Podcast da construção | Restauração de fachadas em edificações | Lucas Bezerra | Construecast

Portuguese-language ConstruyCast episode (host Paulo) interviewing Lucas Bezerra — director at ObraDec Engenharia — about restoration and maintenance of building façades. Topics covered: how demand arises (safety incidents and periodic maintenance), diagnostic methods (teste de percussão and technical laudos), common contract/warranty issues with construtoras and condomínios, safety and workforce training for work at height (NRs, EPIs, linha de vida), materials and supplier responsibility (specified primers/tintas, 5‑year warranty), project timing and logistics (example: 20‑storey building restoration ≈ 90 business days), and business prospection (Instagram, local signage). Contact: obradec.com.br; Instagram: Engie Lucas Bezerra.
Questions this video answers
A legislação mencionada prevê manutenção da fachada a cada cinco anos.
Garantia de cinco anos (prática declarada pela empresa; com ressalvas contratuais sobre materiais).
Aproximadamente 90 dias úteis para hidrojateamento, percussão, tratamento de fissuras, restauração de argamassado, impermeabilização e pintura.
www.obradec.com.br
Engie Lucas Bezerra
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstruyCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Olá, sejam bem-vindos a mais um episódio do ConstruyCast, o podcast da indústria da construção, arquitetura e engenharia. Hoje eu vou falar de um assunto muito interessante que é recuperação de fachadas de prédios, de casas, enfim, recuperação em geral é o tema do podcast de hoje. Para falar sobre o assunto eu trago aqui um engenheiro, eu recebi até algumas perguntas nas redes sociais, enfim, até falando que ele é aventureiro, que gostaria de trabalhar um pouco nessa área por conta da aventura que ele vive, mas acho que vocês vão descobrir que isso não é uma aventura, isso é sério. Enfim, vamos lá, para falar desse assunto eu tenho a honra de falar aqui com o Lucas Bezerra, que é diretor da ObraDec Engenharia. Lucas, seja bem-vindo ao nosso podcast.
Muito obrigado, Paulo. Para mim, é uma honra. Agradeço muito pela oportunidade.
Para dar início ao nosso podcast, como que surge esse desejo de preservar as fachadas dos prédios? Ou é uma coisa de criança, um desejo de criança de fato de se aventurar nas alturas?
Então, Paulo, bom, desde lá do início, né? Começar do começo. Eu venho de uma família bem simples, né? Eu sou de Guarulhos. Então, meu pai é pedreiro, minha mãe é empregada doméstica. Então, de fato, o meu primeiro contato com obra foi com meu pai. Desde os 10, 11 anos, meu pai já me levava para as obras, já trabalhava aí como ajudante pedreiro, mas mais atrapalhava do que ajudava. E nesse período, acho que eu já estava com uns 12 anos já, tinha uma pessoa próxima da família que já trabalhava nessa área de restauração de fachada. E um certo dia, eu sempre gostei muito de computação gráfica, enfim, desde criança, e eu tinha, numa conversa de adulto que eu tinha pegado no ar lá, que eles queriam mostrar como que um prédio, né? Ficaria depois de pintado já pro cliente. E eu fui pra casa com aquilo, tá? Na época eu não tinha nem computador, eu fiz na... Cheguei, acho que fiz na escola até.
Isso faz quantos anos, mais ou menos?
Doze anos. Então, fiz um projetinho no Photoshop lá e sem... A pessoa nem imaginava que eu tava ouvindo aquilo, eu falei, ó... Aquele dia eu ouvi você falando que você queria ver o prédio pintado. Peguei um prédio na internet, estava assim, pintei, ficou dessa forma. Então eu falei, ó, vou falar com seu pai, se você quiser trabalhar para mim, você vai trabalhar para mim. Então eu comecei no escritório, trabalhando no escritório de uma empresa que uma das especializações era restauração de fachadas. E aí que começou, desencadeou essa paixão que eu tenho até hoje por essa área.
Então, só para contextualizar, tudo começou a partir de uma habilidade que você tinha com informática, você pegou uma foto de um prédio antigo, reformou ele de forma digital, ou seja, melhorou aquela fachada e, a partir daí, essa pessoa...
Surgiu essa oportunidade que ninguém fazia na empresa. Claro, executava projeto, enfim, mas foi uma coisa que eu fiz rapidinho ali, para mostrar para o cliente. Então, foi uma oportunidade que acabou se criando.
Porque o cliente conseguia enxergar o que eu tenho e o que pode se transformar esse empreendimento.
Exatamente, para agregar em uma reunião.
A primeira pergunta é como funciona o processo de restauração de fachadas? De onde surge a necessidade? Como o cliente chega até você? Como funciona a busca? Ou seja, como vocês buscam clientes?
O condomínio hoje ele procura uma empresa para fazer restauração de fachada, manutenção predial, enfim. Hoje bastante gente aí chama de diversas situações. Quando acontece algo grave, quando alguma coisa desplaca da fachada, atinge um carro, atinge uma empresa vizinha, uma casa vizinha ou até mesmo cair e machucar alguém. Aí espera chegar nesse nível, nesse grau de de deterioração da fachada para poder procurar uma empresa. Então é aí que a gente entra.
E como surge esse desejo de manter a cidade de uma forma esteticamente mais atraente?
Sim. Tem uma lei que prevê o prédio fazer esse tipo de manutenção da fachada a cada cinco anos. E tudo bem que hoje a nossa fiscalização não é eficaz nessa área que a gente acaba encontrando condomínio com 20, 30 anos aí que não faz uma manutenção. Porém, essa manutenção preventiva, a gente fez uma restauração de fachada hoje. Então, a nossa própria empresa já oferece. Falou, daqui a dois anos a gente faz um teste de percussão. Enfim.
O que seria o teste de percussão?
O teste de percussão é quando um pintor, um cordeiro profissional, o nosso funcionário, desce na fachada ali fazendo a identificação de som cabos. com aquele martelinho de teste de percussão batendo 100% na superfície da fachada. Então ele vai fazer a identificação de somcarros, de trincas, de fissuras, de toda a patologia que pode estar existente ali na fachada. E a gente faz o mapeamento, o posicionamento de todas essas áreas. A gente acaba fazendo um projeto e um laudo para mostrar para o síndico, até mesmo numa reunião final para os moradores, que de fato é de onde que está tendo essas patologias existentes na fachada. Que é uma coisa que não acontece muito hoje, viu, Paulo? Porque, infelizmente, também. Os condomínios acabam... Quando falo em condomínio, é tanto residencial como comercial e industrial.
Lucas, e quando você identifica alguma patologia... Imagina que eu estou num andar, sei lá, no nono andar e eu identifiquei que aquele ponto precisa de manutenção. Quando você faz um reparo, não vai destoar do restante do prédio?
Sim. É porque se uma empresa que executou uma restauração de fachada, deu dois anos, passou 24 meses após a conclusão da obra, acabou surgindo uma trinca, enfim. Naquele tratamento que a gente executa para tratar aquela patologia, você precisa finalizar o acabamento do revestimento original do prédio. Então, por mais que a gente tenha aqueles frisos, separando a junta de um andar para o outro, que ajuda a gente nessa manutenção pontual, fica a diferença. Querendo ou não, já é uma tinta que ficou exposta há dois anos.
Você pega aquele andar, às vezes ele fica mais claro que o outro.
Exatamente. Então, infelizmente, tem essa situação. Mas o teste de percussão hoje, a gente até aconselha, às vezes, principalmente prédios que têm pastilhas cerâmicas assentadas na fachada, O que a gente observa muito é que tem vícios nesses condomínios. Ah, o prédio tá caindo paxilha, chama uma empresa aí pra gente fazer a restauração de fachada. E não é bem por aí. Antes dessa restauração da fachada, às vezes a empresa pode cobrar 800 mil pra fazer a restauração da fachada, porém, caiu pontual somente essas paxilhas, caiu 20m² de paxilha, um exemplo. Então não necessariamente, está dentro do prazo ainda, o condomínio foi feito a restauração há três anos, então não necessariamente é obrigatoriamente fazer a restauração total da fachada. Então esse teste de percussão é exatamente para te mostrar no relatório técnico o que de fato precisa, o diagnóstico que é esse dado a patologia que está existente na fachada.
E quando uma construtora entrega um prédio, geralmente ele tem uma garantia ali?
Sim, cinco anos.
Cinco anos. E se acontece alguma coisa antes? Imagina que esse síndico chama vocês ali para fazer esse laudo. Numa situação que precise, sei lá, de repente recolocar uma quantidade X de pastilhas ou fazer um trabalho, sei lá, um pouco mais completo nessa fachada. o condomínio vai ter que pagar isso pra vocês ou eles têm que acionar a construtora?
Acontece muito, Paulo. O que acontece?
Por que eu estou te perguntando isso? Só pra contextualizar. Porque teve um caso no litoral de São Paulo que existiam ali três prédios e os três deram problema. Começou a cair pastilha e não tinha cinco anos ainda. A construtora falava que era por conta da marizia e enfim. Então... Eu acompanhei um pouco essa situação, por isso que eu estou te perguntando.
Então, da garantia é o seguinte, acontece muito até de síndicos, até de indicações, enfim. Eu mesmo já fiz bastante laudo referente a obras que tem três anos já do prédio construído e a construtora acabou fugindo. A gente já acionou várias vezes a construtora, surgiu umas trincas lá na fachada, E a consultora tá falando que é culpa do condomínio. Claro, né? A gente foi chamado exatamente pra avaliar isso. Tem situações que... O prestador de serviço, o cara chamou uma empresa para instalar uma tela de proteção nas janelas. Então, às vezes, faz a instalação incorreta, então acaba surgindo aquelas fissuras próximas às janelas.
Mas aí quem tem que arcar com isso?
É o morador. Mas aí até você chegar nessa de fazer avaliação, dar um diagnóstico, então já foi o condomínio teve que contratar um engenheiro, pra fazer, teve que descer na fachada, então assim, tem um custo pra você poder avaliar, dar um diagnóstico pra chegar no... Se foi culpa do morador, se realmente é um custo que tem que ser arcado pelo condomínio. Às vezes até a empresa que vai colocar a tela, um erro simples, não faz aquela afeitação, faz o furo para chamar os parafusos da tela de proteção e não faz aquela afeitação simples ali daquele furo. Então ali ficou uma área desprotegida, ele simplesmente... A construtora fez a impermeabilização da fachada. Uma vez que você fez um furo ali pra instalar um acessório, aquela área ali já foi danificada, tá? Tem um furo ali, chuva vai infiltrar água, vai entrar água pra dentro do apartamento, enfim.
Vai causar outros problemas no prédio.
Exatamente, vai percolar, então, vai vir soltura de argamaçada, enfim. Então assim, se avalia, diagnóstico, então realmente o morador contratou uma empresa e não fez o serviço corretamente. Então tem situações que a consultora acaba se isentando disso, mas na maioria das vezes não. A gente uma vez aconteceu uma situação de uma trinca e eu fui verificar e era uma trinca que dava desde a área superior até a inferior, que dava na junção onde tem o pilar e não tem aquele ligamento da vedação, da alvenaria, da parede com o pilar, então acaba saindo aquela trinca até do outro lado da parte interna Então, a gente teve que acionar a consultora, a consultora falou, não, isso não é culpa nossa, tal, tal, tal. Então, eu tive que fazer um laudo técnico, né? E, ó, tá aqui, cês tem que arcar, tem que refazer. Então, ali foi um caso que a consultora acabou refazendo o serviço.
E nesse caso, já aconteceu de você passar por uma situação dessa? Você faz um laudo, cês acabam executando esse serviço e quem paga pra vocês? ser a construtora? Ou não? Geralmente, quando acontece a responsabilidade da construtora, ela mesmo se encarrega de mandar a equipe dela fazer o serviço.
Bom, aí já parte para uma parte jurídica. Nesse caso, quando eu fiz esse laudo, o condomínio deixou bem claro. Se o engenheiro fizer o laudo técnico e for constatado que a causa é devido ao projeto construtivo, a construtora vai arcar até com o laudo técnico do engenheiro. Então assim, acaba fugindo um pouquinho da parte jurídica, mas também já aconteceu da consultora falar, se a empresa conhecer algum profissional, a empresa não, o condomínio conhecer algum profissional e quiser realizar o serviço, a consultora paga. Já aconteceu também. Mas aí foi coisa tratada entre condomínio e consultora.
E nesse processo de até de preservação do prédio, tendo em vista que você está falando muitas vezes de condomínio residencial, onde os moradores precisam de fato se atentar a essa questão de qualificação técnica de quem executa os serviços ali no prédio, Quais as dicas você daria para esse morador? Sempre que uma empresa for fazer um serviço específico, se atentem a pegar tais informações.
Alguns requisitos básicos que a gente sempre aconselhando se a empresa é idônea. Funcionários registrados, se são capacitados e treinados, a gente está falando de serviço em altura. Então, NR35, outras NRs, NR18, os exames também de saúde do profissional para ver se ele está rápido, trabalha em altura, o ASU, o PCSMO. referências de outros condomínios também que é muito importante. O que mais? Bom, certidões negativas da empresa, a empresa tá tudo certinho, referente a dívidas anteriores, se tem algum processo com condomínio, então isso pesa bastante. Então a gente sempre aconselha morador ou contratante final, síndico, enfim, avaliar bastante essa parte para futuramente não tomar algum prejuízo.
E nessas dicas todas, qual você avalia mais importante?
Mais importante? Eu acho que referências, as referências aí, a carga de experiência que a empresa acaba de fato oferecendo. Falei, a gente tá aqui, a gente já executou mais de um milhão de metragem quadrada aí dessa área de... de restauração de fachada, então acho que leva uma segurança bastante... E uma coisa é.
Falar, outra coisa é você pegar o telefone e deixar, sei lá, ligar nesse condomínio, deixa eu ver qual foi a experiência que eles tiveram para, de repente, evitar passar pela mesma situação.
E essa parte de prospecção, o que acontece muito também, até voltando um pouquinho, é exatamente, você está pintando um prédio. Então é um serviço que é muito chamativo. Então todo mundo que passa na rua, caramba, tem um cara pendurado ali, estão pintando, nossa, ficou muito bonito, serviço muito... foi executado em um período, o pessoal pensa, o prédio deve demorar uma eternidade para fazer a restauração de fachada. Então acontece muito, a gente deixa a placa de identificação da obra, e o pessoal, nossa, vocês pintaram o prédio aqui, ficou muito bonito, vocês fizeram muito rápido, e a gente está precisando também, a gente é o prédio vizinho, então acontece muito isso, a gente está fazendo um trabalho bem intenso na região da ABC, em São Bernardo do Campo, então exatamente devido a isso, a gente acabou pegando muitos prospectando muita obra vizinhas, um prédio do lado do outro, então isso acaba acontecendo bastante.
Por conta do resultado de um, você acaba...
Exatamente. Então, automaticamente, eu conheço o síndico daí, ele falou muito bem de vocês, então... Também é uma coisa que acaba virando.
Um ecossistema aí de... E nesse processo de revitalização da fachada de um prédio, você pode usar uma quantidade de andares, dando exemplo, qual que é o tempo desde o processo que você começa ali, o processo de raspagem, processo de tampar aqueles furos ali, aquelas trincas, até terminar o projeto, até a entrega do projeto pronto.
Sim, vamos pegar um prédio aí de 20 andares, um prédio que a gente vê bastante comum, um prédio dessa altura hoje aqui em São Paulo. Então, para fazer as etapas de... O hidrojeteamento, a lavagem da superfície, teste de percussão, tratamento das fissuras e das trincas, restauração do argamassado, impermeabilização e o acabamento final, que seria a pintura. 90 dias úteis aí.
Você consegue entregar, prédio prontinho.
Exatamente.
Mas aí você tem que fazer todo um planejamento. Geralmente, vocês colocam aquelas telas de proteção ou não?
Tela fachadeira, né?
Isso.
Sim, porque, principalmente, dependendo do grau de... Que a fachada já está deteriorada, né? Tem fachadas... Cada prédio é uma situação. Nunca a gente pega um prédio igual ao outro. Então, tem prédio que... Por isso que, na vistoria técnica, a gente já faz essa identificação. Então, nosso vestorador, quando for fazer essa obra aqui, vindo a fechar, a gente vai ter um problema de muito material solto, mal aderido na fachada. Então, aquele reboco acaba caindo. Então, tem situações que a gente tem que montar bandejão, tela fachadeira.
O que é bandejão?
Bandejão seria aquela proteção que fica na saia do prédio, onde tem aqueles ganchos. A gente faz toda uma proteção para o material que a gente solta da fachada, Não cair no chão, não machucar alguém. Alguma proteção. Isso. É uma proteção. Não, até mesmo tem hora que... Geralmente essa hora a gente já deixa fechada. Mesmo com um bandejão. Mas, bom, a gente está falando de uma altura considerável. Então, qualquer pedrinha que caia, danifica piso, enfim... Então, acaba protegendo, fazendo até a proteção para o piso do estabelecimento.
E a função da tela de proteção é para evitar que caia alguma coisa, enfim, no prédio vizinho, na rua...
Isso! É com a altura e o vento, meu, a pedrinha vai muito longe.
E uma curiosidade, acredito que sirva para outras pessoas também. Essa tela, quando você utiliza num prédio, Você está usando sempre tela nova ou você acaba reutilizando de forma a reduzir custo aí em outros projetos?
Não, a tela é muito resistente, então ela tem uma durabilidade. Claro que um ano, por dentro de um ano ali, você consegue reutilizar a obra. Desculpa, a tela tranquila. Agora, quando você começa a ver que ela já começou a se deteriorar, ela rasga com facilidade e a gente já não... Já não utiliza mais.
E nesse processo de, tendo em vista que você tem que trabalhar em altura, é um trabalho arriscado, você precisa de todas essas certificações que você citou, né?
Seguro também, né? Seguro de vida, seguro da obra também.
E qual o desafio de encontrar mão de obra no mercado e acredito que vocês acabam fazendo, contratando e treinando essas pessoas, é isso?
Sim, acontece muito disso, viu Paulo? A gente acaba moldando o pintor, tem muito pintor, né? A gente fala pintor, mas pedreiro também, aí são vários tipos de áreas aí que a gente acaba fazendo na altura, que não é só pintura. É que acabou dando o nome pintor cordeiro, mas tem pedreiro, tem azulejista, enfim. Mas é uma área que a mão de obra é muito escassa, muito escassa. Então, tem profissional que é funcionário já nosso que fala, pô, Lucas, a gente quer aprender, quer descer na fachada, quer trabalhar na altura. Então, a gente faz todo um treinamento. Quando ele atinge essa capacidade, a gente inicia o processo para implantar ele na fachada. Mas é uma mão de obra muito escassa hoje para você.
E como identificar um profissional que tem perfil para aquela situação? Porque tem gente que, de certa forma, também é uma aventura aquilo, né?
Sim, a gente já teve situações de funcionário de... Não, eu quero... A gente quer descer, ou até funcionário que a gente contratou, funcionário novo... Não, eu já desci em outras empresas, já fiz trabalho em altura, e quando sento na cadeirinha ali, travar. Então você vê que, de fato, não era o que... Não condiz com o currículo que ele passou pra gente. Então, por isso que todas a gente tem que seguir à risca essas documentações, esses cuidados antes de a gente colocar alguém na fachada, principalmente esses exames médicos.
E além dos exames que você tem que fazer antes de se aventurar ali... Estou chamando de aventurar, não sei se esse termo está correto, me corrija se estiver errado.
Não, imagina.
Qual que é o primeiro teste para testar se de fato aquela pessoa tem sim aquele perfil? Existe um teste antes de subir num prédio, você vai avançando, Ah, hoje eu vou subir 12 metros, amanhã eu subo 18, amanhã eu estou em 70 metros, enfim...
É, bom, é que na verdade é um conjunto, né? Toda essa parte que a gente fala de exame médico, de... As NRs, as normas também que a gente fala, na verdade é um treinamento que ele tem. um treinamento principalmente da utilização de EPI, que é o item mais importante quando a gente fala em trabalho de altura, o risco de acidente é muito alto. Então, todo esse conjunto de exame médico, com treinamento, toda essa parte, todo esse conjunto, tem que ser 100% o funcionário ter que ter Tira a capacidade pra ter concluído, pra de fato a gente chegar na altura do prédio lá, na cobertura e falar, a gente vai descer. Se tá apto a descer. Mas não tenho. Claro que a gente tem funcionários aí que falam, de 30 andares eu não desço. Se for até 12 eu desço. Eu já desci, a primeira vez que eu desci foi num prédio de 4 andares e eu travei. Fiz todos os exames e tal. Já tinha tido treinamento, mas nunca tinha descido. Eu falei, bom, vou descer, vou perder esse medo. Então, de primeiro ali, eu fiquei com medo e tal. Falei, isso aqui não é pra mim não, subi de volta. Mas depois, tem gente que fala, você desce num de 5, você desce num de 30, num de 40, aí eu já não concordo. Porque a altura, meu, mexe muito, não sei se é psicológico, enfim, mas se falar pra mim, descer num de 40.
Eu também já... Lucas, mas existe uma técnica, você tá ali executando aquele trabalho, ah, não, não vou olhar pra baixo. De repente, não sei, é uma forma que você...
É muito natural, né? Não, no início sim. No início talvez sim. A primeira vez que eu desci num prédio maior do que esse de quatro andares que eu comecei, tinha 17 andares, ali na região de Moema. E, na verdade, foi uma técnica que eu desenvolvi comigo mesmo na minha cabeça. É exatamente isso. Não olha pra baixo, não precisa ter pressa de chegar lá embaixo, mas quando você sente na cadeirinha, eu falei, meu Deus do céu, não vejo a hora de chegar lá no chão. Então, você quer fazer o serviço, caramba, falta você olhar pra baixo e ter mais 15 andares pra você chegar lá. Mas é uma coisa que acaba se tornando natural.
E você só desce, né? Você não... Pra subir?
Não, aí depende do tipo de ancoragem, né? Hoje, como eu falei anteriormente, a gente tem balancinho. Tem uma cadeirinha também que é de catraca, que é uma cadeirinha de aço, que ela tem uma manivela. Então, ela você pode fazer ancoragem via cabo de aço. Então, ao invés de você descer, você vai fazer a ancoragem lá em cima, né? E lá embaixo você vai instalar a cadeirinha, você senta na cadeirinha e você vem subindo.
Ah, você que faz isso, você que executa ali esse processo, é por isso que ficava alguém lá em cima controlando.
Fazendo... Ah, não, não, você mesmo vai controlando. Mas assim, já seria um procedimento que é mais lento. Então é mais, às vezes, prédio que tem aquele beral. Às vezes o prédio fez um telhado mais diferenciado e deixou aquele beralzão saindo da fachada do prédio. Então não tem como a gente fazer aquela ancoragem. Mas já é previsto, já na laje, a construtora deixa alguns pontos de ancoragem, alguns furos. Então ali você consegue instalar o... fazer a ancoragem desse cabo de aço. Aí não tem como você descer do telhado e sentar na cadeirinha. Então você tem que vir de baixo pra cima. Só que é um processo mais lento, né?
E esse processo de segurança, você nunca trabalha com um cabo de aço só, né? Sempre com dois, né?
Sim. Você vai ter um cabo, né? Onde está instalada a sua cadeirinha, né? Que é o seu transporte vertical. E você tem uma corda que a gente chama de vida de linha, né? Linha de vida. Que é onde você acopla o seu trava-quedas, né? Aí se sua cadeirinha tiver algum problema, você fica aí no trava-quedas, né? Fica segurado no cinto e no trava-quedas.
Esperando alguém vir, vir ali te mostrar.
O bombeiro chegar pra resgatar. E já aconteceu muito já, viu? Essas situações.
Eu tenho aqui uma pergunta do... É da... Que veio da internet. É. Ela é uma engenheira. Cássia Ribeiro, ela é de Roteiro, Alagoas. Não sei se você conhece. É uma cidade ali perto de Maceió, próxima praia do Gunga.
Ah, meus pais são de lá, então provavelmente eles devem conhecer.
Ela pergunta o seguinte... Ela pergunta se já teve algum projeto que você pensou em desistir do contrato quando você se deparou ali com situações que você imaginou que era uma coisa, mas na hora da execução, opa, entrei numa roubada.
Bom, eu não vou falar roubada, porque é difícil a gente entrar num projeto e não falar, meu, quebramos a cara, claro que no começo acredito que todo mundo que iniciou o empreendimento em alguma situação chegou numa certa dificuldade, mas foi uma situação de uma obra de pastilha, Por isso que hoje a gente não comete esse mesmo erro. A gente foi contratado para fazer uma restauração de fachada, porém não foi feito o projeto. Não foi feito o teste de percussão, não foi feito um descritivo memorial anteriormente que equalizou todas as empresas que foram concorrentes. Então, eu, de fato, me contrataram por ser o mais barato. Mas aí, contrato fechado já, aí, meu, aconteceu... Tem alguma coisa aí. Então, quando a gente começou a fazer o serviço, foi algo que a gente considerou... Foi 25 metros de pastilha que seriam substituídas, teve mais de 120.
Mas aí, você tem adicional.
Sim, mas saiu muito fora. Muito fora. Então, por isso eu falo hoje... Aconselho muito os condomínios a isso. Se pretende fazer qualquer tipo de serviço, a gente está falando de uma restauração de fachada, não de um serviço barato. Então, contratam um engenheiro, uma empresa que tem especialidade em fazer um projeto de teste de percussão para exatamente mostrar para o síndico, para os moradores, as patologias que o prédio vem sofrendo. Porque você consegue equalizar, na verdade, você vai até... consegue minimizar custo, a empresa às vezes pode cobrar uma coisa que realmente não precisa fazer no prédio. Então, uma vez que você tem um laudo técnico, que o condomínio, a fachada, desculpa, da edificação precisa ser feito esse tipo de execução de serviço, para parar as infiltrações que está tendo, tratar as trincas, E esse laudo é repassado para as empresas que vão concorrer. Então, automaticamente, você consegue equalizar esse tipo de serviço.
Primeiro processo, você contrata essa empresa para fazer o laudo técnico, e após esse.
Laudo... Faz uma avaliação, um diagnóstico, e fala o condomínio precisa executar esse tipo de serviço.
Então, todas as empresas envolvidas nesse BID, eles têm, ou seja, uma informação mais precisa para seguir com aquele orçamento. Consequentemente, tem um... um orçamento mais equilibrado de...
Exatamente, exatamente. Então, porque é igual trinca. Hoje tem esse vício. Ah, como tratar uma trinca? A gente tem um manualzinho aqui que é só abrir... aplicar um produto flexível e fechar e pintar de novo e não é bem por aí então por isso que entra o engenheiro ali para avaliar o que está fazendo surgir essa trinca como que foi o que eu falei que a consultora acabou não fazendo amarração ali da parede com o pilar e acabava se desprendendo ali conforme a parede já trabalhando com a movimentação o clima enfim Então, assim, se você acabar fazendo essa manutenção, esse tratamento dessa trinca de modo convencional, você vai secar gelo. Então, às vezes, as empresas chegam, avaliam o prédio, lá de baixo, vamos cobrar um precinho do mercado aí, e às vezes, de fato, não sabe o que realmente está causando essas patologias na fachada.
E nesse processo de recuperação, tratamento de trinca, vamos falar assim, que entra diretamente nessa questão de impremiabilização também. Quando você passa um orçamento, você já especifica o fabricante, o tipo de produto que você vai utilizar naquele tratamento? Por que eu pergunto isso? Porque, enfim, na indústria você tem vários fornecedores. Então, você tem um fornecedor que, de repente, Uma seringa, né? Uma seringa daquela pode custar 100 reais, a outra pode custar 20. Isso vai influenciar diretamente no orçamento. Existe essa indicação, ah, eu vou usar tal produto de tal fabricante ou não?
Sim, claro. Nas nossas obras, a gente... São 100% com fornecimento do nosso material. Por quê? A gente, por exemplo, uma restauração de fachada, a gente dá uma garantia de cinco anos após a obra concluída, até mesmo que esse período é por lei, não que o condomínio não precisa fazer uma manutenção preventiva no intervalo desse período. Então assim, a gente tem que trabalhar com empresas que trabalham com materiais prêmios, principalmente a tinta, os materiais para fazer o selante, para fazer o tratamento dessa trincas. Então assim, são empresas... a gente sempre procura as melhores do mercado, por exemplo, as tintas. Hoje a gente trabalha só com quatro fornecedores, então são empresas que... que dão todo o suporte, passou dois anos a tinta sofreu uma despigmentação e não era, até a gente teve uma situação com um fornecedor que deu dois meses e a tinta ficou diferente, de um tom de uma que a gente aplicou na fachada da frente e da lateral sendo que a gente comprou só um lote. Então a empresa veio, realmente, a gente teve um problema nesse lote, a gente vai pintar o prédio novamente. Então, com todo custo.
E nesse caso, só uma desculpa te interromper, quando você utiliza um tipo de tinta de um fabricante, é importante que você utilize o Prime, tudo que vem antes do mesmo fabricante? Como que funciona? Só para que eu entenda também.
Porque vai vir um técnico. do fornecedor dessa empresa e vai avaliar. Simplesmente ele não vai chegar e falar, a gente paga tudo aí, vai fazer a obra de novo. Ele vai avaliar, então pra isso a gente tem que ter, eles vão lá no diário de obra, num relatório técnico, enfim, que foi feito durante a obra e vê de fato o que foi aplicado anteriormente. Se você vai pintar com uma tinta suvinil, Você tem que ter utilizado o impermeabilizante, o selador, enfim, da Suvnil, que seria o Suvflex. Então, são produtos que, para você ter essa garantia, você precisa estar ancorado com o Prime, isso vai aplicar uma tinta, tem que ter sido o Prime da mesma fabricante. Então, tem isso.
E quando a gente estava falando da importância... da qualificação do morador é procurar e ir atrás de informações, enfim... Nesse caso, quando você assume a responsabilidade com a indústria, essa indústria também cobra de vocês a qualificação desses profissionais, correto? Para ela conseguir, de fato, Ah, teve um problema. Ah, legal. Nós pegamos todas as certificações da empresa, os profissionais que fizeram, que executaram o serviço, eles, de fato, estavam capacitados. Então, dessa forma, sim, eles assumem o custo em caso de alguma patologia.
Sim, é como eu falei, é uma avaliação que o técnico dessa empresa faz, que é bem minuciosa mesmo, tá? Então, é por isso que a gente trabalha só com essas empresas que são grandes no mercado, a gente tá falando dessas quatro que eu citei de tinta, hoje são as principais no mercado. Então, a gente sabe que são empresas que a gente pode contar, que a gente vai ter todo o suporte aí da... O pós-obras, né? E durante a obra também.
E todas elas oferecem esse... Todo esse material, né? De base, né? Sim!
Nossa, eles vão na obra... faz o levantamento de quanto material vai precisar, enfim, tudo bem que são coisas que a gente já tem que ter o quantitativo já que a gente vai utilizar, mas a gente precisar, todo esse suporte, assim, qualquer uma dessas empresas.
Lucas, e nesse processo de treinamento, né? seus funcionários, a indústria ajuda muito nesse sentido ou vocês que têm que arcar? Isso é uma pergunta que eu faço muito, tendo em vista que é importante o envolvimento da indústria, uma formação de novos profissionais, porque esse profissional que está hoje com você, amanhã ele está com outra empresa. Então, por isso que eu sempre faço essa pergunta para as pessoas que vêm aqui.
Sim, a gente tem uma... Principalmente, você perguntou referente a... se a indústria avalia de como foi aplicado a tinta, por exemplo. Então hoje tem diversos treinamentos, anual, mensal, aí depende, claro, vai depender muito da empresa procurar esse tipo de suporte da indústria, mas tem sim, isso não deixo nenhuma de fora, de todas essas áreas que a gente trabalha, dessas empresas, tem esse suporte de treinamento, enfim.
Eu tenho mais uma pergunta aqui. Acho que vocês devem ter mais algumas.
Sim, eu tenho algumas aqui também.
Eu vou só passar uma, que é do Isaac Barros. Ele é mestre de obras. Enfim, ele toca algumas obras aí pelo Brasil. E ele pergunta o seguinte... Eu como coordenador de obra, como mestre de obras, enfim... O que a gente pode fazer num processo de construção para facilitar uma manutenção depois? Tudo bem que isso já está determinado em projeto. Ou seja, mas eu... Como que eu posso auxiliar meus colaboradores para facilitar esse trabalho de vocês depois numa possível manutenção?
Sim, é... Norma, tá? Eu sempre costumo... A gente vai fazer, executar certo tipo de trabalho, Então, a gente sempre tenta fazer de acordo com a norma, exatamente porque a gente sempre... Não pensando, ah, a gente que pode fazer essa manutenção futuramente, até mesmo para o próximo, porque hoje a gente pega muita construção que, meu, acho que o pessoal executa a obra e fala, ah, quem vai fazer a manutenção que se vira, né? Então, acaba dificultando muito uma coisa que talvez seria simples, E acaba dificultando muito exatamente por essa falta de... Não sei nem qual seria a palavra certa aí, de profissionalismo, enfim. Então, a gente sempre tem que trabalhar de acordo com a norma ali, do que você está executando, para a gente trabalhar de forma visando a manutenção futura.
E suas perguntas agora, vamos lá?
Tem bastante aqui, deixa eu só separar uma.
Seleciona aí algumas.
Uma que a gente tava conversando, como faz prospecção, nunca encontrou síndico na portaria. Então assim, são situações que a gente acaba, como eu falei, a gente tem equipe pra fazer essa prospecção, né? A gente tem representante técnico, a gente também, essa parte de... esse campo, onde a gente já tá trabalhando, então a gente explora bastante os prédios ali próximos, ali vizinhos.
Nesse campo da prospecção, você não daria dica de utilizar mais a internet?
Então, uma coisa que foi, que mudou na cara da ObraDec muita, principalmente na minha parte profissional, foi o Instagram, a rede social, por indicações de amigos, eu seguia também uma um amigo que é até pintor, ele faz um trabalho muito legal nessa área no mundo da pintura, e ele falou, Lucas, meu, caramba, mostra mais o trabalho na internet, tal, tal, e eu era mais a raiz nessa parte, eu não botava muita fé. E eu também não gostava, não tinha jeito. Nossa, mas eu tenho que colocar minha cara pra gravar. Então, né? Quando eu comecei ali, eu não me gravava, mostrava mais a execução da obra, né? Tirava aquela parte monótona, aquela parte técnica, né? Ó, a gente tá executando, tal, tal, tal, utilizando... Fazendo esse tipo de laje, enfim. Então, a gente... Acabou humanizando mais essa parte do Instagram, mostrando o dia-a-dia da obra, mostrando que a gente passa alguns perrengues também. Então, acabou agregando muito em questão de prospeção de cliente. Está vindo muito cliente via essas redes sociais.
E quando vem pela rede social, muitas vezes você não faz um rastreamento. Às vezes o cara digitou lá no Google, caiu no seu Insta, caiu no seu Face.
Sim, sim.
Lucas, o que você identificou nesse processo quando você resolveu digitalizar a sua empresa de fato? Esse processo de você mostrar o dia a dia, estar mostrando a cara, você acha que isso criou uma conexão muito maior com aquela pessoa que contrata, com aquelas pessoas muitas vezes, com moradores desses prédios? Eles indicam isso para o síndico?
Sim, muito.
Como que você vê isso?
Na verdade, a gente é aquela situação, a gente mirou numa situação e acabou vindo outras juntas. A nossa intenção desde o início foi visando prospectar cliente, só que acabou agregando outras situações também. Muitos estudantes me procuram, às vezes eu comento, a gente conversa um pouquinho sobre de como eu comecei, comecei pequeno, né? Então, o pessoal às vezes, muitos estudantes procuram e falam, pô, você consegue me dar alguma dica? Ou até mesmo, dá pra gente se encontrar? Posso ir na sua empresa pra conversar? E assim, foi uma oportunidade que eu, pelo menos, uma área que eu sou apaixonado desde o início, né? E hoje, a gente mais tem em São Paulo é em Arranha-Céu, então, tem mais prédio aí pra gente, tem muito prédio aí pra gente fazer restauração de fachada. Então, é uma área que Você trabalhando certinho aí é uma área muito boa. Só tem a crescer.
E mais uma pergunta?
Você quer responder? Bom, de garantia. Garantia prevista em lei. O que cobre após os serviços. Essa parte é muito contratual. O pessoal usa, mas a lei prevê que o condomínio tem que fazer a restauração de fachada a cada cinco anos. Então a sua garantia tem que ser de cinco anos. Então não é bem por aí que funciona. Porque a gente também tem que saber o grau do material. O material não dura pra sempre. Uma cerâmica, uma pastilha não dura pra sempre. Um argamassa que é aplicado na fachada, a gente sabe que não dura pra sempre. Cada edificação é uma situação diferente. Então, isso é uma parte mais construtual. Sim, 99% do nosso serviço a gente acaba dando cinco anos de garantia da restauração da fachada, mas tem as entrelinhas. Até mesmo porque a gente precisa avaliar o tipo de revestimento que está aplicado na fachada. Tem revestimento que não vai aguentar esses cinco anos. Então, tem umas entrelinhas ali, daqui a dois anos, É necessário fazer uma calafitação de janela, por exemplo. Faz parte da restauração de fachada. É uma calafitação que você está vedando ali para não entrar água. Lembrando que é anual que você precisa fazer essa manutenção.
E essa calafitação, quando você faz, quando você prevê essa manutenção preventiva, vamos dizer assim, Isso já está prevista dentro de um contrato? Você já cobrou isso nessa reforma? Ou seja, está previsto isso? Ou é um novo serviço que você vai executar e vai cobrar de novo por aquilo?
Não, é um serviço que a gente já prevê na vistoria técnica, o primeiro contato que você tem com o condomínio. E a gente, bom, a gente faz uma entrevista bem minuciosa, a gente pergunta se tá tendo infiltração, então isso ajuda, algumas informações ajudam bastante. Falaram, a gente tá tendo infiltração em alguns apartamentos, a gente pode entrar em um. Então você entra ali no apartamento, você vê que em volta da janela ali tem vários sinais de infiltração, então você olha pro lado de fora, a vedação da janela ali tem um vão aberto, então aquela afetação já não existe mais. Então, isso a gente já prevê na restauração da fachada. Então, assim, esse tipo de serviço, por exemplo, a calafitação, você precisa fazer todo ano.
Mas isso, só pra... Não sei se eu fiz a pergunta de forma correta. E se você fizer um exemplo... Se fez todo mês de dezembro... Sim. Toda vez que você vai fazer essas calafitações, elas vão ser cobradas, é isso?
Exatamente.
Ou você já coloca isso num pacote único? Não.
Pode ser. Por exemplo, isso é tudo parte de negociação, de contrato atual. Tem obras que a gente já trabalhou. A gente fechou o serviço, daqui a dois anos eu vou verificar a calafeitação da janela, e se tiver necessidade de fazer alguma calafeitação, vai estar dentro do pacote. Pode acontecer. Claro que a gente já prevê esse custo quando a gente está fechando a obra. Mas enfim, então essa parte já é mais contratual, mas esse tipo de material selante dura um ano, então você já não viabiliza e você dá uma garantia de cinco anos para fazer isso, porque o material em si não dura esse período de cinco anos. Sim, a gente dá uma garantia de cinco anos, mas tem algumas entrelinhas aí que são acordadas em contrato, que a gente mostra pro cliente que não é a mão de obra que não vai durar os cinco anos, mas sim o material que tá sendo utilizado ali.
Entendi. Eu tenho um quadro aqui, Lucas, que é convidado com vida. Então, tem alguém, algum profissional, alguém que você gostaria de ver aqui batendo um papo com a gente?
Tem sim, tem o Daniel, que ele é diretor de uma consultora em Guarulhos também. Um diretor, uma pessoa que a gente acabou fazendo uma collab, uma parceria de alguns serviços e ele é um cara aí também que tem muito a agregar na área.
Qual que é pra você, qual que é o grande diferencial do Daniel?
É o profissional, o profissionalismo dele, né? Ele é um cara voltado muito pra área comercial, Então, é uma área também que eu admiro demais. Então, ele que até a gente... Por meio dele que a gente está fazendo o hospital do Zanettini, onde ele projetou há anos atrás, acho que tem mais de 30 anos. Então, ele é um cara dessa área comercial, ele é um ótimo profissional.
Até aproveitar e mandar um abraço para o Zanettini, que foi o primeiro convidado, inclusive. Só que... Estartou, de fato, o nosso podcast.
É, e o projeto em si que a gente está executando no hospital, que ele projetou, É, pra você ver, uma fachada que ficou 30 anos sem uma manutenção. Então ali é uma missão que foi dada a gente ali, que é um baita serviço técnico, né? Quem conhece o hospital ali é o Ademirino Matarazzo, o doutor Alipio Correa Neto. Então, principalmente, o hospital tem uns brizes de umas placas cimentistas na fachada, já tá muito deteriorado. Essas placas já começaram a cair, já. Então, você imagina, é um hospital que funciona 24 horas, a gente passando direto embaixo. Então, já tava num grau de deterioração muito alto. E a gente tá executando aí em abril, a gente já finaliza essa obra já.
E quem quiser ver o antes e depois, como que faz?
Só acessar o Instagram, né? A gente tem o nosso site também, que é o www.obradec.com.br. E o nosso Instagram, que você vai me seguir, que pode me acompanhar lá, que é o Engie Lucas Bezerra.
Eu vou, pra quem tá acompanhando pelas plataformas de áudio, eu coloco aqui na descrição, tá? Os contatos do Lucas. Para encerrar, diante de tanto assunto interessante que falamos aqui, queria que você desse aí suas palavras finais para encerrar o nosso conteúdo, enfim, se você quiser até dar algum conselho para quem está buscando empresas como a sua para fazer uma reforma. Inclusive, seria interessante você falar o tipo de serviço que vocês oferecem, acho que você esqueceu desse... Desse ponto.
Sim. Hoje a obra deck é a especialização em construção, em geral. com nossas especialidades, principalmente nessa área condominal, em restauração de fachadas, na verdade é manutenção predial, isso a gente exerce toda a área civil, da construção civil dentro do condomínio, seja comercial, residencial ou industrial, e da área de impermeabilização também. Mas hoje a gente também tem obras de construção, a gente está construindo UBS, unidade de de saúde básica, obra residencial também, reformas também de apartamentos, de alto padrão, enfim. Toda essa área civil hoje o Bradec já tem como especialidade.
Obrigado, Lucas, por compartilhar tanto conhecimento com a nossa audiência. Eu peço que vocês compartilhem esse conteúdo com o maior número de pessoas que vocês conseguirem. É isso aí, pessoal. Até o nosso próximo encontro.
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