te interromper, e essa mesma solução, ela se aplica para você construir uma casa no litoral, tendo em vista que você tem ali um processo de corrosão?
Perfeito, ótima pergunta.
Isso porque você nem quer mudar, né?
Muda a qualidade do aço. Então, em vez de você usar o Z275, você tem que usar o Z350, que é uma galvanização muito superior para poder resistir à maresia, entendeu? Então, tudo isso está preparado, Paulo.
E você tem toda essa solução.
Tudo. Perfeito. Temos essas soluções e mais. E outra coisa, nós estamos fazendo no Steel Frame coisas que você nem imagina.
Posso fazer uma provocação aqui? Eu tô impressionado com o que estou ouvindo hoje de você, de fato. E eu tenho o desafio que é levar esse tipo de conteúdo pra pessoas que estão buscando aí uma forma de construir casa. Tem gente que, ah, vou casar, eu quero comprar um apartamento na planta, muitas vezes porque não conhece. soluções, eu não diria mais em conta, mais barata, porque hoje você vai fazer um financiamento, de fato, é muito desafiador, desmotiva.
Esse é um problema que nós vamos ter que conversar.
Nós conversamos sobre essas questões de soluções prontas. Você tem aquele chicote pronto para banheiro. Muita gente que ouve... Eu estou falando de engenheiro, de arquiteto, não sabe o que é isso. Estou falando de estudantes e universitários que não sabem o que é isso. Então, como eu vou muito em obra, eu sei o que é. Você topa um dia a gente marcar pra fazer vídeos curtos?
Topo!
Essa é a solução tal, essa é a solução y, como funciona essa ligação em plug and play, por exemplo, chega uma parede, isso aqui funciona dessa forma, porque só assim a gente vai levar um conteúdo para esse público que, de fato, a gente quer atingir. Porque quando você falar de alto padrão, ele contrata uma empresa, ele tem o capital, ele vai lá, monta a casa dele, enfim, não importa se... Ah, não quero esperar a norma, Dani, se eu vou construir porque eu tenho o capital, eu vou lá e compro. O que você acha?
Vamos!
Tranquilo. Não tinha programado isso, tá? Tranquilo.
Vamos ter imenso prazer. E olha que coisa interessante. Quando nós fizemos a Tegoframe, e agora nós montamos uma empresa que se chama Nova House, que é uma franqueadora. Por que eu fiz isso? porque eu quero difundir o processo. Então, na verdade, a Innova House, ela faz franquia para quem? Para construtores, porque eu quero difundir o meu processo para vários construtores, para esses construtores poderem atender vários clientes finais. A única forma de eu ter uma abrangência grande é se eu fomentar as pessoas que trabalham no mercado imobiliário. Então, o meu objetivo, o que é? Eu pego a Innova House, vendo uma franquia para a construtora A, e vou evoluindo. Ele não precisa se preocupar com a evolução do processo. A nova house, através da Tegoframe, que é a indústria, nós temos um departamento de estudo para isso, nós constantemente estamos evoluindo no processo. Então eu vou passando para esse franqueado a evolução do processo. Então ele vai produzindo cada vez mais, mais barato, porque atrás dele tem uma indústria que está pensando em novas soluções, em customizações. Então isso é muito importante. Nós não somos uma franquia B2C. Nossa franquia é B2B.
Mas vocês tem aí o desafio de levar para o B2C, na verdade o conhecimento.
O conhecimento sim. E eu vou levar o conhecimento através de quem? Do franqueado. Porque como eu posso estar em vários pontos ao mesmo tempo? ensinando e disseminando a minha tecnologia, a nossa tecnologia, para vários construtores, porque eles estariam falando com vários clientes.
Acabou de surgir uma... Hoje está sendo muito usado isso no mercado de energia solar.
Energia solar. Perfeito. É isso aí.
É isso, né?
Inclusive a casa nossa vai com energia solar. Então, ela é toda sustentável. Então, nós estamos fazendo várias parcerias. Para você ter uma ideia, nós estamos fazendo parceria com seguradora, porque se você tiver manutenção, vai ter um seguro para te dar manutenção, apesar que essa casa não é para dar manutenção. Energia solar, você vai comprar vários itens da sua casa dentro do próprio sistema da franquia, entendeu? Com tudo isso, você vai poder customizar, porque a hora que eu dou volume, eu consigo comprar no atacado, eu consigo passar esse preço para o meu cliente final.
E isso vai ser, assim, eu não sei como está sendo feito hoje, mas é tabelado? Por exemplo, se você tem ali 10 franqueados, todos eles têm que vender essas casas no mesmo valor? Existe uma regra? Não. Ou não, cada um dá seu preço de acordo com a região que você está inserido ali?
Não, depende muito, porque você sabe, né? Depende da operação. Por exemplo, às vezes, vamos dizer, o custo da casa para todos os franqueados é igual. Por quê? O que vai variar, frete, Eu tô mais perto da indústria, eu tô mais longe da indústria, eu tenho frete de diferença. Mas também esse franqueado, como eu te falei, a nossa parte de industrialização vai até a estrutura da casa, o fechamento. Aí o custo vai variar dependendo do acabamento que cada um queira fazer, do recheio. que cada um queira colocar na sua casa.
Mas aí é uma decisão do consumidor final, do investidor ali.
Perfeitamente. Então assim, teoricamente, e você tem regiões que você tem algumas variações, mão de obra, por exemplo, apesar de nós usarmos pouco a mão de obra, mais 20% do nosso custo é mão de obra. Então você vem pra São Paulo, a logística é mais cara, mão de obra mais cara do que se você for em São José do Rio Preto, que não tem logística nenhuma, porque você transita fácil. São Paulo você tem que operar de noite, porque as casas são montadas com caminhão Munck, né? Então tem que ser isso. Então, assim, o custo não vai variar muito. Tem essas... peculiaridades de cada região, de cada projeto.
É detalhe, né, que está muito ligado ao transporte, dificuldade, às vezes, de acesso a um determinado área.
Mas a ideia é que você tenha realmente, vamos dizer assim, uma padronização, inclusive, de preço com uma variação, sabe, 5% a mais, 5%, 10% a mais, 10% a menos, é isso. Esse é o negócio. E só faz sentido se for assim.
E você tem alguma dica para quem quer, por exemplo, eu quero construir uma casa. Recentemente eu tenho uma amiga que está construindo uma casa e ela falou, eu tentei construir com alguma solução industrializada, mas assim ficou inviável. Então ela acabou optando por um sistema construtivo tradicional e no caso dela, enfim, o problema não era financeiro, mas assim, ficou muito caro para ela. Quais são os caminhos que as pessoas devem procurar na hora de fazer uma construção residencial ou qualquer outra construção, tendo em vista que você tem um conhecimento bem interessante no mercado?
Paulo, o que eu tenho hoje, ciência, nós somos a única empresa que está industrializando no Brasil, Steel Framing. Você tem lá, Brasil ao Cubo, que faz módulos, você tem outros sistemas, você tem várias empresas que estão trazendo algumas soluções.
Até aproveitar e mandar um abraço pro Ricardo, querido amigo.
Então, você tem a Tec Verde que faz o de frame, não é isso? A Tec Verde é industrializada igual a Tegoframe, só que ele faz o de frame, eu faço o Steelframe. Mas o processo de industrialização dele é igual o meu, muda material. Ele usa madeira, eu uso aço. Eu acho que essa realidade do seu amigo já foi. Hoje o sistema industrializado é muito competitivo com o tradicional. Além do que, você tem previsibilidade de custo, que hoje no comercial você não tem. Você tem previsibilidade de prazo de entrega. E outra coisa, você tem controle de qualidade. Gente, eu bato muito nisso, porque as pessoas olham o custo. Vamos olhar qualidade, durabilidade, não estamos comprando um sorvete que chupa e joga fora a casquinha. Nós estamos comprando uma casa que tem que ter valorização, que tem que ter resistência, que tem que suportar e ganhar, entendeu? Tem que ter um comportamento condizente, um comportamento, eu quero dizer, térmico, acústico, legal.
É, e você ter um controle de tudo isso, né? Faz toda a diferença. Igual a gente tava falando, né? Do sistema tradicional, que você pega ali, o sol bate numa parede, passa o calor. Aí, se você quer evitar que isso passe, você precisa usar ali um... Um isolante térmico. Um isolante térmico, enfim. E não só isso, né? De repente, até você acabar mudando a sua fachada, pra você criar, né? brise, criar alguma coisa.
E um fator muito interessante que a gente fala é o seguinte, Ainda não chegamos nisso, mas na verdade, essa casa de steel frame, ela tem uma flexibilidade absurda. O dia que você for nos Conhecências do Usador Preto, eu vou te mostrar a conexão do steel frame com alvenaria. A conexão do steel frame com o metálico. E você não vai ver nada. Agora, um negócio que eu acho que é muito importante a gente salientar aqui. Steel frame não é drywall.
Me conta mais sobre isso.
Isso é um negócio... A indústria de gesso trouxe para o Brasil o drywall, incultiu o drywall como parede. E hoje, quando você fala em steel frame, as pessoas falam assim, é drywall, eu vou bater aqui e atravessar lá. Esquece. Uma coisa é drywall que é uma divisória. Outra coisa é, o steel frame é uma parede estrutural. Vamos começar o seguinte, um drywall você faz com 4 centímetros de espessura. Steel frame, 13 centímetros de espessura. Só de aço, nós usamos um perfil de 9 centímetros de largura. Depois vem uma placa USB de um lado, outra placa USB de outro lado, placa cementícia, 13 centímetros de espessura. Então, aquilo você pode bater com marreta, aliás, na nossa indústria nós temos uma parede de alvenaria e uma parede de steel frame, você bate nas duas. Uma você vai derrubar, outra você vai amassar, mas não vai derrubar. Nesse da TEC nosso, da TEC número 41, ela suportou 40 minutos de fogo a 1.200 graus e depois desse tempo sofreu um impacto, ainda pra ver se caía.
40 minutos?
Sobre 1.200 graus e depois de 40 minutos de 1.200 graus ainda um impacto. E não caiu.
Eduardo, de fato, eu estou um pouco impressionado, porque você bateu muito na tecla que, de fato, é um sistema construtivo acessível hoje.
Claro que é.
Não vou falar de preço, porque isso varia demais, mas como que eu faço para conhecer um pouco mais sobre esse sistema construtivo? Estou falando quando eu falo eu, quem está assistindo, quem está ouvindo.
Vou te convidar para você ver montar uma casa, então agora a próxima casa que eu for montar e você vai lá visitar, você vai cronometrar, eu vou te deixar um vídeo da montagem de uma casa de 100 metros quadrados, que está cronometrado o tempo de trabalho. O que você vai ver ali é horas trabalhadas.
Isso é tranquilo.
E aí você vai ver a simplicidade de construir uma casa. Você não vai acreditar, Paulo. Você vai falar, não, é brincadeira isso aqui. Porque toda a solução da casa já foi feita. Ela está pronta. É só montar.
É importante se alientar, porque teve todo um estudo antes. Não é que é fácil.
É fácil montar. Mas você ter uma indústria por trás, você ter uma ideia, as placas saem todas pré-furadas, para o cara não errar onde pôr o parafuso. Você entendeu? E com isso a gente tira a tensão superficial da placa, ela não trinca. Então tem uma série de detalhes que a gente faz que precisa ter um pouco de know-how de construção para poder eliminar. Fora isso, temos vários consultores que trabalham conosco, pessoas especializadíssimas. Isso não é brincadeira, isso é uma coisa que vai muito investimento, vai muito a tecnologia. Mas o produto final para o cliente final tem que parecer simples mesmo.
E no Brasil, onde está sendo mais utilizado o sistema construtivo?
Eu acho que mais no estado de São Paulo e sul, sul e sudeste.
Está voltado mais para a classe alta? Alta.
Quem está tendo a iniciativa agora de buscar esse mercado de mais baixa renda, Eu acho que somos nós.
Mas você já tem algum case que você gostaria de contar aqui pra gente, aproveitar a oportunidade?
O meu da TEC eu tirei em cima de casa de 49 metros. Você teve a obsessão que eu tenho desse negócio. Eu fiz numa casa de 49 metros pra ver se eu consegui. O produto ficou muito bom. O produto ficou muito bom. Mas o meu custo ainda está um pouquinho alto. Mas por quê? Porque eu tenho uma tributação muito grande. E também o seguinte, uma coisa que é importante, eu estou refazendo meus estudos. Porque, Paulo, é importante saber assim, quando eu tiro da TEC, eu sou obrigado a construir daquele jeito que eu certifiquei. Eu não posso mudar nada.
Você não pode mudar.
Não posso.
Mesmo usando a mesma solução construtiva?
Não posso. Porque o que foi testado foi aquele conjunto.
Entendi.
O conjunto. Muito bem. Então, até a norma sair, eu estava engessado no meu DATEK. E o meu DATEK eu fiz com toda a segurança do mundo. Então, ele era um DATEK mais pesado. Quando saiu a norma, a norma deu algumas aberturas mais leves. Então, hoje eu estou refazendo o meu estudo de casa mais barata, em função de eu poder reduzir algumas coisas. Eu estou quase chegando no custo, quase. Eu estou pertinho. Estou curioso. Eu só vou te falar a hora que eu falar. Agora eu cheguei. Mas para casas acima de 70, 80 metros quadrados, se eu não ficar no mesmo preço, eu vou ficar abaixo. Tá certo? Mas mais caro não.
Não, eu tô assim, de fato, sabe quando dá vontade de comprar um terreno, assim?
Vamos fazer!
Eu tenho essa ousadia, assim, sabe? Eu sou um pouco ousado. Não é até que eu tô aqui dando a cara aí pra aparecer, enfim, pro Brasil inteiro, pro mundo, pra, de fato, trazer. pessoas como você, com o intuito de promover ideias e soluções para o mercado de arquitetura, engenharia e construção.
E tem uma ideia de que o Steel Frame tem limitações de construção. Não, deixa o arquiteto voar, pode fazer o que quiser. O Steel Frame é um processo totalmente flexível.
Então você não fica engessado, é isso?
Não. É diferente, né, Paulo? As pessoas não entendem o seguinte. Uma coisa é aquela pergunta que você me fez. Você tem uma casa padrão, que já está padronizada, que é o mercado, que tem o melhor custo porque ela é padronizada? Sim. Tenho a dúvida. Mas fazemos casa de 10 milhões, 15 milhões, 5 milhões, o que for.
E falando de arquitetos, você acha que os arquitetos estão preparados hoje para projetar nesse sistema construtivo?
Não.
E o que vocês, como indústria, estão fazendo para trazer conhecimento, para incentivar? Porque, assim, eles são especificadores. Lógico. Se eles não projetam, consequentemente, acaba atrasando a indústria. O que vocês, enquanto indústria, estão fazendo para fomentar despertar o interesse dos arquitetos.
Nós estamos, lógico, no nosso tamanho pequeno, mas assim, dentro da nossa comunidade, já estamos fazendo reuniões com arquitetos, trazendo. Então, nós temos feito um negócio muito interessante, que é o seguinte, me traga o seu projeto, eu orço, aí eu pego e customizo o projeto dele. Olha, se a gente fizesse, eu não mexo no projeto, eu mexo em características do projeto. Se a gente fizer isso reduz 5% do custo, se fizer isso reduz 10%. Entendeu? Aí eu vou mostrando pra ele como que ele tem que projetar. De novo, o que que é caro no Steel Frame? O que que é o custo do Steel Frame? A parede. Então, quando a gente fala em casas maiores, de vãos maiores, de menos paredes e mais área construída, meu custo vai lá para baixo, é imbatível meu custo.
E aí, quando você tem vãos maiores, você vai para onde você traz uma solução construtiva, que aí, no caso, entra seu know-how para direcionar os atletas.
E tem alguma coisa que vence melhor vão do que metálico?
Não, não tem. Eu desconheço.
Você entendeu? Então, Paulo, é a tecnologia com material apropriado para atender esse tipo de mercado. Então grandes vãos, balanço, pode fazer. O que acontece é que o custo aumenta, como aumenta no convencional. Você quer fazer uma laje de concreto em balanço, ela vai ter que ter uma armadura para segurar, porque senão ela cai. É a mesma coisa, só que comparativamente, custo por metro quadrado, no light steel frame vai ser muito barato. E você tem outra opção, né? Quando você começa a extrapolar muito, porque o light steel frame é um processo construtivo muito leve. Tanto é que dá uma economia, nós estamos agora estudando, fechamento de prédios em light steel frame.
Fechamento de prédios. Mas isso para o mercado imobiliário?
Mercado imobiliário. Então, ao invés de você fechar com um bloco de tijolo, descer balancinho, vamos subir o painel pronto, fechar o prédio e está resolvido o seu problema com uma redução em torno de 20 a 25% do peso da estrutura. Quanto significa isso, num prédio de 20 pavimentos?
Sem contar a sujeira da obra.
Sujeira, você não tem risco de trabalho, porque eu vou trabalhando dois pavimentos abaixo, mas disso ainda nós estamos estudando como fazer os engates, porque o concreto não tem uma perfeição. E a minha parede é perfeita, porque ela sai de uma indústria.
Então, mas hoje com essas formas, né, que enfim, tem algumas formas, algumas empresas aí com formas bem interessantes, você tem hoje concretos aí com alta tecnologia aplicada, e mesmo assim a gente já não, ainda não tem esse sonhado...
Perfeição, não. Você tem hoje uma melhora absurda, na qual os prédios antigamente ficavam 10 centímetros fora de prumo, Hoje não fica 10 centímetros, mas 1, 2 centímetros é normal ficar.
E é muito diferente, né?
E é muito pequeno. Você falar que um prédio de 15, 20 pavimentos ficou 2, 3 centímetros fora de plumbo, é muito pouco. É uma obra maravilhosamente bem realizada, entendeu? É muito pouco porque o processo é manual. De um andar pro outro, de um andar pro outro, né? Quer dizer, nós vamos ainda chegar numa estrutura metálica, que nós vamos levantar o prédio inteiro metálico e fechar.
E você fala de milímetros ali, né?
Milímetros.
É outra...
A gente trabalha com milímetros. A nossa medida não é centímetro, é milímetros.
E você tem, até falando de alguma dica para arquitetos, por exemplo, esse mercado corporativo? Eu atendo muitos arquitetos que fazem construção corporativa. Por exemplo, eu tenho uma empresa, vou construir ali estúdios, eu vou construir salas de reunião. Que tipo de solução construtiva você recomenda para esses profissionais?
Olha, sem sombra de dúvida, não estou falando porque... O Shield Frame é muito rápido, é muito limpo e vai atender todas as características que ele precisa. Todas. Os arquitetos, na hora que entenderem que eles vão trabalhar muito menos, vão ter projetos muito mais assertivos. Está certo? Há um custo e prazo muito menor Porque veja bem, na verdade, é um trabalho de quatro mãos. Aquele negócio de arquiteto ficar um ano gerenciando obra num cliente que ele projetou porque foi lá, porque a mulher mudou, porque não sei o quê, acabou. Ele não produz, porque ele perde muito tempo tendo que dar manutenção no negócio dele. Ele projetou, entregou o projeto, mas ele tem. um ano de obra pela frente, vai lá definir, ah não, olha, essa tomada... Esse não, ele vai demorar um pouco mais pra projetar, mas de porrada ele sai completo, vai industrializar, vai construir e acabou.
É, e prazo pra um, quando fala de arquitetura corporativa, é um desafio, né? Porque imagina, eu tenho uma empresa, eu tenho ali 30 dias pra, eu quero essa reforma em 30 dias, por exemplo, 40.
Nós fizemos um restaurante agora, o cara tinha um orçamento lá de fazer em 6 meses, fomos lá em 30 dias, o restaurante tá lá. Então ele falou, só Ele achou que pagou mais caro, não pagou porque, na verdade, depois ele foi ver e concluiu que não pagou. Mas no primeiro momento ele tinha achado que tinha custado mais caro, mas ele fez o seguinte conta. Cinco meses de faturamento para mim, pagou e sobrou a diferença. Então é isso.
E aproveitando essa questão de pagar mais ou pagar menos, né? Como que funciona? Eu tenho uma obra tradicional e tenho uma obra industrializada. Como que eu faço essa conta? Porque, de certa forma, a industrializada, ela vai custar no início ali um pouco mais caro. Só que você tem uma série de vantagens.
Por que ela vai custar no início um pouco mais caro? Não entendi.
Pra mim... Eu acho assim, a questão de preço, se você olhar o todo, se você olhar o preço, é o que todo mundo me fala, ela vai custar um pouco mais caro.
Não, eu estou te falando que não.
Então me conta assim, como que eu faço uma conta dessa?
Não, por exemplo, você vai comprar uma casa de 100 metros quadrados, um exemplo. Eu vou te falar, olha, eu vou te vender essa casa por 220 mil, pronto. Eu vou te vender essa casa por 220 mil, o acabamento vai ser esse, esse, esse, pronto, acabou.
E mesmo assim eu vou ter uma entrega muito mais rápida?
Você vai ter entrega rápida, você vai ter qualidade, você vai ter garantia de prazo e você vai fazer a sua previsibilidade. Se você for pegar um financiamento, é o seguinte, você fez a primeira medição na fundação, faz a segunda medição com 90% da obra pronta, E a terceira medição, porque a caixa exige três medições, né? Mas, assim, em 60 dias, porque você pode fazer duas medições no mês, em 60 dias você tá com financiamento. Eu recebi minha casa e você tá morando.
Menos transtorno, né?
Menos transtorno, menos nada. Você não tem... dificuldade nenhuma, porque nós já decidimos tudo o que você ia fazer na casa antes. Eu só vou montar a parede e vou te passar um vídeo que você vai ver.
Eu quero ver, porque assim, de verdade eu tô muito... Quando eu falei que você vai pagar mais caro, é porque assim, eu ouço muitas histórias, né? Meu dia a dia, de fato, eu vou muito, visito canteiro, falo com investidor, Eu falo com diretores de construtoras, recentemente recebi aqui um amigo que está com o desafio de tornar a industrialização da construção competitiva como qualquer outro sistema. E você me falando com essa certeza, de fato, eu fico muito curioso.
Qual é a diferença do que você está vendo e do que eu estou te falando? que eles estão pegando esse sistema de industrialização, mas continuam executando isso no canteiro de obra. Com mão de obra. Não, deve estar ficando mais caro, Paulo. Porque aí ele já pegou agora uma mão de obra que não é corriqueira, que não é especializada, e ele tá sujeito a todas as outras, a todas as adversidades, vamos chamar assim, do sistema convencional, porque ele tá operando no canteiro de obra, entendeu? Ele tá estocando material lá, ele tá tendo que manter vigia, ele só mudou o material. O sistema é o mesmo. Eu não. Eu tô falando pra você de levar um negócio pronto pro canteiro de obra. Então não vai ter nada no canteiro de obra. No canteiro de obra vai começar em 30 dias, e vai começar em 30 dias, vai estar pronto, acabou. A gente quando monta uma casa, você precisa ver os vizinhos do lado. Eles não acreditam. Tem cara lá que tá seis meses construindo, eu vou lá, em 30 dias ponho a casa e acaba antes que ele.
E aí você desmotiva esse outro cara, falando, porra, quero mudar o meu sistema construtivo agora.
Então, mas é isso, mas é isso. Mas é porque tem a industrialização, é isso. Porque o pessoal fala em industrialização de show frame, mas executa no canteiro de obra. Por isso que todo mundo tem esse desafio e todo mundo te fala que é mais caro. É mais caro mesmo. Eu também te falo que é mais caro.
É, porque eu acho que, de fato, imagina que você tem todo ali um processo construtivo. Aí, de repente, aquela empresa que vai executar, ela não segue processos.
Exato.
Aí você chega com essas paredes. Onde você vai colocar?
Então, é de fato... Não, e a minha parede, se eu chegar... Por exemplo, eu fiz uma experiência de montar na obra. Foi uma tragédia. Uma tragédia. Desastre total. Nego sumiu com o perfil, montou errado, deixou o meu material lá na chuva, empenou, entortou a hora que foi montar, não deu certo. Então, um desastre total. Quer dizer, eu quis inovar, levei tudo pronto, me joguei no canteiro de obra, joguei lá no chão, não vira nada.
Mas isso está muito ligado à cultura?
Não. Isso está ligado à organização e planejamento. Não é cultura, não. É planejamento. Entendeu? Então, eu já tomei uma decisão na minha vida. Você não precisa comprar a minha casa. Mas você vai comprar e eu vou fazer ela do jeito que eu acredito que ela tem que ser feita. Não do jeito que você quer. Entendeu? Porque aí eu vou conseguir te passar todos os benefícios do que eu já estudei e fiz. Então, é o seguinte, eu já falei lá na minha empresa. Às vezes chega alguém lá, não, mas vamos montar rapidinho lá no canteiro. Não.
É, não funciona esse rapidinho.
Eu não vou, porque...
Imagina, vou apagar incêndio.
Esse rapidinho é a história da improvisação. Você entendeu? O cara não quer perder tempo em planejar. Ele quer resolver os problemas da obra no canteiro de obra. Isso é caríssimo. Fazer, quebrar, refazer, quebrar, mudar. É caríssimo, não pode. Essa cabeça é que tem que mudar. E os arquitetos e engenheiros vão trabalhar menos e vão ganhar mais. Por quê? Porque vão fazer o trabalho uma vez só. Fiz um projeto, detalhei, entreguei, acabou o meu problema. O Tego Freyme vai lá e monta a casa. Acabou.
E esses arquitetos, você tem algum evento onde você recebe essas pessoas? Você não tem nenhum evento específico voltado para arquitetos?
Não. Paulo, para ser bem honesto com você, esses eventos, tudo isso precisa de muito capital, uma organização muito grande para receber. Eu sou um cara que dou passo por passo. A minha comunidade, onde eu estou atuando, eu preparo, eu treino. Nós vamos fazer agora uma palestra para alguns arquitetos. Eu estou pegando uma arquiteta específica lá em São José do Rio Preto, está desenvolvendo um projeto muito grande, e estou levando toda a equipe dela para ver o Still Frame, para entender. Então, ela já está querendo mudar o projeto para o Still Frame, porque é assim, é o que você falou, é uma obra comercial. Vai sair de 18 meses para seis. O cara, o dono, quer fazer de qualquer jeito.
Então, se você quiser, eu posso te ajudar. Eu sou muito conectado com os arquitetos e vamos, de alguma forma, levar esse conhecimento.
Eu me coloco à disposição. Se você tem um canal para a gente falar com eles, para a gente trocar ideia, para a gente discutir, me proponha a gente fazer uma rede aberta para tirar dúvida de todo mundo. Podem perguntar o que quiser. Falamos de custo.
É, porque de repente, imagina você ter um case desse, né? A gente vai, monta ali uma apresentação, faz de repente um especial, uma apresentação de duas horas contando, né? Como aconteceu ali cada etapa daquela... É, desde a... Mostrando desde a fabricação ali onde...
Isso.
Sabe? E mostrando a execução, eu acho que faz todo sentido.
Faz todo sentido.
De repente pra... Porque muitas vezes a objeção não tá só no arquiteto. Mas eu vou vender um projeto e você tem a objeção também do cliente final, como que eu quebro isso? E se o arquiteto está preparado para quebrar a objeção do cliente final, acho que faz diferença.
O arquiteto é tudo. O arquiteto é a locomotiva que puxa o trem, não é verdade? Porque ele que especifica e ele que desenvolve o sonho do cliente. um relacionamento de afinidade com o cliente muito grande. Então, é credibilidade. Você, quando escolhe um arquiteto, está escolhendo alguém para projetar o seu modo de vida, né?
Sim, então eu estou bem contente com o que eu ouvi aqui hoje. Enfim, infelizmente a gente já está aí, avançou bastante o tempo. Eu queria que você fizesse suas considerações finais para a gente...
Eu quero primeiramente agradecer a oportunidade de estar aqui com você. Acho que nós temos muita coisa para trocar ideias, trocar experiências com o seu público, e eu estou à inteira disposição. Quantas vezes você precisar, a gente se fala. Agradecer também ao seu público que está nos assistindo e dizer que eu acredito muito no sistema de industrialização, acredito muito na Tegoframe, acredito muito em Nova House, estou à frente desses projetos e tenho certeza que eles vão mudar o conceito de moradia, vão mudar os valores da moradia. E a única coisa que eu queria deixar, um recado aqui também. Não adianta a gente fazer toda essa evolução tecnológica se nós não tivermos um sistema financeiro de financiamento de unidades industrializadas no curto prazo preparado para atender a essa demanda. Eu acho que hoje a industrialização tem o seu maior gargalo num sistema financeiro inadequado. Você comentou do Minha Casa Minha Vida, bom, precisa ver o sistema financeiro de financiamento do Minha Casa Minha Vida. Não adianta dar subsídio. porque aquela poupança de 20%, de 10%, muitas vezes o cliente não tem. Talvez fosse melhor não dar o subsídio, mas dar um financiamento integral, chamar o cliente certo para o produto certo, quer dizer, tratar o mercado imobiliário como uma coisa muito séria e não como um momento político. A habitação é uma política de estado e ela deve ser feita com muita responsabilidade, deve ser feita com muito cuidado e com muito carinho. Porque quando você chama uma pessoa, você desvenda a possibilidade de um sonho e depois não pode quebrar esse sonho. Tem que deixar esse sonho permanecer. Aliás, cada vez melhor. Então, acho que nós temos um desafio muito grande ainda no sistema de tributação, porque a indústria da construção civil é muito tributada, principalmente o sistema industrializado. E o outro desafio é que os bancos têm que começar a pensar que nesse novo sistema de de construção, de industrialização, que eles também têm que se reinventar. O modelo atual deles para o sistema que vai vir na evolução não está adequado, tem que adequar.
Eu estou aqui trazendo uma pauta para falar justamente dessas questões de tributação, de financiamento, porque eu acho uma pauta bem importante. E, mais uma vez, pode contar comigo, Eduardo, porque, enfim, assim como você, eu sou um apaixonado pela construção, em especial pela industrialização da construção, porque acho que só assim a gente vai, de fato, transformar o futuro para as próximas gerações.
Com certeza. Muito obrigado, Paulo, pela oportunidade.
Obrigado Eduardo, foi um prazer realmente muito grande receber você aqui. E pra você que me ouve, pra você que me assiste, se você quer ajudar um amigo, quer ajudar, quer contribuir com a sociedade, quer contribuir com o futuro de outras pessoas, eu peço que compartilhe esse conteúdo que eu tenho certeza que você estará fazendo muito por você e por essas outras pessoas. Um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no ConstriCast, o podcast da indústria da construção, arquitetura e engenharia. Tchau!
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