Podcast da construção | Retrofit de prédios escolares | Alexandre Liba | Construecast

Podcast episode (ConstrueCast) interviewing architect Alexandre Liba about retrofit and expansion of school buildings. Liba describes his background (drawing, theatre/cenography), the origin of his firm (Liba Arquitetura) and two main case studies: Colégio São Luís (Paulista) — long-term masterplan, theatre-to-multifunction gym, steel structure; and Instituto Educacional Crescer (Campinas) — one-year planning, third-floor steel-frame addition (~10 classrooms, ~800 m²), structural load testing, carbon-fiber reinforcement, HVAC modernization (BRF units), waterproofing and steel-deck roofing. The episode covers construction strategies to keep schools operating during works (night, weekends, vacations), choice of fast systems (steel frame, steel deck, drywall/steel-frame partitions), acoustic and thermal comfort measures, the role of maquettes/videos in enrollment, post-pandemic impacts on school demand, and practical project-management challenges in retrofit projects.
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Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Olá, sejam bem-vindos a mais um episódio do ConstrueCast. Hoje vamos conversar sobre um tema muito importante, que é soluções construtivas para ampliação de escolas. E para falar sobre o assunto, eu vou conversar com Alexandre Liba, que possui mais de 20 anos de experiência no setor. Alexandre, seja muito bem-vindo ao nosso podcast.
Obrigado, é um prazer estar aqui.
Alexandre, como surge a arquitetura na sua vida?
A arquitetura vem para mim como desenho. Desde criança, adolescente, eu tenho uma relação muito forte com desenho. Acho que o desenho foi um percurso natural, de desenhar, depois de pintar e depois de fazer faculdade de arquitetura. Tinha um tio que era pedreiro. Na primeira casa dos meus pais, a ampliação, eu construí com ele, ajudava ele. também teve essa experiência, essa relação afetiva, né, de... que eu adorava ele, de construir, de aprender a rebocar lá com ele. Acho que vem um pouco dessa vivência de infância, tanto do desenho como algumas experiências de construção, de uma relação com volumetria, fotografia, essa experiência de cidade. Acho que tudo fica um pouco misturado nessa infância que eu tive no interior. Acho que vem daí esse interesse, essa vontade.
E aí, dando continuidade, como surge a Liba Arquitetura, o escritório Liba Arquitetura?
A Liba tem como experiência minha, teve duas mudanças setárias, mas ela tem 20 anos. Ela começou com a questão do teatro, porque na faculdade Eu fiz grupo de teatro, tinha uma relação também muito forte com cenografia, comecei a fazer as cenografias das peças que tinha. Na época tinham festivais do TUSP, então participava do grupo de teatro Amador da faculdade, da USP São Carlos. E veio esse interesse que acho que a cenografia também junta um pouco isso das artes, que eu acho que é um pouco essa minha vocação, porque eu tenho essa coisa com desenho, eu tenho essa coisa com as artes plásticas, com arquitetura. Então a cenografia, com mais o teatro, mistura um pouco tudo isso de uma maneira muito bacana. Desde a faculdade eu fiz esse grupo de teatro e veio essa experiência junto da cenografia. Fui trabalhar três anos com cenografia e comecei a fazer. Começou o escritório com essa vontade de fazer o edifício teatral. O primeiro percurso do escritório, a primeira expertise é essa, a expertise cultural, de fazer teatro, centro cultural, centro de eventos. Isso foi o mote. pela minha experiência, que veio da coisa da infância, da vontade disso e da faculdade também.
Então é daí que surge essa vontade de se especializar nesse setor tão desafiador que as escolas passam a todo momento, que aumenta o número de alunos, eu preciso crescer, mas muitas vezes eu não tenho terreno. Enfim, então, pra falar desse assunto, antes eu gostaria de abrir um espaço pra apresentar os nossos patrocinadores. Este episódio é um oferecimento Workplace Arquitetura Corporativa, que tem como grande diferencial pensar em ambientes que tenham sinergia com o propósito do seu negócio. E produtora Infinity Plus, pensou em vídeos corporativos pra sua empresa, pensou produtora Infinity Plus. Alexandre, dando continuidade ao nosso tema, ao nosso podcast, como surge o primeiro projeto de ampliação de uma escola, ou de retrofit, como você queira chamar?
Ele surge com o Colégio São Luís, ali na Paulista, Doc Lobo e Luiz Coelho, que começa com um projeto de teatro, porque eles queriam fazer um teatro dentro do colégio, Só que eles tinham inúmeras carências de espaço, ampliação de refeitório, criação de cantina, reforma das salas de aula, criação de salas de cursos extras, que eles tinham inúmeros cursos extras, foi criado um pavimento só de cursos extras, de balé, judô. robótica, enfim, uma série de cursos extras. Então, assim, foi feito um plano diretor. Quando eu cheguei e vi a situação, a primeira ideia foi propor para eles um plano diretor para articular todas essas carências que eles tinham. E assim foi feito. Começou com a reforma de um laboratório e depois foram 12 anos de trabalho lá revitalizando, modernizando, ampliando.
E que tipo de solução construtiva foi utilizada nessa ampliação?
A questão da ampliação das escolas, que eram os espaços, era o mais interior. A primeira reforma que foi feita, de uma questão mais construtiva mesmo, foi a estrutura metálica, que foi a ampliação dos refeitórios. Não tinha espaço, então foi feito um reforço estrutural tudo com perfil metálico, e criou-se mais um pavimento no pé direito duplo que tinha para criar um refeitório do integral, que não tinha mais para onde crescer. Então, foi criada essa solução de pegar um pé direito duplo e fazer essa laje com estrutura metálica.
E fazer uma reforma numa área tão desafiadora, porque você está ali bem no ponto muito movimentado, na região da Paulista. Como é o dia a dia de uma obra como essa? Ela funciona mais à noite, de dia nem pensar, final de semana?
Tanto lá quanto em todas as escolas, esse é um dos maiores desafios. que é justamente você viabilizar a obra com a escola funcionando. A escola não pode parar. Então, a maior parte da obra tem que ser à noite, tem que ser de final de semana. Ali, no caso, só chegava material de final de semana, porque está um quarteirão da Paulista, uma restrição muito grande. Todo esse plano diretor e essa revitalização na escola toda culminou com a obra do ginásio. O teatro decidiram não fazer, estava aprovado na prefeitura, só que tinha um ginásio antigo que foi totalmente demolido. E aí criou-se um ginásio que era multiuso. Então o ginásio é multiuso porque ele tem varanda cênica, tem iluminação cênica, tem box que sobe cortina para fechar ali porque ele é de vidro. Então assim, praticáveis móveis para apresentação, enfim, foi criado todo um aparato cênico também para virar um ginásio multiuso. A arquibancada é retrátil. motorizado, então a recolha inteira, o espaço fica livre.
E tudo desenvolvido na arquitetura, já?
Tudo desenvolvido na arquitetura. Como não ia ter o teatro, surgiu essa vocação, essa demanda do ginásio ser multiuso.
Entendi. Alexandre, e pra... agora a gente falar especificamente da escola dessa... como funciona um projeto, ou seja, eu preciso ampliar a minha escola, aumentou o número de alunos. Vamos agora tratar de uma reforma de escola desde o início até a entrega de um projeto como esse. A gente vai falar da escola do.
Crescer, Instituto Educacional Crescer, em Campinas.
Para quem está nos ouvindo pelas plataformas de áudio ou nos assistindo pelas plataformas de vídeo, vamos colocar o link da escola na descrição desse conteúdo. Alexandre, como funciona, de onde partiu a necessidade de reforma e de ampliação dessa escola?
Eu acho que tem um movimento orgânico das escolas. Muitas escolas começam pequenas, principalmente no interior. Tem bastante em São Paulo também, mas principalmente no interior. Essa começou com uma Bem pequena, com uma casa, enfim. E aí você tem um movimento orgânico de crescimento da escola. E acho que todas as escolas, ou a maioria delas, enfrenta isso. Como crescer com ela funcionando. Você acaba comprando um terreno do lado, uma casa do lado, demole. faz essa ampliação, ou dentro do terreno da escola mesmo existe um espaço para isso, ou uma ampliação de um prédio existente, enfim, você tem que encontrar estratégias de crescimento e ao mesmo tempo viabilizando o que é mais difícil que a obra, porque a escola continua funcionando. Então tem o barulho, tem toda a equipe de obra entrando com aluno lá, mesmo que esteja de alguma forma setorizado a reforma. Então, é um baita desafio. Mas ele basicamente é isso. Ele começa de um planejamento, que é um plano diretor, que tem que ser estratégico para você planejar esse crescimento e como ele vai ser, e dá obra. É um planejamento muito fechado, muito bom de obra, para a obra se viabilizar com a escola funcionando.
Que é nesse momento que surge, inclusive, a escolha do tipo de material que você vai utilizar nessa reforma.
Exatamente. A construção convencional demora mais, via de regra. Então, se você tem, por exemplo, uma estrutura metálica, você monta ela, ela é pré-fabricada fora do canteiro, e ela chega pronta e você tem uma montagem de estrutura metálica que é muito mais rápida. Então, essa obra no Instituto Nacional Crescer foi feita dessa forma, em estrutura metálica. O Ginásio Colégio São Luís também em estrutura metálica. A gente demorou três meses para montar a estrutura metálica no colégio.
E quanto tempo demorou o planejamento? Ou seja, começou a conversar com o cliente, com o investidor, sobre essa reforma. Qual foi o tempo de planejamento até chegar na execução da obra?
O planejamento, a gente teve, dessa conversa com o cliente, foi basicamente um ano de trabalho, de projeto, de planejamento, até a gente chegar na conclusão de uma maquete física que está exposta lá no colégio, acho que isso é muito bacana também para os pais, eu acho que isso funciona demais, até como captação de alunos, então foi feita uma maquete dessa ampliação e das etapas como seria, com vídeo também falando. Isso é um trabalho instrucional do colégio que a gente fez à quatro mãos, que acho que ajuda demais na captação. Então, teve esse um ano desse planejamento, desse projeto, e aí essa primeira obra que no planejamento, no plano diretor, foi estabelecido que era a maior carência, que era aumentar o Fundamental 1 e 2. Eu falo que é a obra mais difícil porque a gente ampliou um pavimento em um prédio existente, que já tem uns 15 anos, um prédio fundamental. Ele tinha dois pavimentos e a gente criou um terceiro pavimento com mais 10 salas de aula, aproximadamente uns 800 metros quadrados de área construída. Só que acontece muito também nas experiências de escola. Você fala, cadê o projeto estrutural desse prédio para eu ver exatamente os esforços para fazer um projeto de ampliação baseado nas cargas, num projeto existente.
E nesse um ano aí de planejamento, de conversa com o cliente, você precisa preparar tudo isso. Precisa ter o estudo ali para poder ver se é possível utilizar aquele sistema construtivo que até então você imaginou ali no projeto.
Exatamente. E como eles não tinham esse projeto, a gente teve que fazer uma prova de carga para ver exatamente a carga que suportava. Ou, em último caso, ver se era possível mesmo fazer esse terceiro pavimento. Então, foi uma questão de segurança, foi fundamental partir com isso. Então, a gente fez uma prova de carga. nas primeiras férias, de colocar a piscina em cima, medidor para ver exatamente. Dessa consultoria, desse relatório de prova de carga, detectou-se e a gente fez reforço em fibra de carbono em duas vigas existentes. E o restante dava pra realmente ter esse terceiro pavimento, desde que a gente saiu com uma carga definida. Então, a estrutura metálica e o steel frame não alvenaria. como fechamento, foi o que viabilizou a carga que era possível ser feita.
E quando você faz esse reforço em fibra de carbono, por que essa solução? É porque pela rapidez? Ou seja, se você for optar por uma outra solução, não vai dar tempo de repente atender o projeto naquele prazo curto, que você está falando aí de férias, no caso de 30 dias, não sei, enfim.
Sim, são dois motivos. Um é esse, que é a questão do prazo, que a gente tinha as férias para fazer isso. E o outro também é que a viga existente de concreto, o castilho chegava até a viga. Então, a gente ia ter que aumentar a seção da viga. Aumentando a seção da viga, a gente ia ter que mexer no castilho. Então, na fachada, ele está todo alinhado. Além de fazer, aí envolve custo, todo o castilho de novo, ele ia desalinhar em relação a fachada, ia ficar duas salas com um castilho menor, né? Então, assim, aí junta, acho que tudo, né? Junta o prazo que tem pra fazer, junta a limitação dessa questão técnica de aumentar a seção da viga, e aí isso envolve custo também, então é um quebra-cabeça ali que você tem que atender.
Até a estética também.
E estética também, né? Porque a gente tava preocupado também porque ia mudar todos os alinhamentos de cachilho de fachada, além de fazer os cachilhos todos de novo.
E, nesse processo, tem um movimento com os vizinhos? Porque, tendo em vista aquilo, tudo bem que é uma obra muito rápida, mas você precisa preparar ali aquela vizinhança que está ali em volta dessa escola, ou não existe isso nesse planejamento?
A gente sempre considera isso um planejamento, só que lá tem uma situação muito tranquila em relação aos vizinhos porque não faz divisa com nenhum vizinho. É um prédio existente que você tem recuso ali e a casa do lado já foi comprada pelo instituto para outra ampliação, que é a segunda parte do plano diretor. Então a gente não tinha essa questão, porque o vizinho é mais quando a gente tem muro com muro, né? Que é mais complicado. Naquele caso foi tranquilo, mas é sempre importante considerar isso.
E quando você partiu para a execução da obra, quais os principais desafios que vocês tiveram que superar? Eu falo isso por conta do prazo, porque você imagina que você tem uma quantia, aumentou, sei lá, 50 alunos, você precisa preparar. essa escola para receber esses alunos. Nesse sentido, quais os principais desafios que vocês enfrentam no dia a dia de construir uma apliação de uma escola como essa?
Eu acho que o principal desafio desse projeto é a gente ir descobrindo algumas coisas que não tem como prever ao longo do percurso. Porque você começa a fazer intervenção, começa a quebrar, começa a ter interferência. A gente fez todo o sistema de ar-condicionado novo. Era um ar-condicionado que já tinha uns 15 anos. E aí começa a dar muita manutenção, gasta muita energia. Então a gente trocou para um sistema BRF, que é um sistema inteligente, que gasta muito menos energia, que você controla do computador, o acionamento, enfim. teve essa modernização. Então, por exemplo, você vai passar toda a tubulação nova, tirar a antiga, você encontra inúmeras interferências que não tem como prever todas. Então, é constante as surpresas que vão aparecendo e você tem que lidar com elas.
E quando você muda um sistema de ar-condicionado como esse? A escola já tinha ar-condicionado antes nas salas? Ou vocês tiveram que implantar ar-condicionado nessas salas que não tinha até então? E imagina que você vai fazer uma ampliação. Você chega a fazer alguma intervenção em toda a escola ou só nas áreas que você precisa ampliar? Porque se você trocou o sistema de ar-condicionado, eu entendo que se já existia ar-condicionado, você vai precisar fazer, enfim, mexer. E você tendo em vista que é um projeto antigo, como que você conduz tudo isso?
No caso aí, foi um prédio específico. Então foi trocado o sistema de ar-condicionado do prédio todo. Terra, o primeiro, o segundo. e terceiro pavimento, que foi o pavimento novo. Então, a gente fez essa previsão de trocar o ar-condicionado e já fazer a ampliação para o terceiro pavimento. Nesse caso, a gente não tinha nem escolha. Além disso, já se justificava a questão da manutenção, do gasto de energia. equipamentos muito antigos, só que eles ficavam em cima da laje do segundo pavimento. Então a gente precisava inevitavelmente tirar esse ar-condicionado de lá, a laje técnica que tem, nem ia caber essa quantidade de máquinas que tinham, que eram mais de 20, e tinha essa necessidade de modernização. Então a gente tirou da laje do segundo pavimento e colocou nessa laje técnica, trocou por três equipamentos modernos BRF, que tem um gasto de energia muito menor.
Porque nesse segundo pavimento, na verdade, você construiu o terceiro. O terceiro pavimento em estrutura metálica.
Exato.
E essa laje técnica, ou seja, onde ficou esses equipamentos de ar-condicionado, eles ficam na parte de cima desse terceiro, é isso?
Na parte de cima. Tem uma caixa d'água, que é uma parte menor. A gente fez uma parte de laje em steel deck também, laje metálica, ampliando essa laje técnica. Então ali tem tanto a caixa d'água existente, que a gente também reformou a caixa d'água, foi feita uma permeabilização nova na caixa d'água, tinha vazamentos. Eu acho que tem muito essa questão do retrofit, de você ir ajustando, melhorando e corrigindo questões até de patologia que vão aparecendo ao longo dos anos. Um prédio de 15 anos inevitavelmente você tem patologias. Então a gente fez a impermeabilização da caixa d'água e já criou essa laje em steel deck, que é uma laje metálica, para ter esses ar condicionado lá e não na laje do segundo pavimento, que era a nossa laje de ampliação do terceiro.
Alexandre, nesse processo de impremiabilização, como funciona esse processo? Porque em cima desse terceiro não tem telhado? Fica a laje exposta? Como a gente fala com um público variado, nosso público não é todo técnico, a gente também tem consumidor final, enfim, como funciona esse processo?
É dividido em duas partes. Tem a parte que é estrutura metálica e a cobertura em telha, sanduíche, que já ajuda muito no isolamento térmico acústico. E tem uma parte que é laje de concreto mesmo. Você tem a laje do steel deck e em cima, concretado, ao lado onde tem a caixa d'água. E a questão da impermeabilização é férias. Esvaziou a caixa d'água e impermeabilizou ela totalmente, com manta, até porque tinha vazamentos.
E esse processo de impremeabilização tem que demorar quanto tempo? Porque imagina que uma escola que comporta a quantidade de alunos, igual essa escola comporta, deve demorar uns 15 dias, não sei?
É aproximadamente isso. E tem que ser feito nas férias. A gente fez isso junto com a obra nas férias de dezembro, janeiro, porque dia 30 inaugurou as aulas.
E essa etapa de impermeabilização não atrasa outras frentes da obra? Vocês colocam isso no planejamento?
Exatamente, isso está dentro do cronograma da obra, então é mais uma das tarefas que teve que ser feita, como a pintura da fachada, enfim, uma série de coisas que envolveu não só o terceiro pavimento, mas envolveu a questão toda da obra, a questão de águas fluviais, por exemplo, tubo de queda, descida, uma questão fundamental, que a hora que você tirou aquela laje, e colocou uma cobertura você tem que fazer outros tubos de queda porque a água desce muito mais rápido né antes ela ficava um pouco ali parada na laje tinha os ralos com os tubos de queda então os tubos de queda não estavam mais suportando porque não iam suportar né e de fato e a gente fez essa ampliação também dos tubos de queda então Você tem que o tempo todo lidar com a situação do jeito que ela estava e as interferências que vão aparecendo. Eu uso o conceito de cabotagem. Esse plano não funcionou, então a gente tem que ajustar o projeto aqui. Eu tenho que fazer mais, porque é uma interferência que a gente não tinha detectado, não tinha nem como detectar antes, então a gente teve que ajustar isso com o carro andando. Então não tem jeito.
Alexandre, para facilitar quem está precisando fazer a ampliação de uma escola, com o conhecimento que vocês têm há mais de 20 anos, como funciona? Desde o momento, eu tenho necessidade de fazer uma ampliação, o que eu tenho que pensar, o que eu preciso me preocupar antes de criar qualquer movimento de ampliação?
Eu acho que tem primeiro a demanda de programa. Eu preciso crescer o médio, crescer o ensino fundamental, preciso crescer o infantil, que é a captação de as crianças entrando na escola. Sempre aparece uma demanda específica, que é mais urgente. Ou, olha, não tem um refeitório, então isso é um problema aqui dentro da escola. Enfim, os laboratórios, não tem um laboratório, ou muitas escolas não tem espaço de educação física, só tem uma quadra, não dá para encaixar todos os horários de educação física, preciso ter mais uma quadra. Quer dizer, são muitas as demandas variadas, que aí é o primeiro passo, que é identificar com os clientes, com os diretores, com a gestão da escola, quais são as principais demandas do programa mesmo, a carência para o projeto atender isso. E tem que vir praticamente junto à questão da obra. Porque, tá bom, a gente vai fazer isso, só que como a gente vai executar a obra com a escola funcionando? Então essa pergunta, esse questionamento, esse pensamento, esse objetivo tem que estar desde o começo, porque Não adianta a gente fazer um baita prédio bonito, ou, ah, vamos demolir isso daqui e criar um prédio muito maior que vai resolver tudo. Tá bom, aí você vai demolir e fazer isso aqui no meio da escola. Como ela vai funcionar, né? A escola não tem como parar. Então, com essa obra eu vou demorar um ano, vou demorar dois anos essa obra. Não tem como ficar um ano sem aula, né?
Mas acontece de você ficar dois anos ali fazendo uma reforma de uma escola?
Acontece desde que o planejamento, a gente tá fazendo um projeto agora no escritório de uma escola aqui em São Paulo, que o planejamento, a implantação do prédio novo foi feito de tal forma que dá pra acessar pela rua de trás. Então não vai alterar o funcionamento do colégio como um todo e a gente vai conseguir tapumar e isolar a parte que vai ser criada o prédio novo. E aí a gente conseguiu, a gente mudou duas vezes a implantação para tentar resolver e a gente conseguiu resolver dessa forma, porque aí você vai ter, a gente conseguiu fazer um isolamento para a obra acontecer com a escola funcionando.
Você vai construindo etapas, né? Então você vai pegar um período de férias, opa beleza, vamos resolver essa etapa.
Sim, tem casos assim, e é esse que eu tô citando, que como é construção de um prédio, a gente vai conseguir isolar e fazer a obra em um ano e meio, aproximadamente. Nesse caso, a gente vai conseguir isolar, mas na maioria deles, a gente tem que fazer nas férias. Nem todos dá para atender nas férias, mas a maioria tem que encaixar nas férias. Por isso também do sistema construtivo. Se você vai criar uma ampliação, a estrutura metálica ajuda demais, porque é muito mais rápido, você tem a pré-fabricação fora do canteiro e a montagem só na obra.
Falando de sistemas construtivos, quais são os sistemas mais utilizados em escolas? No caso, quando você vai fazer uma ampliação ou uma reforma de uma escola?
Eu acho que, assim, das experiências que eu tive e trabalho de pesquisa também, é a estrutura metálica. Porque a estrutura metálica, você tem essa facilidade de, literalmente, da montagem dela para fabricação fora do canteiro e a montagem dela em obra. E até laje, a laje, a steel deck é muito mais rápida também. Você tem só a concretagem por cima, ela funciona como contraforma. Então é tudo mais rápido, é como se viesse as pecinhas do lego pra gente montar ali e criar essa obra o mais rápido possível. Então a estrutura metálica ajuda demais por causa da pré-fabricação.
E na parte de fechamento, o que é mais utilizado tendo em vista a segurança dos alunos? Porque muitas vezes você está ali lidando com crianças, com adolescentes, enfim.
Hoje em dia é cada vez mais assim. Tinha há 10, 15 anos atrás ainda tinha esse tabu de um steel frame, de um drywall. Hoje em dia não, evoluiu demais esse sistema, porque é muito mais fácil montar também, o peso é muito menor. Você tem placa cimentícia hoje, mas o G, seu aluno, acaba chutando, acontece alguma coisa. Enfim, tinha um pouco esse receio de vários diretores. e hoje em dia não, você pode fazer um sistema tanto steel frame quanto um drywall com gesta cartonado duplo, até com USB que é de madeira, com uma placa de madeira ou até com placa cementiça, então você tem uma gama enorme de materiais que você monta muito mais rápido esses perfis, parafusas, placa, quer dizer, tudo isso facilita demais dentro dessa linha que eu estava falando que é da de viabilizar prazo.
E ainda nessa questão de materiais, como é pensado a parte de iluminação natural? Tendo em vista que quando você coloca isso de forma bem planejada, você acaba reduzindo a questão de ar-condicionado, enfim.
Todo sistema de conforto térmico, acústico, visual, ele tem que ser pensado junto, as salas de aula. Então, se tem uma iluminação natural, você vai ter, junto com uma com as luminárias, você vai ter um aproveitamento melhor. Eu acho que tanto de qualidade... para o aluno mesmo.
Eu ia te perguntar isso, se isso impactava de alguma forma a retenção dos alunos.
Tem estudos que dizem, porque tem um tabu, que para aprender a atenção dos alunos você tem que isolar essa visão de fora, as interferências de fora. E na verdade esse estudo é o contrário, ele diz que Passado ali meia hora, 20 minutos, meia hora, que é quando você retém a atenção, você consegue, você precisa desse estímulo externo, né? Olhar pela janela, a paisagem, ver alguma coisa. Isso faz com que você volte e consiga prestar atenção de novo, porque senão é aquela situação que você olha, depois de 20 minutos, meia hora, você está olhando lá, mas você não consegue mais reter a informação. Então, toda essa integração visual externa é bem-vinda nesse estudo. Ele comprova isso por causa exatamente dessa limitação que você tem depois de 20 minutos, meia hora de reter atenção no conteúdo.
Alexandre, e o que mudou nesse pós-pandemia com esse movimento das crianças? Imagina, o aluno fica em casa, depois volta para a escola. Vocês tiveram que pensar em alguma forma de atrair esses alunos? Enfim, a escola de 2018 mudou em relação agora de 2023?
Eu acho que tem essa relação com a tecnologia. Eu acho que ela é mais presente ainda, porque tinha um movimento até antes da pandemia, da questão do home office, da questão do ensino à distância. já dada, mas a passos lentos. Eu acho que a pandemia acelerou demais esse processo. Eu acho que aí é na sociedade inteira. E acho que na escola também. Porque, você imagina, os alunos e minha filha, por exemplo. De repente, você é jogado ali para ter aula num formato que você nunca teve. Não foi uma coisa planejada que foi introduzida aos poucos. Só que, ao mesmo tempo, tem essa questão dinâmica do conteúdo, que vem com a questão do ensino à distância. Então, a escola tem que pensar isso. Até de fazer esses conteúdos também, de complementação e tal, ele tem que ser pensado hoje em dia de maneira diferente. Só que eu acho que ela trouxe também essa necessidade do espaço físico, porque existe uma vontade muito grande da relação humana. Então, a escola está crescendo. As dez salas de aula do que foram feitas, encheram as 10. Nem tinha essa expectativa. Então, a gente inaugurou agora dia 30 de janeiro e com todas as salas cheias de alunos.
Mas isso está ligado a toda essa movimentação da escola na questão de qualidade de ensino, qualidade dos espaços, ou seja, porque quando você amplia esse número de aluno, Eu acredito que você acabou trazendo alunos de outras escolas.
Exato.
Está ligado a esse movimento da reforma?
Com certeza, esse é um dos aspectos. Acho que tem um trabalho muito bem feito de projeto pedagógico. O projeto de arquitetura tem que considerar isso também, o projeto pedagógico de cada escola. Mas, sem dúvida alguma, esse cuidado que reflete de estar sempre ampliando, estar sempre melhorando a infraestrutura, ter um planejamento de crescimento, a maquete física tá lá exposta quando os pais chegam, quando um pai chega pra fazer a matrícula ou tá indo lá pra ver se faz a matrícula, você chega ali, antes da secretaria no hall tem um vídeo passando o projeto inteiro e tem uma maquete física, né?
Ah, então isso já começa no processo. Ah, legal! Já comecei a fomentar aí novas matrículas pro próximo ano e eu já tô fazendo esse trabalho, né? A escola tá mudando, a gente tá ampliando, tem todo esse projeto e esses pais já conseguem ver, enfim, sentir como vai ser aquela nova, aquele novo espaço que o filho dele vai estudar.
Exatamente. E tem uma coisa que, assim, é... de experiência, que é os gestores, os diretores do ensino falam, nossa, mas a gente vai fazer obra, vai ter barulho, vai ter... Mas os pais dos alunos gostam disso, assim, porque acho que é exatamente esse reflexo do, olha, tá sendo cuidado, tá sendo investido, tá ampliando, né, existe um cuidado, tem projeto, o projeto é lindo, sabe, tem essa questão estética também. Então, acho que tudo isso é uma ferramenta potente de captação de alunos.
Imagina que eu já sou aluno daquela escola. Estou falando de uma criança. E aí, num período de obra, imagina que meu filho gosta de arte, gosta de obra, enfim... Sei lá, pretende ser arquiteto, sabe? Tem aquela criança que sonha em ser arquiteto ou engenheiro. Vocês abrem espaço para essa criança visitar a obra durante ali a reforma ou não? Não sei se já passou isso pela sua cabeça, enfim, me surgiu essa pergunta agora.
Ah, seria muito legal, mas a gente não fez isso, assim... Porque obra sempre tem um receio de... É nas férias, né? As crianças não estão lá. E aí sempre tem um receio também de tudo acontecendo ali, de algum acidente, enfim... Mas é uma ideia super legal, né? Botar capacete lá em todo mundo, ter esse momento, programar pra...
Não, e faz parte, né? Ou seja, eu estou num ambiente que vai passar por uma transformação. Então aí eu vou, vejo ali como... o durante, né, e depois eu vou ver o resultado. Então, acho que, assim, surgiu agora essa ideia.
Quem sabe?
Eu tenho uma pergunta aqui, que veio da internet, do Flávio Porto, de São Paulo. Ele... Enfim, nós colocamos um vídeo lá nas redes sociais, e ele pergunta o seguinte, de onde partiu o interesse de trabalhar com cenografia e quais dicas você daria para estudante que se interessa pela área?
O interesse vem dessa fase que eu passei na faculdade, de participar do grupo amador que tinha de teatro, do TUSP, que tinha festivais no final do ano, e ali começou a parte de cenografia. E aí teve um movimento natural de fazer também o edifício teatral. E aí você tem essa questão da cenotecnia, da cenografia. A cenotecnia é todo o aparato físico e material para você viabilizar a cena. Então você tem a topografia da plateia, você tem a relação de palco e plateia, altura de palco, visibilidade. Você tem a questão do ordimento, que é onde ficam as varas dentro da caixa cênica do teatro, onde acontece o espetáculo ali no palco. a caixa cênica em cima você tem um rudimento que é para ser mais didático é como se fosse um ripado metálico que você tem as roldanas com um sistema de vara que sobe e desce ela pode ser motorizada ou mecânica, com caixa de contrapeso. Então ali, quando você está vendo um espetáculo, desce alguma coisa no palco, ela está vindo dessa vara, ou dessa roldana que está presa nessa estrutura, nesse grid, em cima que desce o cenário. Você tem as coxias, que é o espaço onde os atores surgem. A vestimenta cênica, que são as pernas, que é um tecido, um veludo, Ela tem um distanciamento para você não ver, a plateia, o espectador, não ver o ator que está lá na coxia.
Entendi. Ou seja, a forma como aquilo está acontecendo.
Então você tem essa caixa mágica, que é caixa cênica, você tem ela feita geometricamente para a cena funcionar. Seja com rudimento, seja com as coxias, entrada e saída de cena. Você tem que ter a rotunda, que é a cortina de fundo, também com passagem de ator por trás, porque dependendo do espetáculo, a maioria deles, uma hora você entra pela direita, outra hora você entra pela esquerda. Então, tem teatros que não tem essa passagem por trás. Então, a peça foi pra lá. Como que eu faço? Porque a minha entrada de cena é aqui. Você tem que mudar a cena, marcar a cena de novo. Então, são muitos aspectos técnicos, geométricos, pensando na cena, para a cena funcionar. E como eu tive essa experiência de teatro, no primeiro ano eu fiz até atuação, teatro amador, aquela coisa que você faz tudo, você faz iluminação, você faz cenografia, você ajuda no figurino, então essa experiência total de teatro que o teatro amador trouxe, ela ajuda você a projetar, porque você entende quem está na cena e o que os atores precisam.
E você se coloca na situação de quem está ali, da pessoa que está assistindo aquele espetáculo.
Exatamente.
Alexandre, e uma curiosidade, foi toda essa experiência que você viveu no passado que acabou te levando para essa especialização? Eu já perguntei isso lá atrás, mas, enfim, diante de tudo que conversamos, isso acabou te levando para se especializar na área educacional, a de construção educacional?
Sim, eu acho que foi uma coisa que, pela obra do Colégio São Luís, eu acho que foi uma coisa que caminhou junta, né? Começou com o teatro, que virou um ginásio multiuso, só que antes de chegar nessa última obra que foi o ginásio, que ganhou prêmio. Teve essa questão toda do plano diretor e de todos os espaços da escola, desde reforma de cobertura de piscina, reforma da piscina, cantina, refeitório, salas de cursos extras, as quadras externas. Enfim, teve muita reforma para viabilizar um colégio que era antigo e que precisava desses espaços.
A gente tem um quadro aqui que é convidado convida, então aqui convidado pode convidar. Eu gostaria que você citasse uma ou mais pessoas que você gostaria de ver aqui no Constricash.
Acho que pode ser o Mauro da Proforte, porque ele fez esse projeto de ar-condicionado. Acho que é legal ter uma experiência aqui também de ar-condicionado, porque é uma questão energética também, porque a hora que você troca o sistema, você está gerando uma economia e um gasto de energia significativo. Então, essa modernização dos sistemas de ar-condicionado, porque eles ficam operando mais de 10 anos, com equipamentos antigos, com manutenção, com gasto de energia muito maior, eu acho que é uma questão importantíssima, mesmo porque Está esquentando, o mundo está esquentando cada vez mais. Essa coisa climática já é presente de uma maneira impressionante. Então, a maioria dos espaços, sala de aula, por exemplo, imagina, em Campinas, não tem como. Você não tem ar-condicionado dentro da sala de aula.
Então, olha para aquela câmera e convida ele.
Mauro, estou te convidando para participar aqui com o Circate, com o Paulo, para falar também, acho que da obra que a gente fez junto lá do Estudo Educacional Crescer.
Eu esqueci de perguntar sobre um tema muito importante, que é a questão acústica. Tendo em vista que uma escola, imagina a quantidade de alunos ali. Como vocês resolveram e solucionaram a questão acústica da escola? Vocês trazem consultoria? Enfim, como funciona?
Tem projetos que tem consultoria, mas já tem uma experiência acumulada também que tem vários também que a gente não faz consultoria porque a gente mesmo faz, eu mesmo faço, porque o que eu tava dizendo dos fechamentos, né, em still frame, em drywall, Você tem lãs dentro das paredes. Muitas vezes você tem painéis de gesso ou de USB ou de placa cimentícia com lã de pet e lã de rocha dentro. Então isso é um isolamento que acaba sendo mais que uma parede convencional de ovenaria. Então você tem isolamento de paredes. Você tem isolamento de forro também. Você trabalha um forro acústico ou uma manta em cima do forro também. Então você tem que se preocupar com isso, porque não dá pra ficar passando o som. É fundamental a questão acústica, né? Eu acho que em tudo, mas em escola então, porque não pode ficar passando o som de uma sala pra outra, né? Inviabiliza a aula.
É, imagina, eu tô numa aula e tô ouvindo a sala do lado. Antes da gente encerrar o nosso podcast, eu queria te perguntar o que é sucesso pra você?
Eu acho que sucesso é essa caminhada da persistência, da resiliência, sabe? Porque... em cada projeto tem um desafio, sabe? Eu acho que o sucesso, ele parte disso, assim, ele tem essa essa vocação da serenidade, falar assim, tá bom, surgiu esse desafio aqui, como eu vou lidar com ele? Porque por mais que você tenha experiência, sempre tem desafios que tem uma conjuminação ali de personagens e de situações que você tem que fazer quase que do zero, né? Essa articulação, né? Eu tava até falando do conceito de cabotagem, você tem que mudar ali. E muitas vezes que você muda, as pessoas reagem diferente. Então, existe essa expectativa que vai ser tudo programado. Em obra, isso é muito difícil, ainda mais de revitalização, de retrofit, de ampliação. Então, você tem que ter essa serenidade. Eu acho que o sucesso, para mim, ele tem que ser pensado assim, sabe? Olha, o sucesso nessa obra, nesse projeto. Aí, o outro, eu vou ter que reinventar esse sucesso, sabe? Não adianta você achar que tá ganho o jogo porque você já teve várias experiências, você tem um baita currículo. Não, assim, sempre é um desafio novo. E aí, acho que parte dessa humildade também de falar, vamos lá, vamos resolver isso da melhor forma possível, porque nenhum jogo tá ganho, ainda mais em projetos, em obras como essas.
Como você supera aquilo, né?
Exato.
E uma palavra que te define?
Eu acho que a arte é o que vem na minha cabeça, sim, porque acho que a minha trajetória é feita... começou disso, né? Então, eu acho que quando eu falo de ir lá um pouco da experiência de teatro, teatro amador na faculdade, tinha a ver, comecei a fazer cenografia, tinha a ver com arte. Quando eu falo que eu pintar, comecei a desenhar essa vontade de infância e pintar, e eu pinto até hoje. Estou fazendo um ateliê também para conciliar as coisas com a arquitetura. Isso tem a ver também com a fase em que fiquei pintando o telão de teatro também. Pintura de arte de teatro. Passei por isso também na parte quando eu fazia cenografia. E a arquitetura, quando esse direcionamento de arquitetura, seja cultural, seja educacional, Eu acho que passa por isso também, né? Eu acho que tá tudo um pouco amarrado assim, sabe? Nessa... Nesse olhar, esse olhar que veio lá da infância, que permeia tudo que eu faço, eu acho que é um pouco o que me resume.
Alexandre, fala um pouco do ateliê. Você já me falou em que região que fica, quando fica pronto.
É na Barra Funda. Ele está em projeto. Tem uma primeira etapa que está em obra. E a ideia é que seja um espaço tanto de trabalho, mas também para exposição, para fazer um ateliê colaborativo, juntar artistas. Então ele vai juntar um pouco, ele vai materializar um pouco para mim essa parte, porque tem a parte de projeto, que é uma delícia, e tem a parte depois da arte, que tem muito amigo artista, espaço colaborativo, exposições, enfim, tem essa ideia de concretizar isso junto, esse sonho, assim.
E você pretende mudar o seu escritório para cá quando ficar pronto?
Isso é uma questão. Pode ser que sim, né? Pode ser que junta de uma vez a parte da arquitetura com a arte, tudo junto, assim, de forma mais material mesmo, né? Mais no mesmo espaço, enfim. É uma possibilidade, sim.
Alexandre, e uma frase para a nossa audiência? Uma frase do Alexandre para a nossa audiência?
Uma frase? É... Eu acho que... É uma... não sei se é frase, mas queria manifestar uma gratidão de estar aqui, de poder compartilhar isso, desse papo legal, porque eu acho que a frase é... não sei se é frase, mas como é importante trocar, né? Essa troca, né? Então eu acho que queria aproveitar esse momento aqui com você pra... para dizer essa frase, como é importante trocar e aí vem toda essa, falar das experiências, compartilhar, porque o podcast é isso, a abrangência que ele vai ter de chegar nas pessoas, que é esse trabalho que você está fazendo que é incrível, é gigante. A gente tá conversando aqui, mas a gente vai abrir esse conteúdo pra muita gente, que eu acho que é isso que a gente tava conversando um pouco da pandemia também, que eu acho que isso teve esse empurrão de compartilhar esse conteúdo. Eu acho que a frase é isso, assim, é essa importância desse compartilhamento de informação.
De troca, né? Pra mim tá sendo muito desafiador. Imagina, eu nunca imaginei estar aqui na frente, enfim, da câmera, gerando conteúdo aí. para milhões de pessoas. Para mim, está sendo muito desafiador, mas que está trazendo essa questão da palavra que me define, é coragem. Então, vamos levar esse conteúdo adiante. Eu conto com o apoio de cada um de vocês que ouve, que assiste. Porque acho que é isso, é troca e troca é compartilhar, porque conteúdo, se ficar comigo, não me leva a nada, tem que ser compartilhado.
E eu queria compartilhar novamente a questão da... Porque eu acho que a gente falou bastante de vários aspectos do projeto, mas quem tiver mais interesse, a gente abriu lá as perguntas para entrar lá no site da Libra Arquitetura, porque tem o projeto lá, tem as imagens, tudo isso que a gente falou um pouquinho está lá concretizado em imagens, vídeos da obra, enfim. Então, acho que é legal as pessoas que tiverem interesse e quiserem olhar lá e depois colocar as perguntas pra gente continuar essa troca, né?
Continuar essa troca. E antes da gente encerrar, Alexandre, tudo bem que eu vou deixar o contato, né? O contato do seu escritório, seu contato na descrição das plataformas de áudio e vídeo, mas fala pra quem tá ouvindo pra facilitar, né?
Acho que tem o site da Libra Arquitetura e tem o Instagram também, tudo como Libra Arquitetura, que postamos e alimentamos as redes sociais também com conteúdos da obra, dos projetos. E aí isso vai fomentar essa troca mesmo, tanto desse, vamos chamar do CASE, do projeto que a gente falou do Instituto Educacional Crescer, mas outros trabalhos que o escritório desenvolve. Porque eu acho que tem essa especialização de edifício cultural, de edifício educacional, só que o desafio de fazer outros tipos de projetos, com essas dificuldades todas, eles ficam até menores. Então, enfim, o escritório também tem outros tipos de projetos. É, entrar lá no site e depois a gente continua essa troca.
Bacana. Alexandre, e pra encerrar, uma dica de livro?
Uma dica de livro?
Um livro que você gosta, que fala, vale a pena compartilhar, já que a gente tá falando de compartilhamento, né?
É... Eu tô lendo um agora que chama Coragem de Criar. Que... Que é de um piscanalista e tá muito legal, assim, porque... Acho que você falou de coragem, né? Falei de arte, de criação. E ele dá vários estudos mesmo de como funciona o nosso sistema até psíquico mesmo da questão do processo criativo. Muitas vezes a gente tem a ideia, mas a gente não concretiza. Ou a gente parte para a concretização antes de ter uma elaboração mais do conceito das coisas. Então ele trata isso de uma maneira bem legal.
Ah, bacana. Então é isso. Eu conversei com o Alexandre Liba. Eu peço que vocês compartilhem esses conteúdos para, de fato, a gente conseguir atingir o maior número de pessoas possível. Então um abraço e até o nosso próximo encontro.
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