PODCAST DA CONSTRUÇÃO CIVIL | MULHERES NA CONSTRUÇÃO | CAROLINA FONSECA |CONSTRUECAST #004

Transcrição do episódio do podcast ConstrueCast (em português) com Paula entrevistando a arquiteta Carolina Fonseca. Carolina conta sua formação em Minas Gerais, experiência em escritórios e obras de grande porte (incluindo fachada unitizada da Cidade Administrativa de Minas Gerais), vivências nos EUA com arquitetura sustentável, atuação no CBCA e defesa da industrialização da construção como vetor de produtividade, sustentabilidade e inclusão social. Aborda também o papel e desafios das mulheres na construção, gestão de equipes e um projeto atual chamado ConstruTech voltado à pré-construção e contratação.
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Olá, está no ar o ConstrueCast, o podcast da indústria da construção, arquitetura e engenharia. Antes de apresentar a nossa convidada de hoje, eu gostaria de agradecer aos patrocinadores, agradecer também ao time da Infinite Plus, que está ajudando na produção desse podcast. Carol, antes de mais nada, queria agradecer a sua presença.
Eu te agradeço, ainda mais para você, né, Paula?
É muito honrado em receber você aqui.
A honra é minha.
E para iniciar o nosso bate-papo, eu queria Que se falasse um pouco de você, sua formação, onde você nasceu, e na sequência a gente fala um pouco do mercado, enfim, da construção, que é um assunto que você domina tão bem.
Tá certo. Eu sou mineira, né, dá pra perceber pelo sotaque, cheguei aqui hoje. Pessoal, é mineira. Nasci em Belo Horizonte e vivi minha vida, minha adolescência toda em Timóteo. Meu pai trabalhava na cesita na época, né. Então, vocês vão ver que ao longo da minha história eu passei por essa fase do aço, né. Então, eu vivi isso em Ancesita e voltei para BH para estudar, fazer o vestibular. Eu não sabia o que eu queria fazer, fiz aquele teste de aptidão, deu tudo, eu gosto de tudo. E depois pensei, eu sempre fui muito criativa também, falei, quem sabe... Minha mãe até falou, por que na arquitetura? Eu falei, é, porque vai técnica com a criatividade, né? Então, resolvi fazer arquitetura e dentro da arquitetura eu fiz um estágio num dos grandes escritórios de arquitetura de Belo Horizonte, e esse estágio na época que eles estavam introduzindo o sistema de gestão da qualidade, o ISO 9001. Então foi a primeira vez que eu tive um contato com mais gestão, porque eu acho que no Brasil a gente é muito técnico. Diferentemente dos Estados Unidos, que às vezes você tem dois anos que você vai trabalhando outras partes, não seja a parte técnica, o Brasil a gente já começa com uma parte muito técnica. E aí nesse escritório eu tive essa parte de gestão, introduzindo o sistema de qualidade, então entendendo todos os processos que tem num escritório de arquitetura. Então eu fiquei nesse escritório, trabalhando também com projeto executivo, tinha uma equipe muito bacana lá.
Estagiando e estudando ao mesmo tempo.
Estagiando e estudando. Depois eu fui incorporada ao escritório, quando eu formei. Fiquei um tempo, implementamos o sistema, e daí eu fui para fora do país. Estava pensando até na época em fazer um MBA. Mas lá acabei conhecendo um arquiteto que mexia com a arquitetura maya, muito interessante, e foi também um dos primeiros contatos que eu tive com uma arquitetura mais sustentável. Então, assim, Texas, a linha Austin, que hoje inclusive é um hub aí de tecnologia, muito importante, Lá em Austin, as casas são todas prefabricadas de madeira, com isolamento, mas usa-se muito ar-condicionado, né? E ele me ensinou, esse arquiteto com quem eu acabei trabalhando, ajudando ele um pouquinho, ele fazia uma arquitetura que vinha da época dos maias, então ele fazia aquelas paredes grossas de barro, que quando você entrava, inclusive fui a algumas casas que ele projetou maravilhosas, era pra classe AA, né? E ele trazia, inclusive, as pessoas que tinham a técnica lá no México pra lá. Quando eu entrava, era assim, dentro super fresco, não precisava de ar-condicionado. Então, eu comecei a ter esse senso da arquitetura sustentável, de uma construção mais sustentável, né? Falei, olha, é possível, né? E lá eu também acabei conhecendo meu marido, nós voltamos para o Brasil, e foi quando eu comecei a mexer com obra, obras assim, enormes. Na época, eram as maiores obras na América Latina, né?
Carol, antes de entrar nessa questão de obra, né? Acho que a gente tá até indo muito além. Durante esse processo de formação, faculdade, até a sua entrada no mercado de trabalho, teve alguém que te marcou pelo lance de acreditar, de identificar algum potencial em você e falar, Vou investir tempo na Carol, vou dar uma atenção especial. Porque eu entendo que sempre acontece, sempre passa alguém pela nossa vida e acho que...
Eu acho assim, acho que nesse começo foi muito minha família mesmo, sabe? Meu pai tem essa pegada de gestão, ele já tinha mexido com o sistema de qualidade, por exemplo, ele me incentivou muito quando eu tive essa oportunidade. Ele morou alguns anos no Japão, eu falei da minha mãe aqui no caso da carreira e ele depois que eu já estava envolvida, né? Então, acho que ele incentivou, acho que dentro do escritório que eu trabalhei tinham pessoas muito boas, entendeu? Mas, infelizmente, eu acho que isso tem mudado um pouquinho, mas a arquitetura no Brasil ainda não é muito valorizada, sabe? É muito diferente de lá fora. Também acho que depende de como é que você faz a contratação, né? Lá fora você contrata do início ao fim, você entrega um livro mesmo pra pessoa, né?
Se fosse eu, aquele que a gente chama aqui no Brasil de turning key, que é chave na mão.
É, mas eu falo em termos de projeto mesmo, sabe? Eles detalham tudo, até a esquadrilha e tudo. Mas eu acho que ainda é um pouco não é tão valorizado, tá? Mas sim, as pessoas que estavam ali dentro... Engraçado que tinha um rapaz que trabalhava comigo, a gente chamava ele de reizinho, né? E ele era um rapaz que aprendeu a trabalhar com Cádion o curso que o pessoal mandava por correio pra casa dele. Entendeu? Ele era bem simples, assim.
E ensinava pra todo mundo.
É, ensinava pra todo mundo. Então eu sempre tive essa muita empatia, sabe, com todo mundo com quem eu trabalhei. Então, acho que nesse começo, ter esse contato com esse arquiteto lá de Austin também foi muito interessante, entendeu? Entender um pouquinho desse business, como é que funcionava, essa questão da sustentabilidade. Eu acho que são processos que a gente vai ganhando, né? Essa minha próxima fase eu tive um grande mentor, foi o Paulo Sabioni. que ele é da Itefal, ele era da Itefal, né? Fazia parte lá, a família dele é da Itefal. E ele me ensinou muito, muito, muito simpática, muito calmo. Eu falo que as pessoas têm uma calma comigo pra me ensinar, é muito bom.
Não, é que você também tem, você também ensina muito, né? Já que viu experiências muito boas.
É.
E eu acho que essa atenção que você dá, né, pra tudo que você faz, assim, sem querer parecer simpático, nada disso, enfim. Então, isso é uma característica que você atrai.
Mas é fazer com amor, né? Eu achei que o projeto que a gente fez junto, eu acreditava muito no projeto, você sabe, foi um sucesso. E fazer com amor mesmo, e tô me emocionando.
Sou eu, né?
Sou eu. Mas eu acho que é isso, a gente faz com amor, e quanto mais perto você tá do trabalho, eu acredito muito que às vezes você... Chega num cargo e aí você deixa de viver o dia-a-dia. Quando você vive o dia-a-dia, você aprende muito. E isso pode melhorar muito no processo lá em cima. Eu tenho feito, por exemplo, muitas entrevistas. Cada entrevista é um aprendizado que vai te dando ideia, vai borbulhando aqui e oportunidades nesse meio. Tem muita oportunidade.
E principalmente, até eu tava falando, aproveitando essa questão de oportunidade, questão da gente pensar um pouco fora da caixa, né? Eu falando com o Ceoto, que você conhece também, e ele tava falando dessa questão de como o Brasil é atrasado, né? Como a construção... brasileira, a gente tem tantos bons profissionais, mas assim é muito atrasado se você fizer uma comparação com agro, por exemplo, né, com campo.
É, é, é, não, o seu outro é uma, é uma unanimidade aí, né, é uma, mas, é, ele tem razão, concordo, eu acho que a indústria da construção em si já é uma indústria atrasada, né, a gente vai, vai, vai na retaguarda aí tentando alcançar a agro como outras indústrias, né, Mas tem se avançado, tem se avançado, a gente tem visto alguns movimentos, né? Inclusive no Brasil, tem grandes, tem ótimas empresas surgindo aí. Eu trabalho muito com a questão da industrialização, né? A gente pode chegar nisso também. E isso tem avançado muito no país. Então, era um lema nosso, que eu acreditava demais, acreditava não, acredito muito. ainda que pode mudar o país. A construção civil, se não me engano, é 8, 9% do PIB do país. Então, tem um grande potencial para mudar, inclusive se você começar a agregar valor. Se você agrega valor, isso inclusive aumenta esse percentual.
Você ia falar, né, daquela questão ainda do seu início aí, de alguns cases interessantes, né? Queria que você continuasse...
A trajetória.
A trajetória. Que você parou, inclusive, no Paulo.
Então, eu fui chamada para trabalhar colocando a fachada unitizada da cidade administrativa de Minas Gerais, que fica ali entre Belo Horizonte e o aeroporto de Confins. E pra mim também era tudo uma novidade, eu nunca tinha mexido com o sistema, pra te falar, foi o primeiro sistema honestizado colocado em Minas Gerais. Já tinha sido feito aqui em São Paulo, mas em Minas foi o primeiro. Então, pra mim era uma tecnologia completamente nova. Então, aí eu passei de entender um pouco de uma arquitetura sustentável e ir pra uma parte mais de tecnologia. Então, eu tava trabalhando com uma tecnologia nova. E sem saber nada. Então, eu lembro quando eu cheguei na obra assim, falei, caramba, o que eu tô fazendo aqui? Era uma obra gigantesca, tinha mais de 3 mil funcionários. Eu era uma das únicas mulheres na obra. Tinha algumas que estavam lá com a gente, né? Mas grande, grande maioria, mais de 90% eram homens, né?
E você foi pra coordenar.
É, isso. A fachada do prédio Gerais, tinha uma colega nossa que ela fez também da mesma empresa, na verdade era um consórcio, né? Das grandes empresas de fachada do país. Era Interfal, Luxalum e Algrade. E aí a gente, até hoje aqui, eles fazem obras, várias dessas obras importantes são feitas por eles. E aí eu gostaria de agradecer, né, ao pessoal por ter dado, me ter dado essa oportunidade. E o Paulo sempre me acompanhou nesse processo muito de perto, né, e seu chará. Me ajudou muito a entender como é que funcionava, me explicar os detalhes, com muita paciência, e perguntando, perguntando, perguntando. Pra não deixar de ser, todos os funcionários que estavam trabalhando com a gente me ensinaram demais, mas muito, muito, muito mesmo.
Então, assim... E nesse processo de, assim, até que a gente falar de industrialização, até pra que, né, você... Confesso, já tive algumas experiências, você entende bastante desse mercado de industrialização? Não sei se você se aprofundaria em fachadas, tendo em vista que você participou desse projeto tão importante em Minas. E como que você enxerga, até já antecipando algumas coisas, o papel da indústria nessa questão de trazer inovação pra indústria como um todo? Porque geralmente quando a gente vai falar de industrialização as pessoas remetem muito a Aço ou concreto prefabricado, enfim, você tem aí o vidro, você tem os drywalls da vida, você tem aí uma infinidade de materiais, a madeira. Como que você enxerga a indústria, o papel da indústria para desenvolver a arquitetura industrializada no país?
Então, acho que tem várias frentes, né? Aí falando um pouquinho do CBCA, quando a gente trabalhou, a gente tinha várias frentes. Você tem a frente aí da própria formação do profissional. Então, assim, acho que as escolas estão começando a mudar. A gente tentava mudar isso. É muito difícil, talvez, ir lá no MEC, mudar o currículo, né? Eu até tive uma oportunidade boa de ir para os Estados Unidos e ver como é que eles mudam o currículo lá. É muito de acordo com como é que o mercado tá. está girando, como é que as inovações estão chegando, eles vão mudando o currículo de acordo. Então, tem discussões em fóruns de organizações que vão ir com as universidades e vão mudando. Eu acho que o Brasil fica muito engessado nisso. É uma coisa que talvez poderia ser mudada. Então, o nosso papel no CBCA, nós criamos dois concursos. Nós criamos, não. Tinha um concurso de arquitetura já, que era feito em âmbito da América do Alacero, e com o Brasil participando sempre, e a gente criou, enquanto a gente estava lá no CBSA, o de engenharia. Para tentar trazer dentro, tentar não, a gente, o objetivo era trazer para a universidade essa questão de trazer o professor com os alunos para trabalhar em relação à industrialização. Então o lema era fazer sempre um projeto que utilizasse o aço industrializado, a construção em aço industrializado. Então, você tem a universidade, aí você tem a indústria por si só, então você pensa numa indústria do aço, por exemplo. Eles têm produtos que são feitos para você fazer em loco, e você tem produtos que são feitos para fazer de maneira industrializada. Mas você tem também uma esfera governamental. Porque se o governo, que foi o caso que a gente descobriu, a gente fez um estudo que a gente viu, se o governo taxa a construção industrializada e não taxa uma construção que é feita em loco, você já sai de um ambiente que não é competitivo. Então, uma das coisas que a gente brigou muito foi trazer essa isonomia. Então, por que a gente não pode brigar de igual para igual? Entendeu? Então é uma obra que ela vai trazer um monte de benesses para o governo, inclusive. Eu lembro que a gente apresentou um projeto no governo aqui de São Paulo e ele não estava nem muito interessado em relação a valores, a diminuir talvez os impostos que eles iriam arrecadar, mas se a construção industrializada passasse um certo ponto de equilíbrio, eles iriam aumentar inclusive os impostos arrecadados. Mas o grande problema do governo de São Paulo era a questão do lixo. Porque mais de 50% do volume de lixo urbano no país é proveniente da indústria da construção.
Da construção, na verdade, hoje, né? Dessa construção tradicional.
Então, o governo de São Paulo, quando a gente apresentou isso pra ele, eles ficaram, uau. E tinha um lado social também. A gente fez um estudo, pra esse estudo que a gente fez, a gente contratou um professor da a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Um beijão pra ele e também o Luiz. E ele... Vamos trazer ele aqui, né Carol? Ele seria uma ótima pessoa pra te falar em questão de produtividade. Ele é fera. Ele criou um novo... Fazendo um estudo pra gente, ele era muito... Falava de produtividade no concreto. E ele criou um novo medidor pra questão da industrialização do aço. Então foi muito, muito interessante. E esse estudo a gente mostrou Se eu não me engano, tá? Já faz um tempinho. Se eu não me engano, em termos sociais, o trabalhador, ele ganhava 22% a mais e trabalhando em condições muito melhores, mecanizadas, em vez de estar debaixo de sol, sabe? E pegando peso. Então, tudo mais mecanizado. Então, a gente fez, inclusive, esse estudo pra ver a questão de benefício pro trabalhador trabalhando em ambiente mais propício, menos propício.
É, e é um conjunto, né? Eu tenho estudado um pouco mais sobre a questão da industrialização da construção, e assim, são tantos benefícios. Nós tivemos um caso agora aqui no Albert Einstein, que a obra durou seis meses, né? E o hospital em operação, normalmente, mas parte desses seis meses, na verdade, foi três meses de obra montando ali, né? os módulos e três meses na fábrica. Então, assim, o ganho, se você for... você tem a questão do barulho, que é menos barulho, quase zero, você não tem carreta ali passando durante um período muito longo. Então, assim, são... o ganho, se você for falar em termos de sustentabilidade, é muito grande.
Muito, muito. O CBCA lançou, na época que... a gente teria... tá importante, talvez, você trazer a Silvia, que ela coordenou esse projeto com a gente.
Silvia tá convidada já, Silvia. Convite da Carol, eu quero você aqui.
Mas a gente estava, na época, desenvolvendo o manual de sustentabilidade. Então, ali é bastante interessante dar uma olhada em todos esses benefícios. Você acabou de citar alguns. Questão de transporte para a obra reduz consideravelmente. Questão do barulho. Então, como é que você vai estar interferindo na vida do vizinho daquela obra? Então, tem um monte de benefício.
Eu recebi aqui o Zanettini, a gente falou um pouco assim de forma muito rápida né de alguns cases que fizemos então eu vou até colocar na descrição desse vídeo que é muito importante para quem tá curioso enfim para quem não conhece tão bem as vantagens eu vou colocar o case do hospital Mater Dei, tá, que os três hospitais, se eu não me engano, em Minas, e principalmente em Salvador, que é um case muito interessante, que foi todo feito em aço, né, ou seja, industrializado, e é bem interessante, vale muito a pena. Eu visitei, inclusive, esse... falei com a moradora, que, assim, ela tava colada no prédio e, assim, foi uma experiência muito bacana. Fui lá, visitei pessoalmente, então... Só esses.
Cases tem que aparecer, e aí a gente tem que agradecer por trazer isso aí.
E o objetivo do canal, eu que visito tantas obras, é trazer de fato, é fazer com que esses cases cheguem no maior número de pessoas possível, porque só assim a gente vai conseguir de fato fazer com que aquela pessoa que tá contratando, aquele investidor que tá contratando ali, Então ele pensa em construir ali um condomínio, empreendimento. Por que não industrializar?
Isso. Você lembra que a gente foi no hospital, na Envolta Redonda, a gente conversou sobre a questão da parede drywall, que a gente... Num hospital você fica com medo de... Ah, ninguém pode escutar o outro lado, né, tá com doente. E... em termos de acústica era bem melhor até.
Não, é incrível isso, e naquela época falava-se muito que a construção industrializada tinha problema de... assim, de ser quente ou frio, de barulho, e eu falei, não, como assim? Daí eu vi que, muito pelo contrário, você tem um controle...
Esses mitos, né?
Você tem um controle térmico e acústico, assim, muito grande, você tem aqui tanto a questão do, né, dos encaixes ali, quando você fala de vidro também, né, você tem... Hoje você tem recursos, assim, absurdos, né?
E aí é essa indústria. Então, você tava perguntando de indústria, dos... quem seriam os players aí pra mudar isso, né? Então, tem a formação, universidade, tem a indústria, tem o governo, né? Porque aí se você tá cobrando muito mais, a construção civil, o pessoal vive no limite, né? Mas aí a indústria que dá suporte também.
E é interessante reforçar nessa questão da industrialização, que tem gente que acha que porque a industrialização, essas coisas vão tirar emprego. Muito pelo contrário, o ser humano, a criatividade humana ainda é a base de tudo.
É porque o emprego que vai ter na obra, ele reduz, mas só que o emprego passa a ser na fábrica.
Sim.
Então esse tem parte do estudo também, acho que vale a pena você trazer o Luiz, viu?
Eu vou trazer, inclusive, eu vou trazer o Luiz e eu vou trazer também que já convidei, já aceitou o convite, que é o Ricardo Mateus, fundador da Brasil ao Cubo. Ele vem aqui, vai falar um pouquinho sobre essa industrialização, né? Como isso acontece.
Levar componentes prontos.
É, e quando fala inclusive do CBCA, né, que você tem uma passagem tão bonita, a história dele com o CBCA, também na questão da própria formação dele, é muito bacana e ele vai contar aqui pra gente.
É, mas é importante, por exemplo, eu lembro que a gente fez uma visita uma vez no DENIT, em Brasília, e o pessoal usa os manuais do CBCA. Então, é uma fonte de... É uma fonte de informação para várias pessoas, vários profissionais. Então é importante, por isso que eu te falo. Às vezes as escolas não conseguem passar e tem que suprir de alguma maneira, né?
Carol, e esses manuais, eles são atualizados inclusive, né?
Sim.
Constantemente.
Sim, são atualizados, saem novas versões. Hoje eu não tô mais no CBCA, mas tem equipe lá.
Você tá acompanhando, né?
Tem equipe lá, mas sempre atualizado. Acho que é importante, muito importante pra indústria. E a própria indústria do ar também, o pessoal lança algumas coisas também que ajudam também. Então tá pra ajudar nessa base de informação, né? Importante.
Carol, e hoje, até falando um pouco do papel da mulher na arquitetura e na construção no geral, quais foram os maiores desafios que você encontrou durante o seu início de carreira e acredito que ainda hoje você deva enfrentar alguma coisa?
Eu acho que, assim, a mulher a gente fala não só na questão da arquitetura, da construção, né? Então, acho que em várias indústrias, infelizmente, a mulher ainda tem uma participação muito pequena. Hoje eu estava conversando, questão de investimentos em empresas de mulher que tem só mulheres é muito baixo, ou que tem mulher participando ainda é baixo, então tem vários movimentos de pessoas que são investidoras mulheres, que querem investir em mulheres, por exemplo. Então, existe esse movimento. Então, na construção civil, não deixa de ser. A arquitetura já é um ambiente que tem muita mulher. Então, na escola, eu vim até de uma... Quando eu estudei, eu estudei na Católica de Minas, na nossa sala tinha até meia-meio, sabe? Metade homem, metade mulher. Não era muito comum. Na verdade, a arquitetura, na minha geração, tô falando aí geração de Niemeyer, os outros mais antigos, mas na minha geração, não que seja novinha.
Você vai falar que eu estou muito mais dinheiroso que você.
Mas já era uma geração que tinha muita mulher na arquitetura, menos na civil, na engenharia civil, menos na engenharia civil, elétrica e as outras engenharias. Então, no escritório de arquitetura, eu acho que era, apesar da gente, apesar não, né, a gente tinha, o nosso chefe era homem, mas tinha lideranças mulheres ali dentro. Mas eu acho que quando eu entrei pra obra, realmente era muito mais homem do que mulher, nos cargos de gerência, nos cargos de liderança. e até mesmo com as pessoas que trabalhavam na obra mesmo, assim, pegando no pesado, né? Então, a gente acaba tendo que demonstrar um pouquinho porque nós viemos, né? Mas eu acho que você não pode chegar com casca, não, entendeu? Eu acho que... Eu sempre fui eu, né? Mas se a pessoa passa do limite, Eu vou pedir, vou querer o meu respeito, você entende?
Porque, na verdade, você fala o porquê daquilo, né?
Então, assim, eu sempre fui eu, por exemplo, a primeira vez que eu fui trabalhar nessa obra lá de Minas, eu cheguei sem saber nada, né? Tive meus professores, né? O pessoal da ITFAL, da Luxalum e da Algrade e... o Paulo, principalmente, e depois tive meus professores que eram o pessoal que estava comigo no dia a dia. Na época eu estava com mais de 60 funcionários, e eu fui ganhando o respeito deles. Mas de maneira... Acho que a gente tem que ser humilde, sabe? Nesse sentido. Porque eu falei com eles, olha, eu não sei. Não sei do que se trata, eu tô aprendendo com vocês. E fui aprendendo mesmo. Ao ponto de depois a gente ficar discutindo soluções. Porque na obra sempre você tem que dar solução.
É, eu acho que você deve ter... Eu acredito que você fala que não sabia nada, mas você deve ter trazido ali uma experiência muito grande de questão de gestão de processo. Porque acho que a experiência que você viveu com seu pai no dia a dia, Sim. Acho que essa habilidade que ele tem da metodologia japonesa, acho que de forma involuntária você acabou agregando muito.
Não, não, não. Sim, em termos de processo, sim. Na época eu até ajudei, a gente tinha que deixar para as construtoras que a gente estava fazendo, como é que eram os procedimentos, então isso tudo até eu que desenhei para eles na época.
Então você percebe a troca.
E com certeza e até mesmo a lidar com o funcionário então eu lidava com eles mas sempre no respeito e fui ganhando respeito deles então a gente a gente criou naquele momento o senso de equipe foi muito bacana. Porque eles queriam fazer. Então, é aquilo que, às vezes, eu incorporo. Eu incorporo uma paixão por aquilo que eu tô fazendo e vão embora. E eu chego a ficar arrepiada, às vezes, sabe? Dependendo das mudanças que a gente faz.
Não, e é bacana, né, Carol? Quando a gente passa esse entusiasmo, né? Até eu brinco aqui, assim, igual eu tô fazendo esse conteúdo, né? Eu estou muito feliz porque hoje você não tem mais canais voltado para a indústria da construção, mas com viés de trazer inovação. Pessoas que tem a experiência para transmitir para tanta gente ali no canteiro. arquitetos muitas vezes que tem dificuldade pra convencer o investidor por um sistema construtivo ou outro, então acho que essa vontade né, esse amor que a gente tá aqui agora inclusive.
Mas por exemplo, eu lembro de, igual eu falei a questão de soluções né, porque às vezes acontece de Não bater uma coisa com a outra, uma coisa é você trazer milimétrico, tá construindo na obra. E aí eu lembro de trazer algumas soluções, de trazer o pessoal que tava trabalhando comigo. E a gente discutir e essa humildade de escutar e entender o que o outro que já tá vivendo aquilo há anos vai te passar, sabe? Então, foi muito bom. Até hoje eu tenho contato com o pessoal. De vez em quando me liga. O pessoal que era mestre de obra e tem contato com eles.
Carol, e nessa questão de gestão de pessoas, né, de gerir pessoas, que você sempre fez isso tão bem, você teria alguma dica pra evitar conflitos em obras? Que é uma coisa que eu vejo muito, assim, né, até pelo dia-a-dia ali das pessoas, até a questão de formação, né, e você... É uma coisa que eu não gosto de citar, eu também sou muito emotivo e tal, mas às vezes eu percebo que tem situações que as pessoas acabam se tornando invisíveis, sabe? Ficam invisíveis, dependendo... do cargo que ocupo, da função, sabe? Exemplo disso é um banheiro de aeroporto. Às vezes você entra, tem uma pessoa limpando. O que custa você passar, cumprimentar, ver se a pessoa está bem, sabe? Então, assim, que dica você daria?
Eu acho que assim, antes de mais nada, respeito. Então, nós somos humanos, nós somos todos iguais. Somos iguais, entendeu? Independente de raça, credo, situação financeira, nós somos iguais. Então, antes de mais nada, respeito. Tem que ter respeito com a pessoa. E outra coisa, você não pode levar nada para o lado pessoal. Você não sabe a relação dessa pessoa que você teve contato no metrô. Você não sabe o que ela passou, você não sabe o que ela viveu, talvez, dois minutos atrás, três minutos atrás. Então, não tenta levar isso para o lado pessoal. Foi ótimo o que você fez. Você sentou, respirou, tentou entender o que ela estava passando. Então, essa questão do respeito, essa questão de não levar para o lado pessoal e você entender que o grande problema hoje é na comunicação.
A comunicação é a base de tudo.
Então, como que você comunica, talvez, com uma pessoa que ela não teve a mesma formação que a sua? E você falar A, você tá certo do seu A, mas ela entende B e ela tá certa do B. Entendeu? Então, assim, o que eu sempre tentei era saber... Eu sou muito empática. Eu sinto muito o outro. Então, eu tento entender, sentir como que eu vou melhorar essa comunicação com o outro, sabe? Então, você entrar na pele do outro, tentar entender como que eu vou conseguir explicar. Então, vai falar às vezes uma coisa muito rebuscada, que a pessoa não vai entender, não adianta, não comunicou. Então tenta levar aquela pessoa pra aquele lado, pra conversar, entendeu? É engraçado...
A função da linguagem, né?
Linguagem. Eu lembro que uma das obras que eu fiz, tava conversando com o pessoal que fornecia vidro pra gente. É... Se o pessoal tiver vendo, alô, eu gosto muito do pessoal também. E eu lembro que tinha um rapaz que falou, ah, querida, eu quero fazer inglês, eu acho que vai ser importante pra minha profissão eu fazer inglês. Eu falei, você pensa em morar fora. E na época ele falou que não, eu falei assim, eu acho tão importante você saber o português bem, sabe? Essa comunicação primeiro, como é que você vai comunicar com as pessoas. E aí até falando dessa linguagem, a comunicação, eu lembro que a gente recebia uns mapas do pessoal que fornecia pra gente os cachilhos das empresas, né, e o mapa vinha mostrando quais eram os cachilhos e quais os cachilhos que eles tinham chegado pra gente colocar na fachada. E eu peguei aquela ideia e incorporei outras ideias em cima que era para mostrar para os nossos funcionários, que muitas vezes não sabiam ler, mas mostrando com cor e com imagens o que eles já tinham assemblado, o que eles já tinham colado e o que já tinha subido e estava na fachada. Então, eles entendiam e entendiam qual era o objetivo final. Então, eles não estavam ali simplesmente mecânicos. Então, o interessante é falar assim, nosso objetivo é esse, nós vamos chegar lá junto.
É você tentar entender, né, você... Então.
Você trazer, você unir essa equipe com um objetivo comum, entendeu? Porque é isso talvez que falta também, sabe, Paulo?
É, e tem uma questão principalmente do... porque acho que, assim, falando com o Ceoto, né, outro dia, ele tava falando da questão da leitura, né, de você ler e assim... em ler, né, porque eu acho que essa questão da leitura te dá uma base também de, às vezes, de quando alguém fala alguma coisa que você não, sabe, não te caiu tão bem, opa, peraí, deixa eu tentar entender, porque o livro te proporciona muito isso, né, às vezes você tem uma palavra que Muitas vezes você tem que buscar ali o contexto, ou recorrer ali a uma outra forma de entender o que está escrito ali, né? Eu acho que essa questão da leitura principalmente para pessoas que estão ali liderando pessoas é...
Imagina, por exemplo, você tá trabalhando com uma equipe que tem que fazer um prédio, tem que colocar, no nosso caso, na fachada, tinha não sei quantos mil painéis, então você tem que fechar aquele prédio, e o cara tá ali fazendo sem saber o que. Agora, imagina se você começa a mostrar pra ele onde que a gente está, onde que a gente quer chegar, como é que tá sendo a velocidade, como é que tá atingindo o objetivo. Você começa a inspirar quem tá com você. Entendeu? Vamos junto, vamos lá. E agora, se ele não sabe ler, se ele não sabe, né, infelizmente não teve oportunidade na vida, né, e aí a gente, você começa a incorporar isso, ele se sente parte do negócio. É isso.
É isso. Eu tô tentando trazer, inclusive, assim, algumas histórias. Eu vivo tantas histórias, assim, bonitas. Eu quero tentar trazer aqui, caso mesmo, daqueles operários ali. Né? Porque eles têm tanto, né, a nos ensinar. Porque acho que eles que estão ali no dia a dia, de fato. E se a gente, de alguma forma, conseguir fazer essa troca.
Isso.
Né?
Eu acho que é importantíssimo. Acho que é importantíssimo. E tem gente que é tão criativa, sabe?
Sim.
Você tem que dar uma chance, né?
Sim, porque acho que é aquela coisa de ouvir, né, de prestar atenção no outro. Então, acho que eu vou uma coisa, isso eu vou tentar...
Isso mesmo, escutar mais.
Escutar mais, eu acho que esse é o... Certa forma é o que vai mudar, né, é o que muda tudo e melhorar as relações, porque até eu acho que uma obra, um projeto, quando você tem uma boa relação ali na equipe, eu tenho certeza que o resultado final, acho que até pra quem vai ocupar, acho que até a energia da equipe.
Local, Ah, o pessoal, às vezes, eles celebravam assim com a gente, sabe? Então, porque entendia. É questão de entendimento, né?
E, Carol, e a sua experiência, né, fora do Brasil, assim? O que que você... viu lá fora, né? Você já falou um pouquinho antes, mas o que que você... viu lá fora que você falou, ah, tal coisa daria pra implantar, daria pra trazer pro Brasil.
Enfim, que... Olha, eu acho que o Brasil já tá com tudo na mão, sabe? Acho que o Brasil, falei em outras oportunidades, tem excelentes profissionais, nós somos muito inovadores, e hoje a gente tá conseguindo começar a ter investimentos também na área, né? Então, acho que a tendência é só melhorar, entendeu? Então, assim, vejo muita coisa de... É... A gente vê, né? Hoje em dia a comunicação, hoje em dia a informação, ela é muito... Você consegue obter de todos os lados, né?
Tem que filtrar, né?
É, tem que filtrar, tem que saber filtrar.
Porque eu falo que tem muita gente aí, muita gente que não sabe nada, mas estão passando aí pro...
É, mas eu falo assim, você tem acesso talvez às grandes invenções na construção fora, né? À journals importantes ou escolas que são de ponta, o que tem desenvolvido. Você consegue hoje ver o que tá acontecendo.
E falando de inovação, você está desenvolvendo um projeto, já vi algumas coisas, não precisa falar o nome ainda, mas eu queria que você falasse um pouco desse projeto e o que ele vai facilitar no meio da indústria da construção.
Hoje a gente está desenvolvendo um projetinho que chama-se ConstruTech.
Você fala projetinho, mas o que eu vi não é projetinho.
Que é para a construção civil ajudar no processo de... de contratação, que é o que a gente chama de pré-construção, né? Então, tem já várias startups, várias pessoas já estão trazendo isso, porque, como eu disse, a gente tem uma formação muito técnica, então essa parte mais administrativa às vezes consome muito tempo da pessoa que tem que estar ali no dia-a-dia, que tem que estar realmente construindo. e tem que estar realmente, talvez, criando, né, no caso dos arquitetos, tem que estar criando, e às vezes dispende muito tempo aí pra ir atrás de um fornecedor, né, pra fazer cotações, pra se conectar no meio também. Então, seria mais ou menos algo do tipo, e quando tiver mais ou menos saindo aí, a gente volta a falar.
Não, bacana, eu já ouvi um pouquinho, eu gostei bastante, vai... Reduzir custo, ir pessoalmente para as construtoras.
E tempo, né?
O tempo. Tempo de contratação e essa questão de logística, né? De deslocamento de profissionais, assim.
Isso.
Você vai conseguir contratar no local mesmo estando em outro estado. É, é. Peguei, entendi um pouquinho.
É, isso aí. E a ideia é a gente estar incorporando produtos que a gente consegue ajudar a ir à cadeia, porque como eu falei, eu vim da cadeia da construção e acredito que a gente pode estar sempre... melhorando e ajudando que, no final das contas, ajuda o país, né?
Não, acho que esse é o propósito, né?
Mas você tá falando, né, do pessoal do Brasil ao Cubo, tem outras pessoas que trabalham também com essa parte toda já de trazer peças prontas, talvez pedaços das construções prontas, que é uma coisa que já tem lá fora, Então isso a gente tem muito, sabe?
Carol, e falando dessa questão de inovação, eu queria até mandar um abraço para o Luiz Alfredo. Depois eu vou deixar, inclusive, o link da fábrica dele no Sul. E vale muito a pena você, que é uma curiosa, uma estudiosa do setor, vale muito a pena você conhecer, que é muito inovador e o desafio dele é tornar o aço competitivo tanto quanto concreto, enfim.
Você estava me explicando aí, sem desperdício ainda.
Sem desperdício.
É o que é importante.
Porque ele tem uma forma de precificação muito interessante. Se você precisar de uma viga, ele faz essa viga pra você. Se você precisar de 30... Ele faz, então se sobra, imagina que eles fizeram um projeto pra você, sobra material, eles pegam essa sobra e reutilizam num outro projeto de uma outra empresa.
Isso é ótimo.
Então, é muito interessante, vale muito a pena, inclusive eu vou trazer ele aqui pra gente bater um papo.
E o aço permite muito isso, né? Ele é quase 100% reciclável, por exemplo. Então, ele permite muito isso. Se transformar. Então, ele se transforma e volta para o consumo.
É muito bacana. Carol, a gente tá chegando no final do nosso bate-papo. Enfim, foi muito prazeroso. E você vai voltar aqui depois pra falar do... Dos projetos. Dos projetos aí. Eu nem chamo de projetinhos, tá? Prefiro falar projeto porque... Falo que tudo que você constrói, assim, nada é pequeno.
É, é um desafio, viu? Viu, Paulo? Um desafio.
Você tá trabalhando há muito tempo nisso. Tô acompanhando alguma coisa e tenho certeza que já deu certo.
Espero, espero.
E assim, quer deixar algum recado? A gente... E pro final?
Primeiro te agradecer muito, né? Você é um querido, tá no coração.
É recíproco.
E agradecer a todos que passaram pelo meu caminho. Vou ficar emotivo aqui de novo. Eu acho que aprendi muito pela vida e a gente vai sendo quem é através das experiências que a gente vive. Nós somos quem somos pela experiência. Todos me fizeram ser quem eu sou hoje.
É isso aí, Carol. Eu que agradeço. Eu que agradeço mais uma vez. Enfim, acho que você... Tenho certeza que você somou muito aí na vida de outras pessoas. Eu espero que vocês... Peço que vocês compartilhem esse conteúdo com o maior número de pessoas. possível, porque o propósito desse canal é, de fato, levar conhecimento, ajudar aí as universidades, os canteiros, né, então a ideia é que chegue no maior número de pessoas possível. E queria agradecer também... Você disseminando informação, ótimo. Sempre, trazendo pessoas com muito conteúdo, como você. Enfim, e agradecer também aos nossos patrocinadores, mais uma vez, que vocês são, enfim, a base, né? A base de ajuda pra fazer com que esse canal, ConstruCast, se mantenha de pé e tenho certeza que vai se perpetuar por muito tempo.
Processo.
Isso aí, Carol.
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