Podcast de Construção | ACABAMENTOS PARA MADEIRAS | Rafael Ferreira | Construecast

Podcast episode (ConstrueCast) interviewing Rafael Ferreira (national sales manager at Montana Química) about wood finishes and protection. Rafael explains the difference between Stain and verniz (Stain penetrates fibers and doesn’t form a shiny film; verniz forms a protective film), gives practical application advice (encapsulate all six sides, recommended sanding and coating counts), treatment/repair workflow (masses for holes, isolantes for resin migration, cupinicida for termite-prone wood), product choices (base‑água vs base‑solvente, antiderrapante Stain for pools, hidrofugantes for stone), maintenance rhythms tied to sun exposure, and industry training/education initiatives for painters and specifiers.
Questions this video answers
28 years in the paints sector, 20 years at Montana.
320 grit (maximum final).
3 demãos.
He referenced 4 demãos as a commonly recommended count for external durability (also noted as a typical practical maximum).
He stated base‑água solutions can reduce labour time by 66% (allowing three coats in one day).
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtor à Infinity Plus. Sejam bem-vindos. Está no ar mais um episódio do ConstrueCast. Hoje vamos conversar sobre um tema muito importante que é tratamento para madeira. Para falar sobre o assunto, eu recebo um dos maiores especialistas do país. Ele é gerente nacional de uma indústria multinacional com mais de 70 anos de mercado. Seja bem-vindo, Rafael.
Olha, agradeço a oportunidade de a gente falar de um tema tão importante que é acabamento e proteção para madeira, desminucificar várias teorias da madeira, como tratar acabamento, como proteger, como renovar cada superfície que a gente tem aí sobre madeira. Então acho que a gente vai tentar nesse episódio tirar todas as dúvidas aí possíveis que o público tenha sobre acabamento para madeira.
Vai ser um bate-papo bem bacana. Rafael, pra introduzir um pouco, pra falar um pouquinho sobre o tema, eu gostaria que você falasse um pouco sobre você, formação e o que que te levou pra esse mercado.
Bacana. Eu tenho 28 anos no setor de tintas, atuo há 28 anos, 20 deles na Montana. Atuei na área técnica, fui responsável pela área técnica durante seis anos, depois fui gerente de marketing e comunicação durante mais seis e há oito gerencio a área nacional de vendas da unidade de varejo da Montana Química e que é especializada em acabamento para madeira. Desde o tratamento de madeira, madeira entoclave, madeira tratado, pinos, eucalipto, as madeiras generadas que a gente vê na construção civil já, até a parte de tratamento e acabamento também para madeiras que vão para a indústria moveleira. Então a gente já trouxe para o Brasil a pintura em vidro, as lacas, toda essa parte de acabamento. E essa do varejo que cuida de toda a parte de acabamento para madeira. Então os vernizes, as renovações, os removedores de tinta, tudo que se prepara, que dá acabamento e depois que renova essa madeira, essa nossa especialidade.
Agora dando continuidade, qual a diferença entre Stain e Verniz?
Bacana, essa é uma pergunta recorrente porque o Stain é um conceito americano, nos Estados Unidos se utiliza muito Stain como acabamento para madeira, não se utiliza Verniz. A diferença clássica é quando a gente observa uma madeira, por exemplo, o acabamento para madeira num stem, ele dá o efeito mais natural dessa madeira. Então você consegue enxergar essa madeira, ver os veios dela e não formar aquela película rígida que o verniz forma.
Isso aqui seria base d'água, é isso?
Esse é um base água, mas eu tenho também na mesma solução base solvente. A característica é muito parecida, tá? Quando a gente olha um verniz, ele é um formador de filme. Então sua proteção se dá pela essa formação de película. Já o Stain, ele penetra na fibra da madeira e nutre ela com fungicida. Tanto é que o Osmocolor Stain, ele tem registro no Ibama. Então o Ibama classifica ele como preservativo de madeira.
Mas o verniz ele dá uma proteção maior ou não?
Ele dá igual dependendo do verniz. A diferença é acabamento final. Então o verniz ele vai criar uma película, um filme. Então, você tem uma película protetora, um filme bem espesso, dependendo do acabamento. Já o Stain, ele te tem, por exemplo, esse é um Incolor Overglass, ele te dá um efeito mais natural da lâmina. Então, eu sempre falo que quando você quer um Stain, é aquele cara que quer deixar a madeira mais natural possível. Então, o Osmocolor Stain, ele vai ser a melhor... o uso pra ele. Já aquele cara que gosta já de um brilho, por exemplo, nunca o Stain vai ter uma superfície brilhante. Stain nunca é brilhante, no máximo é acetinada.
Stain nunca é brilhante, é importante.
Isso, nunca é brilhante. Não tem, já é um verniz. E a segunda característica é ao longo do tempo como ele esmaece ou ele morre, por exemplo, né. Um verniz, ao longo do tempo, a película dele, a madeira vai trabalhando, a madeira é hidroscópica, ela absorve umidade, então, ao longo do tempo, ela vai se movimentando. Aquele filme fica rígido e trinca. Então, a morte de um verniz, ele se dá pelo trincamento dessa película. Então, há um trincamento e um desplacamento do filme.
Então, é só um ponto. Então, quando você tem esse risco, esse desplacamento, a probabilidade de penetrar água é muito grande e estragar essa madeira.
É isso aí. Por isso que a gente sempre recomenda, tanto para o verniz, tanto para o stem, o acabamento dos seis lados da peça. Então, todas as peças, quando forem aplicadas, quando você tem A gente chama de encapsulamento da peça, uma proteção dessa peça de todos os lados. Você tem um aumento na durabilidade do acabamento. Por quê? Porque você elimina que entre umidade nessa peça. E aí entrando só, mostrando a diferença de uma morte, por exemplo, de um verniz ou de um stem, como ele... Ele vai se desgastando ao longo do tempo. O verniz dá um trincamento e um desplacamento dessa peça. Já o Stain, o que acontece? Ele vai esmaecendo. O que é isso? Ele vai película por película se transformando em pó. Ele vai saindo da peça por erosão. Então, sabe quando você vai numa parede e ela está calcinada? Então, o Sten faz a mesma coisa. Você limpa a superfície e pinta novamente. Você não precisa remover.
Parece um pouco aquela corrosão de casa de praia.
Sim. Ele vai realmente saindo do seu filme. E isso facilita muito, muito, muito a sua manutenção.
Nas duas situações, eu preciso usar seladora ou não?
Algum tempo atrás, quando o Hotel Fasano foi inaugurado, ele tinha uma fachada de 630 metros quadrados de IP, um IP Tabaco, uma madeira bastante importante, e precisaria de um produto que facilitasse o dia a dia, porque um hotel de primeira linha numa manutenção. Imaginem uma fachada daquela, você parar com andames e lixar, remover e depois dar acabamento. Então, naquela obra se utilizou o stem. Por quê? Porque isso facilitaria demasiadamente a manutenção. Bastaria uma limpeza superficial e aplicação de mais uma demão, mais uma ou duas demãos, fazendo uma manutenção preventiva e sempre mantendo a fachada perfeita ao longo do tempo.
E aí você tem um tempo de recorrência de demão, por exemplo, para eu proteger eu preciso fazer essa aplicação a cada dois anos, a cada três, a cada cinco?
Vai depender da quantidade de sol que ela recebe. Então eu sempre falo que o fator de filtro solar é que interfere a durabilidade. Eu estava brincando um pouquinho antes aqui falando de se eu for a praia. Então a madeira é um ser vivo. Quando eu vou à praia, eu que sou branquinho, preciso passar uma camada ao fator 50 de proteção ultravioleta. Então isso é... Quando você olhar a sua madeira, você olha a intensidade de sol que ela recebe. Então, dependendo da intensidade que ela tiver, por exemplo, um deck de piscina sol a pino, que recebe de manhã a tarde sol, a quantidade de fito solar deve ser maior. E aí você precisa ter uma manutenção mais frequente naquela área. Já uma área interna ou externa de baixa exposição que recebe, por exemplo, sol só no período da manhã, a durabilidade daquele acabamento vai ser muito maior, porque a quantidade de sol que essa peça recebe é muito menor.
Mesmo eu... Um exemplo, eu estava até dando um exemplo dessa madeira, por exemplo. Eu pego, sei lá, essa madeira aqui que ela está com a característica mais natural. Entende-se que ela tem um fator de menor proteção, eu diria.
Sim.
Né, em relação a essa outra que tem um fator de proteção maior. Se eu passo, um exemplo, eu passo duas demãos, dessa ela fica com uma camada, né, e eu passo quatro dessa, eu não vou ter o mesmo tipo de proteção ou não? Ou isso não interfere?
Boa pergunta, adoro essa pergunta porque essa aqui é... Vou te confessar que foi a primeira vez que alguém perguntou desse jeito e eu gostei, porque isso fala da quantidade de filtro solar colocado. O ideal é sempre olhar o que o fabricante se pede, então no ambiente externo se pede 3Dmons. Então, isso é bastante importante, entre intervalo.
De 4 mãos... Mínimo, né? Mas pode passar mais também.
Isso, 4 mãos eu acho que é o máximo suficiente para ter uma durabilidade. O que que a gente vê, e aí eu vou entrar e depois a gente entra no acabamento, mas falar de estética, né? Quando a gente olha, por exemplo, e aí vê, isso que você falou, né? Eu tenho aqui uma versão de um produto que é bastante famoso no mercado, que é o verniz marítimo. Então o marítimo ele tem um conceito muito bacana, mas ele tem uma característica de baixa concentração de filtro solar. Mesmo que eu dê 5 de mãos a concentração melhora, mas também não é gigantesca. Quando eu pego, por exemplo, um osmotol, que é um produto de alta performance, então os vernizes são características de alta performance, Você tem sete vezes mais filtro solar... Sete vezes mais. Sete vezes mais filtro solar que o marítimo. Então, o que que acontece? Essa solução, ele vai amarelar muito mais a peça, tá vendo? Então, muito mais amarelada e menos amarelada.
Eu perco a originalidade da peça.
Isso. Numa madeira clara você vai enxergar essa diferença mais gritante. Numa madeira escura essa diferença cai muito. Sempre o verniz ou o stem ele vai trabalhar com o filme de trás. Então ele é semi-transparente, então ele vai trabalhar com ou a madeira que tá pra trás. Então, se a madeira for mais escura, você não sente tanta essa diferença. Mas nas madeiras claras, sim. E aí que eu entro a provocação pra quem tá fazendo uma especificação numa obra, fazendo uma especificação no acabamento. Lembrando que se eu tenho uma madeira que toma muito sol e ela é mais clara e eu quero manter essa característica, eu vou ter que fazer uma manutenção muito mais frequente. A cada um ano, dependendo, um ano e meio, mas muito mais frequente do que uma camada como essa que é a durabilidade de seis anos.
Entendi.
Então, o que acontece? E aí eu falo para os arquitetos, nós temos que olhar o que a gente quer, estética ou nós queremos... Durabilidade. Então, porque naquela camada, não adianta. Eu vou precisar usar um produto com maior concentração de filtro solar. Então, os vernizes tem como característica o que amarela essa parte, chama óxido de ferro. Então, essa é a proteção e a concentração de filtro solar. Então, quanto maior for, ele vai mais escurecer.
Então, para retrofit, por exemplo, esse não funciona tão bem.
Sim, se for uma área externa.
Então, mas quando você usa esse, você tende a perder aquela originalidade, né?
Isso. Aí nós temos uma outra solução, que é o Incolor UV Glass. O que que acontece com o Incolor UV Glass? O Incolor UV Glass, ele tem uma ultravioleta, que é uma proteção UV, sem alterar a cor natural da madeira. Só que é um ultravioleta que chama inibidor UV. Aí eu já trabalho numa tecnologia muito mais moderna. Só que eu preciso daí sim das quatro demãos que você falou. E a durabilidade não vai chegar a isso, tá? Não vai chegar a isso.
Mesmo assim eu preciso trabalhar, reduzir um pouco a durabilidade.
Um pouco a durabilidade em questão da estética. Agora lembrando, isso para madeira clara faz muito sentido. Uma madeira, por exemplo, do Hostel Fasano, que é um IP Tabaco, uma madeira escura, tanto faz eu aplicar esse ou esse, o resultado final estético é quase o mesmo. Por quê? Porque ele sempre vai trabalhar madeira que ela já está mais ou menos desse tom.
Entendi.
Então imagina que se eu aplicar o incolor nesse tom, não vai mudar praticamente. E se eu aplicar esse por cima, ele vai também não vai mudar muito. Vai amarelar um pouquinho, mas não vai dar para sentir isso. Então o que eu te falo é que naquela opção sim, mas imagina que é um frejó, uma lâmina clara. um cedro arana, uma madeira bastante clara, um pinus, que essas peças são todas de pinus, em que eu quero manter a transparência, e aí sim, nessa transparência eu uso essa linha. Um deck de piscina, por exemplo, é sempre madeira dura, madeira natural, então para deck de piscina, Eu sempre recomendo um processo de pintura que vai fazendo a proteção. Por exemplo, hoje nós temos no deck de piscina um produto que é antiderrapante. Por quê? Porque tem áreas que são...
Mas esse é um verniz?
É um Stain. É um Stain. É um Stain. Antiderrapante, eu tenho ele na versão natural, né, que...
Isso aqui tem areia, isso?
Tem uma areia, tem um plástico de engenharia, que faz com que ele realmente dê essa formação de lixa, Então imagine que eu tenho um degrau, tenho uma passarela no hotel.
Isso é bem legal. Bom, é que vocês não podem tocar, mas eu que posso tocar pra quem tá ouvindo.
Ó, a diferença entre um e outro.
Ouvendo, acho que dá pra sentir que ele tem, parece que ele tem uma areia, né? Assim, esse aqui é liso.
Esse é liso.
Né?
Que acontece muito o que acontece.
E só um detalhe, esse tipo de aplicação, eu passo essas, quantas demãos eu preciso passar?
3 demãos.
3 demãos, é o mesmo produto?
É o mesmo produto, que aí já é uma versão pra deck, osmo color pra deck, é o mesmo produto e ele é usado pra uma situação seguinte. Eu tenho a saída da piscina, às vezes tem madeira, eu saio com o pé molhado, geralmente dá aquaplanagem por causa do escorregadio. Então eu faço saídas de piscina, faço áreas, principalmente hotelaria, passarelas, pontes. essas áreas que realmente as pessoas vão apenas caminhar de um lado ou outro e aí você precisa de uma maior resistência no sentido de abrasão das pessoas e o menor risco de queda.
Eu achei bastante interessante.
É bem legal.
Gostei.
Porque tem uma solução para isso.
Cosmocolor, né? Antiderrapante.
Antiderrapante. Então ali vem a parte.
E esse tipo de solução, né? Quando vocês dão esse direcionamento ao arquiteto, geralmente vocês acabam auxiliando as empresas de aplicação. Tendo em vista que o arquiteto que especifica, ele tem que ficar atento. Aqui eu preciso de um acabamento específico para evitar que alguém caia, enfim.
Sim, nós tivemos nessas duas feiras, tanto a Feicom quanto a Revestir. Revestir é uma feira focada muito para arquiteto, então ali foi um trabalho mais direcionado à especificação e a Feicom já formando o profissional de pintura. Em ambos os casos, a gente faz um trabalho com eles na especificação dos materiais, na solução de materiais. Para que? Para que ela possa escolher entre o verniz, entre o stem, entre o efeito mais natural da peça, entre um produto, por exemplo, eu tenho uma escada de madeira, então eu quero usar uma prancha de madeira, então a gente faz uma solução sob medida. Por quê? Quem está aqui olhando essa mesa, por exemplo, ele está olhando e dizendo assim, Rafa, mas aqui o que parece é que mudou todas as cores, né? Só mudou a cor, né? E a verdade não. Essas duas aqui são soluções de ozonocolor para deck. Nós temos, por exemplo, esse aqui, É um osmotol, um verniz paradec, então aqui é um stem e aqui um verniz, olha.
Esse é um stem, né?
Esse é um stem paradec.
Esse é um verniz.
É um verniz paradec, um com efeito mais natural e outro mais plastificante, né?
Essa madeira aqui, original, seria a mesma. Era a mesma, tá?
Era a mesma. O que vai mudar esse tom castanho, por exemplo, é porque ele tem triplo fio de solar. Então ele tem também um aditivo anti adesão de sujeira, que faz com que essa área que está ao pino, ela está no horizontal, normalmente acumula mais sujeira, então ela tem a maior facilidade de limpeza. Que você consegue limpar ela com maior facilidade.
E aqui, só uma adenda, vocês tem outras soluções, né? De cores também, né?
Paradex, só o IP, natural e castanho. São três soluções de cores paradex de piscina.
São um pouco parecidas, né? Mas você percebe que esteticamente são diferentes.
E o que a gente sempre recomenda é a aplicação dos seis lados da madeira. você corrigir aquele buraquinho. de prego, aquele buraquinho de prego que.
Tá lá... Aí isso já é a parte de tratamento, né?
Isso. Então quando a gente fala... Isso é legal.
Só um detalhe aqui pra falar pro pessoal que tá ouvindo pelo Spotify, pelas plataformas de áudio. Quem fica curioso e quiser assistir, a gente tá em todas as plataformas de vídeo. Principais plataformas, tá? Só procurar por ConstrueCast e você vai chegar nesse episódio.
Bacana.
Tá bom? Então, de repente as pessoas ficam curiosas pra ver e tal, como a gente tá falando e mostrando, é interessante que... Legal.
E aí eu faço depois um resumão aqui das soluções de acabamento. Mas quando a gente fala agora, e aí você começou da seladora, né? A gente fala da preparação da madeira. Ela é muito idêntica a preparação da parede. Então, quando a gente fala de processo de pintura, a gente tá falando de soluções muito parecidas. Eu vou dar um exemplo. Se a gente vai pintar uma parede, você tem um buraco lá de prego que você fez um parafuso. Você passa massa acrílica e corrija aquele buraco. Na madeira, nós temos as massas para madeira. Então, essas massas para madeira, por exemplo, elas vão corrigir as imperfeições. Então, uma trinca, uma rachadura, uma substituição de uma peça por outra ali, você precisa fazer uma correção. Se encaixou a madeira, criou aquele veio, você precisa fazer essa correção. Em deck de piscina, principalmente onde se parafusa, Isso precisa ser corrigido para aumentar a durabilidade e tirar o ponto de entrada de umidade.
Rafael, nesse sentido de preparação, quando você passa uma massa, é importante que você se atente também à cor dessa massa, porque eu tô vendo aqui que você.
Tá com... São 12 cores, 3.
Tem 12 cores, a gente tá com... Estamos com 3 cores aqui, né? E nitidamente, deixa eu mostrar aqui para as pessoas que... Olha só, bom, quem vê... O vídeo tem essa vantagem, né? Que eles conseguem ver.
Um pouco dessa de cada uma das cores.
São cores diferentes.
O que que é legal de se observar? Eu dou duas dicas. Usar sempre um tom acima. Você vai ter 12 cores pra você escolher de massa pra madeira. Então vai ter as cores já direcionadas aos tipos de madeiras mais comuns, só que às vezes você vai encontrar uma tonalidade que a gente chama, uma lâmina um pouco mais escura, um pouco mais clara na mesma madeira.
Tá, hoje eu tô aqui com embuia, ó, é pinos... Pinos... E cerejeira, né?
E cerejeira. Então o que que acontece? Isso aqui é pra você fazer essas correções, e às vezes escolher um tom acima, eu tenho também uma das cores verde madeira tratada de eucalipto tratado então ele faz a correção no pinus tratado em alto clave aquele pinus esverdeado então eu consigo fazer essa correção da madeira fazendo essa correção eu vou proteger essa madeira que não entre mais umidade porque eu vou dar um acabamento por cima e não vai ter um nenhum ponto depois nós falamos de fundos né aí o pessoal fala qual fundo utilizar onde utilizar seladora né Antes de você continuar.
Com a seladora, eu gostaria de só te fazer uma pergunta, que eu acho bastante importante. Para você manter essa qualidade de acabamento, você... No caso, você vai precisar lixar, né?
Sim, sim.
E geralmente, qual que é a lixa final? Você começa com uma lixa mais grossa e qual o final, né? A numeração final.
Eu falo que uma 320 é o suficiente para você ter um acabamento bastante importante para a madeira. Mas você pode começar com 150, 180, 220. E finalizar... 320 no máximo.
Tá ótimo.
Então vai depender se uma madeira é mais mole ou uma madeira mais dura. A madeira mais dura, ela vai dar melhor acabamento, porque ela arrepia menos, que a gente fala. Se dá o acabamento, ela arrepia um pouco menos. A segunda parte é... Dei o acabamento, entrei nessa fase. Todo acabamento eu coloco seladora? Nitro? Não. Eu vou dar uma dica que eu aprendi. É... Eu brinco, eu faço um sinônimo que...
E antes da seladora, só antes da seladora ainda, desculpa te interromper de novo. Esse processo de limpeza também é muito importante? Por conta do pó que fica?
Sim, mas é muito simples. É só passar o pincel ou um pano é o suficiente. Não é nada... contaminante, tá? É mais para você dar um... fazer essa preparação antes do acabamento. E aí a gente tem...
Agora continua com a dica, vamos lá.
Essa é boa. Seladora. Eu sempre falo que seladora, eu vou fazer um sinônimo com cascão. Por que o cascão? O cascão não pode com a área externa, né? Quando chove, né? Então, seladora não pode nem com o sol e nem com a chuva. Então, ela não pode com a área externa. Seladora não pode com áreas úmidas. Então, eu brinco que porta de banheiro... Cascão nunca vai para o banheiro, então porta de banheiro ou áreas que recebam umidade. A seladora é muito utilizado quando você quer fechar o poro na madeira, quando você quer deixar ela o mais natural possível para você dar um acabamento, por exemplo, às vezes num verniz que a gente chama de poro fechado. Essa peça é de um marítimo que vai para uma porta interna. Por exemplo, e você não vê mais os veios da madeira. O que que é os veios? A textura natural da madeira. Você passa a mão nele, ele está extremamente plastificado. Mas ele está liso, liso, liso. Aqui tem uma seladora nitro.
Então a seladora tem essa função.
Tem a função e depois o acabamento. Então quando você quer esteticamente fazer essa proteção, sim.
Então ela tem... eu uso ela interna.
Interno e áreas que não recebam umidade.
Que não recebam umidade e que não receba sol.
Isso.
Então já entendi que uma vez eu fiz uma aplicação em casa numa porta e ela começou a esbranquiçar. A esbranquiçar e eu, enfim, resumindo, não consegui recuperar mais.
É isso aí, porque a seladora tem como característica essa parte. Depois, nós temos os cupinicidas. Onde eles são utilizados? Então, o selador eu utilizo isso. Então, cupinicida, em madeiras extremamente moles e suscetíveis a cupins. Então, pino sem tratamento, as lâminas mais moles e que você às vezes tem uma incidência bastante forte de cupins dentro da sua residência. Então, aí eu uso o cupinicida.
E quando eu uso esse cupinicida, o que acontece com a madeira? Você consegue manter a naturalidade?
Naturalidade. O que vai acontecer é que quando eu aplico cupinicida de todos os lados, o solvente vai evaporar e vai deixar a cipermetrina, que é o ingrediente ativo que vai proteger a madeira contra cupins, brocas e formigas. Isso não importa?
Interno ou externo?
Interno ou externo. Porque depois eu vou dar o acabamento sobre ele. Então, geralmente, eu aplico ele direto. E quando for madeira muito resinosa, no caso só dos stents, ou meio que vernizes internos, o que é madeira resinosa? Um IP Tabaco, um Kumaru, são madeiras já da geralmente que tem resinas, óleos e tilos, que quando vai para o acabamento migra. Então, quem está assistindo o nosso, já pode pegar. Sabe quando você pinta aquele forro de branco e no nó fica todo amarelinho? É isso. Quando o cara vai fazer, às vezes, uma pintura de esmalte, mesmo numa porta de madeira, ele migra e vira amarelo o esmalte.
Por que, desculpa, você pode repetir esse ponto? Porque eu já me deparei com isso, já. Eu vou muito em obra, né? Então, já... me deparei, eu não consigo ajudar a pessoa. Geralmente eles ficam pintando, tentando pintar de novo.
Isso, isso sempre vai começar a migrar.
Desculpa, só repete esse ponto pra gente, porque acho que muita gente deve passar por isso.
Deve passar por isso. Tem dois processos que acontecem, que é essa migração da resina, e quando você não enxerga a demora na secagem. Demora às vezes 15 dias e não seca o verniz, por exemplo. Então o que acontece? A madeira tem uma resina, que é a que dá a característica natural, Dei resistência àquela madeira, né, uma resistência a cupim, a broca. Então, um epetabaco no seu cerno, ele resiste mesmo, é naturalmente direto. Só que quando eu vou para o acabamento, então, por exemplo, às vezes eu pego, nem sem uma madeira resinosa, mas pego uma madeira de pinos e que você tem os nós e esse nó é um bolsão de resina. O que que acontece? Quando eu vou pro acabamento, por exemplo, com esmalte, essa resina migra, porque o esmalte umidece essa resina e ela vai migrando pra cima. É como se fosse mancha de caneta, batom, ele vai migrando. Então nós temos um produto chamado Isolare, isola resina, por isso que chama Isolare.
Isola aquela área.
Isso, você vai isolar aquela madeira.
Ah, mas eu vou passar, no caso, na porta inteira.
Isso.
Porque quando aconteceu, só para contextualizar de novo, geralmente, eu lembro que a gente estava nessa obra, e apareceu essa mancha em dois pontos. Enfim, eles não conseguiam resolver.
Então, ali você aplicaria o isolante, depois aplicaria o acabamento, e essa migração não vai mais passar. O isolar é a base solvente, É álcool, então ele tem uma secagem extremamente rápida e ele vai permitir que a madeira respire, mas o óleo não migre mais para o acabamento.
Entendi.
Então ele é muito usado nessa parte para isolar esse tipo de problema.
E aí está resolvido.
E aí está resolvido. Então, quando você se deparar com isso, você tem um isolante. E depois você vai para os acabamentos. Então, basicamente, você tem... normalmente um portão, uma porta direto é um acabamento direto ou eu aplico um isolante se a madeira for extremamente resinosa que é o caso do Dex de IP ou a seladora no uso interno fora isso eu vou se a madeira for muito mole e tem exceção de cupim eu faço uma proteção prévia e de maneira geral eu dou acabamento direto sobre a madeira direto sobre a madeira Entrei com o acabamento direto. Então, essa madeira vai ser utilizada aonde? Isso que a gente começa a segunda fase. Da escolha do produto ideal para o tipo de superfície ideal. Então, a gente fala, madeira é tudo a mesma coisa. Não. E onde ela vai ser utilizada muda muito.
Então, a mesma madeira dependendo do local de utilização você...
Isso, que é aquilo que eu comentei. Eu vou por uma porta interna. Cara, eu não preciso do filtro solar enorme. Então, eu posso me deparar com um produto três vezes mais barato, um copal marítimo, por exemplo, que vai deixar uma madeira, um copal, por exemplo, olha a transparência no copal, no verniz copal. Ele não tem o que? Não tem filtro solar. Então ele não vai amarelar, ele não amarela, você vê que o marítimo já é levemente mais amarelado, ele não vai amarelar, e como é uma área que não pega sol e chuva, ele vai durar muito tempo. aí eu não quero um produto acetinado, eu quero um produto fosco, como esse aqui, que é o marítimo fosco. Agora, uma dica especial para quem está usando produto fosco acetinado.
Mas é dica constricash, é isso?
É, isso aí.
Ou você já deu essa dica em outro lugar? Não, não.
Mas o que eu te falo é o seguinte, todo verniz nasce brilhante. Todo verniz da segurança. Mesmo fosco. Isso.
Tá.
Então, o que a gente põe? Põe uma pasta fosqueante. Então, pra ele transformar num acetinado, eu ponho um pouquinho de pasta. Quando eu coloco mais pro fosco, eu ponho um pouco mais. E o que que acontece? Naturalmente, esse material é mais pesado. então ele tende a sedimentar no fundo da lata então durante a pintura a gente sempre recomenda em acabamentos acetinados mexer bastante, homogenizar bastante a lata porque é comum o pintor ou profissional que está usando e ele não faz uma mistura correta que a gente chama de homogenização do produto ele começar brilhante e terminar fosco Então isso é bastante comum. Então é uma dica que eu sempre falo de acabamento.
Então isso durante a aplicação, em alguns momentos ele vai lá e vai misturar.
Misturar porque ele tende a sedimentar. Fui para a escolha de verniz e stem. E aí eu entro, solução base água ou solução base solvente? Qual eu escolho? O que aconteceu ao longo do tempo? As soluções base água para madeira e para esmalte evoluíram muito, muito, muito. Isso acontece com os esmaltes sintéticos e assim acontece com os stents, por exemplo, ou vernizes, que já começam a ter soluções base água. Então a qualidade de resina, a qualidade de matéria-prima hoje que se apresenta, ela consegue ter um produto que é um pouco mais caro, ainda a solução base-água é um pouco mais cara que a solução base-solvente, mas que tem uma durabilidade igual à base-solvente. Qual é a vantagem do base-água? Ele deixa... Essa é uma solução, por exemplo, base-água. Esse é um Osmocolor Nogueira, uma solução base-água. Ele deixa o veio da madeira, o desenho natural dessa madeira mais evidenciado. Então você consegue sentir esse toque da madeira. Olha que lâmina, por exemplo.
Você consegue sentir. Você sente a madeira, né?
Você sente a madeira, mas, evidencialmente, você tem esse aspecto mais natural. Você tem uma solução que reduz 66% a mão de obra em tempo. Por quê? Porque eu dou três demãos no mesmo dia, em que uma solução base-solvente eu vou dar uma demão a cada dia. Então, a gente reduz dois dias de mão de obra em tempo para que ele dê uma demão, depois outra demão e outra demão em espaço de tempo.
Então isso se torna muito mais barato, né?
Se você fizer essa conta. Principalmente quando você quer velocidade. eu tenho mais pressa de fazer a entrega e eu tenho problema de secagem esse produto seca em duas horas então uma solução que está meio úmido, frio e eu quero dar acabamento, uma solução base água ele vai te ajudar muito mais rápido. Aonde que eu falo que a solução base solvente é melhor? Em áreas em que o filme é muito grande, tipo, eu vou pintar aquele do fazendo muito grande, uma área muito grande e é colorido. Como o produto seca muito rápido, o profissional que estiver pintando ele não pode parar para atender o telefone e tudo mais, ele tem que continuar e terminar. Por quê? Ele vai secar muito mais rápido que a solução base solvente. A solução base solvente ele seca mais lento, mas permite que eu Pentei mais a peça. A solução base água, eu vou ter que ser mais rápido e contínuo na minha pintura. Porém, hotelarias, restaurantes, áreas que você tem que pintar num dia e liberar no outro. Eu estava no outro final de semana, um pessoal também de carpintaria fazendo dentro de uma solução. de ripados num escritório de arquitetura, fazendo ripados de madeira. E era domingo. Então eles estavam pintando com uma solução base água, e no outro dia ia entrar todo o escritório pra trabalhar. Perfeito.
Tranquilo.
Não vai sentir cheiro, não vai sentir nada. Eu quero dar três demãos, duas demãos no mesmo dia. Estava pintando. Então essa solução, ela ajuda muito essa questão de time, tempo.
Rafael, nesse sentido, que eu acho que quem está tendo a oportunidade de ouvir ou assistir esse podcast está aprendendo bastante, principalmente na questão, principalmente na importância de ser profissional, de ter treinamento. Como que é o treinamento? Como que você entende que o mercado, se o mercado está preparado ou não?
Bacana.
Como que você, que é do dia a dia, você acha que os profissionais estão aptos, estão treinados Olha, o profissional.
De pintura ele evoluiu bastante. Nós estamos falando, esse ano, a Associação Brasileira do Pintor Profissional vai completar sete anos, com mais de 10 mil pintores cadastrados dentro da associação. As indústrias têm se esforçado junto com as lojas, que são os nossos parceiros e os campos, de evoluir nos treinamentos para pintores. Então há um treinamento e uma melhora da qualificação dessa mão de obra. Então, os treinamentos, eles têm sido feitos dentro das lojas ou mesmo dentro da indústria. Tem o Clube da Madeira, que é um espaço dentro da fábrica dedicado com equipamentos até de pinturas, sistemas bancadas para que vocês possam aplicar produtos, para que realmente aquele profissional saia mais qualificado do que entrou. Fora isso, entrou também umas modalidades de treinamento online. Então há muito treinamento online para distâncias muito longas, porque às vezes as pessoas estão muito longe. Quando a gente fala de capital, é muito mais fácil.
E como que tem sido a adesão, Rafael, desse presencial e do online? Por exemplo, quanto tempo dura um treinamento desse, pelo menos esse treinamento básico, para que a pessoa aprenda pelo menos esse básico, da importância desse tratamento, enfim?
O básico é de um dia, no presencial. Então ele vai de manhã, recebe toda a parte teórica. E no período da tarde ele aplica, no período da manhã pra tarde, ele aplica todos os produtos. Porque aí ele vai entender a diferença de base água, base solvente, selador, isolante, depois os removedores.
Tipo de aplicação, né?
Isso, tipo de aplicação. No online, ele acaba sendo em três módulos, que a gente fala que é preparação da madeira, então como a gente prepara essa madeira, Depois, como a gente escolhe o acabamento para essa madeira, então as diferenças de vernizes...
O que seria a preparação?
Preparar é lixar a madeira, no sentido dos veios dela, sempre no sentido dos veios. Corrigir trincas, fissuras, buracos de prego com as massas. Escolher o isolante ideal, só para a situação ideal, para aquela madeira. Se eu uso cupinicida ou não e depois qual o acabamento que eu vou. Então aí eu tenho os acabamentos de vernizes, os acabamentos de Stain e os Stain base água. Então nos vernizes eu tenho, começa com copal e aí o que vai dessa ordem aqui? É o filtro solar, aquela proteção do filtro solar. Então começa com copal, depois o marítimo, depois o O verniz tingedor. O verniz tingedor nada mais é que o marítimo colorido. Olha que doido.
Marítimo colorido.
Aí chamou verniz tingedor. Depois eu venho com o triplo fito solar e o mais moderno de todos, que é o alta performance. Que é o verniz de alta performance. Hoje, no top de mercado... Nós estamos falando de top de mercado para uma área que você quer um portão. que você quer uma durabilidade, uma esquadrilha, uma tabeira, aquelas áreas que você... e teques de piscina, guarda-corpos. Então, são situações em que a durabilidade, ele precisa ser maior. Então, eu opto por esse tipo de acabamento.
Não, é muito bonito, por sinal, né?
Isso, muito bonito. E aí, depois eu entro para a renovação.
Então, é preparação...
É preparação, acabamento e renovação. O que é renovação? Eu vou lá e preciso fazer uma renovação daquela superfície. Então, como a gente falou anteriormente, nós estávamos com a obra ali na Estação da Luz e precisava fazer uma restauração para tirar aquela tinta antiga até da parede. Então nós temos um removedor, né, que é um nome bastante sugestivo, Striptease, que ele remove... Striptease, gostei do nome! Que ele remove bem a tinta, né, da parede, da superfície e tudo mais. Então ele remove, tira essa tinta antiga, e aí eu parto para o acabamento. Então toda aquela... eu tive o prazer de subir na estação, andar por cima dela mesmo, o lanternim. Então todo aquele lanternim que é a parte frontal das duas áreas é um acabamento de osmocola e todo o forro interno da estação é osmocola.
E esse projeto você fez a consultoria?
Sim, era uma empresa que fazia toda a obra, que na época era Concrejato, que é a mesma que fez também o Museu do Ipiranga. Era um arquiteto olímpico e ele estava pedindo uma solução para os acabamentos. E a gente pegou um pedaço de forro da estação e foi testar a resina. Então era uma madeira de P, tinha mais de 60, 70 anos aquele forro de madeira de P e a gente foi testar a resina. Como que a gente testa a resina? Uma coisa bastante simples, a gente pega a cor branca, a tinta branca, a base solvente, lixa a madeira e aplica. O que que acontece? Se tiver resina, ela vai migrar e vai amarelar essa peça na hora. Na hora, você vê a migração. Em questões de minutos, ela já tá amarelada.
Parece que ela cria uma bolha também, não cria? A impressão.
Não, ela cria uma resina mesmo.
Uma resina.
Você vê ela vermelhada, o Ipetabaque, ela sangra assim, né? que é a IPI que tem no IP e aí o que acontece nesse caso aqui a gente partiu por isolante para aumentar a durabilidade do acabamento e partimos por uma cor sólida no caso ali era uma cor sólida de um stem cor sólida que eles queriam que é um amarelinho no forro né então foi feito todo o acabamento do forro E do lanternin foi um marrom bastante escuro que era essa parte. Então a renovação é quando eu utilizo os removedores para restaurar a superfície anterior. Então eu tenho o removedor para a deck. e tem um removedor para múltiplas superfícies, removo hoje, o Striptease remove, textura acrílica, grafiato, granelite, quartzo, então imagina você tem aquela textura antiga, um grafiato e você quer tirar aquele acabamento, então você pode, Hotel Glória do Rio de Janeiro inteiro, foi feito toda a fachada também foi removida, Então é um produto que ele vai remover e restaurar esse acabamento que você tem uma dificuldade muito grande para chegar e depois da solução do outro acabamento.
Rafael, nessa questão de renovação, acho que eu vou chamar agora de retrofit, enfim, tem cases aí que é a Estação da Luz, o próprio Museu do Ipiranga. Vocês também fazem esse trabalho não só para madeira, mas também para superfície de pedras, aqueles tijolos aparentes. Como que funciona esse processo de retrofit, tendo em vista que você é um especialista nesse sentido de acabamento?
Tem duas soluções. para pedras, que são as resinas acrílicas, que seriam verniz. E nós temos os hidrofugantes, que é o Coromix, que é um produto que é um stem, que deixa o efeito natural. Então, o Coromix vai ter um efeito extremamente natural para a sua pedra. Você não vai enxergar que tem nada. Nesse caso, você não vai enxergar o produto. Mas quando essa água cai sobre a superfície, ela não penetra mais. Então, para aquela superfície que quer aumentar a durabilidade do substrato, a pedra, o tijolo aparente, toda superfície que tenha basicamente o composto de pedra, a sílica, que é o composto da pedra, ele vai estar reagindo com a sílica. Então diferente de uma tinta que é uma decomposição, esse ele muda a cadeia de carbono e muda a reação. Ele forma uma reação hidro repelente, não óleo repelente, mas hidro repelente. Então a água não penetra mais nessa superfície. Isso faz com que ele tenha dois efeitos. Não vai criar límone em bolor. Então essa superfície fica muito mais protegida. E a segunda chama Easy Clean. toda vez que tem uma alta hidro repelência a película de grandes sujeiras de pó que vai para a superfície quando chove essa própria chuva vai fazer limpar com a gotícula então ela tem como se fosse um auto limpante porque ele te facilita muito mais a superfície o ideal esse produto diferente do acabamento todo acabamento aqui a gente chama película úmida sobre seca, que é pintar uma superfície úmida sobre seca. No Coromix é úmido sobre úmido, porque como ele seca muito rápido, abaixo de 30 minutos eu tenho que dar a segunda demão. Se eu passar isso, eu vou dar a segunda demão e ele já dá hidrorrepelência.
Então você tem que ter, de fato, também um treinamento específico.
Um treinamento bastante simples, é só o tempo de secagem. Você aplica com costal, você aplica por imersão, você aplica em pinteiras de concreto.
E dependendo da área de aplicação, por exemplo, se tiver incidência de sol ou alguma coisa, você tem que tomar um cuidado muito maior.
Ou você faz uma aplicação em menor tempo.
Rafael, e como que funciona esse processo de direcionamento junto aos arquitetos? Porque o arquiteto, tudo bem, ele especifica, aí a indústria vai, testa, legal, funciona. E como que é esse processo depois ali no processo de formação dos profissionais? Como que está esse cenário?
Eu acho que tem dois relacionamentos bastante importantes que a gente tem que estar muito aberto. é que as indústrias, de maneira geral, elas estão abertas aos arquitetos para orientação nas nossas especialidades de acabamentos que eles possam colocar dentro da obra. A gente sabe que é um desafio muito grande, tanto para o arquiteto, a quantidade de materiais, a quantidade de revestimentos, ter um conhecimento bastante profundo de cada etapa. Então às vezes ele sabe que é um verniz Stain, mas não sabe a diferença que tem um Stain para decks, que tem um verniz para pisos, escadas e outras superfícies que tem resistência a risco, que é totalmente diferente. Então quer dizer, eu tenho uma solução que está aqui dentro dessa mesa, que não é tudo igual, eu tenho um base água, um base solvente, com filtro solar, sem filtro solar, então quer dizer, eu tenho vários tipos de vernizes, então a Montana e as indústrias de maneira geral, eles têm como característica o 08000 agora, os canais, tanto das redes sociais, que tem um corpo técnico que normalmente faz até especificação em obras.
Então, só que assim, quando você faz essa especificação em obra, tudo bem, ali você tem o apoio quando esse arquiteto está especificando. Tudo bem. Agora, o que me preocupa, na verdade, do outro lado, visitando as obras, é de fato essa questão da formação mesmo desses profissionais. O que você traz hoje de número que vocês estão formando junto com outras indústrias?
O mercado de tintas é um mercado bastante grande. Ele é o quinto maior mercado de tintas do mundo. Nós estamos só atrás da Alemanha e por projeções da própria Abrafat, eu acredito que nos próximos anos a gente chegue em quarto maior mercado de tintas do mundo. Nós temos aí dentro do setor 138 mil lojas de matérias de construção que 63% tem tintas dentro dos seus ambientes. Nós temos 12 mil lojas de tintas especialistas, 2 mil indústrias de tintas, então quer dizer, nós estamos em indústrias de tintas regionais, nacionais e multinacionais. em sua composição, cada um com as suas especialidades. E nós temos também em torno de 1 milhão e 200 mil pintores. Incrível que pareça, 8% já são mulheres, tá?
8%?
8% são mulheres na pintura.
Que é um número extremamente baixo. Você olha todo esse número.
Mas vem notando que vem crescendo a participação da mulher na pintura e dos casais na pintura. A gente treina em torno de 45 mil pintores por ano através dessas ações. Então o mercado, eu acredito que ao longo do tempo, através das revendas e através das suas áreas, deve treinar em torno de meio milhão de profissionais por ano. Visto que a gente estava comentando que a feira, a Feicom, por exemplo, provavelmente número absoluto foi a feira e que o pintor foi o que mais participou da feira. Em detrimento do pedreiro, do encanador, de outros elementos da profissão, nós tivemos presença de pintores de todo o Brasil. Então isso faz com que ele se aproxime da indústria. Então hoje, antigamente, nós tínhamos a indústria, o varejo e o varejo com o profissional pintor, o pintor profissional. Hoje esse triângulo aqui ficou direto, então a indústria fala direto com o pintor, o pintor fala direto com a indústria, a indústria fala com o varejo, o varejo fala com o pintor, o pintor fala com o varejo. Então hoje esse trabalho aumentou muito. E por que é o desafio da indústria? Quando a gente tem uma mão de obra muito mais profissional, principalmente na repintura e que melhore a qualidade e a percepção do nosso consumidor. No uso desse profissional, a gente vai pintar cada vez mais. Que ele possa usar mais cor, que ele possa mudar o ambiente. A tinta é o único revestimento que eu saio de manhã, volto à tarde e o ambiente é outro. Porque ela muda realmente os ambientes. Então isso faz com que rapidamente a gente mude esse cenário. Então há um trabalho muito grande da formação, não só técnica desse profissional, da formação como gestor de vendas, uniformização, orçamento, gestão financeira. A gente tem um trabalho muito forte nessa formação junto com a Associação do Pintor Profissional, então um trabalho bastante forte na qualificação dessa mão de obra e dois pontos importantes que eles vêm mudando, são as proteções já da obra, então o cuidado que ele vai ter agora, isso vem crescente, o cuidado na proteção dos ambientes, por quê? Porque ele está dentro de uma residência, está dentro de uma obra que o arquiteto colocou, acabou de colocar um piso hiper caro, e ele quer fazer a proteção, então vem crescendo muitas proteções dos ambientes e a segunda que é a limpeza pós obra. Então há muita mão de obra já ofertando não aquela limpeza pesada mas uma limpeza bastante importante que é a limpeza de todo o ambiente para entrega. Então há uma evolução muito grande. Sabemos que tem muito a ser feito bastante mas se a gente for pensar dos últimos sete anos para cá a evolução é drástica.
É, e esse ponto que você falou da questão da limpeza é muito importante, porque um profissional que tem uma capacidade de fazer um ótimo acabamento e entregar aquela obra com nível de limpeza excelente, com certeza esse profissional vai se destacar muito na dúvida.
O grande desafio, talvez futuro, é como a gente entra, e aí o mercado de tintas como um todo, como que a gente entra na obra, na verdade, nas construtoras. A gente traz uma melhoria das construtoras no sentido de pintura, porque aquela pintura, ela é mais robotizada, vamos dizer, ela é a primeira etapa e ela não é os revestimentos finais. Ela é uma pintura de entrega. Ela tem como característica todo o mercado separado da pintura residencial e tradicional normal.
Rafael, e o profissional que está ouvindo ou assistindo a este podcast, imagina que ele está em busca de conhecimento, como que você direciona esse cara? Qual que é a primeira etapa? Vai aqui, vai ali?
Então assim, eu recomendo que ele, se ele é um pintor profissional, por exemplo, nós temos a Associação Brasileira do Pintor Profissional, que é a ABRAP, que tem uma IBPM, Movimento Brasil por um Pintor Melhor. Então, ele possa fazer contato com eles. Dentro lá, eles têm mais de 120 grupos do WhatsApp, dentro das regionais, com braços, líderes, que vão apoiá-los e ele vai entrar e vai se cadastrar gratuitamente e vai ter o primeiro acesso. Segundo, é que as indústrias, de maneira geral, e dentro desses grupos, ofertam seus treinamentos. de maneira também gratuita, então ele vai começar a ofertar e treinar. A própria BRAP tem um treinamento para pintor. E hoje tem muitas indústrias também trazendo as universidades de pintura. Então hoje tanto a indústria de tintas como o próprio Senai tem um curso de formação acadêmica de pintor profissional. Então o mercado ele vem crescendo nessa etapa de formação desse pintor residencial. Então hoje ele tendo já acesso a BRAP ele vai ter acesso aos grupos, aos braços e tudo mais. Então o conhecimento não tem. Então, eu acho que tem os veículos de trades, que são os veículos do setor de tintas, também com seus apps, que ele tem acesso na palma da mão.
Ah, bacana.
Então, de fato, o mercado, ele tem bastante informação. E isso faz com que a gente melhore essa relação do que se passa e o que ele tem.
Rafael, e antes da gente encerrar o nosso episódio, tem algum ponto que você gostaria de dar destaque aqui nesse episódio?
Não fique com dúvida. As pessoas que estão aí entram em contato conosco ou com o mercado de maneira geral. Existem soluções para cada tipo de superfície. Eu brinco nisso, eu faço a diferença porque às vezes você tem sete vezes mais filtro solar, mas você tem uma durabilidade muito maior, então aquilo que você quer dar ao seu consumidor aquilo que você quer dar ao seu cliente. Você tem, por exemplo, efeitos naturais de veniz PU, base água hoje, por um taco, uma soalha, uma escada, um tampo de mesa, uma mesa de madeira. Então o mercado hoje tem uma solução completa de acabamento para madeira e que você tem soluções para atender cada necessidade da sua obra, do arquiteto, do consumidor, de maneira geral, a gente consegue ter produtos para essa área.
Rafael, e no quadro convidado convida, quem você gostaria de ver aqui no nosso podcast e queria que você falasse um pouquinho desse convidado que você gostaria de convidar?
Eu acho que tem muita evolução da madeira na construção civil. Estamos falando hoje da evolução da viga laminada colada, na era MLSC. E eu gostaria de convidar Allan Dias, que é um especialista nessa área de madeira laminada colada, de engenharia em madeira, e é um especialista que seria muito legal todo mundo conhecer os trabalhos que ele tem feito.
Então olha para aquela câmera aí com você, pode convidar.
Alan, vem fazer parte aqui do podcast, falar um pouco de construção civil, falar um pouco da modernidade da madeira na construção civil, seja ele em prédios residenciais, comerciais e residências de madeira curva e várias atualidades em madeira. Gostaria de convidar também Rodrigo Cabral, que já tem uma especialidade muito em madeira, roliça engenheirada, sistema construtivo em madeira, é um arquiteto especializado nessa linha de madeira que vai trazer também muitas novidades aí. Rodrigo, seja muito bem-vindo ao podcast e traga toda essa bagagem que você tem ao longo dos anos em madeira, em construção em madeira.
Então é isso, estamos precisando de profissionais que entendem de madeira, porque a gente ultimamente tem falado muito de industrialização e faz todo sentido. A madeira faz parte aí, enfim, tem um papel fundamental.
E principalmente hoje nós estamos falando de madeira engenheirada, que é a nova tendência, principalmente em áreas grandes e quando você quer uma diferenciação do seu projeto, conhecer duas empresas, dois profissionais como esse, vai elevar a madeira em outro nível bacana nos seus projetos.
O convite está feito, agora esperar eles atenderem ao nosso convite e a gente só marcar a data, enfim. Rafael, gostaria que você desse suas palavras finais antes de encerrar o nosso podcast.
Paulo, obrigado de coração por tudo isso, por essa oportunidade de apresentar a madeira, o acabamento da madeira, de mesficar o acabamento base água, base solvente, Falar dos vários tipos de verniz, a diferença de estenho, a diferença de verniz. Eu acho que toda essa informação, ela ajuda o profissional a especificar da melhor forma e utilizar a melhor forma o acabamento. Isso vai ajudar com que os materiais tenham maior durabilidade e sejam mais usados de maneira correta no dia a dia. Então quanto maior for o nosso nível de informação e de E a gente trazer os especialistas para falar daquele tema, vai ajudar muito a parte de especificação e a parte de pintura.
E você tem uma atuação também muito forte nas redes sociais, quer deixar seu arroba aí para os nossos seguidores.
Meu é Rafael Ferreira, Underline BR. Todo mundo que puder nos seguir aí no Instagram, a gente tem as redes sociais, a gente participa também de muitas lives falando sobre o tema de acabamento e proteção de madeira, desmisticando todo esse tema e pode me seguir lá e pode mandar direto. que eu atendo e converso, até direto da obra a gente faz muito videoconferência ali pra tirar essas dúvidas do dia-a-dia que estão naquele momento, né?
Isso é bom, né? Na prática, né? Ou seja, tá valendo ali.
Valendo.
Rafael, eu queria mais uma vez agradecer a sua presença aqui. Realmente você deu uma aula para quem teve a oportunidade de assistir ou ouvir. E antes de encerrar, eu gostaria que quem está assistindo peça o que comente, o que achou, o que está achando do episódio. Se você é de São Paulo, se você é de outros estados, comentem de onde vocês estão. assistindo, ouvindo, isso é muito importante, tá? Então, mais uma vez, obrigado Rafael, peço que vocês compartilhem ao máximo nossos conteúdos e até o nosso próximo encontro aqui no ConstraeCast.
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