Podcast da Construção | Coberturas de Policarbonato, Vidros e Telhas | Fábio Brito | Construecast #8

Fábio Brito, CEO da Iguatemi Coberturas, compara três tipos de cobertura: policarbonato (leve, 10 anos de garantia, barulhento), vidro (melhor resistência térmica, sem garantia comercial) e telha-sanduíche com núcleo PU. Ele aponta que fornecedores não oferecem soluções completas e que o setor precisa de treinamento melhor para vendedores e instaladores.
Questions this video answers
10 anos
Oito cores (padrão)
0,8 milímetros (mencionado como material fino)
5 anos (na parte estrutural)
12 meses
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Olá, está no ar mais um episódio do ConstriCast, o podcast da indústria da construção, arquitetura e engenharia. Hoje, nós vamos conversar sobre um tema muito legal, que é tipos de coberturas, ou seja, coberturas de policarbonato, de vidro, coberturas com telha-sanduíche. E antes de apresentar o convidado de hoje, eu quero agradecer ao patrocínio da produtora Infinity Plus, que torna esse podcast, enfim, viável, ou seja, graças à Infinity Plus, que esse conteúdo está chegando em tanta gente, principalmente estudantes e profissionais do setor da construção. Brito é o nosso convidado de hoje, ele é CEO, fundador da Iguatemi Coberturas, que é uma empresa especializada em diferentes tipos de cobertura. Brito, obrigado por ter aceito o nosso convite.
Que é isso, Paulo, pelo amor de Deus. Eu que agradeço o convite e a confiança de poder falar de um tema que eu já estou nisso há mais de 30 anos. Então, quer dizer, eu me sinto muito confortável para falar sobre isso. E é um prazer.
Obrigado, Brito. E como que surge a construção na sua vida? Como que você é inserido no mercado de construção e num segmento tão específico que é a cobertura?
Foi engraçado porque tudo começou... Eu era técnico em eletrônica. cuidava de computadores, e um amigo meu um dia falou, ó, você não quer ser vendedor numa empresa? Eu acabei entrando, falei, ah, vou. E era ligado à construção, porque trabalhava com luminoso, fachada, e eu acabei entrando nesse ramo. E aí foi indo, foi indo, foi indo, aí eu vim pro ramo de coberturas. Efetivamente, né?
Pra vender coberturas.
Pra vender coberturas. Aí eu comecei a vender coberturas e foi me encantando. Porque eu vi que era um negócio que é bacana porque é muito personalizado. Então, o cliente, ele quer uma cobertura, Ele tem um espaço. E aí você tem que criar uma cobertura pra ele. E aí você vai vender o que é melhor pra aquele espaço. Então você vai mostrar pra ele quais são as melhores opções dentro do mercado que vai agradar e vai atender ele.
Aquele tipo específico, né? Pra aquele tipo específico de... De espaço.
Isso. Então, por exemplo, a pessoa tem um espaço. A pessoa, às vezes, quer fazer uma área gourmet. Você tem que saber que tipo de produto, o que ela quer atingir com isso, entendeu? Porque não adianta também ela querer... Às vezes o cliente olha e fala assim, eu quero tal produto. Aí você fala, não, aqui não é legal. Aí você explica, né, pra ele qual o produto indicado, por que aquele produto não é legal. Porque às vezes ela vai fazer a cobertura e vai ficar faltando, por exemplo, uma proteção do calor. Ela não vai conseguir usar, por exemplo, uma ventilação, uma altura, um pé direito, um tipo que ordem com a arquitetura que já existe no local. Então, tudo isso tem que ser bem planejado. Isso foi me encantando. E aí eu vi alguma deficiência do mercado, em atender esse tipo de mercado, e eu fiz o quê? Abri minha própria empresa. E aí comecei a trabalhar. E com isso, hoje, a gente já está aí a longo 18 anos e queremos continuar aí por mais 18, 18, 18.
Brito, e nesse processo, desde quando você era vendedor de cobertura, especificamente falando, E até abrir sua empresa, aí você começou a abraçar, né? Ter outros problemas ali, outros desafios, né? Qual que é o principal problema hoje, fazendo um... Volta um pouco no tempo, né? Até hoje, qual o principal problema que você lida no dia-a-dia? Principalmente com a questão de fornecedor, porque às vezes você tem até... Boas soluções. Mas como fazer isso chegar, né? Pra que você, como que tá na ponta ali do cliente final, como que isso chega pra você?
É, assim, vamos levar... Vou dar um exemplo aqui bem simples pra contextualizar praticamente tudo. Vendas, fornecedor. Eu tinha uma fornecedora, tenho ainda, um fornecedor de vidro específico. Eu compro de alguns lugares, a gente sempre faz alguma cotação. E essa vendedora me atendeu, sei lá, por uns quatro, cinco anos consecutivos. E eu sempre fazia um desenho, mandava o desenho para ela e ela me mandava os vidros. Mandava o desenho, aprovava o orçamento e ela me mandava os vidros. Passou um tempo, ela foi mandada embora da empresa, se desligou da empresa, veio uma outra vendedora. Quando eu passei o projeto pra ela, ela já veio com a solução, tipo, que nem o tema, de A a Z. Ela falou, não, porque a gente tem um perfil tal, porque você tá pedindo vidro tal, é porque a gente talvez precise que você... a gente tem... tal ferramenta, tem o alumínio para esse tipo de fechamento que você está pedindo, a gente tem os equipamentos, tem os acessórios, temos tudo, temos escovinha, temos silicone, temos fita." Eu olhei e falei, caramba, e a vendedora que estava comigo há cinco anos, Ela nunca tinha oferecido.
Então é importante ressaltar que você deixou de comprar nessa empresa durante cinco anos, ou seja, outros produtos que você poderia estar comprando num único lugar, mas que essa vendedora que te atendeu nunca te ofertou e, consequentemente, você não sabia que essa empresa tinha esse tipo de material.
É isso mesmo. Então, na hora que ela me passou essas apresentações, ela foi muito dinâmica e, tipo assim, é legal você ver você ser atendido assim, você se sente muito confortável e isso também despertou para mim Pra minha parte comercial, que depois eu peguei e falei, pô, porque esses exemplos você tem que trazer pra dentro da sua empresa, porque são coisas boas. Ela em questão de meia hora que eu fiz o pedido, ela já tinha me passado a relação de tudo que ela tinha, com preço, quantidade, se eu comprasse tanto, ela me dava um desconto de tanto, parcelava, aumentava o parcelamento, condições melhores. Aí você fica o quê? Ao invés de você procurar em vários outros lugares, Tipo, você compra um acessório em um ponto, você compra o alumínio em outro, você compra a fita em outro, você compra o silicone em outro... Ela já trazia o caminhão com os vidros, com o pacote completo.
Inclusive, você ganhou tempo também quando... Imagina, eu vou ligar em outro fornecedor para acotar um alumínio, para acotar uma fita.
É isso aí.
Assim, o ganho, quando você somou tudo isso, extremamente alto.
E aí, ela trouxe... Então, quer dizer, ela despertou uma coisa que depois eu falei para ela. Eu falei, você está de parabéns. Eu falei, nossa, eu juro pra você que eu comprava da vendedora tal e ela nunca me falou que tinha tudo esse material. Ela sempre me entregava só o vidro. E isso daí, mesmo que no final das contas o custo fique um pouquinho maior, mas você concentrou tudo num ponto só. Você não precisa, de repente, se deslocar ou ir buscar alguma coisa. Chega tudo na sua porta, chega tudo dentro da sua fábrica. no mesmo dia, então quer dizer, você já consegue se organizar melhor, quer dizer, chegou, já vem com o material separado, então quer dizer, você só coloca no seu carro de transporte e leva para o cliente.
Pra quem tá nos acompanhando pelas plataformas de áudio e vídeo, eu tô conversando com o Fábio Brito, que é fundador da Iguatemi Cobertura, e a gente tá falando sobre um tema muito importante, que é tipos de cobertura, ou seja, coberturas de AZ. Agora, Brito, a gente vai entrar especificamente nos tipos de coberturas, né? Destacando três modelos, que é cobertura de policarbonato, cobertura de vidro e coberturas com telha-sanduíche, se você quiser falar sobre outros assuntos, também se aprofunda mais Fique à vontade, né? Dando continuidade, eu queria que você me falasse quais as vantagens de cobertura com telha de policarbonato.
Vamos lá. A telha de policarbonato, ela é o... Eu, particularmente, sempre que eu falo para os meus vendedores, eu gosto de usar ela em espaços pequenos. Porque o que acontece? A telha de policarbonato, ela é uma telha, vamos dizer assim, ela é muito boa, tem 10 anos de garantia, tudo igualzinho. Só que ela é um material barulhento. Então, em uma hora de chuva, ela vai fazer muito barulho. E ela é um material fino, ela tem 0,8 milímetros de espessura. Então, eu prefiro indicar isso para uma área pequena, ou um todo de porta, ou algum lugar que a pessoa precise se proteger, mas que não fique próximo de um quarto, que não fique próximo de uma área, tipo uma sala, uma área de TV, porque senão a pessoa, em uma hora de chuva, vai ficar muito incomodada. Então, eu acho que a teira de policarbonato, ela atende, mas você tem que saber em que local aplicar ela. De repente, você vai aplicar ela em uma quadra, ótimo, fica perfeito, porque a quadra não tem problema nenhum, espaço aberto.
Então, é importante que a pessoa se atende na questão acústica.
Acústica, sim, porque a teira de policarbonato, infelizmente, ela tem esse... Vamos dizer, esse pequeno ponto negativo.
E os pontos positivos da telha dipolicarbonato? Quando eu falo telha, pode também ser uma chapa, né?
É, aí não, eu estou falando da telha mesmo, telha trapezoidal, vamos dizer assim.
Quais são as vantagens?
Por exemplo, ela tem a proteção de UV. Ela tem garantia de chuva contra granizo e 10 anos de garantia. Então, só nisso daí, você já sabe que você vai ter o material no mínimo por 10 anos.
E é muito resistente também.
Muito resistente. Tanto é que ela resiste a uma chuva de granizo.
Bem interessante.
Então, quer dizer, você tem um material com um custo um pouco melhor, Só que aí é o que acontece, é o que o cliente escolher. Se ele escolher esse tipo de produto, ele tem que estar ciente que vai ter um pouco de barulho.
Mas vocês dão esse direcionamento na hora do... Sim, sempre. Porque acredito que tem toda uma consultoria na hora de fechar.
Sim, tanto é que os vendedores todos são técnicos. Eles vão ao local justamente antes. Essa visita é feita antes de passar um orçamento justamente para isso, para ver qual é a necessidade e quais são os pontos que pode ser abordado para que a gente vá lá e coloque uma cobertura.
E nesse sentido também você tem uma variedade de cores também.
Bastante. Vamos dizer, hoje, padrão são oito cores.
Oito cores e você pode personalizar uma cor?
Pode.
Se você comprar direto com o fabricante?
Não, você não consegue personalizar. Ela ser um padrão já vem de fábrica nessas cores.
Entendi.
Então você tem que usar... Porque o que acontece? O pólico carbonato é muito sensível a materiais corrosivos. Então, por exemplo, se cair um tiner, cair um limpa-vidro, cair qualquer outro tipo de produto, ele vai amarelar. E aí, consequentemente, ele pode vir a trincar e, numa chuva de granizo, furar.
Então, você tem que ter todo um cuidado.
Tem que ter todo um cuidado com o policarbonato. E aí, existem as chapas compactas, que são muito mais resistentes, e as alveolares. E aí, também, tudo no mesmo padrão. São oito padrões de cores. E aí, dentro delas, você pode escolher qualquer uma para tipo de instalação.
O Brito, e os materiais complementares ali, no caso, que vai receber essas telhas, né? Quais são os materiais mais utilizados? Aço, alumínio?
O aço galvanizado. A gente trabalha com aço galvanizado e com alumínio. Em algumas obras, vamos supor que tenha muita corrosão, a gente acaba usando um aço inox. para dar mais durabilidade, porque dependendo do local, nem o alumínio resiste, né?
Não tem jeito.
Começa a perder cor, marca, então ele começa a manchar. Então aí a gente parte para usar o aço inox.
E mesmo você fazendo todo o tratamento ali, nesse material complementar...
Complementar. E geralmente, por exemplo, quando a gente vai para uma área de praia, por exemplo, às vezes a gente vai fazer a obra E a pessoa tem que nem a gente brinca, né? A casa quer o pé na areia. Então, quer dizer, a gente já sabe que a gente não pode usar o policarbonato. A gente tem que usar o vidro.
O vidro.
Porque o policarbonato, com essa amaresia, ele vai perder as propriedades e vai dar problema com muito antes. Ele não vai resistir, né?
Entendi. E nessa linha, Brito, se você escolhe um tipo de parafuso, ele resiste a essa corrosão?
Ele já é preparado ou você tem que... Entendi. Então, geralmente, quando a gente... É praxe. Usou o aço inox, a gente vai usar todos os acessórios, tudo para aço inox.
Agora, uma curiosidade para o consumidor final não ser enganado, porque às vezes ele está buscando preço e não qualidade.
Sim, a gente se depara muito com isso, exatamente.
Acontece de você chegar às vezes para refazer uma cobertura? Muitas vezes, precisa fazer uma reforma e quando chega lá, você se depara com um tipo de material que não era adequado para aquela situação?
Assim.
Pera aí, o cara fechou uma coisa, mas colocou outra.
Muito, porque o policarbonato existe alguns padrões. Para o vidro, então, é mais ainda. Mas para o policarbonato tem alguns padrões que você tem que ter, porque tem medidas a ser seguidas. Então, às vezes, por exemplo, tem um perfil que tem 5 centímetros. Você chega na obra, o rapaz, o que ele faz? Ele compra uma fita ou compra alguma coisa fora, com 4, 3 centímetros, um perfil de 3 centímetros, e o policarbonato sofre dilatação. E o que acontece? Na hora que o policramato sofre dilatação, você não tem o que tampe.
Entendi.
E aí ele vai vazar. Aí o que acontece? Não tem as borrachas certas, ele não usou os materiais adequados. Aí não tem o que você fazer. Já aconteceu de vezes da gente ter feito orçamento no mesmo, num local, A pessoa ter feito a opção de comprar de um concorrente nosso e depois eles não chamar pra gente fazer manutenção dessa cobertura. Aí eu apontei pra ela e falei, ó, desculpa, mas nós não temos como prestar esse tipo de manutenção porque o nosso perfil é totalmente diferente. Porque não adianta. Por que o que acontece? Se eu tento resolver, eu sei que não tem como solucionar aquele problema. Aquilo é um câncer em fase terminal.
Tem que trocar tudo.
Tem que trocar tudo. Infelizmente, tem que trocar tudo. Então, na hora de fazer a aquisição da cobertura, eu acho que vale muito a pena a pessoa se preocupar um pouco. Às vezes, sabe o que acontece? A internet é perfeita. Você faz pesquisa, você faz aquilo. mas nada substitui, por exemplo, vai fazer uma visita no local.
Busca referências, né?
Busca referência. Por exemplo, a gente tem um ponto fixo. A gente vai lá conhecer a Iguatemi Coberturas, toma um café conosco, passa e conhece os nossos concorrentes para saber exatamente quem ela está comprando, se a empresa realmente existe. Se não é uma empresa, que isso no nosso ramo infelizmente acontece, que a pessoa abre a empresa e ela não tem uma estrutura física. Ela simplesmente vende pela internet, faz a visita e depois sai procurando algumas oficinas ou algumas pessoas ou alguns serralheiros que podem prestar esse serviço.
Às vezes é uma pessoa que vende, é um ótimo vendedor, mas ele não tem a estrutura e ele subcontrata.
Exatamente.
Aí ele começa a apertar esse cara e muitas vezes, tudo bem, eu vou atender, mas enfim... Só que, por exemplo.
Ele contrata um cara que tem uma serralheria. Só que, por exemplo... Eu tenho a minha serralheiria própria, a Eguatemi Coberturas. A gente vai prestar o serviço. Ele não, ele tem a dele. Aí esse cara vendeu, ele tem que entregar o serviço. Ele vai lá e procura esse serralheiro. Só que ele tem outros serviços. Então, o serviço dessa cobertura não é prioridade. E o serralheiro, se ele não for muito bem treinado, ele não sabe instalar policarbonato. Porque policarbonato tem muita peculiaridade. É muito difícil. Tem muito... vamos dizer assim, muitos pontos positivos, mas tem muitos pontos negativos. Então, se você fizer a instalação de uma placa errada, você perdeu o serviço.
E tem até o lado, né? Inclusive, se certo, você pega uma chapa, você inverte o lado e você já muda, assim, tudo, todos aqueles benefícios, na verdade, você começa a trabalhar contra.
Contra. Apesar que hoje mudou muito, graças a Deus, hoje o policarbonato a grande maioria, os bons policarbonatos, né? Os bons. Porque tem alguns aí que realmente tem esse problema até hoje. Mas os bons policarbonatos, você compra ele e já tem UV dos dois lados. E a qualidade do UV melhorou muito pro nosso clima tropical. Porque o policarbonato, ele veio... na verdade, ele era pra lugar muito frio. Europa, Estados Unidos, Canadá, esses lugares que fazem muito frio. Porque você tem a luz natural, né? E você tem o sol, e você tem a proteção do frio.
Você tinha uma variação, né?
Exatamente. Aqui, quando chegou no Brasil, ele não tinha essa... E aí, com o tempo amarelou, mas só que hoje, você olha o policarbonato e tem uma qualidade infinita. Mas muito boa, muito boa mesmo.
Não, bem bacana. Então, quem está pensando em fazer uma cobertura e ouviu esse conteúdo, tenho certeza que a pessoa vai estar mais direcionada para escolher a melhor solução. Brito, e tipos de cobertura em vidro? Quais são os lugares indicados? Você tem também problemas com barulho? Enfim, quais são as vantagens do vidro e os contras que você destacaria nesse bate-papo aqui?
Vamos lá. O policarbonato, ou vidro, e o policarbonato, a diferença é o seguinte, o policarbonato ele tem 10 anos de garantia, o vidro já não tem garantia. Então, você fez uma instalação de vidro, o vidro não tem garantia. Por exemplo, você instalou tudo bonitinho, perfeito. Daqui a 10 dias, caiu um pedaço de árvore ou uma fruta, que nem às vezes faz instalação e tem algumas árvores frutíferas em volta e cai uma fruta e trinca o vidro, você tem que substituir. O policarbonato já suportaria, dependendo do tamanho da fruta ou de alguma coisa, ele suportaria esse impacto.
Não existe essa garantia nem do fabricante do vidro, nem da empresa que fez a instalação?
Não, não existe. E isso é um praxe de mercado. Por exemplo, o vidro, puro e simplesmente laminado. Existe a cobertura do vidro puro e simplesmente laminado.
É um vidro... Ô Brito, só pra ter pessoas ouvindo, nos ouvindo pelas plataformas de áudio, o que que é um vidro laminado? Só pra as pessoas entenderem, né?
Sim. O vidro laminado, ele é dois vidros comuns, com uma lâmina de PVB no meio. Ele entra dentro de uma máquina, que a gente chama ela de autoclave, como se fosse uma panela de pressão, vamos dizer assim, que ela vai aquecer esse PVB e vai fundir os dois vidros. Mas, na verdade, na nossa linguagem de instalador de cobertura, é um vidro podre, porque são dois vidros comuns.
São dois vidros comuns.
Só que o custo, dentro do mercado, consegue fazer com que ele venda. Aí, hoje, você tem o vidro temperado laminado. Esse, sim, é um vidro perfeito. Esse é um vidro maravilhoso, porque ele aguenta o impacto, Ele é fundido também.
Ele tem o mesmo processo, né? Ele tem o mesmo processo, só que ele passa por um processo, por uma máquina de têmpera, né?
Têmpera, perfeito. Ele vai pra têmpera. Saiu da têmpera, ele vai pra laminação. Aí ele recebe o PVB e vai pra máquina. aí ele vem como um vidro temperado, laminado. E o que acontece com o vidro temperado, laminado? O custo.
Um adendo, desculpa por te interromper. Porque como a gente está falando com o público leigo, que é aquele cara que paga a conta lá na ponta, então é importante que ele entenda. Ou seja, você vai falar de um vidro... Quando forem te vender um vidro laminado...
Ele vai entender o que é, senão fica perdido.
Ele vai saber o que é. Quando ele... Vou colocar isso. É um vidro temperado, laminado. Então, ele sabe que ali ele vai ter proteção dupla. Isso. Então, essa película que você falou, só para deixar claro, a pessoa não enxerga. Não enxerga, não. Você não consegue ver, mas se você olhar pelo lado, se você olha bem no vidro, você consegue identificar que ali...
Você consegue ver que tem dois vidros e uma camadinha no meio.
E dependendo da aplicação, você tem até mais que dois, né? Você pode ter três, enfim, até mais.
Aí você pode ter um multilaminado, que aí já parte para o vidro de passarela.
Isso. Então, é só para deixar claro para quem está ouvindo, enfim, é importante.
É, porque, na verdade, o que acontece? A têmpera é um processo. A laminação é outro processo.
Sim.
E quando você fala de um vidro temperado, laminado, aí sim ele passou pelos dois processos e aí ele vai ficar com muito mais resistência e aí você pode trabalhar com vidro refletivo e aí o vidro é infinitas cores e combinações que você pode fazer então quer dizer a vantagem de trabalhar com vidro que você não tem um barulho Mas, em contraproposta, você tem que investir muito mais na estruturação desta cobertura, porque o vidro é muito mais pesado. Uma comparação, o vidro pesa, em média, 23 quilos. Um vidro de 8, comum, um vidro de 8, laminado. Um policarbonato de 3 milímetros, ele vai pesar 3 quilos e 200, 3 quilos e 300. Então, é muita diferença de peso. Então, o que acontece? Você tem que ter uma estrutura muito melhor. Você tem que ter instaladores, você tem que ter uma parte de engenharia que faça os cálculos certinho para que isso daí não crie uma barriga, não tenha um momento fletor. Então, quer dizer, você tem uma série de coisas, uma série de... De fatores que jogam muito contra ou a favor. Se você já tem o know-how e você tem a expertise de fazer esse tipo de trabalho, você tem que todo dia estar sempre frisando a sua equipe para que isso não ocorra. Porque, você imagina, depois de uma estrutura instalada, ela tem um momento fletor.
Ou seja, não é um segmento para amador.
Não, não é.
Não é para amador.
Não é mesmo. Tem que ter. Porque hoje, por exemplo, tem muita empresa que trabalha sem RT. Eu não entendo como uma empresa hoje consegue não fornecer uma RT. Não ter um responsável técnico dentro da empresa.
Mas aí, por isso que eu bato muito na tecla de educar quem está comprando, né, Brito? Porque, imagina, você pede... Ah, o Paulo, tudo bem. Eu conheço um pouco do mercado, até falo um pouco. Essa língua, agora imagina, eu vou construir uma casa, não sei nada de arquitetura, não sei nada do segmento, como que eu vou exigir um RT? Não, exatamente, isso é verdade. É nesse sentido que a gente tem um desafio muito grande, para que esses conteúdos cheguem nessa turma que está contratando. Por mais que seja uma obra grande, aí você tem uma empresa que está fazendo essa gestão, então ele vai exigir todas essas documentações.
Isso é perfeito, isso que você falou é perfeito.
Inclusive o tema desse episódio, eu vou colocar... Que tipo de cobertura escolher?
Sim.
Entende? Enfim, a gente pode colocar ali na descrição. Vai facilitar muito. Se você vai fazer uma cobertura, viu? Esse conteúdo, desculpa, se comprou errado, se contratou uma empresa errada, aí já é problema seu. Então, eu acho que é esse o desafio que eu, como eu, Paulo, quero passar para o mercado. Que esses conteúdos não sejam tão técnicos.
Sim, mas isso que você falou do conteúdo é importante, porque o que acontece? Realmente, quem faz um bom trabalho vai continuar no mercado, entendeu? E vai continuar sendo valorizado. Porque, às vezes, a gente passa por careiro ou passa quer roubar, quer ficar rico vendendo cobertura.
Vendendo uma cobertura, às vezes, né?
Exatamente. E não é essa. Porque, na verdade, tem toda uma organização por trás disso. Tem gente séria que acorda cedo pra poder fazer as coisas acontecerem de verdade. Então quer dizer, é carro na rua, é responsabilidade, imposto... Imposto extremamente alto hoje. Exatamente. E aí você tem o pessoal que tem que ir pra rua, você tem que dar... vamos dizer assim, base para que as pessoas possam fazer um bom trabalho.
Condições mínimas, né?
Mínimas. E a pessoa precisa disso para fazer o trabalho e isso custa. Não é barato você manter equipes e, por exemplo, e não é ir lá e fazer a cobertura pura e simplesmente, mas é da assistência. Quando ela precisar de uma limpeza, quando ela precisar de um vazamento, vamos supor, teve um vazamento, ela precisa de uma manutenção, a gente está lá para prestar essa manutenção. Ou até mesmo ela chegou, olhou a cobertura, gostou, Mas no outro dia ou no sábado, num domingo, ela olhou com mais calma e viu que tem um detalhezinho, tem um negócio, um retoque que poderia melhorar, um acabamento, a gente vai estar lá pra fazer esse trabalho.
Então você tem todo um pós, né? Ou seja, você entregou, não fica naquilo. Ali você deixa a equipe, a empresa à disposição até certo tempo pra fazer esse acompanhamento.
Ela tem as garantias, né? Por exemplo, É lei, ela tem cinco anos de garantia na parte estrutural. Na parte de vazamento, a nossa empresa dá 12 meses de garantia. Ela tem todo esse suporte e mesmo que depois que passe a garantia, ela nos liga. E a gente vai lá fazer o trabalho. Vai ter uma cobrança, porque já passou da garantia, não está mais dentro da garantia, vai ter um custo. Mas dentro desse custo, ela vai ser atendida.
Vai ser atendida. E ainda falando sobre o vidro, quais são outras vantagens?
Ah, o vidro... O vidro é eterno, né? O vidro, se ele não quebra, ele...
Mas não tem garantia.
Mas não tem garantia. É bem engraçado isso, porque... Porque você.
Falar de um vidro com... Ah, tem legal, tem um tipo de proteção ali, legal, ele tudo bem. Se aquele vidro quebrar, ele não vai cair, porque ele tem esse line no meio ali, tudo bem. Depois você tem uma dupla... Passou por outra proteção, né? Que é a têmpera. Mesmo assim, não tem garantia. Enfim, e...
É que é engraçado. Eu vou contar uma história rapidinho. A fábrica entregou os vidros lá pra nós na Iguatemi. Aí entregou, conferimos, tudo certo. Assim, foram embora. No outro dia de manhã, a gente foi carregar pra ir pra... Pra obra, né? Pra obra, né? Pra fazer as instalações. O nosso montador foi pegar no vidro e ele quebrou dois vidros. Explodiu. Aí a gente falou, não, veio, tava errado, liguei pra vendedora, falei com o departamento técnico deles e tal, não sei o que, ele falou, não, não é possível, não é possível, não é possível, não é possível. Aí ele falou assim, ó, pode ser que o seu montador tava com a mão quente.
Com a mão quente.
E estava um dia muito frio, a mão transpirou. Na hora que ele pegou nas laterais do vidro para colocar para cima do carro, aquilo ali deu um choque térmico e o vidro explodiu.
Temperado.
Temperado. Aí o que acontece? Aí eu falei, aí ele falou, por isso que os vidros não têm garantia.
Ô, Brito, mas aí você não faltou um pouco de treinamento dessa indústria? Porque como que eu entrego o material Imagina, e tudo bem que eu sou do meio ali, mas peraí, se a minha mão tá quente, eu tenho que pegar de uma forma, se a minha mão tá fria, eu tenho que pegar de outra, ou então, não, tem que usar ventosa.
Sim, a gente usa, mas o normal é você, às vezes você usa o quê? A luva, né? A luva com pigmentação pra... O vidro não caía. Mas o que acontece? Naquela hora, o montador foi lá e pegou com a mão. E aí, o que acontece? Para a fábrica justificar a quebra do vidro, pra dizer que não foi um erro na têmpera, ela justificou que, por exemplo, como que ele carregou esse vidro. Aí foi onde surgiu o assunto, que aí o encarregado falou, não, Brito, ele falou que o que aconteceu foi que, com certeza, na hora que tava com a mão, pegou com a mão quente, deu choque térmico no vidro. O vidro tava frio, e aí deu choque térmico e explodiu o vidro.
Que provavelmente foi, na verdade, é problema da têmpera, né? Da máquina.
Da máquina. E aí o que acontece? O prejuízo acabou ficando pra nós. Então é igual, vamos supor, a gente fez a instalação, deixou tudo pronto e funcionando, aí deu um problema, a pessoa vai abrir o vidro, entendeu? Dois, três, no quinto dia o vidro explode, de repente pode ser que tenha uma sujeira, porque o vidro temperado, ele tem esse problema, as bordas dele é muito sensível.
Sim, tanto é que você pega o martelo, você bate, cara, o vidro não quebra.
No meio.
Mas as bordas são muito sensíveis. Você dá um toquinho do lado ali.
Pá, o vidro explode. É isso mesmo. Às vezes, isso acontece muito em banheiro. Cai alguma coisa, um brinco ou um anel, alguma coisa, e dependendo de como ele cai naquele trilho do box, Na hora que ele for fazer assim, que ele deu a pressão, o vidro do box vai explodir ali.
Inclusive, ó, dicas constrocast, pra já aproveitar uma dica. Sempre que utilizarem vidros em box, se atentem... em colocar película de segurança.
Película de segurança.
Quem tiver curiosidade, quem estiver acompanhando esse podcast, eu posso indicar aí fornecedores que fazem isso de forma brilhante, tá? Porque eu já vi vários acidentes, tem vários relatos... E corta e machuca. Inclusive, deveria ter uma norma, né? O vidro... Ah, é para boxe? Deveria já sair com película de segurança.
Sim.
Não sei se existe já, porque, enfim, eu não acompanho tão de perto, mas deveria existir essa norma, porque é uma película... Simples, né? A forma como ela é colocada...
Não precisa ser de proteção, não precisa ser antivandalismo, que é uma película com um custo um pouco mais alto, mas você coloca uma película simplesmente pra conter a explosão do vidro, porque vem aquela chuva de vidro em cima de você, né? E dependendo de como vem, vai te cortar inteiro, e ainda mais se você.
Estiver no banho, Imagina, eu já vi casos trágicos. Mas se você tem uma norma, que esse vidro já saia de fábrica, porque você reduz.
Reduz, muito.
Você reduz o custo, sim. Agora imagina, se só uma empresa... Recentemente eu conheci, já faz um tempo, que só eles aplicavam em fábrica. Só que é um serviço à parte.
Isso, à parte.
Então isso acaba onerando, de fato. Porque você sai da linha de produção, como não são todos, Ah, é um cliente ou outro que contrata aquele serviço, então isso de fato fica caro. Agora, se é uma norma onde todo vidro para boxe tem que sair com essa proteção, imagina, você reduz muito isso, esse processo.
O que eu penso é o seguinte, às vezes tem vendedor que pensa o quê? Ele fala, eu não vou oferecer porque vai onerar.
E o cliente não vai comprar.
Eu não coloco preço no bolso do cliente. Eu não sei o quanto ele quer pagar, quanto ele está disposto a pagar. Eu passo a solução. Agora, se ele vai querer fazer ou não, aí é outra. Então, eu dou a possibilidade dele ter um box, por exemplo. Um exemplo desse. Com película e sem película. Por exemplo, eu vou lá, eu olho para o cliente e falo assim, eu quero fazer cobertura com vidro. O vidro refletivo é muito mais caro. em relação ao policarbonato. Mas, em compensação, ele vai ter uma qualidade muito melhor. Então, eu vou passar o quê? As duas possibilidades para ele. Eu falo, você tem esse produto, você tem esse produto. Vê o que você quer fazer. Eu tenho estrutura em aço galvanizado, eu tenho estrutura em alumínio. Agora, o que é indicado para o senhor é fazer o alumínio, o que é indicado para o senhor é fazer o vidro. Ou então, como é muito grande essa estrutura, é melhor você fazê-la de aço por causa do peso, por causa da força que o aço tem, que o alumínio não tem. Então tudo isso é questão que a gente vai... Por isso que quanto melhor o vendedor, aí volta na história da vendedora lá de vidro. Quanto melhor o vendedor, mais venda e mais satisfeito o cliente fica. Porque o cliente sente o que? A necessidade de ser bem atendido.
O cliente se sente atendido.
Exatamente. E isso não é mais do que a nossa obrigação. tanto de instalador quanto de fornecedor de mão de obra.
E ainda falando nesse tema, vidros ainda, e eu acho que eu vou até falar um pouquinho mais dessa questão de qualidade, quando você está comprando alguma coisa, como que de repente a indústria... precisa se atentar à questão do treinamento do seu time de venda? Porque eu acho que, enfim, tem dicas importantes, porque é você que sente ali no dia a dia. Ninguém melhor para melhorar o processo de venda dessas empresas do que você que está comprando ali.
Sim, até mesmo porque precisa. Sim.
Brito, e quais são os tipos de vidros aí que trazem benefícios? Principalmente falando de cobertura, né? Porque você também tem... E hoje você tem vidros com tecnologias absurdas, né? Que trazem proteções aí, que você fala... O que é isso? Então, até... É falando... Nessa linha da questão de... Porque quando você investe um pouco mais num vidro com um tipo de proteção específica, você também... Específica, você reduz o uso de ar-condicionado, né? Então eu queria que você falasse um pouquinho aí dos tipos de vidros e principalmente trazendo esse viés aí de eficiência energética.
É, aí vamos lá. O vidro laminado refletivo. Você tem o vidro hoje que são... Usar o concurso. Os melhores do mercado que são os Habitat e os Reflectafloat. Esses vidros, essa linha de produto é a melhor linha que existe.
É uma linha premium.
É uma linha premium, exatamente. Então, você já tem, dentro dos coeficientes dele, dependendo da cor, você pode ter uma redução de calor de 20, de 30, de 25. Aí vai muito depender do projeto também. Porque tudo isso, não adianta eu ter uma Ferrari e não saber dirigir.
E não saber dirigir.
Então, por exemplo, ele quer o melhor produto, ele quer o melhor vidro. Só que, por exemplo, eu não tenho a melhor instalação. Eu não fiz o melhor projeto. Então, faltou algum momento. Então, tem que ser um casamento. Então, por exemplo, ele vai ter um vidro refletivo, aí eu vou olhar qual o pé direito, o máximo que eu posso usar para dar uma amplitude também no ambiente e facilitar o efeito do vidro para que ele fique um pouco mais térmico. E fazer com que o cliente entenda isso, porque às vezes o que acontece? O cliente olha e fala, não, quero desse jeito. Mas se você chega e explica pra ele, expõe, até mesmo dentro de um projeto, e você mostra um projeto, você monta um projeto e mostra pra ele, ele vai ficar feliz.
E nessa linha, Brito, falando que você está ali na linha de frente com o cliente final, você pode até dar os dois exemplos aí de que fornecem, no caso o Vidro Habitar. Você tem um apoio, no caso você, pelo tamanho da sua empresa, você tem um apoio da indústria na questão de treinamento? Quando eu falo da indústria, vou até citar aqui, né? Você tá falando de... Abitel, você tá falando de Zebrassi.
Zebrassi.
Alguém da Zebrassi se der esse suporte, ou pode ser um distribuidor, né? Indo lá, montando, fazendo, sei lá, explicando pra você como funciona esse tipo de vidro, ou vocês não têm isso?
Não, a única coisa que tem, quando o distribuidor faz, é quando faz o lançamento. Que nem, por exemplo, quando teve o lançamento lá atrás, há uns, acho que oito anos, o Habitat, que veio o Reflecta Float, esses vidros vieram, aí teve as distribuidoras fazendo o lançamento.
Mas aí você fala as distribuidoras, ou seja, as beneficiadoras.
As beneficiadoras, exatamente. A Sebrastia e a Guardian, que são as duas... potências do mercado aí, em nenhum momento. Para nós que estamos ali, que são, vamos dizer, a linha de frente do negócio, que fazemos acontecer, a gente que põe está lá, não.
É, porque é interessante esse ponto, porque quando você pega as beneficiadoras, na verdade, assim, eles têm um interesse... Sim. Porque você tem ali a questão da briga por preço. Às vezes você tem um beneficiador que ele beneficia o mesmo fabricante, mas com valores ali, preços extremamente diferentes. Então, eu acho que... Sim, nem sei se eu deveria dar opinião, mas já dando opinião, eu acho que, de fato, teria que ter um apoio do fabricante mesmo.
Teria. Era muito importante. Até mesmo...
Eu estou falando isso porque eu ouço assim, às vezes, chega em mim, Paulo, será que você não consegue dar esse apoio para a gente? Vamos ver o que a gente consegue.
Mas... Porque não adianta, por exemplo, a gente tem uma empresa e a gente tem uma capacidade. É uma empresa pequena, é uma microempresa. Então, quer dizer, a gente tem uma.
Capacidade fabril, Uma empresa pequena, que quando você junta essa quantidade de empresas pequenas, é o que, de fato, movimenta o mercado. Exato.
Então, eu acho que essas indústrias, por exemplo, a Sebrastian e a Guardian, deviam ter esse olhar. Olhar no mercado quem são as empresas e fazer uma pesquisa. Por exemplo, a Iguatemi, 18 anos de mercado. Fulano de tal, 30 anos de mercado. E convidar eles para fazer uma qualificação. Porque hoje, qualificar um funcionário é caro. Você ensinar, você pagar custo de raleiro, custo de vidraceiro, custo disso, e sem contar o tempo que tem que dispor. Você vai preparar... Para você pagar essa conta. Para você pagar essa conta. Então, quer dizer, você tem que colocar isso aonde? No seu custo final. porque não tem de onde você tirar. Então, se essas grandes indústrias fizessem esse apanhado de pegar as principais, por exemplo, tem as distribuidoras, e as próprias distribuidoras principais dele apontar uns pequenos. Falar ó, a Iguatemi, não sei quem, mas não sei quem, a B, a C, a D, a E, a F, e aí eles chegarem e fazem um pool. Tipo assim, a cada mês, eu vou chamar 10 empresas. A cada mês, eu vou calificar 10 empresas e vou dar um selo de qualidade pra essas empresas e fazer com que elas tenham esse selo de qualidade e que possa, todo ano, ser avaliada, entendeu? Pra ver se tá mantendo a qualidade e... receber esse selo no próximo ano, no próximo ano e no próximo mês que ela for fazer treinamento lá de novo.
Você sabe que nessa linha eu tenho uma empresa que eu atendi, que eu atendo há algum tempo? E de tempos em tempos, eles dão um treinamento, eles convidam compradores, clientes que compram ou que não compram produtos deles ali. Então, eles dão treinamento, por exemplo, como aplicar um ACM de forma correta, apresentando novas soluções. Isso aqui é uma solução que chegou agora, que vai te trazer esse benefício, esse, esse... Eu achei bem interessante. Inclusive, eu vou tentar até pegar esse exemplo, porque eu tenho esse vídeo gravado. Eu vou tentar até, de repente, levar isso pra esse modelo lá pra Sebrasti, pra Guardian, quem sabe a gente não consegue aí trazer esse tipo de solução.
É muito válido a tentativa.
Inclusive é próprio mercado de aço também. Você pode ir a um mercado gigante, Mas treinamentos de solda, por exemplo. Para você qualificar essa mão de obra. E quando você, como empresa que precisa contratar essas mãos de obras, você já traz um perfil de profissional um pouco mais qualificado. E aí você vai trabalhar mais a questão de cultura, de fit com a sua empresa, com a sua... E aquela.
Coisa, Paulo, quando você faz um investimento desse, ou você leva, por exemplo, um funcionário seu para dentro de uma indústria, do posto de uma Sebrast, do posto de uma Guardian, ele se sente muito valorizado. Porque é diferente de você pagar um curso pra ele numa escola ou num local onde tem ele mais duas pessoas. E ali ele chega, ele vê um universo diferente. Então isso enaltece ele.
Sim, você desperta, né?
Ele sendo valorizado. Apesar que quando você pega um funcionário e você leva ele pra fazer um curso, ele também se sente valorizado. Mas é diferente de você levar. Você eleva o padrão, você mostra pra ele que ele é capaz de alcançar outros horizontes. Então você mostra pra ele que existe um mundo além daquele mundo das coberturas que a gente instala nas residências, nos apartamentos, no condomínio, nas fábricas, sei lá, enfim.
Mas você traz uma... E no mercado de aço, Brito, você tem soldadores lá? Você também tem essa dificuldade?
Sim, tenho. Bastante.
E você tem um apoio?
Só das distribuidoras. Algumas distribuidoras, como a gente compra com bastante efetividade, aí acontece o quê? Os coffee shop. Só que um coffee shop é diferente. Você vai ali, bate um papo, conversa. Você leva, por exemplo, o lançamento de um produto. Então ele vai lançar aquele produto.
Na verdade, é um interesse em você vender esse produto.
Então é diferente de você pegar e, por exemplo, ter um curso específico que a pessoa fala assim, ó, eu vou dar curso das oito à meio-dia. Todo dia, de segunda à sexta. Esse curso, que terminou esse curso, vocês vão ter esse selo. É diferente. Então, ali, com esse curso, você vai estar trazendo muito aprendizado. Para o instalador, né?
Tem uma construtora que... Até para nós mesmo. Tem uma construtora muito grande, uma construtora espanhola que chegou no Brasil e eles estão formando a mão de obra deles. Você entende?
Entendo. Isso é perfeito.
Eles estão formando. Então, ele tem uma fábrica, essa fábrica é ocupada por uma quantidade, eu não lembro agora o número exato, mas está ali meio equilibrado, está até um pouco mais de mulheres, mas eles estão treinando. Ele está treinando a pessoa que vai operar a ponte, vai estar treinando o time que vai operar as empilhadeiras, as máquinas. Você entende? Mas isso para a empresa... o NERA demais. Se você não é grande, não tem um capital para investir ali, isso fica muito desafiador. Agora, por exemplo, você pega a própria indústria lá que vende empilhadeiras. Se ela dá esse suporte, peraí, eu vou tirar um pouco esse... esse custo ali da pessoa que está comprando meus equipamentos. Então, quando você compra um equipamento e você usa ele bem, na verdade, todo ciclo ganha.
Todo mundo. Porque você vai fazer o quê? Você vai continuar consumindo.
É interessante. É uma pena que o nosso conteúdo só dure uma hora, uma hora e pouca, porque a gente tem vários assuntos para tratar.
Isso é verdade.
Para não ficar de fora. Brito, e tipo de coberturas com telha-sanduíche? Quais são as vantagens?
As vantagens são inúmeras. A telha-sanduíche, na verdade, o que acontece com a telha? Ela pode ser trapezoidal, ou então um perfil forro. O que a gente chama de perfil forro?
Que quer um e outro.
Porque a telha sanduíche, na verdade, a gente chama na linguagem técnica telha termoacústica. Telha termoacústica, ela tem dois tipos de material. Ou ela pode ser o PU injetado, ou ela pode ser o EPS, que é o isopor. O que acontece com a teira? O isopor, geralmente, ele é um pouco inferior ao PU. Por quê? Na sua formulação, a de isopor, vamos falar numa linguagem mais simples que todo mundo possa entender. Ela é colada. Então, o que acontece? É uma chapa, ela vem modulada, e aí você vem lá e aplica com uma máquina em alguns pontos na cola. Você vem com a chapa e junta aquilo ali e virou o quê? Virou uma telha sanduíche de isopor, uma telha termacústica de isopor. Só que essa cola, com o tempo, pode ser que ela, com a movimentação, porque não tem jeito, existe a movimentação, ela vá se descolando. Já a telha de PU, que tem um custo um pouco mais alto, mas em compensação é muito superior, porque ela é injetada.
E ela sai... Ela sai... Geralmente, ela já sai da fábrica.
Isso.
Né?
Com... Já vem pronta.
Já vem pronta.
Já vem pronta.
E esse outro tipo de telha, quando você tem o isopor, você tem o fabricante da telha, depois você tem a empresa que faz esse recorte do isopor naquele... De acordo com o formato daquela telha. Enfim, você vai juntar tudo isso... Existe.
Algumas empresas, algumas instaladoras que fazem isso para melhorar o custo.
Para melhorar o custo?
É, porque a gente não. Eu, a Iguatemi Coberturas, a gente já compra a telha pronta. Então, a telha de isopor a gente compra, vem direto da fábrica. Mas o que acontece? Tem gente que vai lá e faz o quê? Compra uma telha de galvanizada, esse enchimento de isopor e a outra telha. Vai lá, compra uma cola de sapateiro, joga em cima do... Põe alguns pontos na telha e gruda aquilo. E vai vender a telha.
E só que quem está comprando não sabe como está sendo feito esse processo.
Então são as coisas que... O que acontece? O caro e o barato. Então não existe milagre. O que existe, às vezes, que eu vejo isso como um fato de desonestidade. Entendeu? Com o cliente. Você vende uma cobertura e você em vez de instalar um perfil com parede grossa, você instala um perfil fino. Em vez de você instalar um policarbonato de 4mm, de 3mm, você vai lá e instala um de 2mm. Você vende um vidro de 8mm lá na proposta, mas na hora de instalar, você instala um de 6mm. E aí o cliente muitas vezes não percebe.
Ele não se atenta, ele não vai lá conferir.
Por causa da confiança. Ela comprou de uma empresa, ela acha que é aquilo que ela comprou e isso a gente se depara muito. Então, quer dizer, a telha de PU é o que a gente mais vende. 95% das nossas vendas de telha termoacústica são de PU. Porque dificilmente a gente oferece isopor. Justamente por causa dessas... malandragens que existem no mercado.
Mas mesmo que você instale uma telha de isopor, como você tem o processo de fixação, você não vai ter problema, porque, de qualquer forma, esse material ali vai estar preso para o parafuso na estrutura metálica ou qualquer outro tipo de solução que você colocou ali como material complementar para sustentar aquelas telhas. Então assim, elas não vão soltar. Você só tem aí esse problema, às vezes, da cola.
Descola, porque... Mas isso é normal.
Isso pode gerar barulho, se ela descola ou não?
Pode, um pouquinho de barulho, porque a telha, como ela fica um pouco mais solta, ela gera um pouco mais de barulho, mais pra cima.
Entendi. Ah, tá. Esse barulho não desce.
Não desce. Pra cima. Então, por exemplo, se você tem uma janela, ele vai propagar pra cima.
Entendi.
Ele não propaga pra baixo. E aí, o que acontece? Você tem a parte térmica da telha, né? Então, por exemplo, você tá aqui, você é como se você estivesse embaixo de uma laje. Ela não passa o calor.
Ou melhor, né? Dependendo do tipo de laje, acho que até mais, né? Ela gera até mais proteção.
Exatamente. Então, a telha é perfeita. Porque aí, por exemplo, a gente tem usado muito em condomínio, em área gourmet. Por quê? Ele precisa fazer a área da churrasqueira, a área gourmet ou a ampliação do salão de festa. E aí o que acontece? Ele fecha com vidro em volta, coloca o teto. Então, quer dizer, a pessoa, o som não sobe.
Entendi.
Então, não tem aquela reverberação. Aí, o que acontece? O barulho diminui muito. Bonito.
E esse tipo de telha é importante porque, dependendo do tipo de solução que você escolhe para a parte inferior da telha, porque você tira aquele formato da telha, né? Como que é o nome daquilo?
Perfil forro.
Perfil forro. Então, assim, você tem o perfil forro embaixo, você tem a camada de PU ou de isopor.
Isso.
E em cima, ou seja, o que está por cima, que vai receber o sol e a chuva, tem o formato da telha.
Da telha. Isso mesmo.
Então é bem interessante. É um tipo de solução que eu acho bem interessante.
Bastante. A gente tem vendido bastante esse tipo de solução, justamente nessa época do ano, no calor.
É, eu vi agora, eu visitei alguns lugares no Nordeste, eu vi que tem bastante coisa.
E aí, por exemplo, alguns apartamentos de cobertura, a gente faz isso por quê? Porque a telha pega metade, Onde vai estar a mesa, ela faz com telha termoacústica. A outra metade, onde ela quer um pouco mais de luminosidade, quer uma área mais assim de convivência, ela coloca o vidro refletivo.
E aí você tem uma qualidade absurda, né?
Absurda. E aí, por exemplo, se ela precisasse de um ar-condicionado de 30 mil, Com essa solução, ela precisa de um ar-condicionado de 15, de 18.
É importante falar 30 mil BTUs.
BTUs, exatamente.
De repente, a pessoa vai pensar que.
É 30 mil reais. Calma aí. Exatamente, 30 mil BTUs.
Então, olha só.
Ela vai reduzir pela metade.
Então, dependendo da solução que você escolhe, olha só, você reduz tanto na questão do tipo de equipamento, na potência do equipamento de ar-condicionado e, consequentemente, na conta de luz.
É, porque o ar-condicionado vai ter o metro cúbico lá. Então, o especialista vai olhar e vai falar assim, eu preciso de um ar-condicionado de 30 mil BTUs. Só que, por exemplo, ele chegou lá e viu que tem uma cobertura de policarbonato transparente, ele vai falar, não, transparente aqui, pode colocar, pode aumentar para dois, porque um não vai dar certo. Aí se ele vê que tem a telha termacústica mais o vidro refletivo, ele fala, não, aqui comporta 30 mil BTUs, vamos usar o de 30 mil BTUs.
Ou então até reduzir, dependendo da situação, porque o ar-condicionado é importante você trabalhar com uma potência um pouco maior, para você ter um... Ou seja, para não forçar o equipamento.
Não forçar o equipamento, é isso mesmo.
Bem interessante. Nossa, Brito, que aula você está dando aqui.
São 32 anos fazendo a mesma coisa, né, Paulo? Então, a gente vem trazendo bagagem e todo dia eu aprendo.
Ô, Brito, e falando de... Enfim, aproveitando que você falou de tantas coisas interessantes aqui, o que vocês entregam hoje? Que tipo de serviços vocês... Além porque eu acredito que... Como vocês têm uma gama de soluções lá, e eu te conhecendo um pouco, você é o cara que resolve... É. Tentamos.
Tentamos sempre resolver, né, Paulo? A gente está sempre tentando inovar, tentando buscar soluções.
É, te conhecendo, você não vai ficar. Às vezes o cara está lá com a cobertura, mas de repente você se depara com algum outro tipo de situação ali. O que vocês fazem mais, além de coberturas?
Por exemplo, a gente faz fechamentos de área, faz aqueles revidraçamentos de sacada, castilharia, a gente trabalha com a linha Gold, com a linha Suprema 25. O que mais? A gente faz passarela, faz... Para a parte de indústria também, às vezes a gente precisa fazer aquelas contenções de incêndio. Já fizemos também para clientes aqueles guarda-corpo.
Mezaninos.
Mezaninos. Já fizemos passarela de vidro. Fizemos piso de vidro.
Então vocês acabam, não diria consumindo, mas vocês têm uma atuação muito forte no mercado de aço.
Sim, bastante. Muito. Principalmente quando esses projetos de mezanino, de piso, que aí a gente acaba usando as vigas W, as vigas I, que requer um pouco mais de peso, mais de cálculo, essas coisas.
E vocês têm engenharia de calculista?
Tem, tem tudo isso.
Ou geralmente vocês trazem especialista do mercado dependendo do tipo de projeto?
Aí a gente às vezes, por exemplo, A gente tem um, se depara com... Aí a gente pega a especialista, um especialista do fabricante.
Do fabricante. Porque às vezes ele vai indicar um tipo de aço específico.
Isso. É, porque, por exemplo, às vezes a gente coloca lá... Um exemplo, a gente precisa usar um tubo ou um aço com alma. A alma a gente diz a espessura do tubo.
Sim.
De, vamos dizer, de 1 quarto. Aí ele vai lá e vai colocar pra gente que é 5,16. por causa disso, disso, disso, disso e da Liga do Aço. São coisas muito técnicas, né? Que aí, pra falar pro público geral, eles não vão nos entender aqui. Mas, tipo assim, é uma coisa muito simples. E aí, eles passando isso, aí a gente só coloca o que ele pediu.
Entendi.
Porque a gente passa o que ele vai receber de carga. Ó, essa carga é isso aqui. Aí ele vai passar pra gente qual o melhor perfil.
Entendi. Então, nesse sentido, você tem o apoio da indústria?
Tem o apoio da indústria, sim. Através da revenda, né?
Ah, através da revenda.
Da revenda. Porque a gente não tem contato direto dentro de fábrica, dentro da grande indústria.
Muito raramente.
Principalmente porque quando a gente tenta um contato dentro da indústria, ele já nos direciona para o distribuidor mais próximo da nossa região. Então, os nossos distribuidores lá ajudam bastante a gente nesse tema. Tanto de aço, quanto de alumínio, quanto de inox, a gente é bem assistido pelos distribuidores, pelas revendas.
E nessa linha, tem um momento aqui do nosso podcast que... Eu deixo o convidado escolher alguém, enfim, de alguma indústria específica ou, enfim, ou alguém que você, de fato... Falou, gostaria de ver um, sei lá, um bate-papo dessa pessoa que eu admiro muito, enfim... Tem alguém que você gostaria de ver aqui no nosso podcast?
Cara, agora assim, de bate-pronto? Agora você me pegou de caça-corta, hein, Paulo?
Não tem ninguém da indústria que você falou, ah, gostaria de... Que você trouxesse alguém pra falar sobre tal tema, sobre tal assunto. E aí, você deixa comigo que eu trago.
Por exemplo, eu acho que seria interessante alguém do vidro, porque o mercado do vidro é enorme, alguma da indústria, ou do aço.
Ou do aço.
Ah, do aço, pelo amor de Deus, né, Paulo? O aço, meu, onde você vai, onde você vê que tem obra, tem aço.
Só que, na maioria dos casos, o aço não aparece.
Não, não. É tudo revestido, né? Engraçado. A não ser quando seja com a nossa estrutura, né? A gente monta a estrutura de aço e coloca o vidro ou o policarbonato, pode ter nem um sanduíche. Ou então...
É, mas aí já é uma... Aí você, no próprio processo arquitetônico, né? Então você já... Ah, não. O aço já tem que estar ali aparente, né? Ele está como um elemento arquitetônico.
Isso. Mas, por exemplo, todas as obras que você olha, ela tem mais, às vezes, mais aço que concreto. Mas o que aparece é o concreto.
É o concreto. Não, mas eu vou trazer aqui, fica tranquilo, tá no nosso radar.
É, seria muito bom.
Eu vou trazer aí uma pessoa para falar.
Isso.
Sabe tudo.
Exatamente.
Está no mercado do aço aí há muitos anos.
E aí ajuda a gente.
Eu vou trazer. Então, conexões aqui é o que não vai faltar.
É isso mesmo. Tem que ir que nem o polvo, né? Ir ligando os tentáculos.
Sim, não. Bem interessante. Eu vou trazer também um arquiteto que eles constroem muito em metálica, principalmente residência de alto padrão. Onde você tem o aço como elemento arquitetônico.
Ele é mais limpo, né?
Sim. Eu sou um apaixonado pela industrialização. Eu acho que só a industrialização, de fato, pode transformar, pode melhorar as condições aí.
É um processo mais rápido, né? Se acelera, né?
Ô, Brito, a gente tava conversando, né, antes de gravar, em um ponto que me chamou bastante a atenção, que é essa questão da qualificação de mão de obra.
Sim.
Né? Você tem alguma sugestão que a indústria pode colaborar? Um exemplo, quando você treina alguém, você leva ali um... você cria um centro de treinamento num, sei lá, numa zona específica. Zona norte, zona sul, enfim, zona leste. Onde você... monta esse centro de treinamento, né, bancado pela indústria. que você consegue levar essas pessoas ali, muitas vezes que moram em situações não muito boas, mas quando eles começam a ter contato com a formação melhor e vê as possibilidades que essa formação está trazendo para eles, será que esses profissionais não vão levar melhorias? para essas construções que muitas vezes são regulares, mas não são tão visualmente bonitas, por conta da falta de conhecimento, da formação mesmo.
Falta de condição também. Eu acho que isso é fundamental. Por exemplo, se as grandes indústrias... É lógico que, por exemplo, as indústrias hoje vão buscar o profissional dentro das faculdades que já existem, dentro do Senai, dentro de faculdades públicas ou de faculdades que têm um pouco mais de capacitação técnica. Mas o que acontece? Por que não formar? no meu pensamento, centros de formação dentro ou próximo de comunidades. Porque se você traz isso pra dentro da comunidade, você vai gerar muita riqueza na comunidade. Você vai despertar novos horizontes. Você vai trazer a pessoa pra um sonho que ele vê mais próximo da realidade. Então, se a grande indústria, ou até mesmo o poder público, vamos dizer assim, mas apoiado pela indústria, porque a indústria vai se beneficiar, porque com profissionais melhores você tem menos desperdício, você desperdiça muito menos, você perde menos matéria-prima, e matéria-prima hoje é uma coisa que está ficando cada dia mais escassa. Então, quer dizer, você conhece as pessoas, mas teria que ser alguma coisa próxima a eles.
É, na verdade, você tirar... Às vezes, ao invés de você levar esses profissionais até uma faculdade... Sim. Ou até um centro, porque tem muitos deles ali que não se vê, sabe? Às vezes, eles têm até... Existe uma certa barreira. Eles têm muita vontade, porém, para eles saírem, sei lá, para ir até um cenário da vida, ou se deslocar até um centro de treinamento onde essa indústria tem ali um local, às vezes, para treinar, existe uma certa barreira.
Uma certa vergonha, uma timidez, talvez.
Sim, é isso. É isso. Já vi isso na prática. Agora, se você inverte, você traz as pessoas, ou seja, você monta esse centro de treinamento, lógico, na verdade, as indústrias, né? Tem uma união aí com algum órgão, enfim. E você traz esses profissionais para treinar, sabe? Nesses centros ali montados, nas comunidades, assim, próximos, na verdade. Você vai, de fato, criar um processo de transformação absurdo.
Fantástico, porque eles vão estar perto do que é deles. Eles vão se sentir abraçados. eles vão se sentir valorizados. Então, o que acontece? Lógico que a gente não vai abraçar o mundo com isso, mas se de repente algumas indústrias tivessem esse viés, essa vontade de fazer, porque o Senai é maravilhoso, só que tem uma prova. Tem as FATEX, tem as ETEX, tem prova. E o que acontece? Isso daí, a nossa educação, ela precisa ser melhorada. Então, quer dizer, quem acaba entrando em ETEC e FATEC é quem tem condições de estudar em colégios bons. para poder fazer uma prova, porque é o mínimo essa prova. E aí o que acontece? Aí você perde a essência da comunidade, porque a comunidade vai distanciando mais deles.
Vai distanciando.
E aí, de repente, você traz um centro desse de treinamento de uma indústria, de um pum de indústrias, pode ser algumas, quatro, cinco, seis, se unam, e fala assim, vamos criar 100 vagas, mas tipo assim, para entrar sem prova, sem precisar fazer uma prova, sem precisar fazer um teste. E ali você dá a capacitação e cada um pode ser, sei lá, um serralheiro, um marceneiro.
Sim, você vai dando possibilidades para essas pessoas de fato terem uma formação melhor.
Leva anos... Sim, eu espero que daqui a uns anos a gente possa, sei lá, se encontrar novamente e a gente te falar, lembra aquela vez que a gente estava conversando lá atrás, Olha o que gerou.
Alguma indústria.
Porque isso vai gerar riqueza para a comunidade. Gerando riqueza, a comunidade vai deixar de ser uma comunidade tão carente porque as pessoas vão evoluir. Elas vão ter condições de arrumar um emprego, de ter um trabalho digno, de ajudar os filhos, de ajudar a esposa ou da esposa ajudar os maridos. E aí cria um efeito... Positivo.
Positivo. Você acaba trazendo, né? Tanto... Trazendo qualidade pra tudo, né? Tanto qualidade de vida quanto... Enfim, acho que tudo que se você tem uma construção... O tema é construção aqui, mas se você melhora a qualidade construtiva, consequentemente você melhora a vida dessas pessoas, né? Que ocupam esses lugares.
Uma água encanada, né? Um vaso sanitário. O mínimo possível, né?
É bem interessante. Então... Brito, infelizmente, a gente está no final do nosso bate-papo. Tem algum recado que você gostaria de deixar antes da gente encerrar? Antes de você falar, quem está ouvindo ou assistindo esse conteúdo, peço que compartilhe com seus colegas. Esse foi um tema muito relevante, não só para quem é do mercado de arquitetura, engenharia e construção, mas também para quem precisa contratar um profissional para fazer uma cobertura e não só para isso... Falamos aqui até de... Box de banheiro.
Exatamente.
Película de proteção. Película de proteção. Então, compartilhem esse conteúdo que vai ajudar muito. Então, Brito, tem alguma coisa que você gostaria de deixar aqui de recado?
Só queria mesmo te agradecer, de verdade, pelo espaço, de poder falar um pouco do produto, do mercado, que isso possa nos fortalecer, a nós instaladores, a todas as empresas, Porque é que nem a gente brinca, né? O concorrente, ele não é inimigo, ele é um amigo, né? E nos fortalece cada vez mais, porque a gente tá sempre na busca do melhor. E a gente só tenta ser melhor quando a gente tem uma concorrência tão boa ou igual a nós, né? Então, quer dizer, aí isso nos fortalece mais. Então, eu espero que isso tenha ajudado a esclarecer muitas pessoas, e que possa chegar em muitos lugares, e que a gente possa estar sempre fazendo o melhor a cada dia a mais, e que o mercado possa estar sempre aquecido da forma que está na construção, que é um gerador de empregos sem precedentes. Eu acho que a gente, quanto mais constrói, mais emprego a gente gera, mais riqueza a gente traz, e que a gente possa sempre estar em busca do melhor.
É isso aí, Brito. Então, esse é o desafio do Constricash. Eu tenho certeza que, de alguma forma, vamos contribuir com essa riqueza toda falando aqui, porque distribuir, ou seja, compartilhar o que sabemos, a gente acaba aprendendo muito mais.
Sim, com certeza.
O conhecimento é para compartilhar, para ficar com a gente. Não vai resultar em nada. E você compartilhou hoje aqui muita coisa. Fico muito grato por isso e tenho certeza.
Eu que agradeço, Paulo.
Então é isso, pessoal. Hoje eu conversei com o Fábio Brito, que é fundador da Iguatemi Coberturas e tenho certeza que esse conteúdo vai te ajudar muito. Então, um abraço e até o nosso próximo encontro aqui no Constro e Cash.
More from Andre

Construção Industrializada no Setor Público: Desafios e Inovação em SP | Marcos Monteiro (SIURB)

Mestre de Obras Merecem Reconhecimento e Nós Valorizamos | Podcast | Construção | Engenharia

Muitos Cursos On-line São Divulgados na Internet | Obra se Aprende na Prática | Podcast

Tenha Cuidado Redobrado na Hora de Comprar um Apartamento | Podcast | Construção | Arquitetura

Quanto Ganha um Ajudante de Pedreiro na Construção Civil? Fala do Mestre de Obras Glaudio | Podcast

O Erro na Reforma Tributária que Pode Custar MILHÕES à Sua Empresa | Podcast #202

Valorização Profissional na Construção Civil | Podcast | Engenharia | Arquitetura #obra

Método CHAMA Gravado Com o Engenheiro Boutros Bichara | Pessoas Negativas | Paulo Barros #podcast

Assista ao Vídeo do Roberto Justos Sobre Caso Daniel Vorcaro do Banco Master | Podcast | Construção

AI FIRST #2 . André Abucham e Lauro Fiuza - Os desafios intrageracionais dentro e fora das empresas

Vidro NÃO É Tudo Igual! Descubra o Erro Que Pode Destruir Seu Projeto | Podcast | Arquitetura